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Produção de Carne Coelho
Participantes:
AiltonFernades
AiryGarcia
Euclides Batalha
Joanilson Semedo
João Tavares
Docente:
Virgilio Alves
Introdução
A cunicultura visa à criação de coelhos (Oryctolagus cunículus) para a produção de
carne e subprodutos. Essa é uma atividade bastante desenvolvida em diversos países,
pois os coelhos são animais que em menor tempo conseguem produzir grandes
quantidades de proteína de alto valor biológico.
Os coelhos são animais gregários que cavam galerias e possuem hábito
noturno. Os coelhos domésticos são descendentes de coelhos selvagens da
região oeste da Europa e noroeste da África. Um coelho vive de 8 a 10
anos, mas há registros de animais que ultrapassaram os 15 anos, porém a
sua vida útil em relação ao aproveitamento industrial é de 4 a 5 anos, após
esse tempo os animais declinam a produção, adquirindo peso excessivo e
ficando mais sujeito a enfermidades, por esta razão são destinados ao
abate.
São animais lagomorfos da família dos leporídeos
Cauda curta, orelhas e patas compridas
São dóceis, sociáveis, interativos e brincalhões
Encontram em muitas regiões do planeta
As fêmeas geralmente tem cinco a quatro filhotes
Semelhantes as lebres
Caracteristicas
Os animais podem ser criados em gaiolas (dimensões de 80 cm de comprimento, 60 cm
de largura e 45 cm de altura) individuais ou em baterias, dependendo do investimento do
criador.
Na fase de reprodução, os coelhos estão prontos por volta de 6 meses de idade. Podemos
utilizar vários métodos de acasalamento, sendo o mais indicado (maior controle de
índices zootécnicos) o acasalamento natural controlado, o qual levamos a fêmea à gaiola
do macho e deixamos os mesmos se acasalarem naturalmente, isso permite um controle
da criação e identificação dos eventuais machos/fêmeas com problemas reprodutivos.
Os cuidados sanitários são simples, devemos manter constantemente higienizadas as
gaiolas (recomendado o uso de cal virgem) e preceder a separação dos animais por idade
(animais jovens são mais suscetíveis as doenças) evitando assim a contaminação pela
diferença de idade dos animais.
Os láparos (filhotes de coelho) nascem de 27-32 dias após o acasalamento. Seu
desenvolvimento se dá de forma rápida, de modo que com 4 dias de idade já possuem
pêlos e com 20 dias já estão habituados a comer o mesmo alimento fornecido às
mães. Aos 45 dias de idade podemos fazer a desmama (separação dos láparos das
mães).
Características e composição da carne
Para que a carne de coelho seja de boa qualidade e se apresente em boas condições e com um bom
aspecto, o animal deve ser abatido para consumo quando apresentar um bom aspecto geral, seja sadio,
forte e gordo. De acordo com análises realizadas pelo departamento de economia doméstica dos Estados
Unidos, a composição da carne de coelho é a seguinte: Elementos %
 Água 67,86;
 Proteínas 25,50 ;
 Gorduras 4,01;
 Sais minerais 2,13;
 Matérias não azotadas 0,50.
Outra qualidade muito importante apresentada
pela carne de coelho é o seu baixo teor de
colesterol, pois contém apenas traços desse
elemento tão nocivo à saúde. A seguir,
mostraremos uma tabela elucidativa que mostra a
diferença entre os teores de colesterol das carnes
de alguns animais:
Carne(em100g)
Coelho 50mg, Frango 90mg, Porco 105mg, Vaca
125mg, Boi 140mg.
Alimentação dos coelhos
O Coelho é um animal herbívoro que consome grandes quantidades de celulose, sendo
capaz de aproveitar mais de 80% da celulose existente nas forragens. Assim, a dieta
desses animais é baseada principalmente em forragens e grãos. Porém, dependendo do
objetivo da criação, é necessária a adição de alimentos de origem animal para equilibrar
as rações.
A alimentação nas criações caseiras não oferece os mesmos problemas que nas criações
industriais, comerciais ou em grande escala. Nas criações caseiras, parte da ração
granulada pode ser substituída por forrageiras, leguminosas, hortaliças, gramíneas,
grãos, cítricos, ervas aromáticas e subprodutos da alimentação humana. As hortaliças
não devem conter produtos tóxicos e devem ser pré-murchadas para evitar a
fermentação que causa distúrbios intestinais.
Os animais das criações destinadas à comercialização são selecionados para alta produção
e para que deles seja obtida maior produtividade, eles precisam receber uma alimentação
adequada. A dieta desses animais deve ser composta de ração balanceada, ou seja, uma
ração com todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do animal. Os
reprodutores e as matrizes podem receber forragens à vontade e ração de forma
controlada dependendo do seu estágio fisiológico
A quantidade de ração que um
coelho deve receber varia de
acordo com a sua idade e a sua
categoria, conforme descrito no
Quadro.
Tabela de alimentação
RAÇAS
Alasca
Possui corpo curto e arredondado, cabeça de tamanho médio, olhos grandes e vivos,
orelhas curtas e retas, patas finas com unhas pretas, pernas curtas e grossas.
Originária na Rússia
Porte Médio
Produz carne de boa qualidade
Peso médio 4,5, variando entre 3,5 e
5 kg
Cor negro-azeviche
Angorá
Aspecto de bola, cabeça maciça e forte, olhos grandes e rosados (despigmentado), orelhas
curtas e retas, patas anteriores finas e curtas, pelo fino e sedoso. Principal característica é
a presença de pêlos na ponta das orelhas.
 Originária na Ásia
Porte médio
Produção de pelos longos (15 a 20 cm) e
boa produção de carne.
Peso médio 4,7kg, variando entre 3,5 a
5,2 Kg
Cor branca pura Azul de
Azul de Viena
Corpo de forma cilíndrica, cabeça do macho é curta e grossa e as fêmeas possuem cabeça
delicada, ambos os sexos possuem olhos cinza azulado, as patas são fortes e roliças com
unhas escuras, orelhas fortes e bem levantadas.
 Originário na Áustria
 Peso médio de 4,5 variando entre 3,5 e 5,5 kg
 Porte médio tendendo a grande
 Produção de pele com pêlos de tamanho médio e
vistosos. Possuem uma coloração muito bonita e
apreciada comercialmente para a confecção de roupas
e acessórios.
 Cor azul escuro
Califórnia
Cabeça bem conformada curta e larga no macho, orelhas eretas e largas na base, olhos
vivos e de cor rosa, patas fortes e com bons aprumos. Essa raça é proveniente do
cruzamento das raças chinchila e Nova Zelândia branca.
 Origem americana
 Peso ideal para macho 4 e fêmeas 4,5 kg
 Bom produtor de carne
 Produtor de pele e carne
 Cor “branco gelo” com focinho, orelhas,
patas e cauda nas cores preta ou havana
Corpo cilíndrico e pouco alongado, cabeça forte e bem conformada sendo mais larga e
forte no macho, as orelhas são eretas e peludas, olhos bem abertos com a íris marrom.
Chinchila
 Originária da Alemanha
 Pele com bom desenvolvimento e de tamanho médio
 Cor da pele cinzento-azulado
 Pelos longos de cor azul escuro
 Peso médio 3,5, variando de 4 a 5 kg
 Especialidade: por sua precocidade e prolificidade é uma raça muito
utilizada para produção de carne, tendo uma pele bastante comercial.
Nova Zelândia
Corpo compacto curto e profundo, orelhas de tamanho médio e eretas, patas curtas e
fortes e pelos de comprimento médio.
 Peso máximo das fêmeas é de 5 e dos
machos de 4,5 kg.
 Raça Americana
 Cores vermelhas, brancas e pretas.
 Alto rendimento de carne e pele de
grande valor Fêmeas são ótimas mães,
de alta prolificidade e precocidade
Outras raças
GRADE PORTE DESCRIÇÃO
Gigante de bouscat Origem: de origem francesa, é o resultado de cruzamentos entre as
raças Gigante de Flandres, Prateado de Champagne e Angorá
Peso médio: 5 a 8 kg
Especialidade: de corpo alongado é mais indicado para produção
de carne
Pelagem: de cor branco albino, tem pelagem média macia e
sedosa.
Prolificidade: 7 a 8 láparos por parto.
Gigante de Espanha Origem: resultado de cruzamentos entre as raças Gigante de Flandres e
espanholas, teve sua origem na cidade de Valencia, são animais muito
resistentes, rústicos e bastante prolífero.
Peso médio: 5 a 8 kg.
Especialidade: carne e pele.
Pelagem: comumente na cor cinza pardo, mas com um variação para a
pelagem branca.
Prolificidade: 8 a 12 láparos por parto.
Belier Francês Origem: francesa
Peso médio: 4,5 a 5,5 kg
Especialidade: pele e carne, nas variações anãs, servem com animal de
estimação.
Pelagem: curta, variando de cor, predominando a cor cinza ou parda.
Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto.
Belier Inglês Origem: raça média de origem inglesa tem como característica o evidente
tamanho e formato das orelhas que chegam a medir até 60 cm de comprimento
e 15 cm de largura.
Peso médio: 3,5 a 5 kg
Especialidade: carne e pele
Pelagem: mediana sedosa e brilhosa, podendo ser de cores escuras e bicolor.
Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto.
Borboleta Inglês Origem: de origem inglesa, é considerada uma raça de porte médio, bastante
semelhante ao similar francês, diferenciando-se, principalmente, no seu
tamanho.
Peso médio: 2 a 3 kg
Especialidade: carne e pele.
Pelagem: branca com manchas predominantemente negras, podendo ser
Castor Rex
Origem: de origem francesa, tem como característica principal a
pelagem curta e sedosa. Foi obtida por melhoramento genético
iniciando-se de raças com pelagem média, foi apresentado pela
primeira vez na Exposição Internacional de Paris em 1924. É
considerada raça médio porte.
Peso médio: 3 a 4 kg.
Especialidade: carne e pele, produzindo uma pele
Pelagem: marrom avermelhada, tendo uma variante para a cor
branco.
Prolificidade: 5 a 7 láparos por parto.
Fulvo de Borgonha Origem: de origem francesa é considerada uma raça de porte médio com aptidão na produção de
pele, de cor avermelhada com nuances mais clara na parte inferior possuindo anéis da mesma
tonalidade em ambos os olhos.
Peso médio: 3,5 a 4,5 kg
Especialidade: pele e carne.
Pelagem: densa na cor avermelhada de tamanho médio.
Prolificidade: 6 a 10 láparos por parto.
Prateado de Champagne Origem: de origem francesa é precoce e rústica, produzindo carne saborosa e pele de ótima
qualidade e valor.
Peso médio: 4,5 a 6 kg
Especialidade: pele e carne.
Pelagem: de cor prateada, a cor é produzida por alguns pelos de ponta azulada e outros em menor
quantidade, de cor escura, na extremidade. Os láparos nascem escuros e só adquirem a cor
característica após a primeira muda.
Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto.
Dalmaciano Rex Origem: é considerada uma raça de porte médio, bastante semelhante ao similar Castor Rex,
diferenciando-se, principalmente, no colorido de sua pelagem.
Peso médio: 2 a 3 kg
Especialidade: pele e carne.
Pelagem: branca com manchas predominantemente negras, podendo ser amareladas ou marrons,
olhos negros, focinho possuem manchas negras.
Prolificidade: 6 a 8 láparos por parto.
PEQUENO PORTE DESCRIÇÃO
Holandês Origem: é uma raça holandesa, classificada como pequeno porte, são rústicos e precoces.
Peso médio: 2 a 3 kg
Especialidade: é mais utilizado esportivamente podendo produzir carne e pele.
Pelagem: média e macia nas cores branco e preto.
Prolificidade: 7 a 10 láparos por parto.
Negro e Fogo Origem: de origem inglesa, pertence ao grupo das raças de pequeno porte.
Peso médio: 2 a 3 kg
Especialidade: é mais utilizado esportivamente podendo produzir carne e pele.
Pelagem: média, macia e sedosa possui duas cores distintas, marrom avermelhado na
barriga, peito e pescoço com dorso, cabeça e orelhas pretas, tendo os olhos circundados na
cor marrom.
Prolificidade: 5 a 6 láparos por parto.
Polonês Origem: há dúvidas quanto sua origem, alguns consideram de origem russa e outros autores
sustentam que sua origem é holandesa. É considerada a menor de todas as raças, excetuando-
se as raças anãs.
Peso médio: 1 a 1,5 kg
Especialidade: a pesar de ter carne saborosa e pelagem branco arminho seu tamanho não o
favorece pare estes fins.
Pelagem: branca, macia e sedosa.
COELHO ANÃO DESCRIÇÃO
Mini Angorá Origem: França.
Peso médio: Por volta de 1.500 kg.
Especialidade: Animal de estimação.
Pelagem: Densa e sedosa.
Prolificidade: 3 a 4 filhotes.
Mini Belier Origem: Alemanha
Peso médio: Quando adultos o peso ideal é de 1.500 a 1.600 kg.
Especialidade: Animal de estimação.
Pelagem: Pelagem densa, macia e com o mesmo comprimento em toda a extensão.
Prolificidade: 2 a 3 filhotes
Mini Rex Peso médio: 1,700 a 2,040 kg.
Especialidade: Animal de estimação.
Pelagem: Fino toque de seda livre de asperezas e lanosidades. Muito densa, textura fina, macia com toque
aveludado,com um características felpudas.
Prolificidade: baixa
American Fuzzy Lop Origem: EUA
Peso médio: Seu peso máximo é de 1.800 kg.
Especialidade: Animal de estimação.
Pelagem: Este pequeno coelho de orelhas caídas, largas e longas possui o corpo todo recoberto por esta
fina e sedosa “penugem” semelhante à dos coelhos Angorás e apresenta uma gama variada de cores.
Prolificidade: é baixa 4 a 5 filhotes.
As criações de coelhos podem ser feitas ao ar livre, em gaiolas construídas ou montada
fora de galpões, ou em galpões abertos ou fechados.
Instalação e Ambiente
Instalações
• Localização
• Os pavilhões utilizados na criação desempenham um papel importante na
promoção de um meio ambiente confortável e higiênico para os coelhos. Dessa
forma, os resultados da produção cunícula intensiva dependem da localização,
da orientação e da qualidade de construção dos pavilhões utilizados.
• A cunicultura pode ser montada em qualquer lugar, mas as condições de
conforto para o coelho devem ser asseguradas. Para a escolha do local de
implantação, alguns aspectos devem ser observados.
.
• Menor custo do terreno;
• Localização estratégica em relação ao mercado consumidor e aos
fornecedores;
• Acesso fácil de caminhões de carga e descarga;
• Facilidade na obtenção de energia elétrica e água potável;
• Local tranquilo, isolado e longe de zonas habitacionais, estradas
movimentadas e outras explorações;
• A distância entre os pavilhões da mesma exploração deve permitir
uma boa ventilação edificultar a propagação de doenças.
Os fatores ambientais atuam sobre os animais de forma agregada, e assim
podem potencializar seus efeitos danosos sobres eles.
Temperatura – amplitude térmica entre 15 a 25ºC.
Umidade – nível oscilando entre 60 e 70%.
Ventilação - locais bastante ventilados, porém com controle da ventilação.
Iluminação - período entre 12 a 16 h para matrizes, enquanto para reprodutores 8
a 12 h.
Poluição Sonora – um ambiente sossegado, sem muitos ruídos, pois são animais
dóceis e tranquilos, podendo ficarem nervosos e estressados.
Instalação e Ambiente
SISTEMAS DE CRIAÇÃO
Nesse tipo de criação os coelhos são criados em total liberdade, soltos em grandes áreas com
cercas de 1 m de altura. O piso pode ser suspenso em uma rede de arame, ou de cimento
com cama de maravalha. A densidade varia de 8 a 16 coelhos/m².
Extensivo
 O criador não tem controle sobre os coelhos (data de cobertura, paternidade, data de
nascimento, etc.);
 Aumento da mortalidade dos láparos em épocas chuvosa;
 Redução de a conversão alimentar ;
 Maior desenvolvimento dos ossos e menor deposição de carne;
 Aumenta o aparecimento e dissipação de doenças.
 A taxa que os melhores criadores podem obter é de 30-35 láparos desmamados por coelha/ano.
 Desmame dos láparos ocorre de 5 a 6 semanas de idade
Semi- intensivo
Os coelhos que serão abatidos são criados em liberdade durante boa parte de sua vida, mas a
terminação é feita em gaiolas. As matrizes e reprodutores ficam confinados, permitindo maior
controle das crias. A densidade varia de 8 a 16 coelhos/m² para o pasto e de 4 a 10 coelhos por
gaiola.
 São criados em pequenos cercados com alguns abrigos, que podem ser
coelheiras móveis
 Permite maior controle sobre os animais, quando comparados ao sistema
extensivo.
 Aumento de mão de obra
 45-55 láparos desmamados por Coelha/ano.
 O desmame ocorre da 4° a 5° semana de idade
Nesse sistema de criação os animais permanecem presos em gaiolas individuais (matrizes e
reprodutores) ou coletivas (animais destinados ao abate), o que torna a criação racional e
lucrativa. Utiliza-se uma densidade de 6 a 10 animais por gaiola de 0,60m².
 Permite um controle rigoroso sobre todos os animais, evitando brigas e
coberturas indesejadas.
 Controle da reprodução com cobertura controlada, data prevista de
nascimentos e números de láparos.
 Poupa os machos com coberturas desnecessárias e permite maior seleção ou
descarte de reprodutores ao longo de seu período produtivo.
 Redução da mortalidade dos láparos
Intensivo
As peles obtidas são de melhor qualidade e mais bonitas
Maior facilidade de manejo como a captura dos animais para
venda, abate e reprodução.
Melhor limpeza e desinfecção do ambientes, evitando o
aparecimento de doenças e reduzindo a mortalidade dos animais
Melhor controle da alimentação
Maiores rendimentos e lucros.
Em média 65 láparos desmamados por Coelha/ano.
O desmame ocorre no máximo até a 4° semana de idade.
Produção Mundial
A produção mundial de carne de coelho estimada pela FAO (2009) é superior aos 1,5
milhões de toneladas nos últimos anos.
Cerca de três quartos da produção mundial de carne de coelho são assegurados pela
China, Itália, França, Espanha e Portugal. A China é o principal produtor, com mais de
40% do total mundial, seguida da europa com 30%. A UE 27 em 2010 alcançou as
332.000 toneladas o que corresponde a 28% do total mundial. A Itália é o primeiro
produtor europeu e o segundo mundial, a Espanha é o segundo produtor europeu.
Portugal é responsável por cerca de 3,5% da produção Europeia e 1,8% da produção
Mundial, correspondendo ao nono lugar no ranking de produção mundial .
A produção
mundial de carne
de coelho tem
diminuído de ano
para ano como
ilustra a tabela
anterior. Durante o
período
apresentado, a
quebra foi de
aproximadamente
13% no conjunto dos
países. Tendência
negativa esta, que
se mantem nos 3
países com maior
produção da UE.
Consumo Mundial
Obrigado Pela atenção!!!!

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Aves semiconfinadas
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Cabras
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produção de Animal Coelho

  • 1. Produção de Carne Coelho Participantes: AiltonFernades AiryGarcia Euclides Batalha Joanilson Semedo João Tavares Docente: Virgilio Alves
  • 2. Introdução A cunicultura visa à criação de coelhos (Oryctolagus cunículus) para a produção de carne e subprodutos. Essa é uma atividade bastante desenvolvida em diversos países, pois os coelhos são animais que em menor tempo conseguem produzir grandes quantidades de proteína de alto valor biológico.
  • 3. Os coelhos são animais gregários que cavam galerias e possuem hábito noturno. Os coelhos domésticos são descendentes de coelhos selvagens da região oeste da Europa e noroeste da África. Um coelho vive de 8 a 10 anos, mas há registros de animais que ultrapassaram os 15 anos, porém a sua vida útil em relação ao aproveitamento industrial é de 4 a 5 anos, após esse tempo os animais declinam a produção, adquirindo peso excessivo e ficando mais sujeito a enfermidades, por esta razão são destinados ao abate.
  • 4. São animais lagomorfos da família dos leporídeos Cauda curta, orelhas e patas compridas São dóceis, sociáveis, interativos e brincalhões Encontram em muitas regiões do planeta As fêmeas geralmente tem cinco a quatro filhotes Semelhantes as lebres Caracteristicas
  • 5. Os animais podem ser criados em gaiolas (dimensões de 80 cm de comprimento, 60 cm de largura e 45 cm de altura) individuais ou em baterias, dependendo do investimento do criador. Na fase de reprodução, os coelhos estão prontos por volta de 6 meses de idade. Podemos utilizar vários métodos de acasalamento, sendo o mais indicado (maior controle de índices zootécnicos) o acasalamento natural controlado, o qual levamos a fêmea à gaiola do macho e deixamos os mesmos se acasalarem naturalmente, isso permite um controle da criação e identificação dos eventuais machos/fêmeas com problemas reprodutivos.
  • 6. Os cuidados sanitários são simples, devemos manter constantemente higienizadas as gaiolas (recomendado o uso de cal virgem) e preceder a separação dos animais por idade (animais jovens são mais suscetíveis as doenças) evitando assim a contaminação pela diferença de idade dos animais. Os láparos (filhotes de coelho) nascem de 27-32 dias após o acasalamento. Seu desenvolvimento se dá de forma rápida, de modo que com 4 dias de idade já possuem pêlos e com 20 dias já estão habituados a comer o mesmo alimento fornecido às mães. Aos 45 dias de idade podemos fazer a desmama (separação dos láparos das mães).
  • 7. Características e composição da carne Para que a carne de coelho seja de boa qualidade e se apresente em boas condições e com um bom aspecto, o animal deve ser abatido para consumo quando apresentar um bom aspecto geral, seja sadio, forte e gordo. De acordo com análises realizadas pelo departamento de economia doméstica dos Estados Unidos, a composição da carne de coelho é a seguinte: Elementos %  Água 67,86;  Proteínas 25,50 ;  Gorduras 4,01;  Sais minerais 2,13;  Matérias não azotadas 0,50. Outra qualidade muito importante apresentada pela carne de coelho é o seu baixo teor de colesterol, pois contém apenas traços desse elemento tão nocivo à saúde. A seguir, mostraremos uma tabela elucidativa que mostra a diferença entre os teores de colesterol das carnes de alguns animais: Carne(em100g) Coelho 50mg, Frango 90mg, Porco 105mg, Vaca 125mg, Boi 140mg.
  • 8. Alimentação dos coelhos O Coelho é um animal herbívoro que consome grandes quantidades de celulose, sendo capaz de aproveitar mais de 80% da celulose existente nas forragens. Assim, a dieta desses animais é baseada principalmente em forragens e grãos. Porém, dependendo do objetivo da criação, é necessária a adição de alimentos de origem animal para equilibrar as rações. A alimentação nas criações caseiras não oferece os mesmos problemas que nas criações industriais, comerciais ou em grande escala. Nas criações caseiras, parte da ração granulada pode ser substituída por forrageiras, leguminosas, hortaliças, gramíneas, grãos, cítricos, ervas aromáticas e subprodutos da alimentação humana. As hortaliças não devem conter produtos tóxicos e devem ser pré-murchadas para evitar a fermentação que causa distúrbios intestinais.
  • 9. Os animais das criações destinadas à comercialização são selecionados para alta produção e para que deles seja obtida maior produtividade, eles precisam receber uma alimentação adequada. A dieta desses animais deve ser composta de ração balanceada, ou seja, uma ração com todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do animal. Os reprodutores e as matrizes podem receber forragens à vontade e ração de forma controlada dependendo do seu estágio fisiológico A quantidade de ração que um coelho deve receber varia de acordo com a sua idade e a sua categoria, conforme descrito no Quadro.
  • 11. RAÇAS Alasca Possui corpo curto e arredondado, cabeça de tamanho médio, olhos grandes e vivos, orelhas curtas e retas, patas finas com unhas pretas, pernas curtas e grossas. Originária na Rússia Porte Médio Produz carne de boa qualidade Peso médio 4,5, variando entre 3,5 e 5 kg Cor negro-azeviche
  • 12. Angorá Aspecto de bola, cabeça maciça e forte, olhos grandes e rosados (despigmentado), orelhas curtas e retas, patas anteriores finas e curtas, pelo fino e sedoso. Principal característica é a presença de pêlos na ponta das orelhas.  Originária na Ásia Porte médio Produção de pelos longos (15 a 20 cm) e boa produção de carne. Peso médio 4,7kg, variando entre 3,5 a 5,2 Kg Cor branca pura Azul de
  • 13. Azul de Viena Corpo de forma cilíndrica, cabeça do macho é curta e grossa e as fêmeas possuem cabeça delicada, ambos os sexos possuem olhos cinza azulado, as patas são fortes e roliças com unhas escuras, orelhas fortes e bem levantadas.  Originário na Áustria  Peso médio de 4,5 variando entre 3,5 e 5,5 kg  Porte médio tendendo a grande  Produção de pele com pêlos de tamanho médio e vistosos. Possuem uma coloração muito bonita e apreciada comercialmente para a confecção de roupas e acessórios.  Cor azul escuro
  • 14. Califórnia Cabeça bem conformada curta e larga no macho, orelhas eretas e largas na base, olhos vivos e de cor rosa, patas fortes e com bons aprumos. Essa raça é proveniente do cruzamento das raças chinchila e Nova Zelândia branca.  Origem americana  Peso ideal para macho 4 e fêmeas 4,5 kg  Bom produtor de carne  Produtor de pele e carne  Cor “branco gelo” com focinho, orelhas, patas e cauda nas cores preta ou havana
  • 15. Corpo cilíndrico e pouco alongado, cabeça forte e bem conformada sendo mais larga e forte no macho, as orelhas são eretas e peludas, olhos bem abertos com a íris marrom. Chinchila  Originária da Alemanha  Pele com bom desenvolvimento e de tamanho médio  Cor da pele cinzento-azulado  Pelos longos de cor azul escuro  Peso médio 3,5, variando de 4 a 5 kg  Especialidade: por sua precocidade e prolificidade é uma raça muito utilizada para produção de carne, tendo uma pele bastante comercial.
  • 16. Nova Zelândia Corpo compacto curto e profundo, orelhas de tamanho médio e eretas, patas curtas e fortes e pelos de comprimento médio.  Peso máximo das fêmeas é de 5 e dos machos de 4,5 kg.  Raça Americana  Cores vermelhas, brancas e pretas.  Alto rendimento de carne e pele de grande valor Fêmeas são ótimas mães, de alta prolificidade e precocidade
  • 18. GRADE PORTE DESCRIÇÃO Gigante de bouscat Origem: de origem francesa, é o resultado de cruzamentos entre as raças Gigante de Flandres, Prateado de Champagne e Angorá Peso médio: 5 a 8 kg Especialidade: de corpo alongado é mais indicado para produção de carne Pelagem: de cor branco albino, tem pelagem média macia e sedosa. Prolificidade: 7 a 8 láparos por parto. Gigante de Espanha Origem: resultado de cruzamentos entre as raças Gigante de Flandres e espanholas, teve sua origem na cidade de Valencia, são animais muito resistentes, rústicos e bastante prolífero. Peso médio: 5 a 8 kg. Especialidade: carne e pele. Pelagem: comumente na cor cinza pardo, mas com um variação para a pelagem branca. Prolificidade: 8 a 12 láparos por parto.
  • 19. Belier Francês Origem: francesa Peso médio: 4,5 a 5,5 kg Especialidade: pele e carne, nas variações anãs, servem com animal de estimação. Pelagem: curta, variando de cor, predominando a cor cinza ou parda. Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto. Belier Inglês Origem: raça média de origem inglesa tem como característica o evidente tamanho e formato das orelhas que chegam a medir até 60 cm de comprimento e 15 cm de largura. Peso médio: 3,5 a 5 kg Especialidade: carne e pele Pelagem: mediana sedosa e brilhosa, podendo ser de cores escuras e bicolor. Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto. Borboleta Inglês Origem: de origem inglesa, é considerada uma raça de porte médio, bastante semelhante ao similar francês, diferenciando-se, principalmente, no seu tamanho. Peso médio: 2 a 3 kg Especialidade: carne e pele. Pelagem: branca com manchas predominantemente negras, podendo ser
  • 20. Castor Rex Origem: de origem francesa, tem como característica principal a pelagem curta e sedosa. Foi obtida por melhoramento genético iniciando-se de raças com pelagem média, foi apresentado pela primeira vez na Exposição Internacional de Paris em 1924. É considerada raça médio porte. Peso médio: 3 a 4 kg. Especialidade: carne e pele, produzindo uma pele Pelagem: marrom avermelhada, tendo uma variante para a cor branco. Prolificidade: 5 a 7 láparos por parto.
  • 21. Fulvo de Borgonha Origem: de origem francesa é considerada uma raça de porte médio com aptidão na produção de pele, de cor avermelhada com nuances mais clara na parte inferior possuindo anéis da mesma tonalidade em ambos os olhos. Peso médio: 3,5 a 4,5 kg Especialidade: pele e carne. Pelagem: densa na cor avermelhada de tamanho médio. Prolificidade: 6 a 10 láparos por parto. Prateado de Champagne Origem: de origem francesa é precoce e rústica, produzindo carne saborosa e pele de ótima qualidade e valor. Peso médio: 4,5 a 6 kg Especialidade: pele e carne. Pelagem: de cor prateada, a cor é produzida por alguns pelos de ponta azulada e outros em menor quantidade, de cor escura, na extremidade. Os láparos nascem escuros e só adquirem a cor característica após a primeira muda. Prolificidade: 5 a 8 láparos por parto. Dalmaciano Rex Origem: é considerada uma raça de porte médio, bastante semelhante ao similar Castor Rex, diferenciando-se, principalmente, no colorido de sua pelagem. Peso médio: 2 a 3 kg Especialidade: pele e carne. Pelagem: branca com manchas predominantemente negras, podendo ser amareladas ou marrons, olhos negros, focinho possuem manchas negras. Prolificidade: 6 a 8 láparos por parto.
  • 22. PEQUENO PORTE DESCRIÇÃO Holandês Origem: é uma raça holandesa, classificada como pequeno porte, são rústicos e precoces. Peso médio: 2 a 3 kg Especialidade: é mais utilizado esportivamente podendo produzir carne e pele. Pelagem: média e macia nas cores branco e preto. Prolificidade: 7 a 10 láparos por parto. Negro e Fogo Origem: de origem inglesa, pertence ao grupo das raças de pequeno porte. Peso médio: 2 a 3 kg Especialidade: é mais utilizado esportivamente podendo produzir carne e pele. Pelagem: média, macia e sedosa possui duas cores distintas, marrom avermelhado na barriga, peito e pescoço com dorso, cabeça e orelhas pretas, tendo os olhos circundados na cor marrom. Prolificidade: 5 a 6 láparos por parto. Polonês Origem: há dúvidas quanto sua origem, alguns consideram de origem russa e outros autores sustentam que sua origem é holandesa. É considerada a menor de todas as raças, excetuando- se as raças anãs. Peso médio: 1 a 1,5 kg Especialidade: a pesar de ter carne saborosa e pelagem branco arminho seu tamanho não o favorece pare estes fins. Pelagem: branca, macia e sedosa.
  • 23. COELHO ANÃO DESCRIÇÃO Mini Angorá Origem: França. Peso médio: Por volta de 1.500 kg. Especialidade: Animal de estimação. Pelagem: Densa e sedosa. Prolificidade: 3 a 4 filhotes. Mini Belier Origem: Alemanha Peso médio: Quando adultos o peso ideal é de 1.500 a 1.600 kg. Especialidade: Animal de estimação. Pelagem: Pelagem densa, macia e com o mesmo comprimento em toda a extensão. Prolificidade: 2 a 3 filhotes Mini Rex Peso médio: 1,700 a 2,040 kg. Especialidade: Animal de estimação. Pelagem: Fino toque de seda livre de asperezas e lanosidades. Muito densa, textura fina, macia com toque aveludado,com um características felpudas. Prolificidade: baixa American Fuzzy Lop Origem: EUA Peso médio: Seu peso máximo é de 1.800 kg. Especialidade: Animal de estimação. Pelagem: Este pequeno coelho de orelhas caídas, largas e longas possui o corpo todo recoberto por esta fina e sedosa “penugem” semelhante à dos coelhos Angorás e apresenta uma gama variada de cores. Prolificidade: é baixa 4 a 5 filhotes.
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  • 25. As criações de coelhos podem ser feitas ao ar livre, em gaiolas construídas ou montada fora de galpões, ou em galpões abertos ou fechados. Instalação e Ambiente
  • 26. Instalações • Localização • Os pavilhões utilizados na criação desempenham um papel importante na promoção de um meio ambiente confortável e higiênico para os coelhos. Dessa forma, os resultados da produção cunícula intensiva dependem da localização, da orientação e da qualidade de construção dos pavilhões utilizados. • A cunicultura pode ser montada em qualquer lugar, mas as condições de conforto para o coelho devem ser asseguradas. Para a escolha do local de implantação, alguns aspectos devem ser observados.
  • 27. . • Menor custo do terreno; • Localização estratégica em relação ao mercado consumidor e aos fornecedores; • Acesso fácil de caminhões de carga e descarga; • Facilidade na obtenção de energia elétrica e água potável; • Local tranquilo, isolado e longe de zonas habitacionais, estradas movimentadas e outras explorações; • A distância entre os pavilhões da mesma exploração deve permitir uma boa ventilação edificultar a propagação de doenças.
  • 28. Os fatores ambientais atuam sobre os animais de forma agregada, e assim podem potencializar seus efeitos danosos sobres eles. Temperatura – amplitude térmica entre 15 a 25ºC. Umidade – nível oscilando entre 60 e 70%. Ventilação - locais bastante ventilados, porém com controle da ventilação. Iluminação - período entre 12 a 16 h para matrizes, enquanto para reprodutores 8 a 12 h. Poluição Sonora – um ambiente sossegado, sem muitos ruídos, pois são animais dóceis e tranquilos, podendo ficarem nervosos e estressados. Instalação e Ambiente
  • 29. SISTEMAS DE CRIAÇÃO Nesse tipo de criação os coelhos são criados em total liberdade, soltos em grandes áreas com cercas de 1 m de altura. O piso pode ser suspenso em uma rede de arame, ou de cimento com cama de maravalha. A densidade varia de 8 a 16 coelhos/m². Extensivo  O criador não tem controle sobre os coelhos (data de cobertura, paternidade, data de nascimento, etc.);  Aumento da mortalidade dos láparos em épocas chuvosa;  Redução de a conversão alimentar ;  Maior desenvolvimento dos ossos e menor deposição de carne;  Aumenta o aparecimento e dissipação de doenças.  A taxa que os melhores criadores podem obter é de 30-35 láparos desmamados por coelha/ano.  Desmame dos láparos ocorre de 5 a 6 semanas de idade
  • 30. Semi- intensivo Os coelhos que serão abatidos são criados em liberdade durante boa parte de sua vida, mas a terminação é feita em gaiolas. As matrizes e reprodutores ficam confinados, permitindo maior controle das crias. A densidade varia de 8 a 16 coelhos/m² para o pasto e de 4 a 10 coelhos por gaiola.  São criados em pequenos cercados com alguns abrigos, que podem ser coelheiras móveis  Permite maior controle sobre os animais, quando comparados ao sistema extensivo.  Aumento de mão de obra  45-55 láparos desmamados por Coelha/ano.  O desmame ocorre da 4° a 5° semana de idade
  • 31. Nesse sistema de criação os animais permanecem presos em gaiolas individuais (matrizes e reprodutores) ou coletivas (animais destinados ao abate), o que torna a criação racional e lucrativa. Utiliza-se uma densidade de 6 a 10 animais por gaiola de 0,60m².  Permite um controle rigoroso sobre todos os animais, evitando brigas e coberturas indesejadas.  Controle da reprodução com cobertura controlada, data prevista de nascimentos e números de láparos.  Poupa os machos com coberturas desnecessárias e permite maior seleção ou descarte de reprodutores ao longo de seu período produtivo.  Redução da mortalidade dos láparos Intensivo
  • 32. As peles obtidas são de melhor qualidade e mais bonitas Maior facilidade de manejo como a captura dos animais para venda, abate e reprodução. Melhor limpeza e desinfecção do ambientes, evitando o aparecimento de doenças e reduzindo a mortalidade dos animais Melhor controle da alimentação Maiores rendimentos e lucros. Em média 65 láparos desmamados por Coelha/ano. O desmame ocorre no máximo até a 4° semana de idade.
  • 33. Produção Mundial A produção mundial de carne de coelho estimada pela FAO (2009) é superior aos 1,5 milhões de toneladas nos últimos anos. Cerca de três quartos da produção mundial de carne de coelho são assegurados pela China, Itália, França, Espanha e Portugal. A China é o principal produtor, com mais de 40% do total mundial, seguida da europa com 30%. A UE 27 em 2010 alcançou as 332.000 toneladas o que corresponde a 28% do total mundial. A Itália é o primeiro produtor europeu e o segundo mundial, a Espanha é o segundo produtor europeu. Portugal é responsável por cerca de 3,5% da produção Europeia e 1,8% da produção Mundial, correspondendo ao nono lugar no ranking de produção mundial .
  • 34. A produção mundial de carne de coelho tem diminuído de ano para ano como ilustra a tabela anterior. Durante o período apresentado, a quebra foi de aproximadamente 13% no conjunto dos países. Tendência negativa esta, que se mantem nos 3 países com maior produção da UE.
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