Introducão à Sociologia - Prof.Altair Aguilar.

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Introducão à Sociologia - Prof.Altair Aguilar.

  1. 1. INTRODUÇÃO Á SOCIOLOGIA arnaldolemos@uol.com.br
  2. 2. BIBLIOGRAFIA LEMOS FILHO,Arnaldo - JUNIOR, José Theodoro, As Ciências Humanas, in Lemos Filho, Arnaldo et alii. Sociologia Geral e do Direito. 5ªedição. Campinas, Ed. Alínea, 2012 LEMOS FILHO, Arnaldo. O surgimento da Sociologia como ciência , idem ibidem COSTA, Cristina, Sociologia, uma introdução à Sociedade. 3ªedição.São Paulo:Ed. Atual, 2006 OLIVEIRA, L. F.-COSTA, R. Sociologia para jovens do século XXI. Rio,2ª edição Ed. Imperial Novo Milenium, 2010 BRYM, Robert et alii. Sociologia, sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Thomson Learning, 2007 SCHAEFER, Richard. Sociologia, 6ª edição. São Paulo: McGraw-Hill, 2006 GIDDENS, Anthony., 4ªedição. Porto Alegre: ArtMed, 2006 BOMENY, Helena e outros. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. Rio, Fundaçãop Getulio Vargas ,2010. arnaldolemos@uol.com.br
  3. 3. ‘Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subiu mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelo outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto, e finalmente, o ultimo dos veteranos foi substituído.Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batia em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...” (Texto atribuído a Albert Einstein) arnaldolemos@uol.com.br
  4. 4. arnaldolemos@uol.com.br
  5. 5. O que a história dos macacos e o vídeo “Ilha das Flores” têm a ver com a Sociologia ? E o que a Sociologia tem a ver comigo ou com a minha vida? arnaldolemos@uol.com.br
  6. 6. A Sociologia se debruça sobre fenômenos sociais que nos afetam em nosso dia a dia. Por que a vida em sociedade é como é? Por que uns têm tanto e outros têm pouco? Por que obedecemos ou contestamos? Por que as pessoas se reúnem ou se tornam rivais? O que nos é proibido e o que nos é imposto por obrigação? Por que os governos se organizam de uma forma ou de outra? arnaldolemos@uol.com.br
  7. 7. Alguem já disse que a sociologia é a “ciência do obvio” (Nelson Rodrugues) “ A objeção que os membros leigos da sociedade frequentemente fazem aos postulados da sociologia é... que seus “achados” não lhes dizem nada além do que já sabem ou, o que é pior, vestem com linguagem técnica oque é perfeitamente familiar na terminologia de todos os dias” (Anthony Giddens) Em outras palavras, aqueles que criticam a sociologia, segundo Giddens, muitas vezes dizem que ela trata do que todo mundo já sabe em uma linguagem que ninguém entende. A sociologia trata do que todo mundo já sabe. arnaldolemos@uol.com.br
  8. 8. Darcy Ribeiro, cientista social, em um texto sobre o obvio, diz que o negocio dos cientistas é mesmo lidar com o obvio.O que a ciência faz é ir tirando os véus, desvendando a realidade, a fim de revelar a obviedade do óbvio. Na realidade, parece ter sentido. Afinal, para que estudar sociologia? Por que estudar a sociedade em que vivemos? Não basta vivê-la? É possível conhecer a sociedade cientificamente? A Sociologia serve para quê? A sociologia nos ajuda a refletir sobre as certeza que temos, põe sob observação nossas opiniões mias arraigadas. Ela modifica nossa percepção sobre o que vivemos em nossa rotina e assim contribui para alterar a maneira de vermos nossa própria vida e o mundo que nos cerca. arnaldolemos@uol.com.br
  9. 9. “A maior parte do tempo, o sociólogo aborda aspectos da experiência que lhe são perfeitamente familiares, assim como à maioria dos seus compatriotas e contemporâneos. Estuda grupos , instituições, atividades que os jornais falam todos os dias. Mas as suas investigações comportam outro tipo de paixão da descoberta. Não é a emoção da descoberta de uma realidade familiar mudar de significação aos nossos olhos. A sedução da sociologia provem de ela nos fazer ver sob uma outra luz o mundo da vida cotidiana no qual todos vivemos. Peter Berger arnaldolemos@uol.com.br
  10. 10. mundo inundado de mudanças, tensões, enormes conflitos e divisões sociais e ataque destrutivo da tecnologia moderna ao ambiente natural. Por que nossas condições de vida são tão diferentes daquelas de nossos pais e avós?? arnaldolemos@uol.com.br Século XXI Preocupações da sociologia, enquanto ciência Possibilidades de controlar o nosso destino e moldar nossas vidas muito maiores do que as gerações anteriores. Que direção as mudanças tomarão no futuro?
  11. 11. porque somos o que somos e porque agimos como agimos? arnaldolemos@uol.com.br Sociologia aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro pode não ser bem assim os “dados” de nossas vidas são influenciados por forças sociais e históricas
  12. 12. arnaldolemos@uol.com.br abrangência desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais Aprender a pensar sociologica mente cultivar a imaginação Libertar-se do imediatismo das circunstâncias pessoais e ver as coisas num contexto mais amplo.
  13. 13. A imaginação ssoocciioollóóggiiccaa ((WWrriigghhtt MMiillllss)) Exemplo: considere o simples ato de tomar o café da manhã. No capitalismo, a produção de cada objeto envolve uma complexa rede de trabalho e trabalhadores arnaldolemos@uol.com.br
  14. 14. Veja as suas dimensões: O café tem um valor simbólico O café é uma droga O café cria relacionamentos sociais e econômicos Há um processo histórico de desenvolvimento social e econômico O café está ligado à globalização, comercio internacional, direitos humanos e destruição ambiental arnaldolemos@uol.com.br
  15. 15. Valor simbólico OO ccaafféé nnããoo éé ssoommeennttee uummaa bbeebbiiddaa.. EEllee ppoossssuuii uumm vvaalloorr ssiimmbbóólliiccoo.. ààss vveezzeess oo rriittuuaall aassssoocciiaaddoo aa bbeebbeerr ccaafféé éé mmuuiittoo mmaaiiss iimmppoorrttaannttee ddoo qquuee oo aattoo ddee ccoonnssuummiirr aa bbeebbiiddaa.. CCoonnssiiddeerree oo sseeuu rriittuuaall aaoo lloonnggoo ddoo ddiiaa nnaass ssuuaass iinntteerraaççõõeess ssoocciiaaiiss.. arnaldolemos@uol.com.br
  16. 16. Uma droga O café é uma droga por conter cafeína que tem um efeito estimulante sobre o cérebro. Cria dependência mas é uma droga socialmente aceita, ao contrário, por exemplo, da maconha. arnaldolemos@uol.com.br
  17. 17. Relacionamentos sociais Um indivíduo que bebe uma xícara de café cria uma trama de relacionamentos sociais que se estendem pelo mundo. O café é uma bebida que conecta as pessoas das mais ricas e das mais pobres: é consumido nos países ricos mas cultivado nos países pobres. arnaldolemos@uol.com.br
  18. 18. Relacionamentos econômicos Ao lado do petróleo, o café é uma das mercadorias mais valiosas no comercio internacional. arnaldolemos@uol.com.br
  19. 19. Relacionamentos econômicos A produção supõe o plantio, a colheita, a secagem, o transporte e a distribuição que requerem relações contínuas entre pessoas a milhares de quilômetros de distância do consumidor. Colheita e secagem na Fazenda Cabral- Jacui – MG-2009 arnaldolemos@uol.com.br
  20. 20. Processo histórico de desenvolvimento social e econômico O ato de beber café pressupõe todo um processo passado de desenvolvimento social e econômico. O café só passou a ser consumido em larga escala a partir dos fins do século XIX. O legado colonial tem tido um impacto enorme no desenvolvimento do comercio mundial do café. arnaldolemos@uol.com.br
  21. 21. Processo histórico de desenvolvimento social e econômico No Brasil, no Vale da Paraíba, foi em torno da fazenda, como unidade básica da agricultura mercantil, que se articulou a vida social . A produção do café permaneceu dentro dos moldes coloniais, baseada no trabalho escravo e no plantio de grandes extensões de terra, segundo técnicas agrícolas rudimentares. arnaldolemos@uol.com.br
  22. 22. Processo histórico de desenvolvimento social e econômico A expansão da cultura do café pelos “Oestes” paulistas, a partir de 1870, foi um momento fundamental para a formação da sociedade brasileira contemporânea. Provocou a decadência do trabalho escravo e a introdução do trabalho livre. As riquezas acumuladas pelo café, o capital cafeeiro, foram o motor do desenvolvimento capitalista no Brasil arnaldolemos@uol.com.br
  23. 23. Globalização,Comercio Internacional, Direitos Humanos e Destruição Ambiental O café é um produto que permanece no centro dos debates contemporâneos sobre a globalização, direitos humanos e destruição ambiental. Passou a ser uma “marca” e foi politizado. Os consumidores podem boicotar o café que vem de paises que violam os direitos humanos e acordos ambientais arnaldolemos@uol.com.br
  24. 24. Trigo arnaldolemos@uol.com.br Sal Água Fermento
  25. 25. arnaldolemos@uol.com.br Trigo Plantio Colheita Moagem Comercialização Sal Retirada do mar Processamento Embalagem
  26. 26. arnaldolemos@uol.com.br Água Fermento Captação Tratamento Distribuição Produção Comercialização Distribuição
  27. 27. arnaldolemos@uol.com.br Equipamentos Máquina para preparar a massa Forno para assar o pão Fabricados em indústrias Matéria prima Tipo de energia Fogo Madeira Carvão Energia elétrica Linhas de transmissão
  28. 28. arnaldolemos@uol.com.br Consumidor
  29. 29. Equivalência Tempo de trabalho Tempo de trabalho Comparação de trabalho humano arnaldolemos@uol.com.br
  30. 30. Se para tomar uma café da manhã, há tanta gente envolvida, direta ou indiretamente, você pode imaginar quanto trabalho é necessário para a fabricação de ônibus, bicicleta, automóvel, para a construção da casa em que você vive ou da Universidade onde estuda. arnaldolemos@uol.com.br
  31. 31. arnaldolemos@uol.com.br IMAGINAÇAO SOCIOLÓGICA capacidade de a pessoa poder ver a sua propria sociedade como uma pessoa de fora o faria, em vez de fazê-lo apenas da perspectiva das experiências pessoais e dos preconceitos culturais permite ir além das experiências e observações pessoais para compreender as questões com maior amplitude. é uma ferramenta que nos proporciona poder, pois nos permite olhar para além de uma compreensão limitada do comportamento humano.
  32. 32. arnaldolemos@uol.com.br IMAGINAÇAO SOCIOLÓGICA Permite-nos ver que muitos acontecimentos que parecem dizer respeito somente aos indivíduos, na verdade, refletem questões sociais mais amplas. Ex. o divorcio, o desemprego, etc. Embora sejamos influenciados pelo contexto social em que nos encontramos, nenhum de nós está determinado em nosso comportamento por aquele contexto.Possuímos e criamos a nossa própria individualidade. Tente aplicar este tipo de perspectiva à sua própria vida. Use sua imaginação sociológica em relação a uma realidade social.
  33. 33. A Sociologia é a ciência da sociedade. Como a sociedade era conhecida antes do aparecimento da ciência? arnaldolemos@uol.com.br Toda ciência é conhecimento Todo conhecimento é um produto histórico Quais foram os fatores históricos que propiciaram o surgimento da sociologia?
  34. 34. ANTES DO APARECIMENTO DA CIÊNCIA O SURGIMENTO DA CIÊNCIA AS CARACTERISTICAS DO CONHECIMENTO CIENTIFICO CIÊNCIAS NATURAIS E CIÊNCIAS HUMANAS AS DIFICULDADES METODOLÓGICAS DAS CIÊNCIAS HUMANAS EVOLUÇÃO DO CONHECIMENTO DA SOCIEDADE arnaldolemos@uol.com.br
  35. 35. COSMOCENTRISMO arnaldolemos@uol.com.br Pré-História Idade Antiga Idade Media Idade Moderna TEOCENTRISMO ANTROPOCENTRISMO
  36. 36. arnaldolemos@uol.com.br Pré-História antes da escrita Mito Imaginação Idade Antiga Do aparecimento da escrita até 476 d. C. Filosofia Razão Idade Média de 476 d. C. até 1453 Teologia Fé Idade Moderna Revolução Científica Dados da Realidade 1453 até ... Ciências Humanas
  37. 37. arnaldolemos@uol.com.br DA FILOSOFIA SOCIAL (O QUE DEVE SER) PRÉ-HISTÓRIA IDADE ANTIGA MITO FILOSOFIA TEOLOGIA FATORES DETERMINANTES SOCIO-CULTURAIS INTELECTUAIS RELATIVOS AO SISTEMA DE CIÊNCIA Ascensão da Burguesia Formação do Estado Nacional Descoberta do Novo Mundo Revolução Comercial Reforma protestante Revolução Industrial Renascimento Utopismo Racionalismo Iluminismo Revolução Francesa Aplicação do método cientifico ao conhecimento da sociedade CIÊNCIAS HUMANAS = CIÊNCIAS NATURAIS POSIT IVISMO PARA CIÊNCIA SOCIAL (O QUE É) DIFICULDADES METODOLÓGICAS DAS CIÊNCIAS HUMANAS ANTES SECULOS XVI, XVII XVIII DEPOIS IDADE MEDIA
  38. 38. Mito – Pré-História arnaldolemos@uol.com.br Mito Histórias orais Identidade cultural de um povo Concepção de mundo
  39. 39. Mito – Pré-História O IMAGINARIO COLETIVO: Quem somos nós? De onde viemos ? Para onde vamos? modelos antropomórficos e divinizados das relações humanas sobre os fenômenos naturais. a idéia da superioridade do homem sobre a mulher, como uma coisa natural e divina. o trabalho como castigo. arnaldolemos@uol.com.br
  40. 40. Mito – Pré-História O mito não é um estado de infantilidade da humanidade. O mito é o estado de consciência de um povo sobre si mesmo e sobre a realidade que o circunda Ele se manifesta como verdade , de origem intuitiva, pré-reflexiva, não havendo comprovações crítica e racionais Não pode ser apresentado como uma primeira forma de “ciência”, por ser de natureza pré-reflexiva. Mas é parte do saber acumulado de um povo, numa determinada época arnaldolemos@uol.com.br
  41. 41. Os mitos revelam uma forte carga pedagógica pois as narrativas contem ensinamentos sobre o modo como as pessoas vivem e concebem o mundo O MITO DE PANDORA arnaldolemos@uol.com.br
  42. 42. ADÃO E EVA arnaldolemos@uol.com.br Mito ou Realidade ?
  43. 43. Filosofia – Idade Antiga (até 476 d.C.) arnaldolemos@uol.com.br FIM DA ORGANIZAÇÃO TRIBAL – ORGANIZAÇÃO DAS CIDADES GREGAS o desenvolvimento do comercio o aparecimento da moeda a utilização da escrita a base econômica assentada no trabalho escravo Isto tudo criou condições para o aparecimento de pessoas ricas e liberadas do trabalho produtivo que podiam dedicar-se, “dar-se ao luxo” à cultura letrada.
  44. 44. Filosofia – Idade Antiga (até 476 d.C.) 1. As formas míticas de representação não davam mais conta de “explicar” a complexa teia sócio-política-econômica da vida humana. arnaldolemos@uol.com.br A BUSCA DA EXPLICAÇÃO DA REALIDADE 2. O avanço dos conhecimentos matemáticos, astronômicos, criando modelos de racionalidade. 3. Nasce a Filosofia – no século V a. C., considerada pelos historiadores como a primeira forma de “ciência” (conhecimento).
  45. 45. Filosofia – Idade Antiga (até 476 d.C.) arnaldolemos@uol.com.br A FILOSOFIA GREGA 1. foi um avanço em termos de de sistematização racional em face do antigo paradigma mítico, 2. não permitiu, porem, uma verificação empírica, o que tornava as conclusões desprovidas de utilidade prática para o 3. A filosofia grega revela um conteúdo ideológico relativo aos costumes e interesses sociais da época ao refletir o desprezo pelo trabalho manual. 4. A base aristocrática e escravagista do “modus vivendi” das elites helênicas explica o porquê de a “ciência” da época ser voltada para a especulação teórica e não ter desenvolvido a técnica.
  46. 46. Filosofia – Idade Antiga (até 476 d.C.) arnaldolemos@uol.com.br A EXPLICAÇÃO DA SOCIEDADE 1. a filosofia propunha normas para melhorar a sociedade de acordo com seus princípios. 2. Os estudos sobre a vida social tinham sempre por objetivo propor formas ideais de organização da sociedade mais do que lhe compreender a organização real. 3. Eram normativos (buscavam estabelecer regras e normas) e finalistas (propunham uma finalidade para a organização social).
  47. 47. Filosofia – Idade Antiga (até 476 d.C.) Platão (427/347 a.C.) Republica arnaldolemos@uol.com.br Filosofia Esses estudos eram fragmentários e o fator político sob o domínio de um interesse puramente ético tinha prioridade sob o fator social Aristoteles (384/322 a. C.) Política
  48. 48. Teologia – Idade Media 476 a 1453 arnaldolemos@uol.com.br SECULO V Desagregação do Império Romano Invasão dos bárbaros Fechamento da Europa sobre si mesma Economia de subsistência : os feudos
  49. 49. IGREJA CATÓLICA a instituição mais bem estruturada no período. Livros e artes reunidos e conservados em mosteiros MONOPÓLIO DO SABER arnaldolemos@uol.com.br
  50. 50. Teologia – Idade Média (de 476 à 1453) A “CIÊNCIA”(conheci mento) tornou-se TEOCÊNTRICA Tudo era interpretado à luz da fé Tudo o que não fosse ligado à fé era falso A Igreja era detentora da verdade arnaldolemos@uol.com.br
  51. 51. Noção grega de arnaldolemos@uol.com.br verdade Verdade logico-racional Noção medieval de verdade Verdade revelada pela fé
  52. 52. Teologia – Idade Média (de 476 à 1453) A“ciência”(conhecimento) continua distanciada da técnica e da experimentação As elites (nobreza e clero) levavam vida aristocrática, valorizavam o ócio, desprezavam as atividades práticas. O corpo era desprezado, castigado. A preocupação fundamental era a salvação da alma arnaldolemos@uol.com.br
  53. 53. Teologia – Idade Média (de 476 à 1453) arnaldolemos@uol.com.br Teologia Santo Agostinho (354/430) A Cidade de Deus : os homens viviam na cidade onde reinava o pecado e deveriam caminhar para a cidade da graça, a cidade de Deus. Santo Tomas de Aquino ( 1227/1274) A Suma Teológica : uma filosofia cristã, chamada filosofia escolástica, que estudava as relações do homem com Deus. Tais como os estudos da Antiguidade eram também finalistas e normativos
  54. 54. A Revolução Científica – Idade Moderna (1453) Séculos XVI, XVII e XVIII Período de transição da progressiva substituição da concepção finalista e normativa da sociedade para uma representação positiva da vida social arnaldolemos@uol.com.br
  55. 55. A Revolução Científica – Idade Moderna (1453 ...) Antecedentes arnaldolemos@uol.com.br Crise do sistema feudal (século XII) a estagnação da técnica e da agricultura, a falta de terras produtivas, o excesso de população nos feudos. misticismo religioso CRUZADAS
  56. 56. A Sociologia não se afirma primeiro como explicação científica e, somente depois, como forma cultural de concepção do mundo. Foi o inverso o que se deu na realidade. Ela nasce e se desenvolve como um dos florescimentos intelectuais mais complicados das situações de existência nas modernas sociedades industriais. Florestan Fernandes arnaldolemos@uol.com.br
  57. 57. Transição : Seculos XVI, XVI e XVIII FLORESTAN FERNANDES FATORES SOCIOCULTURAUS FATORES INTELECTUAIS FATORES RELATIVOS AO SISTEMA DE CIÊNCIA arnaldolemos@uol.com.br
  58. 58. Transição Fatores socio-culturais: 1. Ascensão da Burguesia 2. Formação do Estado Nacional 3. Descoberta do Novo Mundo 4. Revolução Comercial 5. Reforma Protestante 6. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL arnaldolemos@uol.com.br
  59. 59. Transição: Fatores Socio-culturais Ascensão da Burguesia Rompimento com a formação social da Idade Media,constituída de sacerdotes, senhores feudais e servos, apresentando um novo quadro social, com a emergência de uma nova classe social. arnaldolemos@uol.com.br
  60. 60. Transição: Fatores Socio-culturais Formação do Estado Nacional Pacto da Burguesia com o Rei, quebrando o poder dos senhores feudais com o aparecimento de um poder central arnaldolemos@uol.com.br
  61. 61. ESTADO NACIONAL REI COMERCIANTES arnaldolemos@uol.com.br EXÉRCITO BURGUESES PODER FEUDOS IMPESSOAL NAÇÃO CULTURA Para se manter unido precisa Vem dos são tem do É formado por pelo Para se manter unido Unidos em torno
  62. 62. Transição: Fatores Socio-culturais Descoberta do Novo Mundo Abertura para uma nova realidade, diferente do mundo europeu, com novos modos de pensar e de organização social. arnaldolemos@uol.com.br
  63. 63. Transição : Fatores Socio-culturais Revolução Comercial Formação de grandes potências nacionais, grandes companhias de navegação e desenvolvimento do mercantilismo. arnaldolemos@uol.com.br
  64. 64. Transição : Fatores Socio-culturais Reforma Protestante Ruptura da unidade católica do Ocidente, rompendo com a concepção passiva do homem, entregue unicamente aos desígnios divinos arnaldolemos@uol.com.br
  65. 65. arnaldolemos@uol.com.br
  66. 66. Transição : Fatores Socio-culturais Sec. XVIII Revolução Industrial arnaldolemos@uol.com.br Desagregação da sociedade feudal consolidação da sociedade capitalista, com mudanças na ordem tecnológica, econômica e social, com um novo modo de produção e novas relações de produção
  67. 67. Revolução Industrial arnaldolemos@uol.com.br Conseqüências: a produção agrícola destinada ao abastecimento de matérias primas fluxo migratório para as cidades industriais, expulsão dos camponeses, Inchaço urbano,miséria,mendicância,prostituição, alcoolismo, promiscuidade, epidemias,
  68. 68. Revolução Industrial arnaldolemos@uol.com.br Conseqüências: o aparecimento de uma nova camada social, o operariado, a consciência de classe, a formação de associações e sindicatos, o enriquecimento da burguesia.
  69. 69. Transição : Fatores Intelectuais arnaldolemos@uol.com.br Mudanças nas formas de pensar Nos modos de conhecer a natureza e a sociedade Elaboração de um novo tipo de conhecimento baseado na objetividade e no realismo Separação entre fé e razão
  70. 70. Transição : Fatores Intelectuais 1. O Renascimento 2. O Utopismo 3. O Racionalismo 4. A Filosofia da História 5. O Iluminismo 6. A REVOLUÇÃO FRANCESA arnaldolemos@uol.com.br
  71. 71. Transição : Fatores Intelectuais arnaldolemos@uol.com.br Renasci mento DO TEOCENTRISMO PARA O ANTROPOCENTRISMO VALORIZAÇÃO DO CORPO VALORIZAÇÃO DO TRABALHO E NÃO DO ÓCIO SUPERAÇÃO DA RELIGIÃO QUE PROMETIA O PARAÍSO NO CÉU (CATOLICISMO) POR OUTRA QUE CONSIDERAVA A RIQUEZA TERRENA UMA BÊNÇÃO (PROTESTANTISMO).
  72. 72. Transição : Fatores Intelectuais O Renascimento inspirou-se no Humanismo , movimento de artistas e intelectuais que defendia o estudo da cultura greco-romana e o retorno a seus ideais de exaltação do homem. arnaldolemos@uol.com.br
  73. 73. Transição : Fatores Intelectuais Utopismo O florescimento de utopias (descrições de sociedades ideais aqui na terra). Exemplo : A Utopia, de Thomas Morus (1478/1535). arnaldolemos@uol.com.br
  74. 74. Transição : Fatores Intelectuais Racionalismo O emprego sistemático da razão, como conseqüência de sua autonomia diante da fé. O Príncipe, de Maquiavel (1469/1527), estudo sobre a origem do poder. arnaldolemos@uol.com.br
  75. 75. Transição : Fatores Intelectuais O Leviatã, de Thomas Hobbes (1588/1679) que sustenta a necessidade de um poder absoluto para manter os homens em sociedade e que impeça que eles se destruam mutuamente. arnaldolemos@uol.com.br
  76. 76. Transição : Fatores Intelectuais Novum Organum, de Francis Bacon (1561 - 1626), que apresenta um novo método de conhecimento, baseado na experimentação. arnaldolemos@uol.com.br
  77. 77. Transição : Fatores Intelectuais Discurso sobre o método, de Descartes (1596/1650), afirmando que para conhecer a verdade é preciso inicialmente colocarmos todos os nossos conhecimento em dúvida: se eu duvido, eu penso, penso, logo existo. arnaldolemos@uol.com.br
  78. 78. Transição : Fatores Intelectuais Filosofia da Historia: A idéia geral de progresso dos filósofos da Historia influiu na concepção que o homem começou a ter do tempo: é o homem que produz a história arnaldolemos@uol.com.br
  79. 79. Transição : Fatores Intelectuais arnaldolemos@uol.com.br Iluminismo SÉCULO XVIII – SÉCULO DAS LUZES OS FILÓSOFOS PRETENDIAM NÃO SOMENTE TRANSFORMAR AS FORMAS DE PENSAMENTO MAS A PRÓPRIA SOCIEDADE AFIRMAVAM QUE À LUZ DA RAZÃO É POSSÍVEL MODIFICAR A ESTRUTURA DA VELHA SOCIEDADE FEUDAL.
  80. 80. FRONTISPICIO DA ENCICLOPEDIE FRANÇAISE -1772 Foi desenhado por Charles-Nicolas arnaldolemos@uol.com.br Cochin e ornamentado (engraved) por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: A figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.
  81. 81. Transição : Fatores Intelectuais Condorcet (1772/1794) queria aplicar os estudos matemáticos ao estudos dos fenômenos sociais. arnaldolemos@uol.com.br
  82. 82. Montesquieu (1689/1755), em O Espírito das Leis, defendia a separação dos poderes do Estado, definia a idéia geral de lei (uma relação necessária que decorre da natureza das coisas) e afirmava que os fenômenos políticos estavam sujeitos às leis naturais, invariáveis arnaldolemos@uol.com.br
  83. 83. Transição: Fatores Intelectuais Rousseau (1712/1778), em O Contrato Social, expunha a teoria de que o soberano deve conduzir o Estado segundo a vontade geral de seu povo, tendo em vista o bem comum. arnaldolemos@uol.com.br
  84. 84. Adam Smith (1723/1790), em A Riqueza das Nações, criticou o mercantilismo, afirmando que a economia deveria ser dirigida pelo jogo livre da oferta e da procura. arnaldolemos@uol.com.br
  85. 85. Transição : Fatores Intelectuais Revolução Francesa (1789): mudanças na estrutura política. arnaldolemos@uol.com.br
  86. 86. arnaldolemos@uol.com.br CONSEQÜÊNCIAS novas relações de poder democracia liberdade, igualdade, fraternidade. cidadania, poder político à burguesia, Destruição dos fundamentos da sociedade feudal.
  87. 87. Quadros comparativos: Idade Media e Idade Moderna Em relação ao desenvolvimento econômico FEUDALISMO A produção era restrita aos feudos Propriedade : a terra Servo: obrigações A produção sustentava o senhor feudal e a Igreja O povo vivia no campo Duas classes sociais : senhores e servos DO FEUDALISMO AO CAPITALISMO Produção de excedentes com objetivos de mercado Propriedade : o capital Trabalhador livre, mas vende a sua força de trabalho Produção com objetivo de lucro Desenvolvimento das cidades Duas classes : burguesia e assalariados arnaldolemos@uol.com.br
  88. 88. Em relação à organização política FEUDALISMO Senhores feudais e Igreja dominavam os servos e camponeses DO FEUDALISMO AO CAPITALISMO Surge o Estado Nacional patrocinado pela burguesia Ausência de Estado e Nações Aparecimento das Nações e da figura do Estado Ausência de teorias políticas Surgem as teorias políticas que sustentavam a idéia de Estado Nacional As teorias que justificavam o poder do senhor e da Igreja se baseavam na “vontade de DEUS” Baseadas no Iluminismo, as teorias políticas ganham força e se tornam justificações para a existência do Estado e das leis arnaldolemos@uol.com.br
  89. 89. Em relação às mentalidades e conhecimento FEUDALISMO DO FEUDALISMO AO CAPITALISMO Teocentrismo Antropocentrismo A verdade estava na Bíblia e na autoridade da Igreja A verdade obtida pela razão e pelos métodos científico A religião era tudo. A realidade era explicada pela “vontade de Deus” A realidade explicada a partir do que acontecia na terra entre os homens Qualquer mudança era contrária à “vontade de Deus” O progresso passou a ser o objetivo humano O conhecimento significava contemplar a realidade criada por Deus O conhecimento significava transformar a natureza e dominá-la. arnaldolemos@uol.com.br
  90. 90. FATORES RELATIVOS AO SISTEMA DE CIÊNCIA arnaldolemos@uol.com.br ERA DAS REVOLUÇÕES Revolução Comercial, Revolução Cultural, Revoluções Políticas Revolução Científica
  91. 91. A Revolução Científica – Idade Moderna (1453 ...) A burguesia, um novo modo social de viver, financiava os cientistas para o desenvolvimento da técnica, necessária para o desenvolvimento da economia. arnaldolemos@uol.com.br Ciência A ciência vai aos poucos substituindo a filosofia e a teologia, na explicação dos fenômenos da natureza, constituindo as denominadas ciências naturais
  92. 92. Revolução Cientifica (séculos XVI e XVII) O processo conhecido como Revolução Cientifica se originou no Renascimento(com Da Vinci, Copérnico e outros) e prosseguiu pelos séculos seguintes, sem que seja possível estabelecer uma data para o seu encerramento.. O que marca a Revolução Cientifica é o uso da razão como meio de alcançar o conhecimento. O fundamento da ciência moderna consiste na afirmação da necessidade de observar todos os fatos e o fenômenos e demonstrar as explicações propostas para eles. Fica excluída qualquer possibilidade de especulação sem um experimento que comprove sua plausibilidade. A ciência moderna se caracteriza como um saber não dogmático, critico, aberto, reformulável, suscetível de correções ou refutações. È um saber universal que utiliza provas (experiências) para que se possam testar resultados. arnaldolemos@uol.com.br
  93. 93. Burguesia arnaldolemos@uol.com.br
  94. 94. o saber era desligado das questões práticas e era voltado para a contemplação teórica, arnaldolemos@uol.com.br ANTES AGORA As necessidades econômicas do capitalismo e a valorização do trabalho redirecionaram o conhecimento rumo à técnica
  95. 95. A Revolução Científica – Idade Moderna (1453 ...) o critério da verdade limitava-se à coerência conceitual o saber continha concepções finalistas sobre o mundo arnaldolemos@uol.com.br ANTES AGORA deveria se submeter ao crivo da observação empírica à matematização e à comprovação experimental. o saber passa a ser descritivo e utilitarista.
  96. 96. arnaldolemos@uol.com.br OS MÉTODOS CIENTÍFICOS ressaltam mais a historicidade do conhecimento (métodos experimentais e técnicos) refletem os valores empiristas Refletem o modo de pensar (utilitarista) Expressam os interesses (produção e comercio) Dersenvolve uma cultura das novas classes dominantes
  97. 97. Fatores relativos ao sistema de ciência arnaldolemos@uol.com.br As revolu ções mudança da sociedade feudal para a sociedade capitalista. reaparecimento das cidades o surgimento das indústrias transformações não apenas no mundo natural, mas também nas relações sociais
  98. 98. Fatores relativos ao sistema de ciência arnaldolemos@uol.com.br Consequências das revoluções do Século XVIII Crises sociais Desordens sociais Utilizar o método das ciências naturais Os fenômenos sociais podem ser classificados e medidos
  99. 99. A CRISE DAS EXPLICAÇÕES RELIGIOSAS arnaldolemos@uol.com.br O processo de secularização Anticlericalismo A Igreja como objeto de pesquisa A sacralização da ciência Razão Separada da Fé
  100. 100. arnaldolemos@uol.com.br GALILEU GALILEI 1564-1642 HELIOCENTRISMO EPPUR SI MUOVE
  101. 101. arnaldolemos@uol.com.br FEURBACH 1804-1872 Não foi Deus que criou o homem mas o homem que criou Deus NIETZSCHE 1844-1900 O cristianismo é uma religião de escravos. Deus está morto
  102. 102. As Ciências Humanas O desenvolvimento da ciência da natureza intervenção nos fatos sociais, necessidade de compreender o que ocorria na sociedade, para controlá-la e modificá-la arnaldolemos@uol.com.br
  103. 103. CIÊNCIA arnaldolemos@uol.com.br CIÊNCIAS NATURAIS HUMANAS
  104. 104. HOMEM arnaldolemos@uol.com.br LINGUÍSTICA SOCIOLOGIA ECONOMIA ADMINISTRAÇÃO DIREITO GEOGRAFIA HUMANA PEDAGOGIA POLÍTICA ANTROPOLOGIA PSICOLOGIA HISTÓRIA
  105. 105. arnaldolemos@uol.com.br CIÊNCIAS SOCIAIS SOCIOLOGIA ANTROPOLOGIA POLITICA A Sociologia surgiu no processo de formação e desenvolvimento da sociedade capitalista.
  106. 106. CIÊNCIA arnaldolemos@uol.com.br CONHECIMENTO SISTEMATIZAÇÃO METÓDO OBJETO ESTRUTURAÇÃO CAMINHO REALIDADE CONCRETA
  107. 107. OBJETIVIDADE adequação do conhecimento à realidade objetiva NEUTRALIDADE uma pretensão, uma ambição, uma intenção a não interferência dos valores, concepções religiosas e políticas e preconceitos Um mito ? arnaldolemos@uol.com.br CONHE CIMENTO CIENTIFICO
  108. 108. A QUESTÃO METODOLÓGICA NAS CIÊNCIAS HUMANAS arnaldolemos@uol.com.br
  109. 109. As Ciências Humanas arnaldolemos@uol.com.br Crise das Ciências Humanas Inadequação do método das ciências naturais Busca de cientificidade Conceito de verdade
  110. 110. Os resultados das ciências humanas são realmente científicos ou não passam de opiniões particulares dos cientistas? arnaldolemos@uol.com.br
  111. 111. Dificuldades Metodológicas das Ciências arnaldolemos@uol.com.br OBJETO Humanas Ciências Naturais têm como objeto coisas materiais que são exteriores ao universo humano Ciências Humanas têm um objeto que se identifica com o próprio sujeito do conhecimento, o que torna difícil a objetividade.
  112. 112. Nas Ciências Naturais é relativamente fácil isolar e delimitar seu objeto de conhecimento, Nas Ciências Naturais é relativamente fácil isolar e delimitar seu objeto de conhecimento arnaldolemos@uol.com.br DELIMITAÇÃO DO OBJETO Nas Ciências Naturais é relativamente fácil isolar e delimitar seu objeto de conhecimento, Para as Ciências Humanas tal recorte é, muitas vezes, inviável, porque os fenômenos humanos são imensamente complexos: não há como separar o psíquico do histórico, o econômico do social, do político, do cultural, etc.
  113. 113. arnaldolemos@uol.com.br EXATIDÃO DO MÉTODO Nas Ciências Naturais, o controle das interferências ideológicas do cientista é facilitado pela exatidão do método No campo das Ciências Humanas tal controle é impossível por causa da inserção social do cientista no próprio fenômeno estudado: a sociedade.
  114. 114. arnaldolemos@uol.com.br EXPERIMENTA ÇÃO Outra grande dificuldade consiste no problema da experimentação, viável nas Ciências Naturais, que conseguem isolar situações de laboratorio Tal procedimento é inaplicável e, não raras vezes, inútil para as Humanidades porque as reações e motivações das pessoas diante dos eventos da vida social são variáveis, subjetivos, imprevisíveis.
  115. 115. arnaldolemos@uol.com.br LINGUAGEM CIENTÍFICA Há ainda o problema da linguagem científica. As Ciências Naturais se caracterizam pelo rigor e exatidão dos conceitos. Entretanto os fenômenos humanos não são redutíveis a quantificações e cálculos em razão de sua forte carga valorativa, simbólica, psíquica, etc.
  116. 116. arnaldolemos@uol.com.br DETERMINISMO A busca de causalidades é procedimento típico das Ciências Naturais para explicar os fenômenos da natureza porque estes são regulares, constantes, repetitivos, denotando determinismo. Já os fenômenos humanos são complexos e livres.
  117. 117. As Ciências Humanas Necessidade da construção de uma metodologia própria. Tendência humanista das ciências humanas As relações humanas passaram a ser concebidas não mais como objeto em si ou como fato, mas sim como um fenômeno dotado de totalidade, complexidade e significado. arnaldolemos@uol.com.br
  118. 118. arnaldolemos@uol.com.br Fenômeno Humano Não é um objeto delimitável, isolável, quantificavel e verificável Mas algo vivo, complexo, histórico e dinâmico
  119. 119. arnaldolemos@uol.com.br Fenômeno Humano A noção de verdade se afasta dos ideais gregos e latinos que pressupõem a verdade como algo absoluto. Tem como verdade o consenso da comunidade científica, sempre provisória e precária que durará até que o curso histórico do próprio conhecimento promova a sua superação.

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