COMPROMISSO E EDUCAÇÃO

NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO
Filosofia:



  Filosofia é a arte do pensar. Só filosofa quem pensa, raciocina, argumenta e busca
compreender a realidade através da aquisição do conhecimento.
   Nesta perspectiva, a Filosofia da nossa Unidade Escolar direciona-se para a
democratização do ensino e das relações pessoais de todos os envolvidos no
processo educacional. Esta democratização oportunizará a todos o acesso ao saber,
que é fundamental para o exercício consciente da cidadania, além de propiciar o
conhecimento, que nos tornará pessoas autônomas e argumentativas.



 Concepções trabalhadas:




O HOMEM é concebido como um ser histórico, que se modifica na medida em que
interage    com a realidade, transformando-a      e sendo por ela transformado. O
conhecimento gerado pela interação leva-o a condição de participar e intervir na
realidade, tendo em vista que a aproximação desse conhecimento propicia a
compreensão da complexidade das relações sociais e econômicas. À Escola cabe a
função de formar um homem crítico, capaz de superar dificuldades, independente e
consciente dos seus direitos e deveres. Para isso, deverá estimular os alunos a
questionar, duvidar e perguntar sempre, o que é muito mais interessante do que receber
tudo pronto, apenas para memorizar. Assim o conhecimento vai ganhando significado.
       A SOCIEDADE        desejada é aquela em que ocorra a minimização das
desigualdades sociais. Que ofereça indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, à
cultura, ao lazer e a todos os direitos garantidos em Lei e nem sempre cumpridos. A
Escola deve garantir ao seu aluno a criticidade necessária para poder avaliar as
diferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participação democrática
não se expresse apenas no momento das eleições e do voto. A Educação deve
garantir então a disseminação do conhecimento universal aos indivíduos, com vista à
produção de um conhecimento contemporâneo que reflita as reais necessidades da
sociedade presente.
  A ESCOLA é a instituição formalmente necessária para a criação e difusão do
conhecimento e a sua reelaboração, na perspectiva de instrumentalizar o aluno para a
                                                                                  2
análise de sua    realidade. O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, a
Organização Pedagógica e Administrativa devem estar direcionada para o aluno, de
modo a tornar o ambiente escolar alegre, dinâmico e cheio de vida, desencadeando
assim o gosto e a valorização no educando e como conseqüência a qualidade tão
almejada por todos.




 1. APRESENTAÇÃO


            A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº. 9394/96
 estabelece em seu Artigo 12, Inciso I, a incumbência da Escola em elaborar e
 executar sua Proposta Pedagógica. Esta Lei abre espaços para que coletivamente se
 possa construir um projeto que estabeleça uma nova identidade à escola, propondo
 novos rumos para o processo educacional. A Escola nesta perspectiva deve assumir
 como uma das suas principais tarefas, o trabalho de refletir sobre sua
 intencionalidade educativa.
            A elaboração da Proposta Pedagógica é um caminho para a reconstrução
 da Educação, como elemento de formação e para o resgate da função social que a
 escola deve assumir. Nela se projeta uma visão humanista, entendida como um
 processo de engajamento de todos os protagonistas que participam da ação
 educativa. Neste contexto a participação de todos é de extrema importância para a
 operacionalização do mesmo. Cerca de 80% dos docentes são habilitados nas
 disciplinas que lecionam. A clientela da escola tem a peculiaridade de não ser apenas
 do bairro onde está localizada, mas são alunos vindos de todas as regiões da cidade,
 atraídos pela oferta de um ensino melhor e da disciplina mantida pela instituição. A
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maioria dos alunos são filhos de trabalhadores, que pela exaustiva jornada de
trabalho não reservam muito tempo para o acompanhamento dos filhos na escola.
            Todas as sugestões levantadas pela comunidade estão elencadas nesta
Proposta, tendo a necessidade de uma coordenação e acompanhamento. O
planejamento das atividades escolares é uma necessidade imperiosa, tendo em vista
atingir os resultados da ação educacional previstos na legislação e no Plano Estadual
de Educação do nosso Estado. Dessa maneira todas as atividades escolares devem
ser objeto de reflexão por parte da comunidade escolar. Dessa reflexão surgirão os
caminhos a serem trilhados na ação educacional, materializados na forma da
desta Proposta Pedagógica.
           A escola procura potencializar todos os recursos existentes para garantir
um ensino de qualidade ideal com as expectativas individuais e coletivas. Sua função
é garantir aos estudantes, os conteúdos socialmente produzidos, como também a
construção de novos saberes para que se tornem sujeitos autônomos, responsáveis e
críticos. Nesse sentido, os pilares da educação recomendado pela UNESCO são
desenvolvidos com destaque para aprender a viver juntos e aprender a ser. A
convivência democrática estabelecida no ambiente educacional é um exemplo que
pode ser estendido a todas as esferas da sociedade.
           Os projetos de ensino-aprendizagem que são desenvolvidos também
possibilitam atitudes de humanização e de reflexão sobre o mundo. Por meio da
melhoria dos serviços educacionais prestados a comunidade, do respeito às
diversidades nela existente e na valorização das suas potencialidades, a escola
busca a excelência na educação. Garantir a qualidade do ensino e da aprendizagem
desenvolvendo no educando as potencialidades necessárias para o ingresso no
mundo tecnológico, sociocultural e econômico é o objetivo maior da escola. Para a
efetivação da missão de oportunizar um conhecimento significativo, buscamos
suporte técnico e financeiro junto a Secretaria de Estado de Educação, parcerias com
empresas privadas e sociedade em geral, com vista a garantir o desenvolvimento das
habilidades necessárias para a construção de um mundo mais igual, ético, fraterno e
solidário.


2. MARCO SITUACIONAL


            A economia brasileira vem crescendo de uma maneira muito positiva e
dinâmica, realizando transformações importantes, que, inclusive, reduzem sua
vulnerabilidade. Dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam
que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,4% em 2007, atingindo R$ 2,6
trilhões. Os setores que mais cresceram foram a agropecuária (5,3%), seguida pela
indústria (4,9%) e serviços (4,7%).
            No Estado de Mato Grosso do Sul predomina uma economia agropecuária.
O principal rebanho do estado é o bovino. O potencial econômico de Nova Andradina
está voltado ao comércio e prestação de serviços. Dos 78 municípios de Mato Grosso
do Sul, o município de Nova Andradina ocupa a 8ª posição do PIB estadual. A
população, que de acordo com dados do Censo realizado em 2000, era de 35.381,
passou a 45.599 na contagem final do último censo de 2010. Nova Andradina cada
vez mais se consolida como pólo regional transformando-se também num pólo
estudantil, com a instalação do campus da Universidade Federal, o funcionamento da
Universidade Estadual e o oferecimento de diversos cursos nas faculdades
particulares. Com isto muitas pessoas estão vindo residir no município, além de
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estudantes dos municípios vizinhos dirigirem-se à cidade à procura de novas
oportunidades de estudos e/ou serviço. O município alcançou nos últimos anos um
significativo avanço no que diz respeito à melhoria na qualidade do ensino.
            A E.E. Profª. Nair Palácio de Souza localiza-se à rua 7 de setembro,
nº. 156, na Vila Beatriz. Foi criada em 29 de dezembro de 1994, através do Decreto
nº. 8121, publicado no Diário Oficial nº. 3942 de 30 de dezembro de 1994. Atende
alunos do 6° ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e todos os anos do Ensino Médio.
Além do Ensino regular, a Escola está oferece também a Educação Profissional em
nível médio, visando contribuir de forma ativa para o atendimento das demandas
necessárias do mercado de trabalho e oferecer à comunidade de Nova Andradina
profissionais habilitados, competentes e dinâmicos, preparados para a
empregabilidade e a competitividade do mundo moderno e capazes de atuar com
eficiência e eficácia. Tudo isto requer, da escola, permanente atualização e sintonia
com as transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além de
contato permanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticas
pedagógicas operatórias e ativas, compatíveis com as características do processo
produtivo.
           A unidade escolar encontra-se relativamente equipada para dar
consecução às suas atividades educacionais. Possui diversos recursos tecnológicos
e uma diversidade de materiais didáticos. O prédio é adequado aos cursos
oferecidos. Hoje estamos com carência de pessoal técnico-administrativo. Os que
existem não correspondem ao número estipulado pela tipologia da escola, sendo
necessário concurso público para preenchimento das vagas.


2.1- HISTÓRICO DA PATRONA DA ESCOLA
            A E.E. Profª Nair Palácio de Souza leva este nome em homenagem
a Profª Nair Palácio, como é mais conhecida na cidade. Ela nasceu em 29 de
novembro de 1.926, na calma e acolhedora cidade de Birigui, interior de São Paulo
e faleceu em junho de 2010, na cidade de Nova Andradina.
        Filha de Gildo Palácio de Souza e Regina Buosi Palácio, viúva do Sr.
Rubens Roberto de Sousa com quem teve uma filha, a também profª Margarida
Regina da Conceição de Souza, avó de dois netos.
        Iniciou seus trabalhos como professora leiga em 1956 da escola da
Fazenda Bataguassu, em Guararapes, Estado de São Paulo.
        Chegou ao nosso Estado em 1963, onde lecionou da Escola Municipal
Fazenda primavera, município de Batayporã. De 1.972 à l.978, exerceu as
funções de inspetora de alunos nos turnos vespertino e noturno na Escola Profº
João de Lima Paes e no matutino lecionava na Fazenda Esperança. Em 1.972
formou-se como professora normalista.
        Trabalhou como professora nas Escolas Estaduais Padre Anchieta, Luis
Soares Andrade, Antonio Joaquim de Moura Andrade e Austrílio Capilé Castro,
sendo que nesta última aposentou-se voluntariamente, depois de mais de trinta
anos dedicados ao magistério.
         O nome de D. Nair foi escolhido em 1.994 para denominar a nova
Escola que naquele ano foi criada pelo governo do estado. Sua indicação é
atribuída até hoje pelo seu profissionalismo, dedicação e competência que
marcaram seu trabalho enquanto estava atuando em sala de aula.


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“Os professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidam
seus alunos a atravessarem e depois, tendo facilitado a travessia desmoronam-se
com prazer, encorajando-os a criarem as suas próprias pontes”.


2.2 – ATOS LEGAIS


     •   Criação – Decreto nº 8.121 de 29/12/1994 – D.O. nº 3.942 de 30/12/1994


     •   Autorização Ensino Fundamental e Médio – Resolução/SED nº 2.216 de
         23/12/2008 – D.O nº 7.368 de 24/12/2008

     •   Educação Profissional e Curso Normal Médio: (Obs.-: Os cursos de
         Educação Profissional e Curso Normal Médio são autorizados pela SED à
         medida que os mesmos são implantados na Unidade Escolar).


2.3 - NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO


    A Escola oferece o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e o Ensino Médio no
turno diurno e no turno noturno e neste turno oferece também a Educação
Profissional de nível médio e Curso Normal Médio.


2.4 - DIREÇÃO


    Profº. Acácio Luiz Sampaio (Diretor) e profª. Tânia Filomena Colato Granato
(Diretora-Adjunta) eleitos pela comunidade escolar para um mandato de três
anos (triênio 2008 a 2011).


2.5 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA


 Danielly Cristiny Sakate Bernegozzi Rueda
 Sílvia Maria dos Santos Souza
 Sirlei Rodrigues de Oliveira Lima


3. GESTÃO DEMOCRÁTICA
       O Colegiado Escolar, a Associação de Pais e Mestres, o Grêmio Estudantil e o
Conselho de Classe representam para a escola uma oportunidade de participação da
sociedade na Gestão Democrática. Correspondem a uma tentativa de busca de
novas formas de gestão, para o que, a participação da comunidade é,
inevitavelmente, essencial. Na escola essa participação está materializada no
funcionamento efetivo do Colegiado Escolar. A existência desse conselho promove
                                                                                  6
um ganho significativo na ampliação dos processos participativos, pois está centrada
em decisões descentralizadas e dialógicas. Outras instituições escolares atuam junto
com o Colegiado, colaborando para o aperfeiçoamento do processo educacional,
para a assistência escolar e para a integração família-escola-comunidade. A
Associação de Pais e Mestres (APM) atua como Unidade Executora, na gestão da
autonomia financeira da escola. O Grêmio Estudantil enriquece a vida dos alunos,
não só por lhes abrir uma gama variada de possibilidades como também, por
possibilitar que eles adquiram, na prática, a noção de responsabilidade. O Conselho
de Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço específico de reflexão,
decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos alunos, da escola em si,
mas também da Proposta Pedagógica desenvolvido pela escola. A participação de
todos os alunos, professores, pais, coordenadores pedagógicos e diretor e diretor-
adjunto nas reuniões do Conselho de Classe promove uma democratização das
relações pessoais.
         Conduzir mudanças de paradigmas não é fácil. Buscar isto de forma coletiva,
apesar de difícil, traz mais vantagens do que desvantagens ao processo educacional.
Ações colegiadas oportunizam visões compartilhadas dos objetivos e finalidades da
escola, promovem a divisão de responsabilidades, o acompanhamento formal ou
informal das propostas firmadas e a busca coletiva de soluções para os problemas
que surgem na escola. Na prática colegiada alguns entraves são encontrados, como
as associadas ao maior tempo necessário para firmar consensos, a maior
vulnerabilidade dos processos de mudança, as situações de conflitos que surgem
durante os debates existentes e a insegurança de alguns segmentos na tomada de
decisão. Esses fatores surgem pela pouca experiência democrática na nossa
sociedade, todavia a escola é um campo fértil para o aprendizado da democracia e da
cidadania.
         Vivenciando uma gestão democrática estamos resgatando a função política e
social da escola, situando-a no exercício de um importante papel, o de contribuir para
a organização de uma nova sociedade e, portanto, tornar-se agente de
transformação, firmando-se indubitavelmente num local de humanização.
           Para a escolha da Direção Escolar é realizada eleição a cada três anos.
Participam da eleição todos os segmentos que compõem a comunidade escolar.


3.1 – COLEGIADO ESCOLAR


        O Colegiado Escolar é um órgão que faz parte da estrutura da Unidade
Escolar. Trata-se de uma instância colegiada que tem caráter deliberativo,
executivo, consultivo e avaliativo nos assuntos referentes à gestão pedagógica,
administrativa e financeira da Escola.
           Integram o Colegiado Escolar da EE. Profª Nair Palácio de Souza os
seguintes representantes por segmento:
Professores: Patrice Mota Gomes Landin e       Maria Regina Zaqui
Membros Suplentes: Eduardo Martins      e
Funcionários Administrativos: Ivete Nunes da Silva.
Membros Suplentes: Antonia Alves Pereira e Cleuza de Lima Fernandes.
Coordenação Pedagógica: Sílvia Maria dos Santos Souza
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Membro Suplente: Sirlei Rodrigues de Oliveira Lima
Alunos-: Carolina Rothe Maier, Suélem Mazieri Lhamas e João Carlos Marcolini
Simon
Pais-: Evandro Amaral Trachat e Silva, Rita de Cássia de Souza Oliveira e Rosa
Maria de Souza
Membros Suplentes: Valdir Ferreira
        O diretor profº Acácio Luiz Sampaio e a diretora-adjunta Tânia Filomena
Colato Granato são membros natos do Colegiado e Secretários Executivos do
mesmo.
         A presidente do Colegiado Escolar é a Coordenadora pedagógica Sílvia
Maria dos Santos Souza. O Colegiado é regido por um Regimento Interno.


3.2 – APM – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES


         A APM é uma entidade civil com personalidade jurídica própria, sem
caráter lucrativo formado por pais, professores, funcionários da escola e direção.
Tem por objetivo administrar recurso federal, estadual, municipal, da comunidade,
de entidades públicas ou privadas e da promoção de campanhas escolares
( comemorações, palestras, gincanas, etc). A Associação é regida por Estatuto e
tem como componentes os seguintes membros:


CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente: Acácio Luiz Sampaio
Secretária: Yolanda Chaves Costa Michels
Conselheiros:
Maria de Fátima Lopes Ribeiro Tolentino
Antonio Carlos Costa
Ediana Aparecida Ciciliati Milhorança
Claudemir Gomes Maran
Maria Lúcia de Oliveira


DIRETORIA
Presidente: : Plínio Tolentino Pereira
Vice-Presidente: Marislei Sanches Ferreira Martins
Secretário-Executivo: Acácio Luiz Sampaio
Secretária: Cristiane Fernandes

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Tesoureiro: Edivaldo Carlos Martins


CONSELHO FISCAL
Membros efetivos:
Cristiani de Lima Pereira
Luiz Carlos Picoli
Átila Pieretti
Vânia Maria Ferreira
Sueli de Souza Pessoa


Membros Suplentes:
Maria Regina Pereira Manzoli Trindade
Eloisa Cristina Boscoli Resende
José Maria Nunes
Ladislau Siqueira Arvelino
Nilson Luiz Perlin


3.3 – GRÊMIO ESTUDANTIL


            O Grêmio Estudantil é a entidade que representa os alunos da Unidade
Escolar. Sua principal característica é a de ser organizada e dirigida pelos próprios
estudantes, que detectam suas necessidades e anseios, participando efetivamente
das decisões tomadas na escola. Muitas ações do Grêmio Estudantil acabam por
beneficiar não apenas os alunos, mas toda a comunidade escolar. A diretoria do
Grêmio Estudantil é sempre convidada para participar das reuniões do Colegiado
Escolar. O Grêmio é uma instituição com Estatuto próprio e a diretoria para o
trabalho no ano letivo de 2011 está assim composta:

Presidente: Kathiene Costa Prior
Vice-presidente: Giovane Perlin
1ª secretario: Emily Leal
2ª Secretaria: Guilherme Figueiredo Terenciani
1ª tesoureiro: Leticia Pereira
2ª Tesoureiro: Andressa Sayri Moreira Suguimoto
Orador: Allan Santos Neves
Diretor Social: Thaís Paschoal Catarino
Diretor de Imprensa: Murilo Bianchi Martins
Diretor de Esporte: David José Carvalho Brito
Diretor Cultural: Vitor Hugo Quevedo do Santos


                                                                                    9
Promotor de Direitos e Deveres: João Vitor
1ª Suplente: Ezequiel Andres
2ª suplente: Ana Barbara Salvador Rodrigues
3ª suplente: Thiago Bortoleto Gomes da Silva


3.4 – ASSOCIAÇÃO DE PAIS (A.P)


       Para incentivar a participação dos pais na escola, o segmento dos pais do
Colegiado Escolar, pretende implantar a A.P. (Associação de Pais). Esta contará
somente com a presença dos pais, que compartilham dos objetivos da escola e
possuem expectativas de sucesso acadêmico para seus filhos. Poderão com seus
pares avaliar a escola e propor para o Colegiado as mudanças que se fizerem
necessárias, a partir da avaliação realizada pelos mesmos.


3. 5- CONSELHO DE CLASSE


         O Conselho de Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço
específico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos
alunos, da escola em si, mais também da Proposta desenvolvida pela escola. É
um dos momentos mais importantes do processo pedagógico, pois através de
paradas organizadas, os integrantes da Unidade Escolar poderão repensar a
prática educativa e deliberar sobre reajustes a serem realizados no
planejamento, nas disciplinas, na turma ou na aula.
         Para o bom desenvolvimento das atividades do Conselho de Classe, é
necessário que seus membros estejam bem informados sobre os aspectos
fundamentais da organização da escola e da sua Proposta, tais como:

       •  a Filosofia que norteia a escola;
       •  a proposta curricular que delineia a ação pedagógica;
       •  os objetivos contidos no planejamento pedagógico do professor;
       •  o tipo de avaliação adotada pela escola;
       •  o regimento Escolar, principalmente no que se refere à questão     da
          legalidade do sistema de avaliação escolar;
       O Conselho de Classe deve ter como perspectivas;

       •   a continuidade da aprendizagem;
       •   a adequação dos conteúdos programáticos à turma;
       •   a adequação da metodologia de ensino aos conteúdos e aos alunos;
       •   a consecução dos objetivos propostos;
       •   o desempenho do aluno, do professor e da Proposta da Escola;
       •   a previsão de procedimentos de recuperação;
       •   o desenvolvimento da auto-avaliação do aluno e do professor;
       •   o encaminhamento de medidas pedagógicas a serem tomadas após a
           reunião do Conselho.
           O Conselho de Classe pode assumir funções diversas e a partir
           dessas funções, ele tem determinações e propósitos como:


                                                                              10
a) Função Diagnóstica-: consiste no diagnóstico escolar, ou seja, no
levantamento de dados sobre a comunidade em que a escola está inserida, as
famílias donde provêm a clientela, os alunos e seus costumes, a própria proposta
do professor e da escola. Tudo com a finalidade de proporcionar situações
educacionais apropriadas à formação do aluno. Implica também em detectar os
talentos e as dificuldades dos alunos, a fim de providenciar atendimento
adequado prevenindo e/ou corrigindo falhas no processo ensino-aprendizagem.
Neste contexto cabe também a        auto-avaliação do professor e da escola.
       b) Função de Acompanhamento-: É o momento de retomada dos dados do
Conselho de Classe anterior, para análise do que foi feito, face às
recomendações emanadas, apurando os êxitos e dificuldades encontradas. Esta
análise implicará novamente na auto-avaliação de todos os envolvidos no
processo, podendo neste momento ocorrer alterações no planejamento, na
metodologia do professor, na forma de avaliar ou mesmo na sua       postura
pedagógica. Os alunos por sua vez também farão esta auto-avaliação,
observando onde podem melhorar, propondo sugestões para que isso aconteça.
              Recomendações sobre procedimentos de recuperação, atendimentos
individualizados, sugestões metodológicas, poderão sair neste momento da
reunião do Conselho.
       c) Função Prognóstica: É o momento de se estabelecer metas e previsões
que poderão ser alcançadas até o final de cada bimestre letivo. Estão incluídos
aqui a elaboração de projetos que sejam direcionados aos problemas detectados,
conversa com os pais na busca de parceria, possíveis encaminhamentos
terapêuticos e substituição do professor, se for o caso. As sugestões serão
levantadas no momento da avaliação coletiva, durante a reunião do Conselho.
         Além das perspectivas e funções citadas anteriormente, o Conselho de
Classe, no que se refere ao sistema de avaliação, estará sujeito às legislações
emanadas pela Secretaria de Estado de Educação, previstas no Regimento
Escolar.
    O Conselho de Classe funcionará da seguinte forma:
    1º momento-: Entendimento dos objetivos do Conselho;
      2º momento-: Diagnóstico de cada turma a partir de levantamento de dados
do bimestre;
    3º momento-: Avaliação dos professores;
    4º momento-: Avaliação dos alunos;
    5º momento-: Avaliação dos pais;
    6º momento-: Elaboração de propostas para o próximo bimestre.
    O pessoal envolvido nas reuniões do Conselho serão:
    a) Todos os alunos da turma;
    b) Todos os professores da turma;
    c) Diretor;
    d) Coordenadores Pedagógicos;
    e) Pais dos alunos.
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As datas das reuniões serão estabelecidas no Calendário escolar de cada
    ano letivo.


    3- MARCO TEÓRICO
        A visão de mundo concebida na Proposta Pedagógica aponta para a minimização
das desigualdades sociais, oferecendo indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, à
cultura e aos direitos garantidos em Lei e que nem sempre cumpridos, principalmente
neste mundo globalizado e tecnológico, onde não existe mais fronteiras para o
conhecimento. Para tanto, a escola deve garantir aos alunos, a criticidade necessária para
poder avaliar as diferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participação
democrática não se expresse apenas no momento das eleições e do voto. Dentre os
diversos objetivos do Projeto, buscamos garantir que a educação básica seja construída
sob os pilares recomendados pela UNESCO (1999): aprender a conhecer, aprender a
fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, proporcionando aos alunos, um ensino
direcionado para o exercício da cidadania e para um mundo globalizado em constante
transformação. Buscamos também, desenvolver práticas educativas voltadas à
participação da comunidade escolar, respeito ao meio ambiente, a cultura regional e local.
O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, a Organização Pedagógica e
Administrativa procuram estar direcionadas para o aluno, que é o foco principal da escola,
de modo a tornar este ambiente alegre e dinâmico desencadeando assim o gosto e a
valorização no educando e como conseqüência a qualidade tão almejada por todos. A
gestão da escola é democrática, porque é constituída de um colegiado composto por
representantes de todos os segmentos da com unidade escolar. O currículo abrange um
âmbito de intenções e interações, nas quais se entrecruzam processos e agentes diversos,
que compõem um verdadeiro e complexo tecido educacional. Isto, significa conceber a
organização curricular para além da mera realização de atividades pedagógicas e divisão
do tempo escolar em rotinas estruturantes, ou apenas da organização do trabalho dos
educadores.
        Currículo, como aponta (Machado, 2004, p 7), é todo processo educacional e
pedagógico e define-se como o conjunto de intenções, ações e interações presentes no
cotidiano de qualquer instituição. O ensino-aprendizagem caracteriza-se pelo
desenvolvimento e transformação progressiva das capacidades intelectuais dos alunos em
direção ao domínio dos conhecimentos e habilidades, e sua aplicação. O processo visa
alcançar determinado resultado em termos de habilidades e competências. Para tanto, a
escola por meio dos PCNs, Orientações Curriculares/MEC/07, Orientação Curricular para a
Educação Básica de MS/08 (Ens. Fundamental e Médio) e dos recursos pedagógicos,
contribui com o aperfeiçoamento da prática pedagógica e, por conseguinte a busca da
melhoria da qualidade da educação, principal função social da escola.
A avaliação da aprendizagem está voltada para a democratização e para a socialização do
saber estando em sintonia com as teorias recentes sobre o assunto e com a filosofia da
Escola. Deve articular-se com o PPP e com o projeto de cada professor. Ela não é um
fim em si mesma, como a prática atual demonstra, mais subsidia um curso de ação
que visa edificar o processo da aquisição do conhecimento. A avaliação é uma reflexão
sobre o nível de qualidade do trabalho escolar do professor e do aluno. É necessária e
permanente no trabalho docente, necessitando de acompanhamento sistemático do
processo ensino/aprendizagem, a fim de constatar progressos, dificuldades, e reorientar o
trabalho para correções necessárias. Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não
há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade.
Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim
travessia permanente em busca do melhor.” (LUCKESI, 1997, pág. 25). A educação de
qualidade é aquela que promove para “todo” o domínio de conhecimentos, a preparação

                                                                                        12
para o mundo do trabalho, a constituição da cidadania, tendo em vista a construção de
uma sociedade mais justa e igualitária.


3.1 – OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI
          A educação é a base da cidadania porque ela é ao mesmo tempo difusora e
instrumento da possibilidade de construção de uma sociedade cujos direitos e deveres
sejam de fato exercido por todos. O papel da educação é duplo: ela é disseminadora de
uma consciência cidadã e ao mesmo tempo é instrumento de consolidação de uma
verdadeira cidadania vivenciada nesse segundo papel. A educação precisa,
necessariamente estar cumprindo seu papel de garantir oportunidades iguais a todos. É
desejável que os estudantes de todos os níveis possam competir em igualdade de
condições. Alguns dados recentes nos mostram que a escolarização ampla que ocorre
hoje no Brasil pouco tem contribuído para a implantação de uma sociedade mais justa
como preconiza nossa Constituição. A educação é investimento estratégico na sociedade
da informação/conhecimento, porém mais importante é assumi-la como investimento ético
referido ao compromisso com o desenvolvimento pleno dos cidadãos e oferta igualitária de
oportunidades a todos.
     A UNESCO destacou quatro pilares que são as bases da educação, ao longo de toda
a vida do homem. São eles:
     1º. Pilar: APRENDER A CONHECER que significa dominar os instrumentos do
conhecimento, o desenvolvimento do desejo e das capacidades de aprender a aprender. O
desenvolvimento de habilidades cognitivas e a compreensão do mundo que o cerca. É
preciso que neste pilar seja desenvolvido conhecimentos necessários como a linguagem
matemática e a linguagem verbal para propiciar a construção de novos conhecimentos.


   2º. Pilar: APRENDER A FAZER. Conhecer e fazer são indissociáveis. O segundo é
conseqüência do primeiro. Aprender a fazer implica no desenvolvimento de competências
que envolvem experiências sociais e de trabalho diversas que possibilitem às pessoas
enfrentar, de forma mais autêntica, às diversas situações e a um melhor desempenho no
trabalho em grupo.


   3º. Pilar: APRENDER A VIVER juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e a
percepção das interdependências, no sentido de realizar projetos comuns e preparar-se
para gerir conflitos.
Aqui, faz-se uma reflexão sobre o respeito às diversidades (culturais,étnicas...) e
desenvolve valores necessários à convivência harmoniosa na sociedade. Cabe à escola,
trabalhar conteúdos que contemplem assuntos como a diversidade da espécie humana e
promova um ambiente que permita ao aluno a valorização do próximo e o espírito de
cooperação.


  4º. Pilar: APRENDER A SER. A educação deve contribuir para o desenvolvimento total
da pessoa, isto é, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético,
responsabilidade pessoal, espiritualidade possibilitando ao mesmo, um potencial
significativo que permita-lhe um pensamento reflexivo e crítico. Neste pilar, cabe à
educação, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento e discernimento


                                                                                      13
para que os mesmos sejam capazes de construir a sua própria história com bastante
dignidade.


    Fundamentados nos quatro pilares, podemos pensar em uma escola com espaço de
interação, de participação e de articulação entre os segmentos , buscando sempre o
respeito mútuo, a criatividade, a solidariedade, a cidadania, desenvolvendo habilidades
que levem os alunos a serem agentes do seu próprio saber e construtores de novos
horizontes que possibilite uma vida mais feliz.


    3.2. ÁNÁLISE DO PROCESSO EDUCACIONAL


            A E.E. Profª Nair Palácio de Souza iniciou suas atividades em 1995. O
    número de alunos que matricularam-se na escola desde sua criação cresceu
    consideravelmente, como apresenta o gráfico seguinte:

    Ano letivo              Matrícula Inicial           Matrícula Final

    1995                         33                              39

    1996                         80                              99

    1997                        131                              151

    1998                        256                              321

    1999                        350                              414

    2000                        387                              471

    2001                        396                              500

    2002                        501                              575

    2003                        537                              664

    2004                        613                              723

    2005                        734                              851

    2006                        752                              868

    2007                        761                              885

    2008                        852                              931

    2009                        896                              958

    2010                       1025                              979

    2011                       1110

       O Ensino Fundamental foi implantado na Escola à partir de 1998.
        Os Cursos de Educação Profissional foram implantados na escola a partir de
    2008.

                                                                                     14
Os dados referentes aos alunos transferidos, evadidos, aprovados e reprovados
estão contidos no gráfico abaixo:
ENSINO MÉDIO

Ano Letivo        Transferidos   Evadidos     aprovados     reprovados

 1995               03            01            33           02

 1996               11            04            73           11

 1997               33            06           103           07

 1998               30            12           168           18

 1999               39            07           193           05

 2000               39            08           208           21

 2001               55            08           205           28

 2002               50            02           267           19

 2003               21            -            373           04

 2004               63            13           291           40

 2005               78            32           402           31

 2006               75            31           426           25

 2007               78            18           398           55

 2008               85            25           429           36

 2009               97            12           430           48

 2010             124             19           426           37

 2011



ENSINO FUNDAMENTAL



Ano Letivo        transferidos   Evadidos       Aprovados     Reprovados

  1998              18            05             60            09

  1999              40            04             94            19

  2000              46            04             119           22

  2001              29            01             143           10

  2002              31            05             179           15

  2003              25            01             173           25

  2004              34            06             214           34
                                                                           15
2005                 35               06            247              20

 2006                 33               02            254              22

 2007                 45               04            253              34

 2008                 42               06            270              38

 2009                 49               07            279              36

 2010                 43               01            295              34

 2011



        Apresentamos a seguir alguns indicadores educacionais recentes da Escola
que permite avaliar a qualidade do ensino ofertada pela instituição.


         RESULTADO PROVA IDEB
         Anos finais do Ensino Fundamental *



IDEB                            Brasil       MS       Município     Escola

2005                            3,5         3,4       3,0           ---

2007                            3,8         3,9       3,5           4,6

2009                            4,0         4,1       4,2           4,9

2011



Obs-: Em 2005 a escola não passou pela avaliação da Prova Brasil.


  RESULTADO PROVA BRASIL 2007 (Anos finais do Ensino Fundamental *)



                                Brasil       UF       Município     Escola

Aprovação                         78,2       75,5       70,9         88,9

               (L.Portuguesa)   228,93      238,48    241,63        251,38
Prova Brasil   (Matemática)     240,56      252,16    255,82        260,83



                                Brasil      UF        Município     Escola

Média de horas-aula diária       4,5         4,3           4,3            4,4

Docentes com curso superior     83,3        90,1       98,1         100,0

                                                                                16
Distorção Idade-série           23,2      37,5       45,5         11,1



* Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-
INEP/MEC




RESULTADO PROVA BRASIL 2009 (Anos finais do Ensino Fundamental *)



                                Brasil    UF        Município    Escola

Aprovação                         78,2     75,5       70,9        88,9

               (L.Portuguesa)   228,93   238,48     241,63       251,38
Prova Brasil   (Matemática)     240,56   252,16     255,82       260,83



                                Brasil    UF        Município    Escola

Média de horas-aula diária       4,5       4,3        4,3          4,4

Docentes com curso superior     83,3      90,1       98,1        100,0

Distorção Idade-série           23,2      37,5       45,5         11,1



* Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-
INEP/MEC


        Dados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) *



Ano da Avaliação    Nº     de     Nº     de Médias    (Redação     e      Prova
                    matrícula Participantes Objetiva)

     2005               146       131                   47,41

     2006               153       131                   45,69

     2007               138       119                   53,65

     2008

     2009               140       105                   560,59

     2010




                                                                                  17
* Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-
INEP/MEC


      Uma análise efetuada pela Escola nos mostra a dificuldade enfrentada pelos
alunos com relação ao entendimento dos enunciados das questões; esse fato
redundou, certamente, na diminuição da chance de acertos na resolução das
questões colocadas, provocando em desvio na certitude dos resultados.




4. MARCO OPERACIONAL


          Buscando a efetivação de uma escola pública de qualidade, será
necessário avaliar periodicamente o desempenho da Unidade Escolar, por meio de
fichas previamente elaboradas, reuniões e anualmente, da avaliação institucional.
Com relação ao prédio, por ser uma construção nova está adequado para portadores
de necessidades especiais. A escola funciona em forma de salas ambientes e para
melhor operacionalização do currículo seria necessário a instalação de um televisor
e DVD em cada sala. Todos estes fatores são condições indispensáveis para a
diminuição da evasão, repetência e na melhoria da aprendizagem dos nossos alunos.
Esses espaços específicos permitem desenvolver experiências e produzir
conhecimentos científicos, pois, a iniciação cientifica dá ao educando motivação para
continuidade dos estudos. Para melhoria de todo o processo, a unidade escolar
pretende desenvolver ações a curto, médio e longo prazo, tais como:
- Criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e
aprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade;
- Permitir ao aluno exercitar sua cidadania a partir da compreensão da realidade,
para que possa contribuir em sua transformação;
- Buscar novas soluções, criar condições que exijam o máximo de exploração por
parte dos alunos e estimular novas estratégias de compreensão da realidade;
- Melhorar a qualidade de ensino, motivando e efetivando a permanência do aluno
da escola, evitando a evasão;
- Criar mecanismos de participação que traduzam o compromisso de todos na
melhoria da qualidade de ensino e no aprimoramento do processo pedagógico;
- Promover a integração escola-comunidade;
- Atuar no sentido do desenvolvimento humano e social tendo em vista sua
função maior de agente de desenvolvimento cultural e social na comunidade, a
partir de seu trabalho educativo.
- Propor parcerias com Universidades, Empresas, Instituições e outros órgãos,
solicitando serviços, cursos, palestras e outras formas de intercâmbio que
venham ao encontro dos anseios da comunidade escolar;
- Promover reuniões pedagógicas periodicamente, no sentido de conscientizar os
professores da necessidade de encontrar caminhos adequados e prazerosos
para a concretização do processo ensino-aprendizagem, construindo, dessa

                                                                                   18
forma, um ambiente estimulador e agradável. Uma pedagogia centrada no aluno e
não nos conteúdos;
- Dinamizar o trabalho pedagógico através de atividades especiais: confecção de
jornais, exposições, banco de livros, mostras variadas, produção de textos de alunos
e professores, etc;
- Garantir que o Conselho de Classe seja participativo, transparente, responsável e
que suas decisões sejam cumpridas; Implantar ou revitalizar os Projetos: Meio
Ambiente, Dança, Sala Ambiente, Conservação do Patrimônio; Artesanato e Pintura;
Fortalecer o Grêmio estudantil;
- Criar a Associação de Pais;
- Buscar junto a Secretaria Estadual de Educação a possibilidade na ampliação do
prédio escolar (construção de: auditório, Laboratório de Química e Física e
almoxarifado);
- Construir arquibancadas e alambrado na quadra de esportes;
- Realizar anualmente os jogos interclasse;
- Promover simulados semestrais para todos os alunos do Ensino Fundamental e
Médio;
- Promover extraordinariamente simulados bimestrais para os 9ºs anos do Ensino
Fundamental e Terceiros anos do Ensino Médio nos moldes da Prova Brasil e
Enem;
- Buscar junto a SED, ampliação do número de pessoal administrativo: bibliotecário,
agentes administrativos, de limpeza e de merenda;
- Revitalizar a biblioteca;
- Equipar o laboratório de ciências e biologia;
- Substituir os computadores danificados e a expansão das memórias dos existentes;
- Propor parcerias junto à iniciativa privada para melhorar os recursos pedagógicos;
- Dinamizar o trabalho da coordenação pedagógica através de projetos específicos;
- Dinamizar os planejamentos dos professores através de estudos dirigidos troca de
experiências didáticas, entre outras atividades pedagógicas;
- Promover reparos em todos os instrumentos pedagógicos: retroprojetores, TVs,
DVDs e sons;
- Estimular e dar suporte financeiro e técnico as atividades esportivas tais como:
handebol, basquetebol, voleibol, futsal, dança, xadrez, dama, atletismo, música,
dança e teatro;
- Promover atividades culturais, apresentação de danças, teatros e músicas,
mensalmente, durante os intervalos;
- Promover evento extraclasse com a participação da família (festas regionais,
folclóricas e gincana escolar);
- Promover reuniões bimestrais entre a direção, coordenação, professores e pais,
palestras diversas com temas atuais (família, meio ambiente, trânsito, sexualidade
entre outros);
                                                                                       19
- Avaliar e adequar ao momento histórico vivenciado na Proposta Pedagógica.


5. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA,
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL


5.1 - ENSINO FUNDAMENTAL


      O Ensino Fundamental, através de conteúdos, metodologias e formas de
acompanhamento e avaliação visa a que o aluno, ao final de sua conclusão seja
capaz de:
➡Compreender a cidadania como participação social e política, assim como
exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia,
atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro
e exigindo para si o mesmo respeito;
➡Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes
situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar
decisões coletivas;
➡ Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais,
materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de
identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência do país;
➡ Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro, bem
como aspectos sócio-culturais de outros povos e nações, posicionando-se contra
qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social,
crenças, sexo, etnia ou outras características individuais e sociais;
➡Perceber-se integrante, dependente e agente      transformador do ambiente,
identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente
para melhoria do meio ambiente;
➡Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança
em suas capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal
e de inserção social, para agir com perseverança na busca do conhecimento e no
exercício da cidadania;
➡Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e dotando hábitos saudáveis
como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com
responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva;
➡Utilizar as diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e
corporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias,
interpretar e usufruir das produções culturais, em contexto públicos e privados,
atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
➡Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos          tecnológicos para
adquirir e construir conhecimentos;
➡Questionar a realidade detectando         problemas e tratando de resolvê-los,
utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade
de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

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5.2 – ENSINO MÉDIO


      O Ensino Médio objetiva, através de conteúdos, metodologias, formas de
acompanhamento e avaliação a que o aluno demonstre:
➡Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem as modernas
formas de produção;
➡Conhecimento das formas contemporâneas de linguagem;
➡Domínio dos conhecimentos de ciências humanas e ambientais necessários ao
exercício da cidadania.


5.3 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
           A Escola Estadual Profª. Nair Palácio de Souza propõe o oferecimento do
Cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio, visando contribuir de forma
ativa para o atendimento das demandas necessárias do mercado de trabalho e
oferecer à comunidade de Nova Andradina profissionais habilitados, competentes e
dinâmicos, preparados para a empregabilidade e a competitividade do mundo
moderno e capazes de atuar com eficiência e eficácia, tendo como perspectiva
pedagógica relacionar o currículo à realidade onde a unidade escolar está inserida.
Essa proposta requer desta Instituição, permanente atualização e sintonia com as
transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além de contato
permanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticas pedagógicas
operatórias e ativas, compatíveis com as características do processo produtivo. Em
2011 a escola está oferecendo o Curso de Técnico em vendas e Técnico em
Agronegócio.


5.4 – CURSO NORMAL MEDIO
         O Objetivo do Curso normal médio é promover a formação em nível médio,
na modalidade normal, de docentes para atuar na educação infantil e nos anos
iniciais do ensino fundamental com subsídios teóricos e metodológicos que
contribuam para a construção de práticas pedagógicas atualizadas e
contextualizadas.
5.5 – INTEGRAÇÃO E SEQÜÊNCIA DOS COMPONENTES CURRICULARES DO
ENSINO FUNDAMENTAL,     MÉDIO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL


           Através da verticalidade e da horizontalidade, haverá a integração e a
seqüência dos componentes curriculares do Ensino Fundamental, do Ensino Médio,
da Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional, abordadas nos
planejamentos escolares e com amplas discussões nas reuniões docentes,
sempre com embasamento nas diretrizes traçadas pela LDBEN e nas
orientações emanadas da Secretaria de Estado de Educação.



                                                                                 21
5.6 - INSERÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS


          Os Temas Transversais são estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares
Nacionais e compreendem seis áreas: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente,
Saúde, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Eles constituem uma série de
valores humanos a ser desenvolvidos na escola (higiene, habitação, lazer, respeito,
atitudes, comportamentos, etc...). Na escola não haverá aulas específicas sobre os
temas transversais. Eles estarão integrados a todas as áreas do currículo e caberá ao
professor verificar o momento propício para abordá-los.        Os mesmos poderão
também ser trabalhados sob a forma de projetos.


5.6.1 - ÉTICA
        A Ética diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. Na escola, este
tema encontra-se, em primeiro lugar, nas próprias relações entre os agentes que
constituem essas instituição: alunos, professores, coordenadores, funcionários e pais.
Em segundo lugar, encontra-se nas disciplinas do currículo, uma vez que o
conhecimento não é neutro. O tema Ética traz a proposta de que a escola realize um
trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, condição para a
reflexão ética, e será trabalhado a partir de quatro blocos de conteúdos: Respeito
Mútuo, Justiça, Diálogo e Solidariedade.


5.6.2 – PLURALIDADE CULTURAL
         Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar
os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira pé formada
não só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países, e também
com as migrações que nos colocam em contato com grupos diferenciados. .Ás vezes
as relações pessoais desses grupos são marcadas pelo preconceito. O grande
desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a
riqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimônio
sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a
sociedade. Para tanto os conteúdos que serão trabalhados neste tema são os
seguintes: Pluralidade Cultural e a vida dos adolescentes no Brasil; Pluralidade
Cultural na formação do Brasil, O ser humano como agente social e produtor de
cultura, Direitos Humanos e Direitos de cidadania e Pluralidade.


5.6.3 - MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL (LEI 9.795/1999)
             O Meio Ambiente constitui um dos temas transversais de fundamental
reflexão e introduz nas salas de aula assuntos cada vez mais atual. Para a escola,
o Meio Ambiente não se restringe ao ambiente físico e biológico, mas inclui também
as relações sociais, econômicas e culturais. O objetivo é trazer reflexões que levem o
aluno ao enriquecimento cultural, à qualidade de vida e à preocupação com o
equilíbrio ambiental. O trabalho será realizado á partir de três blocos de conteúdos: A
natureza “cíclica” da Natureza, Sociedade e Meio Ambiente e Manejo e Conservação
ambiental.


5.6.4 – SAÚDE
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A Saúde, antes de tudo, é um direito fundamental do cidadão. Nesse sentido, a
escola tem a função de orientar o estudante com as noções básicas de higiene e
saúde, lembrando-lhe que cada indivíduo deve ser responsável pelo seu próprio bem-
estar. Falar em saúde implica levar em conta, por exemplo, a qualidade do ar que se
respira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e a desnutrição.
Atitudes favoráveis ou desfavoráveis à saúde são construídas desde a infância pela
identificação de valores observados em modelos externos ou grupos de referência. A
formação do aluno para o exercício da cidadania compreende a motivação e a
capacitação para o autocuidado, assim como a compreensão da saúde como direito
e responsabilidade pessoal      e        social. Os conteúdos desta      área são:
Autoconhecimento para o Autocuidado e Vida Coletiva.



5.6.5 – ORIENTAÇÃO SEXUAL

       O trabalho de Orientação Sexual visa transmitir informações e problematizar
questões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas, tabus e valores a ela
associados. Essas informações jamais poderão ferir a crença e valores trazidos
pelos jovens da família. Propõem-se três eixos fundamentais para nortear a
intervenção do professor em relação ao tema: Corpo Humano, Relações de Gênero
e Prevenção às Doenças Sexualmente transmissíveis/AIDS.



5.6.6 – TRABALHO E CONSUMO
      Ao enfocarmos o tema transversal Trabalho e Consumo, podemos enfatizar as
informações das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão histórica,
assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o comunitário, a
escravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Podemos também analisar a
influência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a Industria Cultural,
refletindo como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões de beleza e
condutas que manifestam valores e expectativas.             Pode-se também analisar
criticamente o anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos e
serviços. Os conteúdos a serem trabalhados nesta área são: Relações de Trabalho,
Trabalho, consumo, saúde e meio ambiente; Consumo, meios de comunicação de
massas, publicidade e vendas e Direitos Humanos, cidadania, trabalho e consumo.
    Este Tema Transversal será trabalhado nos anos finais do Ensino Fundamental.


5.7 – INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E PARA
O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E
INDÍGENA. (Lei 10.639/2003 e Lei 11.645/2008)


      O atendimento diferenciado a ser dado às questões étnico-raciais se traduz por
meio do que propõe a legislação específica do tema, buscando a consolidação da
Educação Afro-Brasileira, História Africana e História dos Negros e Índios no Brasil,
em forma de conteúdos nas diversas disciplinas, que compõem o currículo da
Educação Básica, Curso Normal Médio e Educação Profissional, em especial em
História, Educação Religiosa, Literatura, Artes, Sociologia, Filosofia e Educação
Física. O trabalho pedagógico com o tema buscará promover uma educação

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transformadora que possa formar cidadãos conscientes de seu pertencimento ético-
racial, que caminhem juntos na construção de uma sociedade justa e democrática.
     Será incluído no Calendário escolar o dia 20 de novembro como “Dia Nacional
da Consciência Negra”.
        Para a inserção da Educação das relações étnico-raciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena no currículo escolar, caberá à
Unidade Escolar:

- Conscientizar a comunidade de que a sociedade é formada por pessoas que
pertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias,
igualmente valiosas, e que, em conjunto, constroem, na nação brasileira e sua
história;

- Conhecer e à valorizar a história dos povos africanos, da cultura afro-brasileira e
indígena na construção histórica e cultural do País;

- Promover a superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que os
negros, os povos indígenas e também as classes populares, às quais os negros, no
geral, pertencem, são comumente tratados.

- Buscar informações e subsídios, da parte de pessoas, em particular de professores
não familiarizados com a análise das relações étnico-raciais e sociais com o estudo
de História e Cultura Afro-brasileira , Africana e Indígena, que lhes permitam formular
concepções não baseadas em preconceitos e construir ações respeitosas.

- Procurar romper com as imagens negativas, forjadas por diferentes meios de
comunicação, contra os negros e os povos indígenas.

- Combater à privação e à violação de direitos.

- Ampliar o acesso a informações sobre a diversidade da nação brasileira e sobre a
recriação das identidades, provocada por relações étnico-raciais.

- Levar a comunidade escolar a pensar, decidir, agir, assumir responsabilidades por
relações étnico-raciais positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos e
contestações, valorizando os contrastes das diferenças.

- Valorizar e divulgar a oralidade, a corporeidade e a arte — por exemplo, a dança
—, marcas da cultura de raiz africana e indígena, ao lado da escrita e da leitura.

- Promover a educação patrimonial, buscando o aprendizado com base no
patrimônio cultural afro-brasileiro e indígena, visando preservá-lo e difundi-lo.

- Promover parcerias com organizações de grupos do Movimento Negro e Índio e
de grupos culturais negros e indígenas, bem como da comunidade em que se insere
a escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de projetos que
contemplem a diversidade étnico-racial.

- Apoiar sistematicamente os professores na elaboração de planos, projetos,
seleção de conteúdos e métodos de ensino, cujo foco seja a História e Cultura Afro-
brasileira e Africana, Indígena e a Educação das Relações Étnico-raciais.



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5.8 - INSERÇÃO DA HISTÓRIA DA CULTURA SUL-MATO-GROSSENSE (Parecer
nº 235 – CEE/MS)


      O entendimento expresso nesta proposta é de que as manifestações culturais
sul-mato-grossenses devem perpassar todas as disciplinas da Educação Básica,
Educação de Jovens e adultos e Educação Profissional, em especial Artes, Literatura,
Língua Portuguesa, História, Educação Religiosa, Geografia e Sociologia. A
articulação dos aspectos culturais com todas as áreas do conhecimento que
compõem o currículo é indispensável para a construção da identidade local.
    Entende-se que este procedimento promoverá o acesso à cultura e constituirá
elemento fundamental para a consolidação da cidadania do povo sul-mato-
grossense.
   Para a inserção da cultura sul-mato-grossense no currículo escolar, caberá à
Unidade Escolar:
- Promover a articulação das diferentes disciplinas como os elementos culturais que
as envolvem;
- Destacar os elementos da cultura regional – música, artes plásticas, teatro,
literatura e outros, articulando com os temas desenvolvidos nas diversas disciplinas;
- Promover o acesso a museus, teatro, cinema, com projeção de filmes com temas
regionais, e outras manifestações culturais presentes na comunidade;
- Desenvolver pesquisas sobre as manifestações culturais da comunidade, da cidade
e do Estado;
- Elaborar e desenvolver projetos temáticos, articulados com elementos culturais.


5.9 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO E ENSINO PARA O TRÃNSITO (Lei nº 9.503/
2007)


        A Educação e o Ensino para o Trânsito será desenvolvida em todos os níveis
e modalidades de ensino, visando a formação integral do cidadão, conscientizando-o
dos diversos papéis, por ele desempenhados no trânsito, resgatando os valores
éticos.
                A organização desse ensino no currículo escolar se dará pela
transversalidade, ou seja, os objetivos e conteúdos relativos ao trânsito serão
incorporados nas áreas/eixos/componentes curriculares já existentes no currículo e
no trabalho educativo da escola.
       Para a inserção da Educação e Ensino para o Trânsito no currículo escolar,
caberá à escola:
- Despertar a consciência crítica, juntamente com a responsabilidade de cada
cidadão;
- Envolver os alunos, levando até eles informações sobre Educação no Trânsito;
- Valorizar a importância do uso do cinto de segurança;
- Reconhecer a importância do pedestre e suas obrigações dentro do trânsito;
- Valorizar a Educação para o Trânsito dentro da vida escolar, com o objetivo de

                                                                                    25
melhorar nossas atitudes evitando acidentes e preservando a vida;
- Identificar a forma correta de locomoção de condutores, ciclista e pedestres pelo
trânsito, sem transgredir as leis;
- Reconhecer a importância da faixa de segurança, semáforos, placas de sinalização
e aplicar os conhecimentos no seu cotidiano;
- Respeitar o profissional do trânsito;
- Perceber situações de risco no trânsito;
- Provocar na comunidade, reflexão sobre os diferentes fatores que interferem no
trânsito levando-a a sistematizar informações relevantes para a compreensão e
soluções dos problemas;
- Implantar uma consciência de trânsito, ou seja, transformar conhecimento em
atitude, e preocupação em ações concretas.
- Elaborar e desenvolver projetos temáticos sobre o Trânsito.


5.10 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO MUSICAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA (Lei nº
11.769/2008)


      O conteúdo de música será integrado à área de conhecimento/disciplina de
Artes e será trabalhado também sob a forma de projeto. Não haverá uma disciplina
especifica para o ensino da música na Unidade Escolar.


5.11 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO
ENSINO FUNDAMENTAL ( LEI 8.069/1990)


        O currículo do Ensino Fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que
trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei n o 8.069,
de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente,
observada a produção e distribuição de material didático adequado.


5.12 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DOS IDOSOS NA EDUCAÇÃO FORMAL ( LEI
10.741/2003)


       Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos
conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do
idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.


5.13– PROGRAMA DE INCLUSÃO DE MEDIDAS DE CONSCIENTIZAÇÃO,
PREVENÇÃO E COMBATE AO BULLYING (Lei nº 3.887, de 06/05/2010)


                   Uma das principais ameaças do século XXI e do processo de
construção da paz é a violência. Em qualquer segmento social presenciamos formas
diferenciadas de violência, principalmente no ambiente escolar, onde é evidente a
                                                                                      26
crescente manifestação de atos violentos em diversos níveis de escolaridade. Dentre
as diversas formas de violência, destacamos o fenômeno do bullying, que, mesmo de
forma velada, representa uma grande preocupação para a comunidade escolar.
Estudos sobre esta temática apontam os diversos tipos de bullying: SEXUAL:
assédio, indução e/ou abuso sexual; VERBAL: apelidos pejorativos, xingamentos e
piadas depreciativas; FÍSICO: bater, chutar, empurrar e ferir fisicamente;
EXCLUSÃO SOCIAL: ignorar, isolar e excluir; PSICÓLOGICO: perseguir, aterrorizar,
intimidar, dominar, infernizar, chantagear e manipular; MORAL: difamar, disseminar
rumores ou caluniar; VIRTUAL: divulgar imagens, criar comunidades, enviar
mensagens, invadir a privacidade e MATERIAL: destruir, estragar, furtar e roubar os
pertences das vítimas.

      Ações para banir o bullying na Unidade Escolar serão executadas todos os
anos, objetivando a prevenção e o combate a esta prática nociva no meio dos
alunos.



6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR


6.1 - SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR ÁREA DO CONHECIMENTO NO ENSINO
FUNDAMENTAL:


6.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA


➡Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las com
eficiência em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos –
tanto orais como escritos – coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos
objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;


➡Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade valorizada
socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de
que participam;


➡Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;


➡Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em
diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e
inferindo as intenções de quem os produz;




                                                                                 27
➡Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados
pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos
materiais escritos em função de diferentes objetivos;


➡Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como
proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos
textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor
textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos,
índices, esquemas, etc.;


➡Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais,
sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões,
bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os
quando necessário;


➡Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a
língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade
de análise crítica;


➡Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e
preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.


6.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS)


➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas;
➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação;
➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar;
➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em
razão de aspectos sociais e/ou culturais;
➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar,
agir e sentir de quem os produz;
➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em Língua
Estrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e á
recepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência e
coesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos;
➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas na
comunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente,
uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançar
o efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, de
maneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos).


                                                                                 28
6.1.3 – MATEMÁTICA


➡Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e
transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual,
característico da Matemática, como       aspecto  que estimula o interesse, a
curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para
resolver problemas;
➡Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do
ponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível de
relações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático ( aritmético,
geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico); selecionar,
organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las
criticamente;
➡Resolver situações-problemas, sabendo validar estratégias e resultados,
desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como dedução, indução,
intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos,
bem como instrumentos tecnológicos disponíveis;
➡Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar
resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da
linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações
matemáticas;
➡Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes composições e
entre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;
➡Sentir-se   seguro da própria  capacidade   de construir              conhecimentos
matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança              na busca de
soluções;
➡Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na
busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais
ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas
e aprendendo com eles.


6.1.4 - CIÊNCIAS


➡Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte
integrante e agente de transformações do mundo em que vive;
➡Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e
condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica;
➡Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a
partir de elementos da Ciências Naturais, colocando em prática conceitos,
procedimentos e atitudes desenvolvidos com o aprendizado escolar;
➡Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados         a energia, matéria,
transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;



                                                                                     29
➡Saber combinar leituras, observações, experimentações, registros, etc., para
coleta, organização, comunicação e discussão de fatos e informações;
➡Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para
a construção coletiva do conhecimento;
➡Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido
pela ação coletiva;
➡Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas,
distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da
natureza e ao homem.


6.1.5 – HISTÓRIA


➡Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com
outros tempos e espaços;
➡Organizar alguns repertórios históricos-culturais que lhes permitam localizar
acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações
para algumas questões do presente e do passado;
➡Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos
tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e
sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;
➡Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na
sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no
espaço;
➡Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo
sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação
política institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;
➡Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico,
aprendendo a ler diferentes registros escritos, icnográficos, sonoros;
➡Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a
como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento
da democracia.


6.1.6 – GEOGRAFIA


➡Conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza
em suas múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades em
sua construção e na produção do território, da paisagem e do lugar;
➡Identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências
em diferentes espaços e tempos, de modo a construir referenciais que
possibilitem uma participação propositiva e reativa nas questões socioambientais
locais;

                                                                              30
➡Compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficos
estudados em suas dinâmicas e interações;
➡Compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, os
avanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são
conquistas decorrentes de conflitos e acordos, que ainda não são usufruídas por
todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se em
democratizá-las;
➡Conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia para
compreender o espaço, a paisagem, o território e o lugar, seus processos de
construção, identificando suas relações, problemas e contradições;
➡Fazer leituras de imagens, de dados e de documentos de diferentes fontes de
informações, de modo a interpretar, analisar e relacionar informações sobre o
espaço geográfico e as diferentes paisagens;
➡Saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a
espacialidade dos fenômenos geográficos;
➡Valorizar    o   patrimônio sociocultural e respeitar a sociodiversidade,
reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de
fortalecimento da democracia.


6.1.7 –ARTES


➡Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de busca
pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a
sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas;
➡Interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em, artes (Artes
Visuais, Dança, Música, Teatro), experimentando-os e conhecendo-os de modo a
utilizá-los nos trabalhos pessoais;
➡Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e
conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, no
percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções;
➡Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas
diversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produções
presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo
natural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos;
➡Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e curiosidade,
exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando arte de modo
sensível;
➡Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados do
trabalho do artista, reconhecendo, em sua própria experiência de aprendiz,
aspectos do processo percorrido pelo artista;
➡Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artistas,
documentos, acervos nos espaços da escola e fora dela ( livros, revistas, jornais,
ilustrações, diapositivos, vídeos, discos, cartazes) e acervos públicos (museus,
galerias, centros de cultura, biblioteca, videotecas, cinematecas), reconhecendo e
                                                                                   31
compreendendo as variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas
presentes na história das diferentes culturas e etnias.


6.1.8 – EDUCAÇÃO FÍSICA


➡Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e
construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e
de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por características
pessoais, físicas, sexuais ou sociais;
➡Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações
lúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência;
➡Conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de
cultura corporal do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso para
integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais;
➡Reconhecer-se como elementos integrante do ambiente, adotando hábitos
saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com os
efeitos sobre a própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúde
coletiva;
➡Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e
dosando o esforço em um nível compatível com as possibilidades considerando
que o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorrem
de perseverança e regularidade e devem ocorrer de modo saudável e
equilibrado;
➡Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de
crescimento e de desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros,
reivindicando condições de vida digna;
➡Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que
existem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da
cultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados
pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito;
➡Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como
reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer,
reconhecendo como uma necessidade básica do ser humano e um direito do
cidadão.




7.1 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR DISCIPLINA NO ENSINO MÉDIO:


7.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA
➡Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e
condutas sociais e como representação simbólica de experiências humanas
manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social;

                                                                              32
➡Analisar     os recursos     expressivos  da linguagem      verbal, relacionando
textos/contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo
com as condições de produção/recpeção (intenção, época, local, interlocutores
participantes da criação e propagação de idéias e escolhas);
➡Confrontar opiniões e pontos de vistas sobre as diferentes manifestações da
linguagem verbal;
➡Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de
significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.


7.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS)
➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas;
➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação;
➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar;
➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em
razão de aspectos sociais e/ou culturais;
➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar,
agir e sentir de quem os produz;
➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em Língua
Estrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e á
recepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência e
coesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos;
➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas na
comunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente,
uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançar
o efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, de
maneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos).


7.1.3 – LITERATURA
➡Distinguir texto literário de texto não-literário, em função da forma, finalidade e
convencionalidade;
➡Diferenciar, em textos literários, concepções de mundo e de sujeito decorrentes
de sua historicidade;
➡Diferenciar, em textos, marcas de valores e intenções dos agentes produtores
em função de seus comprometimentos e interesses políticos, ideológicos e
econômicos;
➡Identificar a partir de um texto literário, as implicações no tratamento temático e
no estilo conseqüentes do contexto histórico de produção e de recepção do texto;
➡relacionar o universo literário com o estilo de época, bem como com estereótipos
e clichês sociais.


7.1.4 – EDUCAÇÃO FÍSICA
                                                                                  33
➡Compreender o funcionamento do organismo humano, de forma a reconhecer e
modificar as atividades corporais, valorizando-as como recursos para melhoria de
suas aptidões físicas;
➡Desenvolver as noções conceituais          de esforço, intensidade e freqüência,
aplicando-as em suas práticas corporais;
➡Refletir sobre as informações específicas da cultura corporal, sendo capaz de
discerni-las e reinterpretá-las em bases científicas, adotando uma postura
autônoma na seleção de atividades e procedimentos para a manutenção ou
aquisição da saúde;
➡Assumir uma postura ativa, na prática das atividades físicas, e consciente da
importância delas na vida do cidadão.


7.1.5 – ARTES
➡Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte
( música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais) analisando, refletindo e
compreendendo os diferentes processos produtivos, com seus diferentes
instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e
históricas;
➡Apreciar produtos de arte, sem suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a
fruição quanto a análise estética, conhecendo, analisando, refletindo e
compreendendo       critérios     culturalmente    construídos   e embasados   em
conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico,
psicológico, semiótico, científico e tecnológico, dentre outros;
➡Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações da arte – em
suas múltiplas linguagens - utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos,
interagindo com o patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer e
compreender em sua dimensão sócio-histórica;
➡Valorizar o trabalho dos profissionais e técnicos das linguagens artísticas, dos
profissionais da crítica, da divulgação e circulação dos produtos de arte.


7.1.6 – BIOLOGIA
➡Perceber e utilizar os códigos intrínseco da Biologia;
➡Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos em
estudo;
➡Conhecer diferentes formas de obter informações observação, experimento,
leitura de texto e imagem, entrevista), selecionando aquelas pertinentes ao tema
biológico em questão;
➡Expressar dúvidas, idéias e conclusões acerca dos fenômenos biológicos;
➡Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto da
conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e
tecnológicos.



                                                                                  34
7.1.7 – FÍSICA
➡Compreender enunciados que envolvam códigos e símbolos físicos;
➡Utilizar e compreender tabelas, gráficos, fórmulas       e relações    matemáticas
gráficas para a expressão do saber físico;
➡Elaborar sínteses ou esquemas estruturados dos temas físicos trabalhados;
➡Desenvolver a capacidade de investigação física. Classificar, organizar,
sistematizar. Identificar regularidades. Observar, estimar ordens de grandeza,
compreender o conceito de medir, fazer hipóteses, testar;
➡Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber
científico;
➡Reconhecer o papel da Física no sistema produtivo, compreendendo a evolução
dos meios tecnológicos e sua relação dinâmicas com a evolução do
conhecimento científico.


7.1.8 – QUÍMICA
➡Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual;
➡Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química:
gráficos, tabelas e relações matemáticas;
➡Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma visão macroscópica
(lógico-empírica e lógico-formal);
➡Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva do
ser humano com o ambiente;
➡Reconhecer as relações entre o desenvolvimento científico e tecnológico da
Química e aspectos sócio-político-culturais.


7.1.9 – MATEMÁTICA
➡ Ler, interpretar e utilizar textos e representações Matemática;
➡Exprimir-se com correção e clareza, tanto na língua           materna, como        na
linguagem matemática, usando a terminologia correta;
➡Formular hipóteses e prever resultados a partir de problemas criados em
situações concretas;
➡Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços,
fatos conhecidos, relação e propriedades;
➡desenvolver a capacidade       de utilizar   a   Matemática   na   interpretação   e
intervenção no real;
➡Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações reais, em especial
em outras áreas do conhecimento.



                                                                                    35
7.1.10 – HISTÓRIA
➡Situar as diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia, a
religião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais nos contextos
históricos de sua constituição e significação;
➡Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações
de sucessão e/ou de simultaneidade;
➡Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos;
➡Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas
relações com o passado;
➡Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do
reconhecimento do papel de indivíduo nos processos históricos simultaneamente
como sujeito e como produto dos mesmos.
➡Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partir
das categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.


7.1.11 – GEOGRAFIA
➡Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da geografia;
➡Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da geografia (mapas, gráficos,
tabelas, etc.), considerando-os como elementos de representação de fatos e
fenômenos espaciais e/ou espacializados;
➡Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam a
observação dos processos de formação e transformação dos territórios, tendo em
vista as relações de trabalho, a incorporação de técnicas e tecnologias e o
estabelecimento de redes sociais;
➡Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação e
degradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica
e a mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos
que incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional e
global;
➡Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço
geográfico atual a sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos em
diferentes tempos, e os processos contemporâneos, conjunto de práticas dos
diferentes agentes, que resultam em profundas mudanças na organização e no
conteúdo do espaço.


7.1.14- FILOSOFIA
➡ Debater os conhecimentos de Filosofia, assumindo uma postura crítica a partir de
argumentos consistentes;
➡ Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro,
jornal e revista especializada;
➡ Aplicar os conhecimentos de filosofia nas ciências naturais e humanas, nas artes e
em outras produção culturais;
                                                                                   36
➡ contextualizar os conhecimentos de filosofia tendo como referência a organização
da sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e a produção científico-
tecnológica;
➡ Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional, a
partir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas na
sociedade.


7.1.13 – SOCIOLOGIA
➡Analisar os conhecimentos de Sociologia em filmes, obra de arte, peças de teatro,
jornal e revista especializada;
 ➡Produzir novos conceitos e valores sobre as diferentes realidades sociais, a
partir das observações e reflexões realizadas;
➡Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro,
jornal e revista especializada;
 ➡Aplicar os conhecimentos de sociologia nas ciências naturais e humanas, nas artes
e em outras produção culturais
 ➡Compreender as diferentes manifestações culturais, adotando uma atitude de
preservação do direito à diversidade, no sentido de superar conflitos e tensões da
sociedade contemporânea;
➡Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional a
partir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas na
sociedade;
  ➡Contextualizar os conhecimentos de sociologia tendo como referencia a
organização da sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e a
produção científico tecnológica.


8 –: SÍNTESE DAS COMPETENCIAS                 PROFISSIONAIS ESPECÍFICAS DA
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL


    Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovada pelo
SED/MS.


9 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS DO CURSO NORMAL MÉDIO


    Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovado pela
SED/MS.


10 - EMENTAS CURRICULARES



                                                                                   37
Obs-: 1- As ementas curriculares do Ensino Fundamental e Ensino Médio serão
operacionalizadas conforme os Referências Curriculares da Secretaria de Estado de
Educação.
            2- As ementas curriculares da Educação Profissional e Curso Normal
Médio encontram-se em Projeto específico aprovado pela SED/MS.


11. CARGA HORÁRIA DOS CURSOS


      Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio: 1.000 h/a anual e 834
horas anual. De acordo com a legislação vigente, os cursos respeitarão a jornada
mínima de 200 dias letivos dentro do calendário civil.
       Os Cursos de Educação Profissional e Normal Médio obedecerão a Carga
Horária definida nos Projetos específicos dos Cursos.


12.   O   ENSINO


12.1– A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL, DO ENSINO MÉDIO, DA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL


     O currículo do Ensino Fundamental e Médio contém, obrigatoriamente, uma
Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada.
     O currículo do Ensino Fundamental é organizado em áreas de conhecimento,
sendo pautado em quatro princípios norteadores:
  – da formação humana em toda sua dimensão calcada na eqüidade, com a
finalidade de democratizar as oportunidades educacionais para o cumprimento da
absoluta prioridade expressa na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do
Adolescente;
  – do respeito às condições concretas de vida e de atividade do ser humano;
   – do respeito às experiências escolares, tomadas como indicadores para
interferências pedagógicas, que conduzam à qualidade do ensino e ao
desenvolvimento                  humano                    pleno;
  – do compromisso compartilhado de alunos, professores e comunidade para o
redimensionamento do processo de ensino e de aprendizagem, consolidando a
função social da escola.
       O Currículo do Ensino Médio é organizado em três áreas de conhecimento,
trabalhadas em forma de disciplinas:
I - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas de
língua portuguesa, literatura, artes, educação física e língua estrangeira moderna;
II – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, área que contempla as
disciplinas de física, química, biologia e matemática;
III – Ciências Humanas e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas de
história, geografia, sociologia e filosofia.


                                                                                      38
O currículo do ensino médio é pautado em princípios, fundamentos e
procedimentos que contribuem para a promoção do cidadão, por meio da:
- educação articulada com o mundo do trabalho;
- prática social;
- preparação para o exercício da cidadania;
- preparação básica para o trabalho
        A organização dos Cursos de Educação Profissional e do Normal Médio está
definida em Projeto próprio aprovado pelo Conselho Estadual de Educação e/ou pela
Secretaria de Estado de Educação.
       O Ensino Fundamental, com duração de 09 (nove) anos e o Ensino Médio, com
duração de 03 (três) anos, terão carga horária anual de, no mínimo, 800 (oitocentas)
horas e 200 (duzentos) dias letivos, com jornada diária de no mínimo quatro horas
de efetivo trabalho escolar.
     O horário escolar será organizado com 05 (cinco) aulas diárias, com duração de 50
(cinqüenta) minutos cada. O tempo destinado ao recreio não é computado na carga
horária semanal do Ensino Fundamental e Médio.
     O estudante dos anos finais do ensino fundamental poderá optar por cursar a área
de conhecimento educação religiosa. Esta deverá ser oferecida e cumprida em turno
diverso daquele em que foi matriculado.
   O ensino de uma Língua Estrangeira Moderna será obrigatória na unidade escolar. A
definição da Língua Estrangeira Moderna, de freqüência obrigatória e de freqüência
facultativa pelo estudante, ficará a cargo da comunidade escolar.
   A oferta de Estágio Supervisionado na Educação Profissional Técnica de nível médio,
no Normal Médio, no Ensino Médio e suas modalidades seguirá as orientação do
Sistema Estadual de Ensino e legislação própria.
  A Educação Especial deverá obedecer ao disposto em legislação própria.


  12.2 – PERFIL DA ESCOLA


              A escola é a instituição necessária para a criação e disseminação do
conhecimento e sua reelaboração, nas perspectiva de instrumentalizar o aluno para
a análise e transformação de sua realidade. Ela deve ser criativa, atrativa, um espaço
vivo e democrático, privilegiando sempre a formação de cidadãos compromissados com
a sociedade. Nela o aluno não será apenas um expectador, que recebe informações e
assiste inerte ao espetáculo, sem participar dele. Pelo contrário, a escola viabilizará
alternativas que efetive a participação integral do aluno, que de expectador, passará a
ator, responsável também pelo processo criador. A organização escolar, o
planejamento das ações, a elaboração de projetos, o envolvimento coletivo, dará à
escola mais vida e com isso mais eficácia.
                Os objetivos da escola mudam de acordo com as transformações que
ocorrem na sociedade. Ela já não representa um simples local de aprendizagem de
ofícios como antigamente e faz com que o professor reflita sobre o seu papel.
Atualmente a escola tem a preocupação em desenvolver física, intelectual, moral e
socialmente o indivíduo. Entretanto, como antigamente deve continuar a refletir a própria
sociedade e sua respectiva cultura. Para refletir a sociedade, a escola deve ser
                                                                                       39
consoante com o momento histórico, utilizando-se de todas as ferramentas disponíveis
 para produzir conhecimentos que impulsionem o ser humano a agir sobre essa
 sociedade dinâmica que a todo o momento faz novas exigências. O avanço para a
 modernidade provoca a consciência de que o conhecimento se renova, se constrói,
 portanto, não é algo pronto e medido. Para atender a essas novas perspectivas, o novo
 profissional da educação terá que gerar o conhecimento, não podendo deixar de estar
 atento aos recursos tecnológicos e informatizados que já se apresentam na sociedade.
 A atualidade exige desses profissionais essa instrumentalização, para articular os
 conhecimentos disponíveis no mundo. Portanto, o desafio imposto instigará produções
 criativas alicerçadas em pedagogias inovadoras que objetivem a busca da competência,
 mas principalmente a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos que se engajam no
 processo educativo tanto de instituições privadas como públicas de ensino.

   12.3– PERFIL DO PROFESSOR


             Toda proposta de mudança, exige também uma mudança de postura e
de mentalidade. Por isso muito esforço deverá ser empreendido pelos educadores,
para que o sucesso da escola aconteça. A conquista da melhoria da qualidade do
ensino, a valorização do magistério e a autonomia da escola, dependerá do
compromisso e responsabilidade de seus profissionais.
                Esta nova escola que queremos, anseia por um educador renovado,
alegre, dedicado e consciente do seu papel de formador de gerações. Um professor
motivado motivará os seus alunos. A autoridade do professor perpassa necessariamente
pela sua competência e preparação. Ter autoridade é ser sujeito do fazer pedagógico em
sala de aula. É ter argumentos para mediar o diálogo do aluno com o conhecimento e
dar vida à disciplina que trabalha, tornando-a necessária, significativa e atual.
              A eficiência do educador passa pela sua capacidade de elaborar e dirigir
seu próprio projeto com seus alunos. Neste projeto deve estar planejado todas as suas
intenções pedagógicas, norteadas pela filosofia da escola. As atividades elaboradas
pelo professor devem ser significativas, interessantes e variadas, teoricamente
fundamentadas, para atingir claramente objetivos especificados. Devemos banir da
escola, aulas que são meramente um amontoado de regras e receituários, onde o aluno
não consegue aproveitar o conhecimento apreendido no decorrer do seu cotidiano.
Para que isso ocorra é fundamental o caráter permanente da capacitação do
professor, devendo esta, seu um instrumento de reflexão e de transformação das
rotinas do trabalho em sala de aula. Momentos individualizados, grupos de estudos,
debates, seminários, deverão ser proporcionado aos professores para que possam
ampliar , de forma crítica e atual, o seu referencial teórico-metodológico.
          A missão da escola é a de atender ao aprendiz, que é um ser original, singular,
diferente e único, mas contextualizado com a realidade do mundo. Para se ensinar
dentro dessa nova perspectiva, Perrenoud apontou as novas competências que o
professor precisa adquirir e que a Escola, através de um esforço coletivo, estará
buscando:

        Novas Competências Necessárias ao Professor (Perrenoud, 2000).

1. Organizar e     dirigir · Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a
situações              de serem ensinados e sua tradução em objetivos de
aprendizagem.              aprendizagem.
                           · Trabalhar a partir das representações dos alunos.
                           · Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à
                           aprendizagem.
                                                                                       40
· Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas.
                             · Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em
                             projetos de conhecimento.
2.     Administrar      a    · Conhecer e administrar situações-problema ajustadas ao
progressão            das    nível e às possibilidades dos alunos.
aprendizagens.               · Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino.
                             · Estabelecer laços com as teorias subjacentes às
                             atividades de aprendizagem.
                             · Observar e avaliar os alunos em situações de
                             aprendizagem, de acordo com uma abordagem
                             formativa.
                             · Fazer balanços periódicos de competências e tomar
                             decisões de progressão.
3. Conhecer e fazer          · Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma.
evoluir os dispositivos de   · Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais
diferenciação.               vasto.
                             · Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos
                             portadores de grandes dificuldades.
                             · Desenvolver a cooperação entre os alunos.
4. Envolver os alunos em     · Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o
suas aprendizagens e         saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver no
em seu trabalho.             aluno a capacidade de auto-avaliação.
                             · Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos
                             (conselho de classe ou de escola) e negociar com eles
                             diversos tipos de regras e de contratos.
                             · Oferecer atividades opcionais de formação.
                             · Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
5.Trabalhar em equipe.       · Elaborar um projeto de equipe, representações comuns.
                             · Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
                             · Formar e renovar uma equipe pedagógica.
                             · Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas,
                             práticas e problemas profissionais.
                             · Administrar crises ou conflitos interpessoais.
6.     Participar     da     · Elaborar, negociar um projeto da instituição.
administração da escola.     · Administrar os recursos da escola.
                             · Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus
                             parceiros (serviços para escolares, bairro, associações de
                             pais, professores de língua e cultura de origem).
                             · Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a
                             participação dos alunos.
7. Informar e envolver os    · Dirigir reuniões de informação e de debate.
pais.                        · Fazer entrevistas.
                             · Envolver os pais na construção dos saberes.
8.     Utilizar      novas   · Utilizar editores de textos.
tecnologias.                 · Explorar as potencialidades didáticas dos programas em
                             relação aos objetivos do ensino.
                             · Comunicar-se à distância por meio da internet.
                             · Utilizar as ferramentas multimídia no ensino.
9. Enfrentar os deveres e    · Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais,
os dilemas éticos da         étnicas e sociais.
profissão                    · Participar da criação de regras de vida comum referentes
                             à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da
                             conduta
                             · Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a

                                                                                           41
comunicação em aula.
                         · Desenvolver o senso de responsabilidade, a
                         solidariedade o sentimento de justiça.
10.    Administrar   sua · Saber explicitar as próprias práticas.
própria         formação · Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu
continuada.              programa pessoal de formação contínua.
                         · Negociar um projeto de formação comum com os colegas
                         (equipe, escola, rede).
                         · Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de
                         ensino ou do sistema educativo.
                         · Acolher a formação dos colegas e participar dela.


   12. 4- OS CONTEÚDOS
                      Geralmente utilizamos o termo “conteúdos” quando tratamos dos
   conhecimentos específicos das disciplinas ou matérias escolares. Mas, se nos
   atermos a uma concepção educativa integral, os “conteúdos” não estão
   condicionados unicamente às disciplinas ou matérias tradicionalmente conhecidas,
   mas abrange além das capacidades cognitivas, as motoras, afetivas, de relação
   interpessoal e de inserção social.
          César Coll (1986) propôs um agrupamento de “novos conteúdos”, que seriam:
   conceituais, procedimentais e atitudinais. Esta divisão corresponderia as seguintes
   questões:
           -        O que devemos saber;
           -        Como devemos fazer?
           -        Como devemos ser?
           Os conteúdos conceituais estão relacionados com conceitos propriamente
   ditos e dele ramifica-se os conteúdos factuais, ou seja, os conhecimentos
   relacionados aos fatos, acontecimentos, dados, nomes e códigos.
          Os conteúdos conceituais são mais abstratos, eles demandam compreensão,
   reflexão, analise e comparação. As condições necessárias para a aprendizagem dos
   conteúdos conceituais demandam atividades que desencadeiem um processo de
   construção pessoal, que privilegie atividades experimentais que acionem os
   conhecimentos prévios dos alunos promovendo atividade mental. Para tanto, as aulas
   meramente expositivas que lance mão apenas da memorização, não darão conta.
          Já, os conteúdos procedimentais envolvem ações ordenadas com um fim, ou
   seja, direcionadas para realização de um objetivo, aquilo que se aprende a fazer,
   fazendo, como: saltar, escrever com letra cursiva, desenhar, cozinhar, dirigir-podem
   ser chamados de regras, técnicas métodos, destrezas ou habilidades.
         Os conteúdos atitudinais podem ser agrupados em: valores, atitudes ou
   normas. Dentre esses conteúdos podemos destacar a título de exemplo: a
   cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, gosto pela leitura, respeito, ética. Vale
   ainda salientar que esses conteúdos estão impregnados nas relações afetivas e de
   conivência que de forma alguma podem ser desconsiderados pela escola como
   conteúdos importantes de serem trabalhados.
         Assim, Coll (1997) propõe que os conteúdos:
              Factuais e Conceituais - que correspondem ao compromisso científico
               da escola: transmitir o conhecimento socialmente produzido.
              Atitudinais - (normas e valores) - que correspondem ao compromisso
               filosófico da escola: promover aspectos que nos completam como seres
               humanos, que dão uma dimensão maior, que dão razão e sentido para o
               conhecimento científico.
                                                                                          42
 Procedimentais - que são os objetivos, resultados e meios para alcançá-
           los, articulados por ações, passos ou procedimentos a serem
           implementados e aprendidos.

        A escola deve, portanto, coordenar (Filosofia) e conhecimento científico
(Ciência) para instrumentalizar-se teórica e praticamente o trabalho com “os
conteúdos”. Portanto, re-significar a compreensão dos professores acerca dos
conteúdos é fundamental quando se pretende empreender práticas pedagógicas que
favoreçam a aprendizagem dos alunos. Se diferentes conteúdos se aprendem de
diferentes formas, não podemos organizar uma rotina pedagógica que desconsidere
tal diferenciação.
        O planejamento das rotinas de sala de aula deve considerar as exigências
sociais do contexto atual e suas demandas como também promover um ensino
significativo para os alunos articulando os conteúdos factuais, procedimentais,
conceituais e atitudinais de maneira eficiente abandonando a dimensão informativa, a
fim de alcançar um espaço verdadeiramente formativo.
         Não poderemos tornar uma atividade significativa se não considerarmos os
conteúdos que pretendemos ensinar, para que a prática educativa seja realmente
significativa para os alunos caberá ao professor conhecer respeitar os saberes que os
alunos já têm, ter clareza do que se pretende ensinar, considerar a diversidade de
saberes existentes na sala de aula, conhecer diferentes estratégias de ensino com
planejamento de intervenções pontuais para que seus alunos avancem em suas
aprendizagens , como apontava Vygotsky (1979) caberá ao professor atuar na zona
de desenvolvimento proximal, contribuindo para que o aluno supere os desafios
propostos, avançando sempre.
      Tudo isso passa por um processo que se inicia mesmo antes da seleção dos
conteúdos, tem início nas “Expectativas de Aprendizagem” que temos para cada
novo ano letivo.
       Conforme afirma Coll (2006): “a aprendizagem é uma construção pessoal que
o aluno realiza com ajuda que recebe de outras pessoas”. O autor exprimiu os
diferentes tipos de conteúdos da seguinte apresentando o seguinte esquema:
              Conteúdos                         Atividades de aprendizagem
                 factuais                           repetições verbais
              conceituais                              experiências
            procedimentais                        aplicações e exercícios
               atitudinais                experiências com componentes afetivos




12. 5 – A AULA


          Cada aula deve ser concebida como um momento curricular importante,
no qual, ponto a ponto, vai-se tecendo a rede do currículo escolar proposto para
determinada faixa etária ou nível de ensino.
            O papel do professor   ao ministrar suas aulas deverá ser o de fazer a
mediação competente e crítica      entre os alunos e os conteúdos do ensino, sempre
procurando direcionar a ação        docente para estimular os alunos, via trabalho
curricular, ao desenvolvimento     da percepção crítica da realidade     e de suas
                                                                                   43
dificuldades e estimulá-los ao desenvolvimento de atitudes, de tomada de posição
ante os problemas da sociedade.
              O aluno precisa perceber sentir e compreender cada aula como um
processo que concretizará a ação de ensinar e aprender.
             Neste contexto o preparo das aulas é uma das atividades mais
importante do trabalho do professor. Uma boa aula depende antes de tudo da
competência teórica e metodológica do professor, que deverá possibilitar através
da sua criatividade, aulas vivas e significativas para os seus alunos. O
aproveitamento dos recursos oferecidos pela escola, a valorização e consideração
das experiências dos educandos, o planejamento de exercícios variados e
interessantes, o resgate de atividades culturais e esportivas, o uso de situações
reais para a aplicação do conteúdo, certamente transformarão as relações dentro
da sala de aula, fortalecendo o processo ensino-aprendizagem.
            O aluno necessita sentir que valeu a pena assistir aquela aula, quer
pela importância do assunto, quer pela forma sistemática e organizada pela qual
lhe foram apresentadas as suas idéias fundamentais. A rotina e a improvisação
só causam prejuízo à qualidade das aulas. O aluno perde o estímulo, vindo daí
a repetência e a evasão. A sua participação nas aulas é de extrema importância.
Estão ultrapassadas as aulas onde os alunos ouvem e apenas os professores
falam. É preciso então, uma aula em que alunos e professores se completem,
trabalhando, pesquisando e construindo o saber juntos. O favorecimento de
materiais para os professores é fundamental e cabe à escola, juntamente com
todos os segmentos que a compõem, criar mecanismos para oferecer aos
professores recursos para que as aulas tornem-se cada vez mais agradáveis e
favoráveis ao desenvolvimento integral do aluno.
       Segundos estudos, o impacto de uma aula é feito de:
       - 55% estímulos visuais ( como você percebe, anda e gesticula)
       - 38% estímulos vocais (como você fala, sua entonação e timbre)
       - 7% de conteúdo verbal ( o assunto sobre o que você fala).


       Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já
que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus
gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de
forma interessante.


12.6 – A METODOLOGIA


                    A metodologia usada pelo professor deverá favorecer a
correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos e que estes
possam assimilar mais facilmente os mesmos a partir de atividades concretas e
significativas. A criatividade, a pesquisa e a ousadia por parte do professor,
certamente revolucionará a questão metodológica na escola. Saber escolher um
texto, selecionar atividades interessantes, proporcionar momentos lúdicos no
trabalho com o conteúdo, usar recursos tecnológicos disponíveis, enriquecer as
aulas com materiais diversos, são apenas alguns exemplos metodológicos que
podem ser utilizados pelos docentes. Tudo isso, nada mais é do que explicar
                                                                                  44
através da experiência, o que em outras palavras é a relação e unidade entre
teoria e prática. As atividades poderão ser individuais ou em pequenos e grandes
grupos. A metodologia é identificada observando-se a postura do professor em sala
de aula.


  PRINCIPIOS PARA GARANTIR A UTILIZAÇÃO DE UMA BOA METODOLOGIA
Individualização, a palavra-chave: é imprescindível, em uma aula respeitar as
características de cada aluno, através da percepção do seu perfil e do mapeamento
das suas facilidades e dificuldades para fazer um trabalho adequado às suas reais
necessidades.



Conceitos por exercícios e aplicações: a teoria deve ser apresentada na forma de
exemplos e aplicações, mostrando ao aluno a utilidade prática do que ele está vendo.
Este tipo de abordagem atrai a atenção do aluno naturalmente, de modo que a
abordagem teórica (apenas quando necessário) após os exemplos é facilitada,
fazendo o aluno criar uma linha de raciocínio mais rapidamente.



Aprender com siginificação: o aluno aprende melhor e tende a não errar quando sabe
o significado do que está fazendo.



         PESQUISA-AÇÃO COMO MÉTODO DE ENSINO

                Espera-se que a educação do futuro seja mais democrática e menos
excludente, utilizando a Pesquisa-Ação como instrumento didático e metodológico no
processo de ensino e aprendizagem, onde os seus agentes – professor e aluno –
interajam de modo cooperativo e participativo, envolvendo-se de forma ativa na
“construção” do conhecimento, pois, “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem
ensino”. Destarte, cabe ao professor recorrer inclusive à forma lúdica como
instrumento metodológico de ensino/aprendizagem para facilitar a compreensão dos
temas estudados, desta forma os alunos estariam sendo mais ativos e participativos
no processo cognitivo das atividades desenvolvidas utilizando a Pesquisa-Ação como
uma ferramenta de suporte de ensino e aprendizagem, onde o mais importante do
que aprender e “aprender a aprender”. Para que a sala de aula se transforme em
lugar de pesquisa é necessário que haja um encaminhamento de qualidade no
ensino, os conteúdos precisam ser apresentados mantendo as experiências dos
alunos. É o “ensino situado” de que fala FREIRE (1976). Este tipo de ensino imprime
maior significado tanto aos conteúdos a serem estudados quanto às próprias
experiências dos alunos, permitindo a formação de um cidadão consciente e
transformador, ou seja, “[...] ensinar passa a ser, então, dar condições ao aluno para
poder participar do processo de fazer o conhecimento histórico, de construí-lo”.

Todavia, cabe ao professor ajudar o aluno a adquirir ferramentas necessárias para
que tenha o hábito de aprender a pensar historicamente, sendo utilizado o método de
pesquisa-ação como instrumento para alcançar o objetivo da disciplina de “formar
cidadão”, no sentido de individuo atuante, crítico, reflexivos e agentes formadores
daquela realidade, tendo a escola o espaço de construção para adquirir e produzir


                                                                                    45
conhecimento         por        meio        da        interação        professor/aluno.


13.7 - UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLÓGICOS


         Os recursos didáticos e tecnológicos são de grande valia para o processo
ensino-aprendizagem, pois oportunizará       um acréscimo ao conteúdo que está
sendo visto em sala de aula,           possibilitando reflexões sobre o assunto,
esclarecimentos de dúvidas e também a socialização de alunos, quando ocorrer
trabalhos em grupo. Quando o professor          utilizar qualquer recurso didático ou
tecnológico deverá esclarecer para os alunos os objetivos que pretende alcançar
com aquela atividade, as formas de avaliação adotadas e como será realizada a
devolutiva pelos mesmos.
       Os recursos didáticos e tecnológicos mais comuns nas escolas são:


               LIVRO DIDÁTICO-: O livro didático é instrumento específico e
importantíssimo de ensino e de aprendizagem formal. Muito embora não seja o único
material de que professores e alunos vão valer-se no processo de ensino e
aprendizagem, ele pode ser decisivo para a qualidade do aprendizado resultante das
atividades escolares.
             Todos os componentes do livro didático devem estar em função da
aprendizagem que ele patrocina. Como um livro não se constitui apenas de
linguagem verbal, é preciso que todas as linguagens de que ele se vale sejam
igualmente eficientes. O que significa que suas ilustrações, diagramas, tabelas e
outros, devem refinar, matizar e requintar o significado dos conteúdos e atitudes que
essas linguagens ilustram.
         Num livro didático, tudo precisa estar em função da situação coletiva da sala
de aula, para com ele se aprender conteúdos, valores e atitudes específicos, sendo
que se espera que a aprendizagem não se processe apenas pela leitura das
informações que o livro fornece, mas também pela realização das atividades que ele
sugere. Assim, a qualidade dos conteúdos do livro didático – informações e atitudes –
precisa ser levada em conta nos processo de planejamento, bem como,
posteriormente, no estabelecimento das formas de sua leitura e uso.
Se através do livro didático o aluno vai aprender, é preciso que os significados com
que o livro lida sejam adequados ao tipo de aprendizagem com que a escola se
compromete.
        O caso é que não há livro que seja à prova de professor: o pior livro pode ficar
bom na sala de um bom professor e o melhor livro desanda na sala de um mau
professor. Pois o melhor livro, repita-se mais uma vez, é apenas um livro, instrumento
auxiliar da aprendizagem.
       Nenhum livro didático, por melhor que seja, pode ser utilizado sem adaptações.
Como todo e qualquer livro, o didático também propicia diferentes leituras para
diferentes leitores, e é em função da liderança que tem na utilização coletiva do livro
didático que o professor precisa preparar com cuidado os modos de utilização dele,
isto é, as atividades escolares através das quais um livro didático vai se fazer
presente no curso em que foi adotado. O uso do livro didático precisa resultar do
exercício consciente da liberdade do professor no planejamento cuidadoso das
atividades escolares, na preparação das aulas rotineiramente, o que reforçará a
                                                                                      46
posição de sujeito do professor em todas as práticas que constituem sua tarefa
    docente, em cujo dia-a-dia ele re-escreve o livro didático, reafirmando-se, neste
    gesto, sujeito de sua prática pedagógica e um quase co-autor do livro.


           QUADRO NEGRO -: O quadro de escrever, também chamado de quadro de
    giz, quadro-negro ou lousa, é visto pela maioria dos professores como um
    equipamento de sala de aula, mas ele também pode ser encarado como um ótimo
    recurso visual. A seguir, apresentamos algumas recomendações no uso do quadro-
    negro:
•   Deve-se evitar fazer longas transcrições no quadro, para não tornar a aula monótona.
•   Evitar também falar enquanto estiver escrevendo no quadro; o professor, por outro
    lado, não deve ficar longo tempo em silêncio e sim se dirigir à classe de vez em
    quando.
•   Procurar dividir o quadro em várias partes, usando traços verticais e, ao escrever, não
    ultrapassar os limites marcados.
•   Sublinhar o que achar mais importante e usar cores diferentes quando quiser
    ressaltar palavras ou expressões ou mesmo alguma frase importante.
•   Usar letra bem legível, de preferência a letra cursiva, mas se o professor não tiver a
    letra legível, é preferível utilizar a letra de forma.


                CARTAZ: O cartaz caracteriza-se por apresentar através de ilustrações,
    textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta sobre o tema em debate. As
    ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que
    se quer transmitir. Ele deve ser motivador, instrutivo e divulgador. Todos os cartazes,
    antes que serem afixados nas salas de aula ou murais da escola, deverão passar por
    um rígido controle caligráfico e ortográfico, além de ser necessário verificar a
    estética dos mesmos.


                MURAL DIDÁTICO-: Os murais didáticos são quadros onde colocamos
    alguns textos e ilustrações, que serão utilizados em sala de aula para, entre outras
    coisas, despertar o interesse da turma, introduzir uma nova unidade de estudo,
    complementar aulas ou ainda para avaliar um tema estudado. O mural é um material
    didático diferente do cartaz, enquanto o mural necessita de explicações,
    comparações e deve permanecer em sala de aula por tempo suficiente para a
    aprendizagem ser recebida, o cartaz transmite a mensagem de uma idéia de maneira
    mais rápida. Cada sala ambiente pode ter o ser mural didático.


              DVDS/VÍDEO-: Filmes e reportagens são recursos importantes para que o
    professor possa contextualizar o conteúdo visto em sala de aula. Porém devem ser
    usados de forma a facilitar a aprendizagem dos alunos. Isto não deve ser feito de
    improviso e sem um objetivo definido.        TV e vídeo encontraram a fórmula de
    comunicar-se com a maioria das pessoas, tanto crianças como adultas. Depois do
    trabalho realizado, as atividades feitas com vídeos ou DVDs, deverão tornar-se uma
    ação concreta por porte dos alunos, como por exemplo, um relatório, uma síntese,
    dramatização, entre outros.


              TV-: Os professores poderão estimular os alunos a assistirem programas
    informativos, para a realização de diversas atividades em sala de aula. A função da
                                                                                         47
escola é formar telespectadores consciente, capazes de “ler” a televisão sob o prisma
de ética e da cidadania, e ensinar os alunos e ver a televisão, com o olhar crítico.


          RETRO-PROJETOR-: Serve para sintetizar o conteúdo em pontos chaves,
para que o professor faça explanação ou revisão, dinamizando a aula. Ele é um
valioso recurso de apoio à comunicação do pensamento. Algumas vantagens são
evidenciadas no uso deste aparelho:

   •   Adaptação em qualquer ambiente;
   •   Projeção colorida;
   •   Facilidade de comunicação visual e de transporte;
   •   Possibilidade de uso sem tela de projeção;
   •   Facilidade de ligar e desligar sem provocar distrações.
       Para melhor utilização do retro projetor é necessário posicioná-lo num lugar
estratégico para que não atrapalhe a visão do público, cuidar para que todos os slides
tenham a mesma aparência e evitar cópias de livros e sua leitura através dos slides.

          MAPAS CARTOGRÁFICOS-: A maioria dos livros didáticos apresenta o uso
de um mapa ilustrativo, não se importando em ensinar como lê-lo. Sabendo que o
mapa possui uma linguagem complexa, e de sua importância para os indivíduos, é
fundamental uma proposta de atividade que auxilie os educandos a decodificar os
símbolos apresentados no mapa tornando possível a sua leitura. O mapa possibilita
visualizar a organização do espaço de forma ampla numa linguagem monossêmica,
ou seja, uma linguagem de comunicação visual, sintética e rápida. Ler mapas é
decodificar os símbolos para entender sua linguagem e informar-se. Ao ensinar
mapas, é necessário considerar que estes são produzidos sobre uma malha de
coordenadas que garantem fazer uma localização precisa de qualquer ponto no
planeta; resultam de uma redução da área representada com proporção; estão
representadas três dimensões do espaço (altura, comprimento e largura) no plano
através das relações matemáticas que dependem do tipo de projeção; e que sob o
mapa-base fazemos mapas temáticos utilizando signos, que são as informações
espaciais. O Mapa um recurso tão rico para estudo do espaço local e regional, foi
sendo utilizado ao longo do tempo erroneamente. Criou-se a idéia que este estava
somente para memorização de países e capitais, formas de relevo, climas, etc. enfim,
localização.. Também utilizado em sala de aula na posição vertical criou o hábito de
se usar os temos “ lá em cima no Amazonas”, “nos estados abaixo, no Sul”, “ a
Europa o centro da terra”, e muitos outros que constroem no psique da criança que o
globo terrestre (esférico) pode estar perfeitamente representado como uma fotografia,
de forma representativa autêntica, projetado de forma plana. O estudo das projeções
vêem lucidar idéias, das várias formas de representar uma esfera no plano e por
conseqüência , o mapa. Trabalhar com mapas com os alunos é como trabalhar com o
dicionário, eles precisam descobrir a importância em saber usá-los e aprender como
fazer isto. Muitas vezes na escola nos centramos muito em ensinar o conteúdo por si
só e deixamos de fazer realmente o aluno saber usar o instrumento. Primeiro
deveriamos, criar a necessidade da utilização do mapa, por exemplo: descreva uma
viagem de Nova Andradina a Campo Grande: estradas/direção/distância/relação
distância linha reta e a real/ etc.A partir de quando o aluno demonstrasse interesse
por saber como se colocou isto no papel então se passa a desvendar os conteudos
mas subjetivos que são mais dificil de decifrar.

         TELAS DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS-: A estratégia utilizada para que o aluno
se veja presente na discussão da cartografia histórica e/ou científica e na prática da
leitura de imagem, leva-nos a refletir sobre alguns passos analíticos que podem ser
úteis ao trabalho dos professores com os alunos na sua prática didática.
                                                                                    48
Passo I: apresentar ao aluno um mapa sem qualquer legenda ou crédito. A seguir,
pedir a ele que observe a imagem e, antes de mais nada, descreva livremente o que
está vendo. A intenção é permitir que o aluno associe o que está vendo às
informações que já possui, levando em conta, portanto, seu conhecimento prévio.
Nessa leitura inicial, o aluno é estimulado a identificar o tema, os personagens, suas
ações, posturas, vestimentas, calçados e adornos, o caráter histórico ou científico, os
objetos presentes na cena e suas características, o que esta em primeiro plano e ao
fundo, se é uma cena cotidiana ou rara. Pede-se, também, que o aluno exponha se a
imagem expressa características da vida urbana ou rural, se apresenta semelhanças
urbanísticas entre onde ele mora e o descrito na cena. Enfim, procura-se, nesse
primeiro momento, estimular no aluno o senso de observação e a capacidade de
levantar hipóteses e traçar comparações.

Passo II: buscar juntamente com os alunos o máximo de informações internas e
externas à tela. Para obter as informações internas, fazer perguntas do tipo: O que é
isto? O que retrata? Para que serve aquela representação? Com relação às
informações externas, perguntar: Quem fez? Para que fez? Em que contexto a tela foi
elaborada?

Passo III: de posse das informações obtidas na pesquisa, pedir aos alunos que
produzam uma legenda para o mapa em foco. Comentar com eles que, além de
fornecer informações sobre o mapa, a legenda deverá dialogar com ele.

         APARELHOS DE SOM/ MICRO SYSTEM-: A música faz parte do vida do
homem. É física, intelectual, sentimental, sensitiva e organizacional. Pertence ao
contexto social, humano, natural e não há como ser desvinculada da realidade.
            Tem-se na música uma grande aliada para tratar as diversas áreas do
conhecimento. A escola precisa descobrir      o verdadeiro sentido da mensagem
musical, válida por si mesma e rica em seu conteúdo, a ponto de mobilizar o aluno,
levando-a a concentração, reflexão e memória musical, conduzindo-o à criação,
baseada na análise e síntese, na curiosidade e fantasia. Com base na importância
da musicalização no processo de aprender, faz-se necessário o uso de aparelhos de
som em sala de aula, pelo fato de atender a uma necessidade vital e espontânea do
aluno de cantarolar, dançar, movimentar-se, inventar, correr, brincar, além de
promover a socialização e articulação do desenvolvimento integral do mesmo. A
música deve ser utilizada como apoio na aplicação dos conteúdos propostos em
todos os anos de ensino, todavia sua utilização deve estar atrelada aos objetivos
propostos pelo professor em seu planejamento, e não pelo simples fatos de
preencher lacunas na metodologia escolar.


           DATA SHOW-: O data-show dá qualidade à aula quando projeta no telão a
síntese dos pontos do conteúdo a ser ministrado, projeta filmes, exibe a internet, usa
figuras, sons, imagens, etc. É um grande instrumento a serviço das práticas
pedagógicas. Todavia o data-show não pode substituir o professor. Ele deve ser
utilizado como mais um instrumento auxiliar entre o professor e ao aluno em sala de
aula. Aulas somente com o data-show cansam os alunos, diminuindo o rendimento do
conteúdo ministrado. Jamais poderá ser usado como projetor de um texto. Para isso
temos os retro projetores, que se utilizado para este fim terá um custo bem menor
para a escola. Em hipótese nenhuma o professor poderá ficar sentado ao lado da
máquina lendo o que nesta sendo projetado. Não podemos de forma alguma
transformar a relação professor x aluno em algo mecânico e robotizado. Ao contrário
esta relação tem que ser cada vez mais humanizada.


                                                                                     49
12.8 – O PLANEJAMENTO DE ENSINO


                 Na prática atual o Planejamento de Ensino se restringiu apenas no
preenchimento de um formulário, previamente padronizado, para ser entregue à
Coordenação Pedagógica da escola. Todavia, o planejamento vai além desta
missão meramente burocrática. Planejar representa a busca de significação para a
prática docente. O Planejamento é um processo que envolve todas as intenções
do educador, é em outras palavras um ato de pensar o fazer pedagógico.
Planejar é formular projetos e propostas, é assumir e vivenciar no cotidiano da
prática docente, o processo de reflexão. Vale considerar que refletir é um ato de
pensar, talvez retomar, revisar, analisar com cuidado. Esta deve ser nossa prática
ao planejar diariamente. O Planejamento é acima de tudo, uma atitude crítica do
educador diante de seu trabalho docente. É o compromisso firmado, a
responsabilidade assumida, a alegria da ação. Não importa se o documento
oriundo da prática de planejar vai ser formalizado num formulário ou numa ficha,
o que importa é que ele reflita a realidade e que realmente sirva de norte para
os professores que o elaboraram. O que é fundamental é que ocorra o
processo de ação-reflexão-ação na prática do professor e no seu planejar.


12.9 – TAREFA DE CASA


          As tarefas servem para fixar o conteúdo apresentado em classe, identificar
dúvidas, desenvolver a responsabilidade, além de formar o hábito de estudo. Realizar
as tarefas solicitadas pelo professor é, portanto, um dever que não pode ser
esquecido. Sugere-se ao professor que ao aplicar um conteúdo observe as
dificuldades que os alunos apresentam durante o momento da explicação, de forma
que ao elaborar as atividades que serão enviadas para casa, essas abordem o
necessário, para que seus alunos compreendam com clareza o conhecimento no qual
se deseja transmitir. O ideal é que as estratégias sejam bem definidas e as
orientações das tarefas sejam passadas de forma clara e objetiva, tornando os alunos
capazes de fazerem a diferença, no sentido de consolidar os conteúdos apresentados
em classe, de forma que tenham um bom desempenho na evolução da
aprendizagem. O professor pode e deve orientar seus alunos, ensinando-lhes qual a
melhor forma de estudar no ambiente de casa, atingindo os reais objetivos que são
propostos de acordo com cada atividade.
       As atividades devem ser desafiadoras, porém compreensíveis aos alunos, os
conteúdos pedagógicos devem ser bem definidos de forma que as estratégias sejam
bem específicas.
          E importante desenvolver a consciência de que as tarefas de casa não
foram criadas apenas para preencher o tempo do aluno em casa, mas sim com um
objetivo real e importante para o desenvolvimento do aluno no processo educacional.
Estas normalmente são apresentadas diariamente na forma de exercícios, problemas,
redações, pesquisas, entrevistas, textos ou livros indicados para leitura ou estudos
no próprio livro didático. A ausência à aula não é motivo para deixar de fazer a tarefa
de casa. Se a falta ocorrer no dia da apresentação da tarefa, o aluno deverá
apresentá-la ao professor do dia seguinte, impreterivelmente.


                                                                                     50
12.10 – SALAS AMBIENTES


     A característica principal do sistema de salas ambientes reside na variedade e na
natureza das atividades, uma vez que nelas se oferecem                   oportunidades
diversificadas e liberdade na escolha e manuseio de materiais, além de proporcionar
a ampliação dos espaços de trabalho e circulação dos alunos e desencadear uma
relação significativa com o professor. As salas ambientes consistem, pois, em
espaços físico-pedagógicos organizados, com vistas a estimular todas as áreas do
conhecimento de modo a contemplar o aluno como um todo. O trabalho não pode ser
realizado, portanto, de forma fragmentada, mas desenvolvido a partir de projetos e
que visam a interdisciplinaridade, à construção do conhecimento e à interação do
individuo com o meio, dando oportunidades para o criar, até apropriar-se da
realidade que o cerca.
    A sala de aula tradicional na maioria das vezes é chata e monótona, sem nenhum
atrativo, a começar pela disposição das cadeiras e carteiras, a colocação da mesa do
professor e da lousa.
Toda essa organização não permite um trabalho mais dinâmico e racional que venha
possibilitar uma integração entre os alunos, pois em dados momentos quando é
exigida a sua participação não há como observar ou prestar a atenção no colega, por
apenas olhar para a sua nuca ou ter que virar. Esta condição incômoda não
proporciona um bom resultado na construção do conhecimento, na formação
comportamental e organizacional. Outro agravante está relacionada à posição da sala
em relação à lousa e a forma que se trabalha em sua superfície.
        Planejamento é tudo: A sala reflete o planejamento do conteúdo a ser
ministrado no bimestre. Organizar o conteúdo e as atividades PLANOS DE AULA é
fundamental para a boa utilização da sala ambiente. Com o Planejamento é possível
selecionar materiais para a construção da sala Ambiente naquele bimestre.
      A Sala-ambiente é mais que um espaço decorativo. Os recursos didáticos não
devem funcionar como meros enfeites. Para evitar essa situação, eles precisam, de
fato, ser utilizados regularmente. O trabalho em sala ambiente exige uma pré-
organização e algumas condições, são elas:
• O espaço deverá ser usado pelo professor da maneira que lhe melhor convier e
aqueles que utilizarem do espaço deverá ter plena responsabilidade por tudo o que
ali se encontra;
• A organização das carteiras e cadeiras obedecerá às necessidades do trabalho
proposto e preparado para aquele dia.
• As aulas deverão ser de preferência dobradas e raramente uma aula.
• A biblioteca continua essencial. A sala-ambiente reúne os livros de uma
determinada disciplina, mas a biblioteca dispõe de muito mais. Publicações que não
são específicas de um campo são igualmente úteis e interessantes.
• Os laboratórios têm funções específicas. Apesar de a classe de Ciências reunir o
material relacionado a Biologia, Física e Química, a maioria dos experimentos
continua sendo feita nos laboratórios. Esse local concentra equipamentos, reagentes e
instalações adequadas para essas atividades, como bancadas e pias.


                                                                                    51
• Ter no espaço os armários dos professores que trabalham naquela sala nos vários
períodos ou no mesmo período.
• Ter armário para a guarda de trabalho dos alunos, de preferência que possam ser
fechados, por uma única razão, ficam protegidos de poeira, poluição, sol, umidade,
etc. Quanto a possibilidade de outro aluno danificar ou pegar o trabalho de um
colega, será necessário um trabalho de conscientização destes para que aprendam a
respeitar o espaço coletivo e a importância do trabalho do seu colega para o seu
aprendizado.
• Possuir prateleiras, com portas, para a guarda de livros paradidático que
possibilitem a consulta e pesquisa durante a aula.
• Ter instalações elétricas suficientes para a realização de trabalhos e atividades.
• No caso da sala de Ciências e Arte é necessária a construção de bancadas de tijolo
com superfície de concreto (com ferragem interna), com ou sem armários na parte
inferior. Neste espaço deverão ser colocadas banquetas e não cadeiras, por serem
mais adequadas ao trabalho em bancadas.
No caso das salas de História e Geografia é preciso um espaço para a colocação de
mapas.
• Para que o trabalho em sala ambiente tenha resultados mais amplos é necessário
que o número de aluno não ultrapasse a vinte e cinco por sala para a primeira a
quarta série e de trinta para salas de quinta a oitava série.
Algumas opções mais sofisticadas são indicadas para estas salas, mas comuns fora
da escola, como:
• Possuir um monitor de televisão com um aparelho de vídeo cassete.
• Retroprojetor.
• Episcópio.
• Projetor de slides.
• Uma sala exclusiva para informática (laboratório).
• Uma biblioteca ou sala de leitura (são diferentes quanto a organização e utilização).


Vantagens para os alunos: A sala-ambiente quebra a rotina de uma sala de aula
tradicional, propiciando novas experiências. Os alunos passam de uma aprendizagem
passiva para uma atitude ativa de conquista do conhecimento. Suas habilidades de
relacionamento interpessoal crescem, assim como a solidariedade, a cortesia, a
empatia, a responsabilidade para com o grupo. Eles ouvem e são ouvidos, aprendem
com os companheiros e os ensinam, além de manterem uma relação mais próxima
com o professor. O resultado é uma melhora significativa no aproveitamento, com
ganhos de até 42%.

Vantagens para o professor: Na sala-ambiente, o professor tem mais acesso ao
aluno. Conhecendo-o melhor, pode localizar e conduzir com mais eficiência seu
processo de aprendizagem. A ordem na sala é da maior qualidade, pois os alunos
estão mais envolvidos no processo de aprendizagem. O professor faz um
planejamento único para o bimestre, com estratégias diversificadas para cada ciclo,
aumentando sua capacidade de organização, sua competência e capacidade lógica.
                                                                                       52
O resultado é um ganho estupendo de aprendizagem para os alunos e um maior
prazer no trabalho.

As aulas vão além dos conteúdos. A organização da escola em salas-ambiente não
pode privilegiar apenas os conteúdos, em detrimento de uma formação mais ampla
de crianças e jovens.


13 - REGIME ESCOLAR


13.1 – MATRÍCULA


        A matrícula é o ato formal que vincula o aluno à escola. Ela será efetuada pelo
próprio aluno quando maior de idade e pelos pais ou responsáveis legalmente
constituídos, quando for menor de idade.


13.2- TRANSFERÊNCIA


         A transferência é a passagem do aluno de uma para outra unidade escolar,
inclusive de país estrangeiro, com base na equivalência e aproveitamento de estudos.


13.3 – CONTROLE DE FREQÜÊNCIA


         A freqüência mínima exigida dos alunos é de 75% (setenta e cinco por
cento) do total de horas letivas, comprovadas ao final de cada ano. Quando o
aluno for matriculado após o início do ano letivo, a freqüência será computada a
partir da data de sua matrícula na escola.
       A Unidade Escolar adotará providências internas capazes de estimular a
presença do aluno às atividades letivas e realizará acompanhamento da sua
freqüência por meio de um sistema de comunicação com as famílias. Caberá
também a Escola o encaminhamento ao Ministério Público ou Conselho Tutelar a
relação dos alunos que não estão freqüentando as aulas.


13.4 – APROVEITAMENTO DE ESTUDOS


       O Aproveitamento de Estudos é a verificação da possibilidade de equivalência
dos conteúdos ou das competências obtidas por meios formais ou informais na etapa
do ensino fundamental ou do ensino médio, com vistas à continuidade dos estudos.


13.5 – ADAPTAÇÃO

                                                                                     53
A adaptação de estudos é o conjunto de atividades didático-pedagógicas
desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais do ano em que o aluno se
matricular, para que possa seguir, com proveito, o nono currículo. Ela será exigida
quando, no currículo existir(em) área(s) de conhecimento ou disciplina(s) da Base
Nacional Comum e Parte Diversificada não cursada(s) no(s) ano(s) anterior(es) ou
caso não haja equivalência de conteúdos.


13.6 - CLASSIFICAÇÃO


          A Classificação é o procedimento que a Unidade Escolar adota, para
posicionar o aluno em um dos anos do Ensino Fundamental, Médio, Educação de
Jovens e Adultos e Educação Profissional, baseando-se nas suas experiências e
desempenho, adquiridos por meios formais e informais. Ela poderá ser realizada
das seguintes formas:
-por promoção, para educandos que          cursaram, com aproveitamento, a série
anterior na própria Unidade Escola;
-por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas do país ou do
exterior, efetuando-se, quando necessário, avaliação que defina seu grau de
desenvolvimento e experiência;
-por avaliação, feita pela Escola, independentemente de escolarização anterior,
que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua
matrícula na série adequada.


13.7 – ACELERAÇÃO DE ESTUDOS


          A Aceleração de Estudos é o mecanismo utilizado pela Unidade escolar, a
partir do 2º ano do Ensino Fundamental, que visa superar o atraso escolar do aluno
em relação á idade/ano, de forma a atingir o nível de desenvolvimento próprio para a
sua idade, assegurando atividades didático-metodológicas e avaliações estabelecidas
em projeto especifico. O atraso escolar ocorre quando o aluno está atrasado dois
anos ou mais entre a idade cronológica e o ano em que está matriculado.


13.8 - AVANÇO ESCOLAR


       O avanço escolar é a promoção em anos ou etapa de ensino da educação
básica do aluno com características especiais, que comprove            domínio de
conhecimento e maturidade para o aluno ou etapa de ensino superior àquela em que
se encontra matriculado. Quando necessário, a escola mediante a avaliação do
rendimento escolar, poderá reposicionar o aluno por meio do avanço escolar, todavia
o mesmo só poderá ocorrer no prazo de noventa dias à partir do inicio do ano letivo.



                                                                                  54
13.9 – A AVALIAÇÃO

      13.9.1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

       Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, ao se efetivar uma avaliação,
deve-se considerar os Conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais como
componentes que promovem as capacidades motoras, de equilíbrio, de autonomia,
de relação interpessoal e de inserção social.

        O professor, em sua prática pedagógica, deve ter consciência de que essas
dimensões são objetos de aprendizagem que estão presentes em todas as atividades
e contribuem para o desenvolvimento da capacidade dos alunos para uma
participação ativa e transformadora, sendo necessário, portanto, observar-se o
tratamento, a seleção e a organização que são dados a esses componentes
essenciais no processo avaliativo.

1 .Avaliação dos Conteúdos Conceituais

       A aprendizagem dos Conteúdos Conceituais envolve a abordagem de
conceitos, fatos e princípios que possam conduzir o aluno à representação da
realidade, operando através de símbolos, idéias, signos e imagens. Para isso, o aluno
precisa adquirir informações e vivenciar situações-problema que lhe permitam a
aproximação de novos conhecimentos, que o conduzam à construção de
generalizações parciais e que, ao longo de suas experiências, possibilitar-lhe-ão a
elaboração de conceitos mais abrangentes.

2 - Avaliação dos Conteúdos Procedimentais

        Os Conteúdos Procedimentais devem proporcionar aos alunos autonomia para
analisar e criticar os resultados obtidos e os processos colocados em ação para
atingir as metas a que se propõem nas atividades escolares. A consideração dos
Conteúdos Procedimentais no processo de ensino é de fundamental importância,
uma vez que permite incluir conhecimentos que têm sido tradicionalmente excluídos
do ensino, como documentação, organização, comparação dos dados,
argumentação, verificação, revisão de textos escritos, dentre outros tantos e
inumeráveis fatores.

3. Avaliação dos Conteúdos Atitudinais

        Os Conteúdos Atitudinais desenvolvem normas e valores que permeiam todas
as ações educativas. A não compreensão desses valores pelos educadores conduz
os educandos à aquisição de conhecimentos que não favorecem a formação de boas
atitudes, restringindo o conhecimento apenas ao âmbito puramente conceitual.
Nesses conteúdos é possível e necessário identificar as dimensões procedimentais,
atitudinais e conceituais, com a finalidade de que o processo de ensino e
aprendizagem não se restrinja ao módico processo de reprodução das coisas. Não
se pode aqui tratar dessas questões sem que se traga à luz da discussão
exemplificações, de modo que todos os conteúdos devem ser trabalhados de forma
integrada e o professor deve ter esta intencionalidade mediante qualquer tema ou
assunto trabalhado em sala de aula, levando-se em consideração os critérios que
deverão ser avaliados dentro destas três dimensões acima citadas.

Para se desenvolver a temática de poluição ambiental, deve-se levar em conta, por
exemplo:

                                                                                   55
A. Conteúdos Conceituais:

- Detectar os tipos de poluição que prejudicam o meio ambiente;

- Identificar as causas que provocam a poluição;

- Identificar o tempo de desgaste dos materiais poluentes;

- Analisar as conseqüências.

B. Conteúdos Procedimentais:

- Desenvolver pesquisas sobre o tema e compartilhar as informações coletivamente;

- Observar às causas e interferir nos efeitos da poluição;

- Aprender formas de aproximar-se de informação para verificar hipótese.

C. Conteúdos Atitudinais:

- Conscientizar-se da importância de se preservar o meio ambiente;

- Utilizar diferentes fontes de informações, como forma de combate à poluição;

- Sentir-se parte integrante e ser responsável pela qualidade do meio em que vive.

       Não basta que se vinculem as ações desses conteúdos, mas que se proponha
à dinamização da integração dessas ações, de maneira que se distribua, canalize e
tenha resultados que possam estar interligados aos fatores de conservação da idéia
natural de educar, de mediar os conhecimentos através de uma metodologia didática
de conhecimento e de informação, para que não se faça do sistema de avaliação uma
‘arma’ metodológica de punição, como se tem feito até muito pouco tempo atrás.



      13. 9.2 – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS


       Toda avaliação deve promover mudanças e várias alternativas podem ser
utilizadas pelos professores para torná-la mais significativa, tanto para os alunos,
quanto para a escola. Entre elas podemos destacar a avaliação feita pelo
próprio aluno da sua produção, na perspectiva que ele perceba seus pontos
fortes e também sua dificuldades. O professor será o mediador neste processo
de levar o aluno a olhar criticamente os resultados do seu trabalho e o que
aconteceu no período da realização do mesmo. Desse modo o erro deixa de ser
fracasso e incompetência e passa a ser instrumento metodológico para reflexão
e novos direcionamentos para o trabalho do professor.
      Outro procedimento que pode enriquecer a percepção avaliativa é levar o
aluno a ver seu trabalho pelo olhar do outro. Os alunos não são iguais e a
diversidade é fundamental para     a interação e para a melhoria do seu
desempenho individual.



                                                                                     56
Considerando a avaliação processual e contínua, surge a necessidade de
instrumentos que registrem regularmente as experiências vividas e/ou
observadas em sala de aula.
          O Relatório Descritivo é um dos possíveis mecanismos que permite
acompanhar a todo o momento o andamento das atividades, auxiliando a identificar
com maior agilidade e segurança os pontos críticos que demandam atenção, além
de proporcionar uma visão geral do processo. Neste relatório estarão
relacionados aspectos como: participação dos alunos nas aulas, interesse pelas
atividades desenvolvidas, assiduidade, socialização com os demais colegas e com
os professores, seus avanços e recuos em relação ao conteúdo. Através do
Relatório Descritivo o professor poderá estar diagnosticando dia a dia o aluno,
promovendo meios para ajudar aqueles que têm mais dificuldades.
      Nas avaliações mensais cada professor estará avaliando seus alunos durante o
trabalho com cada conteúdo. Ao trabalhar uma unidade, irá diagnosticando os
resultados, sabendo assim se poderá avançar ou se deverá dispensar um pouco
mais de tempo, até a assimilação do conteúdo. Uma disciplina, por exemplo, que
trabalhar        5 (cinco) unidades diferentes durante o bimestre, deverá efetuar 5
(cinco) avaliações, não significando que o professor deverá aplicar 5 provas, pois
existem outras formas de avaliação ( produção de texto, pesquisa, desenho,
resenha, síntese, simulado, avaliação oral, teste, seminário, trabalho em grupo, etc).
Todas as formas de avaliação deverão ser registradas no PLANEJAMENTO DE
ENSINO. Este controle deverá ser rígido, pois caso os pais dirijam-se à Escola o
professor ou coordenação pedagógica         saberá    argumentar sobre os critérios
avaliativos utilizados.
         As provas bimestrais acontecerão numa semana estipulada pela escola.
Durante esta Semana as atividades ocorrerão da seguinte forma: na 1ª e 3ª aulas
“tira dúvidas” realizado em todas as salas e na 2ª e 4ª aulas provas e na 5ª o
aluno é dispensado e o professor fica na escola corrigindo as avaliações. No turno
noturno a primeira prova começa na 3ª aula. Outra opção é marcar uma prova a
cada dia letivo, esta ocorreria na primeira aula do período.
       As atividades avaliativas, testes, pesquisas, trabalhos, exercícios para casa,
continuarão a ser aplicados na escola, porém não serão o único critério para
promover o aluno no seu nível de ensino. O Relatório Descritivo, os avanços dos
alunos, a recuperação de estudos, o Conselho de Classe, influenciarão nesta
tomada de decisão.
      Nesta proposta o professor e a escola também passarão por um processo de
avaliação. Os alunos terão oportunidades de levantarem os aspectos positivos e
negativos de cada aula e da organização escolar, na premissa da melhoria da
qualidade do ensino e do replanejamento das ações metodológicas e
organizacionais.
          Não poderíamos deixar de abordar as dificuldades que a própria
legislação estadual nos traz quando se trata da avaliação, pois o que está previsto
em seus artigos e parágrafos é a classificação do aluno através de médias.
Temos consciência que mesmo mudando a prática avaliativa, quer seja com
relatórios descritivos, auto-avaliação individual ou em grupo, de nada adiantará se
terminarmos o processo com notas e médias, pois estaremos ainda classificando
os alunos. É urgente então uma revisão das leis que estão em vigor e maior
abertura da Secretaria de Estado de Educação em relação ao que propõe cada
Unidade Escolar.


                                                                                    57
O fundamental da prática avaliativa é que todos juntos, professores,
alunos, coordenadores, direção, administrativos e pais, reflitam sobre os acertos e
erros, transformando-os numa situação de aprendizagem para que todos possam
concluir: acertamos, erramos, aprendemos, assumimos             riscos, alcançamos
objetivos.


   13.9.3- TRABALHOS E PESQUISAS              ESCOLARES (INDIVIDUAIS OU EM
GRUPO)

         O Objetivo de um trabalho ou pesquisa escolar é agregar valor cultural e/ou
científico ao aluno. Funciona como uma das ferramentas de aprendizado que se
aplica ao aluno para que o ajude em sua formação profissional e na sua vida
pessoal, desenvolvendo o conhecimento geral e também sua capacidade de
raciocínio. A capacidade de raciocínio ajuda o aluno na hora que ele tiver de tomar
decisões, pois lhe proporciona maior capacidade de visualizar novas alternativas de
soluções para os problemas do dia a dia da vida real, com isso aumenta o valor do
capital humano que é o aluno.

       A Educação é mais do que a simples transmissão de conhecimento. É papel da
escola, e em conseqüência do educador, criar situações para que o aluno seja levado
a procurar o conhecimento, a fim de desenvolver competências e habilidades. Neste
sentido, entende-se que, para a realização de trabalhos escolares, os alunos devam
ser orientados a desenvolverem as habilidades de procurar, selecionar, comparar,
escolher e criticar. Quando há a ausência desses elementos os alunos deixam de
fazer pesquisa e realizam apenas “trabalhos-cópia”. Para que não ocorra isto a
interferência da escola neste processo é essencial e se faz urgente. É na escola,
prioritariamente, que o hábito de pesquisa deve ser implantado, desde o ensino
fundamental, aumentando a possibilidade de estender-se aos alunos do ensino
médio. Na verdade, o que se observa é que a “cola” tem acompanhado os alunos
durante toda a sua formação, portanto, a escola tem ajudado a perpetuá-la. Daí a
necessidade de se estabelecer critérios para a solicitação de trabalhos e pesquisas
escolares na Escola.

Critérios-:

   1. Só solicitar trabalhos e pesquisas escolares que sejam relevantes e contribuam
      efetivamente para a aquisição de novas competências e habilidades; A
      relevância do assunto – não se pode ceder à tentação, ao comodismo, à
      mediocridade de escolher um assunto cujo estudo e aprofundamento não
      contribuam efetivamente para o próprio amadurecimento cultural. Assim, o
      aluno dará alguma contribuição objetiva ao esclarecer melhor um problema, ao
      cobrir uma lacuna, ao corrigir uma falsa interpretação, ao eliminar aspectos
      obscuros, ao aprimorar a definição de um conceito ambíguo, ao promover o
      aprofundamento sobre um relevante tema pelo seu conteúdo e atualidade.
   2. Os alunos necessitarão de tempo hábil para a execução dos trabalhos ou
      pesquisas. Portanto marcar com bastante antecedência a data final para a
      entrega ao professor;
   3. Comunicar verbalmente e por escrito (cartaz afixado na sala de aula) todos os
      critérios avaliativos do trabalho, como por exemplo: data de entrega, critérios
      de organização, etc.
   4. Os trabalhos poderão ser digitados ou escritos à mão, conforme a
      possibilidade dos alunos;
   5. Sugerir fontes de pesquisa (biblioteca, internet, revistas, jornais, etc.);

                                                                                   58
6. Comunicar ao aluno que será solicitado do mesmo uma devolutiva do trabalho
       realizada em sala de aula no dia da entrega do mesmo. Esta devolutiva
       configura-se na produção de um texto individual sobre o tema da pesquisa,
       que será anexada ao trabalho. Combinar com os alunos a nota que será
       agregada ao trabalho, com a realização desta atividade.
   7. Caso o professor solicite uma pesquisa na internet, verificar se todos os alunos
       possuem condições de efetuá-la dentro do prazo estipulado e se dispõem de
       microcomputador para a pesquisa. Caso o aluno não possua internet,
       solucionar este problema juntamente com o professor da Sala de Tecnologias.
   8. Todo trabalho deverá ter no final uma conclusão pessoal de cada aluno
   9. Todos os trabalhos ou pesquisas escolares deverão ser corrigidos, dentro do
       prazo. Caso o trabalho não atinja a nota máxima, o professor deverá registrar
       na última folha do mesmo as observações necessárias que justifiquem a nota
       dada.
   10. Quando por motivos alheios à vontade do aluno, e houver Justificativa para
       sua ausência na escola e o mesmo não puder entregar o trabalho no prazo
       estabelecido, o professor cumpria o que está descrito no Regimento Escolar.
   11. Solicitar trabalhos que sejam compatíveis com a realidade financeira do aluno.
   12. Deixar o aluno livre para realizar o trabalho em grupo ou individualmente.

       O fundamental é que haja, nos alunos, mudança de postura em relação aos
trabalhos e pesquisas escolares, o que contribuirá para a melhor qualidade da
aprendizagem.

I. ESTRUTURA OBRIGATÓRIA DE TRABALHO ESCOLAR:

1. Capa

2. Folha de Rosto

3. Apresentação

4. Sumário

5. Textos ou Desenvolvimento do Conteúdo

6. Conclusão

7. Conclusão pessoal

8. Bibliografia



13.9.4 - SEMINÁRIO

         Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas
(uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto
predeterminado.
O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e
interpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos e / ou dados
quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas-positivas, experimentais
e humanas.

                                                                                    59
De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa
estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos:

   •    determinar um problema a ser trabalhado;
   •    definir a origem do problema e da hipótese;
   •    estabelecer o tema;
   •    compreender e explicitar o tema- problema;
   •    dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa );
   •    definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios;
   •    documentação e crítica bibliográficas:
   •    realização da pesquisa;
   •    elaboração de um texto, roteiro didático, bibliográfico ou interpretativo.


       Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico:
1º o professor fornece aos participantes um texto roteiro apostilado, ou marca um
tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a
discussão;
2º procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos. Cada grupo
terá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusões
particulares a que o grupo chegar;
3º cada grupo é designado para fazer:

   •    exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas
        estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc.Trata-se
        de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em
        estudo;
   •    contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado do
        texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor;
   •    apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos
        essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes
        que não o texto em estudo);
   •    levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para
        discussão;
   •    fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la;

4º plenário- é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo,
através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo.
O professor faz a avaliação sobre os trabalhos dos grupos, especialmente do que
atuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões .
Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser
acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem .


    Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termos
de roteiro as seguintes partes:

   •    introdução ao tema;
   •    desenvolvimento;
   •    conclusão.


                                                                                      60
13. 10 – PROCEDIMENTOS DE RECUPERAÇÃO


              Propondo a avaliação como diagnóstico do ensino-aprendizagem e
partindo do princípio que a mesma está a serviço da escola, do professor e dos
alunos, os Estudos de Recuperação serão uma estratégia de intervenção no
processo de aquisição do conhecimento, de reorientação da aprendizagem
desenvolvida pela escola, de levantamento dos pontos fortes e fracos e propostas
de alternativas que tornem mais eficiente o trabalho em sala de aula, visando
atingir um único objetivo que é a formação eficiente do aluno.
             Como a Recuperação Paralela em turno contrário não é possível na
escola, pois a Secretaria de Estado de Educação não oportuniza tal
procedimento, estaremos oferecendo aos alunos um tipo de recuperação dia a
dia, que nada mais é do que a atuação do professor tão logo seja
diagnosticado os problemas em relação à aprendizagem dos alunos, isto no
próprio período que o aluno estuda. Este tipo de recuperação, apesar de algumas
vantagens, traz também       muitas desvantagens que estão relacionadas à
disponibilidade de carga horária para o atendimento aos alunos, prejuízo no
desenvolvimento da ementa curricular, acomodação por parte do aluno, pois como
sabemos, ela não acontece conforme regulamenta o Artigo 24, Item V, alínea e, da
Lei 9.394/96 “de preferência paralela ao período letivo”.
             Apesar das desvantagens, esta recuperação se bem realizada, pode
contribuir para qualidade do ensino, pois como acontece dia a dia, o professor
intervirá quando constatar deficiências em relação aos objetivos previstos.
Metodologias específicas serão adotadas para constatar as deficiências de
aprendizagem dos alunos: exercícios em sala, diálogo com os alunos, testes e
trabalhos em grupos, são alguns exemplos que permitirão aos professores
diagnosticarem os alunos que não estão conseguindo assimilar o conteúdo. O
objetivo principal deste tipo de recuperação é o de garantir a aquisição do
conhecimento. Ficará a critério de cada professor a intervenção nas notas dos
alunos após a ocorrência da recuperação.


13.11 – EXAME FINAL


         Será encaminhado para o Exame Final o aluno com média anual inferior a
seis, o mesmo será promovido se obtiver nota igual ou superior a cinco.


13.12 – PROMOÇÃO


       Será considerado aprovado no ano cursado o aluno que obtiver freqüência
igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para
aprovação, média anual igual ou superior a 6,0 (seis), por área de conhecimento
ou disciplina ou média final igual ou superior a 5,0 (cinco), objeto do Exame
Final.


13.13 – RETENÇÃO
                                                                                61
Será considerado retido na série o educando que obtiver freqüência inferior
a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação,
independente dos resultados obtidos no aproveitamento e/ou média final inferior
a 5,0 (cinco) após Exame Final.


13.14 - A ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR


          Esta organização dar-se-á por meio de um conjunto de normas que visam
garantir o registro do acesso, da permanência e da progressão nos estudos, bem
como da regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo:
-Requerimento de Matrícula;
-Portaria;
-Diário de Classe;
-Parecer descritivo;
-Mapa colecionador de canhotos;
-Guia de Transferência e Histórico escolar;
-Ata de Resultados Finais.


         O número de alunos permitido por turma no Ensino Fundamental, Ensino
Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional está estabelecido em
legislação própria emanada pelo Sistema Estadual de ensino. No caso especifico
desta Unidade Escolar o número máximo de alunos que comporta cada sala de aula
é de 29 (vinte e nove) alunos.
           Para a definição do número máximo de educandos será observada a
capacidade física da sala, respeitada a legislação em vigor.
            Quando houver educandos com necessidades educacionais especiais, o
quantitativo por turmas será diferenciado e obedecerá a legislação em vigor.
          A organização de vida e escrituração escolar da Educação de Jovens e
Adultos e a Educação Profissional estão definidas em Projeto próprio aprovado pelo
Conselho Estadual de Educação


14. A DISCIPLINA NA ESCOLA


       Pensar em disciplina na escola é refletir sobre a própria organização
escolar e sua operacionalização. Uma pessoa “disciplinada”, que interage com as
outras pessoas tem sentimentos dentro de si, frutos da própria interação, tais
como: respeito, amizade, cooperação, comunicação, ordem, equilíbrio, sobriedade,
etc,. à medida que os acontecimentos influenciam a interação, os sentimentos
despertados podem ser diferentes dos indicados, pois quando o outro não age
                                                                                62
como eu gostaria que agisse, eu posso rejeitá-lo e agredi-lo, afastando-me e
isolando-me, mesmo sabendo que isto é desfavorável para mim.
    Na escola, tratando-se de uma coletividade que está em constante interação,
existem uma série de idéias variadas, de crenças, valores, experiências, estilo
comportamental, que traz inevitáveis diferenças entre os que se relacionam.
Quando nesta coletividade há o respeito pela opinião do outro, se a idéia de cada
um é ouvida, discutida, estabelece-se uma modalidade de relacionamento diferente
daquela em que não há respeito, nem diálogo. Quando eu tenho a liberdade de
dizer o que penso, quando tenho a humildade para reconhecer que estou errado,
torna-se ,mais fácil relacionar-se com as pessoas.
     O relacionamento pessoal pode tornar-se e manter-se harmonioso se não
houver o corporativismo e tende a tornar-se muito tenso e conflitivo se houver a
luta pelo poder, estabelecendo-se assim a divisão. Um ambiente agradável e
estimulante pode influenciar as relações interpessoais.
     Nas relações escolares entre professores x alunos, direção x alunos, direção x
professores, etc..., é extremamente importante o diálogo e a conquista. Saber
dialogar, trocar idéias, ouvir e também ser ouvido, propor sugestões para alunos
e colegas, poderão garantir a disciplina tão desejada. Atuar em conjunto é o
caminho para enfrentarmos os problemas gerados pela indisciplina. Buscar a
parceria dos pais e outros profissionais pode facilitar a tarefa pedagógica, que é
a responsabilidade principal da escola. Em conjunto, consegue-se resolver mais
adequadamente os problemas que aparecem. As soluções surgem mais
rapidamente quando dividimos nossas dificuldades.
       Podemos pensar em disciplina como tudo aquilo que se possa fazer sem
causar constrangimento a qualquer pessoa. Disciplina num sentido prático é a
harmonia entre direitos e deveres na prática da cidadania. É o cumprimento de
normas preestabelecidas pela coletividade e que é de conhecimento de todos.
Quando nesta coletividade definirmos e estabelecermos o que vem a ser
disciplina, tudo fica mais fácil de gerenciar.
     A escola que é uma instituição coletiva é imprescindível a autoridade do
diretor e dos professores para haver disciplina. Ter autoridade é ter capacidade
de se relacionar, de interagir. O diálogo responsável é o melhor instrumento para
manifestar a prática democrática na escola e é através deste diálogo que se
efetivará a disciplina. O autoritarismo na escola só provoca crises e
desencontros. Quando um só decide isoladamente, quando não há o
envolvimento de todos os setores da escola, quando se considera o “silencio e a
ausência de participação” como forma de legitimar a autoridade na escola, vemos
aí os sintomas do autoritarismo na escola. Para garantir a legitimação da
autoridade na escola, há além do diálogo constante, as decisões emanadas da
coletividade e também as leis oriundas do Sistema Educacional. O Regimento
Escolar é um forte aliado da democracia, pois não pode-se conceber autoridade
sem compromissos assumidos.
      A autoridade do professor também é importantíssima para o bom andamento
pedagógico escolar. Entende-se aqui autoridade, como a habilidade de
encaminhar seu projeto e intenções pedagógicas. A liderança emancipada e a
argumentação embasada contribuirão para a manutenção do equilíbrio em sala
de aula. O professor deve deixar de lado as ameaças, os desequilíbrios, frutos de
uma interação não satisfatória e socializar constantemente com os seus alunos,
principalmente os pontos fracos do processo e das relações estabelecidas entre
eles. A conscientização, principalmente nos tempos de hoje é o melhor caminho
para a superação dos conflitos gerados pela falta de disciplina. A indisciplina e
                                                                                 63
a desordem são quase sempre produtos do desinteresse do aluno pela aula,
pelo conteúdo ou pela metodologia utilizada. O aluno que não se sente “ator do
processo de ensino” é sempre um fator de indisciplina, se não já atual, pelo menos
potencial. O trabalho e a participação na aula, o envolvimento do aluno no
processo de ensino, a apresentação de atividades interessantes, a junção da
teoria vinculada à prática, o domínio, autoridade e competência do professor, são
sempre, ou na maioria dos casos, garantia de boa disciplina.
           O trato com os alunos deve ser sempre através do diálogo e da
conscientização. Ter conhecimento da sua história, dos seus problemas, ajudarão
o professor a entender algumas atitudes não favoráveis. A autoconscientização
poderá ser possibilitada por meio dos conteúdos trabalhados, visto que o
autoconhecimento só pode ser obtido com a ajuda dos outros, pois acreditamos
que algumas atitudes podem ser desenvolvidas e modificadas, principalmente
através da compreensão. Quando apesar de toda a tentativa, não há avanço na
melhoria das relações, cabe então à escola encontrar outros caminhos para
resolução dos conflitos. A conversa com os pais, encaminhamentos terapêuticos,
parceiras com igrejas, outras instituições e Ministério Público, são algumas
possibilidades que podemos lançar mão para trabalhar certas “dificuldades”.
       Deixamos registrado e existência do Regimento Escolar, documento onde
estão elencados os direitos e deveres de todos os segmentos da escola, também
as penalidades para aqueles que apesar de todo o diálogo e conscientização, não
conseguem melhorar suas relações interpessoais.


14.1 - AÇÕES CONCRETAS           PARA MELHORIA DA DISCIPLINA NO ÂMBITO
ESCOLAR


1- Carta aos pais a ser entregue no início de cada ando letivo, contento: horário
de início e término das aulas; direito e deveres dos alunos; responsabilidade dos
pais; questões comportamentais; freqüência às aulas; datas das prováveis
reuniões; participação do Colegiado Escolar; telefone dos pais que representam o
segmento no Colegiado; etc.,
2- Palestras voltadas para a conscientização dos alunos, pais e professores,
através     de parcerias  com universidades, igrejas, instituições públicas e
filantrópicas;
3- Garantir a efetiva participação dos alunos e pais no Colegiado Escolar;
4- Fortalecimento do Grêmio Estudantil, intensificando as responsabilidades do líder
de classe e conseqüentemente dos alunos;
5- Diálogo constante com os alunos;
6- Promoção de eventos     que   priorizem   a ação   socializada   e o respeito   às
pessoas;
7- Elaboração de regras de convivência entre alunos e professores;



14.2 - Atitudes do professor que facilitam a disciplina:


                                                                                   64
1. Nunca falar para a turma, enquanto não estejam todos em silêncio.

2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividade
para que percebam o que se diz à primeira.

3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara. Só quando for extremamente
necessário. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como:
"Calados!", são inúteis.

4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra; se
basta uma palavra, não pronunciar uma frase.

5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunos
notam a mais leve falta de insegurança ou excitação do professor. Se isso se
prolonga, a aula está "perdida".

6. Não deixar passar "nem uma infração ou insubordinação" e atuar desde o princípio.
Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis "injustiças". É o
caso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por uma
falta semelhante.

7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo isso
influi positiva ou negativamente nos alunos.

8. Procurar manter o domínio de toda a aula. É preciso evitar a todo o custo que um
aluno apanhe o professor desprevenido.

9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões pouco
apropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, gracejos, etc. Isto só
serve para "queimar" o professor.

10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem        efeitos imediatos    e
conseqüências desastrosas a longo prazo.

11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades,
nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afeto, por vezes com doçura;
mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam.

12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro e
excepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa "ferida",
através de alguma saída elegante e simpática. Eles possuem um sentido epidérmico
da justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos.

13. Saber manter o equilíbrio entre a "dureza" e a amabilidade. A jovialidade e a
alegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias;
os alunos têm de a notar. As maiores partes das antipatias dos alunos têm a sua
origem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras.

14. A correção deve ser:

a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade;

b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação;


                                                                                    65
c) de forma a provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seus
impulsos, caia em si e retome o caminho;

d) afetuosa: "se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afetuosos
que pelos discursos" (S. Bernardo).

15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistral
que isso implica.

16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir manejar suas aulas com o mínimo
de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser
obedecidos.



14.3 - Atitudes do professor que favorecem a relação com os alunos



1. Planificar e programar bem as aulas. Não confiar na improvisação.

2. Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina como
não ter nada que fazer.

3. Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos.

4. Evitar os privilégios na aula. A escola deve ser um lugar de combate aos privilégios.

5. Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade e
segurança.

6. Não falar de assuntos estranhos à aula.

7. Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola.

8. Não dirigir-se ao aluno com modos ou expressões pouco apropriadas: abraços,
palmadinhas nas costas, gracejos, piadas, etc. Para alguns isto pode configurar
assédio;

9. Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quando
necessário.

10. Se tiver de fazer uma correção, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse a
linha do amor próprio e seja de preferência em privado.

11. Procurar transformar a sala de aula num ambiente cordial, relaxado e sereno.

12. Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência o
melhor é reconhecê-la e honestamente retificá-la.

13. Se aplicar uma penalidade deve ser mantida e cumprida, a não ser que haja um
grande equívoco que justifique uma mudança de atitude.

14. Não se deve punir sem explicar clara e explicitamente o motivo da punição.

                                                                                     66
15. Não agir em momentos de ira e descontrolo.

        16. Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira prestígio ao
        professor.

        17 Reconhecer explicitamente tudo o que aluno faz de bom , embora sem exageros
        ou formas que pareçam insinceras. Estimulá-lo a superar-se sempre.

        18. Evitar punir todos aos alunos por culpa de um só, a não ser que existam
        implicações gerais.

        19. Evitar atitudes de ironia e sarcasmo.

        20. Ser sincero e franco com os alunos.

        21. Saber dar algo aos alunos, não pedir-lhes sempre.



        15. AÇÕES EDUCATIVAS A SEREM REALIZADAS COM PARTICIPAÇÃO DA
        FAMÍLIA E DA COMUNIDADE


             Além das ações previstas no Cronograma de Atividades fixas da Unidade
     Escolar, a escola estará realizando palestras, campanhas de conscientização, visita
     em algumas casas, dias de integração escola x comunidade x família, com objetivo
     de fortalecer o ensino-aprendizagem da clientela atendida.




        15.1 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES FIXAS ANUAIS




                                                      Mês de execução
            Atividades a   Responsável ou
        serem              respon-
Nº da                                         1   2    3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   Observações
        desenvolvidas         sáveis
ação



01      Elaboração do      Direção,               X    X   X   X   X   X   X   X   X    X    X    A                elaboração,
        Planejamento       Coordena-ção                                                           implementação             de
        de Ensino com      Pedagó-                                                                acompanhamento           dos
        orientações        gica           e                                                       Planos de Ensino estão
        para        as     Professores                                                            descritas em documento
        Propostas de                                                                              emitido pela Coordenadoria
        Atividades                                                                                de Educação Básica e
        Desafiadoras                                                                              Profissional/SED.




                                                                                                                  67
02   Comemoração                         X   X   X   X   X   X   X
     cívicaem datas
                       Coordenação
     especiais, com    Pedagógica    e
     hasteamento e     professores
     arriamento da
     Bandeira
     Nacional      e
     execução do
     Hino Nacional




03   Projetos     de   Direção,          X   X   X   X   X       X   X   X   X       São projetos desenvolvidos
     Ensino        e   coordenação                                                   dentro do temas transversais
     Pesquisa          Pedagógica    e                                               e que levem à reflexão do
                       Professores
     distribuído por                                                                 exercício da cidadania.
     área em todos
     os        meses
     letivos



     Gincana                                                                         A prática esportiva e cultural
     Esportiva   e                                                                   despertam nos alunos mais
04   Cultural          Direção,                                  X                   interesse    pelos estudos
                       Coordenação
     (Semana    do                                                                   levando-os a dedicarem-se
                       Pedagógica    e
     Estudante)        Grêmio                                                        mais à escola.
                       Estudantil



                                                                                     Em junho a Escola estará
                                                         X                           oportunizando         visitas
05   Projeto  Meio     Direção,                                                      ecológicas,      campanhas
     Ambiente    e     Coordenação
                                                                                     educativas, conscientização
     Ecologia                                                                        da              comunidade,
                       Pedagógica    e
                       Professores                                                   promovendo a inter-relação
                                                                                     dos conteúdos com a
                                                                                     prática, através deste tema
                                                                                     transversal.

                                                                                     Através       dos    jogos
                                                                                     pretende-se promover a
06   Jogos             Coordenação               X                       X       X   disciplina,  bem     como
     Estudantis        Pedagógica    e
                                                                                     fortalecer o trabalho em
                       Grêmio
                       Estudantil                                                    equipe, além de estimular a
     (JOERE      /                                                                   participação  dos próprios
     JEMS/ JENA)                                                                     alunos na organização dos
                                                                                     jogos.

                                                             X                       Será       organizado uma
                                                                                     competição entre salas e/ou
07   Jogos             Professores de                                                escolas próximas, com o
     interclasse ou    Educação Física
                                                                                     intuito de aproximar os
     Interescolares                                                                  estudantes e professores,
                                                                                     realizando     assim    um
                                                                                     trabalho mais abrangente
                                                                                     dentro da Educação Física.

                                                                                     Esta campanha objetiva a
                                                                                     conscientização dos nossos
08   Campanha do       Direção                                       X               alunos sobre o Trânsito, que
     trânsito                                                                        é um dos pontos fracos da
                                                                                     escola.

                                                                                                      68
(a cada 02
     anos)

                                                                                        O simulado         tem por
                                                                                        objetivos     avaliar    a
09   Simulado           Direção,                            X                   X       competência dos alunos em
                        Coordenação
                                                                                        todos as disciplinas e
                        Pedagógica,
                        Professores    e                                                também prepará-los para o
                        Secretaria                                                      mundo dos concursos e
                                                                                        vestibulares., ENEM      e
                                                                                        Prova Brasil.

                                                                                        A      busca de apoio em
                                                                                        instituições auxiliares vem
10   Palestra para      Escola          e   X                       X                   trazendo alguns benefícios
     pais     sobre     parceria     com
                                                                                        para a escola, pois temas
     relacionamento     órgãos públicos
                                                                                        como o exposto podem ser
     familiar                                                                           refletidos     coletivamente
                                                                                        pela comunidade.



11   Festividades                                       X       X   X   X               Estes               eventos
     na escola (Dia                                                                     proporcionarão a integração
     das      Mães,     Todos         os                                                da Comunidade na vida da
                        segmentos    que
     Festa Junina                                                                       escola.
                        compõem        a
     e7           de    escola
     setembro)

                                                                                        Este Projeto       promoverá
                                                                                        através da ludicidade uma
12   Projeto     Aula   Coordenação                         X                   X       aula diferente na escola.
     Viva               Pedagógica     e
                        professores

                                                                                        Bimestralmente os alunos
                                                                                        estarão lendo livros de
13   Projeto      Ler   Professores de      X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   literatura   objetivando o
     para Ver           Literatura(Ensin
                                                                                        gosto pela leitura e     a
                        o Médio) e L.
                        Portuguesa                                                      preparação    para       a
                        (Ens.                                                           interpretação Gêneros de
                        Fundamental)                                                    diversos Textuais



                                                                                        A     professora      deverá
                                                                                        providenciar calendário para
14   Projeto      de    Professora    de        X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   apresentação cultural em
     dança              dança
                                                                                        datas festivas da escola e
                                                                                        outras.


                                                                                        Será   desenvolvido   com
                                                                                        alunos      do      Ensino
15   Projeto      de    Professor    de         X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   fundamental que queiram
     Xadrez             Educação Física
                                                                                        aprender este jogo e que
                                                                                        tenham dificuldade     em
                                                                                        matemática.

                                                                                        Serão     realizadas     aulas
                                                                                        temáticas sobre o tema;
16   Programa     de    Direção,            X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   X   Inclusão de regras contra o
     combate      ao    Coordenação
                                                                                        bullying nas Normas de
     bullying.          pedagógica,
                        professores    e                                                Convivência; parceria com o
                        Grêmio                                                          ministério público; Palestras.


                                                                                                         69
estudantil




16. PLANO DE TRABALHO DOS DOCENTES E DO PESSOAL TÉCNICO-
ADMINISTRATIVO


16.1 – DIREÇÃO


           A direção da Escola terá sua atuação voltada para:
-mediação entre o corpo docente e o discente, para que            as propostas
pedagógicas e curriculares possam ser desenvolvidas de forma eficaz;
-fornecer os meios de ocorrer o entrosamento entre a Escola e a Comunidade;
-trabalhar para garantir condições para que haja um processo de ensino-
aprendizagem adequado à realidade do educando, bem como adequá-lo às suas
necessidades;
-promover reuniões pedagógicas voltadas para a troca de experiências e
informações, onde os docentes possam aproveitar a teoria, aplicando-a no
exercício do cotidiano;
-desenvolver atividades que garantam o bom funcionamento da escola, em todos
os seus setores, zelando pela melhor consecução possível da tarefa de toda a
equipe escolar;
             A direção deverá ter um plano anual de trabalho a ser apresentado no
início do ano ao Colegiado Escolar.


17.2 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA


       À Coordenação Pedagógica compete o acompanhamento e avaliação da
Proposta Pedagógica, incluindo as seguintes ações:
- inclusão de atividades coletivas de trabalho pedagógico e apoio na elaboração de
projetos de pesquisa e ensino;
-promoção de reuniões mensais ou bimestrais, para exposição dos problemas
enfrentados pelos professores em sala de aula, com oferecimento de leitura de
textos de interesse do grupo;
-reuniões com docentes de áreas afins, nos momentos de hora atividade, para
avaliação e promoção do trabalho multidisciplinar;

                                                                                70
-avaliação dos docentes, detectando as dificuldades de cada um, apresentando
para os mesmos possibilidades de cursos de aperfeiçoamento e reciclagem;
-organização de grupos de reforço, através do Projeto de Monitoria, selecionando o
conteúdo a ser reforçado e os alunos necessitados;
-organização das comemorações cívicas e culturais, contando com a participação
de todos, para que haja envolvimento da coletividade;
-promoção       da união do grupo    de professores, melhorando      o ambiente   e
facilitando o trabalho em equipe;
-organização de excursões diversas, com objetivos educativos e recreativos;
           A Coordenação Pedagógica deverá ter um plano anual de trabalho que
será apresentado no início do ano ao Colegiado Escolar.


17.3 - DOCENTES


      Aos docentes da escola, além das atribuições previstas em Lei, caberá:
-elaboração dos Planejamentos de Ensino de acordo com a Proposta Pedagógica,
, enfatizando o previsto na LDB (Lei 9394/96), Parâmetros Curriculares Nacionais e
orientações da Secretaria de Estado de Educação;
-participação das horas de estudos dentro da escola ( Horas Atividades/ Núcleo de
Docentes e Projeto de Capacitação Quinzenal), visando a consecução da Proposta
Pedagógica;
-dar cumprimento à Proposta Pedagógica da Escola, tendo em vista a finalidade
do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação
Profissional: formar cidadãos, fornecendo, ainda conhecimentos e habilidades
necessários à sua mais ampla e efetiva inserção na sociedade;
-utilizar métodos e técnicas de ensino que incentivem e levem ao aprendizado;
- proceder o acompanhamento e avaliação dos alunos, dando prioridade aos
aspectos qualitativos em relação aos quantitativos, em termos de rendimento
escolar;
- seguir as orientações pedagógicas de cada disciplina, especificamente definidas
pela equipe pedagógica no início do ano letivo.


17.4 – NÚCLEO DE DOCENTES


    A reunião do Núcleo de Docentes é um momento de muita importância dentro
do processo de Planejamento e Avaliação do currículo escolar. A articulação entre
os professores do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e
Educação profissional,   poderá garantir a avaliação das turmas constituídas
possibilitando, se necessário, a retroalimentação dos conteúdos, metodologia e
proposta para cada componente curricular.


                                                                                  71
Um dos principais objetivos desse Núcleo é o de promover um diálogo
maduro entre seus pares, permeado pela competência, experiência e capacidade
dos educadores. Os encontros quinzenais devem ser preparados anteriormente
pela equipe docente. Cada Núcleo deverá ter um “líder” que solicitará que um dos
colegas traga para a próxima reunião um texto, que será a primeira atividade
do grupo. O texto servirá para a reflexão e deverá ser socializado por todos.
     Nas reuniões do Núcleo de Docentes um assunto que sempre deverá estar em
pauta é a continuidade do processo ensino-aprendizagem, principalmente as
dificuldades encontradas na transição entre as etapas da Educação Básica. Em
Língua Portuguesa os professores deverão estar preocupados, por exemplo,
como a melhoria da escrita dos alunos. Qual proposta o Núcleo de Docentes
apresentará para melhorar este aspecto? O que os professores do Ensino
Fundamental poderão fazer para facilitar o trabalho dos professores do Ensino
Médio? O Núcleo de Matemática deverá articular-se para melhorar o raciocínio
lógico dos alunos. Nesta disciplina, na escala de proficiência da Avaliação da Prova
Brasil, nossa escola em muitos aspectos obteve um resultado sofrível. Quais os
aspectos que precisam ser melhorados? Como conseguir estes resultados? Em
História, Geografia, Ciências os professores deverão coletivamente encontrar
juntos uma maneira diferente de trabalhar com esses conhecimentos, objetivando
a melhoria da compreensão de conceitos que são fundamentais para a vida do
educando.
        A cada quinzena todo processo pedagógico estaria sendo avaliado, as
ementas curriculares confrontadas, os planejamentos retomados coletivamente e
as experiências docentes satisfatórias, colocadas em comum, ajudando a todos a
adquirirem mais competência. . É necessário que todos realmente se envolvam
nesta iniciativa e busquem sua qualificação e conseqüentemente a melhoria do
ensino.
   Embasamento legal:


   Art. 24, capítulo III, da Lei Complementar nº 087 de 01/02/2000
   As horas-atividades da função docente serão assim distribuídas:
   I- Para jornada de 40 ( quarenta) horas semanais:
   a- 6 (seis) horas/aula na unidade escolar;
   b- 4 (quatro) horas/aula em local de livre escolha pelo docente.


  II- Para jornada de 20 (vinte) horas semanais:
 a- 3 (três) horas/aula na unidade escolar;
 b- 2 (duas) horas/aula em local de livre escolha pelo docente.


17.5 - FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES

         Mesmo que os meios para a formação dos alunos tenham se ampliado muito,
a escola ainda é a principal via de instrução e educação das crianças e jovens,
principalmente daqueles de origem mais humilde. Também os professores continuam
sendo os principais agentes da aprendizagem dos alunos. Assim, a qualidade da

                                                                                  72
aprendizagem das novas gerações depende, em boa parte, da qualificação dos
professores.

        Os saberes profissionais são, entre outros, componentes da profissionalidade
ou da identidade profissional do professor. É, principalmente, com base nesses
saberes que o professor vai estruturando a sua vida profissional, a sua relação com a
escola e com os colegas. Enfim, vai estruturando o seu modo de ser professor.

        Estes saberes têm origem diversa e não decorrem diretamente da ciência,
embora a base científica seja imprescindível. Tais saberes constituem-se num
conhecimento em ação, que fundamenta e proporciona relativa segurança para a
ação do professor.

         A formação inicial é um processo fundamental na construção da identidade
profissional do professor. Contudo, é na formação continuada que essa identidade vai
se consolidando. Noutras palavras, a formação continuada constitui-se num processo
através do qual o professor vai construindo saberes e formas que lhe possibilitam
produzir a própria existência nessa e a partir dessa profissão.

        Hoje, é consensual que a formação inicial e continuada do professor deve se
constituir num processo contínuo e interligado. Essas duas modalidades de formação
têm o mesmo objetivo, que é propiciar preparo ao professor para atuar bem, de
maneira criativa, assegurando aprendizagem de qualidade aos alunos. Mas elas têm
características bem específicas. Diferentemente da formação inicial, a formação
continuada é desenvolvida tendo-se como referência uma organização escolar
específica, desafios que o professor já enfrenta na sala de aula, questões do dia-a-dia
profissional.

            Assim, a formação continuada é parte do processo de construção da
identidade do professor. E os saberes profissionais são o componente mais
substantivo desse processo.

          Os saberes profissionais do professor são o conjunto de conhecimentos
(teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes) que
estruturam a prática e garantem uma boa atuação do professor.

        Afirmar a origem desses saberes significa, de alguma maneira, estabelecer
formas de agrupá-los. Embora existam muitas maneiras de agrupar esses saberes,
poderíamos dizer que eles são: saberes disciplinares, saberes pedagógico-didáticos e
saberes da cultura profissional (Guimarães, 2004) 2. Tais saberes têm uma forte
conotação experiencial. Aliado a isso, esses saberes têm traços do que efetivamente
o professor é, do que vive e viveu e dos seus talentos pessoais. Daí, ser comum dizer
que os professores ensinam não só o que sabem, mas também o que são.

       Contudo, a relação do professor com esses saberes não acontece de maneira
fragmentada ou subordinando-se a eles. O professor lida com saberes disciplinares
numa perspectiva pedagógica (de apoio intencional à aprendizagem e formação dos
alunos) e de construção de uma profissão. Portanto, com certa independência,
recriando-os conforme o contexto, os recursos, sua história de vida, opções pessoais
e as necessidades dos alunos.

           Os saberes do professor não são alguma coisa solta, desenraizada. A
construção desses saberes se dá numa organização e numa cultura escolar. Ou seja,
é numa determinada estrutura de influências e no interior de uma ou várias escolas

                                                                                     73
com características peculiares que o professor vai se formando, construindo formas
de atuar e se desenvolvendo profissionalmente.

          É vinculado a esse contexto que o professor lida com o arranjo de maneiras
que garantem a aprendizagem dos alunos e a produção da sua existência. Mas
ninguém aprende a ser professor trancado numa sala de aula. Os sucessos e
insucessos na empreitada de ensinar, associados às trocas e conversas com
colegas, à reflexão e ao estudo, vão contribuindo para consolidar um conjunto de
modos de agir, mais ou menos fundamentado que estrutura a atuação do professor.
Assim, o saber profissional do professor acaba sendo um componente muito
importante do seu trabalho cotidiano, da sua relação com os colegas e com a
instituição.

     A formação continuada é uma exigência para toda atuação do homem, uma vez
que a realidade se transforma constantemente. Essa afirmação é tão ou mais
verdadeira ainda em se tratando do trabalho educativo, especificamente escolar. Isso
porque o professor atua num contexto que envolve muitos sujeitos, muitas
motivações, o que desencadeia situações singulares, às vezes desconhecidas e
imprevisíveis.

           Existem muitos fatores que facilitam a formação continuada do professor.
Poderíamos destacar dois que, embora pareçam óbvios, contribuem para viabilizar a
formação continuada. São fatores interdependentes. O primeiro refere-se a um bom
ambiente de trabalho ou ao que se costuma chamar de “clima institucional”
adequado. Não há como acontecer formação continuada e construção de saberes
profissionais sem um contexto de mínima abertura pessoal e confiança mútua. Assim,
a formação continuada e, portanto, a construção de saberes profissionais, demanda
um ambiente de relações e de companheirismo minimamente propício para o
trabalho. Outro aspecto é uma razoável adesão do professor à profissão. A formação
do professor exige que ele queira ser e estar na profissão. Sabemos que não é fácil
alguém se identificar com uma profissão que oferece poucas referências positivas e
mobilizadoras. Mas é papel da formação continuada também contribuir para fortalecer
a identidade profissional do professor – no caso, sob o aspecto mais subjetivo, de
identificação com a profissão – e (re)construir coletivamente o sentido e significado da
profissão.

        Os saberes profissionais são um ponto de partida ou um dos elementos mais
facilmente identificáveis na formação continuada e têm um traço marcadamente
experiencial, como foi dito. Não são simplesmente um referencial teórico que municia
o professor para que ele enfrente e até se sobreponha à realidade em que atua. Não
são saberes da ou sobre a prática. São saberes práticos que se integram e tornam-se
parte constituinte da prática (Tardif, 2002). E é com base neles que o professor avalia
o realismo das reformas e a viabilidade das propostas para o trabalho que lhe são
feitas (idem).

       É claro que esse entendimento de saberes profissionais – com forte conotação
experiencial – traz o risco de tomarmos somente a experiência como determinante da
construção da profissionalidade do professor. Isto significaria uma relação de
subordinação do professor à experiência. Como se toda experiência fosse
necessariamente boa. Seria o equívoco oposto ao academicismo tão presente na
formação do professor. Frente a isso, é preciso levar em consideração a organização
escolar e o papel do coordenador pedagógico no processo de constituição dos
saberes docentes e da formação continuada do professor.


                                                                                      74
Além de cursos e outros eventos de formação pelos quais os professores
passam, as escolas têm na sua organização “momentos fortes” no processo de
formação continuada do professor e de constituição dos seus saberes, tais como:
reuniões pedagógicas, conselhos de classe, reunião de pais, processos de
planejamento coletivo, etc.

       Esses são momentos que, além de finalidades de organização escolar, podem
se destinar ao estudo, à discussão de práticas de sucesso no trabalho, à busca dos
motivos e das bases que fundamentam a ação. Enfim, são pontos de partida que
podem contribuir para que o professor desenvolva sua criatividade, invente
constantemente sua prática e tenha uma ação mais segura, mais produtiva e mais
feliz.

        É preciso, contudo, destacar momentos ou maneiras menos formais, mas que
são de grande importância no processo de formação continuada do professor. Trata-
se das conversas que os professores entabulam, envolvendo as dificuldades no
trabalho e formas de atuar; as maneiras como as coordenações pedagógicas
abordam com os professores as questões vindas da sala de aula, contribuindo para a
reflexão, para que aprendam a duvidar das aparências dos “problemas de sala de
aula” e a desenvolver um diálogo mais crítico com a realidade. São processos menos
formais de apoio pedagógico, de “trocas de experiências”. Vamos destacar estas
últimas.

              Sabemos que esses processos são, muitas vezes, marcados pela
superficialidade, pela narração linear do que se fez, sem muita análise. E o pior,
quase sempre, com a finalidade única de confirmar a prática que está sendo narrada.
Também sabemos do traço meio mercadológico (trocar, barganhar) que esses
processos podem ter. Mas tais processos não precisam ter, necessariamente, só ou
predominantemente tais características. Seria uma pena considerá-los somente sob
esse aspecto, perdendo-se o seu potencial de propiciar ao professor a reflexão sobre
sua prática.

        Quem atua numa sala de aula da educação básica não tem muito como fugir
da vivência de várias situações, pequenos acontecimentos, muitas vezes com forte
conotação afetiva, que vão exigindo decisões, encaminhamentos, muitas vezes
improvisados, pelo professor. E ele nem sempre tem certeza de ter tomado as
melhores decisões, ou se não agiria de maneira diferente, se tivesse tido mais tempo
para refletir.

        As trocas de experiências são meios interessantes de formação continuada,
além de contemplar muito o modo como os saberes profissionais do professor são
construídos. Antes, porém, é preciso lembrar que a discussão da prática e as trocas
de experiências pressupõem, como foi dito, algum sentido da profissão para o
professor e alguma abertura e confiança entre os colegas de trabalho.

           As discussões ou trocas de experiências podem favorecer a releitura da
experiência. As perguntas dos colegas, os pedidos de esclarecimentos, as
explicações do “porque” se agiu desta ou daquela maneira, são ótimas possibilidades
para a reflexão. A contraposição entre o que se fez, a teoria existente e a norma
estabelecida pode se constituir em um saudável conflito cognitivo que propicia a
releitura e a reinvenção da prática. É por essa via, basicamente, que os professores
constroem e se apropriam de saberes profissionais, desenvolvem maior segurança e
autonomia na sua atuação. Enfim, constroem e fortalecem a sua identidade
profissional.

                                                                                  75
Esses processos de troca de experiência podem ser realizados de modo que
favoreçam explicitamente a formação continuada, contribuindo com a construção da
identidade profissional dos professores. Narrar e ouvir narrativas de processos vividos
e de decisões tomadas contribuem para o desenvolvimento, mudança e consolidação
de compreensões, de disposições, no caso, em relação a modos de atuar melhor, de
ressignificação da identidade profissional do professor, uma vez que a fala é meio
não só de explicitar e reconstruir o que se pensa, mas também de se predispor para a
ação (Cunha, 1998).

           Esses processos de reflexão e discussão da prática não acontecem
espontaneamente, sem uma coordenação. E, por serem um trabalho educativo
escolar, pressupõem uma coordenação pedagógica, o que evidencia o papel que
esse profissional (o coordenador) pode ter na formação continuada do professor.

       É claro que o coordenador pedagógico não é professor do professor. Mas, a
formação continuada, a constituição de saberes se dá pelo envolvimento do professor
e do grupo de professores na construção e desenvolvimento de um projeto
pedagógico. Assim, as atribuições do coordenador pedagógico associam-se
diretamente à formação em serviço da equipe de trabalho da escola.

      Concluindo, a formação continuada de professores não se dá somente a partir
do desenvolvimento de saberes profissionais. São eles, contudo, que norteiam a
atuação, fundamentam as “certezas” tão necessárias ao professor, justificam suas
pretensões de profissional e o ajudam na resistência à desvalorização profissional.
Constituem-se, assim, no ponto de partida para sua formação continuada e no
elemento mais substantivo de sua identidade profissional.



Previsão de capacitações para 2011
Discriminação:                Mês de execução
Cursos,
                                                                      RESPONSÁVEL      CUSTOS

                      J   F   M   A   M   J   J   A   S   O   N   D



01-Seminários,                    X                   X
Debates, Palestras,
Minicursos,
Capacitação, etc.



                                                                      Professores e    Apostilas
                                                                      Líderes     de   Diversas,
02- Estudos    por        X   X   X   X   X   X   X   X   X   X       cada    Núcleo
área do conheci-                                                      de Docentes      xerox
mento, através do
Núcleo          de
Docentes




                                                                                                   76
Direção,
                                                                      Coordenação
03- Parceria com a     X   X   X   X   X   X   X   X   X   X          pedagógica e      Papel sulfite,
UEMS, UFMS e                                                          Coordenação       xerox, papel
outras instituições                                                   técnica      do   pardo,
de Ensino Superior                                                    Curso        de
para     capacitação                                                  Educação          Transparênci
de professores e                                                      Profissional      as e livros,
administrativos em                                                                      data-show
serviço.

04-

PROFUNCIONÁRIO         X   X   X   X   X   X   X   X   X   X    X       SED




17.5 – SECRETARIA


             Aos servidores    lotados na Secretaria da Escola                          cabe       apoiar
administrativamente a direção através de atividades pertinentes a:
-documentação e escrituração escolar e de pessoal devidamente em ordem;
-organização e atualização de arquivos;
-expedição, registro e controle de expediente;
-registro e controle de bens patrimoniais;
-serviços gerais de secretaria;
-atendimento ao público;
-dar consecução às atividades                  previstas   na       Legislação vigente         e outras
emanadas pela Direção Colegiada.
     Como a Secretaria da Escola é considerada a porta de entrada da instituição,
os funcionários que ali trabalham, deverão tratar a todos com solicitude, respeito
e consideração. Não poderão deixar pais esperando na janela, não poderão
revidar algum desequilibro de quem se dirige ao setor, encaminhando os casos
mais complicados à direção.


17.6 – FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS


           Cabe a este setor proporcionar apoio                          ao conjunto          de ações
complementares de natureza administrativa, relativas a:
-zeladoria, vigilância e atendimento de alunos;
-limpeza, manutenção e conservação das áreas interna e externa do prédio;
-controle, manutenção e conservação do mobiliário e equipamentos em geral;
                                                                                                         77
-conservação e uso de materiais e gêneros alimentícios;
-exercer perfeita vigilância sobre a condição dos alimentos servidos na Merenda
escolar;
-usar adequadamente os materiais destinados à limpeza da escola, procurando
utilizar racionalmente os produtos à sua guarda;
-desempenhar outras funções que não sejam da sua trivialidade e que podem
ser executados sem ferir a integralidade do servidor;
-cuidar para que a integridade física de seus pares, alunos e do pessoal em
geral seja preservada.


18. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL


         A Avaliação Institucional é um processo contínuo por meio do qual a escola
constrói conhecimento sobre sua própria identidade, buscando compreender os
significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e
alcançar maior relevância social. A legislação sobre Avaliação Institucional instruí
que está é o mecanismo sistemático e contínuo sobre as condições estruturais,
pedagógicos e de funcionamento da Unidade Escolar, com vistas                    ao
aperfeiçoamento da qualidade de ensino oferecido e com base na Proposta
Pedagógica. Busca também o aumento permanente da eficácia da escola, a
promoção do aprofundamento dos seus compromissos e responsabilidades sociais,
por meio da valorização de sua missão pública, da promoção de valores
democráticos, do respeito à diferença e diversidade, da afirmação da autonomia e
doa identidade institucional.
           No processo de avaliação algumas dimensões institucionais devem ser
avaliadas (interna e externamente). São elas: (1) o cumprimento da legislação do
ensino; (2) a execução da Proposta Pedagógica; (3) a formação inicial e continuada
de dirigentes, professores e funcionários; (4) o investimento institucional em
qualificação de recursos humanos; (5) o desempenho de dirigentes, professores e
funcionários; (6) a qualidade dos espaços físicos, instalações, equipamentos e
adequação às suas finalidades; (7) a organização da escrituração e do arquivo
escolar; (8) a articulação com a família e a comunidade externa; (9) o desempenho
dos alunos frente aos objetivos propostos e as competências desenvolvidas. Não há
dúvidas que essas dimensões abarcam o todo da Escola, tratando-se de um
mergulho em seu interior de modo quem resulte daí a análise e avaliação global e
integrada dessas dimensões.
         Para fins de levantamento de dados, em novembro de 2007, realizou-se a
coleta de informações com todos os segmentos da Unidade Escolar. Foram
entregues questionários avaliativos aos professores, coordenadores pedagógicos,
alunos, pais e funcionários administrativos. Na análise desses dados foram
elencados os pontos fortes e fracos da Escola, com sugestões para superá-los e
também a responsabilização para cada ação.
       O processo de avaliação resulta em benefícios à educação ao identificar as
forças e fragilidades da escola e, conseqüentemente, possibilitar a adoção de
medidas corretivas ou de intensificação das ações já realizadas. O auto-
conhecimento dos processos avaliativos tem permitido o estabelecimento de metas e

                                                                                  78
a implantação de projetos cada vez mais adequados ao perfil e à missão da Unidade
Escolar.
       A Avaliação institucional interna ocorrerá na escola de dois em dois anos.
           No ano de 2009 a Avaliação institucional foi realizada com todos os
seguimentos que compõem a escola e foram apontados Pontos Fortes e Fracos da
unidade escolar. Em 2011 será realizada uma nova Avaliação que terá como ponto
de partida a avaliação de 2009, ou seja, se os pontos fracos foram superados.

18.1    PONTOS FORTES DA ESCOLA

1.Compromisso com o aluno e com a comunidade;         da média estadual e das outras escolas da rede);
2.Organização;                                        31.Reordenação        dos    conteúdos    do    Ensino
3.Livros no Ensino Médio;                             Fundamental;
4.Apoio pedagógico ao professor;                      32.Gincana Escolar;
5.Projetos e aprendizagem;                            33.Incentivo profissional ao professor;
6.Bom relacionamento e parceria entre professores,    34.Divulgação na imprensa dos trabalhos realizados
administrativos, coordenação e direção;               pela escola;
7.Trabalho em grupo;                                  35.Diversos prêmios recebidos pela escola;
8.Manter os pais informados sobre as normas da        36.Reconhecimento do trabalho realizado na escola
escola;                                               pela SED;
9.Participação da escola em vários eventos;           37.Agilidade na elaboração e encaminhamento de
10.Limpeza;                                           processos relativos à vida escolar do servidor;
11.Eficiência da secretaria;                          38.Divulgação de todas as informações recebidas
12.Conselho de Classe;                                através de cartazes ou fixando os ofícios no quadro
13.Cooperação entre os professores;                   mural;
14.Competência dos professores;                       39.Liberdade na opção de participar ou não dos
15.Dedicação da Coordenação Pedagógica;               movimentos sindicais e/ou particulares;
16.Organização e interação da direção;                40.Procura considerável de matrículas na escola
17.Escola bem conceituada;                            durante o ano e principalmente no início do ano letivo;
18.Material didático e pedagógico bem atualizado;     41.Núcleo de docentes;
19.Colegiado Escolar atuante;                         42.Implantação do curso de Educação Profissional;
20.Merenda escolar bem preparada;                     43.Autonomia para que as coordenadoras realizem o
21.Projeto ler para ver;                              trabalho pedagógico;
22.Apoio aos professores iniciantes;                  44.Campanhas de conscientização dos alunos e da
23.Grêmio Estudantil;                                 comunidade (trânsito, meio ambiente, drogas, etc);
24.Projetos de ensino;                                45.Respeito aos direitos dos servidores e dos alunos
25.Participação dos professores na organização da     e exigência no cumprimentos dos deveres;
escola;                                               46.Apoio     da Coordenação         na inovação      ou
26.Boa organização da vida escolar dos alunos         aprimoramento do Projeto Pedagógico individual de
na secretaria;                                        cada professor;
27.Participação nos concursos realizados por          47.Consulta      aos      professores/ coordenadores/
diversas entidades;                                   funcionários nas tomadas de decisões sobre todas
28.Trabalho na Sala de Tecnologias Educacionais;      as questões pertinentes à escola.
29Aulas práticas no laboratório de ciências;          48.Estrutura     física    adequada     à     Proposta
30. Notas boas no Enem e na prova Brasil (acima       Pedagógica da Escola.


18.2 PONTOS FRACOS DA    SUGESTÕES                                 PARA        RESPONSABILIDADE
ESCOLA                SUPERÁ-LOS
1.Os docentes não seguem os             Responsabilidade por parte dos        Professores
documentos emanados pela escola         docentes e acompanhamento da
no início do ano letivo                 Coord. Pedagógica

2.Há muita rotatividade por parte dos   Solicitar da SED Concurso Público     SED, Direção, Coordenação
professores              convocados,    para professores; Conservar e         pedagógica e Professores
prejudicando          assim         o   capacitar os professores que
desenvolvimento       da    Proposta    trabalham conforme a Proposta
Pedagógica.                             Pedagógica.

3.Indisciplina na escola                Implantar um projeto com o objetivo   Direção,        Coordenação
                                        de conscientizar os alunos quanto     Pedagógica, Professores, Pais
                                        à disciplina   na    escola; Fazer
                                                                                                   79
cumprir o Regimento Escolar.           e Alunos

                                          Professores devem ser mais
                                          exigentes e os pais mais atuantes.

4.Planejamento      de           Ensino   Promover         capacitação sobre     Direção,        Coordenação
(Documento burocrático)                   Planejamento de Ensino; Torná-lo       pedagógica e Professores
                                          mais significativo e real; Promover
                                          estudos teóricos à respeito do
                                          Planejamento de Ensino.

5.Os professores não dispõem de um        Solicitar  que     os   professores    Professores e Coordenação
plano de aula pronto quando os            preparem      aulas    diariamente;    Pedagógica
alunos entram na sala de aula             Promover o acompanhamento da
                                          Coordenação            Pedagógica;
                                          Selecionar atividades para trabalho
                                          com os alunos.


6.Relatório Descritivo                    Rever cada item do relatório           Professores,   Coordenação
                                          descritivo e usá-lo conforme prevê     pedagógica e Direção
                                          a Proposta Pedagógica da Escola

7. Professores que faltam à escola e      Avisar com antecedência a Escola       Professores
não avisam com antecedência como          das suas possíveis faltas e/ou
previsto na legislação                    encaminhar um outro professor para
                                          substituição




8.Organização    da       sala     dos    Proibir a entrada de alunos na sala    Professores e funcionários da
professores                               de      professores    e    deixá-la   limpeza
                                          organizada sempre que ocorrer o
                                          término das aulas



9.Horário de reuniões do Grêmio           Solicitar que o Grêmio marque suas     Grêmio Estudantil
Estudantil                                reuniões num período oposto às
                                          aulas

10.Prova Bimestral aplicada  por          Mais rigor dos professores ao          Professores
outro professor que não seja da           aplicar as provas dos colegas e
área                                      cumprimento das regras dispostas
                                          pela escola quanto à realização das
                                          Provas Bimestrais




11.Cobrança    dos    pais         sem    Orientar os pais que antes de fazer    Pais e Direção
conhecimento de causa                     algum julgamento do professor ou
                                          da escola, que se dirijam à mesma
                                          para      esclarecer dúvidas     ou
                                          registrar reclamações

12.Alunos desinteressados         pelos   Envolver os alunos nos projetos e      Direção,        Coordenação
projetos da escola                        convencê-los da importância da         Pedagógica,   Professores e
                                          realização dos mesmos                  alunos.

13.A escola está sendo responsável        Palestras para os pais, promover       Todos os segmentos
pela educação dos alunos                  o “ser educado” em todos os

                                                                                                      80
segmentos

14.Falta por parte de alguns           Trabalhar os temas transversais;        Professores e alunos
professores promover atividades que    desenvolver projetos que resgatam
propiciem a prática de valores e       os valores e atitudes
atitudes



15.Muitos alunos não fazem o dever     Conscientizar   os   alunos   da        Todos os segmentos
de casa regularmente                   importância do dever de casa;
                                       Propor parceira com os pais para
                                       acompanhamento do dever de casa

16.Alunos que não conservam o livro    Conscientizar os alunos que o livro     Todos os segmentos
no livro didático ( não o encapam,     didático é reutilizável e que precisa
escrevem e rabiscam os livros)         ser conservado. No anos seguinte
                                       dar um livro nas mesmas condições
                                       que o aluno entregou



17.Falta de cuidado dos alunos em      Solicitar que os pais conversem         Todos os segmentos
relação à limpeza da escola e          com os filhos sobre o assunto;
conservação do patrimônio público      Conscientização     dos    alunos;
                                       Desenvolver     Projeto      sobre
                                       conservação do patrimônio público

18.Professores que não cumprem o       Cumprir a legislação vigente que        Professores
prazo para entrega de diários de       estipula o prazo para entrega dos
classe, notas mensais ou relatório     documentos na escola; Manter o
descritivo, prejudicando assim o       diário de classe   atualizado   e
trabalho    da   secretaria e  da      organizado.
coordenação pedagógica




19.Professores que não assinam o       Cumprir a legislação vigente            Professores
livro ponto diariamente
20.Avaliações      mal   preparadas    Melhorar      a qualidade das           Professores
( provas muito fáceis ou muito         avaliações; Seguir as orientações
difíceis, com uma linguagem não        dadas pela escola.
utilizada comumente nas aulas)
21Falta de punição dos        alunos   Cumprir    o que determina o            Direção,        Coordenação
(paternalismo)                         Regimento Escolar, usando sempre        Pedagógica e Professores
                                       o bom senso e o diálogo


22.Revisão antes das provas            Realizar    revisão de conteúdos        Professores e alunos
                                       antes da aplicação das provas; Os
                                       alunos       deverão     demonstrar
                                       interesse na aula de revisão

23.Falhas na reunião do Colegiado      Seguir os passos previsto no            Todos os segmentos
escolar                                Regimento Interno do Colegiado
                                       objetivando o sucesso das reuniões;
                                       Criação da Associação de Pais (AP)

24.O administrativo não é informado    Sugerir    que os    funcionários       Funcionários administrativos
dos acontecimentos da escola           tenham mais atenção          nos
                                       documentos que são afixados nos
                                       murais e que informam sobre a
                                       vida escolar

25.Improvisação de algumas aulas       Preparar     as aulas       com         Professores
que    não    são      preparadas      antecedência, evitando assim a
                                                                                                      81
previamente                            improvisação

26.Reorganização      dos conteúdos    Ficar atento ao Planejamento de        Professores
quando há imprevistos na escola        Ensino    e   flexibilizá-lo quando
(dispensas, reuniões, jogos, etc.)     necessário

27.Pouca relação entre teoria x        Preparar    as aulas      propondo     Coordenação    pedagógica   e
prática na aplicação dos conteúdos     atividades    que    atualizem ou      professores
                                       concretizem      os     conteúdos,
                                       principalmente os mais abstratos.



28.Poucas reuniões       do   corpo    Utilizar os momentos      de hora      Direção,       Coordenação
docente (tempo e horário)              atividade/ Núcleo de Docentes e/ou     Pedagógica e professores
                                       propor     momentos    alternativos
                                       para estudos e reuniões (turno
                                       contrário, sábados)

29.Não cumprimento       da   Hora-    Seguir as orientações da SED em        Professores e Coordenação
atividade                              relação ao cumprimento das horas       Pedagógica
                                       atividades que são remuneradas
                                       aoprofessor; Participar efetivamente
                                       do Núcleo de Docentes.

30.Exagero de alguns professores       Não usar o Relatório Descritivo        Professores
na avaliação do relatório descritivo   como instrumento de punição; tratar
ou no trato com os alunos              os alunos com urbanidade          e
                                       equilíbrio



31.Falta de reuniões por área do       Participar efetivamente do Núcleo      Coordenação Pedagógica e
conhecimento                           de Docentes e seguir as orientações    professores
                                       de operacionalização do mesmo


32.Pouca utilização da Sala de         Utilizar a     STE conforme o          Professor-coordenador    da
Tecnologias por parte de alguns        estabelecido em seu regulamento e      STE e demais professores
professores                            de      acordo com as diretrizes
                                       emanadas pela SED

                                                                              .

33.Propagação e registro de uma        Elaborar proposta de avaliação         Todos os segmentos
avaliação diagnóstica e contínua e     para a escola de acordo com as
na prática a constatação de uma        tendências contemporâneas
avaliação classificatória
34.Professor que demora a entregar     Cumprir a legislação vigente           Professores e Secretaria
os atestados        médicos e BIM
prejudicando os colegas substitutos
no recebimentos dos salários
35.Professores que saem de licença     Acompanhamento                   da    Coordenação Pedagógica e
e não deixam         as aulas  pré-    Coordenação       pedagógica      e    professores
organizadas para o substituto          conscientização do professor

36.Uso de calculadora     no Ensino    Só permitir o uso da calculadora       Professores
Fundamental e Médio                    naqueles conteúdos que se fizer
                                       necessário a utilização da mesma,
                                       para isto os professores terão que
                                       ter discernimento sobre o assunto

37.A recepção das pessoas na           Avaliar periodicamente a recepção      Direção e Secretaria
secretaria  da escola  precisa         na secretaria da escola; Promover
melhorar                               capacitação de relações humanas
                                       e orientar os servidores a cumprir
                                       o que dispõe o regimento Escolar

                                                                                                     82
38.Coordenação       do     Ensino      Elaborar um calendário de visitas     Coordenação pedagógica
Fundamental que não visita as salas     às salas de aula
de aula para      acompanhar os
cadernos dos alunos
39.Muitos   alunos      não    vêm      Conscientização       sobre      a    Todos os segmentos
uniformizados para a escola             importância do uniforme; premiação
                                        ao aluno que vem uniformizado
                                        para a escola (ver quem pode
                                        fazer este acompanhamento).

40.Falta de respeito    de alguns       Quando se dirigir aos colegas         Todos os segmentos
segmentos no trato com os colegas       falar com respeito e educação

41.Desorganização   da   escola   na    Os alunos não poderão jogar bola      Todos os segmentos
semana de provas                        após as      provas; só poderão
                                        entregá-las aos professores após
                                        30 minutos do início da mesma; se
                                        chegar atrasados não poderão
                                        fazer as provas do dia




42.Professores       novos     sem      Quando entrar um novo professor       Coordenação Pedagógica
orientação da Proposta da Escola        a       Coordenação Pedagógica
                                        deverá     orientá-lo sobre   a
                                        Proposta Pedagógica    e demais
                                        regras da escola

43.Professores substitutos  que         Orientar os professores substitutos   Secretária
preenchem o Diário de Classe de         a não preencherem os Diários de
qualquer maneira                        Classe à caneta, principalmente
                                        em licenças curtas.



44.Falta de autoridade            das   Cumprir    o que   determina a        Inspetoras de alunos
inspetoras de alunos                    legislação quanto à função que
                                        exerce



45.Individualismo e egocentrismo        Eliminar o individualismo em todos    Todos os segmentos
nas relações interpessoais              os segmentos da escola através
                                        da conscientização

46.Falta de civismo na escola           Promover     comemorações    para     Todos os segmentos     com
                                        resgatar o patriotismo e valorizar    organização da Coordenação
                                        os hinos pátrios                      Pedagógica

47.Descaso dos alunos em relação        Conscientização      dos alunos       Todos os segmentos
a algumas disciplinas                   quanto à importância de todas as
                                        disciplinas

48.Poucos     projetos sociais    na    Uma ou duas vezes ao ano, a           Direção,   Coordenação      e
escola                                  escola       deverá       organizar   Professores.
                                        atividades que estejam voltadas
                                        párea a comunidade e que tenha
                                        um caráter      de promoção      do
                                        exercício    da    cidadania ( ex:
                                        participação    em reuniões      da
                                        Câmara de vereadores, visitas ao
                                        prefeito com sugestões para o
                                        municio, visita à APAE, asilo,
                                        excursões,       campanha        de
                                        conscientização, etc)


                                                                                                     83
49.Falta de autoridade de alguns        Os professores deverão resolver        Professores
professores em sala de aula             pequenos     problemas     que
                                        porventura  acorrerem  com os
                                        alunos durante o período das
                                        aulas. Só encaminhar os casos
                                        mais graves para a Coordenação
                                        e Direção.



50.Direção,           Coordenação       Não ficar prometendo aquilo que        Direção,      coordenação,
Pedagógica, inspetoras de alunos e      não     pode cumprir; seguir  a        inspetoras de alunos     e
professores não cumprem aquilo que      legislação                             professores
falam


51.Alguns alunos com problemas           Promover palestra com os pais         Ministério Público, Direção e
graves de disciplina na escola          dos alunos problemáticos ( o não       Coordenação Pedagógica
                                        comparecimento desses        pais
                                        acarretará em sanções).



52.Pouca utilização dos recursos        Preparar aulas em que os               Professores
tecnológicos e didáticos da escola      recursos que existem na escola
                                        sejam utilizados



53.Falta de limites dos alunos e        Volta do Projeto       Resgate de      Todos os segmentos
propagação de contra-valores            Valores e mais palestras na escola

54.Conscientização dos pais sobre       Nas reuniões de pais proceder          Direção,        Coordenação
temas importantes para o sucesso        pequenas palestras sobre temas         Pedagógica e Professores.
da escola                               relevantes, para depois introduzir
                                        os assuntos da escola



55.Alguns funcionários ASDs que         Conscientização das funcionárias       Funcionárias Administrativas
limitam-se a realizar apenas seu        ASDs; Organizar a Rotina de
trivial papel                           trabalho semanal.



56.Pouca leitura na escola              Solicitar aos    professores de L.     Professores     de     Língua
                                        Portuguesa e Literatura          que   Portuguesa
                                        efetivem o Projeto “Ler par ver”



57.Aulas de Artes muito teóricas        Solicitar que    os     professores    Professores de Artes
                                        dessa disciplina incluam no seu
                                        Planejamento aulas práticas.



58.Cigarro na Escola                    Conscientização      dos alunos;       Todos os segmentos
                                        Palestras, pesquisas   e debates
                                        sobre os efeitos do cigarro para
                                        a saúde



59.Os   recursos          financeiros   Aumento       dos          recursos    Colegiado Escolar
encaminhados pela      SED não são      encaminhados pela SED

                                                                                                    84
suficientes para a   manutenção da      Encaminhamento         de     Ofício
escola                                  solicitando revisão dos recursos da
                                        escola



60. Pouca       capacitação    aos      Solicitar cursos e capacitações        Colegiado Escolar
professores oferecida pela SED          aos professores da escola
                                                                               SED/Escola



61.Quando     a   SED     possibilita   Solicitar   que  os    professores     Professores,            com
capacitações aos professores, depois    materializem o que aprenderam em       acompanhamento            da
das mesmas, não ocorre          uma     sala de aula.                          coordenação pedagógica.
mudança metodológica ou didática
em da sala de aula.



62.Falta de continuidade         das    Continuidade nos projetos que          SED/Escola
políticas educacionais                  beneficiam a comunidade escolar




19- ACOMPANHAMENTO, CONTROLE                           E AVALIAÇÃO             DA     PROPOSTA
PEDAGÓGICA


      A avaliação incidirá sobre os aspectos pedagógicos, administrativos e
financeiros da atividade escolar, devendo ser realizada através de procedimentos
internos e externos, definidos pelo Colegiado Escolar.
    A avaliação interna ocorrerá através das reuniões do Conselho de Classe,
reuniões especialmente convocadas para tal fim, fichas avaliativas, avaliação dos
docentes realizada pelos alunos, avaliação da escola em geral. Todos estes
procedimentos terão como objetivo a reorientação e reformulação da presente
Proposta.
    Toda e qualquer avaliação terá como meta o aprimoramento da qualidade de
ensino, sendo sustentada por procedimentos de observação e registros contínuos,
para permitir o acompanhamento:
-sistemático e contínuo do processo de ensino e do processo de aprendizagem, de
acordo com os objetivos e metas constantes da Proposta Pedagógica;
-do desempenho da equipe escolar, dos alunos e dos demais funcionários, nos
diferentes momentos do trabalho educacional;
-da participação da comunidade escolar nas atividades propostas pela escola.




                                                                                                   85
86

Ppp

  • 1.
    COMPROMISSO E EDUCAÇÃO NAFORMAÇÃO DO CIDADÃO
  • 2.
    Filosofia: Filosofiaé a arte do pensar. Só filosofa quem pensa, raciocina, argumenta e busca compreender a realidade através da aquisição do conhecimento. Nesta perspectiva, a Filosofia da nossa Unidade Escolar direciona-se para a democratização do ensino e das relações pessoais de todos os envolvidos no processo educacional. Esta democratização oportunizará a todos o acesso ao saber, que é fundamental para o exercício consciente da cidadania, além de propiciar o conhecimento, que nos tornará pessoas autônomas e argumentativas. Concepções trabalhadas: O HOMEM é concebido como um ser histórico, que se modifica na medida em que interage com a realidade, transformando-a e sendo por ela transformado. O conhecimento gerado pela interação leva-o a condição de participar e intervir na realidade, tendo em vista que a aproximação desse conhecimento propicia a compreensão da complexidade das relações sociais e econômicas. À Escola cabe a função de formar um homem crítico, capaz de superar dificuldades, independente e consciente dos seus direitos e deveres. Para isso, deverá estimular os alunos a questionar, duvidar e perguntar sempre, o que é muito mais interessante do que receber tudo pronto, apenas para memorizar. Assim o conhecimento vai ganhando significado. A SOCIEDADE desejada é aquela em que ocorra a minimização das desigualdades sociais. Que ofereça indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, à cultura, ao lazer e a todos os direitos garantidos em Lei e nem sempre cumpridos. A Escola deve garantir ao seu aluno a criticidade necessária para poder avaliar as diferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participação democrática não se expresse apenas no momento das eleições e do voto. A Educação deve garantir então a disseminação do conhecimento universal aos indivíduos, com vista à produção de um conhecimento contemporâneo que reflita as reais necessidades da sociedade presente. A ESCOLA é a instituição formalmente necessária para a criação e difusão do conhecimento e a sua reelaboração, na perspectiva de instrumentalizar o aluno para a 2
  • 3.
    análise de sua realidade. O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, a Organização Pedagógica e Administrativa devem estar direcionada para o aluno, de modo a tornar o ambiente escolar alegre, dinâmico e cheio de vida, desencadeando assim o gosto e a valorização no educando e como conseqüência a qualidade tão almejada por todos. 1. APRESENTAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº. 9394/96 estabelece em seu Artigo 12, Inciso I, a incumbência da Escola em elaborar e executar sua Proposta Pedagógica. Esta Lei abre espaços para que coletivamente se possa construir um projeto que estabeleça uma nova identidade à escola, propondo novos rumos para o processo educacional. A Escola nesta perspectiva deve assumir como uma das suas principais tarefas, o trabalho de refletir sobre sua intencionalidade educativa. A elaboração da Proposta Pedagógica é um caminho para a reconstrução da Educação, como elemento de formação e para o resgate da função social que a escola deve assumir. Nela se projeta uma visão humanista, entendida como um processo de engajamento de todos os protagonistas que participam da ação educativa. Neste contexto a participação de todos é de extrema importância para a operacionalização do mesmo. Cerca de 80% dos docentes são habilitados nas disciplinas que lecionam. A clientela da escola tem a peculiaridade de não ser apenas do bairro onde está localizada, mas são alunos vindos de todas as regiões da cidade, atraídos pela oferta de um ensino melhor e da disciplina mantida pela instituição. A 3
  • 4.
    maioria dos alunossão filhos de trabalhadores, que pela exaustiva jornada de trabalho não reservam muito tempo para o acompanhamento dos filhos na escola. Todas as sugestões levantadas pela comunidade estão elencadas nesta Proposta, tendo a necessidade de uma coordenação e acompanhamento. O planejamento das atividades escolares é uma necessidade imperiosa, tendo em vista atingir os resultados da ação educacional previstos na legislação e no Plano Estadual de Educação do nosso Estado. Dessa maneira todas as atividades escolares devem ser objeto de reflexão por parte da comunidade escolar. Dessa reflexão surgirão os caminhos a serem trilhados na ação educacional, materializados na forma da desta Proposta Pedagógica. A escola procura potencializar todos os recursos existentes para garantir um ensino de qualidade ideal com as expectativas individuais e coletivas. Sua função é garantir aos estudantes, os conteúdos socialmente produzidos, como também a construção de novos saberes para que se tornem sujeitos autônomos, responsáveis e críticos. Nesse sentido, os pilares da educação recomendado pela UNESCO são desenvolvidos com destaque para aprender a viver juntos e aprender a ser. A convivência democrática estabelecida no ambiente educacional é um exemplo que pode ser estendido a todas as esferas da sociedade. Os projetos de ensino-aprendizagem que são desenvolvidos também possibilitam atitudes de humanização e de reflexão sobre o mundo. Por meio da melhoria dos serviços educacionais prestados a comunidade, do respeito às diversidades nela existente e na valorização das suas potencialidades, a escola busca a excelência na educação. Garantir a qualidade do ensino e da aprendizagem desenvolvendo no educando as potencialidades necessárias para o ingresso no mundo tecnológico, sociocultural e econômico é o objetivo maior da escola. Para a efetivação da missão de oportunizar um conhecimento significativo, buscamos suporte técnico e financeiro junto a Secretaria de Estado de Educação, parcerias com empresas privadas e sociedade em geral, com vista a garantir o desenvolvimento das habilidades necessárias para a construção de um mundo mais igual, ético, fraterno e solidário. 2. MARCO SITUACIONAL A economia brasileira vem crescendo de uma maneira muito positiva e dinâmica, realizando transformações importantes, que, inclusive, reduzem sua vulnerabilidade. Dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,4% em 2007, atingindo R$ 2,6 trilhões. Os setores que mais cresceram foram a agropecuária (5,3%), seguida pela indústria (4,9%) e serviços (4,7%). No Estado de Mato Grosso do Sul predomina uma economia agropecuária. O principal rebanho do estado é o bovino. O potencial econômico de Nova Andradina está voltado ao comércio e prestação de serviços. Dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, o município de Nova Andradina ocupa a 8ª posição do PIB estadual. A população, que de acordo com dados do Censo realizado em 2000, era de 35.381, passou a 45.599 na contagem final do último censo de 2010. Nova Andradina cada vez mais se consolida como pólo regional transformando-se também num pólo estudantil, com a instalação do campus da Universidade Federal, o funcionamento da Universidade Estadual e o oferecimento de diversos cursos nas faculdades particulares. Com isto muitas pessoas estão vindo residir no município, além de 4
  • 5.
    estudantes dos municípiosvizinhos dirigirem-se à cidade à procura de novas oportunidades de estudos e/ou serviço. O município alcançou nos últimos anos um significativo avanço no que diz respeito à melhoria na qualidade do ensino. A E.E. Profª. Nair Palácio de Souza localiza-se à rua 7 de setembro, nº. 156, na Vila Beatriz. Foi criada em 29 de dezembro de 1994, através do Decreto nº. 8121, publicado no Diário Oficial nº. 3942 de 30 de dezembro de 1994. Atende alunos do 6° ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e todos os anos do Ensino Médio. Além do Ensino regular, a Escola está oferece também a Educação Profissional em nível médio, visando contribuir de forma ativa para o atendimento das demandas necessárias do mercado de trabalho e oferecer à comunidade de Nova Andradina profissionais habilitados, competentes e dinâmicos, preparados para a empregabilidade e a competitividade do mundo moderno e capazes de atuar com eficiência e eficácia. Tudo isto requer, da escola, permanente atualização e sintonia com as transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além de contato permanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticas pedagógicas operatórias e ativas, compatíveis com as características do processo produtivo. A unidade escolar encontra-se relativamente equipada para dar consecução às suas atividades educacionais. Possui diversos recursos tecnológicos e uma diversidade de materiais didáticos. O prédio é adequado aos cursos oferecidos. Hoje estamos com carência de pessoal técnico-administrativo. Os que existem não correspondem ao número estipulado pela tipologia da escola, sendo necessário concurso público para preenchimento das vagas. 2.1- HISTÓRICO DA PATRONA DA ESCOLA A E.E. Profª Nair Palácio de Souza leva este nome em homenagem a Profª Nair Palácio, como é mais conhecida na cidade. Ela nasceu em 29 de novembro de 1.926, na calma e acolhedora cidade de Birigui, interior de São Paulo e faleceu em junho de 2010, na cidade de Nova Andradina. Filha de Gildo Palácio de Souza e Regina Buosi Palácio, viúva do Sr. Rubens Roberto de Sousa com quem teve uma filha, a também profª Margarida Regina da Conceição de Souza, avó de dois netos. Iniciou seus trabalhos como professora leiga em 1956 da escola da Fazenda Bataguassu, em Guararapes, Estado de São Paulo. Chegou ao nosso Estado em 1963, onde lecionou da Escola Municipal Fazenda primavera, município de Batayporã. De 1.972 à l.978, exerceu as funções de inspetora de alunos nos turnos vespertino e noturno na Escola Profº João de Lima Paes e no matutino lecionava na Fazenda Esperança. Em 1.972 formou-se como professora normalista. Trabalhou como professora nas Escolas Estaduais Padre Anchieta, Luis Soares Andrade, Antonio Joaquim de Moura Andrade e Austrílio Capilé Castro, sendo que nesta última aposentou-se voluntariamente, depois de mais de trinta anos dedicados ao magistério. O nome de D. Nair foi escolhido em 1.994 para denominar a nova Escola que naquele ano foi criada pelo governo do estado. Sua indicação é atribuída até hoje pelo seu profissionalismo, dedicação e competência que marcaram seu trabalho enquanto estava atuando em sala de aula. 5
  • 6.
    “Os professores ideaissão os que se fazem de pontes, que convidam seus alunos a atravessarem e depois, tendo facilitado a travessia desmoronam-se com prazer, encorajando-os a criarem as suas próprias pontes”. 2.2 – ATOS LEGAIS • Criação – Decreto nº 8.121 de 29/12/1994 – D.O. nº 3.942 de 30/12/1994 • Autorização Ensino Fundamental e Médio – Resolução/SED nº 2.216 de 23/12/2008 – D.O nº 7.368 de 24/12/2008 • Educação Profissional e Curso Normal Médio: (Obs.-: Os cursos de Educação Profissional e Curso Normal Médio são autorizados pela SED à medida que os mesmos são implantados na Unidade Escolar). 2.3 - NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO A Escola oferece o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e o Ensino Médio no turno diurno e no turno noturno e neste turno oferece também a Educação Profissional de nível médio e Curso Normal Médio. 2.4 - DIREÇÃO Profº. Acácio Luiz Sampaio (Diretor) e profª. Tânia Filomena Colato Granato (Diretora-Adjunta) eleitos pela comunidade escolar para um mandato de três anos (triênio 2008 a 2011). 2.5 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Danielly Cristiny Sakate Bernegozzi Rueda Sílvia Maria dos Santos Souza Sirlei Rodrigues de Oliveira Lima 3. GESTÃO DEMOCRÁTICA O Colegiado Escolar, a Associação de Pais e Mestres, o Grêmio Estudantil e o Conselho de Classe representam para a escola uma oportunidade de participação da sociedade na Gestão Democrática. Correspondem a uma tentativa de busca de novas formas de gestão, para o que, a participação da comunidade é, inevitavelmente, essencial. Na escola essa participação está materializada no funcionamento efetivo do Colegiado Escolar. A existência desse conselho promove 6
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    um ganho significativona ampliação dos processos participativos, pois está centrada em decisões descentralizadas e dialógicas. Outras instituições escolares atuam junto com o Colegiado, colaborando para o aperfeiçoamento do processo educacional, para a assistência escolar e para a integração família-escola-comunidade. A Associação de Pais e Mestres (APM) atua como Unidade Executora, na gestão da autonomia financeira da escola. O Grêmio Estudantil enriquece a vida dos alunos, não só por lhes abrir uma gama variada de possibilidades como também, por possibilitar que eles adquiram, na prática, a noção de responsabilidade. O Conselho de Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço específico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos alunos, da escola em si, mas também da Proposta Pedagógica desenvolvido pela escola. A participação de todos os alunos, professores, pais, coordenadores pedagógicos e diretor e diretor- adjunto nas reuniões do Conselho de Classe promove uma democratização das relações pessoais. Conduzir mudanças de paradigmas não é fácil. Buscar isto de forma coletiva, apesar de difícil, traz mais vantagens do que desvantagens ao processo educacional. Ações colegiadas oportunizam visões compartilhadas dos objetivos e finalidades da escola, promovem a divisão de responsabilidades, o acompanhamento formal ou informal das propostas firmadas e a busca coletiva de soluções para os problemas que surgem na escola. Na prática colegiada alguns entraves são encontrados, como as associadas ao maior tempo necessário para firmar consensos, a maior vulnerabilidade dos processos de mudança, as situações de conflitos que surgem durante os debates existentes e a insegurança de alguns segmentos na tomada de decisão. Esses fatores surgem pela pouca experiência democrática na nossa sociedade, todavia a escola é um campo fértil para o aprendizado da democracia e da cidadania. Vivenciando uma gestão democrática estamos resgatando a função política e social da escola, situando-a no exercício de um importante papel, o de contribuir para a organização de uma nova sociedade e, portanto, tornar-se agente de transformação, firmando-se indubitavelmente num local de humanização. Para a escolha da Direção Escolar é realizada eleição a cada três anos. Participam da eleição todos os segmentos que compõem a comunidade escolar. 3.1 – COLEGIADO ESCOLAR O Colegiado Escolar é um órgão que faz parte da estrutura da Unidade Escolar. Trata-se de uma instância colegiada que tem caráter deliberativo, executivo, consultivo e avaliativo nos assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira da Escola. Integram o Colegiado Escolar da EE. Profª Nair Palácio de Souza os seguintes representantes por segmento: Professores: Patrice Mota Gomes Landin e Maria Regina Zaqui Membros Suplentes: Eduardo Martins e Funcionários Administrativos: Ivete Nunes da Silva. Membros Suplentes: Antonia Alves Pereira e Cleuza de Lima Fernandes. Coordenação Pedagógica: Sílvia Maria dos Santos Souza 7
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    Membro Suplente: SirleiRodrigues de Oliveira Lima Alunos-: Carolina Rothe Maier, Suélem Mazieri Lhamas e João Carlos Marcolini Simon Pais-: Evandro Amaral Trachat e Silva, Rita de Cássia de Souza Oliveira e Rosa Maria de Souza Membros Suplentes: Valdir Ferreira O diretor profº Acácio Luiz Sampaio e a diretora-adjunta Tânia Filomena Colato Granato são membros natos do Colegiado e Secretários Executivos do mesmo. A presidente do Colegiado Escolar é a Coordenadora pedagógica Sílvia Maria dos Santos Souza. O Colegiado é regido por um Regimento Interno. 3.2 – APM – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES A APM é uma entidade civil com personalidade jurídica própria, sem caráter lucrativo formado por pais, professores, funcionários da escola e direção. Tem por objetivo administrar recurso federal, estadual, municipal, da comunidade, de entidades públicas ou privadas e da promoção de campanhas escolares ( comemorações, palestras, gincanas, etc). A Associação é regida por Estatuto e tem como componentes os seguintes membros: CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Acácio Luiz Sampaio Secretária: Yolanda Chaves Costa Michels Conselheiros: Maria de Fátima Lopes Ribeiro Tolentino Antonio Carlos Costa Ediana Aparecida Ciciliati Milhorança Claudemir Gomes Maran Maria Lúcia de Oliveira DIRETORIA Presidente: : Plínio Tolentino Pereira Vice-Presidente: Marislei Sanches Ferreira Martins Secretário-Executivo: Acácio Luiz Sampaio Secretária: Cristiane Fernandes 8
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    Tesoureiro: Edivaldo CarlosMartins CONSELHO FISCAL Membros efetivos: Cristiani de Lima Pereira Luiz Carlos Picoli Átila Pieretti Vânia Maria Ferreira Sueli de Souza Pessoa Membros Suplentes: Maria Regina Pereira Manzoli Trindade Eloisa Cristina Boscoli Resende José Maria Nunes Ladislau Siqueira Arvelino Nilson Luiz Perlin 3.3 – GRÊMIO ESTUDANTIL O Grêmio Estudantil é a entidade que representa os alunos da Unidade Escolar. Sua principal característica é a de ser organizada e dirigida pelos próprios estudantes, que detectam suas necessidades e anseios, participando efetivamente das decisões tomadas na escola. Muitas ações do Grêmio Estudantil acabam por beneficiar não apenas os alunos, mas toda a comunidade escolar. A diretoria do Grêmio Estudantil é sempre convidada para participar das reuniões do Colegiado Escolar. O Grêmio é uma instituição com Estatuto próprio e a diretoria para o trabalho no ano letivo de 2011 está assim composta: Presidente: Kathiene Costa Prior Vice-presidente: Giovane Perlin 1ª secretario: Emily Leal 2ª Secretaria: Guilherme Figueiredo Terenciani 1ª tesoureiro: Leticia Pereira 2ª Tesoureiro: Andressa Sayri Moreira Suguimoto Orador: Allan Santos Neves Diretor Social: Thaís Paschoal Catarino Diretor de Imprensa: Murilo Bianchi Martins Diretor de Esporte: David José Carvalho Brito Diretor Cultural: Vitor Hugo Quevedo do Santos 9
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    Promotor de Direitose Deveres: João Vitor 1ª Suplente: Ezequiel Andres 2ª suplente: Ana Barbara Salvador Rodrigues 3ª suplente: Thiago Bortoleto Gomes da Silva 3.4 – ASSOCIAÇÃO DE PAIS (A.P) Para incentivar a participação dos pais na escola, o segmento dos pais do Colegiado Escolar, pretende implantar a A.P. (Associação de Pais). Esta contará somente com a presença dos pais, que compartilham dos objetivos da escola e possuem expectativas de sucesso acadêmico para seus filhos. Poderão com seus pares avaliar a escola e propor para o Colegiado as mudanças que se fizerem necessárias, a partir da avaliação realizada pelos mesmos. 3. 5- CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço específico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos alunos, da escola em si, mais também da Proposta desenvolvida pela escola. É um dos momentos mais importantes do processo pedagógico, pois através de paradas organizadas, os integrantes da Unidade Escolar poderão repensar a prática educativa e deliberar sobre reajustes a serem realizados no planejamento, nas disciplinas, na turma ou na aula. Para o bom desenvolvimento das atividades do Conselho de Classe, é necessário que seus membros estejam bem informados sobre os aspectos fundamentais da organização da escola e da sua Proposta, tais como: • a Filosofia que norteia a escola; • a proposta curricular que delineia a ação pedagógica; • os objetivos contidos no planejamento pedagógico do professor; • o tipo de avaliação adotada pela escola; • o regimento Escolar, principalmente no que se refere à questão da legalidade do sistema de avaliação escolar; O Conselho de Classe deve ter como perspectivas; • a continuidade da aprendizagem; • a adequação dos conteúdos programáticos à turma; • a adequação da metodologia de ensino aos conteúdos e aos alunos; • a consecução dos objetivos propostos; • o desempenho do aluno, do professor e da Proposta da Escola; • a previsão de procedimentos de recuperação; • o desenvolvimento da auto-avaliação do aluno e do professor; • o encaminhamento de medidas pedagógicas a serem tomadas após a reunião do Conselho. O Conselho de Classe pode assumir funções diversas e a partir dessas funções, ele tem determinações e propósitos como: 10
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    a) Função Diagnóstica-:consiste no diagnóstico escolar, ou seja, no levantamento de dados sobre a comunidade em que a escola está inserida, as famílias donde provêm a clientela, os alunos e seus costumes, a própria proposta do professor e da escola. Tudo com a finalidade de proporcionar situações educacionais apropriadas à formação do aluno. Implica também em detectar os talentos e as dificuldades dos alunos, a fim de providenciar atendimento adequado prevenindo e/ou corrigindo falhas no processo ensino-aprendizagem. Neste contexto cabe também a auto-avaliação do professor e da escola. b) Função de Acompanhamento-: É o momento de retomada dos dados do Conselho de Classe anterior, para análise do que foi feito, face às recomendações emanadas, apurando os êxitos e dificuldades encontradas. Esta análise implicará novamente na auto-avaliação de todos os envolvidos no processo, podendo neste momento ocorrer alterações no planejamento, na metodologia do professor, na forma de avaliar ou mesmo na sua postura pedagógica. Os alunos por sua vez também farão esta auto-avaliação, observando onde podem melhorar, propondo sugestões para que isso aconteça. Recomendações sobre procedimentos de recuperação, atendimentos individualizados, sugestões metodológicas, poderão sair neste momento da reunião do Conselho. c) Função Prognóstica: É o momento de se estabelecer metas e previsões que poderão ser alcançadas até o final de cada bimestre letivo. Estão incluídos aqui a elaboração de projetos que sejam direcionados aos problemas detectados, conversa com os pais na busca de parceria, possíveis encaminhamentos terapêuticos e substituição do professor, se for o caso. As sugestões serão levantadas no momento da avaliação coletiva, durante a reunião do Conselho. Além das perspectivas e funções citadas anteriormente, o Conselho de Classe, no que se refere ao sistema de avaliação, estará sujeito às legislações emanadas pela Secretaria de Estado de Educação, previstas no Regimento Escolar. O Conselho de Classe funcionará da seguinte forma: 1º momento-: Entendimento dos objetivos do Conselho; 2º momento-: Diagnóstico de cada turma a partir de levantamento de dados do bimestre; 3º momento-: Avaliação dos professores; 4º momento-: Avaliação dos alunos; 5º momento-: Avaliação dos pais; 6º momento-: Elaboração de propostas para o próximo bimestre. O pessoal envolvido nas reuniões do Conselho serão: a) Todos os alunos da turma; b) Todos os professores da turma; c) Diretor; d) Coordenadores Pedagógicos; e) Pais dos alunos. 11
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    As datas dasreuniões serão estabelecidas no Calendário escolar de cada ano letivo. 3- MARCO TEÓRICO A visão de mundo concebida na Proposta Pedagógica aponta para a minimização das desigualdades sociais, oferecendo indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, à cultura e aos direitos garantidos em Lei e que nem sempre cumpridos, principalmente neste mundo globalizado e tecnológico, onde não existe mais fronteiras para o conhecimento. Para tanto, a escola deve garantir aos alunos, a criticidade necessária para poder avaliar as diferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participação democrática não se expresse apenas no momento das eleições e do voto. Dentre os diversos objetivos do Projeto, buscamos garantir que a educação básica seja construída sob os pilares recomendados pela UNESCO (1999): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, proporcionando aos alunos, um ensino direcionado para o exercício da cidadania e para um mundo globalizado em constante transformação. Buscamos também, desenvolver práticas educativas voltadas à participação da comunidade escolar, respeito ao meio ambiente, a cultura regional e local. O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, a Organização Pedagógica e Administrativa procuram estar direcionadas para o aluno, que é o foco principal da escola, de modo a tornar este ambiente alegre e dinâmico desencadeando assim o gosto e a valorização no educando e como conseqüência a qualidade tão almejada por todos. A gestão da escola é democrática, porque é constituída de um colegiado composto por representantes de todos os segmentos da com unidade escolar. O currículo abrange um âmbito de intenções e interações, nas quais se entrecruzam processos e agentes diversos, que compõem um verdadeiro e complexo tecido educacional. Isto, significa conceber a organização curricular para além da mera realização de atividades pedagógicas e divisão do tempo escolar em rotinas estruturantes, ou apenas da organização do trabalho dos educadores. Currículo, como aponta (Machado, 2004, p 7), é todo processo educacional e pedagógico e define-se como o conjunto de intenções, ações e interações presentes no cotidiano de qualquer instituição. O ensino-aprendizagem caracteriza-se pelo desenvolvimento e transformação progressiva das capacidades intelectuais dos alunos em direção ao domínio dos conhecimentos e habilidades, e sua aplicação. O processo visa alcançar determinado resultado em termos de habilidades e competências. Para tanto, a escola por meio dos PCNs, Orientações Curriculares/MEC/07, Orientação Curricular para a Educação Básica de MS/08 (Ens. Fundamental e Médio) e dos recursos pedagógicos, contribui com o aperfeiçoamento da prática pedagógica e, por conseguinte a busca da melhoria da qualidade da educação, principal função social da escola. A avaliação da aprendizagem está voltada para a democratização e para a socialização do saber estando em sintonia com as teorias recentes sobre o assunto e com a filosofia da Escola. Deve articular-se com o PPP e com o projeto de cada professor. Ela não é um fim em si mesma, como a prática atual demonstra, mais subsidia um curso de ação que visa edificar o processo da aquisição do conhecimento. A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar do professor e do aluno. É necessária e permanente no trabalho docente, necessitando de acompanhamento sistemático do processo ensino/aprendizagem, a fim de constatar progressos, dificuldades, e reorientar o trabalho para correções necessárias. Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente em busca do melhor.” (LUCKESI, 1997, pág. 25). A educação de qualidade é aquela que promove para “todo” o domínio de conhecimentos, a preparação 12
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    para o mundodo trabalho, a constituição da cidadania, tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 3.1 – OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI A educação é a base da cidadania porque ela é ao mesmo tempo difusora e instrumento da possibilidade de construção de uma sociedade cujos direitos e deveres sejam de fato exercido por todos. O papel da educação é duplo: ela é disseminadora de uma consciência cidadã e ao mesmo tempo é instrumento de consolidação de uma verdadeira cidadania vivenciada nesse segundo papel. A educação precisa, necessariamente estar cumprindo seu papel de garantir oportunidades iguais a todos. É desejável que os estudantes de todos os níveis possam competir em igualdade de condições. Alguns dados recentes nos mostram que a escolarização ampla que ocorre hoje no Brasil pouco tem contribuído para a implantação de uma sociedade mais justa como preconiza nossa Constituição. A educação é investimento estratégico na sociedade da informação/conhecimento, porém mais importante é assumi-la como investimento ético referido ao compromisso com o desenvolvimento pleno dos cidadãos e oferta igualitária de oportunidades a todos. A UNESCO destacou quatro pilares que são as bases da educação, ao longo de toda a vida do homem. São eles: 1º. Pilar: APRENDER A CONHECER que significa dominar os instrumentos do conhecimento, o desenvolvimento do desejo e das capacidades de aprender a aprender. O desenvolvimento de habilidades cognitivas e a compreensão do mundo que o cerca. É preciso que neste pilar seja desenvolvido conhecimentos necessários como a linguagem matemática e a linguagem verbal para propiciar a construção de novos conhecimentos. 2º. Pilar: APRENDER A FAZER. Conhecer e fazer são indissociáveis. O segundo é conseqüência do primeiro. Aprender a fazer implica no desenvolvimento de competências que envolvem experiências sociais e de trabalho diversas que possibilitem às pessoas enfrentar, de forma mais autêntica, às diversas situações e a um melhor desempenho no trabalho em grupo. 3º. Pilar: APRENDER A VIVER juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências, no sentido de realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos. Aqui, faz-se uma reflexão sobre o respeito às diversidades (culturais,étnicas...) e desenvolve valores necessários à convivência harmoniosa na sociedade. Cabe à escola, trabalhar conteúdos que contemplem assuntos como a diversidade da espécie humana e promova um ambiente que permita ao aluno a valorização do próximo e o espírito de cooperação. 4º. Pilar: APRENDER A SER. A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, isto é, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade possibilitando ao mesmo, um potencial significativo que permita-lhe um pensamento reflexivo e crítico. Neste pilar, cabe à educação, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento e discernimento 13
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    para que osmesmos sejam capazes de construir a sua própria história com bastante dignidade. Fundamentados nos quatro pilares, podemos pensar em uma escola com espaço de interação, de participação e de articulação entre os segmentos , buscando sempre o respeito mútuo, a criatividade, a solidariedade, a cidadania, desenvolvendo habilidades que levem os alunos a serem agentes do seu próprio saber e construtores de novos horizontes que possibilite uma vida mais feliz. 3.2. ÁNÁLISE DO PROCESSO EDUCACIONAL A E.E. Profª Nair Palácio de Souza iniciou suas atividades em 1995. O número de alunos que matricularam-se na escola desde sua criação cresceu consideravelmente, como apresenta o gráfico seguinte: Ano letivo Matrícula Inicial Matrícula Final 1995 33 39 1996 80 99 1997 131 151 1998 256 321 1999 350 414 2000 387 471 2001 396 500 2002 501 575 2003 537 664 2004 613 723 2005 734 851 2006 752 868 2007 761 885 2008 852 931 2009 896 958 2010 1025 979 2011 1110 O Ensino Fundamental foi implantado na Escola à partir de 1998. Os Cursos de Educação Profissional foram implantados na escola a partir de 2008. 14
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    Os dados referentesaos alunos transferidos, evadidos, aprovados e reprovados estão contidos no gráfico abaixo: ENSINO MÉDIO Ano Letivo Transferidos Evadidos aprovados reprovados 1995 03 01 33 02 1996 11 04 73 11 1997 33 06 103 07 1998 30 12 168 18 1999 39 07 193 05 2000 39 08 208 21 2001 55 08 205 28 2002 50 02 267 19 2003 21 - 373 04 2004 63 13 291 40 2005 78 32 402 31 2006 75 31 426 25 2007 78 18 398 55 2008 85 25 429 36 2009 97 12 430 48 2010 124 19 426 37 2011 ENSINO FUNDAMENTAL Ano Letivo transferidos Evadidos Aprovados Reprovados 1998 18 05 60 09 1999 40 04 94 19 2000 46 04 119 22 2001 29 01 143 10 2002 31 05 179 15 2003 25 01 173 25 2004 34 06 214 34 15
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    2005 35 06 247 20 2006 33 02 254 22 2007 45 04 253 34 2008 42 06 270 38 2009 49 07 279 36 2010 43 01 295 34 2011 Apresentamos a seguir alguns indicadores educacionais recentes da Escola que permite avaliar a qualidade do ensino ofertada pela instituição. RESULTADO PROVA IDEB Anos finais do Ensino Fundamental * IDEB Brasil MS Município Escola 2005 3,5 3,4 3,0 --- 2007 3,8 3,9 3,5 4,6 2009 4,0 4,1 4,2 4,9 2011 Obs-: Em 2005 a escola não passou pela avaliação da Prova Brasil. RESULTADO PROVA BRASIL 2007 (Anos finais do Ensino Fundamental *) Brasil UF Município Escola Aprovação 78,2 75,5 70,9 88,9 (L.Portuguesa) 228,93 238,48 241,63 251,38 Prova Brasil (Matemática) 240,56 252,16 255,82 260,83 Brasil UF Município Escola Média de horas-aula diária 4,5 4,3 4,3 4,4 Docentes com curso superior 83,3 90,1 98,1 100,0 16
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    Distorção Idade-série 23,2 37,5 45,5 11,1 * Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira- INEP/MEC RESULTADO PROVA BRASIL 2009 (Anos finais do Ensino Fundamental *) Brasil UF Município Escola Aprovação 78,2 75,5 70,9 88,9 (L.Portuguesa) 228,93 238,48 241,63 251,38 Prova Brasil (Matemática) 240,56 252,16 255,82 260,83 Brasil UF Município Escola Média de horas-aula diária 4,5 4,3 4,3 4,4 Docentes com curso superior 83,3 90,1 98,1 100,0 Distorção Idade-série 23,2 37,5 45,5 11,1 * Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira- INEP/MEC Dados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) * Ano da Avaliação Nº de Nº de Médias (Redação e Prova matrícula Participantes Objetiva) 2005 146 131 47,41 2006 153 131 45,69 2007 138 119 53,65 2008 2009 140 105 560,59 2010 17
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    * Dados: InstitutoNacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira- INEP/MEC Uma análise efetuada pela Escola nos mostra a dificuldade enfrentada pelos alunos com relação ao entendimento dos enunciados das questões; esse fato redundou, certamente, na diminuição da chance de acertos na resolução das questões colocadas, provocando em desvio na certitude dos resultados. 4. MARCO OPERACIONAL Buscando a efetivação de uma escola pública de qualidade, será necessário avaliar periodicamente o desempenho da Unidade Escolar, por meio de fichas previamente elaboradas, reuniões e anualmente, da avaliação institucional. Com relação ao prédio, por ser uma construção nova está adequado para portadores de necessidades especiais. A escola funciona em forma de salas ambientes e para melhor operacionalização do currículo seria necessário a instalação de um televisor e DVD em cada sala. Todos estes fatores são condições indispensáveis para a diminuição da evasão, repetência e na melhoria da aprendizagem dos nossos alunos. Esses espaços específicos permitem desenvolver experiências e produzir conhecimentos científicos, pois, a iniciação cientifica dá ao educando motivação para continuidade dos estudos. Para melhoria de todo o processo, a unidade escolar pretende desenvolver ações a curto, médio e longo prazo, tais como: - Criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade; - Permitir ao aluno exercitar sua cidadania a partir da compreensão da realidade, para que possa contribuir em sua transformação; - Buscar novas soluções, criar condições que exijam o máximo de exploração por parte dos alunos e estimular novas estratégias de compreensão da realidade; - Melhorar a qualidade de ensino, motivando e efetivando a permanência do aluno da escola, evitando a evasão; - Criar mecanismos de participação que traduzam o compromisso de todos na melhoria da qualidade de ensino e no aprimoramento do processo pedagógico; - Promover a integração escola-comunidade; - Atuar no sentido do desenvolvimento humano e social tendo em vista sua função maior de agente de desenvolvimento cultural e social na comunidade, a partir de seu trabalho educativo. - Propor parcerias com Universidades, Empresas, Instituições e outros órgãos, solicitando serviços, cursos, palestras e outras formas de intercâmbio que venham ao encontro dos anseios da comunidade escolar; - Promover reuniões pedagógicas periodicamente, no sentido de conscientizar os professores da necessidade de encontrar caminhos adequados e prazerosos para a concretização do processo ensino-aprendizagem, construindo, dessa 18
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    forma, um ambienteestimulador e agradável. Uma pedagogia centrada no aluno e não nos conteúdos; - Dinamizar o trabalho pedagógico através de atividades especiais: confecção de jornais, exposições, banco de livros, mostras variadas, produção de textos de alunos e professores, etc; - Garantir que o Conselho de Classe seja participativo, transparente, responsável e que suas decisões sejam cumpridas; Implantar ou revitalizar os Projetos: Meio Ambiente, Dança, Sala Ambiente, Conservação do Patrimônio; Artesanato e Pintura; Fortalecer o Grêmio estudantil; - Criar a Associação de Pais; - Buscar junto a Secretaria Estadual de Educação a possibilidade na ampliação do prédio escolar (construção de: auditório, Laboratório de Química e Física e almoxarifado); - Construir arquibancadas e alambrado na quadra de esportes; - Realizar anualmente os jogos interclasse; - Promover simulados semestrais para todos os alunos do Ensino Fundamental e Médio; - Promover extraordinariamente simulados bimestrais para os 9ºs anos do Ensino Fundamental e Terceiros anos do Ensino Médio nos moldes da Prova Brasil e Enem; - Buscar junto a SED, ampliação do número de pessoal administrativo: bibliotecário, agentes administrativos, de limpeza e de merenda; - Revitalizar a biblioteca; - Equipar o laboratório de ciências e biologia; - Substituir os computadores danificados e a expansão das memórias dos existentes; - Propor parcerias junto à iniciativa privada para melhorar os recursos pedagógicos; - Dinamizar o trabalho da coordenação pedagógica através de projetos específicos; - Dinamizar os planejamentos dos professores através de estudos dirigidos troca de experiências didáticas, entre outras atividades pedagógicas; - Promover reparos em todos os instrumentos pedagógicos: retroprojetores, TVs, DVDs e sons; - Estimular e dar suporte financeiro e técnico as atividades esportivas tais como: handebol, basquetebol, voleibol, futsal, dança, xadrez, dama, atletismo, música, dança e teatro; - Promover atividades culturais, apresentação de danças, teatros e músicas, mensalmente, durante os intervalos; - Promover evento extraclasse com a participação da família (festas regionais, folclóricas e gincana escolar); - Promover reuniões bimestrais entre a direção, coordenação, professores e pais, palestras diversas com temas atuais (família, meio ambiente, trânsito, sexualidade entre outros); 19
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    - Avaliar eadequar ao momento histórico vivenciado na Proposta Pedagógica. 5. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 5.1 - ENSINO FUNDAMENTAL O Ensino Fundamental, através de conteúdos, metodologias e formas de acompanhamento e avaliação visa a que o aluno, ao final de sua conclusão seja capaz de: ➡Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; ➡Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; ➡ Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência do país; ➡ Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro, bem como aspectos sócio-culturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, crenças, sexo, etnia ou outras características individuais e sociais; ➡Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para melhoria do meio ambiente; ➡Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca do conhecimento e no exercício da cidadania; ➡Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e dotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva; ➡Utilizar as diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contexto públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; ➡Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; ➡Questionar a realidade detectando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação. 20
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    5.2 – ENSINOMÉDIO O Ensino Médio objetiva, através de conteúdos, metodologias, formas de acompanhamento e avaliação a que o aluno demonstre: ➡Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem as modernas formas de produção; ➡Conhecimento das formas contemporâneas de linguagem; ➡Domínio dos conhecimentos de ciências humanas e ambientais necessários ao exercício da cidadania. 5.3 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL A Escola Estadual Profª. Nair Palácio de Souza propõe o oferecimento do Cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio, visando contribuir de forma ativa para o atendimento das demandas necessárias do mercado de trabalho e oferecer à comunidade de Nova Andradina profissionais habilitados, competentes e dinâmicos, preparados para a empregabilidade e a competitividade do mundo moderno e capazes de atuar com eficiência e eficácia, tendo como perspectiva pedagógica relacionar o currículo à realidade onde a unidade escolar está inserida. Essa proposta requer desta Instituição, permanente atualização e sintonia com as transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além de contato permanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticas pedagógicas operatórias e ativas, compatíveis com as características do processo produtivo. Em 2011 a escola está oferecendo o Curso de Técnico em vendas e Técnico em Agronegócio. 5.4 – CURSO NORMAL MEDIO O Objetivo do Curso normal médio é promover a formação em nível médio, na modalidade normal, de docentes para atuar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental com subsídios teóricos e metodológicos que contribuam para a construção de práticas pedagógicas atualizadas e contextualizadas. 5.5 – INTEGRAÇÃO E SEQÜÊNCIA DOS COMPONENTES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Através da verticalidade e da horizontalidade, haverá a integração e a seqüência dos componentes curriculares do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional, abordadas nos planejamentos escolares e com amplas discussões nas reuniões docentes, sempre com embasamento nas diretrizes traçadas pela LDBEN e nas orientações emanadas da Secretaria de Estado de Educação. 21
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    5.6 - INSERÇÃODOS TEMAS TRANSVERSAIS Os Temas Transversais são estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e compreendem seis áreas: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Eles constituem uma série de valores humanos a ser desenvolvidos na escola (higiene, habitação, lazer, respeito, atitudes, comportamentos, etc...). Na escola não haverá aulas específicas sobre os temas transversais. Eles estarão integrados a todas as áreas do currículo e caberá ao professor verificar o momento propício para abordá-los. Os mesmos poderão também ser trabalhados sob a forma de projetos. 5.6.1 - ÉTICA A Ética diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. Na escola, este tema encontra-se, em primeiro lugar, nas próprias relações entre os agentes que constituem essas instituição: alunos, professores, coordenadores, funcionários e pais. Em segundo lugar, encontra-se nas disciplinas do currículo, uma vez que o conhecimento não é neutro. O tema Ética traz a proposta de que a escola realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, condição para a reflexão ética, e será trabalhado a partir de quatro blocos de conteúdos: Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo e Solidariedade. 5.6.2 – PLURALIDADE CULTURAL Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira pé formada não só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países, e também com as migrações que nos colocam em contato com grupos diferenciados. .Ás vezes as relações pessoais desses grupos são marcadas pelo preconceito. O grande desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a riqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Para tanto os conteúdos que serão trabalhados neste tema são os seguintes: Pluralidade Cultural e a vida dos adolescentes no Brasil; Pluralidade Cultural na formação do Brasil, O ser humano como agente social e produtor de cultura, Direitos Humanos e Direitos de cidadania e Pluralidade. 5.6.3 - MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL (LEI 9.795/1999) O Meio Ambiente constitui um dos temas transversais de fundamental reflexão e introduz nas salas de aula assuntos cada vez mais atual. Para a escola, o Meio Ambiente não se restringe ao ambiente físico e biológico, mas inclui também as relações sociais, econômicas e culturais. O objetivo é trazer reflexões que levem o aluno ao enriquecimento cultural, à qualidade de vida e à preocupação com o equilíbrio ambiental. O trabalho será realizado á partir de três blocos de conteúdos: A natureza “cíclica” da Natureza, Sociedade e Meio Ambiente e Manejo e Conservação ambiental. 5.6.4 – SAÚDE 22
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    A Saúde, antesde tudo, é um direito fundamental do cidadão. Nesse sentido, a escola tem a função de orientar o estudante com as noções básicas de higiene e saúde, lembrando-lhe que cada indivíduo deve ser responsável pelo seu próprio bem- estar. Falar em saúde implica levar em conta, por exemplo, a qualidade do ar que se respira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e a desnutrição. Atitudes favoráveis ou desfavoráveis à saúde são construídas desde a infância pela identificação de valores observados em modelos externos ou grupos de referência. A formação do aluno para o exercício da cidadania compreende a motivação e a capacitação para o autocuidado, assim como a compreensão da saúde como direito e responsabilidade pessoal e social. Os conteúdos desta área são: Autoconhecimento para o Autocuidado e Vida Coletiva. 5.6.5 – ORIENTAÇÃO SEXUAL O trabalho de Orientação Sexual visa transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas, tabus e valores a ela associados. Essas informações jamais poderão ferir a crença e valores trazidos pelos jovens da família. Propõem-se três eixos fundamentais para nortear a intervenção do professor em relação ao tema: Corpo Humano, Relações de Gênero e Prevenção às Doenças Sexualmente transmissíveis/AIDS. 5.6.6 – TRABALHO E CONSUMO Ao enfocarmos o tema transversal Trabalho e Consumo, podemos enfatizar as informações das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão histórica, assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o comunitário, a escravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Podemos também analisar a influência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a Industria Cultural, refletindo como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões de beleza e condutas que manifestam valores e expectativas. Pode-se também analisar criticamente o anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos e serviços. Os conteúdos a serem trabalhados nesta área são: Relações de Trabalho, Trabalho, consumo, saúde e meio ambiente; Consumo, meios de comunicação de massas, publicidade e vendas e Direitos Humanos, cidadania, trabalho e consumo. Este Tema Transversal será trabalhado nos anos finais do Ensino Fundamental. 5.7 – INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA. (Lei 10.639/2003 e Lei 11.645/2008) O atendimento diferenciado a ser dado às questões étnico-raciais se traduz por meio do que propõe a legislação específica do tema, buscando a consolidação da Educação Afro-Brasileira, História Africana e História dos Negros e Índios no Brasil, em forma de conteúdos nas diversas disciplinas, que compõem o currículo da Educação Básica, Curso Normal Médio e Educação Profissional, em especial em História, Educação Religiosa, Literatura, Artes, Sociologia, Filosofia e Educação Física. O trabalho pedagógico com o tema buscará promover uma educação 23
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    transformadora que possaformar cidadãos conscientes de seu pertencimento ético- racial, que caminhem juntos na construção de uma sociedade justa e democrática. Será incluído no Calendário escolar o dia 20 de novembro como “Dia Nacional da Consciência Negra”. Para a inserção da Educação das relações étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena no currículo escolar, caberá à Unidade Escolar: - Conscientizar a comunidade de que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias, igualmente valiosas, e que, em conjunto, constroem, na nação brasileira e sua história; - Conhecer e à valorizar a história dos povos africanos, da cultura afro-brasileira e indígena na construção histórica e cultural do País; - Promover a superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que os negros, os povos indígenas e também as classes populares, às quais os negros, no geral, pertencem, são comumente tratados. - Buscar informações e subsídios, da parte de pessoas, em particular de professores não familiarizados com a análise das relações étnico-raciais e sociais com o estudo de História e Cultura Afro-brasileira , Africana e Indígena, que lhes permitam formular concepções não baseadas em preconceitos e construir ações respeitosas. - Procurar romper com as imagens negativas, forjadas por diferentes meios de comunicação, contra os negros e os povos indígenas. - Combater à privação e à violação de direitos. - Ampliar o acesso a informações sobre a diversidade da nação brasileira e sobre a recriação das identidades, provocada por relações étnico-raciais. - Levar a comunidade escolar a pensar, decidir, agir, assumir responsabilidades por relações étnico-raciais positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos e contestações, valorizando os contrastes das diferenças. - Valorizar e divulgar a oralidade, a corporeidade e a arte — por exemplo, a dança —, marcas da cultura de raiz africana e indígena, ao lado da escrita e da leitura. - Promover a educação patrimonial, buscando o aprendizado com base no patrimônio cultural afro-brasileiro e indígena, visando preservá-lo e difundi-lo. - Promover parcerias com organizações de grupos do Movimento Negro e Índio e de grupos culturais negros e indígenas, bem como da comunidade em que se insere a escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de projetos que contemplem a diversidade étnico-racial. - Apoiar sistematicamente os professores na elaboração de planos, projetos, seleção de conteúdos e métodos de ensino, cujo foco seja a História e Cultura Afro- brasileira e Africana, Indígena e a Educação das Relações Étnico-raciais. 24
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    5.8 - INSERÇÃODA HISTÓRIA DA CULTURA SUL-MATO-GROSSENSE (Parecer nº 235 – CEE/MS) O entendimento expresso nesta proposta é de que as manifestações culturais sul-mato-grossenses devem perpassar todas as disciplinas da Educação Básica, Educação de Jovens e adultos e Educação Profissional, em especial Artes, Literatura, Língua Portuguesa, História, Educação Religiosa, Geografia e Sociologia. A articulação dos aspectos culturais com todas as áreas do conhecimento que compõem o currículo é indispensável para a construção da identidade local. Entende-se que este procedimento promoverá o acesso à cultura e constituirá elemento fundamental para a consolidação da cidadania do povo sul-mato- grossense. Para a inserção da cultura sul-mato-grossense no currículo escolar, caberá à Unidade Escolar: - Promover a articulação das diferentes disciplinas como os elementos culturais que as envolvem; - Destacar os elementos da cultura regional – música, artes plásticas, teatro, literatura e outros, articulando com os temas desenvolvidos nas diversas disciplinas; - Promover o acesso a museus, teatro, cinema, com projeção de filmes com temas regionais, e outras manifestações culturais presentes na comunidade; - Desenvolver pesquisas sobre as manifestações culturais da comunidade, da cidade e do Estado; - Elaborar e desenvolver projetos temáticos, articulados com elementos culturais. 5.9 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO E ENSINO PARA O TRÃNSITO (Lei nº 9.503/ 2007) A Educação e o Ensino para o Trânsito será desenvolvida em todos os níveis e modalidades de ensino, visando a formação integral do cidadão, conscientizando-o dos diversos papéis, por ele desempenhados no trânsito, resgatando os valores éticos. A organização desse ensino no currículo escolar se dará pela transversalidade, ou seja, os objetivos e conteúdos relativos ao trânsito serão incorporados nas áreas/eixos/componentes curriculares já existentes no currículo e no trabalho educativo da escola. Para a inserção da Educação e Ensino para o Trânsito no currículo escolar, caberá à escola: - Despertar a consciência crítica, juntamente com a responsabilidade de cada cidadão; - Envolver os alunos, levando até eles informações sobre Educação no Trânsito; - Valorizar a importância do uso do cinto de segurança; - Reconhecer a importância do pedestre e suas obrigações dentro do trânsito; - Valorizar a Educação para o Trânsito dentro da vida escolar, com o objetivo de 25
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    melhorar nossas atitudesevitando acidentes e preservando a vida; - Identificar a forma correta de locomoção de condutores, ciclista e pedestres pelo trânsito, sem transgredir as leis; - Reconhecer a importância da faixa de segurança, semáforos, placas de sinalização e aplicar os conhecimentos no seu cotidiano; - Respeitar o profissional do trânsito; - Perceber situações de risco no trânsito; - Provocar na comunidade, reflexão sobre os diferentes fatores que interferem no trânsito levando-a a sistematizar informações relevantes para a compreensão e soluções dos problemas; - Implantar uma consciência de trânsito, ou seja, transformar conhecimento em atitude, e preocupação em ações concretas. - Elaborar e desenvolver projetos temáticos sobre o Trânsito. 5.10 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO MUSICAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA (Lei nº 11.769/2008) O conteúdo de música será integrado à área de conhecimento/disciplina de Artes e será trabalhado também sob a forma de projeto. Não haverá uma disciplina especifica para o ensino da música na Unidade Escolar. 5.11 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ENSINO FUNDAMENTAL ( LEI 8.069/1990) O currículo do Ensino Fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado. 5.12 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DOS IDOSOS NA EDUCAÇÃO FORMAL ( LEI 10.741/2003) Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. 5.13– PROGRAMA DE INCLUSÃO DE MEDIDAS DE CONSCIENTIZAÇÃO, PREVENÇÃO E COMBATE AO BULLYING (Lei nº 3.887, de 06/05/2010) Uma das principais ameaças do século XXI e do processo de construção da paz é a violência. Em qualquer segmento social presenciamos formas diferenciadas de violência, principalmente no ambiente escolar, onde é evidente a 26
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    crescente manifestação deatos violentos em diversos níveis de escolaridade. Dentre as diversas formas de violência, destacamos o fenômeno do bullying, que, mesmo de forma velada, representa uma grande preocupação para a comunidade escolar. Estudos sobre esta temática apontam os diversos tipos de bullying: SEXUAL: assédio, indução e/ou abuso sexual; VERBAL: apelidos pejorativos, xingamentos e piadas depreciativas; FÍSICO: bater, chutar, empurrar e ferir fisicamente; EXCLUSÃO SOCIAL: ignorar, isolar e excluir; PSICÓLOGICO: perseguir, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar, chantagear e manipular; MORAL: difamar, disseminar rumores ou caluniar; VIRTUAL: divulgar imagens, criar comunidades, enviar mensagens, invadir a privacidade e MATERIAL: destruir, estragar, furtar e roubar os pertences das vítimas. Ações para banir o bullying na Unidade Escolar serão executadas todos os anos, objetivando a prevenção e o combate a esta prática nociva no meio dos alunos. 6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 6.1 - SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR ÁREA DO CONHECIMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL: 6.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA ➡Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las com eficiência em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos – tanto orais como escritos – coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados; ➡Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam; ➡Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado; ➡Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz; 27
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    ➡Valorizar a leituracomo fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos; ➡Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.; ➡Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário; ➡Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica; ➡Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia. 6.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS) ➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas; ➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação; ➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar; ➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais; ➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz; ➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em Língua Estrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e á recepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência e coesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos; ➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas na comunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente, uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, de maneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos). 28
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    6.1.3 – MATEMÁTICA ➡Identificaros conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da Matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas; ➡Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível de relações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático ( aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico); selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las criticamente; ➡Resolver situações-problemas, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como dedução, indução, intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis; ➡Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas; ➡Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes composições e entre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares; ➡Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções; ➡Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles. 6.1.4 - CIÊNCIAS ➡Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive; ➡Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica; ➡Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos da Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos com o aprendizado escolar; ➡Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados a energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida; 29
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    ➡Saber combinar leituras,observações, experimentações, registros, etc., para coleta, organização, comunicação e discussão de fatos e informações; ➡Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento; ➡Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela ação coletiva; ➡Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da natureza e ao homem. 6.1.5 – HISTÓRIA ➡Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços; ➡Organizar alguns repertórios históricos-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado; ➡Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles; ➡Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço; ➡Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política institucionais e organizações coletivas da sociedade civil; ➡Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos, icnográficos, sonoros; ➡Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia. 6.1.6 – GEOGRAFIA ➡Conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades em sua construção e na produção do território, da paisagem e do lugar; ➡Identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências em diferentes espaços e tempos, de modo a construir referenciais que possibilitem uma participação propositiva e reativa nas questões socioambientais locais; 30
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    ➡Compreender a espacialidadee temporalidade dos fenômenos geográficos estudados em suas dinâmicas e interações; ➡Compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, os avanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas decorrentes de conflitos e acordos, que ainda não são usufruídas por todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se em democratizá-las; ➡Conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia para compreender o espaço, a paisagem, o território e o lugar, seus processos de construção, identificando suas relações, problemas e contradições; ➡Fazer leituras de imagens, de dados e de documentos de diferentes fontes de informações, de modo a interpretar, analisar e relacionar informações sobre o espaço geográfico e as diferentes paisagens; ➡Saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a espacialidade dos fenômenos geográficos; ➡Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sociodiversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. 6.1.7 –ARTES ➡Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas; ➡Interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em, artes (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais; ➡Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções; ➡Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos; ➡Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando arte de modo sensível; ➡Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados do trabalho do artista, reconhecendo, em sua própria experiência de aprendiz, aspectos do processo percorrido pelo artista; ➡Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artistas, documentos, acervos nos espaços da escola e fora dela ( livros, revistas, jornais, ilustrações, diapositivos, vídeos, discos, cartazes) e acervos públicos (museus, galerias, centros de cultura, biblioteca, videotecas, cinematecas), reconhecendo e 31
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    compreendendo as variedadedos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. 6.1.8 – EDUCAÇÃO FÍSICA ➡Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou sociais; ➡Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência; ➡Conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura corporal do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso para integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais; ➡Reconhecer-se como elementos integrante do ambiente, adotando hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúde coletiva; ➡Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e dosando o esforço em um nível compatível com as possibilidades considerando que o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorrem de perseverança e regularidade e devem ocorrer de modo saudável e equilibrado; ➡Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de crescimento e de desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros, reivindicando condições de vida digna; ➡Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito; ➡Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer, reconhecendo como uma necessidade básica do ser humano e um direito do cidadão. 7.1 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR DISCIPLINA NO ENSINO MÉDIO: 7.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA ➡Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e como representação simbólica de experiências humanas manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social; 32
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    ➡Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos/contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção/recpeção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de idéias e escolhas); ➡Confrontar opiniões e pontos de vistas sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal; ➡Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade. 7.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS) ➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas; ➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação; ➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar; ➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais; ➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz; ➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em Língua Estrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e á recepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência e coesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos; ➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas na comunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente, uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, de maneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos). 7.1.3 – LITERATURA ➡Distinguir texto literário de texto não-literário, em função da forma, finalidade e convencionalidade; ➡Diferenciar, em textos literários, concepções de mundo e de sujeito decorrentes de sua historicidade; ➡Diferenciar, em textos, marcas de valores e intenções dos agentes produtores em função de seus comprometimentos e interesses políticos, ideológicos e econômicos; ➡Identificar a partir de um texto literário, as implicações no tratamento temático e no estilo conseqüentes do contexto histórico de produção e de recepção do texto; ➡relacionar o universo literário com o estilo de época, bem como com estereótipos e clichês sociais. 7.1.4 – EDUCAÇÃO FÍSICA 33
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    ➡Compreender o funcionamentodo organismo humano, de forma a reconhecer e modificar as atividades corporais, valorizando-as como recursos para melhoria de suas aptidões físicas; ➡Desenvolver as noções conceituais de esforço, intensidade e freqüência, aplicando-as em suas práticas corporais; ➡Refletir sobre as informações específicas da cultura corporal, sendo capaz de discerni-las e reinterpretá-las em bases científicas, adotando uma postura autônoma na seleção de atividades e procedimentos para a manutenção ou aquisição da saúde; ➡Assumir uma postura ativa, na prática das atividades físicas, e consciente da importância delas na vida do cidadão. 7.1.5 – ARTES ➡Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte ( música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais) analisando, refletindo e compreendendo os diferentes processos produtivos, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas; ➡Apreciar produtos de arte, sem suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética, conhecendo, analisando, refletindo e compreendendo critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, psicológico, semiótico, científico e tecnológico, dentre outros; ➡Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações da arte – em suas múltiplas linguagens - utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos, interagindo com o patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer e compreender em sua dimensão sócio-histórica; ➡Valorizar o trabalho dos profissionais e técnicos das linguagens artísticas, dos profissionais da crítica, da divulgação e circulação dos produtos de arte. 7.1.6 – BIOLOGIA ➡Perceber e utilizar os códigos intrínseco da Biologia; ➡Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos em estudo; ➡Conhecer diferentes formas de obter informações observação, experimento, leitura de texto e imagem, entrevista), selecionando aquelas pertinentes ao tema biológico em questão; ➡Expressar dúvidas, idéias e conclusões acerca dos fenômenos biológicos; ➡Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto da conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e tecnológicos. 34
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    7.1.7 – FÍSICA ➡Compreenderenunciados que envolvam códigos e símbolos físicos; ➡Utilizar e compreender tabelas, gráficos, fórmulas e relações matemáticas gráficas para a expressão do saber físico; ➡Elaborar sínteses ou esquemas estruturados dos temas físicos trabalhados; ➡Desenvolver a capacidade de investigação física. Classificar, organizar, sistematizar. Identificar regularidades. Observar, estimar ordens de grandeza, compreender o conceito de medir, fazer hipóteses, testar; ➡Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber científico; ➡Reconhecer o papel da Física no sistema produtivo, compreendendo a evolução dos meios tecnológicos e sua relação dinâmicas com a evolução do conhecimento científico. 7.1.8 – QUÍMICA ➡Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual; ➡Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química: gráficos, tabelas e relações matemáticas; ➡Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma visão macroscópica (lógico-empírica e lógico-formal); ➡Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva do ser humano com o ambiente; ➡Reconhecer as relações entre o desenvolvimento científico e tecnológico da Química e aspectos sócio-político-culturais. 7.1.9 – MATEMÁTICA ➡ Ler, interpretar e utilizar textos e representações Matemática; ➡Exprimir-se com correção e clareza, tanto na língua materna, como na linguagem matemática, usando a terminologia correta; ➡Formular hipóteses e prever resultados a partir de problemas criados em situações concretas; ➡Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços, fatos conhecidos, relação e propriedades; ➡desenvolver a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação e intervenção no real; ➡Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações reais, em especial em outras áreas do conhecimento. 35
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    7.1.10 – HISTÓRIA ➡Situaras diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia, a religião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais nos contextos históricos de sua constituição e significação; ➡Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão e/ou de simultaneidade; ➡Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos; ➡Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas relações com o passado; ➡Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do reconhecimento do papel de indivíduo nos processos históricos simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos. ➡Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partir das categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico. 7.1.11 – GEOGRAFIA ➡Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da geografia; ➡Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da geografia (mapas, gráficos, tabelas, etc.), considerando-os como elementos de representação de fatos e fenômenos espaciais e/ou espacializados; ➡Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam a observação dos processos de formação e transformação dos territórios, tendo em vista as relações de trabalho, a incorporação de técnicas e tecnologias e o estabelecimento de redes sociais; ➡Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação e degradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica e a mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos que incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional e global; ➡Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço geográfico atual a sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos em diferentes tempos, e os processos contemporâneos, conjunto de práticas dos diferentes agentes, que resultam em profundas mudanças na organização e no conteúdo do espaço. 7.1.14- FILOSOFIA ➡ Debater os conhecimentos de Filosofia, assumindo uma postura crítica a partir de argumentos consistentes; ➡ Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro, jornal e revista especializada; ➡ Aplicar os conhecimentos de filosofia nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produção culturais; 36
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    ➡ contextualizar osconhecimentos de filosofia tendo como referência a organização da sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e a produção científico- tecnológica; ➡ Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional, a partir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas na sociedade. 7.1.13 – SOCIOLOGIA ➡Analisar os conhecimentos de Sociologia em filmes, obra de arte, peças de teatro, jornal e revista especializada; ➡Produzir novos conceitos e valores sobre as diferentes realidades sociais, a partir das observações e reflexões realizadas; ➡Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro, jornal e revista especializada; ➡Aplicar os conhecimentos de sociologia nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produção culturais ➡Compreender as diferentes manifestações culturais, adotando uma atitude de preservação do direito à diversidade, no sentido de superar conflitos e tensões da sociedade contemporânea; ➡Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional a partir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas na sociedade; ➡Contextualizar os conhecimentos de sociologia tendo como referencia a organização da sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e a produção científico tecnológica. 8 –: SÍNTESE DAS COMPETENCIAS PROFISSIONAIS ESPECÍFICAS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovada pelo SED/MS. 9 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS DO CURSO NORMAL MÉDIO Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovado pela SED/MS. 10 - EMENTAS CURRICULARES 37
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    Obs-: 1- Asementas curriculares do Ensino Fundamental e Ensino Médio serão operacionalizadas conforme os Referências Curriculares da Secretaria de Estado de Educação. 2- As ementas curriculares da Educação Profissional e Curso Normal Médio encontram-se em Projeto específico aprovado pela SED/MS. 11. CARGA HORÁRIA DOS CURSOS Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio: 1.000 h/a anual e 834 horas anual. De acordo com a legislação vigente, os cursos respeitarão a jornada mínima de 200 dias letivos dentro do calendário civil. Os Cursos de Educação Profissional e Normal Médio obedecerão a Carga Horária definida nos Projetos específicos dos Cursos. 12. O ENSINO 12.1– A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL, DO ENSINO MÉDIO, DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL O currículo do Ensino Fundamental e Médio contém, obrigatoriamente, uma Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada. O currículo do Ensino Fundamental é organizado em áreas de conhecimento, sendo pautado em quatro princípios norteadores: – da formação humana em toda sua dimensão calcada na eqüidade, com a finalidade de democratizar as oportunidades educacionais para o cumprimento da absoluta prioridade expressa na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente; – do respeito às condições concretas de vida e de atividade do ser humano; – do respeito às experiências escolares, tomadas como indicadores para interferências pedagógicas, que conduzam à qualidade do ensino e ao desenvolvimento humano pleno; – do compromisso compartilhado de alunos, professores e comunidade para o redimensionamento do processo de ensino e de aprendizagem, consolidando a função social da escola. O Currículo do Ensino Médio é organizado em três áreas de conhecimento, trabalhadas em forma de disciplinas: I - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas de língua portuguesa, literatura, artes, educação física e língua estrangeira moderna; II – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas de física, química, biologia e matemática; III – Ciências Humanas e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas de história, geografia, sociologia e filosofia. 38
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    O currículo doensino médio é pautado em princípios, fundamentos e procedimentos que contribuem para a promoção do cidadão, por meio da: - educação articulada com o mundo do trabalho; - prática social; - preparação para o exercício da cidadania; - preparação básica para o trabalho A organização dos Cursos de Educação Profissional e do Normal Médio está definida em Projeto próprio aprovado pelo Conselho Estadual de Educação e/ou pela Secretaria de Estado de Educação. O Ensino Fundamental, com duração de 09 (nove) anos e o Ensino Médio, com duração de 03 (três) anos, terão carga horária anual de, no mínimo, 800 (oitocentas) horas e 200 (duzentos) dias letivos, com jornada diária de no mínimo quatro horas de efetivo trabalho escolar. O horário escolar será organizado com 05 (cinco) aulas diárias, com duração de 50 (cinqüenta) minutos cada. O tempo destinado ao recreio não é computado na carga horária semanal do Ensino Fundamental e Médio. O estudante dos anos finais do ensino fundamental poderá optar por cursar a área de conhecimento educação religiosa. Esta deverá ser oferecida e cumprida em turno diverso daquele em que foi matriculado. O ensino de uma Língua Estrangeira Moderna será obrigatória na unidade escolar. A definição da Língua Estrangeira Moderna, de freqüência obrigatória e de freqüência facultativa pelo estudante, ficará a cargo da comunidade escolar. A oferta de Estágio Supervisionado na Educação Profissional Técnica de nível médio, no Normal Médio, no Ensino Médio e suas modalidades seguirá as orientação do Sistema Estadual de Ensino e legislação própria. A Educação Especial deverá obedecer ao disposto em legislação própria. 12.2 – PERFIL DA ESCOLA A escola é a instituição necessária para a criação e disseminação do conhecimento e sua reelaboração, nas perspectiva de instrumentalizar o aluno para a análise e transformação de sua realidade. Ela deve ser criativa, atrativa, um espaço vivo e democrático, privilegiando sempre a formação de cidadãos compromissados com a sociedade. Nela o aluno não será apenas um expectador, que recebe informações e assiste inerte ao espetáculo, sem participar dele. Pelo contrário, a escola viabilizará alternativas que efetive a participação integral do aluno, que de expectador, passará a ator, responsável também pelo processo criador. A organização escolar, o planejamento das ações, a elaboração de projetos, o envolvimento coletivo, dará à escola mais vida e com isso mais eficácia. Os objetivos da escola mudam de acordo com as transformações que ocorrem na sociedade. Ela já não representa um simples local de aprendizagem de ofícios como antigamente e faz com que o professor reflita sobre o seu papel. Atualmente a escola tem a preocupação em desenvolver física, intelectual, moral e socialmente o indivíduo. Entretanto, como antigamente deve continuar a refletir a própria sociedade e sua respectiva cultura. Para refletir a sociedade, a escola deve ser 39
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    consoante com omomento histórico, utilizando-se de todas as ferramentas disponíveis para produzir conhecimentos que impulsionem o ser humano a agir sobre essa sociedade dinâmica que a todo o momento faz novas exigências. O avanço para a modernidade provoca a consciência de que o conhecimento se renova, se constrói, portanto, não é algo pronto e medido. Para atender a essas novas perspectivas, o novo profissional da educação terá que gerar o conhecimento, não podendo deixar de estar atento aos recursos tecnológicos e informatizados que já se apresentam na sociedade. A atualidade exige desses profissionais essa instrumentalização, para articular os conhecimentos disponíveis no mundo. Portanto, o desafio imposto instigará produções criativas alicerçadas em pedagogias inovadoras que objetivem a busca da competência, mas principalmente a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos que se engajam no processo educativo tanto de instituições privadas como públicas de ensino. 12.3– PERFIL DO PROFESSOR Toda proposta de mudança, exige também uma mudança de postura e de mentalidade. Por isso muito esforço deverá ser empreendido pelos educadores, para que o sucesso da escola aconteça. A conquista da melhoria da qualidade do ensino, a valorização do magistério e a autonomia da escola, dependerá do compromisso e responsabilidade de seus profissionais. Esta nova escola que queremos, anseia por um educador renovado, alegre, dedicado e consciente do seu papel de formador de gerações. Um professor motivado motivará os seus alunos. A autoridade do professor perpassa necessariamente pela sua competência e preparação. Ter autoridade é ser sujeito do fazer pedagógico em sala de aula. É ter argumentos para mediar o diálogo do aluno com o conhecimento e dar vida à disciplina que trabalha, tornando-a necessária, significativa e atual. A eficiência do educador passa pela sua capacidade de elaborar e dirigir seu próprio projeto com seus alunos. Neste projeto deve estar planejado todas as suas intenções pedagógicas, norteadas pela filosofia da escola. As atividades elaboradas pelo professor devem ser significativas, interessantes e variadas, teoricamente fundamentadas, para atingir claramente objetivos especificados. Devemos banir da escola, aulas que são meramente um amontoado de regras e receituários, onde o aluno não consegue aproveitar o conhecimento apreendido no decorrer do seu cotidiano. Para que isso ocorra é fundamental o caráter permanente da capacitação do professor, devendo esta, seu um instrumento de reflexão e de transformação das rotinas do trabalho em sala de aula. Momentos individualizados, grupos de estudos, debates, seminários, deverão ser proporcionado aos professores para que possam ampliar , de forma crítica e atual, o seu referencial teórico-metodológico. A missão da escola é a de atender ao aprendiz, que é um ser original, singular, diferente e único, mas contextualizado com a realidade do mundo. Para se ensinar dentro dessa nova perspectiva, Perrenoud apontou as novas competências que o professor precisa adquirir e que a Escola, através de um esforço coletivo, estará buscando: Novas Competências Necessárias ao Professor (Perrenoud, 2000). 1. Organizar e dirigir · Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a situações de serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem. aprendizagem. · Trabalhar a partir das representações dos alunos. · Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem. 40
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    · Construir eplanejar dispositivos e seqüências didáticas. · Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento. 2. Administrar a · Conhecer e administrar situações-problema ajustadas ao progressão das nível e às possibilidades dos alunos. aprendizagens. · Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino. · Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem. · Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa. · Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão. 3. Conhecer e fazer · Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma. evoluir os dispositivos de · Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais diferenciação. vasto. · Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades. · Desenvolver a cooperação entre os alunos. 4. Envolver os alunos em · Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o suas aprendizagens e saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver no em seu trabalho. aluno a capacidade de auto-avaliação. · Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou de escola) e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos. · Oferecer atividades opcionais de formação. · Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno. 5.Trabalhar em equipe. · Elaborar um projeto de equipe, representações comuns. · Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões. · Formar e renovar uma equipe pedagógica. · Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais. · Administrar crises ou conflitos interpessoais. 6. Participar da · Elaborar, negociar um projeto da instituição. administração da escola. · Administrar os recursos da escola. · Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros (serviços para escolares, bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem). · Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos. 7. Informar e envolver os · Dirigir reuniões de informação e de debate. pais. · Fazer entrevistas. · Envolver os pais na construção dos saberes. 8. Utilizar novas · Utilizar editores de textos. tecnologias. · Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino. · Comunicar-se à distância por meio da internet. · Utilizar as ferramentas multimídia no ensino. 9. Enfrentar os deveres e · Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, os dilemas éticos da étnicas e sociais. profissão · Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta · Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a 41
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    comunicação em aula. · Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade o sentimento de justiça. 10. Administrar sua · Saber explicitar as próprias práticas. própria formação · Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu continuada. programa pessoal de formação contínua. · Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede). · Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo. · Acolher a formação dos colegas e participar dela. 12. 4- OS CONTEÚDOS Geralmente utilizamos o termo “conteúdos” quando tratamos dos conhecimentos específicos das disciplinas ou matérias escolares. Mas, se nos atermos a uma concepção educativa integral, os “conteúdos” não estão condicionados unicamente às disciplinas ou matérias tradicionalmente conhecidas, mas abrange além das capacidades cognitivas, as motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social. César Coll (1986) propôs um agrupamento de “novos conteúdos”, que seriam: conceituais, procedimentais e atitudinais. Esta divisão corresponderia as seguintes questões: - O que devemos saber; - Como devemos fazer? - Como devemos ser? Os conteúdos conceituais estão relacionados com conceitos propriamente ditos e dele ramifica-se os conteúdos factuais, ou seja, os conhecimentos relacionados aos fatos, acontecimentos, dados, nomes e códigos. Os conteúdos conceituais são mais abstratos, eles demandam compreensão, reflexão, analise e comparação. As condições necessárias para a aprendizagem dos conteúdos conceituais demandam atividades que desencadeiem um processo de construção pessoal, que privilegie atividades experimentais que acionem os conhecimentos prévios dos alunos promovendo atividade mental. Para tanto, as aulas meramente expositivas que lance mão apenas da memorização, não darão conta. Já, os conteúdos procedimentais envolvem ações ordenadas com um fim, ou seja, direcionadas para realização de um objetivo, aquilo que se aprende a fazer, fazendo, como: saltar, escrever com letra cursiva, desenhar, cozinhar, dirigir-podem ser chamados de regras, técnicas métodos, destrezas ou habilidades. Os conteúdos atitudinais podem ser agrupados em: valores, atitudes ou normas. Dentre esses conteúdos podemos destacar a título de exemplo: a cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, gosto pela leitura, respeito, ética. Vale ainda salientar que esses conteúdos estão impregnados nas relações afetivas e de conivência que de forma alguma podem ser desconsiderados pela escola como conteúdos importantes de serem trabalhados. Assim, Coll (1997) propõe que os conteúdos:  Factuais e Conceituais - que correspondem ao compromisso científico da escola: transmitir o conhecimento socialmente produzido.  Atitudinais - (normas e valores) - que correspondem ao compromisso filosófico da escola: promover aspectos que nos completam como seres humanos, que dão uma dimensão maior, que dão razão e sentido para o conhecimento científico. 42
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     Procedimentais -que são os objetivos, resultados e meios para alcançá- los, articulados por ações, passos ou procedimentos a serem implementados e aprendidos. A escola deve, portanto, coordenar (Filosofia) e conhecimento científico (Ciência) para instrumentalizar-se teórica e praticamente o trabalho com “os conteúdos”. Portanto, re-significar a compreensão dos professores acerca dos conteúdos é fundamental quando se pretende empreender práticas pedagógicas que favoreçam a aprendizagem dos alunos. Se diferentes conteúdos se aprendem de diferentes formas, não podemos organizar uma rotina pedagógica que desconsidere tal diferenciação. O planejamento das rotinas de sala de aula deve considerar as exigências sociais do contexto atual e suas demandas como também promover um ensino significativo para os alunos articulando os conteúdos factuais, procedimentais, conceituais e atitudinais de maneira eficiente abandonando a dimensão informativa, a fim de alcançar um espaço verdadeiramente formativo. Não poderemos tornar uma atividade significativa se não considerarmos os conteúdos que pretendemos ensinar, para que a prática educativa seja realmente significativa para os alunos caberá ao professor conhecer respeitar os saberes que os alunos já têm, ter clareza do que se pretende ensinar, considerar a diversidade de saberes existentes na sala de aula, conhecer diferentes estratégias de ensino com planejamento de intervenções pontuais para que seus alunos avancem em suas aprendizagens , como apontava Vygotsky (1979) caberá ao professor atuar na zona de desenvolvimento proximal, contribuindo para que o aluno supere os desafios propostos, avançando sempre. Tudo isso passa por um processo que se inicia mesmo antes da seleção dos conteúdos, tem início nas “Expectativas de Aprendizagem” que temos para cada novo ano letivo. Conforme afirma Coll (2006): “a aprendizagem é uma construção pessoal que o aluno realiza com ajuda que recebe de outras pessoas”. O autor exprimiu os diferentes tipos de conteúdos da seguinte apresentando o seguinte esquema: Conteúdos Atividades de aprendizagem factuais repetições verbais conceituais experiências procedimentais aplicações e exercícios atitudinais experiências com componentes afetivos 12. 5 – A AULA Cada aula deve ser concebida como um momento curricular importante, no qual, ponto a ponto, vai-se tecendo a rede do currículo escolar proposto para determinada faixa etária ou nível de ensino. O papel do professor ao ministrar suas aulas deverá ser o de fazer a mediação competente e crítica entre os alunos e os conteúdos do ensino, sempre procurando direcionar a ação docente para estimular os alunos, via trabalho curricular, ao desenvolvimento da percepção crítica da realidade e de suas 43
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    dificuldades e estimulá-losao desenvolvimento de atitudes, de tomada de posição ante os problemas da sociedade. O aluno precisa perceber sentir e compreender cada aula como um processo que concretizará a ação de ensinar e aprender. Neste contexto o preparo das aulas é uma das atividades mais importante do trabalho do professor. Uma boa aula depende antes de tudo da competência teórica e metodológica do professor, que deverá possibilitar através da sua criatividade, aulas vivas e significativas para os seus alunos. O aproveitamento dos recursos oferecidos pela escola, a valorização e consideração das experiências dos educandos, o planejamento de exercícios variados e interessantes, o resgate de atividades culturais e esportivas, o uso de situações reais para a aplicação do conteúdo, certamente transformarão as relações dentro da sala de aula, fortalecendo o processo ensino-aprendizagem. O aluno necessita sentir que valeu a pena assistir aquela aula, quer pela importância do assunto, quer pela forma sistemática e organizada pela qual lhe foram apresentadas as suas idéias fundamentais. A rotina e a improvisação só causam prejuízo à qualidade das aulas. O aluno perde o estímulo, vindo daí a repetência e a evasão. A sua participação nas aulas é de extrema importância. Estão ultrapassadas as aulas onde os alunos ouvem e apenas os professores falam. É preciso então, uma aula em que alunos e professores se completem, trabalhando, pesquisando e construindo o saber juntos. O favorecimento de materiais para os professores é fundamental e cabe à escola, juntamente com todos os segmentos que a compõem, criar mecanismos para oferecer aos professores recursos para que as aulas tornem-se cada vez mais agradáveis e favoráveis ao desenvolvimento integral do aluno. Segundos estudos, o impacto de uma aula é feito de: - 55% estímulos visuais ( como você percebe, anda e gesticula) - 38% estímulos vocais (como você fala, sua entonação e timbre) - 7% de conteúdo verbal ( o assunto sobre o que você fala). Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma interessante. 12.6 – A METODOLOGIA A metodologia usada pelo professor deverá favorecer a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos e que estes possam assimilar mais facilmente os mesmos a partir de atividades concretas e significativas. A criatividade, a pesquisa e a ousadia por parte do professor, certamente revolucionará a questão metodológica na escola. Saber escolher um texto, selecionar atividades interessantes, proporcionar momentos lúdicos no trabalho com o conteúdo, usar recursos tecnológicos disponíveis, enriquecer as aulas com materiais diversos, são apenas alguns exemplos metodológicos que podem ser utilizados pelos docentes. Tudo isso, nada mais é do que explicar 44
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    através da experiência,o que em outras palavras é a relação e unidade entre teoria e prática. As atividades poderão ser individuais ou em pequenos e grandes grupos. A metodologia é identificada observando-se a postura do professor em sala de aula. PRINCIPIOS PARA GARANTIR A UTILIZAÇÃO DE UMA BOA METODOLOGIA Individualização, a palavra-chave: é imprescindível, em uma aula respeitar as características de cada aluno, através da percepção do seu perfil e do mapeamento das suas facilidades e dificuldades para fazer um trabalho adequado às suas reais necessidades. Conceitos por exercícios e aplicações: a teoria deve ser apresentada na forma de exemplos e aplicações, mostrando ao aluno a utilidade prática do que ele está vendo. Este tipo de abordagem atrai a atenção do aluno naturalmente, de modo que a abordagem teórica (apenas quando necessário) após os exemplos é facilitada, fazendo o aluno criar uma linha de raciocínio mais rapidamente. Aprender com siginificação: o aluno aprende melhor e tende a não errar quando sabe o significado do que está fazendo. PESQUISA-AÇÃO COMO MÉTODO DE ENSINO Espera-se que a educação do futuro seja mais democrática e menos excludente, utilizando a Pesquisa-Ação como instrumento didático e metodológico no processo de ensino e aprendizagem, onde os seus agentes – professor e aluno – interajam de modo cooperativo e participativo, envolvendo-se de forma ativa na “construção” do conhecimento, pois, “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Destarte, cabe ao professor recorrer inclusive à forma lúdica como instrumento metodológico de ensino/aprendizagem para facilitar a compreensão dos temas estudados, desta forma os alunos estariam sendo mais ativos e participativos no processo cognitivo das atividades desenvolvidas utilizando a Pesquisa-Ação como uma ferramenta de suporte de ensino e aprendizagem, onde o mais importante do que aprender e “aprender a aprender”. Para que a sala de aula se transforme em lugar de pesquisa é necessário que haja um encaminhamento de qualidade no ensino, os conteúdos precisam ser apresentados mantendo as experiências dos alunos. É o “ensino situado” de que fala FREIRE (1976). Este tipo de ensino imprime maior significado tanto aos conteúdos a serem estudados quanto às próprias experiências dos alunos, permitindo a formação de um cidadão consciente e transformador, ou seja, “[...] ensinar passa a ser, então, dar condições ao aluno para poder participar do processo de fazer o conhecimento histórico, de construí-lo”. Todavia, cabe ao professor ajudar o aluno a adquirir ferramentas necessárias para que tenha o hábito de aprender a pensar historicamente, sendo utilizado o método de pesquisa-ação como instrumento para alcançar o objetivo da disciplina de “formar cidadão”, no sentido de individuo atuante, crítico, reflexivos e agentes formadores daquela realidade, tendo a escola o espaço de construção para adquirir e produzir 45
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    conhecimento por meio da interação professor/aluno. 13.7 - UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLÓGICOS Os recursos didáticos e tecnológicos são de grande valia para o processo ensino-aprendizagem, pois oportunizará um acréscimo ao conteúdo que está sendo visto em sala de aula, possibilitando reflexões sobre o assunto, esclarecimentos de dúvidas e também a socialização de alunos, quando ocorrer trabalhos em grupo. Quando o professor utilizar qualquer recurso didático ou tecnológico deverá esclarecer para os alunos os objetivos que pretende alcançar com aquela atividade, as formas de avaliação adotadas e como será realizada a devolutiva pelos mesmos. Os recursos didáticos e tecnológicos mais comuns nas escolas são: LIVRO DIDÁTICO-: O livro didático é instrumento específico e importantíssimo de ensino e de aprendizagem formal. Muito embora não seja o único material de que professores e alunos vão valer-se no processo de ensino e aprendizagem, ele pode ser decisivo para a qualidade do aprendizado resultante das atividades escolares. Todos os componentes do livro didático devem estar em função da aprendizagem que ele patrocina. Como um livro não se constitui apenas de linguagem verbal, é preciso que todas as linguagens de que ele se vale sejam igualmente eficientes. O que significa que suas ilustrações, diagramas, tabelas e outros, devem refinar, matizar e requintar o significado dos conteúdos e atitudes que essas linguagens ilustram. Num livro didático, tudo precisa estar em função da situação coletiva da sala de aula, para com ele se aprender conteúdos, valores e atitudes específicos, sendo que se espera que a aprendizagem não se processe apenas pela leitura das informações que o livro fornece, mas também pela realização das atividades que ele sugere. Assim, a qualidade dos conteúdos do livro didático – informações e atitudes – precisa ser levada em conta nos processo de planejamento, bem como, posteriormente, no estabelecimento das formas de sua leitura e uso. Se através do livro didático o aluno vai aprender, é preciso que os significados com que o livro lida sejam adequados ao tipo de aprendizagem com que a escola se compromete. O caso é que não há livro que seja à prova de professor: o pior livro pode ficar bom na sala de um bom professor e o melhor livro desanda na sala de um mau professor. Pois o melhor livro, repita-se mais uma vez, é apenas um livro, instrumento auxiliar da aprendizagem. Nenhum livro didático, por melhor que seja, pode ser utilizado sem adaptações. Como todo e qualquer livro, o didático também propicia diferentes leituras para diferentes leitores, e é em função da liderança que tem na utilização coletiva do livro didático que o professor precisa preparar com cuidado os modos de utilização dele, isto é, as atividades escolares através das quais um livro didático vai se fazer presente no curso em que foi adotado. O uso do livro didático precisa resultar do exercício consciente da liberdade do professor no planejamento cuidadoso das atividades escolares, na preparação das aulas rotineiramente, o que reforçará a 46
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    posição de sujeitodo professor em todas as práticas que constituem sua tarefa docente, em cujo dia-a-dia ele re-escreve o livro didático, reafirmando-se, neste gesto, sujeito de sua prática pedagógica e um quase co-autor do livro. QUADRO NEGRO -: O quadro de escrever, também chamado de quadro de giz, quadro-negro ou lousa, é visto pela maioria dos professores como um equipamento de sala de aula, mas ele também pode ser encarado como um ótimo recurso visual. A seguir, apresentamos algumas recomendações no uso do quadro- negro: • Deve-se evitar fazer longas transcrições no quadro, para não tornar a aula monótona. • Evitar também falar enquanto estiver escrevendo no quadro; o professor, por outro lado, não deve ficar longo tempo em silêncio e sim se dirigir à classe de vez em quando. • Procurar dividir o quadro em várias partes, usando traços verticais e, ao escrever, não ultrapassar os limites marcados. • Sublinhar o que achar mais importante e usar cores diferentes quando quiser ressaltar palavras ou expressões ou mesmo alguma frase importante. • Usar letra bem legível, de preferência a letra cursiva, mas se o professor não tiver a letra legível, é preferível utilizar a letra de forma. CARTAZ: O cartaz caracteriza-se por apresentar através de ilustrações, textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta sobre o tema em debate. As ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que se quer transmitir. Ele deve ser motivador, instrutivo e divulgador. Todos os cartazes, antes que serem afixados nas salas de aula ou murais da escola, deverão passar por um rígido controle caligráfico e ortográfico, além de ser necessário verificar a estética dos mesmos. MURAL DIDÁTICO-: Os murais didáticos são quadros onde colocamos alguns textos e ilustrações, que serão utilizados em sala de aula para, entre outras coisas, despertar o interesse da turma, introduzir uma nova unidade de estudo, complementar aulas ou ainda para avaliar um tema estudado. O mural é um material didático diferente do cartaz, enquanto o mural necessita de explicações, comparações e deve permanecer em sala de aula por tempo suficiente para a aprendizagem ser recebida, o cartaz transmite a mensagem de uma idéia de maneira mais rápida. Cada sala ambiente pode ter o ser mural didático. DVDS/VÍDEO-: Filmes e reportagens são recursos importantes para que o professor possa contextualizar o conteúdo visto em sala de aula. Porém devem ser usados de forma a facilitar a aprendizagem dos alunos. Isto não deve ser feito de improviso e sem um objetivo definido. TV e vídeo encontraram a fórmula de comunicar-se com a maioria das pessoas, tanto crianças como adultas. Depois do trabalho realizado, as atividades feitas com vídeos ou DVDs, deverão tornar-se uma ação concreta por porte dos alunos, como por exemplo, um relatório, uma síntese, dramatização, entre outros. TV-: Os professores poderão estimular os alunos a assistirem programas informativos, para a realização de diversas atividades em sala de aula. A função da 47
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    escola é formartelespectadores consciente, capazes de “ler” a televisão sob o prisma de ética e da cidadania, e ensinar os alunos e ver a televisão, com o olhar crítico. RETRO-PROJETOR-: Serve para sintetizar o conteúdo em pontos chaves, para que o professor faça explanação ou revisão, dinamizando a aula. Ele é um valioso recurso de apoio à comunicação do pensamento. Algumas vantagens são evidenciadas no uso deste aparelho: • Adaptação em qualquer ambiente; • Projeção colorida; • Facilidade de comunicação visual e de transporte; • Possibilidade de uso sem tela de projeção; • Facilidade de ligar e desligar sem provocar distrações. Para melhor utilização do retro projetor é necessário posicioná-lo num lugar estratégico para que não atrapalhe a visão do público, cuidar para que todos os slides tenham a mesma aparência e evitar cópias de livros e sua leitura através dos slides. MAPAS CARTOGRÁFICOS-: A maioria dos livros didáticos apresenta o uso de um mapa ilustrativo, não se importando em ensinar como lê-lo. Sabendo que o mapa possui uma linguagem complexa, e de sua importância para os indivíduos, é fundamental uma proposta de atividade que auxilie os educandos a decodificar os símbolos apresentados no mapa tornando possível a sua leitura. O mapa possibilita visualizar a organização do espaço de forma ampla numa linguagem monossêmica, ou seja, uma linguagem de comunicação visual, sintética e rápida. Ler mapas é decodificar os símbolos para entender sua linguagem e informar-se. Ao ensinar mapas, é necessário considerar que estes são produzidos sobre uma malha de coordenadas que garantem fazer uma localização precisa de qualquer ponto no planeta; resultam de uma redução da área representada com proporção; estão representadas três dimensões do espaço (altura, comprimento e largura) no plano através das relações matemáticas que dependem do tipo de projeção; e que sob o mapa-base fazemos mapas temáticos utilizando signos, que são as informações espaciais. O Mapa um recurso tão rico para estudo do espaço local e regional, foi sendo utilizado ao longo do tempo erroneamente. Criou-se a idéia que este estava somente para memorização de países e capitais, formas de relevo, climas, etc. enfim, localização.. Também utilizado em sala de aula na posição vertical criou o hábito de se usar os temos “ lá em cima no Amazonas”, “nos estados abaixo, no Sul”, “ a Europa o centro da terra”, e muitos outros que constroem no psique da criança que o globo terrestre (esférico) pode estar perfeitamente representado como uma fotografia, de forma representativa autêntica, projetado de forma plana. O estudo das projeções vêem lucidar idéias, das várias formas de representar uma esfera no plano e por conseqüência , o mapa. Trabalhar com mapas com os alunos é como trabalhar com o dicionário, eles precisam descobrir a importância em saber usá-los e aprender como fazer isto. Muitas vezes na escola nos centramos muito em ensinar o conteúdo por si só e deixamos de fazer realmente o aluno saber usar o instrumento. Primeiro deveriamos, criar a necessidade da utilização do mapa, por exemplo: descreva uma viagem de Nova Andradina a Campo Grande: estradas/direção/distância/relação distância linha reta e a real/ etc.A partir de quando o aluno demonstrasse interesse por saber como se colocou isto no papel então se passa a desvendar os conteudos mas subjetivos que são mais dificil de decifrar. TELAS DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS-: A estratégia utilizada para que o aluno se veja presente na discussão da cartografia histórica e/ou científica e na prática da leitura de imagem, leva-nos a refletir sobre alguns passos analíticos que podem ser úteis ao trabalho dos professores com os alunos na sua prática didática. 48
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    Passo I: apresentarao aluno um mapa sem qualquer legenda ou crédito. A seguir, pedir a ele que observe a imagem e, antes de mais nada, descreva livremente o que está vendo. A intenção é permitir que o aluno associe o que está vendo às informações que já possui, levando em conta, portanto, seu conhecimento prévio. Nessa leitura inicial, o aluno é estimulado a identificar o tema, os personagens, suas ações, posturas, vestimentas, calçados e adornos, o caráter histórico ou científico, os objetos presentes na cena e suas características, o que esta em primeiro plano e ao fundo, se é uma cena cotidiana ou rara. Pede-se, também, que o aluno exponha se a imagem expressa características da vida urbana ou rural, se apresenta semelhanças urbanísticas entre onde ele mora e o descrito na cena. Enfim, procura-se, nesse primeiro momento, estimular no aluno o senso de observação e a capacidade de levantar hipóteses e traçar comparações. Passo II: buscar juntamente com os alunos o máximo de informações internas e externas à tela. Para obter as informações internas, fazer perguntas do tipo: O que é isto? O que retrata? Para que serve aquela representação? Com relação às informações externas, perguntar: Quem fez? Para que fez? Em que contexto a tela foi elaborada? Passo III: de posse das informações obtidas na pesquisa, pedir aos alunos que produzam uma legenda para o mapa em foco. Comentar com eles que, além de fornecer informações sobre o mapa, a legenda deverá dialogar com ele. APARELHOS DE SOM/ MICRO SYSTEM-: A música faz parte do vida do homem. É física, intelectual, sentimental, sensitiva e organizacional. Pertence ao contexto social, humano, natural e não há como ser desvinculada da realidade. Tem-se na música uma grande aliada para tratar as diversas áreas do conhecimento. A escola precisa descobrir o verdadeiro sentido da mensagem musical, válida por si mesma e rica em seu conteúdo, a ponto de mobilizar o aluno, levando-a a concentração, reflexão e memória musical, conduzindo-o à criação, baseada na análise e síntese, na curiosidade e fantasia. Com base na importância da musicalização no processo de aprender, faz-se necessário o uso de aparelhos de som em sala de aula, pelo fato de atender a uma necessidade vital e espontânea do aluno de cantarolar, dançar, movimentar-se, inventar, correr, brincar, além de promover a socialização e articulação do desenvolvimento integral do mesmo. A música deve ser utilizada como apoio na aplicação dos conteúdos propostos em todos os anos de ensino, todavia sua utilização deve estar atrelada aos objetivos propostos pelo professor em seu planejamento, e não pelo simples fatos de preencher lacunas na metodologia escolar. DATA SHOW-: O data-show dá qualidade à aula quando projeta no telão a síntese dos pontos do conteúdo a ser ministrado, projeta filmes, exibe a internet, usa figuras, sons, imagens, etc. É um grande instrumento a serviço das práticas pedagógicas. Todavia o data-show não pode substituir o professor. Ele deve ser utilizado como mais um instrumento auxiliar entre o professor e ao aluno em sala de aula. Aulas somente com o data-show cansam os alunos, diminuindo o rendimento do conteúdo ministrado. Jamais poderá ser usado como projetor de um texto. Para isso temos os retro projetores, que se utilizado para este fim terá um custo bem menor para a escola. Em hipótese nenhuma o professor poderá ficar sentado ao lado da máquina lendo o que nesta sendo projetado. Não podemos de forma alguma transformar a relação professor x aluno em algo mecânico e robotizado. Ao contrário esta relação tem que ser cada vez mais humanizada. 49
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    12.8 – OPLANEJAMENTO DE ENSINO Na prática atual o Planejamento de Ensino se restringiu apenas no preenchimento de um formulário, previamente padronizado, para ser entregue à Coordenação Pedagógica da escola. Todavia, o planejamento vai além desta missão meramente burocrática. Planejar representa a busca de significação para a prática docente. O Planejamento é um processo que envolve todas as intenções do educador, é em outras palavras um ato de pensar o fazer pedagógico. Planejar é formular projetos e propostas, é assumir e vivenciar no cotidiano da prática docente, o processo de reflexão. Vale considerar que refletir é um ato de pensar, talvez retomar, revisar, analisar com cuidado. Esta deve ser nossa prática ao planejar diariamente. O Planejamento é acima de tudo, uma atitude crítica do educador diante de seu trabalho docente. É o compromisso firmado, a responsabilidade assumida, a alegria da ação. Não importa se o documento oriundo da prática de planejar vai ser formalizado num formulário ou numa ficha, o que importa é que ele reflita a realidade e que realmente sirva de norte para os professores que o elaboraram. O que é fundamental é que ocorra o processo de ação-reflexão-ação na prática do professor e no seu planejar. 12.9 – TAREFA DE CASA As tarefas servem para fixar o conteúdo apresentado em classe, identificar dúvidas, desenvolver a responsabilidade, além de formar o hábito de estudo. Realizar as tarefas solicitadas pelo professor é, portanto, um dever que não pode ser esquecido. Sugere-se ao professor que ao aplicar um conteúdo observe as dificuldades que os alunos apresentam durante o momento da explicação, de forma que ao elaborar as atividades que serão enviadas para casa, essas abordem o necessário, para que seus alunos compreendam com clareza o conhecimento no qual se deseja transmitir. O ideal é que as estratégias sejam bem definidas e as orientações das tarefas sejam passadas de forma clara e objetiva, tornando os alunos capazes de fazerem a diferença, no sentido de consolidar os conteúdos apresentados em classe, de forma que tenham um bom desempenho na evolução da aprendizagem. O professor pode e deve orientar seus alunos, ensinando-lhes qual a melhor forma de estudar no ambiente de casa, atingindo os reais objetivos que são propostos de acordo com cada atividade. As atividades devem ser desafiadoras, porém compreensíveis aos alunos, os conteúdos pedagógicos devem ser bem definidos de forma que as estratégias sejam bem específicas. E importante desenvolver a consciência de que as tarefas de casa não foram criadas apenas para preencher o tempo do aluno em casa, mas sim com um objetivo real e importante para o desenvolvimento do aluno no processo educacional. Estas normalmente são apresentadas diariamente na forma de exercícios, problemas, redações, pesquisas, entrevistas, textos ou livros indicados para leitura ou estudos no próprio livro didático. A ausência à aula não é motivo para deixar de fazer a tarefa de casa. Se a falta ocorrer no dia da apresentação da tarefa, o aluno deverá apresentá-la ao professor do dia seguinte, impreterivelmente. 50
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    12.10 – SALASAMBIENTES A característica principal do sistema de salas ambientes reside na variedade e na natureza das atividades, uma vez que nelas se oferecem oportunidades diversificadas e liberdade na escolha e manuseio de materiais, além de proporcionar a ampliação dos espaços de trabalho e circulação dos alunos e desencadear uma relação significativa com o professor. As salas ambientes consistem, pois, em espaços físico-pedagógicos organizados, com vistas a estimular todas as áreas do conhecimento de modo a contemplar o aluno como um todo. O trabalho não pode ser realizado, portanto, de forma fragmentada, mas desenvolvido a partir de projetos e que visam a interdisciplinaridade, à construção do conhecimento e à interação do individuo com o meio, dando oportunidades para o criar, até apropriar-se da realidade que o cerca. A sala de aula tradicional na maioria das vezes é chata e monótona, sem nenhum atrativo, a começar pela disposição das cadeiras e carteiras, a colocação da mesa do professor e da lousa. Toda essa organização não permite um trabalho mais dinâmico e racional que venha possibilitar uma integração entre os alunos, pois em dados momentos quando é exigida a sua participação não há como observar ou prestar a atenção no colega, por apenas olhar para a sua nuca ou ter que virar. Esta condição incômoda não proporciona um bom resultado na construção do conhecimento, na formação comportamental e organizacional. Outro agravante está relacionada à posição da sala em relação à lousa e a forma que se trabalha em sua superfície. Planejamento é tudo: A sala reflete o planejamento do conteúdo a ser ministrado no bimestre. Organizar o conteúdo e as atividades PLANOS DE AULA é fundamental para a boa utilização da sala ambiente. Com o Planejamento é possível selecionar materiais para a construção da sala Ambiente naquele bimestre. A Sala-ambiente é mais que um espaço decorativo. Os recursos didáticos não devem funcionar como meros enfeites. Para evitar essa situação, eles precisam, de fato, ser utilizados regularmente. O trabalho em sala ambiente exige uma pré- organização e algumas condições, são elas: • O espaço deverá ser usado pelo professor da maneira que lhe melhor convier e aqueles que utilizarem do espaço deverá ter plena responsabilidade por tudo o que ali se encontra; • A organização das carteiras e cadeiras obedecerá às necessidades do trabalho proposto e preparado para aquele dia. • As aulas deverão ser de preferência dobradas e raramente uma aula. • A biblioteca continua essencial. A sala-ambiente reúne os livros de uma determinada disciplina, mas a biblioteca dispõe de muito mais. Publicações que não são específicas de um campo são igualmente úteis e interessantes. • Os laboratórios têm funções específicas. Apesar de a classe de Ciências reunir o material relacionado a Biologia, Física e Química, a maioria dos experimentos continua sendo feita nos laboratórios. Esse local concentra equipamentos, reagentes e instalações adequadas para essas atividades, como bancadas e pias. 51
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    • Ter noespaço os armários dos professores que trabalham naquela sala nos vários períodos ou no mesmo período. • Ter armário para a guarda de trabalho dos alunos, de preferência que possam ser fechados, por uma única razão, ficam protegidos de poeira, poluição, sol, umidade, etc. Quanto a possibilidade de outro aluno danificar ou pegar o trabalho de um colega, será necessário um trabalho de conscientização destes para que aprendam a respeitar o espaço coletivo e a importância do trabalho do seu colega para o seu aprendizado. • Possuir prateleiras, com portas, para a guarda de livros paradidático que possibilitem a consulta e pesquisa durante a aula. • Ter instalações elétricas suficientes para a realização de trabalhos e atividades. • No caso da sala de Ciências e Arte é necessária a construção de bancadas de tijolo com superfície de concreto (com ferragem interna), com ou sem armários na parte inferior. Neste espaço deverão ser colocadas banquetas e não cadeiras, por serem mais adequadas ao trabalho em bancadas. No caso das salas de História e Geografia é preciso um espaço para a colocação de mapas. • Para que o trabalho em sala ambiente tenha resultados mais amplos é necessário que o número de aluno não ultrapasse a vinte e cinco por sala para a primeira a quarta série e de trinta para salas de quinta a oitava série. Algumas opções mais sofisticadas são indicadas para estas salas, mas comuns fora da escola, como: • Possuir um monitor de televisão com um aparelho de vídeo cassete. • Retroprojetor. • Episcópio. • Projetor de slides. • Uma sala exclusiva para informática (laboratório). • Uma biblioteca ou sala de leitura (são diferentes quanto a organização e utilização). Vantagens para os alunos: A sala-ambiente quebra a rotina de uma sala de aula tradicional, propiciando novas experiências. Os alunos passam de uma aprendizagem passiva para uma atitude ativa de conquista do conhecimento. Suas habilidades de relacionamento interpessoal crescem, assim como a solidariedade, a cortesia, a empatia, a responsabilidade para com o grupo. Eles ouvem e são ouvidos, aprendem com os companheiros e os ensinam, além de manterem uma relação mais próxima com o professor. O resultado é uma melhora significativa no aproveitamento, com ganhos de até 42%. Vantagens para o professor: Na sala-ambiente, o professor tem mais acesso ao aluno. Conhecendo-o melhor, pode localizar e conduzir com mais eficiência seu processo de aprendizagem. A ordem na sala é da maior qualidade, pois os alunos estão mais envolvidos no processo de aprendizagem. O professor faz um planejamento único para o bimestre, com estratégias diversificadas para cada ciclo, aumentando sua capacidade de organização, sua competência e capacidade lógica. 52
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    O resultado éum ganho estupendo de aprendizagem para os alunos e um maior prazer no trabalho. As aulas vão além dos conteúdos. A organização da escola em salas-ambiente não pode privilegiar apenas os conteúdos, em detrimento de uma formação mais ampla de crianças e jovens. 13 - REGIME ESCOLAR 13.1 – MATRÍCULA A matrícula é o ato formal que vincula o aluno à escola. Ela será efetuada pelo próprio aluno quando maior de idade e pelos pais ou responsáveis legalmente constituídos, quando for menor de idade. 13.2- TRANSFERÊNCIA A transferência é a passagem do aluno de uma para outra unidade escolar, inclusive de país estrangeiro, com base na equivalência e aproveitamento de estudos. 13.3 – CONTROLE DE FREQÜÊNCIA A freqüência mínima exigida dos alunos é de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas, comprovadas ao final de cada ano. Quando o aluno for matriculado após o início do ano letivo, a freqüência será computada a partir da data de sua matrícula na escola. A Unidade Escolar adotará providências internas capazes de estimular a presença do aluno às atividades letivas e realizará acompanhamento da sua freqüência por meio de um sistema de comunicação com as famílias. Caberá também a Escola o encaminhamento ao Ministério Público ou Conselho Tutelar a relação dos alunos que não estão freqüentando as aulas. 13.4 – APROVEITAMENTO DE ESTUDOS O Aproveitamento de Estudos é a verificação da possibilidade de equivalência dos conteúdos ou das competências obtidas por meios formais ou informais na etapa do ensino fundamental ou do ensino médio, com vistas à continuidade dos estudos. 13.5 – ADAPTAÇÃO 53
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    A adaptação deestudos é o conjunto de atividades didático-pedagógicas desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais do ano em que o aluno se matricular, para que possa seguir, com proveito, o nono currículo. Ela será exigida quando, no currículo existir(em) área(s) de conhecimento ou disciplina(s) da Base Nacional Comum e Parte Diversificada não cursada(s) no(s) ano(s) anterior(es) ou caso não haja equivalência de conteúdos. 13.6 - CLASSIFICAÇÃO A Classificação é o procedimento que a Unidade Escolar adota, para posicionar o aluno em um dos anos do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional, baseando-se nas suas experiências e desempenho, adquiridos por meios formais e informais. Ela poderá ser realizada das seguintes formas: -por promoção, para educandos que cursaram, com aproveitamento, a série anterior na própria Unidade Escola; -por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas do país ou do exterior, efetuando-se, quando necessário, avaliação que defina seu grau de desenvolvimento e experiência; -por avaliação, feita pela Escola, independentemente de escolarização anterior, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua matrícula na série adequada. 13.7 – ACELERAÇÃO DE ESTUDOS A Aceleração de Estudos é o mecanismo utilizado pela Unidade escolar, a partir do 2º ano do Ensino Fundamental, que visa superar o atraso escolar do aluno em relação á idade/ano, de forma a atingir o nível de desenvolvimento próprio para a sua idade, assegurando atividades didático-metodológicas e avaliações estabelecidas em projeto especifico. O atraso escolar ocorre quando o aluno está atrasado dois anos ou mais entre a idade cronológica e o ano em que está matriculado. 13.8 - AVANÇO ESCOLAR O avanço escolar é a promoção em anos ou etapa de ensino da educação básica do aluno com características especiais, que comprove domínio de conhecimento e maturidade para o aluno ou etapa de ensino superior àquela em que se encontra matriculado. Quando necessário, a escola mediante a avaliação do rendimento escolar, poderá reposicionar o aluno por meio do avanço escolar, todavia o mesmo só poderá ocorrer no prazo de noventa dias à partir do inicio do ano letivo. 54
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    13.9 – AAVALIAÇÃO 13.9.1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, ao se efetivar uma avaliação, deve-se considerar os Conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais como componentes que promovem as capacidades motoras, de equilíbrio, de autonomia, de relação interpessoal e de inserção social. O professor, em sua prática pedagógica, deve ter consciência de que essas dimensões são objetos de aprendizagem que estão presentes em todas as atividades e contribuem para o desenvolvimento da capacidade dos alunos para uma participação ativa e transformadora, sendo necessário, portanto, observar-se o tratamento, a seleção e a organização que são dados a esses componentes essenciais no processo avaliativo. 1 .Avaliação dos Conteúdos Conceituais A aprendizagem dos Conteúdos Conceituais envolve a abordagem de conceitos, fatos e princípios que possam conduzir o aluno à representação da realidade, operando através de símbolos, idéias, signos e imagens. Para isso, o aluno precisa adquirir informações e vivenciar situações-problema que lhe permitam a aproximação de novos conhecimentos, que o conduzam à construção de generalizações parciais e que, ao longo de suas experiências, possibilitar-lhe-ão a elaboração de conceitos mais abrangentes. 2 - Avaliação dos Conteúdos Procedimentais Os Conteúdos Procedimentais devem proporcionar aos alunos autonomia para analisar e criticar os resultados obtidos e os processos colocados em ação para atingir as metas a que se propõem nas atividades escolares. A consideração dos Conteúdos Procedimentais no processo de ensino é de fundamental importância, uma vez que permite incluir conhecimentos que têm sido tradicionalmente excluídos do ensino, como documentação, organização, comparação dos dados, argumentação, verificação, revisão de textos escritos, dentre outros tantos e inumeráveis fatores. 3. Avaliação dos Conteúdos Atitudinais Os Conteúdos Atitudinais desenvolvem normas e valores que permeiam todas as ações educativas. A não compreensão desses valores pelos educadores conduz os educandos à aquisição de conhecimentos que não favorecem a formação de boas atitudes, restringindo o conhecimento apenas ao âmbito puramente conceitual. Nesses conteúdos é possível e necessário identificar as dimensões procedimentais, atitudinais e conceituais, com a finalidade de que o processo de ensino e aprendizagem não se restrinja ao módico processo de reprodução das coisas. Não se pode aqui tratar dessas questões sem que se traga à luz da discussão exemplificações, de modo que todos os conteúdos devem ser trabalhados de forma integrada e o professor deve ter esta intencionalidade mediante qualquer tema ou assunto trabalhado em sala de aula, levando-se em consideração os critérios que deverão ser avaliados dentro destas três dimensões acima citadas. Para se desenvolver a temática de poluição ambiental, deve-se levar em conta, por exemplo: 55
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    A. Conteúdos Conceituais: -Detectar os tipos de poluição que prejudicam o meio ambiente; - Identificar as causas que provocam a poluição; - Identificar o tempo de desgaste dos materiais poluentes; - Analisar as conseqüências. B. Conteúdos Procedimentais: - Desenvolver pesquisas sobre o tema e compartilhar as informações coletivamente; - Observar às causas e interferir nos efeitos da poluição; - Aprender formas de aproximar-se de informação para verificar hipótese. C. Conteúdos Atitudinais: - Conscientizar-se da importância de se preservar o meio ambiente; - Utilizar diferentes fontes de informações, como forma de combate à poluição; - Sentir-se parte integrante e ser responsável pela qualidade do meio em que vive. Não basta que se vinculem as ações desses conteúdos, mas que se proponha à dinamização da integração dessas ações, de maneira que se distribua, canalize e tenha resultados que possam estar interligados aos fatores de conservação da idéia natural de educar, de mediar os conhecimentos através de uma metodologia didática de conhecimento e de informação, para que não se faça do sistema de avaliação uma ‘arma’ metodológica de punição, como se tem feito até muito pouco tempo atrás. 13. 9.2 – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS Toda avaliação deve promover mudanças e várias alternativas podem ser utilizadas pelos professores para torná-la mais significativa, tanto para os alunos, quanto para a escola. Entre elas podemos destacar a avaliação feita pelo próprio aluno da sua produção, na perspectiva que ele perceba seus pontos fortes e também sua dificuldades. O professor será o mediador neste processo de levar o aluno a olhar criticamente os resultados do seu trabalho e o que aconteceu no período da realização do mesmo. Desse modo o erro deixa de ser fracasso e incompetência e passa a ser instrumento metodológico para reflexão e novos direcionamentos para o trabalho do professor. Outro procedimento que pode enriquecer a percepção avaliativa é levar o aluno a ver seu trabalho pelo olhar do outro. Os alunos não são iguais e a diversidade é fundamental para a interação e para a melhoria do seu desempenho individual. 56
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    Considerando a avaliaçãoprocessual e contínua, surge a necessidade de instrumentos que registrem regularmente as experiências vividas e/ou observadas em sala de aula. O Relatório Descritivo é um dos possíveis mecanismos que permite acompanhar a todo o momento o andamento das atividades, auxiliando a identificar com maior agilidade e segurança os pontos críticos que demandam atenção, além de proporcionar uma visão geral do processo. Neste relatório estarão relacionados aspectos como: participação dos alunos nas aulas, interesse pelas atividades desenvolvidas, assiduidade, socialização com os demais colegas e com os professores, seus avanços e recuos em relação ao conteúdo. Através do Relatório Descritivo o professor poderá estar diagnosticando dia a dia o aluno, promovendo meios para ajudar aqueles que têm mais dificuldades. Nas avaliações mensais cada professor estará avaliando seus alunos durante o trabalho com cada conteúdo. Ao trabalhar uma unidade, irá diagnosticando os resultados, sabendo assim se poderá avançar ou se deverá dispensar um pouco mais de tempo, até a assimilação do conteúdo. Uma disciplina, por exemplo, que trabalhar 5 (cinco) unidades diferentes durante o bimestre, deverá efetuar 5 (cinco) avaliações, não significando que o professor deverá aplicar 5 provas, pois existem outras formas de avaliação ( produção de texto, pesquisa, desenho, resenha, síntese, simulado, avaliação oral, teste, seminário, trabalho em grupo, etc). Todas as formas de avaliação deverão ser registradas no PLANEJAMENTO DE ENSINO. Este controle deverá ser rígido, pois caso os pais dirijam-se à Escola o professor ou coordenação pedagógica saberá argumentar sobre os critérios avaliativos utilizados. As provas bimestrais acontecerão numa semana estipulada pela escola. Durante esta Semana as atividades ocorrerão da seguinte forma: na 1ª e 3ª aulas “tira dúvidas” realizado em todas as salas e na 2ª e 4ª aulas provas e na 5ª o aluno é dispensado e o professor fica na escola corrigindo as avaliações. No turno noturno a primeira prova começa na 3ª aula. Outra opção é marcar uma prova a cada dia letivo, esta ocorreria na primeira aula do período. As atividades avaliativas, testes, pesquisas, trabalhos, exercícios para casa, continuarão a ser aplicados na escola, porém não serão o único critério para promover o aluno no seu nível de ensino. O Relatório Descritivo, os avanços dos alunos, a recuperação de estudos, o Conselho de Classe, influenciarão nesta tomada de decisão. Nesta proposta o professor e a escola também passarão por um processo de avaliação. Os alunos terão oportunidades de levantarem os aspectos positivos e negativos de cada aula e da organização escolar, na premissa da melhoria da qualidade do ensino e do replanejamento das ações metodológicas e organizacionais. Não poderíamos deixar de abordar as dificuldades que a própria legislação estadual nos traz quando se trata da avaliação, pois o que está previsto em seus artigos e parágrafos é a classificação do aluno através de médias. Temos consciência que mesmo mudando a prática avaliativa, quer seja com relatórios descritivos, auto-avaliação individual ou em grupo, de nada adiantará se terminarmos o processo com notas e médias, pois estaremos ainda classificando os alunos. É urgente então uma revisão das leis que estão em vigor e maior abertura da Secretaria de Estado de Educação em relação ao que propõe cada Unidade Escolar. 57
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    O fundamental daprática avaliativa é que todos juntos, professores, alunos, coordenadores, direção, administrativos e pais, reflitam sobre os acertos e erros, transformando-os numa situação de aprendizagem para que todos possam concluir: acertamos, erramos, aprendemos, assumimos riscos, alcançamos objetivos. 13.9.3- TRABALHOS E PESQUISAS ESCOLARES (INDIVIDUAIS OU EM GRUPO) O Objetivo de um trabalho ou pesquisa escolar é agregar valor cultural e/ou científico ao aluno. Funciona como uma das ferramentas de aprendizado que se aplica ao aluno para que o ajude em sua formação profissional e na sua vida pessoal, desenvolvendo o conhecimento geral e também sua capacidade de raciocínio. A capacidade de raciocínio ajuda o aluno na hora que ele tiver de tomar decisões, pois lhe proporciona maior capacidade de visualizar novas alternativas de soluções para os problemas do dia a dia da vida real, com isso aumenta o valor do capital humano que é o aluno. A Educação é mais do que a simples transmissão de conhecimento. É papel da escola, e em conseqüência do educador, criar situações para que o aluno seja levado a procurar o conhecimento, a fim de desenvolver competências e habilidades. Neste sentido, entende-se que, para a realização de trabalhos escolares, os alunos devam ser orientados a desenvolverem as habilidades de procurar, selecionar, comparar, escolher e criticar. Quando há a ausência desses elementos os alunos deixam de fazer pesquisa e realizam apenas “trabalhos-cópia”. Para que não ocorra isto a interferência da escola neste processo é essencial e se faz urgente. É na escola, prioritariamente, que o hábito de pesquisa deve ser implantado, desde o ensino fundamental, aumentando a possibilidade de estender-se aos alunos do ensino médio. Na verdade, o que se observa é que a “cola” tem acompanhado os alunos durante toda a sua formação, portanto, a escola tem ajudado a perpetuá-la. Daí a necessidade de se estabelecer critérios para a solicitação de trabalhos e pesquisas escolares na Escola. Critérios-: 1. Só solicitar trabalhos e pesquisas escolares que sejam relevantes e contribuam efetivamente para a aquisição de novas competências e habilidades; A relevância do assunto – não se pode ceder à tentação, ao comodismo, à mediocridade de escolher um assunto cujo estudo e aprofundamento não contribuam efetivamente para o próprio amadurecimento cultural. Assim, o aluno dará alguma contribuição objetiva ao esclarecer melhor um problema, ao cobrir uma lacuna, ao corrigir uma falsa interpretação, ao eliminar aspectos obscuros, ao aprimorar a definição de um conceito ambíguo, ao promover o aprofundamento sobre um relevante tema pelo seu conteúdo e atualidade. 2. Os alunos necessitarão de tempo hábil para a execução dos trabalhos ou pesquisas. Portanto marcar com bastante antecedência a data final para a entrega ao professor; 3. Comunicar verbalmente e por escrito (cartaz afixado na sala de aula) todos os critérios avaliativos do trabalho, como por exemplo: data de entrega, critérios de organização, etc. 4. Os trabalhos poderão ser digitados ou escritos à mão, conforme a possibilidade dos alunos; 5. Sugerir fontes de pesquisa (biblioteca, internet, revistas, jornais, etc.); 58
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    6. Comunicar aoaluno que será solicitado do mesmo uma devolutiva do trabalho realizada em sala de aula no dia da entrega do mesmo. Esta devolutiva configura-se na produção de um texto individual sobre o tema da pesquisa, que será anexada ao trabalho. Combinar com os alunos a nota que será agregada ao trabalho, com a realização desta atividade. 7. Caso o professor solicite uma pesquisa na internet, verificar se todos os alunos possuem condições de efetuá-la dentro do prazo estipulado e se dispõem de microcomputador para a pesquisa. Caso o aluno não possua internet, solucionar este problema juntamente com o professor da Sala de Tecnologias. 8. Todo trabalho deverá ter no final uma conclusão pessoal de cada aluno 9. Todos os trabalhos ou pesquisas escolares deverão ser corrigidos, dentro do prazo. Caso o trabalho não atinja a nota máxima, o professor deverá registrar na última folha do mesmo as observações necessárias que justifiquem a nota dada. 10. Quando por motivos alheios à vontade do aluno, e houver Justificativa para sua ausência na escola e o mesmo não puder entregar o trabalho no prazo estabelecido, o professor cumpria o que está descrito no Regimento Escolar. 11. Solicitar trabalhos que sejam compatíveis com a realidade financeira do aluno. 12. Deixar o aluno livre para realizar o trabalho em grupo ou individualmente. O fundamental é que haja, nos alunos, mudança de postura em relação aos trabalhos e pesquisas escolares, o que contribuirá para a melhor qualidade da aprendizagem. I. ESTRUTURA OBRIGATÓRIA DE TRABALHO ESCOLAR: 1. Capa 2. Folha de Rosto 3. Apresentação 4. Sumário 5. Textos ou Desenvolvimento do Conteúdo 6. Conclusão 7. Conclusão pessoal 8. Bibliografia 13.9.4 - SEMINÁRIO Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas (uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto predeterminado. O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e interpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos e / ou dados quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas-positivas, experimentais e humanas. 59
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    De qualquer maneira,um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos: • determinar um problema a ser trabalhado; • definir a origem do problema e da hipótese; • estabelecer o tema; • compreender e explicitar o tema- problema; • dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa ); • definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios; • documentação e crítica bibliográficas: • realização da pesquisa; • elaboração de um texto, roteiro didático, bibliográfico ou interpretativo. Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico: 1º o professor fornece aos participantes um texto roteiro apostilado, ou marca um tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a discussão; 2º procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos. Cada grupo terá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusões particulares a que o grupo chegar; 3º cada grupo é designado para fazer: • exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc.Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo; • contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado do texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor; • apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo); • levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para discussão; • fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la; 4º plenário- é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo, através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo. O professor faz a avaliação sobre os trabalhos dos grupos, especialmente do que atuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões . Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem . Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termos de roteiro as seguintes partes: • introdução ao tema; • desenvolvimento; • conclusão. 60
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    13. 10 –PROCEDIMENTOS DE RECUPERAÇÃO Propondo a avaliação como diagnóstico do ensino-aprendizagem e partindo do princípio que a mesma está a serviço da escola, do professor e dos alunos, os Estudos de Recuperação serão uma estratégia de intervenção no processo de aquisição do conhecimento, de reorientação da aprendizagem desenvolvida pela escola, de levantamento dos pontos fortes e fracos e propostas de alternativas que tornem mais eficiente o trabalho em sala de aula, visando atingir um único objetivo que é a formação eficiente do aluno. Como a Recuperação Paralela em turno contrário não é possível na escola, pois a Secretaria de Estado de Educação não oportuniza tal procedimento, estaremos oferecendo aos alunos um tipo de recuperação dia a dia, que nada mais é do que a atuação do professor tão logo seja diagnosticado os problemas em relação à aprendizagem dos alunos, isto no próprio período que o aluno estuda. Este tipo de recuperação, apesar de algumas vantagens, traz também muitas desvantagens que estão relacionadas à disponibilidade de carga horária para o atendimento aos alunos, prejuízo no desenvolvimento da ementa curricular, acomodação por parte do aluno, pois como sabemos, ela não acontece conforme regulamenta o Artigo 24, Item V, alínea e, da Lei 9.394/96 “de preferência paralela ao período letivo”. Apesar das desvantagens, esta recuperação se bem realizada, pode contribuir para qualidade do ensino, pois como acontece dia a dia, o professor intervirá quando constatar deficiências em relação aos objetivos previstos. Metodologias específicas serão adotadas para constatar as deficiências de aprendizagem dos alunos: exercícios em sala, diálogo com os alunos, testes e trabalhos em grupos, são alguns exemplos que permitirão aos professores diagnosticarem os alunos que não estão conseguindo assimilar o conteúdo. O objetivo principal deste tipo de recuperação é o de garantir a aquisição do conhecimento. Ficará a critério de cada professor a intervenção nas notas dos alunos após a ocorrência da recuperação. 13.11 – EXAME FINAL Será encaminhado para o Exame Final o aluno com média anual inferior a seis, o mesmo será promovido se obtiver nota igual ou superior a cinco. 13.12 – PROMOÇÃO Será considerado aprovado no ano cursado o aluno que obtiver freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação, média anual igual ou superior a 6,0 (seis), por área de conhecimento ou disciplina ou média final igual ou superior a 5,0 (cinco), objeto do Exame Final. 13.13 – RETENÇÃO 61
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    Será considerado retidona série o educando que obtiver freqüência inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação, independente dos resultados obtidos no aproveitamento e/ou média final inferior a 5,0 (cinco) após Exame Final. 13.14 - A ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR Esta organização dar-se-á por meio de um conjunto de normas que visam garantir o registro do acesso, da permanência e da progressão nos estudos, bem como da regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo: -Requerimento de Matrícula; -Portaria; -Diário de Classe; -Parecer descritivo; -Mapa colecionador de canhotos; -Guia de Transferência e Histórico escolar; -Ata de Resultados Finais. O número de alunos permitido por turma no Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional está estabelecido em legislação própria emanada pelo Sistema Estadual de ensino. No caso especifico desta Unidade Escolar o número máximo de alunos que comporta cada sala de aula é de 29 (vinte e nove) alunos. Para a definição do número máximo de educandos será observada a capacidade física da sala, respeitada a legislação em vigor. Quando houver educandos com necessidades educacionais especiais, o quantitativo por turmas será diferenciado e obedecerá a legislação em vigor. A organização de vida e escrituração escolar da Educação de Jovens e Adultos e a Educação Profissional estão definidas em Projeto próprio aprovado pelo Conselho Estadual de Educação 14. A DISCIPLINA NA ESCOLA Pensar em disciplina na escola é refletir sobre a própria organização escolar e sua operacionalização. Uma pessoa “disciplinada”, que interage com as outras pessoas tem sentimentos dentro de si, frutos da própria interação, tais como: respeito, amizade, cooperação, comunicação, ordem, equilíbrio, sobriedade, etc,. à medida que os acontecimentos influenciam a interação, os sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados, pois quando o outro não age 62
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    como eu gostariaque agisse, eu posso rejeitá-lo e agredi-lo, afastando-me e isolando-me, mesmo sabendo que isto é desfavorável para mim. Na escola, tratando-se de uma coletividade que está em constante interação, existem uma série de idéias variadas, de crenças, valores, experiências, estilo comportamental, que traz inevitáveis diferenças entre os que se relacionam. Quando nesta coletividade há o respeito pela opinião do outro, se a idéia de cada um é ouvida, discutida, estabelece-se uma modalidade de relacionamento diferente daquela em que não há respeito, nem diálogo. Quando eu tenho a liberdade de dizer o que penso, quando tenho a humildade para reconhecer que estou errado, torna-se ,mais fácil relacionar-se com as pessoas. O relacionamento pessoal pode tornar-se e manter-se harmonioso se não houver o corporativismo e tende a tornar-se muito tenso e conflitivo se houver a luta pelo poder, estabelecendo-se assim a divisão. Um ambiente agradável e estimulante pode influenciar as relações interpessoais. Nas relações escolares entre professores x alunos, direção x alunos, direção x professores, etc..., é extremamente importante o diálogo e a conquista. Saber dialogar, trocar idéias, ouvir e também ser ouvido, propor sugestões para alunos e colegas, poderão garantir a disciplina tão desejada. Atuar em conjunto é o caminho para enfrentarmos os problemas gerados pela indisciplina. Buscar a parceria dos pais e outros profissionais pode facilitar a tarefa pedagógica, que é a responsabilidade principal da escola. Em conjunto, consegue-se resolver mais adequadamente os problemas que aparecem. As soluções surgem mais rapidamente quando dividimos nossas dificuldades. Podemos pensar em disciplina como tudo aquilo que se possa fazer sem causar constrangimento a qualquer pessoa. Disciplina num sentido prático é a harmonia entre direitos e deveres na prática da cidadania. É o cumprimento de normas preestabelecidas pela coletividade e que é de conhecimento de todos. Quando nesta coletividade definirmos e estabelecermos o que vem a ser disciplina, tudo fica mais fácil de gerenciar. A escola que é uma instituição coletiva é imprescindível a autoridade do diretor e dos professores para haver disciplina. Ter autoridade é ter capacidade de se relacionar, de interagir. O diálogo responsável é o melhor instrumento para manifestar a prática democrática na escola e é através deste diálogo que se efetivará a disciplina. O autoritarismo na escola só provoca crises e desencontros. Quando um só decide isoladamente, quando não há o envolvimento de todos os setores da escola, quando se considera o “silencio e a ausência de participação” como forma de legitimar a autoridade na escola, vemos aí os sintomas do autoritarismo na escola. Para garantir a legitimação da autoridade na escola, há além do diálogo constante, as decisões emanadas da coletividade e também as leis oriundas do Sistema Educacional. O Regimento Escolar é um forte aliado da democracia, pois não pode-se conceber autoridade sem compromissos assumidos. A autoridade do professor também é importantíssima para o bom andamento pedagógico escolar. Entende-se aqui autoridade, como a habilidade de encaminhar seu projeto e intenções pedagógicas. A liderança emancipada e a argumentação embasada contribuirão para a manutenção do equilíbrio em sala de aula. O professor deve deixar de lado as ameaças, os desequilíbrios, frutos de uma interação não satisfatória e socializar constantemente com os seus alunos, principalmente os pontos fracos do processo e das relações estabelecidas entre eles. A conscientização, principalmente nos tempos de hoje é o melhor caminho para a superação dos conflitos gerados pela falta de disciplina. A indisciplina e 63
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    a desordem sãoquase sempre produtos do desinteresse do aluno pela aula, pelo conteúdo ou pela metodologia utilizada. O aluno que não se sente “ator do processo de ensino” é sempre um fator de indisciplina, se não já atual, pelo menos potencial. O trabalho e a participação na aula, o envolvimento do aluno no processo de ensino, a apresentação de atividades interessantes, a junção da teoria vinculada à prática, o domínio, autoridade e competência do professor, são sempre, ou na maioria dos casos, garantia de boa disciplina. O trato com os alunos deve ser sempre através do diálogo e da conscientização. Ter conhecimento da sua história, dos seus problemas, ajudarão o professor a entender algumas atitudes não favoráveis. A autoconscientização poderá ser possibilitada por meio dos conteúdos trabalhados, visto que o autoconhecimento só pode ser obtido com a ajuda dos outros, pois acreditamos que algumas atitudes podem ser desenvolvidas e modificadas, principalmente através da compreensão. Quando apesar de toda a tentativa, não há avanço na melhoria das relações, cabe então à escola encontrar outros caminhos para resolução dos conflitos. A conversa com os pais, encaminhamentos terapêuticos, parceiras com igrejas, outras instituições e Ministério Público, são algumas possibilidades que podemos lançar mão para trabalhar certas “dificuldades”. Deixamos registrado e existência do Regimento Escolar, documento onde estão elencados os direitos e deveres de todos os segmentos da escola, também as penalidades para aqueles que apesar de todo o diálogo e conscientização, não conseguem melhorar suas relações interpessoais. 14.1 - AÇÕES CONCRETAS PARA MELHORIA DA DISCIPLINA NO ÂMBITO ESCOLAR 1- Carta aos pais a ser entregue no início de cada ando letivo, contento: horário de início e término das aulas; direito e deveres dos alunos; responsabilidade dos pais; questões comportamentais; freqüência às aulas; datas das prováveis reuniões; participação do Colegiado Escolar; telefone dos pais que representam o segmento no Colegiado; etc., 2- Palestras voltadas para a conscientização dos alunos, pais e professores, através de parcerias com universidades, igrejas, instituições públicas e filantrópicas; 3- Garantir a efetiva participação dos alunos e pais no Colegiado Escolar; 4- Fortalecimento do Grêmio Estudantil, intensificando as responsabilidades do líder de classe e conseqüentemente dos alunos; 5- Diálogo constante com os alunos; 6- Promoção de eventos que priorizem a ação socializada e o respeito às pessoas; 7- Elaboração de regras de convivência entre alunos e professores; 14.2 - Atitudes do professor que facilitam a disciplina: 64
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    1. Nunca falarpara a turma, enquanto não estejam todos em silêncio. 2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividade para que percebam o que se diz à primeira. 3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara. Só quando for extremamente necessário. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como: "Calados!", são inúteis. 4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra; se basta uma palavra, não pronunciar uma frase. 5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunos notam a mais leve falta de insegurança ou excitação do professor. Se isso se prolonga, a aula está "perdida". 6. Não deixar passar "nem uma infração ou insubordinação" e atuar desde o princípio. Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis "injustiças". É o caso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por uma falta semelhante. 7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo isso influi positiva ou negativamente nos alunos. 8. Procurar manter o domínio de toda a aula. É preciso evitar a todo o custo que um aluno apanhe o professor desprevenido. 9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões pouco apropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, gracejos, etc. Isto só serve para "queimar" o professor. 10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem efeitos imediatos e conseqüências desastrosas a longo prazo. 11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades, nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afeto, por vezes com doçura; mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam. 12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro e excepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa "ferida", através de alguma saída elegante e simpática. Eles possuem um sentido epidérmico da justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos. 13. Saber manter o equilíbrio entre a "dureza" e a amabilidade. A jovialidade e a alegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias; os alunos têm de a notar. As maiores partes das antipatias dos alunos têm a sua origem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras. 14. A correção deve ser: a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade; b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação; 65
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    c) de formaa provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seus impulsos, caia em si e retome o caminho; d) afetuosa: "se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afetuosos que pelos discursos" (S. Bernardo). 15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistral que isso implica. 16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir manejar suas aulas com o mínimo de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser obedecidos. 14.3 - Atitudes do professor que favorecem a relação com os alunos 1. Planificar e programar bem as aulas. Não confiar na improvisação. 2. Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina como não ter nada que fazer. 3. Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos. 4. Evitar os privilégios na aula. A escola deve ser um lugar de combate aos privilégios. 5. Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade e segurança. 6. Não falar de assuntos estranhos à aula. 7. Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola. 8. Não dirigir-se ao aluno com modos ou expressões pouco apropriadas: abraços, palmadinhas nas costas, gracejos, piadas, etc. Para alguns isto pode configurar assédio; 9. Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quando necessário. 10. Se tiver de fazer uma correção, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse a linha do amor próprio e seja de preferência em privado. 11. Procurar transformar a sala de aula num ambiente cordial, relaxado e sereno. 12. Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência o melhor é reconhecê-la e honestamente retificá-la. 13. Se aplicar uma penalidade deve ser mantida e cumprida, a não ser que haja um grande equívoco que justifique uma mudança de atitude. 14. Não se deve punir sem explicar clara e explicitamente o motivo da punição. 66
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    15. Não agirem momentos de ira e descontrolo. 16. Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira prestígio ao professor. 17 Reconhecer explicitamente tudo o que aluno faz de bom , embora sem exageros ou formas que pareçam insinceras. Estimulá-lo a superar-se sempre. 18. Evitar punir todos aos alunos por culpa de um só, a não ser que existam implicações gerais. 19. Evitar atitudes de ironia e sarcasmo. 20. Ser sincero e franco com os alunos. 21. Saber dar algo aos alunos, não pedir-lhes sempre. 15. AÇÕES EDUCATIVAS A SEREM REALIZADAS COM PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE Além das ações previstas no Cronograma de Atividades fixas da Unidade Escolar, a escola estará realizando palestras, campanhas de conscientização, visita em algumas casas, dias de integração escola x comunidade x família, com objetivo de fortalecer o ensino-aprendizagem da clientela atendida. 15.1 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES FIXAS ANUAIS Mês de execução Atividades a Responsável ou serem respon- Nº da 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Observações desenvolvidas sáveis ação 01 Elaboração do Direção, X X X X X X X X X X X A elaboração, Planejamento Coordena-ção implementação de de Ensino com Pedagó- acompanhamento dos orientações gica e Planos de Ensino estão para as Professores descritas em documento Propostas de emitido pela Coordenadoria Atividades de Educação Básica e Desafiadoras Profissional/SED. 67
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    02 Comemoração X X X X X X X cívicaem datas Coordenação especiais, com Pedagógica e hasteamento e professores arriamento da Bandeira Nacional e execução do Hino Nacional 03 Projetos de Direção, X X X X X X X X X São projetos desenvolvidos Ensino e coordenação dentro do temas transversais Pesquisa Pedagógica e e que levem à reflexão do Professores distribuído por exercício da cidadania. área em todos os meses letivos Gincana A prática esportiva e cultural Esportiva e despertam nos alunos mais 04 Cultural Direção, X interesse pelos estudos Coordenação (Semana do levando-os a dedicarem-se Pedagógica e Estudante) Grêmio mais à escola. Estudantil Em junho a Escola estará X oportunizando visitas 05 Projeto Meio Direção, ecológicas, campanhas Ambiente e Coordenação educativas, conscientização Ecologia da comunidade, Pedagógica e Professores promovendo a inter-relação dos conteúdos com a prática, através deste tema transversal. Através dos jogos pretende-se promover a 06 Jogos Coordenação X X X disciplina, bem como Estudantis Pedagógica e fortalecer o trabalho em Grêmio Estudantil equipe, além de estimular a (JOERE / participação dos próprios JEMS/ JENA) alunos na organização dos jogos. X Será organizado uma competição entre salas e/ou 07 Jogos Professores de escolas próximas, com o interclasse ou Educação Física intuito de aproximar os Interescolares estudantes e professores, realizando assim um trabalho mais abrangente dentro da Educação Física. Esta campanha objetiva a conscientização dos nossos 08 Campanha do Direção X alunos sobre o Trânsito, que trânsito é um dos pontos fracos da escola. 68
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    (a cada 02 anos) O simulado tem por objetivos avaliar a 09 Simulado Direção, X X competência dos alunos em Coordenação todos as disciplinas e Pedagógica, Professores e também prepará-los para o Secretaria mundo dos concursos e vestibulares., ENEM e Prova Brasil. A busca de apoio em instituições auxiliares vem 10 Palestra para Escola e X X trazendo alguns benefícios pais sobre parceria com para a escola, pois temas relacionamento órgãos públicos como o exposto podem ser familiar refletidos coletivamente pela comunidade. 11 Festividades X X X X Estes eventos na escola (Dia proporcionarão a integração das Mães, Todos os da Comunidade na vida da segmentos que Festa Junina escola. compõem a e7 de escola setembro) Este Projeto promoverá através da ludicidade uma 12 Projeto Aula Coordenação X X aula diferente na escola. Viva Pedagógica e professores Bimestralmente os alunos estarão lendo livros de 13 Projeto Ler Professores de X X X X X X X X X X X literatura objetivando o para Ver Literatura(Ensin gosto pela leitura e a o Médio) e L. Portuguesa preparação para a (Ens. interpretação Gêneros de Fundamental) diversos Textuais A professora deverá providenciar calendário para 14 Projeto de Professora de X X X X X X X X X X apresentação cultural em dança dança datas festivas da escola e outras. Será desenvolvido com alunos do Ensino 15 Projeto de Professor de X X X X X X X X X X fundamental que queiram Xadrez Educação Física aprender este jogo e que tenham dificuldade em matemática. Serão realizadas aulas temáticas sobre o tema; 16 Programa de Direção, X X X X X X X X X X X Inclusão de regras contra o combate ao Coordenação bullying nas Normas de bullying. pedagógica, professores e Convivência; parceria com o Grêmio ministério público; Palestras. 69
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    estudantil 16. PLANO DETRABALHO DOS DOCENTES E DO PESSOAL TÉCNICO- ADMINISTRATIVO 16.1 – DIREÇÃO A direção da Escola terá sua atuação voltada para: -mediação entre o corpo docente e o discente, para que as propostas pedagógicas e curriculares possam ser desenvolvidas de forma eficaz; -fornecer os meios de ocorrer o entrosamento entre a Escola e a Comunidade; -trabalhar para garantir condições para que haja um processo de ensino- aprendizagem adequado à realidade do educando, bem como adequá-lo às suas necessidades; -promover reuniões pedagógicas voltadas para a troca de experiências e informações, onde os docentes possam aproveitar a teoria, aplicando-a no exercício do cotidiano; -desenvolver atividades que garantam o bom funcionamento da escola, em todos os seus setores, zelando pela melhor consecução possível da tarefa de toda a equipe escolar; A direção deverá ter um plano anual de trabalho a ser apresentado no início do ano ao Colegiado Escolar. 17.2 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA À Coordenação Pedagógica compete o acompanhamento e avaliação da Proposta Pedagógica, incluindo as seguintes ações: - inclusão de atividades coletivas de trabalho pedagógico e apoio na elaboração de projetos de pesquisa e ensino; -promoção de reuniões mensais ou bimestrais, para exposição dos problemas enfrentados pelos professores em sala de aula, com oferecimento de leitura de textos de interesse do grupo; -reuniões com docentes de áreas afins, nos momentos de hora atividade, para avaliação e promoção do trabalho multidisciplinar; 70
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    -avaliação dos docentes,detectando as dificuldades de cada um, apresentando para os mesmos possibilidades de cursos de aperfeiçoamento e reciclagem; -organização de grupos de reforço, através do Projeto de Monitoria, selecionando o conteúdo a ser reforçado e os alunos necessitados; -organização das comemorações cívicas e culturais, contando com a participação de todos, para que haja envolvimento da coletividade; -promoção da união do grupo de professores, melhorando o ambiente e facilitando o trabalho em equipe; -organização de excursões diversas, com objetivos educativos e recreativos; A Coordenação Pedagógica deverá ter um plano anual de trabalho que será apresentado no início do ano ao Colegiado Escolar. 17.3 - DOCENTES Aos docentes da escola, além das atribuições previstas em Lei, caberá: -elaboração dos Planejamentos de Ensino de acordo com a Proposta Pedagógica, , enfatizando o previsto na LDB (Lei 9394/96), Parâmetros Curriculares Nacionais e orientações da Secretaria de Estado de Educação; -participação das horas de estudos dentro da escola ( Horas Atividades/ Núcleo de Docentes e Projeto de Capacitação Quinzenal), visando a consecução da Proposta Pedagógica; -dar cumprimento à Proposta Pedagógica da Escola, tendo em vista a finalidade do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional: formar cidadãos, fornecendo, ainda conhecimentos e habilidades necessários à sua mais ampla e efetiva inserção na sociedade; -utilizar métodos e técnicas de ensino que incentivem e levem ao aprendizado; - proceder o acompanhamento e avaliação dos alunos, dando prioridade aos aspectos qualitativos em relação aos quantitativos, em termos de rendimento escolar; - seguir as orientações pedagógicas de cada disciplina, especificamente definidas pela equipe pedagógica no início do ano letivo. 17.4 – NÚCLEO DE DOCENTES A reunião do Núcleo de Docentes é um momento de muita importância dentro do processo de Planejamento e Avaliação do currículo escolar. A articulação entre os professores do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação profissional, poderá garantir a avaliação das turmas constituídas possibilitando, se necessário, a retroalimentação dos conteúdos, metodologia e proposta para cada componente curricular. 71
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    Um dos principaisobjetivos desse Núcleo é o de promover um diálogo maduro entre seus pares, permeado pela competência, experiência e capacidade dos educadores. Os encontros quinzenais devem ser preparados anteriormente pela equipe docente. Cada Núcleo deverá ter um “líder” que solicitará que um dos colegas traga para a próxima reunião um texto, que será a primeira atividade do grupo. O texto servirá para a reflexão e deverá ser socializado por todos. Nas reuniões do Núcleo de Docentes um assunto que sempre deverá estar em pauta é a continuidade do processo ensino-aprendizagem, principalmente as dificuldades encontradas na transição entre as etapas da Educação Básica. Em Língua Portuguesa os professores deverão estar preocupados, por exemplo, como a melhoria da escrita dos alunos. Qual proposta o Núcleo de Docentes apresentará para melhorar este aspecto? O que os professores do Ensino Fundamental poderão fazer para facilitar o trabalho dos professores do Ensino Médio? O Núcleo de Matemática deverá articular-se para melhorar o raciocínio lógico dos alunos. Nesta disciplina, na escala de proficiência da Avaliação da Prova Brasil, nossa escola em muitos aspectos obteve um resultado sofrível. Quais os aspectos que precisam ser melhorados? Como conseguir estes resultados? Em História, Geografia, Ciências os professores deverão coletivamente encontrar juntos uma maneira diferente de trabalhar com esses conhecimentos, objetivando a melhoria da compreensão de conceitos que são fundamentais para a vida do educando. A cada quinzena todo processo pedagógico estaria sendo avaliado, as ementas curriculares confrontadas, os planejamentos retomados coletivamente e as experiências docentes satisfatórias, colocadas em comum, ajudando a todos a adquirirem mais competência. . É necessário que todos realmente se envolvam nesta iniciativa e busquem sua qualificação e conseqüentemente a melhoria do ensino. Embasamento legal: Art. 24, capítulo III, da Lei Complementar nº 087 de 01/02/2000 As horas-atividades da função docente serão assim distribuídas: I- Para jornada de 40 ( quarenta) horas semanais: a- 6 (seis) horas/aula na unidade escolar; b- 4 (quatro) horas/aula em local de livre escolha pelo docente. II- Para jornada de 20 (vinte) horas semanais: a- 3 (três) horas/aula na unidade escolar; b- 2 (duas) horas/aula em local de livre escolha pelo docente. 17.5 - FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Mesmo que os meios para a formação dos alunos tenham se ampliado muito, a escola ainda é a principal via de instrução e educação das crianças e jovens, principalmente daqueles de origem mais humilde. Também os professores continuam sendo os principais agentes da aprendizagem dos alunos. Assim, a qualidade da 72
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    aprendizagem das novasgerações depende, em boa parte, da qualificação dos professores. Os saberes profissionais são, entre outros, componentes da profissionalidade ou da identidade profissional do professor. É, principalmente, com base nesses saberes que o professor vai estruturando a sua vida profissional, a sua relação com a escola e com os colegas. Enfim, vai estruturando o seu modo de ser professor. Estes saberes têm origem diversa e não decorrem diretamente da ciência, embora a base científica seja imprescindível. Tais saberes constituem-se num conhecimento em ação, que fundamenta e proporciona relativa segurança para a ação do professor. A formação inicial é um processo fundamental na construção da identidade profissional do professor. Contudo, é na formação continuada que essa identidade vai se consolidando. Noutras palavras, a formação continuada constitui-se num processo através do qual o professor vai construindo saberes e formas que lhe possibilitam produzir a própria existência nessa e a partir dessa profissão. Hoje, é consensual que a formação inicial e continuada do professor deve se constituir num processo contínuo e interligado. Essas duas modalidades de formação têm o mesmo objetivo, que é propiciar preparo ao professor para atuar bem, de maneira criativa, assegurando aprendizagem de qualidade aos alunos. Mas elas têm características bem específicas. Diferentemente da formação inicial, a formação continuada é desenvolvida tendo-se como referência uma organização escolar específica, desafios que o professor já enfrenta na sala de aula, questões do dia-a-dia profissional. Assim, a formação continuada é parte do processo de construção da identidade do professor. E os saberes profissionais são o componente mais substantivo desse processo. Os saberes profissionais do professor são o conjunto de conhecimentos (teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes) que estruturam a prática e garantem uma boa atuação do professor. Afirmar a origem desses saberes significa, de alguma maneira, estabelecer formas de agrupá-los. Embora existam muitas maneiras de agrupar esses saberes, poderíamos dizer que eles são: saberes disciplinares, saberes pedagógico-didáticos e saberes da cultura profissional (Guimarães, 2004) 2. Tais saberes têm uma forte conotação experiencial. Aliado a isso, esses saberes têm traços do que efetivamente o professor é, do que vive e viveu e dos seus talentos pessoais. Daí, ser comum dizer que os professores ensinam não só o que sabem, mas também o que são. Contudo, a relação do professor com esses saberes não acontece de maneira fragmentada ou subordinando-se a eles. O professor lida com saberes disciplinares numa perspectiva pedagógica (de apoio intencional à aprendizagem e formação dos alunos) e de construção de uma profissão. Portanto, com certa independência, recriando-os conforme o contexto, os recursos, sua história de vida, opções pessoais e as necessidades dos alunos. Os saberes do professor não são alguma coisa solta, desenraizada. A construção desses saberes se dá numa organização e numa cultura escolar. Ou seja, é numa determinada estrutura de influências e no interior de uma ou várias escolas 73
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    com características peculiaresque o professor vai se formando, construindo formas de atuar e se desenvolvendo profissionalmente. É vinculado a esse contexto que o professor lida com o arranjo de maneiras que garantem a aprendizagem dos alunos e a produção da sua existência. Mas ninguém aprende a ser professor trancado numa sala de aula. Os sucessos e insucessos na empreitada de ensinar, associados às trocas e conversas com colegas, à reflexão e ao estudo, vão contribuindo para consolidar um conjunto de modos de agir, mais ou menos fundamentado que estrutura a atuação do professor. Assim, o saber profissional do professor acaba sendo um componente muito importante do seu trabalho cotidiano, da sua relação com os colegas e com a instituição. A formação continuada é uma exigência para toda atuação do homem, uma vez que a realidade se transforma constantemente. Essa afirmação é tão ou mais verdadeira ainda em se tratando do trabalho educativo, especificamente escolar. Isso porque o professor atua num contexto que envolve muitos sujeitos, muitas motivações, o que desencadeia situações singulares, às vezes desconhecidas e imprevisíveis. Existem muitos fatores que facilitam a formação continuada do professor. Poderíamos destacar dois que, embora pareçam óbvios, contribuem para viabilizar a formação continuada. São fatores interdependentes. O primeiro refere-se a um bom ambiente de trabalho ou ao que se costuma chamar de “clima institucional” adequado. Não há como acontecer formação continuada e construção de saberes profissionais sem um contexto de mínima abertura pessoal e confiança mútua. Assim, a formação continuada e, portanto, a construção de saberes profissionais, demanda um ambiente de relações e de companheirismo minimamente propício para o trabalho. Outro aspecto é uma razoável adesão do professor à profissão. A formação do professor exige que ele queira ser e estar na profissão. Sabemos que não é fácil alguém se identificar com uma profissão que oferece poucas referências positivas e mobilizadoras. Mas é papel da formação continuada também contribuir para fortalecer a identidade profissional do professor – no caso, sob o aspecto mais subjetivo, de identificação com a profissão – e (re)construir coletivamente o sentido e significado da profissão. Os saberes profissionais são um ponto de partida ou um dos elementos mais facilmente identificáveis na formação continuada e têm um traço marcadamente experiencial, como foi dito. Não são simplesmente um referencial teórico que municia o professor para que ele enfrente e até se sobreponha à realidade em que atua. Não são saberes da ou sobre a prática. São saberes práticos que se integram e tornam-se parte constituinte da prática (Tardif, 2002). E é com base neles que o professor avalia o realismo das reformas e a viabilidade das propostas para o trabalho que lhe são feitas (idem). É claro que esse entendimento de saberes profissionais – com forte conotação experiencial – traz o risco de tomarmos somente a experiência como determinante da construção da profissionalidade do professor. Isto significaria uma relação de subordinação do professor à experiência. Como se toda experiência fosse necessariamente boa. Seria o equívoco oposto ao academicismo tão presente na formação do professor. Frente a isso, é preciso levar em consideração a organização escolar e o papel do coordenador pedagógico no processo de constituição dos saberes docentes e da formação continuada do professor. 74
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    Além de cursose outros eventos de formação pelos quais os professores passam, as escolas têm na sua organização “momentos fortes” no processo de formação continuada do professor e de constituição dos seus saberes, tais como: reuniões pedagógicas, conselhos de classe, reunião de pais, processos de planejamento coletivo, etc. Esses são momentos que, além de finalidades de organização escolar, podem se destinar ao estudo, à discussão de práticas de sucesso no trabalho, à busca dos motivos e das bases que fundamentam a ação. Enfim, são pontos de partida que podem contribuir para que o professor desenvolva sua criatividade, invente constantemente sua prática e tenha uma ação mais segura, mais produtiva e mais feliz. É preciso, contudo, destacar momentos ou maneiras menos formais, mas que são de grande importância no processo de formação continuada do professor. Trata- se das conversas que os professores entabulam, envolvendo as dificuldades no trabalho e formas de atuar; as maneiras como as coordenações pedagógicas abordam com os professores as questões vindas da sala de aula, contribuindo para a reflexão, para que aprendam a duvidar das aparências dos “problemas de sala de aula” e a desenvolver um diálogo mais crítico com a realidade. São processos menos formais de apoio pedagógico, de “trocas de experiências”. Vamos destacar estas últimas. Sabemos que esses processos são, muitas vezes, marcados pela superficialidade, pela narração linear do que se fez, sem muita análise. E o pior, quase sempre, com a finalidade única de confirmar a prática que está sendo narrada. Também sabemos do traço meio mercadológico (trocar, barganhar) que esses processos podem ter. Mas tais processos não precisam ter, necessariamente, só ou predominantemente tais características. Seria uma pena considerá-los somente sob esse aspecto, perdendo-se o seu potencial de propiciar ao professor a reflexão sobre sua prática. Quem atua numa sala de aula da educação básica não tem muito como fugir da vivência de várias situações, pequenos acontecimentos, muitas vezes com forte conotação afetiva, que vão exigindo decisões, encaminhamentos, muitas vezes improvisados, pelo professor. E ele nem sempre tem certeza de ter tomado as melhores decisões, ou se não agiria de maneira diferente, se tivesse tido mais tempo para refletir. As trocas de experiências são meios interessantes de formação continuada, além de contemplar muito o modo como os saberes profissionais do professor são construídos. Antes, porém, é preciso lembrar que a discussão da prática e as trocas de experiências pressupõem, como foi dito, algum sentido da profissão para o professor e alguma abertura e confiança entre os colegas de trabalho. As discussões ou trocas de experiências podem favorecer a releitura da experiência. As perguntas dos colegas, os pedidos de esclarecimentos, as explicações do “porque” se agiu desta ou daquela maneira, são ótimas possibilidades para a reflexão. A contraposição entre o que se fez, a teoria existente e a norma estabelecida pode se constituir em um saudável conflito cognitivo que propicia a releitura e a reinvenção da prática. É por essa via, basicamente, que os professores constroem e se apropriam de saberes profissionais, desenvolvem maior segurança e autonomia na sua atuação. Enfim, constroem e fortalecem a sua identidade profissional. 75
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    Esses processos detroca de experiência podem ser realizados de modo que favoreçam explicitamente a formação continuada, contribuindo com a construção da identidade profissional dos professores. Narrar e ouvir narrativas de processos vividos e de decisões tomadas contribuem para o desenvolvimento, mudança e consolidação de compreensões, de disposições, no caso, em relação a modos de atuar melhor, de ressignificação da identidade profissional do professor, uma vez que a fala é meio não só de explicitar e reconstruir o que se pensa, mas também de se predispor para a ação (Cunha, 1998). Esses processos de reflexão e discussão da prática não acontecem espontaneamente, sem uma coordenação. E, por serem um trabalho educativo escolar, pressupõem uma coordenação pedagógica, o que evidencia o papel que esse profissional (o coordenador) pode ter na formação continuada do professor. É claro que o coordenador pedagógico não é professor do professor. Mas, a formação continuada, a constituição de saberes se dá pelo envolvimento do professor e do grupo de professores na construção e desenvolvimento de um projeto pedagógico. Assim, as atribuições do coordenador pedagógico associam-se diretamente à formação em serviço da equipe de trabalho da escola. Concluindo, a formação continuada de professores não se dá somente a partir do desenvolvimento de saberes profissionais. São eles, contudo, que norteiam a atuação, fundamentam as “certezas” tão necessárias ao professor, justificam suas pretensões de profissional e o ajudam na resistência à desvalorização profissional. Constituem-se, assim, no ponto de partida para sua formação continuada e no elemento mais substantivo de sua identidade profissional. Previsão de capacitações para 2011 Discriminação: Mês de execução Cursos, RESPONSÁVEL CUSTOS J F M A M J J A S O N D 01-Seminários, X X Debates, Palestras, Minicursos, Capacitação, etc. Professores e Apostilas Líderes de Diversas, 02- Estudos por X X X X X X X X X X cada Núcleo área do conheci- de Docentes xerox mento, através do Núcleo de Docentes 76
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    Direção, Coordenação 03- Parceria com a X X X X X X X X X X pedagógica e Papel sulfite, UEMS, UFMS e Coordenação xerox, papel outras instituições técnica do pardo, de Ensino Superior Curso de para capacitação Educação Transparênci de professores e Profissional as e livros, administrativos em data-show serviço. 04- PROFUNCIONÁRIO X X X X X X X X X X X SED 17.5 – SECRETARIA Aos servidores lotados na Secretaria da Escola cabe apoiar administrativamente a direção através de atividades pertinentes a: -documentação e escrituração escolar e de pessoal devidamente em ordem; -organização e atualização de arquivos; -expedição, registro e controle de expediente; -registro e controle de bens patrimoniais; -serviços gerais de secretaria; -atendimento ao público; -dar consecução às atividades previstas na Legislação vigente e outras emanadas pela Direção Colegiada. Como a Secretaria da Escola é considerada a porta de entrada da instituição, os funcionários que ali trabalham, deverão tratar a todos com solicitude, respeito e consideração. Não poderão deixar pais esperando na janela, não poderão revidar algum desequilibro de quem se dirige ao setor, encaminhando os casos mais complicados à direção. 17.6 – FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS Cabe a este setor proporcionar apoio ao conjunto de ações complementares de natureza administrativa, relativas a: -zeladoria, vigilância e atendimento de alunos; -limpeza, manutenção e conservação das áreas interna e externa do prédio; -controle, manutenção e conservação do mobiliário e equipamentos em geral; 77
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    -conservação e usode materiais e gêneros alimentícios; -exercer perfeita vigilância sobre a condição dos alimentos servidos na Merenda escolar; -usar adequadamente os materiais destinados à limpeza da escola, procurando utilizar racionalmente os produtos à sua guarda; -desempenhar outras funções que não sejam da sua trivialidade e que podem ser executados sem ferir a integralidade do servidor; -cuidar para que a integridade física de seus pares, alunos e do pessoal em geral seja preservada. 18. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL A Avaliação Institucional é um processo contínuo por meio do qual a escola constrói conhecimento sobre sua própria identidade, buscando compreender os significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância social. A legislação sobre Avaliação Institucional instruí que está é o mecanismo sistemático e contínuo sobre as condições estruturais, pedagógicos e de funcionamento da Unidade Escolar, com vistas ao aperfeiçoamento da qualidade de ensino oferecido e com base na Proposta Pedagógica. Busca também o aumento permanente da eficácia da escola, a promoção do aprofundamento dos seus compromissos e responsabilidades sociais, por meio da valorização de sua missão pública, da promoção de valores democráticos, do respeito à diferença e diversidade, da afirmação da autonomia e doa identidade institucional. No processo de avaliação algumas dimensões institucionais devem ser avaliadas (interna e externamente). São elas: (1) o cumprimento da legislação do ensino; (2) a execução da Proposta Pedagógica; (3) a formação inicial e continuada de dirigentes, professores e funcionários; (4) o investimento institucional em qualificação de recursos humanos; (5) o desempenho de dirigentes, professores e funcionários; (6) a qualidade dos espaços físicos, instalações, equipamentos e adequação às suas finalidades; (7) a organização da escrituração e do arquivo escolar; (8) a articulação com a família e a comunidade externa; (9) o desempenho dos alunos frente aos objetivos propostos e as competências desenvolvidas. Não há dúvidas que essas dimensões abarcam o todo da Escola, tratando-se de um mergulho em seu interior de modo quem resulte daí a análise e avaliação global e integrada dessas dimensões. Para fins de levantamento de dados, em novembro de 2007, realizou-se a coleta de informações com todos os segmentos da Unidade Escolar. Foram entregues questionários avaliativos aos professores, coordenadores pedagógicos, alunos, pais e funcionários administrativos. Na análise desses dados foram elencados os pontos fortes e fracos da Escola, com sugestões para superá-los e também a responsabilização para cada ação. O processo de avaliação resulta em benefícios à educação ao identificar as forças e fragilidades da escola e, conseqüentemente, possibilitar a adoção de medidas corretivas ou de intensificação das ações já realizadas. O auto- conhecimento dos processos avaliativos tem permitido o estabelecimento de metas e 78
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    a implantação deprojetos cada vez mais adequados ao perfil e à missão da Unidade Escolar. A Avaliação institucional interna ocorrerá na escola de dois em dois anos. No ano de 2009 a Avaliação institucional foi realizada com todos os seguimentos que compõem a escola e foram apontados Pontos Fortes e Fracos da unidade escolar. Em 2011 será realizada uma nova Avaliação que terá como ponto de partida a avaliação de 2009, ou seja, se os pontos fracos foram superados. 18.1 PONTOS FORTES DA ESCOLA 1.Compromisso com o aluno e com a comunidade; da média estadual e das outras escolas da rede); 2.Organização; 31.Reordenação dos conteúdos do Ensino 3.Livros no Ensino Médio; Fundamental; 4.Apoio pedagógico ao professor; 32.Gincana Escolar; 5.Projetos e aprendizagem; 33.Incentivo profissional ao professor; 6.Bom relacionamento e parceria entre professores, 34.Divulgação na imprensa dos trabalhos realizados administrativos, coordenação e direção; pela escola; 7.Trabalho em grupo; 35.Diversos prêmios recebidos pela escola; 8.Manter os pais informados sobre as normas da 36.Reconhecimento do trabalho realizado na escola escola; pela SED; 9.Participação da escola em vários eventos; 37.Agilidade na elaboração e encaminhamento de 10.Limpeza; processos relativos à vida escolar do servidor; 11.Eficiência da secretaria; 38.Divulgação de todas as informações recebidas 12.Conselho de Classe; através de cartazes ou fixando os ofícios no quadro 13.Cooperação entre os professores; mural; 14.Competência dos professores; 39.Liberdade na opção de participar ou não dos 15.Dedicação da Coordenação Pedagógica; movimentos sindicais e/ou particulares; 16.Organização e interação da direção; 40.Procura considerável de matrículas na escola 17.Escola bem conceituada; durante o ano e principalmente no início do ano letivo; 18.Material didático e pedagógico bem atualizado; 41.Núcleo de docentes; 19.Colegiado Escolar atuante; 42.Implantação do curso de Educação Profissional; 20.Merenda escolar bem preparada; 43.Autonomia para que as coordenadoras realizem o 21.Projeto ler para ver; trabalho pedagógico; 22.Apoio aos professores iniciantes; 44.Campanhas de conscientização dos alunos e da 23.Grêmio Estudantil; comunidade (trânsito, meio ambiente, drogas, etc); 24.Projetos de ensino; 45.Respeito aos direitos dos servidores e dos alunos 25.Participação dos professores na organização da e exigência no cumprimentos dos deveres; escola; 46.Apoio da Coordenação na inovação ou 26.Boa organização da vida escolar dos alunos aprimoramento do Projeto Pedagógico individual de na secretaria; cada professor; 27.Participação nos concursos realizados por 47.Consulta aos professores/ coordenadores/ diversas entidades; funcionários nas tomadas de decisões sobre todas 28.Trabalho na Sala de Tecnologias Educacionais; as questões pertinentes à escola. 29Aulas práticas no laboratório de ciências; 48.Estrutura física adequada à Proposta 30. Notas boas no Enem e na prova Brasil (acima Pedagógica da Escola. 18.2 PONTOS FRACOS DA SUGESTÕES PARA RESPONSABILIDADE ESCOLA SUPERÁ-LOS 1.Os docentes não seguem os Responsabilidade por parte dos Professores documentos emanados pela escola docentes e acompanhamento da no início do ano letivo Coord. Pedagógica 2.Há muita rotatividade por parte dos Solicitar da SED Concurso Público SED, Direção, Coordenação professores convocados, para professores; Conservar e pedagógica e Professores prejudicando assim o capacitar os professores que desenvolvimento da Proposta trabalham conforme a Proposta Pedagógica. Pedagógica. 3.Indisciplina na escola Implantar um projeto com o objetivo Direção, Coordenação de conscientizar os alunos quanto Pedagógica, Professores, Pais à disciplina na escola; Fazer 79
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    cumprir o RegimentoEscolar. e Alunos Professores devem ser mais exigentes e os pais mais atuantes. 4.Planejamento de Ensino Promover capacitação sobre Direção, Coordenação (Documento burocrático) Planejamento de Ensino; Torná-lo pedagógica e Professores mais significativo e real; Promover estudos teóricos à respeito do Planejamento de Ensino. 5.Os professores não dispõem de um Solicitar que os professores Professores e Coordenação plano de aula pronto quando os preparem aulas diariamente; Pedagógica alunos entram na sala de aula Promover o acompanhamento da Coordenação Pedagógica; Selecionar atividades para trabalho com os alunos. 6.Relatório Descritivo Rever cada item do relatório Professores, Coordenação descritivo e usá-lo conforme prevê pedagógica e Direção a Proposta Pedagógica da Escola 7. Professores que faltam à escola e Avisar com antecedência a Escola Professores não avisam com antecedência como das suas possíveis faltas e/ou previsto na legislação encaminhar um outro professor para substituição 8.Organização da sala dos Proibir a entrada de alunos na sala Professores e funcionários da professores de professores e deixá-la limpeza organizada sempre que ocorrer o término das aulas 9.Horário de reuniões do Grêmio Solicitar que o Grêmio marque suas Grêmio Estudantil Estudantil reuniões num período oposto às aulas 10.Prova Bimestral aplicada por Mais rigor dos professores ao Professores outro professor que não seja da aplicar as provas dos colegas e área cumprimento das regras dispostas pela escola quanto à realização das Provas Bimestrais 11.Cobrança dos pais sem Orientar os pais que antes de fazer Pais e Direção conhecimento de causa algum julgamento do professor ou da escola, que se dirijam à mesma para esclarecer dúvidas ou registrar reclamações 12.Alunos desinteressados pelos Envolver os alunos nos projetos e Direção, Coordenação projetos da escola convencê-los da importância da Pedagógica, Professores e realização dos mesmos alunos. 13.A escola está sendo responsável Palestras para os pais, promover Todos os segmentos pela educação dos alunos o “ser educado” em todos os 80
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    segmentos 14.Falta por partede alguns Trabalhar os temas transversais; Professores e alunos professores promover atividades que desenvolver projetos que resgatam propiciem a prática de valores e os valores e atitudes atitudes 15.Muitos alunos não fazem o dever Conscientizar os alunos da Todos os segmentos de casa regularmente importância do dever de casa; Propor parceira com os pais para acompanhamento do dever de casa 16.Alunos que não conservam o livro Conscientizar os alunos que o livro Todos os segmentos no livro didático ( não o encapam, didático é reutilizável e que precisa escrevem e rabiscam os livros) ser conservado. No anos seguinte dar um livro nas mesmas condições que o aluno entregou 17.Falta de cuidado dos alunos em Solicitar que os pais conversem Todos os segmentos relação à limpeza da escola e com os filhos sobre o assunto; conservação do patrimônio público Conscientização dos alunos; Desenvolver Projeto sobre conservação do patrimônio público 18.Professores que não cumprem o Cumprir a legislação vigente que Professores prazo para entrega de diários de estipula o prazo para entrega dos classe, notas mensais ou relatório documentos na escola; Manter o descritivo, prejudicando assim o diário de classe atualizado e trabalho da secretaria e da organizado. coordenação pedagógica 19.Professores que não assinam o Cumprir a legislação vigente Professores livro ponto diariamente 20.Avaliações mal preparadas Melhorar a qualidade das Professores ( provas muito fáceis ou muito avaliações; Seguir as orientações difíceis, com uma linguagem não dadas pela escola. utilizada comumente nas aulas) 21Falta de punição dos alunos Cumprir o que determina o Direção, Coordenação (paternalismo) Regimento Escolar, usando sempre Pedagógica e Professores o bom senso e o diálogo 22.Revisão antes das provas Realizar revisão de conteúdos Professores e alunos antes da aplicação das provas; Os alunos deverão demonstrar interesse na aula de revisão 23.Falhas na reunião do Colegiado Seguir os passos previsto no Todos os segmentos escolar Regimento Interno do Colegiado objetivando o sucesso das reuniões; Criação da Associação de Pais (AP) 24.O administrativo não é informado Sugerir que os funcionários Funcionários administrativos dos acontecimentos da escola tenham mais atenção nos documentos que são afixados nos murais e que informam sobre a vida escolar 25.Improvisação de algumas aulas Preparar as aulas com Professores que não são preparadas antecedência, evitando assim a 81
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    previamente improvisação 26.Reorganização dos conteúdos Ficar atento ao Planejamento de Professores quando há imprevistos na escola Ensino e flexibilizá-lo quando (dispensas, reuniões, jogos, etc.) necessário 27.Pouca relação entre teoria x Preparar as aulas propondo Coordenação pedagógica e prática na aplicação dos conteúdos atividades que atualizem ou professores concretizem os conteúdos, principalmente os mais abstratos. 28.Poucas reuniões do corpo Utilizar os momentos de hora Direção, Coordenação docente (tempo e horário) atividade/ Núcleo de Docentes e/ou Pedagógica e professores propor momentos alternativos para estudos e reuniões (turno contrário, sábados) 29.Não cumprimento da Hora- Seguir as orientações da SED em Professores e Coordenação atividade relação ao cumprimento das horas Pedagógica atividades que são remuneradas aoprofessor; Participar efetivamente do Núcleo de Docentes. 30.Exagero de alguns professores Não usar o Relatório Descritivo Professores na avaliação do relatório descritivo como instrumento de punição; tratar ou no trato com os alunos os alunos com urbanidade e equilíbrio 31.Falta de reuniões por área do Participar efetivamente do Núcleo Coordenação Pedagógica e conhecimento de Docentes e seguir as orientações professores de operacionalização do mesmo 32.Pouca utilização da Sala de Utilizar a STE conforme o Professor-coordenador da Tecnologias por parte de alguns estabelecido em seu regulamento e STE e demais professores professores de acordo com as diretrizes emanadas pela SED . 33.Propagação e registro de uma Elaborar proposta de avaliação Todos os segmentos avaliação diagnóstica e contínua e para a escola de acordo com as na prática a constatação de uma tendências contemporâneas avaliação classificatória 34.Professor que demora a entregar Cumprir a legislação vigente Professores e Secretaria os atestados médicos e BIM prejudicando os colegas substitutos no recebimentos dos salários 35.Professores que saem de licença Acompanhamento da Coordenação Pedagógica e e não deixam as aulas pré- Coordenação pedagógica e professores organizadas para o substituto conscientização do professor 36.Uso de calculadora no Ensino Só permitir o uso da calculadora Professores Fundamental e Médio naqueles conteúdos que se fizer necessário a utilização da mesma, para isto os professores terão que ter discernimento sobre o assunto 37.A recepção das pessoas na Avaliar periodicamente a recepção Direção e Secretaria secretaria da escola precisa na secretaria da escola; Promover melhorar capacitação de relações humanas e orientar os servidores a cumprir o que dispõe o regimento Escolar 82
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    38.Coordenação do Ensino Elaborar um calendário de visitas Coordenação pedagógica Fundamental que não visita as salas às salas de aula de aula para acompanhar os cadernos dos alunos 39.Muitos alunos não vêm Conscientização sobre a Todos os segmentos uniformizados para a escola importância do uniforme; premiação ao aluno que vem uniformizado para a escola (ver quem pode fazer este acompanhamento). 40.Falta de respeito de alguns Quando se dirigir aos colegas Todos os segmentos segmentos no trato com os colegas falar com respeito e educação 41.Desorganização da escola na Os alunos não poderão jogar bola Todos os segmentos semana de provas após as provas; só poderão entregá-las aos professores após 30 minutos do início da mesma; se chegar atrasados não poderão fazer as provas do dia 42.Professores novos sem Quando entrar um novo professor Coordenação Pedagógica orientação da Proposta da Escola a Coordenação Pedagógica deverá orientá-lo sobre a Proposta Pedagógica e demais regras da escola 43.Professores substitutos que Orientar os professores substitutos Secretária preenchem o Diário de Classe de a não preencherem os Diários de qualquer maneira Classe à caneta, principalmente em licenças curtas. 44.Falta de autoridade das Cumprir o que determina a Inspetoras de alunos inspetoras de alunos legislação quanto à função que exerce 45.Individualismo e egocentrismo Eliminar o individualismo em todos Todos os segmentos nas relações interpessoais os segmentos da escola através da conscientização 46.Falta de civismo na escola Promover comemorações para Todos os segmentos com resgatar o patriotismo e valorizar organização da Coordenação os hinos pátrios Pedagógica 47.Descaso dos alunos em relação Conscientização dos alunos Todos os segmentos a algumas disciplinas quanto à importância de todas as disciplinas 48.Poucos projetos sociais na Uma ou duas vezes ao ano, a Direção, Coordenação e escola escola deverá organizar Professores. atividades que estejam voltadas párea a comunidade e que tenha um caráter de promoção do exercício da cidadania ( ex: participação em reuniões da Câmara de vereadores, visitas ao prefeito com sugestões para o municio, visita à APAE, asilo, excursões, campanha de conscientização, etc) 83
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    49.Falta de autoridadede alguns Os professores deverão resolver Professores professores em sala de aula pequenos problemas que porventura acorrerem com os alunos durante o período das aulas. Só encaminhar os casos mais graves para a Coordenação e Direção. 50.Direção, Coordenação Não ficar prometendo aquilo que Direção, coordenação, Pedagógica, inspetoras de alunos e não pode cumprir; seguir a inspetoras de alunos e professores não cumprem aquilo que legislação professores falam 51.Alguns alunos com problemas Promover palestra com os pais Ministério Público, Direção e graves de disciplina na escola dos alunos problemáticos ( o não Coordenação Pedagógica comparecimento desses pais acarretará em sanções). 52.Pouca utilização dos recursos Preparar aulas em que os Professores tecnológicos e didáticos da escola recursos que existem na escola sejam utilizados 53.Falta de limites dos alunos e Volta do Projeto Resgate de Todos os segmentos propagação de contra-valores Valores e mais palestras na escola 54.Conscientização dos pais sobre Nas reuniões de pais proceder Direção, Coordenação temas importantes para o sucesso pequenas palestras sobre temas Pedagógica e Professores. da escola relevantes, para depois introduzir os assuntos da escola 55.Alguns funcionários ASDs que Conscientização das funcionárias Funcionárias Administrativas limitam-se a realizar apenas seu ASDs; Organizar a Rotina de trivial papel trabalho semanal. 56.Pouca leitura na escola Solicitar aos professores de L. Professores de Língua Portuguesa e Literatura que Portuguesa efetivem o Projeto “Ler par ver” 57.Aulas de Artes muito teóricas Solicitar que os professores Professores de Artes dessa disciplina incluam no seu Planejamento aulas práticas. 58.Cigarro na Escola Conscientização dos alunos; Todos os segmentos Palestras, pesquisas e debates sobre os efeitos do cigarro para a saúde 59.Os recursos financeiros Aumento dos recursos Colegiado Escolar encaminhados pela SED não são encaminhados pela SED 84
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    suficientes para a manutenção da Encaminhamento de Ofício escola solicitando revisão dos recursos da escola 60. Pouca capacitação aos Solicitar cursos e capacitações Colegiado Escolar professores oferecida pela SED aos professores da escola SED/Escola 61.Quando a SED possibilita Solicitar que os professores Professores, com capacitações aos professores, depois materializem o que aprenderam em acompanhamento da das mesmas, não ocorre uma sala de aula. coordenação pedagógica. mudança metodológica ou didática em da sala de aula. 62.Falta de continuidade das Continuidade nos projetos que SED/Escola políticas educacionais beneficiam a comunidade escolar 19- ACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA A avaliação incidirá sobre os aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros da atividade escolar, devendo ser realizada através de procedimentos internos e externos, definidos pelo Colegiado Escolar. A avaliação interna ocorrerá através das reuniões do Conselho de Classe, reuniões especialmente convocadas para tal fim, fichas avaliativas, avaliação dos docentes realizada pelos alunos, avaliação da escola em geral. Todos estes procedimentos terão como objetivo a reorientação e reformulação da presente Proposta. Toda e qualquer avaliação terá como meta o aprimoramento da qualidade de ensino, sendo sustentada por procedimentos de observação e registros contínuos, para permitir o acompanhamento: -sistemático e contínuo do processo de ensino e do processo de aprendizagem, de acordo com os objetivos e metas constantes da Proposta Pedagógica; -do desempenho da equipe escolar, dos alunos e dos demais funcionários, nos diferentes momentos do trabalho educacional; -da participação da comunidade escolar nas atividades propostas pela escola. 85
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