© 2012 Ministério da Saúde.
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que
não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens
desta obra é da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Bi-
blioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: <http://www.saude.gov.br/bvs>.




Tiragem: 1ª edição – 2012 – 5.000 exemplares



Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria-Executiva
Endereço: Esplanada dos Ministérios, bloco G, 5º andar, sala 546
70058-900 Brasília/DF
Tels.: (61) 3315-3580/2531
Fax: (61) 3315-0000




Impresso no Brasil / Printed in Brazil




                                      Ficha Catalográfica
____________________________________________________________________________________________

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva.
   Ministério da Saúde e municípios : juntos pelo acesso integral e de qualidade à saúde / Ministério da Saúde.
Secretaria-Executiva – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.

   52 p. : il. – (Série F. Textos Básicos de Saúde)

1. Sistema Único de Saúde. 2. Administração em saúde. 3. Acesso aos serviços de Saúde. I. Título. II. Série.

                                                                                     CDU 614
____________________________________________________________________________________________

        Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2012/0154
Apresentação
                          APRESENTAçÃO




O Governo Federal segue no esforço diário de colocar a saúde no
centro do desenvolvimento econômico e social do Brasil, além
de aperfeiçoar e executar ações em benefício da sociedade bra-
sileira. Dessa forma, manter relação próxima com os prefeitos é
fundamental para melhoria constante da saúde no País.

A proposta desta publicação é apresentar aos munícipios as prin-
cipais ações desenvolvidas para o Sistema Único de Saúde (SUS),
como o novo modelo para a atenção básica, focado no esforço de
melhorar a qualidade do atendimento e ampliar o acesso; a hu-
manização no atendimento aos usuários do sistema; a formação
e a qualificação de mais médicos e outros profissionais de saúde;
a prevenção de doenças e a promoção da saúde; e o combate ao
desperdício de recursos e o aprimoramento da gestão.

A publicação também traz informações sobre os programas
estratégicos do Ministério da Saúde, como a rede Saúde Mais
Perto de Você, o Saúde Toda Hora, que está reorganizando a
atenção a urgências e emergências em todo o País, a Rede Cego-
nha, que garante a todas as brasileiras atenção integral, desde
a confirmação da gravidez até os dois primeiros anos de vida
do bebê, a Rede de Atenção do Crack, É Possível Vencer, que dá
assistência a pessoas com problemas com crack, álcool e outras
drogas, além de outros programas.

O objetivo do Governo Federal, ao apresentar todas essas ações
na saúde, é contribuir para aprofundar cada vez mais as relações
interfederativas e instituir os instrumentos da gestão comparti-
lhada do Sistema Único de Saúde.

Nesse sentido, o Governo Federal conta com a adesão dos mu-
nicípios a programas e projetos do Ministério da Saúde, pois o
planejamento do SUS deve ser desenvolvido de forma contínua,
articulada, integrada e solidária com os agentes nos municípios.
sumário
                             APRESENTAçÃO




6    Ministério investe na
     melhoria do atendimento
     nos municípios




         Mais profissionais de
         saúde para atender a    26
                   população




     Ações previnem doenças
32   e promovem uma vida
     mais saudável




      Complexo industrial da
       saúde contribui para o    42
     desenvolvimento do País




     Medidas facilitam
44 controle social e dão mais
     transparência ao SUS
Qualidade na atenção básica
Equipes     que      atingirem        bom
desempenho poderão receber até
o dobro de repasses de recursos
do Ministério da Saúde

Como forma de incentivar os municí-
pios a se esforçarem no atendimento
ao usuário do SUS, o Ministério da Saú-
de vai avaliar as equipes de saúde da
Atenção Básica e aumentar o repasse
para aquelas que conseguirem desem-
penho positivo. As equipes que
atingirem padrões de qualidade
poderão receber até o dobro
de recursos por mês. A ação
faz parte do Programa Nacio-
nal de Melhoria do Acesso e da
                                                          R$ 800 milhões para as    o atendimento prestado, o tempo de
Qualidade da Atenção Básica
                                                          equipes bem avaliadas     espera, a infraestrutura e as condi-
(PMAQ), que busca a amplia-
                                                          pelo PMAQ apenas          ções de funcionamento da unidade,
ção do acesso e a melhoria do
                                                          em 2012.                  a disponibilidade de medicamentos,
atendimento, com garantia de
                                                                                    entre outras dimensões. Este conjun-
um padrão de qualidade.
                                            O PMAQ está organizado em qua-          to de critérios compõe uma certifica-
                                            tro fases que se complementam e         ção, pelo qual será definido o desem-
Essa estratégia visa à avaliação de         formam um ciclo contínuo de me-         penho das equipes.
17.502 Equipes de Saúde da Família          lhoria do acesso e da qualidade da
(ESF), que atendem 3.972 municí-            atenção básica: Adesão e Contratua-     O PMAQ está dentro da estratégia
pios brasileiros. Criado em 2011, o         lização; Desenvolvimento; Avaliação     Saúde Mais Perto de Você, cujo obje-
PMAQ destina mais recursos para             Externa; e Recontratualização.          tivo é incentivar os gestores locais do
as Unidades Básicas de Saúde (UBS)                                                  SUS a melhorar o padrão de qualida-
que cumprem metas na qualificação           Para definição da qualidade das equi-   de da assistência oferecida aos usuá-
do trabalhado das equipes de saú-           pes, os avaliadores entrevistarão       rios nas UBS e por meio das equipes
de. Ao todo, serão destinados quase         usuários e profissionais e analisarão   de Atenção Básica de Saúde.



Trabalho das equipes será acompanhado e avaliado
                                            A primeira fase do PMAQ consiste        toramento; Educação Permanente; e
                                            na adesão ao programa, por meio da      Apoio Institucional.
                                            contratualização de compromissos e
                                            de 47 indicadores que foram firma-      A terceira fase consiste na avaliação
                                            dos entre as equipes de Atenção Bá-     externa realizada pelo Ministério da
                                            sica e os gestores municipais, e des-   Saúde em parceria com universidades
                                            tes com o Ministério da Saúde.          de todo o Brasil em cada município in-
                                                                                    tegrante do programa.
                                            A segunda fase se baseia no desen-
                                            volvimento do conjunto de ações que     Finalmente, a quarta fase envolve
                                            visam apoiar as equipes de Atenção      uma nova etapa de pactuação de
                                            Básica na implantação de mudanças       compromissos para melhoria do
                                            para a melhoria do acesso e da qua-     acesso e da qualidade, com o incre-
                                            lidade. Esta fase está organizada em    mento de novos padrões e indicado-
                                            quatro dimensões: Avaliação; Moni-      res de qualidade.

    6   Ministério da Saúde e Municípios
PAB Fixo receberá mais R$ 1,9 bilhão em investimentos
O Ministério da Saúde garantiu           centual da população em extrema            do Ministério da Saúde R$ 900 mil
R$ 1,9 bilhão a mais no orçamento        pobreza, densidade demográfi-              destinados à atenção básica, passa-
deste ano para o reforço da atenção      ca, Produto Interno Bruto (PIB) do         rá a receber R$ 1,2 milhão este ano.
básica. Deste total, R$ 500 milhões      município, população com plano             Os municípios podem destinar esse
serão utilizados para construção e       de saúde, quantidade de pessoas            recurso para custear as UBS, pagar os
ampliação das Unidades Básicas de        que recebem Bolsa Família, entre           salários dos profissionais de saúde e
Saúde. O investimento vai ajudar a       outras variáveis. Com o reajuste, o        adquirir insumos, entre outros.
diminuir a diferença entre as grandes    valor mínimo repassado pelo minis-
cidades e os municípios menores na       tério por habitante, comparando-           Já o PAB Variável é destinado à imple-
assistência à população. Os recursos     -se entre 2010 e 2012, passou de           mentação de programas estratégicos
adicionais correspondem a um reajus-     R$ 18 para R$ 25 em 70% dos mu-            do Governo Federal, como o Saúde
te de 14,3% nas partes fixa e variável   nicípios brasileiros (3.903 cidades).      da Família, o Saúde Bucal e o PMAQ,
do Piso de Atenção Básica (PAB).         O aumento foi de 38,8% no período.         um componente de qualidade criado
                                                                                    ano passado, que destina mais recur-
O chamado PAB Fixo é calculado           Tal crescimento significa que, por         sos para as UBS que cumprirem me-
por habitante e leva em conta as         exemplo, uma cidade com 50 mil             tas na qualificação dos trabalhadores
características locais, como per-        moradores, que em 2010 recebia             das equipes de saúde.



  Governo investe na infraestrutura das unidades
  Para reforçar a atenção básica e
  levar mais qualidade e humaniza-
  ção no atendimento aos usuários
  do SUS, estão sendo investidos
  R$ 1,09 bilhão para melhorar a
  infraestrutura das UBS. Destes,
  foram aprovadas, só no ano passa-
  do, 5.247 propostas de reforma de
  UBS, no valor de R$ 538 milhões.
  Os recursos para essas reformas
  estão sendo definidos conforme o
  tamanho das unidades.

  O valor varia entre R$ 30 mil e
  R$ 350 mil. Para receber o inves-
  timento, os municípios devem se
  habilitar junto ao Ministério da
  Saúde. Os municípios localizados       como adequação do espaço físico,           incentivar os municípios a melho-
  em regiões de extrema pobreza          cobertura das unidades, reformula-         rar o padrão de qualidade da as-
  ou com baixo PIB per capita fo-        ção dos pisos e limpeza.                   sistência oferecida nas UBS e por
  ram priorizados.                                                                  meio das equipes de Atenção Bá-
                                         Além das reformas, o ministério            sica de Saúde. Para agilizar o pro-
  Atualmente, o País conta com           também  aprovou, em 2011, 2.105            cesso de transferência de recursos
  38 mil UBS. Nelas, os usuários         projetos de novas UBS em 1.788 mu-         e execução das obras, foi criado
  do SUS realizam consultas médi-        nicípios brasileiros e garantiu no or-     o Sistema de Monitoramento de
  cas, curativos, vacinas, coleta de     çamento R$ 561 milhões.                    Obras (Sismob).
  exames laboratoriais, tratamento
  odontológico, encaminhamento           O objetivo das ações de aprimora-          O Ministério da Saúde realizará, en-
  para especialidades e fornecimen-      mento da atenção básica no SUS –           tre maio e agosto de 2012, o censo
  to de medicação básica. As refor-      coordenadas pelo Ministério da Saú-        de todas as UBS para identificar as
  mas incluirão obras estruturais,       de em parceria com os estados – é          reais necessidades dos municípios.


                                                                        Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                             7
Brasil Sorridente amplia
cuidado odontológico
Por meio do programa Brasil Sor-           A quantidade de CEOs pelo País tam-
ridente, todo brasileiro pode rece-        bém foi ampliada, chegando ao núme-
ber tratamento dentário de graça.          ro de 889 unidades em 725 municípios.
O programa trouxe duas grandes             Esses centros realizam tratamentos es-
novidades em 2011: o financia-             pecializados, como canal, tratamento
mento de tratamentos ortodônti-            de gengiva e cirurgias orais. Já quem
cos, como a colocação de aparelhos         precisa de uma prótese também pode
bucais e de implantes dentários.           contar com um dos 991 Laborató-
Esses procedimentos são realiza-           rios Regionais de Próteses Dentárias
dos nos Centros de Especialidades          (LRPD) credenciados pelo País. O re-
Odontológicas (CEO). O valor para          passe pago por prótese para os muni-
confecção de um aparelho orto-             cípios também foi ampliado, passando
dôntico foi reajustado para R$ 67.         de R$ 60 para R$ 100. Essas ações per-
E o Ministério da Saúde passou             mitiram aumento de 60% na produção
a custear os implantes, pagando            de próteses dentárias, quando compa-
R$ 560 por unidade.                        rados os anos de 2010 e 2011.


Atendimento dental mais próximo das comunidades
O programa Brasil Sorridente possui di-
versos serviços diferenciados que vêm
                                                                           EQUIPES DE SAÚDE BUCAL
                                                                                                                              20.424 21.425 21.508
alcançando cada vez mais as comuni-                                                                                  18.982
dades das localidades mais distantes                                                                        17.801
                                                                                                   15.894
do País. Um exemplo disso foi a entre-                                                    15.086
ga, no ano passado, de 100 Unidades           Início Brasil Sorridente

Odontológicas Móveis. Cada veículo                                               12.602
realiza até 350 atendimentos/mês e
executa todos os tratamentos de um                                       8.951
consultório tradicional. Este modelo                           6.170
beneficia municípios com dificuldade               4.251
de acesso aos serviços de saúde.

As equipes de Saúde Bucal estão pre-               2002        2003      2004    2005     2006     2007     2008      2009     2010    2011      2012
sentes em 4.888 municípios, o que
representa um percentual de 86,37%
das cidades do Brasil. São 21.508
equipes atuando nas diversas Uni-
                                            PRÓTESES DENTÁRIAS                                      APARELHOS E IMPLANTES
dades Básicas de Saúde espalhadas
                                                                           295.238
pelo País. Essas equipes recebem re-                                                                                                    Entregues em 2011
cursos mensais do Ministério da Saú-
de e, a partir do ano passado, toda                                                                                    8.129
nova equipe passou a receber a doa-                   183.152
ção da cadeira odontológica para seu
trabalho, desonerando os municípios
deste custo. O ministério transfere
                                                                                                                                         2.740
mensalmente para os municípios,
por equipe, o incentivo que varia de
R$ 2.230 a R$ 2.980, dependendo da
modalidade implantada.                                 2010                 2011                                      Aparelho        Prótese sobre
                                                                                                                     ortodôntico        implante


    8   Ministério da Saúde e Municípios
Atenção à saúde indígena avança
no Brasil no último ano
Em um ano, os óbitos caíram
12,1% em todo o País e o número
de profissionais de saúde foi am-
pliado em 36%

Com foco no respeito às tradições, o
Ministério da Saúde tem ampliado a
assistência da Saúde Indígena, resga-
tando uma dívida social com 650 mil
índios que vivem em 437 municípios
brasileiros. Em um ano, já foi possí-
vel reduzir o número de óbitos em
12,1%, aumentar o número de pro-
fissionais em 36% e o orçamento em
53%, passando de R$ 454 milhões
para R$ 684,5 milhões.

Ações de prevenção e promoção da
saúde reduziram o número de óbitos
em todas as faixas etárias da popu-
lação indígena. Dados preliminares
apontam queda de 12,1% em 2011,
quando foram registrados em nú-
meros absolutos 2.264 óbitos, em
todas as faixas etárias. Em 2010, fo-
ram 2.577 óbitos. As ações de aten-
ção também resultaram na queda da
mortalidade de crianças menores de
um ano em 4,8%. Os dados, ainda         Assistência bucal chega às aldeias
não consolidados, registraram 630
óbitos em 2011, contra 662 em 2010.
                                        Importante conquista para esses        atendidos em consultas e proce-
                                        povos foi a implantação do progra-     dimentos odontológicos. Nesse
Em um ano, o total de trabalhado-
                                        ma Brasil Sorridente Indígena, que     período, foram realizadas 5.272
res contratados saltou de 8.975, em
                                        tem como objetivo levar ações de       primeiras consultas odontológicas
abril de 2011, para 12.248, em abril
                                        saúde bucal de qualidade a três        e 4.196 procedimentos restaura-
2012. Este redimensionamento foi
                                        Distritos Sanitários Especiais In-     dores, utilizando diversas técnicas
possível com a realização de novos
                                        dígenas (DSEIs) do País: Alto Rio      para dentes cariados.
convênios, que permitiram econo-
                                        Purus (AC/AM/RO), Alto Rio Soli-
mia de R$ 96 milhões.
                                        mões (AM) e Xavante (MT), que,         A meta é ampliar o programa
                                        juntos, têm uma população apro-        a outros 13 DSEIs até o fim de
Ainda em 2011, foi realizada cam-
                                        ximada de 80 mil indígenas.            2012. Além de resolver as ne-
panha de multivacinação para toda
                                                                               cessidades odontológicas emer-
a população indígena aldeada da
                                        Esse é o primeiro programa elabo-      genciais, as equipes trabalham
Amazônia Legal. Ainda no mesmo
                                        rado especificamente para tratar       nas aldeias desenvolvendo ações
ano, com ação inédita, o Ministé-
                                        da saúde bucal desses povos. Em        educativas em saúde bucal e le-
rio da Saúde iniciou a realização de
                                        quatro meses de atendimento em         vando orientações sobre escova-
testes rápidos para sífilis e HIV em
                                        área, mais de 7 mil índios foram       ção e higiene bucal.
46 mil indígenas.

                                                                   Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                        9
Remédios para hipertensão e
diabetes chegam a 8,1 milhões
No primeiro ano da ação Saúde Não
Tem Preço, mais de 8,1 milhões de
pessoas receberam gratuitamente
medicamentos para o tratamento
de diabetes e hipertensão. A ação
foi lançada em fevereiro de 2011
e garante aos pacientes 11 tipos
de medicamentos tanto nas far-
mácias da rede própria quanto nas
empresas privadas credenciadas,
identificadas com a marca Aqui Tem
Farmácia Popular. Atualmente, são
mais de 20 mil farmácias e drogarias
privadas credenciadas.

Em fevereiro de 2011, quando os me-
dicamentos eram vendidos com até
90% de desconto, o número de pes-
soas beneficiadas com a redução de
preço era de 1 milhão e, em fevereiro
deste ano, passou para 3.136.746 de
                                             ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS
brasileiros. Considerando os dados
                                             Para obter qualquer um dos 11 produtos disponíveis no Saúde Não Tem
de 2010 e 2011, houve diminuição
                                             Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita
das internações por diabetes e hi-
                                             médica, que é exigida pelo programa como forma de evitar a autome-
pertensão. O número de internações
                                             dicação, incentivando o uso racional de medicamentos.
por diabetes baixou de 148.625, em
2010, para 145.869, ano passado.
                                             Eventuais dúvidas dos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários
Com relação à hipertensão, a quanti-
                                             do programa podem ser esclarecidas por meio do Disque-Saúde 136 e
dade de internações caiu de 220.126,
                                             do e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.
em 2010, para 211.673, ano passado.
                                             Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identifica-
A quantidade de hipertensos benefi-
                                             dos pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento.
ciados aumentou 229%, de 812,9
                                             Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde
mil em fevereiro de 2011 para
                                                os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico.
2,6 milhões em fevereiro
de 2012, nas empresas
credenciadas ao Aqui Tem
Farmácia Popular. Já o nú-                        CRESCIMENTO – A região         mento – passou de 357 para 4.252
mero de diabéticos bene-                            Norte apresentou maior       pacientes atendidos.
ficiados aumentou 172%,                             crescimento do número
passando de 356 mil para                            de beneficiados no mês       Destaque também para a região Cen-
968,3 mil no mesmo pe-                              de fevereiro de 2012.        tro-Oeste, onde o número de pacien-
ríodo. Esse aumento do                              Nas empresas credencia-      tes atingidos cresceu 542% desde fe-
acesso deveu-se em grande parte           das ao Aqui Tem Farmácia Popular,      vereiro do ano passado, passando de
à expansão dos pontos de retirada         observou-se aumento de 620% – a        33.406 para 214.415 no período. No
dos medicamentos. A rede de em-           quantidade de pessoas atendidas        Nordeste, o programa apresentou
presas credenciadas cresceu 37%           passou de 11.237, em fevereiro de      439% de crescimento – 67.464, no
de fevereiro de 2011 a fevereiro de       2011, para 80.888, em fevereiro        início do Saúde Não Tem preço, para
2012 na ação Saúde Não Tem Preço,         deste ano. O percentual foi estimu-    363.673, em fevereiro. Já nas regiões
passando de 14.861 mil para 20.375        lado principalmente pelo estado de     Sul e Sudeste, o crescimento foi, res-
farmácias e drogarias.                    Roraima, que teve 1.091% de au-        pectivamente, de 249% e 153%.

  10   Ministério da Saúde e Municípios
Ministério reorganiza rede de
atendimento às urgências
Objetivo é articular e integrar               também é o principal financiador, e              No Saúde Toda Hora, o ministério
                                              executada por estados e municípios.              também implantou a estratégia SOS
todos os equipamentos de saú-
                                                                                               Emergências, uma ação para enfren-
de para que os usuários tenham                                     A principal ca-             tar as principais necessidades dos
                                                                   racterística da             grandes hospitais do País. Outra ação
acesso humanizado e integral
                                                                   rede é a inte-              é o programa Melhor em Casa, que
                                                                   gração dos ser-             amplia o atendimento domiciliar.
O novo modelo de atenção às urgên-                                 viços, tornando
cias e emergências tem como objeti-                                mais ágil e efi-            A rede Saúde Toda Hora também é
vo beneficiar os usuários do Sistema                               caz a comuni-               composta pela Força Nacional de Saú-
Único de Saúde com um atendimento                                  cação entre as              de, que reúne, por exemplo, profissio-
mais rápido e humanizado. A estraté-                               Unidades Bási-              nais especializados em atendimento
gia Saúde Toda Hora está articulando          cas de Saúde, a central de regulação             a vítimas de desastres naturais, que
todos os equipamentos de saúde, a             do Serviço de Atendimento Móvel                  necessitem de resposta rápida, apoio
fim de ampliar e qualificar o acesso          de Urgência (Samu 192), a Unidade                logístico e atendimento médico espe-
integral aos pacientes. A rede é coor-        de Pronto Atendimento (UPA 24h)                  cializado. O Ministério da Saúde inves-
denada pelo Ministério da Saúde, que          e os hospitais.                                  tirá mais de R$ 10 milhões até 2018.




                          Unidades de Terapia
                          Intensiva para                                                                      Central de
      UCO – Unidade       Pacientes Críticos                                                                  Regulação
      Coronariana                                    Enfermaria de                                            Samu
                                                     Leitos Clínicos

                                                       UAVE – Unidade de
 Enfermaria de                                         Atenção ao Acidente
                                         AL
 Leitos de Crônicos
                                  HO SPIT              Vascular Encefálico



                                                                                        Promoção/
                                                                                        Prevenção


                                                                                                                                 Unidade
                                                                                     R,                                          Básica
                                                                                  EBE JA
                                                                               E BDIRI
                                                                                                                                 de Saúde
                                                                              SO
                                                                             NÃ

                                                                                                                           UBS
                                                                                                                             UBS
                                               UPA




                                                                                                   Unidade de Saúde
                                                                                                   com Sala de
                                                                                                   Estabilização


                                                                                   Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                        11
Qualificação do Samu leva mais recursos aos municípios
O Serviço de Atendimento Móvel               como os serviços aeromédicos (avião     vestiu/custeou no período de 2003
de Urgência está sendo ampliado e            ou helicóptero). As novas medidas       a 2010 valor de R$ 372,84 milhões.
qualificado pelo Ministério da Saúde.        integram as ações da política Saú-      Em 2011, foram investidos/custea-
Os municípios poderão ter aumento            de Toda Hora. O ministério também       dos R$ 92,58 milhões.
de 66% no valor de custeio das am-           transformou o Samu 192 em estabe-
bulâncias. Por isso, os gestores locais      lecimento de saúde e os gestores te-    O atendimento do Samu 192 é reali-
deverão atender a critérios de qua-          rão de cadastrá-lo no Sistema de Ca-    zado por meio de ambulâncias, moto-
lidade e ter plano de atendimento            dastro Nacional de Estabelecimentos     cicletas, lanchas e aeromédico, capa-
regionalizado. O ministério definiu          de Saúde (SCNES), o que possibilitará   citadas para situações de urgência e
ainda que fica estabelecido prazo            acompanhamento mensal da execu-         emergência. O ministério repassa aos
máximo de 90 dias, a contar do rece-         ção do serviço.                         municípios R$ 12,5 mil, por mês, para
bimento das ambulâncias, para que                                                    o custeio de ambulância do tipo básica
o componente do Samu 192 inicie              Desde 2003, a cobertura popu-           e R$ 27,5 mil para ambulância de su-
seu funcionamento.                           lacional do Samu 192 subiu para         porte avançado, as chamadas Unida-
                                             115.576.694 habitantes, chegando        des de Terapia Intesiva (UTIs) Móveis.
O Ministério da Saúde também fi-             a 60% de cobertura populacional.        Com a nova proposta, os municípios
nanciará o atendimento dos Veículos          Atualmente, existem 163 Centrais        que comprovarem qualidade no aten-
de Intervenção Rápida (VIR), unida-          de Regulação Médicas das Urgên-         dimento receberão, mensalmente,
des que auxiliam os atendimentos             cias que regulam 1.736 municípios       R$ 20,8 mil (unidade básica) e
das ambulâncias do Samu 192, assim           pelo País. O Ministério da Saúde in-    R$ 45,9 mil (unidade avançada).



                           SAMU: RUMO ÀS PEQUENAS E MÉDIAS CIDADES

   2011                                                                                                      115.576.694


   2007                                                                              96.685.547


   2003                   10.000.000




  12      Ministério da Saúde e Municípios
Nas UPAs qualificadas, dobra o investimento federal
O ministério também adotou medi-            por estrutura, equipe e capacidade              oferecem assistência em situações
das para estimular a qualificação dos       de atendimento.                                 de emergência durante 24 horas por
serviços prestados nas UPAs 24h,                                                            dia, todos os dias da semana.
aumentando os valores repassados            Na estrutura integrada do Saúde
de custeio, que podem até dobrar            Toda Hora, as UPAs 24h funcionam                Na lógica da rede Saúde Toda
para as UPAS que se adequarem aos           como unidades intermediárias aos                Hora, os hospitais estão sendo
critérios de qualificação do serviços.      hospitais e ajudam a desafogar os               qualificados para o atendimento
Os incentivos mensais variam de             prontos-socorros, ampliando e me-               em urgência e emergência, sem
R$ 170 a R$ 500 mil, dependendo             lhorando o acesso dos brasileiros aos           restringir as portas de entrada aos
do porte da unidade, que é definido         serviços de emergência no SUS. Elas             prontos-socorros.




                FINANCIAMENTO DAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO

                                      SALA DE              I                         II                         III
                                   ESTABILIZAÇÃO


             População               Menor que            50.000 a 100.000          100.001 a 200.000           200.001 a 300.000
             Coberta              50.000 habitantes          habitantes                habitantes                  habitantes


             Construção +            77.500,00                 1.400.000,00               2.000.000,00                2.600.000,00
             Equipamentos


           Custeio – UPA
    $      não qualificada                35.000,00             100.000,00                 175.000,00                  250.000,00



   $ $     Custeio – UPA
           qualificada                    35.000,00             170.000,00                 300.000,00                  500.000,00


     $       Custeio                 420.000,00                1.200.000,00               2.100.000,00                3.000.000,00
    $ $      Anual


                                                                              Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                     13
SOS Emergências melhora gestão e atendimento
O Governo Federal lançou, em no-           O Governo Federal – com estados,         madas, ainda, medidas para pro-
vembro de 2011, o SOS Emergências,         municípios e gestores hospitalares –     porcionar a adequação da estrutu-
ação estratégica para a qualificação       vai promover o enfrentamento das         ra e do ambiente hospitalar.
da gestão e do atendimento em              principais necessidades desses hos-
grandes hospitais que atendem pelo         pitais, qualificar a gestão, ampliar o   Cada um dos 12 hospitais recebe-
SUS. A iniciativa integra a rede Saúde     acesso aos usuários em situações de      rá anualmente R$ 3,6 milhões do
Toda Hora e vai alcançar, até 2014, os     urgência e garantir atendimento ágil,    Ministério da Saúde para custear a
40 maiores prontos-socorros brasi-         humanizado e com acolhimento.            ampliação e a qualificação da assis-
leiros, abrangendo todos os 26 esta-                                                tência da emergência. O valor para
dos e o Distrito Federal.                  O que o Ministério da Saúde está         as unidades somará R$ 43,2 milhões
                                           fazendo é criar um novo padrão de        por ano. Também poderão receber
                                           qualidade no atendimento das pes-        individualmente até R$ 3 milhões
                                           soas que procuram as emergências,        para aquisição de equipamentos e
                                           da recepção aos ambulatórios, dos        realização de obras e reformas na
                                           centros cirúrgicos às emergências.       área física do pronto-socorro, con-
                                                                                    forme necessidade e aprovação de
                                           Para melhorar o atendimento nos          proposta encaminhada ao Ministé-
                                           serviços de urgência, já estão sen-      rio da Saúde.
                                           do adotadas medidas, como o aco-
                                           lhimento e a classificação de risco      O SOS Emergências deverá funcio-
                                           dos pacientes. Logo ao entrar no         nar articulado com os demais ser-
                                           hospital, o paciente é acolhido          viços de urgência e emergência que
                                           por uma equipe que define seu            compõem a rede Saúde Toda Hora,
                                           nível de gravidade e o encaminha         coordenada pelo Ministério da Saú-
                                           ao atendimento específico de que         de e executada pelos gestores esta-
                                           necessita. Também está sendo or-         duais e municipais em todo o País.
                                           ganizada a gestão de leitos, o flu-      Esses serviços englobam Samu 192,
                                           xo de internação e a implantação         UPAs 24h, Salas de Estabilização,
                                           de protocolos clínico-assistenciais      serviços da atenção básica e Me-
                                           e administrativos. Estão sendo to-       lhor em Casa. 




   HOSPITAIS PARTICIPANTES
   A ação tem início em 12 hospitais de grande porte:

   •	   Hospital da Restauração (Recife-PE)

   •	   Hospital de Urgências (Goiânia-GO)

   •	   Instituto Dr. José Frota (Fortaleza-CE)

   •	   Hospital de Base (Distrito Federal-DF)

   •	   Hospital João XXIII (Belo Horizonte-MG)

   •	   Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre-RS)

   •	   Hospital Estadual Roberto Santos (Salvador-BA)

   •	   Santa Casa e Hospital Santa Marcelina (São Paulo-SP)

   •	   Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (Pará)

   •	   Hospital Miguel Couto e Hospital Albert Schweitzer (Rio de Janeiro-RJ)



  14    Ministério da Saúde e Municípios
Criação de vagas de UTI em alta
Ministério da Saúde vem inves-
tindo e reforçando ações para
ampliar a capacidade do SUS de
atendimento aos usuários

O Ministério da Saúde ampliou em 66%
a quantidade de leitos de Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) credenciados ao
SUS em nove anos. Entre 2003 e 2011,
o número passou de 12,6 mil leitos
para 18,1 mil. O investimento nesse pe-
ríodo foi superior a R$ 604,2 milhões –
somente em 2011 foram R$ 167,3 mi-
lhões. A previsão para 2012 é de supe-
rar a média dos anos anteriores.

Para assegurar a criação de novos lei-
tos no SUS, o ministério tem criado
incentivos para estimular os hospi-
tais credenciados a ampliar a número
de vagas na rede pública.

Também houve aumento no creden-
ciamento de leitos obstétricos, que
passou de 50.364, em 2005, para
61.939, em 2010, correspondendo
a um aumento de 23% no período.
Essa medida reforça a Rede Cegonha,
estratégia que visa qualificar ações
no SUS, desde o pré-natal até a aten-
ção ao parto, incluindo o nascimento,
pós-parto e o desenvolvimento da
                                          R$ 550 milhões para reduzir tempo
criança até dois anos. Até abril de
2012, dos 27 unidades da federação,
                                          de espera por cirurgias eletivas
apenas Santa Catarina e Rondônia não
aderiram ao Rede Cegonha.                 O Ministério da Saúde definiu uma          de sua região. Além disso, do total,
                                          nova estratégia para aumentar no           R$ 50 milhões serão destinados aos
SERVIÇOS - A rede hospitalar brasilei-    País o número de cirurgias eletivas –      municípios com 10% ou mais de sua
ra conta com 6,9 mil hospitais. Desse     procedimentos de média comple-             população em situação de extrema
total, mais de 5 mil estabelecimentos     xidade que podem ser agendados             pobreza. Com esse incremento, o Mi-
atendem aos usuários do SUS, o que        com antecedência, como catarata,           nistério da Saúde quer, além de am-
corresponde a 72% da rede. Essa am-       tratamento de varizes e retirada de        pliar o número de cirurgias, melhorar
pla rede de serviços oferece um total     amígdalas. Os estados e o Distrito Fe-     o atendimento à população e reduzir
de 476.385 leitos de internação, se       deral receberam adicional de R$ 550        o tempo de espera por atendimento
considerada as redes pública e priva-     milhões para a realização desses pro-      no SUS. Os resultados dessas ações
da. Especificamente para o SUS, são       cedimentos até o fim de 2012.              já podem ser percebidos. Houve um
331,4 mil leitos gerais, sendo 46%                                                   aumento de 65% na quantidade de
proveniente dos hospitais públicos.       Os recursos estão sendo aplicados          cirurgias eletivas realizadas em 2011,
Além das entidades públicas, as va-       nas especialidades de maior deman-         comparado com 2010. No ano passa-
gas do SUS provêm também de uni-          da e naquelas escolhidas pelos ges-        do, o SUS realizou 345.834 cirurgias.
dades privadas ou beneficentes.           tores locais conforme a realidade          Em 2010, foram 209.613.

                                                                         Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                              15
Cuidado e carinho
na casa do paciente
Até 2014, programa vai ter mil            e farmacêuticos) podem compor as
                                          equipes de apoio.
equipes de atenção domiciliar
atuando no País. Investimento so-         Atualmente, 189 equipes multipro-
                                          fissionais de atenção domiciliar e 79
                                                                                  PÚBLICO-ALVO
mará R$ 1 bilhão
                                          equipes de apoio estão em 43 mu-        •	   Pessoas com necessidade
                                          nicípios e 14 estados. Cada equipe           de reabilitação.
Pessoas com necessidade de rea-           atende, em média, 60 pacientes por
                                                                                  •	   Idosos.
bilitação motora, idosos, pacientes       mês, simultaneamente.
crônicos sem agravamento ou em                                                    •	   Pacientes crônicos sem
situação pós-cirúrgica terão assis-       ATENDIMENTO – A ação é executada             agravamento.
tência multiprofissional gratuita em      pelo Ministério da Saúde em parce-
                                                                                  •	   Pacientes em recuperação
seus lares, com cuidados mais pró-        ria com secretarias municipais e es-
                                                                                       pós-cirurgia.
ximos da família.                         taduais de saúde. O programa está
                                          articulado com as Redes de Atenção
Em 2012, o Ministério da Saúde vai        à Saúde (Saúde Mais Perto de Você       FUNCIONAMENTO
repassar a municípios e estados           e Saúde Toda Hora), lançadas pelo
R$ 8,6 milhões às equipes de atendi-      Governo Federal para ampliar a as-      •	   Serviços integrados às cen-
mento e manutenção dos serviços.          sistência, respectivamente, na aten-         trais de regulação.
                                          ção básica e em casos de urgência e
                                                                                  •	   Cada equipe atende, em
                                          emergência no SUS.
                                                                                       média, 60 pacientes simul-
                                                                                       taneamente.
          Equipes serão                   As equipes de atenção domiciliar são
                                          contratadas pelos gestores munici-
          integradas às                   pais e estaduais de saúde. Elas de-     PERFIL DAS EQUIPES
                                          vem estar integradas às centrais de
              centrais de                 regulação, facilitando a comunicação    •	   Equipes de atenção domici-
              regulação,                  necessária entre hospitais, UPAs,
                                          UBS e equipe de atenção domiciliar
                                                                                       liar: médicos, enfermeiros,
                                                                                       técnicos/auxiliares de en-
            facilitando a                 da região onde mora o paciente.              fermagem e fisioterapeuta.

           comunicação                    O atendimento à população é du-         •	   Equipes de apoio: fisiote-
         com hospitais,                   rante toda a semana (de segunda a
                                          sexta), 12 horas por dia e, em regi-
                                                                                       rapeuta, fonoaudiólogo,
                                                                                       nutricionista, odontólogo,
        UPAs e unidades                   me de plantão, nos fins de semana            psicólogo, farmacêutico,
                                          e feriados.                                  terapeuta ocupacional e
                  básicas                                                              assistente social.
                                          EXPANSÃO – Até 2014, serão im-
                                          plantadas em todas as regiões do
                                          país mil equipes de atenção domici-
                                                                                  O CUIDADO EM CASA
                                          liar e outras 400 equipes de apoio.     •	   Pacientes terão visitas re-
O Melhor em Casa cria novo padrão                                                      gulares das equipes – fre-
de qualidade no atendimento do            O Ministério da Saúde investirá              quência é definida con-
SUS.  Com implantação gradativa, o        R$ 1 bilhão para custear o atendi-           forme o estado clínico de
atendimento é feito por médicos,          mento dessas equipes. Os recursos            cada paciente.
enfermeiros, técnicos em enferma-         também poderão ser utilizados para
gem e fisioterapeutas. Outros pro-        manutenção dos serviços (compra         •	   Retaguarda para atendi-
fissionais (fonoaudiólogos, nutri-        de equipamentos, aquisição de me-            mento de urgência em caso
cionistas, odontólogos, psicólogos        dicamentos e insumos).                       de necessidade.



  16   Ministério da Saúde e Municípios
Viver Sem Limite beneficia
pessoas com deficiência
Ministério da Saúde investirá
R$ 1,4 bilhão em ações para me-
lhorar a qualidade de vida de cer-
ca de 45 milhões de brasileiros

O Ministério da Saúde é um dos 15
órgãos envolvidos nas ações do Viver
Sem Limite – Plano Nacional dos Di-
reitos da Pessoa com Deficiência, lan-
çado em 17 de novembro de 2011,
pela presidenta da República, Dilma
Rousseff, no Palácio do Planalto.

O programa, coordenado pela Secre-
taria de Direitos Humanos, visa aten-
der os cerca de 45 milhões de brasi-
leiros – 23,9% da população – que
possuem algum tipo de deficiência.

O objetivo é promover a cidadania
e o fortalecimento da participação
da pessoa com deficiência na socie-
dade, promovendo sua autonomia,          Com investimento de R$ 1,4 bi-             nitoramento e a busca ativa da tria-
eliminando barreiras e permitindo o      lhão, de um total de R$ 7,6 bilhões,       gem neonatal, com maior número
acesso e o usufruto, em bases iguais,    o eixo da saúde ampliará ações de          de exames do Teste do Pezinho e a
a bens e serviços disponíveis a toda     prevenção às deficiências, criação         inclusão do Teste da Orelhinha e do
a população.                             de um sistema nacional para o mo-          Teste do Olhinho.



Programa expande rede especializada em reabilitação
O ministério também está estrutu-        Uma das novidades é a criação dos          inicial é de aquisição de 88 veículos
rando a Rede de Atenção à Saúde          Centros Especializados de Reabili-         adaptados para o transporte de pes-
da Pessoa com Deficiência SUS, que       tação (CERs), que serão implanta-          soas com deficiência.
será um conjunto de serviços, ações      dos a partir de 2012. Os CERs são
e estratégias de saúde para garantir a   serviços que agregam tecnologia            Do valor investido pelo Ministério da
assistência integral a quem necessita    para atender várias modalidades            Saúde, R$ 949 milhões serão destina-
deste tipo de atendimento.               de reabilitação de modo integrado          dos ao fornecimento de órteses, pró-
                                         para os diferentes tipos de defici-        teses e meios auxiliares de locomo-
A rede promoverá ações de reabilita-     ência, com qualidade e efetividade         ção, procedimentos de manutenção
ção em todos os pontos de atenção:       no cuidado.                                e materiais especiais. O valor será
unidades básicas, estabelecimentos e                                                investido no período 2012-2014. Iné-
serviços de saúde especializados em      Até 2012, está prevista a criação de       dito no SUS, o aporte permitirá aos
deficiência e serviços de urgência.      45 CERs, além da qualificação dos          usuários constante conservação do
Além disso, terá apoio das oficinas      já existentes. Para facilitar o acesso     material. Além disso, o ministério
ortopédicas, fundamentais à quali-       da pessoa com deficiência aos lo-          promoverá, a cada dois anos, a atu-
dade das órteses, próteses e meios       cais de reabilitação, serão ofertados      alização da lista de itens oferecidos
auxiliares de locomoção (OPM).           transporte à saúde nos CERs. A meta        para evitar sua defasagem.

                                                                        Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                             17
Assistência e prevenção do câncer
são prioridades na rede SUS
Em 2011, o Ministério da Saúde in-
vestiu R$ 2,1 bilhões no setor, rea-
lizando mais de 15 milhões de exa-
mes papanicolau e mamografia

Até 2014, o Ministério da Saúde vai
investir R$ 4,5 bilhões para fortalecer
o Plano Nacional de Prevenção, Diag-
nóstico e Tratamento do Câncer de
Colo do Útero e de Mama – uma am-
pla estratégia para expandir a assis-
tência oncológica no País. Só no ano
passado, o SUS realizou 11,3 milhões
de exames preventivos do câncer do
colo uterino (papanicolau) e 3,9 mi-
lhões de mamografias. O ministério
fechou 2011 com um investimento            dos 260 mil casos de câncer em mu-      dônia, Sergipe,
de R$ 2,1 bilhões no setor – em 2010,      lheres – 27% de mama (52.680) e do      Mato Grosso e
este valor foi de R$ 1,9 bilhão.           colo do útero (17.540).                 Minas Gerais e
                                                                                   mais sete con-
Foram priorizados os cânceres de           Em 2011, o Governo Federal investiu     vênios      para
mama e do colo do útero – segun-           na ampliação dos serviços. Com re-      ampliação dos Serviços de Referên-
do e terceiro tipos de câncer que          cursos de R$ 1,3 milhão, foram assi-    cia para o Diagnóstico do Câncer de
mais afetam a mulher brasileira,           nados 11 convênios para criação de      Mama (SDM) com os estados de Mi-
respectivamente –; buscando am-            Serviços de Referência para o Diag-     nas Gerais, Ceará, Pernambuco, Ron-
pliar o acesso a exames preventivos        nóstico e Tratamento do Câncer de       dônia, Sergipe e Tocantins. O investi-
e tratamento de lesões precursoras         Colo do Útero (SRC) nos estados de      mento para ampliação do SDM foi de
e iniciais. Em 2012, foram identifica-     Pernambuco, Acre, Tocantins, Ron-       R$ 5,1 milhões no ano passado.


   Grupo vai avaliar a qualidade dos exames
   Especialistas do Ministério da Saúde     mento da qualidade dos serviços       tes que percorrerão, a partir deste
   e das sociedades médicas iniciaram,      de diagnóstico por imagem que         ano, todos os municípios do País
   em março deste ano, a coordena-          realizam mamografia tanto no SUS      para realização de mamografias
   ção de um conjunto de medidas            quanto na rede privada.               em mulheres na faixa etária de 50
   voltadas à melhoria e ao acompa-                                               a 69 anos.
   nhamento da qualidade das mamo-          A ideia é que, todo ano, sejam con-
   grafias. Todos os locais que realizam    solidados e publicados relatórios     As mamografias realizadas nas
   mamografias devem seguir as nor-         nacionais com os resultados do        unidades móveis serão enviadas
   mas que regulamentam a prática,          programa em todo o País.              via satélite para uma central de
   previstas na Portaria no 531/2012,                                             laudos de referência para que um
   que institui o Programa Nacional de      Outra nova medida inserida na es-     médico radiologista avalie e emi-
   Qualidade em Mamografia (PNQM).          tratégia nacional de ampliação do     ta um laudo em até 24 horas. As
                                            rastreamento do câncer de mama        unidades móveis devem ter capa-
   O esforço é para estruturar um           é a criação de Unidades Móveis de     cidade de fazer até 800 mamogra-
   programa nacional de monitora-           Mamografia. São unidades volan-       fias/mês.


  18   Ministério da Saúde e Municípios
Proporção de mamografias aumenta no País
Aumentou a proporção de brasilei-       AÇÕES – Em março de 2011, o Gover-         de câncer que iniciam tratamento
ras que se submeteu ao exame de         no Federal lançou o Plano Nacional         em até 60 dias – reduzindo a mor-
mamografia nos últimos dois anos.       de Prevenção, Diagnóstico e Trata-         talidade.

A maior parte das ações
Foram 73,3%, contra 71,2%, em           mento do Câncer de Colo do Útero           está prevista na Portaria nº 530,
2006. Os números são da última          e de Mama. O programa prevê ações          que estabelece o Programa Nacio-
pesquisa de Vigilância de Fatores de    de fortalecimento da rede de pre-          nal de Qualidade em Mamografia.
Risco e Proteção para Doenças Crô-      venção, diagnóstico e tratamento do        O objetivo é estruturar um progra-
nicas por Inquérito Telefônico (Vigi-   câncer de mama e do câncer de colo
tel 2011). O levantamento também        do útero, que receberão investimen-
mostra bons resultados quanto à         tos de R$ 4,5 bilhões até 2014.


prevenção ao câncer de colo do úte-
ro: nos últimos três anos, cerca de     No ano passado, o SUS ampliou em                              Em 2011,
80% das brasileiras fizeram o exame     22% os recursos para assistência
de citologia oncótica, mais conheci-    oncológica no País. O Ministério da                          73,3% das
do como “papanicolau”.                  Saúde fechou o ano com investimen-
                                        to de R$ 2,2 bilhões no setor – em
                                                                                                      mulheres
Ainda de acordo com o Vigitel 2011,     2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão.                       brasileiras se
quanto mais baixa a escolarida-         Esse aumento de investimento serviu
de da mulher, menor é a frequên-        para ampliar e qualificar a assistência                   submeteram
cia da realização dos dois exames.
O percentual das entrevistadas,
                                        aos pacientes em hospitais públicos
                                        e privados que compõem o SUS, es-
                                                                                                  ao exame de
com mais de 12 anos de estudo,          pecialmente para os tipos de cân-                         mamografia
que fizeram a mamografia foi de         cer mais frequentes, como fígado,
87,9%, quase 20% a mais do que as       mama, linfoma e leucemia aguda.

mulheres com até oito anos de es-
colaridade (68,5%).                     O Programa Nacional de Controle
                                        do Câncer de Mama prevê ampliar
Já em relação ao papanicolau, 89,6%     a cobertura de mamografia em mu-           ma nacional de monitoramento da
das mulheres, com 12 ou mais anos       lheres de 50 a 69 anos, aumentar           qualidade dos serviços de diagnós-
de estudo, realizaram o exame, 12,7%    o percentual de mamografia de              tico por imagem que realizam ma-
a mais do que as mulheres com até       qualidade e aumentar a propor-             mografia tanto no Sistema Único de
oito anos de escolaridade (76,9%).
     ção de mulheres com diagnóstico            Saúde quanto na rede privada.


Saúde investe R$ 505 milhões em radioterapia
O Ministério da Saúde vai investir      A ideia é facilitar a manutenção dos       A manutenção nacional dos produtos
R$ 505 milhões na rede de unida-        aceleradores lineares, que, atual-         vai movimentar internamente R$ 20
des oncológicas do SUS. Os recursos     mente, precisam ser enviados anu-          milhões em serviços por ano, gerando
vão ser aplicados em infraestrutura     almente ao exterior para este fim.         benefícios para a economia do País.
(R$ 325 milhões) e na compra de         Além disso, o funcionamento de uma
aceleradores lineares, equipamen-       fábrica de aceleradores lineares no
tos de alta tecnologia usados em        País vai facilitar a compra e a distri-
radioterapia, além de outros aces-      buição de mais unidades do produto
sórios (R$ 180 milhões).                futuramente. Além de reduzir a vul-
                                        nerabilidade do SUS e a dependência
Serão adquiridos 80 aceleradores no     de importações, a medida contri-
período de cinco anos, o que vai ex-    bui também para a persecução das
pandir o acesso a, no mínimo, 28,8      políticas nacionais voltadas para o
mil pacientes, anualmente. A empre-     desenvolvimento do País, com a es-
sa estrangeira que vai fornecer este    truturação de um sistema produtivo
aparelho deverá, em contrapartida,      sólido que viabilize o acesso univer-
instalar uma fábrica do equipamento     sal da população brasileira a tecnolo-
no Brasil, prevista para 2015.          gias e produtos de qualidade.

                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                            19
Rede Cegonha: atenção
integral à mulher e ao bebê
Programa oferece atendimento                 meiras ações previstas nos planos      ponente, incluindo o teste rápido de
                                             dos seguintes estados: Bahia, Pará,    gravidez, além de qualificar serviços
humanizado desde a confirmação
                                             Minas Gerais, São Paulo, Rio de Ja-    e profissionais da atenção básica.
da gravidez até os primeiros dois            neiro e Pernambuco. Esses recursos
                                             incluem o custeio de Casas da Ges-
anos de vida do bebê
                                             tante, Bebê e Puérpera, Centros de
                                             Parto Normal e Maternidades e qua-
O Governo Federal garantiu R$ 9,4            lificação de leitos de Unidades de
bilhões, até 2014, para qualificar a         Cuidados Intensivos (UCIs) e UTIs,                 Programa
rede de assistência à mulher e ao            Canguru e leitos obstétricos para          terá investimento
bebê no SUS, por meio da Rede Ce-            atenção à gestante de alto risco de
gonha. A estratégia é composta por           municípios que compõem as regiões          de R$ 9,4 bilhões
um conjunto de medidas que visa              prioritárias para a implantação da
ofertar atendimento adequado,                Rede Cegonha em cada estado.                        até 2014
seguro e humanizado, desde o pla-
nejamento familiar, passando por             Também foram destinados outros
confirmação da gravidez, pré-natal           R$ 25 milhões para o componente
e parto, aos dois primeiros anos de          pré-natal da Rede Cegonha para 228     Outra novidade é a inclusão do exa-
vida do bebê. Até o mês de abril, 25         municípios de 13 estados. Municí-      me de eletroforese de hemoglobina
estados e 2.731 municípios já ha-            pios que já finalizaram seus planos    para detecção da anemia falciforme
viam iniciado o processo de adesão           de ação da estratégia começam a        na Rede Cegonha como exame de
à estratégia.                                receber recursos para a implantação    rotina para todas as gestantes. Essa
                                             do componente pré-natal. Os investi-   ação privilegia mulheres negras pelo
O Ministério da Saúde já liberou             mentos deverão custear a ampliação     fato de a anemia falciforme ser mais
R$ 213 milhões para custeio das pri-         na oferta dos novos exames do com-     prevalente nelas.


                                          COMO FUNCIONA A REDE CEGONHA
  Confirmação                 Pré-natal             Parto                  Pós-parto             Recém-nascido




   Realização do teste        Realização de con-     Gestante já sabe      Acompanhamen-         Realização de con-
   rápido de gravidez         sultas e exames        onde terá o bebê      to por uma equipe     sultas e exames de
   em uma UBS                                                              médica                rotina até os dois
                              Pedido do auxílio-     Ela tem direito a                           anos de idade
                              -deslocamento          um acompanhante       Se necessário, a
                                                     de livre escolha e    gestante poderá ser
                              Gestante de alto       poderá optar pelos    encaminhada para
                              risco terá acompa-     Centros de Parto      a Casa da Gestan-
                              nhamento em ma-        Normal, que ofere-    te, Bebê e Puérpe-
                              ternidade de refe-     cem ambiente mais     ra para continuar o
                              rência                 acolhedor para esse   acompanhamento
                                                     momento


  20   Ministério da Saúde e Municípios
Auxílio financeiro para ir até a maternidade
     Outro grande destaque da Rede        Todas as gestantes que estão          requerimento que autoriza o pa-
     Cegonha é o auxílio financeiro       fazendo o pré-natal no SUS po-        gamento do apoio deslocamento.
     para deslocamento. Toda gestan-      derão receber o valor de até R$       O benefício será pago em duas
     te atendida no SUS deverá rece-      50. Para isso, os municípios de-      parcelas de R$ 25. Para receber o
     ber o benefício de até R$ 50 de      vem estar inseridos na estratégia     valor integral (R$ 50), a gestante
     apoio ao deslocamento para rea-      Rede Cegonha e ter implantado         deverá fazer o requerimento até
     lização das consultas de pré-natal   o Sistema de Monitoramento e          a 16ª semana de gestação. A se-
     e do parto. Em 2012, um milhão       Avaliação do Pré-Natal, Parto,        gunda parcela será paga após a
     de gestantes (mais de 40% das        Puerpério e Criança (SISPRENA-        30ª semana de gravidez. As ges-
     gestantes usuárias do SUS) de-       TAL WEB).                             tantes que solicitarem o benefí-
     vem receber o benefício. Até                                               cio após 16ª semana de gestação
     2013, a meta é alcançar todas as     Na primeira consulta de pré-na-       só terão o direito a uma parcela
     grávidas (2,4 milhões).              tal, a gestante deverá assinar o      de R$ 25.




Gestantes avaliam
atendimento
na rede pública
Outra ação inovadora é que o Minis-
tério da Saúde avaliará a qualidade
dos serviços prestados às gestantes
assistidas pelo SUS. A Ouvidoria vai
realizar contatos telefônicos com
as mulheres que tiveram filhos com
perguntas sobre qualidade da assis-
tência à saúde durante o pré-natal, o
parto e o pós-parto. 

Os números dos telefones serão ob-
tidos nos formulários de Autorização
para Internação Hospitalar (AIH), ins-
trumento utilizado pelo Ministério
da Saúde para avaliar as ações e os
serviços do SUS. A AIH, preenchida
pelos profissionais de saúde no mo-
mento da internação, é ferramenta
essencial para gestão dos hospitais e
controle de gastos públicos.

A pesquisa será realizada pela Ou-
vidoria Nacional do SUS. Desta for-
ma, o ministério pretende conhecer
o nível de satisfação das gestantes
quanto ao atendimento recebido.
A partir desses resultados, serão
gerados relatórios de avaliação do
atendimento, posteriormente en-
viados aos gestores locais.

                                                                    Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                         21
Transplantes dobram em dez anos
Com 23.397 cirurgias realizadas                    Em 2011, o Brasil teve o maior au-
                                                   mento anual em números de trans-
em 2011, País ultrapassou, pela
                                                   plantes da década, com 2.357 cirur-
primeira vez, a marca de 10 doa-                   gias a mais que em 2010.
dores por milhão de pessoas
                                                   A média de acréscimo na década foi
                                                   de 1,2 mil procedimentos por ano.
O Brasil é referência para o mundo                 O SUS oferece assistência integral
inteiro quando o assunto é trans-                  ao paciente transplantado, incluin-
plantes.  Atualmente, 95% das ci-                  do exames periódicos e medica-
rurgias no País são realizadas pelo                mentos pós-transplante. A meta até
SUS, de forma totalmente gratuita                  2015 é atingir a média de 15 doado-
à população. O Brasil atingiu a mar-               res por milhão de população. Hoje,
ca de 23.397 transplantes em 2011,                 a marca é de 11,4 doadores.
um novo recorde no setor. Em uma
década, mais que dobrou o número                   O Sistema Nacional de Transplantes
de cirurgias – o aumento foi de 124%               (SNT), coordenado pelo Ministério
em relação a 2001, quando foram re-                da Saúde, conta com rede integrada
alizados 10.428 procedimentos.                     em 25 estados e no Distrito Federal,
                                                   onde funcionam Centrais de Noti-
Acompanha esse crescimento o nú-                   ficação, Captação e Distribuição de
mero de doações de órgãos. Foram                   Órgãos. O investimento na manuten-
registradas 2.207 doações no ano                   ção e no crescimento dessa rede em
passado, contra 1.896 em 2010, o                   2011 foi de R$ 1,3 bilhão – quatro ve-
que representa um avanço de 16,4%                  zes mais que o total de recursos alo-
em um ano – a maior variação em                    cados para o setor em 2003, quando                 Mais informações:
quatro anos.                                       foram destinados R$ 327,85 milhões.                http://snt.datasus.gov.br


                       NÚMERO DE TRANSPLANTES                                                                DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
25.000                                                                                       23.397
                                                                             20.253 21.040
20.000                                                              18.989
                                                           17.305
                                           15.570 15.788
                                                                                                      2011




15.000                            14.175                                                                                              2.207
                         12.722
         10.428 11.203
10.000

 5.000
                                                                                                      2010




                                                                                                                                  1.896
    0
          2001    2002    2003    2004      2005   2006     2007    2008      2009   2010     2011


                                  INVESTIMENTOS
                                                                                            1,3
                                                                                                      2009




                                                                                         bilhões                              1.693
                                                                                  1,1
                                                                    990,51     bilhões
                                                        824,2       milhões
                                              713,1    milhões
                                   602,9     milhões
                       526,6      milhões
         409,4         milhões
                                                                                                      2008




 327,85 milhões                                                                                                           1.350
 milhões



  2003        2004       2005      2006        2007        2008      2009       2010         2011            -        2.000           4.000


  22     Ministério da Saúde e Municípios
Fígado, pulmão e rim puxam crescimento
Os órgãos que mais impulsionaram
o desempenho dos transplantes no
Brasil nos últimos dez anos foram fí-
gado, pulmão e rim, com índices de
crescimento de 176%, 96% e 84%,
respectivamente. Coração e pâncre-
as registraram aumento de 11% e
38% na década.

O transplante de coração é um dos
mais complexos e existe uma verda-
deira corrida contra o tempo nesta
cirurgia. O tempo de isquemia do
órgão – período em que este pode         dicação do transplante, geralmente        diabete crônica. Em alguns pacien-
ficar fora do corpo humano – é de        último recurso para sobrevivência e       tes, a cirurgia é feita de forma con-
apenas quatro horas. Para o rim,         qualidade de vida do paciente.            junta com o rim. Os transplantes de
por exemplo, este prazo é de 24                                                    tecidos e células (medula óssea e
horas. Além disso, os avanços nos        No caso do transplante de pâncre-         córnea) também registraram percen-
medicamentos para pessoas com            as, o procedimento é usado em um          tuais de crescimento muito. altos –
problemas cardíacos reduziram a in-      público específico, como casos de         cerca de 140%.



Procedimentos têm incentivo de até 60%
O estímulo à realização de mais trans-   dois ou apenas um tipo de transplan-      doador falecido sobe de R$ 21,2 mil
plantes no SUS ganha reforço com a       te, será pago 40% e 30% acima do va-      para R$ 27,6 mil. Nos casos de trans-
criação de novos incentivos financei-    lor, respectivamente. O impacto para      plante de rim de doador vivo, o valor
ros para hospitais que realizam cirur-   2012 é de R$ 217 milhões.                 sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.
gias na rede pública. Com as novas
regras, estabelecimentos que fazem       O incentivo é dado para elevar a re-      Outra novidade é que, além do pa-
quatro ou mais tipos de transplantes     alização de transplantes mais com-        gamento já feito pelos transplantes
poderão receber um incentivo de até      plexos, como os de coração, fígado        no SUS, o Ministério da Saúde dará
60% em relação ao gasto com os pro-      e pulmão. Os hospitais que fazem          um incentivo a mais para a manu-
cedimentos de transplantes já pagos.     transplante de rim terão ainda um         tenção do paciente que necessitar
                                         reajuste específico de 30% para esti-     ficar em UTI, incremento para a
Para os hospitais que fazem três tipos   mular a realização dos procedimen-        internação de pacientes que re-
de transplantes, o recurso será de       tos e a redução do número de pesso-       querem tempo mais prolongado de
50% a mais do que é pago atualmen-       as que aguardam pelo órgão. O valor       hospitalização, quando há compli-
te. Nos casos das unidades que fazem     pago para transplantes de rim de          cações graves.




   Em 2011, 54 centros credenciados
   o Ministério da Saúde autorizou,      cedimento nessas regiões. Atual-        em funcionamento no País. Essas
   em 2011, 54 novos centros de          mente, estão em funcionamento           organizações atuam nos hospi-
   transplantes e credenciou 72 no-      680 centros e 1.074 equipes.            tais para informar as centrais de
   vas equipes para realização do                                                transplantes sobre a captação de
   procedimento. Do total, 16 novos      Nesse mesmo período, foram              órgãos. Além disso, cerca de 720
   centros e 11 novas equipes pas-       criadas 35 novas Organizações de        profissionais foram capacitados
   saram a funcionar no Norte e no       Procura de Órgãos (OPOs), além          para o diagnóstico da morte ence-
   Nordeste do País para ampliar e       de outras 16 em fase de implan-         fálica, a retirada, a conservação e
   diversificar a realização do pro-     tação. Atualmente, 60 OPOs estão        o implante de órgãos.


                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                            23
Ministério financia mais 13.518
leitos para enfrentar o crack
Crack, É Possível Vencer terá in-                      Rio Grande do Sul e Bahia foram os     Além disso, o Ministério da Saúde
                                                       primeiros nesta ordem.                 abriu edital para contratação de pro-
vestimentos federais de R$ 4 bi-
                                                                                              jetos formativos, que contribuam
lhões até 2014 em ações de pre-                        Ao todo, o programa prevê a criação    para a reinserção social de pessoas
                                                       de 13.518 novos leitos para                 com necessidades decorrentes
venção, cuidado e autoridade
                                                       usuários de álcool e drogas.                  do uso de crack, álcool e ou-
                                                       Estes, serão distribuídos                      tras drogas, a serem desen-
Lançado em dezembro do ano pas-                        da seguinte forma: 1.400                        volvidos por instituições que
sado, o programa Crack, É Possível                     nos Centros de Atenção                          prestem serviços em regime
Vencer vai destinar R$ 4 bilhões                       Psicossocial Álcool e Dro-                       de residência, como as co-
para o combate à droga em todo                         gas 24 horas (CAPS AD),                           munidades terapêuticas.
País nos próximos três anos. Deste                     3.508 em enfermarias es-
montante, R$ 2 bilhões estão desti-                    pecializadas e 8.610 em                           Podem participar do edi-
nados ao cuidado aos dependentes                       Unidades de Acolhimento                          tal entidades privadas
químicos. O projeto funciona por                       Transitório (UATs) – para                        sem fins lucrativos que
meio de adesão dos estados que,                        entender como funcionam os equi-       exerçam atividades de natureza
em conjunto com o Ministério da                        pamentos, ver quadro.                  continuada na área de saúde e que
Saúde, definem as prioridades de                                                              comprovem ter desenvolvido, duran-
cada região.                                           Para abertura dessas novas vagas,      te os últimos três anos, atividades
                                                       serão construídos nos próximos três    voltadas a recuperação de usuários
Até maio deste ano, cinco estados já                   anos 175 CAPS AD 24h, 308 Consul-      de drogas. Serão destinados R$ 100
haviam aderido ao programa. Per-                       tórios nas Ruas e 574 UATs – entre     milhões para esses projetos, que vão
nambuco, Alagoas, Rio de Janeiro,                      unidades adulto e infantil.            durar 12 meses.



                                                      REDE CONTE COM A GENTE


   Consultórios                  Meta: 308 unidades em 2014            UATs             Meta: 308 novas unidades até 2014
   nas Ruas
                                 Investimento: R$ 152,4 milhões                         Investimento: R$ 128,8 milhões

   CON
     SU
                                 Porta de entrada do usuário em                         Possuem caráter residencial transitório e funcio-
    DE LTÓRI
      RUA O


                                 estado crítico, conta com profis-                      nam 24 horas por dia, todos os dias. Funcionam
                                 sionais que fazem intervenções em                      de forma articulada com os CAPS. Pacientes per-
                                 seu contexto, incluindo locais de                      manecem por até seis meses.
                                 uso público de drogas.




                                                                       Comunidade       Meta: Números de leitos serão definidos de
   CAPS AD 24h                   Meta: 175 novos centros em 2014
                                                                       Terapêutica      acordo com a demanda anual
                                 Investimento: R$ 432 milhões
                                                                                        Investimento: 100 milhões em 2012 (valor pode
                                 Oferecem tratamento continuado a                       aumentar em 2013 e 2014)
                                 dependentes químicos e familiares.
                                                                                        Projetos desenvolvidos em regime de residência
                                 Paciente tem livre trânsito, poden-
                                                                                        que contribuem para a reinserção social de de-
                                 do sair e voltar da unidade.
                                                                                        pendentes de crack, álcool e outras drogas.




  24           Ministério da Saúde e Municípios
Novos medicamentos para infarto
Medida inclui também a criação          Entre as novidades está a inclusão        ção de coágulos e diminui o risco
                                        dos medicamentos Tenecteplase e           de novos infartos, e o teste tropo-
de 150 leitos hospitalares especí-
                                        Alteplase. Usados na terapia trombo-      nina, usado para diagnóstico rápido
ficos para pacientes com síndro-        lítica, que consiste no uso de remé-      do infarto.
                                        dios para dissolução do coágulo que
mes coronarianas agudas
                                        surge na artéria e provoca o infarto,     A entrada dos tratamentos no rol de
                                        os dois ajudarão a reduzir as compli-     procedimentos do SUS foi assegurada
Os pacientes que sofrem de infarto      cações e a mortalidade prematura na       pela Portaria nº 2.994, assinada em
agudo do miocárdio contam agora         rede pública. Estes dois medicamen-       dezembro de 2011, com o uso previs-
com novas opções de tratamento          tos poderão ser usados pelas equi-        to a partir de janeiro deste ano.
pelo Sistema Único de Saúde. O Mi-      pes médicas do Samu 192, nas UPAs
nistério da Saúde incorporou mais       24h e nos hospitais do SUS.               NOVO PROTOCOLO – Para garantir
quatro medicamentos para diag-                                                    a eficácia no uso, a incorporação
nóstico, cuidado e prevenção de         Além dos trombolíticos, pacientes         dos medicamentos será acompa-
infarto, um investimento anual de       do SUS passarão a receber também          nhada da implantação de novo pro-
R$ 34,9 milhões.                        o Clopidogrel, que previne a forma-       tocolo clínico para síndromes coro-
                                                                                  narianas agudas, além da expansão
                                                                                  da rede de atendimento com a cria-
                              ÓBITOS POR AVC                                      ção de 150 leitos específicos para
                                                                                  esses pacientes.
 71000
                     70.232
                                                                                  A maioria das mortes por infarto
                                                                                  ocorre nas primeiras horas de ma-
                                        68.942                                    nifestação da doença – 65% dos
 69000                                                      68.372                óbitos ocorrem na primeira hora e
                                                                                  80% até 24 horas após o início do
                                                                                  infarto. Em 2010, o Brasil teve mais
                                                                                  de 324 mil óbitos causados por do-
 67000                                                                            enças cardiovasculares.
                 2008                    2009                 2010




Assistência a pacientes com AVC é aperfeiçoada
O Ministério da Saúde ampliou,          de saúde, Samu 192, unidades hos-         lidade e 29% a chance de o paciente
também, a assistência às vítimas de     pitalares de emergência e leitos de       ficar dependente de outra pessoa
Acidente Vascular Cerebral (AVC).       retaguarda, reabilitação ambulato-        para as atividades diárias.
Publicada em março, a Portaria no       rial, ambulatório especializado, pro-
664/2012, que estabelece novo pro-      gramas de atenção domiciliar, entre       INVESTIMENTOS – Até 2014, serão
tocolo de assistência ao paciente       outros aspectos.                          investidos R$ 437 milhões para am-
com AVC isquêmico e hemorrágico,                                                  pliar a assistência a vítimas de AVC.
traz a incorporação do trombolítico     VANTAGENS – O medicamento será            Do total de recursos, R$ 370 milhões
alteplase e a estruturação dos ser-     fornecido pelos hospitais habilitados     vão financiar leitos hospitalares. Se-
viços habilitados para assistência às   e ajudará a reduzir os riscos de se-      rão criados 1.225 novos leitos nos
vítimas de AVC.                         quelas e de mortalidade. O Alteplase      151 municípios onde se localizam
                                        diminui em 31% o risco de sequelas        os 231 prontos-socorros, responsá-
No Brasil, em 2011, foram realizadas    do AVC, isso significa a recuperação      veis pelo atendimento de urgência e
172.298 internações por AVC (is-        do quadro neurológico de mais pa-         emergência especializado em AVC. A
quêmico e hemorrágico). Em 2010,        cientes comparando com aqueles            abertura dos novos leitos será defini-
foram registrados 99.159 óbitos por     que não recebem o tratamento com          da entre o Governo Federal, com es-
AVC. De acordo com o documento,         Alteplase. O atendimento em unida-        tados e municípios. Outra parcela, R$
a Linha do Cuidado do AVC deve in-      de de AVC com o uso do Alteplase          96 milhões, será aplicada na oferta do
cluir, necessariamente, a rede básica   poderá reduzir em até 18% a morta-        tratamento com o uso de Alteplase.

                                                                      Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                           25
Provab leva médicos para as
regiões que mais precisam




Programa proporciona bolsas de            O programa teve início em março de     des, e aproximadamente 140 estão
                                          2012. Desde então, 1.228 prefeitu-     em processo de contratação.
especialização em instituições de
                                          ras solicitaram médicos para atua-
ensino localizadas em áreas com           rem na atenção básica. Na ocasião,     Durante a atuação nas unidades de
                                          1.460 médicos se inscreveram e         saúde, os profissionais serão tuto-
carência de profissionais
                                                                                 riados pelas instituições de ensino
                                                                                 superior participantes, que darão
O Ministério da Saúde oferece incen-                                             suporte presencial e a distância por
tivos aos profissionais que desejam
atuar em bairros carentes e cidades
                                                    Médicos bem                  meio do programa Telessaúde, co-
                                                                                 ordenado pelo Ministério da Saúde
do interior do País. Um deles é o                 avaliados terão                para a oferta da chamada “segunda
Programa de Valorização dos Profis-                                              opinião” na assistência aos pacien-
sionais na Atenção Básica (Provab),             bônus de até 10%                 tes do SUS. O programa prevê a
que prevê benefícios para atuar nas
Unidades Básicas de Saúde (UBS) do
                                                   nos exames de                 teleassistência e a teleducação em
                                                                                 saúde, com destaque para a aten-
Sistema Único de Saúde.                                residência                ção básica.

A expectativa é ampliar a assistência                                            Além disso, médicos que tiverem boa
aos usuários do SUS que têm dificul-                                             avaliação de desempenho terão pon-
dades para acessar serviços de saú-                                              tuação adicional de até 10% na nota
de nessas localidades e, com isso,        todos foram selecionados. As con-      dos exames de residência médica
reduzir as desigualdades regionais        tratações por parte dos municípios     que estiverem cursando, para o pri-
relacionadas à presença e perma-          ainda estão em curso. Informações      meiro ano de atuação. Para os enfer-
nência desses profissionais à dispo-      preliminares apontam que 460 mé-       meiros e dentistas, há maior facilida-
sição da população.                       dicos já estão trabalhando nas cida-   de na oferta de emprego e alocação.

  26   Ministério da Saúde e Municípios
Dentistas e enfermeiros terão curso
de especialização em atenção básica
Para estimular a atuação de odon-       tuições darão suporte presencial e
tólogos, enfermeiros e médicos na       a distância por meio do programa
atenção básica, o Ministério da Saú-    Telessaúde, coordenado pelo Mi-
de vai ofertar bolsas de especiali-     nistério da Saúde.
zação para atuação em municípios
onde há carência de profissionais.      O edital traz o detalhamento de como
A ação também foca os profissio-        os interessados podem ter acesso às
nais selecionados pelo Programa de      bolsas, o valor, as instituições envol-
Valorização da Atenção Básica (Pro-     vidas e o procedimento para par-
vab), que atuarão nos pequenos          ticipar de curso de especialização
municípios, em áreas de extrema         teórico-prático em atenção básica.
pobreza e nas periferias das gran-      As aulas começarão em maio.
des cidades.
                                        A especialização, que incluirá os con-
Com duração de um ano, a espe-          teúdos do Programa Nacional de Me-
cialização terá jornada de 40 ho-       lhoria do Acesso e da Qualidade da
ras semanais – 32 em serviço nas        Atenção Básica (PMAQ) e do Índice
unidades básicas e oito teóricas,       de Desempenho do SUS (IDSUS), será
sob supervisão de universidades         certificada pela Universidade Aberta       Mais informações:
parceiras do programa. Estas insti-     do SUS (UNA-SUS).                          http://provab.saude.gov.br




   Desequilíbrio regional é desafio
   O Ministério da Saúde desenvolve      graduação e residência médica de         (Pró-Residência), que  oferece bol-
   diversas ações educacionais em        forma equânime pelo País. A meta         sas de residência médica em áreas
   parceria com o Ministério da Edu-     do Governo Federal é financiar 4         definidas como prioritárias para o
   cação com a finalidade de comba-      mil novas vagas de residência até        SUS e carentes de determinados
   ter os desequilíbrios regionais na    2014 e até 2022 garantir uma vaga        especialistas, como pediatria, ne-
   oferta de especialistas. O Plano      na residência para cada formando.        onatologia, medicina de família e
   Nacional de Qualidade na Edu-                                                  comunidade, entre outras. Cria-
   cação Médica é um deles, e está       Nesse sentido, já está em curso          do em 2009 pelo Ministério da
   sendo elaborado para estabelecer      o Programa Nacional de Apoio             Saúde, também em parceria com
   metas de qualidade, quantidade e      à Formação de Médicos Espe-              o Ministério da Educação, o pro-
   distribuição da oferta de vagas de    cialistas em Áreas Estratégicas          grama já ofereceu 2 mil bolsas de
                                                                                  residência médica e contou com
                    Pró-residência                                                um investimento de R$ 29 milhões
                                                                                  desde seu lançamento.
                   Ano                         Vagas autorizadas
                                                                                  Pelo Pró-Residência, serão lança-
                   2010                               1261                        dos 60 novos programas de resi-
                                                                                  dência médica em regiões com
                   2011                               1731                        dificuldade de fixação de profis-
                                                                                  sionais, com criação de bolsas
                   2012                               2445                        em especialidades estratégicas –
                                                                                  70% delas distribuídas pelas
                                                                                  regiões Norte, Nordeste e Cen-
           Total de instituições                      231                         tro-Oeste, localidades que en-
                                                                                  frentam maior dificuldade para
      Total de residentes cadastrados                 1795
                                                                                  contratar e fixar médicos.


                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                            27
Médico pode abater dívidas do
Fies se atuar em áreas carentes
Medida estimula que profissionais          de de combate aos desequilíbrios         O médico deve estar cadastrado no Sis-
                                           regionais na oferta de especialistas     tema de Cadastro Nacional dos Estabe-
optem por residência em locais
                                           e na atenção básica. Estão contem-       lecimentos de Saúde (SCNES) e, ainda,
onde há falta de médicos. O abati-         pladas áreas, como anestesiologia,       informar ao Ministério da Saúde, por
                                           cancerologia, geriatria e neuroci-       meio de formulário digital próprio,
mento pode chegar a 100%
                                           rurgia, entre outras (ver tabela) que    disponibilizado pelo Departamento de
                                           são consideradas escassas e de difícil   Atenção Básica, o início, o término e as
O Governo Federal avançou em mais          contratação. As áreas prioritárias de    eventuais interrupções de sua atuação
uma iniciativa para levar médicos          atuação desses especialistas serão       no município priorizado.
para as regiões que mais carecem           cirurgia do trauma, medicina de ur-
desse profissional em 2011. O profis-      gência, neonatologia e psiquiatria da
sional que opta por atuar na atenção       criança e da adolescência. Elas foram
básica em um dos 2.282 municípios          definidas considerando as políticas
definidos pelo Ministério da Saúde         públicas estratégicas para o SUS, que
tem abatimento de até 100% do cré-         abrangem a Rede Cegonha, a Rede
dito com o Fundo de Financiamento          de Urgência e Emergência e a Rede
ao Estudantil (Fies). Já os recém-         Oncológica, bem como as áreas em
-formados que optam por fazer resi-        que se identificou carência na oferta
dência médica em uma das 16 áreas          de formação de especialistas.
prioritárias definidas têm extensão
do prazo de carência do Fies. O pro-       Os municípios são os responsáveis
grama atingirá entre 8 mil a 9 mil alu-    pela contratação dos médicos. As con-
nos de medicina.                           tratações são realizadas diretamente
                                           entre médicos e gestores municipais,
As medidas fazem parte de uma am-          de acordo com os mecanismos de
pla estratégia do Ministério da Saú-       contratação de cada município.

     Especialidades contempladas           Portaria alcança 41% dos municípios
 Anestesiologia
                                           Entre os municípios contemplados         saúde e prevenção de doenças mais
 Cancerologia (cirúrgica,                  na portaria, estão Autazes (AM),         graves, evitando que a população
 clínica e pediátrica)
                                           Caetés (PE), Campos Lindos (TO),         precise recorrer a serviços mais com-
 Cirurgia geral                            Cristal do Sul (RS) e Iporanga (SP)      plexos com o agravo das enfermida-
 Clínica médica                            (ver tabela). Eles foram definidos       des. Esta iniciativa firma a atenção
                                           com base nos critérios: população        básica como principal porta de en-
 Geriatria                                 em extrema pobreza; população            trada ao SUS. Diversos estudos mos-
 Ginecologia e obstetrícia                 beneficiária do Bolsa Família; popu-     tram que o investimento na atenção
                                           lação rural. A quantidade de muni-       básica reduz significativamente o nú-
 Medicina de família e comunidade
                                           cípios selecionados representa 41%       mero de internações.
 Medicina intensiva                        do total de municípios brasileiros e
                                           estão contempladas todas as regi-        Os médicos que ingressam em equi-
 Medicina preventiva e social
                                           ões do País. Em cada estado estão        pes de Atenção Básica nas regiões
 Neurocirurgia                             incluídos, no mínimo, 10% de seus        prioritárias, após um ano de traba-
 Patologia                                 municípios com os maiores graus de       lho, têm 1% ao mês de abatimento
                                           carência e dificuldade de retenção       na dívida do Fies. Ou seja, depois de
 Pediatria                                 de médico para integrar as equipes       um ano e mais 100 meses atuando
 Psiquiatria                               de saúde da família.                     nesses municípios (o equivalente a
                                                                                    pouco menos de dez anos), os mé-
 Radioterapia
                                           O investimento na atenção básica         dicos quitam sua dívida com o Fies,
 Traumatologia e Ortopedia                 é fundamental para promoção da           inclusive os juros.

  28    Ministério da Saúde e Municípios
Telessaúde qualifica diagnóstico
Segunda opinião médica é garan-                   melhorias na resolubilidade da aten-            centros de pesquisa e referência, per-
                                                  ção à saúde prestada à população.               mite o acesso à chamada “segunda
tida por tecnologias de informa-
                                                                                                  opinião médica”, além da discussão de
ção e comunicação. Investimento                   Em 2012, a expansão da rede foi re-             casos com equipes multiprofissionais.
                                                  forçada, com o investimento de R$               Isso evita deslocamentos desnecessá-
na rede soma R$ 70 milhões
                                                  70 milhões no programa até o fim de             rios do paciente, qualifica o diagnósti-
                                                  2012 e consequente aumento contí-               co e permite a educação permanente
Os profissionais de saúde do Siste-               nuo do número de municípios bene-               dos profissionais de saúde, auxiliando
ma Único de Saúde podem contar                    ficiados e teleconferências realizadas.         a população atendida do SUS com
com ferramentas tecnológicas para                                                                 diagnósticos ágeis e precisos.
ajudar no atendimento de pacien-
tes. O Telessaúde Brasil Redes ofe-                                                               RESULTADOS E EXPANSÃO – Já fo-
rece teleconsultoria a distância às                                                               ram realizadas em torno de 47 mil
equipes de Atenção Básica, utili-                                 Programa                        teleconsultorias nos núcleos de te-
zando tecnologias de informação e
comunicação. Nas localidades onde
                                                                permite que                       lessaúde espalhados por 1.001 mu-
                                                                                                  nicípios de 23 estados: Amazonas,
o Telessaúde Brasil foi implantado,                  profissionais troquem                        Ceará, Goiás, Pernambuco, Santa
em 60% a 80% dos casos foi evitado                                                                Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro,
o encaminhamento dos pacientes                            informações sem                         Rio Grande do Sul, Minas Gerais,
para atendimento em outro serviço
de saúde.
                                                         sair dos postos de                       Acre, Mato Grosso do Sul, Tocan-
                                                                                                  tins, Espírito Santo, Bahia, Sergipe,
                                                               atendimento                        Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí,
O programa permite que profissio-                                                                 Mato Grosso, Pará, Rondônia, Dis-
nais troquem informações sem sair                                                                 trito Federal e Paraná. Existem, ao
dos postos de atendimento, por meio                                                               todo, 1.563 pontos localizados em
de videoconferências e internet. Com                                                              Unidades de Saúde da Família (atin-
isso, há relevante impacto financeiro,            A ferramenta, que abrange desde as              gindo 6.658 equipes), além de ou-
além da ampliação do acesso e das                 regiões mais distantes até os grandes           tros 723 pontos extras.



                                         COMO FUNCIONA O TELESSAÚDE


                                                 Se a equipe precisa de uma segunda opinião
                                                 profissional para confirmar ou complementar
                                                    o diagnóstico, pode se comunicar por
                                               webconferência com médicos e outros profissionais
                                                    localizados nos núcleos de telessaúde
                                                        em diversos estados brasileiros.




                                                                                                      Com essas ferramentas, a equipe de
                                                                                                    Atenção Básica consegue resolver cerca
 O paciente é atendido pela equipe de Saúde
                                                                                                      de 80% dos casos – assim, o paciente
    da Família na Unidade Básica de Saúde
                                                                                                    tem acesso ao diagnóstico e tratamento
    próxima à sua residência, que pode se
                                                                                                     adequados no menor tempo possível,
   localizar em grandes centros, no interior
                                                                                                        além de não ser removido para
         ou mesmo em áreas remotas.
                                                                                                           outras unidades de saúde
                                                                                                               sem necessidade.



                                                                                     Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                          29
Quase metade da população
brasileira está acima do peso
Vigitel demonstra mudança nos                         obesos subiu de 11,4% para 15,8%.         34 anos, a frequência de obesidade
                                                      O problema do excesso de peso en-         quase triplica (17,2%).
hábitos dos brasileiros e compro-
                                                      tre a população masculina começa
va crescimento dos fatores de ris-                    cedo. 29,4% dos homens entre 18 e         O envelhecimento também tem
                                                      24 anos já estão acima do peso ideal.     forte influência nos indicativos fe-
co para doenças crônicas
                                                      Quando chegam à faixa etária supe-        mininos. Um quarto das mulheres
                                                      rior, idades entre 25 e 34 anos, esse     entre 18 e 24 anos está acima do
O excesso de peso e a obesidade                       número quase dobra, atingindo 55%.        peso (25,4%). A proporção aumen-
aumentaram nos últimos seis anos                                                                ta 14 pontos percentuais na pró-
no Brasil. De acordo com o estudo,                    O aumento exponencial dos per-            xima faixa etária (25 a 34 anos de
a proporção de pessoas acima do                       centuais de obesidade em curto            idade), atingindo 39,9% das mu-
peso no Brasil avançou de 42,7%,                      espaço de tempo assusta. Se entre         lheres. Já entre as brasileiras de 45
em 2006, para 48,5%, em 2011. No                      os homens de 18 a 24 anos, apenas         a 54 anos, esse número mais que
mesmo período, o percentual de                        6,3% são obesos, entre os de 25 e         dobra (55,9%).



                   EXCESSO DE PESO                                                               OBESIDADE

2006                          43%
2007                          43%
2008                                44%
2009                                                    47%
2010                                                          48%
2011                                                                 49%




Sedentarismo diminui entre homens
O percentual de homens sedentários                como fisicamente inativos. Se com-            pratica algum tipo de atividade físi-
no Brasil passou de 16%, em 2009,                 parados com as mulheres, os ho-               ca. O percentual diminui para menos
para 14,1%, em 2011. Em 2009,                     mens também se destacam. 39,6% se             de um quarto da população (24%)
16% dos homens foram classificados                exercitam regularmente, enquanto              para quem estudou até oito anos.
                                                                    entre as mulhe-
                                                                    res a frequência            No entanto, a tendência percebida
                     INATIVIDADE              FÍSICA                é 22,4%.                    é de aumento de sedentários com
    16,0                                                                                        o aumento da faixa etária. Se 60,1%
    15,5                                                                    A Vigitel revela,   dos homens entre 18 e 24 anos pra-
                          15,6                                              também,      que    ticam exercícios como forma de la-
    15,0
    14,5                                                                    quanto maior        zer, este percentual reduz para me-
%                                                                           a escolaridade,     nos da metade aos 65 anos (27,5%).
    14,0
                                               14,2
    13,5                                                             14,0   menor o seden-      Na população feminina, as propor-
    13,0                                                                    tarismo. 42,1%      ções são semelhantes em todas as
    12,5                                                                    da    população     faixas etárias, variando entre 24,6%
    12,0                                                                    com mais de 12      (entre 25 e 45 anos) e 18,9% (maio-
                   2009                 2010                  2011          anos de estudo      res de 65 anos).


    30     Ministério da Saúde e Municípios
Consumo excessivo de álcool
                                                                                      Pesquisa anual
aumenta com escolaridade
                                                                                      traz diagnóstico
O consumo abusivo de bebida al-           no período de 30 dias foi de 17%.
coólica – ingestão em uma mesma           A proporção entre os homens é qua-          As Doenças Crônicas Não Trans-
ocasião de quatro ou mais doses           se três vezes maior (26,2%) do que          missíveis (DCNT) representam um
para mulheres e cinco ou mais doses       em mulheres (9,1%).                         dos maiores desafios de saúde
para homens, em um período de 30                                                      pública mundial. Além da ameaça
dias – é maior entre as pessoas com       O percentual nacional não sofreu            à qualidade de vida de milhões de
mais de 12 anos de estudo (20,1%)         variação desde a primeira edição            pessoas, elas geram grande im-
do que entre os que estudaram até         da pesquisa realizada em 2006.              pacto econômico. No Brasil, elas
oito anos (15,9%). Entre as mulhe-        Os números também apresentaram              respondem por 72% das mortes
res, a diferença foi ainda mais con-      diferença em relação à idade. A fre-        registradas, o correspondente a
siderável, variando de 11,9% para as      quência de consumo abusivo de bebi-         742.779 vítimas por ano.
mulheres com 12 anos ou mais de           da alcoólica foi maior entre os jovens
estudo a 7,6% para aquelas com até        de 18 a 24 anos (20,5%). Na popula-         Para mapear os fatores de riscos
oito anos de estudo.

                    ção com idade a partir de 65 anos,          que a população brasileira está
                                          essa proporção é de apenas 4,3%.

          exposta e subsidiar o planejamen-
De acordo com a pesquisa, ao consi-                                                   to de políticas públicas preven-
                                   Em relação às diferenças entre os
derar a população em geral, sem dis-                                                  tivas eficazes no enfrentamento
tinção de sexo, a frequência do con-
                                   sexos, observa-se que o percen-                    às DCNT, o Ministério da Saúde
sumo abusivo de bebidas alcoólicas tual de homens com idade entre                     promove, desde 2006, a pesquisa
                                                      18 e 24 anos                    Vigilância de Fatores de Risco e
                                                      que relataram                   Proteção para Doenças Crônicas
             ABUSO        DE ÁLCOOL                   consumo abu-                    por Inquérito Telefônico (Vigitel).
                                                      sivo de álcool
                                                      (30,3%) é qua-                  A Vigitel é realizada pelo Minis-
    20                                                se três vezes                   tério da Saúde em parceria com
                                                      maior do que                    o Núcleo de Pesquisas Epidemio-
    15
                                                      quando com-                     lógicas em Nutrição e Saúde da
%                                                     parado às mu-                   Universidade de São Paulo (Nu-
            16      17      18  19    18     17       lheres nesta                    pens/USP). Cerca de 54 mil adul-
    10
                                                      mesma faixa                     tos são entrevistados, 2 mil pes-
                                                      etária (11,5%).                 soas em cada capital brasileira e
    5                                                                                 também no Distrito Federal.
           2006    2007    2008    2009     2010    2011




Tabagismo segue em queda                                                             FUMANTES
O percentual de fumantes passou           combate ao ta-
de 16,2% para 14,8% nos últimos           baco estão en-       2006                          16,2
seis anos. A frequência é menos da        tre as priorida-     2007                           17
metade do índice de 1989, quando a        des do Governo       2008                           16
Pesquisa Nacional de Saúde e Nutri-       Federal.             2009                           16
ção (PNSN), realizada pelo Instituto                           2010                          15,1
Brasileiro de Geografia e Estatística     Uma série de         2011                          14,8
(IBGE), apontou 34,8% de fumantes         medidas para
na população.                             reduzir a atrati-         0                  6                  12                 18
                                          vidade do cigar-                                         %
Outro bom motivo para comemo-             ro vem sendo
rar é a diminuição dos homens que         liderada pelo Ministério da Saúde,       dos impostos e a proibição dos fu-
fumam mais de 20 cigarros por dia,        como a proibição da publicidade          módromos. A expectativa é chegar
o chamado fumo pesado. A pro-             do tabaco, a adesão à Convenção-         a 2022 tendo reduzido a frequên-
porção passou de 6,3% para 5,4%           -Quadro para o Controle do Tabaco        cia de fumantes para 9% na popu-
nos últimos seis anos. Ações de           de 2005, o aumento das alíquotas         lação adulta.

                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                            31
Academia da Saúde incentiva a
prática de atividades físicas
Ministério da Saúde estabelece            O programa faz parte das estratégias    incorporadas ao programa Academia
                                          desenvolvidas no Plano de Ações Es-     da Saúde e passam a receber, cada
meta de 4 mil polos até 2014. Re-
                                          tratégicas para o Enfrentamento das     uma, custeio de R$ 36 mil anuais.
passes são feitos para os fundos          Doenças Crônicas Não Transmissíveis
                                          no Brasil, lançado em abril de 2011     A partir das habilitações, através de
municipais de saúde
                                          e com metas até 2022. Do objetivo       portarias, cada município contem-
                                          de construir 4 mil polos até 2014, já   plado passa a receber 20% do valor
O Programa Academia da Saúde, lan-        foram habilitadas para construção       total previsto para a totalidade do
çado pelo Governo Federal em 2011,        1.684 academias. Outras 323, que        projeto, cujas obras devem ser fina-
tem o objetivo de promover hábitos        não entram na meta, receberam           lizadas em até 24 meses. Para rece-
saudáveis entre a população, por          recursos para construção prove-         ber as outras parcelas de recursos, o
meio da oferta de espaços adequa-         nientes de emendas parlamentares.       gestor municipal deverá apresentar
dos para a prática de atividade física    Assim, atualmente, temos um to-         os documentos solicitados pelo Mi-
que devem estar diretamente ligados       tal de 2.007 polos habilitados para     nistério da Saúde, comprovando a
aos serviços públicos de saúde (Uni-      construção em todo o País. O valor      conclusão das etapas da obra.
dades de Básicas de Saúde). A ideia       do incentivo varia de acordo com o
surgiu a partir de cinco exemplos de      tipo de modalidade. São elas: bási-     Para cada polo do Programa Acade-
academias bem-sucedidas situadas          ca (R$ 80 mil/polo), intermediária      mia da Saúde será obrigatório o ca-
nas cidades de Vitória (ES), Recife       (R$ 100 mil/polo) e ampliada (R$ 180    dastramento de profissionais de saú-
(PE), Aracajú (SE), Belo Horizonte        mil/polo). Só em 2011, o Ministério     de de nível superior na quantidade
(MG) e Curitiba (PR). O programa é        da Saúde destinou R$ 186 milhões        mínima de um profissional com carga
coordenado pelo Ministério da Saú-        para incentivos de construção. Além     horária semanal de 40 horas ou dois
de e funciona por meio de adesão          destas academias, 154 unidades que      profissionais com carga horária míni-
dos municípios.                           já existiam em 95 municípios foram      ma individual de 20 horas semanais.

  32   Ministério da Saúde e Municípios
Contra a obesidade, alunos são
orientados para dieta mais saudável
Foco do Ministério da Saúde na
melhoria da alimentação escolar
visa combater o avanço da obesi-
dade infantil

Profissionais de saúde e da educação
avaliaram e orientaram estudantes de
5 a 19 anos em 22 mil escolas públicas
do País. As equipes do Programa Saú-
de da Família, coordenado pelo Mi-
nistério da Saúde, pesaram, mediram
e calcularam o Índice de Massa Cor-
pórea (IMC) de mais de 5 milhões de
alunos em 1.938 municípios. Além de
orientações nutricionais, os profissio-
nais encaminharam os estudantes que
apresentaram excesso de peso para as
Unidades Básicas de Saúde.

Essa medida integrou a 1a Semana
de Mobilização Saúde na Escola, que
aconteceu em março deste ano, e teve
como tema a obesidade em crianças         ALERTA PARA EXCESSO DE PESO INFANTIL
e adolescentes. Essa é uma das ações
previstas no PSE que, em dezembro
                                               De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais
de 2011, recebeu investimentos de
                                               de 1 bilhão de pessoas no mundo está acima do peso
R$ 118,9 milhões referentes aos 2.495
                                               ideal. No Brasil, quase metade da população, 48,5%,
municípios que aderiram à estratégia
                                               está acima do peso (Vigitel 2011).
e se comprometeram a implementar
ações de promoção, prevenção, edu-
cação e avaliação das condições de             Atualmente, muitas crianças e adolescentes têm apre-
saúde das crianças e dos adolescentes          sentado altas taxas de colesterol, pressão alta, diabe-
nas escolas. Já os municípios que ade-         tes e doenças do coração, enfermidades que até então
riram à Semana de Mobilização Saúde            eram caracterizadas como de adultos (OMS, 2004).
na Escola (1.938) receberam incentivo
extra de R$ 558 por equipe de Saúde
da Família, totalizando R$ 10 milhões.         Em algumas regiões do Brasil, cerca de 15% das crian-
                                               ças brasileiras são obesas. E algumas cidades apre-
As ações no combate à obesidade in-            sentam 30%, ou mais, de crianças e adolescentes com
fantil não se resumem apenas às es-            sobrepeso (RG NUTRI ON LINE, 2006). O consumo de
colas públicas. Em abril, um acordo            frutas, legumes e verduras evita doenças, como câncer,
assinado na semana do Dia Mundial              doenças do coração, etc. (BRASIL, 2005).
da Saúde levou às lanchonetes das
instituições de ensino privadas (do
básico ao médio) opções de lanches             Estima-se que a obesidade infanto-juvenil tenha au-
mais saudáveis. A medida, toma-                mentado 240% nas últimas décadas (TALAMONI, 2005).
da pela primeira vez no Brasil, tem
como objetivo atingir cerca de 6,5
milhões de estudantes em todo País.

                                                          Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                               33
Governo faz acordo para produção
de alimentos com redução de sódio
Documento estabelece redução
gradual de sódio entre os alimen-
tos mais consumidos pelo público
infanto-juvenil

Para melhorar a dieta do brasileiro,
Ministério da Saúde e indústria ali-
mentícia firmaram o compromisso de
reduzir, gradualmente, o uso do sódio
em 16 categorias de alimentos até
2014, com aprofundamento das me-
didas até 2016. A parceria, firmada
em 2011, contempla produtos como
batatas fritas e batata palha, pão fran-
cês, bolos prontos, salgadinhos de mi-
lho, maionese e biscoitos recheados.

A intenção é oferecer alimentos in-
dustrializados mais saudáveis e pre-
venir a ocorrência de doenças na
população, sobretudo, entre os mais
jovens. O sódio está presente no sal
de cozinha e seu consumo excessivo
está associado a uma série de do-
enças crônicas, como
hipertensão arterial,
problemas cardiovas-
culares, distúrbios re-
nais e cânceres.
                                        Acordo deve
                                            retirar do
O Ministério da Saúde
estima a retirada do               mercado mais de
mercado, até 2014,
de 3.957 toneladas de
                                   3,9 mil toneladas
sódio somente com a               de sódio somente
redução do sal no pão
francês. Se adicionar             com a redução no
os valores previstos de
redução para o macar-
                                        pão francês
rão instantâneo, o pão
de forma e a bisnagui-
nha, a estimativa sobe
para 5.588 toneladas.                      lam que o consumo do brasileiro ul-      tes. Mais de 90% consomem acima
                                           trapassa mais do que o dobro do re-      do valor recomendado. O consumo
A recomendação de consumo máxi-            comendado, ficando em 12g diários,       de biscoitos doces é 2,5 vezes maior
mo diário de sal pela OMS é de me-         aproximadamente.                         do que o ingerido por adultos. O de
nos de cinco gramas por pessoa (o                                                   salgadinhos chega a sete vezes mais e
equivalente a quatro colheres rasas        Entre os adolescentes de 14 a 18 anos,   o de biscoitos salgados é 50% maior
de café). Porém, dados do IBGE reve-       os dados são ainda mais preocupan-       do que a faixa etária mais elevada.

  34   Ministério da Saúde e Municípios
Menos sal, mais saúde
   O acordo com a indústria também            por acidente vascular cerebral di-            sileira das Indústrias de Alimenta-
   induzirá a redução do número de            minuirão em 15% e as mortes por               ção (Abia), a Associação Brasileira
   internações no País e a melhoria           infarto em 10%. Ainda estima-se               das Indústrias de Massas Alimen-
   da qualidade de vida da popu-              que 1,5 milhão de brasileiros não             tícias (Abima), a Associação Bra-
   lação hipertensa. Uma pesquisa             precisaria de medicação para hi-              sileira da Indústria do Trigo (Abi-
   realizada com mais de 54 mil bra-          pertensão e a expectativa de vida             trigo) e a Associação Brasileira da
   sileiros em 2011 revelou que a             dos hipertensos seria aumentada               Indústria de Panificação e Con-
   hipertensão arterial atinge 22,7%          em até quatro anos.                           feitaria (Abip). A indústria utiliza
   da população adulta. Se o consu-                                                         esse mineral por causa do sabor e
   mo de sódio for reduzido para a            O acordo firmado pelo Ministério              da sua função conservante que dá
   recomendação diária, os óbitos             da Saúde inclui a Associação Bra-             aos produtos.




                COMPROMISSO DA INDÚSTRIA
                                                                                                    ATUAL                           META
                                                                                                1.567mg/100g                    1.052mg/100g
O acordo é voluntário e não prevê multas ou penalidades. Porém, o termo de
compromisso estabelece o acompanhamento das informações da rotulagem
nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no
mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias.
Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o
acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
                                                                                                               - 9,5% ao ano
                                                                                                                  até 2014



          PÃO FRANCÊS                                BATATA FRITA/PALHA                               SALGADINHOS DE MILHO

   ATUAL                          META           ATUAL                        META                   ATUAL                           META
 648mg/100g                    586mg/100g      720mg/100g                  529mg/100g            1.288mg/100g                     747mg/100g




               - 2,5% ao ano                                 - 5% ao ano                                        - 8,5% ao ano
                  até 2014                                     até 2016                                            até 2016


                BISCOITOS                           MISTURAS PARA BOLOS                                     BOLOS PRONTOS
    ATUAL                           META
1.220mg/100g                    699mg/100g                                                                                           META
  (salgados)                     (salgados)                                    META
                                                                           334mg/100g                                               entre*
 490mg/100g                     359mg/100g                                                                                        204mg/100g
    (doces)                        (doces)                                   (aerados)              ATUAL
                                                  ATUAL                    250mg/100g                                                 e
 600mg/100g                     265mg/100g      568mg/100g                                        463mg/100g                      332mg/100g
 (recheados)                    (recheados)                                 (cremosos)




        - 7,5% a - 19,5% ao ano                                                                              - 7,5% a - 8% ao ano
                                                       - 8% a - 8,5% ao ano
                até 2014                                                                                           até 2014
                                                             até 2016
                                                                                                        * Meta varia conforme o Ɵpo de bolo


                                                                                 Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                              35
Nova lei eleva preço do cigarro
e proíbe fumódromos
A Lei do Fumo, que contou com                Fica estabelecida em 300% a alíquo-      uma regra de preço mínimo ataca as
                                             ta do Imposto sobre Produtos Indus-      duas frentes para a redução do con-
o apoio do Ministério da Saúde,
                                             trializados (IPI) para o cigarro. Com    sumo: preço de um lado e combate à
pretende frear o avanço de doen-             o reajuste do imposto e o estabele-      pirataria do outro. Medidas como es-
                                             cimento de um preço mínimo, o ci-        sas reforçam a liderança do Brasil no
ças ligadas ao tabagismo
                                             garro subirá cerca de 20%, em 2012,      enfrentamento das doenças crônicas
                                             chegando a 55%, em 2015.                 não transmissíveis.
O Ministério da Saúde foi o principal
apoiador na aprovação da nova Lei            Depois de aprovada no Congresso,         Além de todas as ações regulatórias,
do Fumo pelo Congresso Nacional.             por sugestão do Ministério da Saúde,     o Governo Federal também investe
Sancionada em dezembro do ano                a presidenta Dilma vetou o artigo que    em ações educativas. O Ministério da
passado pela presidenta Dilma Rous-          permitia a propaganda institucional      Saúde incluiu o tabagismo no Plano
seff, a nova legislação estabelece um        de fabricantes de tabaco em even-        de Ações Estratégicas para o Enfren-
preço mínimo de venda de cigarro no          tos. O artigo vetado ia totalmente de             tamento de Doenças Crô-
varejo, aumenta a carga tributária so-       encontro com os compromissos in-                          nicas não Transmis-
bre o produto e proíbe a propaganda          ternacionais assumidos pelo Brasil,                          síveis no Brasil
nos pontos de venda e o fumo em              em especial a Convenção-Quadro                                (2012-2022).
locais fechados – os fumódromos, se-         para o Controle do Tabaco.
jam eles privados ou públicos.                                                                            Conforme pre-
                                             A lei é um grande avanço no                                  visto no Plano,
Pela nova lei, também fica proibida a        combate ao tabagismo, já que                                a expectativa é
propaganda comercial de cigarros nos         deve contribuir para frear o                                chegar a 2022 ten-
pontos de venda, sendo permitida             consumo de cigarros no País.                               do reduzido a fre-
somente a exposição dos produtos –           A combinação do aumento                                    quência de fuman-
desde que acompanhada por mensa-                         do tributo com                                 tes de 15% para
gens sobre os malefícios provocados                                                                     9% na população
pelo uso do fumo. Outra obrigato-                                                                       adulta.
riedade prevista pela referida
lei é o aumento de avisos so-
bre os malefícios do fumo,
que deverão aparecer em
30% da área frontal do
maço de cigarros, a partir
de 1º de janeiro de 2016.




PERCENTUAL DE FUMANTES
    Capitais/DF                   Total         Capitais/DF            Total            Capitais/DF           Total
Aracaju                            9,4       Goiânia                    11           Recife                    12,3
 Belém                             12,5      João Pessoa               9,4           Rio Branco                14,5
 Belo Horizonte                    15,6      Macapá                    10,9          Rio de Janeiro            14,1
 Boa Vista                          13       Maceió                    7,8           Salvador                  8,6
 Campo Grande                      13,2      Manaus                    11,9          São Luís                  13,2
 Cuiabá                            16,1      Natal                     11,4          São Paulo                 19,3
 Curitiba                          20,2      Palmas                    12,5          Teresina                  15,3
 Florianópolis                     14,3      Porto Alegre              22,6          Vitória                   11,2
 Fortaleza                         10,3      Porto Velho               16,6          Distrito Federal          13,5


  36      Ministério da Saúde e Municípios
Mais rigor na Lei Seca                                                             CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
                                                                                   APÓS USO DE ÁLCOOL
Desde 2011, foram gastos R$ 204         sob influência de álcool ou outras




                                                                                                                         Masculino
                                        drogas que causam dependência,




                                                                                                                                     Feminino
                                                                                                            Total (%)
milhões no atendimento às 155                                                       Capitais/DF
                                        passando dos atuais R$ 957,70 para
mil internações registradas na          R$ 1.915,40.
rede pública de saúde                                                               Aracaju                18,3         28,4         10
                                        Medidas legislativas, como o Có-
                                                                                    Belém                  17,6         25,2         11
                                        digo de Trânsito Brasileiro e a Lei
Pesquisa do Ministério da Saúde         Seca, têm sido muito importantes            Belo Horizonte         20,0         30,0         11,6
realizada com 54.144 pessoas das        para a prevenção dos acidentes de           Boa Vista              13,9         19,2         8,6
26 capitais brasileiras e no Distrito   transporte terrestre. Dados do Sis-         Campo Grande           13,1         20,0         6,9
Federal revelou um dado preocu-         tema de Informações de Mortalida-           Cuiabá                 21,1         31,2         11,7
pante: 4,6% dos entrevistados ad-       de (SIM) revelam números assus-             Curitiba               14,3         23,3         6,5
mitiram dirigir após beber qualquer     tadores: 40.610 pessoas morreram
                                                                                    Florianópolis          17,2         27,4         7,9
quantidade de bebida alcoólica.         no trânsito em 2010, um número
                                                                                    Fortaleza              17,3         28,6         8,0
O hábito é mais comum entre os          24% maior do que o registrado em
25 e 44 anos. Para os homens, em        2002. Além das vítimas fatais, em           Goiânia                16,6         26,7         7,8
qualquer faixa etária, a proporção é    2010 foram registradas 145 mil in-          João Pessoa            17,6         28,4         8,7
maior (8,6%) do que para as mulhe-      ternações de pessoas vítimas de             Macapá                 18,6         28,9         8,9
res (1,2%). Os dados são da pesqui-     acidentes de carro e moto, o que            Maceió                 19,6         30,9         10,2
sa Vigitel 2011.                        representou um gasto total de               Manaus                 15,8         27,7         4,9
                                        R$ 190,3 milhões.
                                                                                    Natal                  17,5         29,8         7,4
Com base nesse resultado, o Mi-
nistério da Saúde entrou com força      Em 2011 esse número cresceu                 Palmas                 18,6         28,2         8,8
total na luta pelo fortalecimento da    ainda mais. Dados preliminares já           Porto Alegre           13,8         20,3         8,4
Lei Seca para a redução de mortes       apontam aumento de 7% no núme-              Porto Velho            18,2         27,8         8,8
no trânsito. A proposta de “tolerân-    ro de internações (155 mil interna-         Recife                 20,9         29,0         14,3
cia zero”, aprovada pela Câmara dos     ções no SUS). Foram gastos R$ 204           Rio Branco             11,9         19,2         5,3
Deputados e que agora segue para        milhões, sem contar o investimento          Rio de Janeiro         18,2         25,4         12,2
o Senado, autoriza o uso de teste-      necessário na reabilitação dos pa-
                                                                                    Salvador               23,6         31,3         17,2
munhos, exame clínico, imagens e        cientes, sobretudo a reabilitação
vídeos como meios de prova para         física. Com esse valor, o Ministé-          São Luís               20,2         30,3         11,9
confirmar a embriaguez de motoris-      rio da Saúde poderia ter investido          São Paulo              13,6         23,8         4,7
tas, essencial para combater a com-     na construção de 145 Unidades de            Teresina               22,9         37,6         10,9
binação trágica entre o álcool e a      Pronto Atendimento, com capaci-             Vitória                18,9         25,5         13,3
direção. Além disso, o texto dobra a    dade para atender mais de 43 mil            Distrito Federal       15,2         21,3         9,8
multa para quem for pego dirigindo      brasileiros por dia.                                                        Fonte: Vigitel 2011.




Ações preventivas para reduzir mortes no trânsito
O Sistema Único de Saúde conta com      rança no Trânsito 2011-2020, coor-         rem o programa. Até o fim de 2012,
um conjunto de ações de promoção        denado pela OMS.                           o MS investirá mais R$ 12 milhões na
de saúde e prevenção e vigilância de                                               ampliação da ação.
acidentes, violências e seus fatores    Já o Projeto Vida no Trân-
de risco. Em 2011, os ministérios       sito é a resposta brasileira
da Saúde e das Cidades assinaram        ao convite da OMS para
o Pacto Nacional pela Redução dos       integrar-se a um conjunto
Acidentes no Trânsito – Pacto pela      de dez países envolvidos
Vida. A meta é estabilizar e reduzir    no Projeto Trânsito Seguro.
o número de mortes e lesões em aci-     Entre 2010 e 2011, o Mi-
dentes de transporte terrestre nos      nistério da Saúde destinou
próximos dez anos, como adesão ao       R$ 4,8 milhões para as pri-
Plano de Ação da Década de Segu-        meiras cidades a implanta-

                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                     37
Dengue afeta menos brasileiros
A queda ocorreu nos três primei-
ros meses do ano em relação ao
mesmo período do ano passado –
de 6.638 para 652 casos

As medidas de combate à dengue
adotadas pelo Ministério da Saúde
demonstram que o Programa Nacio-
nal de Controle da Dengue está no
caminho certo. O Brasil registrou re-
dução de 90% nos casos graves da do-
ença nos primeiros três meses deste
ano, em comparação com o mesmo
período de 2011. Entre 1º de janeiro e
18 de abril, foram registrados 652 ca-    O valor tem como foco ações que           ações desenvolvidas nos estados e
sos contra 6.638 no mesmo período         qualifiquem as atividades  de pre-        municípios. Prova disso é o repasse
do ano passado. Em relação aos casos      venção e controle da dengue, como         de R$ 1,33 bilhão, em 2011, do Piso
gerais, a redução foi de 51%. Os ca-      garantir o número adequado de             Fixo de Vigilância e Promoção à Saú-
sos registrados passaram de 468.986       agentes para as visitas domiciliares,     de, para o financiamento das ações
para 228.714. Em relação aos óbitos,      visitar pelo menos quatro vezes os        de vigilância e promoção da saúde –
a queda apresentada foi de 82%.           domicílios do município, efetuar a vi-    para prevenção e o combate às do-
                                          gilância entomológica e epidemioló-       enças endêmicas, como chagas, han-
O Ministério da Saúde, no início          gica – como realizar pelo menos três      seníase e dengue. A previsão de re-
deste ano, efetuou o repasse de R$        LIRAa (Levantamento de Infestação         passe do piso para 2012 é de R$ 1,72
92,8 milhões para 1.159 municípios        do Aedes aegypti) ao ano (janeiro,        bilhão, um acréscimo de quase 30%
selecionados pela Portaria no 2.577       março e outubro) –, notificar ime-        no valor total de recursos.
exclusivamente para qualificação das      diatamente os óbitos por dengue,
atividades de prevenção e controle        garantir atenção ao paciente com          O programa prevê a aquisição de
da dengue. Os recursos correspon-         insumos e capacitar os profissionais      2.500 toneladas de larvicidas e 350
dem a um acréscimo de 20% do Piso         de saúde.                                 mil litros de inseticidas para distri-
Fixo de Vigilância e Promoção à Saú-                                                buição aos estados e municípios, e a
de, repassado rotineiramente para         Por meio do Programa Nacional de          compra de 12.717 kits diagnósticos
estados e municípios, e beneficiaram      Controle da Dengue, o Ministério          suficientes para processar mais de 1
mais de 100 milhões de pessoas.           da Saúde apoia e oferece suporte às       milhão de amostras.




   Ritmo de queda foi acentuado em 2011
   O Ministério da Saúde identificou       uma queda de 44% em todo o              Prova dos bons resultados das
   queda de 24% no número de ca-           País. Em 2010, foram confirma-          ações executadas pelo Ministério
   sos confirmados da doença entre         dos 13.755 casos de dengue com          da Saúde é a queda de 58% nos ca-
   os últimos dois anos. Em 2010,          complicações. No ano passado, o         sos da dengue até o dia 17 de mar-
   mais de um milhão de pessoas fo-        número de casos graves ficou em         ço deste ano, na comparação com
   ram infectadas por dengue. Já em        7.744. Seguindo a mesma ten-            2011. Foram 109.806 registros
   2011, a doença acometeu 764 mil         dência de redução, os óbitos por        contra 261.735 no mesmo perío-
   pessoas. Em números absolutos,          complicações de dengue também           do do ano passado. Houve queda
   uma queda de 247,5 mil casos.           caíram: passaram de 356 em 2010         também de 94% no número de ca-
   A redução foi ainda maior em re-        para 291 em 2011. Portanto, uma         sos graves em 2012 e, em relação
   lação ao registro de casos graves,      baixa de 18%.                           aos óbitos, redução de 95%.



  38   Ministério da Saúde e Municípios
Casos de malária têm retração de
mais de 50% em seis anos
Entre 2005 e 2011, casos notifi-          cimento dos primeiros sintomas. Por              CASOS NOTIFICADOS
                                          outro lado, o engajamento de gesto-
cados passaram de 610 mil para                                                        650.000             610.655
                                          res, agentes de saúde e entidades par-
290 mil. A queda se deve à des-           ceiras também tem sido fundamental.         570.000

                                                                                      490.000
centralização das ações
                                          Além das atividades programadas,
                                                                                      410.000
                                          trabalhos pontuais e emergenciais                                         333.438
O esforço do Ministério da Saúde          são executados em parceria com              330.000
                                                                                                                                 290.348
em controlar e prevenir a malária         estados e municípios. Em 2011, por          250.000
no País tem demonstrado resultados        exemplo, para os locais onde há                            2005        2010         2011
positivos. Desde 2005, a redução no       maior vulnerabilidade à doença, o
número de casos registrados em ter-       Ministério da Saúde repassou R$ 15                     HOSPITALIZAÇÕES
ritório nacional caiu acima dos 50%.      milhões. O recurso foi utilizado para        25.000
Em 2005, o Brasil registrou 610.655       a instalação de mais de 1 milhão de                           20.830
                                                                                       20.000
casos. Em 2011, esse número caiu          mosquiteiros com inseticidas.
para 290.348 notificações.                                                             15.000
                                          O ministério também promoveu ou-             10.000                       9.490
                                          tras medidas, como o envio de 194
                                                                                         5.000
                                          microscópicos para ampliar a rede de                                                  4.394
               Ministério                 diagnósticos da malária, 39 novas ca-              0
                                                                                                     2005         2010         2011
                                          minhonetes e 250 mil testes rápidos
               da Saúde                   para diagnóstico da doença subsidia-
                                          dos pelo Fundo Global de Luta Con-                           ÓBITOS
         repassou R$ 15                   tra Aids, Tuberculose e Malária.               150
           milhões para                                                                  130             122
                                          Entre as ações de prevenção regulares
            a compra de                   estão: drenagem de áreas alagadas ti-          110

                                          das como de risco, pequenas obras de
           mosquiteiros                   saneamento para eliminação de cria-
                                                                                           90

                                                                                           70
                                          douros do vetor, aterro, limpeza das                                               58
                                          margens dos criadouros, modificação              50
                                                                                                      2005                2011
                                          do fluxo da água, controle da vegeta-      Fonte: SIM e SIH/SUS, dados sujeitos a alteração.
Essa queda acentuada nos últimos          ção aquática, melhoramento da mo-
seis anos é reflexo, principalmente, da   radia e das condições de trabalho da       mentos ou associações de medica-
descentralização das ações de preven-     população e uso racional da terra.         mentos específicos em dosagens
ção e controle da doença, da inclusão                                                adequadas à situação de cada do-
de derivados de artemisina no trata-      Uma vez diagnosticada, a malária           ente. O SUS oferece gratuitamente
mento dos pacientes e do atendimen-       tem tratamento simples. Para cada          toda a medicação para o tratamento
to em até 72 horas depois do apare-       espécie de plasmódio, há medica-           da malária.


Vacina contra a doença está em desenvolvimento
Nos últimos 15 anos, foram publica-       capazes de diminuir ou mesmo blo-          muitas formas evolutivas do parasito,
dos vários ensaios de fase II de va-      quear os efeitos do parasito e da do-      os esporozoítos, as formas hepáticas,
cinação contra a malária, utilizando      ença no homem.                             as formas assexuadas eritrocíticas e
antígenos sintéticos ou recombinan-                                                  os gametócitos. Lamentavelmente,
tes de proteínas do parasita. Esses       A busca de vacinas eficazes contra a       os resultados destes estudos ainda
antígenos, se utilizados em uma va-       malária tem sido realizada em várias       não são satisfatórios para a implanta-
cina, poderiam induzir mecanismos         direções, incluindo estudos com as         ção da vacinação em seres humanos.

                                                                         Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                  39
Com maior cobertura vacinal, Brasil
reduz em 64% as mortes por gripe
Vacinação e tratamento preco-                       soas. Para atingir o objetivo, foram      os hospitais públicos. Em caso de
                                                    distribuídas 31,1 milhões de doses        pessoas internadas na rede particu-
ce impactaram os casos no País.
                                                    da vacina e repassados R$ 24,7 mi-        lar, o medicamento deve ser dispo-
Em 2012, 30,1 milhões de pessoas                    lhões do Fundo Nacional de Saúde          nibilizado mediante apresentação de
                                                    aos fundos estaduais e municipais.        receita médica.
devem ser vacinadas
                                                    Estes recursos serão usados para cus-
                                                    tear a infraestrutura das campanhas,      O enfrentamento da primeira onda
A ampliação do público-alvo na cam-                 a aquisição de seringas e agulhas, o      da pandemia pelo vírus Influenza
panha de vacinação contra a gripe                   deslocamento de equipes e o mate-         Pandêmico (H1N1) em 2009 deter-
e o maior acesso ao medicamen-                      rial informativo distribuído. Cerca de    minou esforço de todo o sistema de
to reduziram em 64,1% as mortes                     240 mil profissionais do SUS estão        saúde público para que os casos e
por agravamento da gripe H1N1 em                    envolvidos na ação, que também            óbitos fossem reduzidos.
2011. Foram 53 óbitos contra 148 no                 contará com 27 mil veículos.
ano anterior. A cobertura vacinal da                                                          VACINA – A vacina é a melhor estra-
população-alvo chegou a 84%. Além                   TRATAMENTO PRECOCE – Além da va-          tégia disponível para a prevenção
de idosos e populações indígenas,                   cinação, o Ministério da Saúde garan-     da influenza e suas consequências,
atendidos desde 1999, foram imu-                    te acesso ao tratamento precoce. Para     proporcionando impacto direto na
nizadas crianças entre seis meses e                 evitar a propagação do vírus de pesso-    diminuição dos casos e gastos com
dois anos, gestantes e profissionais                as com maior risco, fornece o antiviral   medicamentos para tratamento de in-
da saúde. Também houve redução                      Oseltamivir. Todos os estados estão       fecções secundárias, das internações
de 44% das internações.                             abastecidos com o medicamento.            hospitalares e da mortalidade. Das
                                                                                              doses distribuídas neste ano, 96% fo-
A meta do Ministério da Saúde para                  A recomendação é para as secreta-         ram produzidas no Brasil – resultado
2012 é imunizar 80% do público-alvo,                rias estaduais e municipais de saúde      da transferência de tecnologia e da
composto por 30,1 milhões de pes-                   fornecer o medicamento para todos         capacitação de laboratórios públicos.


   Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo vírus influenza – 
                        Casos confirmados*
                                                Variação             2012*
      Região          2010        2011
                                              2010/2011 (%)          (14/4)
Norte                  257          5                -98               7
Nordeste               108         20                -81              34
Sudeste                180         177               -2               17
Sul                    165         383              132               10
Centro-Oeste           36          13                -64               6
Brasil                 746         598               -20              74
Fonte: Sinan Influenza Web/SVS/MS. Dados atualizados em 19/4/2012.


 Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo vírus influenza – 
                           Óbitos*
                                                Variação             2012*
      Região          2010        2011
                                              2010/2011 (%)          (14/4)
Norte                  50           3                -94               1
Nordeste               25           5                -80               1
Sudeste                34          25                -26               1
Sul                    33          19                -42               1
Centro-Oeste            6           1                -83               3
Brasil                 148         53                -64               7
Fonte: Sinan Influenza Web/SVS/MS. Dados atualizados em 19/4/2012.


  40     Ministério da Saúde e Municípios
Incidência por tuberculose cai
15,9% em uma década
Dados do Ministério da Saúde confir-      pacientes com a doença. Em 2010,
mam que a tuberculose foi elencada        60,1% dos casos novos foram testa-
como tema prioritário para o Gover-       dos para HIV.
no Federal. Nos últimos dez anos, o
Brasil registrou queda de 15,9% na        Por isso, está sendo desenvolvido o
taxa de incidência por tuberculose.       projeto de diagnóstico de tratamen-
Em 2011, foram registrados 36 casos       to da tuberculose entre pessoas que
da doença para cada 100 mil habi-         vivem com o HIV em 13 municípios
tantes contra 42,8 casos, em 2001.        brasileiros, onde mais de 20% dos
                                          pacientes com tuberculose estão           QUAN
                                                                                             TO AN
                                                                                                       TES
Com relação aos óbitos, a redução foi     infectados pelo vírus.                              PROCU VOCÊ TRATA
                                                                                                        RE UM                  R
                                                                                   O trata
                                                                                          mento                    A UNID , MAIS FÁCIL
                                                                                                                             ADE D         CURAR
ainda maior: a taxa de mortalidade
                                                                                                não po
                                                                                                      de ser
                                                                                                             interro              E SAÚD        .
                                                                                                                    mpido.
                                                                                                                           É um         E.
                                                                                                                       direito

caiu 23,4% em uma década. O País          Os investimentos em ações de
                                                                                                                               seu   garant
                                                                                                                                           ido pelo
                                                                                                                                                      SUS.


registrou 3,1 óbitos para cada grupo      controle da doença aumenta-
de 100 mil habitantes em 2001, pas-       ram 14 vezes nos últimos nove
sando para 2,4 em 2010.                   anos.  Em 2002, os recursos destina-
                                          dos ao Programa Nacional de Con-
Além disso, pela primeira vez, os ca-     trole da Tuberculose (PNCT) do Mi-           Desafio é
sos de tuberculose foram inferiores       nistério da Saúde foram de US$ 5,2
a 70 mil no País. O número de ca-         milhões, aumentando para US$ 74              identificar
sos registrados no último ano caiu        milhões em 2011.
3,54%: foram 71.790 (2010) contra                                                      70% dos casos
69.245 (2011).                            Entre as medidas que estão em curso
                                          se destaca a expansão do tratamento          O principal indicador utilizado
Apesar dos avanços, a doença ainda        diretamente observado – atualmen-            para avaliar as ações de controle
preocupa as autoridades de saúde.         te, 71,5% das unidades de saúde ofe-         da tuberculose é o percentual de
No País, a tuberculose representa a       recem este tipo de tratamento – e o          cura dos novos casos.  Uma das
quarta causa de óbitos por doenças        aumento na cobertura das Equipes             metas recomendadas pela OMS
infecciosas e a primeira entre pa-        de Saúde da Família. No ano passa-           é identificar 70% e curar, pelo
cientes com aids. Por isso, o Ministé-    do, 56,3% dos casos de tuberculose           menos, 85% dos casos, como
rio da Saúde recomenda que seja re-       foram notificados na atenção básica,         medida para começar a reverter
alizado o teste anti-HIV em todos os      sendo que, em 2001, era 25,2%.               a situação da tuberculose. 

                                                                                       Em 2010, o Brasil detectou 88%
ONU destaca êxito brasileiro                                                           dos casos, no entanto, o alcan-
                                                                                       ce do percentual recomendado
                                                                                       pela OMS para a cura ainda é
O Brasil foi reconhecido pela Organiza-   O esforço do Brasil para a diminui-          um desafio. De 2001 a 2004, o
ção das Nações Unidas (ONU) por seus      ção dos números da tuberculose               País aumentou o indicador de
esforços para o controle e a redução      também foi reconhecido no Rela-              cura, porém – a partir de 2005
dos casos de tuberculose no País. O       tório Anual da OMS sobre a Tuber-            – houve uma estabilização, com
elogio chegou por meio de carta enca-     culose (Global Tuberculosis Control          índices de 73,5%, em 2009, e
minhada à presidenta Dilma Rousseff       - WHO Report, 2011) e na edição              70,3%, em 2010.
pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-     de março do Lancet, um dos jornais
-moon. Ele ressaltou os avanços veri-     médicos mais respeitados da Ingla-           O PNCT do Ministério da Saúde
ficados no Brasil por meio do PNCT do     terra. O periódico destacou que o            definiu como prioritária as po-
Ministério da Saúde e pediu apoio do      Brasil, onde a incidência da doença          pulações em situação de rua, a
governo brasileiro para estender estes    cai há 15 anos, possui um modelo             carcerária, os indígenas e as pes-
avanços a outros países.                  de acesso universal à saúde.                 soas que vivem com HIV/Aids.



                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                                         41
Seis vezes mais recursos na
indústria de medicamentos
                                          R$ 1 bilhão de contraparti-
Ministério da Saúde investirá R$ 1
                                          das estaduais. Entre 2000
bilhão para qualificar laboratórios       e 2011, o investimento
                                          total do governo foi de
públicos e ampliar parcerias para
                                          R$ 512 milhões. Também
o desenvolvimento produtivo               está prevista a ampliação
                                          das Parcerias para o De-
                                          senvolvimento Produtivo
Para fortalecer a indústria nacional
                                          (PDPs), com transferência
de medicamentos, o Governo Fe-
                                          de tecnologia entre labora-
deral lançou o Programa de Inves-
                                          tórios privados e públicos.
timento no Complexo Industrial da
Saúde (Procis), em abril deste ano.
                                          Ainda em 2012, deverão ser consoli-     Farmanguinhos e Instituto Vital Bra-
Só em 2012, serão investidos R$ 270
                                          dadas nove novas PDPs. E a previsão     zil, que vão passar a produzir o me-
milhões na infraestrutura e qualifi-
                                          é que, no mínimo, 20 novas parcerias    dicamento a partir do segundo ano
cação de mão de obra de 18 labora-
                                          sejam travadas nos próximos qua-        de execução do acordo, atingindo o
                                          tro anos. Essas parcerias abrangem      pico de produtividade e autossufici-
                                          a fabricação de produtos biológicos     ência em até quatro anos. Os labo-
                Estão                     (para artrite reumatoide, doenças       ratórios privados que vão transferir
                                          genéticas e oncológicos), medica-       a tecnologia são: Cristália, EMS, La-
             previstas                    mentos para as chamadas “doenças        borvida, Globe Química e Alfa Rio,
       mais nove PDPs                     negligenciadas” (que geralmente
                                          atingem populações de países menos
                                                                                  todos nacionais.

             em 2012                      desenvolvidos e despertam menos         A produção nacional do Mesilato de
                                          interesse da indústria farmacêutica)    Imatinibe vai beneficiar os mais de
                                          e equipamentos, principalmente na       7 mil brasileiros portadores de leu-
                                          área de órteses e próteses.             cemia mielóide crônica – mais de
                                                                                  6 mil destes recebem tratamento
tórios públicos nacionais. O valor é      ONCOLÓGICOS – Entre as ações            na rede pública. Esta iniciativa vai
seis vezes maior do que a média dos       previstas em 2012 para tornar o         gerar uma economia de cerca de
últimos 12 anos – R$ 42 milhões. Nos      País autossuficiente em produtos        R$ 70 milhões/ano para o SUS – ape-
próximos quatro anos, o investimento      essenciais à saúde, está a parceria     nas em 2011, o Ministério da Saúde
será da ordem de R$ 2 bilhões, sen-       de transferência de tecnologia entre    gastou em torno de R$ 200 milhões
do R$ 1 bilhão do Governo Federal e       laboratórios privados e os públicos     com a compra deste produto.



  Parcerias geram redução de gastos públicos
  Atualmente, há 34 PDPs formaliza-       mentos já começou: antirretroviral     pamentos é de R$ 550 milhões por
  das para a produção de 33 produ-        Tenofovir; antipsicóticos Clozapina,   ano em compras públicas. Este va-
  tos finais – sendo 28 medicamen-        Quetiapina e Olanzapina; relaxante     lor – somado à redução de custos
  tos, o DIU, um equipamento (kit de      muscular Toxina Botulínica; imu-       gerada por inovação tecnológica e
  diagnóstico utilizado no pré-natal      nossupressor Tacrolimo; e Rivas-       melhor gestão de recursos em va-
  para identificar múltiplas doenças)     tigmina, usado no tratamento de        cinas, negociações e centralização
  e três vacinas. As parcerias envol-     doença de Alzheimer.                   de compras – leva a uma economia
  vem 37 laboratórios, 12 públicos e                                             geral de R$ 1,8 bilhão por ano (uma
  22 privados, nacionais e estrangei-     A economia gerada pelas parcerias      economia de divisa esperada de
  ros. A produção de sete medica-         de medicamentos, insumos e equi-       US$ 1 bilhão ao ano).



  42   Ministério da Saúde e Municípios
Pesquisas em saúde recebem
incentivos de R$ 165 milhões
Recursos vão para estudos para          sideradas prioritárias pela pasta. De               Estímulo aos
                                        um lado, o que há de mais inovador
fixação de médicos no SUS, tera-
                                        em medicina – a terapia celular,                   pesquisadores
pia celular e doenças negligencia-      que utiliza células-tronco na recu-
                                        peração de órgãos. De outro, uma
das, entre outros                                                                                  R$ 165 milhões para pes-
                                        área “negligenciada” pelos grandes
                                                                                                    quisas que busquem
                                        laboratórios privados – as doenças                           soluções em diversas
Este ano, o Ministério da Saúde vai     negligenciadas – e que abarca a “in-                          áreas da saúde
incrementar as pesquisas na área        clusão social” almejada pelo Minis-
de saúde com a injeção de recursos      tério da Saúde.
na ordem de R$ 165 milhões. Serão
publicados seis editais em diferen-     CÉLULAS-TRONCO – Além de editais                             R$ 20 milhões para a cri-
tes áreas: terapia celular, doenças     de pesquisa na área, o ministério vai                        ação de uma Rede de Pes-
negligenciadas, gestão do trabalho      investir R$ 8 milhões para concluir                          quisa em Doenças Negli-
e educação em saúde, pesquisa clí-      a estruturação de oito Centros de                            genciadas
nica, avaliação de tecnologias e co-    Terapia Celular, que ficarão respon-
ortes (estudos longitudinais). O in-    sáveis pela produção nacional de
tuito é incentivar pesquisadores a      pesquisa com células-tronco. Atual-
encontrar soluções inovadoras para      mente, a maior parte dos insumos                           R$ 8 milhões para concluir
serem aplicadas no SUS e aprimo-        para manipulação das células-tron-                         a estruturação de oito Cen-
rar o atendimento e a assistência       co utilizadas nas pesquisas brasilei-                         tros de Terapia Celular
ao usuário.                             ras são importados.

O conhecimento, a inovação e a in-      Com esta ação, o governo quer am-
clusão social são prioridade na atual   pliar o uso da medicina regenerati-                        R$ 3 milhões para melhoria
política nacional de saúde. O obje-     va na recuperação de pacientes do                          de gestão do trabalho e da
                                                                                                  educação em saúde
tivo é incentivar a independência e     SUS, em tratamentos como regene-
autonomia produtiva e tecnológica       ração do coração, movimento das
do País. A maior parte dos recursos     articulações, tratamento da esclero-
está concentrada em duas áreas con-     se múltipla.


Avanço em doenças negligenciadas
                                                                                      Fundação Gates
O Brasil, que já é considerado líder
mundial em pesquisas em doenças
                                        O ministério já investia bastante na
                                        área, porém, com a rede, duas novas
                                                                                      e MS juntos
negligenciadas, pretende dar ainda      doenças foram incluídas no espectro
maior atenção à produção de co-         das contempladas nos editais: a hel-          A Fundação Bill & Melinda Gates
nhecimento nessa área, investindo       mintíases (espécie de verminose) e a          e o Ministério da Saúde vão in-
R$ 20 milhões na criação de uma         tracoma (inflamação na córnea).               vestir R$ 14 milhões – a funda-
Rede de Pesquisa em Doenças Ne-                                                       ção entrará com R$ 7 milhões,
gligenciadas, que envolve nove pa-      Fixação de médicos – Parte dos re-            o ministério com R$ 3,5 milhões
tologias: chagas, dengue, esquistos-    cursos investidos pelo ministério             e o CNPq com outros R$ 3,5 mi-
somose, hanseníase, helmintíases,       em 2012 – R$ 3 milhões – vai para a           lhões – em pesquisas inovadoras
leishmanioses, malária, tracoma e       melhoria da gestão do trabalho e da           na área de saúde materna e ne-
tuberculose. Até o fim do ano será      educação em saúde, uma prioridade             onatal, alinhadas às prioridades
publicado edital de pesquisa na         para o governo. Serão contempladas            da Rede Cegonha. Serão finan-
área. Os projetos aprovados integra-    pesquisas que visem encontrar solu-           ciados projetos focados no com-
rão a Rede Nacional de Pesquisa em      ções para minimizar a questão da fal-         bate ao parto prematuro.
Doenças Negligenciadas.                 ta de acesso a profissionais de saúde.

                                                                       Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                            43
Qualificar a gestão: prioridade
para o Ministério da Saúde
Regulamentação do Cartão Na-              ações realizadas na rede pública. O      ção de serviços de saúde, o financia-
                                          documento regulamenta a Lei Orgâ-        mento e as metas para cada ação.
cional de Saúde, da Lei Orgânica
                                          nica da Saúde, que entrou em vigor
da Saúde e da EC 29 foram gran-           em 1990. A perspectiva é que os ser-     Além de propiciar ao Ministério da
                                          viços oferecidos pelo SUS ganhem         Saúde a concessão de estímulos
des conquistas de 2011
                                          em qualidade, proporcionando aten-       financeiros aos que tiverem bom
                                          dimento mais rápido e eficiente.         desempenho nos programas e nas
A reorganização do SUS foi uma das                                                 ações da saúde, a novidade garante
prioridades do Ministério da Saúde        Uma das mudanças introduzidas pelo       maior segurança jurídica para que
em 2011. Além da regulamentação           decreto foi a criação do contrato de     municípios, estados e União atuem
do Sistema Cartão Nacional de Saú-        ação pública, que definirá as atribui-   de forma harmônica e integrada.
de (SCNS) – base de dados que per-        ções e responsabilidades, inclusive
mite a identificação dos usuários do      financeiras, dos municípios, dos esta-   Mais informações:
SUS – foram regulamentadas a Lei          dos e do Governo Federal na presta-      http://www.saude.gov.br
Orgânica da Saúde e a Emenda Cons-
titucional no 29. 

Desde maio do ano passado, quando
o Ministério da Saúde regulamentou
o SCNS, cerca de 12,6 milhões de
cartões já foram distribuídos. Com o
novo cartão, será possível, por exem-
plo, saber a participação de uma de-
terminada pessoa em campanhas de
vacinação, se ela foi atendida em um
posto de saúde ou se fez exames e ci-
rurgias. A meta é implantar o registro
eletrônico de saúde em todos os mu-
nicípios brasileiros até 2014.

Um mês após o anúncio do cartão, o
Decreto presidencial nº 7.508/2011
instituiu mecanismos de controle
mais eficazes e instrumentos para
que o Ministério da Saúde atue na
pactuação e no monitoramento das



Portal ajuda a gerir políticas públicas no município
Para auxiliar prefeitos e secretários     produzidos pelo ministério e outras      tes e gestores têm maior facilidade
municipais no acompanhamento              instituições de saúde.                   e agilidade na tomada de decisões
das principais políticas públicas de                                               estratégicas e eficientes na área da
saúde, o Ministério da Saúde lançou,      A partir dos diversos sistemas de in-    saúde. Ainda em fase de reestrutu-
em maio deste ano, a Sala de Apoio à      formação da saúde, dados podem           ração, a Sage passará a apresentar,
Gestão Estratégica (Sage). A nova fer-    ser captados e filtrados por área        também, informações agrupadas de
ramenta, disponível via web na área       de interesse, produzindo documen-        acordo com as Redes de Atenção à
de Transparência da Saúde (www.           tos atualizados com as principais        Saúde do Ministério da Saúde, além
transparencia.saude.gov.br), foi or-      ações, diagnósticos e evolução da        dos programas prioritários, com
ganizada com o objetivo de obter e        saúde pública, por município, esta-      base no PPA 2012-2015 e Plano Na-
sistematizar informações e dados          do e região. Dessa forma, dirigen-       cional de Saúde 2012-2015.

  44   Ministério da Saúde e Municípios
Auditorias do Denasus são intensificadas
Além de liberar recursos para estados
e municípios, o Ministério da Saúde
atua também como órgão fiscalizador
por meio do Departamento Nacional
de Auditoria do Sistema Único de
Saúde (Denasus), componente fede-
ral do Sistema Nacional de Auditoria.
Nos últimos anos, os trabalhos dos
auditores da Saúde aumentaram sig-
nificativamente. Entre 2001 e 2011,
foram realizadas um total de 10.242
auditorias pelo País.

Em 2001, a quantidade de audito-
rias foi de 538, o que representa
uma taxa de apenas 1,4 fiscalização
ao dia. Já em 2010 foram realizadas
1.562 auditorias – o equivalente a         todos os mamógrafos do País. A ação,       programa Aqui Tem Farmácia Po-
quase 4,4 auditorias por dia. Além         coordenada pelo Denasus, foi adotada       pular. A experiência teve início no
disso, ao longo de 2011, o Ministé-        como parte do Plano Nacional de Pre-       Distrito Federal e será expandida
rio da Saúde deu início a uma série        venção, Diagnóstico e Tratamento do        para as mais de 20 mil unidades em
de fiscalizações inéditas nos serviços     Câncer de Colo de Útero e de Mama,         todo o País. A estratégia tem como
oferecidos pelo SUS.                       lançado em março do ano passado.           objetivo fortalecer o programa, ga-
                                                                                      rantindo maior controle e transpa-
Exemplo disso foi a força-tarefa insti-    Outra grande ação foi a de fiscaliza-      rência, além de aperfeiçoar o aces-
tuída para avaliar o funcionamento de      ção nas drogarias credenciadas ao          so a medicamentos.



Maioria das                                    SAIBA COMO É FEITA UMA AUDITORIA
ações parte do                                 Em caso de denúncia, o Sistema Nacional de Auditoria (SNA) é acionado.
Governo Federal                                Integrado por serviços de auditoria da União, dos estados e dos municí-
                                               pios, o SNA é responsável por verificar a execução dos serviços do SUS.
Mais da metade das auditorias rea-
                                               A primeira fase consiste na coleta das informações sobre o auditado e
lizadas em 2011 partiu de iniciativas
                                               análise prévia de documentos. A partir daí, os auditores iniciam as ações
programadas pelo próprio Denasus.
                                               in loco. Em alguns casos, são realizados diferentes tipos de inspeções.
Outra grande parte foi demandada
por órgãos vinculados ao próprio Mi-
                                               Em seguida, é elaborado um relatório preliminar, apresentado ao au-
nistério da Saúde, como a Agência Na-
                                               ditado, que tem um prazo para apresentar suas justificativas. Os es-
cional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
                                               clarecimentos são incorporados ao relatório final, que é encaminhado
Divisão de Convênios, Ouvidoria e se-
                                               aos gestores locais, conselhos e setores de interesse na auditoria.
cretarias de Atenção à Saúde, Executi-
va, Gestão Estratégica e Participativa,
                                               Caso sejam constatadas irregularidades, o processo é encaminhado
de Vigilância em Saúde, além da Se-
                                               ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), que adota procedimento admi-
cretaria de Ciência, Tecnologia e Insu-
                                               nistrativo de ressarcimento dos recursos utilizados indevidamente.
mos Estratégicos do ministério. Além
                                               Em outros casos, o processo é encaminhado ao TCU e ao Ministério
disso, ao longo de 2011 o ministério
                                               Público (federal ou estadual).
deu início a uma série de fiscalizações
inéditas nos serviços do SUS.
                                               O SNA tem pedidos de auditoria originados no Ministério da Saúde e nas
                                               secretarias de Saúde. Também atua a partir de investigações do Ministé-
Menos de 10% das auditorias são
                                               rio Público, da Polícia Federal, da CGU, do TCU, além de denúncias feitas
propostas pelo Tribunal de Contas da
                                               pela imprensa ou pelos cidadãos através da Ouvidoria Geral do SUS (136).
União (TCU) ou Controladoria-Geral
da União (CGU).

                                                                          Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                               45
Carta SUS avalia nível de satisfação
do usuário e qualidade do serviço
Milhares de pacientes já recebem          internação. O usuário poderá confe-
                                          rir se os dados estão corretos e cor-
em casa a Carta SUS, criada para
                                          respondem ao serviço prestado de
melhorar a qualidade dos serviços         fato e ainda conhecerá o custo total
                                          da internação. Em caso de suspeitas
e combater desvios de recursos
                                          de irregularidades, são abertas audi-
                                          torias para averiguar se houve des-
Criada para ser um novo instrumen-        vio de recursos ou má aplicação de
to de comunicação entre o Ministé-        verba pública. 
rio da Saúde e os usuários do SUS, a
Carta SUS permite que os usuários         Essa medida serve também para o
do sistema avaliem o atendimento e        Ministério da Saúde poder incentivar
os serviços prestados nos hospitais       aqueles hospitais que tratam bem
da rede pública ou de unidades con-       os pacientes e têm qualidade de
veniadas. Por meio da correspondên-       atendimento, além de poder fazer
cia, lançada em novembro de 2011,         ações em hospitais que tenham
a população pode enviar críticas e        baixa qualidade de atendimento.
elogios, além de denunciar irregula-
ridades, como a cobrança por proce-       O envio da Carta SUS é mensal
dimentos realizados na rede pública.      e tem o porte pago, ou seja, sem
                                          despesas para o usuário. Estima-se
O primeiro lote das cartas começou        que será enviado, em média, cer-         aids. Já no primeiro envio, as cartas
a ser entregue em janeiro. Desde en-      ca de 1 milhão de correspondência        reforçaram a campanha de combate
tão, mais de 1,9 milhão de cartas já      por mês. Além de monitorar, avaliar      à dengue. Com o envio das cartas,
foram distribuídas para todo o País.      e qualificar o SUS, as cartas têm um     que será permanente, serão gerados
Além do questionário para a avalia-       papel educativo ao reforçar mensa-       relatórios de avaliação. Em caso de
ção do paciente, a Carta SUS trará        gens de campanhas desenvolvidas          incapacidade do usuário, a Carta SUS
dados como a data da entrada no           pelo Ministério da Saúde. Na segun-      pode ser respondida por um familiar
hospital, o dia da alta e o motivo da     da remessa o foco foi a prevenção à      ou pessoa próxima do paciente.



Ouvidoria passa a atender pelo 136 em todo o País
Além da Carta SUS, o usuário pode         blicos ou celulares, de qualquer local   A simplificação do telefone da Ou-
fazer a avaliação, sem custos, por        do País. A avaliação também está         vidoria antes com dez dígitos e que
meio do Disque-Saúde 136. A ligação       disponível na internet, no Portal Saú-   passou a responder pelo número
pode ser feita de telefones fixos, pú-    de (www.saude.gov.br).                   136, de mais fácil memorização e uso
                                                                                   pela população, faz parte do processo
                                                                                   de aprimoramento dos mecanismos
                                                                                   de comunicação direta com o cida-
                                                                                   dão para aperfeiçoar o atendimento
                                                                                   e ampliar a transparência no SUS rea-
                                                                                   lizado pelo Ministério da Saúde.

                                                                                   Em 2011, o Disque-Saúde recebeu
                                                                                   mais de 3,5 milhões de ligações e
                                                                                   disseminou 7,5 milhões de informa-
                                                                                   ções. Os temas que geraram maior
                                                                                   número de ligações foram Programa
                                                                                   Farmácia Popular (23,4%), tabagismo
                                                                                   (23%) e aids (9,6%).  

  46   Ministério da Saúde e Municípios
Criado índice para avaliar qualidade
dos serviços de saúde
Índice de Desempenho do SUS
                                                              COMO É FEITA A AVALIAÇÃO
tem como objetivo ajudar Gover-
no Federal, estados e municípios
a qualificarem o atendimento

O Ministério da Saúde lançou, em
2012, o Índice de Desempenho do
                                                Os gestores cedem os dados                        Os bancos de dados nacionais
SUS (IDSUS 2012), ferramenta que                   da saúde pública local                           agregam as informações
avalia o acesso e a qualidade dos ser-
viços de saúde no País. O índice ava-
liou entre 2008 e 2010 os diferentes
níveis de atenção (básica, especiali-
zada ambulatorial e hospitalar e de
urgência e emergência), verificando
como está a infraestrutura de saúde
para atender as pessoas e se os servi-
ços ofertados têm capacidade de dar
melhores respostas aos problemas            A nota de acesso ao SUS tem peso          O ministério reúne os dados e analisa os números,
de saúde da população.                         maior que a de efetividade.              considerando fatores como população, perfil
                                                A nota final vai de 0 a 10               socioeconômico, mortalidade infantil, partos
                                                                                                    normais, entre outros
Além de dar maior transparência ao
quadro geral da oferta e da situação      posta é unificar em grupos cidades
dos serviços de saúde, o IDSUS 2012       com características similares.
serve como instrumento de monito-                                                             IDSUS resulta de
ramento e avaliação para os dirigen-      SITUAÇÃO – De acordo com o índi-
tes dos três níveis – federal, estadual   ce, o Brasil possui IDSUS equivalente               24 indicadores
e municipal – tomarem decisões em         a 5,47. A região Sul teve pontuação
favor do aprimoramento das ações          de 6,12, seguida do Sudeste (5,56),                 O IDSUS 2012 é o resultado do
de saúde pública no País. Com pontu-      Nordeste (5,28), Centro-Oeste (5,26)                cruzamento de 24 indicadores
ação de 0 a 10, o IDSUS mostra como       e Norte (4,67). Entre os estados (ver               – 14 de acesso e 10 de efetivi-
está a oferta de ações e de serviços      tabela no fim do texto), possuem                    dade. No primeiro, é avaliada a
de saúde e de efetividade que me-         índices mais altos os da região Sul –               capacidade do sistema de saúde
dem o desempenho do sistema.              Santa Catarina (6,29), Paraná (6,23) e              em garantir o cuidado necessá-
                                          Rio Grande do Sul (5,90). Na sequên-                rio em tempo oportuno e com
O IDSUS é formado por seis grupos         cia, vêm Minas Gerais (5,87) e Espíri-              recursos adequados. Entre esses
homogêneos e leva em considera-           to Santo (5,79). As menores pontua-                 indicadores estão a cobertura de
ção a análise concomitante de três        ções são do Pará (4,17), de Rondônia                equipes de saúde, a proporção
índices: de Desenvolvimento Socio-        (4,49) e do Rio de Janeiro (4,58).                  de nascidos vivos de mães com
econômico (IDSE), de Condições de                                                             sete ou mais consultas pré-na-
Saúde (ICS) e de Estrutura do Sistema     De acordo com o IDSUS 2012, as                      tal, entre outros. Já na segunda,
de Saúde do Município (IESSM). Basi-      maiores notas por grupo homogê-                     encontram-se itens como a cura
camente, os grupos 1 e 2 são forma-       neo foram: 7,08 para Vitória (ES) no                de casos novos de tuberculose
dos por municípios que apresentam         grupo 1, e 8,22 para Barueri (SP) no                e hanseníase, a proporção de
melhor infraestrutura e condições de      grupo 2. Na sequência, nos grupos 3                 partos normais e o número de
atendimento à população; os grupos        e 4 vêm 8,18 para Rosana (SP) e 7,31                óbitos em menores de 15 anos
3 e 4 têm pouca estrutura de média        para Turmalina (MG). Nos grupos 5 e                 que foram internados em UTI.
e alta complexidade, enquanto os          6 os destaques foram Arco-Íris (SP) e               A divulgação de dados será feita
grupos 5 e 6 não têm estrutura para       Fernandes Pinheiro (PR), com IDSUS                  cada três anos.
atendimentos especializados. A pro-       de 8,38 e 7,76, respectivamente.

                                                                               Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                    47
Jornada de trabalho sob maior rigor
Desde 2011, Ministério da Saúde           pelo próprio profissional de saúde,            têm como responsável o profissional
                                          por meio da página do cadastro na              irregular – tanto pela quantidade de
tem adotado uma série de medidas
                                          internet. Essa iniciativa tem o obje-          vínculos quanto por carga horária su-
para ampliar os mecanismos de             tivo de aprimorar a gestão do CNES.            perior a 168h – são bloqueados.
controle e a transparência no SUS 
                                          A alteração na página permite que              Este novo mecanismo de controle
                                          o profissional manifeste sua vonta-            reforça as orientações técnicas para
O Ministério da Saúde tem convocado       de em atualizar o cadastro dele no             o registro e a operacionalização de
os gestores municipais a atualizar as     sistema e também que o gestor do               informações do CNES. A ferramenta
informações do Cadastro Nacional de       estabelecimento de saúde tome as               é um dos resultados das diretrizes
Estabelecimentos de Saúde (CNES),         providências necessárias para a devi-          contidas na Portaria no 134, que esta-
um sistema de informações para re-        da alteração da situação profissional.         beleceu novas regras para a alimen-
gistro dos estabelecimentos públicos      A atualização é mensal e deve ser              tação do cadastro com o objetivo de
e privados e também dos profissio-        realizada pelo gestor até o dia 19             inibir o cadastramento irregular de
nais de saúde que atuam no País.          de cada mês. Todas as internações              vínculos e a carga horária de trabalho
                                          e procedimentos ambulatoriais que              dos profissionais de saúde.
O sistema passou por modificações
em 2011, quando o cadastro passou a
não aceitar que um profissional ocu-                  LIMITE AOS VÍNCULOS PROFISSIONAIS
pe mais que dois empregos públicos,
conforme determina a Constituição.                        Cada profissional de saúde pode ser cadastrado no CNES a:
Nos casos em que o trabalhador es-                       2 empregos no SUS                        5 empregos no total
tiver vinculado a mais de cinco esta-
belecimentos não públicos, o gestor
deve apresentar justificativa e com-
provar o cumprimento da carga horá-
ria remunerada pela rede pública.

Por isso, o Ministério da Saúde de-
senvolveu uma ferramenta que per-
mite o cancelamento do vínculo a
um determinado estabelecimento                   Caso esse limite, seja extrapolado o gestor tem de prestar contas ao ministério




Mecanismos reforçam acompanhamento social
Compromisso do gestor e direito da        Por meio do Decreto presidencial no
sociedade, a transparência e o con-       7.507, publicado em junho, o Go-                   FUNDO A FUNDO
trole social são ferramentas que têm      verno Federal definiu que os muni-
atenção no Ministério da Saúde.           cípios brasileiros só podem receber                Fundo Nacional de Saúde: os
Desde o ano passado, o ministério         verbas através de contas específicas               recursos geridos pelo FNS são
vem ampliando os mecanismos de            para a saúde. O decreto vetou o sa-                transferidos mensalmente.
controle sobre os repasses de recur-      que em espécie, “na boca do caixa”,
sos federais. Por meio do FNS, foram      e ainda determinou que, para efe-                  Fundos Municipais e Estaduais:
transferidos em 2011 mais de R$ 44,3      tuar os pagamentos, as prefeituras                 estados, municípios e DF rece-
bilhões aos estados e municípios. Para    têm de fazer depósito direto nas                   bem verbas por contas especí-
aperfeiçoar o monitoramento e a fis-      contas de seus fornecedores e pres-                ficas para a saúde.
calização destes recursos, o ministério   tadores de serviços.
tomou uma série de medidas que vão                                                           Fornecedores: prefeituras pre-
desde a regularização dos fundos de       Em paralelo, o ministério passou a                 cisam efetuar depósitos dire-
saúde ao veto a transações financei-      exigir, como condição para recebi-                 tamente nas contas, por meio
ras “na boca do caixa” e criação de       mento das transferências, a regulari-              eletrônico.
portais de transparência.                 zação dos fundos municipais.

  48   Ministério da Saúde e Municípios
EC 29 traz mais recursos, controle
e transparência para a saúde
Regulamentação permite maior                   percentuais mínimos de investimen-         desenvolvimento científico e tec-
                                               to na área pela União, estados e           nológico e controle de qualidade
aporte de investimentos exclusiva-
                                               municípios, estabelecendo receitas         promovido por instituições do SUS,
mente nas ações e nos serviços de              permanentes e estáveis para gastos         entre outros. Gastos em ações de
                                               e investimentos no SUS. A União fica       saneamento básico, compra de me-
saúde pelas três esferas de governo
                                               obrigada a aplicar na saúde o valor        renda escolar, ações de assistência
                                               empenhado no ano anterior mais a           social, pagamento de aposentado-
Ao sancionar a regulamentação da               variação nominal do Produto Interno        rias e pensões, por exemplo, não
Emenda Constitucional no 29, apro-             Bruto. Já os estados e o Distrito Fe-      podem ser considerados investi-
vada pelo Congresso em dezembro                deral deverão investir 12% de sua re-      mentos em saúde.
do ano passado, o Brasil obteve uma            ceita, enquanto os municípios devem
grande conquista para a saúde, já              investir o mínimo de 15%.                  A nova regra contribuirá para comba-
que a regra agora define claramente                                                       ter desperdícios, melhorar o controle
o que são gastos específicos no se-            Além de estabelecer os gastos mí-          dos gastos e aumentar a fiscalização
tor. Isso, por si só, garante um aporte        nimos na saúde, a nova lei define          de recursos aplicados no setor. Além
maior de investimentos na área pelo            que os recursos aplicados no setor         de definir claramente o que são gas-
uso dos recursos exclusivamente em             sejam destinados às “ações e ser-          tos específicos em saúde, a lei traz
ações e serviços de saúde por parte            viços públicos de acesso universal,        maior transparência nos investimen-
de todos os entes federados.                   igualitário e gratuito”. São conside-      tos do poder público para ampliar
                                               rados gastos em saúde a compra e           ainda mais o controle sobre os recur-
A medida transformada na Lei Com-              distribuição de medicamentos, ges-         sos da saúde nos estados, municípios
plementar nº 141 também fixa os                tão do sistema público de saúde,           e no Governo Federal.


    $ INVESTIMENTOS EM SAÚDE                                       PERCENTUAL MÍNIMO
          São considerados                                         União
          Compra e distribuição de medicamentos                    Aplicar o valor empenhado no ano anterior mais a
          Gestão do sistema público de saúde                       variação nominal do PIB
          Desenvolvimento científico e tecnológico
          Controle de qualidade promovido por                      Estados e Distrito Federal
          instituições do SUS, entre outros                        12% de sua receita

          Não são considerados                                     Municípios
          Gastos em ações de saneamento básico                     15% de sua receita
          Compra de merenda escolar
          Ações de assistência social
          Pagamento de aposentadorias e pensões




Coap define responsabilidades dos entes federados
Diante da necessidade de aprimo-               bilidades, indicadores, compromis-         grar as ações e os serviços de uma
rar as relações entre União, esta-             sos e metas para o acesso à saúde          região de saúde em Rede de Atenção
dos e municípios na prestação dos              pública, de acordo com as regiões          à Saúde. O contrato garantirá, por-
serviços de saúde, foi criado o Con-           geográficas, todos claramente ex-          tanto, uma gestão compartilhada do-
trato Organizativo de Ação Pública             plicitados e que devem ser cumpri-         tada de segurança jurídica, transpa-
(Coap), uma grande inovação na                 dos em prazos estabelecidos.               rência e solidariedade entre os entes
gestão pública do Brasil, que insti-                                                      federativos, elementos necessários
tui regiões de saúde para otimizar             O contrato revela, portanto, a cola-       para a garantia da efetividade do di-
o funcionamento dos serviços do                boração entre estados e municípios,        reito à saúde da população brasileira,
SUS. O Coap busca definir responsa-            com o objetivo de organizar e inte-        o centro do SUS. 

                                                                              Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde
                                                                                                                                   49
Secretaria Executiva
gabinete.se@saude.gov.br
(61) 3315-2130 / 2133/ 2079


Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Saúde
cns@saude.gov.br
(61) 3315-2150 / 3315-2151 / 3315-3566


Secretaria de Atenção à Saúde
sas@saude.gov.br
(61) 3315-2626 / 2627


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
sgtes@saude.gov.br
(61) 3315-2248 / 2224


Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
sgep.gabinete@saude.gov.br
(61) 3315-3326 / 3616


Secretaria de Vigilância em Saúde
gabinetesvs@saude.gov.br
(61) 3315-3706 / 3777


Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
gabinete.sctie@saude.gov.br
(61) 3315-2839 / 2904


Secretaria Especial da Saúde Indígena
sesai@saude.gov.br
(61) 3315-3785
Revista I Ministério da Saúde e Municípios

Revista I Ministério da Saúde e Municípios

  • 2.
    © 2012 Ministérioda Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Bi- blioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: <http://www.saude.gov.br/bvs>. Tiragem: 1ª edição – 2012 – 5.000 exemplares Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria-Executiva Endereço: Esplanada dos Ministérios, bloco G, 5º andar, sala 546 70058-900 Brasília/DF Tels.: (61) 3315-3580/2531 Fax: (61) 3315-0000 Impresso no Brasil / Printed in Brazil Ficha Catalográfica ____________________________________________________________________________________________ Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Ministério da Saúde e municípios : juntos pelo acesso integral e de qualidade à saúde / Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. 52 p. : il. – (Série F. Textos Básicos de Saúde) 1. Sistema Único de Saúde. 2. Administração em saúde. 3. Acesso aos serviços de Saúde. I. Título. II. Série. CDU 614 ____________________________________________________________________________________________ Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2012/0154
  • 3.
    Apresentação APRESENTAçÃO O Governo Federal segue no esforço diário de colocar a saúde no centro do desenvolvimento econômico e social do Brasil, além de aperfeiçoar e executar ações em benefício da sociedade bra- sileira. Dessa forma, manter relação próxima com os prefeitos é fundamental para melhoria constante da saúde no País. A proposta desta publicação é apresentar aos munícipios as prin- cipais ações desenvolvidas para o Sistema Único de Saúde (SUS), como o novo modelo para a atenção básica, focado no esforço de melhorar a qualidade do atendimento e ampliar o acesso; a hu- manização no atendimento aos usuários do sistema; a formação e a qualificação de mais médicos e outros profissionais de saúde; a prevenção de doenças e a promoção da saúde; e o combate ao desperdício de recursos e o aprimoramento da gestão. A publicação também traz informações sobre os programas estratégicos do Ministério da Saúde, como a rede Saúde Mais Perto de Você, o Saúde Toda Hora, que está reorganizando a atenção a urgências e emergências em todo o País, a Rede Cego- nha, que garante a todas as brasileiras atenção integral, desde a confirmação da gravidez até os dois primeiros anos de vida do bebê, a Rede de Atenção do Crack, É Possível Vencer, que dá assistência a pessoas com problemas com crack, álcool e outras drogas, além de outros programas. O objetivo do Governo Federal, ao apresentar todas essas ações na saúde, é contribuir para aprofundar cada vez mais as relações interfederativas e instituir os instrumentos da gestão comparti- lhada do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, o Governo Federal conta com a adesão dos mu- nicípios a programas e projetos do Ministério da Saúde, pois o planejamento do SUS deve ser desenvolvido de forma contínua, articulada, integrada e solidária com os agentes nos municípios.
  • 4.
    sumário APRESENTAçÃO 6 Ministério investe na melhoria do atendimento nos municípios Mais profissionais de saúde para atender a 26 população Ações previnem doenças 32 e promovem uma vida mais saudável Complexo industrial da saúde contribui para o 42 desenvolvimento do País Medidas facilitam 44 controle social e dão mais transparência ao SUS
  • 5.
    Qualidade na atençãobásica Equipes que atingirem bom desempenho poderão receber até o dobro de repasses de recursos do Ministério da Saúde Como forma de incentivar os municí- pios a se esforçarem no atendimento ao usuário do SUS, o Ministério da Saú- de vai avaliar as equipes de saúde da Atenção Básica e aumentar o repasse para aquelas que conseguirem desem- penho positivo. As equipes que atingirem padrões de qualidade poderão receber até o dobro de recursos por mês. A ação faz parte do Programa Nacio- nal de Melhoria do Acesso e da R$ 800 milhões para as o atendimento prestado, o tempo de Qualidade da Atenção Básica equipes bem avaliadas espera, a infraestrutura e as condi- (PMAQ), que busca a amplia- pelo PMAQ apenas ções de funcionamento da unidade, ção do acesso e a melhoria do em 2012. a disponibilidade de medicamentos, atendimento, com garantia de entre outras dimensões. Este conjun- um padrão de qualidade. O PMAQ está organizado em qua- to de critérios compõe uma certifica- tro fases que se complementam e ção, pelo qual será definido o desem- Essa estratégia visa à avaliação de formam um ciclo contínuo de me- penho das equipes. 17.502 Equipes de Saúde da Família lhoria do acesso e da qualidade da (ESF), que atendem 3.972 municí- atenção básica: Adesão e Contratua- O PMAQ está dentro da estratégia pios brasileiros. Criado em 2011, o lização; Desenvolvimento; Avaliação Saúde Mais Perto de Você, cujo obje- PMAQ destina mais recursos para Externa; e Recontratualização. tivo é incentivar os gestores locais do as Unidades Básicas de Saúde (UBS) SUS a melhorar o padrão de qualida- que cumprem metas na qualificação Para definição da qualidade das equi- de da assistência oferecida aos usuá- do trabalhado das equipes de saú- pes, os avaliadores entrevistarão rios nas UBS e por meio das equipes de. Ao todo, serão destinados quase usuários e profissionais e analisarão de Atenção Básica de Saúde. Trabalho das equipes será acompanhado e avaliado A primeira fase do PMAQ consiste toramento; Educação Permanente; e na adesão ao programa, por meio da Apoio Institucional. contratualização de compromissos e de 47 indicadores que foram firma- A terceira fase consiste na avaliação dos entre as equipes de Atenção Bá- externa realizada pelo Ministério da sica e os gestores municipais, e des- Saúde em parceria com universidades tes com o Ministério da Saúde. de todo o Brasil em cada município in- tegrante do programa. A segunda fase se baseia no desen- volvimento do conjunto de ações que Finalmente, a quarta fase envolve visam apoiar as equipes de Atenção uma nova etapa de pactuação de Básica na implantação de mudanças compromissos para melhoria do para a melhoria do acesso e da qua- acesso e da qualidade, com o incre- lidade. Esta fase está organizada em mento de novos padrões e indicado- quatro dimensões: Avaliação; Moni- res de qualidade. 6 Ministério da Saúde e Municípios
  • 6.
    PAB Fixo receberámais R$ 1,9 bilhão em investimentos O Ministério da Saúde garantiu centual da população em extrema do Ministério da Saúde R$ 900 mil R$ 1,9 bilhão a mais no orçamento pobreza, densidade demográfi- destinados à atenção básica, passa- deste ano para o reforço da atenção ca, Produto Interno Bruto (PIB) do rá a receber R$ 1,2 milhão este ano. básica. Deste total, R$ 500 milhões município, população com plano Os municípios podem destinar esse serão utilizados para construção e de saúde, quantidade de pessoas recurso para custear as UBS, pagar os ampliação das Unidades Básicas de que recebem Bolsa Família, entre salários dos profissionais de saúde e Saúde. O investimento vai ajudar a outras variáveis. Com o reajuste, o adquirir insumos, entre outros. diminuir a diferença entre as grandes valor mínimo repassado pelo minis- cidades e os municípios menores na tério por habitante, comparando- Já o PAB Variável é destinado à imple- assistência à população. Os recursos -se entre 2010 e 2012, passou de mentação de programas estratégicos adicionais correspondem a um reajus- R$ 18 para R$ 25 em 70% dos mu- do Governo Federal, como o Saúde te de 14,3% nas partes fixa e variável nicípios brasileiros (3.903 cidades). da Família, o Saúde Bucal e o PMAQ, do Piso de Atenção Básica (PAB). O aumento foi de 38,8% no período. um componente de qualidade criado ano passado, que destina mais recur- O chamado PAB Fixo é calculado Tal crescimento significa que, por sos para as UBS que cumprirem me- por habitante e leva em conta as exemplo, uma cidade com 50 mil tas na qualificação dos trabalhadores características locais, como per- moradores, que em 2010 recebia das equipes de saúde. Governo investe na infraestrutura das unidades Para reforçar a atenção básica e levar mais qualidade e humaniza- ção no atendimento aos usuários do SUS, estão sendo investidos R$ 1,09 bilhão para melhorar a infraestrutura das UBS. Destes, foram aprovadas, só no ano passa- do, 5.247 propostas de reforma de UBS, no valor de R$ 538 milhões. Os recursos para essas reformas estão sendo definidos conforme o tamanho das unidades. O valor varia entre R$ 30 mil e R$ 350 mil. Para receber o inves- timento, os municípios devem se habilitar junto ao Ministério da Saúde. Os municípios localizados como adequação do espaço físico, incentivar os municípios a melho- em regiões de extrema pobreza cobertura das unidades, reformula- rar o padrão de qualidade da as- ou com baixo PIB per capita fo- ção dos pisos e limpeza. sistência oferecida nas UBS e por ram priorizados. meio das equipes de Atenção Bá- Além das reformas, o ministério sica de Saúde. Para agilizar o pro- Atualmente, o País conta com também  aprovou, em 2011, 2.105 cesso de transferência de recursos 38 mil UBS. Nelas, os usuários projetos de novas UBS em 1.788 mu- e execução das obras, foi criado do SUS realizam consultas médi- nicípios brasileiros e garantiu no or- o Sistema de Monitoramento de cas, curativos, vacinas, coleta de çamento R$ 561 milhões. Obras (Sismob). exames laboratoriais, tratamento odontológico, encaminhamento O objetivo das ações de aprimora- O Ministério da Saúde realizará, en- para especialidades e fornecimen- mento da atenção básica no SUS – tre maio e agosto de 2012, o censo to de medicação básica. As refor- coordenadas pelo Ministério da Saú- de todas as UBS para identificar as mas incluirão obras estruturais, de em parceria com os estados – é reais necessidades dos municípios. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 7
  • 7.
    Brasil Sorridente amplia cuidadoodontológico Por meio do programa Brasil Sor- A quantidade de CEOs pelo País tam- ridente, todo brasileiro pode rece- bém foi ampliada, chegando ao núme- ber tratamento dentário de graça. ro de 889 unidades em 725 municípios. O programa trouxe duas grandes Esses centros realizam tratamentos es- novidades em 2011: o financia- pecializados, como canal, tratamento mento de tratamentos ortodônti- de gengiva e cirurgias orais. Já quem cos, como a colocação de aparelhos precisa de uma prótese também pode bucais e de implantes dentários. contar com um dos 991 Laborató- Esses procedimentos são realiza- rios Regionais de Próteses Dentárias dos nos Centros de Especialidades (LRPD) credenciados pelo País. O re- Odontológicas (CEO). O valor para passe pago por prótese para os muni- confecção de um aparelho orto- cípios também foi ampliado, passando dôntico foi reajustado para R$ 67. de R$ 60 para R$ 100. Essas ações per- E o Ministério da Saúde passou mitiram aumento de 60% na produção a custear os implantes, pagando de próteses dentárias, quando compa- R$ 560 por unidade. rados os anos de 2010 e 2011. Atendimento dental mais próximo das comunidades O programa Brasil Sorridente possui di- versos serviços diferenciados que vêm EQUIPES DE SAÚDE BUCAL 20.424 21.425 21.508 alcançando cada vez mais as comuni- 18.982 dades das localidades mais distantes 17.801 15.894 do País. Um exemplo disso foi a entre- 15.086 ga, no ano passado, de 100 Unidades Início Brasil Sorridente Odontológicas Móveis. Cada veículo 12.602 realiza até 350 atendimentos/mês e executa todos os tratamentos de um 8.951 consultório tradicional. Este modelo 6.170 beneficia municípios com dificuldade 4.251 de acesso aos serviços de saúde. As equipes de Saúde Bucal estão pre- 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 sentes em 4.888 municípios, o que representa um percentual de 86,37% das cidades do Brasil. São 21.508 equipes atuando nas diversas Uni- PRÓTESES DENTÁRIAS APARELHOS E IMPLANTES dades Básicas de Saúde espalhadas 295.238 pelo País. Essas equipes recebem re- Entregues em 2011 cursos mensais do Ministério da Saú- de e, a partir do ano passado, toda 8.129 nova equipe passou a receber a doa- 183.152 ção da cadeira odontológica para seu trabalho, desonerando os municípios deste custo. O ministério transfere 2.740 mensalmente para os municípios, por equipe, o incentivo que varia de R$ 2.230 a R$ 2.980, dependendo da modalidade implantada. 2010 2011 Aparelho Prótese sobre ortodôntico implante 8 Ministério da Saúde e Municípios
  • 8.
    Atenção à saúdeindígena avança no Brasil no último ano Em um ano, os óbitos caíram 12,1% em todo o País e o número de profissionais de saúde foi am- pliado em 36% Com foco no respeito às tradições, o Ministério da Saúde tem ampliado a assistência da Saúde Indígena, resga- tando uma dívida social com 650 mil índios que vivem em 437 municípios brasileiros. Em um ano, já foi possí- vel reduzir o número de óbitos em 12,1%, aumentar o número de pro- fissionais em 36% e o orçamento em 53%, passando de R$ 454 milhões para R$ 684,5 milhões. Ações de prevenção e promoção da saúde reduziram o número de óbitos em todas as faixas etárias da popu- lação indígena. Dados preliminares apontam queda de 12,1% em 2011, quando foram registrados em nú- meros absolutos 2.264 óbitos, em todas as faixas etárias. Em 2010, fo- ram 2.577 óbitos. As ações de aten- ção também resultaram na queda da mortalidade de crianças menores de um ano em 4,8%. Os dados, ainda Assistência bucal chega às aldeias não consolidados, registraram 630 óbitos em 2011, contra 662 em 2010. Importante conquista para esses atendidos em consultas e proce- povos foi a implantação do progra- dimentos odontológicos. Nesse Em um ano, o total de trabalhado- ma Brasil Sorridente Indígena, que período, foram realizadas 5.272 res contratados saltou de 8.975, em tem como objetivo levar ações de primeiras consultas odontológicas abril de 2011, para 12.248, em abril saúde bucal de qualidade a três e 4.196 procedimentos restaura- 2012. Este redimensionamento foi Distritos Sanitários Especiais In- dores, utilizando diversas técnicas possível com a realização de novos dígenas (DSEIs) do País: Alto Rio para dentes cariados. convênios, que permitiram econo- Purus (AC/AM/RO), Alto Rio Soli- mia de R$ 96 milhões. mões (AM) e Xavante (MT), que, A meta é ampliar o programa juntos, têm uma população apro- a outros 13 DSEIs até o fim de Ainda em 2011, foi realizada cam- ximada de 80 mil indígenas. 2012. Além de resolver as ne- panha de multivacinação para toda cessidades odontológicas emer- a população indígena aldeada da Esse é o primeiro programa elabo- genciais, as equipes trabalham Amazônia Legal. Ainda no mesmo rado especificamente para tratar nas aldeias desenvolvendo ações ano, com ação inédita, o Ministé- da saúde bucal desses povos. Em educativas em saúde bucal e le- rio da Saúde iniciou a realização de quatro meses de atendimento em vando orientações sobre escova- testes rápidos para sífilis e HIV em área, mais de 7 mil índios foram ção e higiene bucal. 46 mil indígenas. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 9
  • 9.
    Remédios para hipertensãoe diabetes chegam a 8,1 milhões No primeiro ano da ação Saúde Não Tem Preço, mais de 8,1 milhões de pessoas receberam gratuitamente medicamentos para o tratamento de diabetes e hipertensão. A ação foi lançada em fevereiro de 2011 e garante aos pacientes 11 tipos de medicamentos tanto nas far- mácias da rede própria quanto nas empresas privadas credenciadas, identificadas com a marca Aqui Tem Farmácia Popular. Atualmente, são mais de 20 mil farmácias e drogarias privadas credenciadas. Em fevereiro de 2011, quando os me- dicamentos eram vendidos com até 90% de desconto, o número de pes- soas beneficiadas com a redução de preço era de 1 milhão e, em fevereiro deste ano, passou para 3.136.746 de ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS brasileiros. Considerando os dados Para obter qualquer um dos 11 produtos disponíveis no Saúde Não Tem de 2010 e 2011, houve diminuição Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita das internações por diabetes e hi- médica, que é exigida pelo programa como forma de evitar a autome- pertensão. O número de internações dicação, incentivando o uso racional de medicamentos. por diabetes baixou de 148.625, em 2010, para 145.869, ano passado. Eventuais dúvidas dos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários Com relação à hipertensão, a quanti- do programa podem ser esclarecidas por meio do Disque-Saúde 136 e dade de internações caiu de 220.126, do e-mail analise.fpopular@saude.gov.br. em 2010, para 211.673, ano passado. Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identifica- A quantidade de hipertensos benefi- dos pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. ciados aumentou 229%, de 812,9 Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde mil em fevereiro de 2011 para os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. 2,6 milhões em fevereiro de 2012, nas empresas credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular. Já o nú- CRESCIMENTO – A região mento – passou de 357 para 4.252 mero de diabéticos bene- Norte apresentou maior pacientes atendidos. ficiados aumentou 172%, crescimento do número passando de 356 mil para de beneficiados no mês Destaque também para a região Cen- 968,3 mil no mesmo pe- de fevereiro de 2012. tro-Oeste, onde o número de pacien- ríodo. Esse aumento do Nas empresas credencia- tes atingidos cresceu 542% desde fe- acesso deveu-se em grande parte das ao Aqui Tem Farmácia Popular, vereiro do ano passado, passando de à expansão dos pontos de retirada observou-se aumento de 620% – a 33.406 para 214.415 no período. No dos medicamentos. A rede de em- quantidade de pessoas atendidas Nordeste, o programa apresentou presas credenciadas cresceu 37% passou de 11.237, em fevereiro de 439% de crescimento – 67.464, no de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2011, para 80.888, em fevereiro início do Saúde Não Tem preço, para 2012 na ação Saúde Não Tem Preço, deste ano. O percentual foi estimu- 363.673, em fevereiro. Já nas regiões passando de 14.861 mil para 20.375 lado principalmente pelo estado de Sul e Sudeste, o crescimento foi, res- farmácias e drogarias. Roraima, que teve 1.091% de au- pectivamente, de 249% e 153%. 10 Ministério da Saúde e Municípios
  • 10.
    Ministério reorganiza redede atendimento às urgências Objetivo é articular e integrar também é o principal financiador, e No Saúde Toda Hora, o ministério executada por estados e municípios. também implantou a estratégia SOS todos os equipamentos de saú- Emergências, uma ação para enfren- de para que os usuários tenham A principal ca- tar as principais necessidades dos racterística da grandes hospitais do País. Outra ação acesso humanizado e integral rede é a inte- é o programa Melhor em Casa, que gração dos ser- amplia o atendimento domiciliar. O novo modelo de atenção às urgên- viços, tornando cias e emergências tem como objeti- mais ágil e efi- A rede Saúde Toda Hora também é vo beneficiar os usuários do Sistema caz a comuni- composta pela Força Nacional de Saú- Único de Saúde com um atendimento cação entre as de, que reúne, por exemplo, profissio- mais rápido e humanizado. A estraté- Unidades Bási- nais especializados em atendimento gia Saúde Toda Hora está articulando cas de Saúde, a central de regulação a vítimas de desastres naturais, que todos os equipamentos de saúde, a do Serviço de Atendimento Móvel necessitem de resposta rápida, apoio fim de ampliar e qualificar o acesso de Urgência (Samu 192), a Unidade logístico e atendimento médico espe- integral aos pacientes. A rede é coor- de Pronto Atendimento (UPA 24h) cializado. O Ministério da Saúde inves- denada pelo Ministério da Saúde, que e os hospitais. tirá mais de R$ 10 milhões até 2018. Unidades de Terapia Intensiva para Central de UCO – Unidade Pacientes Críticos Regulação Coronariana Enfermaria de Samu Leitos Clínicos UAVE – Unidade de Enfermaria de Atenção ao Acidente AL Leitos de Crônicos HO SPIT Vascular Encefálico Promoção/ Prevenção Unidade R, Básica EBE JA E BDIRI de Saúde SO NÃ UBS UBS UPA Unidade de Saúde com Sala de Estabilização Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 11
  • 11.
    Qualificação do Samuleva mais recursos aos municípios O Serviço de Atendimento Móvel como os serviços aeromédicos (avião vestiu/custeou no período de 2003 de Urgência está sendo ampliado e ou helicóptero). As novas medidas a 2010 valor de R$ 372,84 milhões. qualificado pelo Ministério da Saúde. integram as ações da política Saú- Em 2011, foram investidos/custea- Os municípios poderão ter aumento de Toda Hora. O ministério também dos R$ 92,58 milhões. de 66% no valor de custeio das am- transformou o Samu 192 em estabe- bulâncias. Por isso, os gestores locais lecimento de saúde e os gestores te- O atendimento do Samu 192 é reali- deverão atender a critérios de qua- rão de cadastrá-lo no Sistema de Ca- zado por meio de ambulâncias, moto- lidade e ter plano de atendimento dastro Nacional de Estabelecimentos cicletas, lanchas e aeromédico, capa- regionalizado. O ministério definiu de Saúde (SCNES), o que possibilitará citadas para situações de urgência e ainda que fica estabelecido prazo acompanhamento mensal da execu- emergência. O ministério repassa aos máximo de 90 dias, a contar do rece- ção do serviço. municípios R$ 12,5 mil, por mês, para bimento das ambulâncias, para que o custeio de ambulância do tipo básica o componente do Samu 192 inicie Desde 2003, a cobertura popu- e R$ 27,5 mil para ambulância de su- seu funcionamento. lacional do Samu 192 subiu para porte avançado, as chamadas Unida- 115.576.694 habitantes, chegando des de Terapia Intesiva (UTIs) Móveis. O Ministério da Saúde também fi- a 60% de cobertura populacional. Com a nova proposta, os municípios nanciará o atendimento dos Veículos Atualmente, existem 163 Centrais que comprovarem qualidade no aten- de Intervenção Rápida (VIR), unida- de Regulação Médicas das Urgên- dimento receberão, mensalmente, des que auxiliam os atendimentos cias que regulam 1.736 municípios R$ 20,8 mil (unidade básica) e das ambulâncias do Samu 192, assim pelo País. O Ministério da Saúde in- R$ 45,9 mil (unidade avançada). SAMU: RUMO ÀS PEQUENAS E MÉDIAS CIDADES 2011 115.576.694 2007 96.685.547 2003 10.000.000 12 Ministério da Saúde e Municípios
  • 12.
    Nas UPAs qualificadas,dobra o investimento federal O ministério também adotou medi- por estrutura, equipe e capacidade oferecem assistência em situações das para estimular a qualificação dos de atendimento. de emergência durante 24 horas por serviços prestados nas UPAs 24h, dia, todos os dias da semana. aumentando os valores repassados Na estrutura integrada do Saúde de custeio, que podem até dobrar Toda Hora, as UPAs 24h funcionam Na lógica da rede Saúde Toda para as UPAS que se adequarem aos como unidades intermediárias aos Hora, os hospitais estão sendo critérios de qualificação do serviços. hospitais e ajudam a desafogar os qualificados para o atendimento Os incentivos mensais variam de prontos-socorros, ampliando e me- em urgência e emergência, sem R$ 170 a R$ 500 mil, dependendo lhorando o acesso dos brasileiros aos restringir as portas de entrada aos do porte da unidade, que é definido serviços de emergência no SUS. Elas prontos-socorros. FINANCIAMENTO DAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO SALA DE I II III ESTABILIZAÇÃO População Menor que 50.000 a 100.000 100.001 a 200.000 200.001 a 300.000 Coberta 50.000 habitantes habitantes habitantes habitantes Construção + 77.500,00 1.400.000,00 2.000.000,00 2.600.000,00 Equipamentos Custeio – UPA $ não qualificada 35.000,00 100.000,00 175.000,00 250.000,00 $ $ Custeio – UPA qualificada 35.000,00 170.000,00 300.000,00 500.000,00 $ Custeio 420.000,00 1.200.000,00 2.100.000,00 3.000.000,00 $ $ Anual Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 13
  • 13.
    SOS Emergências melhoragestão e atendimento O Governo Federal lançou, em no- O Governo Federal – com estados, madas, ainda, medidas para pro- vembro de 2011, o SOS Emergências, municípios e gestores hospitalares – porcionar a adequação da estrutu- ação estratégica para a qualificação vai promover o enfrentamento das ra e do ambiente hospitalar. da gestão e do atendimento em principais necessidades desses hos- grandes hospitais que atendem pelo pitais, qualificar a gestão, ampliar o Cada um dos 12 hospitais recebe- SUS. A iniciativa integra a rede Saúde acesso aos usuários em situações de rá anualmente R$ 3,6 milhões do Toda Hora e vai alcançar, até 2014, os urgência e garantir atendimento ágil, Ministério da Saúde para custear a 40 maiores prontos-socorros brasi- humanizado e com acolhimento. ampliação e a qualificação da assis- leiros, abrangendo todos os 26 esta- tência da emergência. O valor para dos e o Distrito Federal. O que o Ministério da Saúde está as unidades somará R$ 43,2 milhões fazendo é criar um novo padrão de por ano. Também poderão receber qualidade no atendimento das pes- individualmente até R$ 3 milhões soas que procuram as emergências, para aquisição de equipamentos e da recepção aos ambulatórios, dos realização de obras e reformas na centros cirúrgicos às emergências. área física do pronto-socorro, con- forme necessidade e aprovação de Para melhorar o atendimento nos proposta encaminhada ao Ministé- serviços de urgência, já estão sen- rio da Saúde. do adotadas medidas, como o aco- lhimento e a classificação de risco O SOS Emergências deverá funcio- dos pacientes. Logo ao entrar no nar articulado com os demais ser- hospital, o paciente é acolhido viços de urgência e emergência que por uma equipe que define seu compõem a rede Saúde Toda Hora, nível de gravidade e o encaminha coordenada pelo Ministério da Saú- ao atendimento específico de que de e executada pelos gestores esta- necessita. Também está sendo or- duais e municipais em todo o País. ganizada a gestão de leitos, o flu- Esses serviços englobam Samu 192, xo de internação e a implantação UPAs 24h, Salas de Estabilização, de protocolos clínico-assistenciais serviços da atenção básica e Me- e administrativos. Estão sendo to- lhor em Casa.  HOSPITAIS PARTICIPANTES A ação tem início em 12 hospitais de grande porte: • Hospital da Restauração (Recife-PE) • Hospital de Urgências (Goiânia-GO) • Instituto Dr. José Frota (Fortaleza-CE) • Hospital de Base (Distrito Federal-DF) • Hospital João XXIII (Belo Horizonte-MG) • Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre-RS) • Hospital Estadual Roberto Santos (Salvador-BA) • Santa Casa e Hospital Santa Marcelina (São Paulo-SP) • Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (Pará) • Hospital Miguel Couto e Hospital Albert Schweitzer (Rio de Janeiro-RJ) 14 Ministério da Saúde e Municípios
  • 14.
    Criação de vagasde UTI em alta Ministério da Saúde vem inves- tindo e reforçando ações para ampliar a capacidade do SUS de atendimento aos usuários O Ministério da Saúde ampliou em 66% a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) credenciados ao SUS em nove anos. Entre 2003 e 2011, o número passou de 12,6 mil leitos para 18,1 mil. O investimento nesse pe- ríodo foi superior a R$ 604,2 milhões – somente em 2011 foram R$ 167,3 mi- lhões. A previsão para 2012 é de supe- rar a média dos anos anteriores. Para assegurar a criação de novos lei- tos no SUS, o ministério tem criado incentivos para estimular os hospi- tais credenciados a ampliar a número de vagas na rede pública. Também houve aumento no creden- ciamento de leitos obstétricos, que passou de 50.364, em 2005, para 61.939, em 2010, correspondendo a um aumento de 23% no período. Essa medida reforça a Rede Cegonha, estratégia que visa qualificar ações no SUS, desde o pré-natal até a aten- ção ao parto, incluindo o nascimento, pós-parto e o desenvolvimento da R$ 550 milhões para reduzir tempo criança até dois anos. Até abril de 2012, dos 27 unidades da federação, de espera por cirurgias eletivas apenas Santa Catarina e Rondônia não aderiram ao Rede Cegonha. O Ministério da Saúde definiu uma de sua região. Além disso, do total, nova estratégia para aumentar no R$ 50 milhões serão destinados aos SERVIÇOS - A rede hospitalar brasilei- País o número de cirurgias eletivas – municípios com 10% ou mais de sua ra conta com 6,9 mil hospitais. Desse procedimentos de média comple- população em situação de extrema total, mais de 5 mil estabelecimentos xidade que podem ser agendados pobreza. Com esse incremento, o Mi- atendem aos usuários do SUS, o que com antecedência, como catarata, nistério da Saúde quer, além de am- corresponde a 72% da rede. Essa am- tratamento de varizes e retirada de pliar o número de cirurgias, melhorar pla rede de serviços oferece um total amígdalas. Os estados e o Distrito Fe- o atendimento à população e reduzir de 476.385 leitos de internação, se deral receberam adicional de R$ 550 o tempo de espera por atendimento considerada as redes pública e priva- milhões para a realização desses pro- no SUS. Os resultados dessas ações da. Especificamente para o SUS, são cedimentos até o fim de 2012. já podem ser percebidos. Houve um 331,4 mil leitos gerais, sendo 46% aumento de 65% na quantidade de proveniente dos hospitais públicos. Os recursos estão sendo aplicados cirurgias eletivas realizadas em 2011, Além das entidades públicas, as va- nas especialidades de maior deman- comparado com 2010. No ano passa- gas do SUS provêm também de uni- da e naquelas escolhidas pelos ges- do, o SUS realizou 345.834 cirurgias. dades privadas ou beneficentes. tores locais conforme a realidade Em 2010, foram 209.613. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 15
  • 15.
    Cuidado e carinho nacasa do paciente Até 2014, programa vai ter mil e farmacêuticos) podem compor as equipes de apoio. equipes de atenção domiciliar atuando no País. Investimento so- Atualmente, 189 equipes multipro- fissionais de atenção domiciliar e 79 PÚBLICO-ALVO mará R$ 1 bilhão equipes de apoio estão em 43 mu- • Pessoas com necessidade nicípios e 14 estados. Cada equipe de reabilitação. Pessoas com necessidade de rea- atende, em média, 60 pacientes por • Idosos. bilitação motora, idosos, pacientes mês, simultaneamente. crônicos sem agravamento ou em • Pacientes crônicos sem situação pós-cirúrgica terão assis- ATENDIMENTO – A ação é executada agravamento. tência multiprofissional gratuita em pelo Ministério da Saúde em parce- • Pacientes em recuperação seus lares, com cuidados mais pró- ria com secretarias municipais e es- pós-cirurgia. ximos da família. taduais de saúde. O programa está articulado com as Redes de Atenção Em 2012, o Ministério da Saúde vai à Saúde (Saúde Mais Perto de Você FUNCIONAMENTO repassar a municípios e estados e Saúde Toda Hora), lançadas pelo R$ 8,6 milhões às equipes de atendi- Governo Federal para ampliar a as- • Serviços integrados às cen- mento e manutenção dos serviços.  sistência, respectivamente, na aten- trais de regulação. ção básica e em casos de urgência e • Cada equipe atende, em emergência no SUS. média, 60 pacientes simul- taneamente. Equipes serão As equipes de atenção domiciliar são contratadas pelos gestores munici- integradas às pais e estaduais de saúde. Elas de- PERFIL DAS EQUIPES vem estar integradas às centrais de centrais de regulação, facilitando a comunicação • Equipes de atenção domici- regulação, necessária entre hospitais, UPAs, UBS e equipe de atenção domiciliar liar: médicos, enfermeiros, técnicos/auxiliares de en- facilitando a da região onde mora o paciente. fermagem e fisioterapeuta. comunicação O atendimento à população é du- • Equipes de apoio: fisiote- com hospitais, rante toda a semana (de segunda a sexta), 12 horas por dia e, em regi- rapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, UPAs e unidades me de plantão, nos fins de semana psicólogo, farmacêutico, e feriados. terapeuta ocupacional e básicas assistente social. EXPANSÃO – Até 2014, serão im- plantadas em todas as regiões do país mil equipes de atenção domici- O CUIDADO EM CASA liar e outras 400 equipes de apoio. • Pacientes terão visitas re- O Melhor em Casa cria novo padrão gulares das equipes – fre- de qualidade no atendimento do O Ministério da Saúde investirá quência é definida con- SUS.  Com implantação gradativa, o R$ 1 bilhão para custear o atendi- forme o estado clínico de atendimento é feito por médicos, mento dessas equipes. Os recursos cada paciente. enfermeiros, técnicos em enferma- também poderão ser utilizados para gem e fisioterapeutas. Outros pro- manutenção dos serviços (compra • Retaguarda para atendi- fissionais (fonoaudiólogos, nutri- de equipamentos, aquisição de me- mento de urgência em caso cionistas, odontólogos, psicólogos dicamentos e insumos). de necessidade. 16 Ministério da Saúde e Municípios
  • 16.
    Viver Sem Limitebeneficia pessoas com deficiência Ministério da Saúde investirá R$ 1,4 bilhão em ações para me- lhorar a qualidade de vida de cer- ca de 45 milhões de brasileiros O Ministério da Saúde é um dos 15 órgãos envolvidos nas ações do Viver Sem Limite – Plano Nacional dos Di- reitos da Pessoa com Deficiência, lan- çado em 17 de novembro de 2011, pela presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. O programa, coordenado pela Secre- taria de Direitos Humanos, visa aten- der os cerca de 45 milhões de brasi- leiros – 23,9% da população – que possuem algum tipo de deficiência. O objetivo é promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na socie- dade, promovendo sua autonomia, Com investimento de R$ 1,4 bi- nitoramento e a busca ativa da tria- eliminando barreiras e permitindo o lhão, de um total de R$ 7,6 bilhões, gem neonatal, com maior número acesso e o usufruto, em bases iguais, o eixo da saúde ampliará ações de de exames do Teste do Pezinho e a a bens e serviços disponíveis a toda prevenção às deficiências, criação inclusão do Teste da Orelhinha e do a população. de um sistema nacional para o mo- Teste do Olhinho. Programa expande rede especializada em reabilitação O ministério também está estrutu- Uma das novidades é a criação dos inicial é de aquisição de 88 veículos rando a Rede de Atenção à Saúde Centros Especializados de Reabili- adaptados para o transporte de pes- da Pessoa com Deficiência SUS, que tação (CERs), que serão implanta- soas com deficiência. será um conjunto de serviços, ações dos a partir de 2012. Os CERs são e estratégias de saúde para garantir a serviços que agregam tecnologia Do valor investido pelo Ministério da assistência integral a quem necessita para atender várias modalidades Saúde, R$ 949 milhões serão destina- deste tipo de atendimento. de reabilitação de modo integrado dos ao fornecimento de órteses, pró- para os diferentes tipos de defici- teses e meios auxiliares de locomo- A rede promoverá ações de reabilita- ência, com qualidade e efetividade ção, procedimentos de manutenção ção em todos os pontos de atenção: no cuidado. e materiais especiais. O valor será unidades básicas, estabelecimentos e investido no período 2012-2014. Iné- serviços de saúde especializados em Até 2012, está prevista a criação de dito no SUS, o aporte permitirá aos deficiência e serviços de urgência. 45 CERs, além da qualificação dos usuários constante conservação do Além disso, terá apoio das oficinas já existentes. Para facilitar o acesso material. Além disso, o ministério ortopédicas, fundamentais à quali- da pessoa com deficiência aos lo- promoverá, a cada dois anos, a atu- dade das órteses, próteses e meios cais de reabilitação, serão ofertados alização da lista de itens oferecidos auxiliares de locomoção (OPM). transporte à saúde nos CERs. A meta para evitar sua defasagem. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 17
  • 17.
    Assistência e prevençãodo câncer são prioridades na rede SUS Em 2011, o Ministério da Saúde in- vestiu R$ 2,1 bilhões no setor, rea- lizando mais de 15 milhões de exa- mes papanicolau e mamografia Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4,5 bilhões para fortalecer o Plano Nacional de Prevenção, Diag- nóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama – uma am- pla estratégia para expandir a assis- tência oncológica no País. Só no ano passado, o SUS realizou 11,3 milhões de exames preventivos do câncer do colo uterino (papanicolau) e 3,9 mi- lhões de mamografias. O ministério fechou 2011 com um investimento dos 260 mil casos de câncer em mu- dônia, Sergipe, de R$ 2,1 bilhões no setor – em 2010, lheres – 27% de mama (52.680) e do Mato Grosso e este valor foi de R$ 1,9 bilhão. colo do útero (17.540). Minas Gerais e mais sete con- Foram priorizados os cânceres de Em 2011, o Governo Federal investiu vênios para mama e do colo do útero – segun- na ampliação dos serviços. Com re- ampliação dos Serviços de Referên- do e terceiro tipos de câncer que cursos de R$ 1,3 milhão, foram assi- cia para o Diagnóstico do Câncer de mais afetam a mulher brasileira, nados 11 convênios para criação de Mama (SDM) com os estados de Mi- respectivamente –; buscando am- Serviços de Referência para o Diag- nas Gerais, Ceará, Pernambuco, Ron- pliar o acesso a exames preventivos nóstico e Tratamento do Câncer de dônia, Sergipe e Tocantins. O investi- e tratamento de lesões precursoras Colo do Útero (SRC) nos estados de mento para ampliação do SDM foi de e iniciais. Em 2012, foram identifica- Pernambuco, Acre, Tocantins, Ron- R$ 5,1 milhões no ano passado. Grupo vai avaliar a qualidade dos exames Especialistas do Ministério da Saúde mento da qualidade dos serviços tes que percorrerão, a partir deste e das sociedades médicas iniciaram, de diagnóstico por imagem que ano, todos os municípios do País em março deste ano, a coordena- realizam mamografia tanto no SUS para realização de mamografias ção de um conjunto de medidas quanto na rede privada. em mulheres na faixa etária de 50 voltadas à melhoria e ao acompa- a 69 anos. nhamento da qualidade das mamo- A ideia é que, todo ano, sejam con- grafias. Todos os locais que realizam solidados e publicados relatórios As mamografias realizadas nas mamografias devem seguir as nor- nacionais com os resultados do unidades móveis serão enviadas mas que regulamentam a prática, programa em todo o País. via satélite para uma central de previstas na Portaria no 531/2012, laudos de referência para que um que institui o Programa Nacional de Outra nova medida inserida na es- médico radiologista avalie e emi- Qualidade em Mamografia (PNQM). tratégia nacional de ampliação do ta um laudo em até 24 horas. As rastreamento do câncer de mama unidades móveis devem ter capa- O esforço é para estruturar um é a criação de Unidades Móveis de cidade de fazer até 800 mamogra- programa nacional de monitora- Mamografia. São unidades volan- fias/mês. 18 Ministério da Saúde e Municípios
  • 18.
    Proporção de mamografiasaumenta no País Aumentou a proporção de brasilei- AÇÕES – Em março de 2011, o Gover- de câncer que iniciam tratamento ras que se submeteu ao exame de no Federal lançou o Plano Nacional em até 60 dias – reduzindo a mor- mamografia nos últimos dois anos. de Prevenção, Diagnóstico e Trata- talidade.

A maior parte das ações Foram 73,3%, contra 71,2%, em mento do Câncer de Colo do Útero está prevista na Portaria nº 530, 2006. Os números são da última e de Mama. O programa prevê ações que estabelece o Programa Nacio- pesquisa de Vigilância de Fatores de de fortalecimento da rede de pre- nal de Qualidade em Mamografia. Risco e Proteção para Doenças Crô- venção, diagnóstico e tratamento do O objetivo é estruturar um progra- nicas por Inquérito Telefônico (Vigi- câncer de mama e do câncer de colo tel 2011). O levantamento também do útero, que receberão investimen- mostra bons resultados quanto à tos de R$ 4,5 bilhões até 2014.

 prevenção ao câncer de colo do úte- ro: nos últimos três anos, cerca de No ano passado, o SUS ampliou em Em 2011, 80% das brasileiras fizeram o exame 22% os recursos para assistência de citologia oncótica, mais conheci- oncológica no País. O Ministério da 73,3% das do como “papanicolau”. Saúde fechou o ano com investimen- to de R$ 2,2 bilhões no setor – em mulheres Ainda de acordo com o Vigitel 2011, 2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão. brasileiras se quanto mais baixa a escolarida- Esse aumento de investimento serviu de da mulher, menor é a frequên- para ampliar e qualificar a assistência submeteram cia da realização dos dois exames. O percentual das entrevistadas, aos pacientes em hospitais públicos e privados que compõem o SUS, es- ao exame de com mais de 12 anos de estudo, pecialmente para os tipos de cân- mamografia que fizeram a mamografia foi de cer mais frequentes, como fígado, 87,9%, quase 20% a mais do que as mama, linfoma e leucemia aguda.
 mulheres com até oito anos de es- colaridade (68,5%). O Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama prevê ampliar Já em relação ao papanicolau, 89,6% a cobertura de mamografia em mu- ma nacional de monitoramento da das mulheres, com 12 ou mais anos lheres de 50 a 69 anos, aumentar qualidade dos serviços de diagnós- de estudo, realizaram o exame, 12,7% o percentual de mamografia de tico por imagem que realizam ma- a mais do que as mulheres com até qualidade e aumentar a propor- mografia tanto no Sistema Único de oito anos de escolaridade (76,9%).
 ção de mulheres com diagnóstico Saúde quanto na rede privada. Saúde investe R$ 505 milhões em radioterapia O Ministério da Saúde vai investir A ideia é facilitar a manutenção dos A manutenção nacional dos produtos R$ 505 milhões na rede de unida- aceleradores lineares, que, atual- vai movimentar internamente R$ 20 des oncológicas do SUS. Os recursos mente, precisam ser enviados anu- milhões em serviços por ano, gerando vão ser aplicados em infraestrutura almente ao exterior para este fim. benefícios para a economia do País. (R$ 325 milhões) e na compra de Além disso, o funcionamento de uma aceleradores lineares, equipamen- fábrica de aceleradores lineares no tos de alta tecnologia usados em País vai facilitar a compra e a distri- radioterapia, além de outros aces- buição de mais unidades do produto sórios (R$ 180 milhões). futuramente. Além de reduzir a vul- nerabilidade do SUS e a dependência Serão adquiridos 80 aceleradores no de importações, a medida contri- período de cinco anos, o que vai ex- bui também para a persecução das pandir o acesso a, no mínimo, 28,8 políticas nacionais voltadas para o mil pacientes, anualmente. A empre- desenvolvimento do País, com a es- sa estrangeira que vai fornecer este truturação de um sistema produtivo aparelho deverá, em contrapartida, sólido que viabilize o acesso univer- instalar uma fábrica do equipamento sal da população brasileira a tecnolo- no Brasil, prevista para 2015. gias e produtos de qualidade. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 19
  • 19.
    Rede Cegonha: atenção integralà mulher e ao bebê Programa oferece atendimento meiras ações previstas nos planos ponente, incluindo o teste rápido de dos seguintes estados: Bahia, Pará, gravidez, além de qualificar serviços humanizado desde a confirmação Minas Gerais, São Paulo, Rio de Ja- e profissionais da atenção básica. da gravidez até os primeiros dois neiro e Pernambuco. Esses recursos incluem o custeio de Casas da Ges- anos de vida do bebê tante, Bebê e Puérpera, Centros de Parto Normal e Maternidades e qua- O Governo Federal garantiu R$ 9,4 lificação de leitos de Unidades de bilhões, até 2014, para qualificar a Cuidados Intensivos (UCIs) e UTIs, Programa rede de assistência à mulher e ao Canguru e leitos obstétricos para terá investimento bebê no SUS, por meio da Rede Ce- atenção à gestante de alto risco de gonha. A estratégia é composta por municípios que compõem as regiões de R$ 9,4 bilhões um conjunto de medidas que visa prioritárias para a implantação da ofertar atendimento adequado, Rede Cegonha em cada estado. até 2014 seguro e humanizado, desde o pla- nejamento familiar, passando por Também foram destinados outros confirmação da gravidez, pré-natal R$ 25 milhões para o componente e parto, aos dois primeiros anos de pré-natal da Rede Cegonha para 228 Outra novidade é a inclusão do exa- vida do bebê. Até o mês de abril, 25 municípios de 13 estados. Municí- me de eletroforese de hemoglobina estados e 2.731 municípios já ha- pios que já finalizaram seus planos para detecção da anemia falciforme viam iniciado o processo de adesão de ação da estratégia começam a na Rede Cegonha como exame de à estratégia. receber recursos para a implantação rotina para todas as gestantes. Essa do componente pré-natal. Os investi- ação privilegia mulheres negras pelo O Ministério da Saúde já liberou mentos deverão custear a ampliação fato de a anemia falciforme ser mais R$ 213 milhões para custeio das pri- na oferta dos novos exames do com- prevalente nelas. COMO FUNCIONA A REDE CEGONHA Confirmação Pré-natal Parto Pós-parto Recém-nascido Realização do teste Realização de con- Gestante já sabe Acompanhamen- Realização de con- rápido de gravidez sultas e exames onde terá o bebê to por uma equipe sultas e exames de em uma UBS médica rotina até os dois Pedido do auxílio- Ela tem direito a anos de idade -deslocamento um acompanhante Se necessário, a de livre escolha e gestante poderá ser Gestante de alto poderá optar pelos encaminhada para risco terá acompa- Centros de Parto a Casa da Gestan- nhamento em ma- Normal, que ofere- te, Bebê e Puérpe- ternidade de refe- cem ambiente mais ra para continuar o rência acolhedor para esse acompanhamento momento 20 Ministério da Saúde e Municípios
  • 20.
    Auxílio financeiro parair até a maternidade Outro grande destaque da Rede Todas as gestantes que estão requerimento que autoriza o pa- Cegonha é o auxílio financeiro fazendo o pré-natal no SUS po- gamento do apoio deslocamento. para deslocamento. Toda gestan- derão receber o valor de até R$ O benefício será pago em duas te atendida no SUS deverá rece- 50. Para isso, os municípios de- parcelas de R$ 25. Para receber o ber o benefício de até R$ 50 de vem estar inseridos na estratégia valor integral (R$ 50), a gestante apoio ao deslocamento para rea- Rede Cegonha e ter implantado deverá fazer o requerimento até lização das consultas de pré-natal o Sistema de Monitoramento e a 16ª semana de gestação. A se- e do parto. Em 2012, um milhão Avaliação do Pré-Natal, Parto, gunda parcela será paga após a de gestantes (mais de 40% das Puerpério e Criança (SISPRENA- 30ª semana de gravidez. As ges- gestantes usuárias do SUS) de- TAL WEB). tantes que solicitarem o benefí- vem receber o benefício. Até cio após 16ª semana de gestação 2013, a meta é alcançar todas as Na primeira consulta de pré-na- só terão o direito a uma parcela grávidas (2,4 milhões). tal, a gestante deverá assinar o de R$ 25. Gestantes avaliam atendimento na rede pública Outra ação inovadora é que o Minis- tério da Saúde avaliará a qualidade dos serviços prestados às gestantes assistidas pelo SUS. A Ouvidoria vai realizar contatos telefônicos com as mulheres que tiveram filhos com perguntas sobre qualidade da assis- tência à saúde durante o pré-natal, o parto e o pós-parto.  Os números dos telefones serão ob- tidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), ins- trumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e os serviços do SUS. A AIH, preenchida pelos profissionais de saúde no mo- mento da internação, é ferramenta essencial para gestão dos hospitais e controle de gastos públicos. A pesquisa será realizada pela Ou- vidoria Nacional do SUS. Desta for- ma, o ministério pretende conhecer o nível de satisfação das gestantes quanto ao atendimento recebido. A partir desses resultados, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento, posteriormente en- viados aos gestores locais. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 21
  • 21.
    Transplantes dobram emdez anos Com 23.397 cirurgias realizadas Em 2011, o Brasil teve o maior au- mento anual em números de trans- em 2011, País ultrapassou, pela plantes da década, com 2.357 cirur- primeira vez, a marca de 10 doa- gias a mais que em 2010. dores por milhão de pessoas A média de acréscimo na década foi de 1,2 mil procedimentos por ano. O Brasil é referência para o mundo O SUS oferece assistência integral inteiro quando o assunto é trans- ao paciente transplantado, incluin- plantes.  Atualmente, 95% das ci- do exames periódicos e medica- rurgias no País são realizadas pelo mentos pós-transplante. A meta até SUS, de forma totalmente gratuita 2015 é atingir a média de 15 doado- à população. O Brasil atingiu a mar- res por milhão de população. Hoje, ca de 23.397 transplantes em 2011, a marca é de 11,4 doadores. um novo recorde no setor. Em uma década, mais que dobrou o número O Sistema Nacional de Transplantes de cirurgias – o aumento foi de 124% (SNT), coordenado pelo Ministério em relação a 2001, quando foram re- da Saúde, conta com rede integrada alizados 10.428 procedimentos. em 25 estados e no Distrito Federal, onde funcionam Centrais de Noti- Acompanha esse crescimento o nú- ficação, Captação e Distribuição de mero de doações de órgãos. Foram Órgãos. O investimento na manuten- registradas 2.207 doações no ano ção e no crescimento dessa rede em passado, contra 1.896 em 2010, o 2011 foi de R$ 1,3 bilhão – quatro ve- que representa um avanço de 16,4% zes mais que o total de recursos alo- em um ano – a maior variação em cados para o setor em 2003, quando Mais informações: quatro anos. foram destinados R$ 327,85 milhões. http://snt.datasus.gov.br NÚMERO DE TRANSPLANTES DOAÇÃO DE ÓRGÃOS 25.000 23.397 20.253 21.040 20.000 18.989 17.305 15.570 15.788 2011 15.000 14.175 2.207 12.722 10.428 11.203 10.000 5.000 2010 1.896 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 INVESTIMENTOS 1,3 2009 bilhões 1.693 1,1 990,51 bilhões 824,2 milhões 713,1 milhões 602,9 milhões 526,6 milhões 409,4 milhões 2008 327,85 milhões 1.350 milhões 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 - 2.000 4.000 22 Ministério da Saúde e Municípios
  • 22.
    Fígado, pulmão erim puxam crescimento Os órgãos que mais impulsionaram o desempenho dos transplantes no Brasil nos últimos dez anos foram fí- gado, pulmão e rim, com índices de crescimento de 176%, 96% e 84%, respectivamente. Coração e pâncre- as registraram aumento de 11% e 38% na década. O transplante de coração é um dos mais complexos e existe uma verda- deira corrida contra o tempo nesta cirurgia. O tempo de isquemia do órgão – período em que este pode dicação do transplante, geralmente diabete crônica. Em alguns pacien- ficar fora do corpo humano – é de último recurso para sobrevivência e tes, a cirurgia é feita de forma con- apenas quatro horas. Para o rim, qualidade de vida do paciente. junta com o rim. Os transplantes de por exemplo, este prazo é de 24 tecidos e células (medula óssea e horas. Além disso, os avanços nos No caso do transplante de pâncre- córnea) também registraram percen- medicamentos para pessoas com as, o procedimento é usado em um tuais de crescimento muito. altos – problemas cardíacos reduziram a in- público específico, como casos de cerca de 140%. Procedimentos têm incentivo de até 60% O estímulo à realização de mais trans- dois ou apenas um tipo de transplan- doador falecido sobe de R$ 21,2 mil plantes no SUS ganha reforço com a te, será pago 40% e 30% acima do va- para R$ 27,6 mil. Nos casos de trans- criação de novos incentivos financei- lor, respectivamente. O impacto para plante de rim de doador vivo, o valor ros para hospitais que realizam cirur- 2012 é de R$ 217 milhões. sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil. gias na rede pública. Com as novas regras, estabelecimentos que fazem O incentivo é dado para elevar a re- Outra novidade é que, além do pa- quatro ou mais tipos de transplantes alização de transplantes mais com- gamento já feito pelos transplantes poderão receber um incentivo de até plexos, como os de coração, fígado no SUS, o Ministério da Saúde dará 60% em relação ao gasto com os pro- e pulmão. Os hospitais que fazem um incentivo a mais para a manu- cedimentos de transplantes já pagos. transplante de rim terão ainda um tenção do paciente que necessitar reajuste específico de 30% para esti- ficar em UTI, incremento para a Para os hospitais que fazem três tipos mular a realização dos procedimen- internação de pacientes que re- de transplantes, o recurso será de tos e a redução do número de pesso- querem tempo mais prolongado de 50% a mais do que é pago atualmen- as que aguardam pelo órgão. O valor hospitalização, quando há compli- te. Nos casos das unidades que fazem pago para transplantes de rim de cações graves. Em 2011, 54 centros credenciados o Ministério da Saúde autorizou, cedimento nessas regiões. Atual- em funcionamento no País. Essas em 2011, 54 novos centros de mente, estão em funcionamento organizações atuam nos hospi- transplantes e credenciou 72 no- 680 centros e 1.074 equipes. tais para informar as centrais de vas equipes para realização do transplantes sobre a captação de procedimento. Do total, 16 novos Nesse mesmo período, foram órgãos. Além disso, cerca de 720 centros e 11 novas equipes pas- criadas 35 novas Organizações de profissionais foram capacitados saram a funcionar no Norte e no Procura de Órgãos (OPOs), além para o diagnóstico da morte ence- Nordeste do País para ampliar e de outras 16 em fase de implan- fálica, a retirada, a conservação e diversificar a realização do pro- tação. Atualmente, 60 OPOs estão o implante de órgãos. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 23
  • 23.
    Ministério financia mais13.518 leitos para enfrentar o crack Crack, É Possível Vencer terá in- Rio Grande do Sul e Bahia foram os Além disso, o Ministério da Saúde primeiros nesta ordem. abriu edital para contratação de pro- vestimentos federais de R$ 4 bi- jetos formativos, que contribuam lhões até 2014 em ações de pre- Ao todo, o programa prevê a criação para a reinserção social de pessoas de 13.518 novos leitos para com necessidades decorrentes venção, cuidado e autoridade usuários de álcool e drogas. do uso de crack, álcool e ou- Estes, serão distribuídos tras drogas, a serem desen- Lançado em dezembro do ano pas- da seguinte forma: 1.400 volvidos por instituições que sado, o programa Crack, É Possível nos Centros de Atenção prestem serviços em regime Vencer vai destinar R$ 4 bilhões Psicossocial Álcool e Dro- de residência, como as co- para o combate à droga em todo gas 24 horas (CAPS AD), munidades terapêuticas. País nos próximos três anos. Deste 3.508 em enfermarias es- montante, R$ 2 bilhões estão desti- pecializadas e 8.610 em Podem participar do edi- nados ao cuidado aos dependentes Unidades de Acolhimento tal entidades privadas químicos. O projeto funciona por Transitório (UATs) – para sem fins lucrativos que meio de adesão dos estados que, entender como funcionam os equi- exerçam atividades de natureza em conjunto com o Ministério da pamentos, ver quadro. continuada na área de saúde e que Saúde, definem as prioridades de comprovem ter desenvolvido, duran- cada região. Para abertura dessas novas vagas, te os últimos três anos, atividades serão construídos nos próximos três voltadas a recuperação de usuários Até maio deste ano, cinco estados já anos 175 CAPS AD 24h, 308 Consul- de drogas. Serão destinados R$ 100 haviam aderido ao programa. Per- tórios nas Ruas e 574 UATs – entre milhões para esses projetos, que vão nambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, unidades adulto e infantil. durar 12 meses. REDE CONTE COM A GENTE Consultórios Meta: 308 unidades em 2014 UATs Meta: 308 novas unidades até 2014 nas Ruas Investimento: R$ 152,4 milhões Investimento: R$ 128,8 milhões CON SU Porta de entrada do usuário em Possuem caráter residencial transitório e funcio- DE LTÓRI RUA O estado crítico, conta com profis- nam 24 horas por dia, todos os dias. Funcionam sionais que fazem intervenções em de forma articulada com os CAPS. Pacientes per- seu contexto, incluindo locais de manecem por até seis meses. uso público de drogas. Comunidade Meta: Números de leitos serão definidos de CAPS AD 24h Meta: 175 novos centros em 2014 Terapêutica acordo com a demanda anual Investimento: R$ 432 milhões Investimento: 100 milhões em 2012 (valor pode Oferecem tratamento continuado a aumentar em 2013 e 2014) dependentes químicos e familiares. Projetos desenvolvidos em regime de residência Paciente tem livre trânsito, poden- que contribuem para a reinserção social de de- do sair e voltar da unidade. pendentes de crack, álcool e outras drogas. 24 Ministério da Saúde e Municípios
  • 24.
    Novos medicamentos parainfarto Medida inclui também a criação Entre as novidades está a inclusão ção de coágulos e diminui o risco dos medicamentos Tenecteplase e de novos infartos, e o teste tropo- de 150 leitos hospitalares especí- Alteplase. Usados na terapia trombo- nina, usado para diagnóstico rápido ficos para pacientes com síndro- lítica, que consiste no uso de remé- do infarto. dios para dissolução do coágulo que mes coronarianas agudas surge na artéria e provoca o infarto, A entrada dos tratamentos no rol de os dois ajudarão a reduzir as compli- procedimentos do SUS foi assegurada Os pacientes que sofrem de infarto cações e a mortalidade prematura na pela Portaria nº 2.994, assinada em agudo do miocárdio contam agora rede pública. Estes dois medicamen- dezembro de 2011, com o uso previs- com novas opções de tratamento tos poderão ser usados pelas equi- to a partir de janeiro deste ano. pelo Sistema Único de Saúde. O Mi- pes médicas do Samu 192, nas UPAs nistério da Saúde incorporou mais 24h e nos hospitais do SUS. NOVO PROTOCOLO – Para garantir quatro medicamentos para diag- a eficácia no uso, a incorporação nóstico, cuidado e prevenção de Além dos trombolíticos, pacientes dos medicamentos será acompa- infarto, um investimento anual de do SUS passarão a receber também nhada da implantação de novo pro- R$ 34,9 milhões. o Clopidogrel, que previne a forma- tocolo clínico para síndromes coro- narianas agudas, além da expansão da rede de atendimento com a cria- ÓBITOS POR AVC ção de 150 leitos específicos para esses pacientes. 71000 70.232 A maioria das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas de ma- 68.942 nifestação da doença – 65% dos 69000 68.372 óbitos ocorrem na primeira hora e 80% até 24 horas após o início do infarto. Em 2010, o Brasil teve mais de 324 mil óbitos causados por do- 67000 enças cardiovasculares. 2008 2009 2010 Assistência a pacientes com AVC é aperfeiçoada O Ministério da Saúde ampliou, de saúde, Samu 192, unidades hos- lidade e 29% a chance de o paciente também, a assistência às vítimas de pitalares de emergência e leitos de ficar dependente de outra pessoa Acidente Vascular Cerebral (AVC). retaguarda, reabilitação ambulato- para as atividades diárias. Publicada em março, a Portaria no rial, ambulatório especializado, pro- 664/2012, que estabelece novo pro- gramas de atenção domiciliar, entre INVESTIMENTOS – Até 2014, serão tocolo de assistência ao paciente outros aspectos. investidos R$ 437 milhões para am- com AVC isquêmico e hemorrágico, pliar a assistência a vítimas de AVC. traz a incorporação do trombolítico VANTAGENS – O medicamento será Do total de recursos, R$ 370 milhões alteplase e a estruturação dos ser- fornecido pelos hospitais habilitados vão financiar leitos hospitalares. Se- viços habilitados para assistência às e ajudará a reduzir os riscos de se- rão criados 1.225 novos leitos nos vítimas de AVC. quelas e de mortalidade. O Alteplase 151 municípios onde se localizam diminui em 31% o risco de sequelas os 231 prontos-socorros, responsá- No Brasil, em 2011, foram realizadas do AVC, isso significa a recuperação veis pelo atendimento de urgência e 172.298 internações por AVC (is- do quadro neurológico de mais pa- emergência especializado em AVC. A quêmico e hemorrágico). Em 2010, cientes comparando com aqueles abertura dos novos leitos será defini- foram registrados 99.159 óbitos por que não recebem o tratamento com da entre o Governo Federal, com es- AVC. De acordo com o documento, Alteplase. O atendimento em unida- tados e municípios. Outra parcela, R$ a Linha do Cuidado do AVC deve in- de de AVC com o uso do Alteplase 96 milhões, será aplicada na oferta do cluir, necessariamente, a rede básica poderá reduzir em até 18% a morta- tratamento com o uso de Alteplase. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 25
  • 25.
    Provab leva médicospara as regiões que mais precisam Programa proporciona bolsas de O programa teve início em março de des, e aproximadamente 140 estão 2012. Desde então, 1.228 prefeitu- em processo de contratação. especialização em instituições de ras solicitaram médicos para atua- ensino localizadas em áreas com rem na atenção básica. Na ocasião, Durante a atuação nas unidades de 1.460 médicos se inscreveram e saúde, os profissionais serão tuto- carência de profissionais riados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão O Ministério da Saúde oferece incen- suporte presencial e a distância por tivos aos profissionais que desejam atuar em bairros carentes e cidades Médicos bem meio do programa Telessaúde, co- ordenado pelo Ministério da Saúde do interior do País. Um deles é o avaliados terão para a oferta da chamada “segunda Programa de Valorização dos Profis- opinião” na assistência aos pacien- sionais na Atenção Básica (Provab), bônus de até 10% tes do SUS. O programa prevê a que prevê benefícios para atuar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do nos exames de teleassistência e a teleducação em saúde, com destaque para a aten- Sistema Único de Saúde. residência ção básica. A expectativa é ampliar a assistência Além disso, médicos que tiverem boa aos usuários do SUS que têm dificul- avaliação de desempenho terão pon- dades para acessar serviços de saú- tuação adicional de até 10% na nota de nessas localidades e, com isso, todos foram selecionados. As con- dos exames de residência médica reduzir as desigualdades regionais tratações por parte dos municípios que estiverem cursando, para o pri- relacionadas à presença e perma- ainda estão em curso. Informações meiro ano de atuação. Para os enfer- nência desses profissionais à dispo- preliminares apontam que 460 mé- meiros e dentistas, há maior facilida- sição da população. dicos já estão trabalhando nas cida- de na oferta de emprego e alocação. 26 Ministério da Saúde e Municípios
  • 26.
    Dentistas e enfermeirosterão curso de especialização em atenção básica Para estimular a atuação de odon- tuições darão suporte presencial e tólogos, enfermeiros e médicos na a distância por meio do programa atenção básica, o Ministério da Saú- Telessaúde, coordenado pelo Mi- de vai ofertar bolsas de especiali- nistério da Saúde. zação para atuação em municípios onde há carência de profissionais. O edital traz o detalhamento de como A ação também foca os profissio- os interessados podem ter acesso às nais selecionados pelo Programa de bolsas, o valor, as instituições envol- Valorização da Atenção Básica (Pro- vidas e o procedimento para par- vab), que atuarão nos pequenos ticipar de curso de especialização municípios, em áreas de extrema teórico-prático em atenção básica. pobreza e nas periferias das gran- As aulas começarão em maio. des cidades. A especialização, que incluirá os con- Com duração de um ano, a espe- teúdos do Programa Nacional de Me- cialização terá jornada de 40 ho- lhoria do Acesso e da Qualidade da ras semanais – 32 em serviço nas Atenção Básica (PMAQ) e do Índice unidades básicas e oito teóricas, de Desempenho do SUS (IDSUS), será sob supervisão de universidades certificada pela Universidade Aberta Mais informações: parceiras do programa. Estas insti- do SUS (UNA-SUS). http://provab.saude.gov.br Desequilíbrio regional é desafio O Ministério da Saúde desenvolve graduação e residência médica de (Pró-Residência), que  oferece bol- diversas ações educacionais em forma equânime pelo País. A meta sas de residência médica em áreas parceria com o Ministério da Edu- do Governo Federal é financiar 4 definidas como prioritárias para o cação com a finalidade de comba- mil novas vagas de residência até SUS e carentes de determinados ter os desequilíbrios regionais na 2014 e até 2022 garantir uma vaga especialistas, como pediatria, ne- oferta de especialistas. O Plano na residência para cada formando. onatologia, medicina de família e Nacional de Qualidade na Edu- comunidade, entre outras. Cria- cação Médica é um deles, e está Nesse sentido, já está em curso do em 2009 pelo Ministério da sendo elaborado para estabelecer o Programa Nacional de Apoio Saúde, também em parceria com metas de qualidade, quantidade e à Formação de Médicos Espe- o Ministério da Educação, o pro- distribuição da oferta de vagas de cialistas em Áreas Estratégicas grama já ofereceu 2 mil bolsas de residência médica e contou com Pró-residência um investimento de R$ 29 milhões desde seu lançamento. Ano Vagas autorizadas Pelo Pró-Residência, serão lança- 2010 1261 dos 60 novos programas de resi- dência médica em regiões com 2011 1731 dificuldade de fixação de profis- sionais, com criação de bolsas 2012 2445 em especialidades estratégicas – 70% delas distribuídas pelas regiões Norte, Nordeste e Cen- Total de instituições 231 tro-Oeste, localidades que en- frentam maior dificuldade para Total de residentes cadastrados 1795 contratar e fixar médicos. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 27
  • 27.
    Médico pode abaterdívidas do Fies se atuar em áreas carentes Medida estimula que profissionais de de combate aos desequilíbrios O médico deve estar cadastrado no Sis- regionais na oferta de especialistas tema de Cadastro Nacional dos Estabe- optem por residência em locais e na atenção básica. Estão contem- lecimentos de Saúde (SCNES) e, ainda, onde há falta de médicos. O abati- pladas áreas, como anestesiologia, informar ao Ministério da Saúde, por cancerologia, geriatria e neuroci- meio de formulário digital próprio, mento pode chegar a 100% rurgia, entre outras (ver tabela) que disponibilizado pelo Departamento de são consideradas escassas e de difícil Atenção Básica, o início, o término e as O Governo Federal avançou em mais contratação. As áreas prioritárias de eventuais interrupções de sua atuação uma iniciativa para levar médicos atuação desses especialistas serão no município priorizado. para as regiões que mais carecem cirurgia do trauma, medicina de ur- desse profissional em 2011. O profis- gência, neonatologia e psiquiatria da sional que opta por atuar na atenção criança e da adolescência. Elas foram básica em um dos 2.282 municípios definidas considerando as políticas definidos pelo Ministério da Saúde públicas estratégicas para o SUS, que tem abatimento de até 100% do cré- abrangem a Rede Cegonha, a Rede dito com o Fundo de Financiamento de Urgência e Emergência e a Rede ao Estudantil (Fies). Já os recém- Oncológica, bem como as áreas em -formados que optam por fazer resi- que se identificou carência na oferta dência médica em uma das 16 áreas de formação de especialistas. prioritárias definidas têm extensão do prazo de carência do Fies. O pro- Os municípios são os responsáveis grama atingirá entre 8 mil a 9 mil alu- pela contratação dos médicos. As con- nos de medicina. tratações são realizadas diretamente entre médicos e gestores municipais, As medidas fazem parte de uma am- de acordo com os mecanismos de pla estratégia do Ministério da Saú- contratação de cada município. Especialidades contempladas Portaria alcança 41% dos municípios Anestesiologia Entre os municípios contemplados saúde e prevenção de doenças mais Cancerologia (cirúrgica, na portaria, estão Autazes (AM), graves, evitando que a população clínica e pediátrica) Caetés (PE), Campos Lindos (TO), precise recorrer a serviços mais com- Cirurgia geral Cristal do Sul (RS) e Iporanga (SP) plexos com o agravo das enfermida- Clínica médica (ver tabela). Eles foram definidos des. Esta iniciativa firma a atenção com base nos critérios: população básica como principal porta de en- Geriatria em extrema pobreza; população trada ao SUS. Diversos estudos mos- Ginecologia e obstetrícia beneficiária do Bolsa Família; popu- tram que o investimento na atenção lação rural. A quantidade de muni- básica reduz significativamente o nú- Medicina de família e comunidade cípios selecionados representa 41% mero de internações. Medicina intensiva do total de municípios brasileiros e estão contempladas todas as regi- Os médicos que ingressam em equi- Medicina preventiva e social ões do País. Em cada estado estão pes de Atenção Básica nas regiões Neurocirurgia incluídos, no mínimo, 10% de seus prioritárias, após um ano de traba- Patologia municípios com os maiores graus de lho, têm 1% ao mês de abatimento carência e dificuldade de retenção na dívida do Fies. Ou seja, depois de Pediatria de médico para integrar as equipes um ano e mais 100 meses atuando Psiquiatria de saúde da família. nesses municípios (o equivalente a pouco menos de dez anos), os mé- Radioterapia O investimento na atenção básica dicos quitam sua dívida com o Fies, Traumatologia e Ortopedia é fundamental para promoção da inclusive os juros. 28 Ministério da Saúde e Municípios
  • 28.
    Telessaúde qualifica diagnóstico Segundaopinião médica é garan- melhorias na resolubilidade da aten- centros de pesquisa e referência, per- ção à saúde prestada à população. mite o acesso à chamada “segunda tida por tecnologias de informa- opinião médica”, além da discussão de ção e comunicação. Investimento Em 2012, a expansão da rede foi re- casos com equipes multiprofissionais. forçada, com o investimento de R$ Isso evita deslocamentos desnecessá- na rede soma R$ 70 milhões 70 milhões no programa até o fim de rios do paciente, qualifica o diagnósti- 2012 e consequente aumento contí- co e permite a educação permanente Os profissionais de saúde do Siste- nuo do número de municípios bene- dos profissionais de saúde, auxiliando ma Único de Saúde podem contar ficiados e teleconferências realizadas. a população atendida do SUS com com ferramentas tecnológicas para diagnósticos ágeis e precisos. ajudar no atendimento de pacien- tes. O Telessaúde Brasil Redes ofe- RESULTADOS E EXPANSÃO – Já fo- rece teleconsultoria a distância às ram realizadas em torno de 47 mil equipes de Atenção Básica, utili- Programa teleconsultorias nos núcleos de te- zando tecnologias de informação e comunicação. Nas localidades onde permite que lessaúde espalhados por 1.001 mu- nicípios de 23 estados: Amazonas, o Telessaúde Brasil foi implantado, profissionais troquem Ceará, Goiás, Pernambuco, Santa em 60% a 80% dos casos foi evitado Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, o encaminhamento dos pacientes informações sem Rio Grande do Sul, Minas Gerais, para atendimento em outro serviço de saúde. sair dos postos de Acre, Mato Grosso do Sul, Tocan- tins, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, atendimento Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, O programa permite que profissio- Mato Grosso, Pará, Rondônia, Dis- nais troquem informações sem sair trito Federal e Paraná. Existem, ao dos postos de atendimento, por meio todo, 1.563 pontos localizados em de videoconferências e internet. Com Unidades de Saúde da Família (atin- isso, há relevante impacto financeiro, A ferramenta, que abrange desde as gindo 6.658 equipes), além de ou- além da ampliação do acesso e das regiões mais distantes até os grandes tros 723 pontos extras. COMO FUNCIONA O TELESSAÚDE Se a equipe precisa de uma segunda opinião profissional para confirmar ou complementar o diagnóstico, pode se comunicar por webconferência com médicos e outros profissionais localizados nos núcleos de telessaúde em diversos estados brasileiros. Com essas ferramentas, a equipe de Atenção Básica consegue resolver cerca O paciente é atendido pela equipe de Saúde de 80% dos casos – assim, o paciente da Família na Unidade Básica de Saúde tem acesso ao diagnóstico e tratamento próxima à sua residência, que pode se adequados no menor tempo possível, localizar em grandes centros, no interior além de não ser removido para ou mesmo em áreas remotas. outras unidades de saúde sem necessidade. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 29
  • 29.
    Quase metade dapopulação brasileira está acima do peso Vigitel demonstra mudança nos obesos subiu de 11,4% para 15,8%. 34 anos, a frequência de obesidade O problema do excesso de peso en- quase triplica (17,2%). hábitos dos brasileiros e compro- tre a população masculina começa va crescimento dos fatores de ris- cedo. 29,4% dos homens entre 18 e O envelhecimento também tem 24 anos já estão acima do peso ideal. forte influência nos indicativos fe- co para doenças crônicas Quando chegam à faixa etária supe- mininos. Um quarto das mulheres rior, idades entre 25 e 34 anos, esse entre 18 e 24 anos está acima do O excesso de peso e a obesidade número quase dobra, atingindo 55%. peso (25,4%). A proporção aumen- aumentaram nos últimos seis anos ta 14 pontos percentuais na pró- no Brasil. De acordo com o estudo, O aumento exponencial dos per- xima faixa etária (25 a 34 anos de a proporção de pessoas acima do centuais de obesidade em curto idade), atingindo 39,9% das mu- peso no Brasil avançou de 42,7%, espaço de tempo assusta. Se entre lheres. Já entre as brasileiras de 45 em 2006, para 48,5%, em 2011. No os homens de 18 a 24 anos, apenas a 54 anos, esse número mais que mesmo período, o percentual de 6,3% são obesos, entre os de 25 e dobra (55,9%). EXCESSO DE PESO OBESIDADE 2006 43% 2007 43% 2008 44% 2009 47% 2010 48% 2011 49% Sedentarismo diminui entre homens O percentual de homens sedentários como fisicamente inativos. Se com- pratica algum tipo de atividade físi- no Brasil passou de 16%, em 2009, parados com as mulheres, os ho- ca. O percentual diminui para menos para 14,1%, em 2011. Em 2009, mens também se destacam. 39,6% se de um quarto da população (24%) 16% dos homens foram classificados exercitam regularmente, enquanto para quem estudou até oito anos. entre as mulhe- res a frequência No entanto, a tendência percebida INATIVIDADE FÍSICA é 22,4%. é de aumento de sedentários com 16,0 o aumento da faixa etária. Se 60,1% 15,5 A Vigitel revela, dos homens entre 18 e 24 anos pra- 15,6 também, que ticam exercícios como forma de la- 15,0 14,5 quanto maior zer, este percentual reduz para me- % a escolaridade, nos da metade aos 65 anos (27,5%). 14,0 14,2 13,5 14,0 menor o seden- Na população feminina, as propor- 13,0 tarismo. 42,1% ções são semelhantes em todas as 12,5 da população faixas etárias, variando entre 24,6% 12,0 com mais de 12 (entre 25 e 45 anos) e 18,9% (maio- 2009 2010 2011 anos de estudo res de 65 anos). 30 Ministério da Saúde e Municípios
  • 30.
    Consumo excessivo deálcool Pesquisa anual aumenta com escolaridade traz diagnóstico O consumo abusivo de bebida al- no período de 30 dias foi de 17%. coólica – ingestão em uma mesma A proporção entre os homens é qua- As Doenças Crônicas Não Trans- ocasião de quatro ou mais doses se três vezes maior (26,2%) do que missíveis (DCNT) representam um para mulheres e cinco ou mais doses em mulheres (9,1%). dos maiores desafios de saúde para homens, em um período de 30 pública mundial. Além da ameaça dias – é maior entre as pessoas com O percentual nacional não sofreu à qualidade de vida de milhões de mais de 12 anos de estudo (20,1%) variação desde a primeira edição pessoas, elas geram grande im- do que entre os que estudaram até da pesquisa realizada em 2006.  pacto econômico. No Brasil, elas oito anos (15,9%). Entre as mulhe- Os números também apresentaram respondem por 72% das mortes res, a diferença foi ainda mais con- diferença em relação à idade. A fre- registradas, o correspondente a siderável, variando de 11,9% para as quência de consumo abusivo de bebi- 742.779 vítimas por ano. mulheres com 12 anos ou mais de da alcoólica foi maior entre os jovens estudo a 7,6% para aquelas com até de 18 a 24 anos (20,5%). Na popula- Para mapear os fatores de riscos oito anos de estudo.

 ção com idade a partir de 65 anos, que a população brasileira está essa proporção é de apenas 4,3%.

 exposta e subsidiar o planejamen- De acordo com a pesquisa, ao consi- to de políticas públicas preven- Em relação às diferenças entre os derar a população em geral, sem dis- tivas eficazes no enfrentamento tinção de sexo, a frequência do con- sexos, observa-se que o percen- às DCNT, o Ministério da Saúde sumo abusivo de bebidas alcoólicas tual de homens com idade entre promove, desde 2006, a pesquisa 18 e 24 anos Vigilância de Fatores de Risco e que relataram Proteção para Doenças Crônicas ABUSO DE ÁLCOOL consumo abu- por Inquérito Telefônico (Vigitel). sivo de álcool (30,3%) é qua- A Vigitel é realizada pelo Minis- 20 se três vezes tério da Saúde em parceria com maior do que o Núcleo de Pesquisas Epidemio- 15 quando com- lógicas em Nutrição e Saúde da % parado às mu- Universidade de São Paulo (Nu- 16 17 18 19 18 17 lheres nesta pens/USP). Cerca de 54 mil adul- 10 mesma faixa tos são entrevistados, 2 mil pes- etária (11,5%). soas em cada capital brasileira e 5 também no Distrito Federal. 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Tabagismo segue em queda FUMANTES O percentual de fumantes passou combate ao ta- de 16,2% para 14,8% nos últimos baco estão en- 2006 16,2 seis anos. A frequência é menos da tre as priorida- 2007 17 metade do índice de 1989, quando a des do Governo 2008 16 Pesquisa Nacional de Saúde e Nutri- Federal. 2009 16 ção (PNSN), realizada pelo Instituto 2010 15,1 Brasileiro de Geografia e Estatística Uma série de 2011 14,8 (IBGE), apontou 34,8% de fumantes medidas para na população. reduzir a atrati- 0 6 12 18 vidade do cigar- % Outro bom motivo para comemo- ro vem sendo rar é a diminuição dos homens que liderada pelo Ministério da Saúde, dos impostos e a proibição dos fu- fumam mais de 20 cigarros por dia, como a proibição da publicidade módromos. A expectativa é chegar o chamado fumo pesado. A pro- do tabaco, a adesão à Convenção- a 2022 tendo reduzido a frequên- porção passou de 6,3% para 5,4% -Quadro para o Controle do Tabaco cia de fumantes para 9% na popu- nos últimos seis anos. Ações de de 2005, o aumento das alíquotas lação adulta. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 31
  • 31.
    Academia da Saúdeincentiva a prática de atividades físicas Ministério da Saúde estabelece O programa faz parte das estratégias incorporadas ao programa Academia desenvolvidas no Plano de Ações Es- da Saúde e passam a receber, cada meta de 4 mil polos até 2014. Re- tratégicas para o Enfrentamento das uma, custeio de R$ 36 mil anuais. passes são feitos para os fundos Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, lançado em abril de 2011 A partir das habilitações, através de municipais de saúde e com metas até 2022. Do objetivo portarias, cada município contem- de construir 4 mil polos até 2014, já plado passa a receber 20% do valor O Programa Academia da Saúde, lan- foram habilitadas para construção total previsto para a totalidade do çado pelo Governo Federal em 2011, 1.684 academias. Outras 323, que projeto, cujas obras devem ser fina- tem o objetivo de promover hábitos não entram na meta, receberam lizadas em até 24 meses. Para rece- saudáveis entre a população, por recursos para construção prove- ber as outras parcelas de recursos, o meio da oferta de espaços adequa- nientes de emendas parlamentares. gestor municipal deverá apresentar dos para a prática de atividade física Assim, atualmente, temos um to- os documentos solicitados pelo Mi- que devem estar diretamente ligados tal de 2.007 polos habilitados para nistério da Saúde, comprovando a aos serviços públicos de saúde (Uni- construção em todo o País. O valor conclusão das etapas da obra. dades de Básicas de Saúde). A ideia do incentivo varia de acordo com o surgiu a partir de cinco exemplos de tipo de modalidade. São elas: bási- Para cada polo do Programa Acade- academias bem-sucedidas situadas ca (R$ 80 mil/polo), intermediária mia da Saúde será obrigatório o ca- nas cidades de Vitória (ES), Recife (R$ 100 mil/polo) e ampliada (R$ 180 dastramento de profissionais de saú- (PE), Aracajú (SE), Belo Horizonte mil/polo). Só em 2011, o Ministério de de nível superior na quantidade (MG) e Curitiba (PR). O programa é da Saúde destinou R$ 186 milhões mínima de um profissional com carga coordenado pelo Ministério da Saú- para incentivos de construção. Além horária semanal de 40 horas ou dois de e funciona por meio de adesão destas academias, 154 unidades que profissionais com carga horária míni- dos municípios. já existiam em 95 municípios foram ma individual de 20 horas semanais. 32 Ministério da Saúde e Municípios
  • 32.
    Contra a obesidade,alunos são orientados para dieta mais saudável Foco do Ministério da Saúde na melhoria da alimentação escolar visa combater o avanço da obesi- dade infantil Profissionais de saúde e da educação avaliaram e orientaram estudantes de 5 a 19 anos em 22 mil escolas públicas do País. As equipes do Programa Saú- de da Família, coordenado pelo Mi- nistério da Saúde, pesaram, mediram e calcularam o Índice de Massa Cor- pórea (IMC) de mais de 5 milhões de alunos em 1.938 municípios. Além de orientações nutricionais, os profissio- nais encaminharam os estudantes que apresentaram excesso de peso para as Unidades Básicas de Saúde. Essa medida integrou a 1a Semana de Mobilização Saúde na Escola, que aconteceu em março deste ano, e teve como tema a obesidade em crianças ALERTA PARA EXCESSO DE PESO INFANTIL e adolescentes. Essa é uma das ações previstas no PSE que, em dezembro De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 2011, recebeu investimentos de de 1 bilhão de pessoas no mundo está acima do peso R$ 118,9 milhões referentes aos 2.495 ideal. No Brasil, quase metade da população, 48,5%, municípios que aderiram à estratégia está acima do peso (Vigitel 2011). e se comprometeram a implementar ações de promoção, prevenção, edu- cação e avaliação das condições de Atualmente, muitas crianças e adolescentes têm apre- saúde das crianças e dos adolescentes sentado altas taxas de colesterol, pressão alta, diabe- nas escolas. Já os municípios que ade- tes e doenças do coração, enfermidades que até então riram à Semana de Mobilização Saúde eram caracterizadas como de adultos (OMS, 2004). na Escola (1.938) receberam incentivo extra de R$ 558 por equipe de Saúde da Família, totalizando R$ 10 milhões. Em algumas regiões do Brasil, cerca de 15% das crian- ças brasileiras são obesas. E algumas cidades apre- As ações no combate à obesidade in- sentam 30%, ou mais, de crianças e adolescentes com fantil não se resumem apenas às es- sobrepeso (RG NUTRI ON LINE, 2006). O consumo de colas públicas. Em abril, um acordo frutas, legumes e verduras evita doenças, como câncer, assinado na semana do Dia Mundial doenças do coração, etc. (BRASIL, 2005). da Saúde levou às lanchonetes das instituições de ensino privadas (do básico ao médio) opções de lanches Estima-se que a obesidade infanto-juvenil tenha au- mais saudáveis. A medida, toma- mentado 240% nas últimas décadas (TALAMONI, 2005). da pela primeira vez no Brasil, tem como objetivo atingir cerca de 6,5 milhões de estudantes em todo País. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 33
  • 33.
    Governo faz acordopara produção de alimentos com redução de sódio Documento estabelece redução gradual de sódio entre os alimen- tos mais consumidos pelo público infanto-juvenil Para melhorar a dieta do brasileiro, Ministério da Saúde e indústria ali- mentícia firmaram o compromisso de reduzir, gradualmente, o uso do sódio em 16 categorias de alimentos até 2014, com aprofundamento das me- didas até 2016. A parceria, firmada em 2011, contempla produtos como batatas fritas e batata palha, pão fran- cês, bolos prontos, salgadinhos de mi- lho, maionese e biscoitos recheados. A intenção é oferecer alimentos in- dustrializados mais saudáveis e pre- venir a ocorrência de doenças na população, sobretudo, entre os mais jovens. O sódio está presente no sal de cozinha e seu consumo excessivo está associado a uma série de do- enças crônicas, como hipertensão arterial, problemas cardiovas- culares, distúrbios re- nais e cânceres. Acordo deve retirar do O Ministério da Saúde estima a retirada do mercado mais de mercado, até 2014, de 3.957 toneladas de 3,9 mil toneladas sódio somente com a de sódio somente redução do sal no pão francês. Se adicionar com a redução no os valores previstos de redução para o macar- pão francês rão instantâneo, o pão de forma e a bisnagui- nha, a estimativa sobe para 5.588 toneladas. lam que o consumo do brasileiro ul- tes. Mais de 90% consomem acima trapassa mais do que o dobro do re- do valor recomendado. O consumo A recomendação de consumo máxi- comendado, ficando em 12g diários, de biscoitos doces é 2,5 vezes maior mo diário de sal pela OMS é de me- aproximadamente. do que o ingerido por adultos. O de nos de cinco gramas por pessoa (o salgadinhos chega a sete vezes mais e equivalente a quatro colheres rasas Entre os adolescentes de 14 a 18 anos, o de biscoitos salgados é 50% maior de café). Porém, dados do IBGE reve- os dados são ainda mais preocupan- do que a faixa etária mais elevada. 34 Ministério da Saúde e Municípios
  • 34.
    Menos sal, maissaúde O acordo com a indústria também por acidente vascular cerebral di- sileira das Indústrias de Alimenta- induzirá a redução do número de minuirão em 15% e as mortes por ção (Abia), a Associação Brasileira internações no País e a melhoria infarto em 10%. Ainda estima-se das Indústrias de Massas Alimen- da qualidade de vida da popu- que 1,5 milhão de brasileiros não tícias (Abima), a Associação Bra- lação hipertensa. Uma pesquisa precisaria de medicação para hi- sileira da Indústria do Trigo (Abi- realizada com mais de 54 mil bra- pertensão e a expectativa de vida trigo) e a Associação Brasileira da sileiros em 2011 revelou que a dos hipertensos seria aumentada Indústria de Panificação e Con- hipertensão arterial atinge 22,7% em até quatro anos. feitaria (Abip). A indústria utiliza da população adulta. Se o consu- esse mineral por causa do sabor e mo de sódio for reduzido para a O acordo firmado pelo Ministério da sua função conservante que dá recomendação diária, os óbitos da Saúde inclui a Associação Bra- aos produtos. COMPROMISSO DA INDÚSTRIA ATUAL META 1.567mg/100g 1.052mg/100g O acordo é voluntário e não prevê multas ou penalidades. Porém, o termo de compromisso estabelece o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias. Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). - 9,5% ao ano até 2014 PÃO FRANCÊS BATATA FRITA/PALHA SALGADINHOS DE MILHO ATUAL META ATUAL META ATUAL META 648mg/100g 586mg/100g 720mg/100g 529mg/100g 1.288mg/100g 747mg/100g - 2,5% ao ano - 5% ao ano - 8,5% ao ano até 2014 até 2016 até 2016 BISCOITOS MISTURAS PARA BOLOS BOLOS PRONTOS ATUAL META 1.220mg/100g 699mg/100g META (salgados) (salgados) META 334mg/100g entre* 490mg/100g 359mg/100g 204mg/100g (doces) (doces) (aerados) ATUAL ATUAL 250mg/100g e 600mg/100g 265mg/100g 568mg/100g 463mg/100g 332mg/100g (recheados) (recheados) (cremosos) - 7,5% a - 19,5% ao ano - 7,5% a - 8% ao ano - 8% a - 8,5% ao ano até 2014 até 2014 até 2016 * Meta varia conforme o Ɵpo de bolo Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 35
  • 35.
    Nova lei elevapreço do cigarro e proíbe fumódromos A Lei do Fumo, que contou com Fica estabelecida em 300% a alíquo- uma regra de preço mínimo ataca as ta do Imposto sobre Produtos Indus- duas frentes para a redução do con- o apoio do Ministério da Saúde, trializados (IPI) para o cigarro. Com sumo: preço de um lado e combate à pretende frear o avanço de doen- o reajuste do imposto e o estabele- pirataria do outro. Medidas como es- cimento de um preço mínimo, o ci- sas reforçam a liderança do Brasil no ças ligadas ao tabagismo garro subirá cerca de 20%, em 2012, enfrentamento das doenças crônicas chegando a 55%, em 2015. não transmissíveis. O Ministério da Saúde foi o principal apoiador na aprovação da nova Lei Depois de aprovada no Congresso, Além de todas as ações regulatórias, do Fumo pelo Congresso Nacional. por sugestão do Ministério da Saúde, o Governo Federal também investe Sancionada em dezembro do ano a presidenta Dilma vetou o artigo que em ações educativas. O Ministério da passado pela presidenta Dilma Rous- permitia a propaganda institucional Saúde incluiu o tabagismo no Plano seff, a nova legislação estabelece um de fabricantes de tabaco em even- de Ações Estratégicas para o Enfren- preço mínimo de venda de cigarro no tos. O artigo vetado ia totalmente de tamento de Doenças Crô- varejo, aumenta a carga tributária so- encontro com os compromissos in- nicas não Transmis- bre o produto e proíbe a propaganda ternacionais assumidos pelo Brasil, síveis no Brasil nos pontos de venda e o fumo em em especial a Convenção-Quadro (2012-2022). locais fechados – os fumódromos, se- para o Controle do Tabaco. jam eles privados ou públicos. Conforme pre- A lei é um grande avanço no visto no Plano, Pela nova lei, também fica proibida a combate ao tabagismo, já que a expectativa é propaganda comercial de cigarros nos deve contribuir para frear o chegar a 2022 ten- pontos de venda, sendo permitida consumo de cigarros no País. do reduzido a fre- somente a exposição dos produtos – A combinação do aumento quência de fuman- desde que acompanhada por mensa- do tributo com tes de 15% para gens sobre os malefícios provocados 9% na população pelo uso do fumo. Outra obrigato- adulta. riedade prevista pela referida lei é o aumento de avisos so- bre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, a partir de 1º de janeiro de 2016. PERCENTUAL DE FUMANTES Capitais/DF Total Capitais/DF Total Capitais/DF Total Aracaju 9,4 Goiânia 11 Recife 12,3 Belém 12,5 João Pessoa 9,4 Rio Branco 14,5 Belo Horizonte 15,6 Macapá 10,9 Rio de Janeiro 14,1 Boa Vista 13 Maceió 7,8 Salvador 8,6 Campo Grande 13,2 Manaus 11,9 São Luís 13,2 Cuiabá 16,1 Natal 11,4 São Paulo 19,3 Curitiba 20,2 Palmas 12,5 Teresina 15,3 Florianópolis 14,3 Porto Alegre 22,6 Vitória 11,2 Fortaleza 10,3 Porto Velho 16,6 Distrito Federal 13,5 36 Ministério da Saúde e Municípios
  • 36.
    Mais rigor naLei Seca CONDUÇÃO DE VEÍCULOS APÓS USO DE ÁLCOOL Desde 2011, foram gastos R$ 204 sob influência de álcool ou outras Masculino drogas que causam dependência, Feminino Total (%) milhões no atendimento às 155 Capitais/DF passando dos atuais R$ 957,70 para mil internações registradas na R$ 1.915,40. rede pública de saúde Aracaju 18,3 28,4 10 Medidas legislativas, como o Có- Belém 17,6 25,2 11 digo de Trânsito Brasileiro e a Lei Pesquisa do Ministério da Saúde Seca, têm sido muito importantes Belo Horizonte 20,0 30,0 11,6 realizada com 54.144 pessoas das para a prevenção dos acidentes de Boa Vista 13,9 19,2 8,6 26 capitais brasileiras e no Distrito transporte terrestre. Dados do Sis- Campo Grande 13,1 20,0 6,9 Federal revelou um dado preocu- tema de Informações de Mortalida- Cuiabá 21,1 31,2 11,7 pante: 4,6% dos entrevistados ad- de (SIM) revelam números assus- Curitiba 14,3 23,3 6,5 mitiram dirigir após beber qualquer tadores: 40.610 pessoas morreram Florianópolis 17,2 27,4 7,9 quantidade de bebida alcoólica. no trânsito em 2010, um número Fortaleza 17,3 28,6 8,0 O hábito é mais comum entre os 24% maior do que o registrado em 25 e 44 anos. Para os homens, em 2002. Além das vítimas fatais, em Goiânia 16,6 26,7 7,8 qualquer faixa etária, a proporção é 2010 foram registradas 145 mil in- João Pessoa 17,6 28,4 8,7 maior (8,6%) do que para as mulhe- ternações de pessoas vítimas de Macapá 18,6 28,9 8,9 res (1,2%). Os dados são da pesqui- acidentes de carro e moto, o que Maceió 19,6 30,9 10,2 sa Vigitel 2011. representou um gasto total de Manaus 15,8 27,7 4,9 R$ 190,3 milhões. Natal 17,5 29,8 7,4 Com base nesse resultado, o Mi- nistério da Saúde entrou com força Em 2011 esse número cresceu Palmas 18,6 28,2 8,8 total na luta pelo fortalecimento da ainda mais. Dados preliminares já Porto Alegre 13,8 20,3 8,4 Lei Seca para a redução de mortes apontam aumento de 7% no núme- Porto Velho 18,2 27,8 8,8 no trânsito. A proposta de “tolerân- ro de internações (155 mil interna- Recife 20,9 29,0 14,3 cia zero”, aprovada pela Câmara dos ções no SUS). Foram gastos R$ 204 Rio Branco 11,9 19,2 5,3 Deputados e que agora segue para milhões, sem contar o investimento Rio de Janeiro 18,2 25,4 12,2 o Senado, autoriza o uso de teste- necessário na reabilitação dos pa- Salvador 23,6 31,3 17,2 munhos, exame clínico, imagens e cientes, sobretudo a reabilitação vídeos como meios de prova para física. Com esse valor, o Ministé- São Luís 20,2 30,3 11,9 confirmar a embriaguez de motoris- rio da Saúde poderia ter investido São Paulo 13,6 23,8 4,7 tas, essencial para combater a com- na construção de 145 Unidades de Teresina 22,9 37,6 10,9 binação trágica entre o álcool e a Pronto Atendimento, com capaci- Vitória 18,9 25,5 13,3 direção. Além disso, o texto dobra a dade para atender mais de 43 mil Distrito Federal 15,2 21,3 9,8 multa para quem for pego dirigindo brasileiros por dia. Fonte: Vigitel 2011. Ações preventivas para reduzir mortes no trânsito O Sistema Único de Saúde conta com rança no Trânsito 2011-2020, coor- rem o programa. Até o fim de 2012, um conjunto de ações de promoção denado pela OMS. o MS investirá mais R$ 12 milhões na de saúde e prevenção e vigilância de ampliação da ação. acidentes, violências e seus fatores Já o Projeto Vida no Trân- de risco. Em 2011, os ministérios sito é a resposta brasileira da Saúde e das Cidades assinaram ao convite da OMS para o Pacto Nacional pela Redução dos integrar-se a um conjunto Acidentes no Trânsito – Pacto pela de dez países envolvidos Vida. A meta é estabilizar e reduzir no Projeto Trânsito Seguro. o número de mortes e lesões em aci- Entre 2010 e 2011, o Mi- dentes de transporte terrestre nos nistério da Saúde destinou próximos dez anos, como adesão ao R$ 4,8 milhões para as pri- Plano de Ação da Década de Segu- meiras cidades a implanta- Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 37
  • 37.
    Dengue afeta menosbrasileiros A queda ocorreu nos três primei- ros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado – de 6.638 para 652 casos As medidas de combate à dengue adotadas pelo Ministério da Saúde demonstram que o Programa Nacio- nal de Controle da Dengue está no caminho certo. O Brasil registrou re- dução de 90% nos casos graves da do- ença nos primeiros três meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. Entre 1º de janeiro e 18 de abril, foram registrados 652 ca- O valor tem como foco ações que ações desenvolvidas nos estados e sos contra 6.638 no mesmo período qualifiquem as atividades  de pre- municípios. Prova disso é o repasse do ano passado. Em relação aos casos venção e controle da dengue, como de R$ 1,33 bilhão, em 2011, do Piso gerais, a redução foi de 51%. Os ca- garantir o número adequado de Fixo de Vigilância e Promoção à Saú- sos registrados passaram de 468.986 agentes para as visitas domiciliares, de, para o financiamento das ações para 228.714. Em relação aos óbitos, visitar pelo menos quatro vezes os de vigilância e promoção da saúde – a queda apresentada foi de 82%. domicílios do município, efetuar a vi- para prevenção e o combate às do- gilância entomológica e epidemioló- enças endêmicas, como chagas, han- O Ministério da Saúde, no início gica – como realizar pelo menos três seníase e dengue. A previsão de re- deste ano, efetuou o repasse de R$ LIRAa (Levantamento de Infestação passe do piso para 2012 é de R$ 1,72 92,8 milhões para 1.159 municípios do Aedes aegypti) ao ano (janeiro, bilhão, um acréscimo de quase 30% selecionados pela Portaria no 2.577 março e outubro) –, notificar ime- no valor total de recursos. exclusivamente para qualificação das diatamente os óbitos por dengue, atividades de prevenção e controle garantir atenção ao paciente com O programa prevê a aquisição de da dengue. Os recursos correspon- insumos e capacitar os profissionais 2.500 toneladas de larvicidas e 350 dem a um acréscimo de 20% do Piso de saúde. mil litros de inseticidas para distri- Fixo de Vigilância e Promoção à Saú- buição aos estados e municípios, e a de, repassado rotineiramente para Por meio do Programa Nacional de compra de 12.717 kits diagnósticos estados e municípios, e beneficiaram Controle da Dengue, o Ministério suficientes para processar mais de 1 mais de 100 milhões de pessoas. da Saúde apoia e oferece suporte às milhão de amostras. Ritmo de queda foi acentuado em 2011 O Ministério da Saúde identificou uma queda de 44% em todo o Prova dos bons resultados das queda de 24% no número de ca- País. Em 2010, foram confirma- ações executadas pelo Ministério sos confirmados da doença entre dos 13.755 casos de dengue com da Saúde é a queda de 58% nos ca- os últimos dois anos. Em 2010, complicações. No ano passado, o sos da dengue até o dia 17 de mar- mais de um milhão de pessoas fo- número de casos graves ficou em ço deste ano, na comparação com ram infectadas por dengue. Já em 7.744. Seguindo a mesma ten- 2011. Foram 109.806 registros 2011, a doença acometeu 764 mil dência de redução, os óbitos por contra 261.735 no mesmo perío- pessoas. Em números absolutos, complicações de dengue também do do ano passado. Houve queda uma queda de 247,5 mil casos. caíram: passaram de 356 em 2010 também de 94% no número de ca- A redução foi ainda maior em re- para 291 em 2011. Portanto, uma sos graves em 2012 e, em relação lação ao registro de casos graves, baixa de 18%. aos óbitos, redução de 95%. 38 Ministério da Saúde e Municípios
  • 38.
    Casos de maláriatêm retração de mais de 50% em seis anos Entre 2005 e 2011, casos notifi- cimento dos primeiros sintomas. Por CASOS NOTIFICADOS outro lado, o engajamento de gesto- cados passaram de 610 mil para 650.000 610.655 res, agentes de saúde e entidades par- 290 mil. A queda se deve à des- ceiras também tem sido fundamental. 570.000 490.000 centralização das ações Além das atividades programadas, 410.000 trabalhos pontuais e emergenciais 333.438 O esforço do Ministério da Saúde são executados em parceria com 330.000 290.348 em controlar e prevenir a malária estados e municípios. Em 2011, por 250.000 no País tem demonstrado resultados exemplo, para os locais onde há 2005 2010 2011 positivos. Desde 2005, a redução no maior vulnerabilidade à doença, o número de casos registrados em ter- Ministério da Saúde repassou R$ 15 HOSPITALIZAÇÕES ritório nacional caiu acima dos 50%. milhões. O recurso foi utilizado para 25.000 Em 2005, o Brasil registrou 610.655 a instalação de mais de 1 milhão de 20.830 20.000 casos. Em 2011, esse número caiu mosquiteiros com inseticidas. para 290.348 notificações. 15.000 O ministério também promoveu ou- 10.000 9.490 tras medidas, como o envio de 194 5.000 microscópicos para ampliar a rede de 4.394 Ministério diagnósticos da malária, 39 novas ca- 0 2005 2010 2011 minhonetes e 250 mil testes rápidos da Saúde para diagnóstico da doença subsidia- dos pelo Fundo Global de Luta Con- ÓBITOS repassou R$ 15 tra Aids, Tuberculose e Malária. 150 milhões para 130 122 Entre as ações de prevenção regulares a compra de estão: drenagem de áreas alagadas ti- 110 das como de risco, pequenas obras de mosquiteiros saneamento para eliminação de cria- 90 70 douros do vetor, aterro, limpeza das 58 margens dos criadouros, modificação 50 2005 2011 do fluxo da água, controle da vegeta- Fonte: SIM e SIH/SUS, dados sujeitos a alteração. Essa queda acentuada nos últimos ção aquática, melhoramento da mo- seis anos é reflexo, principalmente, da radia e das condições de trabalho da mentos ou associações de medica- descentralização das ações de preven- população e uso racional da terra. mentos específicos em dosagens ção e controle da doença, da inclusão adequadas à situação de cada do- de derivados de artemisina no trata- Uma vez diagnosticada, a malária ente. O SUS oferece gratuitamente mento dos pacientes e do atendimen- tem tratamento simples. Para cada toda a medicação para o tratamento to em até 72 horas depois do apare- espécie de plasmódio, há medica- da malária. Vacina contra a doença está em desenvolvimento Nos últimos 15 anos, foram publica- capazes de diminuir ou mesmo blo- muitas formas evolutivas do parasito, dos vários ensaios de fase II de va- quear os efeitos do parasito e da do- os esporozoítos, as formas hepáticas, cinação contra a malária, utilizando ença no homem. as formas assexuadas eritrocíticas e antígenos sintéticos ou recombinan- os gametócitos. Lamentavelmente, tes de proteínas do parasita. Esses A busca de vacinas eficazes contra a os resultados destes estudos ainda antígenos, se utilizados em uma va- malária tem sido realizada em várias não são satisfatórios para a implanta- cina, poderiam induzir mecanismos direções, incluindo estudos com as ção da vacinação em seres humanos. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 39
  • 39.
    Com maior coberturavacinal, Brasil reduz em 64% as mortes por gripe Vacinação e tratamento preco- soas. Para atingir o objetivo, foram os hospitais públicos. Em caso de distribuídas 31,1 milhões de doses pessoas internadas na rede particu- ce impactaram os casos no País. da vacina e repassados R$ 24,7 mi- lar, o medicamento deve ser dispo- Em 2012, 30,1 milhões de pessoas lhões do Fundo Nacional de Saúde nibilizado mediante apresentação de aos fundos estaduais e municipais. receita médica. devem ser vacinadas Estes recursos serão usados para cus- tear a infraestrutura das campanhas, O enfrentamento da primeira onda A ampliação do público-alvo na cam- a aquisição de seringas e agulhas, o da pandemia pelo vírus Influenza panha de vacinação contra a gripe deslocamento de equipes e o mate- Pandêmico (H1N1) em 2009 deter- e o maior acesso ao medicamen- rial informativo distribuído. Cerca de minou esforço de todo o sistema de to reduziram em 64,1% as mortes 240 mil profissionais do SUS estão saúde público para que os casos e por agravamento da gripe H1N1 em envolvidos na ação, que também óbitos fossem reduzidos. 2011. Foram 53 óbitos contra 148 no contará com 27 mil veículos. ano anterior. A cobertura vacinal da VACINA – A vacina é a melhor estra- população-alvo chegou a 84%. Além TRATAMENTO PRECOCE – Além da va- tégia disponível para a prevenção de idosos e populações indígenas, cinação, o Ministério da Saúde garan- da influenza e suas consequências, atendidos desde 1999, foram imu- te acesso ao tratamento precoce. Para proporcionando impacto direto na nizadas crianças entre seis meses e evitar a propagação do vírus de pesso- diminuição dos casos e gastos com dois anos, gestantes e profissionais as com maior risco, fornece o antiviral medicamentos para tratamento de in- da saúde. Também houve redução Oseltamivir. Todos os estados estão fecções secundárias, das internações de 44% das internações. abastecidos com o medicamento. hospitalares e da mortalidade. Das doses distribuídas neste ano, 96% fo- A meta do Ministério da Saúde para A recomendação é para as secreta- ram produzidas no Brasil – resultado 2012 é imunizar 80% do público-alvo, rias estaduais e municipais de saúde da transferência de tecnologia e da composto por 30,1 milhões de pes- fornecer o medicamento para todos capacitação de laboratórios públicos. Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo vírus influenza –  Casos confirmados* Variação 2012* Região 2010 2011 2010/2011 (%) (14/4) Norte 257 5 -98 7 Nordeste 108 20 -81 34 Sudeste 180 177 -2 17 Sul 165 383 132 10 Centro-Oeste 36 13 -64 6 Brasil 746 598 -20 74 Fonte: Sinan Influenza Web/SVS/MS. Dados atualizados em 19/4/2012. Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo vírus influenza –  Óbitos* Variação 2012* Região 2010 2011 2010/2011 (%) (14/4) Norte 50 3 -94 1 Nordeste 25 5 -80 1 Sudeste 34 25 -26 1 Sul 33 19 -42 1 Centro-Oeste 6 1 -83 3 Brasil 148 53 -64 7 Fonte: Sinan Influenza Web/SVS/MS. Dados atualizados em 19/4/2012. 40 Ministério da Saúde e Municípios
  • 40.
    Incidência por tuberculosecai 15,9% em uma década Dados do Ministério da Saúde confir- pacientes com a doença. Em 2010, mam que a tuberculose foi elencada 60,1% dos casos novos foram testa- como tema prioritário para o Gover- dos para HIV. no Federal. Nos últimos dez anos, o Brasil registrou queda de 15,9% na Por isso, está sendo desenvolvido o taxa de incidência por tuberculose. projeto de diagnóstico de tratamen- Em 2011, foram registrados 36 casos to da tuberculose entre pessoas que da doença para cada 100 mil habi- vivem com o HIV em 13 municípios tantes contra 42,8 casos, em 2001. brasileiros, onde mais de 20% dos pacientes com tuberculose estão QUAN TO AN TES Com relação aos óbitos, a redução foi infectados pelo vírus. PROCU VOCÊ TRATA RE UM R O trata mento A UNID , MAIS FÁCIL ADE D CURAR ainda maior: a taxa de mortalidade não po de ser interro E SAÚD . mpido. É um E. direito caiu 23,4% em uma década. O País Os investimentos em ações de seu garant ido pelo SUS. registrou 3,1 óbitos para cada grupo controle da doença aumenta- de 100 mil habitantes em 2001, pas- ram 14 vezes nos últimos nove sando para 2,4 em 2010. anos.  Em 2002, os recursos destina- dos ao Programa Nacional de Con- Além disso, pela primeira vez, os ca- trole da Tuberculose (PNCT) do Mi- Desafio é sos de tuberculose foram inferiores nistério da Saúde foram de US$ 5,2 a 70 mil no País. O número de ca- milhões, aumentando para US$ 74 identificar sos registrados no último ano caiu milhões em 2011. 3,54%: foram 71.790 (2010) contra 70% dos casos 69.245 (2011). Entre as medidas que estão em curso se destaca a expansão do tratamento O principal indicador utilizado Apesar dos avanços, a doença ainda diretamente observado – atualmen- para avaliar as ações de controle preocupa as autoridades de saúde. te, 71,5% das unidades de saúde ofe- da tuberculose é o percentual de No País, a tuberculose representa a recem este tipo de tratamento – e o cura dos novos casos.  Uma das quarta causa de óbitos por doenças aumento na cobertura das Equipes metas recomendadas pela OMS infecciosas e a primeira entre pa- de Saúde da Família. No ano passa- é identificar 70% e curar, pelo cientes com aids. Por isso, o Ministé- do, 56,3% dos casos de tuberculose menos, 85% dos casos, como rio da Saúde recomenda que seja re- foram notificados na atenção básica, medida para começar a reverter alizado o teste anti-HIV em todos os sendo que, em 2001, era 25,2%. a situação da tuberculose.  Em 2010, o Brasil detectou 88% ONU destaca êxito brasileiro dos casos, no entanto, o alcan- ce do percentual recomendado pela OMS para a cura ainda é O Brasil foi reconhecido pela Organiza- O esforço do Brasil para a diminui- um desafio. De 2001 a 2004, o ção das Nações Unidas (ONU) por seus ção dos números da tuberculose País aumentou o indicador de esforços para o controle e a redução também foi reconhecido no Rela- cura, porém – a partir de 2005 dos casos de tuberculose no País. O tório Anual da OMS sobre a Tuber- – houve uma estabilização, com elogio chegou por meio de carta enca- culose (Global Tuberculosis Control índices de 73,5%, em 2009, e minhada à presidenta Dilma Rousseff - WHO Report, 2011) e na edição 70,3%, em 2010. pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki- de março do Lancet, um dos jornais -moon. Ele ressaltou os avanços veri- médicos mais respeitados da Ingla- O PNCT do Ministério da Saúde ficados no Brasil por meio do PNCT do terra. O periódico destacou que o definiu como prioritária as po- Ministério da Saúde e pediu apoio do Brasil, onde a incidência da doença pulações em situação de rua, a governo brasileiro para estender estes cai há 15 anos, possui um modelo carcerária, os indígenas e as pes- avanços a outros países. de acesso universal à saúde. soas que vivem com HIV/Aids. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 41
  • 41.
    Seis vezes maisrecursos na indústria de medicamentos R$ 1 bilhão de contraparti- Ministério da Saúde investirá R$ 1 das estaduais. Entre 2000 bilhão para qualificar laboratórios e 2011, o investimento total do governo foi de públicos e ampliar parcerias para R$ 512 milhões. Também o desenvolvimento produtivo está prevista a ampliação das Parcerias para o De- senvolvimento Produtivo Para fortalecer a indústria nacional (PDPs), com transferência de medicamentos, o Governo Fe- de tecnologia entre labora- deral lançou o Programa de Inves- tórios privados e públicos. timento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), em abril deste ano. Ainda em 2012, deverão ser consoli- Farmanguinhos e Instituto Vital Bra- Só em 2012, serão investidos R$ 270 dadas nove novas PDPs. E a previsão zil, que vão passar a produzir o me- milhões na infraestrutura e qualifi- é que, no mínimo, 20 novas parcerias dicamento a partir do segundo ano cação de mão de obra de 18 labora- sejam travadas nos próximos qua- de execução do acordo, atingindo o tro anos. Essas parcerias abrangem pico de produtividade e autossufici- a fabricação de produtos biológicos ência em até quatro anos. Os labo- Estão (para artrite reumatoide, doenças ratórios privados que vão transferir genéticas e oncológicos), medica- a tecnologia são: Cristália, EMS, La- previstas mentos para as chamadas “doenças borvida, Globe Química e Alfa Rio, mais nove PDPs negligenciadas” (que geralmente atingem populações de países menos todos nacionais. em 2012 desenvolvidos e despertam menos A produção nacional do Mesilato de interesse da indústria farmacêutica) Imatinibe vai beneficiar os mais de e equipamentos, principalmente na 7 mil brasileiros portadores de leu- área de órteses e próteses. cemia mielóide crônica – mais de 6 mil destes recebem tratamento tórios públicos nacionais. O valor é ONCOLÓGICOS – Entre as ações na rede pública. Esta iniciativa vai seis vezes maior do que a média dos previstas em 2012 para tornar o gerar uma economia de cerca de últimos 12 anos – R$ 42 milhões. Nos País autossuficiente em produtos R$ 70 milhões/ano para o SUS – ape- próximos quatro anos, o investimento essenciais à saúde, está a parceria nas em 2011, o Ministério da Saúde será da ordem de R$ 2 bilhões, sen- de transferência de tecnologia entre gastou em torno de R$ 200 milhões do R$ 1 bilhão do Governo Federal e laboratórios privados e os públicos com a compra deste produto. Parcerias geram redução de gastos públicos Atualmente, há 34 PDPs formaliza- mentos já começou: antirretroviral pamentos é de R$ 550 milhões por das para a produção de 33 produ- Tenofovir; antipsicóticos Clozapina, ano em compras públicas. Este va- tos finais – sendo 28 medicamen- Quetiapina e Olanzapina; relaxante lor – somado à redução de custos tos, o DIU, um equipamento (kit de muscular Toxina Botulínica; imu- gerada por inovação tecnológica e diagnóstico utilizado no pré-natal nossupressor Tacrolimo; e Rivas- melhor gestão de recursos em va- para identificar múltiplas doenças) tigmina, usado no tratamento de cinas, negociações e centralização e três vacinas. As parcerias envol- doença de Alzheimer. de compras – leva a uma economia vem 37 laboratórios, 12 públicos e geral de R$ 1,8 bilhão por ano (uma 22 privados, nacionais e estrangei- A economia gerada pelas parcerias economia de divisa esperada de ros. A produção de sete medica- de medicamentos, insumos e equi- US$ 1 bilhão ao ano). 42 Ministério da Saúde e Municípios
  • 42.
    Pesquisas em saúderecebem incentivos de R$ 165 milhões Recursos vão para estudos para sideradas prioritárias pela pasta. De Estímulo aos um lado, o que há de mais inovador fixação de médicos no SUS, tera- em medicina – a terapia celular, pesquisadores pia celular e doenças negligencia- que utiliza células-tronco na recu- peração de órgãos. De outro, uma das, entre outros R$ 165 milhões para pes- área “negligenciada” pelos grandes quisas que busquem laboratórios privados – as doenças soluções em diversas Este ano, o Ministério da Saúde vai negligenciadas – e que abarca a “in- áreas da saúde incrementar as pesquisas na área clusão social” almejada pelo Minis- de saúde com a injeção de recursos tério da Saúde. na ordem de R$ 165 milhões. Serão publicados seis editais em diferen- CÉLULAS-TRONCO – Além de editais R$ 20 milhões para a cri- tes áreas: terapia celular, doenças de pesquisa na área, o ministério vai ação de uma Rede de Pes- negligenciadas, gestão do trabalho investir R$ 8 milhões para concluir quisa em Doenças Negli- e educação em saúde, pesquisa clí- a estruturação de oito Centros de genciadas nica, avaliação de tecnologias e co- Terapia Celular, que ficarão respon- ortes (estudos longitudinais). O in- sáveis pela produção nacional de tuito é incentivar pesquisadores a pesquisa com células-tronco. Atual- encontrar soluções inovadoras para mente, a maior parte dos insumos R$ 8 milhões para concluir serem aplicadas no SUS e aprimo- para manipulação das células-tron- a estruturação de oito Cen- rar o atendimento e a assistência co utilizadas nas pesquisas brasilei- tros de Terapia Celular ao usuário. ras são importados. O conhecimento, a inovação e a in- Com esta ação, o governo quer am- clusão social são prioridade na atual pliar o uso da medicina regenerati- R$ 3 milhões para melhoria política nacional de saúde. O obje- va na recuperação de pacientes do de gestão do trabalho e da educação em saúde tivo é incentivar a independência e SUS, em tratamentos como regene- autonomia produtiva e tecnológica ração do coração, movimento das do País. A maior parte dos recursos articulações, tratamento da esclero- está concentrada em duas áreas con- se múltipla. Avanço em doenças negligenciadas Fundação Gates O Brasil, que já é considerado líder mundial em pesquisas em doenças O ministério já investia bastante na área, porém, com a rede, duas novas e MS juntos negligenciadas, pretende dar ainda doenças foram incluídas no espectro maior atenção à produção de co- das contempladas nos editais: a hel- A Fundação Bill & Melinda Gates nhecimento nessa área, investindo mintíases (espécie de verminose) e a e o Ministério da Saúde vão in- R$ 20 milhões na criação de uma tracoma (inflamação na córnea). vestir R$ 14 milhões – a funda- Rede de Pesquisa em Doenças Ne- ção entrará com R$ 7 milhões, gligenciadas, que envolve nove pa- Fixação de médicos – Parte dos re- o ministério com R$ 3,5 milhões tologias: chagas, dengue, esquistos- cursos investidos pelo ministério e o CNPq com outros R$ 3,5 mi- somose, hanseníase, helmintíases, em 2012 – R$ 3 milhões – vai para a lhões – em pesquisas inovadoras leishmanioses, malária, tracoma e melhoria da gestão do trabalho e da na área de saúde materna e ne- tuberculose. Até o fim do ano será educação em saúde, uma prioridade onatal, alinhadas às prioridades publicado edital de pesquisa na para o governo. Serão contempladas da Rede Cegonha. Serão finan- área. Os projetos aprovados integra- pesquisas que visem encontrar solu- ciados projetos focados no com- rão a Rede Nacional de Pesquisa em ções para minimizar a questão da fal- bate ao parto prematuro. Doenças Negligenciadas. ta de acesso a profissionais de saúde. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 43
  • 43.
    Qualificar a gestão:prioridade para o Ministério da Saúde Regulamentação do Cartão Na- ações realizadas na rede pública. O ção de serviços de saúde, o financia- documento regulamenta a Lei Orgâ- mento e as metas para cada ação. cional de Saúde, da Lei Orgânica nica da Saúde, que entrou em vigor da Saúde e da EC 29 foram gran- em 1990. A perspectiva é que os ser- Além de propiciar ao Ministério da viços oferecidos pelo SUS ganhem Saúde a concessão de estímulos des conquistas de 2011 em qualidade, proporcionando aten- financeiros aos que tiverem bom dimento mais rápido e eficiente. desempenho nos programas e nas A reorganização do SUS foi uma das ações da saúde, a novidade garante prioridades do Ministério da Saúde Uma das mudanças introduzidas pelo maior segurança jurídica para que em 2011. Além da regulamentação decreto foi a criação do contrato de municípios, estados e União atuem do Sistema Cartão Nacional de Saú- ação pública, que definirá as atribui- de forma harmônica e integrada. de (SCNS) – base de dados que per- ções e responsabilidades, inclusive mite a identificação dos usuários do financeiras, dos municípios, dos esta- Mais informações: SUS – foram regulamentadas a Lei dos e do Governo Federal na presta- http://www.saude.gov.br Orgânica da Saúde e a Emenda Cons- titucional no 29.  Desde maio do ano passado, quando o Ministério da Saúde regulamentou o SCNS, cerca de 12,6 milhões de cartões já foram distribuídos. Com o novo cartão, será possível, por exem- plo, saber a participação de uma de- terminada pessoa em campanhas de vacinação, se ela foi atendida em um posto de saúde ou se fez exames e ci- rurgias. A meta é implantar o registro eletrônico de saúde em todos os mu- nicípios brasileiros até 2014. Um mês após o anúncio do cartão, o Decreto presidencial nº 7.508/2011 instituiu mecanismos de controle mais eficazes e instrumentos para que o Ministério da Saúde atue na pactuação e no monitoramento das Portal ajuda a gerir políticas públicas no município Para auxiliar prefeitos e secretários produzidos pelo ministério e outras tes e gestores têm maior facilidade municipais no acompanhamento instituições de saúde. e agilidade na tomada de decisões das principais políticas públicas de estratégicas e eficientes na área da saúde, o Ministério da Saúde lançou, A partir dos diversos sistemas de in- saúde. Ainda em fase de reestrutu- em maio deste ano, a Sala de Apoio à formação da saúde, dados podem ração, a Sage passará a apresentar, Gestão Estratégica (Sage). A nova fer- ser captados e filtrados por área também, informações agrupadas de ramenta, disponível via web na área de interesse, produzindo documen- acordo com as Redes de Atenção à de Transparência da Saúde (www. tos atualizados com as principais Saúde do Ministério da Saúde, além transparencia.saude.gov.br), foi or- ações, diagnósticos e evolução da dos programas prioritários, com ganizada com o objetivo de obter e saúde pública, por município, esta- base no PPA 2012-2015 e Plano Na- sistematizar informações e dados do e região. Dessa forma, dirigen- cional de Saúde 2012-2015. 44 Ministério da Saúde e Municípios
  • 44.
    Auditorias do Denasussão intensificadas Além de liberar recursos para estados e municípios, o Ministério da Saúde atua também como órgão fiscalizador por meio do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), componente fede- ral do Sistema Nacional de Auditoria. Nos últimos anos, os trabalhos dos auditores da Saúde aumentaram sig- nificativamente. Entre 2001 e 2011, foram realizadas um total de 10.242 auditorias pelo País. Em 2001, a quantidade de audito- rias foi de 538, o que representa uma taxa de apenas 1,4 fiscalização ao dia. Já em 2010 foram realizadas 1.562 auditorias – o equivalente a todos os mamógrafos do País. A ação, programa Aqui Tem Farmácia Po- quase 4,4 auditorias por dia. Além coordenada pelo Denasus, foi adotada pular. A experiência teve início no disso, ao longo de 2011, o Ministé- como parte do Plano Nacional de Pre- Distrito Federal e será expandida rio da Saúde deu início a uma série venção, Diagnóstico e Tratamento do para as mais de 20 mil unidades em de fiscalizações inéditas nos serviços Câncer de Colo de Útero e de Mama, todo o País. A estratégia tem como oferecidos pelo SUS. lançado em março do ano passado. objetivo fortalecer o programa, ga- rantindo maior controle e transpa- Exemplo disso foi a força-tarefa insti- Outra grande ação foi a de fiscaliza- rência, além de aperfeiçoar o aces- tuída para avaliar o funcionamento de ção nas drogarias credenciadas ao so a medicamentos. Maioria das SAIBA COMO É FEITA UMA AUDITORIA ações parte do Em caso de denúncia, o Sistema Nacional de Auditoria (SNA) é acionado. Governo Federal Integrado por serviços de auditoria da União, dos estados e dos municí- pios, o SNA é responsável por verificar a execução dos serviços do SUS. Mais da metade das auditorias rea- A primeira fase consiste na coleta das informações sobre o auditado e lizadas em 2011 partiu de iniciativas análise prévia de documentos. A partir daí, os auditores iniciam as ações programadas pelo próprio Denasus. in loco. Em alguns casos, são realizados diferentes tipos de inspeções. Outra grande parte foi demandada por órgãos vinculados ao próprio Mi- Em seguida, é elaborado um relatório preliminar, apresentado ao au- nistério da Saúde, como a Agência Na- ditado, que tem um prazo para apresentar suas justificativas. Os es- cional de Vigilância Sanitária (Anvisa), clarecimentos são incorporados ao relatório final, que é encaminhado Divisão de Convênios, Ouvidoria e se- aos gestores locais, conselhos e setores de interesse na auditoria. cretarias de Atenção à Saúde, Executi- va, Gestão Estratégica e Participativa, Caso sejam constatadas irregularidades, o processo é encaminhado de Vigilância em Saúde, além da Se- ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), que adota procedimento admi- cretaria de Ciência, Tecnologia e Insu- nistrativo de ressarcimento dos recursos utilizados indevidamente. mos Estratégicos do ministério. Além Em outros casos, o processo é encaminhado ao TCU e ao Ministério disso, ao longo de 2011 o ministério Público (federal ou estadual). deu início a uma série de fiscalizações inéditas nos serviços do SUS. O SNA tem pedidos de auditoria originados no Ministério da Saúde e nas secretarias de Saúde. Também atua a partir de investigações do Ministé- Menos de 10% das auditorias são rio Público, da Polícia Federal, da CGU, do TCU, além de denúncias feitas propostas pelo Tribunal de Contas da pela imprensa ou pelos cidadãos através da Ouvidoria Geral do SUS (136). União (TCU) ou Controladoria-Geral da União (CGU). Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 45
  • 45.
    Carta SUS avalianível de satisfação do usuário e qualidade do serviço Milhares de pacientes já recebem internação. O usuário poderá confe- rir se os dados estão corretos e cor- em casa a Carta SUS, criada para respondem ao serviço prestado de melhorar a qualidade dos serviços fato e ainda conhecerá o custo total da internação. Em caso de suspeitas e combater desvios de recursos de irregularidades, são abertas audi- torias para averiguar se houve des- Criada para ser um novo instrumen- vio de recursos ou má aplicação de to de comunicação entre o Ministé- verba pública.  rio da Saúde e os usuários do SUS, a Carta SUS permite que os usuários Essa medida serve também para o do sistema avaliem o atendimento e Ministério da Saúde poder incentivar os serviços prestados nos hospitais aqueles hospitais que tratam bem da rede pública ou de unidades con- os pacientes e têm qualidade de veniadas. Por meio da correspondên- atendimento, além de poder fazer cia, lançada em novembro de 2011, ações em hospitais que tenham a população pode enviar críticas e baixa qualidade de atendimento. elogios, além de denunciar irregula- ridades, como a cobrança por proce- O envio da Carta SUS é mensal dimentos realizados na rede pública. e tem o porte pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Estima-se O primeiro lote das cartas começou que será enviado, em média, cer- aids. Já no primeiro envio, as cartas a ser entregue em janeiro. Desde en- ca de 1 milhão de correspondência reforçaram a campanha de combate tão, mais de 1,9 milhão de cartas já por mês. Além de monitorar, avaliar à dengue. Com o envio das cartas, foram distribuídas para todo o País. e qualificar o SUS, as cartas têm um que será permanente, serão gerados Além do questionário para a avalia- papel educativo ao reforçar mensa- relatórios de avaliação. Em caso de ção do paciente, a Carta SUS trará gens de campanhas desenvolvidas incapacidade do usuário, a Carta SUS dados como a data da entrada no pelo Ministério da Saúde. Na segun- pode ser respondida por um familiar hospital, o dia da alta e o motivo da da remessa o foco foi a prevenção à ou pessoa próxima do paciente. Ouvidoria passa a atender pelo 136 em todo o País Além da Carta SUS, o usuário pode blicos ou celulares, de qualquer local A simplificação do telefone da Ou- fazer a avaliação, sem custos, por do País. A avaliação também está vidoria antes com dez dígitos e que meio do Disque-Saúde 136. A ligação disponível na internet, no Portal Saú- passou a responder pelo número pode ser feita de telefones fixos, pú- de (www.saude.gov.br). 136, de mais fácil memorização e uso pela população, faz parte do processo de aprimoramento dos mecanismos de comunicação direta com o cida- dão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência no SUS rea- lizado pelo Ministério da Saúde. Em 2011, o Disque-Saúde recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informa- ções. Os temas que geraram maior número de ligações foram Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).   46 Ministério da Saúde e Municípios
  • 46.
    Criado índice paraavaliar qualidade dos serviços de saúde Índice de Desempenho do SUS COMO É FEITA A AVALIAÇÃO tem como objetivo ajudar Gover- no Federal, estados e municípios a qualificarem o atendimento O Ministério da Saúde lançou, em 2012, o Índice de Desempenho do Os gestores cedem os dados Os bancos de dados nacionais SUS (IDSUS 2012), ferramenta que da saúde pública local agregam as informações avalia o acesso e a qualidade dos ser- viços de saúde no País. O índice ava- liou entre 2008 e 2010 os diferentes níveis de atenção (básica, especiali- zada ambulatorial e hospitalar e de urgência e emergência), verificando como está a infraestrutura de saúde para atender as pessoas e se os servi- ços ofertados têm capacidade de dar melhores respostas aos problemas A nota de acesso ao SUS tem peso O ministério reúne os dados e analisa os números, de saúde da população. maior que a de efetividade. considerando fatores como população, perfil A nota final vai de 0 a 10 socioeconômico, mortalidade infantil, partos normais, entre outros Além de dar maior transparência ao quadro geral da oferta e da situação posta é unificar em grupos cidades dos serviços de saúde, o IDSUS 2012 com características similares. serve como instrumento de monito- IDSUS resulta de ramento e avaliação para os dirigen- SITUAÇÃO – De acordo com o índi- tes dos três níveis – federal, estadual ce, o Brasil possui IDSUS equivalente 24 indicadores e municipal – tomarem decisões em a 5,47. A região Sul teve pontuação favor do aprimoramento das ações de 6,12, seguida do Sudeste (5,56), O IDSUS 2012 é o resultado do de saúde pública no País. Com pontu- Nordeste (5,28), Centro-Oeste (5,26) cruzamento de 24 indicadores ação de 0 a 10, o IDSUS mostra como e Norte (4,67). Entre os estados (ver – 14 de acesso e 10 de efetivi- está a oferta de ações e de serviços tabela no fim do texto), possuem dade. No primeiro, é avaliada a de saúde e de efetividade que me- índices mais altos os da região Sul – capacidade do sistema de saúde dem o desempenho do sistema. Santa Catarina (6,29), Paraná (6,23) e em garantir o cuidado necessá- Rio Grande do Sul (5,90). Na sequên- rio em tempo oportuno e com O IDSUS é formado por seis grupos cia, vêm Minas Gerais (5,87) e Espíri- recursos adequados. Entre esses homogêneos e leva em considera- to Santo (5,79). As menores pontua- indicadores estão a cobertura de ção a análise concomitante de três ções são do Pará (4,17), de Rondônia equipes de saúde, a proporção índices: de Desenvolvimento Socio- (4,49) e do Rio de Janeiro (4,58). de nascidos vivos de mães com econômico (IDSE), de Condições de sete ou mais consultas pré-na- Saúde (ICS) e de Estrutura do Sistema De acordo com o IDSUS 2012, as tal, entre outros. Já na segunda, de Saúde do Município (IESSM). Basi- maiores notas por grupo homogê- encontram-se itens como a cura camente, os grupos 1 e 2 são forma- neo foram: 7,08 para Vitória (ES) no de casos novos de tuberculose dos por municípios que apresentam grupo 1, e 8,22 para Barueri (SP) no e hanseníase, a proporção de melhor infraestrutura e condições de grupo 2. Na sequência, nos grupos 3 partos normais e o número de atendimento à população; os grupos e 4 vêm 8,18 para Rosana (SP) e 7,31 óbitos em menores de 15 anos 3 e 4 têm pouca estrutura de média para Turmalina (MG). Nos grupos 5 e que foram internados em UTI. e alta complexidade, enquanto os 6 os destaques foram Arco-Íris (SP) e A divulgação de dados será feita grupos 5 e 6 não têm estrutura para Fernandes Pinheiro (PR), com IDSUS cada três anos. atendimentos especializados. A pro- de 8,38 e 7,76, respectivamente. Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 47
  • 47.
    Jornada de trabalhosob maior rigor Desde 2011, Ministério da Saúde pelo próprio profissional de saúde, têm como responsável o profissional por meio da página do cadastro na irregular – tanto pela quantidade de tem adotado uma série de medidas internet. Essa iniciativa tem o obje- vínculos quanto por carga horária su- para ampliar os mecanismos de tivo de aprimorar a gestão do CNES. perior a 168h – são bloqueados. controle e a transparência no SUS  A alteração na página permite que Este novo mecanismo de controle o profissional manifeste sua vonta- reforça as orientações técnicas para O Ministério da Saúde tem convocado de em atualizar o cadastro dele no o registro e a operacionalização de os gestores municipais a atualizar as sistema e também que o gestor do informações do CNES. A ferramenta informações do Cadastro Nacional de estabelecimento de saúde tome as é um dos resultados das diretrizes Estabelecimentos de Saúde (CNES), providências necessárias para a devi- contidas na Portaria no 134, que esta- um sistema de informações para re- da alteração da situação profissional. beleceu novas regras para a alimen- gistro dos estabelecimentos públicos A atualização é mensal e deve ser tação do cadastro com o objetivo de e privados e também dos profissio- realizada pelo gestor até o dia 19 inibir o cadastramento irregular de nais de saúde que atuam no País. de cada mês. Todas as internações vínculos e a carga horária de trabalho e procedimentos ambulatoriais que dos profissionais de saúde. O sistema passou por modificações em 2011, quando o cadastro passou a não aceitar que um profissional ocu- LIMITE AOS VÍNCULOS PROFISSIONAIS pe mais que dois empregos públicos, conforme determina a Constituição. Cada profissional de saúde pode ser cadastrado no CNES a: Nos casos em que o trabalhador es- 2 empregos no SUS 5 empregos no total tiver vinculado a mais de cinco esta- belecimentos não públicos, o gestor deve apresentar justificativa e com- provar o cumprimento da carga horá- ria remunerada pela rede pública. Por isso, o Ministério da Saúde de- senvolveu uma ferramenta que per- mite o cancelamento do vínculo a um determinado estabelecimento Caso esse limite, seja extrapolado o gestor tem de prestar contas ao ministério Mecanismos reforçam acompanhamento social Compromisso do gestor e direito da Por meio do Decreto presidencial no sociedade, a transparência e o con- 7.507, publicado em junho, o Go- FUNDO A FUNDO trole social são ferramentas que têm verno Federal definiu que os muni- atenção no Ministério da Saúde. cípios brasileiros só podem receber Fundo Nacional de Saúde: os Desde o ano passado, o ministério verbas através de contas específicas recursos geridos pelo FNS são vem ampliando os mecanismos de para a saúde. O decreto vetou o sa- transferidos mensalmente. controle sobre os repasses de recur- que em espécie, “na boca do caixa”, sos federais. Por meio do FNS, foram e ainda determinou que, para efe- Fundos Municipais e Estaduais: transferidos em 2011 mais de R$ 44,3 tuar os pagamentos, as prefeituras estados, municípios e DF rece- bilhões aos estados e municípios. Para têm de fazer depósito direto nas bem verbas por contas especí- aperfeiçoar o monitoramento e a fis- contas de seus fornecedores e pres- ficas para a saúde. calização destes recursos, o ministério tadores de serviços. tomou uma série de medidas que vão Fornecedores: prefeituras pre- desde a regularização dos fundos de Em paralelo, o ministério passou a cisam efetuar depósitos dire- saúde ao veto a transações financei- exigir, como condição para recebi- tamente nas contas, por meio ras “na boca do caixa” e criação de mento das transferências, a regulari- eletrônico. portais de transparência. zação dos fundos municipais. 48 Ministério da Saúde e Municípios
  • 48.
    EC 29 trazmais recursos, controle e transparência para a saúde Regulamentação permite maior percentuais mínimos de investimen- desenvolvimento científico e tec- to na área pela União, estados e nológico e controle de qualidade aporte de investimentos exclusiva- municípios, estabelecendo receitas promovido por instituições do SUS, mente nas ações e nos serviços de permanentes e estáveis para gastos entre outros. Gastos em ações de e investimentos no SUS. A União fica saneamento básico, compra de me- saúde pelas três esferas de governo obrigada a aplicar na saúde o valor renda escolar, ações de assistência empenhado no ano anterior mais a social, pagamento de aposentado- Ao sancionar a regulamentação da variação nominal do Produto Interno rias e pensões, por exemplo, não Emenda Constitucional no 29, apro- Bruto. Já os estados e o Distrito Fe- podem ser considerados investi- vada pelo Congresso em dezembro deral deverão investir 12% de sua re- mentos em saúde. do ano passado, o Brasil obteve uma ceita, enquanto os municípios devem grande conquista para a saúde, já investir o mínimo de 15%.  A nova regra contribuirá para comba- que a regra agora define claramente ter desperdícios, melhorar o controle o que são gastos específicos no se- Além de estabelecer os gastos mí- dos gastos e aumentar a fiscalização tor. Isso, por si só, garante um aporte nimos na saúde, a nova lei define de recursos aplicados no setor. Além maior de investimentos na área pelo que os recursos aplicados no setor de definir claramente o que são gas- uso dos recursos exclusivamente em sejam destinados às “ações e ser- tos específicos em saúde, a lei traz ações e serviços de saúde por parte viços públicos de acesso universal, maior transparência nos investimen- de todos os entes federados. igualitário e gratuito”. São conside- tos do poder público para ampliar rados gastos em saúde a compra e ainda mais o controle sobre os recur- A medida transformada na Lei Com- distribuição de medicamentos, ges- sos da saúde nos estados, municípios plementar nº 141 também fixa os tão do sistema público de saúde, e no Governo Federal. $ INVESTIMENTOS EM SAÚDE PERCENTUAL MÍNIMO São considerados União Compra e distribuição de medicamentos Aplicar o valor empenhado no ano anterior mais a Gestão do sistema público de saúde variação nominal do PIB Desenvolvimento científico e tecnológico Controle de qualidade promovido por Estados e Distrito Federal instituições do SUS, entre outros 12% de sua receita Não são considerados Municípios Gastos em ações de saneamento básico 15% de sua receita Compra de merenda escolar Ações de assistência social Pagamento de aposentadorias e pensões Coap define responsabilidades dos entes federados Diante da necessidade de aprimo- bilidades, indicadores, compromis- grar as ações e os serviços de uma rar as relações entre União, esta- sos e metas para o acesso à saúde região de saúde em Rede de Atenção dos e municípios na prestação dos pública, de acordo com as regiões à Saúde. O contrato garantirá, por- serviços de saúde, foi criado o Con- geográficas, todos claramente ex- tanto, uma gestão compartilhada do- trato Organizativo de Ação Pública plicitados e que devem ser cumpri- tada de segurança jurídica, transpa- (Coap), uma grande inovação na dos em prazos estabelecidos. rência e solidariedade entre os entes gestão pública do Brasil, que insti- federativos, elementos necessários tui regiões de saúde para otimizar O contrato revela, portanto, a cola- para a garantia da efetividade do di- o funcionamento dos serviços do boração entre estados e municípios, reito à saúde da população brasileira, SUS. O Coap busca definir responsa- com o objetivo de organizar e inte- o centro do SUS.  Juntos pelo Acesso Integral e de Qualidade à Saúde 49
  • 49.
    Secretaria Executiva gabinete.se@saude.gov.br (61) 3315-2130/ 2133/ 2079 Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Saúde cns@saude.gov.br (61) 3315-2150 / 3315-2151 / 3315-3566 Secretaria de Atenção à Saúde sas@saude.gov.br (61) 3315-2626 / 2627 Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde sgtes@saude.gov.br (61) 3315-2248 / 2224 Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa sgep.gabinete@saude.gov.br (61) 3315-3326 / 3616 Secretaria de Vigilância em Saúde gabinetesvs@saude.gov.br (61) 3315-3706 / 3777 Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos gabinete.sctie@saude.gov.br (61) 3315-2839 / 2904 Secretaria Especial da Saúde Indígena sesai@saude.gov.br (61) 3315-3785