Campo de atuação_do_pedagogo- aula do dia 18

1.221 visualizações

Publicada em

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.221
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
100
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Campo de atuação_do_pedagogo- aula do dia 18

  1. 1. CAMPO DE ATUAÇÃO DO PEDAGOGO – ESPAÇOS NÃO ESCOLARES
  2. 2. O QUE É PEDAGOGIA?  Um campo científico, não um curso (LIBÂNEO, 2002);  O curso é o que forma o investigador e/ou professor;  Curso de Pedagogia: é um campo investigativo (a Pedagogia), constituído de teoria e prática ou prática e formação humana;  O pedagogo “é toda pessoa que lida com algum tipo de prática educativa realizada com o mundo dos saberes e modos de ação” (LIBÂNEO, 2002, p. 61);  Em sentido amplo: São pedagogos todos os que exercem atividades de magistério em qualquer lugar e, também, os que trabalham em meios de comunicação, formadoras de pessoal, nas empresas, animadores culturais entre outros. (LIBÂNEO, 2002);
  3. 3.  Em sentido estrito, são pedagogos os professores e especialistas (supervisor, orientador, inspetor escolar enfim);  O curso de Pedagogia é amplo e desdobra-se em múltiplas especializações, entre elas, a DOCÊNCIA;  “Todo trabalho docente é trabalho pedagógico, mas nem todo trabalho pedagógico é trabalho docente” (LIBÂNEO, 2002, p. 61); “[...] a base da formação de educadores não é a docência, mas a formação pedagógica” (p. 61). Isso porque, a formação de educadores extrapola o espaço escolar formal para abranger esferas mais amplas da educação não formal e formal.
  4. 4. O QUE CARACTERIZA A PRÁTICA DA/DO DOCÊNCIA/PROFESSOR  Verbo de origem no latim: docere: ensinar, instruir, mostrar, indicar, dar a entender.  Na língua portuguesa o termo DOCÊNCIA é datado de 1916 (VEIGA, 2008);  “No sentido formal, DOCÊNCIA é o trabalho dos professores; na realidade, estes desempenham um conjunto de funções que ultrapassam a tarefa de ministrar aulas” (VEIGA, 2008, p. 13);
  5. 5. De acordo com a LDB 9394/96, Art. 13, são incumbências dos DOCENTES: “I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III – zelar pela aprendizagem dos alunos; IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade”.
  6. 6. PAULO FREIRE E A ATIVIDADE DOCENTE: A SÍNTESE DA DIMENSÃO POLÍTICA  “Se há algo que os educandos brasileiros precisam saber, desde a mais tenra idade, é que a luta em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito deles.  A luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que dela faz parte” (FREIRE, 2005, p. 66).
  7. 7. ESFERA DA AÇÃO EDUCATIVA DO PEDAGOGO Escolar: Ensino público e privado de todos os níveis de ensino e fora da escola convencional (professores) Supervisores pedagógicos, gestores, administradores escolares etc. (em todos os níveis de ensino) Atividades pedagógica não escolares em órgãos públicos, privados, não estatais, associações comunitárias, populares, educação de adultos etc. (instrutores, técnicos, animadores, consultores etc.)
  8. 8. ESFERA DA AÇÃO EDUCATIVA DO PEDAGOGO Extraescolar: 1) profissionais que exercem sistematicamente atividades pedagógicas e os que exercem esporadicamente (p. 70): Exemplos: animadores, instrutores, organizadores, técnicos, consultores, os quais exercem ação pedagógica em espaços públicos, privados e públicos não estatais, ligados às empresas, à cultura, serviços de saúde, alimentação etc.; 2) “Formadores ocasionais que ocupam parte de seu tempo em atividades pedagógicas em órgãos públicos estatais e não estatais (engenheiros, supervisores de trabalho, técnicos etc.), que supervisionam ou ensinam trabalhadores em local de trabalho e/ou orienta estagiários” (p. 71).
  9. 9.  Incluem-se ainda, monitores e instrutores de recreação e educação física, administradores de pessoal, redatores de jornais e revistas, criadores de jogos e brinquedos, apresentadores de programa de rádio e TV. (Pedagogos em sentido amplo).  O campo da atividade pedagógica extraescolar é extenso. E, engloba, ainda, agentes pedagógicos que atuam no âmbito da vida privada e social: pais, parentes, sindicatos, trabalhadores voluntários em partidos políticos, associações, centros de lazer etc. (Pedagogos em sentido amplo)
  10. 10.  EM SÍNTESE: são pedagogos todos os profissionais (PROFESSORES OU ESPECIALISTAS) que lidam com alguma modalidade da prática educativa de caráter intencional (LIBÂNEO, 2002);  Devem ser formados em faculdades de Educação ou de Pedagogia que oferecem estudos pedagógicos para desenvolver atividades escolares e extraescolares;  “O Curso de Pedagogia destinar-se-á à formação de profissionais interessados em estudos do campo teórico-investigativo da educação e no exercício técnico-profissional como pedagogos no sistema de ensino, nas escolas e em outras instituições, inclusive, as não escolares (p. 72);
  11. 11.  O PEDAGOGO portanto, exerce funções docentes e não docentes:  Funções docentes: em salas de aulas do sistema de ensino, em igrejas,ONG’s, movimentos sociais, quando envolve o ensinar, instruir o aprender;  Funções não docentes: pesquisa educacional, a organização/gestão e a coordenação pedagógica nas escolas; as atividades extraescolares (p. 73);
  12. 12.  A formação de profissionais para atuar em espaços não escolares tem sido uma demanda crescente.  Torna-se relevante a ação deste profissional para atuar em intervenções pedagógicas, em atividades de cunho cultural;  Espaços não escolares de educação tradicionalmente é composto por pessoas, as vezes, sem formação específica (teórica). “Reivindica-se a presença de profissionais dotados de capacidade pedagógica para atuarem nos movimentos sociais, nos meios de comunicação de massa, nos presídios, nos hospitais, em programas comunitários para a melhoria da qualidade de vida” (p. 75);  Contudo, para isso, exige-se preparação profissional prévia, sistemática e qualificada .
  13. 13. OS CAMPOS DE EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO PEDAGOGO (LIBÂNEO, 2002. P. 76)  Sistemas escolares e escolas;  Movimentos sociais, organizações comunitárias;  Mídias, incluindo o campo editorial, vídeos etc.;  Áreas de saúde (projetos de prevenção, difusão científica para fins educativos, assistência social (MDS) etc.);  Empresas;  Sindicatos;  Instituições culturais, de lazer e turismo para várias faixas etárias (clubes recreativos, colônia de férias, clubes de leitura, museus, brinquedoteca etc.);  Atendimento de alunos com necessidades específicas;
  14. 14. AS PRÁTICAS EDUCATIVAS DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO PEDAGOGO (LIBÂNEO, 2002. P. 76-77)  Formulação e gestão de políticas educacionais;  Organização e gestão de sistemas e de unidades escolares;  Planejamento, coordenação, execução e avaliação de programas e projetos educacionais;  Coordenação de atividades de estágio profissionais em ambientes diversos;  Atividade de formação de professores e desenvolvimento profissional em vários ambientes, inclusive empresas;  Animação cultural e artística para várias faixas etárias em atividades extraescolares ou periescolares.
  15. 15. O QUE DIZEM AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA LICENCIATURA?  Parágrafo único. As atividades docentes também compreendem participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando:  I - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação;  II - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares;  III - produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares.
  16. 16. O ESTÁGIO NO CURSO DE PEDAGOGIA  IV - estágio curricular a ser realizado, ao longo do curso, de modo a assegurar aos graduandos experiência de exercício profissional, em ambientes escolares e não-escolares que ampliem e fortaleçam atitudes éticas, conhecimentos e competências:  a) na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, prioritariamente;  b) nas disciplinas pedagógicas dos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal;  c) na Educação Profissional na área de serviços e de apoio escolar;  d) na Educação de Jovens e Adultos;  e) na participação em atividades da gestão de processos educativos, no planejamento, implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação de atividades e projetos educativos;  f) em reuniões de formação pedagógica. (DCN- PEDAGOGIA, 2006)
  17. 17. BRASIL. MEC. RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 1, DE 15 DE MAIO DE 2006. DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA, LICENCIATURA. MEC: Brasília/DF, 2006. FRANCO, Maria Amélia Santoro. Pedagogia como ciência da educação. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2008 LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional : lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. – 5. ed. – Brasília : Câmara dos Deputados, Coordenação, Edições Câmara, 2010. LIBÂNEO, José Carlos. Ainda as perguntas: o que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de Pedagogia? In: PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. p. 59-98. SOUZA, João Francisco de. Prática pedagógica e formação de professores. Recife: Universitária da UFPE, 2009. (Obra póstuma). VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Docência como atividade profissional. In: D’ÁVILA, Cristina (Org.). Profissão docente: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas/SP: Papirus, 2008.
  18. 18. QUESTÃO 1  CONSIDERANDO AS PRIMEIRAS INFORMAÇÕES, QUAL A SUA IMPRESSÃO SOBRE A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES? QUESTÃO 2 APRESENTE O SEU ENTENDIMENTO INICIAL SOBRE PRÁTICA PEDAGÓGICA E AÇÃO DOCENTE EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES.

×