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Monitoramento pela equipe 
Aula 1: 
Indicadores de Saúde 
Lenildo de Moura 
Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis 
Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde 
Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde 
Maria Eugênia Bresolin Pinto 
Professora Adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Ciências 
da Saúde de Porto Alegre 
Coordenadora do Projeto UNA-SUS/UFCSPA
Objetivos da Aula 
• Compreender o que são indicadores de 
saúde e como caracteriza-los; 
• Compreender a importância de escolher os 
indicadores de saúde adequados para 
avaliar o resultado das ações realizadas 
pela equipe de Atenção Primária à Saúde;
Indicadores de Saúde 
• “Os Indicadores são medidas-síntese que 
contêm informação relevante sobre 
determinados atributos e dimensões do 
estado de saúde, bem como do desempenho 
do sistema de saúde. 
• Vistos em conjunto, devem refletir a situação 
sanitária de uma população e servir para a 
vigilância das condições de saúde.” 
Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
São medidas que servem para: 
• analisar a situação atual de saúde; 
• fazer comparações; 
• avaliar mudanças ao longo do tempo; 
• avaliar a execução das ações de saúde;
Classificação dos indicadores 
• Demográfico; 
• Socioeconômico; 
• Nutricional; 
• Ambiental. 
Pereira MG. Epidemiologia, 2004, pg 59-60.
Classificação dos indicadores de saúde 
• Negativo: 
– morbidade; 
– mortalidade. 
• Positivo: 
– qualidade de vida; 
– fator de proteção. 
Pereira MG. Epidemiologia, 2004, pg 54.
Indicadores usados em saúde pública 
no Brasil 
• Demográficos; 
• Socioeconômicos; 
• Mortalidade; 
• Morbidade e Fatores de Risco; 
• Recursos; 
• Cobertura.
Montagem de Indicadores 
• Nome do indicador; 
• Fórmula; 
• Tipo (taxa, coeficiente, índice, percentual, número absoluto, 
razão); 
• Fonte de informação; 
• Método (retrospectivo, prospectivo, transversal); 
• Amostra; 
• Responsável (pela elaboração); 
• Frequência (número de vezes que será medido em 
determinado período); 
• Objetivo/meta (motivo, valor, tempo, prazo do item que se 
quer medir). 
Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
Os indicadores podem ser expressos 
em números absolutos ou relativos 
1. Números Absolutos; 
2. Número Relativos. 
• Podem ser expressos como : 
– Índices; 
– Razões; 
– Proporções; 
– Taxas ou coeficientes; 
– Medidas de tendência central: 
– Média; 
– Mediana; 
– Moda. 
Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
Tipos de indicadores epidemiológicos 
1. Número Absoluto: São utilizados em 
situações onde as populações são 
pequenas ou quando se trata de eventos 
raros. Outra utilização é para 
gerenciamento em serviços de saúde. 
– Exemplos: 
• número de casos novos de diabetes diagnosticados 
no Brasil em 2012; 
• número de internações hospitalares por diabetes 
em 2012.
Os indicadores são expressos: 
Razão Simples 
Proporção 
Taxa 
Índice
Os indicadores são expressos: 
• Numerador e denominador não têm 
a mesma natureza, mas existe uma 
relação lógica entre ambos. 
Razão Simples 
Proporção 
Taxa 
Índice
Razão Simples 
Indicador de Visitas Domiciliares realizadas no mês 
Produtividade Agentes Comunitários Efetivos no mês 
Indicador Total de Reais gastos numa Campanha de rastreamento de Diabetes 
de Custo Número de Pessoas rastreadas 
Indicador de Número de Obturações no Ano 
Qualidade Técnica Número de Extrações no Ano 
Indicador Casos de Diabetes em Homens 
Epidemiológico Casos de Diabetes em Mulheres
Os indicadores são expressos: 
• Numerador e denominador não têm 
a mesma natureza, mas existe uma 
relação lógica entre ambos. 
Razão Simples 
• Os dados do numerador estão 
sempre incluídos dentro do 
denominador. 
Proporção 
Taxa 
Índice
Proporção 
Indicador 
Operacional Gestantes submetidas ao teste de sobre carga de glicose no Ano 
de Qualidade Número Estimado de Gestantes no Ano 
Indicador Casos de Tuberculose Diagnosticados com 
de Qualidade Exame Bacterioscópico 
Técnica Casos de Tuberculose Diagnosticados 
Indicador Óbitos por Causas Cetoacidose diabética 
Epidemiológico Total de Óbitos em pacientes com Diabetes
Os indicadores são expressos: 
• Numerador e denominador não têm a mesma 
natureza, mas existe uma relação lógica entre 
Razão Simples ambos. 
• Os dados do numerador estão sempre incluídos 
dentro do denominador. Proporção 
• Relação entre o número de vezes em que se 
observou um evento indesejado e a população que 
Taxa teoricamente esteve sujeita a sofrer esse evento. 
Índice
Indicadores Epidemiológicos 
• Taxas ou coeficientes: 
– Taxas de mortalidade: 
• É o risco de um indivíduo na população morrer por 
determinado problema. 
b) Taxa de Mortalidade específica por 
Causa 
Número de óbitos por determinada 
causa (ou grupo de causas) , no 
período X 100.000 
População total na mesma área e 
período 
a) Taxa de Mortalidade Geral 
Número total de óbitos, no período X 
100.000 
População total na mesma área e 
período
Indicadores Epidemiológicos 
• Taxas ou coeficientes: 
– Incidência: Casos novos 
• É o risco de um indivíduo na população vir adquirir 
a doença num período específico de tempo. 
• Ex.: Coeficiente de incidência de diabetes em 2010: 
Número de Casos novos diagnosticado no Brasil em 2010 
População do Brasil em 2010
Os indicadores são expressos: 
• Numerador e denominador não têm a mesma 
natureza, mas existe uma relação lógica entre 
Razão Simples ambos. 
• Os dados do numerador estão sempre incluídos 
dentro do denominador. Proporção 
• Relação entre o número de vezes em que se 
observou um evento indesejado e a população que 
Taxa teoricamente esteve sujeita a sofrer esse evento. 
• O denominador não representa exatamente a 
população exposta ao risco do evento descrito no 
Índice numerador
Indicadores Epidemiológicos 
2. Número Relativo: Índices 
– Calculado pela relação entre entidades de distintas 
naturezas. 
– Exemplo: Índice de massa corporal (IMC). 
• IMC = peso/ altura2. 
– Classificação do estado nutricional baseada no IMC: 
• Até 18,4: Baixo peso; 
• 18,5 – 24,9: Normal; 
• 25,0 – 29,9: Sobrepeso; 
• 30,0 ou mais: Obesidade. 
Fonte: OMS, Physical status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva: 1995.
Critérios que devemos considerar 
na seleção de indicadores: 
• Validade: capacidade de medir o que se pretende. 
– Sensibilidade: 
• medir todas as ocorrências relacionadas ao evento. 
– Especificidade: 
• medir somente o evento de interesse. 
– Ex: mortalidade por diabetes: pouco sensível e muito 
específico. 
• Confiabilidade: reproduzir os mesmos resultados 
quando re-utilizado. 
– Ex: medida de PA: pouco confiável.
Critérios que devemos considerar 
na seleção de indicadores: 
• Mensurabilidade: dados disponíveis e acessível. 
• Relevância: expressa magnitude (tamanho do 
problema). 
• Custoefetividade: associado a respostas custo-efetivas. 
• Atualidade e oportunidade. 
• Simplicidade de cálculo. 
• Simplicidade de interpretação.
Objetivos da Aula 
• Compreender o que são indicadores de 
saúde e como caracteriza-los; 
• Compreender a importância de escolher os 
indicadores de saúde adequados para 
avaliar o resultado das ações realizadas 
pela equipe de Atenção Primária à Saúde;
Referências 
• Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações / 
Rede Interagencial de Informação para a Saúde - Ripsa. – 2ªed. – 
Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2008. 
• Epidemiologia: Teoria e Prática. Pereira, MG. Editora Guanabara 
2004. 
• Physical status: the use and interpretation of anthropometry. OMS; 
Geneva: 1995.
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Indicadores de Saúde - parte 1

  • 1. Monitoramento pela equipe Aula 1: Indicadores de Saúde Lenildo de Moura Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde Maria Eugênia Bresolin Pinto Professora Adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre Coordenadora do Projeto UNA-SUS/UFCSPA
  • 2. Objetivos da Aula • Compreender o que são indicadores de saúde e como caracteriza-los; • Compreender a importância de escolher os indicadores de saúde adequados para avaliar o resultado das ações realizadas pela equipe de Atenção Primária à Saúde;
  • 3. Indicadores de Saúde • “Os Indicadores são medidas-síntese que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. • Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde.” Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
  • 4. São medidas que servem para: • analisar a situação atual de saúde; • fazer comparações; • avaliar mudanças ao longo do tempo; • avaliar a execução das ações de saúde;
  • 5. Classificação dos indicadores • Demográfico; • Socioeconômico; • Nutricional; • Ambiental. Pereira MG. Epidemiologia, 2004, pg 59-60.
  • 6. Classificação dos indicadores de saúde • Negativo: – morbidade; – mortalidade. • Positivo: – qualidade de vida; – fator de proteção. Pereira MG. Epidemiologia, 2004, pg 54.
  • 7. Indicadores usados em saúde pública no Brasil • Demográficos; • Socioeconômicos; • Mortalidade; • Morbidade e Fatores de Risco; • Recursos; • Cobertura.
  • 8. Montagem de Indicadores • Nome do indicador; • Fórmula; • Tipo (taxa, coeficiente, índice, percentual, número absoluto, razão); • Fonte de informação; • Método (retrospectivo, prospectivo, transversal); • Amostra; • Responsável (pela elaboração); • Frequência (número de vezes que será medido em determinado período); • Objetivo/meta (motivo, valor, tempo, prazo do item que se quer medir). Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
  • 9. Os indicadores podem ser expressos em números absolutos ou relativos 1. Números Absolutos; 2. Número Relativos. • Podem ser expressos como : – Índices; – Razões; – Proporções; – Taxas ou coeficientes; – Medidas de tendência central: – Média; – Mediana; – Moda. Fonte: RIPSA : Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB). Conceitos e Critérios.
  • 10. Tipos de indicadores epidemiológicos 1. Número Absoluto: São utilizados em situações onde as populações são pequenas ou quando se trata de eventos raros. Outra utilização é para gerenciamento em serviços de saúde. – Exemplos: • número de casos novos de diabetes diagnosticados no Brasil em 2012; • número de internações hospitalares por diabetes em 2012.
  • 11. Os indicadores são expressos: Razão Simples Proporção Taxa Índice
  • 12. Os indicadores são expressos: • Numerador e denominador não têm a mesma natureza, mas existe uma relação lógica entre ambos. Razão Simples Proporção Taxa Índice
  • 13. Razão Simples Indicador de Visitas Domiciliares realizadas no mês Produtividade Agentes Comunitários Efetivos no mês Indicador Total de Reais gastos numa Campanha de rastreamento de Diabetes de Custo Número de Pessoas rastreadas Indicador de Número de Obturações no Ano Qualidade Técnica Número de Extrações no Ano Indicador Casos de Diabetes em Homens Epidemiológico Casos de Diabetes em Mulheres
  • 14. Os indicadores são expressos: • Numerador e denominador não têm a mesma natureza, mas existe uma relação lógica entre ambos. Razão Simples • Os dados do numerador estão sempre incluídos dentro do denominador. Proporção Taxa Índice
  • 15. Proporção Indicador Operacional Gestantes submetidas ao teste de sobre carga de glicose no Ano de Qualidade Número Estimado de Gestantes no Ano Indicador Casos de Tuberculose Diagnosticados com de Qualidade Exame Bacterioscópico Técnica Casos de Tuberculose Diagnosticados Indicador Óbitos por Causas Cetoacidose diabética Epidemiológico Total de Óbitos em pacientes com Diabetes
  • 16. Os indicadores são expressos: • Numerador e denominador não têm a mesma natureza, mas existe uma relação lógica entre Razão Simples ambos. • Os dados do numerador estão sempre incluídos dentro do denominador. Proporção • Relação entre o número de vezes em que se observou um evento indesejado e a população que Taxa teoricamente esteve sujeita a sofrer esse evento. Índice
  • 17. Indicadores Epidemiológicos • Taxas ou coeficientes: – Taxas de mortalidade: • É o risco de um indivíduo na população morrer por determinado problema. b) Taxa de Mortalidade específica por Causa Número de óbitos por determinada causa (ou grupo de causas) , no período X 100.000 População total na mesma área e período a) Taxa de Mortalidade Geral Número total de óbitos, no período X 100.000 População total na mesma área e período
  • 18. Indicadores Epidemiológicos • Taxas ou coeficientes: – Incidência: Casos novos • É o risco de um indivíduo na população vir adquirir a doença num período específico de tempo. • Ex.: Coeficiente de incidência de diabetes em 2010: Número de Casos novos diagnosticado no Brasil em 2010 População do Brasil em 2010
  • 19. Os indicadores são expressos: • Numerador e denominador não têm a mesma natureza, mas existe uma relação lógica entre Razão Simples ambos. • Os dados do numerador estão sempre incluídos dentro do denominador. Proporção • Relação entre o número de vezes em que se observou um evento indesejado e a população que Taxa teoricamente esteve sujeita a sofrer esse evento. • O denominador não representa exatamente a população exposta ao risco do evento descrito no Índice numerador
  • 20. Indicadores Epidemiológicos 2. Número Relativo: Índices – Calculado pela relação entre entidades de distintas naturezas. – Exemplo: Índice de massa corporal (IMC). • IMC = peso/ altura2. – Classificação do estado nutricional baseada no IMC: • Até 18,4: Baixo peso; • 18,5 – 24,9: Normal; • 25,0 – 29,9: Sobrepeso; • 30,0 ou mais: Obesidade. Fonte: OMS, Physical status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva: 1995.
  • 21. Critérios que devemos considerar na seleção de indicadores: • Validade: capacidade de medir o que se pretende. – Sensibilidade: • medir todas as ocorrências relacionadas ao evento. – Especificidade: • medir somente o evento de interesse. – Ex: mortalidade por diabetes: pouco sensível e muito específico. • Confiabilidade: reproduzir os mesmos resultados quando re-utilizado. – Ex: medida de PA: pouco confiável.
  • 22. Critérios que devemos considerar na seleção de indicadores: • Mensurabilidade: dados disponíveis e acessível. • Relevância: expressa magnitude (tamanho do problema). • Custoefetividade: associado a respostas custo-efetivas. • Atualidade e oportunidade. • Simplicidade de cálculo. • Simplicidade de interpretação.
  • 23. Objetivos da Aula • Compreender o que são indicadores de saúde e como caracteriza-los; • Compreender a importância de escolher os indicadores de saúde adequados para avaliar o resultado das ações realizadas pela equipe de Atenção Primária à Saúde;
  • 24. Referências • Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações / Rede Interagencial de Informação para a Saúde - Ripsa. – 2ªed. – Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2008. • Epidemiologia: Teoria e Prática. Pereira, MG. Editora Guanabara 2004. • Physical status: the use and interpretation of anthropometry. OMS; Geneva: 1995.