Reflexao final

2.291 visualizações

Publicada em

Esta texto foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular Processos Pedagógicos em eLearning e representa uma reflexão acerca das atividades desenvolvidas, aprendizagens e competências adquiridas ao longo desta uc.

  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Reflexao final

  1. 1. Mestrado em Pedagogia do eLearning, 5ª Edição - Universidade AbertaReflexão sobre a experiência deaprendizagem em PPELUnidade Curricular Processos Pedagógicos em eLearningDébora Cunha2/6/201
  2. 2. IntroduçãoNo segundo semestre do Mestrado em Pedagogia do Elearning, 5ª edição, da Universidade Aberta,Lisboa, avistei um novo e grande desafio: Fig 1 – Excerto do fórum da unidade curricular Processos Pedagógicos em eLearningEste desafio, a unidade curricular (uc) Processos Pedagógicos em eLearning, apresentou-se repleto denovidades a serem exploradas, aprendizagens a serem adquiridas e colocadas em prática.Sabia, a exemplo do primeiro semestre, que poderia contar com o apoio e orientação quase queincondicional do professor desta uc, José Mota. Muito pude aprender apenas verificando como ele agiadiante das diversas tarefas que nos ia conduzindo.O contrato de aprendizagemDos documentos orientadores das uc’s em geral, o contrato de aprendizagem é meu eleito quando oassunto é e-learning. Este documento, de extrema importância para esta modalidade de ensino, orientae esclarece as dúvidas quanto aos objetivos das unidades curriculares, as atividades a serem realizadas,prazos de entrega dos trabalhos, recursos disponibilizados, entre outros. Este documento,disponibilizado nesta uc, foi cumprido quase que na íntegra, se não fosse os pedidos de alguns colegaspara alargamento dos prazos das entregas das atividades, pedidos estes que foram gentilmente aceitespelo professor. Daqui posso salientar algumas aprendizagens: como elaborar um contrato deaprendizagem extremamente orientador, mas também saber que, por vezes, é necessário por de lado asdatas a serem cumpridas, à favor dos alunos, quando estes vêm solicitar alargamento de prazos devidoa constrangimento de tempo.Os fórunsAs orientações específicas, os fóruns de dúvidas/discussões estiveram sempre presentes em cadaatividade. Muito nos foi encorajado a participar nesses fóruns para colocar nossas dificuldadesencontradas, sucessos alcançados ou simplesmente para partilhar… Em parte esse encorajamento sedeve muito ao fato das respostas sempre atentas e rápidas do nosso professor: sabíamos que podíamoscontar com alguém que nos orientaria para o caminho correto a seguir.Os fóruns de discussão disponibilizados foram de grande importância em nossa caminhada, poistínhamos sempre a resposta atempada do professor às nossas dúvidas. O contato com os colegas domestrado foi também muito gratificante. Com eles pude trocar ideias, dúvidas, aprender… fazer amigos! 2
  3. 3. As Atividades Fig 2. Excerto do post publicado no blogue deboracunhampel05.blogspot.comAs atividades desenvolvidas foram várias. Começamos com a atividade intitulada Atividade 1 –Pedagogia do eLearning e Papel do Professor Online, onde devíamos explorar alguns recursos sobre otema, alguns deles sugeridos pelo professor, participar no fórum de apoio à esta atividade, partilharoutros recursos de interesse no Twitter, com a hashtag ppel5, e finalmente publicar dois posts emnossos blogues: um contendo uma reflexão crítica relativa à pedagogia do eLearning e outro contendouma reflexão crítica relativa ao papel do professor em contexto online.A construção desses dois textos foi bastante exigente. Muitos artigos de autores de renome em ensino adistância foram consultados, muitos também foram descartados. Desse mergulho profundo nas águasdo elearning e na sua pedagogia destaco uma frase de Downes:“…postula que o conhecimento está distribuído numa rede de conexões e que, desse modo, aaprendizagem consiste na capacidade de construir essas redes e circular nelas (Downes, 03-02-2007)”.Esse guru do ensino a distância, Stephen Downes, começa a partir daqui, entrar com grande importânciaem nossa rede de conexões através dos seus artigos publicados sobre variadíssimos assuntos cujo temaseja o ensino a distância. Fig 3. Excerto do post publicado no blogue deboracunhampel05.blogspot.com 3
  4. 4. Outra atividade interessantíssima realizada foi a Atividade 1B – Personal Learning Environments ondedeveríamos, entre outras tarefas, seleccionar dois textos/recursos relevantes para a problemática dosPLEs e publicar uma bibliografia anotada com esses itens, elaborar uma representação visual do nossoPLE, descrevendo-a e comentando-a e também comentar a produção dos colegas.Esta atividade se mostrou bastante árdua. A pesquisa de material relevante, que merecesse fazer partede minha bibliografia anotada, não foi tarefa fácil. Foram inúmeros os materiais consultados, lidos,descartados, selecionados, para finalmente eleger aqueles que me pareceram mais importantes.Escolhi dois artigos para construir a minha bibliografia anotada: Fig 4. Excerto dos posts publicado no blogue deboracunhampel05.blogspot.comAmbos os documentos são, na minha opinião, de leitura obrigatória para o entendimento da finalidadee importância de um Personal Learning Environment (PLE) para a aprendizagem na rede.A seguir foi realizado um esquema do meu PLE. Embora as ferramentas Web 2.0 estivessem semprepresentes na consecução de atividades em meu dia-a-dia, até o desenvolvimento desta atividade, nãotinha me dado conta da importância e de quanto já somos dependentes dessas ferramentas gratuitas ena maioria das vezes online, que fazem parte da construção de nossa aprendizagem em contexto onlinee não só. Utilizamos nosso PLE em várias atividades e contextos, tanto académicos como profissionais. Eisso é fantástico: termos tudo a distância de apenas uns toques no teclado do nosso computador comligação a internet. Temos o mundo todo ao nosso alcance e na maior parte das vezes, gratuito!A Atividade 2 – Elaboração de um artigo sobre práticas pedagógicas em eLearning foi um desafioespetacular, principalmente quando fomos incitados a ultrapassarmos nossa zona de conforto paraexplorar o desconhecido. Até então havia solicitado a Manuela Francisco, designer instrucional noInstituto Politécnico de Leiria, que colaborasse conosco respondendo a algumas questões sobre suaspráticas pedagógicas mas, depois da provocação de nosso professor, de sairmos da nossa zona deconforto, pensamos em ir além do imaginável: “- vamos pedir ao Stephen Downes que nos ajude nessaempreitada”! 4
  5. 5. O entusiasmo foi tanto que até nos esquecemos de algo essencial: como vai o nosso inglês??? Só nosconscientizamos desse fato quando tivemos a resposta afirmativa de Downes. E agora? Bem, não possodizer que nossa entrevista correu mal, muito pelo contrário, correu até muito bem, tirando o fatorinteração, o qual não arriscamos, com medo dos atropelos na nossa língua anglo-saxónica.Passada essa fase onde ocorreu uma enorme miscelânea de entusiamo, apreensão e expectação segue-se o transformar em palavras, em um artigo, aquilo que conseguimos aprender com nossos experts doe-learning. Por vezes a falta de informação é mau, por outro lado, quando temos muita informação,também não é bom se não soubermos o fim que devemos dar a ela ou ainda como fazemos paraselecionar aquela de real interesse, descartando as demais. E assim nosso artigo tomou forma e estaatividade ficou toda desenhada em uma wiki (http://entrevistappel5.wikispaces.com/), que representapara mim horas de esforço, dedicação, entusiasmo e também grandes aprendizagens.Finalmente chegamos na reta final desta uc com a Atividade 3 – Desenho de um curso online eelaboração desta reflexão.Para a consecução desta última fase deveríamos, antes de mais, apresentar uma proposta de curso paraque fossemos orientados a partida, caso estivéssemos em caminho contrário ao pretendido naaprendizagem. Tínhamos ao nosso dispor, como de hábito, o fórum de discussão/dúvidas, com apresença sempre muito ativa do professor, indicações para partilharmos recursos encontrados noTwitter com a hashtag: ppel5 e, é claro, explorar, explorar, ler, ler, ler, selecionar, testar, rever.Se as outras tarefas já foram exigentes esta, a última, não podia ser menos. Aliás, aqui encontramosalguns entraves logo a partida: o tema que a princípio selecionamos, não foi muito do agrado ou como oprofessor mesmo referiu: “não fiquei aqui aos saltos de entusiasmo com os temas que propõem :-).”Bem… vamos tentar focar em outros temas! Daí surgiu a ideia de construirmos um curso para serutilizado em contexto profissional, ou seja, para formadores do ensino presencial que irão em brevemigrar para o e-learning.Construímos um esboço do pretendido e fomos em busca de uma plataforma que nos disponibilizasseonline o nosso curso. Selecionámos a princípio três plataformas: o Course Sites, o Scoology e oFreeMoodle. Depois de alguns testes efetuados às ferramentas, optamos por escolher o FreeMoodlepara alojamento do curso. Entretanto foi-nos recusado nosso pedido. Fig 6. Recusa da plataforma FreeMoodle para alojamento do cursoOs testes realizados anteriormente com as outras ferramentas foram novamente retomados e optámosentão pelo CouseSites, uma plataforma Blackboard. A exploração inicial deixou-nos um poucodesmotivadas, porque estamos muito ligadas ao moodle em nosso contexto profissional e nesteconseguimos realizar tudo, muito rapidamente. Não nos conformando com o fato da recusa de nossocurso, fizemos novo pedido. Contudo, continuamos a aprender/desenvolver nosso curso no CourseSites. 5
  6. 6. Bem, afinal tudo se consegue com esforço, e grande foi o entusiasmo quando as coisas começaram atomar forma em uma plataforma não utilizada, anteriormente, por nós. Entretanto, nos chega agorauma resposta afirmativa ao nosso segundo pedido. Hesitamos antes de decidir reiniciar o trabalho,agora no moodle, pois afinal havíamos já desenvolvido algum trabalho significativo e a ferramenta(CourseSites) se mostrou bastante poderosa para o efeito que desejávamos. Ponderamos e o poucotempo disponível acabou por falar mais alto e decidimos concluir o curso no CourseSites em um períodomais apropriado e reiniciar o trabalho no FreeMoodle. Saliento também que este curso será tambémalojado na plataforma NetForma Da Vinci Web 2.0 – 3.0 com o modelo Pedagógico e AndragógicoSAFEM-D (?). Isso é que vai ser mais uma aprendizagem!ConclusãoForam grandes os esforços para conseguirmos sempre cumprir os prazos estipulados no contrato deaprendizagem, fazendo por vezes os trabalhos em horas totalmente impróprias para a saúde do corpo,da mente e até para a saúde do bem estar familiar. Fig 5. Algumas dificuldades na gestão do tempoEm todas as atividades realizadas, existiu uma componente prática extremamente desafiante e tambémmuito motivadora. Adquiri, ao longo desse percurso, muitas competências que culminaram, naAtividade 3, com a prática efetiva de aspectos pedagógicos relevantes para o modelo deensino/aprendizagem em estudo.O “como fazer” vou levar como exemplo o papel do professor desta uc que conduziu perfeitamente auc, e toda a turma. O papel de motivador, incentivador, o de dar feedback à todas às questões edúvidas, os comentários anexados às avaliações das atividades, a organização demonstrada… todosesses aspectos que observei serem realizados é a melhor aprendizagem que se pode adquirir.Processos Pedagógicos em eLearning representou neste mestrado, uma unidade curricular de extremaimportância para o percurso profissional que se avizinha. Adquiri aqui conhecimentos de práticaspedagógicas essenciais para meu futuro profissional e aí poderei exercer todas as competênciasadquiridas, através de bases académicas sólidas e experiências práticas de peso. 6

×