Índice:1 – Caracteriza a experiênciaestética.................................................................................
1 - Caracteriza a experiência estética.Experiência estética é a vivência caracterizada pela predisposição do ser humano se...
5 – Qual o sentido da palavra estética para o senso comum e para a filosofia? Para o senso comum, a palavra estética signi...
9 – Equacione a questão acerca da possibilidade de comunicação da expressão estética.                                     ...
12 - Mostre o papel do inconsciente na                                                                 criação artística. ...
14 -Em que medida é que a arte é uma forma de expressão?A arte é uma forma de expressão na medida em que revela a personal...
17 – O conceito de alterou-se no Renascimento. Em que consistiu essa alteração? A partir do Renascimento, começa a formar-...
22 – Enuncie o princípio      fundamental do design.Os objectos produzidosindustrialmente com objectivosfuncionais ou util...
26 - Distingue subjetivismo de objetivismo estético. Fazemos as nossas apreciações dos objectos em termos de beleza em fra...
Concluindo, se usarmos como critério de avaliação de uma obra de arte a teoria objectivista deBeardsley, teremos de verifi...
27 - Elabora um organograma conceptual sobre a arte como imitação e como expressão.                       COMO SE DEFINEM ...
28 - Explica a arte como forma significante.Uma obra de arte é um objecto que provoca emoções estéticas no seu público.Seg...
Partindo da sua própria experiência e sensibilidade, o público constrói ou recria o significado daobra. Por esta razão, po...
As empresas e ateliers de arte também são responsáveis pela inflação que há muitas vezes nospreços de determinadas obras, ...
33 - Mostra que a arte é revelação de novos modos de conhecer o sujeito e o mundo. A arte pode ser entendida como uma reve...
Assim, Kant pode afirmar que, como há um relativismo em relação ao belo tendo em conta quesó é belo dependendo da maneira ...
35 - Os valores estéticos contribuem para um bom exercício da cidadania. As razões pelas quais os valores estéticos e a ar...
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  1. 1. Índice:1 – Caracteriza a experiênciaestética..................................................................................................................... ...........................................22 – Explique as três dimensões da experiência estética.....................................................................................................................................23 – Mostre que a experiencia estética possui carácterheterocósmico...............................................................................................................24 – Especifique papel da sensibilidade pessoal na formação do juízoestético................................................................................................... 25 – Qual o sentido da palavra estética para o senso comum e para afilosofia?.................................................................................................. 36 – Defina juízoestético....................................................................................................................................................................................37 – Caracterize o conceito de beleza na perspetiva dos filósofos da antigaGrécia..............................................................................................38 - Caracterize o juízo estético na perspetivakantiana.......................................................................................................................................39 – Equacione a questão acerca da possibilidade de comunicação da expressãoestética...................................................................................410 – Como se reconhece uma obra dearte?......................................................................................................................................................411 – Quais os momentos conscientes do processocriador?...............................................................................................................................512 - Mostre o papel do inconsciente na criaçãoartística....................................................................................................................................513 – Esclareça o sentido imaginário naarte.......................................................................................................................................................514 -Em que medida é que a arte é uma forma deexpressão?............................................................................................................................615 – Mostre que a arte é um processocatártico................................................................................................................................................616 – Em que medida se pode afirmar que a arte é um ponte lançada entre o homem e omundo?....................................................................................................................... ......................................................................................617 – O conceito de alterou-se no Renascimento. Em que consistiu essaalteração?............................................................................................718 – Relacione arte e seu valor no
  2. 2. 1 - Caracteriza a experiência estética.Experiência estética é a vivência caracterizada pela predisposição do ser humano se emocionarface a situações naturais e a obras produzidas pelo homem, apreciando-as em termos de beleza 2 - Explique as três dimensões da experiência estética.A experiência estética pode ser vivida:1. Pelo criador, ao conceber e produzir a obra de arte;2. Pelo espectador, ao contemplar a obra de arte;3. Pelo espectador, ao contemplar a natureza. 3 - Mostre que a experiencia estética possui carácter heterocósmico. Ao contemplar objetos naturais e criações artísticas, os ser humano poder ser invadido por umaonda de prazer, atingindo o êxtase. É como se os objetos contemplados possuíssem caracteresespeciais que o fizessem evadir através de novos e imaginários mundos (Heteros=outro;cosmos=mundo). Esta evasão deve-se não só a factores provenientes do objeto, mas também àsensibilidade e riqueza interior do espectador. 4 – Especifique o papel da sensibilidade pessoal na formação do juízo estético.A sensibilidade pessoal do sujeito é, na perspetiva do relativismo, o fundamento do juízoestético. Nessa sensibilidade inclui-se a capacidade racional de interpretar, a capacidade afetivade se emocionar e a capacidade imaginativa de transfigurar aquilo que contempla.
  3. 3. 5 – Qual o sentido da palavra estética para o senso comum e para a filosofia? Para o senso comum, a palavra estética significa marca de beleza; para a filosofia, significareflexão que incide sobre o belo e sobre a arte para lhes determinar a natureza e o fundamento. 6 – Defina juízo estético.Juízo estético é uma operação mental ou a sua expressão verbal que traduz as impressõesvividas pelo sujeito aquando da contemplação dos aspetos belos da natureza ou da arte. 7 – Caracterize o conceito de beleza na perspetiva dos filósofos da antiga Grécia. Para os filósofos da antiga Grécia, a beleza era um ideal estabelecido a priori. A arte aproximar-se-ia deste ideal se o artista, ao reproduzir os objetos, os sublimasse, ou seja, lhes conferisseequilíbrio, ordem e harmonia superiores aos que possuíam na natureza. 8 - Caracterize o juízo estético na perspetiva kantiana.Para Kant, o juízo estético não dependia das caraterísticas do objecto, mas do gosto do sujeito.Porém, este sujeito é universal, pelo que todos possuímos igual faculdade de julgar. Assim, ogosto não difere em função em função das característica individuais de cada um, sendo o belo eo juízo estético considerados universais.
  4. 4. 9 – Equacione a questão acerca da possibilidade de comunicação da expressão estética. 10 – Como se reconhece uma obra de arte? Um objeto constitui-se como obra de arte se obedecer aos seguintes requisitos: 1. Ser produzido pelo Homem; 2. Provocar prazer ao ser contemplado; 3. Ser esteticamente agradável; 4. Poder ser contemplado por uma multiplicidade de espectadores; 5. Ser susceptível de uma gama alargada de leituras; 6. Possuir algo de original.
  5. 5. 12 - Mostre o papel do inconsciente na criação artística. 11 – Quais os momentos conscientes do processo criador? 13 – Esclareça o sentido imaginário na arte.A palavra imagem tem conotações gnoseológicas e designa um representação intelectual maisou menos fiel de um objeto. A criação artística, que não visa a cópia fiel do real, não se alimentade imagens, mas do imaginário, isto é, de representações deformadas, semelhantes ao conteúdodos sonhos. O imaginário resulta da imaginação criadora e não da imaginação reprodutora.
  6. 6. 14 -Em que medida é que a arte é uma forma de expressão?A arte é uma forma de expressão na medida em que revela a personalidade do seu criador. Elaé o espelho do seu mundo interior, daquilo que nele há de mais subjetivo e incomunicável porqualquer outra forma objectiva de comunicação. 15 – Mostre que a arte é um processo catártico.A arte é um processo catártico porque, ao criar, o artista liberta-se de pulsões inconscientes queexige extravasar para que ele se sinta apaziguado. Ao rever-se na obra que contempla, tambémo espectador se liberta da violência de sentimentos recalcados. Era esta a opinião de Aristótelesque, para esse efeito, já no séc. IV a.C. aconselhava as pessoas a assistir às representações datragédia.16 – Em que medida se pode afirmar que a arte é um ponte lançada entre o homem e o mundo? A arte é uma ponte de passagem entre o homem e o mundo, na medida em que reúne algo dasubjetividade do primeiro e da objectividade do segundo. A oposição irreversível entresubjetividade e objectividade, entre interior e exterior, entre espiritual e material, entre homeme mundo, é ultrapassada pela terceira realidade da arte que, sem se identificar com um comoutro, contém algo dos dois, o que permite a ambos poderem reconhecer-se nela.
  7. 7. 17 – O conceito de alterou-se no Renascimento. Em que consistiu essa alteração? A partir do Renascimento, começa a formar-se um conceito elistista de arte, considerando-seartista apenas aquele que nasce dotado, uma vez que o talento não se aprende com o treino.Pela primeira vez, a arte se refere a atividades que exigem inspiração e génio, usando-se otermo belas-artes para designar as artes puras, nobres ou desinteressadas, em oposição às artesmenores, a quem cabe produzir objetos utilitários de uso corrente. 18 – Relacione arte e seu valor no mercado.As obras feitas pelo artista são cobiçadas pelo público, que as deseja possuir, pagando. A artetorna-se um modo de vida para o criador que se faz pagar por aquilo que produz. Comoqualquer outro produto, a arte torna-se um bem de mercado, estando sujeita a flutuações emfunção da oferta e da procura. O valor de uma obra de arte é sempre relativo, sendo definidono contexto dos circuitos de arte, do qual fazem parte, entre outros, o artista, a obra, osgaleristas, os empresários e os consumidores. 19 – O que significa arte industrial?A arte industrial refere-se a objetos que, sendo produzidos em série nas fábricas, comportamtambém algo de atraente em termos estéticos, em virtude de terem sido concebidos pelacriatividade de um designer. Os objetos saídos da arte industrial, além de serem eficientes,seguros, duráveis, económicos e fáceis de manusear e reparar, são, também, atraente.
  8. 8. 22 – Enuncie o princípio fundamental do design.Os objectos produzidosindustrialmente com objectivosfuncionais ou utilitários têm quepossuir, também, formasesteticamente agradáveis.23 – A obra de arte é polissémica. Que é que isto quer dizer?Polissemia designa um aspecto daarte relacionado com o facto de elaser susceptivel de varias leituras ouinterpretações. Toda a obra de arteé uma obra aberta, podendo aleitura de cada espectador serdiferente da dos outros, e coincidirou não com a mensagem que ocriador quis transmitir.
  9. 9. 26 - Distingue subjetivismo de objetivismo estético. Fazemos as nossas apreciações dos objectos em termos de beleza em frases do género “O Beijode Auguste Rodin é uma escultura magnífica!”. Esta frase exprime um juízo estético. Chamamos juízo estético à expressão de apreciação dos objectos em termos de beleza. Ora, em que é que nos apoiamos para afirmarmos que O Beijo é uma escultura magnífica? Oque é determinante para a apreciação expressa no juízo estético, é a emoção que sentimosquando observamos o objecto estético ou são as suas características? A cada uma destas alternativas corresponde uma concepção distinta, acerca da natureza dosjuízos estético. Assim, encontramos dois termos: Subjetivismo estético e Objetivismo estético. O objetivismo estético faz depender o juízo estético de critérios objectivos, por isso, quando setrata de apreciar uma arte, o que deve ser determinante são as características formais doobjeto. Nesta vertente do juízo estético, a beleza depende das propriedades do objeto,independentemente do que sente o observador. Através do objectivismo estético, podemos identificar o que é ou não arte, e como distinguiruma boa obra de arte de uma má arte. Então, o filósofo Monroe Beardsley, identificou asqualidades estéticas gerais, independentes da forma de arte e das diferenças do estilo, exigidaspara se poder falar de arte. O filósofo partiu do pressuposto de que a função de arte é produzirexperiências estéticas, afirmando que o valor de uma obra de arte depende da sua capacidadede produzir essas experiências. Então, uma obra de arte deve ter qualidades estéticas gerais (unidade, intensidade ecomplexidade) e qualidades regionais específicas de cada forma de arte.
  10. 10. Concluindo, se usarmos como critério de avaliação de uma obra de arte a teoria objectivista deBeardsley, teremos de verificar se ela tem as qualidades estéticas gerais e as específicas. No subjectivismo estético, a beleza depende dos sentimentos de prazer provocados pelacontemplação desinteressada do objecto estético. Segundo Kant, quando afirmamos que um objecto é belo, o que estamos a dizer é que a suarepresentação produziu em nós um sentimento de prazer, isto é, o que estamos a avaliar não é oobjecto mas o sentimento que a sua representação nos provocou. Por isso, os juízos estéticosdesignam o modo como o sujeito é afectado pela representação do objecto. Se o gosto é que julga com base no sentimento de prazer ou desprazer, então, o juízo estético éum juízo de gosto sobre o belo e subjectivo. . Então, o subjetivismo estético faz depender o valor estético dos objetos do sentimento deprazer que a sua contemplação provoca. Segundo este filósofo (Kant), dizer que uma obra de arte é bela, significa dizer que a suacontemplação é acompanhada de satisfação, isto é, de um sentimento de prazer; que essesentimento de prazer não depende de nenhum interesse no objeto; a beleza não designa umapropriedade da obra; a beleza refere o sentimento de prazer que a representação da obraprovoca no sujeito. Como podemos concluir, Kant afirma que o juízo estético é singular, pois apenas se refere aosujeito que ajuíza e universalmente subjectivo, pois deve ser válido para todos os sujeitos quejulgam desinteressadamente
  11. 11. 27 - Elabora um organograma conceptual sobre a arte como imitação e como expressão. COMO SE DEFINEM AS OBRAS DE ARTE? Teorias essencialistas Teoria da Teoria da expressão Teoria da forma imitação (expressivismo) significante (formalismo) (mimesis) Conceito s Aristóteles: Leon Tolstoi: Clive Bell: Uma obra é Uma obra é arte, se e só se, Uma obra é arte, arte, se e só se, exprime sentimentos e se e só se, imita algo. emoções do artista com o provoca nas intuito de provocar esses pessoas sentimentos e emoções no emoções seu público. estéticas. Limitações - Há obras que não - Se o público não sentir as mesmas - É um argumentoimitam nada (música, emoções que o artista sentiu ao fazer circulante; pintura abstracta, a obra é porque não é uma obra de - A arte depende da arquitectura) arte; sensibilidade dos críticos. - há obras que não tem a intenção de comunicar; - há obras que não exprimem sentimentos do artista.
  12. 12. 28 - Explica a arte como forma significante.Uma obra de arte é um objecto que provoca emoções estéticas no seu público.Segundo Clive Bell é necessário à obra de arte uma característica para produzir emoçõesestéticas, essa característica é a forma significante.De acordo com Clive Bell a forma significante é uma característica da estrutura da obra quedecorre da relação estabelecida entre as partes que a constituem. 29 - Explica porque é que a arte é uma forma de linguagem.A arte pode ser abordada como linguagem, pois traduz ou representa uma experiência de vida,uma impressão, uma concepção no mundo… através de um conjunto de sinais, signos ousímbolos, sejam eles sons, palavras, linhas, cores, movimentos, volumes… Estes elementos representativos em que o artista materializa a sua intenção, remetem paramúltiplos referentes, pois podemos associá-los a objectos ou situações muito diversos. Assim,chamamos símbolo a um sinal ou elemento representativo que está em ligar de uma outrarealidade, tendo o poder de a evocar. Ao contrário da linguagem científica em que termos são etiquetas aplicados a um únicoreferente, na arte os símbolos remetem para múltiplos referentes, e podemos associá-los aobjetos ou situações muito diversos pois uma obra, mesmo depois de largamente contemplada,pode continuar a revelar-nos alguns dos seus segredos. Podemos revelar, portanto, que a linguagem artística usa signos abertos, isto é, sinais quenão possuem um significado preciso e unívoco (polissémicos), convidando o receptor a recriar-lhe um significado. (polissemia é a característica dos signos (da arte) de terem complexossignificados ou interpretações).
  13. 13. Partindo da sua própria experiência e sensibilidade, o público constrói ou recria o significado daobra. Por esta razão, podemos dizer que cada obra contém um potencial de significação queconfere à arte a sua vitalidade e actualidade, permitindo-nos admirar obras muito antigas,apesar da evolução da cultura, das concepções estéticas e respectivos cânones de beleza. 30 - Diz o que entendes por cognitivismo estético e criação artística. Cognitivismo estético é a tese que defende que a arte pode alargar o nosso conhecimento, porrepresentar a diversidade da experiência e influenciar a maneira como olhamos o mundo. Enquanto que a criação estética é um processo comunicativo que valoriza os conceitos decriatividade e de arte. A criação artística implica uma capacidade de transmutação deexperiências e alimenta-se das condições que dão acesso ao sentir da beleza. 31 - Problematiza a arte como mercadoria e bem de consumo. Com a evolução dos tempos e das tecnologias (industrialização) o conceito associado á artetambém se modificou um pouco. Esta passou de uma obra-prima feita pelo artista, que todosapreciavam e criticavam para uma obra-prima feita pelo artista, que todos apreciam e criticam ecujo valor monetário varia quanto á qualidade, ao estatuto do reconhecimento do artista e aoestatuto social de quem a compra. Com as novas tecnologias já é fácil fazer cópias do original que se assemelham de tal forma aele que parecem mesmo as originais. Isso tornou o mercado da arte mais competitivo e tornouas obras de arte mercadorias sobre que se especulam preços e se arranjam os compradoressocialmente melhor posicionados. Hoje-em-dia a compra de obras de arte pode ser por: lucro –comprar uma peça de arte pode gerar bastante dinheiro, sendo um investimento bastanterentável – e a ascensão social – normalmente quem tem ou compra obras de arte é indicador deque é uma pessoa com posses e, por isso, com um estatuto social elevado.
  14. 14. As empresas e ateliers de arte também são responsáveis pela inflação que há muitas vezes nospreços de determinadas obras, pois a facilidade com que se passa publicidade de X obra éenorme nos dias que correm, então esses ateliers e empresas aproveitam-se desse facto parapassar publicidade à obra e, por isso, fazer querer que ela é mais cara do que o preço que elavale realmente. Assim, muitas vezes a obra de arte em si é ultrapassada pela ganância de quem a vende, queolha mais para o que ela vale monetariamente do que cultural e moralmente. Com isto e com aevolução dos tempos a arte tornou-se uma coisa banal, fazendo com que caia no esquecimentoo verdadeiro valor da arte. 32 - Mostra que a arte é uma manifestação da identidade cultural dos povos. Sabemos que a arte é influenciada pela cultura dos povos uma vez que esta se modifica aolongo do tempo, como podemos observar pelas pinturas rupestres do Paleolítico, passando pelaAntiguidade Clássica com a sua perfeição escultórica que representava o Homem e a Naturezacom grande realismo e naturalismo, ou até na Idade Média em que os principais temas eram osreligiosos, chegando aos tempos actuais, em que arte é orientada para o consumo e lucro. Outro factor que influencia a criação artística é a ocorrência de eventos de importânciamundial, quer sejam estes positivos ou não, algo observável pela modificação da arte, quandocomparamos por exemplo a arte pré 2ª Guerra Mundial com a do pós-guerra. A acrescentar à lista de eventos influenciadores da arte temos também a localização em que aobra foi criada pois, como todos sabemos, a corrente artística é muito diferente quandocomparamos uma obra dos EUA com outra do Egipto, por exemplo. Por último, a arte é modificada segundo o individuo que a cria (artista), pois este coloca os seussentimentos, emoções e opiniões nas suas obras.
  15. 15. 33 - Mostra que a arte é revelação de novos modos de conhecer o sujeito e o mundo. A arte pode ser entendida como uma revelação das nossas personalidades interiores, algo quetodos nós já experimentámos, quando observamos uma pintura, uma escultura, uma peça deteatro, etc, deparamo-nos com personagens que, de alguma forma se relacionam connosco,com alguém que conheçamos e pelas quais desenvolvemos empatia e estima. Uma análise maisprofunda acerca dos sentimentos despertados por estas personagens conduzir-nos-á àconclusão que estas correspondem a sentimentos e vontades interiores que outrosdesconhecem e que nós não possuímos plena consciência das possuir, mas que influenciam asnossas ações, ideais e pessoas com as quais nos relacionamos. Assim ao permitir-nos aceder ao nosso “eu mais profundo”, fazem-nos tomar consciência danossa verdadeira força espiritual, o porquê dos acontecimentos da nossa vida e conduzem auma vivência mais simples, completa e dinâmica. Além disso acabam por nos dar acesso a novasformas de entender o mundo, a vida e as pessoas que nos rodeiam. 34 - O belo não é senão aquilo que produz um prazer universalmente partilhado. A frase acima citada pode ser interpretada de várias formas, tendo em conta o conceitoutilizado para tal. Kant foi um filósofo de transição entre um modo de pensar dogmático para um modo de pensarcrítico, tendo por isso influência de ambos. Kant defende que a apreciação do belo depende dogosto de cada indivíduo. Para ele o belo é aquilo que nos produz prazer, ou seja, não é o objectomas sim o sentimento que o que ele representa provocou em nós. Assim sendo o belo ésubjectivo, visto que se refere á maneira própria como o sujeito é afectado. Contudo, para Kant,o belo também é aquilo que tem de agradar universalmente. Aqui estão conceitos de beloaparentemente paradoxais. No entanto, para resolver esta contradição Kant apoia-se na teoriada harmonia subjectiva, que nos diz que: todos temos a capacidade de julgar.
  16. 16. Assim, Kant pode afirmar que, como há um relativismo em relação ao belo tendo em conta quesó é belo dependendo da maneira como o individuo é afectado, há uma universalidade no gostodo sujeito. Já para o escritor russo Leon Tolsto uma obra é arte, ou seja, um objecto que é avaliado comobelo, só o é quando expressa e comunica intencionalmente um sentimento vivido pelo artista equando provoca no público esse mesmo sentimento. No entender dos críticos esta teoria ainda não é totalmente perfeita, visto que há obras de artecomo a poesia, o teatro, a ópera e outras que diferem bastante nos sentimentos que provocamna pessoa ao contempla-las de pessoa para pessoa e para o próprio artista. Assim nunca seriamobras de arte, e no entanto são-no. Não podemos também esquecer que há obras em que o objectivo do artista não é comunicar.Há sentimentos que temos ao ver uma obra de arte porque na vida já tivemos essessentimentos, mas isso não invalida que uma determinada obra, com um determinado sentido eque foi concebida com um determinado sentimento não seja igualmente compreendida poralguém que nunca teve esse sentimento. Com isto tudo, a teoria do expressivismo cai por terraem vários parâmetros.
  17. 17. 35 - Os valores estéticos contribuem para um bom exercício da cidadania. As razões pelas quais os valores estéticos e a arte contribuem para um bom exercício dacidadania, são:• O facto da arte constituir um factor de embelezamento e enriquecimento da sociedade, pelo que causa um sentimento comum de apreço e estima pelo nosso património e modo de vida e desenvolvendo um espírito de cooperação e sensibilização social;• A arte é, de certa forma, um “veículo” de notícias e acontecimentos ao ser influenciada pelos mesmos e assim dar a conhecer aquilo que se passa por todo o mundo, não só no imediato, mas também para gerações vindouras. Não é ao acaso que muitos historiadores analisam obras de artes do passado e do presente como forma de entender a dinâmica social, económica e política de diversos períodos e regiões;• A arte constitui uma espécie de “voz “ dos cidadãos e dos oprimidos, capaz de despoletar verdadeiras revoluções e ondas de mudança, obtendo por isso um lugar de destaque e de carinho por todos.

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