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A história da Literatura é didaticamente dividida em conjuntos  (Eras)  ou  períodos (escolas) ,   levando em conta o momento histórico em que tais obras foram produzidas.
No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras/Épocas, e essas Eras/Épocas dividem-se em fases menores, também conhecidas como  escolas, correntes ou movimentos.  As escolas literárias  correspondem à  fases (períodos) histórico-culturais  em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo.  Diferenciam-se do  estilo de época  por terem uma abrangência maior, englobando circunstâncias como as condições do meio, as influências filosóficas e políticas, etc.
Uma  escola literária  é composta por um conjunto de obras e  autores com  semelhanças estilísticas e temáticas  que predominam durante um determinado espaço de tempo. O termo  escola literária  é equivalente a  estilo literário  ou  estilo de época . Estilo literário ou estilo de época  é o conjunto de características  comuns a  grande maioria das obras de um determinado período cronológico. Estilo pessoal  é o conjunto de características temáticas e estilísticas de um determinado autor.
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A ascensão, predominância e decadência de uma escola ou de um movimento não ocorrem arbitrariamente, apenas pela vontade dos artistas, mas resultam de um  processo complexo de influências do espírito de cada época sobre os indivíduos. Em certas circunstâncias históricas  - crises políticas, mudanças violentas ou condições opressivas - a criação de uma arte nova, de um estilo novo e de uma nova maneira de registar as coisas torna-se urgente para os escritores e os artistas em geral. Entretanto, a vitória de uma nova corrente não apaga de todo o prestígio e a força da antiga. Podemos assistir à coexistência de movimentos opostos numa mesma faixa temporal. Logo  as datas de início e fim de um período não implicam o predomínio automático de um período sobre outro, mas a tentativa de ordenação e simplificação pedagógica dos fenómenos literários .
Século XII (Fundação de Portugal)  ao Século XVI (Descobrimentos) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Cantigas (amor, amigo, escárnio e maldizer). Predomínio da emoção. Cristianismo. Influência das tradições populares. Temas profanos. Ambiente cortês, rural ou marítimo. Temas: amor, saudade, crítica social. Exaltação do ideal cavaleiresco. Emprego de formas simples.  Estrutura simples, repetições. POESIA TROVADORESCA
Separação entre a música e o texto poético. Ascensão da burguesia mercantilista. Expansão comercial e marítima. Desenvolvimento cultural. Transição do teocentrismo para o antropocentrismo.  Fernão Lopes: Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens. Gil Vicente: Teatro popular.      - profano (sátira ao teocentrismo);      - alegoria - metafórica;      - tipo - não fala nomes;      - quadros - sem seqüência: mentalidade medieval. HUMANISMO Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes) Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda) TRANS IÇÃO
Século XVI (Descobrimentos)  ao Século XIX (Revolução Francesa e Invasões) De cerca de 1527 até 1825 (data da publicação do poema  Camões  de Almeida Garrett) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Idealização amorosa. Predomínio da razão. Paganismo. Influência da cultura greco-romana. Antropocentrismo. Universalismo. Busca de clareza e equilíbrio. Nacionalismo. Gosto pelo soneto (forma clássica). Busca do equilíbrio formal. Camões. Séc. XVI. ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],CLASSICISMO
Conflito (antropocentrismo X teocentrismo). Oposição (material X espiritual). Conflito entre fé e razão. Cristianismo. Morbidez, angústia. Idealização amorosa, sensualidade. Consciência da efemeridade do tempo. Gosto por raciocínios complexos. Gosto pelo soneto. Construções complexas e raras, uso de figuras de linguagens. Séc. XVII Sugestões sonoras e cromáticas (cor). BARROCO
Predomínio da razão. Universalismo. Materialismo, cientificismo. Paganismo. Gosto pela claridade. Mulher distante, abstrata. Sobriedade. Objetivismo. Natureza como pano de fundo, BUCOLISMO. Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos Séc. XVIII ARCADISMO
Século XIX e Século XX  (de cerca de 1825 até à 2ª. Grande Guerra)
Século XX (da 2ª. Grande Guerra aos nossos dias) Do Neo-Realismo à Actualidade
R E N A S C I M E N T O R E V I N D U S T R I A L / F R A N C E S A TROVADORISMO SEC. XII a SEC. XIV HUMANISMO SEC. XV CLASSICISMO SEC. XVI BARROCO SEC. XVII ARCADISMO NEOCLASSICISMO SEC. XVIII ROMANTISMO SEC. XIX  (1ª metade) REALISMO NATURALISMO PARNASIANISMO SEC. XIX  (2ª metade) SIMBOLISMO SEC. XIX  (final) PRÉ-MODERNISMO SEC.XX  (início) MODERNISMO SEC. XX 1º tempo =  1922  a  1930 2º tempo =  1930  a  1945 3º tempo =  1945  a  ???? ESCOLAS  LITERÁRIAS ERA  MEDIEVAL ERA  CLÁSSICA ERA  MODERNA
 
 

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História das Escolas Literárias

  • 1.  
  • 2. A história da Literatura é didaticamente dividida em conjuntos (Eras) ou períodos (escolas) , levando em conta o momento histórico em que tais obras foram produzidas.
  • 3. No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras/Épocas, e essas Eras/Épocas dividem-se em fases menores, também conhecidas como escolas, correntes ou movimentos. As escolas literárias correspondem à fases (períodos) histórico-culturais em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo. Diferenciam-se do estilo de época por terem uma abrangência maior, englobando circunstâncias como as condições do meio, as influências filosóficas e políticas, etc.
  • 4. Uma escola literária é composta por um conjunto de obras e autores com semelhanças estilísticas e temáticas que predominam durante um determinado espaço de tempo. O termo escola literária é equivalente a estilo literário ou estilo de época . Estilo literário ou estilo de época é o conjunto de características comuns a grande maioria das obras de um determinado período cronológico. Estilo pessoal é o conjunto de características temáticas e estilísticas de um determinado autor.
  • 5.
  • 6.
  • 7. A ascensão, predominância e decadência de uma escola ou de um movimento não ocorrem arbitrariamente, apenas pela vontade dos artistas, mas resultam de um processo complexo de influências do espírito de cada época sobre os indivíduos. Em certas circunstâncias históricas - crises políticas, mudanças violentas ou condições opressivas - a criação de uma arte nova, de um estilo novo e de uma nova maneira de registar as coisas torna-se urgente para os escritores e os artistas em geral. Entretanto, a vitória de uma nova corrente não apaga de todo o prestígio e a força da antiga. Podemos assistir à coexistência de movimentos opostos numa mesma faixa temporal. Logo as datas de início e fim de um período não implicam o predomínio automático de um período sobre outro, mas a tentativa de ordenação e simplificação pedagógica dos fenómenos literários .
  • 8.
  • 9. Cantigas (amor, amigo, escárnio e maldizer). Predomínio da emoção. Cristianismo. Influência das tradições populares. Temas profanos. Ambiente cortês, rural ou marítimo. Temas: amor, saudade, crítica social. Exaltação do ideal cavaleiresco. Emprego de formas simples. Estrutura simples, repetições. POESIA TROVADORESCA
  • 10. Separação entre a música e o texto poético. Ascensão da burguesia mercantilista. Expansão comercial e marítima. Desenvolvimento cultural. Transição do teocentrismo para o antropocentrismo. Fernão Lopes: Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens. Gil Vicente: Teatro popular.      - profano (sátira ao teocentrismo);      - alegoria - metafórica;      - tipo - não fala nomes;      - quadros - sem seqüência: mentalidade medieval. HUMANISMO Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes) Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda) TRANS IÇÃO
  • 11.
  • 12.
  • 13. Conflito (antropocentrismo X teocentrismo). Oposição (material X espiritual). Conflito entre fé e razão. Cristianismo. Morbidez, angústia. Idealização amorosa, sensualidade. Consciência da efemeridade do tempo. Gosto por raciocínios complexos. Gosto pelo soneto. Construções complexas e raras, uso de figuras de linguagens. Séc. XVII Sugestões sonoras e cromáticas (cor). BARROCO
  • 14. Predomínio da razão. Universalismo. Materialismo, cientificismo. Paganismo. Gosto pela claridade. Mulher distante, abstrata. Sobriedade. Objetivismo. Natureza como pano de fundo, BUCOLISMO. Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos Séc. XVIII ARCADISMO
  • 15. Século XIX e Século XX (de cerca de 1825 até à 2ª. Grande Guerra)
  • 16. Século XX (da 2ª. Grande Guerra aos nossos dias) Do Neo-Realismo à Actualidade
  • 17. R E N A S C I M E N T O R E V I N D U S T R I A L / F R A N C E S A TROVADORISMO SEC. XII a SEC. XIV HUMANISMO SEC. XV CLASSICISMO SEC. XVI BARROCO SEC. XVII ARCADISMO NEOCLASSICISMO SEC. XVIII ROMANTISMO SEC. XIX (1ª metade) REALISMO NATURALISMO PARNASIANISMO SEC. XIX (2ª metade) SIMBOLISMO SEC. XIX (final) PRÉ-MODERNISMO SEC.XX (início) MODERNISMO SEC. XX 1º tempo = 1922 a 1930 2º tempo = 1930 a 1945 3º tempo = 1945 a ???? ESCOLAS LITERÁRIAS ERA MEDIEVAL ERA CLÁSSICA ERA MODERNA
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  • 19.