MODELO DE REFERÊNCIA PARA
DESENVOLVIMENTO DE ARTEFATOS
DE APOIO AO ACESSO DOS
SURDOS AO AUDIOVISUAL

Ronnie Fagundes de Brito, MsC.
Alice T. Cybis Pereira, PhD.

EGC/UFSC
Estrutura


              Introdução:
                  Problemática e questão de pesquisa;
                  Objetivos;
                  Procedimentos metodológicos;
Introdução




                Fundamentação e ferramental;
                Proposta de modelo;
                Validação;
                Protótipo e cenários de uso;
                Conclusões.
Problemática


             A acessibilidade está intrinsecamente
               relacionada à usabilidade de ambientes
               digitais por usuários surdos que, por meio de
Introdução




               conteúdos [..] com a presença da Libras e
               com legendas em português para vídeos com
               áudio, podem encontrar possibilidades
               inclusivistas e de participação efetiva na
               Sociedade da Informação e do Conhecimento
               (CORRADI; VIDOTTI, 2007, p.13).
Problemática


              Para nós surdos, as legendas são algo
               estranho, representam um mundo de vozes que
               não são perfeitamente audíveis. Os sons que as
               legendas significam não fazem parte natural de
Introdução




               nossas vivências, não temos uma memória
               auditiva onde possam, confortavelmente, se
               instalar, são sempre arduamente armazenados
               por meio de uma série de estratégias de
               articulações de informações. A isto se soma a
               velocidade com que devem ser mostradas e
               substituídas (REICHERT, 2006, p. 66).
Problemática


             Entre usuários surdos, nem todos possuem
               nível de alfabetização no português
               adequado à leitura de legendas, e nem todos
Introdução




               se comunicam por meio da Língua Brasileira
               de Sinais (Libras), de forma que se deve
               disponibilizar a legenda tanto em português
               quanto em Libras, sempre oferecendo acesso
               visual à informação sonora (TORRES;
               MAZZONI; ALVES, 2002).
Questão de Pesquisa


             Como apoiar a produção dos artefatos para
               acessibilidade dos surdos ao audiovisual
               digital?
Introdução
Objetivo Geral


              Propor um modelo de referência que integre
               processos, métodos e técnicas na produção
               de artefatos de apoio à acessibilidade dos
Introdução




               surdos ao conteúdo audiovisual digital.
Objetivos Específicos


              Caracterizar os diferentes perfis de surdos;
              Identificar e caracterizar os artefatos que
               permitem o acesso de surdos ao audiovisual;
              Integrar os processos e mídias existentes para
Introdução




               produção destes artefatos em um modelo de
               referência;
              Desenvolver uma implementação de referência;
              Apresentar cenários de uso com produção e
               fruição de conteúdos com acessibilidade aos
               surdos.
Procedimentos Metodológicos
Introdução
Procedimentos Metodológicos


              Caracterização da pesquisa:
                Natureza aplicada;
                Abordagem qualitativa;
Introdução




                Documental de fontes;
                Documental de observadores.
Fundamentação


                 Surdos;
                 Ambientes;
Fundamentação




                 Tradução.
Fundamentação - Surdos


                   Enquanto que surdos usuário de Línguas de
                   Sinais estão mais próximos de uma
                   ‘massificação’ da cultura surda, que tem na
Fundamentação




                   língua de sinais a sua manifestação maior
                   de cultura; os oralizados se aproximam
                   mais das manifestações da cultura
                   ouvinte, onde privilegia-se a habilidade da
                   fala e eficácia em leitura labial
                   (MELLO, 2001, sem paginação).
Fundamentação - Surdos

                   Ao contrário do que se pensa, os surdos têm maior
                   dificuldade de leitura na língua oral de seu
                   país, porque esta funciona como segunda língua
                   para eles, sendo a língua de sinais sua primeira
Fundamentação




                   língua. Essa visão bilíngue vem sendo absorvida
                   vagarosamente, visto que o bilinguismo só começou
                   a ser discutido a partir de 2002 com o
                   reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais [..]
                   como a língua da comunidade surda do nosso país
                   [..]. Na verdade, os surdos brasileiros ainda
                   aprendem o português como língua
                   materna, apresentando, por essa razão, baixa
                   proficiência no idioma, principalmente no que diz
                   respeito à leitura e escrita (ARAUJO, 2008, p.63).
Fundamentação - Surdos
Fundamentação




                      Figura 11: Exemplo de correspondência entre sinais e escrita de sinais.
                      Fonte: Silva (2009, p.66)




                   Sutton e Frost (2011)
                                                                    Parkhurst e Parkhurst (2010)
Fundamentação - Surdos
Fundamentação




                Figura 33: Opinião de surdos sobre uso de software de
                comunicação por escrita de sinais.
                Fonte: Souza e Pinto (2003).
Fundamentação - Surdos
Fundamentação
Fundamentação – Ambientes de Acesso
Fundamentação
Fundamentação – Tradução

                  Modalidades de tradução (Jakobson, 1995):
                    Interlinguística;
                    Intersemiótica;
Fundamentação




                    Intralinguística.


                  Estratégias de tradução de LS (Segala, 2010):
                    Domesticação;
                    Extrageirização;
                    Minorizante.
Fundamentação – Tradução


                O tradutor de Libras deve pertencer à cultura
                  surda, ter boas raízes culturais e uma boa
                  experiência na vida social em ambas as
Fundamentação




                  línguas; deve conhecer profundamente as
                  várias nuances das duas culturas, encarando
                  não só a estrutura linguística, mas também a
                  vida cultural de uma sociedade como fatos
                  semióticos (SEGALA, 2010, p. 8).
Fundamentação – Tradução
                Quadro 4: modalidades de tradução para o acesso do surdo ao audiovisual e artefatos resultantes
                                         Português                                 Libras
                                         Oral               Escrito                Gestual                         Escrito
                                         Intralinguística   Intersemiótica       e Intersemiótica      e           Intersemiótica       e
                                         Dublagem oral      intralinguística,      interlingüística,               interlingüística,
                                                            produzindo legendas resultando em legenda              gerando texto       em
                                                            textuais em português com intérprete de LS             escrita de sinais
                                                            a partir da informação
                             Oral



                                                            sonora
                                                            Intralinguística, permit   Intersemiótica       e Interlinguístico,
                                                            indo a criação de          interlinguística,      gerando texto            em
Fundamentação




                                                            legendas            com    resultando em vídeo escrita de sinais
                 Português




                                                            diferentes níveis de       com intérprete de LS
                             Escrito




                                                            condensação           de
                                                            conteúdo
                                                                                       Intralinguístico, refleti   Intralinguística     e
                                                                                       ndo diferenças de           intersemiótico,
                                                                                       interpretação devido        produzindo legendas
                                                                                       às             diferença    textuais em sistema
                                                                                       regionais, resultando       de escrita de sinais
                                                                                       em                 vídeo
                                                                                       com intérprete de LS
                             Gestual




                                                                                                                   Intralinguística que
                                                                                                                   gera          legendas
                                                                                                                   multiníveis em escrita
                                                                                                                   de sinais, podendo
                                                                                                                   haver variação no
                             Escrito
                 Libras




                                                                                                                   sistema de escrita
                                                                                                                   utilizado
Ferramental


               Legendas em língua oral;
               Legendas em língua de sinais;
               Glossários;
Ferramental




               Sistemas de tradução automática.
Legendas em Língua Oral


               Velocidade de leitura;
               Densidade semântica;
Ferramental




               Possibilidade de escolha do tamanho e
                posicionamento (VY; FELS, 2009, 2010);

               Legendagem multinível (NEVES, 2005);
Legendas em Língua Oral


                Isto significa a possibilidade de escolha entre um número de
                   tipos graduais de legendas, partindo de uma legendagem
                   textual direta até legendas editadas e adaptadas às
                   necessidades de diferentes leitores. Adicionalmente, a
                   possibilidade de escolha permitirá aos espectadores
Ferramental




                   definirem qual tipo de conteúdo desejam incluir em suas
                   legendas: informações extras sobre efeitos sonoros e
                   música, cores ou posicionamento, entre outros. O
                   tamanho das legendas também deve ser
                   modificável, atendendo as necessidades de pessoas
                   que, além da imparidade auditiva, pode também possuir
                   baixa visão, uma condição comum em uma sociedade
                   que está envelhecendo (NEVES, 2005, p.316, tradução
                   nossa).
Legendas em Língua Oral


              As legendas para surdos devem condensar
                aproximadamente 30% daquilo que é falado, ou
                seja, para cada 1s de fala, devemos traduzir o
                que foi dito com 14 caracteres
Ferramental




                (ARAUJO, 2008, p.74).

              Pessoas com dificuldade de audição e boa leitura se
                saem melhor a uma taxa de 180 palavras por
                minuto, enquanto que leitores surdos foram
                melhores com uma taxa menor, de 130 palavras
                por minuto (BURNHAM et al., 2008).
Legendas em Língua de Sinais


               Vídeo com intérprete;
                 Aspecto do intérprete;
                 Real x virtual;
Ferramental




                 Codificação do vídeo;
                 Dimensionamento da janela.



               Escrita de sinais.
Legendas em Língua de Sinais
Ferramental
Legendas em Língua de Sinais


               Codificação de vídeo;
Ferramental




              quadro original   codificação com priorização   codificação com priorização
                                de áreas de interesse em LS   da qualidade do vídeo
                                (inteligibilidade)


                                                          Ciaramello, Ko, Hemami (2010)
Legendas em Língua de Sinais


               Uso de escrita de sinais
Ferramental
Ferramental
              Glossários
Sistemas de Tradução Automática



               Reconhecimento de vídeo de LS;
               Geração de vídeo de LS a partir do
Ferramental




                reconhecimento de voz;
               Síntese de LS com intérpretes virtuais.
Sistemas de Tradução Automática
Ferramental




               Figura 57: Visão geral de sistemas de sinais que utilizam avatares
               Fonte: Traduzido de Kuroda et al. (2004)
Sistemas de Tradução Automática
Ferramental
Modelo de Referência


                      Casos de uso;
Proposta de Modelo




                      Classes de entidades;
                      Modelos de atividades;
Modelo de Referência – Casos de Uso
Proposta de Modelo




                                 Figura 80: Modelo de casos de uso para o acesso do surdo ao audiovisual.
Modelo de Referência – Casos de Uso


                      Casos de uso;
Proposta de Modelo




                      Classes de entidades;
                      Modelos de atividades;




                      Figura 92: Modelo de casos de uso para produção de artefatos de apoio atualizado.
Modelo de Referência – Classes de
                     Entidades

                      Casos de uso;
Proposta de Modelo




                     Figura 81: Hierarquia de classes de artefatos para acessibilidade ao
                     audiovisual.
Modelo de Referência – Classes de
                     Entidades
Proposta de Modelo




                       Figura 82: Tipos de técnicas para produção de legendas com LS.
Modelo de Referência – Atividades
Proposta de Modelo




                     Figura 85: Sequência de atividades para produção de legendas em texto. oral
Modelo de Referência – Atividades
Proposta de Modelo




                     Figura 86: Sequência de atividades para produção de legenda com vídeo.
Modelo de Referência – Atividades
Proposta de Modelo




                     Figura 87: Atividades para produção de legendas em escrita de sinais.
Modelo de Referência – Atividades
Proposta de Modelo




                     Figura 88: Atividades para produção de legenda de LS com avatares.
Proposta de Modelo




                     Figura 90: Modelo de alternativas de processos e
                     artefatos para produção de legendas
Integração de Iniciativas
Proposta de Modelo
Validação


                      Método Delphi;
Proposta de Modelo




                      35 recomendações derivadas do modelo;
                        Atores;
                        Artefatos;
                        Processos de produção.
                      Duas rodadas:
                        1ª rodada com 18 respostas;
                        2ª rodada com 8 respostas;
Proposta de Modelo
                     Validação
Proposta de Modelo
                     Validação
Validação
                      A simplificação do texto como única opção tende a criar um
                         espectador mais desinformado do que outros.
                        Não concordo com a legenda em língua de sinais SE o programa
                         for para adultos, porque já devem ter necessária proficiência em
                         língua portuguesa, como cidadãos brasileiros.Para crianças
Proposta de Modelo




                         surdas sim, deveria ser em, língua de sinais sinalizada. Nunca em
                         escrita de sinais, pois considero uma maneira a mais de
                         diferenciar a comunicação, dificultando-a, portanto.
                        Não concordo com o uso de avatares.
                        Acredito que o avanço da tecnologia permite que os avatares
                         atendam satisfatoriamente aos objetivos de comunicação com
                         legenda em Libras.
                        Escrita de sinais é mais um recurso de separação entre as línguas
                         e vai contra o bilinguismo. O surdo tem que se concentrar em
                         aprender a ler e escrever bem o português.
Implementação de Referência -
                      Protótipo
Aplicação do Modelo
Implementação de Referência
Aplicação do Modelo
Implementação de Referência
Aplicação do Modelo




                      Figura 96: Interface do Moviemasher adaptada à tarefa de tradução/ composição de audiovisual acessível para operação de sistema
                      desenvolvido a partir do modelo de referência proposto.
Implementação de Referência
Aplicação do Modelo




                      Figura 101: Integração do editor de texto de sinais ao editor de legendas.
Implementação de Referência
Aplicação do Modelo
Cenários de Uso


                       Vídeo educativo na web;
Aplicação do Modelo




                       Telenovela na TV digital;
                       Previsão do tempo na web;
                       Transcrição de vídeo em LS.
Aplicação do Modelo
                      Cenários de Uso
Aplicação do Modelo
                      Cenários de Uso
Cenários de Uso
Aplicação do Modelo




                      Figura 111: Transcrição bilíngue criada por Adam Frost.
Aplicação do Modelo
                      Cenários de Uso
Resultados


              Caracterização dos públicos surdos e dos
               artefatos que permitem seu acesso ao
               audiovisual;
Conclusões




              Integração de processos e mídias para
               produção de artefatos em um modelo de
               referência;
              Implementação de referência;
              Cenários de uso com produção e fruição de
               conteúdos com acessibilidade aos surdos.
Resultados


              Identificação dos papéis e atividades
               associados à produção dos artefatos;
Conclusões




              Proposta de uso de escrita de sinais na
               legendagem, favorecendo o
               compartilhamento do conhecimento;
Resultados


              Mapeamento de alternativas aplicáveis;
              Editor de legendas on-line;
Conclusões




              Definição de formato para legendas em
               escrita de sinais;
              Tocador de legendas para TV digital;
Conclusões


              Carência de artefatos adequados;
              Tipos de legendas e perfis de usuários;
Conclusões




              Abordagem bilíngue;
              Uso intensivo dos glossários;
              Limitações das plataformas de entrega;
              Sistemas de tradução automática.
Pesquisas Futuras


              Padronização de sinais;
              Aprimoramento dos artefatos;
Conclusões




              Definição de diretrizes para uso de escrita de
               sinais na legendas;
              Aplicar a implementação de referência em
               comunidade de prática de tradução;
              Aprimoramento do modelo.
 Obrigado!
Conclusões

Tese

  • 1.
    MODELO DE REFERÊNCIAPARA DESENVOLVIMENTO DE ARTEFATOS DE APOIO AO ACESSO DOS SURDOS AO AUDIOVISUAL Ronnie Fagundes de Brito, MsC. Alice T. Cybis Pereira, PhD. EGC/UFSC
  • 2.
    Estrutura  Introdução:  Problemática e questão de pesquisa;  Objetivos;  Procedimentos metodológicos; Introdução  Fundamentação e ferramental;  Proposta de modelo;  Validação;  Protótipo e cenários de uso;  Conclusões.
  • 3.
    Problemática A acessibilidade está intrinsecamente relacionada à usabilidade de ambientes digitais por usuários surdos que, por meio de Introdução conteúdos [..] com a presença da Libras e com legendas em português para vídeos com áudio, podem encontrar possibilidades inclusivistas e de participação efetiva na Sociedade da Informação e do Conhecimento (CORRADI; VIDOTTI, 2007, p.13).
  • 4.
    Problemática Para nós surdos, as legendas são algo estranho, representam um mundo de vozes que não são perfeitamente audíveis. Os sons que as legendas significam não fazem parte natural de Introdução nossas vivências, não temos uma memória auditiva onde possam, confortavelmente, se instalar, são sempre arduamente armazenados por meio de uma série de estratégias de articulações de informações. A isto se soma a velocidade com que devem ser mostradas e substituídas (REICHERT, 2006, p. 66).
  • 5.
    Problemática Entre usuários surdos, nem todos possuem nível de alfabetização no português adequado à leitura de legendas, e nem todos Introdução se comunicam por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), de forma que se deve disponibilizar a legenda tanto em português quanto em Libras, sempre oferecendo acesso visual à informação sonora (TORRES; MAZZONI; ALVES, 2002).
  • 6.
    Questão de Pesquisa Como apoiar a produção dos artefatos para acessibilidade dos surdos ao audiovisual digital? Introdução
  • 7.
    Objetivo Geral  Propor um modelo de referência que integre processos, métodos e técnicas na produção de artefatos de apoio à acessibilidade dos Introdução surdos ao conteúdo audiovisual digital.
  • 8.
    Objetivos Específicos  Caracterizar os diferentes perfis de surdos;  Identificar e caracterizar os artefatos que permitem o acesso de surdos ao audiovisual;  Integrar os processos e mídias existentes para Introdução produção destes artefatos em um modelo de referência;  Desenvolver uma implementação de referência;  Apresentar cenários de uso com produção e fruição de conteúdos com acessibilidade aos surdos.
  • 9.
  • 10.
    Procedimentos Metodológicos  Caracterização da pesquisa:  Natureza aplicada;  Abordagem qualitativa; Introdução  Documental de fontes;  Documental de observadores.
  • 11.
    Fundamentação  Surdos;  Ambientes; Fundamentação  Tradução.
  • 12.
    Fundamentação - Surdos Enquanto que surdos usuário de Línguas de Sinais estão mais próximos de uma ‘massificação’ da cultura surda, que tem na Fundamentação língua de sinais a sua manifestação maior de cultura; os oralizados se aproximam mais das manifestações da cultura ouvinte, onde privilegia-se a habilidade da fala e eficácia em leitura labial (MELLO, 2001, sem paginação).
  • 13.
    Fundamentação - Surdos Ao contrário do que se pensa, os surdos têm maior dificuldade de leitura na língua oral de seu país, porque esta funciona como segunda língua para eles, sendo a língua de sinais sua primeira Fundamentação língua. Essa visão bilíngue vem sendo absorvida vagarosamente, visto que o bilinguismo só começou a ser discutido a partir de 2002 com o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais [..] como a língua da comunidade surda do nosso país [..]. Na verdade, os surdos brasileiros ainda aprendem o português como língua materna, apresentando, por essa razão, baixa proficiência no idioma, principalmente no que diz respeito à leitura e escrita (ARAUJO, 2008, p.63).
  • 14.
    Fundamentação - Surdos Fundamentação Figura 11: Exemplo de correspondência entre sinais e escrita de sinais. Fonte: Silva (2009, p.66) Sutton e Frost (2011) Parkhurst e Parkhurst (2010)
  • 15.
    Fundamentação - Surdos Fundamentação Figura 33: Opinião de surdos sobre uso de software de comunicação por escrita de sinais. Fonte: Souza e Pinto (2003).
  • 16.
  • 17.
    Fundamentação – Ambientesde Acesso Fundamentação
  • 18.
    Fundamentação – Tradução  Modalidades de tradução (Jakobson, 1995):  Interlinguística;  Intersemiótica; Fundamentação  Intralinguística.  Estratégias de tradução de LS (Segala, 2010):  Domesticação;  Extrageirização;  Minorizante.
  • 19.
    Fundamentação – Tradução O tradutor de Libras deve pertencer à cultura surda, ter boas raízes culturais e uma boa experiência na vida social em ambas as Fundamentação línguas; deve conhecer profundamente as várias nuances das duas culturas, encarando não só a estrutura linguística, mas também a vida cultural de uma sociedade como fatos semióticos (SEGALA, 2010, p. 8).
  • 20.
    Fundamentação – Tradução Quadro 4: modalidades de tradução para o acesso do surdo ao audiovisual e artefatos resultantes Português Libras Oral Escrito Gestual Escrito Intralinguística Intersemiótica e Intersemiótica e Intersemiótica e Dublagem oral intralinguística, interlingüística, interlingüística, produzindo legendas resultando em legenda gerando texto em textuais em português com intérprete de LS escrita de sinais a partir da informação Oral sonora Intralinguística, permit Intersemiótica e Interlinguístico, indo a criação de interlinguística, gerando texto em Fundamentação legendas com resultando em vídeo escrita de sinais Português diferentes níveis de com intérprete de LS Escrito condensação de conteúdo Intralinguístico, refleti Intralinguística e ndo diferenças de intersemiótico, interpretação devido produzindo legendas às diferença textuais em sistema regionais, resultando de escrita de sinais em vídeo com intérprete de LS Gestual Intralinguística que gera legendas multiníveis em escrita de sinais, podendo haver variação no Escrito Libras sistema de escrita utilizado
  • 21.
    Ferramental  Legendas em língua oral;  Legendas em língua de sinais;  Glossários; Ferramental  Sistemas de tradução automática.
  • 22.
    Legendas em LínguaOral  Velocidade de leitura;  Densidade semântica; Ferramental  Possibilidade de escolha do tamanho e posicionamento (VY; FELS, 2009, 2010);  Legendagem multinível (NEVES, 2005);
  • 23.
    Legendas em LínguaOral Isto significa a possibilidade de escolha entre um número de tipos graduais de legendas, partindo de uma legendagem textual direta até legendas editadas e adaptadas às necessidades de diferentes leitores. Adicionalmente, a possibilidade de escolha permitirá aos espectadores Ferramental definirem qual tipo de conteúdo desejam incluir em suas legendas: informações extras sobre efeitos sonoros e música, cores ou posicionamento, entre outros. O tamanho das legendas também deve ser modificável, atendendo as necessidades de pessoas que, além da imparidade auditiva, pode também possuir baixa visão, uma condição comum em uma sociedade que está envelhecendo (NEVES, 2005, p.316, tradução nossa).
  • 24.
    Legendas em LínguaOral As legendas para surdos devem condensar aproximadamente 30% daquilo que é falado, ou seja, para cada 1s de fala, devemos traduzir o que foi dito com 14 caracteres Ferramental (ARAUJO, 2008, p.74). Pessoas com dificuldade de audição e boa leitura se saem melhor a uma taxa de 180 palavras por minuto, enquanto que leitores surdos foram melhores com uma taxa menor, de 130 palavras por minuto (BURNHAM et al., 2008).
  • 25.
    Legendas em Línguade Sinais  Vídeo com intérprete;  Aspecto do intérprete;  Real x virtual; Ferramental  Codificação do vídeo;  Dimensionamento da janela.  Escrita de sinais.
  • 26.
    Legendas em Línguade Sinais Ferramental
  • 27.
    Legendas em Línguade Sinais  Codificação de vídeo; Ferramental quadro original codificação com priorização codificação com priorização de áreas de interesse em LS da qualidade do vídeo (inteligibilidade) Ciaramello, Ko, Hemami (2010)
  • 28.
    Legendas em Línguade Sinais  Uso de escrita de sinais Ferramental
  • 29.
    Ferramental Glossários
  • 30.
    Sistemas de TraduçãoAutomática  Reconhecimento de vídeo de LS;  Geração de vídeo de LS a partir do Ferramental reconhecimento de voz;  Síntese de LS com intérpretes virtuais.
  • 31.
    Sistemas de TraduçãoAutomática Ferramental Figura 57: Visão geral de sistemas de sinais que utilizam avatares Fonte: Traduzido de Kuroda et al. (2004)
  • 32.
    Sistemas de TraduçãoAutomática Ferramental
  • 33.
    Modelo de Referência  Casos de uso; Proposta de Modelo  Classes de entidades;  Modelos de atividades;
  • 34.
    Modelo de Referência– Casos de Uso Proposta de Modelo Figura 80: Modelo de casos de uso para o acesso do surdo ao audiovisual.
  • 35.
    Modelo de Referência– Casos de Uso  Casos de uso; Proposta de Modelo  Classes de entidades;  Modelos de atividades; Figura 92: Modelo de casos de uso para produção de artefatos de apoio atualizado.
  • 36.
    Modelo de Referência– Classes de Entidades  Casos de uso; Proposta de Modelo Figura 81: Hierarquia de classes de artefatos para acessibilidade ao audiovisual.
  • 37.
    Modelo de Referência– Classes de Entidades Proposta de Modelo Figura 82: Tipos de técnicas para produção de legendas com LS.
  • 38.
    Modelo de Referência– Atividades Proposta de Modelo Figura 85: Sequência de atividades para produção de legendas em texto. oral
  • 39.
    Modelo de Referência– Atividades Proposta de Modelo Figura 86: Sequência de atividades para produção de legenda com vídeo.
  • 40.
    Modelo de Referência– Atividades Proposta de Modelo Figura 87: Atividades para produção de legendas em escrita de sinais.
  • 41.
    Modelo de Referência– Atividades Proposta de Modelo Figura 88: Atividades para produção de legenda de LS com avatares.
  • 42.
    Proposta de Modelo Figura 90: Modelo de alternativas de processos e artefatos para produção de legendas
  • 43.
  • 44.
    Validação  Método Delphi; Proposta de Modelo  35 recomendações derivadas do modelo;  Atores;  Artefatos;  Processos de produção.  Duas rodadas:  1ª rodada com 18 respostas;  2ª rodada com 8 respostas;
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    Validação  A simplificação do texto como única opção tende a criar um espectador mais desinformado do que outros.  Não concordo com a legenda em língua de sinais SE o programa for para adultos, porque já devem ter necessária proficiência em língua portuguesa, como cidadãos brasileiros.Para crianças Proposta de Modelo surdas sim, deveria ser em, língua de sinais sinalizada. Nunca em escrita de sinais, pois considero uma maneira a mais de diferenciar a comunicação, dificultando-a, portanto.  Não concordo com o uso de avatares.  Acredito que o avanço da tecnologia permite que os avatares atendam satisfatoriamente aos objetivos de comunicação com legenda em Libras.  Escrita de sinais é mais um recurso de separação entre as línguas e vai contra o bilinguismo. O surdo tem que se concentrar em aprender a ler e escrever bem o português.
  • 48.
    Implementação de Referência- Protótipo Aplicação do Modelo
  • 49.
  • 50.
    Implementação de Referência Aplicaçãodo Modelo Figura 96: Interface do Moviemasher adaptada à tarefa de tradução/ composição de audiovisual acessível para operação de sistema desenvolvido a partir do modelo de referência proposto.
  • 51.
    Implementação de Referência Aplicaçãodo Modelo Figura 101: Integração do editor de texto de sinais ao editor de legendas.
  • 52.
  • 53.
    Cenários de Uso  Vídeo educativo na web; Aplicação do Modelo  Telenovela na TV digital;  Previsão do tempo na web;  Transcrição de vídeo em LS.
  • 54.
    Aplicação do Modelo Cenários de Uso
  • 55.
    Aplicação do Modelo Cenários de Uso
  • 56.
    Cenários de Uso Aplicaçãodo Modelo Figura 111: Transcrição bilíngue criada por Adam Frost.
  • 57.
    Aplicação do Modelo Cenários de Uso
  • 58.
    Resultados  Caracterização dos públicos surdos e dos artefatos que permitem seu acesso ao audiovisual; Conclusões  Integração de processos e mídias para produção de artefatos em um modelo de referência;  Implementação de referência;  Cenários de uso com produção e fruição de conteúdos com acessibilidade aos surdos.
  • 59.
    Resultados  Identificação dos papéis e atividades associados à produção dos artefatos; Conclusões  Proposta de uso de escrita de sinais na legendagem, favorecendo o compartilhamento do conhecimento;
  • 60.
    Resultados  Mapeamento de alternativas aplicáveis;  Editor de legendas on-line; Conclusões  Definição de formato para legendas em escrita de sinais;  Tocador de legendas para TV digital;
  • 61.
    Conclusões  Carência de artefatos adequados;  Tipos de legendas e perfis de usuários; Conclusões  Abordagem bilíngue;  Uso intensivo dos glossários;  Limitações das plataformas de entrega;  Sistemas de tradução automática.
  • 62.
    Pesquisas Futuras  Padronização de sinais;  Aprimoramento dos artefatos; Conclusões  Definição de diretrizes para uso de escrita de sinais na legendas;  Aplicar a implementação de referência em comunidade de prática de tradução;  Aprimoramento do modelo.
  • 63.

Notas do Editor

  • #10 Pesquisa bibliografica 1375 artigos, 50 artigos referenciados637 teses e dissertacoes, 5 teses e 11 dissertacoes referenciadas
  • #13 Diferentes identidades surdas
  • #15 As LS, a Libras e sua gramática.Escrita de sinais.
  • #17 Educação bilingue
  • #59 TSWML