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PORTFÓLIO REFLEXIVO     PRA
 DE APRENDIZAGENS
PRA
         O QUE É UM PORTFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGENS?
   O Portfólio é a base de trabalho para todo o processo RVCC, quer de nível Básico, quer de
nível Secundário.

   O Portfólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA) dos candidatos é um documento que se articula
e decorre do Balanço de Competências (BC).

   O trabalho desenvolvido com o profissional de RVCC e com os formadores ajudam-no a
colocar em evidência as competências adquiridas.

  É uma colecção de documentos vários (de natureza textual ou não)

  Revela o desenvolvimento e progresso na aprendizagem

  Explicita os esforços relevantes realizados para alcançar os objectivos acordados.

  Documenta experiências significativas e é fruto de uma selecção pessoal.
PRA
Algumas indicações…
   Os conteúdos do PRA devem ser um reflexo directo das competências que o adulto detém
e, se necessário, incluir registos da equipa técnico-pedagógica que explicitam a forma como
determinados comprovativos aí incluídos permitem evidenciar as competências constantes nos
Referenciais.

  À medida que o PRA se vai consolidando, a equipa técnico-pedagógica, juntamente com o
adulto, vai estabelecendo correlações entre esse instrumento/produto e o Referencial de
Competências-Chave/Referencial do RVCC Profissional.

   No âmbito do reconhecimento de competências, pode ainda haver lugar ao desenvolvimento
de formações complementares, no Centro Novas Oportunidades, cuja duração não ultrapasse
as 50 horas/adulto.
PRA
     COMO CONSTRUIR UM PORTFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGENS?


Um Portfólio em formato dossier ou e.portfólio é antes de tudo um documento pessoal.

É o adulto que o deve estruturar do ponto de vista de ser este que deve organizar a sua
estrutura de competências que pode demonstrar ao longo do processo de RVC.
PRA
Começar o PRA…


Como início de construção do PRA podem ser utilizados:

 Materiais gerais:
-narrativas ou relatos autobiográficos indirectos

 Materiais biográficos adicionais:
 - documentos pessoais que revelem actividades, práticas e testemunhos – diários, documentos
oficiais, fotografias, materiais gráficos de ordem vária, cartas, respostas a questionários e
entrevistas, textos;
- diversos da autoria do próprio adulto…
PRA
     Reflectir é preciso…

        A utilização da História de Vida/Autobiografia podem ser um ponto de partida. Mas é
        necessário que para cada acontecimento ou competência significativa o adulto faça uma
        reflexão:

a)      Como é que este acontecimento/facto alterou a minha vida?
b)      O que aprendi com esta experiência?
c)      O que deixei de fazer por ter tido esta experiência?
d)      Que aprendizagens adquirir para além deste acontecimento?
e)      Quais os pontos fortes e fracos dessas aprendizagens?
f)      O que podia ter feito melhor?
g)      Que importância teve este facto/acontecimento na minha formação a nível pessoal e
        profissional?
h)      Que relação teve este acontecimento/facto com o que hoje sou enquanto
        profissional/pessoa?
i)      Que relação posso tirar deste acontecimento/facto relacionando-o com as áreas de
        competência-chave do processo RVC?
PRA
Narrativa autobiográfica no PRA…


         • Relato simples dos              • Relato reflexivo sobre o que
                                             aprendemos com os
           acontecimentos de vida
 Não                                 Sim     acontecimentos de vida



                                           • As fotografias são utilizadas
         • Conjunto de fotografias           para retratar momentos de
           dos momentos mais                 aprendizagem significativa
 Não       marcantes da nossa vida
                                     Sim     e/ou competências
                                             desenvolvidas



         • Sem explicitação de
           competências e/ou               • É escrita na primeira pessoa do
           conhecimentos e/ou                singular (EU)
 Não       funções                   Sim
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                                        pessoa que sou?



   “Os adultos são as suas experiências de vida.”


  Cada adulto é único.
  Cada experiência é vivenciada de forma diferente.
  Cada adulto tem as suas aprendizagens.



LOGO...
  Cada processo de RVCC é individual e único.
PRA
Autobiografia…
É mais do que um relato do percurso de vida de cada um.
É uma REFLEXÃO acerca desse percurso.

Interrogação permanente da sua vida e percurso, atribuindo-lhe sentido.



                   •   Acerca das aprendizagens:
                        – Escolares
                        – Profissionais
                        – Pessoais
Reflectir               – Sociais
                   •   Como?
                        – O que aprendi?
                        – Como aprendi?
                        – Que mais-valias obtive?
                        – Que obstáculos ultrapassei?
PRA


 Reflectir também acerca de:
Que alterações ocorreram na minha vida em consequência desses episódios?
Que outro caminho podia ter seguido? Que aprendizagens/experiências podiam ter daí advido?
O que podia ter feito melhor?
Para além das mais evidentes, que outras aprendizagens resultaram desse momento?
Que importância teve esse momento na minha formação?
Quais os pontos fortes e fracos dessas aprendizagens?
Qual a contribuição desse episódio para o indivíduo que sou hoje?




                  A reflexão permite revelar aprendizagens
Que aprendizagens/descobertas?

Que benefícios, facilidades, dificuldades?

Que evolução?
PRA
Um exemplo…


O Sr. José tirou, em 1983 um curso de electricista.
Coloca no seu dossier o certificado e na história de vida relata esse acontecimento.

Para que o seu dossier se transforme num portfólio este terá que responder às questões
anteriores de uma forma narrativa.

Por exemplo: Que aprendizagens adquirir para além deste acontecimento?

“Aprendi a importância da formação profissional ao longo da vida. Esta ideia de ir melhorando
sempre o que sei fazer enquanto profissional é o que me tem qualificado para os desafios do
futuro.”
PRA
A forma do PRA…


O Portfólio Reflexivo de Aprendizagens deve ser lido como um “livro”.

Não devem existir separadores para as áreas de competência, assim como não devem estar
divididas as aprendizagens.

O adulto pode descrever, como se uma história se tratasse, a sua história de vida.

A partir deste fundo, o profissional e o adulto elaboram um relato reflexivo sobre estes
acontecimentos.
PRA
Tomemos como exemplo o seguinte…


“ Aos 22 anos fui trabalhar para um laboratório farmacêutico como técnico. Aprendi a dosear
químicos e a testar materiais essenciais para a criação dos medicamentos.”

Aqui pode ser adicionado uma caixa de texto, logo abaixo, onde o adulto faça uma reflexão
sobre esta aprendizagem ao nível das competências, assim como, ao nível das áreas de
competência-chave.

Pode o adulto referir o que aprendeu nas 4 ou 3 áreas essenciais descrevendo reflexivamente
as competências e aprendizagens.
PRA
Conclusões…

Se o PRA é um livro da história de aprendizagem do adulto, a organização e o índice cabe ao
próprio, pois ele é que sabe os capítulos desse mesmo livro. No entanto, a existência de um
referencial para as áreas de competência pode ser tido em conta para a elaboração do PRA.

Este deve revelar as evidências que no referencial estão contidas. Não de uma forma rígida,
mas flexível.

O adulto que inicia o seu PRA deve pensar que está a escrever a história de tudo o que
aprendeu. E o começo é sempre simples. A sua vida. Mais profissional que pessoal. Pensada,
problematizada, reflectida. Para que o adulto encontre na sua vivência, com o apoio do
profissional RVC as competências necessária para validação. Mas este “encontrar” deve ser
sempre acompanhado de uma visão de questionamento sobre o que foi aprendido e o que foi
esquecido ou menos importante.

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PRA - Portefólio Reflexivo Aprendizagens [RVCC]

  • 2. PRA O QUE É UM PORTFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGENS? O Portfólio é a base de trabalho para todo o processo RVCC, quer de nível Básico, quer de nível Secundário. O Portfólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA) dos candidatos é um documento que se articula e decorre do Balanço de Competências (BC). O trabalho desenvolvido com o profissional de RVCC e com os formadores ajudam-no a colocar em evidência as competências adquiridas. É uma colecção de documentos vários (de natureza textual ou não) Revela o desenvolvimento e progresso na aprendizagem Explicita os esforços relevantes realizados para alcançar os objectivos acordados. Documenta experiências significativas e é fruto de uma selecção pessoal.
  • 3. PRA Algumas indicações… Os conteúdos do PRA devem ser um reflexo directo das competências que o adulto detém e, se necessário, incluir registos da equipa técnico-pedagógica que explicitam a forma como determinados comprovativos aí incluídos permitem evidenciar as competências constantes nos Referenciais. À medida que o PRA se vai consolidando, a equipa técnico-pedagógica, juntamente com o adulto, vai estabelecendo correlações entre esse instrumento/produto e o Referencial de Competências-Chave/Referencial do RVCC Profissional. No âmbito do reconhecimento de competências, pode ainda haver lugar ao desenvolvimento de formações complementares, no Centro Novas Oportunidades, cuja duração não ultrapasse as 50 horas/adulto.
  • 4. PRA COMO CONSTRUIR UM PORTFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGENS? Um Portfólio em formato dossier ou e.portfólio é antes de tudo um documento pessoal. É o adulto que o deve estruturar do ponto de vista de ser este que deve organizar a sua estrutura de competências que pode demonstrar ao longo do processo de RVC.
  • 5. PRA Começar o PRA… Como início de construção do PRA podem ser utilizados: Materiais gerais: -narrativas ou relatos autobiográficos indirectos Materiais biográficos adicionais: - documentos pessoais que revelem actividades, práticas e testemunhos – diários, documentos oficiais, fotografias, materiais gráficos de ordem vária, cartas, respostas a questionários e entrevistas, textos; - diversos da autoria do próprio adulto…
  • 6. PRA Reflectir é preciso… A utilização da História de Vida/Autobiografia podem ser um ponto de partida. Mas é necessário que para cada acontecimento ou competência significativa o adulto faça uma reflexão: a) Como é que este acontecimento/facto alterou a minha vida? b) O que aprendi com esta experiência? c) O que deixei de fazer por ter tido esta experiência? d) Que aprendizagens adquirir para além deste acontecimento? e) Quais os pontos fortes e fracos dessas aprendizagens? f) O que podia ter feito melhor? g) Que importância teve este facto/acontecimento na minha formação a nível pessoal e profissional? h) Que relação teve este acontecimento/facto com o que hoje sou enquanto profissional/pessoa? i) Que relação posso tirar deste acontecimento/facto relacionando-o com as áreas de competência-chave do processo RVC?
  • 7. PRA Narrativa autobiográfica no PRA… • Relato simples dos • Relato reflexivo sobre o que aprendemos com os acontecimentos de vida Não Sim acontecimentos de vida • As fotografias são utilizadas • Conjunto de fotografias para retratar momentos de dos momentos mais aprendizagem significativa Não marcantes da nossa vida Sim e/ou competências desenvolvidas • Sem explicitação de competências e/ou • É escrita na primeira pessoa do conhecimentos e/ou singular (EU) Não funções Sim
  • 8. PRA Autobiografia… Como me tornei na pessoa que sou? “Os adultos são as suas experiências de vida.” Cada adulto é único. Cada experiência é vivenciada de forma diferente. Cada adulto tem as suas aprendizagens. LOGO... Cada processo de RVCC é individual e único.
  • 9. PRA Autobiografia… É mais do que um relato do percurso de vida de cada um. É uma REFLEXÃO acerca desse percurso. Interrogação permanente da sua vida e percurso, atribuindo-lhe sentido. • Acerca das aprendizagens: – Escolares – Profissionais – Pessoais Reflectir – Sociais • Como? – O que aprendi? – Como aprendi? – Que mais-valias obtive? – Que obstáculos ultrapassei?
  • 10. PRA Reflectir também acerca de: Que alterações ocorreram na minha vida em consequência desses episódios? Que outro caminho podia ter seguido? Que aprendizagens/experiências podiam ter daí advido? O que podia ter feito melhor? Para além das mais evidentes, que outras aprendizagens resultaram desse momento? Que importância teve esse momento na minha formação? Quais os pontos fortes e fracos dessas aprendizagens? Qual a contribuição desse episódio para o indivíduo que sou hoje? A reflexão permite revelar aprendizagens
  • 11. Que aprendizagens/descobertas? Que benefícios, facilidades, dificuldades? Que evolução?
  • 12. PRA Um exemplo… O Sr. José tirou, em 1983 um curso de electricista. Coloca no seu dossier o certificado e na história de vida relata esse acontecimento. Para que o seu dossier se transforme num portfólio este terá que responder às questões anteriores de uma forma narrativa. Por exemplo: Que aprendizagens adquirir para além deste acontecimento? “Aprendi a importância da formação profissional ao longo da vida. Esta ideia de ir melhorando sempre o que sei fazer enquanto profissional é o que me tem qualificado para os desafios do futuro.”
  • 13. PRA A forma do PRA… O Portfólio Reflexivo de Aprendizagens deve ser lido como um “livro”. Não devem existir separadores para as áreas de competência, assim como não devem estar divididas as aprendizagens. O adulto pode descrever, como se uma história se tratasse, a sua história de vida. A partir deste fundo, o profissional e o adulto elaboram um relato reflexivo sobre estes acontecimentos.
  • 14. PRA Tomemos como exemplo o seguinte… “ Aos 22 anos fui trabalhar para um laboratório farmacêutico como técnico. Aprendi a dosear químicos e a testar materiais essenciais para a criação dos medicamentos.” Aqui pode ser adicionado uma caixa de texto, logo abaixo, onde o adulto faça uma reflexão sobre esta aprendizagem ao nível das competências, assim como, ao nível das áreas de competência-chave. Pode o adulto referir o que aprendeu nas 4 ou 3 áreas essenciais descrevendo reflexivamente as competências e aprendizagens.
  • 15. PRA Conclusões… Se o PRA é um livro da história de aprendizagem do adulto, a organização e o índice cabe ao próprio, pois ele é que sabe os capítulos desse mesmo livro. No entanto, a existência de um referencial para as áreas de competência pode ser tido em conta para a elaboração do PRA. Este deve revelar as evidências que no referencial estão contidas. Não de uma forma rígida, mas flexível. O adulto que inicia o seu PRA deve pensar que está a escrever a história de tudo o que aprendeu. E o começo é sempre simples. A sua vida. Mais profissional que pessoal. Pensada, problematizada, reflectida. Para que o adulto encontre na sua vivência, com o apoio do profissional RVC as competências necessária para validação. Mas este “encontrar” deve ser sempre acompanhado de uma visão de questionamento sobre o que foi aprendido e o que foi esquecido ou menos importante.