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GÊNERO E
SEXUALIDADE NA
EDUCAÇÃO
INFANTIL

  Jonas Alves da Silva Junior
  UFRRJ – IM/DES
SEXUALIDADE: DEFINIÇÃO
OMS (1970)
 Parte integral da personalidade.
 Necessidade básica, aspecto que não pode
  ser separado dos outros.
 Não se limita ao ato sexual ou orgasmo.
 Energia que motiva contato, intimidade e
  amor.
 Afeta sentimentos, o pensar e o agir.
 Saúde      mental:     personalidade    e
  comunicação com os demais.
SEXUALIDADE:
FENÔMENO SOCIAL E HISTÓRICO
 É uma CONSTRUÇÃO SOCIAL que varia de uma
  sociedade para outra e em diferentes épocas.
 Envolve relações de poder: domestica os corpos e as
  mentes.
 Há forças que a modelam: modelos, regras,
  contextos...
                   (quem, quando e onde pode)
GÊNERO

 Conceito analítico forjado pelas feministas
   para
  Compreender

  Analisar

  Criticar (superar)

       as diferenças e contrastes entre
            homens e mulheres

      (hierarquias, desigualdades, poder)
 Asdesigualdades sociais de classe não
 dão conta das questões de gênero.

A dominação das mulheres é anterior
 ao capitalismo e não acabou com o
 advento das revoluções socialistas.

 Atribuisignificados às diferenças
 socialmente construídas entre os
 sexos, resgatando sua autonomia
 relativa (Scott, 1990).
Papéis,  atribuições, expectativas,
 direitos e deveres: demarca um
 LUGAR SOCIAL a cada um dos
 sexos.
Definem imagens - estética
 corporal, seus adereços e gestual,
 discursos e comportamentos.

Relação de poder – dominação
 masculina sobre as mulheres.
CONSTRUÇÃO SOCIAL X
“ESSÊNCIA”

A   diferença provém de:

desigualdades sociais       natureza
Imposição de modelos        biologia
A educação infantil atende
       crianças de 0 a 6
 anos e tem como finalidade
proporcionar desenvolvimento
    integral das crianças,
         envolvendo as
  instituições e as famílias.
GÊNERO E SEXUALIDADE NO REFERENCIAL
     CURRICULAR NACIONAL PARA
          EDUCAÇÃO INFANTIL
  É importante possibilitar diferentes movimentos
  que aparecem em atividades como lutar, dançar,
subir e descer de árvores ou obstáculos, jogar bola,
 rodar bambolê etc. Essas experiências devem ser
     oferecidas sempre com o cuidado de evitar
       enquadrar as crianças em modelos de
  comportamentos estereotipados, associados ao
 gênero masculino e feminino, como, por exemplo,
 não deixar que as meninas joguem futebol ou que
 os meninos rodem o bambolê (Brasil, RCNEI, 1998, vol.
                         III).
GÊNERO E SEXUALIDADE
               NOS PCN

“combater relações autoritárias, questionar a
rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para
homens e mulheres e apontar para sua
transformação” incentivando, nas relações
escolares, a “diversidade de comportamento de
homens e mulheres”, a “relatividade das
concepções tradicionalmente associadas ao
masculino e ao feminino”, o “respeito pelo outro
sexo” e pelas “variadas expressões do feminino e
do masculino” (PCN, vol. 10, p.144-146).
O processo de educação sexual
ocorre durante toda a vida do
indivíduo, desde o seu
nascimento e dele fazem parte
todas as pessoas que convivem
com a criança. Por isso a
discussão sobre sexualidade
precisa     e     deve     ser
encaminhada como parte da
vida.
A sexualidade sempre foi um
tema     de    difícil   discussão,
sobretudo para crianças: a
curiosidade, a percepção das
diferenças no próprio corpo e no
corpo do outro, a descoberta das
carícias e a fonte de prazer que o
sexo representa, fizeram do
assunto um tabu e algo que “não é
conversa para crianças”.
- É no lar que a criança deveria ter sua
primeira educação sexual. De acordo
com Marta Suplicy, uma criança
falante e curiosa pode começar a
mostrar interesse pelo sexo aos dois
ou três anos, mesmo sem o uso da
palavra.
- A sexualidade infantil estabelece as
bases para a sexualidade na
adolescência e para a sexualidade da
vida adulta.
Um    dos objetivos da
educação     sexual     na
escola     consiste    em
disponibilizar
professores    com     um
preparo adequado para
desempenhar de forma
significativa seu papel,
ajudando os alunos a
superarem suas dúvidas,
ansiedades, angústias,
pois a criança chega na
escola     com      várias
indagações em relação à
sexualidade.
 Educaçãosexual não significa apenas passar
 informações sobre sexo.

O  trabalho a ser realizado pela escola de
 educação infantil deve encaminhar para uma
 intervenção no sentido de modificar posturas,
 desmistificar     tabus      e     reformular
 conhecimentos e valores trazidos pelas
 crianças e adultos que interagem neste
 espaço. Os pequenos costumam andar
 pelados, tocar e acariciar colegas. Nenhuma
 dessas ações deve ser repreendida.
   Uma professora de Imperatriz – MA relata sobre um
    aluno de 4 anos que não tirava a mão do pênis:
    ”Aproveitei a situação para contar à turma
    uma história sobre corpo e prazer. Em seguida
    disse que é gostoso tocar partes do corpo, mas
    que isso não deve ser feito na escola, lugar de
    estudar. Demorou um pouco e ele mudou o
    comportamento”. Se, na maioria das vezes, o ato
    tem a ver com a busca pelo prazer e a exploração do
    corpo, em outras tudo não passa de imitação dos
    adultos. É comum os pequenos verem atores se
    beijando na televisão e quererem fazer o mesmo.
    Nessas horas, é importante ressaltar que isso não é
    coisa de criança. Uma atividade que explique que os
    meninos têm pênis e as meninas vagina – e que
    ambos nascem com órgãos sexuais diferentes –
    dissipa muitas fantasias.
Portanto,     o     professor
 necessita     rever      seus
 próprios conceitos e posturas
 em relação à sexualidade,
 possibilitando a si mesmo
 um entendimento maior e
 atitudes mais abertas no
 sentido de ouvir, observar,
 não estabelecer julgamentos
 e compreender as diferentes
 formas de expressar-se que
 as crianças utilizam.
A  parceria com as
famílias               é
fundamental, pois a
educação sexual passa
pelo diálogo e troca
entre escola, famílias e
comunidades         que
devem estar cientes do
que    se    pensa     a
respeito             de
sexualidade.
   Sigmundo     Freud    dividiu o
    desenvolvimento sexual do ser
    humano em diferentes fases,
    conforme os órgãos, seres e
    objetos que proporcionam prazer
    e a relação que o indivíduo
    estabelece com eles:


   FASE ORAL: Até os 2 anos, o
    órgão que concentra o prazer é a
    boca. É opor meio dela que o bebê
    descobre o mundo, explorando
    objetos e partes do corpo.
 FASE  ANAL:Aprendendo a controlar
 o esfíncter, a criança de 3 e 4 anos
 sente prazer na eliminação e na
 retenção das fezes e da urina. Por
 isso, pressionar para que ela largue
 as fraldas gera ansiedade e
 angústia.

FASE FÁLICA OU GENITAL:Entre
 os 3 e 5 anos, a atenção se volta para
 o próprio órgão sexual e nasce o
 prazer em manipulá-lo. Essa atitude
 é também uma busca pelo auto-
 conhecimento. Meninos e meninas
 percebem que têm (ou não) pênis. A
 vagina ainda é ignorada.
   LATÊNCIA: A curiosidade sexual existe,
    mas é canalizada em grande parte para o
    desenvolvimento intelectual e social.
    Apesar desse desvio da libido, dos 5 aos 11
    anos a criança continua explorando as
    diferenças para descobrir o que é ser
    menino e ser menina.

   PUBERDADE: Dos 12 aos 18 anos, o
    adolescente volta à fase genital, mas dessa
    vez o desejo vira vontade de fazer sexo. Os
    fatores sociais e emocionais que se ligam ao
    prazer ganham importância.

   A ação dos hormônios se intensifica, e o
    corpo amadurece. É comum o jovem se
    masturbar, ter sonhos eróticos e fantasias.
    Nas meninas, é tempo da primeira
    menstruação.
COMO LIDAR COM SEXUALIDADES NO
 ÂMBITO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO?

     1. Escola reproduz e reflete
       concepções dominantes de
 sexualidade e gênero na sociedade.
2. Escola produz formas próprias de
                exclusão.
    3. Escola resiste à produção e
   reprodução dessas concepções.
TENSÕES E DESAFIOS

   Ver a escola como um campo que
reproduz as concepções dominantes de
  sexualidade e gênero na sociedade;
 produz formas próprias de exclusão,
   mas também resiste à produção e
    reprodução dessas concepções.
SOCIEDADE JUSTA E
DEMOCRÁTICA
Importância  da escola na formação
 de cidadãos e cidadãs que respeitem
 e VALORIZEM a diversidade.
Papel do/a professor/a no combate a
 qualquer forma de discriminação.
Articulação de três eixos, além da
 desigualdade econômica:
 racismo / sexismo / homofobia
UM PENSAMENTO
                DE FRANÇOIS DUBET
 As verdadeiras diferenças não são coletivas, mas
     individuais; todos os alunos são singulares
    e o problema da escola é duplo e paradoxal.
   Ela deve tratar cada aluno como um indivíduo
                        único,
  e ao mesmo tempo, ela deve considerar cada um
       como igual aos outros, um semelhante.
        Isto é o que deveria fazer uma escola
                     democrática.
As meninas e os meninos não são idênticos, e
  o papel da escola é de lhes ensinar a viver
                       juntos,
          sem negá-los, nem separá-los.

                      Jornal Le Monde, fevereiro 2003
PROF. JONAS ALVES DA SILVA
JUNIOR
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Gênero e sexualidade na Educação Infantil (Jonas Alves da Silva Junior)

  • 1. GÊNERO E SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Jonas Alves da Silva Junior UFRRJ – IM/DES
  • 2. SEXUALIDADE: DEFINIÇÃO OMS (1970)  Parte integral da personalidade.  Necessidade básica, aspecto que não pode ser separado dos outros.  Não se limita ao ato sexual ou orgasmo.  Energia que motiva contato, intimidade e amor.  Afeta sentimentos, o pensar e o agir.  Saúde mental: personalidade e comunicação com os demais.
  • 3. SEXUALIDADE: FENÔMENO SOCIAL E HISTÓRICO  É uma CONSTRUÇÃO SOCIAL que varia de uma sociedade para outra e em diferentes épocas.  Envolve relações de poder: domestica os corpos e as mentes.  Há forças que a modelam: modelos, regras, contextos... (quem, quando e onde pode)
  • 4. GÊNERO Conceito analítico forjado pelas feministas para  Compreender  Analisar  Criticar (superar) as diferenças e contrastes entre homens e mulheres (hierarquias, desigualdades, poder)
  • 5.  Asdesigualdades sociais de classe não dão conta das questões de gênero. A dominação das mulheres é anterior ao capitalismo e não acabou com o advento das revoluções socialistas.  Atribuisignificados às diferenças socialmente construídas entre os sexos, resgatando sua autonomia relativa (Scott, 1990).
  • 6. Papéis, atribuições, expectativas, direitos e deveres: demarca um LUGAR SOCIAL a cada um dos sexos. Definem imagens - estética corporal, seus adereços e gestual, discursos e comportamentos. Relação de poder – dominação masculina sobre as mulheres.
  • 7. CONSTRUÇÃO SOCIAL X “ESSÊNCIA” A diferença provém de: desigualdades sociais natureza Imposição de modelos biologia
  • 8. A educação infantil atende crianças de 0 a 6 anos e tem como finalidade proporcionar desenvolvimento integral das crianças, envolvendo as instituições e as famílias.
  • 9. GÊNERO E SEXUALIDADE NO REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA EDUCAÇÃO INFANTIL É importante possibilitar diferentes movimentos que aparecem em atividades como lutar, dançar, subir e descer de árvores ou obstáculos, jogar bola, rodar bambolê etc. Essas experiências devem ser oferecidas sempre com o cuidado de evitar enquadrar as crianças em modelos de comportamentos estereotipados, associados ao gênero masculino e feminino, como, por exemplo, não deixar que as meninas joguem futebol ou que os meninos rodem o bambolê (Brasil, RCNEI, 1998, vol. III).
  • 10. GÊNERO E SEXUALIDADE NOS PCN “combater relações autoritárias, questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para homens e mulheres e apontar para sua transformação” incentivando, nas relações escolares, a “diversidade de comportamento de homens e mulheres”, a “relatividade das concepções tradicionalmente associadas ao masculino e ao feminino”, o “respeito pelo outro sexo” e pelas “variadas expressões do feminino e do masculino” (PCN, vol. 10, p.144-146).
  • 11. O processo de educação sexual ocorre durante toda a vida do indivíduo, desde o seu nascimento e dele fazem parte todas as pessoas que convivem com a criança. Por isso a discussão sobre sexualidade precisa e deve ser encaminhada como parte da vida.
  • 12. A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, sobretudo para crianças: a curiosidade, a percepção das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a fonte de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e algo que “não é conversa para crianças”.
  • 13. - É no lar que a criança deveria ter sua primeira educação sexual. De acordo com Marta Suplicy, uma criança falante e curiosa pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos dois ou três anos, mesmo sem o uso da palavra. - A sexualidade infantil estabelece as bases para a sexualidade na adolescência e para a sexualidade da vida adulta.
  • 14. Um dos objetivos da educação sexual na escola consiste em disponibilizar professores com um preparo adequado para desempenhar de forma significativa seu papel, ajudando os alunos a superarem suas dúvidas, ansiedades, angústias, pois a criança chega na escola com várias indagações em relação à sexualidade.
  • 15.  Educaçãosexual não significa apenas passar informações sobre sexo. O trabalho a ser realizado pela escola de educação infantil deve encaminhar para uma intervenção no sentido de modificar posturas, desmistificar tabus e reformular conhecimentos e valores trazidos pelas crianças e adultos que interagem neste espaço. Os pequenos costumam andar pelados, tocar e acariciar colegas. Nenhuma dessas ações deve ser repreendida.
  • 16. Uma professora de Imperatriz – MA relata sobre um aluno de 4 anos que não tirava a mão do pênis: ”Aproveitei a situação para contar à turma uma história sobre corpo e prazer. Em seguida disse que é gostoso tocar partes do corpo, mas que isso não deve ser feito na escola, lugar de estudar. Demorou um pouco e ele mudou o comportamento”. Se, na maioria das vezes, o ato tem a ver com a busca pelo prazer e a exploração do corpo, em outras tudo não passa de imitação dos adultos. É comum os pequenos verem atores se beijando na televisão e quererem fazer o mesmo. Nessas horas, é importante ressaltar que isso não é coisa de criança. Uma atividade que explique que os meninos têm pênis e as meninas vagina – e que ambos nascem com órgãos sexuais diferentes – dissipa muitas fantasias.
  • 17. Portanto, o professor necessita rever seus próprios conceitos e posturas em relação à sexualidade, possibilitando a si mesmo um entendimento maior e atitudes mais abertas no sentido de ouvir, observar, não estabelecer julgamentos e compreender as diferentes formas de expressar-se que as crianças utilizam.
  • 18. A parceria com as famílias é fundamental, pois a educação sexual passa pelo diálogo e troca entre escola, famílias e comunidades que devem estar cientes do que se pensa a respeito de sexualidade.
  • 19. Sigmundo Freud dividiu o desenvolvimento sexual do ser humano em diferentes fases, conforme os órgãos, seres e objetos que proporcionam prazer e a relação que o indivíduo estabelece com eles:  FASE ORAL: Até os 2 anos, o órgão que concentra o prazer é a boca. É opor meio dela que o bebê descobre o mundo, explorando objetos e partes do corpo.
  • 20.  FASE ANAL:Aprendendo a controlar o esfíncter, a criança de 3 e 4 anos sente prazer na eliminação e na retenção das fezes e da urina. Por isso, pressionar para que ela largue as fraldas gera ansiedade e angústia. FASE FÁLICA OU GENITAL:Entre os 3 e 5 anos, a atenção se volta para o próprio órgão sexual e nasce o prazer em manipulá-lo. Essa atitude é também uma busca pelo auto- conhecimento. Meninos e meninas percebem que têm (ou não) pênis. A vagina ainda é ignorada.
  • 21. LATÊNCIA: A curiosidade sexual existe, mas é canalizada em grande parte para o desenvolvimento intelectual e social. Apesar desse desvio da libido, dos 5 aos 11 anos a criança continua explorando as diferenças para descobrir o que é ser menino e ser menina.  PUBERDADE: Dos 12 aos 18 anos, o adolescente volta à fase genital, mas dessa vez o desejo vira vontade de fazer sexo. Os fatores sociais e emocionais que se ligam ao prazer ganham importância.  A ação dos hormônios se intensifica, e o corpo amadurece. É comum o jovem se masturbar, ter sonhos eróticos e fantasias. Nas meninas, é tempo da primeira menstruação.
  • 22. COMO LIDAR COM SEXUALIDADES NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO? 1. Escola reproduz e reflete concepções dominantes de sexualidade e gênero na sociedade. 2. Escola produz formas próprias de exclusão. 3. Escola resiste à produção e reprodução dessas concepções.
  • 23. TENSÕES E DESAFIOS Ver a escola como um campo que reproduz as concepções dominantes de sexualidade e gênero na sociedade; produz formas próprias de exclusão, mas também resiste à produção e reprodução dessas concepções.
  • 24. SOCIEDADE JUSTA E DEMOCRÁTICA Importância da escola na formação de cidadãos e cidadãs que respeitem e VALORIZEM a diversidade. Papel do/a professor/a no combate a qualquer forma de discriminação. Articulação de três eixos, além da desigualdade econômica: racismo / sexismo / homofobia
  • 25. UM PENSAMENTO DE FRANÇOIS DUBET As verdadeiras diferenças não são coletivas, mas individuais; todos os alunos são singulares e o problema da escola é duplo e paradoxal. Ela deve tratar cada aluno como um indivíduo único, e ao mesmo tempo, ela deve considerar cada um como igual aos outros, um semelhante. Isto é o que deveria fazer uma escola democrática. As meninas e os meninos não são idênticos, e o papel da escola é de lhes ensinar a viver juntos, sem negá-los, nem separá-los. Jornal Le Monde, fevereiro 2003
  • 26. PROF. JONAS ALVES DA SILVA JUNIOR E-MAIL: JONASJR@USP.BR