Introdução à Psicologia Jurídica

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Slides do curso de Introdução à Psicologia Jurídica. Prof. Dr. Sergio Luis dos Santos Lima.

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Introdução à Psicologia Jurídica

  1. 1.
  2. 2. Objetivo da Apresentação<br />Conceituar a Psicologia e Identificar seus Principais Campos de Atuação<br />
  3. 3. A Psicologia e o Direito<br />Psicologia Cognitiva<br />Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Psicologia Social<br />Agenda<br />
  4. 4. A Psicologia e o Direito<br />Psicologia Cognitiva<br />Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Psicologia Social<br />Agenda<br />
  5. 5. A Psicologia e o Direito<br />Psicologia<br />Direito<br />Busca compreender e explicar a conduta humana<br />Prevê e regula determinados tipos de comportamento com o objetivo de estabelecer um contrato social de convivência<br />A Psicologia Jurídica deve restringir-se aos conteúdos da norma, sem procurar explicar se ela é ou não é justa, nem pretender argumentar sobre seus fins<br />
  6. 6. Psicologia Jurídica<br />Consttitui-se de um campo de investigação psicológico especializado, cuja a finalidade é o estudo do comportamento dos atores jurídicos no âmbito do Direito, da lei e da justiça<br />Fonte: Jesus (2006)<br />
  7. 7. Diferenciação<br />Psicologia na Lei<br />Profissionais da Lei requisitam a atuação dos Psicólogos.<br />Trata-se de uma Psicologia aplicada à resolução de problemas<br />Psicologia e Lei<br />A Psicologia analisa componentes psicológicos no Direito, desenvolvendo investigação e teoria<br />Psicologia da Lei<br />Representa uma aproximação abstrata da lei como determinante do comportamento. Como a lei afeta a conduta humana<br />Fonte: Jesus (2006)<br />
  8. 8. Diversas podem ser as especialidades da Psicologia Jurídica:<br />Psicologia da Delinquência<br />Psicologia Judicial (Juízes, Jurados e Testemunhos)<br />Psicologia Policial e das Forças Armadas<br />Psicologia Penitenciária<br />Mediação Familiar<br />Técnicas de Entrevista e Interrogatório<br />Psicopatologia <br />Etc… <br />
  9. 9. Funções do Psicólogo Jurídico<br />As condutas psicológicas dos atores jurídicos<br />Avaliar e <br />Diagnosticar<br />Como perito, visando trazer para os autos informações psicológicas essenciais para a tomada de decisão<br />Assessorar<br />Planejar e organizar programas de prevenção, tratamento de reabilitação e de integração de atores jurídicos <br />Treinar e selecionar profissionais <br />Intervir<br />Educar<br />Fonte: Jesus (2006)<br />
  10. 10. Funções do Psicólogo Jurídico<br />Colaborar com campanhas de prevenção social contra a criminalidade em meios de comunicação <br />Conscientizar<br />Problemas da Psicologia Jurídica<br />Pesquisar<br />Contribuir para a melhoria da situação da vítima e para a sua interação com o sistema legal<br />Apresentar soluções negociadas aos conflitos jurídicos por meio da intervenção mediodora <br />Ajudar a vítima<br />Mediar<br />Fonte: Jesus (2006)<br />
  11. 11. Conclusão<br />As técnicas e os procedimentos empregados pela Psicologia moderna necessitam de um marco conceitual, que não poderia ser reduzido a uma inocente utilização de uma teoria psicológica, mas deveria consistir em uma teoria dentro do mundo legal, de maneira que possa haver uma integração entre campos psicológico e legal<br />O desafio para a Psicologia Jurídica brasileira está lançado <br />Jesus (2006)<br />Fonte: Jesus (2006)<br />
  12. 12. A Psicologia e o Direito<br />Psicologia Cognitiva<br />Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Psicologia Social<br />Agenda<br />
  13. 13. Sensação – Percepção – Cognição<br />
  14. 14. Sensação – Percepção – Cognição<br />Percepção<br />Sensação<br />Os processos perceptivos são inconscientes<br />A percepção é direta ou imediata<br />A percepção é discriminativa e constante (ou altamente condicionada)<br />Atenção<br />Processo de detecção e de decodificação da energia de um estímulo do mundo exterior<br />A sensação se refere às informações que são apresentadas aos órgãos dos sentidos<br />A visão mais aceita é que os processos cognitivos são tão complexos que é muito difícil estabelecer uma nítida diferença entre sensação e percepção<br />
  15. 15. Sensação – Percepção – Cognição<br />
  16. 16. Cognição<br />Conjunto de atividades e processos pelos quais um organismo <br />adquire informação e desenvolve conhecimentos<br />Mecanismos mentais que agem sobre a informação sensorial, buscando a sua interpretação, classificação e organização<br />Processos Cognitivos: memória, categorização, atenção, resolução de problemas, tomadas de decisão, tipos de raciocínio, linguagem<br />Cognição é o processo de conhecer<br />
  17. 17. Sensação – Percepção – Cognição<br />Fonte: Velásquez, Losano e Escalante (1995)<br />
  18. 18. Interpretação e Integração das características do objetoaos conhecimentos do sujeito<br />Objeto<br />R<br />E<br />S<br />P<br />O<br />S<br />T<br />A<br />S<br />Cérebro<br />Captação<br />pelo <br />Sistema<br />Sensorial<br />Estruturas<br />corticais<br />Memória<br />Categorização<br />Atenção<br />Resolução de Problemas: tipos de raciocínio<br />Linguagem<br />Sistema Cognitivo<br />Características:<br />- cor<br />- textura<br />- tamanho<br />- formato<br />- profundidade<br />Processos Cognitivos<br />Processo Perceptivo<br />Sensação – Percepção – Cognição<br />Fonte: ABRAHÃO (2003)<br />
  19. 19. Representação Mental do Conhecimento<br />Representações são como estados mentais que promovem um elo entre o organismo e um determinado contexto. Têm como característica trazer em si mesmas os objetos aos quais se referem, independentemente de os mesmos estarem ou não em sua presença<br />Fonte: TEIXEIRA (1993)<br />
  20. 20. Representação Mental do Conhecimento<br />
  21. 21. Representação Mental do Conhecimento<br />A noção de representação pode ser entendida tanto num sentido técnico, quanto num sentido psicológico e num semiológico<br />representação é como um conjunto de propriedades, relações e valores ligados a um objeto do pensamento<br />Sentido Psicológico<br />é a expressão de um conhecimento por meio de um sistema de signos<br />Sentido Técnico<br />a representação é a relação entre o significante de um signo e seu objeto<br />Sentido Semiológico<br />Fonte: LE-NY (1994)<br />
  22. 22. Representação Mental do Conhecimento<br />Sua elaboração e desenvolvimento supõe pelo menos<br />três tipos de processos cognitivos<br />Memorização e Evocação<br />Esquematização (Categorização)<br />Antecipação<br />Fonte: TEIGER (1993)<br />
  23. 23. Memória<br />Componentes fundamentais<br />Percepção<br />(entrada)<br />Ação<br />Utilização<br />(saída)<br />Codificação<br />Armazenamento<br />Recuperação<br />Processo de memorização<br />Características da memória<br /><ul><li>A memória é associativa - fazemos constantemente ligações entre representações
  24. 24. A memória de curto termo tem uma capacidade muito limitada</li></li></ul><li>Memória<br />Memória <br />Sensorial<br />Buffer<br />Memória <br />de Curto<br />Termo - MCT<br />RAM<br />Memória <br />de Longo<br />Termo - MCT<br />Disco Rígido<br />
  25. 25. Categorização<br /><ul><li> Identificação e definição do problema
  26. 26. Construção de uma estratégia de resolução
  27. 27. Organização das informações
  28. 28. Alocação de recursos cognitivos, a monitoração e a avaliação da resolução</li></li></ul><li>é a forma como reconhecemos padrões entre diferentes estímulos e os agrupamos de maneira a elaborar modelos ou identificar características de um dado contexto ou situação<br />Atenção<br />Também é dirigida pela experiência e conhecimentos, logo é seletiva e determina aspectos da realidade que serão descartados ou retidos<br />Categorização<br />Organiza a realidade segundo uma lógica que se apóia em crenças, valores e normas<br />
  29. 29. Atenção Seletiva – Rota Cortical<br />Ver a palavra que designa uma cor ativa uma rota cortical<br />Realize o conjunto de tarefas a seguir e perceba que a tarefa (3) será a mais difícil<br />(1) Leia esta lista de nomes de cores o mais rápido possível. <br />Leia da direita para a esquerda em cada linha<br />Vermelho<br />Amarelo<br />Azul<br />Verde<br />Azul<br />Vermelho<br />Verde<br />Amarelo<br />Amarelo<br />Verde<br />Vermelho<br />Azul<br />
  30. 30. (2) Nomeie estas etiquetas coloridas o mais rápido possível.<br />Nomeie da esquerda para direita em cada linha<br />(3) Nomeie mais rápido possível a cor de tinta com a qual cada palavra foi impressa. Nomeie da esquerda para direita em cada linha<br />Vermelho<br />Azul<br />Verde<br />Amarelo<br />Amarelo<br />Vermelho<br />Azul<br />Verde<br />Azul<br />Amarelo<br />Verde<br />Vermelho<br />Tentar identificar o nome da cor da tinta ativa uma rota cortical diferente, e a primeira interfere na segunda <br />Efeito Stroop (John Ridley Stroop – 1935)<br />
  31. 31. Antecipação<br />Estratégias<br />Operatórias<br />Resolução de problemas<br />Tomada de decisão<br />Tipos de Raciocínio<br />Heurísticas<br />
  32. 32. Ciclo de Resolução de Problemas<br />Identificação<br /> do Problema<br />1 <br />Avaliando a<br />resolução de <br />problemas<br />7<br />Definição<br /> do Problema<br />2<br />Construindo<br /> uma estratégia<br />3<br /> Monitorando a <br />resolução de <br />problemas<br />6<br />Organizando <br />a informação<br />4<br />Alocação de <br />recursos<br />5<br />Fonte: STERNBERG (2001) <br />
  33. 33. Arquiteturas Cognitivas<br />SOAR<br />Regras de Produção<br />Resolução de Problemas <br /> a) espaço inicial,<br /> b) espaço do problema<br /> c) estado final desejado<br />Fonte: NEWELL, A. Unified theories of cognition. Harvard University Press, Cambridge MA, 1990<br />Estado <br />final<br />Estado <br />inicial<br />1<br />2<br />5<br />3<br />4<br />transformações – estados intermediários<br />Solução <br />Problema<br />
  34. 34. Tomada de Decisão<br />Herbert Simon<br />Prêmio Nobel - 1978<br />A pessoa como um ser limitado e racional<br />Devido as limitações da cognição humana, devemos usar métodos de aproximação para executar a maioria das tarefas – (e.g. Xadrez)<br />Introduz o conceito de satisfação que consiste em fazer uma escolha em um grupo de opções quando não se sabe muito sobre as probabilidades adiante. Implica em se tomar um atalho (Heurísticas), baseado no nível de aspiração<br />
  35. 35. Tomada de Decisão<br />H. Simon (1960)<br />Categorização do processo da Tomada de Decisão<br /> 1. Inteligência - identificação de um problema ou oportunidade<br /> 2. Projeto - identificação das soluções alternativas<br /> 3. Escolha - seleção de uma alterna-tiva ou uma combinação de alternati-vas)<br />Para Cañas e Waerns (2001) as atividades que uma pessoa realiza quando está tomando decisões são as seguintes:<br />1. Observação – ou seja, antes de tomar uma decisão é necessário que a pessoa tenha toda a informação que precisa<br />2. Avaliação – com a informação obtida deve-se avaliar a situação. Neste sentido a informação deve combinar com os conhecimentos que a pessoa tem<br />3. Seleção de uma resposta – uma vez avaliada a situação, é necessário tomar uma decisão<br />
  36. 36. Heurísticas<br />Heurísticas são “Atalhos” Cognitivos para reduzir a complexidade dos processos de tomada de decisão e fazer julgamentos de forma mais simples e imediata<br />Tais atalhos tornam mais leve a carga cognitiva de tomar decisões, mas possibilitam uma chance maior de erro<br />Heurística de representatividade - Heurística de disponibilidade<br />
  37. 37. Análise Cognitiva: construir representações (no sentido técnico) acerca das representações (no sentido psicológico e semiológico)<br />representação é como um conjunto de propriedades, relações e valores ligados a um objeto do pensamento<br />Sentido Psicológico<br />é a expressão de um conhecimento por meio de um sistema de signos<br />Sentido Técnico<br />a representação é a relação entre o significante de um signo e seu objeto<br />Sentido Semiológico<br />Fonte: LE-NY (1994)<br />
  38. 38. Modelo Mental<br />Modelo Mental como uma representação dinâmica criada na Memória de Trabalho pela combinação de informações estocadas na Memória de Longo Termo e as características extraídas do ambiente<br />Fonte: CAÑAS, ANTOLI E WAERNS (2001) <br />
  39. 39. Modelo Mental<br />um modelo mental da interação deve servir para especificar como as variáveis psicológicas se relacionam com as variáveis do sistema<br />Norman (1986)<br />A mais importante característica do Modelo Mental é a função de simular a realidade na memória da trabalho<br />(Cañas, Salméron e Gomez, 2004)<br />
  40. 40. Modelos<br />Um modelo é sempre uma redução intencional e empobrecida da realidade, “nessa dimensão, a perda ocasionada pela simplificação é compensada pela inteligibilidade que resulta da maior clareza assim expressa entre seus componentes<br />
  41. 41. Modelo CognitivoAtkinson & Shiffrin<br />Memória<br />Curto-termo<br />(MCT)<br />Memória<br />Longo termo<br />(MLT)<br />Registro<br />sensorial<br />Processo de<br />Controle:<br /><ul><li>Autorepetição
  42. 42. Codificação
  43. 43. Decisões
  44. 44. Estratégias de recuperação</li></ul>Visual<br />Stimulus<br />(som, luz, etc.) proveniente do ambiente<br />Auditivo<br />Tátil<br />Resposta<br />
  45. 45. Modelo CognitivoChapanis<br />Função<br />Entradas<br />Saídas<br />Tratamento<br />da Informação<br />Stimuli<br />Respostas<br /><ul><li>Codificação e decodificação
  46. 46. Memorização
  47. 47. Lembrança
  48. 48. Raciocínio
  49. 49. Tomada de decisão
  50. 50. Julgamento de valores
  51. 51. Transmissão de Informação
  52. 52. Execução
  53. 53. Respostas físicas
  54. 54. Acompanhamento
  55. 55. Sensação
  56. 56. Percepção</li></li></ul><li>Modelo CognitivoNorman<br />Objetivo<br />Expectativa<br />intenção<br />avaliação<br />Ação de especificação<br />interpretação<br />execução<br />percepção<br />Atividade mental<br />............<br />Atividade física<br />
  57. 57. Modelo CognitivoWinckens<br />Recursos<br />de atenção<br />Memória Sensorial<br />Resposta de Execução<br />Decisão e Seleção de Resposta<br />Perception<br />Percepção<br />Estímulo<br />Respostas<br />Memória de<br />Trabalho<br />Memória de<br />Longo-termo<br />Memória<br />Feedback<br />
  58. 58. Modelo CognitivoEndsley<br />
  59. 59. Modelo CognitivoEndsley<br />
  60. 60. Modelo Cognitivo SRK - Rasmussen<br />Objetivos<br />Decisão da <br />tarefa<br />Comportamento baseado em Conhecimentos<br />Identificação<br />Planejamento<br />Simbólica<br />Comportamento baseado em <br />Regras<br />Associação<br />estado/tarefa<br />Estoque <br />de regras <br />para tarefa<br />Reconhecimento<br />Signos<br />Padrões<br /> sensórios motores <br />automatizados<br />Sinais<br />Comportamento baseado na <br />Habilidade<br />Formação <br />Entrada sensorial<br />Sinais<br />Ações<br />
  61. 61. Modelo Cognitivo SRK - Rasmussen<br />Comportamento baseado em habilidades conduz à busca no ambiente de sinais que ativam as representações procedimentais relativas à situação na MLT. São dados sensoriais que representam as variáveis espaço - temporais de um ambiente dinâmico e são tratadas como variáveis contínuas<br />Comportamento baseado em regras requer a busca de signosque permitem a ativação de regras memorizadas - signos representam um estado do ambiente e são associados a ações, a padrões de comportamento memorizados<br />Comportamento baseado em Conhecimento conduz à busca no ambiente de símbolos que ativam representações em distintos modelos conceituais e as interrelacionam<br />
  62. 62. Aprendizagem<br />Zona Proximal de Desenvolvimento – Vygotsky<br />Aprendizagem Significativa<br />Subsunçores (Teoria de Auzubel)<br />Aprendizagem Situada<br />Piaget – Estágios do Desenvolvimento Cognitivo <br />
  63. 63. Piaget – Teoria do Desenvolvimento Cognitivo<br />Estágio Sensório-motor (0-2 anos)<br /><ul><li>Confiam em seus sistemas sensoriais e motores
  64. 64. O pensamento da criança é em grande parte confinado à ação</li></ul>Estágio Pré-Operacional (2-7 anos)<br /><ul><li>Apreensão dos símbolos
  65. 65. Pensamento egocêntrico
  66. 66. Tende a ver o mundo, em grande parte, de suas próprias perspectivas
  67. 67. Encontram dificuldades em se colocarem no lugar dos outros e compreender pontos de vistas alternativos</li></li></ul><li>Piaget – Teoria do Desenvolvimento Cognitivo<br />Estágio das Operações Concretas (7-11 anos)<br /><ul><li>Param de confiar tão fortemente em informação sensorial e passam a confiar na razão
  68. 68. Raciocínio procedural - Se... logo
  69. 69. Capacidade cognitiva aumenta (classificação e categorização)
  70. 70. Ainda não são capazes de lidar racionalmente com idéias abstratas</li></ul>Estágio Operações Formais<br />Pensa a respeito do pensamento<br />
  71. 71. A Psicologia e o Direito<br />Psicologia Cognitiva<br />Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Psicologia Social<br />Agenda<br />
  72. 72. Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />As Pulsões e os Princípios que regem o funcionamento mental<br />Freud: representação coisa (visual) – Ics <br />representação palavra (acústica) – PCs-Cs<br />2ª Tópica de Freud: ID – EGO - SUPEREGO <br />Recalque da representação e Repressão do afeto<br />Representação substitutiva<br />
  73. 73. Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />As Pulsões e os Princípios que regem o funcionamento mental<br />Freud: representação coisa (visual) – Ics <br />representação palavra (acústica) – PCs-Cs<br />2ª Tópica de Freud: ID – EGO - SUPEREGO <br />Recalque da representação e Repressão do afeto<br />Clivagem da Representação<br />Dois caminhos distintos de tratamento da informação<br />
  74. 74. Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Compulsão à Repetição<br />Imagos Parentais e o Complexo de <br />Édipo<br />Catarse e Sublimação <br />Método Psicanalítico: <br />“recordar, repetir e elaborar” <br />Resistência<br />
  75. 75. Jung, Reich e Outros<br />Carl G. Jung e o Numinoso<br />Reich e o Corpo<br />
  76. 76. Mecanismos de Defesa do Ego<br />Negação<br />Racionalização<br />Formação Reativa<br />Isolamento<br />Regressão<br />São formas que a psique tem de se proteger da tensão interna ou externa. As defesas evitam a realidade (repressão), excluem a realidade (negação), redefinem a realidade (racionalização) ou a invertem (formação reativa). Elas colocam sentimentos internos no mundo externo (projeção), dividem a realidade (isolamento) ou dela escapam (regressão)<br />
  77. 77. Psicopatologia - Nosologia<br />PSICOSE<br />NEUROSE<br />Perversão <br />Psicopatias <br />
  78. 78. Imputabilidade Penal<br />Art. 26 – É insento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento<br />
  79. 79. Imputabilidade Penal<br />Art. 28 – Não excluem a imputabilidade penal:<br />I – a emoção ou a paixão;<br />II – a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos<br /><ul><li> É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com seu entendimento
  80. 80. A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento</li></li></ul><li>A Psicologia e o Direito<br />Psicologia Cognitiva<br />Teorias Psicanalíticas e Psicopatologia<br />Psicologia Social<br />Agenda<br />
  81. 81. Psicologia Social<br />Estudo científico da maneira como os pensamentos, os sentimentos e os comportamentos das pessoas são influenciadas pela presença real ou imaginária de outras pessoas<br />Método Observacional<br />descrição<br />Método Correlacional<br />predição<br />Método Experimental<br />causalidade<br />Elemento Crucial: Níveis de Análise<br />
  82. 82. Percepção Social<br />Psicólogos Sociais que investigam a percepção das pessoas estão interessados em determinar a maneira pela qual as pessoas fazem julgamentos sobre os outros (Formação da Impressão) e como elas controlam o julgamento que os outros fazem dela (Gerenciamento da Impressão)<br />Formada por informações limitadas: Traços Centrais; Efeito da Primazia e Efeito Recente; Viés da Negatividade; Atração Física; Estigma; Viés do Falso Consenso; Contexto Social<br />Estuda as estratégias que são usadas pelas pessoas para criarem uma imagem ou identidade aceita socialmente: Engraçamento (ex: elogio e concordância); Auto Monitoramento<br />Formação da<br />Impressão<br />Gerenciamento<br />da Impressão<br />
  83. 83. Influência Social<br /> Ocorre quando as atitudes ou comportamentos de uma pessoa são o resultado direto ou indireto de pressão social<br />A pessoa muda o cpto para obter uma recompensa ou evitar uma punição, como resposta à pressão social indireta, real ou imaginada<br />A pessoa muda o cpto para ser “querida” ou se identifica com uma outra pessoa<br />A pessoa muda o cpto porque realmente ou privadamente) aceita as crenças, cptos, atitudes e valores de outra pessoa<br />Conformidade<br />Identificação<br />Internalização<br />Kelman (1961) propôs que a influência Social poderá ter três efeitos: <br />
  84. 84. Algumas pesquisas sobre Conformidade<br />Unanimidade do Grupo<br />Tamanho do Grupo<br />Coesão do Grupo<br />Anonimidade<br />Discrepância<br />Características Pessoais<br />Cultura<br />Concordância (pé na porta – cara na porta)<br />
  85. 85. French e Raven (1959) identificam seis bases do poder social<br />Quando o agente influenciador tem controle sobre as punições<br />Quando o agente influenciador tem controle sobre as recompensas e recursos que são valorizados<br />Quando se acredita que o agente influenciador tem conhecimento ou habilidade superior<br />Quando a pessoa é atraída ou influencia-se com o agente influenciador<br />Quando a pessoa acredita que o agente influenciador tem uma autoridade legítima<br />Quando o agente influenciador possui uma informação específica que é necessária à pessoa<br />Coercivo<br />Recompensador<br />Especialidade<br />Referência<br />Legitimação<br />Informacional<br />Landy (1989): poder de incremento – Especialidade + Referência<br />
  86. 86. “é um sentimento (positivo ou negativo) relativamente constante sobre uma pessoa, um objeto ou uma questão. São respostas avaliativas perante a um objeto”<br />Atitude<br />Arnould (2004)<br />
  87. 87. Duas visões sobre a estrutura da Atitude <br />Modelo de Componente Ùnico<br />Modelo de três componentes<br />Atitudes são compostas de componentes cognitivos, afetivos e comportamentais<br />Atitude compreende só o componente Afetivo<br />Aronson, Wilson e Akert (2002)<br />
  88. 88. Componentes da Atitude<br />constituído de pensamentos e opiniões acerca do objeto<br />Cognitivo<br />Crenças, idéias<br />consiste nas reações emocionais ao objeto<br />Afetivo<br />Sentimentos, emoções<br />consiste no comportamento observável em relação ao objeto<br />Comportamental<br />Predisposição para agir<br />Componente<br />Exemplo<br />
  89. 89. Componentes da Atitude com relação ao Turismo<br />Viajar é relaxante<br />Cognitivo<br />Crenças, idéias<br />Eu gosto de praias<br />Afetivo<br />Sentimentos, emoções<br />Vou viajar para Florianópolis<br />Comportamental<br />Predisposição para agir<br />Componente<br />Exemplo<br />
  90. 90. Atitudes e Comportamento<br />Apesar da crença: Não existe uma forte relação entre atitudes e comportamento<br />LaPierre (1934) – discrepância entre atitudes e cpto (restaurantes / chineses)<br />Pessoas com baixo auto monitoramento, as atitudes são melhores preditoras de cpto<br />A relação entre atitude e cpto é maior quando a medida de atitude é avaliada com relação a um cpto do que com relação a um objeto<br />
  91. 91. Mudança de Atitude<br />Modelo de Elaboração de Probabilidade<br />Petty (1994)<br />Rota Central<br />Rota Periférica<br />Maior probabilidade de ocorrência quando o ouvinte acha a mensagem interessante, importante ou pessoalmente relevante, Assim, submete a informação a um raciocínio procedimental. <br />A mudança de atitude vai depender da qualidade do argumento<br />Maior probabilidade de ocorrência quando a mensagem é irrelevante. A mudança de atitude envolve menos esforço mental, depende da quantidade (versus a qualidade) dos argumentos e da presença de fatores persuasivos, tais como a atratividade ou status do comunicador<br />A rota central produz uma mudança de atitude que é mais duradoura <br />
  92. 92. Allen, Ng e Wilson (2002) sugerem que a atitude possui duas funções psicológicas que devem ser influenciadas por valores humanos<br />Função instrumental<br />Função expressiva<br />O desejo que motiva a função instrumental é de que se pode competentemente e efetivamente controlar e manipular o meio. Assim, os benefícios que prendem um sujeito na função instrumental são as qualidades intrínsecas do objeto, o expediente para o fim, a habilidade do objeto para controlar o meio<br />a motivação para a função psicológica da atitude expressiva é a necessidade de expressão do self<br />
  93. 93. Valores Humanos<br />funcionam como necessidades que determinam a conduta orientada para um fim<br />Feather (1995)<br />ajudam a determinar princípios cognitivos e perceptuais que, por sua vez, influenciam as atitudes das pessoas<br />
  94. 94. em toda a moral efetiva elaboram-se certos princípios, valores ou normas<br />todo ato moral inclui a necessidade de escolher entre vários atos possíveis<br />as escolhas não existem a priori, instalam-se na relação entre o desejo e uma ação<br />devem basear-se numa preferência<br />Essa preferência deve-se porque os atos se apresentam<br />como atos valiosos (valor que atribuímos às coisas e aos objetos)<br />como atos de valor moral (valor com respeito à conduta humana)<br />Para Sartre (1970), a pessoa se faz escolhendo a sua moral<br />Depende da pessoa o sentido que ela dá à vida, e o valor nada mais é do que esse sentido escolhido<br />Fonte: Vasquez (2006)<br />
  95. 95. Respostas avaliativas perante a um objeto<br />Resultantes de um processo de Abstração e Generalização, formando um exemplar<br />Atitudes<br />Valores<br />São carregados afetivamente e são subjetivos, e estão no topo da hierarquia da abstração e generalização<br />São dominantes em relação à Atitude<br />
  96. 96. Rokeach (1973) amplia a distinção entre valores e atitudes<br />1) enquanto o valor é uma única crença, a atitude refere-se à organização de várias crenças que têm como foco um objeto ou uma situação<br /> 2) o valor é um padrão, a atitude não<br /> 3) o número de valores é reduzido em relação ao número de atitudes já que existem tantos valores quantos modos de conduta ou estados de existência desejados e tantas atitudes quantos situações ou objetos<br />4) valores ocupam uma posição mais central na personalidade e no sistema cognitivo do que as atitudes, sendo os valores determinantes das atitudes<br /> 5) valor possui uma ligação mais imediata com a motivação e é um conceito mais dinâmico do que as atitudes<br />6) o conceito substantivo do valor pode estar diretamente relacionado com as funções de ajustamento, defesa do ego, atualização do self enquanto a atitude se relaciona inferencialmente a essas funções<br />
  97. 97. Valores Humanos Básicos<br />Possuem importância por estarem no topo da hierarquia da abstração do pensamento humano<br />Transcendem situações específicas e direcionam a conduta da pessoa<br />Podem ser ordenados por sua importância e servem como princípios que guiam à vida da pessoa<br />São metas que guiam a conduta de uma pessoa<br />São subjetivos, no entanto possuem significados compartilhados e podem agregar-se em tipos motivacionais<br />Schwartz (2005)<br />Molpeceres, Llinhares e Matisu (2006)<br />
  98. 98. O estudo dos Valores pode ser feito em diferentes níveis<br />o interesse está na contextualização dos indivíduos no meio onde eles vivem<br />Cultural<br />Emic<br />Etic<br /> o interesse está na comparação entre diversos contextos, permitindo comparações transculturais<br />Grupal<br />Os valores culturais servem para estabelecer crenças compartilhadas que definem que tipo de conduta é apropriada nas diversas situações, além de servir para justificar o motivo daquela escolha<br />Individual<br />Porto (2005)<br />
  99. 99. Teoria dos ValoresSchwartz (2005)<br />1<br />Valores são crenças<br />2<br />Valores são um construto motivacional<br />3<br />São transituacionais<br />4<br />Guiam a seleção e avaliação de açõe, políticas, pessoas e eventos<br />5<br />São ordenados pela importância relativa aos demais<br />Identifica as principais características dos Valores de cinco formas:<br />Crenças intrinsecamente ligadas a emoção e não a idéias. Quando os valores são ativados, conscientemente ou não, eliciam sentimentos positivos e negativos<br />Referem-se a objetivos desejáveis que as pessoas se esforçam por obter<br />São objetivos abstratos<br />Crenças intrinsecamente ligadas a emoção e não a idéias. Quando os valores são ativados, conscientemente ou não, eliciam atitudes<br />Os Valores das pessoas formam um sistema ordenado de prioridades axiológicas que as caracteriza como indivíduos<br />
  100. 100. Tipos Motivacionais<br />(1) Autodeterminação<br />A autodeterminação é derivada de necessidades orgânicas por controle e dominância e de requisitos interacionais de autonomia e independência<br />pensamento e ação independente – escolher, criar, explorar<br />Objetivo que o define<br />criatividade, liberdade, escolher os próprios objetivos, curioso, independente, (auto-respeito, inteligente, privacidade)<br />Valores<br />(2) Estimulação<br />Valores de estimulação são derivados da necessidade orgânica de variedade e estimulação de forma a manter um nível de ativação ótimo e positivo, em vez de ameaçador. Essa necessidade provavelmente se relaciona às necessidades subjacentes ao tipo motivacional de autodeterminação<br />excitação, novidade, desafio na vida<br />Objetivo que o define<br />uma vida variada, uma vida excitante, ousado<br />Valores<br />
  101. 101. Tipos Motivacionais<br />(3) Hedonismo<br />Valores do hedonismo são derivados de necessidades orgânicas e do prazer associado à sua satisfação<br />prazer ou gratificação sensual<br />Objetivo que o define<br />prazer, vida de prazer, auto-indulgência<br />Valores<br />(4) Realização<br />A performance competente que gera ou adquire recursos é necessária para que os indivíduos sobrevivam e para que grupos e instituições atinjam seus objetivos de forma bem sucedida<br /> sucesso pessoal por meio de demonstração de competência de acordo com padrões sociais<br />Objetivo que o define<br />ambicioso, bem sucedido, capaz, influente, (inteligente, auto-respeito, reconhecimento social)<br />Valores<br />
  102. 102. Tipos Motivacionais<br />(5) Poder<br />O funcionamento de instituições sociais aparentemente requer algum grau de diferenciação de status. A dimensão dominação/submissão emerge na maioria das análises empíricas de relações interpessoais tanto intra quanto interculturalmente.<br />Tanto poder quanto realização focam em estima social. Entretanto, valores de realização enfatizam a demonstração ativa de desempenho bem sucedido em interações concretas, enquanto os valores de poder enfatizam a consecução ou manutenção de uma posição dominante dentro do sistema social mais geral<br />status social e prestígio, controle ou domínio sobre as pessoas e recursos<br />Objetivo que o define<br />autoridade, saúde, poder social, (preservar minha imagem pública, reconhecimento social)<br />Valores<br />
  103. 103. Tipos Motivacionais<br />(6) Segurança<br /> Valores de segurança são derivados de requisitos básicos do indivíduo e dos grupos. Há dois subtipos de valores de segurança: individual e grupal. Alguns valores de segurança servem principalmente aos interesses do indivíduo (ex.: saúde). Outros, a interesses mais amplos do grupo (ex.:segurança nacional). Entretanto até mesmo esse último serve, em algum grau, à segurança do próprio indivíduo (ou daqueles com quem ele se identifica). Os dois subtipos podem, portanto, ser unificados em um tipo motivacional mais abrangente<br /> segurança, harmonia e estabilidade da sociedade, dos relacionamentos e de si mesmo<br />Objetivo que o define<br />ordem social, segurança da família, segurança nacional, limpo, reciprocidade de favores, saudável, (senso de pertencer)<br />Valores<br />
  104. 104. (7) Conformidade<br /> Os valores de conformidade enfatizam a autorestrição na interação cotidiana, geralmente com outros próximos ao indivíduo<br /> restrições de ações, inclinações e impulsos que tendem a chatear ou prejudicar outros e que violam expectativas ou normas sociais<br />Objetivo que o define<br />obediente, autodisciplinado, polidez, respeito para com os pais e os idosos, (leal, responsável) prazer, vida de prazer, auto-indulgência<br />Valores<br />(8) Tradição<br /> Grupos de todos os lugares desenvolvem práticas, símbolos, idéias e crenças que representam experiências e rumos compartilhados. Eles se tornam sancionados como costumes e tradições valorizadas pelo grupo. Frequentemente tomam forma de ritos religiosos, crenças e normas de comportamento<br /> respeito, compromisso e aceitação dos costumes e idéias que a cultura ou a religião do indivíduo fornecem<br />Objetivo que o define<br /> respeito à tradição, humilde, devoto, ciente dos meus limites, moderado, (vida espiritual)<br />Valores<br />
  105. 105. (9) Benevolência<br />Os valores de benevolência são derivados dos requisitos básicos para o delicado funcionamento do grupo e da necessidade orgânica de afiliação. As mais críticas são as relações dentro da família e outros grupos primários. Os valores de benevolência enfatizam a preocupação voluntária com o bem estar dos outros<br />Tanto benevolência quanto conformidade promovem relações sociais cooperativas e suportativas. Valores de benevolência propiciam uma base motivacional interiorizada, valores de conformidade promovem cooperação para evitar resultados negativos para o próprio indivíduo<br />preservar e fortalecer o bem-estar daqueles com que o contato pessoal do indivíduo é mais freqüente (o grupo “interno”)<br />Objetivo que o define<br /> prestativo, honesto, piedoso, responsável, leal, amizade, amor maduro, (senso de pertencer, sentido da vida, uma vida espiritual)<br />Valores<br />
  106. 106. (10) Universalismo<br />Os valores de universalismo também são derivados das necessidades de sobrevivência dos grupos e dos indivíduos. Mas essas necessidades não são reconhecidas até que as pessoas entrem em contato com outras fora do grupo primário e até que elas tenham consciência da escassez de recursos naturais. O universalismo combina dois subtipos de preocupação: (1) com o bem estar da sociedade como um todo, e (2) com a natureza<br />compreensão, agradecimento, tolerância e proteção do bem-estar das pessoas e da natureza. Isso contrasta com o foco intragrupo da benevolência<br />Objetivo que o define<br />mente aberta, justiça social, igualdade, um mundo em paz, mundo de beleza, unidade com a natureza, sabedoria, proteger o meio ambiente, (harmonia interior, uma vida espiritual)<br />Valores<br />
  107. 107. Universalismo<br />Autodeterminação<br />Estimulação<br />Benevolência<br />Hedonismo<br />Conformidade<br />Tradição<br />Realização<br />Segurança<br />Poder<br />Estrutura de Valores<br />
  108. 108. Formam um continuum motivacional. Esse continuum dá origem a estrutura circular<br />A “estrutura” de valores refere-se às relações conflitantes e congruentes entre os valores, que por sua vez se distinguem pelo tipo de objetivo ou motivação que expressa<br />a concepção dos valores nessa estrutura circular de relações tem uma implicação capital para as relações dos valores com outras variáveis. Implica que todo o conjunto de dez tipos motivacionais se relaciona com qualquer outra variável de uma maneira integrada<br />
  109. 109. Universalismo<br />Autodeterminação<br />Estimulação<br />Benevolência<br />Hedonismo<br />Conformidade<br />Tradição<br />Realização<br />Segurança<br />Poder<br />Estrutura de Valores<br />a estrutura circular retrata o padrão total de relações teóricas de conflito e congruência entre os tipos motivacionais. Quanto mais próximo estiverem, mais semelhantes são suas motivações subjacentes. Quanto mais distantes mais antagônicas são suas motivações subjacentes<br />
  110. 110. chave para compreensão do significado<br />Searle (2000)<br />Valor é um conceito multidimensional, composto por distintos significados<br />Martinez-Sánchez & Ros (2006)<br />o significado é uma forma de “intencionalidade derivada”<br />A intencionalidade original (ou intrínseca) da representação mental da pessoa é transferida para o objeto <br />Caso o serviço/produto seja significativo, o objeto passa a ter uma intencionalidade derivada da representação mental. A representação não tem apenas um significado convencional, mas também um significado desejado pela pessoa<br />
  111. 111. O significado atribuído pela pessoa pode circundar duas amplas categorias<br />Significado Utilitário<br />Significado Simbólico<br />representa o atributo tangível do produto, o qual permite que o indivíduo tenha algum controle sobre a situação. Nesta categoria, o significado é derivado da utilidade pratica do produto, e é intrinsecamente conectado a conveniência, eficiência e valor de troca do produto<br />é resultado de uma experiência social, a qual induz uma categorização subjetiva do produto, via instituições sociais, sistemas de comunicação e da cultura da sociedade. Estes atributos são intangíveis e socialmente compartilhados, é uma compilação da imagem ou do simbolismo do produto<br />
  112. 112. Modelo de Componente Ùnico<br />Modelo de três componentes<br />Atitudes são compostas de componentes cognitivos, afetivos e comportamentais<br />Atitude compreende só o componente Afetivo<br />Allen - Austrália<br />Abordagem da Mediação do Atributo<br />significado de produto utilitário e simbólico<br />
  113. 113. Allen (2000) sugere que os valores humanos modelam a escolha em duas rotas<br />Rota indireta<br /> quando a pessoa avalia um produto pelo seu significado utilitário, ela faz um julgamento passo a passo dos atributos, utilizando um raciocínio procedimental. O produto tem uma função psicológica funcional, instrumental e. assim, os valores influenciam a tomada de decisão por meio da importância dada aos atributos tangíveis do produto<br />Rota direta<br />quando a pessoa está avaliando o significado simbólico do produto, o tipo de julgamento é afetivo, “holístico”, por meio de um raciocínio heurístico, tendo uma função psicológica expressiva<br />
  114. 114. As Vias Principal e Secundária para a Amígdala (LEDOUX, 1998)<br />Córtex Sensorial<br />
  115. 115. ALLEN<br />Valores Humanos<br />Simbólicos<br />Atributos Tangíveis<br />Utilitário<br />Significado do Produto<br /> Crenças Prescritivas e Avaliativas <br />Julgamento Afetivo<br />Julgamento Passo a Passo<br />Rota indireta<br />Rota direta<br />
  116. 116. Significado do Objeto, Tipo de Julgamento e Funções Psicológicas Associadas com a Influência Direta e Indireta dos Valores Humanos na Preferência do Objeto <br />Fonte: Allen (2000)<br />
  117. 117. Importância dos atributos tangíveis do carro<br />Preferência por produto<br />Valores Humanos – Tipos motivacionais<br />Allen 2001 – Estudo da relação entre Valores e a preferência pelo Toyota Corolla<br />autodeterminação<br />Toyota Corolla<br />Segurança e <br />confiabilidade<br />Hedonismo<br />O Tipo autodeterminado possui uma ligação afetiva com a marca Toyota, o tipo Hedonista possui ligação utilitária com o atributo tangível de segurança e confiabilidade do carro, assim quando esta qualidade é realçada aumenta o comportamento de compra da pessoa <br />
  118. 118. Anúncio com Elementos Utilitários<br />
  119. 119. After repeated exposures, the product symbolizes the culturally consisted meanings in isolation<br />Allen (2006))<br />
  120. 120. Objetivo da Apresentação<br />Conceituar a Psicologia e Identificar seus Principais Campos de Atuação e Interfaces com o Direito<br />
  121. 121. sergiolusalima@hotmail.com<br />

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