Bruno C. Morais Lopes
Psicólogo
CRP 04/35851
Comer é dar manutenção da vida, é ter
saúde.
Porém há exageros, comer além do
necessário.
Fatores psicológicos que alteram a
relação com o alimento: estresse, culpa,
prazer.
Se psicologicamente a pessoa não se
encontra bem, é comum que a comida
se torne uma resposta prática em busca
do prazer.
Os prejuízos disto se sente no
colesterol, hipertensão arterial, glicose
descontrolada...
Pode estar comendo demais por ter adotado
uma dieta que lhe agrada muito, lhe motivando
a comer mais e mais.
A “facilidade” dos dias atuais promove isto, com
comidas prontas e coisas práticas sempre ao
nosso alcance.
O esforço para se conseguir comida vem
diminuindo cada vez mais.
O apetite continua o mesmo desde a era
primitiva, mas o acesso foi facilitado.
Quais as motivações que se tem para perder peso? É pela pressão dos outros? É uma
questão estética? Procura melhorar sua saúde?
Se você não encontra o motivo certo para adequar seu peso todo o processo de
emagrecimento será comprometido.
Encontrar um (a) parceiro (a), fazer bonito nas festas ou na academia, ser aceito no
ambiente de trabalho ou na roda de amigos, agradar a família... Não são motivos
justos consigo mesmo.
Considere sempre que o foco tem que ser você, sua saúde acima de tudo e todos.
Você é tipo de pessoa que só se
entrega a alguma tarefa se ela for
fácil, se não der muito trabalho?
Consegue se esforçar por alguma
coisa que sabe que vale a pena?
Você sabe quando alguma coisa vale o
seu esforço?
Sabe reconhecer tudo aquilo que pode
ganhar ao alcançar o objetivo?
Sabe usar tudo isso pra dar seu suor?
Existe um grande número de pessoas que acreditam na ingestão de medicações ou
veem na cirurgia algo muito prático para a perda de peso.
A postura de esperar emagrecer por fatores externos é mais complexa, o resultado
pode ser obtido porém não se manterá sozinho.
Entrar em qualquer tipo destas perspectivas sem o preparo e o esforço necessário é
um enorme desperdícios de recursos, de saúde...
O esforço é absolutamente interno, o trabalho psicológico neste sentido é
extremamente necessário.
Tem alguma vantagem permanecer acima do peso?
É um ganho muitas vezes inconsciente. É comum ver pessoas que se vitimizam,
trazendo mais gente pra perto.
A sensação de ter gente “cuidando de você”, fazendo comidas especiais para você, te
tratam de maneira tão especial que passa a ser melhor do que cuidar melhor da
própria saúde.
Ou a comida pode ser o único agrado que é capaz de promover. Para suprir tristezas,
angústias, nervosismo, descontar as broncas do chefe...
A autopiedade é um caminho perigoso, a ponto de te fazer esquecer quem você é ou o
que pode vir a ser.
Antes de entrar em controle alimentar é preciso
aceitar como você está hoje!
Porque? Porque é impossível gerir mudanças
que você não compreenda que existem.
Qualquer negação do problema não lhe permite
encará-lo como deve ser.
Aceitar não quer dizer gostar ou concordar,
aceitar é ter coragem de encarar o problema.
É reconhecer que ele deve ser combatido.
O corpo tem seu próprio método de retenção de energia. Se você simplesmente deixa
de comer ele compreende que há uma dificuldade em conseguir alimentos, passa
então a agir para reter recursos, reduzindo o metabolismo. Ou seja, simplesmente
deixar de comer não traz emagrecimento.
Além disto, ficando sem comer por muito tempo, naturalmente seu corpo sentirá
maior necessidade de ser saciado ao ter acesso ao alimento. Passará então a comer
bem mais do que o necessário nas poucas vezes em que se alimentar.
Então é preciso pensar melhor quando decidir ficar tanto tempo sem se alimentar.
Todo comportamento é motivado por pensamento.
Suas atitudes são resultado de seus pensamentos,
mesmo que não seja algo consciente, eles são
muitas vezes automáticos.
O pensamento automático surge com base num
ensinamento anterior. Por exemplo ao lavar alguma
fruta antes de comer. Em algum momento aprendeu
que isto era preciso para tirar a sujeira do alimento,
ao longo do tempo se torna algo automático.
Toda vez que como com exagero é porque o
organismo em algum momento foi instruído a isto.
A gula não nasce do dia pra noite, ela vem sendo
literalmente alimentada.
“Depois que emagrecer vou ter que comprar mais roupas”;
“Dá até dó de desperdiçar tanta roupa”;
“Começo o regime amanhã”...
Todos estes pensamentos vão se tornando automáticos, sua própria mente e
comportamentos passam a te sabotar.
O hábito de comer muitas vezes vem de uma cultura familiar, crenças comuns como
“como por felicidade”, “gordura é sinal de saúde”.
Tudo isto parece muito simples, mas é um fator comum entre os obesos e
sobrepesos.
Comer é hábito. Hábitos são mutáveis.
Mudar de hábitos é sempre difícil, mesmo
aqueles não relacionados à comida.
É preciso ser mais flexível com suas
rotinas, mudando sempre aquilo que lhe
for necessário.
Só a partir de outras mudanças é possível
a mudança alimentar.
Assim como todos os outros vícios, há satisfação a curto prazo e arrependimento a
longo prazo.
O vício é definido assim, provocado pelo agente viciante, sempre haverá necessidade
de mais, sempre em doses maiores.
Não é justo permitir que o vício seja maior, mais forte e mais persistente que você,
que suas decisões e sua força de vontade!

Psicologia e obesidade

  • 1.
    Bruno C. MoraisLopes Psicólogo CRP 04/35851
  • 2.
    Comer é darmanutenção da vida, é ter saúde. Porém há exageros, comer além do necessário. Fatores psicológicos que alteram a relação com o alimento: estresse, culpa, prazer. Se psicologicamente a pessoa não se encontra bem, é comum que a comida se torne uma resposta prática em busca do prazer. Os prejuízos disto se sente no colesterol, hipertensão arterial, glicose descontrolada...
  • 3.
    Pode estar comendodemais por ter adotado uma dieta que lhe agrada muito, lhe motivando a comer mais e mais. A “facilidade” dos dias atuais promove isto, com comidas prontas e coisas práticas sempre ao nosso alcance. O esforço para se conseguir comida vem diminuindo cada vez mais. O apetite continua o mesmo desde a era primitiva, mas o acesso foi facilitado.
  • 4.
    Quais as motivaçõesque se tem para perder peso? É pela pressão dos outros? É uma questão estética? Procura melhorar sua saúde? Se você não encontra o motivo certo para adequar seu peso todo o processo de emagrecimento será comprometido. Encontrar um (a) parceiro (a), fazer bonito nas festas ou na academia, ser aceito no ambiente de trabalho ou na roda de amigos, agradar a família... Não são motivos justos consigo mesmo. Considere sempre que o foco tem que ser você, sua saúde acima de tudo e todos.
  • 5.
    Você é tipode pessoa que só se entrega a alguma tarefa se ela for fácil, se não der muito trabalho? Consegue se esforçar por alguma coisa que sabe que vale a pena? Você sabe quando alguma coisa vale o seu esforço? Sabe reconhecer tudo aquilo que pode ganhar ao alcançar o objetivo? Sabe usar tudo isso pra dar seu suor?
  • 6.
    Existe um grandenúmero de pessoas que acreditam na ingestão de medicações ou veem na cirurgia algo muito prático para a perda de peso. A postura de esperar emagrecer por fatores externos é mais complexa, o resultado pode ser obtido porém não se manterá sozinho. Entrar em qualquer tipo destas perspectivas sem o preparo e o esforço necessário é um enorme desperdícios de recursos, de saúde... O esforço é absolutamente interno, o trabalho psicológico neste sentido é extremamente necessário.
  • 7.
    Tem alguma vantagempermanecer acima do peso? É um ganho muitas vezes inconsciente. É comum ver pessoas que se vitimizam, trazendo mais gente pra perto. A sensação de ter gente “cuidando de você”, fazendo comidas especiais para você, te tratam de maneira tão especial que passa a ser melhor do que cuidar melhor da própria saúde. Ou a comida pode ser o único agrado que é capaz de promover. Para suprir tristezas, angústias, nervosismo, descontar as broncas do chefe... A autopiedade é um caminho perigoso, a ponto de te fazer esquecer quem você é ou o que pode vir a ser.
  • 8.
    Antes de entrarem controle alimentar é preciso aceitar como você está hoje! Porque? Porque é impossível gerir mudanças que você não compreenda que existem. Qualquer negação do problema não lhe permite encará-lo como deve ser. Aceitar não quer dizer gostar ou concordar, aceitar é ter coragem de encarar o problema. É reconhecer que ele deve ser combatido.
  • 9.
    O corpo temseu próprio método de retenção de energia. Se você simplesmente deixa de comer ele compreende que há uma dificuldade em conseguir alimentos, passa então a agir para reter recursos, reduzindo o metabolismo. Ou seja, simplesmente deixar de comer não traz emagrecimento. Além disto, ficando sem comer por muito tempo, naturalmente seu corpo sentirá maior necessidade de ser saciado ao ter acesso ao alimento. Passará então a comer bem mais do que o necessário nas poucas vezes em que se alimentar. Então é preciso pensar melhor quando decidir ficar tanto tempo sem se alimentar.
  • 10.
    Todo comportamento émotivado por pensamento. Suas atitudes são resultado de seus pensamentos, mesmo que não seja algo consciente, eles são muitas vezes automáticos. O pensamento automático surge com base num ensinamento anterior. Por exemplo ao lavar alguma fruta antes de comer. Em algum momento aprendeu que isto era preciso para tirar a sujeira do alimento, ao longo do tempo se torna algo automático. Toda vez que como com exagero é porque o organismo em algum momento foi instruído a isto. A gula não nasce do dia pra noite, ela vem sendo literalmente alimentada.
  • 11.
    “Depois que emagrecervou ter que comprar mais roupas”; “Dá até dó de desperdiçar tanta roupa”; “Começo o regime amanhã”... Todos estes pensamentos vão se tornando automáticos, sua própria mente e comportamentos passam a te sabotar. O hábito de comer muitas vezes vem de uma cultura familiar, crenças comuns como “como por felicidade”, “gordura é sinal de saúde”. Tudo isto parece muito simples, mas é um fator comum entre os obesos e sobrepesos.
  • 12.
    Comer é hábito.Hábitos são mutáveis. Mudar de hábitos é sempre difícil, mesmo aqueles não relacionados à comida. É preciso ser mais flexível com suas rotinas, mudando sempre aquilo que lhe for necessário. Só a partir de outras mudanças é possível a mudança alimentar.
  • 13.
    Assim como todosos outros vícios, há satisfação a curto prazo e arrependimento a longo prazo. O vício é definido assim, provocado pelo agente viciante, sempre haverá necessidade de mais, sempre em doses maiores. Não é justo permitir que o vício seja maior, mais forte e mais persistente que você, que suas decisões e sua força de vontade!