Ser homem

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Ser homem

  1. 1. Ser homemRicardo Alexandre de Souza, MD MScPrograma de residência em Saúde daFamília – Prefeitura Municipal de Betim
  2. 2. Para iniciar Mulher Homem
  3. 3. O homem na história
  4. 4. O homemA cada 3 pessoas que morrem no Brasil, 2 sãohomens. A cada 5 pessoas que morrem de 20 a 30anos, 4 são homens. De acordo com a publicaçãoSaúde Brasil 2007, os homens representam quase60% das mortes no país. Das 1.003.350 mortesocorridas em 2005, 582.31
  5. 5. O homem No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com 1.061 homens, de 10 capitais brasileiras, na faixa etária de 40 a 70 anos, mostrou que apenas 32% dos homens fizeram o exame de toque retal, apesar de 76% saber que o exame é usado para detectar o câncer de próstata
  6. 6. O homem Estudo da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) divulgado em 2009, o Vigitel, mostrou que 15% dos brasileiros fumam. Sendo mais comum o fumo entre os homens. Entre eles, 19% fumam. Saiba mais, inclusive como parar de fumar
  7. 7. O homem na história três barreiras principais:  cultural,  Institucionais  médicas
  8. 8. Ciclo de vida - Etapas Formação do casal Família com filhos pequenos Família com filhos pré-escolares Família com filhos na escola Família com filhos adolescentes Família com filhos adultos Família com casais de meia idade Família Envelhecendo
  9. 9. “A família não nasce do nada, para se formar, transforma em património comum o que é pertença de dois... com base na negociação e renegociação” (Relvas,1996b, p.33CV– Formação do Casal
  10. 10. Na formação sub-sistema conjugal é necessário:TAREFAS A SEREM •Definição do modelo CUMPRIDAS conjugal Estabelecer um •Desenvolvimento de uma relacionamento comunicação funcional mutuamente satisfatório. •Clarificação das suas Definir limites!! fronteiras Aumentar a autonomia em relação à família de origem e desenvolver novas relações familiares. Tomar decisões sobre filhos, educação e gravidez. Desenvolver novas amizades.CV - ESTÁGIOS
  11. 11. TÓPICOS DE PREVENÇÃO• Momento de muita discussão e definição das partes do casal, portanto:• Estabelecer igualdades e limites para cada membro do casal• Discutir a importância da comunicação.• Fornecer informação sobre planejamento familiar.• Exame Preventivo / saúde do adulto
  12. 12. A conjugalidade não pode ser anulada, nem mesmo ocultada, pela parentalidade; tem que ser com ela articulada. Mas também sabemos que a parentalidade é, a todos os títulos, um parceiro muito exigente.” Alarcão (2000, p.131)CV– Família com filhos pequenos
  13. 13. O apoio dos avós - um apoio cheio de potencialidades e riscos Papel dos pais está marcado pela posição de complementaridade: a autoridade parental deve assentar em limites e regras claramente definidos Definir claramente qual o papel dos avós e limites.  Os avós podem cuidar dos filhos, mas não deveriam criá-losCV– Família com filhos pequenos
  14. 14.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO Discutir o sentimento de “afastamento” dos pais perante o surgimento dos filhos Discutir como fica o trabalho da mãe (volta, não volta, quando) Planejamento familiar para a gestação vindoura: Hemograma Rubéola Tipagem sanguínea e fator Toxoplasmose Rh Sífilis (VDRL) Glicemia de jejum Hepatite B Urina HIV Fezes HPV (preventivo) Citomegalovírus
  15. 15.  Risco de perturbação da relação conjugal Ocasião de consolidação da relação conjugal Impossibilidade de dar atenção a duas pessoas simultaneamente, sendo natural ficarmos excluídos ou excluirmos um outroCV - Nascimento do 1º filho:
  16. 16.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO ESTÁGIOS Envolver o pai em principio de igualdade com a mulher com direitos e principalmente deveres com a criança e a mulher. Discutir desenvolvimento infantil, papel de pais e relacionamento pais e filhos e pais-pais. Encorajar um tempo para o casal. Discutir rivalidade entre irmãos Educar em saúde a mulher e o pai para que criem o filho de forma homogênea. Educar a família e fortalecer o laço entre os dois. Os cuidados na higiene da menina, na fralda, no manejo por estranhos, nos sinais de alerta.
  17. 17. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS ESTÁGIOS Ajustar-se e encorajar o desenvolvimento da criança. Trabalhar sua sexualidade de forma serena, retirando de cena anseios ou medos Estabelecer uma vida satisfatória a todos os membros da família. Reorganizar a unidade familiar de dois para três ou mais membros.
  18. 18.  Aparecimento do sub-sistema fraternal Sub-sistema fraternal primeiro grupo de iguais que o ser humano conhece (Minuchin, 1979; citado por Relvas, 1996b) “Contudo, as mudanças vividas nesse período apresentam particularidades com relação às alterações surgidas após o nascimento do bebê. Além disso, as interações e relações familiares durante a gestação podem desempenhar um papel fundamental na adaptação da família após o nascimento do segundo filho.”  (PEREIRA, Caroline Rubin Rossato and PICCININI, Cesar Augusto. O impacto da gestação do segundo filho na dinâmica familiar. Estud. psicol. (Campinas) [online]. 2007, vol.24, n.3 [cited 2011-10-13], pp. 385-395 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 166X2007000300010&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0103-166X. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300010.) CV - Nascimento do 2º filho:
  19. 19.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO ESTÁGIOS Ensinar a menina:  quem é o outro igualdade e equidade Ensinar à mãe: Aprender a ignorar  Aprender a repreender  Aprender a ser “justo”  Discutir rivalidade entre irmãos
  20. 20. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS  Manter uma satisfação mútua no papel de parceiros, parentes e comunidade.CV– Família com filhos pré-escolares
  21. 21.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO Encorajar um tempo para se cuidar, se gostar e se amar. Priorizar a máscara de oxigênio Encorajar um tempo para o casal. Estimular o diálogo sobre educação dos filhos. Fornecer informações sobre o desenvolvimento das crianças. Dupla jornada da mãe. O trabalho é fundamental dos dois no casal? Como lidar com a inversão de papéis?CV– Família com filhos pré-Escolares
  22. 22. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS Prover espaço adequado para a família que cresce. Enfrentar os custos financeiros da vida familiar. Assumir o papel maduro apropriado à família que cresce Estabelecer um momento para o auto-cuidado Estabelecer quem fica com a criança quando a mãe não pode (a que custo, como, e quando?) CV– Família com filhos pré-Escolares
  23. 23. “ Para a família, a entrada na escola primária constitui o primeiro grande teste ao cumprimento da sua função externa e, através dela, da sua função interna.” Alarcão (2000, p.152) função externa - socialização, adaptação e integração dos elementos da família na cultura vigente função interna - prestação de cuidados relativos às necessidades físicas e afectivas de cada um dos elementos da famíliaCV– Família com filhos na escola
  24. 24. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS CV - ESTÁGIOS Mulher:  Facilitar a transição da casa para a escola dos filhos.  Saber administrar as crescentes demandas de tempo e dinheiro.  Manter uma relação de casal.  Manter os cuidados consigo Menina:  Estimular o diálogo franco com os pais sobre os ocorridos na escola  Não forçar o comportamento menina de quarto rosa que só brinca com bonecas
  25. 25.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO CV - ESTÁGIOS Fornecer informação sobre o desenvolvimento de crianças em idade escolar. Monitorar o desempenho escolar e reforçar posições realísticas sobre expectativas de desempenho
  26. 26. Escola permite: CV– Família com filhos na escola Aquisição de conhecimentos Aquisição de novos modelos relacionais Apropriação identidade própria
  27. 27.  Sugerir estratégias de manejo de tempo. Encorajar discussões sobre sexualidade com as crianças. TÓPICOS DE PREVENÇÃO
  28. 28. Etapa do ciclo vital em que a família CV– Família com filhosalcança uma maior abertura face ao adolescentesexterior, resultando: Aumento das relações inter-sistémicas Confronto com diferentes valores, normas e comportamentos
  29. 29. Escola permite : Diversidade relacional Aquisição de novos saberesCV– Família com filhosadolescentes
  30. 30. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS ESTÁGIOS Equilibrar liberdade com responsabilidade à medida que os adolescentes vão adquirindo individualidade. Estabelecer fundamentos para atividades dos pais após a saída dos filhos. Trabalhar a adolescente para o processo de menstruar, ótimo momento para palestras nas escolas. Evitar o uso indiscriminado de ACO
  31. 31. TÓPICOS DE PREVENÇÃOESTÁGIOS Estabelecer relação com o adolescente que reflita aumento de autonomia. Fornecer informação aos pais sobre desenvolvimento de adolescentes. Conversar com o adolescente sobre drogas e sexo. Discutir com o adolescente o estabelecimento de relações ao longo da vida. O desespero da camisinha Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência abrange a faixa entre 10 e 19 anos de idade, período da vida que liga a infância à vida adulta. Nesta fase, principalmente após os 15 anos (22%), pode ocorrer a primeira relação sexual, a qual, na maioria das vezes é desprotegida. Naquela faixa etária só 23% das adolescentes usaram algum método anticoncepcional naquele momento.
  32. 32.  Pode ser usada à partir de 6 meses da menarca ( primeira menstruação). Às vezes a pílula podeESTÁGIOS causar uma série de efeitos colaterais desagradáveis, tais como: dores de cabeça, dores nos seios, enjôos, perdas de sangue fora da época e aumento de peso. Isto vai depender da pílula e de cada organismo e deve ser avaliado pelo médico. Um pouco de paciência ajuda: a maioria dos sintomas desagradáveis desaparece com o tempo. A motivação também ajuda. O que é melhor, um pouco de dor de cabeça ou a dor de cabeça de uma gravidez não desejada? Em relação às contra-indicações, a adolescente se beneficia do seu fator idade e raramente apresenta alguma doença em que os riscos superem as vantagens do seu uso. Os riscos de complicações sérias também são baixos. De qualquer modo deve-se fazer sempre uma avaliação médica prévia ao seu uso seguidas de uma avaliação anual. Além de evitar a gravidez com uma grande eficácia, a pílula anticoncepcional pode trazer também os seguintes benefícios para a saúde da usuária:  Diminuição do fluxo menstrual: diminui os dias de incômodo e diminui a incidência de anemia  Controle do ciclo: o ciclo costuma ficar mais regular. A usuária pode também adiantar ou atrasar uma menstruação por motivos diversos ( viagens, casamento, competição esportiva, etc.)  Cólicas menstruais: em grande parte das usuárias, esse incômodo, tão comum entre as adolescentes, melhora acentuadamente.  Infecções: a pílula protege contra alguns tipos de infecções das trompas. Somente nos EUA ocorrem menos 13 mil internações ao ano devido a essa proteção.  Câncer do endométrio: a usuária de pílula tem a metade do risco de ter este tipo de câncer  Câncer do ovário: também diminui em cerca de 40% a incidência deste tipo de câncer  Cistos ovarianos funcionantes: a incidência é diminuída em cerca de 90%
  33. 33. Componente de regulação do poder :  Pais temem perdê-lo  Filhos querem conquistá-loPoder dos pais - imposição dos limites ao exercício do poder dos adolescentes Poder do adolescente - possibilidade de experimentação de diversosCV – Famíliadetenção de uma clara papéis, afirmação de novas competências, com filhosadolescentes posição negocial
  34. 34. Receitas mágicas na negociação das Não ter medo de perder o amor do outro regras familiares: Saber ser flexível e coerente Comunicar sobre as dificuldades e a relação, sobre as inseguranças de uns e outros, valorizar os aspectos positivos de cada um Não depender de relações exclusivas Procurar soluções criativas Alarcão (2000)
  35. 35. CV– Família com filhos adultos“A dificuldade das relações pais/filhos nesta etapa situa-se, sobretudo, no difícil equilíbrio entre as aproximações e os afastamentos, as solicitações (directas ou indirectas) de apoio e conselhos e a recusa dos mesmos, o aconchego emocional e a necessidade de independência afectiva” Alarcão (2000, p. 189)
  36. 36. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS CV– Família com filhos adultos Prover conforto, saúde e bem estar enquanto casal. Planejar o futuro financeiro. Crescimento e significado do individuo e do casal. Ser sogra: Ser avó:  A importância da sabedoria  O uso da sabedoria em momentos corretos  Reconhecer o direito do outro em ser pai e errar
  37. 37.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO  Encorajar o casal a fazer planos para aposentadoria: atividades de lazer, finanças, moradia.  Explorar o papel de avós.  Discutir sexualidade e os processos ligados ao envelhecimentoCV – Família com casais de meia idade
  38. 38. RASTREAMENTO Câncer PRÓSTATA
  39. 39. RASTREAMENTO Câncer PRÓSTATA
  40. 40. RASTREAMENTO Câncer PRÓSTATA
  41. 41. RASTREAMENTO 50 ANOS) PSA / TOQUE RETAL (> Câncer TOQUE RETAL – C PSA – D“Exclusion is recommended on the basis of low positive predictive value and the known risk of adverse affects associated with therapies of unproven effectiveness” TOQUE RETAL – I PSA - I“Screening is associated with important harms, including frequent false-positive results and unnecessary anxiety, biopsies, and potential complications of treatment of some cancers that may never have affected a patients health”
  42. 42. RASTREAMENTO Câncer PELE
  43. 43. RASTREAMENTO Câncer PELE DIAGNÓSTICO PRECOCE
  44. 44. RASTREAMENTO Câncer PELE
  45. 45. TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS Tópicos de moradia e finanças. Integridade do ego. Saúde. Ficar mais tempo juntos. Enfrentando a vida sozinho.CV - Famílias Envelhecendo
  46. 46.  TÓPICOS DE PREVENÇÃO  Discutir tópicos de saúde.  Revisar a vida como ferramenta para a saúde mental.  Encorajar interesses individuais e compartilhados.  Preparar para lidar com a perda do companheiro(a).  Osteoporose  Artroses e artritesCV - Famílias Envelhecendo
  47. 47. Tópicos de prevenção
  48. 48. Ricardo Alexandre de Souza Modificado deRuth Borges Dias2008

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