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FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUÍ
GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
Relatório de Estagio Curricular em Educação de Jovens e Adultos
Elcinalva Ramos Costa
Francirleia de Jesus Sousa
Lena Claúdia da Luz Santos
Luzanira Pereira da Silva Santos
Rubenilce Monteiro Santos
Valéria do Socorro Oliveira Duarte
Local do Estagio: Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado
Teresina – PI
2015
FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUÍ
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Relatório de Estagio Curricular em Educação de Jovens e Adultos
Elcinalva Ramos Costa
Francirleia de Jesus Sousa
Lena Claúdia da Luz Santos
Luzanira Pereira da Silva Santos
Rubenilce Monteiro Santos
Valéria do Socorro Oliveira Duarte
Local do Estagio: Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado
Relatório apresentado à Faculdade Evangélica do
Piauí – FAEPI, como requisito parcial para
obtenção de nota da disciplina do Estagio
Supervisionado em Educação Especial do curso
de graduação em pedagogia, sob orientação do
Professor. Esp: Magno Fernando A. Nazaré.
Teresina – PI
2015
1-INTRODUÇÃO
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é vista por muito como uma
forma de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles
que por algum motivo tiveram de abandonar a escola. Felizmente o conceito vem
mudando e, entre os grandes desafios desse tipo de ensino, agora se inclui também
a preparação para o mercado de trabalho. Além de ter por finalidade propiciar o
desenvolvimento integral do aluno, prepara-lo para o acesso às competências
básicas, facilitando sua inserção no mundo de trabalho, em estudos superiores e ao
mesmo tempo capacitando-o para interagir socialmente, de forma sadia e
responsável, dotando-o de criatividade e senso crítico para exercer a cidadania de
forma plena e digna. Isso inclui ter consciência de que ao ser transformado, possa
também transformar a sociedade em que vive.
Este trabalho relata o perfil, as dificuldades e as ações pedagógicas
realizadas com os alunos da Educação de Jovens e Adultos, da Unidade Rural de 1º
Grau Doralice Dourado. Esta é a única escola situada na sede da cidade de
Carutapera Maranhão, a trabalhar com essa modalidade de ensino.
As informações foram coletadas a parti de uma entrevista com o diretor e
a coordenadora pedagógica da EJA na escola. O contato direto com os alunos foi
resguardado devido os mesmos estarem na semana de avaliações além da
preparação para os jogos escolares da rede municipal de ensino.
Na entrevista foram abordadas questões como o perfil dessa clientela, as
dificuldades apresentadas tanto pelos discentes como os docentes, a evasão
escolar, disciplina, os benefícios, o planejamento, as avaliações e a motivação para
a permanência desses alunos na escola.
O presente relatório tem por objetivo entender como surgiu e como
funciona essa modalidade de ensino. Além de conhecer o trabalho da escola e dos
professores para com os alunos da Educação de Jovens e Adultos, procurando
relacionar a teoria à prática. Promovendo assim melhor preparo acadêmico a futuros
profissionais da área da pedagogia.
2-ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA
A Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado, está localizada na cidade
de Carutapera Maranhão, na Avenida Deputado Manoel Ribeiro nº 1007, no Bairro
de Santa Luzia, situada nas proximidades do Hospital Regional de Carutapera, da
Rádio Comunitária Litoral FM e o Fórum da cidade.
A escola é dividida em oito salas de aula, uma secretária, uma cozinha,
um depósito, uma sala de professores, uma sala de informática, um pátio e três
banheiros, onde apenas 2 estão funcionando. A unidade possui 288 alunos
matriculados de 1º ao 5º ano, as turmas de 1º ano A e B totalizam 44 alunos, 2º ano
A, B e C 76 alunos, 3º ano A e B 56alunos, 4º ano A e B 55 alunos e 5º ano A e B 57
alunos, distribuídos nos turnos matutino e vespertino. O turno noturno funciona a
EJA (Educação de Jovens e Adultos), com o número total de 216 alunos
matriculados divididos em etapas (Primeira etapa 1ª e 2ª série, segunda etapa3ª e 4ª
série, terceira etapa 5ª e 6ª série e quarta etapa 7ª e 8ª série). O número de alunos
por sala varia entre 30 a 38 alunos. Os mais novos tem idade entre 15 a 17 anos e
os mais velhos de 50 a 60 anos.
A escola tem em seu quadro doze professores no turno noturno e 11
divididos entre os turnos matutino e vespertino. Como não tivemos acesso ao PPP
(Plano Político Pedagógico), deixamos de ter algumas informações exatas. Os
dados foram coletados por meio de observação e relatos dos funcionários.
3-CARACTERIZAÇÃO DO ESTÁGIO
O alunado da EJA na Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado é vindo
de famílias com baixa renda que vivem basicamente da pesca, da lavoura, de outras
atividades pouco renumeradas (autônomos). ou recebem ajuda do governo federal.
As alunas geralmente são mães com filhos ainda pequenos que dividem seu tempo
entre o trabalho doméstico e a escola (muitas ainda trabalham em casa de família
para ajudar no sustento da casa). Já a clientela masculina também trabalha durante
o dia, alguns usam ou já usaram drogas ou são pessoas que não tiveram um bom
desempenho por algum motivo no ensino regular ou até mesmo reprovaram várias
vezes.
São alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Pois lutam
contra o sono, cansaço e o tempo. Pessoas que vêm na educação de Jovens e
adultos (EJA) a única saída para a continuação dos seus estudos e assim estarem
preparados para as exigências econômicas, tecnológicas e competitivas do mercado
de trabalho.
A escola busca resgatar a história de vida dos alunos para que assim
possa melhorar sua prática como um todo, valorizando o conhecimento que se tem
no dia a dia, somando saberes.
4-ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS
No Brasil, o discurso sobre a inclusão social pela vida da educação é
bastante antigo.
Qualquer brasileiro reconhece que a educação é o instrumento que vai
permitir a busca por uma melhoria de vida, bem como a capacitação para competir
no mercado de trabalho.
A Educação de jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que
nasceu da clara necessidade de oferecer uma melhor chance para pessoas que, por
algum motivo, não concluíram o ensino fundamental e/ou o médio na idade
apropriada.
A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96) como a modalidade de
ensino que “será destinada à continuidade de estudos no ensino fundamental e
médio na idade própria”.
No início dos anos 90 o segmento da EJA passou a incluir também as
classes de alfabetização inicial. O segmento é regulamentado pelo artigo 37 da Lei
nº 9394 de 20 de dezembro de 1996(LDB). É um dos seguimentos da Educação
Básica que recebem repasse de verbas do FUNDEB.
A LDB, em seu art. 39º determina a dentre os princípios que devem servir
ao ensino... igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola...pluralismo de ideias e concepções pedagógicas...valorização da
experiência.
O Estágio supervisionado na Educação de Jovens e Adultos iniciou no dia
14/06/2015, com a orientação do professor Magno Fernando que fez a exposição
oral da aula, direcionando os alunos das turmas unificadas A e B do curso de
pedagogia a realizarem seus estágios na EJA. Houve uma preocupação por parte
dos alunos do curso por haver somente uma escola na sede a trabalhar com essa
modalidade de ensino, pois as duas turmas contam com um bom número de alunos.
Para tentar resolver esta questão o professor orientou que cada pessoa realizasse
seu estágio na cidade em que mora.
Para esse trabalho, a turma foi dividida em 8 grupos, sendo que cada
equipe iria desenvolver um projeto de motivação com os alunos da EJA. No
17/06/2015 os alunos do curso que moram na sede da cidade de Carutapera foram
visitar a Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado no turno noturno,
acompanhados do professor Magno Fernando. Lá chegando, somente o professor
entrou na escola para ter uma prévia conversa com gestor além do pedido de
autorização para que o grupo pudesse entrar sem atrapalhar os trabalhos da escola,
pois os alunos estavam em aula nesse momento.
O professor foi bem recebido pelo pessoal da escola que lamentaram o
fato de não ser possível à realização do projeto, sendo que os alunos estavam na
semana de prova e se preparando também juntamente com os professores para os
jogos entre as escolas do município e na sequência iriam entrar de férias. Foi
sugerido uma entrevista com o gestor e a coordenadora da EJA na escola no dia
seguinte.
Ao sair da escola o professor repassou as informações para as turma e
que não seria possível realizar o projeto. Pediu que os grupos se preparassem com
perguntas para que fosse feito um relatório por grupo a parti das informações obtidas
na entrevista como os profissionais.
No dia 18/06/2015, retornamos a escola, fomos encaminhados a uma sala
onde não tem aula a noite para que pudéssemos dar início à entrevista. Após as
saudações deu-se início as perguntas.
4.1-ENTREVISTA COM O GESTOR E A COORDENADORA
4.1.1FAMÍLIA
Como é feito o trabalho com as famílias?
Sobre essa pergunta o gestor nos informou que não há um trabalho direto
com as famílias dos alunos sendo que os mesmos em sua maioria são maiores e já
são responsáveis por si. Muito já tem sua própria família, portanto esse trabalho se
tornaria difícil.
De acordo com o Censo Escolar de 2014, o Brasil conta com cerca de
3,5 milhões de pessoas matriculadas na Educação de Jovens e Adultos. A
maioria são jovens entre 15 e 19 anos.
Assim, a importância da família na vida de todo ser humano, está
atrelada automaticamente ao bom desenvolvimento e ao indivíduo que no futuro
irá também constituí uma família alicerçado na sua própria experiência de vida.
4.1.2- MOTIVAÇÃO
O que a escola faz para diminui a desistência desses alunos?
Para o gestor (Diego Barral), a EJA em si já é um incentivo, e que a
desistência dos alunos não se dar pelo fato da escola ser “ruim” e sim pela vida
pessoal do aluno, devido ao trabalho e o cansaço por exemplo. Para isso a
Escola trabalha com projetos (Projeto de leitura e comidas típicas). Os
professores procuram trabalhar com aulas dinamizadas, pois os alunos gostam
dessa diversidade como músicas e jogos. Pois acredita que se o aluno não vê
vantagem em estudar ele desiste.
A coordenadora (Iricina Meireles), diz que a relação professor x aluno é
crucial, que o professor da EJA tem que cativar sua clientela.
Sobre esse assunto Gabriel Chalita diz:
“Professor tem de ser amigo do aluno... terá todo respeito
porque um amigo respeita o outro. Sem afeto não há
educação”. (CHALITA, 2004, p. 149)
Educar jovens e adultos, hoje, não é apenas ensiná-los a ler e escrever. É
oferecer-lhes uma escolarização ampla e com mais qualidade. E isso requer
atividades contínuas preocupando-se de fato com a cultura do educando, com a
preparação para o mercado de trabalho e como prevista nas diretrizes curriculares
da EJA a mesma tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino.
Como são trabalhados os jogos didáticos?
A coordenadora fala que o trabalho diferenciado é muito complexo, visto
que há jovens e idosos na mesma classe. Fala ainda que o professor de matemática
trabalhar a diversidade com dinâmicas, jogos e bingos.
4.1.3- EDUCAÇÃO ESPECIAL
Sobre a Educação Especial já houve algum caso? Se houve como foi o
trabalho? Se não houve como a escola está se preparando para isso?
A coordenação informou que não há alunos especiais matriculados na
EJA na escola. Que geralmente o aluno da Educação Especial, mesmo tendo idade
para estar nesta modalidade, à família opta por deixa-los no ensino regular. Se
algum caso aparecer mesmo com dificuldade à escola irá receber e tentar realizar
um bom trabalho com esse aluno.
4.1.4- DIFICULDADES
Qual é o maior desafio encontrado para trabalhar com os alunos da EJA?
O diretor relatou que quando veio para a Unidade Rural de 1º Grau
Doralice Dourado, havia vários problemas como brigas entre gangues, alunos
viciados portando facas entre outras coisas. Houve casos em que a polícia teve que
vim abordar alunos dentro da sala de aula. Devido a tudo isso a indisciplina era um
dos maiores problemas, além da frequência e a evasão. Contou ainda que os
professores tinham medo de vim trabalhar na EJA.
Para resolver essa questão procurou se aproximar mais dos alunos,
falando a mesma “língua”, com isso conseguiu colocar regras e limites. Hoje há
trocas de ideias entre direção, professor e alunos. Existe respeito por parte dos
alunos e vice versa.
Paulo Freire, em seu livro a Educação como prática da liberdade nos diz:
“A partir das relações do homem com a realidade... pelos atos
de criação, e decisão vai ele dinamizando o seu mundo. Vai
dominando a realidade. Vai dinamizando-a”.
(FREIRE, 2011, p.60)
4.1.5- PLANEJAMENTO
Como Funciona o planejamento que abrange a demanda de alunos de
idades diferenciadas?
A coordenadora afirmou que para haver o alcance dos objetivos são
necessários vários planejamentos, os professores tem que ser flexíveis em relação
ao planejamento. E que existe um choque de idades, sendo que os mais velhos são
os que mais sentem essa diferença.
O planejamento anual para a Educação de Jovens e Adultos deve levar
em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões,
raciocínio, seus sentimentos e emoções.
O planejamento deverá ser distribuído por área de conhecimento para
melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para
se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento,
não sendo necessário à separação.
4.1.6- A AVALIAÇÃO
Como é avaliado o processo de aprendizagem dos alunos?
Iricina (coordenadora) fala que juntamente com os professores procura
observar na avaliação de onde o aluno está para onde ele vai chegar.
Aproveitando tudo que o aluno tem de melhor.
A avaliação educacional, na Educação de Jovens e Adultos, seguirá
orientações contidas no artigo 24, da LDB, e compreende os seguintes princípios:
. investigativa ou diagnóstica: possibilita ao professor obter
informações necessárias para propor atividades e gerar novos conhecimentos;
. contínua: permite a observação permanente do processo ensino-
aprendizagem e possibilita ao educador repensar sua prática pedagógica;
. sistemática: acompanha o processo de aprendizagem do educando,
utilizando instrumentos diversos para o registro do processo;
. abrangente: contempla a amplitude das ações pedagógicas no
tempo-escolar do educando;
. permanente: permite um avaliar constante na aquisição dos
conteúdos pelo educando no decorrer do seu tempo-escola, bem como do
trabalho pedagógico da escola.
A avaliação se faz presente em todos os domínios da atividade
humana. Portanto a avaliação tem despertado o interesse dos vários segmentos
envolvidos no processo educacional: gestores, professores, alunos entre outros.
Sabe-se que a avaliação, nunca foi tão discutida e questionada como
mecanismo que orienta e acompanha o processo educativo geral tornando-se
inevitável a reflexão sobre a ação que o educador deve ter frente o ato avaliativo.
A necessidade de avaliar corretamente os alunos mostra que a mesma
deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não
apenas para classifica-lo.
A avaliação da aprendizagem é complexa e requer colaboração de meios
para obter resultados positivo, não deve servir, como geralmente acontece, para
penalizar a vítima, é um processo contínuo, sistemático, compreensivo, comparativo,
informativo e global, permite avaliar o conhecimento geral do aluno.
4.1.7- BENEFICIOS
Oque é a EJA para você?
Esta pergunta foi feita diretamente para o gestor da escola Diego Barral,
que responde dizendo que para ele, a EJA é como se fosse uma porta dando uma
segunda chance aos educandos. Que mesmo tendo suas dificuldades há um
aprendizado não só para os alunos mas também a todo o pessoal da escola,
professores, diretor e demais funcionários.
Trabalhar na educação de jovens e adultos é diferente pois, a verdade é
que o avaliador deve ouvir os alunos sobre o seu exercício sobre as notas dos
mesmos. Dessa forma os alunos acabam armazenando os seus conhecimentos e
aprendizados que conquistaram ao longo do ano.
O grande desafio está em criar uma escola de qualidade para jovens e
adultos em função das especificidades desses sujeitos.
Encerrada a entrevista, o professor Magno Fernando agradeceu o senhor
Diego Barral e a senhora Iricina Meireles, pela colaboração e disponibilidade que
tiveram para com os alunos do curso de pedagogia da Faculdade Evangélica do
Piauí. O gestor disse que a escola está à disposição e mais uma vez lamentou não
ser possível à realização do projeto de motivação para os alunos da EJA.
5-ANALISE REFLEXIVA
Analisando os estágios que tivemos na Educação Especial, Educação
Infantil e a Educação de Jovens e Adulto, percebemos que cada clientela exige do
professor um trabalho diferenciado voltado para cada idade ou para cada dificuldade
desses discentes.
A educação inclusiva caracteriza-se como um acesso a educação das
pessoas historicamente excluídas por sua classe, etnia, gênero, idade ou
deficiência. A proposta da inclusão escolar enfatiza aspectos , que os sistemas de
ensino devem respeitar e atender as necessidades educacionais das pessoas com
deficiência na classe regular. Sendo assim escassas a matricula de alunos
portadores de necessidades especiais na Educação de Jovens e adultos.
No Brasil a Educação Infantil compreende o atendimento as crianças de 0
a 5 anos. Mesmo não sendo obrigatória, a Educação Infantil é um direito publico,
cabendo ao município ampliar essa oferta com o apoio dos governos estaduais e
federal.
Ao trabalhar com crianças pequenas, vimos que o professor precisa estar
preparado para uma grande diversidade de atitude e participação, pois as crianças
inicialmente vão mesmo transgredir o uso de materiais e a descoberta de si mesmo
e do outro.
A Educação de Jovens e Adultos, proporciona o regresso à sala de aula.
Esta modalidade respeita as características desse alunado, dando oportunidades
educacionais adequadas em relação a seus interesses, condições de vida e de
trabalho, mediante cursos e exames próprios. No Brasil a EJA tem sido associada à
escolaridade compensatória para pessoas que não conseguiram ir para a escola
quando crianças, o que é um erro.
Em síntese é de suma importância que os educadores que se propõem
ensinar tenham em mente que devem mediar com sabedoria, entusiasmo,
sensibilidade humildade e alegria. Que exemplifique a confiança, a paz, a amizade,
o companheirismo e o respeito, pois todo professor deverá ter sempre certeza que
sua profissão é uma das mais nobres por que é a grande responsável por iluminar
consciências e formar cidadãos de bem.
6- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pesquisando sobre a Educação de Jovens e Adultos e analisando a
entrevista com profissionais que trabalham com essa modalidade, percebemos
que a essência da EJA está na oportunidade de reingresso à educação escolar,
visando melhor condições de vida.
Analisamos também que ser educador dessa modalidade, acaba se
tornando um grande desafio, pois apesar da especialização desses educadores
nessa categoria de ensino, é válido ressaltar que em muitos casos a metodologia
aplicada não é compatível, com as reais necessidades desses educandos, os
recursos didáticos utilizados nas aulas são escassos, não há materiais
específicos para eles e os conteúdos trabalhados não são contextualizados de
acordo com sua realidade dificultando assim a formação de um sujeito reflexível,
crítico, participativo e autônomo. Fazendo com que caia sobre o professor a
responsabilidade de melhorar suas aulas, tornando-as interativas, dinâmicas e
motivadoras para que o aluno possa vencer as dificuldades pessoais do dia a dia
rumo a um melhor desenvolvimento cognitivo, buscando suprir suas expectativas
no ramo dessa modalidade de ensino.
Sabe-se que educar é muito mais que reunir pessoas numa sala de aula
e transmitir-lhes um conteúdo pronto. E papel do professor, principalmente do
professor que trabalha na EJA, compreender o aluno e sua realidade diária.
Enfim, é acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento
pessoal e profissional.
Na cidade de Carutapera percebe-se que um bom número de alunos
que vieram da EJA e hoje estão no ensino médio ou até em uma graduação.
Pessoas que foram beneficiadas com essa modalidade e dessa forma estão
recuperando o tempo perdido ou até mesmo negado.
Conclui-se que preciso que a sociedade compreenda que os aluno da
Educação de Jovens e Adultos vivenciam problemas como preconceito,
vergonha, discriminação, críticas dentre tantos outros. E que tais questões são
vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade. Portanto
todos tanto a família como a escola devem motivar essas pessoas com palavras
positivas incentivando assim o aluno a continuar buscando a realização de seus
sonhos e ideias.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:
MEC/SEESP, 2002.
CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: leitura crítico-compreensiva, artigo. 23.ed.
revista e ampliada. – Petrópolis, RJ: Vozes,2015.
CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente,
2001 1ª ed., 2004 edição revista e atualizada.
DIPIERRO. M. C. Educação de Jovens e Adultos . In: OLIVEIRA, D.; DUARTE, A.M.
C.; VIEIRA, L. M. F. Dicionário de trabalho, profissão e condição docente. Belo
Horizonte: Faculdade de Educação; Universidade Federal de Minas Gerais, 2010.
P.8
ESTÁGIO CURRICULAR EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, Apostila,
FAEME. Carutapera,2015.
FERREIRA, A. B. de H. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 14.ed.rev.atual.—Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2011.
ORTIZ, Cisele. Interações: ser professor de bebes – cuidar, educar e brincar: uma
única ação. São Paulo: Blucher, 2012,--(Coleção InterAções)
PEREIRA, Antonio. Disponível em WWW.altosertão.com.br/colunistas. Acesso em
junho de 2015
SITE. WWW.pedagogogia.com.br/projetos

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  • 1. FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUÍ GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA Relatório de Estagio Curricular em Educação de Jovens e Adultos Elcinalva Ramos Costa Francirleia de Jesus Sousa Lena Claúdia da Luz Santos Luzanira Pereira da Silva Santos Rubenilce Monteiro Santos Valéria do Socorro Oliveira Duarte Local do Estagio: Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado Teresina – PI 2015
  • 2. FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUÍ GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA Relatório de Estagio Curricular em Educação de Jovens e Adultos Elcinalva Ramos Costa Francirleia de Jesus Sousa Lena Claúdia da Luz Santos Luzanira Pereira da Silva Santos Rubenilce Monteiro Santos Valéria do Socorro Oliveira Duarte Local do Estagio: Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado Relatório apresentado à Faculdade Evangélica do Piauí – FAEPI, como requisito parcial para obtenção de nota da disciplina do Estagio Supervisionado em Educação Especial do curso de graduação em pedagogia, sob orientação do Professor. Esp: Magno Fernando A. Nazaré. Teresina – PI 2015
  • 3. 1-INTRODUÇÃO A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é vista por muito como uma forma de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por algum motivo tiveram de abandonar a escola. Felizmente o conceito vem mudando e, entre os grandes desafios desse tipo de ensino, agora se inclui também a preparação para o mercado de trabalho. Além de ter por finalidade propiciar o desenvolvimento integral do aluno, prepara-lo para o acesso às competências básicas, facilitando sua inserção no mundo de trabalho, em estudos superiores e ao mesmo tempo capacitando-o para interagir socialmente, de forma sadia e responsável, dotando-o de criatividade e senso crítico para exercer a cidadania de forma plena e digna. Isso inclui ter consciência de que ao ser transformado, possa também transformar a sociedade em que vive. Este trabalho relata o perfil, as dificuldades e as ações pedagógicas realizadas com os alunos da Educação de Jovens e Adultos, da Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado. Esta é a única escola situada na sede da cidade de Carutapera Maranhão, a trabalhar com essa modalidade de ensino. As informações foram coletadas a parti de uma entrevista com o diretor e a coordenadora pedagógica da EJA na escola. O contato direto com os alunos foi resguardado devido os mesmos estarem na semana de avaliações além da preparação para os jogos escolares da rede municipal de ensino. Na entrevista foram abordadas questões como o perfil dessa clientela, as dificuldades apresentadas tanto pelos discentes como os docentes, a evasão escolar, disciplina, os benefícios, o planejamento, as avaliações e a motivação para a permanência desses alunos na escola. O presente relatório tem por objetivo entender como surgiu e como funciona essa modalidade de ensino. Além de conhecer o trabalho da escola e dos professores para com os alunos da Educação de Jovens e Adultos, procurando relacionar a teoria à prática. Promovendo assim melhor preparo acadêmico a futuros profissionais da área da pedagogia.
  • 4. 2-ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA A Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado, está localizada na cidade de Carutapera Maranhão, na Avenida Deputado Manoel Ribeiro nº 1007, no Bairro de Santa Luzia, situada nas proximidades do Hospital Regional de Carutapera, da Rádio Comunitária Litoral FM e o Fórum da cidade. A escola é dividida em oito salas de aula, uma secretária, uma cozinha, um depósito, uma sala de professores, uma sala de informática, um pátio e três banheiros, onde apenas 2 estão funcionando. A unidade possui 288 alunos matriculados de 1º ao 5º ano, as turmas de 1º ano A e B totalizam 44 alunos, 2º ano A, B e C 76 alunos, 3º ano A e B 56alunos, 4º ano A e B 55 alunos e 5º ano A e B 57 alunos, distribuídos nos turnos matutino e vespertino. O turno noturno funciona a EJA (Educação de Jovens e Adultos), com o número total de 216 alunos matriculados divididos em etapas (Primeira etapa 1ª e 2ª série, segunda etapa3ª e 4ª série, terceira etapa 5ª e 6ª série e quarta etapa 7ª e 8ª série). O número de alunos por sala varia entre 30 a 38 alunos. Os mais novos tem idade entre 15 a 17 anos e os mais velhos de 50 a 60 anos. A escola tem em seu quadro doze professores no turno noturno e 11 divididos entre os turnos matutino e vespertino. Como não tivemos acesso ao PPP (Plano Político Pedagógico), deixamos de ter algumas informações exatas. Os dados foram coletados por meio de observação e relatos dos funcionários.
  • 5. 3-CARACTERIZAÇÃO DO ESTÁGIO O alunado da EJA na Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado é vindo de famílias com baixa renda que vivem basicamente da pesca, da lavoura, de outras atividades pouco renumeradas (autônomos). ou recebem ajuda do governo federal. As alunas geralmente são mães com filhos ainda pequenos que dividem seu tempo entre o trabalho doméstico e a escola (muitas ainda trabalham em casa de família para ajudar no sustento da casa). Já a clientela masculina também trabalha durante o dia, alguns usam ou já usaram drogas ou são pessoas que não tiveram um bom desempenho por algum motivo no ensino regular ou até mesmo reprovaram várias vezes. São alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Pois lutam contra o sono, cansaço e o tempo. Pessoas que vêm na educação de Jovens e adultos (EJA) a única saída para a continuação dos seus estudos e assim estarem preparados para as exigências econômicas, tecnológicas e competitivas do mercado de trabalho. A escola busca resgatar a história de vida dos alunos para que assim possa melhorar sua prática como um todo, valorizando o conhecimento que se tem no dia a dia, somando saberes.
  • 6. 4-ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS No Brasil, o discurso sobre a inclusão social pela vida da educação é bastante antigo. Qualquer brasileiro reconhece que a educação é o instrumento que vai permitir a busca por uma melhoria de vida, bem como a capacitação para competir no mercado de trabalho. A Educação de jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que nasceu da clara necessidade de oferecer uma melhor chance para pessoas que, por algum motivo, não concluíram o ensino fundamental e/ou o médio na idade apropriada. A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96) como a modalidade de ensino que “será destinada à continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria”. No início dos anos 90 o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial. O segmento é regulamentado pelo artigo 37 da Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996(LDB). É um dos seguimentos da Educação Básica que recebem repasse de verbas do FUNDEB. A LDB, em seu art. 39º determina a dentre os princípios que devem servir ao ensino... igualdade de condições para o acesso e permanência na escola...pluralismo de ideias e concepções pedagógicas...valorização da experiência. O Estágio supervisionado na Educação de Jovens e Adultos iniciou no dia 14/06/2015, com a orientação do professor Magno Fernando que fez a exposição oral da aula, direcionando os alunos das turmas unificadas A e B do curso de pedagogia a realizarem seus estágios na EJA. Houve uma preocupação por parte dos alunos do curso por haver somente uma escola na sede a trabalhar com essa modalidade de ensino, pois as duas turmas contam com um bom número de alunos.
  • 7. Para tentar resolver esta questão o professor orientou que cada pessoa realizasse seu estágio na cidade em que mora. Para esse trabalho, a turma foi dividida em 8 grupos, sendo que cada equipe iria desenvolver um projeto de motivação com os alunos da EJA. No 17/06/2015 os alunos do curso que moram na sede da cidade de Carutapera foram visitar a Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado no turno noturno, acompanhados do professor Magno Fernando. Lá chegando, somente o professor entrou na escola para ter uma prévia conversa com gestor além do pedido de autorização para que o grupo pudesse entrar sem atrapalhar os trabalhos da escola, pois os alunos estavam em aula nesse momento. O professor foi bem recebido pelo pessoal da escola que lamentaram o fato de não ser possível à realização do projeto, sendo que os alunos estavam na semana de prova e se preparando também juntamente com os professores para os jogos entre as escolas do município e na sequência iriam entrar de férias. Foi sugerido uma entrevista com o gestor e a coordenadora da EJA na escola no dia seguinte. Ao sair da escola o professor repassou as informações para as turma e que não seria possível realizar o projeto. Pediu que os grupos se preparassem com perguntas para que fosse feito um relatório por grupo a parti das informações obtidas na entrevista como os profissionais. No dia 18/06/2015, retornamos a escola, fomos encaminhados a uma sala onde não tem aula a noite para que pudéssemos dar início à entrevista. Após as saudações deu-se início as perguntas. 4.1-ENTREVISTA COM O GESTOR E A COORDENADORA 4.1.1FAMÍLIA Como é feito o trabalho com as famílias? Sobre essa pergunta o gestor nos informou que não há um trabalho direto com as famílias dos alunos sendo que os mesmos em sua maioria são maiores e já são responsáveis por si. Muito já tem sua própria família, portanto esse trabalho se tornaria difícil.
  • 8. De acordo com o Censo Escolar de 2014, o Brasil conta com cerca de 3,5 milhões de pessoas matriculadas na Educação de Jovens e Adultos. A maioria são jovens entre 15 e 19 anos. Assim, a importância da família na vida de todo ser humano, está atrelada automaticamente ao bom desenvolvimento e ao indivíduo que no futuro irá também constituí uma família alicerçado na sua própria experiência de vida. 4.1.2- MOTIVAÇÃO O que a escola faz para diminui a desistência desses alunos? Para o gestor (Diego Barral), a EJA em si já é um incentivo, e que a desistência dos alunos não se dar pelo fato da escola ser “ruim” e sim pela vida pessoal do aluno, devido ao trabalho e o cansaço por exemplo. Para isso a Escola trabalha com projetos (Projeto de leitura e comidas típicas). Os professores procuram trabalhar com aulas dinamizadas, pois os alunos gostam dessa diversidade como músicas e jogos. Pois acredita que se o aluno não vê vantagem em estudar ele desiste. A coordenadora (Iricina Meireles), diz que a relação professor x aluno é crucial, que o professor da EJA tem que cativar sua clientela. Sobre esse assunto Gabriel Chalita diz: “Professor tem de ser amigo do aluno... terá todo respeito porque um amigo respeita o outro. Sem afeto não há educação”. (CHALITA, 2004, p. 149) Educar jovens e adultos, hoje, não é apenas ensiná-los a ler e escrever. É oferecer-lhes uma escolarização ampla e com mais qualidade. E isso requer atividades contínuas preocupando-se de fato com a cultura do educando, com a preparação para o mercado de trabalho e como prevista nas diretrizes curriculares da EJA a mesma tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino. Como são trabalhados os jogos didáticos? A coordenadora fala que o trabalho diferenciado é muito complexo, visto que há jovens e idosos na mesma classe. Fala ainda que o professor de matemática trabalhar a diversidade com dinâmicas, jogos e bingos.
  • 9. 4.1.3- EDUCAÇÃO ESPECIAL Sobre a Educação Especial já houve algum caso? Se houve como foi o trabalho? Se não houve como a escola está se preparando para isso? A coordenação informou que não há alunos especiais matriculados na EJA na escola. Que geralmente o aluno da Educação Especial, mesmo tendo idade para estar nesta modalidade, à família opta por deixa-los no ensino regular. Se algum caso aparecer mesmo com dificuldade à escola irá receber e tentar realizar um bom trabalho com esse aluno. 4.1.4- DIFICULDADES Qual é o maior desafio encontrado para trabalhar com os alunos da EJA? O diretor relatou que quando veio para a Unidade Rural de 1º Grau Doralice Dourado, havia vários problemas como brigas entre gangues, alunos viciados portando facas entre outras coisas. Houve casos em que a polícia teve que vim abordar alunos dentro da sala de aula. Devido a tudo isso a indisciplina era um dos maiores problemas, além da frequência e a evasão. Contou ainda que os professores tinham medo de vim trabalhar na EJA. Para resolver essa questão procurou se aproximar mais dos alunos, falando a mesma “língua”, com isso conseguiu colocar regras e limites. Hoje há trocas de ideias entre direção, professor e alunos. Existe respeito por parte dos alunos e vice versa. Paulo Freire, em seu livro a Educação como prática da liberdade nos diz: “A partir das relações do homem com a realidade... pelos atos de criação, e decisão vai ele dinamizando o seu mundo. Vai dominando a realidade. Vai dinamizando-a”. (FREIRE, 2011, p.60)
  • 10. 4.1.5- PLANEJAMENTO Como Funciona o planejamento que abrange a demanda de alunos de idades diferenciadas? A coordenadora afirmou que para haver o alcance dos objetivos são necessários vários planejamentos, os professores tem que ser flexíveis em relação ao planejamento. E que existe um choque de idades, sendo que os mais velhos são os que mais sentem essa diferença. O planejamento anual para a Educação de Jovens e Adultos deve levar em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões, raciocínio, seus sentimentos e emoções. O planejamento deverá ser distribuído por área de conhecimento para melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento, não sendo necessário à separação. 4.1.6- A AVALIAÇÃO Como é avaliado o processo de aprendizagem dos alunos? Iricina (coordenadora) fala que juntamente com os professores procura observar na avaliação de onde o aluno está para onde ele vai chegar. Aproveitando tudo que o aluno tem de melhor. A avaliação educacional, na Educação de Jovens e Adultos, seguirá orientações contidas no artigo 24, da LDB, e compreende os seguintes princípios: . investigativa ou diagnóstica: possibilita ao professor obter informações necessárias para propor atividades e gerar novos conhecimentos; . contínua: permite a observação permanente do processo ensino- aprendizagem e possibilita ao educador repensar sua prática pedagógica; . sistemática: acompanha o processo de aprendizagem do educando, utilizando instrumentos diversos para o registro do processo; . abrangente: contempla a amplitude das ações pedagógicas no tempo-escolar do educando; . permanente: permite um avaliar constante na aquisição dos conteúdos pelo educando no decorrer do seu tempo-escola, bem como do trabalho pedagógico da escola.
  • 11. A avaliação se faz presente em todos os domínios da atividade humana. Portanto a avaliação tem despertado o interesse dos vários segmentos envolvidos no processo educacional: gestores, professores, alunos entre outros. Sabe-se que a avaliação, nunca foi tão discutida e questionada como mecanismo que orienta e acompanha o processo educativo geral tornando-se inevitável a reflexão sobre a ação que o educador deve ter frente o ato avaliativo. A necessidade de avaliar corretamente os alunos mostra que a mesma deve ser um processo para auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno e não apenas para classifica-lo. A avaliação da aprendizagem é complexa e requer colaboração de meios para obter resultados positivo, não deve servir, como geralmente acontece, para penalizar a vítima, é um processo contínuo, sistemático, compreensivo, comparativo, informativo e global, permite avaliar o conhecimento geral do aluno. 4.1.7- BENEFICIOS Oque é a EJA para você? Esta pergunta foi feita diretamente para o gestor da escola Diego Barral, que responde dizendo que para ele, a EJA é como se fosse uma porta dando uma segunda chance aos educandos. Que mesmo tendo suas dificuldades há um aprendizado não só para os alunos mas também a todo o pessoal da escola, professores, diretor e demais funcionários. Trabalhar na educação de jovens e adultos é diferente pois, a verdade é que o avaliador deve ouvir os alunos sobre o seu exercício sobre as notas dos mesmos. Dessa forma os alunos acabam armazenando os seus conhecimentos e aprendizados que conquistaram ao longo do ano. O grande desafio está em criar uma escola de qualidade para jovens e adultos em função das especificidades desses sujeitos. Encerrada a entrevista, o professor Magno Fernando agradeceu o senhor Diego Barral e a senhora Iricina Meireles, pela colaboração e disponibilidade que tiveram para com os alunos do curso de pedagogia da Faculdade Evangélica do Piauí. O gestor disse que a escola está à disposição e mais uma vez lamentou não ser possível à realização do projeto de motivação para os alunos da EJA.
  • 12. 5-ANALISE REFLEXIVA Analisando os estágios que tivemos na Educação Especial, Educação Infantil e a Educação de Jovens e Adulto, percebemos que cada clientela exige do professor um trabalho diferenciado voltado para cada idade ou para cada dificuldade desses discentes. A educação inclusiva caracteriza-se como um acesso a educação das pessoas historicamente excluídas por sua classe, etnia, gênero, idade ou deficiência. A proposta da inclusão escolar enfatiza aspectos , que os sistemas de ensino devem respeitar e atender as necessidades educacionais das pessoas com deficiência na classe regular. Sendo assim escassas a matricula de alunos portadores de necessidades especiais na Educação de Jovens e adultos. No Brasil a Educação Infantil compreende o atendimento as crianças de 0 a 5 anos. Mesmo não sendo obrigatória, a Educação Infantil é um direito publico, cabendo ao município ampliar essa oferta com o apoio dos governos estaduais e federal. Ao trabalhar com crianças pequenas, vimos que o professor precisa estar preparado para uma grande diversidade de atitude e participação, pois as crianças inicialmente vão mesmo transgredir o uso de materiais e a descoberta de si mesmo e do outro. A Educação de Jovens e Adultos, proporciona o regresso à sala de aula. Esta modalidade respeita as características desse alunado, dando oportunidades educacionais adequadas em relação a seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames próprios. No Brasil a EJA tem sido associada à escolaridade compensatória para pessoas que não conseguiram ir para a escola quando crianças, o que é um erro. Em síntese é de suma importância que os educadores que se propõem ensinar tenham em mente que devem mediar com sabedoria, entusiasmo, sensibilidade humildade e alegria. Que exemplifique a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito, pois todo professor deverá ter sempre certeza que sua profissão é uma das mais nobres por que é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.
  • 13. 6- CONSIDERAÇÕES FINAIS Pesquisando sobre a Educação de Jovens e Adultos e analisando a entrevista com profissionais que trabalham com essa modalidade, percebemos que a essência da EJA está na oportunidade de reingresso à educação escolar, visando melhor condições de vida. Analisamos também que ser educador dessa modalidade, acaba se tornando um grande desafio, pois apesar da especialização desses educadores nessa categoria de ensino, é válido ressaltar que em muitos casos a metodologia aplicada não é compatível, com as reais necessidades desses educandos, os recursos didáticos utilizados nas aulas são escassos, não há materiais específicos para eles e os conteúdos trabalhados não são contextualizados de acordo com sua realidade dificultando assim a formação de um sujeito reflexível, crítico, participativo e autônomo. Fazendo com que caia sobre o professor a responsabilidade de melhorar suas aulas, tornando-as interativas, dinâmicas e motivadoras para que o aluno possa vencer as dificuldades pessoais do dia a dia rumo a um melhor desenvolvimento cognitivo, buscando suprir suas expectativas no ramo dessa modalidade de ensino. Sabe-se que educar é muito mais que reunir pessoas numa sala de aula e transmitir-lhes um conteúdo pronto. E papel do professor, principalmente do professor que trabalha na EJA, compreender o aluno e sua realidade diária. Enfim, é acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento pessoal e profissional. Na cidade de Carutapera percebe-se que um bom número de alunos que vieram da EJA e hoje estão no ensino médio ou até em uma graduação. Pessoas que foram beneficiadas com essa modalidade e dessa forma estão recuperando o tempo perdido ou até mesmo negado. Conclui-se que preciso que a sociedade compreenda que os aluno da Educação de Jovens e Adultos vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação, críticas dentre tantos outros. E que tais questões são vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade. Portanto todos tanto a família como a escola devem motivar essas pessoas com palavras positivas incentivando assim o aluno a continuar buscando a realização de seus sonhos e ideias.
  • 14. REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: MEC/SEESP, 2002. CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: leitura crítico-compreensiva, artigo. 23.ed. revista e ampliada. – Petrópolis, RJ: Vozes,2015. CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001 1ª ed., 2004 edição revista e atualizada. DIPIERRO. M. C. Educação de Jovens e Adultos . In: OLIVEIRA, D.; DUARTE, A.M. C.; VIEIRA, L. M. F. Dicionário de trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: Faculdade de Educação; Universidade Federal de Minas Gerais, 2010. P.8 ESTÁGIO CURRICULAR EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, Apostila, FAEME. Carutapera,2015. FERREIRA, A. B. de H. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 14.ed.rev.atual.—Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. ORTIZ, Cisele. Interações: ser professor de bebes – cuidar, educar e brincar: uma única ação. São Paulo: Blucher, 2012,--(Coleção InterAções) PEREIRA, Antonio. Disponível em WWW.altosertão.com.br/colunistas. Acesso em junho de 2015 SITE. WWW.pedagogogia.com.br/projetos