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O Poder Simbólico. DIFEL/Bertrand Brasil, Lisboa/Rio
de Janeiro, 1989
Sociologia Reflexiva
 “Deixar em estado impensado o seu próprio pensamento é, para
um sociólogo mais ainda que para qualquer outro pensador, ficar
condenado a ser apenas instrumento daquilo que ele quer
pensar” (Bourdieu, 1989:36).
 “Para se não ser objeto dos problemas que se tomam para objeto,
é preciso fazer a história social da emergência desses problemas,
da sua constituição progressiva, quer dizer, do trabalho coletivo –
freqüentemente realizado na concorrência e na luta – o qual foi
necessário para dar a conhecer e fazer reconhecer esses
problemas como problemas legítimos, confessáveis, publicáveis,
públicos, oficiais; podemos pensar nos problemas da família, do
divórcio, da delinqüência, da droga, do trabalho feminino, etc”
(Bourdieu, 1989:37).
Espaço Social como um Campo de Forças
 A construção de uma teoria do espaço social implica uma série de rupturas :
a) com a tendência de privilegiar as substâncias, em detrimento das relações;
b) com o economicismo que reduz o espaço social ao econômico, ao invés de considerá-lo
um espaço multidimesional;
c) com o objetivismo e intelectualismo, que leva a ignorar as lutas simbólicas
empreendidas entre os diversos campos e nas quais está em jogo a própria
representação do mundo social.
 Espaço Social: pode ser descrito também como um campo de forças objetivas impostas
a todos os que entrem nesse campo e irredutíveis às intenções dos agentes individuais
ou mesmo às interações diretas entre os agentes.
 Percepção do Mundo Social: produto de uma dupla estruturação social:
a) do lado objetivo, porque as autoridades ligadas aos agentes ou às instituições não se
oferecem à percepção de maneira independente (normas, leis, instituições, mapas, etc);
b) do lado subjetivo, porque os esquemas de percepção e de apreciação são produto de
lutas simbólicas anteriores e exprimem o estado das relações de força simbólicas. As
categorias de percepção do mundo social são produto da incorporação das estruturas
objetivas do espaço social (habitus, gosto, etc).
“Campo”: lógica relacional
 Analítica: deve-se compreender a gênese social de um campo,
apreender aquilo que faz a necessidade específica da crença que o
sustenta, do jogo de linguagem que nele se joga e das coisas
materiais e simbólicas em jogo que nele se geram.
 Emprega o termo campo de poder, entendendo por esse conceito
as relações de força entre as posições sociais que garantem aos
seus ocupantes um quantum suficiente de força social – ou de
capital – de modo a que estes tenham a possibilidade de entrar
nas lutas pelo monopólio de poder, entre as quais possuem uma
dimensão capital as que têm por finalidade a definição da forma
específica de poder.
Habitus
 A noção de habitus visa romper com as alternativas do objetivismo e do
subjetivismo, da consciência e do sujeito, a do finalismo e do
mecanicismo, etc. Romper com o estruturalismo e com o
individualismo metodológico.
 Deseja-se pôr em evidência as capacidades criativas, inventivas do
habitus e do agente, embora chamando atenção à idéia de que este
poder gerador não é o de um espírito universal, de uma natureza ou de
uma razão humana.
 O habitus é um conhecimento adquirido e também um haver, um
capital; o habitus indica a disposição incorporada, quase postural - mas
sim o de um agente em ação.
 A noção serve para indicar o funcionamento sistemático do corpo
socializado. O habitus indica a disposição incorporada, quase postural,
mas sim a de um agente em ação: trata-se de chamar atenção ao
primado da razão prática, o lado ativo do conhecimento prático.
Da regra às estratégias
- Habitus, estratégia, senso prático: recusa objetivista,
estruturalista e também do subjetivismo puro; São
reintroduzidos o agente, a ação, a prática; Mas:
estratégia não é sinônimo de escolha, não é um cálculo
consciente e racional, mas produto do senso prático.
- Exemplo: estratégias do jogo duplo; jogo de cartas;
escolhas profissionais (licenciatura X bacharelado;
advogadoX funcionário público; dentista ou
farmacêutica)
Estruturas, Habitus, Práticas
 Contra:
- Objetivismo (escapar ao realismo da estrutura) X subjetivismo (ideia de agente livre)
- materialismo objetivista (marxismo) X idealismo intelectualista (estruturalismo)
- inconsciente (exterioridade) X consciente (interioridade)
- Argumento:
- 1) Atenção para a relação entre estrutura e prática: por meio do habitus, a estrutura da qual é
produto governa a prática (91); Capacidade de geração infinita e no entanto estritamente
limitada;
- 2) Habitus: sistema de disposições que está no princípio da continuidade e regularidade e
também das transformações reguladas. Produz história pelos efeitos engendrados na história
(90); O habitus é uma espécie de lei imanente, condição não somente da orquestração das
práticas, mas das práticas de orquestração (98).
- 2)Necessidade de ocupar o lugar da prática: dialética entre os produtos objetivados e os
produtos incorporados; As práticas não se deixam deduzir nem das condições presentes, que
podem parecer tê-las suscitado, nem das condições passadas que produziram o habitus = Só se
pode deduzi-las na condição de relacionar as condições sociais nas quais se constituiu o habitus
que as engendrou e as condições sociais nas quais é posta em ação (93).
Efeitos:
 Quais os efeitos do acordo entre o sentido prático e o
sentido objetivado?
- A produção de um senso comum (homogeneização
objetiva dos habitus de um grupo ou classe; relação de
homologia: diversidade na homogeneidade).
- Atenção: senso comum não quer dizer consenso!!!
- Exemplos: teste de racismo e venda de bonecas, estatísticas
do gosto, campo jurídico, etc, disposições de gênero,
índices de acessibilidade (o que é e o que não é para nós –
ex: futebol).
Poder Simbólico
 O poder simbólico como poder de constituir o dado pela
enunciação, de fazer ver e fazer crer, de confirmar ou transformar
a visão do mundo e, deste modo, a ação sobre o mundo, portanto
o mundo, só se exerce se for reconhecido, ou seja, ignorado como
arbitrário;
 O poder simbólico se define numa relação determinada - e por
meio desta - entre os que exercem o poder e os que lhe estão
sujeitos;
 Mas: o que faz o poder das palavras e das palavras de ordem,
poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na
legitimidade das palavras e daqueles que as pronuncia, crença
que não é de competência das palavras.
1. Os sistemas simbólicos como
estruturas estruturantes:
 Durkheim lança as bases de uma sociologia das formas
simbólicas, como equivalentes a formas de
classificação; com Durkheim, as formas de
classificação deixam de ser universais
(transcendentais), para se tornarem formas sociais,
quer dizer, arbitrárias (relativas a um grupo particular)
e socialmente determinadas).
 Nesta tradição idealista, a objetividade do sentido do
mundo define-se pela concordância das subjetividades
estruturantes (senso = consenso).
2. Os sistemas simbólicos como estruturas
estruturadas (passíveis de uma análise
estrutural):
 A análise estrutural constitui o elemento metodológico
que permite realizar a ambição neo-kantiana de
apreender a lógica específica de cada uma das formas
simbólicas, tendo em vista isolar a estrutura imanente
a cada produção simbólica.
 Mas, diferente da tradição neo-kantiana que insiste no
modus operandi, na atividade produtora da
consciência, a tradição estruturalista priviliegia o opus
operantum, as estruturas estruturadas.
Primeira Síntese
 Os sistemas simbólicos, como instrumentos de conhecimento e de
comunicação, só podem exercer um poder estruturante porque estão
estruturados. O poder simbólico é um poder de construção da realidade que
tende a exercer uma ordem de conhecimento; o sentido imediato do mundo
(em particular do mundo social), supõe aquilo que Durkheim chama de o
conformismo lógico.
 Durkheim e depois dele Radcliffe Brown, faz assentar a solidariedade social no
fato de participar num sistema simbólico e tem o mérito de designar
explicitamente a função social do simbolismo, autêntica função política que
não se reduz à função de comunicação dos estruturalistas.
 Os símbolos são os instrumentos por excelência da integração social:
enquanto instrumentos de conhecimento e de comunicação, eles
tornam possível o consenso acerca do sentido do mundo social que
contribui fundamentalmente para a reprodução da ordem social; a
integração lógica é a condição da integração moral.
3. As Produções Simbólicas como
Instrumentos de Dominação
 A tradição marxista privilegia as funções políticas dos
sistemas simbólicos, em detrimento de sua estrutura lógica
e função gnoseológica. As ideologias, por oposição ao mito,
servem a interesses particulares que tendem a apresentar
como interesses universais;
 A cultura dominante contribui para a integração real da
classe dominante, para a integração fictícia da sociedade
em seu conjunto e, portanto, a desmobilização das classes
dominadas, dissimulando a função de divisão da
comunicação: a cultura que une é também a cultura que
separa (distinção).
Segunda Síntese
 É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de
conhecimento que os sistemas simbólicos cumprem a sua função política de
instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem
para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica)
dando reforço da sua própria forma às relações de força que as fundamentam e
contribuindo assim, segundo a expressão de Weber, para a domesticação dos
dominados.
 As diferentes classes ou frações de classes estão envolvidas numa luta
propriamente simbólica para imporem a definição do mundo social mais
conforme seus interesses, e imporem o campo das tomadas de posições
ideológicas, reproduzindo em forma transfigurada o campo das posições sociais
(11).
 O campo da produção simbólica é um microcosmo da luta simbólica
entre classes; a classe dominante é o lugar de uma luta pela hierarquia
dos princípios de hierarquização.
4. Os sistemas ideológicos que os especialistas produzem para a luta pelo monopólio
da produção ideológica legítima - e por meio dessa luta -, sendo instrumentos de
dominação estruturantes pois que estão estruturados, reproduzem sob forma
irreconhecível, por intermédio da homologia entre o campo da produção ideológica e o
campo das classes sociais, a estrutura do campo das classes sociais:
 Especialistas : corpo de produtores especializados de discursos e ritos, progresso da divisão do
trabalho social (divisão de classes) e que conduz, entre outras consequências, que se
desapossem os leigos dos instrumentos de produção simbólica;
Então:
 Não deve-se cair na ilusão de tratar as ideologias como totalidades auto-suficientes e
autogeradas, passíveis de uma análise puramente interna (semiologia), nem apenas ver as
ideologias como vinculadas apenas as funções que elas cumprem (marxismo); as ideologias
devem a sua estrutura e as funções mais específicas às condições sociais da sua produção e da
sua circulação
 O discurso dominante tende a impor a apreensão de uma lógica entendida como natural
(ortodoxia) por meio da imposição mascarada de sistemas de classificação e de estruturas
mentais objetivamente ajustadas às estruturas sociais; o efeito propriamente ideológico
consiste precisamente na imposição de sistemas de classificação políticos sob aparência
legítima de taxionomias filosóficas, religiosas, jurídicas, etc.;

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Pierre Bourdieu - O Poder Simbólico

  • 1. O Poder Simbólico. DIFEL/Bertrand Brasil, Lisboa/Rio de Janeiro, 1989
  • 2. Sociologia Reflexiva  “Deixar em estado impensado o seu próprio pensamento é, para um sociólogo mais ainda que para qualquer outro pensador, ficar condenado a ser apenas instrumento daquilo que ele quer pensar” (Bourdieu, 1989:36).  “Para se não ser objeto dos problemas que se tomam para objeto, é preciso fazer a história social da emergência desses problemas, da sua constituição progressiva, quer dizer, do trabalho coletivo – freqüentemente realizado na concorrência e na luta – o qual foi necessário para dar a conhecer e fazer reconhecer esses problemas como problemas legítimos, confessáveis, publicáveis, públicos, oficiais; podemos pensar nos problemas da família, do divórcio, da delinqüência, da droga, do trabalho feminino, etc” (Bourdieu, 1989:37).
  • 3. Espaço Social como um Campo de Forças  A construção de uma teoria do espaço social implica uma série de rupturas : a) com a tendência de privilegiar as substâncias, em detrimento das relações; b) com o economicismo que reduz o espaço social ao econômico, ao invés de considerá-lo um espaço multidimesional; c) com o objetivismo e intelectualismo, que leva a ignorar as lutas simbólicas empreendidas entre os diversos campos e nas quais está em jogo a própria representação do mundo social.  Espaço Social: pode ser descrito também como um campo de forças objetivas impostas a todos os que entrem nesse campo e irredutíveis às intenções dos agentes individuais ou mesmo às interações diretas entre os agentes.  Percepção do Mundo Social: produto de uma dupla estruturação social: a) do lado objetivo, porque as autoridades ligadas aos agentes ou às instituições não se oferecem à percepção de maneira independente (normas, leis, instituições, mapas, etc); b) do lado subjetivo, porque os esquemas de percepção e de apreciação são produto de lutas simbólicas anteriores e exprimem o estado das relações de força simbólicas. As categorias de percepção do mundo social são produto da incorporação das estruturas objetivas do espaço social (habitus, gosto, etc).
  • 4. “Campo”: lógica relacional  Analítica: deve-se compreender a gênese social de um campo, apreender aquilo que faz a necessidade específica da crença que o sustenta, do jogo de linguagem que nele se joga e das coisas materiais e simbólicas em jogo que nele se geram.  Emprega o termo campo de poder, entendendo por esse conceito as relações de força entre as posições sociais que garantem aos seus ocupantes um quantum suficiente de força social – ou de capital – de modo a que estes tenham a possibilidade de entrar nas lutas pelo monopólio de poder, entre as quais possuem uma dimensão capital as que têm por finalidade a definição da forma específica de poder.
  • 5. Habitus  A noção de habitus visa romper com as alternativas do objetivismo e do subjetivismo, da consciência e do sujeito, a do finalismo e do mecanicismo, etc. Romper com o estruturalismo e com o individualismo metodológico.  Deseja-se pôr em evidência as capacidades criativas, inventivas do habitus e do agente, embora chamando atenção à idéia de que este poder gerador não é o de um espírito universal, de uma natureza ou de uma razão humana.  O habitus é um conhecimento adquirido e também um haver, um capital; o habitus indica a disposição incorporada, quase postural - mas sim o de um agente em ação.  A noção serve para indicar o funcionamento sistemático do corpo socializado. O habitus indica a disposição incorporada, quase postural, mas sim a de um agente em ação: trata-se de chamar atenção ao primado da razão prática, o lado ativo do conhecimento prático.
  • 6. Da regra às estratégias - Habitus, estratégia, senso prático: recusa objetivista, estruturalista e também do subjetivismo puro; São reintroduzidos o agente, a ação, a prática; Mas: estratégia não é sinônimo de escolha, não é um cálculo consciente e racional, mas produto do senso prático. - Exemplo: estratégias do jogo duplo; jogo de cartas; escolhas profissionais (licenciatura X bacharelado; advogadoX funcionário público; dentista ou farmacêutica)
  • 7. Estruturas, Habitus, Práticas  Contra: - Objetivismo (escapar ao realismo da estrutura) X subjetivismo (ideia de agente livre) - materialismo objetivista (marxismo) X idealismo intelectualista (estruturalismo) - inconsciente (exterioridade) X consciente (interioridade) - Argumento: - 1) Atenção para a relação entre estrutura e prática: por meio do habitus, a estrutura da qual é produto governa a prática (91); Capacidade de geração infinita e no entanto estritamente limitada; - 2) Habitus: sistema de disposições que está no princípio da continuidade e regularidade e também das transformações reguladas. Produz história pelos efeitos engendrados na história (90); O habitus é uma espécie de lei imanente, condição não somente da orquestração das práticas, mas das práticas de orquestração (98). - 2)Necessidade de ocupar o lugar da prática: dialética entre os produtos objetivados e os produtos incorporados; As práticas não se deixam deduzir nem das condições presentes, que podem parecer tê-las suscitado, nem das condições passadas que produziram o habitus = Só se pode deduzi-las na condição de relacionar as condições sociais nas quais se constituiu o habitus que as engendrou e as condições sociais nas quais é posta em ação (93).
  • 8. Efeitos:  Quais os efeitos do acordo entre o sentido prático e o sentido objetivado? - A produção de um senso comum (homogeneização objetiva dos habitus de um grupo ou classe; relação de homologia: diversidade na homogeneidade). - Atenção: senso comum não quer dizer consenso!!! - Exemplos: teste de racismo e venda de bonecas, estatísticas do gosto, campo jurídico, etc, disposições de gênero, índices de acessibilidade (o que é e o que não é para nós – ex: futebol).
  • 9. Poder Simbólico  O poder simbólico como poder de constituir o dado pela enunciação, de fazer ver e fazer crer, de confirmar ou transformar a visão do mundo e, deste modo, a ação sobre o mundo, portanto o mundo, só se exerce se for reconhecido, ou seja, ignorado como arbitrário;  O poder simbólico se define numa relação determinada - e por meio desta - entre os que exercem o poder e os que lhe estão sujeitos;  Mas: o que faz o poder das palavras e das palavras de ordem, poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na legitimidade das palavras e daqueles que as pronuncia, crença que não é de competência das palavras.
  • 10. 1. Os sistemas simbólicos como estruturas estruturantes:  Durkheim lança as bases de uma sociologia das formas simbólicas, como equivalentes a formas de classificação; com Durkheim, as formas de classificação deixam de ser universais (transcendentais), para se tornarem formas sociais, quer dizer, arbitrárias (relativas a um grupo particular) e socialmente determinadas).  Nesta tradição idealista, a objetividade do sentido do mundo define-se pela concordância das subjetividades estruturantes (senso = consenso).
  • 11. 2. Os sistemas simbólicos como estruturas estruturadas (passíveis de uma análise estrutural):  A análise estrutural constitui o elemento metodológico que permite realizar a ambição neo-kantiana de apreender a lógica específica de cada uma das formas simbólicas, tendo em vista isolar a estrutura imanente a cada produção simbólica.  Mas, diferente da tradição neo-kantiana que insiste no modus operandi, na atividade produtora da consciência, a tradição estruturalista priviliegia o opus operantum, as estruturas estruturadas.
  • 12. Primeira Síntese  Os sistemas simbólicos, como instrumentos de conhecimento e de comunicação, só podem exercer um poder estruturante porque estão estruturados. O poder simbólico é um poder de construção da realidade que tende a exercer uma ordem de conhecimento; o sentido imediato do mundo (em particular do mundo social), supõe aquilo que Durkheim chama de o conformismo lógico.  Durkheim e depois dele Radcliffe Brown, faz assentar a solidariedade social no fato de participar num sistema simbólico e tem o mérito de designar explicitamente a função social do simbolismo, autêntica função política que não se reduz à função de comunicação dos estruturalistas.  Os símbolos são os instrumentos por excelência da integração social: enquanto instrumentos de conhecimento e de comunicação, eles tornam possível o consenso acerca do sentido do mundo social que contribui fundamentalmente para a reprodução da ordem social; a integração lógica é a condição da integração moral.
  • 13. 3. As Produções Simbólicas como Instrumentos de Dominação  A tradição marxista privilegia as funções políticas dos sistemas simbólicos, em detrimento de sua estrutura lógica e função gnoseológica. As ideologias, por oposição ao mito, servem a interesses particulares que tendem a apresentar como interesses universais;  A cultura dominante contribui para a integração real da classe dominante, para a integração fictícia da sociedade em seu conjunto e, portanto, a desmobilização das classes dominadas, dissimulando a função de divisão da comunicação: a cultura que une é também a cultura que separa (distinção).
  • 14. Segunda Síntese  É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de conhecimento que os sistemas simbólicos cumprem a sua função política de instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica) dando reforço da sua própria forma às relações de força que as fundamentam e contribuindo assim, segundo a expressão de Weber, para a domesticação dos dominados.  As diferentes classes ou frações de classes estão envolvidas numa luta propriamente simbólica para imporem a definição do mundo social mais conforme seus interesses, e imporem o campo das tomadas de posições ideológicas, reproduzindo em forma transfigurada o campo das posições sociais (11).  O campo da produção simbólica é um microcosmo da luta simbólica entre classes; a classe dominante é o lugar de uma luta pela hierarquia dos princípios de hierarquização.
  • 15. 4. Os sistemas ideológicos que os especialistas produzem para a luta pelo monopólio da produção ideológica legítima - e por meio dessa luta -, sendo instrumentos de dominação estruturantes pois que estão estruturados, reproduzem sob forma irreconhecível, por intermédio da homologia entre o campo da produção ideológica e o campo das classes sociais, a estrutura do campo das classes sociais:  Especialistas : corpo de produtores especializados de discursos e ritos, progresso da divisão do trabalho social (divisão de classes) e que conduz, entre outras consequências, que se desapossem os leigos dos instrumentos de produção simbólica; Então:  Não deve-se cair na ilusão de tratar as ideologias como totalidades auto-suficientes e autogeradas, passíveis de uma análise puramente interna (semiologia), nem apenas ver as ideologias como vinculadas apenas as funções que elas cumprem (marxismo); as ideologias devem a sua estrutura e as funções mais específicas às condições sociais da sua produção e da sua circulação  O discurso dominante tende a impor a apreensão de uma lógica entendida como natural (ortodoxia) por meio da imposição mascarada de sistemas de classificação e de estruturas mentais objetivamente ajustadas às estruturas sociais; o efeito propriamente ideológico consiste precisamente na imposição de sistemas de classificação políticos sob aparência legítima de taxionomias filosóficas, religiosas, jurídicas, etc.;