Trabalho na sociedade moderna
capitalista
O QUE É TRABALHO ?
• é a atividade realizada pelos seres vivos (não
somente os humanos) que modifica a
natureza de modo a transformá-la para
melhor satisfazer suas necessidades.
KARL MARX E A DIVISÃO SOCIAL DO
TRABALHO
• É realizada no processo de desenvolvimento
das sociedades,
• Exemplo: - sociedades tribais (sexo e idade).
• - Agricultura e o pastoreiro( funções divididas
de quem plantava e quem cuidava dos
animais)
COM A FORMAÇÃO DAS CIDADES
• Divisão entre o trabalho rural (agricultura) e o
trabalho urbano(comércio e indústria).
• Para marx : a divisão social do trabalho numa
sociedade gera a divisão em classes.
SURGIMENTO DAS FÁBRICAS
• A mecanização revolucionou o modo de
produzir mercadorias, mas também colocou o
trabalhador sobre suas ordens;
• Marx afirma que o existe entre o trabalhador
e o empresário é uma relação entre dois
iguais. Ou seja, uma relação entre
proprietários de mercadorias, mediante a
compra e a venda da força de trabalho.
KARL MARX
• Mais-valia é o termo usado para designar a
disparidade entre o salário pago e o valor do
trabalho produzido.
MAIS-VALIA ABSOLUTA
• Mais-valia absoluta consiste na intensificação do
ritmo de trabalho, através de uma série de
controles impostos aos operários, que incluem da
mais severa vigilância a todos os seus atos na
unidade produtiva até a cronometragem e
determinação dos movimentos necessários à
realização das suas tarefas. O capitalista obriga o
trabalhador a trabalhar a um ritmo tal que, sem
alterar a duração da jornada, produzem mais
mercadorias e mais valor.
MAIS-VALIA RELATIVA
• Quando introduzem diversas tecnologias e
equipamentos visando aumentar a produção
com o mesmo número de trabalhadores ( ou
até menos) elevando a produtividade do
trabalho, mas mantendo o mesmo salário
gerando assim a mais-valia relativa.
ÉMILE DURKHEIM E A COESÃO
SOCIAL
• Em seu livro “Da divisão do trabalho
social”escrito no final do século XIX, procura
demonstrar que a crescente especialização do
trabalho promovida pela produção industrial
moderna trouxe uma forma superior de
solidariedade, e não de conflito.
PARA DURKHEIM
• Chegou à conclusão de que os laços que
prenderiam os indivíduos uns aos outros nas
mais diferentes sociedades seriam dados pela
solidariedade social, sem a qual não haveria
uma vida social, sendo esta solidariedade do
tipo mecânica ou orgânica.
SOLIDARIEDADE SOCIAL –
CONSCIÊNCIA COLETIVA
• Cada um de nós teria uma consciência própria
(individual) a qual teria características
peculiares e, por meio dela, tomaríamos
nossas decisões e faríamos escolhas no dia a
dia. A consciência individual estaria ligada, de
certo modo, à nossa personalidade.
• A consciência individual sofreria a influência
de uma consciência coletiva, a qual seria fruto
da combinação das consciências individuais de
todos os homens ao mesmo tempo. A
consciência coletiva seria responsável pela
formação de nossos valores morais, de nossos
sentimentos comuns, daquilo que temos
como certo ou errado, honroso ou desonroso.
• Para Durkheim a consciência coletiva diria
respeito aos valores daquele grupo em que se
estaria inserido enquanto indivíduo, e seria
transmitida pela vida social, de geração em
geração por meio da educação, sendo decisiva
para nossa vida social. A soma da consciência
individual com a consciência coletiva formaria
o ser social, o qual teria uma vida social entre
os membros do grupo.
SOLIDARIEDADE MECÂNICA
• Para ele a solidariedade mecânica é
característica das sociedades ditas "primitivas" ou
"arcaicas", ou seja, em agrupamentos humanos
de tipo tribal formado por clãs.
• Nestas sociedades, os indivíduos que a integram
compartilham das mesmas noções e valores
sociais tanto no que se refere às crenças
religiosas como em relação aos interesses
materiais necessários a subsistência do grupo.
São justamente essa correspondência de valores
que irão assegurar a coesão social.
SOLIDARIEDADE ORGÂNICA
• a solidariedade orgânica que é a do tipo que
predomina nas sociedades ditas "modernas"
ou "complexas" do ponto de vista da maior
diferenciação individual e social (o conceito
deve ser aplicado às sociedades capitalistas).
Além de não compartilharem dos mesmos
valores e crenças sociais, os interesses
individuais são bastante distintos e a
consciência de cada indivíduo é mais
acentuada.
• Durkheim concebe as sociedades complexas
como grandes organismos vivos, onde os
órgãos são diferentes entre si (que neste caso
corresponde à divisão do trabalho), mas todos
dependem um do outro para o bom
funcionamento do ser vivo. A crescente
divisão social do trabalho faz aumentar
também o grau de interdependência entre os
indivíduos.
• Para garantir a coesão social, portanto, onde
predomina a solidariedade orgânica, a coesão
social não está assentada em crenças e valores
sociais, religiosos, na tradição ou nos
costumes compartilhados, mas nos códigos e
regras de conduta que estabelecem direitos e
deveres e se expressam em normas jurídicas:
isto é, o Direito.
FORDISMO-TAYLORISMO
UMA NOVA FORMA DE
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
FREDERICK TAYLOR

E

HENRY FORD
FORDISMO – SÉCULO XX
• O aperfeiçoamento contínuo dos sistemas
produtivos deu origem a uma divisão do
trabalho muito bem detalhada e encadeada.
• Referência a Henry Ford (1863-1947)- essas
mudanças foram implantadas na sua fábrica
de automóveis( o Ford modelo T) para o
consumo em massa.
• Estabeleceu a jornada de oito horas por 5
dólares ao dia.
TAYLORISMO- FINAL DO SÉCULOXIX
• Frederick Taylor (18651915) no seu livro
“Princípios de
administração
científica”:

• princípios científicos na
organização do
trabalho, buscando
maior racionalização do
processo produtivo.
FORDISMO E TAYLORISMO
• Amento de produtividade
com uso mais adequado
possível de horas
trabalhadas;
• Controle das atividades
dos trabalhadores;
• Divisão e parcelamento
das tarefas;

• Mecanização de parte das
atividades com
introdução da linha de
montagem;
• Sistema de recompensa e
punições.
• Desenvolveu um sistema
de planejamento e
criação de um setor de
especialistas na
administração.
ELTON MAYO
• (1880-1940), professor da Universidade de
Harvard (Estados Unidos);
• Buscou medidas para que evitassem o conflito
e promovessem o equilíbrio e a colaboração
no interior das empresas;
• Suas ideias procuravam valorizar os grupos de
referência dos trabalhadores, principalmente
o familiar, logo evitando um desenraizamento
dos operários.
AS TRANSFORMAÇÕES RECENTES
NO MUNDO DO TRABALHO
• Depois da década de 1970;
• Busca desenfreada por mais lucro;
• A recessão aumentou devido a crise do
petróleo;
• Surgimento de novas formas de flexibilização
do trabalho.
• Pós- fordismo ou acumulação flexível
FORMAS DE FLEXIBILIZAÇÃO
• A flexibilização dos processos de trabalho e
de produção - é quando ocorre a automação e
conseqüentemente a eliminação do controle
manual por parte do trabalhador.
• A flexibilização e mobilidade dos mercados
de trabalho- é quando os empregadores
começam a utilizar as mais diferentes formas
de trabalho(doméstica,autônoma,temporária,
terceirizada e outras).
O QUE É TERCEIRIZAÇÃO
• Terceirizar uma atividade nada mais é que repassar a
terceiros a sua realização. Em termos
empresariais, podemos dizer que é o repasse de uma
atividade MEIO a terceiros.
• A transferência de atividades para fornecedores
especializados, detentores de tecnologia própria e
moderna, que tenham esta atividade terceirizada como
sua atividade-fim, liberando a tomadora para
concentrar seus esforços gerenciais em seu negócio
principal, preservando e evoluindo em qualidade e
produtividade, reduzindo custos e ganhando
competitividade.
A SOCIEDADE SALARIAL
• O sociólogo francês Robert Castel em seu livro
“A metamorfose da questão social :uma
crônica do salário”destaca quatro aspectos
que parecem estar generalizando no mundo:
• A desestabilização dos estáveis;
• A precariedade do trabalho;
• O déficit de lugares;
• A qualificação do emprego.
Trabalho na sociedade moderna capitalista
Trabalho na sociedade moderna capitalista

Trabalho na sociedade moderna capitalista

  • 1.
    Trabalho na sociedademoderna capitalista
  • 3.
    O QUE ÉTRABALHO ? • é a atividade realizada pelos seres vivos (não somente os humanos) que modifica a natureza de modo a transformá-la para melhor satisfazer suas necessidades.
  • 4.
    KARL MARX EA DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO • É realizada no processo de desenvolvimento das sociedades, • Exemplo: - sociedades tribais (sexo e idade). • - Agricultura e o pastoreiro( funções divididas de quem plantava e quem cuidava dos animais)
  • 5.
    COM A FORMAÇÃODAS CIDADES • Divisão entre o trabalho rural (agricultura) e o trabalho urbano(comércio e indústria). • Para marx : a divisão social do trabalho numa sociedade gera a divisão em classes.
  • 6.
    SURGIMENTO DAS FÁBRICAS •A mecanização revolucionou o modo de produzir mercadorias, mas também colocou o trabalhador sobre suas ordens; • Marx afirma que o existe entre o trabalhador e o empresário é uma relação entre dois iguais. Ou seja, uma relação entre proprietários de mercadorias, mediante a compra e a venda da força de trabalho.
  • 7.
    KARL MARX • Mais-valiaé o termo usado para designar a disparidade entre o salário pago e o valor do trabalho produzido.
  • 8.
    MAIS-VALIA ABSOLUTA • Mais-valiaabsoluta consiste na intensificação do ritmo de trabalho, através de uma série de controles impostos aos operários, que incluem da mais severa vigilância a todos os seus atos na unidade produtiva até a cronometragem e determinação dos movimentos necessários à realização das suas tarefas. O capitalista obriga o trabalhador a trabalhar a um ritmo tal que, sem alterar a duração da jornada, produzem mais mercadorias e mais valor.
  • 9.
    MAIS-VALIA RELATIVA • Quandointroduzem diversas tecnologias e equipamentos visando aumentar a produção com o mesmo número de trabalhadores ( ou até menos) elevando a produtividade do trabalho, mas mantendo o mesmo salário gerando assim a mais-valia relativa.
  • 11.
    ÉMILE DURKHEIM EA COESÃO SOCIAL • Em seu livro “Da divisão do trabalho social”escrito no final do século XIX, procura demonstrar que a crescente especialização do trabalho promovida pela produção industrial moderna trouxe uma forma superior de solidariedade, e não de conflito.
  • 12.
    PARA DURKHEIM • Chegouà conclusão de que os laços que prenderiam os indivíduos uns aos outros nas mais diferentes sociedades seriam dados pela solidariedade social, sem a qual não haveria uma vida social, sendo esta solidariedade do tipo mecânica ou orgânica.
  • 13.
    SOLIDARIEDADE SOCIAL – CONSCIÊNCIACOLETIVA • Cada um de nós teria uma consciência própria (individual) a qual teria características peculiares e, por meio dela, tomaríamos nossas decisões e faríamos escolhas no dia a dia. A consciência individual estaria ligada, de certo modo, à nossa personalidade.
  • 14.
    • A consciênciaindividual sofreria a influência de uma consciência coletiva, a qual seria fruto da combinação das consciências individuais de todos os homens ao mesmo tempo. A consciência coletiva seria responsável pela formação de nossos valores morais, de nossos sentimentos comuns, daquilo que temos como certo ou errado, honroso ou desonroso.
  • 15.
    • Para Durkheima consciência coletiva diria respeito aos valores daquele grupo em que se estaria inserido enquanto indivíduo, e seria transmitida pela vida social, de geração em geração por meio da educação, sendo decisiva para nossa vida social. A soma da consciência individual com a consciência coletiva formaria o ser social, o qual teria uma vida social entre os membros do grupo.
  • 16.
    SOLIDARIEDADE MECÂNICA • Paraele a solidariedade mecânica é característica das sociedades ditas "primitivas" ou "arcaicas", ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs. • Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo. São justamente essa correspondência de valores que irão assegurar a coesão social.
  • 17.
    SOLIDARIEDADE ORGÂNICA • asolidariedade orgânica que é a do tipo que predomina nas sociedades ditas "modernas" ou "complexas" do ponto de vista da maior diferenciação individual e social (o conceito deve ser aplicado às sociedades capitalistas). Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada.
  • 18.
    • Durkheim concebeas sociedades complexas como grandes organismos vivos, onde os órgãos são diferentes entre si (que neste caso corresponde à divisão do trabalho), mas todos dependem um do outro para o bom funcionamento do ser vivo. A crescente divisão social do trabalho faz aumentar também o grau de interdependência entre os indivíduos.
  • 19.
    • Para garantira coesão social, portanto, onde predomina a solidariedade orgânica, a coesão social não está assentada em crenças e valores sociais, religiosos, na tradição ou nos costumes compartilhados, mas nos códigos e regras de conduta que estabelecem direitos e deveres e se expressam em normas jurídicas: isto é, o Direito.
  • 21.
    FORDISMO-TAYLORISMO UMA NOVA FORMADE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
  • 22.
  • 23.
    FORDISMO – SÉCULOXX • O aperfeiçoamento contínuo dos sistemas produtivos deu origem a uma divisão do trabalho muito bem detalhada e encadeada. • Referência a Henry Ford (1863-1947)- essas mudanças foram implantadas na sua fábrica de automóveis( o Ford modelo T) para o consumo em massa. • Estabeleceu a jornada de oito horas por 5 dólares ao dia.
  • 25.
    TAYLORISMO- FINAL DOSÉCULOXIX • Frederick Taylor (18651915) no seu livro “Princípios de administração científica”: • princípios científicos na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo.
  • 26.
    FORDISMO E TAYLORISMO •Amento de produtividade com uso mais adequado possível de horas trabalhadas; • Controle das atividades dos trabalhadores; • Divisão e parcelamento das tarefas; • Mecanização de parte das atividades com introdução da linha de montagem; • Sistema de recompensa e punições. • Desenvolveu um sistema de planejamento e criação de um setor de especialistas na administração.
  • 28.
    ELTON MAYO • (1880-1940),professor da Universidade de Harvard (Estados Unidos); • Buscou medidas para que evitassem o conflito e promovessem o equilíbrio e a colaboração no interior das empresas; • Suas ideias procuravam valorizar os grupos de referência dos trabalhadores, principalmente o familiar, logo evitando um desenraizamento dos operários.
  • 29.
  • 30.
    • Depois dadécada de 1970; • Busca desenfreada por mais lucro; • A recessão aumentou devido a crise do petróleo; • Surgimento de novas formas de flexibilização do trabalho. • Pós- fordismo ou acumulação flexível
  • 31.
    FORMAS DE FLEXIBILIZAÇÃO •A flexibilização dos processos de trabalho e de produção - é quando ocorre a automação e conseqüentemente a eliminação do controle manual por parte do trabalhador. • A flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho- é quando os empregadores começam a utilizar as mais diferentes formas de trabalho(doméstica,autônoma,temporária, terceirizada e outras).
  • 32.
    O QUE ÉTERCEIRIZAÇÃO • Terceirizar uma atividade nada mais é que repassar a terceiros a sua realização. Em termos empresariais, podemos dizer que é o repasse de uma atividade MEIO a terceiros. • A transferência de atividades para fornecedores especializados, detentores de tecnologia própria e moderna, que tenham esta atividade terceirizada como sua atividade-fim, liberando a tomadora para concentrar seus esforços gerenciais em seu negócio principal, preservando e evoluindo em qualidade e produtividade, reduzindo custos e ganhando competitividade.
  • 33.
    A SOCIEDADE SALARIAL •O sociólogo francês Robert Castel em seu livro “A metamorfose da questão social :uma crônica do salário”destaca quatro aspectos que parecem estar generalizando no mundo: • A desestabilização dos estáveis; • A precariedade do trabalho; • O déficit de lugares; • A qualificação do emprego.