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PRÁTICA DE CUIDADO E
ACOLHIMENTO ÀS PESSOAS
NO CONTEXTO
AMBULATORIAL.
Gabriela Benigno – Psicóloga CRP11/10473
RODA DE NÚCLEO
CONTEXTO HISTÓRICO DO
MOVIMENTO TRANSGÉNERO
BRASILEIRO
No final do século XX, o Movimento Transgênero aparece como desdobramento do
Movimento LGBTTT e aos poucos ganha força e toma forma deixando clara as
demandas específicas desse coletivo. O movimento Transexual no Brasil foi
constituído, inicialmente, formado por travestis e depois por transexuais .
PARA O PÚBLICO
 DÉCADA DE 1990 - CONSOLIDAÇÃO E FORTALECIMENTO
 INÍCIO DO SÉC. XXI - POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS
TRANSGÊNERO.
 MUDANÇA DA REPRESENTAÇÃO DO CAMPO DA TRANSEXUALIDADE DE
PATOLOGIZANTE PARA DESPATOLOGIZANTE.
“ TODOS OS PROFISSIONAIS DO SUS , EM
ESPECIAL DAATENÇÃO BÁSICA, SÃO
RESPONSÁVEIS PELAATENÇÃO A SAÚDE DE
POPULAÇÕES QUE APRESENTEM
VULNERABILIDADES SOCIAIS ESPECÍFICAS , E
POR CONSEQUÊNCIA, NECESSIDADES DE
SAÚDEESPECÍFICAS”.
( BRASIL, PNAB, MINISTÉRIO DASAÚDE, 2017.)
ORIENTAÇÕES DOMINISTÉRIO
DA SAÚDE PARA OCUIDADO
COM PESSOAS TRANS
 O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE , 2013. PORTARIA
Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013.
 POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL LGBT 2013.
 GUIA TÉCNICO SOBRE PESSOAS TRANSEXUAIS, TRAVESTIS E DEMAIS TRANSGÊNEROS,
PARA FORMADORES DE OPINIÃO.
 NORMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE DAS PESSOAS TRANS E COM VARIABILIDADE DE
GÊNERO.
 DIRETRIZES PARA PRÁTICAS PSICOLÓGICAS COM PESSOAS TRANS E EM NÃO
CONFORMIDADE DE GÊNERO
 POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO , 2003.
para além das “caixinhas”
socialmente que restringem a
construídas
percepção de
determinados fenômenos, como: diversidade de
Gênero, identidade de Gênero e sexualidade
humana.
GÉNERO, IDENTIDADE DE GÉNERO E
SEXUALIDADE HUMANA.
experiências humanas que transbordam e vão
PARA CUIDAR É PRECISO
CONHECER
LGBT Q I+
Bissexuais
Transgêneros
Queer
Intersexo
Lésbicas
Gays
O Q U E É A S I G L A L G B T Q I +?
A sopa deletrinhas que indica a diversidade sexual.
FALANDOUMPOUCOSOBRE A
SEXUALIDADE HUMANA
SEXO BIOLÓGICO ORIENTAÇÃO SEXUAL
IDENTIDADE DE
GÊNERO
PAPEL DE GÊNERO
TRANSGÊNERO
Expressão de Gênero
DIVERSIDADE SEXUAL
singularidade
Vida
Desejo
CORPOREIDADE
AFETOS
AMPLIANDOOS HORIZONTES
“ Brasil, país que mais mata pessoas trans
Espero que a estatística não suba amanhã
Me diz, por que o jeito de alguém te incomoda?
Foda-se se te incomoda
É meu corpo, e a minha história
E sobre a minha carne, cê não tem autoridade
Não seja mais um covarde, de zero mentalidade
Seja inteligente, abra a sua mente o mundo é de todos,
não seja prepotente.”
Rapper TRIZ
Art. 2º São diretrizes de assistência ao usuário(a) com demanda para
realização do Processo Transexualizador no SUS:
I - integralidade da atenção a transexuais e travestis, não
restringindo ou centralizando a meta terapêutica às cirurgias de
transgenitalização e demais intervenções somáticas;
II.- trabalho em equipe interdisciplinar e multiprofissional;
III.- integração com as ações e serviços em atendimento ao Processo
Transexualizador, tendo como porta de entrada a Atenção Básica em
saúde, incluindo-se acolhimento e humanização do atendimento
livre de discriminação, por meio da sensibilização dos trabalhadores
e demais usuários e usuárias da unidade de saúde para o respeito às
diferenças e à dignidade humana, em todos os níveis de atenção.
Parágrafo único. Compreende-se como usuário(a) com demanda
para o Processo Transexualizador os transexuais e travestis.
O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SISTEMA ÚNICO DE
SAÚDE , 2013. PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE
2013
AçõES NOPROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO
COMPONENTE ATENçãO ESPECIALIZADA
I - Modalidade Ambulatorial:
acompanhamento clínica;
acompanhamento pré e pós-operatório;
 hormonioterapia;
ACOLHIMENTO
Acolher é reconhecer o que o outro traz como
legítima e singular necessidade de saúde. O
acolhimento tem objetivo a construção de relação
de confiança, compromisso
equipe/serviço e usuários
e vínculo entre a
com sua rede sócio
afetiva. (BRASIL. Ministério da Saúde. Humaniza
SUS, 2008)
ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO
Feito por equipe multiprofissional, em ambulatório ou
hospital credenciados/habilitados no Sistema Nacional
de Cadastramento de Estabelecimento de saúde
(SNCES). E inclui três dimensões: psíquica, social e
médico-biológica.
PSICOTERAPIA
O tratamento psicoterapêutico não
restringe seu sentido à tomada de decisão da
cirurgia de
alterações somáticas, consistindo
transgenitalização e demais
no
acompanhamento do usuário no processo de
elaboração de sua condição de sofrimento
pessoal e social.
SOFRIMENTO PSíQUICO
NECESSIDADE DE SAÚDE
PROCESSO PSICOTERAPÉUTICO
Angústia
Ampliação dos
sentidos
Tematização dos
sentidos trazidos
Intervenções
psicoterapêuticas
Ressignificação
de sentidos.
Ampliação do
horizonte de
sentidos
CÍRCULO HERMENÊUTICO
ASPECTOS PSICOLÓGICOS A
SEREM ACOMPANHADOS
 Autoestima;
 Autoimagem;
 Transição corporal ;
 Elaboração de aspectos conflituosos relacionados à condição TRANS;
 Fantasias em relação ao processo de transição ;
 Afirmação da identidade de gênero ;
 Processos psicológicos decorrente das vulnerabilidades sociais
vivenciadas pelas pessoas trans;
 Sofrimento psíquico relacionado à estigmatização e preconceito que
esse público vivencia;
 Mudanças comportamentais relacionadas à hormonioterapia ;
O respeito à diversidade édever de todos.
O preconceito é como bumerangue,
• sempre volta pra você
REFERENCIAS BIBLIOGRáFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Humaniza SUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4 ed. 1ª
reimpressão, Série B, Textos Básicos de Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política
Nacional de Humanização Brasília, 2008. Disponível em: <
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humanizasus_gestores_trabalhadores_sus_4ed.pdf > Acesso em:
22 agosto 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE
2013. Redefine e amplia o Processo Transexualizador no âmbito do Sistema Único de saúde – SUS.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão
Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais /
Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão
Participativa. Brasília : 1. ed., 1. reimp. Ministério da Saúde, 2013.
Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Saúde.
Brasília: Ministério da Saúde (MS); 2003.
CATALAN R.J; COSTA. A.B. Diretrizes para práticas psicológicas com pessoas trans e em não conformidade de
gênero. American Psychological Association. (2015)
JESUS, Jaqueline G. Orientações sobre a população Transgênero : conceitos e termos / Jaqueline Gomes de
Jesus. Brasília: Autor, 2012.
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  • 1. PRÁTICA DE CUIDADO E ACOLHIMENTO ÀS PESSOAS NO CONTEXTO AMBULATORIAL. Gabriela Benigno – Psicóloga CRP11/10473 RODA DE NÚCLEO
  • 2. CONTEXTO HISTÓRICO DO MOVIMENTO TRANSGÉNERO BRASILEIRO No final do século XX, o Movimento Transgênero aparece como desdobramento do Movimento LGBTTT e aos poucos ganha força e toma forma deixando clara as demandas específicas desse coletivo. O movimento Transexual no Brasil foi constituído, inicialmente, formado por travestis e depois por transexuais . PARA O PÚBLICO  DÉCADA DE 1990 - CONSOLIDAÇÃO E FORTALECIMENTO  INÍCIO DO SÉC. XXI - POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS TRANSGÊNERO.  MUDANÇA DA REPRESENTAÇÃO DO CAMPO DA TRANSEXUALIDADE DE PATOLOGIZANTE PARA DESPATOLOGIZANTE.
  • 3. “ TODOS OS PROFISSIONAIS DO SUS , EM ESPECIAL DAATENÇÃO BÁSICA, SÃO RESPONSÁVEIS PELAATENÇÃO A SAÚDE DE POPULAÇÕES QUE APRESENTEM VULNERABILIDADES SOCIAIS ESPECÍFICAS , E POR CONSEQUÊNCIA, NECESSIDADES DE SAÚDEESPECÍFICAS”. ( BRASIL, PNAB, MINISTÉRIO DASAÚDE, 2017.)
  • 4. ORIENTAÇÕES DOMINISTÉRIO DA SAÚDE PARA OCUIDADO COM PESSOAS TRANS  O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE , 2013. PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013.  POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL LGBT 2013.  GUIA TÉCNICO SOBRE PESSOAS TRANSEXUAIS, TRAVESTIS E DEMAIS TRANSGÊNEROS, PARA FORMADORES DE OPINIÃO.  NORMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE DAS PESSOAS TRANS E COM VARIABILIDADE DE GÊNERO.  DIRETRIZES PARA PRÁTICAS PSICOLÓGICAS COM PESSOAS TRANS E EM NÃO CONFORMIDADE DE GÊNERO  POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO , 2003.
  • 5. para além das “caixinhas” socialmente que restringem a construídas percepção de determinados fenômenos, como: diversidade de Gênero, identidade de Gênero e sexualidade humana. GÉNERO, IDENTIDADE DE GÉNERO E SEXUALIDADE HUMANA. experiências humanas que transbordam e vão
  • 6. PARA CUIDAR É PRECISO CONHECER
  • 7. LGBT Q I+ Bissexuais Transgêneros Queer Intersexo Lésbicas Gays O Q U E É A S I G L A L G B T Q I +? A sopa deletrinhas que indica a diversidade sexual.
  • 8.
  • 9. FALANDOUMPOUCOSOBRE A SEXUALIDADE HUMANA SEXO BIOLÓGICO ORIENTAÇÃO SEXUAL IDENTIDADE DE GÊNERO PAPEL DE GÊNERO TRANSGÊNERO Expressão de Gênero DIVERSIDADE SEXUAL singularidade Vida Desejo CORPOREIDADE AFETOS
  • 11. “ Brasil, país que mais mata pessoas trans Espero que a estatística não suba amanhã Me diz, por que o jeito de alguém te incomoda? Foda-se se te incomoda É meu corpo, e a minha história E sobre a minha carne, cê não tem autoridade Não seja mais um covarde, de zero mentalidade Seja inteligente, abra a sua mente o mundo é de todos, não seja prepotente.” Rapper TRIZ
  • 12. Art. 2º São diretrizes de assistência ao usuário(a) com demanda para realização do Processo Transexualizador no SUS: I - integralidade da atenção a transexuais e travestis, não restringindo ou centralizando a meta terapêutica às cirurgias de transgenitalização e demais intervenções somáticas; II.- trabalho em equipe interdisciplinar e multiprofissional; III.- integração com as ações e serviços em atendimento ao Processo Transexualizador, tendo como porta de entrada a Atenção Básica em saúde, incluindo-se acolhimento e humanização do atendimento livre de discriminação, por meio da sensibilização dos trabalhadores e demais usuários e usuárias da unidade de saúde para o respeito às diferenças e à dignidade humana, em todos os níveis de atenção. Parágrafo único. Compreende-se como usuário(a) com demanda para o Processo Transexualizador os transexuais e travestis. O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE , 2013. PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013
  • 13. AçõES NOPROCESSO TRANSEXUALIZADOR NO COMPONENTE ATENçãO ESPECIALIZADA I - Modalidade Ambulatorial: acompanhamento clínica; acompanhamento pré e pós-operatório;  hormonioterapia;
  • 14. ACOLHIMENTO Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítima e singular necessidade de saúde. O acolhimento tem objetivo a construção de relação de confiança, compromisso equipe/serviço e usuários e vínculo entre a com sua rede sócio afetiva. (BRASIL. Ministério da Saúde. Humaniza SUS, 2008)
  • 15. ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO Feito por equipe multiprofissional, em ambulatório ou hospital credenciados/habilitados no Sistema Nacional de Cadastramento de Estabelecimento de saúde (SNCES). E inclui três dimensões: psíquica, social e médico-biológica.
  • 16. PSICOTERAPIA O tratamento psicoterapêutico não restringe seu sentido à tomada de decisão da cirurgia de alterações somáticas, consistindo transgenitalização e demais no acompanhamento do usuário no processo de elaboração de sua condição de sofrimento pessoal e social.
  • 19. PROCESSO PSICOTERAPÉUTICO Angústia Ampliação dos sentidos Tematização dos sentidos trazidos Intervenções psicoterapêuticas Ressignificação de sentidos. Ampliação do horizonte de sentidos CÍRCULO HERMENÊUTICO
  • 20. ASPECTOS PSICOLÓGICOS A SEREM ACOMPANHADOS  Autoestima;  Autoimagem;  Transição corporal ;  Elaboração de aspectos conflituosos relacionados à condição TRANS;  Fantasias em relação ao processo de transição ;  Afirmação da identidade de gênero ;  Processos psicológicos decorrente das vulnerabilidades sociais vivenciadas pelas pessoas trans;  Sofrimento psíquico relacionado à estigmatização e preconceito que esse público vivencia;  Mudanças comportamentais relacionadas à hormonioterapia ;
  • 21.
  • 22. O respeito à diversidade édever de todos. O preconceito é como bumerangue, • sempre volta pra você
  • 23. REFERENCIAS BIBLIOGRáFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Humaniza SUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4 ed. 1ª reimpressão, Série B, Textos Básicos de Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização Brasília, 2008. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humanizasus_gestores_trabalhadores_sus_4ed.pdf > Acesso em: 22 agosto 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013. Redefine e amplia o Processo Transexualizador no âmbito do Sistema Único de saúde – SUS. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Brasília : 1. ed., 1. reimp. Ministério da Saúde, 2013. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde (MS); 2003. CATALAN R.J; COSTA. A.B. Diretrizes para práticas psicológicas com pessoas trans e em não conformidade de gênero. American Psychological Association. (2015) JESUS, Jaqueline G. Orientações sobre a população Transgênero : conceitos e termos / Jaqueline Gomes de Jesus. Brasília: Autor, 2012.