Transgênero / Transexual Gilvan Neiva Fonseca HC / FM / UFG Serviço de Urologia [email_address]
TRANSEXUALISMO nº POPULAÇÃO Homens  - xy 1  30.000  Mulheres - xx 1  100.000 DESEJO DE MUDANÇA DE SEXO
TRANSEXUALISMO HISTÓRICO Autores Conceitos  Ano Alfred Kinsey  Diferenças sexuais  1940 John Money  Conceito identidade de gênero  1950 Pauly / Edgerton  Identidade genérica  1965 Mate-Kole / Freschi  Psicopatologia pacientes  1988 Hepp Buddeberg  Equipes / legislações  1999
TRANSEXUALISMO HISTÓRICO Autores Conceitos  Ano Cohen/Kattenis  Cirurgias reparadoras  2000 Descamps/Herve  Cirurgias modificação sexo  2000 Bosinski  Tratamento psicoterápico  2003 Sosa e col  Efeitos estrógenos / complicações  2003
CONCEITOS TRANSEXUALISMO Permanente e extrema insatisfação com a sua anatomia genital   condição de desacordo entre sexo anatômico e psicológico Caudwell, D.: Psychopatia transsexualis. Sexology, 16: 274, 1949
CAUSAS Distúrbios genéticos Distúrbios hormonais Condições psiquiátricas Estados paranóicos Diferentes sociedades e culturas Zhou, J.N., et al. Nature, 378: 68, 1995 van Kesteren, P.J., et al. Arch. Sex. Behav., 25: 589, 1996
TRANSEXUALISMO CONCEITOS DE MORALIDADE Verdades Subjetivas Questionamentos emocionais Importância da simbologia Questionamentos sociológicos Benedict, R. The Chrysanthemun and the Sword, Perspectiva, São Paulo. 1972 Beauvoir, S. Le Deuxième Sexe, Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1980 Fadiman, A. Farrar, Straus and Giroux, New York. 1997
TRANSEXUALISMO Liberação costumes Respeito às individualidades Diminuição preconceitos  Atendimento contextualizado Necessidades personalizadas Valorização de qualidade de vida
TRANSEXUALISMO QUESTÕES BÁSICAS Biológicas Psicológicas Sociológicas  Culturais  Éticas  Jurídicas
TRANSEXUALISMO TRANSTORNOS DE IDENTIDADE GENÉRICA   Identificação persistente com genêro oposto Preferências / fantasias / comp. do sexo oposto Estereotípos do sexo oposto Preferência companheiro sexo oposto Brown, G.: J. Clin. Psych., 51: 57, 1990 Doorn, C.D. et al. Arch. Sex. Behav., 23: 185, 1994 Landen, M., et al. Acta Psych. Scand., 93: 221, 1996
CONCEITOS (IMPORTANTES?) Transgênero : Pessoa que transcende as definições convencionais de homem e mulher; Difere do seu gênero de nascer; Não pode ou não quer conformar-se com as normas sociais associadas a seu sexo biológico.
CONCEITOS Identidade sexual :  como o indivíduo se percebe e se sente em relação ao seu  sexo Gênero :  é um elemento constitutivo das relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e é uma forma primária de dar significado às relações de poder  Identidade de gênero :  processo que localiza o sujeito no mundo a partir das diferenças de sexo
TRANSEXUALISMO SENTIMENTOS DE INSATISFAÇÃO Desconforto persistente com seu sexo Repulsa ao pênis e testículos Desejo de desenvolver os seios Desejo de menstruar Sofrimento clínico significativo prejuízo social / familiar / ocupacional
TRANSEXUALISMO INDICAÇÕES MÉDICAS Elementos biológicos / cromossomos / gônadas  Predominância do gênero / experiência / comportamento Transformações corporais / avaliação criteriosa Variabilidade de experiências / critérios Qualificação científica / demanda
TRANSEXUALISMO Avaliação diagnóstica Protocolo de tratamento Identidade genérica Alteração jurídica
TRANSEXUALISMO AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Avaliação histórica / 2 anos Depoimento de familiares Graus de sofrimento psíquico  Prejuízos vida afetiva / ocupacional / social Análise psiquiátrica  Análises laboratoriais / imagens Desejos e perspectivas futuras
TRANSEXUALISMO CRITÉRIOS / ANÁLISES Compreender as variabilidade / experiências Aprimorar critérios técnicos / científicos  Demanda de centros universitários Jurisprudência / judiciário brasileiro Adoção de conceitos e critérios bem delineados
Resolução CFM n° 1482/97 - 19/09/1997  modificada pela resolução CFM 1652/2002 - 06/11/2002 Maio de 1999 - HC  PROJETO TRANSEXUALISMO  HC - FM - UFG
DEFINIÇÃO E SELEÇÃO DE PACIENTES (Resolução CFM 1482/97) 1 - A definição de transexualismo obedece no mínimo, aos critérios abaixo enumerados: Desconforto  com o sexo anatômico natural Desejo  expresso de eliminar os genitais, perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto Permanência  desse distúrbio de forma contínua consistente por, no mínimo dois anos Ausência  de outros transtornos mentais
DEFINIÇÃO E SELEÇÃO DE PACIENTES (Resolução CFM 1482/97) 2 - A seleção dos pacientes para cirurgia de transgenitalismo obedecerá a avaliação de equipe multidisciplinar: Diagnóstico médico de  transexualismo Maiores de 21 anos Ausência de características físicas inapropriados para a cirurgia Ausência de transtorno(s) mentais impeditivos da realização das cirurgias
DOCUMENTOS EXIGIDOS PROTOCOLO Declaração do paciente  explicando desejo e razão para requerer cirurgia transexual; Consentimento livre e informado  por escrito da cirurgia com o detalhamento, da proposta cirúrgica e os resultados esperados; Parecer psiquiátrico  com indicação para realização da programação cirúrgica;  Parecer psicológico  com indicação de realização da programação cirúrgica; Parecer de sexólogo  com a mesma indicação dos profissionais citados acima; Nome do responsável técnico  pelo ato cirúrgico, inscrito no CRM-GO;
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Psiquiatra  Psicóloga Geneticista Ginecologista Urologista Cirurgia plástica Otorrinolaringologista Endocrinologista
PROCEDIMENTOS Cadastramento   Entrevista inicial  com a coordenadora Estudos  genéticos Estudos endocrinológicos  (endocrinologia) Encaminhamento  psiquiatria / psicologia / sexólogo Consulta com  ginecologista / urologista Após no mínimo 2 anos / emissão de laudos e pareceres pela Psicologia e Psiquiatria, com indicação da cirurgia; Cirurgia de redesignação de sexo; Acompanhamento clínico pela Psicologia e coordenação.
ENTREVISTA INICIAL NORMATIZAÇÕES Explicar a dinâmica do projeto Informar sobre critérios inclusão / exclusão Esclarecer sobre os direitos e deveres do paciente Solicitar a utilização de roupas do sexo oposto Realizar exame físico detalhado Realizar rotina de exames complementares
DINÂMICA Psicoterapia semanal /  1 a 3 vezes / semana Após 6 meses de utilização de roupas do sexo oposto / iniciar hormonioterapia Após no mínimo 2 anos de inserção no projeto / indicação documentada / opera-se
PROPOSTA DO SERVIÇO DA PSICOLOGIA ATENDIMENTO INDIVIDUAL Grupo terapêutico / interativo Apoio psicológico e orientação aos familiares  Emissão de laudo psicológico para liberação de cirurgias
HORMONIOTERAPIA TX masculino: Estrogênios conjugados  1,25 a 2,5  mg/dia Acetato de ciproterona  10 a 50  mg/dia Acetato de medroxiprogesterona   5  mg TX feminino: Metiltestosterona  10 a 20  mg/dia
PROPOSTA UROLÓGICA Reconstrução cosmética / funcional Amputação peniana Orquiectomia bilateral Construção da neovagina Neoclítoris / preservação feixe neurovascular Atividade sexual / prazer / orgasmo Neouretroplastia
NEOCLÍTORIS Jamil Rehman, et al. J. Urol. Vol. 151, 200-206, 1999
1 2 3 Vias de acesso
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBRIGADO

Projeto transexual aula

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    Transgênero / TransexualGilvan Neiva Fonseca HC / FM / UFG Serviço de Urologia [email_address]
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    TRANSEXUALISMO nº POPULAÇÃOHomens - xy 1 30.000 Mulheres - xx 1 100.000 DESEJO DE MUDANÇA DE SEXO
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    TRANSEXUALISMO HISTÓRICO AutoresConceitos Ano Alfred Kinsey Diferenças sexuais 1940 John Money Conceito identidade de gênero 1950 Pauly / Edgerton Identidade genérica 1965 Mate-Kole / Freschi Psicopatologia pacientes 1988 Hepp Buddeberg Equipes / legislações 1999
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    TRANSEXUALISMO HISTÓRICO AutoresConceitos Ano Cohen/Kattenis Cirurgias reparadoras 2000 Descamps/Herve Cirurgias modificação sexo 2000 Bosinski Tratamento psicoterápico 2003 Sosa e col Efeitos estrógenos / complicações 2003
  • 5.
    CONCEITOS TRANSEXUALISMO Permanentee extrema insatisfação com a sua anatomia genital condição de desacordo entre sexo anatômico e psicológico Caudwell, D.: Psychopatia transsexualis. Sexology, 16: 274, 1949
  • 6.
    CAUSAS Distúrbios genéticosDistúrbios hormonais Condições psiquiátricas Estados paranóicos Diferentes sociedades e culturas Zhou, J.N., et al. Nature, 378: 68, 1995 van Kesteren, P.J., et al. Arch. Sex. Behav., 25: 589, 1996
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    TRANSEXUALISMO CONCEITOS DEMORALIDADE Verdades Subjetivas Questionamentos emocionais Importância da simbologia Questionamentos sociológicos Benedict, R. The Chrysanthemun and the Sword, Perspectiva, São Paulo. 1972 Beauvoir, S. Le Deuxième Sexe, Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1980 Fadiman, A. Farrar, Straus and Giroux, New York. 1997
  • 8.
    TRANSEXUALISMO Liberação costumesRespeito às individualidades Diminuição preconceitos Atendimento contextualizado Necessidades personalizadas Valorização de qualidade de vida
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    TRANSEXUALISMO QUESTÕES BÁSICASBiológicas Psicológicas Sociológicas Culturais Éticas Jurídicas
  • 10.
    TRANSEXUALISMO TRANSTORNOS DEIDENTIDADE GENÉRICA Identificação persistente com genêro oposto Preferências / fantasias / comp. do sexo oposto Estereotípos do sexo oposto Preferência companheiro sexo oposto Brown, G.: J. Clin. Psych., 51: 57, 1990 Doorn, C.D. et al. Arch. Sex. Behav., 23: 185, 1994 Landen, M., et al. Acta Psych. Scand., 93: 221, 1996
  • 11.
    CONCEITOS (IMPORTANTES?) Transgênero: Pessoa que transcende as definições convencionais de homem e mulher; Difere do seu gênero de nascer; Não pode ou não quer conformar-se com as normas sociais associadas a seu sexo biológico.
  • 12.
    CONCEITOS Identidade sexual: como o indivíduo se percebe e se sente em relação ao seu sexo Gênero : é um elemento constitutivo das relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e é uma forma primária de dar significado às relações de poder Identidade de gênero : processo que localiza o sujeito no mundo a partir das diferenças de sexo
  • 13.
    TRANSEXUALISMO SENTIMENTOS DEINSATISFAÇÃO Desconforto persistente com seu sexo Repulsa ao pênis e testículos Desejo de desenvolver os seios Desejo de menstruar Sofrimento clínico significativo prejuízo social / familiar / ocupacional
  • 14.
    TRANSEXUALISMO INDICAÇÕES MÉDICASElementos biológicos / cromossomos / gônadas Predominância do gênero / experiência / comportamento Transformações corporais / avaliação criteriosa Variabilidade de experiências / critérios Qualificação científica / demanda
  • 15.
    TRANSEXUALISMO Avaliação diagnósticaProtocolo de tratamento Identidade genérica Alteração jurídica
  • 16.
    TRANSEXUALISMO AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICAAvaliação histórica / 2 anos Depoimento de familiares Graus de sofrimento psíquico Prejuízos vida afetiva / ocupacional / social Análise psiquiátrica Análises laboratoriais / imagens Desejos e perspectivas futuras
  • 17.
    TRANSEXUALISMO CRITÉRIOS /ANÁLISES Compreender as variabilidade / experiências Aprimorar critérios técnicos / científicos Demanda de centros universitários Jurisprudência / judiciário brasileiro Adoção de conceitos e critérios bem delineados
  • 18.
    Resolução CFM n°1482/97 - 19/09/1997 modificada pela resolução CFM 1652/2002 - 06/11/2002 Maio de 1999 - HC PROJETO TRANSEXUALISMO HC - FM - UFG
  • 19.
    DEFINIÇÃO E SELEÇÃODE PACIENTES (Resolução CFM 1482/97) 1 - A definição de transexualismo obedece no mínimo, aos critérios abaixo enumerados: Desconforto com o sexo anatômico natural Desejo expresso de eliminar os genitais, perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto Permanência desse distúrbio de forma contínua consistente por, no mínimo dois anos Ausência de outros transtornos mentais
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    DEFINIÇÃO E SELEÇÃODE PACIENTES (Resolução CFM 1482/97) 2 - A seleção dos pacientes para cirurgia de transgenitalismo obedecerá a avaliação de equipe multidisciplinar: Diagnóstico médico de transexualismo Maiores de 21 anos Ausência de características físicas inapropriados para a cirurgia Ausência de transtorno(s) mentais impeditivos da realização das cirurgias
  • 21.
    DOCUMENTOS EXIGIDOS PROTOCOLODeclaração do paciente explicando desejo e razão para requerer cirurgia transexual; Consentimento livre e informado por escrito da cirurgia com o detalhamento, da proposta cirúrgica e os resultados esperados; Parecer psiquiátrico com indicação para realização da programação cirúrgica; Parecer psicológico com indicação de realização da programação cirúrgica; Parecer de sexólogo com a mesma indicação dos profissionais citados acima; Nome do responsável técnico pelo ato cirúrgico, inscrito no CRM-GO;
  • 22.
    EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Psiquiatra Psicóloga Geneticista Ginecologista Urologista Cirurgia plástica Otorrinolaringologista Endocrinologista
  • 23.
    PROCEDIMENTOS Cadastramento Entrevista inicial com a coordenadora Estudos genéticos Estudos endocrinológicos (endocrinologia) Encaminhamento psiquiatria / psicologia / sexólogo Consulta com ginecologista / urologista Após no mínimo 2 anos / emissão de laudos e pareceres pela Psicologia e Psiquiatria, com indicação da cirurgia; Cirurgia de redesignação de sexo; Acompanhamento clínico pela Psicologia e coordenação.
  • 24.
    ENTREVISTA INICIAL NORMATIZAÇÕESExplicar a dinâmica do projeto Informar sobre critérios inclusão / exclusão Esclarecer sobre os direitos e deveres do paciente Solicitar a utilização de roupas do sexo oposto Realizar exame físico detalhado Realizar rotina de exames complementares
  • 25.
    DINÂMICA Psicoterapia semanal/ 1 a 3 vezes / semana Após 6 meses de utilização de roupas do sexo oposto / iniciar hormonioterapia Após no mínimo 2 anos de inserção no projeto / indicação documentada / opera-se
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    PROPOSTA DO SERVIÇODA PSICOLOGIA ATENDIMENTO INDIVIDUAL Grupo terapêutico / interativo Apoio psicológico e orientação aos familiares Emissão de laudo psicológico para liberação de cirurgias
  • 27.
    HORMONIOTERAPIA TX masculino:Estrogênios conjugados 1,25 a 2,5 mg/dia Acetato de ciproterona 10 a 50 mg/dia Acetato de medroxiprogesterona 5 mg TX feminino: Metiltestosterona 10 a 20 mg/dia
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    PROPOSTA UROLÓGICA Reconstruçãocosmética / funcional Amputação peniana Orquiectomia bilateral Construção da neovagina Neoclítoris / preservação feixe neurovascular Atividade sexual / prazer / orgasmo Neouretroplastia
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