Planos e Composição Prof. M árcio Duarte
Espaço da representação A representação do espaço é uma modelização do real. No caso da fotografia, devemos estar conscientes que a imagem obtida é sempre o resultado de uma operação de recorte do  continuum  espacial, uma seleção que, consciente ou inconscientemente, responde sempre aos interesses do fotógrafo. É no espaço da representação, enquanto dimensão coadjuvante e estrutural, que tem lugar o desdobramento dos elementos plásticos e as técnicas compositivas que examinámos até ao momento. A inclusão de um sub-tópico dedicado ao exame do espaço da representação deve-nos ajudar a definir como é o espaço que constrói a fotografia que analisamos, desde as suas variáveis mais materiais até às suas implicações mais filosóficas.
Espaço da representação No campo da fotografia, o controlo do parâmetro técnico da abertura do diafragma e a objetiva eleita pelo fotógrafo possibilitam a construção da dimensão espacial da imagem. Campo/Fora de campo Aberto/Fechado Interior/Exterior Concreto/Abstrato Profundo/Plano Habitabilidade Encenação Outros Comentários
todo o ato fotográfico implica  “ uma tomada de vista ou olhar na imagem ” , quer dizer, um gesto de corte. Philippe Dubois
Campo/Fora de campo O  campo fotográfico  define-se como o espaço representado na materialidade da imagem, e que constitui a expressão plena do espaço da representação fotográfica. Mas a compreensão e interpretação do campo visual pressupõe sempre a existência de um fora de campo, que se lhe supõe contíguo e que o sustenta. Sem dúvida,  o fora de campo  e a ausência são elementos estruturais de uma interpretação ou leitura da representação fotográfica, como sucede no terreno da representação fílmica.
Campo/Fora de campo As formas de representação do fora de campo em fotografia e as suas significações podem ser muito variadas. A representação fotográfica dominante, que poderíamos relacionar com o paradigma de representação clássico, caracteriza-se por oferecer um campo visual fragmentário, mas que oculta, ao mesmo tempo, a sua natureza descontínua, mediante um apagamento das marcas enunciativas para que o espectador não perceba a natureza artificial da construção visual. O paradigma clássico baseia-se na construção de uma impressão de realidade, mais acentuada ainda que noutros meios audiovisuais como o cinema e o vídeo. Independentemente de outras reflexões, torna-se evidente que os objetos ou personagens no campo podem  “ apontar ”  para o fora de campo, com o que se obtém uma complicação de ambos por contiguidade; mas, sobretudo, espelhos, sombras, etc. são elementos que inscrevem diretamente o fora de campo no campo.
Aberto/Fechado Este par de conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço aberto tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços fechados.
Interior/Exterior Este par de conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço interior tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços exteriores.
Concreto/Abstracto Este par de conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço concreto tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços abstratos. Os efeitos metafóricos que a representação de um ou outro tipo de espaço supõe.
Profundo/Plano No estudo do sistema compositivo temos feito referência à importância da perspectiva e da profundidade de campo na construção do espaço da representação. Neste nível de análise, trata-se de avaliar em que medida a representação plana do espaço corresponde a um olhar mais estandardizado ou normalizado como o classicismo, em confronto com a representação em profundidade, mais próxima da configuração plástica barroca.
Habitabilidade Segundo o grau de abstração da imagem, torna-se mais ou menos fácil que o espaço possa ser habitável pelo espectador. A habitabilidade faz referência ao tipo de implicação que a representação fotográfica promove na operação de leitura da imagem. Deste modo, a habitabilidade em função da identificação ou distanciamento, atua como forças centrípeta e centrifuga, que o espaço sugira ao espectador.  A caracterização de um espaço como espaço simbólico produz-se quando a representação fotográfica se afasta da vocação indicial da fotografia, enquanto marca do real. Santos Zunzunegui assinala, a propósito da fotografia de paisagem, que uma paisagem será indicial  “ quando nela predomine a sua dimensão constatativa ” , enquanto que uma paisagem fotografada será considerada  “ simbolista ou simbólica ” ,  “ na medida em que o fundamental da sua estratégia significativa coloque o visível ao serviço do não visível ”  (p. 145). Se em alguns fotógrafos David Kinsey ou Timothy O ’ Sullivan a fotografia de paisagem tem um valor testemunhal, em Ansel Adams todo o trabalho parece dirigir-se para  “ a construção de uma visão substancialmente estética do mundo e das coisas ” . Em Adams, a poética indicialista é substituída por  “ um trabalhado jogo luminoso que estende pontes entre a cascata, o rio e o arco-íris criando uma emotiva sensibilidade dramática ante a luz ”  (p. 152). De facto, o espaço simbólico de que vimos falando poderia considerar-se como um espaço subjectivo, em termos estritamente semânticos. O reconhecimento de uma poética simbólica é algo que dependerá do sujeito que realize a análise, já que na operação de leitura o que irrompe é também a própria experiência subjectiva do intérprete.
Enceneção O dispositivo fotográfico não pode ser entendido como uma mero agente reprodutor, mas antes como um meio desenhado para produzir determinados efeitos, isto é, a impressão de realidade, entre outros. Neste sentido, a imagem fotográfica não é estranha a uma ação deliberada de enunciação textual, a uma encenação que transporta uma ideologia concreta e que qualquer análise não pode ignorar.
Outros Este espaço fica reservado para a inclusão de outros conceitos que possam estar relacionados com o nível compositivo da análise da fotografia.  Permanece aberto  ad libitum  ao analista ou estudioso da imagem.
Planos e  Composição Fotográfica  É forma de expressão elaborada, que pode ser ampla ou específica. O modo de expressar-se varia em função do que se quer mostrar, contar, exprimir, até mesmo impor. Apresenta-se um mundo organizado em narrativa, usando uma linguagem convencionada em ação, espaço e tempo. Fotografar não é mágica, muita criatividade e matemática.
Imagine-se com uma câmera fotográfica na mão O que fotografar? Como enquadrar? Como compor? Regra dos Terços:  É uma técnica utilizada na fotografia para se obter melhores resultados.
Imagine-se com uma câmera fotográfica na mão Para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada.
Exemplos de fotografias que utilizaram a regra dos terços O foco principal (lado direito) O foco principal (lado esquerdo)
Fotografias regra dos terços  Lado esquerdo
Fotografias regra dos terços  Lado direito
Como a regra dos terços funciona No caso de pessoas e objetos procure posicioná-los numa das quatro interseções do quadro; no caso de paisagens, posicione-as no topo ou no fundo do quadro. O resultado é uma imagem mais natural, contrabalançada e atrativa ao olhar.
Como a regra dos terços funciona Muitos estudos fotográficos chegaram à conclusão que quem observa uma imagem olha mais depressa para um dos pontos de cruzamento do que para o centro da fotografia. A aplicação da regra dos terços não é mais do que evitar simplesmente centrar o elemento a fotografar, e posicioná-lo 1/3 acima do fundo e 1/3 à esquerda ou então 1/3 abaixo do topo e 1/3 à direita e assim sucessivamente.
Plano geral (PG): abrange e descreve o ambiente;  pode acontecer para situar o observador no contexto da ação;  recorre-se a ele para se ter uma visão mais ampla do cenário; focaliza personagens em ação; identifica onde a ação transcorre;  localiza a ambiência. O plano geral permite a utilização como elemento de contraste com planos médios e primeiros planos dos elementos nele incluídos; relaciona os personagens e quem os rodeia. É um plano muito usado no  cinema, documentários e o fotógrafo utiliza muito em grandes ambientes
Plano geral (PG):
Plano geral (PG):
Plano geral (PG):
Plano médio e   plano americano: O plano médio (PM)   mostra a pessoa da cintura para cima; está entre o plano geral e o  close;  É o plano de aproximação O plano americano (PA) É variante do plano médio; Mostra a pessoa do joelho para cima.  OBS.:  Ambos exercem função mais narrativa. Privilegiam a ação. Não se faz corte nas articulações. Não corta nos joelhos e não corta os pés.
Plano médio e   plano americano:
Plano médio e   plano americano:
Plano médio e   plano americano:
Plano médio e   plano americano:
Plano Médio ou Plano Americano
Primeiro plano ou  close-up: enquadra o rosto;  essencial para se alcançar a máxima intensidade dramática;  apresenta nitidamente a expressão do rosto  e projeta as características do personagem;  pode revelar pensamentos e o momento interior do personagem;  corresponde à invasão do campo da consciência; desempenha função mais emocional.  plano é cortado pouco abaixo das axilas. Permite por exemplo imagens de alguém a fumar,cortando totalmente o ambiente em redor. Este tipo de planos privilegia o que é transmitido pela expressão facial.
Primeiro plano ou  close-up:
Primeiro plano ou  close-up:
Vários  Primeiro plano ou  close-up:
Plano de detalhe (PD): imagem de impacto visual e emocional;  tempo de leitura curto; isola pormenores; mostra uma parte essencial do assunto.  é um plano de grande impacto pela ampliação que dá a um pormenor que, geralmente, não percebemos com minúcia.  Pode chegar a criar formas quase abstratas. OBS.: Se usado em excesso, perde o impacto e cansa .
Plano de detalhe (PD):
Plano de detalhe (PD):
Plano detalhe
Angulação Posições ou ângulos da câmera quanto a um objeto ou personagem.  Mais alta, mais baixa ou à altura deles, para produzir efeitos expressivos determinados. Define-se  ângulo de visão como  elemento de expressão do conteúdo do quadro; produz efeitos expressivos, não mecânicos, determinados e é ponto de partida para observar o personagem.
Câmera alta (visão superior): Também chamada de  plongé  enfoca a ação de cima para baixo, o que minimiza o personagem, diminui sua força ou importância; demonstra o predomínio da ação sobre personagens e coisas.  A expressão é de inferioridade
Câmera alta (visão superior):
Câmera alta (visão superior):
Câmera baixa (visão inferior):   É   também chamada de  contraplongé  a ação enfocada de baixo para cima aumenta a estatura e a importância do personagem, coloca-o em posição dominante. A expressão é de superioridade.
Câmera baixa (visão inferior):
Câmera baixa (visão inferior):
Câmera normal (visão média): A ação observada à altura dos olhos, sem significação especial relativamente ao personagem; é a imagem mais comum e natural. Perspectiva normal.
Câmera normal (visão média):
Zoom:   Aproximação até cl ose.  Não é movimento físico, é ótico. A aproximação ou o afastamento se dá pela utilização da lente  zoom. Zoom in   (aproximação): traz a imagem distante para bem perto; favorece a concentração da atenção. Zoom out   (afastamento): leva a imagem próxima para longe; retrocede revelando o cenário do primeiro plano de partida; favorece a revelação.
Fotografando o pôr-do-sol Fotografar pôr-do-sol entre céu e terra é comum todo mundo faz, portanto se você quiser que sua fotografia seja admirada, inove. 1º passo: observar outros elementos que poderão fazer parte da composição. 2º observar a regra dos terços onde os elementos devem ficar alinhados e divididos ao mesmo tempo, sendo que cada quadro  deverá direcionar o olhar para o elemento principal.
Dicas básicas para fotografar monumentos históricos  1º passo: enquadrar o monumento e ou a arquitetura  dentro do visor para que nada fique de fora.  ( se possível se abaixe  o quanto for possível). 4º passo: observe a incidência de luz ( excesso de luz  “estoura” a imagem ). 5º passo: aproveite sempre a luz natural ( cuidado para não ficar de frente para a luz). 6º lembre-se que a sombra e os reflexos também fazem  parte  da composição.
FIM

Representação e planos

  • 1.
    Planos e ComposiçãoProf. M árcio Duarte
  • 2.
    Espaço da representaçãoA representação do espaço é uma modelização do real. No caso da fotografia, devemos estar conscientes que a imagem obtida é sempre o resultado de uma operação de recorte do continuum espacial, uma seleção que, consciente ou inconscientemente, responde sempre aos interesses do fotógrafo. É no espaço da representação, enquanto dimensão coadjuvante e estrutural, que tem lugar o desdobramento dos elementos plásticos e as técnicas compositivas que examinámos até ao momento. A inclusão de um sub-tópico dedicado ao exame do espaço da representação deve-nos ajudar a definir como é o espaço que constrói a fotografia que analisamos, desde as suas variáveis mais materiais até às suas implicações mais filosóficas.
  • 3.
    Espaço da representaçãoNo campo da fotografia, o controlo do parâmetro técnico da abertura do diafragma e a objetiva eleita pelo fotógrafo possibilitam a construção da dimensão espacial da imagem. Campo/Fora de campo Aberto/Fechado Interior/Exterior Concreto/Abstrato Profundo/Plano Habitabilidade Encenação Outros Comentários
  • 4.
    todo o atofotográfico implica “ uma tomada de vista ou olhar na imagem ” , quer dizer, um gesto de corte. Philippe Dubois
  • 5.
    Campo/Fora de campoO campo fotográfico define-se como o espaço representado na materialidade da imagem, e que constitui a expressão plena do espaço da representação fotográfica. Mas a compreensão e interpretação do campo visual pressupõe sempre a existência de um fora de campo, que se lhe supõe contíguo e que o sustenta. Sem dúvida, o fora de campo e a ausência são elementos estruturais de uma interpretação ou leitura da representação fotográfica, como sucede no terreno da representação fílmica.
  • 6.
    Campo/Fora de campoAs formas de representação do fora de campo em fotografia e as suas significações podem ser muito variadas. A representação fotográfica dominante, que poderíamos relacionar com o paradigma de representação clássico, caracteriza-se por oferecer um campo visual fragmentário, mas que oculta, ao mesmo tempo, a sua natureza descontínua, mediante um apagamento das marcas enunciativas para que o espectador não perceba a natureza artificial da construção visual. O paradigma clássico baseia-se na construção de uma impressão de realidade, mais acentuada ainda que noutros meios audiovisuais como o cinema e o vídeo. Independentemente de outras reflexões, torna-se evidente que os objetos ou personagens no campo podem “ apontar ” para o fora de campo, com o que se obtém uma complicação de ambos por contiguidade; mas, sobretudo, espelhos, sombras, etc. são elementos que inscrevem diretamente o fora de campo no campo.
  • 7.
    Aberto/Fechado Este parde conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço aberto tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços fechados.
  • 8.
    Interior/Exterior Este parde conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço interior tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços exteriores.
  • 9.
    Concreto/Abstracto Este parde conceitos não se refere somente à dimensão física ou material da representação. A representação de um espaço concreto tem uma série de implicações no que respeita às determinações que este contém relativamente ao sujeito ou objeto fotografado, e também com o tipo de relação de fruição que a imagem promove no espectador. O mesmo sucede com os espaços abstratos. Os efeitos metafóricos que a representação de um ou outro tipo de espaço supõe.
  • 10.
    Profundo/Plano No estudodo sistema compositivo temos feito referência à importância da perspectiva e da profundidade de campo na construção do espaço da representação. Neste nível de análise, trata-se de avaliar em que medida a representação plana do espaço corresponde a um olhar mais estandardizado ou normalizado como o classicismo, em confronto com a representação em profundidade, mais próxima da configuração plástica barroca.
  • 11.
    Habitabilidade Segundo ograu de abstração da imagem, torna-se mais ou menos fácil que o espaço possa ser habitável pelo espectador. A habitabilidade faz referência ao tipo de implicação que a representação fotográfica promove na operação de leitura da imagem. Deste modo, a habitabilidade em função da identificação ou distanciamento, atua como forças centrípeta e centrifuga, que o espaço sugira ao espectador. A caracterização de um espaço como espaço simbólico produz-se quando a representação fotográfica se afasta da vocação indicial da fotografia, enquanto marca do real. Santos Zunzunegui assinala, a propósito da fotografia de paisagem, que uma paisagem será indicial “ quando nela predomine a sua dimensão constatativa ” , enquanto que uma paisagem fotografada será considerada “ simbolista ou simbólica ” , “ na medida em que o fundamental da sua estratégia significativa coloque o visível ao serviço do não visível ” (p. 145). Se em alguns fotógrafos David Kinsey ou Timothy O ’ Sullivan a fotografia de paisagem tem um valor testemunhal, em Ansel Adams todo o trabalho parece dirigir-se para “ a construção de uma visão substancialmente estética do mundo e das coisas ” . Em Adams, a poética indicialista é substituída por “ um trabalhado jogo luminoso que estende pontes entre a cascata, o rio e o arco-íris criando uma emotiva sensibilidade dramática ante a luz ” (p. 152). De facto, o espaço simbólico de que vimos falando poderia considerar-se como um espaço subjectivo, em termos estritamente semânticos. O reconhecimento de uma poética simbólica é algo que dependerá do sujeito que realize a análise, já que na operação de leitura o que irrompe é também a própria experiência subjectiva do intérprete.
  • 12.
    Enceneção O dispositivofotográfico não pode ser entendido como uma mero agente reprodutor, mas antes como um meio desenhado para produzir determinados efeitos, isto é, a impressão de realidade, entre outros. Neste sentido, a imagem fotográfica não é estranha a uma ação deliberada de enunciação textual, a uma encenação que transporta uma ideologia concreta e que qualquer análise não pode ignorar.
  • 13.
    Outros Este espaçofica reservado para a inclusão de outros conceitos que possam estar relacionados com o nível compositivo da análise da fotografia. Permanece aberto ad libitum ao analista ou estudioso da imagem.
  • 14.
    Planos e Composição Fotográfica É forma de expressão elaborada, que pode ser ampla ou específica. O modo de expressar-se varia em função do que se quer mostrar, contar, exprimir, até mesmo impor. Apresenta-se um mundo organizado em narrativa, usando uma linguagem convencionada em ação, espaço e tempo. Fotografar não é mágica, muita criatividade e matemática.
  • 15.
    Imagine-se com umacâmera fotográfica na mão O que fotografar? Como enquadrar? Como compor? Regra dos Terços: É uma técnica utilizada na fotografia para se obter melhores resultados.
  • 16.
    Imagine-se com umacâmera fotográfica na mão Para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada.
  • 17.
    Exemplos de fotografiasque utilizaram a regra dos terços O foco principal (lado direito) O foco principal (lado esquerdo)
  • 18.
    Fotografias regra dosterços Lado esquerdo
  • 19.
    Fotografias regra dosterços Lado direito
  • 20.
    Como a regrados terços funciona No caso de pessoas e objetos procure posicioná-los numa das quatro interseções do quadro; no caso de paisagens, posicione-as no topo ou no fundo do quadro. O resultado é uma imagem mais natural, contrabalançada e atrativa ao olhar.
  • 21.
    Como a regrados terços funciona Muitos estudos fotográficos chegaram à conclusão que quem observa uma imagem olha mais depressa para um dos pontos de cruzamento do que para o centro da fotografia. A aplicação da regra dos terços não é mais do que evitar simplesmente centrar o elemento a fotografar, e posicioná-lo 1/3 acima do fundo e 1/3 à esquerda ou então 1/3 abaixo do topo e 1/3 à direita e assim sucessivamente.
  • 22.
    Plano geral (PG):abrange e descreve o ambiente; pode acontecer para situar o observador no contexto da ação; recorre-se a ele para se ter uma visão mais ampla do cenário; focaliza personagens em ação; identifica onde a ação transcorre; localiza a ambiência. O plano geral permite a utilização como elemento de contraste com planos médios e primeiros planos dos elementos nele incluídos; relaciona os personagens e quem os rodeia. É um plano muito usado no cinema, documentários e o fotógrafo utiliza muito em grandes ambientes
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Plano médio e plano americano: O plano médio (PM) mostra a pessoa da cintura para cima; está entre o plano geral e o close; É o plano de aproximação O plano americano (PA) É variante do plano médio; Mostra a pessoa do joelho para cima. OBS.: Ambos exercem função mais narrativa. Privilegiam a ação. Não se faz corte nas articulações. Não corta nos joelhos e não corta os pés.
  • 27.
    Plano médio e plano americano:
  • 28.
    Plano médio e plano americano:
  • 29.
    Plano médio e plano americano:
  • 30.
    Plano médio e plano americano:
  • 31.
    Plano Médio ouPlano Americano
  • 32.
    Primeiro plano ou close-up: enquadra o rosto; essencial para se alcançar a máxima intensidade dramática; apresenta nitidamente a expressão do rosto e projeta as características do personagem; pode revelar pensamentos e o momento interior do personagem; corresponde à invasão do campo da consciência; desempenha função mais emocional. plano é cortado pouco abaixo das axilas. Permite por exemplo imagens de alguém a fumar,cortando totalmente o ambiente em redor. Este tipo de planos privilegia o que é transmitido pela expressão facial.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    Vários Primeiroplano ou close-up:
  • 36.
    Plano de detalhe(PD): imagem de impacto visual e emocional; tempo de leitura curto; isola pormenores; mostra uma parte essencial do assunto. é um plano de grande impacto pela ampliação que dá a um pormenor que, geralmente, não percebemos com minúcia. Pode chegar a criar formas quase abstratas. OBS.: Se usado em excesso, perde o impacto e cansa .
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
    Angulação Posições ouângulos da câmera quanto a um objeto ou personagem. Mais alta, mais baixa ou à altura deles, para produzir efeitos expressivos determinados. Define-se ângulo de visão como elemento de expressão do conteúdo do quadro; produz efeitos expressivos, não mecânicos, determinados e é ponto de partida para observar o personagem.
  • 41.
    Câmera alta (visãosuperior): Também chamada de plongé enfoca a ação de cima para baixo, o que minimiza o personagem, diminui sua força ou importância; demonstra o predomínio da ação sobre personagens e coisas. A expressão é de inferioridade
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    Câmera baixa (visãoinferior): É também chamada de contraplongé a ação enfocada de baixo para cima aumenta a estatura e a importância do personagem, coloca-o em posição dominante. A expressão é de superioridade.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    Câmera normal (visãomédia): A ação observada à altura dos olhos, sem significação especial relativamente ao personagem; é a imagem mais comum e natural. Perspectiva normal.
  • 48.
  • 49.
    Zoom: Aproximação até cl ose. Não é movimento físico, é ótico. A aproximação ou o afastamento se dá pela utilização da lente zoom. Zoom in (aproximação): traz a imagem distante para bem perto; favorece a concentração da atenção. Zoom out (afastamento): leva a imagem próxima para longe; retrocede revelando o cenário do primeiro plano de partida; favorece a revelação.
  • 50.
    Fotografando o pôr-do-solFotografar pôr-do-sol entre céu e terra é comum todo mundo faz, portanto se você quiser que sua fotografia seja admirada, inove. 1º passo: observar outros elementos que poderão fazer parte da composição. 2º observar a regra dos terços onde os elementos devem ficar alinhados e divididos ao mesmo tempo, sendo que cada quadro deverá direcionar o olhar para o elemento principal.
  • 51.
    Dicas básicas parafotografar monumentos históricos 1º passo: enquadrar o monumento e ou a arquitetura dentro do visor para que nada fique de fora. ( se possível se abaixe o quanto for possível). 4º passo: observe a incidência de luz ( excesso de luz “estoura” a imagem ). 5º passo: aproveite sempre a luz natural ( cuidado para não ficar de frente para a luz). 6º lembre-se que a sombra e os reflexos também fazem parte da composição.
  • 52.