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INTEGRANDO NEUROBIOLOGIA
DA REGULAÇÃO EMOCIONAL E
TERAPIA DO TRAUMA
REGULAÇÃO EMOCIONAL E IMPACTO SOCIAL
INTRODUÇÃO
EMDR É UM TRATAMENTO POR FASES ORIENTADO PARA
TRATAMENTO DE TRAUMAS E RECONHECIDO COMO UMA
TERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS PARA TEPT;
MODELO SUPÕE QUE PSICOPATOLOGIA ATUAL É DEVIDO A:
• CODIFICAÇÃO MAL-ADAPTATIVA DE EXPERIÊNCIAS
TRAUMÁTICAS OU EVENTOS ADVERSOS DE VIDA, OU
• PROCESSAMENTO INCOMPLETO DESSAS VIVÊNCIAS.
• ESSAS EXPERIÊNCIAS ARMAZENADAS DE MODO DISFUNCIONAL
NÃO SÃO INTEGRADAS DE MODO ADAPTATIVO.
• OS PROCEDIMENTOS DE EMDR FACILITAM O (1)
REPROCESSAMENTO EFETIVO DESSAS EXPERIÊNCIAS, BEM
COMO DAS (2) CRENÇAS ASSOCIADAS (AUTOESTIMA),
PROMOVENDO UMA RESOLUÇÃO ADAPTATIVA – INTEGRAÇÃO A
CADEIAS ASSOCIATIVAS ORIENTADAS PARA O PRESENTE.
• PASSOS DE PROCEDIMENTO PERMITEM O ACESSO E A ATIVAÇÃO
DESSES CONTEÚDOS, QUE EM SEGUIDA SE MODIFICAM PELO
EFEITO DE ESTIMULAÇÃO BILATERAL – VISUAL, TÁTIL OU
AUDITIVA.
8 FASES DO TRATAMENTO
1. LEVANTAMENTO DA HISTÓRIA CLÍNICA
2. PREPARAÇÃO
3. AVALIAÇÃO
4. DESSENSIBILIZAÇÃO
5. INSTALAÇÃO DA CRENÇA POSITIVA
6. CHECAGEM/ VERIFICAÇÃO CORPORAL
7. FECHAMENTO
8. REAVALIAÇÃO
MODELOS DE AÇÃO - PAI
EBL PODEM DESBLOQUEAR O SISTEMA CEREBRAL INATO DE
PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO.
A MEMÓRIA QUE NÃO FOI PROCESSADA DEVIDO AO IMPACTO DA
EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA PODE CONECTAR-SE COM REDES DE
MEMÓRIAS ADAPTATIVAS E FINALMENTE INTEGRADA.
PROCESSAMENTO REFERE-SE A PROCESSO MAIS COMPLEXO DO
QUE SIMPLES FUNÇÃO COGNITIVA DO CÉREBRO. HÁ AINDA
DIMENSÕES DA REGULAÇÃO DA EMOÇÃO QUE AINDA NÃO SÃO
BEM COMPREENDIDAS.
SOMOS MOVIDOS NÃO SOMENTE PELA COGNIÇÃO
REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR
AS CAPACIDADES DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO SÃO CONSIDERADAS
POR CERTOS AUTORES COMO REQUISITO PARA PASSAGEM A FASE DE
PROCESSAMENTO DE TRAUMA.
A DISSOCIATIVE DISORDERS TASK FORCE CONSIDERA BOA TOLERÂNCIA
A AFETOS COMO PRÉ-CONDIÇÃO PARA TRABALHO FOCADO EM TRAUMA
PARA PACIENTES DISSOCIATIVOS.
ENTRETANTO, ESSA PREOCUPAÇÃO É VOLTADA PRINCIPALMENTE PARA
PACIENTES COM ATIVAÇÃO EMOCIONAL EXCESSIVA => SENTEM-SE FORA
DE CONTROLE QUANDO ACESSAM CONTEÚDO EMOCIONAL E
VIVENCIAM AS EMOÇÕES COMO REAÇÕES INVOLUNTÁRIAS DIANTE DE
DISPARADORES INTERNOS.
REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR
• A MAIORIA SUGERE USO DE TÉCNICAS HIPNÓTICAS E DE
MINDFULNESS – PACIENTE APRENDE A NÃO REAGIR A
DISPARADORES E A EVOCAR ESTADOS ALTERADOS SOBRE OS
QUAIS TÊM CONTROLE PARA INICIAR, INTENSIFICAR E FINALIZAR A
VIVÊNCIA – CAPACIDADE DE MUDANÇA DE ESTADO TREINADA NA
FASE 2 (PREPARAÇÃO) DA TERAPIA EMDR.
• ALÉM DO LUGAR SEGURO PODEMOS INSTALAR AINDA PROTETOR,
NUTRIDOR E SÁBIO INTERIORES,
• OPÇÃO ADICIONAL REFERE-SE AO CENTRO DE FORÇA INTERIOR,
QUE SEMPRE NOS ACOMPANHA, SEM O QUAL NÃO TERÍAMOS
SOBREVIVIDO
ESTRATÉGIAS ADICIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO DE AFETOS:
EM FUNÇÃO DO PERFIL DO CLIENTE:
• EXERCÍCIOS DE CONTENÇÃO (SAÍDA DA JANELA DE TOLERÂNCIA
COM CONTATO COM CONTEÚDO TRAUMÁTICO);
• ATIVIDADES DE GROUNDING, PARA SE PROPORCIONAR UMA
ORGANIZAÇÃO BOTTOM-UP, QUE SE INICIA NO FÍSICO,
CONCRETO E SOBE AO COGNITIVO
• ORIENTAÇÃO AO PRESENTE, PARA CLIENTES QUE PERDERAM
ATENÇÃO DUAL E REAGEM DE MODO MAIS DISSOCIATIVO, EM
PARTICULAR COM REAÇÕES DE DESREALIZAÇÃO
REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR
• COUBARD (2015) PROPÔS QUE PROCEDIMENTOS DO EMDR
FUNCIONAM COMO NEURO-TREINAMENTO EMOCIONAL,
AUMENTANDO A META-EMOÇÃO = CAPACIDADE DE PENSAR
SOBRE AS PRÓPRIAS EMOÇÕES, SEM ENGAJAR EM REAÇÕES
DE EVITAÇÃO.
• SOLOMON E SHAPIRO (2008) DESTACAM O
DESENVOLVIMENTO DE UMA ATITUDE MINDFUL E DE
CONSCIÊNCIA SOMÁTICA COMO ELEMENTOS POTENCIAIS
ATIVOS NO REPROCESSAMENTO.
NEURO TREINAMENTO
• HABILIDADES ESSENCIAIS PARA UM NEUROTREINO:
1. IDENTIFICAR SEU ESTADO EMOCIONAL E O DE OUTROS
(MENTALIZING – MENTALIZAÇÃO);
2. ENTENDER O CURSO NATURAL DAS EMOÇÕES – ELEVAÇÃO,
PICO OU PLATÔ E ACOMODAÇÃO/ ASSIMILAÇÃO;
3. SER CAPAZ DE RACIOCINAR E ARGUMENTAR SOBRE EMOÇÕES
– CAPACIDADE META-EMOCIONAL; E
4. LIDAR COM E CONTROLAR AS EMOÇÕES
CONTEMPLAR AS PRÓPRIAS EMOÇÕES
PRÉ-MORBIDADE
HÁ QUE SE DISTINGUIR ENTRE :
(1) PCTS COM HISTÓRICO DE ESTABILIDADE E CONTROLE EMOCIONAL
ANTERIOR À VIVÊNCIA TRAUMÁTICA, DESESTABILIZADORA E
(2) PCTS COM DIFICULDADES DECORRENTES DE TRAUMA DE APEGO OU
DE TRAUMA COMPLEXO (REPETITIVO/ CUMULATIVO), QUE NÃO
CONSEGUIRAM ADQUIRIR AUTORREGULAÇÃO EMOCIONAL.
EMDR - PARECE LÓGICO PENSAR QUE REPROCESSAMENTO SEJA
DIFERENTE PARA ESSES DOIS SUBGRUPOS – TERAPIA FOCAL PARA
PRIMEIRO GRUPO E RISCO DE DISSOCIAÇÃO ESTRUTURAL NO SEGUNDO
PRÉ-MORBIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO ESPECTRO
DAS EMOÇÕES
IMPACTOS DE ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO
DE EMOÇÕES NA FASE 1
ESTRATÉGIAS VÃO INFLUENCIAR O MODO COMO OS PACIENTES
APRESENTAM SUAS QUEIXAS NA FASE 1. ELES PODEM:
(1) ESTAR TENDENTES A TRABALHAR AS MEMÓRIAS TRAUMÁTICAS
O QUANTO ANTES;
(2) APRESENTAR RELUTÂNCIA EM LIDAR COM MEMÓRIAS E COM O
PASSADO EM GERAL; OU
(3) CONSIDERAR QUE SUPERARAM ESSAS SITUAÇÕES DO
PASSADO
BOA VINCULAÇÃO E A PRONTIDÃO PARA
ENFRENTAR TRAUMAS E FANTASIAS
COMO ESSES PACIENTES LIDAM COM EMOÇÕES?
AO TENTAR ACESSAR OS COMPONENTES DE UMA MEMÓRIA
TRAUMÁTICA (FASE 3), OS
(1) PACIENTES COM PRONTIDÃO PARA TRATAR DE SEUS TRAUMAS
LIDAM COM O ESTRESSE E SUAS EMOÇÕES DE MODO
ADAPTATIVO;
(2) OS QUE RELUTAM EM LIDAR COM AS EMOÇÕES TENDEM A
SENTIR-SE INUNDADOS POR EMOÇÕES; E
(3) OS QUE AFIRMAM TER SUPERADO PODEM SE SENTIR
EMOCIONALMENTE DESCONECTADOS DA EXPERIÊNCIA.
CONEXÕES COM A TEORIA DE APEGO/ VINCULAÇÃO – OU
TEORIA DE REGULAÇÃO EMOCIONAL
PACIENTES QUE
(1) ENFRENTAM AS OSCILAÇÕES DE INTENSIDADE EMOCIONAL -
APRESENTAM ESTILO DE APEGO SEGURO;
(2) TÊM RECEIO, MAS DESEJAM, O MAIS PROVÁVEL É QUE
REFLITAM UM ESTILO DE APEGO MAIS INSEGURO AMBIVALENTE;
E
(3) NÃO CONSEGUEM CONEXÃO COM A EMOÇÃO DAS
VIVÊNCIAS TRAUMÁTICAS EXPRESSAM ESTILO DE APEGO
INSEGURO ANSIOSO, EVITATIVO
EVITAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE CONTROLE
DAS EMOÇÕES
FASE 4 – TUDO SE RESOLVE?
SEGUNDO O MODELO PAI, A ESTIMULAÇÃO BILATERAL QUE SE SEGUE AO
ACESSO DOS COMPONENTES DA MEMÓRIA TRAUMÁTICA ATIVA E
DESBLOQUEIA O SISTEMA INATO DE PROCESSAMENTO DE
INFORMAÇÃO.
O MODELO DE MEMÓRIA DE TRABALHO PARA O FUNCIONAMENTO DO
EMDR DESTACA A FONTE DA NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E MODELOS DE
FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA – SOBRECARGA DA MEMÓRIA DE T.
NO ENTANTO, PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO NÃO É PURAMENTE
COGNITIVO; INCLUI ELEMENTOS SENSORIAIS E EMOCIONAIS. AINDA
PRECISAMOS DE MAIS INFORMAÇÕES A SEREM PESQUISADAS SOBRE
NEUROBIOLOGIA DAS EMOÇÕES.
O QUE OCORRE NA FASE 4?
DE QUE MODO AS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO
PODEM INFLUIR NO PROCESSAMENTO DE MEMÓRIA?
MAIS ESPECIFICAMENTE: COMO DIFERENTES ESTILOS
DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES PODEM SER
ATIVADOS QUANDO O SISTEMA DE REPROCESSAMENTO DE
INFORMAÇÃO É DESBLOQUEADO PELOS EBL?
SERÁ QUE FUNCIONA DO MESMO JEITO PARA QUEM APRESENTA
DESREGULAÇÃO EMOCIONAL ESPORÁDICA E PARA QUEM VIVE EM
DESREGULAÇÃO EMOCIONAL?
FREQUÊNCIA DA REAÇÃO DESREGULADA E PAI
PARECE QUE QUANDO A DESREGULAÇÃO EMOCIONAL NÃO SE
ENCONTRA DISSEMINADA PELOS CONTEXTOS DE VIDA DO
PACIENTE OS PROCEDIMENTOS DO EMDR PROMOVEM UM NEURO-
TREINAMENTO EMOCIONAL, COM PROCESSAMENTO COGNITIVO
DE EMOÇÕES E REDUÇÃO DO MEDO CONDICIONADO,
DESSENSIBILIZANDO DISPARADORES QUE EVOCAM RESPOSTAS
EMOCIONAIS E FÍSICAS INVOLUNTÁRIAS.
QUANDO A DESREGULAÇÃO EMOCIONAL É HABITUAL (PACIENTE
BORDERLINE, POR EXEMPLO), SÃO NECESSÁRIAS INTERVENÇÕES
ADICIONAIS EM RELAÇÃO AO PROTOCOLO CLÁSSICO.
MODELOS TEÓRICOS SOBRE REGULAÇÃO EMOCIONAL
1. HIPER E HIPOATIVAÇÃO E JANELA DE TOLERÂNCIA
2. TEORIA POLIVAGAL
3. ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
4. ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA REGULAÇÃO DAS
EMOÇÕES
5. CONCLUSÕES
HIPER E HIPOATIVAÇÃO E JANELA DE TOLERÂNCIA
EM 1884 WILLIAM JAMES LIGOU ESTADOS EMOCIONAIS AO
FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA).
HOJE EM DIA SABE-SE QUE O SNA NÃO É COMPLETAMENTE
AUTÔNOMO – RELAÇÕES COM SISTEMA LÍMBICO E ÁREAS PRÉ-
FRONTAIS.
NO REPROCESSAMENTO DE CONTEÚDO EMOCIONAL O ESTADO
DE ATIVAÇÃO RESULTANTE DEPENDE NÃO SOMENTE DE
RESPOSTAS FISIOLÓGICAS MEDIADAS PELO SNA, MAS DE
FENÔMENOS DE REGULAÇÃO TOP-DOWN (INTERFERÊNCIA
COGNITIVA)
TRANSTORNOS RELATIVOS A TRAUMA
PACIENTES HIPER RESPONSIVOS MANIFESTAM REATIVIDADE
EMOCIONAL ELEVADA.
JÁ PACIENTES HIPORRESPONSIVOS APRESENTAM AFETO
EMBOTADO, COMO RESULTADO DE INTERAÇÕES COMPLEXAS
ENTRE SNA E REGIÕES CENTRAIS RESPONSÁVEIS POR REGULAÇÃO
EMOCIONAL (DEL RÍO-CASANOVA, L. ET AL., 2016).
ESSA IDEIA DE ATIVAÇÃO ENCAIXA-SE BEM COM A NOÇÃO DE
QUE A ATIVAÇÃO TÍPICA DA AMÍGDALA SE ELEVA EM PACIENTES
COM TEPT DURANTE O REPROCESSAMENTO DE ESTÍMULOS
AMEAÇADORES
HIPO E HIPER RESPONSIVO
TRANSTORNOS RELATIVOS A TRAUMA
NO ENTANTO, TEPT NÃO É TRANSTORNO UNIFORME; EXISTE
DESCRIÇÃO DE SUBTIPO DISSOCIATIVO. NESTA SITUAÇÃO, A HIPER
ATIVAÇÃO DA AMÍGDALA E A SUB-ATIVAÇÃO DO CÓRTEX PRÉ-
FRONTAL SE INVERTEM (LANIUS ET AL, 2010).
A REALIDADE CLÍNICA É COMPLEXA E ESSA POLARIDADE ENTRE
PACIENTES HIPER E HIPORRESPONSIVOS É APENAS UMA FORMA DE SE
ENTENDER PROCESSOS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO, COM VÁRIAS
EXCEÇÕES.
ÀS VEZES HÁ CONFUSÃO NAS MEDIDAS ENTRE O QUE OS PACIENTES
SENTEM SUBJETIVAMENTE E AQUILO QUE DEMONSTRAM
FISIOLOGICAMENTE – SENTEM DEMAIS, MAS NÃO RELATAM
PERTURBAÇÃO SUBJETIVA
AMÍGDALA E CÓRTEX PRÉ-FRONTAL
PARA ALÉM DO HIPER OU HIPORRESPONSIVO
NO TEPT CLÁSSICO, SINTOMAS DE HIPER E
HIPORRESPONSIVIDADE PODEM SE ALTERNAR, SENDO
CONSIDERADOS COMO INSTABILIDADE DE ATIVAÇÃO (FISHER,
2014), OU COMO UM PROCESSO DE MOVIMENTAÇÃO DAS
DIFERENTES PARTES DA PERSONALIDADE, NO CASO DE UM
SUBTIPO DISSOCIATIVO.
ESSA COMPLEXIDADE CLÍNICA RELATIVIZA A UTILIDADE DO
CONCEITO POLARIZADO DE ATIVAÇÃO.
JANELA DE TOLERÂNCIA
EM 1908 FOI FEITA PROPOSTA DE QUE HAVERIA RELAÇÃO ENTRE
NÍVEL ÓTIMO DE MOBILIZAÇÃO E DE DESEMPENHO.
FOI INTRODUZIDO O CONCEITO DE ZONA ÓTIMA DE EXCITAÇÃO
RELATIVA AO ESTADO DE PROCESSAMENTO CEREBRAL.
SIEGEL (1999) RETOMOU A IDEIA E PROPÔS A EXISTÊNCIA DE
JANELA DE TOLERÂNCIA EMOCIONAL – INTENSIDADES VARIADAS
DE EXCITAÇÃO EMOCIONAL E FISIOLÓGICA PODEM SER
PROCESSADAS SEM ROMPIMENTO DO FUNCIONAMENTO DO
SISTEMA E COM BENEFÍCIO DAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS.
JANELA DE TOLERÂNCIA
JANELA DE TOLERÂNCIA
MODELO BASEADO NO ENTENDIMENTO DAS RESPOSTAS
EMOCIONAIS COMO UM TODO, A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA
QUANTITATIVA – NEM DEMAIS, NEM DE MENOS.
A PALAVRA “TOLERÂNCIA” NÃO SE REFERE A “QUANTA” EMOÇÃO
O PACIENTE SENTE, MAS AO QUÃO ACEITÁVEL É ESSA EMOÇÃO.
DETERMINADA INTENSIDADE DE EMOÇÃO PODE SER ADEQUADA
PARA PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO, MAS PACIENTE PODE
NÃO GOSTAR DO NÍVEL DE EMOÇÃO.
CONSIDERAÇÕES PARA ALÉM DA JANELA DE TOLERÂNCIA
A SITUAÇÃO ÓTIMA IMPLICARIA INTENSIDADE MÉDIA DE
EMOÇÕES E BOA TOLERÂNCIA A ELAS.
PARA ALÉM DE UMA PERSPECTIVA POLARIZADA, HÁ OUTRAS
DIMENSÕES QUE PRECISAM SER CONSIDERADAS PARA EXPLICAR
O PROCESSAMENTO EMOCIONAL, QUANDO PENSAMOS EM UM
CÉREBRO COMPLEXO
ALÉM DA EXCITAÇÃO/ ATIVAÇÃO, DEVERÍAMOS CONSIDERAR A
VALÊNCIA DAS EMOÇÕES (POSITIVAS/ NEGATIVAS), BEM COMO A
ESPECIFICIDADE NA MANIFESTAÇÃO NEUROBIOLÓGICA DE COMO
CERTAS EMOÇÕES DIFEREM DE OUTRAS – RAIVA, VERGONHA,
MEDO
CONSIDERAÇÕES PARA ALÉM DA JANELA DE TOLERÂNCIA
O NÍVEL DE ATIVAÇÃO
CONSCIÊNCIA QUE PACIENTE TEM DO NÍVEL DE ATIVAÇÃO
O MODO COMO O PACIENTE COMUNICA (OU NÃO) SEU ESTADO
EMOCIONAL
AVALIAÇÃO DO TERAPEUTA
2 PESSOAS PODEM SENTIR ATIVAÇÃO SEMELHANTE COM NÍVEIS
DIFERENTES DE INTENSIDADE
PACIENTES COM ALEXITIMIA PODEM SENTIR EMOÇÕES INTENSAS,
SEM CLAREZA DO QUE SENTEM OU DO PORQUÊ
JANELA DE TOLERÂNCIA E DISSOCIAÇÃO
SINTOMAS DISSOCIATIVOS SÃO RESPOSTAS FREQUENTES AO
TEPT E PODEM SER INDEVIDAMENTE INCLUÍDAS NA JANELA DE
TOLERÂNCIA, PRINCIPALMENTE COMO HIPOATIVAÇÃO.
REDUZIR DISSOCIAÇÃO A HIPER OU HIPOATIVAÇÃO MINIMIZA
OUTRAS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DE DISSOCIAÇÃO GRAVE,
COMO CONFUSÃO E ALTERAÇÕES DE PERSONALIDADE
JANELA DE TOLERÂNCIA E EMDR
DIFERENTEMENTE DE OUTRAS TERAPIAS, OS EBL PROMOVEM ATIVAÇÃO
PARASSIMPÁTICA
CLINICAMENTE OBSERVAMOS REDUÇÃO DA MOBILIZAÇÃO DO
PACIENTE, O QUE TRAZ O PACIENTE DE VOLTA PARA A JANELA DE
TOLERÂNCIA
OS EFEITOS NEGATIVOS DE NÍVEIS ELEVADOS DE PERTURBAÇÃO AINDA
NÃO FORAM COMPROVADOS
A MANIFESTAÇÃO DE UMA PARTE DO SELF EM PACIENTES
DISSOCIATIVOS PODE SER A FONTE DE UM BLOQUEIO DE
REPROCESSAMENTO
HIPO/ HIPER E JANELA DE TOLERÂNCIA NÃO SÃO AS ÚNICAS VARIÁVEIS
A SEREM CONSIDERADAS
TEORIA POLIVAGAL E REGULAÇÃO EMOCIONAL
CONCEITO ALTERNATIVO PARA COMPREENDER NÍVEIS DIFERENTES
DE ATIVAÇÃO EMOCIONAL (PORGES, 2009)
PROPÕE UMA ESTRUTURA HIERÁRQUICA NO SNA MEDIADA POR
RAMOS DISTINTOS DO NERVO VAGO.
A PARTE MIELINIZADA DO NERVO VAGO RELACIONA-SE AO
ENGAJAMENTO SOCIAL E REPRESENTA O SISTEMA NERVOSO
AUTÔNOMO MAIS DESENVOLVIDO
QUANDO O SISTEMA FALHA OU SE ENCONTRA
SUBDESENVOLVIDO, ATIVAÇÃO SIMPÁTICA PREDOMINA,
PROMOVENDO REAÇÕES DE MOBILIZAÇÃO (LUTA E FUGA)
TEORIA POLIVAGAL E REGULAÇÃO EMOCIONAL
HIPORRESPONSIVIDADE EXTREMA SERIA ATIVAÇÃO DE RESPOSTA
MAIS PRIMITIVA MEDIADA PELO SISTEMA VAGAL NÃO
MIELINIZADO, QUE PROMOVE RESPOSTAS DE DESLIGAMENTO
(IMOBILIZAÇÃO ATÔNICA).
ESSES ESTADOS AUTONÔMICOS DIFERENTES PODEM SER
RELATIVOS A DIFERENTES RESPOSTAS DISSOCIATIVAS – COM
SISTEMAS DE AÇÃO DE LUTA/FUGA OU COLAPSO.
TEORIA POLIVAGAL E EMDR
TRADICIONALMENTE SE ENTENDE QUE OS EBL PRODUZEM ATIVAÇÃO
DO PARASSIMPÁTICO, MAS ESSA ATIVAÇÃO IMPACTA DE MODO
DIFERENTE OS ESTADOS DE ATIVAÇÃO
A TEORIA POLIVAGAL AJUDA A ENTENDER O PORQUÊ DE ALGUMAS
VEZES OS EBL PRODUZIREM REAÇÕES PARADOXAIS – ATIVAÇÃO
SIMPÁTICA OU NENHUMA RESPOSTA APARENTE.
SE O PACIENTE ESTIVER EM ESTADO HIPER-RESPONSIVO, OS EBL ATUAM
DE MODO EFETIVO.
SE ESTIVER EM ESTADO HIPORRESPONSIVO, NEM SEMPRE.
TEMOS QUE AVALIAR O ESTADO DO CLIENTE PARA VER A INDICAÇÃO
DOS EBL
TEORIA POLIVAGAL E DISSOCIAÇÃO
TEORIA POLIVAGAL COMBINA BEM COM A TEORIA ESTRUTURAL DA
DISSOCIAÇÃO DA PERSONALIDADE
DE ACORDO COM A TEORIA EDP, PARTES EMOCIONAIS DISSOCIATIVAS DA
PERSONALIDADE SÃO BASEADAS EM SUBSISTEMAS DEFENSIVOS
DIVERSOS E PERMANECEM BLOQUEADAS RIGIDAMENTE NA EXPERIÊNCIA
DO TRAUMA.
RESPOSTAS DE LUTA/FUGA BASEADAS EM ATIVAÇÃO SIMPÁTICA PODEM
APARECER QUANDO O SUJEITO SE APROXIMA DE TEMAS TRAUMÁTICOS,
MAS EM TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS COMPLEXOS ESSAS RESPOSTAS
EVIDENCIAM PARTES DISSOCIATIVAS COM DIFERENTES GRAUS DE
ESTRUTURAÇÃO MENTAL E AUTONOMIA.
DISSOCIAÇÃO E REGULAÇÃO EMOCIONAL
PARTES NÃO INTEGRADAS PODEM ESTAR CONECTADAS POR
MEIO DE EMOÇÕES DIVERSAS (FÚRIA, MEDO), LIGADAS A
SISTEMAS DE AÇÃO DIVERSOS (RESPOSTAS DE AGRESSIVIDADE
OU DE EVITAÇÃO) E A DIVERSAS PARTES DE MEMÓRIAS.
ATIVAÇÃO DESSAS PE PODE SER IDENTIFICADA CLINICAMENTE
POR:
ALUCINAÇÕES AUDITIVAS,
REAÇÕES EGODISTÔNICAS (DESPERSONALIZAÇÃO),
BLOQUEIOS DE PROCESSAMENTO OU
TROCA DE PERSONALIDADES
TEORIA POLIVAGAL
CONTRIBUIÇÕES ADICIONAIS DA TP:
1. EMOÇÕES NÃO SÃO APENAS FENÔMENO CEREBRAL, MAS
RESULTADO DE UM FEEDBACK CONSTANTE ENTRE SNC E
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO VISCERAL AFERENTE,
PROVENIENTE DE TODO O CORPO
2. INCLUSÃO DA REGULAÇÃO RELACIONAL. ENGAJAMENTO SOCIAL
É FONTE PREFERENCIAL DE REGULAÇÃO.
BEBÊ BUSCA TRANQUILIZAÇÃO DO CUIDADOR PARA MODULAR SUA
ATIVAÇÃO AMIGDALAR E AS EMOÇÕES EM GERAL.
RUPTURAS RELACIONAIS DEIXAM O SISTEMA SUBDESENVOLVIDO OU
DISFUNCIONAL.
TEORIA POLIVAGAL
MUITOS PACIENTES QUE PROCURAM TERAPIA APRESENTAM FALHAS E
TRAUMAS DE APEGO
NA TERAPIA EMDR MEMÓRIAS, CRENÇAS, EMOÇÕES E SENSAÇÕES
FÍSICAS RELATIVAS ÀS FASES INICIAIS DE VINCULAÇÃO PODEM ATIVAR-SE
NA RELAÇÃO TERAPÊUTICA (STERN, 2010)
TERAPEUTA PODE SER DISPARADOR DE TRAUMA, EM VEZ DE FONTE DE
ESTABILIDADE E CALMA
PACIENTE PODE TER RECEIO DE NÃO SE COMPORTAR DIREITO (COMO
OCORREU NO PASSADO) OU DE SENTIR-SE MUITO VULNERÁVEL COM A
PROXIMIDADE DO TERAPEUTA E RETALIAR, PROVOCANDO MUITA
EMOÇÃO – MAS O PROBLEMA NÃO É A QUANTIDADE DE EMOÇÃO
ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS DE
REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
MODELO SEQUENCIAL – PESSOA PODE SELECIONAR SITUAÇÕES
PARA MAXIMIZAR A POSSIBILIDADE DE EXPERIENCIAR EMOÇÕES
DESEJÁVEIS E MINIMIZAR AS INDESEJÁVEIS.
PCT PODE MODIFICAR A SITUAÇÃO ENQUANTO ELA OCORRE E
REDIRECIONAR ATENÇÃO PARA PARTE ESPECÍFICA DA SITUAÇÃO -
AUMENTANDO OU REDUZINDO CERTAS EMOÇÕES.
SE PACIENTE ESTIVER ACOSTUMADO COM A SUPRESSÃO DAS
EMOÇÕES, PODE ATIVAR ESSA ESTRATÉGIA E BLOQUEAR
REPROCESSAMENTO, COM OU SEM EBL
ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS
APEGO PRECOCE É A BASE ONDE AS PESSOAS APRENDEM A
REGULAR EMOÇÕES POR FEEDBACK INTERATIVO DA DÍADE
CUIDADOR-CRIANÇA.
APEGO DISFUNCIONAL ENCORAJA ATIVAÇÃO CONTINUADA DE
SUPRESSÃO DAS EMOÇÕES.
ESTRATÉGIAS VINCULARES SECUNDÁRIAS (HIPER ATIVAÇÃO
ANSIOSA E DEATIVAÇÃO EVITATIVA) SUBSTITUEM A INTERAÇÃO
SINTONIZADA, TORNANDO-SE PADRÕES CRONIFICADOS
(BOWLBY, 1973).
ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA
REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES
PCTS COM APEGO EVITATIVO TENTAM BLOQUEAR OU INIBIR REAÇÕES
EMOCIONAIS, EVITANDO ATIVAÇÃO DO SISTEMA DE APEGO
NA FASE DE DESSENSIBILIZAÇÃO NÃO RELATAM QUALQUER
PERTURBAÇÃO, NADA APARECE.
HIPERATIVAÇÃO ANSIOSA E ESQUIVA PODEM SER DEFLAGRADAS POR
CONTATO COM ALGUMA MEMÓRIA RELACIONAL OU POR INTERAÇÃO
COM TERAPEUTA
PCTS MOSTRAM SUAS EMOÇÕES, MAS NÃO COGITAM REGULAR OU
PENSAR SOBRE ELAS, CRIANDO SIMBOLIZAÇÃO – ALFABETIZAÇÃO
EMOCIONAL DEFEITUOSA.
ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA
REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES
ESQUIVA EXPERIENCIAL PODE SER ENTENDIDA COMO RELUTÂNCIA EM
MANTER-SE EM CONTATO COM EXPERIÊNCIAS INTERIORES, COMO
EMOÇÕES, PENSAMENTOS... ESTRATÉGIA NÃO ADAPTATIVA DE COPING.
ESSES PCTS APRESENTAM PROBLEMAS EM TERAPIAS ORIENTADAS PARA
TRAUMA
RELUTAM EM FAZER EMDR, OU EM SE APROXIMAR DE CERTAS
LEMBRANÇAS TRAUMÁTICAS
PODEM SER SUBMISSOS E ALEGAR QUE QUEREM COMEÇAR O
REPROCESSAMENTO PARA AGRADAR TERAPEUTA (EVITAR CONFLITOS),
MAS AO MESMO TEMPO TENTANDO NÃO AVANÇAR => AUSÊNCIA DE
RESULTADOS SATISFATÓRIOS (ACELERAR E FREAR AO MESMO TEMPO)
ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA
REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES
OUTRO MECANISMO É A MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL
(ATTENTIONAL DEPLOYMENT) – RECRUTAMENTO DE PROCESSOS
DE ATENÇÃO PARA MOLDAR A EXPERIÊNCIA EMOCIONAL:
1. DISTRAÇÃO
2. RECURSOS COGNITIVOS
3. RUMINAÇÃO
4. ESTRATÉGIAS PARA EMOÇÕES ESPECÍFICAS
MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – DISTRAÇÃO
1. DISTRAÇÃO - MUDAR DE UM ASPECTO DA SITUAÇÃO PARA OUTRO,
OU FICAR TOTALMENTE FORA DA SITUAÇÃO – REDUZ EMOÇÕES
PERTURBADORAS = DISTRAÇÃO DESENGAJANTE, EM PROCESSOS
INICIAIS DE PROCESSAMENTO COGNITIVO DE INFORMAÇÃO
EMOCIONAL - PREVINE O PROCESSO ELABORATIVO DE OCORRER –
DIFÍCIL DE IDENTIFICAR NO EMDR, QUANDO ASSOCIAÇÃO COM
TEMAS APARENTEMENTE DESCONEXOS PODE SER UM TRAJETO
IMPORTANTE PARA O REPROCESSAMENTO FINAL DA MEMÓRIA
TRAUMÁTICA.
PACIENTE ÀS VEZES PODE LIGAR TEMA PERTURBADOR A UM ELEMENTO
CALMO E AGRADÁVEL, COMO FORMA DE NÃO PERMITIR QUE O
PROCESSAMENTO REAL OCORRA
DISTRAÇÃO
MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – DISTRAÇÃO
MUITAS VEZES O RETORNO À MEMÓRIA ALVO PODE SER
SUFICIENTE PARA REDUZIR A PERTURBAÇÃO E INTERROMPER A
DISTRAÇÃO DESENGAJANTE.
QUANDO EBL REDUZ A PERTURBAÇÃO, OUTRAS ESTRATÉGIAS DE
REGULAÇÃO DE EMOÇÃO PODEM SER EMPREGADAS.
O MECANISMO PODE SER TÃO AUTOMÁTICO QUE A DISPERSÃO
IMPEDE O REPROCESSAMENTO DA MEMÓRIA PERTURBADORA.
MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – RECURSOS COGNITIVOS
2. DURANTE AS ESTRATÉGIAS DE CONCENTRAÇÃO OS RECURSOS
COGNITIVOS SÃO FOCADOS DENTRO DE UMA ATIVIDADE.
ESTA ESTRATÉGIA REGULATÓRIA PODE SER EMPREGADA NA
MEDITAÇÃO, QUANDO CONCENTRAMOS A ATENÇÃO NA
RESPIRAÇÃO OU EM ESTÍMULOS VISUAIS/ AUDITIVOS
NO EMDR A CONCENTRAÇÃO EXCESSIVA OCORRE QUANDO O
PACIENTE COMEÇA A CONTAR O NÚMERO DE EBL, OU SE
CONCENTRA TANTO NA MEMÓRIA ALVO QUE DESCONSIDERA
OUTRAS ASSOCIAÇÕES QUE PODEM SURGIR ESPONTANEAMENTE –
ANSIEDADE DE DESEMPENHO.
CONCENTRAÇÃO
MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – RUMINAÇÃO
3. PENSAMENTO PERSEVERANTE SOBRE SENTIMENTOS E
PROBLEMAS – PODE VOLTAR-SE PARA EMOÇÕES NEGATIVAS E
TRANSFORMA-SE EM ESTRATÉGIA DISFUNCIONAL.
PCT SUPER FOCADO EM CONTEÚDO E EM EMOÇÕES NEGATIVAS
PODE TER DIFICULDADE DE DEIXAR O PROCESSO FLUIR E DE
CONECTAR-SE A CONTEÚDO POSITIVO – DESCRENÇA EM
MUDANÇA. PCT APRISIONA-SE EM CADEIA TRAUMÁTICA.
A CARACTERÍSTICA DEPRESSIVA PODE SER CONTORNADA COM
MEDICAÇÃO ANTIDEPRESSIVA, REDUZINDO-SE A RUMINAÇÃO –
REAVALIAÇÃO DE FASE 2.
RUMINAÇÃO
ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO
ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS PODEM SER GENERALIZADAS OU
RESTRITAS A CERTAS EMOÇÕES ESPECÍFICAS. EXEMPLOS:
• CULPA, MAS PODE NÃO SER CONSCIENTE PARA O PCT, QUE
EXTERNALIZA OUTRA EMOÇÃO (RAIVA) - CULPABILIZAÇÃO DOS
OUTROS EVITA CONTATO COM A FRAGILIDADE PESSOAL.
• VERGONHA CATASTRÓFICA PODE INIBIR VONTADE DE LIDAR COM
CERTO TEMA E EVOCAR REAÇÕES DE CONTROLE
• DEMONSTRAÇÕES DE RAIVA PODEM CAMUFLAR TRISTEZA.
PACIENTES PODEM QUERER REGULAR CERTAS EMOÇÕES MAIS DO
QUE OUTRAS, MAIS TOLERÁVEIS.
EMOÇÕES EVITADAS
CONCLUSÃO SOBRE ESTRATÉGIAS INADEQUADAS DE
REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
DEPENDENDO DOS TEMAS A SEREM REPROCESSADOS, PCT
PODE RECORRER A ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
QUE SÃO MAIS DIFÍCEIS PARA A PESSOA (SENTIR TRISTEZA EM
VEZ DE RAIVA),
MAS PODEM ESTAR AUSENTES NO CONTEXTO DE OUTRAS
EMOÇÕES/ OUTRAS MEMÓRIAS
CURVA DE APRENDIZAGEM DO PACIENTE EM RELAÇÃO AO
REPROCESSAMENTO DE EMOÇÕES – COMEÇAR COM EMOÇÕES
MAIS FAMILIARES ATÉ CONSEGUIR ABORDAR OUTRAS EMOÇÕES
MAIS MOBILIZADORAS.
ESTRATÉGIAS DE SOBRE E SUB CONTROLE DE
REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
PCT PODE TENTAR ICS/CS CONTROLAR O FLUXO DE EMOÇÕES –
SUB REGULAÇÃO = REDUÇÃO DA CAPACIDADE DE O CPF INIBIR O
SISTEMA LÍMBICO
SOBRE REGULAÇÃO = CP VENTROMEDIAL E CINGULADO
ANTERIOR ESTÃO HIPER ATIVADOS, INIBINDO SISTEMA LÍMBICO.
• NORMALMENTE BORDERLINE, TEPT SEM DISSOCIAÇÃO E
TRANSTORNOS CONVERSIVOS => SUB REGULAÇÃO
• ALEXITÍMICOS, TEPT DISSOCIATIVO, OBSESSIVOS => REGULAÇÃO
EXCESSIVA
CÓRTEX PRÉ-FRONTAL VENTROMEDIAL E
CINGULADO ANTERIOR
ESTRATÉGIAS DE SOBRE E SUB CONTROLE DE
REGULAÇÃO DE EMOÇÕES
DISSOCIAÇÃO PODE SER ENTENDIDA NÃO SÓ COMO DESCONEXÃO
DEVIDO A INTENSIDADE EMOCIONAL EXTREMA, MAS COMO
ATIVAÇÃO DE PADRÕES DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO.
EFEITO DE EMDR FOI MAIS ESTABELECIDO PARA TEPT SEM
DISSOCIAÇÃO – SISTEMA LÍMBICO ATIVADO E CPF SUBATIVADO –
EBL REVERTEM ESSE PADRÃO DISFUNCIONAL.
EMDR PARECE NÃO SER FACILMENTE EMPREGADO NA ESTRATÉGIA
OPOSTA – TEPT DISSOCIATIVO E SUPER REGULAÇÃO.
ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL
REGULAÇÃO DEFICIENTE REGULAÇÃO EXCESSIVA
CONCLUSÕES
IMPORTANTE AVALIAR O NÍVEL DE CONTROLE EMOCIONAL DOS PACIENTES EM
FASE 2 –
1. AQUELES QUE SÃO ANSIOSOS E DESCONTROLAM A EMOÇÃO, REGULANDO-
A DE MENOS;
2. AQUELES OUTROS QUE PENSAM DEMAIS, SÃO JULGADORES, QUE DECIDEM
O QUE DEVEM OU NÃO SENTIR, REGULANDO-A DEMAIS;
3. BEM COMO OS ALEXITÍMICOS E DISSOCIATIVOS, QUE EMPREGAM
REGULAÇÃO EXCESSIVA INCONSCIENTE
PRECISARÃO DE MAIS DO QUE EBL PARA CHEGAREM A RESOLUÇÃO
ADAPTATIVA.
CONSIDERARMOS NÃO SOMENTE A ACESSIBILIDADE AO CONTEÚDO
TRAUMÁTICO, MAS O COMO ESSE ACESSO OCORRE NA MOBILIZAÇÃO
EMOCIONAL DO PACIENTE.
CONCLUSÕES
QUAIS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO
PREDOMINANTE EM CADA PACIENTE EM GERAL, E
QUAIS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO SÃO ATIVADAS NO
PROCESSAMENTO DE CADA MEMÓRIA ESPECÍFICA
DEVEM SER CONSIDERADAS PARA TERAPIA DE TRAUMA.
SOMENTE ACESSAR MEMÓRIA E EMPREGAR EBL NÃO BASTA
APRIMORAR A EFETIVIDADE DO EMDR E DO PROCESSO DE
PREPARAÇÃO PARA ENFRENTAMENTO E SUPERAÇÃO DE SEU
PASSADO É FUNDAMENTAL.
REFERÊNCIAS
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INTERNATIONAL PSYCHO-ANALYTICAL LIBRARY. NY: PERSEUS BOOKS GROUP.
BRISCH, K. (2012). TREATING ATTACHMENT DISORDERS, 2. ED. FROM THEORY TO THERAPY. NY: THE
GUILFORD PRESS.
COUBARD., O. (2015). EYE MOVEMENT DESENSITIZATION AND REPROCESSING (EMDR) REEXAMINED
AS COGNITIVE AND EMOTIONAL NEUROTRAINMENT. FRONT. HUM. NEUROSCI. 8, 1-4.
DEL RÍO-CASANOVA, L., GONZÁLES, A., PÁRAMO, M., VAN DIJKE, A., E BRENLLA, J. (2016). EMOTION
REGULATION STRATEGIES IN TRAUMA-RELATED DISORDERS: PATHWAYS LINKING NEUROBIOLOGY
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GONZÁLES, A., DEL RÍO-CASANOVA, L. E JUSTO-ALONSO, A. (2017). INTEGRATING NEUROBIOLOGY
OF EMOTION REGULATION AND TRAUMA THERAPY: REFLECTIONS ON EMDR THERAPY. DOI:
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LIFE VULNERABILITIES: TWO DISTINCT PATHWAYS OF EMOTIONAL DYSREGULATION AND BRAIN
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REFERÊNCIAS
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REGULATION OF EMOTION. HANDBOOK OF EMOTION REGULATION (2. VOL) J. GROSS, ED. NY:
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TO SHAPE WHO WE ARE. NY: THE GUILFORD PRESS.
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MODEL: POTENTIAL MECHANISMS OF CHANGE. J. EMDR. PRACT. RES. 2, 315-325.
STERN, D.B. (2010). PARTNERS IN THOUGHT: WORKING THROUGH UNFORMULATED
EXPERIENCE, DISSOCIATION, AND ENACTMENT. PSYCHOANALYSIS IN A NEW KEY BOOK
SERIES. NY: ROUTLEDGE: TAYLOR AND FRANCIS GROUP.

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Regulação emocional e EMDR no tratamento de traumas

  • 1. INTEGRANDO NEUROBIOLOGIA DA REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA DO TRAUMA
  • 2. REGULAÇÃO EMOCIONAL E IMPACTO SOCIAL
  • 3. INTRODUÇÃO EMDR É UM TRATAMENTO POR FASES ORIENTADO PARA TRATAMENTO DE TRAUMAS E RECONHECIDO COMO UMA TERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS PARA TEPT; MODELO SUPÕE QUE PSICOPATOLOGIA ATUAL É DEVIDO A: • CODIFICAÇÃO MAL-ADAPTATIVA DE EXPERIÊNCIAS TRAUMÁTICAS OU EVENTOS ADVERSOS DE VIDA, OU • PROCESSAMENTO INCOMPLETO DESSAS VIVÊNCIAS.
  • 4. • ESSAS EXPERIÊNCIAS ARMAZENADAS DE MODO DISFUNCIONAL NÃO SÃO INTEGRADAS DE MODO ADAPTATIVO. • OS PROCEDIMENTOS DE EMDR FACILITAM O (1) REPROCESSAMENTO EFETIVO DESSAS EXPERIÊNCIAS, BEM COMO DAS (2) CRENÇAS ASSOCIADAS (AUTOESTIMA), PROMOVENDO UMA RESOLUÇÃO ADAPTATIVA – INTEGRAÇÃO A CADEIAS ASSOCIATIVAS ORIENTADAS PARA O PRESENTE. • PASSOS DE PROCEDIMENTO PERMITEM O ACESSO E A ATIVAÇÃO DESSES CONTEÚDOS, QUE EM SEGUIDA SE MODIFICAM PELO EFEITO DE ESTIMULAÇÃO BILATERAL – VISUAL, TÁTIL OU AUDITIVA.
  • 5. 8 FASES DO TRATAMENTO 1. LEVANTAMENTO DA HISTÓRIA CLÍNICA 2. PREPARAÇÃO 3. AVALIAÇÃO 4. DESSENSIBILIZAÇÃO 5. INSTALAÇÃO DA CRENÇA POSITIVA 6. CHECAGEM/ VERIFICAÇÃO CORPORAL 7. FECHAMENTO 8. REAVALIAÇÃO
  • 6. MODELOS DE AÇÃO - PAI EBL PODEM DESBLOQUEAR O SISTEMA CEREBRAL INATO DE PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO. A MEMÓRIA QUE NÃO FOI PROCESSADA DEVIDO AO IMPACTO DA EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA PODE CONECTAR-SE COM REDES DE MEMÓRIAS ADAPTATIVAS E FINALMENTE INTEGRADA. PROCESSAMENTO REFERE-SE A PROCESSO MAIS COMPLEXO DO QUE SIMPLES FUNÇÃO COGNITIVA DO CÉREBRO. HÁ AINDA DIMENSÕES DA REGULAÇÃO DA EMOÇÃO QUE AINDA NÃO SÃO BEM COMPREENDIDAS.
  • 7. SOMOS MOVIDOS NÃO SOMENTE PELA COGNIÇÃO
  • 8. REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR AS CAPACIDADES DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO SÃO CONSIDERADAS POR CERTOS AUTORES COMO REQUISITO PARA PASSAGEM A FASE DE PROCESSAMENTO DE TRAUMA. A DISSOCIATIVE DISORDERS TASK FORCE CONSIDERA BOA TOLERÂNCIA A AFETOS COMO PRÉ-CONDIÇÃO PARA TRABALHO FOCADO EM TRAUMA PARA PACIENTES DISSOCIATIVOS. ENTRETANTO, ESSA PREOCUPAÇÃO É VOLTADA PRINCIPALMENTE PARA PACIENTES COM ATIVAÇÃO EMOCIONAL EXCESSIVA => SENTEM-SE FORA DE CONTROLE QUANDO ACESSAM CONTEÚDO EMOCIONAL E VIVENCIAM AS EMOÇÕES COMO REAÇÕES INVOLUNTÁRIAS DIANTE DE DISPARADORES INTERNOS.
  • 9. REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR • A MAIORIA SUGERE USO DE TÉCNICAS HIPNÓTICAS E DE MINDFULNESS – PACIENTE APRENDE A NÃO REAGIR A DISPARADORES E A EVOCAR ESTADOS ALTERADOS SOBRE OS QUAIS TÊM CONTROLE PARA INICIAR, INTENSIFICAR E FINALIZAR A VIVÊNCIA – CAPACIDADE DE MUDANÇA DE ESTADO TREINADA NA FASE 2 (PREPARAÇÃO) DA TERAPIA EMDR. • ALÉM DO LUGAR SEGURO PODEMOS INSTALAR AINDA PROTETOR, NUTRIDOR E SÁBIO INTERIORES, • OPÇÃO ADICIONAL REFERE-SE AO CENTRO DE FORÇA INTERIOR, QUE SEMPRE NOS ACOMPANHA, SEM O QUAL NÃO TERÍAMOS SOBREVIVIDO
  • 10.
  • 11. ESTRATÉGIAS ADICIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO DE AFETOS: EM FUNÇÃO DO PERFIL DO CLIENTE: • EXERCÍCIOS DE CONTENÇÃO (SAÍDA DA JANELA DE TOLERÂNCIA COM CONTATO COM CONTEÚDO TRAUMÁTICO); • ATIVIDADES DE GROUNDING, PARA SE PROPORCIONAR UMA ORGANIZAÇÃO BOTTOM-UP, QUE SE INICIA NO FÍSICO, CONCRETO E SOBE AO COGNITIVO • ORIENTAÇÃO AO PRESENTE, PARA CLIENTES QUE PERDERAM ATENÇÃO DUAL E REAGEM DE MODO MAIS DISSOCIATIVO, EM PARTICULAR COM REAÇÕES DE DESREALIZAÇÃO
  • 12.
  • 13. REGULAÇÃO EMOCIONAL E TERAPIA EMDR • COUBARD (2015) PROPÔS QUE PROCEDIMENTOS DO EMDR FUNCIONAM COMO NEURO-TREINAMENTO EMOCIONAL, AUMENTANDO A META-EMOÇÃO = CAPACIDADE DE PENSAR SOBRE AS PRÓPRIAS EMOÇÕES, SEM ENGAJAR EM REAÇÕES DE EVITAÇÃO. • SOLOMON E SHAPIRO (2008) DESTACAM O DESENVOLVIMENTO DE UMA ATITUDE MINDFUL E DE CONSCIÊNCIA SOMÁTICA COMO ELEMENTOS POTENCIAIS ATIVOS NO REPROCESSAMENTO.
  • 14. NEURO TREINAMENTO • HABILIDADES ESSENCIAIS PARA UM NEUROTREINO: 1. IDENTIFICAR SEU ESTADO EMOCIONAL E O DE OUTROS (MENTALIZING – MENTALIZAÇÃO); 2. ENTENDER O CURSO NATURAL DAS EMOÇÕES – ELEVAÇÃO, PICO OU PLATÔ E ACOMODAÇÃO/ ASSIMILAÇÃO; 3. SER CAPAZ DE RACIOCINAR E ARGUMENTAR SOBRE EMOÇÕES – CAPACIDADE META-EMOCIONAL; E 4. LIDAR COM E CONTROLAR AS EMOÇÕES
  • 16. PRÉ-MORBIDADE HÁ QUE SE DISTINGUIR ENTRE : (1) PCTS COM HISTÓRICO DE ESTABILIDADE E CONTROLE EMOCIONAL ANTERIOR À VIVÊNCIA TRAUMÁTICA, DESESTABILIZADORA E (2) PCTS COM DIFICULDADES DECORRENTES DE TRAUMA DE APEGO OU DE TRAUMA COMPLEXO (REPETITIVO/ CUMULATIVO), QUE NÃO CONSEGUIRAM ADQUIRIR AUTORREGULAÇÃO EMOCIONAL. EMDR - PARECE LÓGICO PENSAR QUE REPROCESSAMENTO SEJA DIFERENTE PARA ESSES DOIS SUBGRUPOS – TERAPIA FOCAL PARA PRIMEIRO GRUPO E RISCO DE DISSOCIAÇÃO ESTRUTURAL NO SEGUNDO
  • 17. PRÉ-MORBIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO ESPECTRO DAS EMOÇÕES
  • 18. IMPACTOS DE ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES NA FASE 1 ESTRATÉGIAS VÃO INFLUENCIAR O MODO COMO OS PACIENTES APRESENTAM SUAS QUEIXAS NA FASE 1. ELES PODEM: (1) ESTAR TENDENTES A TRABALHAR AS MEMÓRIAS TRAUMÁTICAS O QUANTO ANTES; (2) APRESENTAR RELUTÂNCIA EM LIDAR COM MEMÓRIAS E COM O PASSADO EM GERAL; OU (3) CONSIDERAR QUE SUPERARAM ESSAS SITUAÇÕES DO PASSADO
  • 19. BOA VINCULAÇÃO E A PRONTIDÃO PARA ENFRENTAR TRAUMAS E FANTASIAS
  • 20. COMO ESSES PACIENTES LIDAM COM EMOÇÕES? AO TENTAR ACESSAR OS COMPONENTES DE UMA MEMÓRIA TRAUMÁTICA (FASE 3), OS (1) PACIENTES COM PRONTIDÃO PARA TRATAR DE SEUS TRAUMAS LIDAM COM O ESTRESSE E SUAS EMOÇÕES DE MODO ADAPTATIVO; (2) OS QUE RELUTAM EM LIDAR COM AS EMOÇÕES TENDEM A SENTIR-SE INUNDADOS POR EMOÇÕES; E (3) OS QUE AFIRMAM TER SUPERADO PODEM SE SENTIR EMOCIONALMENTE DESCONECTADOS DA EXPERIÊNCIA.
  • 21. CONEXÕES COM A TEORIA DE APEGO/ VINCULAÇÃO – OU TEORIA DE REGULAÇÃO EMOCIONAL PACIENTES QUE (1) ENFRENTAM AS OSCILAÇÕES DE INTENSIDADE EMOCIONAL - APRESENTAM ESTILO DE APEGO SEGURO; (2) TÊM RECEIO, MAS DESEJAM, O MAIS PROVÁVEL É QUE REFLITAM UM ESTILO DE APEGO MAIS INSEGURO AMBIVALENTE; E (3) NÃO CONSEGUEM CONEXÃO COM A EMOÇÃO DAS VIVÊNCIAS TRAUMÁTICAS EXPRESSAM ESTILO DE APEGO INSEGURO ANSIOSO, EVITATIVO
  • 22. EVITAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE CONTROLE DAS EMOÇÕES
  • 23. FASE 4 – TUDO SE RESOLVE? SEGUNDO O MODELO PAI, A ESTIMULAÇÃO BILATERAL QUE SE SEGUE AO ACESSO DOS COMPONENTES DA MEMÓRIA TRAUMÁTICA ATIVA E DESBLOQUEIA O SISTEMA INATO DE PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO. O MODELO DE MEMÓRIA DE TRABALHO PARA O FUNCIONAMENTO DO EMDR DESTACA A FONTE DA NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E MODELOS DE FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA – SOBRECARGA DA MEMÓRIA DE T. NO ENTANTO, PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO NÃO É PURAMENTE COGNITIVO; INCLUI ELEMENTOS SENSORIAIS E EMOCIONAIS. AINDA PRECISAMOS DE MAIS INFORMAÇÕES A SEREM PESQUISADAS SOBRE NEUROBIOLOGIA DAS EMOÇÕES.
  • 24. O QUE OCORRE NA FASE 4? DE QUE MODO AS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO PODEM INFLUIR NO PROCESSAMENTO DE MEMÓRIA? MAIS ESPECIFICAMENTE: COMO DIFERENTES ESTILOS DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES PODEM SER ATIVADOS QUANDO O SISTEMA DE REPROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO É DESBLOQUEADO PELOS EBL? SERÁ QUE FUNCIONA DO MESMO JEITO PARA QUEM APRESENTA DESREGULAÇÃO EMOCIONAL ESPORÁDICA E PARA QUEM VIVE EM DESREGULAÇÃO EMOCIONAL?
  • 25. FREQUÊNCIA DA REAÇÃO DESREGULADA E PAI PARECE QUE QUANDO A DESREGULAÇÃO EMOCIONAL NÃO SE ENCONTRA DISSEMINADA PELOS CONTEXTOS DE VIDA DO PACIENTE OS PROCEDIMENTOS DO EMDR PROMOVEM UM NEURO- TREINAMENTO EMOCIONAL, COM PROCESSAMENTO COGNITIVO DE EMOÇÕES E REDUÇÃO DO MEDO CONDICIONADO, DESSENSIBILIZANDO DISPARADORES QUE EVOCAM RESPOSTAS EMOCIONAIS E FÍSICAS INVOLUNTÁRIAS. QUANDO A DESREGULAÇÃO EMOCIONAL É HABITUAL (PACIENTE BORDERLINE, POR EXEMPLO), SÃO NECESSÁRIAS INTERVENÇÕES ADICIONAIS EM RELAÇÃO AO PROTOCOLO CLÁSSICO.
  • 26. MODELOS TEÓRICOS SOBRE REGULAÇÃO EMOCIONAL 1. HIPER E HIPOATIVAÇÃO E JANELA DE TOLERÂNCIA 2. TEORIA POLIVAGAL 3. ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES 4. ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES 5. CONCLUSÕES
  • 27. HIPER E HIPOATIVAÇÃO E JANELA DE TOLERÂNCIA EM 1884 WILLIAM JAMES LIGOU ESTADOS EMOCIONAIS AO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA). HOJE EM DIA SABE-SE QUE O SNA NÃO É COMPLETAMENTE AUTÔNOMO – RELAÇÕES COM SISTEMA LÍMBICO E ÁREAS PRÉ- FRONTAIS. NO REPROCESSAMENTO DE CONTEÚDO EMOCIONAL O ESTADO DE ATIVAÇÃO RESULTANTE DEPENDE NÃO SOMENTE DE RESPOSTAS FISIOLÓGICAS MEDIADAS PELO SNA, MAS DE FENÔMENOS DE REGULAÇÃO TOP-DOWN (INTERFERÊNCIA COGNITIVA)
  • 28. TRANSTORNOS RELATIVOS A TRAUMA PACIENTES HIPER RESPONSIVOS MANIFESTAM REATIVIDADE EMOCIONAL ELEVADA. JÁ PACIENTES HIPORRESPONSIVOS APRESENTAM AFETO EMBOTADO, COMO RESULTADO DE INTERAÇÕES COMPLEXAS ENTRE SNA E REGIÕES CENTRAIS RESPONSÁVEIS POR REGULAÇÃO EMOCIONAL (DEL RÍO-CASANOVA, L. ET AL., 2016). ESSA IDEIA DE ATIVAÇÃO ENCAIXA-SE BEM COM A NOÇÃO DE QUE A ATIVAÇÃO TÍPICA DA AMÍGDALA SE ELEVA EM PACIENTES COM TEPT DURANTE O REPROCESSAMENTO DE ESTÍMULOS AMEAÇADORES
  • 29. HIPO E HIPER RESPONSIVO
  • 30. TRANSTORNOS RELATIVOS A TRAUMA NO ENTANTO, TEPT NÃO É TRANSTORNO UNIFORME; EXISTE DESCRIÇÃO DE SUBTIPO DISSOCIATIVO. NESTA SITUAÇÃO, A HIPER ATIVAÇÃO DA AMÍGDALA E A SUB-ATIVAÇÃO DO CÓRTEX PRÉ- FRONTAL SE INVERTEM (LANIUS ET AL, 2010). A REALIDADE CLÍNICA É COMPLEXA E ESSA POLARIDADE ENTRE PACIENTES HIPER E HIPORRESPONSIVOS É APENAS UMA FORMA DE SE ENTENDER PROCESSOS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO, COM VÁRIAS EXCEÇÕES. ÀS VEZES HÁ CONFUSÃO NAS MEDIDAS ENTRE O QUE OS PACIENTES SENTEM SUBJETIVAMENTE E AQUILO QUE DEMONSTRAM FISIOLOGICAMENTE – SENTEM DEMAIS, MAS NÃO RELATAM PERTURBAÇÃO SUBJETIVA
  • 31. AMÍGDALA E CÓRTEX PRÉ-FRONTAL
  • 32. PARA ALÉM DO HIPER OU HIPORRESPONSIVO NO TEPT CLÁSSICO, SINTOMAS DE HIPER E HIPORRESPONSIVIDADE PODEM SE ALTERNAR, SENDO CONSIDERADOS COMO INSTABILIDADE DE ATIVAÇÃO (FISHER, 2014), OU COMO UM PROCESSO DE MOVIMENTAÇÃO DAS DIFERENTES PARTES DA PERSONALIDADE, NO CASO DE UM SUBTIPO DISSOCIATIVO. ESSA COMPLEXIDADE CLÍNICA RELATIVIZA A UTILIDADE DO CONCEITO POLARIZADO DE ATIVAÇÃO.
  • 33. JANELA DE TOLERÂNCIA EM 1908 FOI FEITA PROPOSTA DE QUE HAVERIA RELAÇÃO ENTRE NÍVEL ÓTIMO DE MOBILIZAÇÃO E DE DESEMPENHO. FOI INTRODUZIDO O CONCEITO DE ZONA ÓTIMA DE EXCITAÇÃO RELATIVA AO ESTADO DE PROCESSAMENTO CEREBRAL. SIEGEL (1999) RETOMOU A IDEIA E PROPÔS A EXISTÊNCIA DE JANELA DE TOLERÂNCIA EMOCIONAL – INTENSIDADES VARIADAS DE EXCITAÇÃO EMOCIONAL E FISIOLÓGICA PODEM SER PROCESSADAS SEM ROMPIMENTO DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA E COM BENEFÍCIO DAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS.
  • 35. JANELA DE TOLERÂNCIA MODELO BASEADO NO ENTENDIMENTO DAS RESPOSTAS EMOCIONAIS COMO UM TODO, A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA QUANTITATIVA – NEM DEMAIS, NEM DE MENOS. A PALAVRA “TOLERÂNCIA” NÃO SE REFERE A “QUANTA” EMOÇÃO O PACIENTE SENTE, MAS AO QUÃO ACEITÁVEL É ESSA EMOÇÃO. DETERMINADA INTENSIDADE DE EMOÇÃO PODE SER ADEQUADA PARA PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO, MAS PACIENTE PODE NÃO GOSTAR DO NÍVEL DE EMOÇÃO.
  • 36. CONSIDERAÇÕES PARA ALÉM DA JANELA DE TOLERÂNCIA A SITUAÇÃO ÓTIMA IMPLICARIA INTENSIDADE MÉDIA DE EMOÇÕES E BOA TOLERÂNCIA A ELAS. PARA ALÉM DE UMA PERSPECTIVA POLARIZADA, HÁ OUTRAS DIMENSÕES QUE PRECISAM SER CONSIDERADAS PARA EXPLICAR O PROCESSAMENTO EMOCIONAL, QUANDO PENSAMOS EM UM CÉREBRO COMPLEXO ALÉM DA EXCITAÇÃO/ ATIVAÇÃO, DEVERÍAMOS CONSIDERAR A VALÊNCIA DAS EMOÇÕES (POSITIVAS/ NEGATIVAS), BEM COMO A ESPECIFICIDADE NA MANIFESTAÇÃO NEUROBIOLÓGICA DE COMO CERTAS EMOÇÕES DIFEREM DE OUTRAS – RAIVA, VERGONHA, MEDO
  • 37. CONSIDERAÇÕES PARA ALÉM DA JANELA DE TOLERÂNCIA O NÍVEL DE ATIVAÇÃO CONSCIÊNCIA QUE PACIENTE TEM DO NÍVEL DE ATIVAÇÃO O MODO COMO O PACIENTE COMUNICA (OU NÃO) SEU ESTADO EMOCIONAL AVALIAÇÃO DO TERAPEUTA 2 PESSOAS PODEM SENTIR ATIVAÇÃO SEMELHANTE COM NÍVEIS DIFERENTES DE INTENSIDADE PACIENTES COM ALEXITIMIA PODEM SENTIR EMOÇÕES INTENSAS, SEM CLAREZA DO QUE SENTEM OU DO PORQUÊ
  • 38. JANELA DE TOLERÂNCIA E DISSOCIAÇÃO SINTOMAS DISSOCIATIVOS SÃO RESPOSTAS FREQUENTES AO TEPT E PODEM SER INDEVIDAMENTE INCLUÍDAS NA JANELA DE TOLERÂNCIA, PRINCIPALMENTE COMO HIPOATIVAÇÃO. REDUZIR DISSOCIAÇÃO A HIPER OU HIPOATIVAÇÃO MINIMIZA OUTRAS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DE DISSOCIAÇÃO GRAVE, COMO CONFUSÃO E ALTERAÇÕES DE PERSONALIDADE
  • 39. JANELA DE TOLERÂNCIA E EMDR DIFERENTEMENTE DE OUTRAS TERAPIAS, OS EBL PROMOVEM ATIVAÇÃO PARASSIMPÁTICA CLINICAMENTE OBSERVAMOS REDUÇÃO DA MOBILIZAÇÃO DO PACIENTE, O QUE TRAZ O PACIENTE DE VOLTA PARA A JANELA DE TOLERÂNCIA OS EFEITOS NEGATIVOS DE NÍVEIS ELEVADOS DE PERTURBAÇÃO AINDA NÃO FORAM COMPROVADOS A MANIFESTAÇÃO DE UMA PARTE DO SELF EM PACIENTES DISSOCIATIVOS PODE SER A FONTE DE UM BLOQUEIO DE REPROCESSAMENTO HIPO/ HIPER E JANELA DE TOLERÂNCIA NÃO SÃO AS ÚNICAS VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADAS
  • 40. TEORIA POLIVAGAL E REGULAÇÃO EMOCIONAL CONCEITO ALTERNATIVO PARA COMPREENDER NÍVEIS DIFERENTES DE ATIVAÇÃO EMOCIONAL (PORGES, 2009) PROPÕE UMA ESTRUTURA HIERÁRQUICA NO SNA MEDIADA POR RAMOS DISTINTOS DO NERVO VAGO. A PARTE MIELINIZADA DO NERVO VAGO RELACIONA-SE AO ENGAJAMENTO SOCIAL E REPRESENTA O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO MAIS DESENVOLVIDO QUANDO O SISTEMA FALHA OU SE ENCONTRA SUBDESENVOLVIDO, ATIVAÇÃO SIMPÁTICA PREDOMINA, PROMOVENDO REAÇÕES DE MOBILIZAÇÃO (LUTA E FUGA)
  • 41.
  • 42. TEORIA POLIVAGAL E REGULAÇÃO EMOCIONAL HIPORRESPONSIVIDADE EXTREMA SERIA ATIVAÇÃO DE RESPOSTA MAIS PRIMITIVA MEDIADA PELO SISTEMA VAGAL NÃO MIELINIZADO, QUE PROMOVE RESPOSTAS DE DESLIGAMENTO (IMOBILIZAÇÃO ATÔNICA). ESSES ESTADOS AUTONÔMICOS DIFERENTES PODEM SER RELATIVOS A DIFERENTES RESPOSTAS DISSOCIATIVAS – COM SISTEMAS DE AÇÃO DE LUTA/FUGA OU COLAPSO.
  • 43.
  • 44. TEORIA POLIVAGAL E EMDR TRADICIONALMENTE SE ENTENDE QUE OS EBL PRODUZEM ATIVAÇÃO DO PARASSIMPÁTICO, MAS ESSA ATIVAÇÃO IMPACTA DE MODO DIFERENTE OS ESTADOS DE ATIVAÇÃO A TEORIA POLIVAGAL AJUDA A ENTENDER O PORQUÊ DE ALGUMAS VEZES OS EBL PRODUZIREM REAÇÕES PARADOXAIS – ATIVAÇÃO SIMPÁTICA OU NENHUMA RESPOSTA APARENTE. SE O PACIENTE ESTIVER EM ESTADO HIPER-RESPONSIVO, OS EBL ATUAM DE MODO EFETIVO. SE ESTIVER EM ESTADO HIPORRESPONSIVO, NEM SEMPRE. TEMOS QUE AVALIAR O ESTADO DO CLIENTE PARA VER A INDICAÇÃO DOS EBL
  • 45. TEORIA POLIVAGAL E DISSOCIAÇÃO TEORIA POLIVAGAL COMBINA BEM COM A TEORIA ESTRUTURAL DA DISSOCIAÇÃO DA PERSONALIDADE DE ACORDO COM A TEORIA EDP, PARTES EMOCIONAIS DISSOCIATIVAS DA PERSONALIDADE SÃO BASEADAS EM SUBSISTEMAS DEFENSIVOS DIVERSOS E PERMANECEM BLOQUEADAS RIGIDAMENTE NA EXPERIÊNCIA DO TRAUMA. RESPOSTAS DE LUTA/FUGA BASEADAS EM ATIVAÇÃO SIMPÁTICA PODEM APARECER QUANDO O SUJEITO SE APROXIMA DE TEMAS TRAUMÁTICOS, MAS EM TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS COMPLEXOS ESSAS RESPOSTAS EVIDENCIAM PARTES DISSOCIATIVAS COM DIFERENTES GRAUS DE ESTRUTURAÇÃO MENTAL E AUTONOMIA.
  • 46. DISSOCIAÇÃO E REGULAÇÃO EMOCIONAL PARTES NÃO INTEGRADAS PODEM ESTAR CONECTADAS POR MEIO DE EMOÇÕES DIVERSAS (FÚRIA, MEDO), LIGADAS A SISTEMAS DE AÇÃO DIVERSOS (RESPOSTAS DE AGRESSIVIDADE OU DE EVITAÇÃO) E A DIVERSAS PARTES DE MEMÓRIAS. ATIVAÇÃO DESSAS PE PODE SER IDENTIFICADA CLINICAMENTE POR: ALUCINAÇÕES AUDITIVAS, REAÇÕES EGODISTÔNICAS (DESPERSONALIZAÇÃO), BLOQUEIOS DE PROCESSAMENTO OU TROCA DE PERSONALIDADES
  • 47. TEORIA POLIVAGAL CONTRIBUIÇÕES ADICIONAIS DA TP: 1. EMOÇÕES NÃO SÃO APENAS FENÔMENO CEREBRAL, MAS RESULTADO DE UM FEEDBACK CONSTANTE ENTRE SNC E SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO VISCERAL AFERENTE, PROVENIENTE DE TODO O CORPO 2. INCLUSÃO DA REGULAÇÃO RELACIONAL. ENGAJAMENTO SOCIAL É FONTE PREFERENCIAL DE REGULAÇÃO. BEBÊ BUSCA TRANQUILIZAÇÃO DO CUIDADOR PARA MODULAR SUA ATIVAÇÃO AMIGDALAR E AS EMOÇÕES EM GERAL. RUPTURAS RELACIONAIS DEIXAM O SISTEMA SUBDESENVOLVIDO OU DISFUNCIONAL.
  • 48. TEORIA POLIVAGAL MUITOS PACIENTES QUE PROCURAM TERAPIA APRESENTAM FALHAS E TRAUMAS DE APEGO NA TERAPIA EMDR MEMÓRIAS, CRENÇAS, EMOÇÕES E SENSAÇÕES FÍSICAS RELATIVAS ÀS FASES INICIAIS DE VINCULAÇÃO PODEM ATIVAR-SE NA RELAÇÃO TERAPÊUTICA (STERN, 2010) TERAPEUTA PODE SER DISPARADOR DE TRAUMA, EM VEZ DE FONTE DE ESTABILIDADE E CALMA PACIENTE PODE TER RECEIO DE NÃO SE COMPORTAR DIREITO (COMO OCORREU NO PASSADO) OU DE SENTIR-SE MUITO VULNERÁVEL COM A PROXIMIDADE DO TERAPEUTA E RETALIAR, PROVOCANDO MUITA EMOÇÃO – MAS O PROBLEMA NÃO É A QUANTIDADE DE EMOÇÃO
  • 49. ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES MODELO SEQUENCIAL – PESSOA PODE SELECIONAR SITUAÇÕES PARA MAXIMIZAR A POSSIBILIDADE DE EXPERIENCIAR EMOÇÕES DESEJÁVEIS E MINIMIZAR AS INDESEJÁVEIS. PCT PODE MODIFICAR A SITUAÇÃO ENQUANTO ELA OCORRE E REDIRECIONAR ATENÇÃO PARA PARTE ESPECÍFICA DA SITUAÇÃO - AUMENTANDO OU REDUZINDO CERTAS EMOÇÕES. SE PACIENTE ESTIVER ACOSTUMADO COM A SUPRESSÃO DAS EMOÇÕES, PODE ATIVAR ESSA ESTRATÉGIA E BLOQUEAR REPROCESSAMENTO, COM OU SEM EBL
  • 50. ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS APEGO PRECOCE É A BASE ONDE AS PESSOAS APRENDEM A REGULAR EMOÇÕES POR FEEDBACK INTERATIVO DA DÍADE CUIDADOR-CRIANÇA. APEGO DISFUNCIONAL ENCORAJA ATIVAÇÃO CONTINUADA DE SUPRESSÃO DAS EMOÇÕES. ESTRATÉGIAS VINCULARES SECUNDÁRIAS (HIPER ATIVAÇÃO ANSIOSA E DEATIVAÇÃO EVITATIVA) SUBSTITUEM A INTERAÇÃO SINTONIZADA, TORNANDO-SE PADRÕES CRONIFICADOS (BOWLBY, 1973).
  • 51. ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES PCTS COM APEGO EVITATIVO TENTAM BLOQUEAR OU INIBIR REAÇÕES EMOCIONAIS, EVITANDO ATIVAÇÃO DO SISTEMA DE APEGO NA FASE DE DESSENSIBILIZAÇÃO NÃO RELATAM QUALQUER PERTURBAÇÃO, NADA APARECE. HIPERATIVAÇÃO ANSIOSA E ESQUIVA PODEM SER DEFLAGRADAS POR CONTATO COM ALGUMA MEMÓRIA RELACIONAL OU POR INTERAÇÃO COM TERAPEUTA PCTS MOSTRAM SUAS EMOÇÕES, MAS NÃO COGITAM REGULAR OU PENSAR SOBRE ELAS, CRIANDO SIMBOLIZAÇÃO – ALFABETIZAÇÃO EMOCIONAL DEFEITUOSA.
  • 52. ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES ESQUIVA EXPERIENCIAL PODE SER ENTENDIDA COMO RELUTÂNCIA EM MANTER-SE EM CONTATO COM EXPERIÊNCIAS INTERIORES, COMO EMOÇÕES, PENSAMENTOS... ESTRATÉGIA NÃO ADAPTATIVA DE COPING. ESSES PCTS APRESENTAM PROBLEMAS EM TERAPIAS ORIENTADAS PARA TRAUMA RELUTAM EM FAZER EMDR, OU EM SE APROXIMAR DE CERTAS LEMBRANÇAS TRAUMÁTICAS PODEM SER SUBMISSOS E ALEGAR QUE QUEREM COMEÇAR O REPROCESSAMENTO PARA AGRADAR TERAPEUTA (EVITAR CONFLITOS), MAS AO MESMO TEMPO TENTANDO NÃO AVANÇAR => AUSÊNCIA DE RESULTADOS SATISFATÓRIOS (ACELERAR E FREAR AO MESMO TEMPO)
  • 53.
  • 54. ESTRATÉGIAS DE SUPER OU SUB CONTROLE DA REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES OUTRO MECANISMO É A MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL (ATTENTIONAL DEPLOYMENT) – RECRUTAMENTO DE PROCESSOS DE ATENÇÃO PARA MOLDAR A EXPERIÊNCIA EMOCIONAL: 1. DISTRAÇÃO 2. RECURSOS COGNITIVOS 3. RUMINAÇÃO 4. ESTRATÉGIAS PARA EMOÇÕES ESPECÍFICAS
  • 55. MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – DISTRAÇÃO 1. DISTRAÇÃO - MUDAR DE UM ASPECTO DA SITUAÇÃO PARA OUTRO, OU FICAR TOTALMENTE FORA DA SITUAÇÃO – REDUZ EMOÇÕES PERTURBADORAS = DISTRAÇÃO DESENGAJANTE, EM PROCESSOS INICIAIS DE PROCESSAMENTO COGNITIVO DE INFORMAÇÃO EMOCIONAL - PREVINE O PROCESSO ELABORATIVO DE OCORRER – DIFÍCIL DE IDENTIFICAR NO EMDR, QUANDO ASSOCIAÇÃO COM TEMAS APARENTEMENTE DESCONEXOS PODE SER UM TRAJETO IMPORTANTE PARA O REPROCESSAMENTO FINAL DA MEMÓRIA TRAUMÁTICA. PACIENTE ÀS VEZES PODE LIGAR TEMA PERTURBADOR A UM ELEMENTO CALMO E AGRADÁVEL, COMO FORMA DE NÃO PERMITIR QUE O PROCESSAMENTO REAL OCORRA
  • 57. MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – DISTRAÇÃO MUITAS VEZES O RETORNO À MEMÓRIA ALVO PODE SER SUFICIENTE PARA REDUZIR A PERTURBAÇÃO E INTERROMPER A DISTRAÇÃO DESENGAJANTE. QUANDO EBL REDUZ A PERTURBAÇÃO, OUTRAS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO PODEM SER EMPREGADAS. O MECANISMO PODE SER TÃO AUTOMÁTICO QUE A DISPERSÃO IMPEDE O REPROCESSAMENTO DA MEMÓRIA PERTURBADORA.
  • 58. MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – RECURSOS COGNITIVOS 2. DURANTE AS ESTRATÉGIAS DE CONCENTRAÇÃO OS RECURSOS COGNITIVOS SÃO FOCADOS DENTRO DE UMA ATIVIDADE. ESTA ESTRATÉGIA REGULATÓRIA PODE SER EMPREGADA NA MEDITAÇÃO, QUANDO CONCENTRAMOS A ATENÇÃO NA RESPIRAÇÃO OU EM ESTÍMULOS VISUAIS/ AUDITIVOS NO EMDR A CONCENTRAÇÃO EXCESSIVA OCORRE QUANDO O PACIENTE COMEÇA A CONTAR O NÚMERO DE EBL, OU SE CONCENTRA TANTO NA MEMÓRIA ALVO QUE DESCONSIDERA OUTRAS ASSOCIAÇÕES QUE PODEM SURGIR ESPONTANEAMENTE – ANSIEDADE DE DESEMPENHO.
  • 60. MOBILIZAÇÃO ATENCIONAL – RUMINAÇÃO 3. PENSAMENTO PERSEVERANTE SOBRE SENTIMENTOS E PROBLEMAS – PODE VOLTAR-SE PARA EMOÇÕES NEGATIVAS E TRANSFORMA-SE EM ESTRATÉGIA DISFUNCIONAL. PCT SUPER FOCADO EM CONTEÚDO E EM EMOÇÕES NEGATIVAS PODE TER DIFICULDADE DE DEIXAR O PROCESSO FLUIR E DE CONECTAR-SE A CONTEÚDO POSITIVO – DESCRENÇA EM MUDANÇA. PCT APRISIONA-SE EM CADEIA TRAUMÁTICA. A CARACTERÍSTICA DEPRESSIVA PODE SER CONTORNADA COM MEDICAÇÃO ANTIDEPRESSIVA, REDUZINDO-SE A RUMINAÇÃO – REAVALIAÇÃO DE FASE 2.
  • 62. ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO ESTRATÉGIAS DISFUNCIONAIS PODEM SER GENERALIZADAS OU RESTRITAS A CERTAS EMOÇÕES ESPECÍFICAS. EXEMPLOS: • CULPA, MAS PODE NÃO SER CONSCIENTE PARA O PCT, QUE EXTERNALIZA OUTRA EMOÇÃO (RAIVA) - CULPABILIZAÇÃO DOS OUTROS EVITA CONTATO COM A FRAGILIDADE PESSOAL. • VERGONHA CATASTRÓFICA PODE INIBIR VONTADE DE LIDAR COM CERTO TEMA E EVOCAR REAÇÕES DE CONTROLE • DEMONSTRAÇÕES DE RAIVA PODEM CAMUFLAR TRISTEZA. PACIENTES PODEM QUERER REGULAR CERTAS EMOÇÕES MAIS DO QUE OUTRAS, MAIS TOLERÁVEIS.
  • 64. CONCLUSÃO SOBRE ESTRATÉGIAS INADEQUADAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES DEPENDENDO DOS TEMAS A SEREM REPROCESSADOS, PCT PODE RECORRER A ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES QUE SÃO MAIS DIFÍCEIS PARA A PESSOA (SENTIR TRISTEZA EM VEZ DE RAIVA), MAS PODEM ESTAR AUSENTES NO CONTEXTO DE OUTRAS EMOÇÕES/ OUTRAS MEMÓRIAS CURVA DE APRENDIZAGEM DO PACIENTE EM RELAÇÃO AO REPROCESSAMENTO DE EMOÇÕES – COMEÇAR COM EMOÇÕES MAIS FAMILIARES ATÉ CONSEGUIR ABORDAR OUTRAS EMOÇÕES MAIS MOBILIZADORAS.
  • 65. ESTRATÉGIAS DE SOBRE E SUB CONTROLE DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES PCT PODE TENTAR ICS/CS CONTROLAR O FLUXO DE EMOÇÕES – SUB REGULAÇÃO = REDUÇÃO DA CAPACIDADE DE O CPF INIBIR O SISTEMA LÍMBICO SOBRE REGULAÇÃO = CP VENTROMEDIAL E CINGULADO ANTERIOR ESTÃO HIPER ATIVADOS, INIBINDO SISTEMA LÍMBICO. • NORMALMENTE BORDERLINE, TEPT SEM DISSOCIAÇÃO E TRANSTORNOS CONVERSIVOS => SUB REGULAÇÃO • ALEXITÍMICOS, TEPT DISSOCIATIVO, OBSESSIVOS => REGULAÇÃO EXCESSIVA
  • 66. CÓRTEX PRÉ-FRONTAL VENTROMEDIAL E CINGULADO ANTERIOR
  • 67. ESTRATÉGIAS DE SOBRE E SUB CONTROLE DE REGULAÇÃO DE EMOÇÕES DISSOCIAÇÃO PODE SER ENTENDIDA NÃO SÓ COMO DESCONEXÃO DEVIDO A INTENSIDADE EMOCIONAL EXTREMA, MAS COMO ATIVAÇÃO DE PADRÕES DISFUNCIONAIS DE REGULAÇÃO. EFEITO DE EMDR FOI MAIS ESTABELECIDO PARA TEPT SEM DISSOCIAÇÃO – SISTEMA LÍMBICO ATIVADO E CPF SUBATIVADO – EBL REVERTEM ESSE PADRÃO DISFUNCIONAL. EMDR PARECE NÃO SER FACILMENTE EMPREGADO NA ESTRATÉGIA OPOSTA – TEPT DISSOCIATIVO E SUPER REGULAÇÃO.
  • 68.
  • 69. ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL REGULAÇÃO DEFICIENTE REGULAÇÃO EXCESSIVA
  • 70. CONCLUSÕES IMPORTANTE AVALIAR O NÍVEL DE CONTROLE EMOCIONAL DOS PACIENTES EM FASE 2 – 1. AQUELES QUE SÃO ANSIOSOS E DESCONTROLAM A EMOÇÃO, REGULANDO- A DE MENOS; 2. AQUELES OUTROS QUE PENSAM DEMAIS, SÃO JULGADORES, QUE DECIDEM O QUE DEVEM OU NÃO SENTIR, REGULANDO-A DEMAIS; 3. BEM COMO OS ALEXITÍMICOS E DISSOCIATIVOS, QUE EMPREGAM REGULAÇÃO EXCESSIVA INCONSCIENTE PRECISARÃO DE MAIS DO QUE EBL PARA CHEGAREM A RESOLUÇÃO ADAPTATIVA. CONSIDERARMOS NÃO SOMENTE A ACESSIBILIDADE AO CONTEÚDO TRAUMÁTICO, MAS O COMO ESSE ACESSO OCORRE NA MOBILIZAÇÃO EMOCIONAL DO PACIENTE.
  • 71. CONCLUSÕES QUAIS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO DE EMOÇÃO PREDOMINANTE EM CADA PACIENTE EM GERAL, E QUAIS ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO SÃO ATIVADAS NO PROCESSAMENTO DE CADA MEMÓRIA ESPECÍFICA DEVEM SER CONSIDERADAS PARA TERAPIA DE TRAUMA. SOMENTE ACESSAR MEMÓRIA E EMPREGAR EBL NÃO BASTA APRIMORAR A EFETIVIDADE DO EMDR E DO PROCESSO DE PREPARAÇÃO PARA ENFRENTAMENTO E SUPERAÇÃO DE SEU PASSADO É FUNDAMENTAL.
  • 72. REFERÊNCIAS BOWLBY, J. (1973). ATTACHMENT AND LOSS, VOLUME II: SEPARATION, ANXIETY AND ANGER. THE INTERNATIONAL PSYCHO-ANALYTICAL LIBRARY. NY: PERSEUS BOOKS GROUP. BRISCH, K. (2012). TREATING ATTACHMENT DISORDERS, 2. ED. FROM THEORY TO THERAPY. NY: THE GUILFORD PRESS. COUBARD., O. (2015). EYE MOVEMENT DESENSITIZATION AND REPROCESSING (EMDR) REEXAMINED AS COGNITIVE AND EMOTIONAL NEUROTRAINMENT. FRONT. HUM. NEUROSCI. 8, 1-4. DEL RÍO-CASANOVA, L., GONZÁLES, A., PÁRAMO, M., VAN DIJKE, A., E BRENLLA, J. (2016). EMOTION REGULATION STRATEGIES IN TRAUMA-RELATED DISORDERS: PATHWAYS LINKING NEUROBIOLOGY AND CLINICAL MANIFESTATIONS. VER. NEUROSCIENCE, 27, 385-395. GONZÁLES, A., DEL RÍO-CASANOVA, L. E JUSTO-ALONSO, A. (2017). INTEGRATING NEUROBIOLOGY OF EMOTION REGULATION AND TRAUMA THERAPY: REFLECTIONS ON EMDR THERAPY. DOI: 10.1515/REVNEURO-2016-0070. LANIUS, R.A., FREWEN, P.A., VERMETTEN, E., E YEHUDA, R. (2010). FEAR CONDITIONING AND EARLY LIFE VULNERABILITIES: TWO DISTINCT PATHWAYS OF EMOTIONAL DYSREGULATION AND BRAIN DYSFUNCTION IN PTSD. EUR. J. PSYCHOTRAUMATOLOGY, 1. DOI: 30.3402/EJPT.V1I0.5467.
  • 73. REFERÊNCIAS PORGES, S.W. (2009). THE POLYVAGAL THEORY: NEW INSIGHTS INTO ADAPTIVE REACTIONS OF THE AUTONOMIC NERVOUS SYSTEM. CLIN. J. MED. 76 (SUPPL 2) S86-S90. SHAVER, P.R., E MIKULINCER, M. (2007). ADULT ATTACHMENT STRATEGIES AND THE REGULATION OF EMOTION. HANDBOOK OF EMOTION REGULATION (2. VOL) J. GROSS, ED. NY: THE GUILFORD PRESS. SIEGEL, D.J. (1999). THE DEVELOPING MIND: HOW RELATIONSHIPS AND THE BRAIN INTERACT TO SHAPE WHO WE ARE. NY: THE GUILFORD PRESS. SOLOMON, R. E SHAPIRO, F. (2008). EMDR AND THE ADAPTIVE INFORMATION PROCESSING MODEL: POTENTIAL MECHANISMS OF CHANGE. J. EMDR. PRACT. RES. 2, 315-325. STERN, D.B. (2010). PARTNERS IN THOUGHT: WORKING THROUGH UNFORMULATED EXPERIENCE, DISSOCIATION, AND ENACTMENT. PSYCHOANALYSIS IN A NEW KEY BOOK SERIES. NY: ROUTLEDGE: TAYLOR AND FRANCIS GROUP.