Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola?
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Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola?

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"Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola?" trabalho apresentado pelas alunas Luise Borçonaro Iazeta, Kelly Blanes e Márcia M. Betioli Gerbasi para o Instituto Taquaritinguense ...

"Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola?" trabalho apresentado pelas alunas Luise Borçonaro Iazeta, Kelly Blanes e Márcia M. Betioli Gerbasi para o Instituto Taquaritinguense do Ensino Superior (ITES) sob a orientação do Prof. Mestre Thiago de Almeida
(www.thiagodealmeida.com.br)

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Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola? Como ensinar os conceitos de Sexo e de Sexualidade na escola? Presentation Transcript

  • Sexualidade na Escola Luise Borçonaro Iazeta Kelly Blanes Márcia M. Betioli Gerbasi Prof. Mestre Thiago de Almeida (www.thiagodealmeida.com.br)
    • “ A sexualidade faz parte de nossa conduta. Ela faz parte da liberdade em nosso usufruto deste mundo”. (Michel Foucault)
    • Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta.
    • Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito.
    • Conjunto de caracteres estruturais e funcionais segundo os quais um ser vivo se classifica como macho ou fêmea e desempenha papel específico de uma dessas condições na reprodução da espécie.
    • O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo,  intervém, por meio do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual.
    • O chamado sistema límbico do nosso cérebro discrimina e seleciona os estímulos, reconhecendo os sinais de saciedade  inibindo o comportamento sexual.
    • A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, é diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.
    • O contexto influi diretamente na sexualidade de cada um.
    Vídeo
    • A sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. (BRAGA, 2011)
    • A Sexualidade é parte integrante de todo ser humano, está relacionada à intimidade, a afetividade, ao carinho, a ternura, a uma forma de expressão de sentir e expressar o amor humano através das relações afetivossexuais.
    Sua presença está em todos os aspectos da vida humana desde a concepção até a morte, manifestando-se em todas as fases da vida, infância, adolescência, fase adulta, terceira idade; sem distinção de raça, cor, sexo, deficiência, etc.; Além de que não está apenas nos aspectos genitais, mas sendo considerada como uma das suas formas de expressão, porém nunca como forma isolada, como um fim em si mesma.
    • Podemos definir sexualidade como um conjunto colorido que contém contato, relação corpórea, psíquica, sentimental, desejo voltado a pessoas e objetos; sonhos e delírios; prazer, gozo e dor; perda, sofrimento e frustração; crescimento e futuro; consciência, plenitude do presente e memória do passado; processos estes que vão sendo elaborados e dando espaço para novas conquistas. (ALMEIDA, 2010)
    Sentimentos esses que se alternam, cruzam-se de modo imprevisível, exigindo uma progressiva capacidade do ser humano em ir dando compreensão e aceitação as mudanças. Tudo sempre vinculado a intensas sensações corpóreas, pensamentos constantes, parecem estarem no ar, uma sensação de apaixonamento constante, que pode ser pelo próprio corpo ou pelo desejo do corpo do outro, mas desejos, afetos e emoções que precisam ser resignificadas em cada um nós. (ALMEIDA,2010)
    • Encontraremos todos estes sentimentos em cada um de nós.
    • Muitos de nós negamos as transformações, outros passaram, outros se rebelaram, sofreram, outros curtiram, viveram, outros não podem nem se lembrar, outros foram quase que impedidos de viver esta experiência.
    • Esta última possibilidade é a mais preocupante e paralisante, porque impede de experenciar relacionamentos afetivossexuais.
  • Marilandes Ribeiro Braga Delegada Regional da SBRASH- Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade
    • “ A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e integrações portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada como direito humano básico. A saúde mental é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor “ (BRAGA, 2011)
    • 1-O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL - A liberdade sexual diz respeito a possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual.
    • 2 – O DIREITO A AUTONOMIA SEXUAL – INTEGRIDADE SEXUAL E A SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoal e social, Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livre de tortura, mutilações e violência de qualquer tipo.
    • 3 – O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito de decisão individual e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.
    • 4 – O DIREITO À IGUALDADE SEXUAL - Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais e físicas.
    • 5 – O DIREITO AO PRAZER SEXUAL - prazer sexual, incluindo auto-erotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.
    • 6 – O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.
    • 7 – O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – Significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
    • 8 – O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRE E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ou não filhos, e número e o tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.
    • 9 – O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada de um processo científico e ético e disseminando em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.
    • 10 – O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deriva envolver todas as instituições sociais.
    • 11 – O DIREITO À SAÚDE MENTAL – O cuidado com a saúde deveria estar disponível para a prevenção e tratamento do todos os problemas sexuais, preocupações e desordens.
    • Declaração aprovada durante o XV Congresso Mundial de Sexologia ocorrido em Hong Kong – China – entre 21 e 27 de agosto de 1999, na Assembléia Geral da World Association for Sexology.
    • Em 1997 na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e os Temas Transversais(TTs) foi determinado que seis disciplinas (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História e Geografia, Arte, e Educação Física) deveriam abordar problemáticas sociais atuais e urgentes, consideradas de abrangência nacional e até mesmo de caráter universal. Segundo tais critérios foram selecionados :  
    • 1.      Ética
    • 2.      Meio Ambiente
    • 3.      Saúde
    • 4.      Pluralidade Cultural
    • 5.      Orientação Sexual.
    • O desenvolvimento da Sexualidade
  • A Sexualidade Infantil
    • A sexualidade da criança começa no imaginário dos pais, antes mesmo do nascimento. Todos os pais têm expectativas em relação a seus filhos, conscientes ou inconscientes, e uma destas diz respeito à sexualidade da criança. Esta ao nascer pode corresponder à expectativa ou não e se desenvolverá conforme for a aceitação do sexo da criança pelos pais.
  • A partir do nascimento podemos classificar a curiosidade sexual de forma genérica em:
    • 1ª curiosidade sexual - auto-descobrimento do corpo
    • 2ª curiosidade sexual - eliminação de excreções
    • 3ª curiosidade sexual - diferenciação dos sexos
    • 4ª curiosidade sexual - nascimento
    • 5ª curiosidade sexual - puberdade
    • 6ª curiosidade sexual - adolescência
    • Para responder aos questionamentos de ordem sexual das crianças deve-se ter claro que "a criança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir a resposta".
    • O tom de voz, o olhar, a postura de quem responde devem ser valorizados para que não sejam artificiais nem repressores.
    • Para satisfazer a curiosidade infantil o adulto deve seguir os seguintes princípios:
    • - saber porque e de onde vem a pergunta;
    • - honestidade;
    • - restringir-se à pergunta feita, sem se estender;
    • - progredir com base no que a criança já conhece;
    • - fornecer explicações em linguagem simples e familiar;
    • - sempre que possível corresponder ao momento em que a criança solicita;
    • - repetir, se necessário.
    Vídeo
  • Comportamentos Sexuais Observados em Sala de Aula
    • Beijos, exploração do corpo do colega, jogos sexuais, etc.
    • o educador pode pautar-se sobre os mesmos princípios que usa para outros comportamentos inadequados em aula, ou seja, demonstrar que entende a curiosidade mas que a escola é um lugar onde deve-se respeitar a vontade dos outros e que estão lá para aprender, brincar, etc.
    • A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzí-la de forma adequada, sem estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto-reflexão de sua própria sexualidade.
    • "A única coisa que não vale é mentir para a criança. Ela vai checar com outra pessoa e perder a confiança neste adulto que mentiu".
  • Ética e sexualidade na Escola.mp4
    • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 19 anos de idade. Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o jovem brasileiro está entre os 12 e os 18 anos.
    • As mudanças físicas correlacionadas com as mudanças psicológicas levam o adolescente a uma nova relação com os pais e com o mundo.
    • Na adolescência, os jovens, de diversas formas, procuram se inserir no social, por meio de buscas por identificações no seu meio de convívio, que não estejam mais ligadas ao ciclo familiar.
    • Dessa forma, percebemos a importância que o grupo de pares assume nesse período da vida.
  • O Adolescente
    • Mobiliza-se, também na adolescência, a sexualidade enquanto função vital. Particularmente na adolescência, ao se completar a maturação sexual do organismo humano, a sexualidade aproxima-se de um dos canais pelos quais é experimentada ao longo da vida adulta – a genitalidade.
    • Mais do que cumprir uma função fisiológica, a sexualidade na adolescência caracteriza-se por demarcar a fronteira entre a infância e a idade adulta, focalizando-se em uma validação da capacidade genital. (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010). 
    • “ O ato permite ao jovem reconhecer esse novo corpo e essa nova imagem corporal como os de um sujeito genitalmente capaz e, assim, apropriar-se, imaginariamente, de seu papel de ser sexuado.” (TAVARES, 2008 apud VOLPI, e LESZCZYNSKI, 2010).
  • A Expressão da Sexualidade Nessa Fase
    • A repressão do próprio impulso, principalmente se os primeiros contatos forem frustrantes.
    • Aceitar o ato sexual, mesmo sem envolvimento afetivo, talvez essa seja a forma de expressão mais freqüente na adolescência.
    • A preferência sexual com afeto é o posicionamento que demonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolha esta que se encontra subsidiada pelas vivências de cada adolescente .
    • Para o desenvolvimento do papel sexual ou de gênero, o adolescente precisa de pessoas complementares, que desempenham outros papéis, e este contato provoca a necessidade de formar vínculos afetivos, que vão determinar suas novas experiências.
  • “ Ficar”
    • É uma forma de buscar a afirmação de um papel sexuado no grupo, e desse modo, buscar também uma identidade sexual.
    • Esse tipo de relação está fundamentada na atração física, no erotismo, na existência da “não-exclusividade” de ambas as partes e no seu aspecto passageiro. Os adolescentes em questão procuram esse tipo de relacionamento como forma de experimentar a intimidade e uma série de desejos, sentimentos e emoções relacionados a ela, sem, contudo, precisarem estar vinculados a um compromisso com outra pessoa.
  • A relação sexual
    • A vivência do ato sexual reorganiza as experiências sexuais anteriores, mas os medos impedem que o adolescente vivencie de forma plena esse momento, o que pode produzir insegurança em relação ao futuro.
    • O significado pessoal que cada adolescente dará à sexualidade pode alterar suas expectativas, criando, ou dissolvendo problemas.
    O ato sexual pode provocar frustrações, ou ser fonte de estímulo permanente. A satisfação em uma relação sexual é a base para o desenvolvimento das próximas vivências sexuais, construindo suas experiências rumo à maturidade sexual.
  • Comportamento sexual do adolescente atual
  • Comportamento sexual do adolescente atual A maioria dos adolescentes, mesmo conhecendo os métodos contraceptivos, inicia vida sexual sem proteção e, no seguimento da atividade sexual, o uso sistemático deixa quase 30% sem proteção, tanto na contracepção como contra as DST/AIDS. Os locais mais utilizados para as relações são a própria casa ou a casa de amigos.
  • Educação Sexual na Escola
    • É fundamental que a escola, desde a pré-primária à universidade, defina com coerência os objetivos que pretende atingir.
    • É necessário preparar os professores, tanto com suas próprias dificuldades com relação à sexualidade quanto as questões teóricas.
    • A educação sexual deve ser feita em conjunto com os pais.
    • Além dos temas biológicos e de prevenção, deve-se abordar temas do interesse dos alunos.
    • As escolas não estão preparadas para acolher a educação sexual. Um dos principais motivos é a não aceitação dos pais dos alunos, que pensam que provocaria exarcebação da sexualidade dos jovens.
    • Orientação sexual deriva do conceito pedagógico. Abrange o desenvolvimento sexual compreendido como saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, autoestima e relações de gênero.
    • Educação sexual inclui todo o processo informal pelo qual aprendemos sobre a sexualidade ao longo da vida, seja por meio da família, da religião, da comunidade, dos livros ou da mídia.
  • Investir na Formação dos Professores
    • A formação da maioria dos professores não foi voltada para se falar abertamente e sem discriminação de certos assuntos como o da sexualidade.
    • Suas dificuldades provém tanto do despreparo teórico, quanto de seus próprios preconceitos já interiorizados.
    • Os tabus devem ser eliminados.
  •  
    • Nas pesquisas realizadas com adolescentes, constatou-se que a primeira pessoa a qual procuram quando em duvida sobre a sexualidade é um amigo(a) de idade próxima.
    • Por isso, é interessante criar bate-papos entre os adolescentes e estes passarem as informações (já elaboradas em conjunto com o facilitador) para os mais novos. (COSTA, 2000)
    Os jovens não querem apenas discutir sobre o desenvolvimento fisiológico ou como se prevenir. Querem falar de sentimentos, tirar duvidas, etc.
    • Faixa etária 4 e 5 anos
    • Conteúdo: Identidade e Autonomia
    • Objetivos
    • - Envolver professores e pais no trabalho de orientação sexual dos estudantes.
    • - Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro).
    • - Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos.
    • - Dar informações sobre gravidez, métodos anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
    • - Conscientizar sobre a importância de uma vida sexual responsável.
    • 1ª ETAPA
    • Preparação da escola e da comunidade:
    • Capacitação da equipe - Professores e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações da sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação sobre os principais temas (como falar e agir com crianças e adolescentes; prazer e limites; gravidez e aborto; DSTs etc.) é o mais indicado. Além disso, os formadores podem ajudar a identificar os conteúdos das diversas disciplinas que contribuem para um trabalho sistemático sobre o tema.
    • Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com as famílias para apresentar o programa. Aproveite para falar brevemente sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e na adolescência.
    • Formação permanente - Organize um grupo de professores para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as experiências em sala de aula.
    • 2ª ETAPA
    • Da pré-escola ao 5º ano, o trabalho em sala de aula exige atenção do professor às atitudes e à curiosidade das crianças, pois são elas que vão dar origem aos debates e às atividades propostos a seguir.
    • Diferenças de gênero - Baixar a calça e levantar a saia são sinais de curiosidade. O livro Ceci Tem Pipi?, de Heloisa Jahn e Thierry Lenain, explora as diferenças físicas e comportamentais entre meninos e meninas. Pergunte quem tem pipi. E quem não tem? Tem o quê? Diga que a vagina é o "pipi" das meninas. Estimule o debate sobre o que é ser menino e menina, levantando questões como: uma garota pode subir em árvores? Escreva as respostas no quadro e converse com a turma.
    • O corpo e o prazer - É normal que os pequenos toquem os genitais para ter prazer e conhecer o próprio corpo. Proponha a descoberta de outras formas de satisfação na escola, como brincar na areia e na terra ou com água. Deixe-os explorar esses elementos no parque e incentive-os a falar sobre o que sentiram e sobre as partes do corpo que dão prazer, inclusive o pênis e a vagina. Diga que é normal tocá-los, mas que essas são partes íntimas e, portanto, não devem ser manipuladas em locais públicos. Finalize lembrando-as das outras maneiras de ter prazer na escola.
    • Relação sexual - Caso uma criança tenha visto uma cena de sexo na TV, certamente comentará com os colegas. O livro A Mamãe Botou um Ovo, de Babette Cole, relaciona sexo, concepção e nascimento. Todos sabem como nasceram? Levante as dúvidas e comente que sexo é coisa de adultos. Mostre bonecos que tenham pênis e vagina e deixe a garotada explorar as diferenças.
    • Gravidez - Se alguma professora ou alguém próxima à garotada estiver grávida, certamente a turma ficará curiosa. Fale sobre o desenvolvimento do bebê, desde a concepção até o nascimento (cartazes ajudam muito). Uma música boa para tocar é De Umbigo a Umbiguinho, de Toquinho. Explique o processo físico de evolução, ouça as perguntas e responda-as de forma simples e direta.
    • Vocabulário da sexualidade - Palavrões são comuns nas conversas infantis e podem ser usados para fazer graça ou para agredir. Mas eles perdem rapidamente o impacto quando você os escreve no quadro. Explique o significado de cada um, deixe claro que todos podem ser ofensivos e, por isso, não devem ser usados - principalmente em público.
    • Caso as palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras que a turma conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos corretos e utilize-os nas conversas sobre o tema.
    • Padrões de beleza - Ao perceber que os alunos debocham da aparência de um colega, um bom caminho é promover um debate sobre padrões de beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona se esconde quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não acham bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A modelo é bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era (sim) um padrão de beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um descreva qualidades ou algo que ache bonito no colega.
    • 3ª ETAPA
    • Com os mais velhos, o trabalho deve ser sistemático, com aulas semanais ou quinzenais. Monte uma lista com os temas, mas os apresente de acordo com o interesse da turma.
    • Puberdade - Coloque no quadro desenhos de corpos femininos e masculinos em diferentes fases do crescimento. Pergunte aos alunos o que eles entendem por puberdade.
    • Explique as transformações físicas e emocionais e por que elas acontecem. As questões podem ser feitas oralmente ou por escrito (se você não quiser expor ninguém).
    • Maternidade e paternidade - Leia o poema Enjoadinho, de Vinicius de Moraes. Pergunte de que um bebê precisa durante a gestação e após o nascimento e fale sobre as necessidades dos pais. Escreva as respostas no quadro. Pergunte se é possível um adolescente ser pai e mãe e prover tudo de que o bebê precisa. Do que o jovem terá de abrir mão para cuidar de uma criança? Quais são as vantagens de adiar a gravidez? Ao fim da aula, peça que os alunos escrevam sobre o que esperam do futuro.
    • Métodos anticoncepcionais - Leve para a sala de aula cartelas de pílulas, camisinhas masculina e feminina, tabelinha etc. Faça circular pela classe e dê explicações sobre cada tipo. Responda às dúvidas. Divida a turma em grupos e dê a cada um uma banana ou cenoura e uma camisinha para demonstrar como ela deve ser colocada. Depois peça que os jovens façam o mesmo. Lembre-os de que as camisinhas masculina e feminina são o único método anticoncepcional que previne as DSTs.
    • Aborto - No Brasil, a interrupção intencional da gravidez é crime, exceto quando a mãe foi estuprada ou corre risco de morte. Antes do debate, ofereça textos sobre o tema e forme dois grupos para uma dramatização. O primeiro deve ter personagens como uma grávida que quer ter o bebê, o namorado que prefere que ela aborte, o médico que fará a operação, a mãe que é contra e a amiga que tem dúvidas. O outro: a grávida que insiste em abortar, o namorado que é contra, o médico que a aconselha a não fazer isso, a mãe que tem dúvidas e a amiga que insiste na interrupção. Proponha que os jovens improvisem um diálogo usando argumentos compatíveis com cada personagem.
    • DSTs - Ponha para tocar A Via Láctea , de Renato Russo, e Ideologia , de Cazuza. Esses dois músicos morreram em decorrência da AIDS. Os alunos sabem o que a sigla significa? Selecione versos ("Essa febre que não passa", "Meu prazer agora é risco de vida" e outros) e discuta seu significado. Peça uma pesquisa sobre a incidência da síndrome na população. A análise mostrará que não existem mais grupos de risco, mas atitudes de risco. Converse sobre outros tipos de DSTs e como se prevenir.
    • O que é ser homem e ser mulher - No filme Billy Elliot , de Stephen Daldry, o personagem principal quer ser bailarino. O que os jovens fariam se um filho tivesse esse desejo? Ou uma filha que sonha ser futebolista? O que é ser homem e ser mulher? Dá para definir levando em consideração apenas o que a pessoa gosta de fazer?
    • Homossexualidade e bissexualidade - Assista com os alunos ao filme Brokeback Mountain , de Ang Lee. Como o preconceito contra homossexuais é mostrado? Só existe amor entre homens e mulheres? Ouça as opiniões e reflita com os alunos sobre diferentes formas de amar. O respeito à opção sexual também deve ser abordado.
    • A educação sexual, como qualquer processo educativo, apresenta efeitos e resultados demorados, por isso a necessidade de iniciar desde cedo e dar continuidade até a fase adulta.
    • É Importante desenvolver um trabalho educativo positivo, de valorização humana, que possibilite ao jovem capacidade de escolher e eliminar os sentimentos de culpa.
    • A participação dos pais é fundamental para um processo de corresponsabilidade.
    • Falar sobre o que é de interesse do aluno.
    • ALMEIDA, Marina S. R. o que é sexualidade?. Instituto Inclusão Brasil,2010. Disponível em < http://inclusaobrasil.blogspot.com/2010/07/o-que-e-sexualidade.html > acesso em 19/05/2011.
    • ALMEIDA, Marina S. R.A sexualidade Infantil Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga. 2004. Disponível em < http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0214 > acesso em 19/05/2011.
    • AUAD, Daniela. Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais.2005. Disponível em < http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15:os-parametros-curriculares-nacionais-e-os-temas-transversais&catid=4:educacao&Itemid=15 > acesso em 20/05/2011.
    • BRAGA, Marilandes R.. SAIBA O que é sexualidade e conheça seus direitos. 2000. Disponível em < http://www.marilandes.com.br/saiba_sex.htm . acesso em 22/05/2011.
    • COSTA, Maria C. O.; LOPES, Clevane P. A.; SOUZA, Ronald P.; PATEL, Balmukund N. Sexualidade na adolescência: desenvolvimento, vivência e propostas de intervenção. J Pediatr (Rio J) 2001; 77 (Supl.2): S217-S224: adolescência.
    • COSTA, Ricardo J. A Sexualidade na Escola. A pagina da educação, arquivo vivo, n°89, 2000. 
    • FAVERO, Cintia. O que é Sexualidade? 2007. Disponível em < http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/ > acesso em 15/05/2011.
    • TONATTO, Suzinara; SAPIRO, Clary M. Os novos parâmetros curriculares das escolas brasileiras e educação sexual:uma proposta de intervenção em ciências. Psicologia & Sociedade; 14 (2): 163-175; jul./dez.2002
    • VOLPI, Sandra M. D.Sonia; LESZCZYNSKI, Ana C. Por uma adolescência não vulnerável: representações de sexualidade e gênero em dispensador de preservativos masculinos e projeto educativo para o contexto escolar. VIII Congresso Iberoamericano de ciência, tecnologia e gênero, 2010.