Arte bizantina

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Arte Bizantina, a técnica do mosaico e afrescos.

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Arte bizantina

  1. 1. Arte Bizantina Por que arte bizantina?
  2. 2. Arte paleocristã <ul><li>Arte produzida depois da morte de Cristo Séculos I e II </li></ul>
  3. 3. As primeiras pinturas da arte bizantina são expressões carregadas de forte sentimento religioso, concepção ingênua e pintura de forte inspiração popular. <ul><li>Por mais de 200 anos os adeptos da filosofia de Cristo faziam suas pregações nas catacumbas, o culto era proibido. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Desconhece a perspectiva, o claro e escuro ( uso de cores chapadas) e não representa a noção de espaço e volume. </li></ul>
  5. 5. O que prevalecia, mesmo após a morte de Cristo era o culto aos deuses romanos. Uma variedade de divindades semelhante as divindades gregas.
  6. 6. Arte bizantina: poder e religião. <ul><li>Por que arte Bizantina ? </li></ul><ul><li>No século III d. C. o Império Romano Constantino vivenciou uma guerra que durou cinco anos. </li></ul>Cabeça de Constantino – Imperador de Bizâncio. Século IV d. C. – Mármore, alt. 2,44 m Museus Capitolinos, Roma.
  7. 7. Por que bizantino? <ul><li>Constantino passou admirar o cristianismo depois de um sonho que venceria uma batalha sobre o símbolo de uma cruz. Isso em 312. (Batalha de Ponte Mílvio) Isso aconteceu, e depois atribuiu a vitória ao Deus do cristianismo. </li></ul>
  8. 8. Foi em 313, que Constantino publicou o Édito de Milão, instituindo tolerância religiosa, favorecendo os cristãos. <ul><li>Em 317 passou a utilizar o xP chamado de Cristograma de constantino, que em grego simbolizava as duas primeiras letras do nome de Cristo. </li></ul>
  9. 9. Por que arte bizantina: <ul><li>Em 323 d. C. Constantino, o Grande, mudou a capital do Império Romano para Bizâncio, (antiga colônia Grega), levou em consideração a localização geográfica que poderia favorecer o comércio e a ampliação do império. </li></ul>
  10. 10. Teocentrismo, doutrina do cristianismo. <ul><li>Teo, do grego: Deus. Centrismo: centro. </li></ul><ul><li>Deus é o centro do universo, tudo foi criado segundo a sua vontade . (Dogma). </li></ul>
  11. 11. Deus mede o mundo com o compasso. 1250.
  12. 12. <ul><li>Dogmas: São afirmações absolutas, que não permitem questionamentos. Um conjunto de normas ou regras de uma religião ou política para orientar as pessoas, no que devem fazer, sentir e pensar </li></ul>
  13. 14. Constantino transformou todos os templos pagãos em templos do cristianismo, inclusive o coliseu romano. Alem da construção de novos templos em diversas cidades do seu império. Construído pelo imperador Flávio Vespasiano, 70-90 d. C.
  14. 15. <ul><li>Posteriormente batizada de Constantinopla em homenagem a Constantino. Hoje Istambul, principal cidade da Turquia. </li></ul>Oficialização do Cristianismo – Em 391, pelo Imperador Teodósio.
  15. 16. Imperador: representante de Deus na terra. <ul><li>Por todos esses benefícios, o imperador foi considerado interprete infalível da vontade de Deus e seu representante na terra. Ele que escolhia o patriarcado, o cargo mais alto da igreja. Os bispos apresentavam o nome de três representantes do clero e o imperador escolhia um, o patriarca, a maior autoridade depois do imperador, que também era auxiliar e conselheiro do governo. Sistema teocrático: Theo do grego = Deus, Krato = governo. </li></ul>
  16. 17. Depois da aceitação dos princípios do cristianismo, a representação vai se sofisticando. Madona, Séculos: VI-VII – Pintura em madeira (encáustica) St. Francesca Romana, Roma.
  17. 18. Características da pintura bizantina <ul><li>Boca pequena; nariz, pescoço e mãos alongadas e olhos grandes. </li></ul>
  18. 19. O gesto mais importante do que a composição, quando se refere as mãos aos braços abertos e aos dedos. Pés pequenos.
  19. 20. Por serem sagradas os artistas obedeciam formulários prescritos pelos padres, pois a pintura tinha por principal finalidade a propagação das verdades da fé e da história sagrada
  20. 21. A pintura em afresco era uma prática, mais reservada as igrejas do interior, as consideradas pobres. Igreja de Santa Maria Maggiore, 430 d. C, Roma.
  21. 22. . Excelentes artesãos na arte da seda, o detalhe do reflexo do branco na vesti, era para simbolizar a nobreza do tecido, pois era produzido nas oficinas do castelo.
  22. 23. Para substituir a pintura – usaram a técnica do mosaico, entre os séculos V e VI <ul><li>O mosaico era uma técnica reservada as igrejas dos nobres. </li></ul>Imperador Constantino. Mosaico bizantino.
  23. 24. Técnica do mosaico, conhecida pelos egípcios. <ul><li>Pedacinhos de cerâmica vitrificados colados no gesso, que funcionavam como mini-refletores, o espírito divino da luz – o próprio deus em manifestação. </li></ul>
  24. 25. Domínio de luz e cor com o objetivo de evocar o reino de deus. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
  25. 26. Por serem sagradas, tinham que obedecer a padrões fixos e repetidos incessantemente.
  26. 27. Imagens dignas de enquadramento arquitetônico. Basílica de Santa Apollinare, 533-549 d. C, Ravena
  27. 28. Forma visual que permite a leitura a distância. Efeito vitral, as formas parecem iluminadas por trás.
  28. 29. Ilusão de irrealidade, um reino luminoso povoado por representantes da nobreza junto aos símbolos sagrados. Constantino IX e a Imperatriz Zoé – Igreja de Santa Sofia. Século: XI-XII.
  29. 30. <ul><li>Os personagens da nobreza usam aureola sagrada, a personificação de Cristo. </li></ul><ul><li>Figuras extraordinariamente altas e delgadas, pés pequenos, rostos ovais, e olhos imensos e fixos, com gestos congelados e suntuosas vestes. Não havia intenção de imitar a realidade. </li></ul>Imperador Teodósio, que oficializou o cristianismo em 391 d. C.
  30. 31. Justiniano, ladeado por seus 12 companheiros, alusão aos 12 apóstolos, e o símbolo do cristograma de Constantino no escudo. A cena da igreja, é uma extensão da recepção do seu palácio. Justiniano e o seu Séqüito 557 d. C. - S. Vitale, Ravena.
  31. 32. Ela assiste à missa com se estivesse em uma capela do palácio imperial. Se assemelhando a virgem Maria, e na barra de seu vestido os três reis Magos trazendo presentes. Imperatriz Teodora e seu Séqüito, 547 d. C. San Vitale
  32. 33. Um tentativa que colocar a imagem dentro do espaço virtual. <ul><li>Deficiência de enquadrar as personagens dentro do interior de um espaço arquitetônico criado. As cenas acontecem ao ar livre, uma espécie de teatro sem teto. A arquitetura sempre se colocava por trás da imagem. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Panejamentos rígidos e angulosos com sutis sombras de fios de ouro. </li></ul><ul><li>O modelo da iluminura muitas vezes parecido com um vitral. </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Utilizaram o mosaico durante mil anos, atingindo o seu apogeu no século X, quando passaram a utilizar as tesselas, pedacinhos de vidro colorido com bolhas de ar internas, muitas vezes com folha de prata e ouro na parte de trás, causando na parede um efeito fantástico de brilho e cor. </li></ul>
  35. 36. O mosaico era um técnica reservada as igrejas dos nobres. A pintura em afresco era uma prática, mas reservada as igrejas do interior, as consideradas pobres. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
  36. 37. Referencial <ul><li>JANSON, H. W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fonntes, 1993. </li></ul><ul><li>www.ecclesia.com.br/.../a_arte_crista.html </li></ul><ul><li>Revista: </li></ul><ul><li>História Viva: Bizâncio: o paraíso dos negócios e do saber na Idade Média. Ano: VI, nº 74, pp. 28-54. </li></ul>
  37. 38. Autoria e Criação: <ul><li>Gilson Cruz Nunes </li></ul><ul><li>– Especialista em Artes Visuais – UFPB </li></ul><ul><li>Professor da Disciplina de Artes das Escolas: </li></ul><ul><li>Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual </li></ul><ul><li>Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal. </li></ul><ul><li>Campina Grande, 11 de janeiro de 2010. </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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