Passadas as festividades de final de ano, o mês de janeiro para muitos significa
um período de reflexão sobre a vida. Não que isto não seja feito em outros meses, mas
o início de um novo ano ou as férias provocam em muitos uma pausa.
Independente do período do ano, o importante é refletir sobre o caminho que
estamos trilhando. Por isso, nesse mês quero propor uma reflexão sobre sua carreira.
Comecemos por responder algumas perguntas simples: Você é feliz
profissionalmente? Quais são seus objetivos profissionais? Você tem um plano de
carreira?
Não sei quais foram suas respostas, mas não raro, ouço um silêncio sepulcral
quando faço essas perguntas. Na melhor hipótese, ouço um não convicto.
Se este foi seu caso, acalme-se pois há luz no fim do túnel. Aliás, estas
questões só devem provocar incomodo se, para você, gerir sua carreira de forma
proativa fizer sentido.
O primeiro passo exigirá bastante esforço. Chamo de autoconhecimento.
Através do autoconhecimento será possível reconhecer suas conquistas, trajetórias e
identificar quais são seus objetivos profissionais e pessoais. Nesse momento, você
precisará entender que o seu EU profissional é diferente do EU pessoal. Ou melhor,
que o seu EU profissional é um papel desempenhado pelo EU pessoal, assim como o
são o pai/mãe, amigo(a), namorado(a), vizinho(a), chefe e tantos outros.
Visualizar esses papéis de forma distinta ajudará a entender as relações que
contribuirão (ou não) para seu sucesso profissional, diminuindo a pressão da decisão.
Mas este é assunto para outro artigo...
Caso esteja iniciando sua carreira, é provável que tenha maior dificuldade em
se conhecer. De qualquer forma, existe uma infinidade de métodos que o ajudarão
nesse sentido. DISC, MBTI, ENEAGRAMA e ÂNCORA DE CARREIRA são alguns
dos mais conhecidos. Vale perguntar também a amigos, familiares e colegas de
trabalho sobre seus pontos fortes e fracos. Reflita bastante e, caso precise, recorra a
profissionais habilitados.
Profissionais com mais experiência provavelmente já passaram por avaliações
de desempenho e devem usar essas informações também.
Outro passo crítico é escolher o grau de controle que deseja ter sobre sua
carreira. Pouco tempo atrás, as organizações definiam claramente como seria a
caminhada profissional. Usualmente, começava-se como estagiário, aprendiz ou
qualquer outro cargo de entrada. Ainda que muitas organizações possuam planos de
carreira razoavelmente previsíveis, muitas outras, em função de uma hierarquia menos
centralizadas, já não oferecem essa possibilidade.
O lado positivo desta mudança é a quantidade de opções que nos surgem.
Atualmente é possível trilhar vários caminhos para chegar a um determinado ponto.
Contudo, isso envolve assumir o protagonismo de sua carreira e, por consequência, os
riscos que esta escolha provoca.
Basicamente, há duas formas de navegar: você pode entrar em um navio com
regras claras e paradas definidas, comportando-se como um turista ou no máximo um
marujo da embarcação, isto é, percorrer o caminho com o mínimo de preocupação e
protagonismo.
A outra forma, é assumir o leme da embarcação. Escolher a velocidade, pontos
de parada e destino final.
Evidente que entre uma e outra, há uma infinidade de gradações, mas voltando
à primeira pergunta, você é feliz profissionalmente?

Gabriel Santa Rosa	
  
gabriel.santarosa@metodocarma.com.br
about.me/gabrielsantarosa
	
  

Artigo Reflexão de Carreira

  • 1.
    Passadas as festividadesde final de ano, o mês de janeiro para muitos significa um período de reflexão sobre a vida. Não que isto não seja feito em outros meses, mas o início de um novo ano ou as férias provocam em muitos uma pausa. Independente do período do ano, o importante é refletir sobre o caminho que estamos trilhando. Por isso, nesse mês quero propor uma reflexão sobre sua carreira. Comecemos por responder algumas perguntas simples: Você é feliz profissionalmente? Quais são seus objetivos profissionais? Você tem um plano de carreira? Não sei quais foram suas respostas, mas não raro, ouço um silêncio sepulcral quando faço essas perguntas. Na melhor hipótese, ouço um não convicto. Se este foi seu caso, acalme-se pois há luz no fim do túnel. Aliás, estas questões só devem provocar incomodo se, para você, gerir sua carreira de forma proativa fizer sentido. O primeiro passo exigirá bastante esforço. Chamo de autoconhecimento. Através do autoconhecimento será possível reconhecer suas conquistas, trajetórias e identificar quais são seus objetivos profissionais e pessoais. Nesse momento, você precisará entender que o seu EU profissional é diferente do EU pessoal. Ou melhor, que o seu EU profissional é um papel desempenhado pelo EU pessoal, assim como o são o pai/mãe, amigo(a), namorado(a), vizinho(a), chefe e tantos outros. Visualizar esses papéis de forma distinta ajudará a entender as relações que contribuirão (ou não) para seu sucesso profissional, diminuindo a pressão da decisão. Mas este é assunto para outro artigo... Caso esteja iniciando sua carreira, é provável que tenha maior dificuldade em se conhecer. De qualquer forma, existe uma infinidade de métodos que o ajudarão nesse sentido. DISC, MBTI, ENEAGRAMA e ÂNCORA DE CARREIRA são alguns dos mais conhecidos. Vale perguntar também a amigos, familiares e colegas de trabalho sobre seus pontos fortes e fracos. Reflita bastante e, caso precise, recorra a profissionais habilitados. Profissionais com mais experiência provavelmente já passaram por avaliações de desempenho e devem usar essas informações também. Outro passo crítico é escolher o grau de controle que deseja ter sobre sua carreira. Pouco tempo atrás, as organizações definiam claramente como seria a caminhada profissional. Usualmente, começava-se como estagiário, aprendiz ou qualquer outro cargo de entrada. Ainda que muitas organizações possuam planos de
  • 2.
    carreira razoavelmente previsíveis,muitas outras, em função de uma hierarquia menos centralizadas, já não oferecem essa possibilidade. O lado positivo desta mudança é a quantidade de opções que nos surgem. Atualmente é possível trilhar vários caminhos para chegar a um determinado ponto. Contudo, isso envolve assumir o protagonismo de sua carreira e, por consequência, os riscos que esta escolha provoca. Basicamente, há duas formas de navegar: você pode entrar em um navio com regras claras e paradas definidas, comportando-se como um turista ou no máximo um marujo da embarcação, isto é, percorrer o caminho com o mínimo de preocupação e protagonismo. A outra forma, é assumir o leme da embarcação. Escolher a velocidade, pontos de parada e destino final. Evidente que entre uma e outra, há uma infinidade de gradações, mas voltando à primeira pergunta, você é feliz profissionalmente? Gabriel Santa Rosa   gabriel.santarosa@metodocarma.com.br about.me/gabrielsantarosa