Sociedade Brasileira de Química (SBQ) 
Análise CCD de analgésicos e síntese do salicilato de metila 
Douglas Pul de Sousa, douglas_pul@hotmail.com 
1Instituto de Química, Universidade Federal de Goiás, C.P. 131, 74001-970 Goiânia, GO. 
Palavras Chave: análise, síntese, salicilato de metila. 
Introdução 
A análise em cromatografia em camada delgada 
(CCD) pode ser utilizada para determinar a 
composição de vários analgésicos de uso livre1. 
O salicilato de metila possui caráter medicinal 
pela sua facilidade de ser hidrolisado a ácido 
salicílico nas condições alcalinas do trato intestinal. 
E, por sua vez, o ácido salicílico possui 
propriedades analgésicas e antipiréticas1. 
O salicilato de metila é produzido pela reação de 
esterificação do ácido salicílico com metanol em 
meio ácido, através da seguinte reação: 
OH O 
OH + H3C OH 
H2SO4 
OH O 
O 
CH3 + H2O 
Materiais e métodos 
Para a análise de analgésicos pegou 4 tubos de 
ensaio, numerados de 1 a 4 e colocou na seguinte 
ordem as substâncias: comprimido pulverizado de 
paracetamol, ácido acetilsalicílico (AAS), 
acetominofeno e cafeína. Adicionou 2,5 mL de 
metanol em cada tubo e agitou cerca de 4 minutos. 
Os produtos foram aplicados em duas placas 
cromatográficas e inseridas em duas cubas 
distintas: (A) acetona,clorofórmio 1:1 (B) tolueno, 
clorofórmio, ácido acético glacial, metanol 
12:5:1,8:0,1. As placas foram retiradas dos eluentes 
e inseridas em uma cuba de iodo e em seguida 
marcadas as manchas que eluiram e calculados os 
Rf. 
Para a síntese do salicilato de metila colocou 7 
gramas de ácido salicílico e 21 mL de metanol em 
um balão. Adicionou 2 mL de ácido sulfúrico 
concentrado e colocou o sistema em refluxo por 3 
horas, em seguida deixou a mistura em repouso por 
uma semana. Evaporou-se o metanol e fez a 
purificação. Para a purificação transferiu o conteúdo 
para um béquer utilizando 50 mL de clorofórmio. 
Adicionou 100 mL de água destilada, agitou e 
descartou a fase aquosa. Adicionou 100 mL de 
bicarbonato de sódio, esperou diminuir a 
efervescência e separou as duas fases. A fase 
orgânica foi colocada em funil de separação com 
mais 50 mL da solução de carbonato de sódio, 
decantou as fases e lavou a fase orgânica. 
Adicionou sulfato de sódio anidro a fase orgânica 
para retirar a água, filtrou para um balão de fundo 
redondo e evaporou o clorofórmio em 
rotaevaporador, por ultimo pesou o balão contendo 
o salicilato de metila e calculou o rendimento. 
Resultados e Discussão 
A placa que apresentou melhor resultado foi a 
inserida na cuba B e o eluente deve um 
deslocamento de 3,5 cm. E tal valor foi utilizado no 
cálculo dos Rf`s dos analitos e os valores estão 
apresentados na tabela 1. 
Tabela 1. Valores de Rf para diferentes analitos. 
Analitos Rf 
Comprimido - 
AAS 0,62 
Acetaminofeno 0,47 
Cafeína 0,17 
Pelo fato do eluente ser polar, observa-se que o 
AAS é que possui maior caráter polar, evidenciado 
por seu valor de Rf ser maior dentre os demais e 
assim possuir maior afinidade com o eluente. 
A partir da massa de ácido salicílico obteve-se a 
massa final de 6,72g do produto salicilato de metila. 
Portanto, o rendimento do experimento foi de 
86,27%. Na tabela 1 são apresentadas as principais 
bandas que diferem os dois compostos. 
Tabela 1: Principais bandas de infravermelho. 
O que pode ser observado é o desaparecimento 
da banda do ácido carboxílico e o aparecimento da 
banda do éster. 
Conclusões 
Pelos dados alcançados observa-se a eficiência 
da análise de analgésicos por CCD e o 
procedimento de síntese do salicilato de metila 
fornece um bom rendimento levando em 
33a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química 
Bandas (cm-1) Ácido salicílico Salicilato de 
metila 
Estiramento O-H Sim Sim 
(fenol) ≈ 3200 
Estiramento O-H Sim Não 
(ác.Carboxílico) 
≈ 3100 a 2500 
Estiramento C=O Não Sim 
(éster) ≈ 1700
Sociedade Brasileira de Química (SBQ) 
consideração que o ácido salicílico é limitante na 
reação. 
Agradecimentos 
Ao Instituto de Química/UFG pelo apoio. 
1. Pavia, D.L.; Lampman, G.M.; Kriz, G.S.; Engel, R.G. Química 
organic experimental: técnicas de escala pequena.; tradução de 
Ricardo Bicca de Alencastro. – Porto Alegre: Bookman, 2009. 
33a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química

Relatório sintese de salicilato de metila

  • 1.
    Sociedade Brasileira deQuímica (SBQ) Análise CCD de analgésicos e síntese do salicilato de metila Douglas Pul de Sousa, douglas_pul@hotmail.com 1Instituto de Química, Universidade Federal de Goiás, C.P. 131, 74001-970 Goiânia, GO. Palavras Chave: análise, síntese, salicilato de metila. Introdução A análise em cromatografia em camada delgada (CCD) pode ser utilizada para determinar a composição de vários analgésicos de uso livre1. O salicilato de metila possui caráter medicinal pela sua facilidade de ser hidrolisado a ácido salicílico nas condições alcalinas do trato intestinal. E, por sua vez, o ácido salicílico possui propriedades analgésicas e antipiréticas1. O salicilato de metila é produzido pela reação de esterificação do ácido salicílico com metanol em meio ácido, através da seguinte reação: OH O OH + H3C OH H2SO4 OH O O CH3 + H2O Materiais e métodos Para a análise de analgésicos pegou 4 tubos de ensaio, numerados de 1 a 4 e colocou na seguinte ordem as substâncias: comprimido pulverizado de paracetamol, ácido acetilsalicílico (AAS), acetominofeno e cafeína. Adicionou 2,5 mL de metanol em cada tubo e agitou cerca de 4 minutos. Os produtos foram aplicados em duas placas cromatográficas e inseridas em duas cubas distintas: (A) acetona,clorofórmio 1:1 (B) tolueno, clorofórmio, ácido acético glacial, metanol 12:5:1,8:0,1. As placas foram retiradas dos eluentes e inseridas em uma cuba de iodo e em seguida marcadas as manchas que eluiram e calculados os Rf. Para a síntese do salicilato de metila colocou 7 gramas de ácido salicílico e 21 mL de metanol em um balão. Adicionou 2 mL de ácido sulfúrico concentrado e colocou o sistema em refluxo por 3 horas, em seguida deixou a mistura em repouso por uma semana. Evaporou-se o metanol e fez a purificação. Para a purificação transferiu o conteúdo para um béquer utilizando 50 mL de clorofórmio. Adicionou 100 mL de água destilada, agitou e descartou a fase aquosa. Adicionou 100 mL de bicarbonato de sódio, esperou diminuir a efervescência e separou as duas fases. A fase orgânica foi colocada em funil de separação com mais 50 mL da solução de carbonato de sódio, decantou as fases e lavou a fase orgânica. Adicionou sulfato de sódio anidro a fase orgânica para retirar a água, filtrou para um balão de fundo redondo e evaporou o clorofórmio em rotaevaporador, por ultimo pesou o balão contendo o salicilato de metila e calculou o rendimento. Resultados e Discussão A placa que apresentou melhor resultado foi a inserida na cuba B e o eluente deve um deslocamento de 3,5 cm. E tal valor foi utilizado no cálculo dos Rf`s dos analitos e os valores estão apresentados na tabela 1. Tabela 1. Valores de Rf para diferentes analitos. Analitos Rf Comprimido - AAS 0,62 Acetaminofeno 0,47 Cafeína 0,17 Pelo fato do eluente ser polar, observa-se que o AAS é que possui maior caráter polar, evidenciado por seu valor de Rf ser maior dentre os demais e assim possuir maior afinidade com o eluente. A partir da massa de ácido salicílico obteve-se a massa final de 6,72g do produto salicilato de metila. Portanto, o rendimento do experimento foi de 86,27%. Na tabela 1 são apresentadas as principais bandas que diferem os dois compostos. Tabela 1: Principais bandas de infravermelho. O que pode ser observado é o desaparecimento da banda do ácido carboxílico e o aparecimento da banda do éster. Conclusões Pelos dados alcançados observa-se a eficiência da análise de analgésicos por CCD e o procedimento de síntese do salicilato de metila fornece um bom rendimento levando em 33a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química Bandas (cm-1) Ácido salicílico Salicilato de metila Estiramento O-H Sim Sim (fenol) ≈ 3200 Estiramento O-H Sim Não (ác.Carboxílico) ≈ 3100 a 2500 Estiramento C=O Não Sim (éster) ≈ 1700
  • 2.
    Sociedade Brasileira deQuímica (SBQ) consideração que o ácido salicílico é limitante na reação. Agradecimentos Ao Instituto de Química/UFG pelo apoio. 1. Pavia, D.L.; Lampman, G.M.; Kriz, G.S.; Engel, R.G. Química organic experimental: técnicas de escala pequena.; tradução de Ricardo Bicca de Alencastro. – Porto Alegre: Bookman, 2009. 33a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química