SlideShare uma empresa Scribd logo
Escola Secundária da Ramada - Ano letivo 2013/2014

Padre António Vieira (1608-1697)
Contexto histórico
11.º ano

Setembro/Outubro de 2013
Objetivos
•

Relacionar dados biográficos do Padre António Vieira com a história de
Portugal e do Brasil;

•

Caraterizar o século XVII europeu e demonstrar a importância fundamental
do sermão;

•

Comparar os cânones artísticos do Renascimento com os do Barroco;

•

Relacionar a conjuntura histórica do século XVII com algumas caraterísticas
da arte barroca.
● Nasceu em 1608
● Aos 7 anos vai com os pais para a Baía (na altura, capital do

Brasil), cidade onde o pai exerce a função de secretário da
Governação.
● Com 15 anos foge aos pais e ingressa na Companhia de

Jesus.
● Aos 18 anos já tinha a seu cargo a cadeira de Retórica.
● Com 27 anos recebe ordens e inicia a sua carreira de

pregador.
● Faz o sermão Pela vitória das nossas armas, exortando os
colonos portugueses a opor-se ao ataque e ao domínio dos
holandeses.

● Em 1641 vem a Lisboa trazer a adesão da colónia a D. João

IV. Torna-se o pregador mais famoso da corte.

● No decorrer da sua vida, tem constantemente uma intensa

atividade diplomática e de missionação no Brasil, morrendo na
cidade da Baía com 89 anos.
Que se passa em Portugal ao longo da sua vida?
Portugal e o problema da crise dinástica
União dinástica ou
Domínio Filipino
1581 - 1640

Filipe II de Espanha
(1527-1598)
Filipe III de Espanha
(1578-1621)

Filipe IV de Espanha
(1605-1665)
A Restauração da Independência
1 de dezembro de 1640

João IV
Afonso VI
Pedro II
João V
José I
Maria I
João VI
Pedro IV
Miguel I
Maria II
Pedro V
Luís I
Carlos I
Manuel II

D. João IV
(1604-1656)

Reis da dinastia de Bragança
(1640-1910)
Ataques dos holandeses ao Brasil durante o domínio filipino
Território ocupado pelos holandeses
Para além dos Descobrimentos e do
Renascimento (séculos XV e XVI), que outro
acontecimento importante se situa no século XVI?
Um acontecimento que vai marcar profundamente
a História dos séculos XVI e XVII?

Uma pista… Quem a quer seguir?
Reforma e Contra-Reforma
Século XVI
Criação das Igrejas Protestantes

Luterana

1524

Calvinista

Anglicana

1536
1534
Reação da Igreja Católica
Concílio de Trento
(entre 1545 e1563)

Contra-Reforma

Renovação interna

Companhia de Jesus
Index

Reafirmação dos
princípios fundamentais

(1534)
Inquisição
(Tribunal da Igreja, criado em
1184 e reativado no século XV)
Século XVII
Revolução científica
Perseguições feitas pela Inquisição

Quem está a ser ouvido?
Papel fundamental dos sermonários

“A multidão rude e néscia deve ser conquistada com amplos discursos;
por isso, para que ela não só saiba e compreenda, mas também faça o
que nós queremos, é preciso aterrorizá-la e comovê-la, não apenas com
silogismos, mas também com os afectos e com grande ardor de
eloquência: e isso não requer uma argumentação breve e restrita, mas
áspera, veemente e copiosa”.
Frei Luís de Granada, in O Homem Barroco, p. 120
SÉCULO XVII
Guerra dos 30 anos (1618-1648) é a denominação genérica de uma
série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si a
partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados:
rivalidades religiosas, políticas, dinásticas, territoriais e comerciais.
As rivalidades entre católicos e protestantes foram gradualmente
transformadas numa luta europeia. Apesar de os conflitos religiosos
serem a causa direta da guerra, ela envolveu um grande esforço político
da Suécia e da França para procurar diminuir a força da dinastia dos
Habsburgos, que dominavam grandes regiões da Europa.
As

hostilidades causaram graves problemas económicos e

demográficos na Europa e tiveram fim com a assinatura, em 1648,
de alguns tratados que, em bloco, são chamados de Paz de
Vestefália.
Quase todos os países europeus estiveram envolvidos, direta ou
indiretamente. O seu fim marca o início da hegemonia francesa na
Europa e o declínio do poder dos Habsburgos.

Os efeitos devastadores da guerra fizeram-se sentir ainda na
segunda metade do século.
Que reflexos tem esta conjuntura na Arte?
Século XVII - O Barroco
Caraterísticas gerais comuns a todas as formas de arte barroca
● Oposições dualistas, antíteses violentas e exaltadas (exaltação da
estética do grotesco, do horrível, do macabro).
● Antinomias entre o espírito e a carne; espiritualismo e sensualismo
confundem-se constantemente.
● Temas recorrentes: fugacidade, ilusão da vida e das coisas

mundanas (as motivações religiosas são bem evidentes – trata-se
de lembrar ao homem que tudo é vão e efémero à superfície da
terra; é preciso procurar uma realidade suprema).
● Recurso a símbolos em que figuram elementos evanescentes,
instáveis e efémeros, ondeantes e fugidios: a água e a espuma, o
vento, a nuvem e a chama, a mariposa, a ave e o fumo, o momento
de transição.
● Traços estilísticos: metáfora, hipérbole, repetição, anáfora,
antítese violenta.
Século XVII
O Barroco - Arquitetura

O David renascentista
Miguel Ângelo (1475-1564)

O David barroco
Bernini (1598-1680)
O Rapto de Proserpina
Gian Lorenzo Bernini
1621-1622
Mármore

http://www.youtube.com/watch?v=1FdVozDscWY
Apolo e Dafne
Gian Lorenzo Bernini
1622-1625
Mármore

http://www.youtube.com/watch?v=eElJfKlqzTE&feature=watch-vrec
Renascimento

Pietà
Miguel Ângelo
(1475 – 1564)
Mármore
Barroco

O êxtase de Santa Teresa de Ávila
Bernini

Igreja de Santa Maria della Vittoria, Roma
http://www.youtube.com/watch?v=W5PCg9v8Z0g
Em síntese

“Vieira atravessou quase um século muito fustigado por
várias catástrofes e rasgado por grandes inovações (…).
Foi um período que nasceu assistindo a uma certa
supremacia do mundo ibérico e que definhou dominado pela
emergente

holanda,

porventura

a

grande

potência

económica do tempo, pela França de Luís XIV, e pela
Inglaterra”.
No plano dos códigos estéticos foi o século do Barroco,
tendência que se infiltrou nas artes plásticas, na música, na
literatura, no vestuário, nos comportamentos cortesãos, nas
formas de religiosidade e que se pautou por ser mais sensitiva
do que racional, mais desmesurada do que contida, mais
metafórica do que realista, mais ondulante do que retilínea, mais
colorida do que acromática, mais espetacular do que sóbria”.
(Plural 11, p.79)

Os sermões do Padre António Vieira inserem-se muito nesta
estética barroca.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mensagem Fernando Pessoa
Mensagem   Fernando PessoaMensagem   Fernando Pessoa
Mensagem Fernando Pessoaguest0f0d8
 
Louvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixesLouvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixesDina Baptista
 
Os Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVOs Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVDina Baptista
 
Auto de inês pereira
Auto de inês pereiraAuto de inês pereira
Auto de inês pereirananasimao
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Camposguest3fc89a1
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em PortugalCarlos Vieira
 
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António VieiraAlexandra Madail
 
Cap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geralCap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geralHelena Coutinho
 
Mensagem - D. Sebastião Rei de Portugal
Mensagem - D. Sebastião Rei de PortugalMensagem - D. Sebastião Rei de Portugal
Mensagem - D. Sebastião Rei de PortugalMaria Teixiera
 
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho Marisa Ferreira
 
Os Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIOs Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIsin3stesia
 
Os Maias estrutura
Os Maias estruturaOs Maias estrutura
Os Maias estruturaCostaIdalina
 

Mais procurados (20)

Educação n' os maias
Educação n' os maiasEducação n' os maias
Educação n' os maias
 
Eugénio de Andrade
Eugénio de AndradeEugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
 
Lusiadas 10º ano
Lusiadas 10º anoLusiadas 10º ano
Lusiadas 10º ano
 
Mensagem Fernando Pessoa
Mensagem   Fernando PessoaMensagem   Fernando Pessoa
Mensagem Fernando Pessoa
 
Louvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixesLouvor das virtudes aos peixes
Louvor das virtudes aos peixes
 
Cap vi
Cap viCap vi
Cap vi
 
Os Maias - personagens
Os Maias - personagensOs Maias - personagens
Os Maias - personagens
 
Os maias a intriga
Os maias   a intrigaOs maias   a intriga
Os maias a intriga
 
Frei luís de sousa
Frei luís de sousaFrei luís de sousa
Frei luís de sousa
 
Os Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IVOs Maias, capítulos I a IV
Os Maias, capítulos I a IV
 
Auto de inês pereira
Auto de inês pereiraAuto de inês pereira
Auto de inês pereira
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em Portugal
 
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo II Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
 
Cap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geralCap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geral
 
Mensagem - D. Sebastião Rei de Portugal
Mensagem - D. Sebastião Rei de PortugalMensagem - D. Sebastião Rei de Portugal
Mensagem - D. Sebastião Rei de Portugal
 
Recursos expressivos
Recursos expressivosRecursos expressivos
Recursos expressivos
 
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho
Crónica de Costumes - Jantar dos Gouvarinho
 
Os Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIOs Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e II
 
Os Maias estrutura
Os Maias estruturaOs Maias estrutura
Os Maias estrutura
 

Semelhante a Contexto histórico padre antónio vieira

APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTES
APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTESAPRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTES
APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTESarturferreira50
 
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1Carlos Teodoro
 
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de Versalhes
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de VersalhesArte Barroca, Luís XIV, Palácio de Versalhes
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de VersalhesTânia Domingos
 
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptx
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptxA França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptx
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptxKaylanAlmeida1
 
História da Cultura e das Artes - A Cultura do Palácio
História da Cultura e das Artes - A Cultura do PalácioHistória da Cultura e das Artes - A Cultura do Palácio
História da Cultura e das Artes - A Cultura do PalácioAntónio Silva
 
Revista orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus
Revista  orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus Revista  orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus
Revista orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus Thiago Santana Borges
 
HCA Módulo 6 - Contextualização
HCA Módulo 6 - ContextualizaçãoHCA Módulo 6 - Contextualização
HCA Módulo 6 - ContextualizaçãoMafalda Cardeira
 
O Período Barroco e a Música
O Período Barroco e a MúsicaO Período Barroco e a Música
O Período Barroco e a MúsicaJoão Costa
 
Glossário para compreender Memorial do Convento
Glossário para compreender Memorial do ConventoGlossário para compreender Memorial do Convento
Glossário para compreender Memorial do Conventoancrispereira
 
A união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filéA união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filémundica broda
 
A união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filéA união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filémundica broda
 
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.ppt
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.pptContextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.ppt
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.pptsandraguerin6
 
Resposta aos Objectivos de História
Resposta aos Objectivos de HistóriaResposta aos Objectivos de História
Resposta aos Objectivos de HistóriaFilipe Machado
 

Semelhante a Contexto histórico padre antónio vieira (20)

APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTES
APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTESAPRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTES
APRESENTAÇAO SOBRE BARROCO EUROPEU ARTES
 
Barroco em Portugal
Barroco em PortugalBarroco em Portugal
Barroco em Portugal
 
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1
Hca-11º Ano[m6 a cultura do palco]p1
 
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de Versalhes
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de VersalhesArte Barroca, Luís XIV, Palácio de Versalhes
Arte Barroca, Luís XIV, Palácio de Versalhes
 
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptx
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptxA França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptx
A França no contexto do sistema internacional no Século XVII.pptx
 
História da Cultura e das Artes - A Cultura do Palácio
História da Cultura e das Artes - A Cultura do PalácioHistória da Cultura e das Artes - A Cultura do Palácio
História da Cultura e das Artes - A Cultura do Palácio
 
Barroco pdf
Barroco pdfBarroco pdf
Barroco pdf
 
Revista orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus
Revista  orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus Revista  orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus
Revista orácula nº 14 O Modus Vivendi Helênico e a revolta dos Macabeus
 
HCA Módulo 6 - Contextualização
HCA Módulo 6 - ContextualizaçãoHCA Módulo 6 - Contextualização
HCA Módulo 6 - Contextualização
 
O Período Barroco e a Música
O Período Barroco e a MúsicaO Período Barroco e a Música
O Período Barroco e a Música
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Glossário para compreender Memorial do Convento
Glossário para compreender Memorial do ConventoGlossário para compreender Memorial do Convento
Glossário para compreender Memorial do Convento
 
A união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filéA união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filé
 
A união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filéA união ibérica e invasões holandesas.filé
A união ibérica e invasões holandesas.filé
 
Arte barroca
Arte barrocaArte barroca
Arte barroca
 
Portugues padre
Portugues padrePortugues padre
Portugues padre
 
O Barroco
O BarrocoO Barroco
O Barroco
 
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.ppt
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.pptContextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.ppt
Contextualização histórico-literária - Sermão de Santo António aos Peixes.ppt
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Resposta aos Objectivos de História
Resposta aos Objectivos de HistóriaResposta aos Objectivos de História
Resposta aos Objectivos de História
 

Mais de Helena Coutinho

Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhanças
Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhançasSanto antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhanças
Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhançasHelena Coutinho
 
Cap v repreensões particular
Cap v repreensões particularCap v repreensões particular
Cap v repreensões particularHelena Coutinho
 
Cap iii louvores particular
Cap iii louvores particularCap iii louvores particular
Cap iii louvores particularHelena Coutinho
 
. Batalha de alcácer quibir
. Batalha de alcácer quibir. Batalha de alcácer quibir
. Batalha de alcácer quibirHelena Coutinho
 
Ondados fios de ouro reluzente
Ondados fios de ouro reluzenteOndados fios de ouro reluzente
Ondados fios de ouro reluzenteHelena Coutinho
 
Sete anos de pastor jacob servia
Sete anos de pastor jacob serviaSete anos de pastor jacob servia
Sete anos de pastor jacob serviaHelena Coutinho
 
Oh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoOh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoHelena Coutinho
 
O dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaO dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaHelena Coutinho
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros  meus, má fortuna, amor ardenteErros  meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardenteHelena Coutinho
 
Enquanto quis fortuna que tivesse
Enquanto quis fortuna que tivesseEnquanto quis fortuna que tivesse
Enquanto quis fortuna que tivesseHelena Coutinho
 
Aquela triste e leda madrugada
Aquela triste e leda madrugadaAquela triste e leda madrugada
Aquela triste e leda madrugadaHelena Coutinho
 

Mais de Helena Coutinho (20)

Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhanças
Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhançasSanto antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhanças
Santo antónio e padre antónio vieira – diferenças e semelhanças
 
Relato hagiografico
Relato hagiograficoRelato hagiografico
Relato hagiografico
 
P.ant vieira bio
P.ant vieira bioP.ant vieira bio
P.ant vieira bio
 
Epígrafe sermao
Epígrafe sermaoEpígrafe sermao
Epígrafe sermao
 
Cap v repreensões particular
Cap v repreensões particularCap v repreensões particular
Cap v repreensões particular
 
Cap iii louvores particular
Cap iii louvores particularCap iii louvores particular
Cap iii louvores particular
 
Cap ii louvores geral
Cap ii louvores geralCap ii louvores geral
Cap ii louvores geral
 
1. introd e estrutura
1. introd e estrutura1. introd e estrutura
1. introd e estrutura
 
. O texto dramático
. O texto dramático. O texto dramático
. O texto dramático
 
. Batalha de alcácer quibir
. Batalha de alcácer quibir. Batalha de alcácer quibir
. Batalha de alcácer quibir
 
Fls figuras reais
Fls figuras reaisFls figuras reais
Fls figuras reais
 
. Enredo
. Enredo. Enredo
. Enredo
 
. A obra e o contexto
. A obra e o contexto. A obra e o contexto
. A obra e o contexto
 
Ondados fios de ouro reluzente
Ondados fios de ouro reluzenteOndados fios de ouro reluzente
Ondados fios de ouro reluzente
 
Sete anos de pastor jacob servia
Sete anos de pastor jacob serviaSete anos de pastor jacob servia
Sete anos de pastor jacob servia
 
Oh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoOh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em ano
 
O dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaO dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereça
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros  meus, má fortuna, amor ardenteErros  meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
 
Enquanto quis fortuna que tivesse
Enquanto quis fortuna que tivesseEnquanto quis fortuna que tivesse
Enquanto quis fortuna que tivesse
 
Aquela triste e leda madrugada
Aquela triste e leda madrugadaAquela triste e leda madrugada
Aquela triste e leda madrugada
 

Último

Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaaCarolineFrancielle
 
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorRecurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorCasa Ciências
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroBrenda Fritz
 
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergO carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergBrenda Fritz
 
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdfedjailmax
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfrarakey779
 
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfRILTONNOGUEIRADOSSAN
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"Ilda Bicacro
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfssuser06ee57
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfssuserbb4ac2
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaCludiaRodrigues693635
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalcarlamgalves5
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfssuser06ee57
 
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxCONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxEduardaMedeiros18
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfrarakey779
 
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxAULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxGraycyelleCavalcanti
 
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docxAtividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docxSolangeWaltre
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leiteprofesfrancleite
 

Último (20)

Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
 
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/AcumuladorRecurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
Recurso da Casa das Ciências: Bateria/Acumulador
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan AhlbergO carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
O carteiro chegou - Janet & Allan Ahlberg
 
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
 
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
 
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docxCONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
CONTO-3º-4º-E-5ºANO-A-PRINCESA-E-A-ERVILHA[1] (1).docx
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
 
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxAULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
 
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docxAtividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
 

Contexto histórico padre antónio vieira

  • 1. Escola Secundária da Ramada - Ano letivo 2013/2014 Padre António Vieira (1608-1697) Contexto histórico 11.º ano Setembro/Outubro de 2013
  • 2. Objetivos • Relacionar dados biográficos do Padre António Vieira com a história de Portugal e do Brasil; • Caraterizar o século XVII europeu e demonstrar a importância fundamental do sermão; • Comparar os cânones artísticos do Renascimento com os do Barroco; • Relacionar a conjuntura histórica do século XVII com algumas caraterísticas da arte barroca.
  • 3. ● Nasceu em 1608 ● Aos 7 anos vai com os pais para a Baía (na altura, capital do Brasil), cidade onde o pai exerce a função de secretário da Governação. ● Com 15 anos foge aos pais e ingressa na Companhia de Jesus. ● Aos 18 anos já tinha a seu cargo a cadeira de Retórica. ● Com 27 anos recebe ordens e inicia a sua carreira de pregador.
  • 4. ● Faz o sermão Pela vitória das nossas armas, exortando os colonos portugueses a opor-se ao ataque e ao domínio dos holandeses. ● Em 1641 vem a Lisboa trazer a adesão da colónia a D. João IV. Torna-se o pregador mais famoso da corte. ● No decorrer da sua vida, tem constantemente uma intensa atividade diplomática e de missionação no Brasil, morrendo na cidade da Baía com 89 anos.
  • 5. Que se passa em Portugal ao longo da sua vida?
  • 6. Portugal e o problema da crise dinástica
  • 7. União dinástica ou Domínio Filipino 1581 - 1640 Filipe II de Espanha (1527-1598)
  • 8. Filipe III de Espanha (1578-1621) Filipe IV de Espanha (1605-1665)
  • 9. A Restauração da Independência 1 de dezembro de 1640 João IV Afonso VI Pedro II João V José I Maria I João VI Pedro IV Miguel I Maria II Pedro V Luís I Carlos I Manuel II D. João IV (1604-1656) Reis da dinastia de Bragança (1640-1910)
  • 10.
  • 11. Ataques dos holandeses ao Brasil durante o domínio filipino Território ocupado pelos holandeses
  • 12.
  • 13. Para além dos Descobrimentos e do Renascimento (séculos XV e XVI), que outro acontecimento importante se situa no século XVI? Um acontecimento que vai marcar profundamente a História dos séculos XVI e XVII? Uma pista… Quem a quer seguir?
  • 14. Reforma e Contra-Reforma Século XVI Criação das Igrejas Protestantes Luterana 1524 Calvinista Anglicana 1536 1534
  • 15. Reação da Igreja Católica Concílio de Trento (entre 1545 e1563) Contra-Reforma Renovação interna Companhia de Jesus Index Reafirmação dos princípios fundamentais (1534) Inquisição (Tribunal da Igreja, criado em 1184 e reativado no século XV)
  • 16. Século XVII Revolução científica Perseguições feitas pela Inquisição Quem está a ser ouvido?
  • 17. Papel fundamental dos sermonários “A multidão rude e néscia deve ser conquistada com amplos discursos; por isso, para que ela não só saiba e compreenda, mas também faça o que nós queremos, é preciso aterrorizá-la e comovê-la, não apenas com silogismos, mas também com os afectos e com grande ardor de eloquência: e isso não requer uma argumentação breve e restrita, mas áspera, veemente e copiosa”. Frei Luís de Granada, in O Homem Barroco, p. 120
  • 18. SÉCULO XVII Guerra dos 30 anos (1618-1648) é a denominação genérica de uma série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si a partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados: rivalidades religiosas, políticas, dinásticas, territoriais e comerciais. As rivalidades entre católicos e protestantes foram gradualmente transformadas numa luta europeia. Apesar de os conflitos religiosos serem a causa direta da guerra, ela envolveu um grande esforço político da Suécia e da França para procurar diminuir a força da dinastia dos Habsburgos, que dominavam grandes regiões da Europa.
  • 19. As hostilidades causaram graves problemas económicos e demográficos na Europa e tiveram fim com a assinatura, em 1648, de alguns tratados que, em bloco, são chamados de Paz de Vestefália. Quase todos os países europeus estiveram envolvidos, direta ou indiretamente. O seu fim marca o início da hegemonia francesa na Europa e o declínio do poder dos Habsburgos. Os efeitos devastadores da guerra fizeram-se sentir ainda na segunda metade do século.
  • 20. Que reflexos tem esta conjuntura na Arte?
  • 21. Século XVII - O Barroco Caraterísticas gerais comuns a todas as formas de arte barroca ● Oposições dualistas, antíteses violentas e exaltadas (exaltação da estética do grotesco, do horrível, do macabro). ● Antinomias entre o espírito e a carne; espiritualismo e sensualismo confundem-se constantemente. ● Temas recorrentes: fugacidade, ilusão da vida e das coisas mundanas (as motivações religiosas são bem evidentes – trata-se de lembrar ao homem que tudo é vão e efémero à superfície da terra; é preciso procurar uma realidade suprema).
  • 22. ● Recurso a símbolos em que figuram elementos evanescentes, instáveis e efémeros, ondeantes e fugidios: a água e a espuma, o vento, a nuvem e a chama, a mariposa, a ave e o fumo, o momento de transição. ● Traços estilísticos: metáfora, hipérbole, repetição, anáfora, antítese violenta.
  • 23. Século XVII O Barroco - Arquitetura O David renascentista Miguel Ângelo (1475-1564) O David barroco Bernini (1598-1680)
  • 24. O Rapto de Proserpina Gian Lorenzo Bernini 1621-1622 Mármore http://www.youtube.com/watch?v=1FdVozDscWY
  • 25. Apolo e Dafne Gian Lorenzo Bernini 1622-1625 Mármore http://www.youtube.com/watch?v=eElJfKlqzTE&feature=watch-vrec
  • 27. Barroco O êxtase de Santa Teresa de Ávila Bernini Igreja de Santa Maria della Vittoria, Roma http://www.youtube.com/watch?v=W5PCg9v8Z0g
  • 28. Em síntese “Vieira atravessou quase um século muito fustigado por várias catástrofes e rasgado por grandes inovações (…). Foi um período que nasceu assistindo a uma certa supremacia do mundo ibérico e que definhou dominado pela emergente holanda, porventura a grande potência económica do tempo, pela França de Luís XIV, e pela Inglaterra”.
  • 29. No plano dos códigos estéticos foi o século do Barroco, tendência que se infiltrou nas artes plásticas, na música, na literatura, no vestuário, nos comportamentos cortesãos, nas formas de religiosidade e que se pautou por ser mais sensitiva do que racional, mais desmesurada do que contida, mais metafórica do que realista, mais ondulante do que retilínea, mais colorida do que acromática, mais espetacular do que sóbria”. (Plural 11, p.79) Os sermões do Padre António Vieira inserem-se muito nesta estética barroca.