Panorama do Antigo Testamento
Esdras
Introdução
● O livro de Esdras é uma reposta ao fim trágico de Reis e 
Crônicas. Israel foi derrotado e exilado, mas Deus 
permanece em plena atividade, operando Sua vontade 
por meio de governantes como Ciro, assim como por 
meio de pessoas simples como Esdras. Esse livro 
representa o início da reconstrução de uma nação e o 
fortalecimento da fé de um povo.
Informações Básicas
● Autor: Esdras
● Data: 460 e 440 a.C.
● Versículos­chave: Ed 7.10
● Palavras­chave:Humilhação
Esboço
1° Grupo Retorna 2° Grupo Retorna
Líder Zorobabel Esdras
Esdras 1-6 7-10
Ministério Reconstrução do templo Reconstrução da vida
espiritual do povo
Esdras em uma sentença: Zorobabel e Esdras retornam à
terra e lideram o povo na reconstrução do templo e da vida
espiritual.
Quem Foi Esdras?
● Filho do sumo sacerdote Seraías (2Rs 25.18­21), Esdras é uma das figuras 
mais notáveis do Antigo Testamento. Tornou­se símbolo do ensino da lei, 
assim como Moisés é reconhecido como o legislador do Antigo Testamento. 
Esdras foi sacerdote, mestre e escriba.
● O versículo que melhor o descreve é Esdras 7.10. Ele realmente tinha 
disposto o coração para estudar a Lei do Senhor, praticá­la e depois 
ensinar ao povo de Israel. Tal atitude, aliada à oração, foi o agente do 
sucesso do ministério desse homem no reavivamento espiritual de Israel, 
descrito nos capítulos 9 e 10.
O Dia Depois de Amanhã
● Aconteceu. Israel foi derrotado. Judá foi derrotado. 
O povo de Deus foi removido da terra prometida. O 
templo de Jerusalém foi destruído. O exílio 
anunciado pelos profetas se tornou real, até que 
Ciro, rei da Pérsia, decretou o retorno dos judeus à 
terra prometida para reconstruírem o templo.
● Após o exílio, Israel teve de recomeçar, mas como?
Um Novo Cenário
● O território que outrora hospedou o reino de 
Israel já não era o mesmo.Os persas o dividiram 
em diversas satrapias, e Israel era apenas um 
distrito de uma satrapia chamada Yehud (Além 
do Rio). Na política dos persas, os judeus 
retornavam ao seu território sob concessão 
imperial, a fim de promover relações pacíficas 
entre dominadores e dominados.
Uma Nova Espiritualidade
● A idolatria foi totalmente abandonada após o exílio, 
entretanto, o período pós­exílio foi marcado por 
efervecência espiritual por todo o mundo antigo: 
Zoroastro ou Zaratrusta, na Pérsia (628­551 a.C.); 
Sócrates, Platão e Aristóteles, na Grécia (469­384 
a.C.); Buda, na Índia (563­551 a.C.); Confúcio, na 
China (551­479 a.C.). Diante de tantas influências 
externas, era preciso reafirmar e preservar a religião 
verdadeira dos patriarcas, de Moisés e dos profetas.
Novas Pessoas
● No exílio, 70 anos foram suficientes para uma transição de 
gerações, de forma que a geração que voltou à terra prometida 
não era a mesma que foi exilada. Além disso, nem todos os 
exilados voltaram para Israel. Ao serem espalhados pelos assírios 
e babilônicos, alguns judeus constituíram vida nova em outros 
lugares. Essa nova geração que nasceu e cresceu no exílio trouxe 
consigo situações complicadas de se lidar, como a necessidade de 
se separar das esposas gentias (Ed 10.3,11).
Curiosidades
● A duração da história
– Quem lê o livro de Esdras não imagina 81 anos de 
história (do decreto de libertação até a conclusão das 
reformas do escriba).
● Reis persas a serviço do Senhor
– Deus mostra Sua soberania ao usar quem Lhe apraz 
para cumprir Seu plano e propósito na vida do Seu 
povo. Os reis persas que participaram dessa história 
foram Ciro (539 a.C.), Cambises (529 a.C.), Dario (531 
a.C.), Xerxes (486 a.C.) e Artaxerxes (464 a.C.).
Curiosidades
● Porque judeus e samaritanos não se dão
– O evento narrado em Esdras 4, que trata do fato de 
os judeus rejeitarem a ajuda dos samaritanos na 
reconstrução do templo, culminou numa quebra de 
relacionamentos que perdurou até os tempos de 
Jesus. Em decorrência dessa quebra de 
relacionamento, os samaritanos construíram 
posteriormente seu próprio templo e constituíram 
seu próprio culto em concorrência ao templo de 
Zorobabel.
Curiosidades
● Esdras e o Novo Testamento
– No início do século 1° d.C., o templo de Zorobabel, 
também conhecido como segundo templo, passou por 
uma reforma ordenada pelo rei Herodes, o Grande, 
fazendo com que fosse chamado Templo de Herodes. Ele 
foi visitado por Jesus durante Seu ministério terreno, e a 
sua arquitetura remodelada por Herodes foi elogiada 
pelos discípulos (Mt 24.1; Mc 13.1). Foi a respeito desse 
templo que os judeus, equivocadamente, questionaram a 
Jesus quando Ele disse que reergueria em três dias o 
templo construído ao longo de 46 anos (Jo 2.19­20).
Doutrinas
● O retorno para a terra prometida significou 
mais do que o ranscimento na nação. 
Significou também o retorno ao 
relacionamento com Deus e às práticas dos 
meios de graça, pelos quais o povo de Deus 
participa de Sua glória. Três dos meios de 
graça se destacam em Esdras.
Doutrinas
● Culto
– A necessidade de reconstrução do templo era sinônimo da 
urgência de voltar ao culto a Deus, o que se tornou uma 
afronta a Deus a ponto de Ele mobilizar profetas para 
denunciar tal problema (Ag 1.4; Zc 4.9). As repercussões da 
reconstrução do templo apontam para a importância do 
culto enquanto fator de reunião, fazendo muitos retornarem 
do exílio (Ed 2), assim como a centralidade do culto no ofício 
sacerdotal exercido pelo povo de Deus.
Doutrinas
● Oração
– A ênfase na oração, no período pós­exílio, tanto em Esdras 
como em Neemias, manifesta em diversos gestos externos 
(Ed 9.3­5; 10.1; Ne 9.1) e aponta para uma fé madura que 
compreende a soberania de Deus. A noção de solidariedade 
do povo de Deus como uma unidade relacionando­se com o 
Senhor levou Esdras a se envergonhar pelos pecados do 
passado (Ed 9.6) e a reconhecer a dependência de Deus 
nessa nova fase de Israel (Ed 8.21­23).
Doutrinas
● Escrituras
– As Escrituras, como regra de fé e prática da 
comunidade dos fiéis, ganham grande destaque em 
Esdras. Além do cumprimento de profecias (Is 44.21­
45.7), a lei de Moisés é a fonte das instruções para a 
congregação (Ed 7.10), como para a própria sabedoria 
de Deus entregue nas mãos dos homens (Ed 7.14,25) 
para fazer transformação na vida pessoal de cada um, 
bem como da comunidade toda (Ed 10.3).
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● Vemos no livro de Esdras uma continuação do tema bíblico do 
remanescente do povo de Deus. Sempre que desastre ou 
julgamento acontece, Deus sempre conserva para Si um grupo 
restante ­ Noé e sua família da destruição do dilúvio; a família de 
Ló de Sodoma e Gomorra; os profetas reservados em Israel apesar 
da perseguição de Jezabel e Acabe. Quando os israelitas foram 
levados para o cativeiro no Egito, Deus resgatou o Seu 
remanescente e os levou para a Terra Prometida.
Aplicação Prática
● O retorno dos israelitas a Jerusalém e a reconstrução do 
Templo se repetem na vida de cada Cristão que retorna 
do cativeiro do pecado e rebelião contra Deus e encontra 
nEle um lar amoroso onde somos bem­vindos.Ele está 
disposto a nos mostrar como reconstruir nossas vidas e 
ressuscitar nossos corações, onde se encontra o templo 
do Espírito Santo. Tal como acontece com a reconstrução 
do templo de Jerusalém, Deus superintende os trabalhos 
de renovação e nova dedicação da nossa vida ao Seu 
serviço.
Aplicação Prática
● A oposição dos adversários de Deus à reconstrução do templo exibe 
um padrão que é típico do inimigo de nossas almas. Satanás usa 
aqueles que parecem estar em sintonia com os propósitos de Deus 
para nos enganar e tentar frustrar os Seus planos. Esdras 4:2 
descreve o discurso enganoso dos que pretendem adorar a Cristo, 
mas cuja real intenção é derrubar e não construir. Devemos estar 
em guarda contra tais enganadores, responder a eles como os 
israelitas fizeram e recusar­nos a ser enganados por suas palavras 
suaves e falsas profissões de fé.
Conclusão
Esdras destaca como o plano de Deus 
para nos salvar inclui o 
reconhecimento de quem somos e de 
nossa dependência do Senhor. Os 
passos para isso são claros em 
Esdras: buscar o Senhor por meio do 
culto, da oração e da Bíblia.

Panorama do AT - Esdras