apresentação de trabalho sobre genero e sexualidade
1.
OS SERVIÇOS DESAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
CLEITON VELOSO SILVA, CAMILLA LOHANNY AZEVEDO VIANA,
TACIANA GALDINO DA FONSECA, FRANCISCA JORLANNA DA SILVA
ROCHA, CARLENE SOARES CONCEIÇÃO
2.
TÍTULO: OS SERVIÇOSDE SAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
Introdução
É notório o contexto de marginalização social referente as pessoas transexuais e travestis. Os serviços de saúde
também refletem este cenário pois, mesmo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que embora traga nas
suas diretrizes avanços, quando se trata dos princípios da universalização e equidade não se expande
equitativamente para todos os grupos sociais. Esse grupo apresenta-se insatisfeitos principalmente quando não
são tratados pelo nome social, tendo ainda dificuldades no acesso aos serviços de saúde..
Objetivo
Compreender os desafios enfrentados pelas pessoas trans na busca pelos serviços de saúde adequados para o
processo de transição de gênero.
Autores: CLEITON VELOSO SILVA; CAMILLA LOHANNY AZEVEDO VIANA; TACIANA GALDINO DA
FONSECA; FRANCISCA JORLANNA DA SILVA ROCHA; CARLENE SOARES CONCEIÇÃO
Instituição: Centro Universitário de Ciências e Tecnologias do Maranhão –
UniFacema
3.
TÍTULO: OS SERVIÇOSDE SAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
Método
Trata-se de um estudo de Scoping Review (revisão de escopo), baseado nos procedimentos recomendados pelo
Instituto Joanna Briggs. Estabeleceu-se a pergunta norteadora: “Quais desafios enfrentados pela população
trans que buscam os serviços de saúde para transição de gênero?” A coleta de dados foi realizada em março de
2023 nas bases de dados Pubmed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram excluídos textos publicados
antes de 2018, protocolos de revisão sistemática ou metanálise, editoriais, opiniões de especialistas e estudos
fora do recorte temporal.
Resultados
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR.
4.
TÍTULO: OS SERVIÇOSDE SAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
Quadro 1. Bases de dados e estratégias de busca.
BASE DE DADOS ESTRATÉGIA DE BUSCA
BIREME
(descritores DeCS /
Palavra-chave)
(transexualidade OR travestilidade ) AND (identidade de gênero) AND
(serviços de saúde) AND ( fulltext:("1") AND la:("en" OR "pt" OR "es"))
AND (year_cluster:[2018 TO 2023])
PUBMED
(descritores MeSH /
Palavras-chave)
((Transsexualism OR Transvestism) AND (Gender Identity)) AND (Health
Services)
5.
• Critérios deinclusão e exclusão
Foram os estudos relacionados à pessoas trans que já realizaram ou pretendem procurar os
serviços públicos ou privados de saúde para realizar os procedimentos de afirmação de
gênero como: terapia hormonal, mastectomia, silicone industrial, cirurgias de
transgenitalização ou redesignação sexual. As referências dos artigos incluídos foram
rastreadas manualmente para artigos com potencial para inclusão no presente estudo.
Foram excluídos textos publicados antes de 2018, protocolos de revisão sistemática ou
metanálise, editoriais, opiniões de especialistas, artigos cujo texto completo não foi
encontrado e textos cujas pessoas trans que não realizaram o processo de transição de
gênero.
TÍTULO: OS SERVIÇOS DE SAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
6.
TÍTULO: OS SERVIÇOSDE SAÚDE FRENTE AOS
CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
Resultados
As 10 publicações analisadas foram publicadas de 2018 a 2023, de âmbito nacional e internacional com
delineamento de estudos exploratórios e ensaios clínicos. Estes evidenciaram que nem o sistema de
saúde público e nem o privado dão respostas suficientes as necessidades de cuidados para
pessoas trans, que na busca por acesso aos serviços de saúde para realização de procedimentos de
afirmação de gênero, as principais barreiras encontradas são o preconceito no atendimento de saúde,
falta de conhecimento dos profissionais de saúde no que diz respeito aos cuidados voltados ao público
trans e o não uso do nome social gerando situações de constrangimento, entretanto, nota-se um
sistema cis-heteronormativo construído em uma sociedade, que tudo que foge dos padrões pré-
estabelecidos de heterossexualidade e cisgeneridade é considerado patológico. Desse modo,
evidencia-se que, até os serviços de saúde especializados para atender essa população apresenta-
se falho, permeado por dificuldades como longas filas de espera e dependência de laudo médico
psiquiatra para cirurgia de redesignação sexual.
7.
AUTORES/ ANO TIPOSDE SERVIÇO DE SAÚDE
ACESSADO/SERVIÇOS OFERECIDOS
DIFICULDADES DE ACESSO ENTRAVES NA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE PRINCIPAIS DESAFIOS
VIVENCIADOS NO ÂMIBTO DA
SAÚDE
A1
Oliveira
et al.,
2022.
- Setor privado;
- Serviço de atenção especializada
do SUS.
- Recusa da prescrição dos hormônios
por profissionais médicos;
- Transfobia.
- Despreparo dos profissionais de saúde
para a harmonização;
- Revelam a necessidade de que os
profissionais da saúde busquem ampliar
seus conhecimentos para atender as
demandas desse público, destacando a
necessidade de profissionais
especializados para a assistência.
- Patologização da
transexualidade/travestilida
de na Unidade Básica de
saúde;
- Resistência assistencial,
preconceito por parte dos
profissionais;
- Olhares preconceituosos
por outros usuários com
suposição de diagnóstico.
A2
Cazeiro
et al.,
2022.
- Processo transexualizador;
- Serviços particulares.
- Todas(os) as(os) participantes relataram
dificuldades de acesso ao processo
transexualizador, as quais envolviam as
complexidades e burocratizações do
processo, local, recursos disponíveis,
discriminações institucionais e falta de
encaminhamento.
- Barreira no atendimento, que já
começa pela sua identificação, a qual
desconsidera o nome social e o gênero
identificado, além de se acentuarem
olhares de desaprovação.
- Cinco endocrinologistas, que
procurou, recusaram atendimento,
alegando que não entendiam desse
procedimento e não queriam se
envolver.
TÍTULO: OS SERVIÇOS DE SAÚDE FRENTE
AOS CORPOS TRANS: uma revisão de escopo
Quadro 3: Distribuição dos artigos segundo tipo de serviços de saúde acessado pelos usuários trans, dificuldades enfrentadas no acesso, entraves na assistência em
saúde e principais desafios vivenciados no âmbito da saúde. Caxias-MA, Brasil, 2023 (N=10).
8.
AUTORES
/ ANO
TIPOS DESERVIÇO DE SAÚDE ACESSADO/SERVIÇOS
OFERECIDOS
DIFICULDADES DE ACESSO ENTRAVES NA ASSISTÊNCIA EM
SAÚDE
PRINNCIPAIS
DESAFIOS
VIVENCIADOS
NO ÂMBITO DA
SAÚDE
- Processo transexualizador no SUS;
- Unidade Básica de Saúde
- CAPS II
- Inicio da transição através do plano de saúde,
fornecido pelo convênio da empresa.
- As dificuldades encontradas pelo participante, no que tange às
questões de acesso, estão relacionadas à burocracia e à demora do
processo transexualizador, sobretudo no que se refere ao acesso aos
medicamentos hormonais;
- Escassez de serviços de referências para demandas trans;
- Falta de profissionais, sobretudo especialistas, que compreendam
as demandas de pessoas trans.
Nery traz episódios que expressam a
discriminação e o desconhecimento de sua
condição por parte dos profissionais;
- Constrangimentos vivenciados em
relação ao desrespeito por parte de
profissionais no uso do nome com o qual
se reconhece.
- Preconceito por
médicos
especialistas em
endocrinologia;
- Estigma social;
- Descriminação;
A4
Carrara;
Giami,
2019.
- Houve algumas diferenças importantes nas formas como os
entrevistados acessaram os serviços de saúde. Para a
cirurgia de mamoplastia de aumento, 42,1%
das mulheres , trans e travestis que se submeteram ao
procedimento recorreram a clínicas privadas
brasileiras. Apenas 5,3% utilizaram os serviços públicos de
saúde (3,5% dentro do Processo de Transexualização e 1,8%
fora desse programa). Porcentagens bem maiores
de homens e homens trans passaram por procedimentos
equivalentes nos serviços públicos de saúde: 19,4% dentro
do programa e 6,5% fora dele.
- O fato de as pessoas trans terem recursos para utilizar os serviços
privados de saúde não significa que suas dificuldades de acesso à
saúde tenham sido superadas, dadas as deficiências nos serviços de
saúde prestados a essa população;
- Atualmente, nem o sistema de saúde público nem o privado
parecem dar uma resposta suficiente às necessidades das
pessoas trans , travestis e não binárias . No SUS, apenas cinco
centros de saúde de referência oferecem o Processo de
Transexualização. Assim, é necessário destacar a carência crônica
de serviços e atendimento profissional para a população trans no
sistema público de saúde.
- Os principais profissionais envolvidos no
acompanhamento pós-operatório são
cirurgiões e clínicos gerais. Embora muitos
procedimentos tenham sido realizados por
serviços de saúde privados, o sistema
público de saúde teve um papel importante
no acompanhamento pós-operatório,
ocorrendo em 45% dos casos em nossa
amostra.
- Risco de
adoecimento
devido ao uso
excessivo,
descontrolado e
não monitorado
de hormônios e
modificações
corporais.