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Conceito daVE;
Importancia daVE;
Tipos daVE
Tec. EstevaoD.Ualane
 É o processo contínuo de recolha sistemática,
análise e interpretação de informação do
sistema de saúde que é essencial para a
planificação, implementação e avaliação da
prática de saúde pública, intimamente
integrado com a disseminação atempada dos
resultados aos diversos interessados.
 Em outras palavras, aVE permite determinar:
 Que doenças existem
 Quais são as doenças prioritárias
 Quem é afectado (sexo, grupo etário,
profissão, etc)
 Onde estão as pessoas afectadas (lugar)
 Quando é que foram afectadas (tempo)
 De modo a poder definir estratégias para
prevenir e/ou controlar as doenças
implicadas.
 Detectar mudanças inesperadas na
distribuição ou ocorrência de uma
enfermidade.
 Seguir as tendências e padrões de longo
prazo;
 Identificar mudanças nos agentes ou nos
factores de riscos do hospedeiro;
 Detectar mudanças nas práticas relacionadas
com a saúde
 Conhecer o padrão actual das enfermidades e
da possibilidade da ocorrência de novas
enfermidades na população para poder:
 Investigar;
 Controlar; e
 Prevenir os danos á saúde
 O sistema de vigilância epidemiológica
permite aquisição de informação para, com
base nela, levar a cabo acções com vista a
melhorar a saúde das comunidades, assim,
tem como propósitos:
 Avaliar o estado de saúde das populações
 Identificar prioridades de acção em saúde
pública
 Guiar acções de saúde pública
 Avaliar programas de prevenção
 Monitorar populações expostas ou tratadas
para determinada doença
 Estimular a investigação de casos e/ou surtos
 Conhecer a dinâmicas das doenças;
 Ajudar na planificação dos programas de
saúde; e
 Avaliar os programas de controlo.
 Existem dois tipos de vigilância
epidemiológica:
 passiva; e
 activa.
Vigilância passiva
 É aquela em que a informação é levada a
partir da informação gerada regularmente
nas unidades sanitárias pelos clínicos,
técnicos de laboratório e outros provedores
de saúde.
 Por exemplo: casos de malária reportados
pelas unidades sanitárias que chegam ao
Ministério através do circuito normal, isto é,
desde o paciente que se dirige à unidade
sanitária até à geração dos relatórios e sua
análise.
 Tem a vantagem de permitir um controlo
permanente das mudanças no estado de
saúde das comunidades;
 Não envolve custos adicionais ao sistema de
saúde;
 É institucional;
 Garante a continuidade.
Vigilância activa
 É a recolha ou procura de casos ou casos
suspeitos, e não apenas esperar que os casos
se apresentem na unidade sanitária. É muito
frequente o seu uso quando ocorre um surto,
e uma equipa da saúde vai a comunidade a
busca de casos.
 Tem a vantagem de investigar e confirmar
surtos, evitando o seu alastramento
atempadamente;
 Permite uma investigação de casos que
permite completar adequadamente o quadro
(muito sensível);
 Disponibiliza informação mais fiável;
 Garante uniformidade na classificação dos
casos;
 Flexível;
 Oportunidade do pessoal de saúde para
aprender e melhorar a forma como utiliza a
informação e elaboram os relatórios.
 A grande desvantagem deste método é o seu
elevado custo, devido a necessidade de
recursos humanos, materiais e financeiros.
 Vigilância de doenças de notificação
obrigatória ;
 Vigilância de postos sentinela .
 Vigilância de doenças de notificação
obrigatória neste subtipo participam todas as
unidades sanitárias do país e a informação deve
ser enviada semanalmente através do chamado
BES (Boletim Epidemiológico Semanal).
Algumas doenças deste grupo requerem
intervenção imediata e, para tal, devem ser
reportadas pela via mais rápida (sms, telefone,
etc), por exemplo a cólera, mas mesmo após
esta notificação rápida, devem constar do BES.
 Calendário Epidemiológico;
 Fichas de recolhas de dados ( Modelo SIS
C02);
 Folha do Boletim Epidemiológico Semanal (
Modelo SIS C03).
 Sarampo
 Tétano Neonatal
 Meningite
 Malária
 Raiva
 Disenteria
 Cólera
 PFA
 Tosse Convulsa (coqueluche)
 Síndrome Febril( febre não especificada).
 Vigilância de postos sentinela: neste subtipo
participam apenas as Unidades Sanitárias
consideradas Postos Sentinela, que,
normalmente, são os hospitais provinciais e
centrais, podendo haver outros níveis de
hospitais e centros de saúde seleccionados
para o efeito, pois estes notificam doenças
que requerem pessoal mais qualificado e
meios de diagnósticos mais diferenciados.
 Tuberculose extra- pulmonar;
 Hipertensão Arterial;
 Diabete;
 Difteria;
 Tracoma;
 Hepatite infecciosa;
 Febre tifóide e entre outras.
 Os passos de um sistema deVE incluem as
seguintes actividades:
 Registo;
 Recolha;
 Elaboração;
 Apresentação ;
 Interpretação ;
 Envio;
 Recepção;
 Controlo de qualidade ; e
 Retroinformação .
 Registo – consiste em anotar num impresso um
caso diagnosticado, uma actividade realizada ou
um recurso recebido. Por exemplo: o clínico
escreve (regista) no seu livro de consulta um
caso diagnosticado de malária.
 Recolha – é o acto de transferência dos dados
dos livros de registo ou das fichas diárias para as
fichas de resumo (diárias, semanais, mensais ou
anuais), de modo a permitir a organização dos
dados em grandes categorias.
 Elaboração – é o agrupamento dos dados para
transformá-los em informação. Um dado
considerado isoladamente não permite a sua
interpretação e, portanto, não é útil para a
tomada de decisões. Exemplo: o responsável de
vigilância epidemiológica soma os casos de
malária da US e por grupo etário e associa com a
população estimada na área de saúde para
calcular a taxa de incidência da malária.
 Apresentação – consiste na organização da
informação em tabelas e gráficos, o que facilita a
sua análise e compreensão.
 Interpretação – é a tentativa de encontrar
explicações para um determinado
acontecimento e suas causas. Saber interpretar
é a condição indispensável para poder escolher
medidas correctivas adequadas e evitar tomadas
de decisões precipitadas.
 Envio – consiste na entrega dos impressos de resumo
ao nível superior, devendo seguir o percurso
estabelecido e respeitar os prazos de entrega. Por
exemplo: na 3ª feira de cada semana, o Boletim
Epidemiológico Semanal (BES) da US correspondente
à semana epidemiológica anterior, deve ser enviada.
O resumo de Lepra deve ser enviado trimestralmente.
 Recepção – é o acto de receber, numa instituição do
SNS, os impressos enviados pelo nível inferior.
 Controlo de qualidade – para cada uma das 7 actividades
precedentes, o controlo de qualidade deve ser feito, ou
seja, deve-se verificar se os dados estão completos, se são
oportunos, atempadas e confiáveis.
 Retroinformação – consiste em devolver aos níveis
inferiores (MISAU-DPS; DPS-SDSMAS; SDSMAS-US)
informação interpretada e com comentários. Exemplo: A
DPS deve enviar mensalmente a todos SDSMAS um
resumo mensal do BES provincial que inclui dados de
todos os distritos com recomendações de como proceder
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  • 2.  É o processo contínuo de recolha sistemática, análise e interpretação de informação do sistema de saúde que é essencial para a planificação, implementação e avaliação da prática de saúde pública, intimamente integrado com a disseminação atempada dos resultados aos diversos interessados.
  • 3.  Em outras palavras, aVE permite determinar:  Que doenças existem  Quais são as doenças prioritárias  Quem é afectado (sexo, grupo etário, profissão, etc)
  • 4.  Onde estão as pessoas afectadas (lugar)  Quando é que foram afectadas (tempo)  De modo a poder definir estratégias para prevenir e/ou controlar as doenças implicadas.
  • 5.  Detectar mudanças inesperadas na distribuição ou ocorrência de uma enfermidade.  Seguir as tendências e padrões de longo prazo;  Identificar mudanças nos agentes ou nos factores de riscos do hospedeiro;  Detectar mudanças nas práticas relacionadas com a saúde
  • 6.  Conhecer o padrão actual das enfermidades e da possibilidade da ocorrência de novas enfermidades na população para poder:  Investigar;  Controlar; e  Prevenir os danos á saúde
  • 7.  O sistema de vigilância epidemiológica permite aquisição de informação para, com base nela, levar a cabo acções com vista a melhorar a saúde das comunidades, assim, tem como propósitos:
  • 8.  Avaliar o estado de saúde das populações  Identificar prioridades de acção em saúde pública  Guiar acções de saúde pública  Avaliar programas de prevenção  Monitorar populações expostas ou tratadas para determinada doença  Estimular a investigação de casos e/ou surtos
  • 9.  Conhecer a dinâmicas das doenças;  Ajudar na planificação dos programas de saúde; e  Avaliar os programas de controlo.
  • 10.  Existem dois tipos de vigilância epidemiológica:  passiva; e  activa.
  • 11. Vigilância passiva  É aquela em que a informação é levada a partir da informação gerada regularmente nas unidades sanitárias pelos clínicos, técnicos de laboratório e outros provedores de saúde.
  • 12.  Por exemplo: casos de malária reportados pelas unidades sanitárias que chegam ao Ministério através do circuito normal, isto é, desde o paciente que se dirige à unidade sanitária até à geração dos relatórios e sua análise.
  • 13.  Tem a vantagem de permitir um controlo permanente das mudanças no estado de saúde das comunidades;  Não envolve custos adicionais ao sistema de saúde;  É institucional;  Garante a continuidade.
  • 14. Vigilância activa  É a recolha ou procura de casos ou casos suspeitos, e não apenas esperar que os casos se apresentem na unidade sanitária. É muito frequente o seu uso quando ocorre um surto, e uma equipa da saúde vai a comunidade a busca de casos.
  • 15.  Tem a vantagem de investigar e confirmar surtos, evitando o seu alastramento atempadamente;  Permite uma investigação de casos que permite completar adequadamente o quadro (muito sensível);  Disponibiliza informação mais fiável;
  • 16.  Garante uniformidade na classificação dos casos;  Flexível;  Oportunidade do pessoal de saúde para aprender e melhorar a forma como utiliza a informação e elaboram os relatórios.
  • 17.  A grande desvantagem deste método é o seu elevado custo, devido a necessidade de recursos humanos, materiais e financeiros.
  • 18.  Vigilância de doenças de notificação obrigatória ;  Vigilância de postos sentinela .
  • 19.  Vigilância de doenças de notificação obrigatória neste subtipo participam todas as unidades sanitárias do país e a informação deve ser enviada semanalmente através do chamado BES (Boletim Epidemiológico Semanal). Algumas doenças deste grupo requerem intervenção imediata e, para tal, devem ser reportadas pela via mais rápida (sms, telefone, etc), por exemplo a cólera, mas mesmo após esta notificação rápida, devem constar do BES.
  • 20.  Calendário Epidemiológico;  Fichas de recolhas de dados ( Modelo SIS C02);  Folha do Boletim Epidemiológico Semanal ( Modelo SIS C03).
  • 21.  Sarampo  Tétano Neonatal  Meningite  Malária  Raiva  Disenteria  Cólera  PFA  Tosse Convulsa (coqueluche)  Síndrome Febril( febre não especificada).
  • 22.  Vigilância de postos sentinela: neste subtipo participam apenas as Unidades Sanitárias consideradas Postos Sentinela, que, normalmente, são os hospitais provinciais e centrais, podendo haver outros níveis de hospitais e centros de saúde seleccionados para o efeito, pois estes notificam doenças que requerem pessoal mais qualificado e meios de diagnósticos mais diferenciados.
  • 23.  Tuberculose extra- pulmonar;  Hipertensão Arterial;  Diabete;  Difteria;  Tracoma;  Hepatite infecciosa;  Febre tifóide e entre outras.
  • 24.  Os passos de um sistema deVE incluem as seguintes actividades:  Registo;  Recolha;  Elaboração;  Apresentação ;  Interpretação ;
  • 25.  Envio;  Recepção;  Controlo de qualidade ; e  Retroinformação .
  • 26.  Registo – consiste em anotar num impresso um caso diagnosticado, uma actividade realizada ou um recurso recebido. Por exemplo: o clínico escreve (regista) no seu livro de consulta um caso diagnosticado de malária.  Recolha – é o acto de transferência dos dados dos livros de registo ou das fichas diárias para as fichas de resumo (diárias, semanais, mensais ou anuais), de modo a permitir a organização dos dados em grandes categorias.
  • 27.  Elaboração – é o agrupamento dos dados para transformá-los em informação. Um dado considerado isoladamente não permite a sua interpretação e, portanto, não é útil para a tomada de decisões. Exemplo: o responsável de vigilância epidemiológica soma os casos de malária da US e por grupo etário e associa com a população estimada na área de saúde para calcular a taxa de incidência da malária.
  • 28.  Apresentação – consiste na organização da informação em tabelas e gráficos, o que facilita a sua análise e compreensão.  Interpretação – é a tentativa de encontrar explicações para um determinado acontecimento e suas causas. Saber interpretar é a condição indispensável para poder escolher medidas correctivas adequadas e evitar tomadas de decisões precipitadas.
  • 29.  Envio – consiste na entrega dos impressos de resumo ao nível superior, devendo seguir o percurso estabelecido e respeitar os prazos de entrega. Por exemplo: na 3ª feira de cada semana, o Boletim Epidemiológico Semanal (BES) da US correspondente à semana epidemiológica anterior, deve ser enviada. O resumo de Lepra deve ser enviado trimestralmente.  Recepção – é o acto de receber, numa instituição do SNS, os impressos enviados pelo nível inferior.
  • 30.  Controlo de qualidade – para cada uma das 7 actividades precedentes, o controlo de qualidade deve ser feito, ou seja, deve-se verificar se os dados estão completos, se são oportunos, atempadas e confiáveis.  Retroinformação – consiste em devolver aos níveis inferiores (MISAU-DPS; DPS-SDSMAS; SDSMAS-US) informação interpretada e com comentários. Exemplo: A DPS deve enviar mensalmente a todos SDSMAS um resumo mensal do BES provincial que inclui dados de todos os distritos com recomendações de como proceder para cada caso particular julgado conveniente.