SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 100
Baixar para ler offline
Ministério da Saúde 
Secretaria de Vigilância em Saúde 
Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais 
Realização do Teste Rápido para HIV e Sífilis na Atenção Básica e 
Aconselhamento em DST/Aids 
Curso 
Brasília – DF 
2012 
1
Sumário 
Apresentação 03 
Introdução 05 
Matriz Pedagógica do curso 07 
Unidade 1: HIV e Sífilis 08 
Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento 09 
Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis 11 
Unidade 4: Organização do Serviço 12 
Unidade 5: Estratégia Pedagógica 13 
Programação do Evento 14 
ANEXOS 
Atividades 
Aconselhamento 23 
Atividade para o Modulo Pedagogico 36 
Planilha – atividade Reorganização dos Serviços 38 
Textos-base 
N° 1 Acolhimento e Aconselhamento no contexto do Pré- Natal 40 
N° 2 Principais Vulnerabilidades e Riscos para a Infecção pelo HIV 42 
N° 3 Reorganização dos Serviços 47 
N° 4 Tecnovigilância 54 
N° 5 Sistema de Qualidade e Biossegurança 56 
N° 6 Sífilis 62 
N° 7 Vírus da Imunodeficiência Humana - HIV 65 
N° 8 Teste Rápido para HIV e Sífilis 70 
N° 9 Estratégias de Mediação: Algumas Possibilidades para Provocar 
Aprendizagem Significativa 
2 
85
Apresentação 
O Ministério da Saúde orienta a atenção integral à saúde na perspectiva das Redes de Atenção à 
Saúde (RAS). Alinhando as diretrizes nacionais da política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, 
fundamentadas na perspectiva de promoção e garantia do direito à saúde das mulheres em todos 
os ciclos de vida, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e das distintas 
populações, norteadas pela busca efetiva da igualdade e equidade de gênero, raça e etnia, e pela 
ampliação do enfoque da saúde sexual e da saúde reprodutiva, fortalecendo a autonomia e 
protagonismo das mulheres, lança em 2011 a Rede Cegonha (RC). 
A RC consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher e criança, o direito à atenção 
humanizada durante o pré-natal, parto/nascimento, aborto seguro, puerpério e atenção infantil 
em todos os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Toma diversas ações 
empreendidas locorregionalmente, mais especificamente aquelas relacionadas às Maternidades e 
Redes Perinatais no campo da redução da Mortalidade Materna e Infantil, e amplia a qualificação 
das práticas para o cenário da Atenção Básica. O Apoio Institucional figura como estratégia 
metodológica capaz de favorecer a mudança da lógica hospitalocêntrica e tecnocrática de gestão e 
atenção ao parto e nascimento. 
A operacionalização da RC é orientada pela Portaria nº 1.459 de 24 de junho de 2011, que institui 
a RC no âmbito do SUS, e pela Portaria nº 650 de 5 de outubro de 2011, que dispõe sobre os 
Planos de Ação Regional e Municipal. A adesão e fases de execução da RC são gradativas em todo 
o território nacional a partir de cenários epidemiológicos e grupos de indicadores (Mortalidade e 
Morbidade, Atenção, Capacidade Hospitalar Instalada e Gestão), conforme autonomia dos 
gestores de estados e municípios. A RC deve ser organizada de maneira a possibilitar o provimento 
contínuo de ações de atenção à saúde materna e infantil para a população de determinado 
território, mediante a articulação dos distintos pontos de atenção à saúde, do sistema de apoio, 
do sistema logístico e da governança da rede de atenção à saúde, a partir das seguintes diretrizes: 
I - garantia do acolhimento com avaliação e classificação de risco e vulnerabilidade, ampliação do 
acesso e melhoria da qualidade do pré-natal; 
II - garantia de vinculação da gestante à unidade de referência e ao transporte seguro; 
III - garantia das boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento; 
IV - garantia da atenção à saúde das crianças de zero a vinte e quatro meses com qualidade e 
resolutividade; e 
V - garantia de acesso às ações do planejamento reprodutivo. 
A saúde é um direito constitucional traduzido pelo SUS na busca da ampliação do acesso, 
qualificação das práticas em atenção primária, secundária e terciária, cuidado integral e utilização 
de dispositivos organizacionais que favoreçam a descentralização e co-gestão. 
A Política Nacional de Atenção Básica, portaria Nº 2.488, de 21 de Outubro de 2011, caracteriza-se 
por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e 
a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, redução 
de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que 
impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de 
saúde das coletividades. E tem como fundamentos, ter território, acesso universal e contínuo aos 
serviços de saúde, ser porta de entrada aberta e preferencial acolhendo os usuários e 
promovendo a vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas necessidades de saúde, 
estabelecendo mecanismos que assegurem acessibilidade e acolhimento, pressupõe uma lógica 
de organização e funcionamento do serviço de saúde, que parte do princípio de que a unidade de 
saúde deva receber e ouvir todas as pessoas que procuram os seus serviços, adscrever os usuários 
e desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adscrita 
3
garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado. A Atenção Básica 
deve cumprir algumas funções para contribuir com o funcionamento das Redes de Atenção à 
Saúde, são elas: 
I- Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de 
descentralização e capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária; 
II - Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando 
diferentes tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de 
construir vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de 
ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais; 
III - Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, bem 
como acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS. Atuando 
como o centro de comunicação entre os diversos pontos de atenção responsabilizando-se pelo 
cuidado dos usuários em qualquer destes pontos através de uma relação horizontal, contínua e 
integrada com o objetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção integral. Articulando 
também as outras estruturas das redes de saúde e intersetoriais, públicas, comunitárias e sociais. 
IV - Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua 
responsabilidade, organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de 
atenção à saúde, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das 
necessidades de saúde dos usuários. 
Compete ao Ministério da Saúde, de acordo com esta portaria no artigo VII - apoiar a articulação 
de instituições, em parceria com as Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito 
Federal, para formação e garantia de educação permanente para os profissionais de saúde da 
Atenção Básica. 
Contudo a descentralização para a realização do Aconselhamento em DST/ HIV e a realização do 
teste rápido para HIV e Sífilis na Atenção Básica se faz necessário. 
4
Introdução 
De acordo com o estudo de desempenho de diversas marcas de testes rápidos, discussão 
com diversos segmentos da comunidade científica e instituições regulamentais, foi possível 
validar um algoritmo para o diagnóstico da infecção pelo HIV, utilizando testes rápidos. 
Com base nestas especificidades discutidas em segmentos fundamentais da sociedade, foi 
publicada a portaria no 34/SVS/MS de 29/07/2005, que regulamentava o uso dos testes rápidos 
como diagnóstico da infecção pelo HIV. Em virtude desta publicação, o Ministério da Saúde 
promoveu inicialmente a implantação em locais de difícil acesso, uma vez que estas regiões não 
dispunham de uma rede de serviços de saúde (inclusive laboratórios) que permitia o atendimento 
eficiente e integral da demanda existente, dificultando, com isso, a assistência à saúde da 
população. 
A partir da experiência em regiões de difícil acesso foi possível observar o desempenho 
dos profissionais de saúde capacitados, conforme o programa de treinamento do Ministério da 
Saúde, em realizar a metodologia diagnóstica. 
O bom desempenho destes profissionais fez com que o Ministério da Saúde implantasse 
o diagnóstico da infecção pelo HIV - utilizando testes rápidos, nas maternidades, inicialmente nas 
regiões norte e nordeste. Uma vez que esta estratégia promove a melhoria da assistência nestes 
serviços de saúde, proporcionando as gestantes um acompanhamento especializado. As 
parturientes hoje podem contar com esta metodologia que garante o diagnóstico para que 
medidas de prevenção da transmissão vertical sejam tomadas, como a administração de 
medicamentos e suspensão definitiva do aleitamento. 
Com a implantação dessa estratégia alternativa e pioneira para implementação do acesso 
ao diagnóstico da infecção pelo HIV, o Ministério da Saúde vem, mais uma vez cumprir os 
princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde: equidade e integralidade da assistência, bem 
como da universalidade de acesso aos serviços de saúde. 
É importante ressaltar que cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com os estados e 
municípios, a implantação dos testes rápidos nos serviços de saúde de acordo com um 
cronograma de implantação a ser definido conjuntamente. Além disso, são de responsabilidade 
desse órgão governamental a aquisição e distribuição dos insumos. 
A partir da avaliação da implantação do teste rápido diagnóstico o Ministério da Saúde 
publicou em 14/10/2010 a portaria nº151/SVS/MS modificando o diagnóstico sorológico do HIV, 
tanto na fase laboratorial quanto na testagem rápida. 
Os profissionais de saúde aptos a realizarem os testes rápidos como diagnóstico da 
infecção pelo HIV deverão ser capacitados exclusivamente por multiplicadores treinados para a 
replicação da técnica. Cabe ressaltar que o programa de capacitação deverá ser definido pelo 
Ministério da Saúde em parceria com Programas Estaduais. 
Com a análise dos resultados da utilização dos testes rápidos quanto a ampliação do 
acesso ao diagnóstico do HIV, o Ministério da Saúde esta iniciando a implantação dos testes 
rápidos nos serviços da Atenção Básica e também a oferta de testes rápidos para outros agravos, 
como sífilis e Hepatites B e C. 
A introdução dos testes rápidos para Sífilis e Hepatites B e C estão acontecendo de forma 
gradual, pois há a necessidade de capacitação de profissionais nas metodologias e também 
preparação do serviço para implantar esses insumos e atender adequadamente o paciente 
quanto ao acolhimento, aconselhamento, testagem, encaminhamento e acompanhamento. 
5
Os testes rápidos para Sífilis, assim como os testes rápidos para Hepatites B e C, são 
utilizados como triagem sorológica, ou seja, há necessidade de exames laboratoriais 
complementares para a finalização do diagnóstico. 
Uma nova indicação dos testes rápidos para HIV e Sífilis esta no âmbito da Rede Cegonha, 
no qual os testes serão implantados na atenção pré natal das gestantes, na primeira consulta, e 
seus parceiros, caso a gestante obtenha resultado reagente em algum dos testes rápidos 
ofertados. 
Na Rede Cegonha, os testes rápidos para HIV e sífilis serão implantados de acordo com o 
cronograma de adesão dos municípios à Rede Cegonha. Após adesão, os profissionais da Atenção 
Básica deverão ser capacitados para execução dos testes, com aconselhamento, e os cuidados 
necessários após testagem. 
Outras informações sobre o processo de implantação e processos de trabalho serão 
detalhadas nesse material e nos materiais de apoio. 
Este material tem por objetivo auxiliar os profissionais de saúde que estão sendo 
capacitados, para que os oriente na implantação dessas estratégias, abordando aspectos 
inerentes à realização dos testes, a garantia da qualidade, a realização do aconselhamento pré e 
pós-teste e treinamento de equipes de saúde. 
6
7 
Matriz pedagógica do Curso 
Sujeitos da Aprendizagem 
Profissionais de saúde de nível superior que atuam no Sistema único de Saúde na realização 
de teste rápido para HIV e Sífilis e Aconselhamento em DST/Aids. 
Competências 
Incorporar testagem rápida com acolhimento e aconselhamento das mulheres gestantes e 
suas parcerias sexuais em caso de resultado reagente na primeira consulta do pré-natal, 
instrumentalizando-as quanto aos seus direitos, decisões e possíveis impactos na sua saúde 
sexual e saúde reprodutiva, garantindo respeito, sigilo e confidencialidade. 
Objetivos do curso 
Geral 
· Formar multiplicadores para a implementação do diagnostico do HIV e triagem da sífilis 
utilizando metodologia rápida e aconselhamento no âmbito da Rede Cegonha. 
Específicos 
· Desenvolver competências profissionais para que o multiplicador possa incorporar 
testagem rápida com acolhimento e aconselhamento das mulheres, 
instrumentalizando-as quanto aos seus direitos, decisões e possíveis impactos na saúde 
sexual e saúde reprodutiva, garantindo respeito, sigilo e confidencialidade; 
· Capacitar os multiplicadores em princípios e estratégias didático-pedagógicas para 
qualificação técnica das equipes de atenção básica em testagem rápida; 
· Fomentar a melhoria do acesso e da qualidade na Atenção Básica no âmbito da Rede 
Cegonha. 
Metodologias essenciais para o curso 
· Exposição dialogada 
· Metodologia de resolução de problemas 
· Metodologias ativas 
Avaliação da Aprendizagem 
· Formadora: Avaliação realizada no decorrer do desenvolvimento do curso 
· Final: Com finalidade de melhoria do curso 
Carga horária: 32 horas 
Unidades 
Unidade 1: HIV e Sífilis 
Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento 
Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis 
Unidade 4: Organização do Serviço e Continuidade na Assistência 
Unidade 5: Estratégia Pedagógica
Unidade 1: HIV e Sífilis 
8 
Carga horária: 3 horas 
Objetivos: 
Saber-fazer Saber-saber 
Contribuir na execução das atividades de 
testagem e aconselhamento 
História Natural do HIV e da Sífilis 
Conceito de Janela imunológica e sua 
importância no diagnostico 
Métodos de diagnostico, quais e quando usa-los. 
Abordagem de parcerias 
Contribuir para adoção de práticas que 
garantam a qualidade do teste realizado 
Conceito de especificidade e sensibilidade 
dos métodos diagnósticos 
Metodologias de controle de qualidade 
externo e interno 
Normas e práticas de biossegurança 
Contribuir na realização do aconselhamento Janela Imunológica 
Transmissão do HIV e Sífilis 
Prevenção do HIV e Sífilis 
Metodologias de prevenção 
Abordagem de parcerias
Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento 
9 
Carga horária:8 horas 
Competências 
Dimensão Acolhimento: 
· Acolher a mulher criando um ambiente de confiança e respeito com os profissionais da 
equipe de Atenção Básica, responsabilizando-se pela integralidade do cuidado, 
favorecendo o vínculo e a avaliação de vulnerabilidade, garantindo atenção resolutiva e 
articulação com os outros serviços de saúde para a continuidade da assistência 
(referência e contra-referência). 
Dimensão Aconselhamento: 
· Aconselhar a mulher e suas parcerias sexuais levando em conta suas expectativas, 
avaliação de riscos e vulnerabilidades em DST, orientando-a e apoiando-a nas decisões a 
partir dos resultados dos testes rápidos. 
Saber-fazer Saber-saber 
Escuta qualificada para identificação das 
necessidades 
Conceitos de acolhimento e a sua 
importância no processo de criação de 
vínculo com o serviço; 
Identificação de necessidades da usuária com 
base em questões chaves; 
Dar encaminhamento resolutivo, inclusive, 
Articulando com outros pontos de atenção 
Ações e finalidade de encaminhamento 
Criar ambiente propício para confiança e 
diálogo de forma a criar vínculos e adesão ao 
serviço 
Estratégia para a criação de ambientes e 
formas de comunicação 
Apoiar emocionalmente a mulher no 
processo de testagem 
Impactos psicossociais da gravidez, da 
infecção do HIV e outras DST 
Alterações emocionais e sentimentos 
Instrumentalizar a mulher com informações 
que contribuem em suas decisões 
Direitos, Saúde sexual e reprodutiva 
Janela imunológica 
Especificidades do HIV e da Sífilis 
Prevenção da TV, HIV e Sífilis 
Metodologias de prevenção 
Abordagem de parcerias 
Metodologia dos testes rápidos 
Contribuir para Avaliação de risco e 
vulnerabilidade 
Conceito de risco e vulnerabilidade,
Práticas sexuais e uso de drogas associados 
ao risco do HIV, sífilis e gravidez, 
Comunicar resultado Aspectos essenciais dos resultados positivo e 
negativo 
10 
Contribuir para adoção de práticas de 
cuidado e de prevenção 
Gerenciamento de risco 
Uso correto dos insumos de prevenção 
(preservativo masculino e feminino, gel 
lubrificante e equipamento para uso de 
drogas) 
Aspectos da Vulnerabilidade de gênero e 
violência sexual 
Planejamento reprodutivo em caso de 
resultado positivo ou negativo
Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis 
11 
Carga horária: 8 horas 
Competências 
Realizar a triagem da sífilis, e o diagnóstico do HIV, utilizando a metodologia rápida, 
emitir laudos e dar continuidade à assistência. 
Saber-fazer Saber-saber 
Compreender a metodologia dos testes 
rápidos para HIV e Sífilis 
Noções de imunocromatografia 
Noções sobre reação antígeno e anticorpo 
Coletar amostra Noções de biossegurança 
Técnica de coleta de amostra de sangue 
(punção digital); 
Executar o teste Política de utilização dos testes rápidos na 
Rede Cegonha 
Conceito e metodologia dos testes rápidos; 
Procedimentos de execução dos testes 
rápidos HIV e Sífilis 
Interpretar o resultado Critérios de interpretação 
Registrar o resultado Procedimentos de registro 
Finalidades do registro 
Emitir o laudo Componentes de um laudo 
Finalidades do laudo 
Responsabilidade pela emissão 
Sistema de Qualidade e Biossegurança Metodologias de controle de qualidade 
externo e interno 
Normas e práticas de biossegurança 
Responsabilidade pela segurança individual e 
pelo resultado emitido 
Tecnovigilância Conhecer os objetivos e importância das 
práticas de tecnovigilância 
Fluxo de notificação de queixas técnicas (QT) 
para o fabricante e para ANVISA. 
Responsabilidade sobre a 
qualidade/segurança do teste realizado
Unidade 4: Reorganização do Serviço e Continuidade na Assistência 
12 
Carga horária: 4 horas 
Competências: 
Reorganizar o trabalho de modo a incorporar a execução dos testes rápidos na rotina da 
equipe de Atenção Básica, e adotar documentação para garantir o registro de todas as 
etapas do processo. 
Saber-fazer Saber-saber 
Preparar documentos e formulários para 
registro de dados 
Tipos de formulários e suas finalidades 
1 – Planilha para solicitação de testes 
(entrada e saída) 
2-Ficha de controle de estoque 
3-Relatório de não conformidades 
4-Controle de rubricas 
5-Folha de trabalho de realização dos TR( 
Teste Rápido) 
6-Ficha de atendimento resumida do Fique 
Sabendo 
7-Relatório controle de temperatura de 
ambiente 
8-Relatório controle de temperatura de 
geladeira 
9-POP( Procedimento Operacional Padrão) de 
processo de TR nos serviço 
Gerenciar insumo Regras de controle, armazenamento e 
solicitação de insumos. 
Verificar infra-estrutura Materiais, espaço e recursos humanos 
necessários para organização de serviço. 
Definir fluxo e atribuições Responsabilidades, passos e interrelações 
pessoais 
Identificar e caracterizar a rede de atenção à 
saúde 
Redes de atenção à saúde 
Encaminhar e acompanhar a gestante no 
processo assistencial 
Identificação da rede cuidado para gestante 
com Sífilis e HIV e suas parcerias sexuais 
positivas.
Unidade 5: Estratégia Pedagógica 
13 
Carga horária: 04 horas 
Objetivos: 
· Refletir acerca da estratégia pedagógica utilizada no curso 
· Contextualizar o processo de ensino aprendizagem na perspectiva da aprendizagem 
significativa 
· Discutir o planejamento e desenvolvimento do processo educativo a partir dos princípios 
de intencionalidade, reciprocidade, significado e transcendência 
· Conhecer a base normativa e conceitual que estrutura a organização dos processos de 
gestão da educação na saúde – Educação Permanente em Saúde (EPS). 
Saber – fazer Saber - saber 
Planejar e desenvolver um processo 
educativo na perspectiva da aprendizagem 
significativa, utilizando a metodologia da 
problematização 
Conceito de competência a partir da 
construção dos saberes: saber fazer, saber 
saber, saber ser. 
Aprendizagem significativa 
Metodologia da Problematização - 
representação, teorização e síntese. 
Conceitos de intencionalidade, reciprocidade, 
significado e transcendência no processo 
ensino-aprendizagem. 
Base normativa e conceitual da Política 
Nacional de Educação Permanente em Saúde 
(EPS)
Programação do evento 
14 
PRIMEIRO DIA 
Tempo Participante Facilitador 
8:30 Participe da atividade de abertura, 
justificativas e objetivos da 
capacitação 
8:45 Participe da apresentação sobre 
contextualização da Rede 
Cegonha, a etapa de formação dos 
multiplicadores, estrutura e 
metodologia da capacitação 
Pactue com a turma as regras de 
convivência durante a capacitação 
Coordene a apresentação e esclarecimento de 
dúvidas sobre a contextualização da Rede 
Cegonha e a etapa de formação dos 
multiplicadores 
Estabeleça em plenária o acordo de convivência 
quanto a horários, pontualidade, participação, 
respeito à fala do outro, uso de telefones 
celulares, e frequênciaintegral como pré-requisito 
para o recebimento de certificado, 
dentre outros. 
9:30 Participe da dinâmica de 
apresentação 
Coordene a dinâmica de apresentação do grupo 
em plenária solicitando que os participantes se 
agrupem a partir de características como: 
· Estado/Município (de onde viemos?) 
· Categoria profissional (quem somos?) 
· Experiência em aconselhamento 
· Experiência com o Teste Rápido 
· Já se testou para o HIV? 
· Você convive com uma pessoa portadora 
do HIV? 
· Você conhece alguém que sofreu 
violência por ser homossexual? 
· Você convive com alguém dependente 
de drogas? 
(caso esta atividade não seja retomada na 
parte da tarde com acréscimo de perguntas, 
incluir, no momento da manhã questões 
como: Você utiliza preservativo em todas as 
suas relações sexuais? Você usou 
preservativo na sua última relação sexual? 
Você já usou preservativo feminino? Você já 
utilizou gel lubrificante numa relação 
sexual?) 
(Anexo I) 
Perceba se as perguntas propiciaram um 
conhecimento e integração mínimos entre os
15 
participantes e deixe o grupo à vontade para 
comentários. 
Ao retornarem a seus assentos solicite que cada 
um escreva em uma folha de papel em branco 
uma palavra sobre o que pensa a respeito da 
Aids. Recolha os escritos para ser usado em 
atividade posterior. 
10:00 
Participe da exposição dialogada 
sobre os agravos HIV e Sífilis 
Coordene a aula expositiva sobre os agravos, 
ressalte os pontos mais importantes de cada um 
deles: 
· Historia natural (fasesclinicas) 
· Transmissão 
· Período de incubação 
· Sinais e sintomas (gerais) 
· Diagnósticosorológico 
· Janelaimunológica 
· Virulência 
Almoço – 12:30 AS 14:00 
14:00 Participe da discussão em plenária 
sobre as representações sociais do 
grupo a respeito da Aids 
Sintetize os registros sobre o que o grupo 
escreveu a respeito da AIDS no flipchart 
agrupando sentimentos e percepções mais 
negativas e as positivas. Aponte os aspectos que 
diferenciam esta doença das outras (preconceito 
e estigma, diversidade sexual, uso de drogas e 
outros) e como o tratamento e a qualidade de 
vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS são 
consideradas atualmente e os desafios que ainda 
enfrentamos. 
14:30 
Participe da dinâmica de 
sensibilização para a prática de 
aconselhamento. 
Coordene a atividade de sensibilização para a 
prática do aconselhamento, 
São três opções para este momento:: 
Características (continuidade da dinâmica da 
manhã), Dinâmica da Festa ou a de 
Concordo/Discordo (Anexo II) 
Ao final da atividade solicite que os participantes 
em plenária comentem sobre como se sentiram 
e que aspectos relacionam com sua prática de 
atendimento. Coordene a discussão. 
15h Participe das atividades em 
subgrupos: 
1) Exemplifique situações de 
vulnerabilidade nas 
dimensões: individual, social 
Solicite que os participantes se dividam em 4 
subgrupos. 
1) Oriente para que cada grupo discuta sobre 
aspectos individuais, sociais e institucionais que 
contribuem para que os indivíduos se infectem
16 
e institucional 
2) Após concluir a síntese das 
vulnerabilidades construir os 
conceitos de acolhimento e 
aconselhamento 
pelo HIV e sífilis, a partir de situações do 
cotidiano, circunstâncias e diferentes contextos 
de vida. 
Solicite a sistematização das discussões com uma 
síntese organizada no flipchart. 
2) Orientar os subgrupos para a construção dos 
conceitos de acolhimento e aconselhamento a 
partir do conhecimento de cada participante do 
grupo. 
Solicite o registro no flipchart para apresentação 
e discussão em plenária no dia seguinte. (Anexo 
III) 
15 min Intervalo 
17:00 Participe da atividade de 
apresentação em plenária da 
síntese das discussões sobre 
situações de vulnerabilidade. 
Participe da leitura coletiva e 
discussão da parte dos conceitos 
sobre vulnerabilidade constantes 
do texto: “Principais 
vulnerabilidades e riscos para a 
infecção pelo HIV”. 
Coordene a plenária solicitando aos grupos a 
apresentação dos resultados da discussão. 
Organize o debate geral, pontuando aspectos 
que não foram explorados (gênero, uso de 
drogas, hierarquia de riscos nas práticas sexuais) 
Coordene a leitura coletiva da parte do conceito 
de vulnerabilidade constante do texto: 
“Principais vulnerabilidades e riscos para 
infecção pelo HIV” (Anexo IV) 
Destaque o aspecto da vulnerabilidade individual 
como a área principal de atuação do 
aconselhamento pré e pós-teste. 
18:00 Encerramento do dia 
SEGUNDO DIA 
8:30 
Participe da exposição dialogada 
sobre os testes rápidos 
Aborde noções básicas sobre os testes rápidos: 
a) O que são? 
b) Qual a finalidade? 
c) Quando podem ser usados? 
d) Normas técnicas 
e) Procedimento de execução, interpretação de 
resultados e emissão de laudos 
e)Biossegurança e tecnovigilância 
f) Controle de Qualidade 
Discuta o passo-a-passo do processo de 
execução dos testes e da garantia de qualidade 
Reforce os critérios de segurança durante a 
execução, principalmente quanto a obediência 
ao protocolo (bula) de cada teste, respeitando
17 
volumes, tempo de incubação e leitura, lotes, 
validades, etc 
Discuta os resultados esperados e o que fazer no 
caso de resultado duvidoso. 
10:30 Intervalo 
10h45 Continuação da exposição 
dialogada 
Continuação da exposição dialogada 
Almoço 12:30 as 14:00 
14:00* 
*Caso haja 
tempo no 
período da 
manhã, esta 
fala deverá 
ser 
antecipada. 
Participe da exposição dialogada 
sobre linha de cuidado 
Aborde informações: 
a) Protocolo de testagem para HIV e Sífilis 
durante o pré-natal, parto e pós parto; 
b) Cuidados e tratamentos 
c) Serviços de referência para 
acompanhamento 
14:45 
Participe da atividade sobre o 
acolhimento e aconselhamento 
Participe da apresentação dos 
conceitos de acolhimento e 
aconselhamento formulados no 
subgrupo 
Participe de atividade de 
sistematização sobre acolhimento 
e aconselhamento 
Coordene a atividade em plenária sobre 
apresentação dos conceitos de acolhimento e 
aconselhamento discutidas nos subgrupos 
Considerar na discussão as principais 
características que diferenciam o acolhimento do 
aconselhamento 
Para sistematizar o conhecimento dos conceitos 
de ACO e ACS: 
Opção 1: solicite o retorno aos subgrupos, 
apresente o caso da gestante Anexo VI e solicite 
que o grupo faça o atendimento do caso 
considerando os conhecimentos aprendidos 
sobre acolhimento e aconselhamento 
Em plenária reserve alguns minutos para 
comentários e esclarecimentos de dúvidas 
Opção 2: Separe duas folhas em branco do 
flipchart, uma com a palavra acolhimento e a 
outra com a palavra aconselhamento e 
disponibilize para os participantes targetas sobre 
as características de acolhimento e 
aconselhamento constantes do quadro 
demonstrativo * e solicite que encaixem nas 
folhas em branco. 
Observe os erros e acertos e coordene discussão 
final esclarecendo dúvidas que ainda forem 
necessárias
Assista ao vídeo sobre “Anjos da 
Asa Quebrada” 
18 
Apresente o vídeo “Anjos da Asa Quebrada” e 
permita comentários se alguém o desejar. 
16h15 Intervalo 
16h30 Participe de atividade do 
aconselhamento pré-teste 
Participe da discussão em plenária 
comentando sobre como 
vivenciou a dinâmica. 
Coordene a dinâmica do carrossel (Anexo VI) . 
Solicite 5 vezes a mudança de lugar, altere a 
posição de profissional para usuário e de usuário 
para profissional sem mudar de cadeira e solicite 
mais 5 vezes a rodada de lugar . 
Coordene a discussão final, destacando aspectos 
da relação profissional-usuário, acolhimento, 
avaliação de risco, conteúdos sobre o teste, 
janela imunológica, possíveis resultados, 
sentimentos aflorados, orientação preventiva, 
aspectos éticos e legais. 
18h Encerramento do 2° dia 
TERCEIRO DIA 
09:00 
Grupo 1 
Participe de atividade sobre o 
aconselhamento pós-teste: 
entrega de resultado e orientação 
preventiva 
Prepare, em subgrupos, uma 
dramatização de no máximo 10 
min do aconselhamento pós-teste, 
considerando a utilização do teste 
rápido para diagnóstico do HIV, a 
ficha de atendimento, entrega do 
laudo diagnóstico e orientação 
preventiva. 
Apresente a dramatização e 
participe da discussão. 
Divida o grupo em 3 subgrupos e oriente a 
definição de um caso de gestante para 
dramatização do momento do aconselhamento 
preenchendo a ficha de atendimento entregue 
previamente. 
Atenção:oriente um dos casos a dramatizar o pré 
e pós teste. 
Informe a cada subgrupo sobre qual resultado do 
teste para cada caso, sendo que, um subgrupo 
deverá dramatizar um caso com resultado 
reagente para sífilis, um segundo não reagente 
para HIV e um terceiro dramatize um resultado 
reagente para HIV. Os resultados para cada 
subgrupo podem ser conhecidos e informados 
no momento da dramatização 
Coordene a dramatização, aquecendo a 
dupla, identificando as características 
principais do usuário e do profissional . 
Após a dramatização, coordene os 
comentários, iniciando pelos 
participantes observadores, os 
protagonistas da cena e por último 
comentários adicionais sobre conteúdos 
importantes e que faltaram na 
comunicação de resultado, orientação 
preventiva e encaminhamento dos casos
19 
positivos. 
Obs: Se houver dificuldade de algum grupo 
definir uma situação sugira algum caso constante 
do Anexo VII 
15 min INTERVALO 
10:30 Participe de atividade de 
sistematização sobre o processo 
de aconselhamento em DST/Aids 
Apresentação em Power Point sobre Diretrizes 
Nacionais sobre o Aconselhamento em 
DST/Aids 
Sugira como leitura complementar o texto PDF 
Aconselhamento em DST/AIDS 
12:00 ALMOÇO 
14:00 
Grupo 2 
Repete a sequência de atividades 
do grupo 1 
Participe do processo de execução 
dos testes rápidos 
Separe todos os insumos 
necessários para a realização dos 
testes. 
Preencha folha de trabalho com as 
informações dos kits utilizados e 
identificação do paciente. Você 
encontra a folha de trabalho no 
CD de apoio. 
Pratique o manuseio da pipeta 
que acompanha o kit. 
Realize a técnica de punção 
digital. 
Apresentar as informações sobre biossegurança 
e fornecer os EPIs. 
Fazer demonstração dos componentes dos kits. 
Orientar sobre preenchimento da folha de 
trabalho. 
Demonstrar a execução dos testes com amostra 
venosa reagente e não reagente. 
Interpretação dos resultados reagentes e não 
reagentes. 
Demonstrar modelos de laudos reagente e não 
reagente para HIV e Sífilis.
Execute os testes conforme 
instruções do fabricante. 
Realize a leitura, interpretação e 
transcrição dos resultados na 
folha de trabalho. 
20 
Realize emissão de laudo. 
QUARTO DIA 
8h00 – 8h45 Participe da exposição dialogada 
sobre a organização dos serviços e 
da apresentação dos documentos 
necessários para implantação do 
teste rápido diagnóstico do HIV e 
triagem de sífilis nas UBS 
Apresentar as dimensões de organização de 
serviços para a implantação do teste rápido 
diagnóstico do HIV e triagem de sífilis nas UBS. 
(Referencia: texto Reorganização dos Serviços) 
Apresentar documentos e registros (como 
exemplos): 
1–Planilha para solicitação de testes (entrada e 
saída) 
2-Fichas de controle de estoque 
3-Relatório de não conformidades 
4-Controle de rubricas 
5-Folha de trabalho de realização dos TR 
6-Ficha de atendimento resumida do Fique 
Sabendo 
7-Relatório controle de temperatura de 
ambiente 
8-Relatório controle de temperatura de geladeira 
9-POP de processo de TR nos serviço 
8h45 – 9h15 Participe da atividade em grupo 
sobre implantação dos testes 
rápidos nosServiços 
Solicite que os participantes se dividam por 
Estado. Oriente para que cada grupo aponte as 
dificuldades no processo de implantação dos 
testes e defina articulações e soluções possíveis. 
Os participantes devem refletir sobre a 
organização do Serviço e sobre as estratégias 
para a implantação do TR de HIV e Sífilis nos 
serviços. 
Questões que poderão subsidiar as discussões 
em grupo: 
Quais são os passos para a implantação do TRD 
HIV e triagem de sifilis na UBS? Que ações são 
necessárias? Quem é o responsável por cada 
uma delas? Em que prazo? 
Qual a estrutura e insumos necessários? 
Estimule que os grupos reflitam sobre os fluxos 
de trabalho e sobre como a testagem rápida será 
incorporada em sua rotina. 
Solicite que os grupos sistematizem o que foi 
discutido na planilha (anexa).
15 min de intervalo 
9h15 Apresente a sistematização das 
21 
discussões em grupo. 
Sorteie 2 grupos que possam apresentar a 
sistematização das discussões. 
No Flipshart, escreva as dificuldadesque foram 
levantados na discussão do grupo, apontando 
articulações e soluções possíveis. 
Após as apresentações, sugira que os demais 
grupos incluam ou questionem o que foi 
apresentado. 
Estimule as participações com outras questões 
que possam enriquecer o debate. O importante, 
nesse momento é debater com a plenária. 
Reforce a importância de pensar estratégias a 
partir de contextos reais e possibilidades 
concretas. 
Intervalo as 10h 
10:15 Em plenária, participar da 
apresentação da Unidade 
Pedagógica de modo a: 
a) Retomar as discussões 
desenvolvidas nas Unidades 
Técnicas e relacioná-las com o 
conceito de competência; 
b) Associar a ideia de competência 
ao saber-saber (conhecimento), 
saber-fazer (habilidades) e saber-ser 
(valores e postura), buscando 
visualizar a competência descrita 
para o curso de execução do TR 
para HIV e Sífilis. 
Estimular os participantes a retomar as 
discussões das unidades técnicas, levando o 
grupo a incrementar o conceito de competência 
construído no início do curso: 
a) O entendimento sobre competência 
mudou ao longo do curso? Por quê? 
Como você percebe a articulação dos 
saberes na elaboração da competência? 
b) Exemplifique uma competência e seus 
saberes para o desenvolvimento de uma 
atividade em saúde. 
Individualmente ou aos pares, 
refletir acerca do processo de 
ensino aprendizagem proposto na 
capacitação, buscando identificar: 
a) quais os momentos em que há 
discussão de conhecimentos 
prévios, experiências, práticas a 
respeito do tema proposto? Qual 
a percepção acerca desse espaço 
de discussão? 
b) quais são os momentos em que 
você pôde ampliar suas 
perspectivas de análise e 
resolução do problema? Houve 
Conduzir análise na plenária acerca do processo 
ensino aprendizagem vivenciado. A estratégia 
para disparar essa discussão pode partir: 
a) da análise da dramatização de avaliação, 
quando ela trouxer uma atividade pedagógica 
individual ou coletiva, ou 
b) da análise da própria sequência de atividades 
vivenciada durante o curso (que é a sugestão 
descrita na comanda para os participantes), ou 
c) da discussão de uma breve dramatização 
acerca de ação educativa conduzida pelos
síntese de ideias? 
profissionais no ambiente de trabalho 
22 
Discutir alguns elementos que perpassam a 
prática educativa: 
a) intencionalidade (quais são objetivos do 
educador ao apresentar o conceito 
escolhido? qual é a competência, o saber 
que se deseja desenvolver?); 
b) reciprocidade (que estratégias serão 
usadas para promover nas pessoas a 
reciprocidade com relação ao conceito? 
de que modo estabelecer vínculo, co-responsabilizando, 
implicando o sujeito 
que aprende?); 
c) significado (que aspectos do conceito 
devem ser enfatizados para torna-lo 
significativo para as pessoas? qual 
sentido o aprendizado produz? ); 
d) transcendência (para quais outros 
aspectos da vida profissional ou pessoal 
esse conceito pode ser aplicado?). 
13hs30min Participar da avaliação da Unidade 
Pedagógica 
Encerramento do Evento 14horas
ANEXOS: Atividades 
23
Anexo I - Dinâmica de sensibilização para a prática de aconselhamento 
Objetivo: Propiciar que o grupo vivencie alguns aspectos do aconselhamento 
respondendo coletivamente a perguntas relacionadas com a prática do aconselhamento e seu 
contexto no serviço. 
Tempo: aproximadamente uma hora 
Infraestrutura necessária: ambiente amplo (suficiente para o grupo mover-se em pé) com 
24 
cadeiras móveis. 
Atividade: Solicite que o grupo ocupe o espaço destinado a atividade. Todos ficarão em 
pé. 
Para que o grupo entenda a dinâmica faça a primeira pergunta a título de aquecimento. 
Solicite por exemplo que se dividam na sala segundo estado de residência. Os grupos devem estar 
bem definidos na sala com fronteiras fáceis de serem identificadas. Deixe que as pessoas de um 
mesmo estado e de pois município se encontrem espontaneamente sem sua ajuda. 
Nas perguntas seguintes, proponha que as pessoas se dividam de acordo com 
características como: categoria profissional, experiência em aconselhamento, experiência com o 
TR, se já se testou para o HIV e outras. 
O facilitador deve coibir a interferência do grupo, caso ocorra algum tipo de comentário 
que possa constranger os demais integrantes, interferindo em seu posicionamento, 
principalmente entre os colegas do mesmo município. 
Apontar o respeito, a aceitação, o acolhimento, o respeito à diversidade como posturas 
necessárias na brincadeira, aproveitando para fazer a correlação com a prática do 
aconselhamento. 
Perguntas norteadoras: que terá como objetivo a apresentação e integração dos 
participantes 
Estado/Município de origem 
Observar que municípios ou serviços estão menos ou mais representados. Pessoas que vêm 
sozinhas, representando seu município ou serviço vivenciarão maior dificuldade na 
implantação do TRD HIV. 
Categoria profissional 
Em geral os grupos têm uma maioria de enfermeiros. Esta categoria tem se mostrado muito 
aberta à implantação do TRD HIV e sífilis e é ela quem mais realiza o TRD HIV na maior parte 
dos estados. 
Descontrair o grupo apontando características das categorias profissionais representadas como 
facilitadoras ou desafios na prática do aconselhamento. Lembrar que o destaque de 
características é apenas um recurso para refletir e as características são generalizantes e 
caricaturais. Exemplo: biomédicos, bioquímicos, biólogos costumam trabalhar com amostras 
biológicas e tem pouco ou nenhum contato com pacientes. Enfermeiros “adoram” protocolos e 
rotinas pré-estabelecidas. Psicólogos tendem a valorizar todo tipo de demanda e perdem o 
foco do trabalho em DST/AIDS. 
Experiência na realização do aconselhamento em DST/AIDS 
Aproveite para contratar com o grupo o apoio dos mais experientes no desenrolar das atividades 
futuras e faça um combinado com os menos experientes que aproveitem ao máximo o tempo 
destinado às discussões de aconselhamento para tirarem dúvidas e proporem questões sem 
inibição. 
Experiência na realização do TR
Você já fez teste anti-HIV? 
Depois que o grupo se separar em sim e não, perguntar se aqueles que fizeram o teste foi por 
terem vivenciado alguma uma situação de risco. Neste momento alguns se deslocam para o 
grupo do não. Relacionar a relação entre viver situação de risco e decidir se testar por conta 
dela... uma longa distância. 
Você convive ou conviveu com uma pessoa portadora do HIV? - Considerar parentes, amigos, 
vizinhos, conhecidos – “paciente do serviço não vale”. Na sala separar quem conhece, dos que 
não conhecem. Na sequência, pode-se separar aqueles que já perderam alguém com HIV/AIDS e 
refletir sobre a interferência ou não, na prática do aconselhamento da vivência da perda e 
proximidade de alguém que vive com HIV. 
Você conhece ou conheceu alguém que sofreu violência por ser homossexual? Considerar 
parentes, amigos, vizinhos, conhecidos – “paciente do serviço não vale”. Depois que o grupo se 
separar em sim e não, voltar-se para o grupo do não e complementar: “e se eu disser que a 
vivência de discriminação também é uma violência alguém muda de grupo?” Aproveitar a 
oportunidade para refletir que muitos participantes não incluem a discriminação na categoria de 
violência e que a maioria identifica apenas a violência física como determinante para posicionar-se 
na sala. Relacionar esses aspectos com a prática de aconselhamento. Será fácil aos usuários 
expressarem que não são heterossexuais? A importância do não julgamento e acolhimento da 
diversidade. 
Facilitador: Observe se as perguntas propiciaram descontração, conhecimento e integração 
mínimos entre os participantes. 
25
26 
Anexo II : 
Opção 1 Dinâmica da festa 
Objetivo: Sensibilizar para o risco de exposição sexual ao HIV e às demais DST 
Descrição da atividade: 
Entregar para cada um dos participantes uma folha em branco com apenas uma figura já 
desenhada pelo facilitador. Para cada grupo de 10 participantes, o facilitador deve desenhar a 
seguinte sequencia: 
· Triangulo: Sifilis 
· Retângulo: Gonorreia 
· “X”: HIV 
· “X” circulado: HIV com preservativo 
· Triângulo circulado: Sífilis com preservativo 
· Estrela: sadio 
· Estrela circulado: sadio com preservativo 
· Quadrado: Hepatites B e C 
Repeti-la conforme o numero de participantes O facilitador coloca uma musica e os participantes 
devem andar ou dançar pela sala. Num determinado momento, o facilitador para a musica e 
solicita aos participantes que parem e copiem o desenho e os n0mes dos colegas que estiverem 
mais próximos.Esse processo deverá ser repetido 2 ou 3 vezes. 
Encerrada a atividade, o facilitador pergunta ao grupo qual o suposto significado das figuras, 
antes de revela-los (circulo = pessoa sadia; quadrado = portador de DST; triangulo = portador de 
HIV; figura com “ponto no meio” = uso de preservativo). Facilita a discussão, estando atento aos 
seguintes pontos: 
· Avaliação do grau de risco a que se expuseram 
· É possível prever quem é ou quem não é portador de DST ou do HIV? 
· Quais fatores poderiam aumentar ou diminuir as vulnerabilidades dos contatos. 
· Sentimentos envolvidos após a revelação da exposição aos riscos. 
Material: aparelho de som, caneta ou lápis, “Cartão de contatos” 
Tempo: 30 minutos 
Opcão 2 Dinâmica do concordo/discordo 
Objetivo: refletir sobre a construção sociocultural dos preconceitos, mitos e tabus 
Descrição da atividade 
O facilitador mostra que na sala estão afixados dois cartazes. “Confortável/ concordo” e 
“desconfortável/ discordo”, e informa que o grupo que fará a leitura de uma série de frases que 
serão discutidos. Pede às pessoas que se posicionem, livremente, junto ao cartaz que melhor 
expresse seu sentimento em relação ao que for lido e que observem o que acontece com os 
outros e consigo mesmo. Não existe posicionamento intermediário. O facilitador só passa à 
leitura da frase seguinte depois que todos estiverem posicionados e tiver registrado o numero de 
pessoas que permaneceram em cada um dos lados. 
Encerrado o exercício, a experiência é compartilhada com o grupo e o facilitador media a 
discussão, estando atento aos seguintes pontos: 
· Contradições entre a norma social e a prática de vida 
· As regras sociais e culturais são variadas e determinadas em cada situação
· As regras sociais e culturais têm força coercitiva, mas não são imutáveis 
· A importância de termos clareza sobre as nossas posições e sentimentos frente aos 
27 
preconceitos, mitos e tabus 
· Observar que existem experiências humanas sobre as quais há muita polêmica e pouco 
consenso 
Material: dois cartazes, um com a palavra “confortável/concordo” e outro com 
“desconfortável/discordo”, fita adesiva e lista de frases. 
Tempo: 50 a 60 minutos 
Sugestões de frases 
· A maioria das mulheres não se protege da aids porque o uso da camisinha depende do 
homem 
· As relações extraconjugais são aceitáveis para ambas as partes desde que não ameacem a 
relação 
· A masturbação faz bem à saúde 
· A aids nada mais é que uma punição por um comportamento irresponsável 
· Uma pessoa pode estar apaixonada por duas pessoas ao mesmo tempo 
· As relações homossexuais não são normais 
· A virgindade é um fator importante para o êxito do casamento 
· Meu parceiro (minha parceira) está envolvido(a) com outra pessoa 
· Todo HIV positivo tem alguma culpa por sua infecção 
· A mulher tem menos necessidades sexuais do que o homem 
· As pessoas portadoras de HIV que continuam a ter relações sexuais sem proteção 
deveriam ser presas 
· Toda pessoa que usa uma droga “leve” acaba usando uma droga “pesada” 
· Nos dias de hoje, é uma irresponsabilidade ter relações sexuais sem camisinha 
· Minha filha arrumou uma namorada 
· As pessoas que usam camisinha para se proteger do HIV são estimuladas a ter um 
comportamento promíscuo 
· Eu só me casaria com quem já tivesse tido relações sexuais
Anexo III - Atividade sobre conceito de vulnerabilidade 
Solicite que os participantes se dividam em 4 subgrupos. 
Parte 1- Oriente para que cada grupo discuta sobre aspectos individuais, sociais e institucionais 
que contribuem para que os indivíduos se infectem pelo HIV e sífilis, sistematizando exemplos no 
flip chart, bem como, levantando questões de como avaliar as diferentes vulnerabilidades para 
apresentação em plenária. 
Coordene a plenária solicitando aos grupos a apresentação dos resultados da discussão em 
subgrupo. Organize o debate geral. Explore aspectos relacionados às questões de gênero que 
aumentam a vulnerabilidade da mulher, desigualdade, hierarquia de riscos relacionada as 
práticas sexuais e diferentes formas de uso de drogas . 
28
Anexo IV – Leitura do Texto “Principais vulnerabilidades e riscos para a infecção pelo HIV” 
Coordene a leitura coletiva da parte do texto sobre o conceito de vulnerabilidade e retome os 
exemplos apresentados pelo grupo na atividade anterior para auxiliar na apropriação dos 
conteúdos. 
Destaque o aspecto da vulnerabilidade individual como a área principal de atuação do 
aconselhamento pré e pós-teste. 
29
Anexo V – Atividade sobre conceitos de acolhimento e aconselhamento 
Parte 2 - Solicite que os subgrupos discutam o que sabem e construam os conceitos de 
acolhimento e aconselhamento, registrem no flip chart para serem apresentados em plenária 
Coordene a apresentação em plenária sobre os conceitos de acolhimento e aconselhamento. 
Circule em vermelho as palavras chaves dos conceitos apresentados e aponte características que 
coincidiram entre os grupos. 
Sistematizacão dos conceitos de acolhimento e aconselhamento 
30
31 
Anexo VI - Opção 1 
Separe 2 folhas do flip chart, uma para acolhimento e outra para aconselhamento . Disponibilize 
as targetas recortadas previamente sobre as características do ACO e ACS constantes do Quadro 
Demonstrativo e solicite que os participantes disponham os conteúdos recortados com as 
características dos dois conceitos nas folhas em branco relacionando o que se refere ao 
acolhimento ou ao aconselhamento. 
Considerar na discussão em plenária aspectos do aconselhamento nas suas dimensões éticas, 
objetivos e componentes. 
Anexo VI - Opção 2 
Apresentação de um caso de gestante e identificação no atendimento dos aspectos do 
acolhimento e aconselhamento 
DISCUSSÃO DE CASO - GESTANTE 
CARACTERISTICAS DO USUÁRIO 
CARACTERISTICAS DO CONTEXTO 
Gestante, 28 anos, chega com atraso 
menstrual de 2 meses para consulta 
ginecológica. Realizado TR de gravidez com 
resultado positivo. 
Possui parceiro fixo há 8 anos. Nos últimos 10 
meses teve dois parceiros sexuais ocasionais. 
Não costuma usar preservativo. 
Nunca fez teste de HIV, nem de sífilis, embora 
tenha tido 2 abortos anteriores. Relata 
história de corrimento vaginal recorrente. 
Parceiro fixo é usuário crônico de álcool. 
UBS tradicional com 1 clinico, 2 pediatras, 2 
ginecologistas, 3 enfermeiras, 5 auxiliares de 
enfermagem, 1 dentista e 3 recepcionistas. 
Funciona das 7 as 19 hs. 
Realiza coleta de materiais biológicos todos os 
dias das 7 as 8 hs. 
O serviço já implantou a ação de acolhimento e 
também executa a atividade de aconselhamento 
quando ela se faz necessária. 
EXERCÍCIO: 
1) Estruture e detalhe (em passos), todo o atendimento a ser oferecido pelo serviço a este 
usuário específico, isto é, indique tudo (cada ação) que o serviço e os profissionais desenvolverão 
para BEM atendê-lo, utilizando de forma precisa e cuidadosa as tecnologias de ACOLHIMENTO E 
ACONSELHAMENTO. Para desenvolver esse exercício, o grupo deve levar em consideração toda a 
discussão teórica sobre a natureza, objetivos, especificidades e inserção das tecnologias de 
ACOLHIMENTO E ACONSELHAMENTO neste caso específico. 
a) Pensar no que deve ocorrer no momento de entrada do indivíduo ao serviço. 
b) Em tudo que deve ocorrer antes da situação de testagem. 
c) Em tudo que deve ocorrer depois da situação de testagem. 
2) Das ações propostas e descritas por vocês, aonde identificamos a aplicação da tecnologia do 
aconselhamento e de acolhimento? 
3) O grupo visualiza alguma dificuldade para implantar ou executar estas tecnologias? Quais? 
Como poderiam ser superadas?
32 
Anexo VII – Dinâmica do Carrossel 
COORDENADOR: 
· É recomendável que a dinâmica seja desenvolvida por 2 profissionais, um para 
desenvolver a atividade e outro para observar e anotar os dados importantes para a 
discussão final. 
· O coordenador deverá ter claros os objetivos intrínsecos à encomenda da atividade, em 
que contexto a dinâmica se insere no treinamento e com que população irá trabalhar. 
· Requisitos do coordenador: conhecimento de coordenação de grupos, capacidade de 
escuta e síntese. 
Nº DE PARTICIPANTES: idealmente - máximo 26 pessoas 
OBJETIVO GERAL: 
· Propiciar aos participantes a vivência dos aspectos principais do aconselhamento pré-teste. 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
· Refletir sobre as possibilidades de resultados de testes, suas implicações e condutas 
adequadas para cada caso. 
· Rever orientações técnicas e encaminhamentos. 
· Reforçar os princípios e objetivos do acolhimento e aconselhamento. 
· Trabalhar as questões subjetivas do profissional frente às situações de testes anti HIV, 
sífilis, hepatites e outra DTS. 
· Dar continência às demandas do grupo na exposição de seus sentimentos frente aos 
processos dificultadores ou facilitadores que possam emergir durante as discussões. 
ESTRATÉGIAS: 
· Carrossel de aconselhamento. 
· Plenária. 
· Avaliação oral. 
MATERIAIS: 
Flip-chart, pincéis, casos pré-elaborados, cronômetro/relógio, cadeiras móveis. 
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE: 
1. Elaborar casos pequenos sobre as variadas temáticas e situações que ocorrem ou 
possa ocorrer no serviço (HIV/AIDS, DST, gestante adulta, gestante adolescente, RD). 
2. Recortá-los para uso na atividade. 
3. Preparar dois círculos com as cadeiras, de modo que os participantes se posicionem 
um de frente para o outro. 
4. Separar o grupo de participantes em dois subgrupos. 
5. Posicioná-los nas cadeiras em círculos, conforme o preparo prévio. 
6. Distribuir os casos (um para cada participante). Orientá-los a ler individualmente, 
incorporar a estória, e se quiserem, complementá-la conforme sua vivência, 
necessidade ou criatividade sem sair do foco do caso. 
7. Durante a atividade, o círculo interno é fixo. 
8. O circulo externo é móvel. 
9. Utilizar a técnica de troca de papéis: quando os participantes do grupo interno 
desenvolvem o papel de aconselhando, os participantes do grupo externo 
desenvolvem o papel de aconselhador e vice-versa. 
10. O coordenador do grupo controla o tempo de “rodada” dos casos.
11. Co-coordenador observa e anota o que ocorre no grupo para enriquecer as 
discussões e apontar questões importantes que muitas vezes não são levantadas pelo 
grupo. 
12. O espaço de tempo para cada caso varia de 1 minuto no mínimo, a no máximo 2 
33 
minutos. 
13. Todos participantes devem ser contemplados nos papéis de aconselhador e 
aconselhando. 
14. Abrir plenária de discussão. 
15. Propiciar reflexões sobre todos os aspectos emergentes no grupo. 
CASOS 
1. Gestante, 24 anos com parceiro usuário de drogas injetáveis, presidiário cumprindo pena por 
homicídio, se relaciona com ele e não faz uso do preservativo porque ele não gosta. 
2. Mulher de 38 anos, grávida de 8 meses, tem 4 filhos, casada há 5 anos, compareceu para 
fazer teste, solicitado no pré-natal, mas não acredita na possibilidade de pegar algo, já que 
transa só com o marido. 
3. Homem casado há 16 anos, há 2 meses teve um relacionamento extraconjugal com uma 
colega de trabalho, usou preservativo, mas ele estourou. Está angustiado e ansioso, sentindo 
cansaço, dores de cabeça e acredita ter se contaminado nesta relação, pois descobriu que 
esta moça já saiu com vários outros homens do serviço. 
4. Menina, grávida, 13 anos, grávida de 5 meses, nunca usou camisinha nem pílula. Acreditava 
que não ia engravidar por ser “novinha”. O médico “mandou” fazer o teste de aids. 
5. Evangélica, 24 anos, quarto ano de enfermagem, gestante de 4 meses. Não sabe como 
enfrentar a igreja, a família. O namorado também é evangélico. Pensam em aborto, estão 
confusos. Pensa: O que devemos fazer? 
6. Adolescente, 17 anos, usuária de drogas injetáveis veio fazer o exame porque descobriu que 
está grávida. Não sabe quem é o pai da criança. 
7. Rapaz de 28 anos compareceu para realizar o teste para aids, pois encontra-se casado há 4 
anos e esposa está gestante de 8 meses e teve seu resultado reagente para HIV. O casal 
nunca usou camisinha. 
8. Mulher evangélica de 46 anos, marido faleceu de aids, se submeteu ao teste anti HIV por 
solicitação médica. 
9. Homem casado há 5 anos, esposa está grávida. Há dois anos mantém um relacionamento 
extraconjugal, não usa preservativo e agora descobriu que esta moça é portadora do HIV. 
10. Mulher gestante de 3 meses, com resultado anti HIV indeterminado, o marido não aceita 
fazer o teste. 
11. Adolescente, 17 anos, tem um relacionamento a três, onde o casal tem mais ou menos 30 
anos de idade e são casados, para ambos é a maravilha para o seu casamento, aquele algo 
mais. O casal pediu que fizesse o teste. 
12. Mulher, 33 anos, grávida de 3 meses, encaminhada pelo médico para fazer o teste para HIV. 
Não sabe para que, pois só tem relação com o marido. 
13. Moça de 24 anos teve duas relações sexuais na vida, usou preservativo nas duas, mas está 
com muito medo, porque apareceu uma ferida na região da vagina, e tem certeza que é uma 
DST, porque lê muito a respeito destas doenças. 
14. Jovem, 19 anos, evangélica, gestante de 4 meses. Veio fazer o exame só porque o médico 
pediu, diz: “meu marido não sai com outras pessoas”. 
15. Mulher soropositiva há 10 anos. Não usa camisinha com seu marido. Quer um filho, está 
gestante de 3 meses. 
16. Mulher, 38 anos, vai ao ginecologista de 3 em 3 meses. Vai fazer o teste porque o médico 
pediu para uma cirurgia. Só faz sexo com quem conhece, se é “limpinho” não usa camisinha. 
17. Soronegativa, 28 anos, namorado é soropositivo, às vezes não usam preservativo, querem um 
filho. Diz: “O que me aconselha?”
18. Gestante de 6 meses, veio fazer o segundo teste para HIV (primeiro teste com resultado 
negativo), pois relata que seu marido teve resultado reagente recentemente. E agora? O casal 
nunca fez uso de preservativo 
19. Homem chega ao serviço muito nervoso e desconfiado, sua esposa chegou em casa com um 
pedido de teste anti HIV, falando que o médico pediu só porque ela está grávida, nunca viu 
isso, está achando que ela “botou um par de enfeites na cabeça dele”. 
20. Rapaz de 19 anos, teve relação há 2 dias, com uma prostituta, só recebeu sexo oral feito por 
ela e está apavorado, porque lhe falaram que também se pega HIV deste jeito. 
21. Rapaz de 22 anos veio fazer o teste porque a namorada pediu, para liberarem a camisinha. 
22. Executivo, 38 anos, casamento estável, pai de 3 filhas adolescentes. Às vezes sai com 
rapazes. Veio fazer o teste, pois está preocupado com a aids. Demonstra muita ansiedade 
com a perspectiva do resultado. 
23. Homem casado há 19 anos, nunca teve um relacionamento extraconjugal, esposa está 
internada, falaram que ela é portadora do vírus HIV. 
24. Rapaz de 23 anos, solteiro, se relaciona com duas mulheres casadas (cada qual desconhece a 
existência da outra). Não usa preservativo porque confia nas duas e elas nele. 
25. Rapaz 22 anos, homossexual, procura o serviço de DST com queixas de verrugas genitais e foi 
indicado pelo médico a realizar o teste de HIV. Apresenta dificuldades em aceitar sua 
homossexualidade, se culpa pelo HIV, expressa pensamentos suicidas. 
26. Moça, 24 anos, usuária de crack, faz programas eventuais para conseguir a droga e nem 
sempre usa preservativo. Não sabe quem é o pai do bebê. 
27. Mulher de 50 anos, não sabe ler nem escrever. O marido com o qual foi casada durante 23 
anos, faleceu há 4 dias e a mandaram fazer o teste por que disseram que ele morreu de aids. 
28. Rapaz, 33 anos, sai com muitas mulheres, não uso camisinha porque “brocha”. Veio fazer o 
teste após ter aparecido uma ferida no pênis. 
29. Mulher de 21 anos, homossexual assumida, não usa proteção com a namorada. De vez em 
quando faz programas com homens para faturar, nem sempre usa camisinha. 
30. Travesti trabalha na noite fazendo programas na avenida, não tem hábito de usar camisinha, 
porque não acredita em aids e nem em DST. 
31. Usuário de drogas injetáveis veio fazer o exame porque “sua mina pediu”... 
32. Homem de 56 anos, viúvo, bissexual ativo/passivo. Procurou o serviço por queixa de 
vermelhidão no pênis, não tem o hábito de usar preservativos e freqüenta cinemas, saunas, 
etc. Encaminhado para fazer teste de HIV. 
33. Evangélica, 48 anos, o marido faleceu e não sabe de que, dizem que é de aids, vai realizar o 
teste porque o médico pediu, mas não pretende fazer tratamento porque acima do homem 
está DEUS, e tem certeza que ele a vai curar. 
34. Adolescente de 12 anos, virgem, pai morreu de AIDS, mãe trouxe para fazer o teste. 
35. Mulher de 23 anos solteira conheceu um rapaz, mas ele lhe falou que é portador do vírus HIV. 
Está em dúvida se deve continuar neste relacionamento. 
Coordene discussão final, destacando aspectos da relação profissional-usuário, acolhimento, 
aspectos éticos e legais, sentimentos aflorados e os conteúdos sobre o teste, janela imunológica, 
avaliação de risco e orientação preventiva. 
Problematize sobre as mudanças no processo de aconselhamento com a utilização da testagem 
rápida para o HIV. 
34
Anexo VIII - Dramatização de situações de Aconselhamento pós-teste 
35 
Objetivos: 
· Propiciar a vivência da prática de aconselhamento. 
· Exercitar a capacidade de identificar componentes do aconselhamento. 
· Reconhecer a possibilidade de múltiplas alternativas de intervenção. 
Descrição da atividade: 
O instrutor solicita que o grupo se divida em três subgrupos, pedindo que cada subgrupo 
desenvolva uma situação de aconselhamento pós-teste preenchendo a ficha de atendimento 
entregue neste momento. Um subgrupo deverá definir o caso com resultado reagente para HIV, o 
2º subgrupo não-reagente para HIV e o 3º grupo com diagnóstico positivo para sífilis. Os 
subgrupos devem escolher dois voluntários para a dramatização, sendo um dos personagens o 
aconselhador e o outro, aquele que estará recebendo o resultado do teste. (40 min) 
Durante a dramatização, o instrutor pode “congelar” a cena em alguns momentos, 
perguntando ao personagem “aconselhador” o que acha que a “pessoa em atendimento” está 
querendo e como pretende conduzir o atendimento. Faz essa mesma pergunta para alguns 
observadores. Em seguida, pergunta ao personagem “usuário” o que ele está sentindo e o que 
gostaria que o “aconselhador” fizesse. Solicita-os a continuar a cena, até achar conveniente 
interromper. (máx 10 min) 
Ao final de cada situação dramatizada, o instrutor solicita as pessoas que atuaram na 
cena, a expressarem os sentimentos vivenciados em cena e pede a opinião dos observadores 
quanto às posturas, atitudes e habilidades evidenciadas durante as dramatizações. 
Durante a discussão, o instrutor reforça os aspectos positivos da cena e pontua 
alternativas para intervenções indesejadas. Deve levar em conta a retomada de aspectos teóricos 
já trabalhados e de outros, indicados nos casos sugeridos para dramatização. 
Material: Sugestão de casos em anexo e/ou sugeridos pelo grupo. 
Tempo: 180 minutos. 
Sugestões de casos para dramatização (opcional) 
CASO 1 (Aconselhamento pós-teste – resultado reagente para sífilis) 
Mulher de 28 anos, casada, descobriu que está grávida de 3 meses. Foi encaminhada para fazer o 
teste para HIV e sífilis. Relata que eventualmente faz programas e que o marido não sabe. 
Costuma usar camisinha, a menos que o cliente pague mais para não a usar, mas refere que os 
homens com quem costuma transar são saudáveis e de classe alta. 
Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado não reagente) e sífilis 
(resultado positivo). 
Aspectos importantes: Riscos de transmissão (vertical e horizontal), abordagem do parceiro, 
aspectos éticos e legais, mitos e preconceitos, manejo de reações emocionais e orientação 
preventiva na relação conjugal e de trabalho. 
CASO 2 (Aconselhamento pós-teste - resultado reagente para HIV) 
Mulher de 25 anos, casada há 3 anos com seu primeiro parceiro sexual. Ambos mantêm uma 
relação de fidelidade e muito afeto. Está grávida há 5 meses e só agora foi para um serviço de 
pré-natal.
Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado reagente) e sífilis (resultado 
negativo). 
Aspectos importantes: Riscos de transmissão vertical e horizontal, uso profilático de 
antirretrovirais durante a gestação e o parto, não amamentação, abordagem do parceiro, mitos e 
preconceitos, manejo de reações emocionais e rede de apoio. 
CASO 3 (Aconselhamento pós-teste - resultado não-reagente para HIV) 
Mulher, 20 anos, grávida de 3 meses, usuária de crack, ex-usuária de drogas injetáveis. 
Comparece a unidade básica de saúde para a 1ª consulta de pré-natal e realização de TR para HIV 
e sífilis. Não sabe quem é o pai de seu filho. Já tentou parar de usar drogas, sem sucesso. A família 
não sabe mais o que fazer. 
Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado não-reagente), gestão de 
risco. 
Aspectos contidos: Avaliação dos riscos, estratégia de redução de danos, rede de apoio, 
referência a outros serviços, mitos e preconceitos. 
CASO 4 (Atendimento ao parceiro) 
Homem, 27 anos, casado, teve uma relação extraconjugal com uma mulher que está grávida de 4 
meses. Procura atendimento no posto de saúde em função de uma ferida no pênis e após a 
realização de TR para sífilis e HIV, recebe o resultado positivo de sífilis. 
Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para sífilis (reagente) e HIV ( não reagente). 
Aspectos importantes: Abordagem de parceiras, aspectos ético e legais, encaminhamento para 
exames complementares, mitos e preconceitos. 
36
Anexo VI X - Atividades para o módulo pedagógico 
Orientações para o participante 
Em plenária, participar da apresentação da Unidade Pedagógica de modo a: 
a) Retomar as discussões desenvolvidas nas Unidades Técnicas e relacioná-las com o conceito de 
competência; 
b) Associar a ideia de competência ao saber-saber (conhecimento), saber-fazer (habilidades) e 
saber-ser (valores e postura), buscando visualizar a competência descrita para o Curso 
“Realização do Teste Rápido para HIV e Sifilis na Atenção Básica e Aconselhamento em DST/Aids” 
2. Individualmente ou aos pares, refletir acerca do processo de ensino aprendizagem proposto na 
capacitação, buscando identificar: 
a) quais os momentos em que há discussão de conhecimentos prévios, experiências, práticas a 
respeito do tema proposto? Qual a percepção acerca desse espaço de discussão? 
b) quais são os momentos em que você pôde ampliar suas perspectivas de análise e resolução do 
problema? Houve síntese de ideias? 
3. Participar da avaliação da Unidade Pedagógica. 
37 
Orientação para o facilitador 
1. Estimular os participantes a retomar as discussões das unidades técnicas, levando o grupo 
a construir o conceito de competência; 
2. Explorar a necessidade de articulação entre os saberes para a construção da 
competência, independente da natureza do trabalho (saúde, educação, artes, ciências 
sociais). Indicar o processo de incorporação do conceito de competência nas áreas do 
trabalho e educação. 
Apresentar os objetivos e textos da Unidade Pedagógica, e localizar o grupo num duplo papel: 
participante do curso e potencial multiplicador da proposta, justificando a discussão pedagógica. 
Referência: texto “Estratégias de mediação: algumas possibilidades para provocar aprendizagem 
significativa” 
2. Conduzir análise plenária acerca do processo ensino aprendizagem vivenciado. A estratégia 
para disparar essa discussão pode partir: 
a) da análise da dramatização de avaliação, quando ela trouxer uma atividade pedagógica 
individual ou coletiva, ou 
b) da análise da própria sequência de atividades vivenciada durante o curso (que é a sugestão 
descrita na comanda para os participantes), ou 
c) da discussão de uma breve dramatização acerca de ação educativa conduzida pelos 
profissionais no ambiente de trabalho.
Avaliar a melhor estratégia para subsidiar a discussão, lembrando que o objetivo é provocar a 
reflexão acerca dos elementos do processo ensino aprendizagem, identificando propostas 
educativas participativas ou verticalizadas, atividades que não equacionam bem prática e teoria, 
ações que contribuem para autonomia do sujeito x atividades prescritivas, ações centradas na 
figura do professor X atividades centradas do estudante. Destacar a partir das dicotomias das 
metodologias utilizadas, os sentimentos provocados no sujeito que aprende, sua disponibilidade 
para aprender. Qualificar as diferenças indicando os princípios da aprendizagem significativa, 
estratégias que mobilizam o grupo para discussão, os momentos de representação, teorização e 
síntese, que conduzem a problematização. 
Discutir alguns elementos que perpassam a prática educativa: 
· intencionalidade (quais são objetivos do educador ao apresentar o conceito escolhido? 
qual é a competência, o saber que se deseja desenvolver?); 
· reciprocidade (que estratégias serão usadas para promover nas pessoas a reciprocidade 
com relação ao conceito? de que modo estabelecer vínculo, co-responsabilizando, 
implicando o sujeito que aprende?); 
· significado (que aspectos do conceito devem ser enfatizados para torna-lo significativo 
para as pessoas? qual sentido o aprendizado produz? ); 
· transcendência (para quais outros aspectos da vida profissional ou pessoal esse conceito 
38 
pode ser aplicado?).
Anexo X - Instrumentos de planejamento para implantação do TR 
39 
Avaliar: O que 
tenho? 
O que 
preciso? 
Ações Responsáveis Prazo 
Sensibilização 
da gestão e 
equipe 
Espaço físico e 
equipamentos 
Disponibilidade 
dos Insumos e 
materiais de 
apoio 
Organização 
do fluxo e 
definição de 
papéis
ANEXOS: Textos de referência 
40
Texto de referência 1 
Acolhimento e Aconselhamento no contexto do Pré- Natal 
Nos serviços de saúde que prestam assistência ao pré-natal e puerpério as ações de 
acolhimento e aconselhamento são imprescindíveis para reduzir as infecções e a transmissão 
vertical. 
O bom acolhimento contribui para o estabelecimento de vínculos com o serviço e com o 
profissional de saúde, o que significa uma condição favorável para o aconselhamento se 
desenvolver de forma mais efetiva. Sabemos que a gestante está com sua atenção voltada quase 
que exclusivamente para a sua criança, porém os cuidados no pré-natal devem ser uma 
oportunidade para discutir e orientar sobre as necessidades de forma integral, ou seja, que este 
momento falar dos riscos para as doenças sexualmente transmissíveis poderá contribuir para 
discernimento e consciência de situações pouco refletidas na vida e que pode ajudá-la a entender 
certas dificuldades e melhor lidar com elas. Considerando este momento como uma ajuda 
estruturada e personalizada a oferta do teste para o HIV deve ser bem explicada, pois este 
exame tem um impacto importante, incluindo mudanças necessárias a serem feitas a partir de 
um resultado positivo, que contrariam expectativas na maternidade para a maioria das mulheres, 
como a amamentação e parto normal. 
O aconselhamento a estas gestantes deve: 
I. Promover reflexão da importância da realização das sorologias neste momento da vida 
41 
(gestação e momento do parto); 
II. Discutir possíveis resultados e seus significados, bem como formas e importância do 
tratamento; 
III. Registrar em prontuário as formas de contato; 
IV. Discutir possíveis formas de manter contato (contrato de sigilo) nos casos em que o serviço 
de saúde necessitar passar informações; 
V. Discutir a importância do diagnóstico e tratamento do parceiro sexual em caso de 
resultados reagentes e discutir possíveis formas de manter contato nos casos em que o 
serviço de saúde necessitar passar informações; 
VI. Monitorar e documentar (prontuários e carteira da gestante) o tratamento administrado na 
gestante e no seu parceiro sexual. 
O envolvimento e abordagem da parceria sexual requerem cuidados especiais, pois a 
mulher em idade reprodutiva ou gestante cujo parceiro sexual não foi diagnosticado e 
tratado pode reinfectar esta mulher, possibilitando a transmissão da doença para o seu filho. 
O Ministério da Saúde, reconhecendo a importância do papel do homem neste cenário, 
vem estimulando os futuros pais a fazerem um “check-up” durante o pré-natal. O objetivo é 
estimular os homens a se envolverem nos cuidados preventivos com a saúde e incentivá-los a 
realizarem exames para diagnóstico precoce e tratamento de doenças que possam afetar a 
saúde da mulher e, por conseqüência, a do bebê e eliminar a sífilis congênita. 
A convocação do parceiro sexual deve ser voluntária e realizada de modo que toda a 
informação permaneça confidencial após a paciente compreender a intenção desta ação. 
Esta convocação pode ser feita através da gestante, que conversa com seu parceiro 
sexual, ou por um profissional de saúde quando a gestante não se sentir apta a fazê-lo, 
fornecendo autorização e informações sobre a melhor forma de convocá-lo.
Nos casos em que a gestante não se sentir apta a convocá-lo, o profissional deve 
preferencialmente solicitar assinatura em prontuário, para a autorização de contato e da melhor 
forma de realizá-lo. 
Toda a convocação deve: 
I. Ser discutida e consentida pela gestante; 
II. Ter resolutividade quando da chegada do parceiro sexual ao serviço; 
III. Garantir aconselhamento a ambos; 
IV. Garantir tratamento e seguimento ambulatorial a ambos, quando indicado. 
42 
O profissional que irá atender deve: 
I. Assumir uma postura acolhedora e não julgadora; 
II. Reafirmar a confidencialidade e o sigilo das informações prestadas; 
III. Identificar as crenças e os valores do cliente acerca das DST, HIV e aids; 
IV. Utilizar linguagem compatível com a cultura do cliente; 
V. Informar sobre o teste que será realizado; 
VI. Informar sobre as possibilidades de resultados, procedimentos e conduta em caso de 
resultado reagente; 
VII. Conhecer informações específicas sobre a Sífilis Congênita; 
VIII. Explicar as complicações decorrentes da não realização do tratamento ou deste ser 
incompleto ou da automedicação; 
IX. Monitorar e documentar a realização do tratamento.
Texto de referência 2 
PRINCIPAIS VULNERABILIDADES E RISCOS PARA A INFECÇÃO PELO HIV 
O aconselhamento para as DST/aids constitui-se num processo de diálogo entre o profissional de 
saúde e o usuário do serviço acerca das vivencias deste em relação aos riscos de infecção pelo 
HIV e das possibilidades de adoção de medidas preventivas. É preciso que o profissional de saúde 
esteja atento para ouvir as vivências do usuário, suas experiências, dificuldades, dúvidas, crenças, 
pois é isso que lhes permitirá identificar conjuntamente os contextos de vulnerabilidade e os 
riscos presentes na vida de cada pessoa que busca o serviço, bem como as possibilidades de 
proteção de que cada uma dispõe. 
O que é risco? 
É a probabilidade que indivíduos ou grupo de pessoas têm de adquirirem alguma doença. É um 
conceito muito útil na epidemiologia, pois permite a quantificação das chances de adoecimento 
desses indivíduos ou grupos e, assim, a elaboração de ações ou intervenções que reduzam essas 
chances. No caso do HIV, por exemplo, podemos dizer que todas as pessoas que compartilham 
seringas quando usam drogas injetáveis ou que têm relações sexuais sem camisinha correm o 
risco de se infectar pelo HIV. 
Apesar da grande importância deste conceito para compreendermos a epidemia de aids e muitas 
outras doenças, é preciso levar em consideração que vivemos em uma sociedade dinâmica e 
complexa e que, por isso mesmo, nem todos dispõem das mesmas possibilidades e condições de 
se proteger de todos os riscos de adoecimento que existem. Muitas vezes, as pessoas vivem 
situações de risco que independem de sua vontade. É para nos ajudar na compreensão dessas 
situações que utilizamos a noção de vulnerabilidade. 
O que é vulnerabilidade ? 
É a interação de fatores individuais e coletivos que fazem com que diferentes pessoas e grupos 
estejam mais ou menos suscetíveis a infecções e adoecimentos, uma vez que dispõem de maiores 
ou menores possibilidades de se proteger ou se prevenir. Significa dizer, então, que todas as 
pessoas estão suscetíveis a adquirir doenças ou a sofrer danos no dia a dia de suas vidas, mas 
algumas têm maiores condições de evitá-las porque dispõem de mais recursos (informações, 
emprego, renda, escolaridade) do que outras. 
No caso do HIV e das outras DST, por exemplo, dificuldades econômicas podem impedir o acesso 
de algumas pessoas ao preservativo e aos serviços de saúde, o que aumentará as chances dessas 
pessoas terem mais relações sexuais desprotegidas do que aquelas que conseguem comprar os 
preservativos. Outras situações que determinam diferentes vulnerabilidades entre as pessoas são 
o acesso a ações e serviços de educação, a idade, o gênero, o acesso aos meios de informação, 
entre outros. 
Quando atuamos na perspectiva da vulnerabilidade estamos não apenas identificando 
as situações em que as pessoas correm maior ou menor risco de se expor às DST, ao HIV 
ou de fazer uso de drogas, mas sim, procurando compreender os diferentes contextos de vida e 
contribuir para que cada pessoa perceba as chances que têm de se infectar ou se proteger. 
43
Para melhor compreender os diferentes contextos de vulnerabilidade existentes, podemos 
analisá-la a partir de 3 dimensões: individual, social e programática. 
Vulnerabilidade Individual: refere-se aos conhecimentos e comportamentos de cada pessoa e que 
as deixam mais ou menos expostas aos riscos de infecção pelo HIV. Alguns fatores relacionados a 
essa dimensão da vulnerabilidade são: falta de acesso a informações e a atividades educativas 
sobre as formas de transmissão e prevenção das DST/HIV; pouca motivação ou sensibilização 
pessoal para avaliar e compreender os riscos de infecção a que estão expostas; pouca habilidade 
para adotar medidas preventivas, incluindo hábitos de vida mais seguros. 
É importante destacar, entretanto, que esses comportamentos não devem ser entendidos como 
resultado apenas da vontade e da livre escolha de cada um, mas sim na sua relação com o 
contexto em que vivem as pessoas e as condições que elas têm de modificar tais contextos. 
Vulnerabilidade Social: refere-se às formas de organização de cada sociedade - suas crenças, seus 
hábitos, seus costumes, a distribuição do poder entre os grupos - que faz com que pessoas 
pertencentes a diferentes grupos sociais disponham de maior ou menor acesso aos recursos 
materiais, à escola, aos serviços de saúde e com isso tenham mais ou menos chances de modificar 
seus comportamentos e seus contextos de vida. 
Por exemplo, nas sociedades em que as mulheres têm menor poder do que os homens – tem 
menos oportunidades de irem à escola, recebem salários menores, são sobrecarregadas com os 
cuidados da casa e da família – ela tendem a depender economicamente de seus companheiros 
ou maridos e com isso passam a ter menores chances de negociar o uso do preservativo nas 
relações sexuais. Outro exemplo seria nas sociedades em que as comunidades indígenas são 
discriminadas pelos demais grupos. A discriminação poderá dificultar o acesso dessas 
comunidades a bens como emprego, escola e serviços de saúde, fazendo com que dessa forma 
tenham menores chances de obter informações e insumos para se prevenir do HIV. 
Vulnerabilidade Programática: diz respeito ao compromisso dos governos e das instituições da 
sociedade civil em desenvolver de ações voltadas para a promoção, prevenção e a recuperação 
da saúde das populações, mobilizando os recursos (financeiros, humanos, políticos) necessários e 
articulando essas ações. Quanto maior for esse comprometimento, maiores serão as chances das 
pessoas terem acesso aos recursos de que necessitam para se protegerem ou se tratarem – no 
caso do HIV, informações, preservativos, seringas, testagem, aconselhamento, medicamentos, 
entre outros. 
A existência, por exemplo, de ações de educação em saúde e de aconselhamento para HIV 
voltadas para comunidades indígenas que respeitem seus valores e que possam ser traduzidas 
para os idiomas dessas comunidades aumentam sensivelmente as possibilidades de seus 
membros adotarem medidas de prevenção frente aos riscos de infecção que vivenciam. 
Tendo essas reflexões em mente, podemos agora pensar sobre como abordar os riscos e 
vulnerabilidades no processo de aconselhamento: 
Práticas sexuais sem preservativos: 
No Brasil, as ações desenvolvidas para a prevenção das DST/aids primam pela recomendação do 
uso do preservativo em todas as relações sexuais. Abordagens que recomendam a diminuição do 
número de parceiros, a abstinência e a fidelidade são pouco factíveis e viáveis e desrespeitam o 
direito que cada pessoa tem de decidir quando e com quem se relacionar sexualmente e por isso 
não compõem o elenco de estratégias voltadas para a prevenção no país. 
Abordar as diversas práticas sexuais (anal, vaginal, oral), destacando as diferentes 
vulnerabilidades masculinas e femininas (biológica e de gênero) é fundamental para que homens 
e mulheres percebam as situações de risco que vivenciam, não apenas a partir do seu 
comportamento sexual, mas também de suas parcerias (homo e/ou heterossexual). 
44
É importante lembrar que diversas situações podem dificultar a negociação do uso do 
preservativo, tais como a crença na fidelidade entre as parcerias estáveis, a pratica do sexo 
comercial, a dependência econômica de um dos parceiros, a violência sexual, entre outros. 
Uso de Drogas 
O uso, o abuso e a dependência de substâncias psicoativas sempre estiveram sujeitos ao 
julgamento moral. Entretanto, as pessoas que usam drogas têm direito, como todos os cidadãos, 
de ter acesso aos serviços de saúde e de terem suas necessidades atendidas, sem que sejam 
obrigadas a parar de usá-las. 
É fundamental que os profissionais de saúde estejam dispostos a conversar com os usuários sobre 
o uso de drogas sem julgá-los, perguntando objetivamente sobre isso, independentemente da 
idade, pois este é um fator de vulnerabilidade importante e que muitas vezes não é revelado pelo 
usuário por receio de denúncias à polícia e a família. 
A ênfase exclusiva na abstinência como hábito saudável pode afastar o usuário do serviço, uma 
vez que nem todos desejam ou conseguem parar de usar drogas. Ao longo dos atendimentos, é 
preciso que sejam discutidas alternativas diversas para manutenção da saúde deste usuário, na 
perspectiva da redução de danos. Quando a demanda para o tratamento visando à abstinência 
for solicitada pelo próprio usuário é fundamental que o serviço conte com os mecanismos 
necessários para encaminhá-lo a um serviço especializado. 
No que concerne à prevenção do HIV, é importante também que sejam abordados o efeito do uso 
de substâncias sobre as práticas sexuais. Muitas drogas - como álcool, maconha, cocaína, ecstasy 
– alteram os sentidos e a percepção de risco dos usuários e podem dificultar o uso do 
preservativo nas relações sexuais. 
No caso das drogas injetáveis, o compartilhamento de agulhas, seringas e recipientes para a 
diluição da droga (cocaína) são práticas de altíssimo risco para a infecção do HIV. Deve-se 
recomendar a utilização de equipamentos individuais e, sempre que possível, disponibiliza-los nos 
serviços de saúde. 
Para o público que faz uso de drogas, a solicitação do teste de hepatites B e C, bem como as 
orientações sobre vacinas e prevenção são fundamentais. 
No caso dos usuários de drogas soropositivos com indicação para tratamento com anti-retrovirais, 
é necessária atenção especial visando à adesão ao tratamento e ao esclarecimento de 
que o uso de drogas não os impede de utilizar os medicamentos. A única droga que já se 
observou interação com anti-retrovirais com graves conseqüências é o ecstasy. No caso do álcool, 
sabe-se que seu uso concomitante com anti-retrovirais pode potencializar o desenvolvimento de 
doenças hepáticas. No entanto, a suspensão do uso dos anti-retrovirais tem conseqüências muito 
mais graves e não deve ser recomendada em função do uso de álcool. 
Presença de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST 
A existência de uma DST aumenta as chances de uma pessoa se infectar pelo HIV, pois pode gerar 
lesões nos órgãos genitais e diminuir a imunidade do portador de DST. Além disso, ter tido uma 
DST significa que a pessoa não está usando a camisinha e, portanto, está se expondo ao HIV. 
É importante que estas doenças sejam diagnosticadas precocemente e que sejam dadas 
informações claras sobre elas aos usuários dos serviços de saúde. Os usuários devem ser 
orientados sobre a importância do tratamento de suas parcerias e o serviço deve buscar formas 
de promover o acesso dessas parcerias ao tratamento. 
No caso das mulheres, em especial, é preciso alertar para a prevenção e tratamento da sífilis e as 
conseqüências no caso de uma gravidez. 
Abaixo estão algumas questões objetivas para uma avaliação de risco junto ao usuário. 
Cabe ao profissional verificar a pertinência destas questões em cada atendimento. 
45
Este roteiro não é uma “camisa de força” e, para que assim não pareça, é fundamental promover 
um diálogo que permita a abordagem destes assuntos de forma que fique claro para o usuário 
quais as situações que potencialmente o colocaram em risco de infectar-se pelo HIV ou por outras 
DST. A partir desta compreensão ele poderá refletir sobre estratégias viáveis para prevenção dos 
riscos por ele vivenciados e decidir se fará o teste anti-HIV. 
Comportamento sexual pessoal 
1. Quantos parceiros sexuais teve no último ano? 
2. Praticou sexo com um parceiro novo ou diferente nos últimos três meses? 
3. Tipo de relação sexual: sexo anal, vaginal e oral. Com ou sem proteção? 
4. Teve qualquer outra DST no último ano? 
Uso de droga 
1. Usou álcool ou outras drogas antes ou durante o sexo? Quais? (Esta é uma questão importante 
pelo fato das drogas poderem alterar a percepção de risco e atitude preventiva). 
2. Usa droga injetável? Compartilha seringa e/ou equipamentos? (No uso de droga injetável, 
compartilhar seringas e os demais equipamentos representa um alto risco de infectar-se ou 
transmití-lo). 
Outros fatores de risco pessoal1. Recebeu transfusão de sangue e/ou derivados ? Quando ? 
2. Tem alguma tatuagem? Foi feita com material descartável ? 
3. Participou de algum ritual que envolva o compartilhamento de objeto perfuro 
cortante. 
4. Outros fatores de risco. 
Comportamentos dos parceiros (as) sexuais 
1. Fazem sexo com outras pessoas ? 
2. Têm ou já tiveram alguma DST ? 
3. São portadores do HIV ? 
4. Usam drogas ? 
Atitudes de proteção do usuário 
1. Quais são os cuidados que o usuário adota para proteção contra DST e 
HIV? 
2. Usa preservativo? Com que freqüência? Com quem? 
3. Quais as dificuldades que o usuário enfrenta para adotar atitudes 
preventivas? 
Bibliografia: 
Brasil. Ministério da Saúde. Ações de Prevenção ao HIV e outras DST na Atenção Básica à Saúde. 
In: Cadernos de Atenção Básica – Programa de Saúde da Família. Caderno da Atenção Básica as 
DST e Infecção pelo HIV/Aids. Brasília, 2003. 
Brasil. Ministério da Saúde. Aconselhamento em DST/HIV/Aids para a Atenção Básica. Brasília, 
2003. 
46
Ayres, José Ricardo de Carvalho Mesquita; França Júnior, Ivan; Calazans, Gabriela Junqueira; 
Saletti Filho, Heraldo César. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de saúde: novas 
perspectivas e desafios. In: Czeresnia, Dina; Freitas, Carlos Machado de. Promoção da saúde: 
conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2003. 
Meyer, Dagmar E. Estermann; Mello, Débora Falleiros de; Valadão, Marina Marcos; Ayres, José 
Ricardo de Carvalho Mesquita. Você aprende. A gente ensina?": interrogando relações entre 
educação e saúde desde a perspectiva da vulnerabilidade. Cad. Saúde Pública, Jun 2006, vol.22, 
no.6. 
47
Texto de Referência 3 
48 
Reorganização de Serviço. 
Preparando a implantação do Teste Rápido Diagnóstico - TRD do HIV e Teste rápido triagem 
para sífilis nos serviços de saúde e unidades básicas de saúde. 
A implantação do TRD HIV e triagem de sífilis na unidade envolve adequação de aspectos 
organizacionais e por vezes estruturais. 
A primeira questão a refletir é: 
O gestor, coordenação de atenção básica, área técnica saúde da mulher e coordenação de 
DST/AIDS estão em articulação e apoiam a implantação do TRD HIV e triagem para sífilis no 
âmbito da Rede Cegonha em seu município? 
O apoio do gestor e articulação entre as coordenações citadas tem importância crucial para o 
sucesso da implantação do TRD HIV e triagem para sífilis em seu município. Portanto o primeiro 
passo é certificar-se deste movimento. 
É importante lembrar que o profissional que está sendo capacitado para a realização do TRD HIV 
e triagem para sífilis tem papel fundamental na implantação destes procedimentos em sua 
unidade de origem. Ele deverá ser capaz de informar à gerência da unidade sobre aspectos a ser 
considerados na implantação destas estratégias. Além disso, o profissional capacitado deverá ser 
capaz de sensibilizar e esclarecer o que é, e como funciona o TRD HIV e a triagem para sífilis. 
Portanto cada profissional tem a sua disposição a apostila e o material de apoio com as aulas 
disponibilizadas em CD. 
São quatro as dimensões a serem consideradas na implantação do TRD HIV e triagem para sífilis 
nos serviços de saúde: 
· Sensibilização da equipe, profissionais da unidade e divulgação dos procedimentos de 
testagem rápida para público alvo e entre os usuários do serviço, 
· Espaço físico e equipamentos, 
· Disponibilidade dos insumos e material de apoio, 
· Organização do fluxo e definição de papéis. 
A seguir abordaremos cada dimensão em particular: 
1. Sensibilização da equipe, profissionais da unidade e divulgação do TRD HIV e triagem da sífilis 
para população alvo e entre os usuários do serviço. 
Embora o processo de implantação no Brasil esteja em andamento desde 2004 ainda 
enfrentamos resistências devidas ao desconhecimento dos profissionais acerca desta 
metodologia diagnóstica. Por isso, no processo de implantação é preciso informar e esclarecer os 
profissionais da unidade de saúde onde irá ocorrer a implantação da testagem rápida. Para tanto
podem ser utilizados os espaços de reunião além de outras estratégias. Parte desta divulgação 
inclui a demonstração da metodologia, definição do público alvo – gestante, e parcerias sexuais 
das gestantes com resultados reagentes e o esclarecimento de dúvidas. É importante que os 
médicos sejam particularmente considerados nesta divulgação uma vez que eles devem ser 
capazes de reconhecer a validade diagnóstica desta metodologia sem necessidade de realização 
de testes confirmatórios posteriores. 
Na unidade a implantação não pode ocorrer baseada em um único profissional. Desta forma é 
importante envolver toda equipe de Atenção Básica no apoio de implantação dos testes. 
Evidentemente a coordenação da equipe, a direção da unidade pode ser considerada pessoas-chave. 
O processo de informar esclarecer profissionais de saúde pode levar vários encontros. Alguns 
municípios têm aproveitado este momento para divulgar a estratégia para além das equipes que 
irão realizar os procedimentos na rede municipal de saúde, laboratórios, coordenadores de 
programas. 
Outro aspecto é prever a divulgação do TRD HIV e triagem de sífilis para a população e 
principalmente para os usuários do serviço onde será ofertado. O tema pode ser inserido em 
trabalhos de grupo já existentes, trabalhos de sala de espera, exposição de cartazes, distribuição 
de folders etc. É importante lembrar o papel estratégico dos profissionais, assim os mesmos 
devem estar em condições para esclarecer as dúvidas de usuários durante as consultas e 
atendimentos realizados na unidade. 
Quanto à divulgação para a população em geral os municípios têm utilizado estratégias diversas 
como informes por meio dos trabalhos dos Agentes Comunitários de Saúde, entrevistas em rádios 
e TV local, utilizar carros de som, faixas, etc. 
2. Adequação do espaço físico e aquisição de equipamentos 
A primeira questão a ser definida neste aspecto é o local de realização do procedimento do teste. 
Para implantação do processo de testagem rápida (acolhimento/cadastramento; aconselhamento 
pré-teste; testagem rápida; entrega de resultado com aconselhamento pós-teste) em serviços de 
saúde que irão inaugurar – estrutura física nova, a ambiência e os equipamentos poderão ser 
instalados de maneira ideal ao funcionamento dos procedimentos de testagem. Em unidades 
básicas de saúde e demais serviços já estruturados, o processo de testagem poderá ser 
organizado conforme estrutura física pré-existente, contemplando as normas de biossegurança. 
Quando o processo de testagem rápida for realizado em serviço de saúde pré-existente 
recomendamos que a sala seja reservada para a realização do procedimento tenha piso lavável, 
seja bem iluminada, tenha pia (não é obrigatório, mas recomendável). O fundamental é que a sala 
tenha condições de higiene e garanta privacidade. 
49
No entanto, muitas unidades sofrem com falta de espaço físico e não é necessário dispensar uma 
sala exclusivamente para a realização do TRD HIV e triagem de sífilis. É necessário que a equipe 
organize o processo de testagem rápida dentro da estrutura física disponível sendo possível 
utilizar um carrinho móvel para execução dos TR em qualquer sala disponível na unidade (tipo 
carrinho de emergência). Neste carrinho mantém-se todo o material necessário para realização 
do TR - formulários, insumos de testagem, biossegurança e pop resumido atualizado. Os 
materiais deverão estar acessíveis para equipe que executará os testes. 
Na unidade é importante verificar a presença de equipamentos necessários à sua realização no 
serviço: geladeira (se necessário), cronômetro, termômetro digital, aventais para funcionários, 
mesa impermeável. No caso de utilizar-se a mesma geladeira que armazena as amostras até que 
estas sejam enviadas ao laboratório utilizar estantes distintas colocando os testes na prateleira 
superior da geladeira. Nunca armazenar os testes na geladeira com vacinas ou medicamentos. 
2.1. Recomendação para organização em serviços novos, a serem inaugurados: 
50 
Recepção: 
• 01 computador para cadastramento dos usuários (opcional); 
• 01 impressora (opcional) – reservada para solucionar problemas referentes aos 
laudos; 
• 01 bebedouro 
• Preservativos 
Sala aconselhamento pré-teste 
• 01 televisor – vídeos sala aconselhamento pré-teste (opcional); 
• 01 DVD - vídeos sala aconselhamento pré-teste (opcional); 
• Folders de prevenção ao HIV e sífilis, 
• Folder sobre TR de HIV e triagem de sífilis, 
• Folder TV do HIV e sífilis 
Sala de testagem 
• 01 Pia com água corrente 
• 01 geladeira, se necessário 
• Termômetro digital 
• Cronometro ou relógio 
• Mesa impermeável para testagem (caso não tenha bancada na sala) 
• Bancada para apoio 
• 01computador para digitar resultados de exames (opcional) 
• 01 impressora para emissão de laudos (opcional) 
• 01 lixeira (pelo menos 01)
• Testes rápidos HIV – T1 – Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal 
• Testes rápidos HIV – T2 - Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal 
• Testes rápidos sífilis - Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal 
• Álcool swab ou algodão e álcool gel 
• Gaze 
• Curativo adesivo 
• Papel toalha 
• 01 resma papel A4 
• Canetas 
• Luvas 
• Avental ou jalecos 
• Óculos de proteção 
51 
Sala aconselhamento pós-teste 
• Cadeiras para o aconselhador e o usuário 
• Insumos de prevenção – Preservativos masculinos e feminino 
3. Disponibilidade dos insumos para a realização do teste e material de apoio (formulários) 
Pode parecer óbvio, mas nunca é demais se lembrar de verificar se todos os componentes 
necessários à realização do algoritmo completo estão presentes: 
· Testes, 
· Tampões, 
· Pipetas coletadoras 
· Lancetas, 
· Caixa de descarte, 
· Material para limpeza, 
· Luvas, 
· Almotolia com soro fisiológico. 
Lembre que parte da credibilidade e confiabilidade no teste depende de como o teste é realizado 
e se os profissionais demonstram cuidados e domínio da técnica. Além dos insumos descritos 
acima é necessária a preparação prévia dos formulários que serão utilizados no processo 
(materiais de apoio): 
· Planilha para solicitação de testes (entrada e saída) 
· Ficha de controle de estoque, 
· Relatórios de não conformidades 
· Controle de rubricas
· Folha de trabalho de realização dos testes, 
· Formulários para emissão de laudo diagnóstico, 
· Fichas de atendimento, 
· Registro controle de temperatura da geladeira e ambiente 
· Formulários de cadastro de serviço 
· POP de bancada e POP de serviços do diagnóstico do HIV e triagem de sífilis (POP 
- Procedimento Operacional Padrão) 
Este item foi especificamente abordado durante a capacitação e os modelos estão anexados 
nesta apostila. Cada unidade deve inserir seus logos e adequar os formulários à sua realidade. 
Lembrando que nenhum item pode ser retirado deles apenas acrescentados. 
Além do material de apoio reiteramos aqui a importância de elaboração do POP abordado em 
outro texto. Só relembrando, lembrar-se de manter a documentação do POP atualizada e 
arquivada em local acessível. 
4. Organização do fluxo e definição de papéis 
Este item talvez seja o mais dinâmico e mutável no processo de implantação do teste. Trata-se de 
definir com gerência do serviço, equipe e demais profissionais envolvidos o fluxo e papel de cada 
um na oferta e realização do TRD HIV e triagem de sífilis no serviço de saúde. Para organizar o 
fluxo considere as seguintes perguntas como guia: 
Como será ofertado o teste rápido no serviço? 
Qual o fluxo de atendimento para demanda espontânea? 
Qual o fluxo de atendimento para gestantes para os quais o TRD HIV e triagem de sífilis serão 
ofertados? 
Onde será realizado o procedimento? 
Quem realizará o TRD HIV e triagem de sífilis? 
Quem realizará aconselhamento pré e pós-teste? 
Onde serão armazenados os insumos? 
Quem é responsável pelo controle de estoque dos testes e formulários utilizados? 
Quem será responsável pelo controle da temperatura? 
Quem é responsável por solicitar testes a Regional de Saúde, ou Central de Almoxarifado da 
região? 
Qual é o Serviço de Assistência Especializada em DST/Aids - SAE de referência para 
encaminhamento das gestantes com resultados positivos para HIV? 
52
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila
Apostila

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

protocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem finalprotocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem finalLisandra Reis
 
Politica nacional atencao basica
Politica nacional atencao basicaPolitica nacional atencao basica
Politica nacional atencao basicaEDSON ALAN QUEIROZ
 
Resumo esf
Resumo esfResumo esf
Resumo esfVia Seg
 
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnab
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnabPortaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnab
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnabNadja Salgueiro
 
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2eadsantamarcelina
 
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)apemfc
 
Pnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaPnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaJarquineide Silva
 
Nova pnab -_portaria_no_2488_0
Nova pnab -_portaria_no_2488_0Nova pnab -_portaria_no_2488_0
Nova pnab -_portaria_no_2488_0Flávio Posseti
 
Política Nacional de Atenção básica
Política Nacional de Atenção básicaPolítica Nacional de Atenção básica
Política Nacional de Atenção básicaRenata Cadidé
 
6. novas legislações port nova pnab
6. novas legislações port nova pnab6. novas legislações port nova pnab
6. novas legislações port nova pnabLeonardo Savassi
 
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE PÚBLICA EM ...
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO  DA  SAÚDE PÚBLICA EM ...A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO  DA  SAÚDE PÚBLICA EM ...
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE PÚBLICA EM ...DAVI TEIXEIRA
 
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosLivro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosKatia Calandrine
 
Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto
 Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto
Atenção Básica e seu financiamento - Heider PintoHêider Aurélio Pinto
 
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Patrícia Cruz Rodrigues Marion
 

Mais procurados (20)

Slides grupo8
Slides grupo8Slides grupo8
Slides grupo8
 
protocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem finalprotocolo+de+enfermagem final
protocolo+de+enfermagem final
 
Politica nacional atencao basica
Politica nacional atencao basicaPolitica nacional atencao basica
Politica nacional atencao basica
 
Resumo esf
Resumo esfResumo esf
Resumo esf
 
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnab
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnabPortaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnab
Portaria 2.436 21 de setembro 2017 nova pnab
 
Reforma da Atenção Primária a Saúde
Reforma da Atenção Primária a Saúde Reforma da Atenção Primária a Saúde
Reforma da Atenção Primária a Saúde
 
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2
Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 2 - Aula 2
 
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
 
Pnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básicaPnab -programa nacional da Atenção básica
Pnab -programa nacional da Atenção básica
 
Módulo 1 - aula 1
Módulo 1 - aula 1Módulo 1 - aula 1
Módulo 1 - aula 1
 
Nova pnab -_portaria_no_2488_0
Nova pnab -_portaria_no_2488_0Nova pnab -_portaria_no_2488_0
Nova pnab -_portaria_no_2488_0
 
Política Nacional de Atenção básica
Política Nacional de Atenção básicaPolítica Nacional de Atenção básica
Política Nacional de Atenção básica
 
A atenção primária nas Redes de Atenção à Saúde
A atenção primária nas Redes de Atenção à SaúdeA atenção primária nas Redes de Atenção à Saúde
A atenção primária nas Redes de Atenção à Saúde
 
6. novas legislações port nova pnab
6. novas legislações port nova pnab6. novas legislações port nova pnab
6. novas legislações port nova pnab
 
A ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DE FORTALEZA
A ORGANIZAÇÃO  DA  ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE:  A EXPERIÊNCIA DE FORTALEZAA ORGANIZAÇÃO  DA  ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE:  A EXPERIÊNCIA DE FORTALEZA
A ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DE FORTALEZA
 
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE PÚBLICA EM ...
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO  DA  SAÚDE PÚBLICA EM ...A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO  DA  SAÚDE PÚBLICA EM ...
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE PÚBLICA EM ...
 
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosLivro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
 
Redes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúdeRedes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúde
 
Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto
 Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto
Atenção Básica e seu financiamento - Heider Pinto
 
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Estrutura organizacional dos serviços de saúde - Redes de Atenção à Saúde (RAS)
 

Semelhante a Apostila

Pns2012 2015 07jun
Pns2012 2015 07junPns2012 2015 07jun
Pns2012 2015 07juntccardoso
 
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptx
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptxAULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptx
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptxAntonio Elielton
 
Atenção básica no município de Osório
Atenção básica no município de OsórioAtenção básica no município de Osório
Atenção básica no município de OsórioEduc&Saude
 
Plano de governo muda sombrio
Plano de governo muda sombrioPlano de governo muda sombrio
Plano de governo muda sombrioBrenner Cardoso
 
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...Portal da Inovação em Saúde
 
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICA
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICAPNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICA
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICAKaiannyFelix
 
auxiliar de saúde bucal.pdf
auxiliar de saúde bucal.pdfauxiliar de saúde bucal.pdf
auxiliar de saúde bucal.pdfsumaya Sobrenome
 
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[ude
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[udeApostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[ude
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[udeWaldsonNunes
 
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...enfermagemcapsipalma
 
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptx
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptxVigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptx
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptxNgelaNascimento11
 
Aula Saude da família.pptx
Aula Saude da família.pptxAula Saude da família.pptx
Aula Saude da família.pptxMarianeBarbosa26
 
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdf
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdfProjeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdf
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdfLeideSantos31
 
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Caderno atencao basica_n1_p1
Caderno atencao basica_n1_p1Caderno atencao basica_n1_p1
Caderno atencao basica_n1_p1Sara Américo
 
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)Luis Dantas
 

Semelhante a Apostila (20)

Pns2012 2015 07jun
Pns2012 2015 07junPns2012 2015 07jun
Pns2012 2015 07jun
 
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptx
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptxAULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptx
AULA - VIGILÂNCIA EM SAÚDE.pptx
 
Atenção básica no município de Osório
Atenção básica no município de OsórioAtenção básica no município de Osório
Atenção básica no município de Osório
 
Internação
InternaçãoInternação
Internação
 
Plano de governo muda sombrio
Plano de governo muda sombrioPlano de governo muda sombrio
Plano de governo muda sombrio
 
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...
Balanço da Emergência de Saúde Pública: avanços e desafios atuais para a vigi...
 
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICA
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICAPNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICA
PNAB- POLITICA NACIONAL DE ATENÇAO BASICA
 
auxiliar de saúde bucal.pdf
auxiliar de saúde bucal.pdfauxiliar de saúde bucal.pdf
auxiliar de saúde bucal.pdf
 
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[ude
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[udeApostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[ude
Apostila Auxiliar de Saúde Bucal a sa[ude
 
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...
Vigilância em saúde como ferramenta de Gestão: Integrar as Ações e Qualificar...
 
V10n3a21
V10n3a21V10n3a21
V10n3a21
 
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptx
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptxVigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptx
Vigilância Sanitária e Serviços de Saúde.pptx
 
Gravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimentoGravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimento
 
Aula Saude da família.pptx
Aula Saude da família.pptxAula Saude da família.pptx
Aula Saude da família.pptx
 
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdf
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdfProjeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdf
Projeto-Pedagogico-Curso-Tecnico-Vigilancia-Saude-Enfase-Combate-Endemias.pdf
 
Rede cegonha 24022011
Rede cegonha 24022011Rede cegonha 24022011
Rede cegonha 24022011
 
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...
CIRURGIA CESARIANA - Diretrizes de Atenção à Gestante. Ministério da Saúde CO...
 
Caderno atencao basica_n1_p1
Caderno atencao basica_n1_p1Caderno atencao basica_n1_p1
Caderno atencao basica_n1_p1
 
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
 
Revista ApiceON
Revista ApiceONRevista ApiceON
Revista ApiceON
 

Último

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfHELLEN CRISTINA
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfHELLEN CRISTINA
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdfDanieldaSade
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisbertoadelinofelisberto3
 
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades PúblicasAlimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades PúblicasProf. Marcus Renato de Carvalho
 
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdfIANAHAAS
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdfHELLEN CRISTINA
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSProf. Marcus Renato de Carvalho
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdfDanieldaSade
 
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosCaracterísticas gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosThaiseGerber2
 

Último (10)

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
 
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades PúblicasAlimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
 
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
 
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosCaracterísticas gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
 

Apostila

  • 1. Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais Realização do Teste Rápido para HIV e Sífilis na Atenção Básica e Aconselhamento em DST/Aids Curso Brasília – DF 2012 1
  • 2. Sumário Apresentação 03 Introdução 05 Matriz Pedagógica do curso 07 Unidade 1: HIV e Sífilis 08 Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento 09 Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis 11 Unidade 4: Organização do Serviço 12 Unidade 5: Estratégia Pedagógica 13 Programação do Evento 14 ANEXOS Atividades Aconselhamento 23 Atividade para o Modulo Pedagogico 36 Planilha – atividade Reorganização dos Serviços 38 Textos-base N° 1 Acolhimento e Aconselhamento no contexto do Pré- Natal 40 N° 2 Principais Vulnerabilidades e Riscos para a Infecção pelo HIV 42 N° 3 Reorganização dos Serviços 47 N° 4 Tecnovigilância 54 N° 5 Sistema de Qualidade e Biossegurança 56 N° 6 Sífilis 62 N° 7 Vírus da Imunodeficiência Humana - HIV 65 N° 8 Teste Rápido para HIV e Sífilis 70 N° 9 Estratégias de Mediação: Algumas Possibilidades para Provocar Aprendizagem Significativa 2 85
  • 3. Apresentação O Ministério da Saúde orienta a atenção integral à saúde na perspectiva das Redes de Atenção à Saúde (RAS). Alinhando as diretrizes nacionais da política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, fundamentadas na perspectiva de promoção e garantia do direito à saúde das mulheres em todos os ciclos de vida, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e das distintas populações, norteadas pela busca efetiva da igualdade e equidade de gênero, raça e etnia, e pela ampliação do enfoque da saúde sexual e da saúde reprodutiva, fortalecendo a autonomia e protagonismo das mulheres, lança em 2011 a Rede Cegonha (RC). A RC consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher e criança, o direito à atenção humanizada durante o pré-natal, parto/nascimento, aborto seguro, puerpério e atenção infantil em todos os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Toma diversas ações empreendidas locorregionalmente, mais especificamente aquelas relacionadas às Maternidades e Redes Perinatais no campo da redução da Mortalidade Materna e Infantil, e amplia a qualificação das práticas para o cenário da Atenção Básica. O Apoio Institucional figura como estratégia metodológica capaz de favorecer a mudança da lógica hospitalocêntrica e tecnocrática de gestão e atenção ao parto e nascimento. A operacionalização da RC é orientada pela Portaria nº 1.459 de 24 de junho de 2011, que institui a RC no âmbito do SUS, e pela Portaria nº 650 de 5 de outubro de 2011, que dispõe sobre os Planos de Ação Regional e Municipal. A adesão e fases de execução da RC são gradativas em todo o território nacional a partir de cenários epidemiológicos e grupos de indicadores (Mortalidade e Morbidade, Atenção, Capacidade Hospitalar Instalada e Gestão), conforme autonomia dos gestores de estados e municípios. A RC deve ser organizada de maneira a possibilitar o provimento contínuo de ações de atenção à saúde materna e infantil para a população de determinado território, mediante a articulação dos distintos pontos de atenção à saúde, do sistema de apoio, do sistema logístico e da governança da rede de atenção à saúde, a partir das seguintes diretrizes: I - garantia do acolhimento com avaliação e classificação de risco e vulnerabilidade, ampliação do acesso e melhoria da qualidade do pré-natal; II - garantia de vinculação da gestante à unidade de referência e ao transporte seguro; III - garantia das boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento; IV - garantia da atenção à saúde das crianças de zero a vinte e quatro meses com qualidade e resolutividade; e V - garantia de acesso às ações do planejamento reprodutivo. A saúde é um direito constitucional traduzido pelo SUS na busca da ampliação do acesso, qualificação das práticas em atenção primária, secundária e terciária, cuidado integral e utilização de dispositivos organizacionais que favoreçam a descentralização e co-gestão. A Política Nacional de Atenção Básica, portaria Nº 2.488, de 21 de Outubro de 2011, caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. E tem como fundamentos, ter território, acesso universal e contínuo aos serviços de saúde, ser porta de entrada aberta e preferencial acolhendo os usuários e promovendo a vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas necessidades de saúde, estabelecendo mecanismos que assegurem acessibilidade e acolhimento, pressupõe uma lógica de organização e funcionamento do serviço de saúde, que parte do princípio de que a unidade de saúde deva receber e ouvir todas as pessoas que procuram os seus serviços, adscrever os usuários e desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adscrita 3
  • 4. garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado. A Atenção Básica deve cumprir algumas funções para contribuir com o funcionamento das Redes de Atenção à Saúde, são elas: I- Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de descentralização e capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária; II - Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais; III - Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, bem como acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS. Atuando como o centro de comunicação entre os diversos pontos de atenção responsabilizando-se pelo cuidado dos usuários em qualquer destes pontos através de uma relação horizontal, contínua e integrada com o objetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção integral. Articulando também as outras estruturas das redes de saúde e intersetoriais, públicas, comunitárias e sociais. IV - Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das necessidades de saúde dos usuários. Compete ao Ministério da Saúde, de acordo com esta portaria no artigo VII - apoiar a articulação de instituições, em parceria com as Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, para formação e garantia de educação permanente para os profissionais de saúde da Atenção Básica. Contudo a descentralização para a realização do Aconselhamento em DST/ HIV e a realização do teste rápido para HIV e Sífilis na Atenção Básica se faz necessário. 4
  • 5. Introdução De acordo com o estudo de desempenho de diversas marcas de testes rápidos, discussão com diversos segmentos da comunidade científica e instituições regulamentais, foi possível validar um algoritmo para o diagnóstico da infecção pelo HIV, utilizando testes rápidos. Com base nestas especificidades discutidas em segmentos fundamentais da sociedade, foi publicada a portaria no 34/SVS/MS de 29/07/2005, que regulamentava o uso dos testes rápidos como diagnóstico da infecção pelo HIV. Em virtude desta publicação, o Ministério da Saúde promoveu inicialmente a implantação em locais de difícil acesso, uma vez que estas regiões não dispunham de uma rede de serviços de saúde (inclusive laboratórios) que permitia o atendimento eficiente e integral da demanda existente, dificultando, com isso, a assistência à saúde da população. A partir da experiência em regiões de difícil acesso foi possível observar o desempenho dos profissionais de saúde capacitados, conforme o programa de treinamento do Ministério da Saúde, em realizar a metodologia diagnóstica. O bom desempenho destes profissionais fez com que o Ministério da Saúde implantasse o diagnóstico da infecção pelo HIV - utilizando testes rápidos, nas maternidades, inicialmente nas regiões norte e nordeste. Uma vez que esta estratégia promove a melhoria da assistência nestes serviços de saúde, proporcionando as gestantes um acompanhamento especializado. As parturientes hoje podem contar com esta metodologia que garante o diagnóstico para que medidas de prevenção da transmissão vertical sejam tomadas, como a administração de medicamentos e suspensão definitiva do aleitamento. Com a implantação dessa estratégia alternativa e pioneira para implementação do acesso ao diagnóstico da infecção pelo HIV, o Ministério da Saúde vem, mais uma vez cumprir os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde: equidade e integralidade da assistência, bem como da universalidade de acesso aos serviços de saúde. É importante ressaltar que cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com os estados e municípios, a implantação dos testes rápidos nos serviços de saúde de acordo com um cronograma de implantação a ser definido conjuntamente. Além disso, são de responsabilidade desse órgão governamental a aquisição e distribuição dos insumos. A partir da avaliação da implantação do teste rápido diagnóstico o Ministério da Saúde publicou em 14/10/2010 a portaria nº151/SVS/MS modificando o diagnóstico sorológico do HIV, tanto na fase laboratorial quanto na testagem rápida. Os profissionais de saúde aptos a realizarem os testes rápidos como diagnóstico da infecção pelo HIV deverão ser capacitados exclusivamente por multiplicadores treinados para a replicação da técnica. Cabe ressaltar que o programa de capacitação deverá ser definido pelo Ministério da Saúde em parceria com Programas Estaduais. Com a análise dos resultados da utilização dos testes rápidos quanto a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV, o Ministério da Saúde esta iniciando a implantação dos testes rápidos nos serviços da Atenção Básica e também a oferta de testes rápidos para outros agravos, como sífilis e Hepatites B e C. A introdução dos testes rápidos para Sífilis e Hepatites B e C estão acontecendo de forma gradual, pois há a necessidade de capacitação de profissionais nas metodologias e também preparação do serviço para implantar esses insumos e atender adequadamente o paciente quanto ao acolhimento, aconselhamento, testagem, encaminhamento e acompanhamento. 5
  • 6. Os testes rápidos para Sífilis, assim como os testes rápidos para Hepatites B e C, são utilizados como triagem sorológica, ou seja, há necessidade de exames laboratoriais complementares para a finalização do diagnóstico. Uma nova indicação dos testes rápidos para HIV e Sífilis esta no âmbito da Rede Cegonha, no qual os testes serão implantados na atenção pré natal das gestantes, na primeira consulta, e seus parceiros, caso a gestante obtenha resultado reagente em algum dos testes rápidos ofertados. Na Rede Cegonha, os testes rápidos para HIV e sífilis serão implantados de acordo com o cronograma de adesão dos municípios à Rede Cegonha. Após adesão, os profissionais da Atenção Básica deverão ser capacitados para execução dos testes, com aconselhamento, e os cuidados necessários após testagem. Outras informações sobre o processo de implantação e processos de trabalho serão detalhadas nesse material e nos materiais de apoio. Este material tem por objetivo auxiliar os profissionais de saúde que estão sendo capacitados, para que os oriente na implantação dessas estratégias, abordando aspectos inerentes à realização dos testes, a garantia da qualidade, a realização do aconselhamento pré e pós-teste e treinamento de equipes de saúde. 6
  • 7. 7 Matriz pedagógica do Curso Sujeitos da Aprendizagem Profissionais de saúde de nível superior que atuam no Sistema único de Saúde na realização de teste rápido para HIV e Sífilis e Aconselhamento em DST/Aids. Competências Incorporar testagem rápida com acolhimento e aconselhamento das mulheres gestantes e suas parcerias sexuais em caso de resultado reagente na primeira consulta do pré-natal, instrumentalizando-as quanto aos seus direitos, decisões e possíveis impactos na sua saúde sexual e saúde reprodutiva, garantindo respeito, sigilo e confidencialidade. Objetivos do curso Geral · Formar multiplicadores para a implementação do diagnostico do HIV e triagem da sífilis utilizando metodologia rápida e aconselhamento no âmbito da Rede Cegonha. Específicos · Desenvolver competências profissionais para que o multiplicador possa incorporar testagem rápida com acolhimento e aconselhamento das mulheres, instrumentalizando-as quanto aos seus direitos, decisões e possíveis impactos na saúde sexual e saúde reprodutiva, garantindo respeito, sigilo e confidencialidade; · Capacitar os multiplicadores em princípios e estratégias didático-pedagógicas para qualificação técnica das equipes de atenção básica em testagem rápida; · Fomentar a melhoria do acesso e da qualidade na Atenção Básica no âmbito da Rede Cegonha. Metodologias essenciais para o curso · Exposição dialogada · Metodologia de resolução de problemas · Metodologias ativas Avaliação da Aprendizagem · Formadora: Avaliação realizada no decorrer do desenvolvimento do curso · Final: Com finalidade de melhoria do curso Carga horária: 32 horas Unidades Unidade 1: HIV e Sífilis Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis Unidade 4: Organização do Serviço e Continuidade na Assistência Unidade 5: Estratégia Pedagógica
  • 8. Unidade 1: HIV e Sífilis 8 Carga horária: 3 horas Objetivos: Saber-fazer Saber-saber Contribuir na execução das atividades de testagem e aconselhamento História Natural do HIV e da Sífilis Conceito de Janela imunológica e sua importância no diagnostico Métodos de diagnostico, quais e quando usa-los. Abordagem de parcerias Contribuir para adoção de práticas que garantam a qualidade do teste realizado Conceito de especificidade e sensibilidade dos métodos diagnósticos Metodologias de controle de qualidade externo e interno Normas e práticas de biossegurança Contribuir na realização do aconselhamento Janela Imunológica Transmissão do HIV e Sífilis Prevenção do HIV e Sífilis Metodologias de prevenção Abordagem de parcerias
  • 9. Unidade 2: Acolhimento e Aconselhamento 9 Carga horária:8 horas Competências Dimensão Acolhimento: · Acolher a mulher criando um ambiente de confiança e respeito com os profissionais da equipe de Atenção Básica, responsabilizando-se pela integralidade do cuidado, favorecendo o vínculo e a avaliação de vulnerabilidade, garantindo atenção resolutiva e articulação com os outros serviços de saúde para a continuidade da assistência (referência e contra-referência). Dimensão Aconselhamento: · Aconselhar a mulher e suas parcerias sexuais levando em conta suas expectativas, avaliação de riscos e vulnerabilidades em DST, orientando-a e apoiando-a nas decisões a partir dos resultados dos testes rápidos. Saber-fazer Saber-saber Escuta qualificada para identificação das necessidades Conceitos de acolhimento e a sua importância no processo de criação de vínculo com o serviço; Identificação de necessidades da usuária com base em questões chaves; Dar encaminhamento resolutivo, inclusive, Articulando com outros pontos de atenção Ações e finalidade de encaminhamento Criar ambiente propício para confiança e diálogo de forma a criar vínculos e adesão ao serviço Estratégia para a criação de ambientes e formas de comunicação Apoiar emocionalmente a mulher no processo de testagem Impactos psicossociais da gravidez, da infecção do HIV e outras DST Alterações emocionais e sentimentos Instrumentalizar a mulher com informações que contribuem em suas decisões Direitos, Saúde sexual e reprodutiva Janela imunológica Especificidades do HIV e da Sífilis Prevenção da TV, HIV e Sífilis Metodologias de prevenção Abordagem de parcerias Metodologia dos testes rápidos Contribuir para Avaliação de risco e vulnerabilidade Conceito de risco e vulnerabilidade,
  • 10. Práticas sexuais e uso de drogas associados ao risco do HIV, sífilis e gravidez, Comunicar resultado Aspectos essenciais dos resultados positivo e negativo 10 Contribuir para adoção de práticas de cuidado e de prevenção Gerenciamento de risco Uso correto dos insumos de prevenção (preservativo masculino e feminino, gel lubrificante e equipamento para uso de drogas) Aspectos da Vulnerabilidade de gênero e violência sexual Planejamento reprodutivo em caso de resultado positivo ou negativo
  • 11. Unidade 3: Teste Rápido para HIV e Sífilis 11 Carga horária: 8 horas Competências Realizar a triagem da sífilis, e o diagnóstico do HIV, utilizando a metodologia rápida, emitir laudos e dar continuidade à assistência. Saber-fazer Saber-saber Compreender a metodologia dos testes rápidos para HIV e Sífilis Noções de imunocromatografia Noções sobre reação antígeno e anticorpo Coletar amostra Noções de biossegurança Técnica de coleta de amostra de sangue (punção digital); Executar o teste Política de utilização dos testes rápidos na Rede Cegonha Conceito e metodologia dos testes rápidos; Procedimentos de execução dos testes rápidos HIV e Sífilis Interpretar o resultado Critérios de interpretação Registrar o resultado Procedimentos de registro Finalidades do registro Emitir o laudo Componentes de um laudo Finalidades do laudo Responsabilidade pela emissão Sistema de Qualidade e Biossegurança Metodologias de controle de qualidade externo e interno Normas e práticas de biossegurança Responsabilidade pela segurança individual e pelo resultado emitido Tecnovigilância Conhecer os objetivos e importância das práticas de tecnovigilância Fluxo de notificação de queixas técnicas (QT) para o fabricante e para ANVISA. Responsabilidade sobre a qualidade/segurança do teste realizado
  • 12. Unidade 4: Reorganização do Serviço e Continuidade na Assistência 12 Carga horária: 4 horas Competências: Reorganizar o trabalho de modo a incorporar a execução dos testes rápidos na rotina da equipe de Atenção Básica, e adotar documentação para garantir o registro de todas as etapas do processo. Saber-fazer Saber-saber Preparar documentos e formulários para registro de dados Tipos de formulários e suas finalidades 1 – Planilha para solicitação de testes (entrada e saída) 2-Ficha de controle de estoque 3-Relatório de não conformidades 4-Controle de rubricas 5-Folha de trabalho de realização dos TR( Teste Rápido) 6-Ficha de atendimento resumida do Fique Sabendo 7-Relatório controle de temperatura de ambiente 8-Relatório controle de temperatura de geladeira 9-POP( Procedimento Operacional Padrão) de processo de TR nos serviço Gerenciar insumo Regras de controle, armazenamento e solicitação de insumos. Verificar infra-estrutura Materiais, espaço e recursos humanos necessários para organização de serviço. Definir fluxo e atribuições Responsabilidades, passos e interrelações pessoais Identificar e caracterizar a rede de atenção à saúde Redes de atenção à saúde Encaminhar e acompanhar a gestante no processo assistencial Identificação da rede cuidado para gestante com Sífilis e HIV e suas parcerias sexuais positivas.
  • 13. Unidade 5: Estratégia Pedagógica 13 Carga horária: 04 horas Objetivos: · Refletir acerca da estratégia pedagógica utilizada no curso · Contextualizar o processo de ensino aprendizagem na perspectiva da aprendizagem significativa · Discutir o planejamento e desenvolvimento do processo educativo a partir dos princípios de intencionalidade, reciprocidade, significado e transcendência · Conhecer a base normativa e conceitual que estrutura a organização dos processos de gestão da educação na saúde – Educação Permanente em Saúde (EPS). Saber – fazer Saber - saber Planejar e desenvolver um processo educativo na perspectiva da aprendizagem significativa, utilizando a metodologia da problematização Conceito de competência a partir da construção dos saberes: saber fazer, saber saber, saber ser. Aprendizagem significativa Metodologia da Problematização - representação, teorização e síntese. Conceitos de intencionalidade, reciprocidade, significado e transcendência no processo ensino-aprendizagem. Base normativa e conceitual da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (EPS)
  • 14. Programação do evento 14 PRIMEIRO DIA Tempo Participante Facilitador 8:30 Participe da atividade de abertura, justificativas e objetivos da capacitação 8:45 Participe da apresentação sobre contextualização da Rede Cegonha, a etapa de formação dos multiplicadores, estrutura e metodologia da capacitação Pactue com a turma as regras de convivência durante a capacitação Coordene a apresentação e esclarecimento de dúvidas sobre a contextualização da Rede Cegonha e a etapa de formação dos multiplicadores Estabeleça em plenária o acordo de convivência quanto a horários, pontualidade, participação, respeito à fala do outro, uso de telefones celulares, e frequênciaintegral como pré-requisito para o recebimento de certificado, dentre outros. 9:30 Participe da dinâmica de apresentação Coordene a dinâmica de apresentação do grupo em plenária solicitando que os participantes se agrupem a partir de características como: · Estado/Município (de onde viemos?) · Categoria profissional (quem somos?) · Experiência em aconselhamento · Experiência com o Teste Rápido · Já se testou para o HIV? · Você convive com uma pessoa portadora do HIV? · Você conhece alguém que sofreu violência por ser homossexual? · Você convive com alguém dependente de drogas? (caso esta atividade não seja retomada na parte da tarde com acréscimo de perguntas, incluir, no momento da manhã questões como: Você utiliza preservativo em todas as suas relações sexuais? Você usou preservativo na sua última relação sexual? Você já usou preservativo feminino? Você já utilizou gel lubrificante numa relação sexual?) (Anexo I) Perceba se as perguntas propiciaram um conhecimento e integração mínimos entre os
  • 15. 15 participantes e deixe o grupo à vontade para comentários. Ao retornarem a seus assentos solicite que cada um escreva em uma folha de papel em branco uma palavra sobre o que pensa a respeito da Aids. Recolha os escritos para ser usado em atividade posterior. 10:00 Participe da exposição dialogada sobre os agravos HIV e Sífilis Coordene a aula expositiva sobre os agravos, ressalte os pontos mais importantes de cada um deles: · Historia natural (fasesclinicas) · Transmissão · Período de incubação · Sinais e sintomas (gerais) · Diagnósticosorológico · Janelaimunológica · Virulência Almoço – 12:30 AS 14:00 14:00 Participe da discussão em plenária sobre as representações sociais do grupo a respeito da Aids Sintetize os registros sobre o que o grupo escreveu a respeito da AIDS no flipchart agrupando sentimentos e percepções mais negativas e as positivas. Aponte os aspectos que diferenciam esta doença das outras (preconceito e estigma, diversidade sexual, uso de drogas e outros) e como o tratamento e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS são consideradas atualmente e os desafios que ainda enfrentamos. 14:30 Participe da dinâmica de sensibilização para a prática de aconselhamento. Coordene a atividade de sensibilização para a prática do aconselhamento, São três opções para este momento:: Características (continuidade da dinâmica da manhã), Dinâmica da Festa ou a de Concordo/Discordo (Anexo II) Ao final da atividade solicite que os participantes em plenária comentem sobre como se sentiram e que aspectos relacionam com sua prática de atendimento. Coordene a discussão. 15h Participe das atividades em subgrupos: 1) Exemplifique situações de vulnerabilidade nas dimensões: individual, social Solicite que os participantes se dividam em 4 subgrupos. 1) Oriente para que cada grupo discuta sobre aspectos individuais, sociais e institucionais que contribuem para que os indivíduos se infectem
  • 16. 16 e institucional 2) Após concluir a síntese das vulnerabilidades construir os conceitos de acolhimento e aconselhamento pelo HIV e sífilis, a partir de situações do cotidiano, circunstâncias e diferentes contextos de vida. Solicite a sistematização das discussões com uma síntese organizada no flipchart. 2) Orientar os subgrupos para a construção dos conceitos de acolhimento e aconselhamento a partir do conhecimento de cada participante do grupo. Solicite o registro no flipchart para apresentação e discussão em plenária no dia seguinte. (Anexo III) 15 min Intervalo 17:00 Participe da atividade de apresentação em plenária da síntese das discussões sobre situações de vulnerabilidade. Participe da leitura coletiva e discussão da parte dos conceitos sobre vulnerabilidade constantes do texto: “Principais vulnerabilidades e riscos para a infecção pelo HIV”. Coordene a plenária solicitando aos grupos a apresentação dos resultados da discussão. Organize o debate geral, pontuando aspectos que não foram explorados (gênero, uso de drogas, hierarquia de riscos nas práticas sexuais) Coordene a leitura coletiva da parte do conceito de vulnerabilidade constante do texto: “Principais vulnerabilidades e riscos para infecção pelo HIV” (Anexo IV) Destaque o aspecto da vulnerabilidade individual como a área principal de atuação do aconselhamento pré e pós-teste. 18:00 Encerramento do dia SEGUNDO DIA 8:30 Participe da exposição dialogada sobre os testes rápidos Aborde noções básicas sobre os testes rápidos: a) O que são? b) Qual a finalidade? c) Quando podem ser usados? d) Normas técnicas e) Procedimento de execução, interpretação de resultados e emissão de laudos e)Biossegurança e tecnovigilância f) Controle de Qualidade Discuta o passo-a-passo do processo de execução dos testes e da garantia de qualidade Reforce os critérios de segurança durante a execução, principalmente quanto a obediência ao protocolo (bula) de cada teste, respeitando
  • 17. 17 volumes, tempo de incubação e leitura, lotes, validades, etc Discuta os resultados esperados e o que fazer no caso de resultado duvidoso. 10:30 Intervalo 10h45 Continuação da exposição dialogada Continuação da exposição dialogada Almoço 12:30 as 14:00 14:00* *Caso haja tempo no período da manhã, esta fala deverá ser antecipada. Participe da exposição dialogada sobre linha de cuidado Aborde informações: a) Protocolo de testagem para HIV e Sífilis durante o pré-natal, parto e pós parto; b) Cuidados e tratamentos c) Serviços de referência para acompanhamento 14:45 Participe da atividade sobre o acolhimento e aconselhamento Participe da apresentação dos conceitos de acolhimento e aconselhamento formulados no subgrupo Participe de atividade de sistematização sobre acolhimento e aconselhamento Coordene a atividade em plenária sobre apresentação dos conceitos de acolhimento e aconselhamento discutidas nos subgrupos Considerar na discussão as principais características que diferenciam o acolhimento do aconselhamento Para sistematizar o conhecimento dos conceitos de ACO e ACS: Opção 1: solicite o retorno aos subgrupos, apresente o caso da gestante Anexo VI e solicite que o grupo faça o atendimento do caso considerando os conhecimentos aprendidos sobre acolhimento e aconselhamento Em plenária reserve alguns minutos para comentários e esclarecimentos de dúvidas Opção 2: Separe duas folhas em branco do flipchart, uma com a palavra acolhimento e a outra com a palavra aconselhamento e disponibilize para os participantes targetas sobre as características de acolhimento e aconselhamento constantes do quadro demonstrativo * e solicite que encaixem nas folhas em branco. Observe os erros e acertos e coordene discussão final esclarecendo dúvidas que ainda forem necessárias
  • 18. Assista ao vídeo sobre “Anjos da Asa Quebrada” 18 Apresente o vídeo “Anjos da Asa Quebrada” e permita comentários se alguém o desejar. 16h15 Intervalo 16h30 Participe de atividade do aconselhamento pré-teste Participe da discussão em plenária comentando sobre como vivenciou a dinâmica. Coordene a dinâmica do carrossel (Anexo VI) . Solicite 5 vezes a mudança de lugar, altere a posição de profissional para usuário e de usuário para profissional sem mudar de cadeira e solicite mais 5 vezes a rodada de lugar . Coordene a discussão final, destacando aspectos da relação profissional-usuário, acolhimento, avaliação de risco, conteúdos sobre o teste, janela imunológica, possíveis resultados, sentimentos aflorados, orientação preventiva, aspectos éticos e legais. 18h Encerramento do 2° dia TERCEIRO DIA 09:00 Grupo 1 Participe de atividade sobre o aconselhamento pós-teste: entrega de resultado e orientação preventiva Prepare, em subgrupos, uma dramatização de no máximo 10 min do aconselhamento pós-teste, considerando a utilização do teste rápido para diagnóstico do HIV, a ficha de atendimento, entrega do laudo diagnóstico e orientação preventiva. Apresente a dramatização e participe da discussão. Divida o grupo em 3 subgrupos e oriente a definição de um caso de gestante para dramatização do momento do aconselhamento preenchendo a ficha de atendimento entregue previamente. Atenção:oriente um dos casos a dramatizar o pré e pós teste. Informe a cada subgrupo sobre qual resultado do teste para cada caso, sendo que, um subgrupo deverá dramatizar um caso com resultado reagente para sífilis, um segundo não reagente para HIV e um terceiro dramatize um resultado reagente para HIV. Os resultados para cada subgrupo podem ser conhecidos e informados no momento da dramatização Coordene a dramatização, aquecendo a dupla, identificando as características principais do usuário e do profissional . Após a dramatização, coordene os comentários, iniciando pelos participantes observadores, os protagonistas da cena e por último comentários adicionais sobre conteúdos importantes e que faltaram na comunicação de resultado, orientação preventiva e encaminhamento dos casos
  • 19. 19 positivos. Obs: Se houver dificuldade de algum grupo definir uma situação sugira algum caso constante do Anexo VII 15 min INTERVALO 10:30 Participe de atividade de sistematização sobre o processo de aconselhamento em DST/Aids Apresentação em Power Point sobre Diretrizes Nacionais sobre o Aconselhamento em DST/Aids Sugira como leitura complementar o texto PDF Aconselhamento em DST/AIDS 12:00 ALMOÇO 14:00 Grupo 2 Repete a sequência de atividades do grupo 1 Participe do processo de execução dos testes rápidos Separe todos os insumos necessários para a realização dos testes. Preencha folha de trabalho com as informações dos kits utilizados e identificação do paciente. Você encontra a folha de trabalho no CD de apoio. Pratique o manuseio da pipeta que acompanha o kit. Realize a técnica de punção digital. Apresentar as informações sobre biossegurança e fornecer os EPIs. Fazer demonstração dos componentes dos kits. Orientar sobre preenchimento da folha de trabalho. Demonstrar a execução dos testes com amostra venosa reagente e não reagente. Interpretação dos resultados reagentes e não reagentes. Demonstrar modelos de laudos reagente e não reagente para HIV e Sífilis.
  • 20. Execute os testes conforme instruções do fabricante. Realize a leitura, interpretação e transcrição dos resultados na folha de trabalho. 20 Realize emissão de laudo. QUARTO DIA 8h00 – 8h45 Participe da exposição dialogada sobre a organização dos serviços e da apresentação dos documentos necessários para implantação do teste rápido diagnóstico do HIV e triagem de sífilis nas UBS Apresentar as dimensões de organização de serviços para a implantação do teste rápido diagnóstico do HIV e triagem de sífilis nas UBS. (Referencia: texto Reorganização dos Serviços) Apresentar documentos e registros (como exemplos): 1–Planilha para solicitação de testes (entrada e saída) 2-Fichas de controle de estoque 3-Relatório de não conformidades 4-Controle de rubricas 5-Folha de trabalho de realização dos TR 6-Ficha de atendimento resumida do Fique Sabendo 7-Relatório controle de temperatura de ambiente 8-Relatório controle de temperatura de geladeira 9-POP de processo de TR nos serviço 8h45 – 9h15 Participe da atividade em grupo sobre implantação dos testes rápidos nosServiços Solicite que os participantes se dividam por Estado. Oriente para que cada grupo aponte as dificuldades no processo de implantação dos testes e defina articulações e soluções possíveis. Os participantes devem refletir sobre a organização do Serviço e sobre as estratégias para a implantação do TR de HIV e Sífilis nos serviços. Questões que poderão subsidiar as discussões em grupo: Quais são os passos para a implantação do TRD HIV e triagem de sifilis na UBS? Que ações são necessárias? Quem é o responsável por cada uma delas? Em que prazo? Qual a estrutura e insumos necessários? Estimule que os grupos reflitam sobre os fluxos de trabalho e sobre como a testagem rápida será incorporada em sua rotina. Solicite que os grupos sistematizem o que foi discutido na planilha (anexa).
  • 21. 15 min de intervalo 9h15 Apresente a sistematização das 21 discussões em grupo. Sorteie 2 grupos que possam apresentar a sistematização das discussões. No Flipshart, escreva as dificuldadesque foram levantados na discussão do grupo, apontando articulações e soluções possíveis. Após as apresentações, sugira que os demais grupos incluam ou questionem o que foi apresentado. Estimule as participações com outras questões que possam enriquecer o debate. O importante, nesse momento é debater com a plenária. Reforce a importância de pensar estratégias a partir de contextos reais e possibilidades concretas. Intervalo as 10h 10:15 Em plenária, participar da apresentação da Unidade Pedagógica de modo a: a) Retomar as discussões desenvolvidas nas Unidades Técnicas e relacioná-las com o conceito de competência; b) Associar a ideia de competência ao saber-saber (conhecimento), saber-fazer (habilidades) e saber-ser (valores e postura), buscando visualizar a competência descrita para o curso de execução do TR para HIV e Sífilis. Estimular os participantes a retomar as discussões das unidades técnicas, levando o grupo a incrementar o conceito de competência construído no início do curso: a) O entendimento sobre competência mudou ao longo do curso? Por quê? Como você percebe a articulação dos saberes na elaboração da competência? b) Exemplifique uma competência e seus saberes para o desenvolvimento de uma atividade em saúde. Individualmente ou aos pares, refletir acerca do processo de ensino aprendizagem proposto na capacitação, buscando identificar: a) quais os momentos em que há discussão de conhecimentos prévios, experiências, práticas a respeito do tema proposto? Qual a percepção acerca desse espaço de discussão? b) quais são os momentos em que você pôde ampliar suas perspectivas de análise e resolução do problema? Houve Conduzir análise na plenária acerca do processo ensino aprendizagem vivenciado. A estratégia para disparar essa discussão pode partir: a) da análise da dramatização de avaliação, quando ela trouxer uma atividade pedagógica individual ou coletiva, ou b) da análise da própria sequência de atividades vivenciada durante o curso (que é a sugestão descrita na comanda para os participantes), ou c) da discussão de uma breve dramatização acerca de ação educativa conduzida pelos
  • 22. síntese de ideias? profissionais no ambiente de trabalho 22 Discutir alguns elementos que perpassam a prática educativa: a) intencionalidade (quais são objetivos do educador ao apresentar o conceito escolhido? qual é a competência, o saber que se deseja desenvolver?); b) reciprocidade (que estratégias serão usadas para promover nas pessoas a reciprocidade com relação ao conceito? de que modo estabelecer vínculo, co-responsabilizando, implicando o sujeito que aprende?); c) significado (que aspectos do conceito devem ser enfatizados para torna-lo significativo para as pessoas? qual sentido o aprendizado produz? ); d) transcendência (para quais outros aspectos da vida profissional ou pessoal esse conceito pode ser aplicado?). 13hs30min Participar da avaliação da Unidade Pedagógica Encerramento do Evento 14horas
  • 24. Anexo I - Dinâmica de sensibilização para a prática de aconselhamento Objetivo: Propiciar que o grupo vivencie alguns aspectos do aconselhamento respondendo coletivamente a perguntas relacionadas com a prática do aconselhamento e seu contexto no serviço. Tempo: aproximadamente uma hora Infraestrutura necessária: ambiente amplo (suficiente para o grupo mover-se em pé) com 24 cadeiras móveis. Atividade: Solicite que o grupo ocupe o espaço destinado a atividade. Todos ficarão em pé. Para que o grupo entenda a dinâmica faça a primeira pergunta a título de aquecimento. Solicite por exemplo que se dividam na sala segundo estado de residência. Os grupos devem estar bem definidos na sala com fronteiras fáceis de serem identificadas. Deixe que as pessoas de um mesmo estado e de pois município se encontrem espontaneamente sem sua ajuda. Nas perguntas seguintes, proponha que as pessoas se dividam de acordo com características como: categoria profissional, experiência em aconselhamento, experiência com o TR, se já se testou para o HIV e outras. O facilitador deve coibir a interferência do grupo, caso ocorra algum tipo de comentário que possa constranger os demais integrantes, interferindo em seu posicionamento, principalmente entre os colegas do mesmo município. Apontar o respeito, a aceitação, o acolhimento, o respeito à diversidade como posturas necessárias na brincadeira, aproveitando para fazer a correlação com a prática do aconselhamento. Perguntas norteadoras: que terá como objetivo a apresentação e integração dos participantes Estado/Município de origem Observar que municípios ou serviços estão menos ou mais representados. Pessoas que vêm sozinhas, representando seu município ou serviço vivenciarão maior dificuldade na implantação do TRD HIV. Categoria profissional Em geral os grupos têm uma maioria de enfermeiros. Esta categoria tem se mostrado muito aberta à implantação do TRD HIV e sífilis e é ela quem mais realiza o TRD HIV na maior parte dos estados. Descontrair o grupo apontando características das categorias profissionais representadas como facilitadoras ou desafios na prática do aconselhamento. Lembrar que o destaque de características é apenas um recurso para refletir e as características são generalizantes e caricaturais. Exemplo: biomédicos, bioquímicos, biólogos costumam trabalhar com amostras biológicas e tem pouco ou nenhum contato com pacientes. Enfermeiros “adoram” protocolos e rotinas pré-estabelecidas. Psicólogos tendem a valorizar todo tipo de demanda e perdem o foco do trabalho em DST/AIDS. Experiência na realização do aconselhamento em DST/AIDS Aproveite para contratar com o grupo o apoio dos mais experientes no desenrolar das atividades futuras e faça um combinado com os menos experientes que aproveitem ao máximo o tempo destinado às discussões de aconselhamento para tirarem dúvidas e proporem questões sem inibição. Experiência na realização do TR
  • 25. Você já fez teste anti-HIV? Depois que o grupo se separar em sim e não, perguntar se aqueles que fizeram o teste foi por terem vivenciado alguma uma situação de risco. Neste momento alguns se deslocam para o grupo do não. Relacionar a relação entre viver situação de risco e decidir se testar por conta dela... uma longa distância. Você convive ou conviveu com uma pessoa portadora do HIV? - Considerar parentes, amigos, vizinhos, conhecidos – “paciente do serviço não vale”. Na sala separar quem conhece, dos que não conhecem. Na sequência, pode-se separar aqueles que já perderam alguém com HIV/AIDS e refletir sobre a interferência ou não, na prática do aconselhamento da vivência da perda e proximidade de alguém que vive com HIV. Você conhece ou conheceu alguém que sofreu violência por ser homossexual? Considerar parentes, amigos, vizinhos, conhecidos – “paciente do serviço não vale”. Depois que o grupo se separar em sim e não, voltar-se para o grupo do não e complementar: “e se eu disser que a vivência de discriminação também é uma violência alguém muda de grupo?” Aproveitar a oportunidade para refletir que muitos participantes não incluem a discriminação na categoria de violência e que a maioria identifica apenas a violência física como determinante para posicionar-se na sala. Relacionar esses aspectos com a prática de aconselhamento. Será fácil aos usuários expressarem que não são heterossexuais? A importância do não julgamento e acolhimento da diversidade. Facilitador: Observe se as perguntas propiciaram descontração, conhecimento e integração mínimos entre os participantes. 25
  • 26. 26 Anexo II : Opção 1 Dinâmica da festa Objetivo: Sensibilizar para o risco de exposição sexual ao HIV e às demais DST Descrição da atividade: Entregar para cada um dos participantes uma folha em branco com apenas uma figura já desenhada pelo facilitador. Para cada grupo de 10 participantes, o facilitador deve desenhar a seguinte sequencia: · Triangulo: Sifilis · Retângulo: Gonorreia · “X”: HIV · “X” circulado: HIV com preservativo · Triângulo circulado: Sífilis com preservativo · Estrela: sadio · Estrela circulado: sadio com preservativo · Quadrado: Hepatites B e C Repeti-la conforme o numero de participantes O facilitador coloca uma musica e os participantes devem andar ou dançar pela sala. Num determinado momento, o facilitador para a musica e solicita aos participantes que parem e copiem o desenho e os n0mes dos colegas que estiverem mais próximos.Esse processo deverá ser repetido 2 ou 3 vezes. Encerrada a atividade, o facilitador pergunta ao grupo qual o suposto significado das figuras, antes de revela-los (circulo = pessoa sadia; quadrado = portador de DST; triangulo = portador de HIV; figura com “ponto no meio” = uso de preservativo). Facilita a discussão, estando atento aos seguintes pontos: · Avaliação do grau de risco a que se expuseram · É possível prever quem é ou quem não é portador de DST ou do HIV? · Quais fatores poderiam aumentar ou diminuir as vulnerabilidades dos contatos. · Sentimentos envolvidos após a revelação da exposição aos riscos. Material: aparelho de som, caneta ou lápis, “Cartão de contatos” Tempo: 30 minutos Opcão 2 Dinâmica do concordo/discordo Objetivo: refletir sobre a construção sociocultural dos preconceitos, mitos e tabus Descrição da atividade O facilitador mostra que na sala estão afixados dois cartazes. “Confortável/ concordo” e “desconfortável/ discordo”, e informa que o grupo que fará a leitura de uma série de frases que serão discutidos. Pede às pessoas que se posicionem, livremente, junto ao cartaz que melhor expresse seu sentimento em relação ao que for lido e que observem o que acontece com os outros e consigo mesmo. Não existe posicionamento intermediário. O facilitador só passa à leitura da frase seguinte depois que todos estiverem posicionados e tiver registrado o numero de pessoas que permaneceram em cada um dos lados. Encerrado o exercício, a experiência é compartilhada com o grupo e o facilitador media a discussão, estando atento aos seguintes pontos: · Contradições entre a norma social e a prática de vida · As regras sociais e culturais são variadas e determinadas em cada situação
  • 27. · As regras sociais e culturais têm força coercitiva, mas não são imutáveis · A importância de termos clareza sobre as nossas posições e sentimentos frente aos 27 preconceitos, mitos e tabus · Observar que existem experiências humanas sobre as quais há muita polêmica e pouco consenso Material: dois cartazes, um com a palavra “confortável/concordo” e outro com “desconfortável/discordo”, fita adesiva e lista de frases. Tempo: 50 a 60 minutos Sugestões de frases · A maioria das mulheres não se protege da aids porque o uso da camisinha depende do homem · As relações extraconjugais são aceitáveis para ambas as partes desde que não ameacem a relação · A masturbação faz bem à saúde · A aids nada mais é que uma punição por um comportamento irresponsável · Uma pessoa pode estar apaixonada por duas pessoas ao mesmo tempo · As relações homossexuais não são normais · A virgindade é um fator importante para o êxito do casamento · Meu parceiro (minha parceira) está envolvido(a) com outra pessoa · Todo HIV positivo tem alguma culpa por sua infecção · A mulher tem menos necessidades sexuais do que o homem · As pessoas portadoras de HIV que continuam a ter relações sexuais sem proteção deveriam ser presas · Toda pessoa que usa uma droga “leve” acaba usando uma droga “pesada” · Nos dias de hoje, é uma irresponsabilidade ter relações sexuais sem camisinha · Minha filha arrumou uma namorada · As pessoas que usam camisinha para se proteger do HIV são estimuladas a ter um comportamento promíscuo · Eu só me casaria com quem já tivesse tido relações sexuais
  • 28. Anexo III - Atividade sobre conceito de vulnerabilidade Solicite que os participantes se dividam em 4 subgrupos. Parte 1- Oriente para que cada grupo discuta sobre aspectos individuais, sociais e institucionais que contribuem para que os indivíduos se infectem pelo HIV e sífilis, sistematizando exemplos no flip chart, bem como, levantando questões de como avaliar as diferentes vulnerabilidades para apresentação em plenária. Coordene a plenária solicitando aos grupos a apresentação dos resultados da discussão em subgrupo. Organize o debate geral. Explore aspectos relacionados às questões de gênero que aumentam a vulnerabilidade da mulher, desigualdade, hierarquia de riscos relacionada as práticas sexuais e diferentes formas de uso de drogas . 28
  • 29. Anexo IV – Leitura do Texto “Principais vulnerabilidades e riscos para a infecção pelo HIV” Coordene a leitura coletiva da parte do texto sobre o conceito de vulnerabilidade e retome os exemplos apresentados pelo grupo na atividade anterior para auxiliar na apropriação dos conteúdos. Destaque o aspecto da vulnerabilidade individual como a área principal de atuação do aconselhamento pré e pós-teste. 29
  • 30. Anexo V – Atividade sobre conceitos de acolhimento e aconselhamento Parte 2 - Solicite que os subgrupos discutam o que sabem e construam os conceitos de acolhimento e aconselhamento, registrem no flip chart para serem apresentados em plenária Coordene a apresentação em plenária sobre os conceitos de acolhimento e aconselhamento. Circule em vermelho as palavras chaves dos conceitos apresentados e aponte características que coincidiram entre os grupos. Sistematizacão dos conceitos de acolhimento e aconselhamento 30
  • 31. 31 Anexo VI - Opção 1 Separe 2 folhas do flip chart, uma para acolhimento e outra para aconselhamento . Disponibilize as targetas recortadas previamente sobre as características do ACO e ACS constantes do Quadro Demonstrativo e solicite que os participantes disponham os conteúdos recortados com as características dos dois conceitos nas folhas em branco relacionando o que se refere ao acolhimento ou ao aconselhamento. Considerar na discussão em plenária aspectos do aconselhamento nas suas dimensões éticas, objetivos e componentes. Anexo VI - Opção 2 Apresentação de um caso de gestante e identificação no atendimento dos aspectos do acolhimento e aconselhamento DISCUSSÃO DE CASO - GESTANTE CARACTERISTICAS DO USUÁRIO CARACTERISTICAS DO CONTEXTO Gestante, 28 anos, chega com atraso menstrual de 2 meses para consulta ginecológica. Realizado TR de gravidez com resultado positivo. Possui parceiro fixo há 8 anos. Nos últimos 10 meses teve dois parceiros sexuais ocasionais. Não costuma usar preservativo. Nunca fez teste de HIV, nem de sífilis, embora tenha tido 2 abortos anteriores. Relata história de corrimento vaginal recorrente. Parceiro fixo é usuário crônico de álcool. UBS tradicional com 1 clinico, 2 pediatras, 2 ginecologistas, 3 enfermeiras, 5 auxiliares de enfermagem, 1 dentista e 3 recepcionistas. Funciona das 7 as 19 hs. Realiza coleta de materiais biológicos todos os dias das 7 as 8 hs. O serviço já implantou a ação de acolhimento e também executa a atividade de aconselhamento quando ela se faz necessária. EXERCÍCIO: 1) Estruture e detalhe (em passos), todo o atendimento a ser oferecido pelo serviço a este usuário específico, isto é, indique tudo (cada ação) que o serviço e os profissionais desenvolverão para BEM atendê-lo, utilizando de forma precisa e cuidadosa as tecnologias de ACOLHIMENTO E ACONSELHAMENTO. Para desenvolver esse exercício, o grupo deve levar em consideração toda a discussão teórica sobre a natureza, objetivos, especificidades e inserção das tecnologias de ACOLHIMENTO E ACONSELHAMENTO neste caso específico. a) Pensar no que deve ocorrer no momento de entrada do indivíduo ao serviço. b) Em tudo que deve ocorrer antes da situação de testagem. c) Em tudo que deve ocorrer depois da situação de testagem. 2) Das ações propostas e descritas por vocês, aonde identificamos a aplicação da tecnologia do aconselhamento e de acolhimento? 3) O grupo visualiza alguma dificuldade para implantar ou executar estas tecnologias? Quais? Como poderiam ser superadas?
  • 32. 32 Anexo VII – Dinâmica do Carrossel COORDENADOR: · É recomendável que a dinâmica seja desenvolvida por 2 profissionais, um para desenvolver a atividade e outro para observar e anotar os dados importantes para a discussão final. · O coordenador deverá ter claros os objetivos intrínsecos à encomenda da atividade, em que contexto a dinâmica se insere no treinamento e com que população irá trabalhar. · Requisitos do coordenador: conhecimento de coordenação de grupos, capacidade de escuta e síntese. Nº DE PARTICIPANTES: idealmente - máximo 26 pessoas OBJETIVO GERAL: · Propiciar aos participantes a vivência dos aspectos principais do aconselhamento pré-teste. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: · Refletir sobre as possibilidades de resultados de testes, suas implicações e condutas adequadas para cada caso. · Rever orientações técnicas e encaminhamentos. · Reforçar os princípios e objetivos do acolhimento e aconselhamento. · Trabalhar as questões subjetivas do profissional frente às situações de testes anti HIV, sífilis, hepatites e outra DTS. · Dar continência às demandas do grupo na exposição de seus sentimentos frente aos processos dificultadores ou facilitadores que possam emergir durante as discussões. ESTRATÉGIAS: · Carrossel de aconselhamento. · Plenária. · Avaliação oral. MATERIAIS: Flip-chart, pincéis, casos pré-elaborados, cronômetro/relógio, cadeiras móveis. DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE: 1. Elaborar casos pequenos sobre as variadas temáticas e situações que ocorrem ou possa ocorrer no serviço (HIV/AIDS, DST, gestante adulta, gestante adolescente, RD). 2. Recortá-los para uso na atividade. 3. Preparar dois círculos com as cadeiras, de modo que os participantes se posicionem um de frente para o outro. 4. Separar o grupo de participantes em dois subgrupos. 5. Posicioná-los nas cadeiras em círculos, conforme o preparo prévio. 6. Distribuir os casos (um para cada participante). Orientá-los a ler individualmente, incorporar a estória, e se quiserem, complementá-la conforme sua vivência, necessidade ou criatividade sem sair do foco do caso. 7. Durante a atividade, o círculo interno é fixo. 8. O circulo externo é móvel. 9. Utilizar a técnica de troca de papéis: quando os participantes do grupo interno desenvolvem o papel de aconselhando, os participantes do grupo externo desenvolvem o papel de aconselhador e vice-versa. 10. O coordenador do grupo controla o tempo de “rodada” dos casos.
  • 33. 11. Co-coordenador observa e anota o que ocorre no grupo para enriquecer as discussões e apontar questões importantes que muitas vezes não são levantadas pelo grupo. 12. O espaço de tempo para cada caso varia de 1 minuto no mínimo, a no máximo 2 33 minutos. 13. Todos participantes devem ser contemplados nos papéis de aconselhador e aconselhando. 14. Abrir plenária de discussão. 15. Propiciar reflexões sobre todos os aspectos emergentes no grupo. CASOS 1. Gestante, 24 anos com parceiro usuário de drogas injetáveis, presidiário cumprindo pena por homicídio, se relaciona com ele e não faz uso do preservativo porque ele não gosta. 2. Mulher de 38 anos, grávida de 8 meses, tem 4 filhos, casada há 5 anos, compareceu para fazer teste, solicitado no pré-natal, mas não acredita na possibilidade de pegar algo, já que transa só com o marido. 3. Homem casado há 16 anos, há 2 meses teve um relacionamento extraconjugal com uma colega de trabalho, usou preservativo, mas ele estourou. Está angustiado e ansioso, sentindo cansaço, dores de cabeça e acredita ter se contaminado nesta relação, pois descobriu que esta moça já saiu com vários outros homens do serviço. 4. Menina, grávida, 13 anos, grávida de 5 meses, nunca usou camisinha nem pílula. Acreditava que não ia engravidar por ser “novinha”. O médico “mandou” fazer o teste de aids. 5. Evangélica, 24 anos, quarto ano de enfermagem, gestante de 4 meses. Não sabe como enfrentar a igreja, a família. O namorado também é evangélico. Pensam em aborto, estão confusos. Pensa: O que devemos fazer? 6. Adolescente, 17 anos, usuária de drogas injetáveis veio fazer o exame porque descobriu que está grávida. Não sabe quem é o pai da criança. 7. Rapaz de 28 anos compareceu para realizar o teste para aids, pois encontra-se casado há 4 anos e esposa está gestante de 8 meses e teve seu resultado reagente para HIV. O casal nunca usou camisinha. 8. Mulher evangélica de 46 anos, marido faleceu de aids, se submeteu ao teste anti HIV por solicitação médica. 9. Homem casado há 5 anos, esposa está grávida. Há dois anos mantém um relacionamento extraconjugal, não usa preservativo e agora descobriu que esta moça é portadora do HIV. 10. Mulher gestante de 3 meses, com resultado anti HIV indeterminado, o marido não aceita fazer o teste. 11. Adolescente, 17 anos, tem um relacionamento a três, onde o casal tem mais ou menos 30 anos de idade e são casados, para ambos é a maravilha para o seu casamento, aquele algo mais. O casal pediu que fizesse o teste. 12. Mulher, 33 anos, grávida de 3 meses, encaminhada pelo médico para fazer o teste para HIV. Não sabe para que, pois só tem relação com o marido. 13. Moça de 24 anos teve duas relações sexuais na vida, usou preservativo nas duas, mas está com muito medo, porque apareceu uma ferida na região da vagina, e tem certeza que é uma DST, porque lê muito a respeito destas doenças. 14. Jovem, 19 anos, evangélica, gestante de 4 meses. Veio fazer o exame só porque o médico pediu, diz: “meu marido não sai com outras pessoas”. 15. Mulher soropositiva há 10 anos. Não usa camisinha com seu marido. Quer um filho, está gestante de 3 meses. 16. Mulher, 38 anos, vai ao ginecologista de 3 em 3 meses. Vai fazer o teste porque o médico pediu para uma cirurgia. Só faz sexo com quem conhece, se é “limpinho” não usa camisinha. 17. Soronegativa, 28 anos, namorado é soropositivo, às vezes não usam preservativo, querem um filho. Diz: “O que me aconselha?”
  • 34. 18. Gestante de 6 meses, veio fazer o segundo teste para HIV (primeiro teste com resultado negativo), pois relata que seu marido teve resultado reagente recentemente. E agora? O casal nunca fez uso de preservativo 19. Homem chega ao serviço muito nervoso e desconfiado, sua esposa chegou em casa com um pedido de teste anti HIV, falando que o médico pediu só porque ela está grávida, nunca viu isso, está achando que ela “botou um par de enfeites na cabeça dele”. 20. Rapaz de 19 anos, teve relação há 2 dias, com uma prostituta, só recebeu sexo oral feito por ela e está apavorado, porque lhe falaram que também se pega HIV deste jeito. 21. Rapaz de 22 anos veio fazer o teste porque a namorada pediu, para liberarem a camisinha. 22. Executivo, 38 anos, casamento estável, pai de 3 filhas adolescentes. Às vezes sai com rapazes. Veio fazer o teste, pois está preocupado com a aids. Demonstra muita ansiedade com a perspectiva do resultado. 23. Homem casado há 19 anos, nunca teve um relacionamento extraconjugal, esposa está internada, falaram que ela é portadora do vírus HIV. 24. Rapaz de 23 anos, solteiro, se relaciona com duas mulheres casadas (cada qual desconhece a existência da outra). Não usa preservativo porque confia nas duas e elas nele. 25. Rapaz 22 anos, homossexual, procura o serviço de DST com queixas de verrugas genitais e foi indicado pelo médico a realizar o teste de HIV. Apresenta dificuldades em aceitar sua homossexualidade, se culpa pelo HIV, expressa pensamentos suicidas. 26. Moça, 24 anos, usuária de crack, faz programas eventuais para conseguir a droga e nem sempre usa preservativo. Não sabe quem é o pai do bebê. 27. Mulher de 50 anos, não sabe ler nem escrever. O marido com o qual foi casada durante 23 anos, faleceu há 4 dias e a mandaram fazer o teste por que disseram que ele morreu de aids. 28. Rapaz, 33 anos, sai com muitas mulheres, não uso camisinha porque “brocha”. Veio fazer o teste após ter aparecido uma ferida no pênis. 29. Mulher de 21 anos, homossexual assumida, não usa proteção com a namorada. De vez em quando faz programas com homens para faturar, nem sempre usa camisinha. 30. Travesti trabalha na noite fazendo programas na avenida, não tem hábito de usar camisinha, porque não acredita em aids e nem em DST. 31. Usuário de drogas injetáveis veio fazer o exame porque “sua mina pediu”... 32. Homem de 56 anos, viúvo, bissexual ativo/passivo. Procurou o serviço por queixa de vermelhidão no pênis, não tem o hábito de usar preservativos e freqüenta cinemas, saunas, etc. Encaminhado para fazer teste de HIV. 33. Evangélica, 48 anos, o marido faleceu e não sabe de que, dizem que é de aids, vai realizar o teste porque o médico pediu, mas não pretende fazer tratamento porque acima do homem está DEUS, e tem certeza que ele a vai curar. 34. Adolescente de 12 anos, virgem, pai morreu de AIDS, mãe trouxe para fazer o teste. 35. Mulher de 23 anos solteira conheceu um rapaz, mas ele lhe falou que é portador do vírus HIV. Está em dúvida se deve continuar neste relacionamento. Coordene discussão final, destacando aspectos da relação profissional-usuário, acolhimento, aspectos éticos e legais, sentimentos aflorados e os conteúdos sobre o teste, janela imunológica, avaliação de risco e orientação preventiva. Problematize sobre as mudanças no processo de aconselhamento com a utilização da testagem rápida para o HIV. 34
  • 35. Anexo VIII - Dramatização de situações de Aconselhamento pós-teste 35 Objetivos: · Propiciar a vivência da prática de aconselhamento. · Exercitar a capacidade de identificar componentes do aconselhamento. · Reconhecer a possibilidade de múltiplas alternativas de intervenção. Descrição da atividade: O instrutor solicita que o grupo se divida em três subgrupos, pedindo que cada subgrupo desenvolva uma situação de aconselhamento pós-teste preenchendo a ficha de atendimento entregue neste momento. Um subgrupo deverá definir o caso com resultado reagente para HIV, o 2º subgrupo não-reagente para HIV e o 3º grupo com diagnóstico positivo para sífilis. Os subgrupos devem escolher dois voluntários para a dramatização, sendo um dos personagens o aconselhador e o outro, aquele que estará recebendo o resultado do teste. (40 min) Durante a dramatização, o instrutor pode “congelar” a cena em alguns momentos, perguntando ao personagem “aconselhador” o que acha que a “pessoa em atendimento” está querendo e como pretende conduzir o atendimento. Faz essa mesma pergunta para alguns observadores. Em seguida, pergunta ao personagem “usuário” o que ele está sentindo e o que gostaria que o “aconselhador” fizesse. Solicita-os a continuar a cena, até achar conveniente interromper. (máx 10 min) Ao final de cada situação dramatizada, o instrutor solicita as pessoas que atuaram na cena, a expressarem os sentimentos vivenciados em cena e pede a opinião dos observadores quanto às posturas, atitudes e habilidades evidenciadas durante as dramatizações. Durante a discussão, o instrutor reforça os aspectos positivos da cena e pontua alternativas para intervenções indesejadas. Deve levar em conta a retomada de aspectos teóricos já trabalhados e de outros, indicados nos casos sugeridos para dramatização. Material: Sugestão de casos em anexo e/ou sugeridos pelo grupo. Tempo: 180 minutos. Sugestões de casos para dramatização (opcional) CASO 1 (Aconselhamento pós-teste – resultado reagente para sífilis) Mulher de 28 anos, casada, descobriu que está grávida de 3 meses. Foi encaminhada para fazer o teste para HIV e sífilis. Relata que eventualmente faz programas e que o marido não sabe. Costuma usar camisinha, a menos que o cliente pague mais para não a usar, mas refere que os homens com quem costuma transar são saudáveis e de classe alta. Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado não reagente) e sífilis (resultado positivo). Aspectos importantes: Riscos de transmissão (vertical e horizontal), abordagem do parceiro, aspectos éticos e legais, mitos e preconceitos, manejo de reações emocionais e orientação preventiva na relação conjugal e de trabalho. CASO 2 (Aconselhamento pós-teste - resultado reagente para HIV) Mulher de 25 anos, casada há 3 anos com seu primeiro parceiro sexual. Ambos mantêm uma relação de fidelidade e muito afeto. Está grávida há 5 meses e só agora foi para um serviço de pré-natal.
  • 36. Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado reagente) e sífilis (resultado negativo). Aspectos importantes: Riscos de transmissão vertical e horizontal, uso profilático de antirretrovirais durante a gestação e o parto, não amamentação, abordagem do parceiro, mitos e preconceitos, manejo de reações emocionais e rede de apoio. CASO 3 (Aconselhamento pós-teste - resultado não-reagente para HIV) Mulher, 20 anos, grávida de 3 meses, usuária de crack, ex-usuária de drogas injetáveis. Comparece a unidade básica de saúde para a 1ª consulta de pré-natal e realização de TR para HIV e sífilis. Não sabe quem é o pai de seu filho. Já tentou parar de usar drogas, sem sucesso. A família não sabe mais o que fazer. Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para HIV (resultado não-reagente), gestão de risco. Aspectos contidos: Avaliação dos riscos, estratégia de redução de danos, rede de apoio, referência a outros serviços, mitos e preconceitos. CASO 4 (Atendimento ao parceiro) Homem, 27 anos, casado, teve uma relação extraconjugal com uma mulher que está grávida de 4 meses. Procura atendimento no posto de saúde em função de uma ferida no pênis e após a realização de TR para sífilis e HIV, recebe o resultado positivo de sífilis. Profissional: Realizar aconselhamento pós-teste para sífilis (reagente) e HIV ( não reagente). Aspectos importantes: Abordagem de parceiras, aspectos ético e legais, encaminhamento para exames complementares, mitos e preconceitos. 36
  • 37. Anexo VI X - Atividades para o módulo pedagógico Orientações para o participante Em plenária, participar da apresentação da Unidade Pedagógica de modo a: a) Retomar as discussões desenvolvidas nas Unidades Técnicas e relacioná-las com o conceito de competência; b) Associar a ideia de competência ao saber-saber (conhecimento), saber-fazer (habilidades) e saber-ser (valores e postura), buscando visualizar a competência descrita para o Curso “Realização do Teste Rápido para HIV e Sifilis na Atenção Básica e Aconselhamento em DST/Aids” 2. Individualmente ou aos pares, refletir acerca do processo de ensino aprendizagem proposto na capacitação, buscando identificar: a) quais os momentos em que há discussão de conhecimentos prévios, experiências, práticas a respeito do tema proposto? Qual a percepção acerca desse espaço de discussão? b) quais são os momentos em que você pôde ampliar suas perspectivas de análise e resolução do problema? Houve síntese de ideias? 3. Participar da avaliação da Unidade Pedagógica. 37 Orientação para o facilitador 1. Estimular os participantes a retomar as discussões das unidades técnicas, levando o grupo a construir o conceito de competência; 2. Explorar a necessidade de articulação entre os saberes para a construção da competência, independente da natureza do trabalho (saúde, educação, artes, ciências sociais). Indicar o processo de incorporação do conceito de competência nas áreas do trabalho e educação. Apresentar os objetivos e textos da Unidade Pedagógica, e localizar o grupo num duplo papel: participante do curso e potencial multiplicador da proposta, justificando a discussão pedagógica. Referência: texto “Estratégias de mediação: algumas possibilidades para provocar aprendizagem significativa” 2. Conduzir análise plenária acerca do processo ensino aprendizagem vivenciado. A estratégia para disparar essa discussão pode partir: a) da análise da dramatização de avaliação, quando ela trouxer uma atividade pedagógica individual ou coletiva, ou b) da análise da própria sequência de atividades vivenciada durante o curso (que é a sugestão descrita na comanda para os participantes), ou c) da discussão de uma breve dramatização acerca de ação educativa conduzida pelos profissionais no ambiente de trabalho.
  • 38. Avaliar a melhor estratégia para subsidiar a discussão, lembrando que o objetivo é provocar a reflexão acerca dos elementos do processo ensino aprendizagem, identificando propostas educativas participativas ou verticalizadas, atividades que não equacionam bem prática e teoria, ações que contribuem para autonomia do sujeito x atividades prescritivas, ações centradas na figura do professor X atividades centradas do estudante. Destacar a partir das dicotomias das metodologias utilizadas, os sentimentos provocados no sujeito que aprende, sua disponibilidade para aprender. Qualificar as diferenças indicando os princípios da aprendizagem significativa, estratégias que mobilizam o grupo para discussão, os momentos de representação, teorização e síntese, que conduzem a problematização. Discutir alguns elementos que perpassam a prática educativa: · intencionalidade (quais são objetivos do educador ao apresentar o conceito escolhido? qual é a competência, o saber que se deseja desenvolver?); · reciprocidade (que estratégias serão usadas para promover nas pessoas a reciprocidade com relação ao conceito? de que modo estabelecer vínculo, co-responsabilizando, implicando o sujeito que aprende?); · significado (que aspectos do conceito devem ser enfatizados para torna-lo significativo para as pessoas? qual sentido o aprendizado produz? ); · transcendência (para quais outros aspectos da vida profissional ou pessoal esse conceito 38 pode ser aplicado?).
  • 39. Anexo X - Instrumentos de planejamento para implantação do TR 39 Avaliar: O que tenho? O que preciso? Ações Responsáveis Prazo Sensibilização da gestão e equipe Espaço físico e equipamentos Disponibilidade dos Insumos e materiais de apoio Organização do fluxo e definição de papéis
  • 40. ANEXOS: Textos de referência 40
  • 41. Texto de referência 1 Acolhimento e Aconselhamento no contexto do Pré- Natal Nos serviços de saúde que prestam assistência ao pré-natal e puerpério as ações de acolhimento e aconselhamento são imprescindíveis para reduzir as infecções e a transmissão vertical. O bom acolhimento contribui para o estabelecimento de vínculos com o serviço e com o profissional de saúde, o que significa uma condição favorável para o aconselhamento se desenvolver de forma mais efetiva. Sabemos que a gestante está com sua atenção voltada quase que exclusivamente para a sua criança, porém os cuidados no pré-natal devem ser uma oportunidade para discutir e orientar sobre as necessidades de forma integral, ou seja, que este momento falar dos riscos para as doenças sexualmente transmissíveis poderá contribuir para discernimento e consciência de situações pouco refletidas na vida e que pode ajudá-la a entender certas dificuldades e melhor lidar com elas. Considerando este momento como uma ajuda estruturada e personalizada a oferta do teste para o HIV deve ser bem explicada, pois este exame tem um impacto importante, incluindo mudanças necessárias a serem feitas a partir de um resultado positivo, que contrariam expectativas na maternidade para a maioria das mulheres, como a amamentação e parto normal. O aconselhamento a estas gestantes deve: I. Promover reflexão da importância da realização das sorologias neste momento da vida 41 (gestação e momento do parto); II. Discutir possíveis resultados e seus significados, bem como formas e importância do tratamento; III. Registrar em prontuário as formas de contato; IV. Discutir possíveis formas de manter contato (contrato de sigilo) nos casos em que o serviço de saúde necessitar passar informações; V. Discutir a importância do diagnóstico e tratamento do parceiro sexual em caso de resultados reagentes e discutir possíveis formas de manter contato nos casos em que o serviço de saúde necessitar passar informações; VI. Monitorar e documentar (prontuários e carteira da gestante) o tratamento administrado na gestante e no seu parceiro sexual. O envolvimento e abordagem da parceria sexual requerem cuidados especiais, pois a mulher em idade reprodutiva ou gestante cujo parceiro sexual não foi diagnosticado e tratado pode reinfectar esta mulher, possibilitando a transmissão da doença para o seu filho. O Ministério da Saúde, reconhecendo a importância do papel do homem neste cenário, vem estimulando os futuros pais a fazerem um “check-up” durante o pré-natal. O objetivo é estimular os homens a se envolverem nos cuidados preventivos com a saúde e incentivá-los a realizarem exames para diagnóstico precoce e tratamento de doenças que possam afetar a saúde da mulher e, por conseqüência, a do bebê e eliminar a sífilis congênita. A convocação do parceiro sexual deve ser voluntária e realizada de modo que toda a informação permaneça confidencial após a paciente compreender a intenção desta ação. Esta convocação pode ser feita através da gestante, que conversa com seu parceiro sexual, ou por um profissional de saúde quando a gestante não se sentir apta a fazê-lo, fornecendo autorização e informações sobre a melhor forma de convocá-lo.
  • 42. Nos casos em que a gestante não se sentir apta a convocá-lo, o profissional deve preferencialmente solicitar assinatura em prontuário, para a autorização de contato e da melhor forma de realizá-lo. Toda a convocação deve: I. Ser discutida e consentida pela gestante; II. Ter resolutividade quando da chegada do parceiro sexual ao serviço; III. Garantir aconselhamento a ambos; IV. Garantir tratamento e seguimento ambulatorial a ambos, quando indicado. 42 O profissional que irá atender deve: I. Assumir uma postura acolhedora e não julgadora; II. Reafirmar a confidencialidade e o sigilo das informações prestadas; III. Identificar as crenças e os valores do cliente acerca das DST, HIV e aids; IV. Utilizar linguagem compatível com a cultura do cliente; V. Informar sobre o teste que será realizado; VI. Informar sobre as possibilidades de resultados, procedimentos e conduta em caso de resultado reagente; VII. Conhecer informações específicas sobre a Sífilis Congênita; VIII. Explicar as complicações decorrentes da não realização do tratamento ou deste ser incompleto ou da automedicação; IX. Monitorar e documentar a realização do tratamento.
  • 43. Texto de referência 2 PRINCIPAIS VULNERABILIDADES E RISCOS PARA A INFECÇÃO PELO HIV O aconselhamento para as DST/aids constitui-se num processo de diálogo entre o profissional de saúde e o usuário do serviço acerca das vivencias deste em relação aos riscos de infecção pelo HIV e das possibilidades de adoção de medidas preventivas. É preciso que o profissional de saúde esteja atento para ouvir as vivências do usuário, suas experiências, dificuldades, dúvidas, crenças, pois é isso que lhes permitirá identificar conjuntamente os contextos de vulnerabilidade e os riscos presentes na vida de cada pessoa que busca o serviço, bem como as possibilidades de proteção de que cada uma dispõe. O que é risco? É a probabilidade que indivíduos ou grupo de pessoas têm de adquirirem alguma doença. É um conceito muito útil na epidemiologia, pois permite a quantificação das chances de adoecimento desses indivíduos ou grupos e, assim, a elaboração de ações ou intervenções que reduzam essas chances. No caso do HIV, por exemplo, podemos dizer que todas as pessoas que compartilham seringas quando usam drogas injetáveis ou que têm relações sexuais sem camisinha correm o risco de se infectar pelo HIV. Apesar da grande importância deste conceito para compreendermos a epidemia de aids e muitas outras doenças, é preciso levar em consideração que vivemos em uma sociedade dinâmica e complexa e que, por isso mesmo, nem todos dispõem das mesmas possibilidades e condições de se proteger de todos os riscos de adoecimento que existem. Muitas vezes, as pessoas vivem situações de risco que independem de sua vontade. É para nos ajudar na compreensão dessas situações que utilizamos a noção de vulnerabilidade. O que é vulnerabilidade ? É a interação de fatores individuais e coletivos que fazem com que diferentes pessoas e grupos estejam mais ou menos suscetíveis a infecções e adoecimentos, uma vez que dispõem de maiores ou menores possibilidades de se proteger ou se prevenir. Significa dizer, então, que todas as pessoas estão suscetíveis a adquirir doenças ou a sofrer danos no dia a dia de suas vidas, mas algumas têm maiores condições de evitá-las porque dispõem de mais recursos (informações, emprego, renda, escolaridade) do que outras. No caso do HIV e das outras DST, por exemplo, dificuldades econômicas podem impedir o acesso de algumas pessoas ao preservativo e aos serviços de saúde, o que aumentará as chances dessas pessoas terem mais relações sexuais desprotegidas do que aquelas que conseguem comprar os preservativos. Outras situações que determinam diferentes vulnerabilidades entre as pessoas são o acesso a ações e serviços de educação, a idade, o gênero, o acesso aos meios de informação, entre outros. Quando atuamos na perspectiva da vulnerabilidade estamos não apenas identificando as situações em que as pessoas correm maior ou menor risco de se expor às DST, ao HIV ou de fazer uso de drogas, mas sim, procurando compreender os diferentes contextos de vida e contribuir para que cada pessoa perceba as chances que têm de se infectar ou se proteger. 43
  • 44. Para melhor compreender os diferentes contextos de vulnerabilidade existentes, podemos analisá-la a partir de 3 dimensões: individual, social e programática. Vulnerabilidade Individual: refere-se aos conhecimentos e comportamentos de cada pessoa e que as deixam mais ou menos expostas aos riscos de infecção pelo HIV. Alguns fatores relacionados a essa dimensão da vulnerabilidade são: falta de acesso a informações e a atividades educativas sobre as formas de transmissão e prevenção das DST/HIV; pouca motivação ou sensibilização pessoal para avaliar e compreender os riscos de infecção a que estão expostas; pouca habilidade para adotar medidas preventivas, incluindo hábitos de vida mais seguros. É importante destacar, entretanto, que esses comportamentos não devem ser entendidos como resultado apenas da vontade e da livre escolha de cada um, mas sim na sua relação com o contexto em que vivem as pessoas e as condições que elas têm de modificar tais contextos. Vulnerabilidade Social: refere-se às formas de organização de cada sociedade - suas crenças, seus hábitos, seus costumes, a distribuição do poder entre os grupos - que faz com que pessoas pertencentes a diferentes grupos sociais disponham de maior ou menor acesso aos recursos materiais, à escola, aos serviços de saúde e com isso tenham mais ou menos chances de modificar seus comportamentos e seus contextos de vida. Por exemplo, nas sociedades em que as mulheres têm menor poder do que os homens – tem menos oportunidades de irem à escola, recebem salários menores, são sobrecarregadas com os cuidados da casa e da família – ela tendem a depender economicamente de seus companheiros ou maridos e com isso passam a ter menores chances de negociar o uso do preservativo nas relações sexuais. Outro exemplo seria nas sociedades em que as comunidades indígenas são discriminadas pelos demais grupos. A discriminação poderá dificultar o acesso dessas comunidades a bens como emprego, escola e serviços de saúde, fazendo com que dessa forma tenham menores chances de obter informações e insumos para se prevenir do HIV. Vulnerabilidade Programática: diz respeito ao compromisso dos governos e das instituições da sociedade civil em desenvolver de ações voltadas para a promoção, prevenção e a recuperação da saúde das populações, mobilizando os recursos (financeiros, humanos, políticos) necessários e articulando essas ações. Quanto maior for esse comprometimento, maiores serão as chances das pessoas terem acesso aos recursos de que necessitam para se protegerem ou se tratarem – no caso do HIV, informações, preservativos, seringas, testagem, aconselhamento, medicamentos, entre outros. A existência, por exemplo, de ações de educação em saúde e de aconselhamento para HIV voltadas para comunidades indígenas que respeitem seus valores e que possam ser traduzidas para os idiomas dessas comunidades aumentam sensivelmente as possibilidades de seus membros adotarem medidas de prevenção frente aos riscos de infecção que vivenciam. Tendo essas reflexões em mente, podemos agora pensar sobre como abordar os riscos e vulnerabilidades no processo de aconselhamento: Práticas sexuais sem preservativos: No Brasil, as ações desenvolvidas para a prevenção das DST/aids primam pela recomendação do uso do preservativo em todas as relações sexuais. Abordagens que recomendam a diminuição do número de parceiros, a abstinência e a fidelidade são pouco factíveis e viáveis e desrespeitam o direito que cada pessoa tem de decidir quando e com quem se relacionar sexualmente e por isso não compõem o elenco de estratégias voltadas para a prevenção no país. Abordar as diversas práticas sexuais (anal, vaginal, oral), destacando as diferentes vulnerabilidades masculinas e femininas (biológica e de gênero) é fundamental para que homens e mulheres percebam as situações de risco que vivenciam, não apenas a partir do seu comportamento sexual, mas também de suas parcerias (homo e/ou heterossexual). 44
  • 45. É importante lembrar que diversas situações podem dificultar a negociação do uso do preservativo, tais como a crença na fidelidade entre as parcerias estáveis, a pratica do sexo comercial, a dependência econômica de um dos parceiros, a violência sexual, entre outros. Uso de Drogas O uso, o abuso e a dependência de substâncias psicoativas sempre estiveram sujeitos ao julgamento moral. Entretanto, as pessoas que usam drogas têm direito, como todos os cidadãos, de ter acesso aos serviços de saúde e de terem suas necessidades atendidas, sem que sejam obrigadas a parar de usá-las. É fundamental que os profissionais de saúde estejam dispostos a conversar com os usuários sobre o uso de drogas sem julgá-los, perguntando objetivamente sobre isso, independentemente da idade, pois este é um fator de vulnerabilidade importante e que muitas vezes não é revelado pelo usuário por receio de denúncias à polícia e a família. A ênfase exclusiva na abstinência como hábito saudável pode afastar o usuário do serviço, uma vez que nem todos desejam ou conseguem parar de usar drogas. Ao longo dos atendimentos, é preciso que sejam discutidas alternativas diversas para manutenção da saúde deste usuário, na perspectiva da redução de danos. Quando a demanda para o tratamento visando à abstinência for solicitada pelo próprio usuário é fundamental que o serviço conte com os mecanismos necessários para encaminhá-lo a um serviço especializado. No que concerne à prevenção do HIV, é importante também que sejam abordados o efeito do uso de substâncias sobre as práticas sexuais. Muitas drogas - como álcool, maconha, cocaína, ecstasy – alteram os sentidos e a percepção de risco dos usuários e podem dificultar o uso do preservativo nas relações sexuais. No caso das drogas injetáveis, o compartilhamento de agulhas, seringas e recipientes para a diluição da droga (cocaína) são práticas de altíssimo risco para a infecção do HIV. Deve-se recomendar a utilização de equipamentos individuais e, sempre que possível, disponibiliza-los nos serviços de saúde. Para o público que faz uso de drogas, a solicitação do teste de hepatites B e C, bem como as orientações sobre vacinas e prevenção são fundamentais. No caso dos usuários de drogas soropositivos com indicação para tratamento com anti-retrovirais, é necessária atenção especial visando à adesão ao tratamento e ao esclarecimento de que o uso de drogas não os impede de utilizar os medicamentos. A única droga que já se observou interação com anti-retrovirais com graves conseqüências é o ecstasy. No caso do álcool, sabe-se que seu uso concomitante com anti-retrovirais pode potencializar o desenvolvimento de doenças hepáticas. No entanto, a suspensão do uso dos anti-retrovirais tem conseqüências muito mais graves e não deve ser recomendada em função do uso de álcool. Presença de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST A existência de uma DST aumenta as chances de uma pessoa se infectar pelo HIV, pois pode gerar lesões nos órgãos genitais e diminuir a imunidade do portador de DST. Além disso, ter tido uma DST significa que a pessoa não está usando a camisinha e, portanto, está se expondo ao HIV. É importante que estas doenças sejam diagnosticadas precocemente e que sejam dadas informações claras sobre elas aos usuários dos serviços de saúde. Os usuários devem ser orientados sobre a importância do tratamento de suas parcerias e o serviço deve buscar formas de promover o acesso dessas parcerias ao tratamento. No caso das mulheres, em especial, é preciso alertar para a prevenção e tratamento da sífilis e as conseqüências no caso de uma gravidez. Abaixo estão algumas questões objetivas para uma avaliação de risco junto ao usuário. Cabe ao profissional verificar a pertinência destas questões em cada atendimento. 45
  • 46. Este roteiro não é uma “camisa de força” e, para que assim não pareça, é fundamental promover um diálogo que permita a abordagem destes assuntos de forma que fique claro para o usuário quais as situações que potencialmente o colocaram em risco de infectar-se pelo HIV ou por outras DST. A partir desta compreensão ele poderá refletir sobre estratégias viáveis para prevenção dos riscos por ele vivenciados e decidir se fará o teste anti-HIV. Comportamento sexual pessoal 1. Quantos parceiros sexuais teve no último ano? 2. Praticou sexo com um parceiro novo ou diferente nos últimos três meses? 3. Tipo de relação sexual: sexo anal, vaginal e oral. Com ou sem proteção? 4. Teve qualquer outra DST no último ano? Uso de droga 1. Usou álcool ou outras drogas antes ou durante o sexo? Quais? (Esta é uma questão importante pelo fato das drogas poderem alterar a percepção de risco e atitude preventiva). 2. Usa droga injetável? Compartilha seringa e/ou equipamentos? (No uso de droga injetável, compartilhar seringas e os demais equipamentos representa um alto risco de infectar-se ou transmití-lo). Outros fatores de risco pessoal1. Recebeu transfusão de sangue e/ou derivados ? Quando ? 2. Tem alguma tatuagem? Foi feita com material descartável ? 3. Participou de algum ritual que envolva o compartilhamento de objeto perfuro cortante. 4. Outros fatores de risco. Comportamentos dos parceiros (as) sexuais 1. Fazem sexo com outras pessoas ? 2. Têm ou já tiveram alguma DST ? 3. São portadores do HIV ? 4. Usam drogas ? Atitudes de proteção do usuário 1. Quais são os cuidados que o usuário adota para proteção contra DST e HIV? 2. Usa preservativo? Com que freqüência? Com quem? 3. Quais as dificuldades que o usuário enfrenta para adotar atitudes preventivas? Bibliografia: Brasil. Ministério da Saúde. Ações de Prevenção ao HIV e outras DST na Atenção Básica à Saúde. In: Cadernos de Atenção Básica – Programa de Saúde da Família. Caderno da Atenção Básica as DST e Infecção pelo HIV/Aids. Brasília, 2003. Brasil. Ministério da Saúde. Aconselhamento em DST/HIV/Aids para a Atenção Básica. Brasília, 2003. 46
  • 47. Ayres, José Ricardo de Carvalho Mesquita; França Júnior, Ivan; Calazans, Gabriela Junqueira; Saletti Filho, Heraldo César. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de saúde: novas perspectivas e desafios. In: Czeresnia, Dina; Freitas, Carlos Machado de. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2003. Meyer, Dagmar E. Estermann; Mello, Débora Falleiros de; Valadão, Marina Marcos; Ayres, José Ricardo de Carvalho Mesquita. Você aprende. A gente ensina?": interrogando relações entre educação e saúde desde a perspectiva da vulnerabilidade. Cad. Saúde Pública, Jun 2006, vol.22, no.6. 47
  • 48. Texto de Referência 3 48 Reorganização de Serviço. Preparando a implantação do Teste Rápido Diagnóstico - TRD do HIV e Teste rápido triagem para sífilis nos serviços de saúde e unidades básicas de saúde. A implantação do TRD HIV e triagem de sífilis na unidade envolve adequação de aspectos organizacionais e por vezes estruturais. A primeira questão a refletir é: O gestor, coordenação de atenção básica, área técnica saúde da mulher e coordenação de DST/AIDS estão em articulação e apoiam a implantação do TRD HIV e triagem para sífilis no âmbito da Rede Cegonha em seu município? O apoio do gestor e articulação entre as coordenações citadas tem importância crucial para o sucesso da implantação do TRD HIV e triagem para sífilis em seu município. Portanto o primeiro passo é certificar-se deste movimento. É importante lembrar que o profissional que está sendo capacitado para a realização do TRD HIV e triagem para sífilis tem papel fundamental na implantação destes procedimentos em sua unidade de origem. Ele deverá ser capaz de informar à gerência da unidade sobre aspectos a ser considerados na implantação destas estratégias. Além disso, o profissional capacitado deverá ser capaz de sensibilizar e esclarecer o que é, e como funciona o TRD HIV e a triagem para sífilis. Portanto cada profissional tem a sua disposição a apostila e o material de apoio com as aulas disponibilizadas em CD. São quatro as dimensões a serem consideradas na implantação do TRD HIV e triagem para sífilis nos serviços de saúde: · Sensibilização da equipe, profissionais da unidade e divulgação dos procedimentos de testagem rápida para público alvo e entre os usuários do serviço, · Espaço físico e equipamentos, · Disponibilidade dos insumos e material de apoio, · Organização do fluxo e definição de papéis. A seguir abordaremos cada dimensão em particular: 1. Sensibilização da equipe, profissionais da unidade e divulgação do TRD HIV e triagem da sífilis para população alvo e entre os usuários do serviço. Embora o processo de implantação no Brasil esteja em andamento desde 2004 ainda enfrentamos resistências devidas ao desconhecimento dos profissionais acerca desta metodologia diagnóstica. Por isso, no processo de implantação é preciso informar e esclarecer os profissionais da unidade de saúde onde irá ocorrer a implantação da testagem rápida. Para tanto
  • 49. podem ser utilizados os espaços de reunião além de outras estratégias. Parte desta divulgação inclui a demonstração da metodologia, definição do público alvo – gestante, e parcerias sexuais das gestantes com resultados reagentes e o esclarecimento de dúvidas. É importante que os médicos sejam particularmente considerados nesta divulgação uma vez que eles devem ser capazes de reconhecer a validade diagnóstica desta metodologia sem necessidade de realização de testes confirmatórios posteriores. Na unidade a implantação não pode ocorrer baseada em um único profissional. Desta forma é importante envolver toda equipe de Atenção Básica no apoio de implantação dos testes. Evidentemente a coordenação da equipe, a direção da unidade pode ser considerada pessoas-chave. O processo de informar esclarecer profissionais de saúde pode levar vários encontros. Alguns municípios têm aproveitado este momento para divulgar a estratégia para além das equipes que irão realizar os procedimentos na rede municipal de saúde, laboratórios, coordenadores de programas. Outro aspecto é prever a divulgação do TRD HIV e triagem de sífilis para a população e principalmente para os usuários do serviço onde será ofertado. O tema pode ser inserido em trabalhos de grupo já existentes, trabalhos de sala de espera, exposição de cartazes, distribuição de folders etc. É importante lembrar o papel estratégico dos profissionais, assim os mesmos devem estar em condições para esclarecer as dúvidas de usuários durante as consultas e atendimentos realizados na unidade. Quanto à divulgação para a população em geral os municípios têm utilizado estratégias diversas como informes por meio dos trabalhos dos Agentes Comunitários de Saúde, entrevistas em rádios e TV local, utilizar carros de som, faixas, etc. 2. Adequação do espaço físico e aquisição de equipamentos A primeira questão a ser definida neste aspecto é o local de realização do procedimento do teste. Para implantação do processo de testagem rápida (acolhimento/cadastramento; aconselhamento pré-teste; testagem rápida; entrega de resultado com aconselhamento pós-teste) em serviços de saúde que irão inaugurar – estrutura física nova, a ambiência e os equipamentos poderão ser instalados de maneira ideal ao funcionamento dos procedimentos de testagem. Em unidades básicas de saúde e demais serviços já estruturados, o processo de testagem poderá ser organizado conforme estrutura física pré-existente, contemplando as normas de biossegurança. Quando o processo de testagem rápida for realizado em serviço de saúde pré-existente recomendamos que a sala seja reservada para a realização do procedimento tenha piso lavável, seja bem iluminada, tenha pia (não é obrigatório, mas recomendável). O fundamental é que a sala tenha condições de higiene e garanta privacidade. 49
  • 50. No entanto, muitas unidades sofrem com falta de espaço físico e não é necessário dispensar uma sala exclusivamente para a realização do TRD HIV e triagem de sífilis. É necessário que a equipe organize o processo de testagem rápida dentro da estrutura física disponível sendo possível utilizar um carrinho móvel para execução dos TR em qualquer sala disponível na unidade (tipo carrinho de emergência). Neste carrinho mantém-se todo o material necessário para realização do TR - formulários, insumos de testagem, biossegurança e pop resumido atualizado. Os materiais deverão estar acessíveis para equipe que executará os testes. Na unidade é importante verificar a presença de equipamentos necessários à sua realização no serviço: geladeira (se necessário), cronômetro, termômetro digital, aventais para funcionários, mesa impermeável. No caso de utilizar-se a mesma geladeira que armazena as amostras até que estas sejam enviadas ao laboratório utilizar estantes distintas colocando os testes na prateleira superior da geladeira. Nunca armazenar os testes na geladeira com vacinas ou medicamentos. 2.1. Recomendação para organização em serviços novos, a serem inaugurados: 50 Recepção: • 01 computador para cadastramento dos usuários (opcional); • 01 impressora (opcional) – reservada para solucionar problemas referentes aos laudos; • 01 bebedouro • Preservativos Sala aconselhamento pré-teste • 01 televisor – vídeos sala aconselhamento pré-teste (opcional); • 01 DVD - vídeos sala aconselhamento pré-teste (opcional); • Folders de prevenção ao HIV e sífilis, • Folder sobre TR de HIV e triagem de sífilis, • Folder TV do HIV e sífilis Sala de testagem • 01 Pia com água corrente • 01 geladeira, se necessário • Termômetro digital • Cronometro ou relógio • Mesa impermeável para testagem (caso não tenha bancada na sala) • Bancada para apoio • 01computador para digitar resultados de exames (opcional) • 01 impressora para emissão de laudos (opcional) • 01 lixeira (pelo menos 01)
  • 51. • Testes rápidos HIV – T1 – Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal • Testes rápidos HIV – T2 - Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal • Testes rápidos sífilis - Solicitados ao Departamento por meio planilha mensal • Álcool swab ou algodão e álcool gel • Gaze • Curativo adesivo • Papel toalha • 01 resma papel A4 • Canetas • Luvas • Avental ou jalecos • Óculos de proteção 51 Sala aconselhamento pós-teste • Cadeiras para o aconselhador e o usuário • Insumos de prevenção – Preservativos masculinos e feminino 3. Disponibilidade dos insumos para a realização do teste e material de apoio (formulários) Pode parecer óbvio, mas nunca é demais se lembrar de verificar se todos os componentes necessários à realização do algoritmo completo estão presentes: · Testes, · Tampões, · Pipetas coletadoras · Lancetas, · Caixa de descarte, · Material para limpeza, · Luvas, · Almotolia com soro fisiológico. Lembre que parte da credibilidade e confiabilidade no teste depende de como o teste é realizado e se os profissionais demonstram cuidados e domínio da técnica. Além dos insumos descritos acima é necessária a preparação prévia dos formulários que serão utilizados no processo (materiais de apoio): · Planilha para solicitação de testes (entrada e saída) · Ficha de controle de estoque, · Relatórios de não conformidades · Controle de rubricas
  • 52. · Folha de trabalho de realização dos testes, · Formulários para emissão de laudo diagnóstico, · Fichas de atendimento, · Registro controle de temperatura da geladeira e ambiente · Formulários de cadastro de serviço · POP de bancada e POP de serviços do diagnóstico do HIV e triagem de sífilis (POP - Procedimento Operacional Padrão) Este item foi especificamente abordado durante a capacitação e os modelos estão anexados nesta apostila. Cada unidade deve inserir seus logos e adequar os formulários à sua realidade. Lembrando que nenhum item pode ser retirado deles apenas acrescentados. Além do material de apoio reiteramos aqui a importância de elaboração do POP abordado em outro texto. Só relembrando, lembrar-se de manter a documentação do POP atualizada e arquivada em local acessível. 4. Organização do fluxo e definição de papéis Este item talvez seja o mais dinâmico e mutável no processo de implantação do teste. Trata-se de definir com gerência do serviço, equipe e demais profissionais envolvidos o fluxo e papel de cada um na oferta e realização do TRD HIV e triagem de sífilis no serviço de saúde. Para organizar o fluxo considere as seguintes perguntas como guia: Como será ofertado o teste rápido no serviço? Qual o fluxo de atendimento para demanda espontânea? Qual o fluxo de atendimento para gestantes para os quais o TRD HIV e triagem de sífilis serão ofertados? Onde será realizado o procedimento? Quem realizará o TRD HIV e triagem de sífilis? Quem realizará aconselhamento pré e pós-teste? Onde serão armazenados os insumos? Quem é responsável pelo controle de estoque dos testes e formulários utilizados? Quem será responsável pelo controle da temperatura? Quem é responsável por solicitar testes a Regional de Saúde, ou Central de Almoxarifado da região? Qual é o Serviço de Assistência Especializada em DST/Aids - SAE de referência para encaminhamento das gestantes com resultados positivos para HIV? 52