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Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente
Pedro Afonso: Enfermeiro no Serviço de Ginecologia do Hospital de São Francisco Xavier, Mestre em
Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde; Pós Graduado em Gestão e Liderança dos Serviços de
Saúde
Pedro Lourenço: Enfermeiro no Serviço de Ginecologia do Hospital de São Francisco Xavier; Pós
Graduado em Gestão e Liderança dos Serviços de Saúde

Introdução
As questões relacionadas com a segurança do doente, parecem começar agora a emergir de
forma mais premente no contexto da saúde em Portugal. Com o objetivo de tornar os cuidados de
enfermagem mais seguros, partimos da mais recente evidência científica para debater o importante tema
da comunicação e da segurança em algo muito específico e próprio da prática de enfermagem: a
passagem de turno.
Deste modo, após uma revisão e analise relacionando a importância da passagem de turno para
os cuidados de enfermagem à luz da problemática da segurança do doente, apresentamos neste artigo
uma revisão sobre o tema, bem como alguns aspetos importantes a ter em conta para tornar este
procedimento e consequentemente os cuidados de enfermagem mais seguros.

A importância da segurança
A segurança do doente é, atualmente, um dos pilares fundamentais da avaliação da qualidade
de cuidados de saúde e um forte indicador sobre a fiabilidade das organizações. Esta temática tem
ganho visibilidade crescente desde que, em 1999, o Institute of Medicine publicou o relatório: “Errar é
Humano: construir um sistema de saúde mais seguro”. Este relatório apontava a possibilidade de
ocorrerem entre 48.000 e 98.000 mortes anualmente, devido a erros nas organizações de saúde nos
Estados Unidos da América. Concluía, igualmente, que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas
[1].
Desde então diversos estudos internacionais realizados em meio hospitalar têm vindo a apontar
para: “taxas de ocorrência de eventos adversos que variavam entre 4% e 17% do total de admissões”[2].
A importância desta temática e a dimensão destes números tem vindo a criar uma preocupação
institucional crescente, tanto que: “O tema da segurança dos doentes tornou-se, na última década, uma
questão central nas agendas de muitos países, um pouco por todo o mundo” [2].
No entanto, e apesar do grande relevo deste assunto a nível internacional, em Portugal, o
mesmo parece ser ainda ignorado em muitos dos contextos organizacionais da saúde. Assume-se que
“não é conhecida a verdadeira dimensão nem as consequências associadas às falhas na segurança dos
Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

1
doentes” [2] subsistindo ainda: “a falta de uma estratégia nacional explícita para esta problemática” [2].
Assistimos a uma crónica falta de dados sobre o tema em Portugal. O relatório: Governação dos
Hospitais: Conclusões de um grupo de trabalho da ARSLVT, afirmava ser expectável que: “em cada 100
internamentos hospitalares 10 se compliquem por um qualquer erro, com dano para os doentes” [3].Em
2011, um estudo levado a cabo pela Escola Nacional de Saúde Pública veio revelar uma taxa de
incidência para eventos adversos de 11,1%, onde 53,2% foram considerados evitáveis. Estes dados
colocam Portugal em linha com a generalidade dos países onde esta temática tem vindo a ser estudada
através de uma metodologia semelhante [4].
As primeiras iniciativas estruturadas a nível nacional para dar resposta a este problema,
começam agora a surgir com a criação do sistema nacional de notificação de eventos adversos [5] e a
criação de uma taxonomia para a segurança do doente pela Direcção Geral de Saúde [6].

Comunicação nas Organizações de saúde - Passagem de turno
A importância da comunicação no desenvolvimento da atividade profissional dos enfermeiros é
inegável. Na realidade, “ensinar comunicação a uma enfermeira é um pouco como ensinar as aves a
voar” [7]. Isto porque a maioria das funções do enfermeiro dependem de algum grau de comunicação
com o doente que é alvo de cuidados, ou com outros profissionais de saúde [8].
Os processos de comunicação são a base que sustenta todo o funcionamento organizacional [9].
Por esta razão torna-se fundamental que os mesmos sejam cuidadosamente considerados aquando do
estudo dos problemas de segurança do doente, sendo num bom suporte comunicacional que as
organizações baseiam o desenvolvimento da maioria das suas funções [9]. Sem um adequado processo
comunicacional: “as pessoas ficam isoladas e sem contacto entre si” [9].
Na prática diária dos enfermeiros, o momento de passagem de turno representa um momento de
comunicação privilegiado mas extremamente complexo. Isto porque se trata de: “um momento de
reunião da equipa de enfermeiros, tendo como objetivo assegurar a continuidade de cuidados, pela
transmissão verbal de informação, e como finalidade promover a melhoria contínua da qualidade dos
cuidados, enquanto momento de análise das práticas e de formação em serviço/em situação” [10]. A
passagem de turno pode assim ser considerada um processo de construção de lógicas partilhadas pelos
diversos intervenientes no processo (enfermeiros). É uma forma de construir um entendimento sobre o
real, constituindo um verdadeiro momento de comunicação de carácter formal [8,9].
Além disso, o momento de passagem de turno deve dar resposta a várias solicitações
simultâneas: Deve permitir a transferência da informação mais pertinente sobre o doente entre dois ou
mais profissionais; deve incluir um método eficaz de comunicação entre emissor e recetor da mensagem;
deve investir o recetor da mensagem da necessária responsabilidade profissional para a execução das
suas funções. Além disso e, simultaneamente, deve dar resposta às complexidades do sistema e cultura
organizacional existentes [9]. Por essa razão este momento adquire papel central na contínuidade de
Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

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cuidados prestados aos doentes. A passagem de turno deve assim fornecer informação facilitando o
processo de decisão do enfermeiro ao proporcionar dados para a mesma [9]. Isto é particularmente
importante devido à complexidade crescente do exercício profissional que obriga a que os enfermeiros
estejam convenientemente preparados para as decisões a tomar, necessitando para isso de estar
investidos da informação imprescindível [11]. Esta informação geralmente relaciona-se com as
necessidades dos doentes no que toca a cuidados de enfermagem e também ao tratamento médico
instituído [12].
Este momento de comunicação detém, também, a função de motivação dos profissionais
envolvidos no processo (auxiliando na definição de objetivos e avaliação dos resultados obtidos) e a
função de controlo quando permite exercer a regulação externa em determinado contexto [9].
Por ultimo, o momento de passagem de turno adquire ainda a função de auxílio à expressão
emocional, ao permitir a expressão de determinadas necessidades sociais [9]. Como por exemplo:
problemas, sentimentos e dificuldades relacionados com a prestação de cuidados em ambiente de
trabalho particularmente complexos e emocionalmente difíceis [13].

A importância da Passagem de Turno para a Segurança
A importância do momento de passagem de turno para a segurança do doente encontra-se
reconhecida a nível internacional:
●

O Institute of Medicine refere: “é nas transferências de informação desadequadas que a
segurança muitas vezes falha primeiro.” [14];

●

A prória Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com a Joint Comission International
(JCI), alerta para: “as falhas na comunicação serem a principal causa de incidentes reportados à
Joint Comission nos Estados Unidos da América entre 1995 e 2006 e a primeira causa de queixa
numa das principais agencias de seguros do país” [15];

●

A Australian Commission on Quality and Safety in Health Care: “identificou a transferência de
informação entre profissionais de saúde como uma das suas prioridades de topo para o ano de
2007-2008” [16];

●

O Victorian Quality Council afirma: “A transferência de informação entre profissionais de saúde é
um reconhecido problema de segurança para o utente”[17].

Estas organizações têm realizado recomendações frequentes para a melhoria do processo de
passagem de turno através da publicação de normas, recomendações e estudos sobre a temática.

Também diversos estudos empíricos corroboram a noção de que o momento de passagem de

Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

3
turno se pode constituir como um processo de trabalho com importância crítica para a manutenção da
segurança e revelam as suas fragilidades: Buus (2006), apurou através de um estudo de carácter
etnográfico que o momento de passagem de turno muitas vezes não fornecia aos enfermeiros a
informação necessária para a prestação de cuidados [16]; em consonância, Ye (2007), demonstrou que
em 15,4% dos casos nem toda a informação necessária era fornecida durante o momento de passagem
de turno e que destes 30,3% conduziram a efeitos adversos na prestação de cuidados ao doente [16]. De
notar que apesar de Richard (1988) referir a existência uma congruência de cerca de 70% entre a
condição atual do doente a informação transmitida na passagem de turno, o mesmo autor já referia que
as omissões de informação correspondem a cerca de 12%, reservando o mesmo valor (12%) para as
incongruências na informação transmitia [8].
Sobre os problemas mais comuns na passagem de turno Currie (2002), apurou que a falta de
informação, as distrações e a falta de confidencialidade eram referidos como os mais frequentes [18].
Também Priest & Holmberg (2000) referem a existência de vários deficits na passagem de turno
e a necessidade de concentrar a transmissão de informação no doente e em factos concretos [8].
Dados apontam ainda para uma insatisfação latente por parte dos enfermeiros na sua relação
com este processo de trabalho. Um alargado estudo europeu, que envolveu cerca de 23.000
enfermeiros, permitiu determinar que um grande número destes profissionais se encontra insatisfeito
com o momento de passagem de turno. Este estudo foi realizado em 10 países europeus e a
percentagem de enfermeiros que se referiu insatisfeita com a passagem de turno variou entre 22% no
Reino Unido e 61% em França. A insatisfação dos enfermeiros prendia-se, na maior parte dos casos,
com a existência de demasiadas interrupções e com o pouco tempo para levar a cabo esta atividade
[19].
Os enfermeiros que participaram no estudo de metodologia qualitativa de Kerr (2002) refeririam
que este momento causava tensão pela necessidade de serem explícitos e sintéticos apesar da grande
quantidade de informação a transmitir [8]. No entanto, e apesar do descontentamento referido, em 68%
dos casos os enfermeiros estão satisfeitos com a informação transmitida na passagem de turno [8].
Assim podemos considerar que “quando os profissionais de saúde não comunicam de forma
eficaz, a segurança do doente está em risco” [20]. Ou seja: “passagens de turno ineficazes contribuem
para omissões na prestação de cuidados ao doente e falhas na segurança do doente, incluindo erros de
medicação, cirurgias em local errado e morte do doente” [8].
O momento de passagem de turno entre enfermeiros deve ser encarado como um processo de
trabalho diretamente relacionado com a segurança do doente. Por essa razão, este deve ser olhado
como um dos momentos importantes, alvo de atenção e intervenção. Torna-se assim fundamental que
este processo de comunicação seja cuidadosamente considerado aquando do estudo dos problemas de
segurança do doente, uma vez que é num bom suporte comunicacional que as organizações baseiam o
desenvolvimento da maioria das suas funções [9].

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4
Recomendação para uma passagem de turno mais segura
São numerosos os factores latentes que dificultam a comunicação entre profissionais de
enfermagem em ambiente hospitalar e que podem contribuir para a diminuição da sua qualidade. As
principais barreiras a uma comunicação eficaz são, geralmente, interrupções ao momento de passagem
de turno: ruído ou barulho; falta condições físicas ou de privacidade no local onde ocorre a passagem de
turno. Existem ainda outros factores que contribuem para a ineficiência deste momento: o Baixo Rácio
Enfermeiro/Doente; a falta de tempo e a falta de uma estrutura que lhe forneça substância [14,18]. Por
essa razão a passagem de turno deve ocorrer em ambiente adequado, com o mínimo de interrupções e
ou distracções. Assim, durante este período deverá ser promovida a privacidade dos enfermeiros e a
necessidade de sigilo profissional inerente à prestação de cuidados. Igualmente deverá ser evitado
interromper os enfermeiros envolvidos no processo, com a excepção de motivos que o justifiquem
nomeadamente situações de caracter urgente, ou que envolvam obrigatoriamente os intervenientes. O
que poderá ser assegurado se o momento de passagem de turno estiver salvaguardado e definido como
formal pela instituição. A sua importância deve ser reconhecida por todos os intervenientes da equipa
multidisciplinar.
A passagem de informação deve conter um conjunto de informação considerada pertinente para
a equipa e deverá seguir uma sequência conhecida pela mesma.
O uso de técnicas de comunicação eficientes como a SBAR (Situation-Background-AssessmentRecommendation) permite ganhos de eficiência neste processo e são fundamentais para garantir que a
informação correta é transmitida. É igualmente importante que o enfermeiro que recebe o turno se
assegure que compreende a informação transmitida [21]. Para isso é aconselhado o uso de técnicas de
comunicação eficazes como o questionar directamente o interlocutor em caso de dúvida; a leitura dos
registos de enfermagem ou a validação de toda a informação recebida do colega.
O método pelo qual ocorre a passagem de turno é também de importância extrema. A utilização
de suportes impressos para a informação a transmitir é considerado o método mais fiável, conduzindo a
uma retenção de 96-100% da informação transmitida, quando comparado com outros métodos de
transmissão de informação (nomeadamente: 0 a 26% em métodos que recorram apenas à memória e 31
a 58% em métodos que recorrem apenas à informação escrita durante este momento de transmissão de
informação) [22]. A utilização de suportes pré-impressos deverá ser convenientemente actualizada antes
de cada passagem de turno e deverá conter um resumo escrito da informação considerada pertinente
em cada caso. Para tal deve ser permitido aos enfermeiros alguns minutos do tempo que antecedem a
passagem de turno para preparar a ocorrência deste momento, zelando pela sua eficiência.

Conclusão:
A passagem de turno entre enfermeiros pode ser considerada como uma das mais importantes
práticas em saúde, mas também uma das que detém maior potencial para conduzir ao compromisso da
segurança do doente. Por essa razão, organizações de todo o mundo têm vindo a alertar para
Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

5
importância desta temática lançando orientações que visam a diminuição da ineficiência associada à
comunicação. Esta preocupação vai também ao encontro das expectativas de uma população cada vez
mais atenta, interessada e exigente, que olha com total estupefação para ineficiências que ainda
subsistem nos processos de cuidados. Atualmente, os problemas de segurança do doente causados por
falhas na eficácia da comunicação durante a passagem de turno, devem ser assumidos como preveníeis
e cabe a todos os envolvidos neste processo assegurar a sua melhoria.

No entanto, e apesar da atenção crescente que este fenómeno tem recebido, a nossa
experiencia permite-nos afirmar que este problema ainda é ignorado em muitos contextos de prestação
de cuidados de enfermagem. Por essa razão acreditamos que existe a necessidade de uma atenção
renovada sobre os momentos de comunicação. Ao não o fazer, poderemos estar a comprometer o
mandato social, profissional e ético que subleva a enfermagem. Ou seja, a manutenção da segurança do
doente, em todos os momentos e contextos de prestação de cuidados de saúde.
Importa também notar que, se uma comunicação pouco eficaz pode conduzir a problemas
graves de segurança, a melhoraria deste processo tem resultados positivos a vários níveis. Destacam-se
a melhoria do percurso da informação a transmitir, da eficácia das práticas de saúde, o aumento do bemestar de profissionais, doentes e famílias e a redução do tempo de internamento. Ou seja, melhorar a
comunicação encoraja a cooperação, potencia o trabalho de equipa e ajuda à prevenção de erros. Em
última análise, melhorar a comunicação pode conduzir a uma melhoria global da qualidade dos cuidados
de saúde prestados e consequentemente trará decerto melhores resultados ao nível dos custos
relacionados com a saúde.
Hoje, a construção de modelos que permitam a melhoria da eficiência dos processos de trabalho
e que consequentemente contribuam para o aumento da segurança do doente, é urgente. Este
movimento deve basear-se de forma premente, nos resultados obtidos pela evidência científica e pelo
estudo aprofundado dos processos de trabalho.
Por essa razão convidamos todos os enfermeiros a olhar o seu momento de passagem de turno
de forma a identificar os possíveis problemas que podem levar a quebras na segurança. Desafiamo-los a
refletir sobre os seus contextos de trabalho, a efectuar mudanças que permitam melhorar a qualidade da
informação transmitida e diminuir as interrupções à passagem de informação, assegurando que a
mesma se torna um momento de aprendizagem em equipa. Este deve ser entendido como um
imperativo ético comum a todos os profissionais de saúde e em especial aos enfermeiros.

Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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[5] Direcão Geral de Saúde (2013): Norma nº 008/2013 de 15/05/2013 - Sistema Nacional de Notificação
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7
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Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço

8
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[22] Pothier, D., Monteiro, P., Mooktiar, M., & Shaw, A. (2005). Pilot study to show the loss of
important data in nursing handover. Br J Nurs , pp. 1090-1093.

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Segurança do Doente na Passagem de Turno em Enfermagem

  • 1. Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente Pedro Afonso: Enfermeiro no Serviço de Ginecologia do Hospital de São Francisco Xavier, Mestre em Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde; Pós Graduado em Gestão e Liderança dos Serviços de Saúde Pedro Lourenço: Enfermeiro no Serviço de Ginecologia do Hospital de São Francisco Xavier; Pós Graduado em Gestão e Liderança dos Serviços de Saúde Introdução As questões relacionadas com a segurança do doente, parecem começar agora a emergir de forma mais premente no contexto da saúde em Portugal. Com o objetivo de tornar os cuidados de enfermagem mais seguros, partimos da mais recente evidência científica para debater o importante tema da comunicação e da segurança em algo muito específico e próprio da prática de enfermagem: a passagem de turno. Deste modo, após uma revisão e analise relacionando a importância da passagem de turno para os cuidados de enfermagem à luz da problemática da segurança do doente, apresentamos neste artigo uma revisão sobre o tema, bem como alguns aspetos importantes a ter em conta para tornar este procedimento e consequentemente os cuidados de enfermagem mais seguros. A importância da segurança A segurança do doente é, atualmente, um dos pilares fundamentais da avaliação da qualidade de cuidados de saúde e um forte indicador sobre a fiabilidade das organizações. Esta temática tem ganho visibilidade crescente desde que, em 1999, o Institute of Medicine publicou o relatório: “Errar é Humano: construir um sistema de saúde mais seguro”. Este relatório apontava a possibilidade de ocorrerem entre 48.000 e 98.000 mortes anualmente, devido a erros nas organizações de saúde nos Estados Unidos da América. Concluía, igualmente, que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas [1]. Desde então diversos estudos internacionais realizados em meio hospitalar têm vindo a apontar para: “taxas de ocorrência de eventos adversos que variavam entre 4% e 17% do total de admissões”[2]. A importância desta temática e a dimensão destes números tem vindo a criar uma preocupação institucional crescente, tanto que: “O tema da segurança dos doentes tornou-se, na última década, uma questão central nas agendas de muitos países, um pouco por todo o mundo” [2]. No entanto, e apesar do grande relevo deste assunto a nível internacional, em Portugal, o mesmo parece ser ainda ignorado em muitos dos contextos organizacionais da saúde. Assume-se que “não é conhecida a verdadeira dimensão nem as consequências associadas às falhas na segurança dos Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 1
  • 2. doentes” [2] subsistindo ainda: “a falta de uma estratégia nacional explícita para esta problemática” [2]. Assistimos a uma crónica falta de dados sobre o tema em Portugal. O relatório: Governação dos Hospitais: Conclusões de um grupo de trabalho da ARSLVT, afirmava ser expectável que: “em cada 100 internamentos hospitalares 10 se compliquem por um qualquer erro, com dano para os doentes” [3].Em 2011, um estudo levado a cabo pela Escola Nacional de Saúde Pública veio revelar uma taxa de incidência para eventos adversos de 11,1%, onde 53,2% foram considerados evitáveis. Estes dados colocam Portugal em linha com a generalidade dos países onde esta temática tem vindo a ser estudada através de uma metodologia semelhante [4]. As primeiras iniciativas estruturadas a nível nacional para dar resposta a este problema, começam agora a surgir com a criação do sistema nacional de notificação de eventos adversos [5] e a criação de uma taxonomia para a segurança do doente pela Direcção Geral de Saúde [6]. Comunicação nas Organizações de saúde - Passagem de turno A importância da comunicação no desenvolvimento da atividade profissional dos enfermeiros é inegável. Na realidade, “ensinar comunicação a uma enfermeira é um pouco como ensinar as aves a voar” [7]. Isto porque a maioria das funções do enfermeiro dependem de algum grau de comunicação com o doente que é alvo de cuidados, ou com outros profissionais de saúde [8]. Os processos de comunicação são a base que sustenta todo o funcionamento organizacional [9]. Por esta razão torna-se fundamental que os mesmos sejam cuidadosamente considerados aquando do estudo dos problemas de segurança do doente, sendo num bom suporte comunicacional que as organizações baseiam o desenvolvimento da maioria das suas funções [9]. Sem um adequado processo comunicacional: “as pessoas ficam isoladas e sem contacto entre si” [9]. Na prática diária dos enfermeiros, o momento de passagem de turno representa um momento de comunicação privilegiado mas extremamente complexo. Isto porque se trata de: “um momento de reunião da equipa de enfermeiros, tendo como objetivo assegurar a continuidade de cuidados, pela transmissão verbal de informação, e como finalidade promover a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, enquanto momento de análise das práticas e de formação em serviço/em situação” [10]. A passagem de turno pode assim ser considerada um processo de construção de lógicas partilhadas pelos diversos intervenientes no processo (enfermeiros). É uma forma de construir um entendimento sobre o real, constituindo um verdadeiro momento de comunicação de carácter formal [8,9]. Além disso, o momento de passagem de turno deve dar resposta a várias solicitações simultâneas: Deve permitir a transferência da informação mais pertinente sobre o doente entre dois ou mais profissionais; deve incluir um método eficaz de comunicação entre emissor e recetor da mensagem; deve investir o recetor da mensagem da necessária responsabilidade profissional para a execução das suas funções. Além disso e, simultaneamente, deve dar resposta às complexidades do sistema e cultura organizacional existentes [9]. Por essa razão este momento adquire papel central na contínuidade de Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 2
  • 3. cuidados prestados aos doentes. A passagem de turno deve assim fornecer informação facilitando o processo de decisão do enfermeiro ao proporcionar dados para a mesma [9]. Isto é particularmente importante devido à complexidade crescente do exercício profissional que obriga a que os enfermeiros estejam convenientemente preparados para as decisões a tomar, necessitando para isso de estar investidos da informação imprescindível [11]. Esta informação geralmente relaciona-se com as necessidades dos doentes no que toca a cuidados de enfermagem e também ao tratamento médico instituído [12]. Este momento de comunicação detém, também, a função de motivação dos profissionais envolvidos no processo (auxiliando na definição de objetivos e avaliação dos resultados obtidos) e a função de controlo quando permite exercer a regulação externa em determinado contexto [9]. Por ultimo, o momento de passagem de turno adquire ainda a função de auxílio à expressão emocional, ao permitir a expressão de determinadas necessidades sociais [9]. Como por exemplo: problemas, sentimentos e dificuldades relacionados com a prestação de cuidados em ambiente de trabalho particularmente complexos e emocionalmente difíceis [13]. A importância da Passagem de Turno para a Segurança A importância do momento de passagem de turno para a segurança do doente encontra-se reconhecida a nível internacional: ● O Institute of Medicine refere: “é nas transferências de informação desadequadas que a segurança muitas vezes falha primeiro.” [14]; ● A prória Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com a Joint Comission International (JCI), alerta para: “as falhas na comunicação serem a principal causa de incidentes reportados à Joint Comission nos Estados Unidos da América entre 1995 e 2006 e a primeira causa de queixa numa das principais agencias de seguros do país” [15]; ● A Australian Commission on Quality and Safety in Health Care: “identificou a transferência de informação entre profissionais de saúde como uma das suas prioridades de topo para o ano de 2007-2008” [16]; ● O Victorian Quality Council afirma: “A transferência de informação entre profissionais de saúde é um reconhecido problema de segurança para o utente”[17]. Estas organizações têm realizado recomendações frequentes para a melhoria do processo de passagem de turno através da publicação de normas, recomendações e estudos sobre a temática. Também diversos estudos empíricos corroboram a noção de que o momento de passagem de Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 3
  • 4. turno se pode constituir como um processo de trabalho com importância crítica para a manutenção da segurança e revelam as suas fragilidades: Buus (2006), apurou através de um estudo de carácter etnográfico que o momento de passagem de turno muitas vezes não fornecia aos enfermeiros a informação necessária para a prestação de cuidados [16]; em consonância, Ye (2007), demonstrou que em 15,4% dos casos nem toda a informação necessária era fornecida durante o momento de passagem de turno e que destes 30,3% conduziram a efeitos adversos na prestação de cuidados ao doente [16]. De notar que apesar de Richard (1988) referir a existência uma congruência de cerca de 70% entre a condição atual do doente a informação transmitida na passagem de turno, o mesmo autor já referia que as omissões de informação correspondem a cerca de 12%, reservando o mesmo valor (12%) para as incongruências na informação transmitia [8]. Sobre os problemas mais comuns na passagem de turno Currie (2002), apurou que a falta de informação, as distrações e a falta de confidencialidade eram referidos como os mais frequentes [18]. Também Priest & Holmberg (2000) referem a existência de vários deficits na passagem de turno e a necessidade de concentrar a transmissão de informação no doente e em factos concretos [8]. Dados apontam ainda para uma insatisfação latente por parte dos enfermeiros na sua relação com este processo de trabalho. Um alargado estudo europeu, que envolveu cerca de 23.000 enfermeiros, permitiu determinar que um grande número destes profissionais se encontra insatisfeito com o momento de passagem de turno. Este estudo foi realizado em 10 países europeus e a percentagem de enfermeiros que se referiu insatisfeita com a passagem de turno variou entre 22% no Reino Unido e 61% em França. A insatisfação dos enfermeiros prendia-se, na maior parte dos casos, com a existência de demasiadas interrupções e com o pouco tempo para levar a cabo esta atividade [19]. Os enfermeiros que participaram no estudo de metodologia qualitativa de Kerr (2002) refeririam que este momento causava tensão pela necessidade de serem explícitos e sintéticos apesar da grande quantidade de informação a transmitir [8]. No entanto, e apesar do descontentamento referido, em 68% dos casos os enfermeiros estão satisfeitos com a informação transmitida na passagem de turno [8]. Assim podemos considerar que “quando os profissionais de saúde não comunicam de forma eficaz, a segurança do doente está em risco” [20]. Ou seja: “passagens de turno ineficazes contribuem para omissões na prestação de cuidados ao doente e falhas na segurança do doente, incluindo erros de medicação, cirurgias em local errado e morte do doente” [8]. O momento de passagem de turno entre enfermeiros deve ser encarado como um processo de trabalho diretamente relacionado com a segurança do doente. Por essa razão, este deve ser olhado como um dos momentos importantes, alvo de atenção e intervenção. Torna-se assim fundamental que este processo de comunicação seja cuidadosamente considerado aquando do estudo dos problemas de segurança do doente, uma vez que é num bom suporte comunicacional que as organizações baseiam o desenvolvimento da maioria das suas funções [9]. Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 4
  • 5. Recomendação para uma passagem de turno mais segura São numerosos os factores latentes que dificultam a comunicação entre profissionais de enfermagem em ambiente hospitalar e que podem contribuir para a diminuição da sua qualidade. As principais barreiras a uma comunicação eficaz são, geralmente, interrupções ao momento de passagem de turno: ruído ou barulho; falta condições físicas ou de privacidade no local onde ocorre a passagem de turno. Existem ainda outros factores que contribuem para a ineficiência deste momento: o Baixo Rácio Enfermeiro/Doente; a falta de tempo e a falta de uma estrutura que lhe forneça substância [14,18]. Por essa razão a passagem de turno deve ocorrer em ambiente adequado, com o mínimo de interrupções e ou distracções. Assim, durante este período deverá ser promovida a privacidade dos enfermeiros e a necessidade de sigilo profissional inerente à prestação de cuidados. Igualmente deverá ser evitado interromper os enfermeiros envolvidos no processo, com a excepção de motivos que o justifiquem nomeadamente situações de caracter urgente, ou que envolvam obrigatoriamente os intervenientes. O que poderá ser assegurado se o momento de passagem de turno estiver salvaguardado e definido como formal pela instituição. A sua importância deve ser reconhecida por todos os intervenientes da equipa multidisciplinar. A passagem de informação deve conter um conjunto de informação considerada pertinente para a equipa e deverá seguir uma sequência conhecida pela mesma. O uso de técnicas de comunicação eficientes como a SBAR (Situation-Background-AssessmentRecommendation) permite ganhos de eficiência neste processo e são fundamentais para garantir que a informação correta é transmitida. É igualmente importante que o enfermeiro que recebe o turno se assegure que compreende a informação transmitida [21]. Para isso é aconselhado o uso de técnicas de comunicação eficazes como o questionar directamente o interlocutor em caso de dúvida; a leitura dos registos de enfermagem ou a validação de toda a informação recebida do colega. O método pelo qual ocorre a passagem de turno é também de importância extrema. A utilização de suportes impressos para a informação a transmitir é considerado o método mais fiável, conduzindo a uma retenção de 96-100% da informação transmitida, quando comparado com outros métodos de transmissão de informação (nomeadamente: 0 a 26% em métodos que recorram apenas à memória e 31 a 58% em métodos que recorrem apenas à informação escrita durante este momento de transmissão de informação) [22]. A utilização de suportes pré-impressos deverá ser convenientemente actualizada antes de cada passagem de turno e deverá conter um resumo escrito da informação considerada pertinente em cada caso. Para tal deve ser permitido aos enfermeiros alguns minutos do tempo que antecedem a passagem de turno para preparar a ocorrência deste momento, zelando pela sua eficiência. Conclusão: A passagem de turno entre enfermeiros pode ser considerada como uma das mais importantes práticas em saúde, mas também uma das que detém maior potencial para conduzir ao compromisso da segurança do doente. Por essa razão, organizações de todo o mundo têm vindo a alertar para Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 5
  • 6. importância desta temática lançando orientações que visam a diminuição da ineficiência associada à comunicação. Esta preocupação vai também ao encontro das expectativas de uma população cada vez mais atenta, interessada e exigente, que olha com total estupefação para ineficiências que ainda subsistem nos processos de cuidados. Atualmente, os problemas de segurança do doente causados por falhas na eficácia da comunicação durante a passagem de turno, devem ser assumidos como preveníeis e cabe a todos os envolvidos neste processo assegurar a sua melhoria. No entanto, e apesar da atenção crescente que este fenómeno tem recebido, a nossa experiencia permite-nos afirmar que este problema ainda é ignorado em muitos contextos de prestação de cuidados de enfermagem. Por essa razão acreditamos que existe a necessidade de uma atenção renovada sobre os momentos de comunicação. Ao não o fazer, poderemos estar a comprometer o mandato social, profissional e ético que subleva a enfermagem. Ou seja, a manutenção da segurança do doente, em todos os momentos e contextos de prestação de cuidados de saúde. Importa também notar que, se uma comunicação pouco eficaz pode conduzir a problemas graves de segurança, a melhoraria deste processo tem resultados positivos a vários níveis. Destacam-se a melhoria do percurso da informação a transmitir, da eficácia das práticas de saúde, o aumento do bemestar de profissionais, doentes e famílias e a redução do tempo de internamento. Ou seja, melhorar a comunicação encoraja a cooperação, potencia o trabalho de equipa e ajuda à prevenção de erros. Em última análise, melhorar a comunicação pode conduzir a uma melhoria global da qualidade dos cuidados de saúde prestados e consequentemente trará decerto melhores resultados ao nível dos custos relacionados com a saúde. Hoje, a construção de modelos que permitam a melhoria da eficiência dos processos de trabalho e que consequentemente contribuam para o aumento da segurança do doente, é urgente. Este movimento deve basear-se de forma premente, nos resultados obtidos pela evidência científica e pelo estudo aprofundado dos processos de trabalho. Por essa razão convidamos todos os enfermeiros a olhar o seu momento de passagem de turno de forma a identificar os possíveis problemas que podem levar a quebras na segurança. Desafiamo-los a refletir sobre os seus contextos de trabalho, a efectuar mudanças que permitam melhorar a qualidade da informação transmitida e diminuir as interrupções à passagem de informação, assegurando que a mesma se torna um momento de aprendizagem em equipa. Este deve ser entendido como um imperativo ético comum a todos os profissionais de saúde e em especial aos enfermeiros. Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 6
  • 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Aspden, P., Corrigan, J., Wolcott, J., & Erickson, S. (2004). Patient safety: achieving a new standard for care. Recuperado em 12 de janeiro de 2009, de The National Academies Press: http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=10863&page=5 [2] Sousa, P. (5 de Maio de 2006). Patient Safety: A Necessidade de uma Estratégia Nacional. Lisboa, Portugal. Recuperado em 02 de maio de 2009 de Acta Médica Portuguesa: http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2006-19/4/309-318.pdf [3] Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (2009). Governação dos hospitais: Conclusões de um grupo de trabalho da ARSLVT. Recuperado em 12 de novembro de 2009, de Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP: http://www.arslvt.minsaude.pt/SiteCollectionDocuments/Eventos/Gov%20Cl%C3%ADnica%20dos_hospitais_Conclus%C3%B5es_finais_20_07_09_.pdf [4] Sousa, P., Uva, A., Serralheira, F., Leite, E., & Nunes, C. (2011). Segurança do utente: adventos adversos em hospitais portugueses: estudo piloto de incidência, impacte e evitabilidade. 1.º Congresso de Qualidade e Segurança do Utente (p. 36). Lisboa: Escola Nacional de Saúde Pública. [5] Direcão Geral de Saúde (2013): Norma nº 008/2013 de 15/05/2013 - Sistema Nacional de Notificação de Incidentes e Eventos Adversos. [6] Direcção Geral de Saúde (2012): Norma nº 017/2012 de 19/12/2012 - Taxonomia para notificação de incidentes e eventos adversos [7] Seago, J. (2008). Professional Communication. In A. f. Quality, Patient Safety and Quality: An Evidence-Based Handbook for Nurses (Vol 32) (pp. 1-20). Rockville: AHRQ Publication. [8] Friesen, M., Susan, V., & Byers, J. (2008). Handoffs: Implications for Nurses. In A. f. Quality, Patient Safety and Quality: An Evidence-Based Handbook for Nurses (Vol 34) (pp. 1-48). Rockville: AHRQ Publications. [9] Chiavenato, I. (2005). Comportamento Organizacional: A dinamica do sucesso das organizações (2.ª Edição ed.). Rio de Janeiro: Elsevier. [10] Ordem dos Enfermeiros Portugueses. (14 de Maio de 2001). Passagem de Turno. Recuperado em 1 de setembro de 2009, de Ordem dos Enfermeiros Portugueses: http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?page=164 Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 7
  • 8. [11] Ordem dos Enfermeiros Portugueses. (8 de Junho de 2006). Tomada de Posição sobre a Segurança do Cliente. Recuperado em 1 de setembro de 2009, de Ordem dos Enfermeiros Portugueses: http://www.ordemenfermeiros.pt/images/contents/uploaded/File/sededestaques/TomadaPosio_seguranca doente(1).pdf [12] Liukkonen, A. (1993). The content of nurses’ oral shift reports in homes for elderly people. Journal of Advanced Nursing , 18 (7), pp. 1095-1100. [13] Hopkinson, J. (20 de Julho de 2002). The hidden benefit: the suportive function of the nursing handover for qualified nurses caring for dying people in hospital. Journal of Clinical Nursing , pp. 168-175. [14] Hughes, R. (2008). Nurses at the “Sharp End” of Patient Care. In A. f. Qualit, Patient Safety and Quality: An Evidence-Based Handbook for Nurses (Vol 2). (pp. 1-30). Rockville: AHRQ Publication. [15] World Health Organization. (2007). Communication During Patient Hand-Overs. Recuperado em 25 de outubro de 2008, de Collaborating Centre for Patient Safety Solutions: http://www.ccforpatientsafety.org/fpdf/presskit/PS-Solution3.pdf [16] Australian Commission on Safety and Quality in Health. (Abril de 2008). A Structured Evidencebased Literature Review regarding the Effectiveness of Improvement Interventions in Clinical Handover. Recuperado em 21 de setembro de 2009, de Australin Department of Health and Ageing: http://www.health.gov.au/internet/safety/publishing.nsf/content/E0B59E130FA90A50CA2573AF007BC3C 8/$File/CHoverLitReview.pdf [17] Victorian Quality Council. (Maio de 2008). Evaluation of the effectiveness and acceptability of standardised clinical handover tools at four Victorian health services. Recuperado em 23 de maio de 2009, de Victorian Government Health Information: http://www.health.vic.gov.au/qualitycouncil/downloads/ch_evaluation.pdf [18 ] Currie, J. (2002). Improving the efficiency of patient handover. Emergency Nurse , 10 (3), pp. 24-27. [19] Meißner, A., Hasselhorn, H., Estryn-Behar, M., Nézet,O., Pokorski, J., & Gould, D. (2007). Nurses’ perception of shift handovers in Europe: results from the European Nurses Early Exit Study. Journal of Advanced Nursing , pp. 535–542. [20] O’Daniel, M., & Rosenstein, A. (2008). Professional Communication and Team Collaboration. In A. f. Quality, Patient Safety and Quality: An Evidence-Based Handbook for Nurses(Vol 33) (pp. 1-14). Rockville: AHRQ Publication. Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 8
  • 9. [21] Haig, K., Sutton, S., & Whittington, J. (Março de 2006). SBAR: A shared mental model for improving communication between clinicias. Recuperado em 1 de maio de 2009, de Health of Wales Information Services: http://www.wales.nhs.uk/sites3/Documents/781/Whittington_SBAR_JtCommJ_Mar06.pdf [22] Pothier, D., Monteiro, P., Mooktiar, M., & Shaw, A. (2005). Pilot study to show the loss of important data in nursing handover. Br J Nurs , pp. 1090-1093. Passagem de Turno em Enfermagem e a Segurança do Doente - Pedro Afonso, Pedro Lourenço 9