As reformas religiosas
do Século XVI
Nelson Manuel Jesus Faustino
Crises religiosas na Europa
   Século XII-XIII
       Heresia dos Cátaros.

   Século XIV
       Jonh Wyclif contesta a autoridade do clero na Inglaterra.

   Século XV
       João Huss defende os checos contra o domínio do
        Império Alemão;
       Savonarola prega contra o luxo e corrupção na
        Sociedade.
Crises religiosas na Europa
   Grande parte da igreja do século XV tinha-se
    afastado dos princípios de pobreza pregados por
    Cristo e pelos primeiros apóstolos, e vivia no luxo e
    na ostentação. A corrupção alastrava dentro da
    igreja católica.

   Motivos para o descontentamento
       Venda de cargos religiosos;
       Falta de preparação e vocação dos membros do clero;
       Luxo, ostentação, vida mundana e imoral dos clérigos;
       Venda da Bula das Indulgências.
Crises religiosas na Europa
   Primeiras criticas à Igreja
    (Humanistas do Renascimento)

       Erasmo de Roterdão (1466-1536)
           Critica os abusos do clero;             Erasmo de Roterdão

           Defende a necessidade de uma purificação da moral
            e dos costumes.
           Autor da obra “O elogio da Loucura”
Reforma Luterana
   Bula das Indulgências
       Em 1513, o papa Leão X, decide enviar monges
        por toda a Europa, solicitando aos fieis uma
        contribuição para a conclusão das obras da
        Basílica de S. Pedro;
       Em troca o Papa concedia uma Indulgência, isto
        é um documento que lhes perdoava a penitência
        pelos seus pecados.
IMPLANTAÇÃO DAS RELIGIÕES NA EUROPA




          In Rumos da História 8, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
Reforma Luterana
   Reacção de Lutero
       Martinho Lutero (1483-
        1546);
       Monge Agostinho;
       Face às Indulgências
        afixa, em 1517, as 95
        teses onde critica
        publicamente toda esta
        situação;
       Acaba por ser
        excomungado.
Reforma Luterana
   Princípios Luteranos
       Autoridade única da Bíblia
           Tradução do texto sagrado para alemão.
       Relação directa do crente com Deus:
           Rejeição do papel mediador do clero
           Rejeição da autoridade do Papa
       Alteração da doutrina da Igreja
           Aceita apenas dois sacramentos (baptismo e eucaristia);
           Rejeição do culto dos santos e da Virgem;
           Instituição de pastores (responsáveis pelo culto)
Outras Reformas
   Reforma Calvinista
       João Calvino (1509-1564)
       Defende a teoria da
        Predestinação
           Cada crente já estaria, desde a
            origem, destinado por Deus à
            Salvação ou à condenação
            eterna.
Outras Reformas
   Reforma Anglicana
       Fundada pelo rei Henrique VIII
        (1491-1547) em 1534;
       O rei é o chefe supremo da
        igreja;
       Contestação do poder do Papa
        e do clero em Inglaterra.
       Motivada pelo interesse do rei
        anular o seu casamento com
        Catarina de Aragão e voltar a
        casar com Ana de Bolena.
Contra-Reforma e Reforma Católica
   Concílio de Trento
       Bispos e Cardeais analisaram as críticas dos
        protestantes.
       Principais decisões
           Reafirmados todos os dogmas;
           Mantiveram-se os sete sacramentos
           Reforçado o culto dos Santos e da Virgem Maria
           Reformação dos costumes da Igreja e Organização da
            Igreja:
               Disciplina mais severa e celibato dos padres
Contra-Reforma e Reforma Católica
   Novos Instrumentos
       Companhia de Jesus (Jesuítas)
           Criada por Inácio de Loyola
           Tinha como grandes objectivos:
               Defender o catolicismo e promover a sua difusão pelo
                mundo.
               Os Jesuítas dedicavam-se à missionação, pregação e ensino.
Contra-Reforma e Reforma Católica
   Novos Instrumentos
       Index (Index Librorum Prohibitorum)
           Catálogo dos livros cuja leitura era
            proibida aos católicos, sob pena de
            excomunhão.
Contra-Reforma e Reforma Católica
   Novos Instrumentos
       Inquisição (tribunal do Santo Ofício)
           Tribunal eclesiástico destinado a defender a fé
            católica;
               Vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem
                suspeitos de praticar outras religiões.
Caso Peninsular
   Península Ibérica
       Impenetrável ao reformismo protestante
       Grande comunidade Judaica


   Espanha
       Reactivação da Inquisição em 1492;
       Expulsão dos Judeus do território
Caso Peninsular
   Portugal
       1496 – D. Manuel I dá ordem de expulsão dos
        Judeus que não se convertessem ao cristianismo;
       Os convertidos passaram a ser designados por
        Cristão-novo.
       1536 – D. João III introduz a Inquisição em
        Portugal
           Foram realizados milhares de autos-de-fé
            (julgamentos religiosos)
Caso Peninsular
                                Portugal

                            2 tipos de Cristão


          Cristão-Velho                          Cristão-Novo


Aquele que já seguia a fé católica    Judeu convertido ao cristianismo
Caso Peninsular
   Auto-de-Fé
       Cerimónia pública em que os condenados pela
        Inquisição ouviam as acusações e as penas a que
        seriam sujeitos.
Auto-de-fé no Terreiro do Paço, em Lisboa

Reformas religiosas

  • 1.
    As reformas religiosas doSéculo XVI Nelson Manuel Jesus Faustino
  • 2.
    Crises religiosas naEuropa  Século XII-XIII  Heresia dos Cátaros.  Século XIV  Jonh Wyclif contesta a autoridade do clero na Inglaterra.  Século XV  João Huss defende os checos contra o domínio do Império Alemão;  Savonarola prega contra o luxo e corrupção na Sociedade.
  • 3.
    Crises religiosas naEuropa  Grande parte da igreja do século XV tinha-se afastado dos princípios de pobreza pregados por Cristo e pelos primeiros apóstolos, e vivia no luxo e na ostentação. A corrupção alastrava dentro da igreja católica.  Motivos para o descontentamento  Venda de cargos religiosos;  Falta de preparação e vocação dos membros do clero;  Luxo, ostentação, vida mundana e imoral dos clérigos;  Venda da Bula das Indulgências.
  • 4.
    Crises religiosas naEuropa  Primeiras criticas à Igreja (Humanistas do Renascimento)  Erasmo de Roterdão (1466-1536)  Critica os abusos do clero; Erasmo de Roterdão  Defende a necessidade de uma purificação da moral e dos costumes.  Autor da obra “O elogio da Loucura”
  • 5.
    Reforma Luterana  Bula das Indulgências  Em 1513, o papa Leão X, decide enviar monges por toda a Europa, solicitando aos fieis uma contribuição para a conclusão das obras da Basílica de S. Pedro;  Em troca o Papa concedia uma Indulgência, isto é um documento que lhes perdoava a penitência pelos seus pecados.
  • 6.
    IMPLANTAÇÃO DAS RELIGIÕESNA EUROPA In Rumos da História 8, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
  • 7.
    Reforma Luterana  Reacção de Lutero  Martinho Lutero (1483- 1546);  Monge Agostinho;  Face às Indulgências afixa, em 1517, as 95 teses onde critica publicamente toda esta situação;  Acaba por ser excomungado.
  • 8.
    Reforma Luterana  Princípios Luteranos  Autoridade única da Bíblia  Tradução do texto sagrado para alemão.  Relação directa do crente com Deus:  Rejeição do papel mediador do clero  Rejeição da autoridade do Papa  Alteração da doutrina da Igreja  Aceita apenas dois sacramentos (baptismo e eucaristia);  Rejeição do culto dos santos e da Virgem;  Instituição de pastores (responsáveis pelo culto)
  • 9.
    Outras Reformas  Reforma Calvinista  João Calvino (1509-1564)  Defende a teoria da Predestinação  Cada crente já estaria, desde a origem, destinado por Deus à Salvação ou à condenação eterna.
  • 10.
    Outras Reformas  Reforma Anglicana  Fundada pelo rei Henrique VIII (1491-1547) em 1534;  O rei é o chefe supremo da igreja;  Contestação do poder do Papa e do clero em Inglaterra.  Motivada pelo interesse do rei anular o seu casamento com Catarina de Aragão e voltar a casar com Ana de Bolena.
  • 11.
    Contra-Reforma e ReformaCatólica  Concílio de Trento  Bispos e Cardeais analisaram as críticas dos protestantes.  Principais decisões  Reafirmados todos os dogmas;  Mantiveram-se os sete sacramentos  Reforçado o culto dos Santos e da Virgem Maria  Reformação dos costumes da Igreja e Organização da Igreja:  Disciplina mais severa e celibato dos padres
  • 12.
    Contra-Reforma e ReformaCatólica  Novos Instrumentos  Companhia de Jesus (Jesuítas)  Criada por Inácio de Loyola  Tinha como grandes objectivos:  Defender o catolicismo e promover a sua difusão pelo mundo.  Os Jesuítas dedicavam-se à missionação, pregação e ensino.
  • 13.
    Contra-Reforma e ReformaCatólica  Novos Instrumentos  Index (Index Librorum Prohibitorum)  Catálogo dos livros cuja leitura era proibida aos católicos, sob pena de excomunhão.
  • 14.
    Contra-Reforma e ReformaCatólica  Novos Instrumentos  Inquisição (tribunal do Santo Ofício)  Tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica;  Vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões.
  • 15.
    Caso Peninsular  Península Ibérica  Impenetrável ao reformismo protestante  Grande comunidade Judaica  Espanha  Reactivação da Inquisição em 1492;  Expulsão dos Judeus do território
  • 16.
    Caso Peninsular  Portugal  1496 – D. Manuel I dá ordem de expulsão dos Judeus que não se convertessem ao cristianismo;  Os convertidos passaram a ser designados por Cristão-novo.  1536 – D. João III introduz a Inquisição em Portugal  Foram realizados milhares de autos-de-fé (julgamentos religiosos)
  • 17.
    Caso Peninsular Portugal 2 tipos de Cristão Cristão-Velho Cristão-Novo Aquele que já seguia a fé católica Judeu convertido ao cristianismo
  • 18.
    Caso Peninsular  Auto-de-Fé  Cerimónia pública em que os condenados pela Inquisição ouviam as acusações e as penas a que seriam sujeitos.
  • 19.
    Auto-de-fé no Terreirodo Paço, em Lisboa