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História da Igreja Moderna
(1517 em diante)
A Fé Reformada Fora da Suíça
História da Igreja #24
O movimento humanista impulsionou a
Reforma na França;
Jacques Lefèvre (1455-1536), concluiu em
1525 a tradução do Novo Testamento para o
francês;
Até mesmo Margarete de Navarra (1492-
1549), irmã do rei, tornou-se membro de um
grupo de que participavam Farel, Bude, o
classicista, e Vatable, notável hebraísta, em
prol de reformar a Igreja Romana;
As ideias dos humanistas e os ensinos de
Lutero eram atraentes para as pessoas
da classe média e para os trabalhadores
da cidade e do campo;
Alarmado com a divulgação das ideias
protestantes, Francisco I resolveu
empregar a força na tentativa de impedir
o contínuo avanço da Reforma;
Faltou ao movimento na França uma
liderança eficaz;
A conversão de João Calvino deu à Reforma
um escritor capaz de popularizá-la, tanto
que em 1532 os valdenses do sul da França
aceitaram o calvinismo;
Calvino acaba liderando tantos os
protestantes franceses como os de Genebra;
Segundo uma estimativa, no começo do
reinado de Henrique II (1547-1559), em
torno de 400.000 pessoas da população
francesa eram protestantes;
A partir de 1560, os protestantes franceses
passaram a ser conhecidos como
huguenotes;
Os huguenotes se tornaram tão poderosos e
bem organizados que formaram um reino
dentro de um reino;
A compreensão dessa situação pelo governo
redundou na mudança política e
governamental de perseguição constante,
feroz e sangrenta, adotada entre 1538 e
1562;
Em 1598 foi promulgado o Edito de Nantes,
que garantia a liberdade religiosa dos
huguenotes, que acabaram formando um
estado tolerado dentro do Estado Francês;
Essa garantia de liberdade foi
assegurada ao protestantismo na França
até ser revogada em 1685 por Luís XIV,
que desejava um só Estado, um só rei e
uma só fé;
Isso acabou contribuindo para a derrota
da França diante da Inglaterra na luta
pelas colônias no século XVIII;
A partir de então, o protestantismo
reformado não tem exercido grande
influência na França; os protestantes são
uma pequena minoria da população.
História da Igreja #24
Depois da Revolta dos Camponeses, Lutero
perdeu muito apoio, diversos camponeses de
tornaram anabatistas;
Com a chegada do calvinismo, os que
tinham melhores condições financeiras
tornaram ao calvinismo;
Em 1563 o Catecismo de Heidelberg
transformou-se no credo oficial das igrejas
alemãs reformadas;
Quando a fé reformada finalmente se
estabeleceu depois de um breve
interlúdio luterano, a Universidade de
Heidelberg tornou-se o centro do
calvinismo.
História da Igreja #24
Poucos percebem hoje que entre dois e
três milhões de húngaros professam a fé
reformada;
Inicialmente o luteranismo não foi bem
aceito, porém, a partir de 1550 os
húngaros que estudavam em Genebra e
Wittenberg, voltavam à sua terra
divulgando as ideias protestantes;
No final do século XVI, grande parte do povo
e da nobreza tinha adotado a fé reformada;
A partir de 1572, uma violenta perseguição
transformou a vida da Igreja Reformada na
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Apenas em 1781 os protestantes
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  • 3. O movimento humanista impulsionou a Reforma na França; Jacques Lefèvre (1455-1536), concluiu em 1525 a tradução do Novo Testamento para o francês; Até mesmo Margarete de Navarra (1492- 1549), irmã do rei, tornou-se membro de um grupo de que participavam Farel, Bude, o classicista, e Vatable, notável hebraísta, em prol de reformar a Igreja Romana;
  • 4. As ideias dos humanistas e os ensinos de Lutero eram atraentes para as pessoas da classe média e para os trabalhadores da cidade e do campo; Alarmado com a divulgação das ideias protestantes, Francisco I resolveu empregar a força na tentativa de impedir o contínuo avanço da Reforma;
  • 5. Faltou ao movimento na França uma liderança eficaz; A conversão de João Calvino deu à Reforma um escritor capaz de popularizá-la, tanto que em 1532 os valdenses do sul da França aceitaram o calvinismo; Calvino acaba liderando tantos os protestantes franceses como os de Genebra;
  • 6. Segundo uma estimativa, no começo do reinado de Henrique II (1547-1559), em torno de 400.000 pessoas da população francesa eram protestantes; A partir de 1560, os protestantes franceses passaram a ser conhecidos como huguenotes; Os huguenotes se tornaram tão poderosos e bem organizados que formaram um reino dentro de um reino;
  • 7. A compreensão dessa situação pelo governo redundou na mudança política e governamental de perseguição constante, feroz e sangrenta, adotada entre 1538 e 1562; Em 1598 foi promulgado o Edito de Nantes, que garantia a liberdade religiosa dos huguenotes, que acabaram formando um estado tolerado dentro do Estado Francês;
  • 8. Essa garantia de liberdade foi assegurada ao protestantismo na França até ser revogada em 1685 por Luís XIV, que desejava um só Estado, um só rei e uma só fé; Isso acabou contribuindo para a derrota da França diante da Inglaterra na luta pelas colônias no século XVIII;
  • 9. A partir de então, o protestantismo reformado não tem exercido grande influência na França; os protestantes são uma pequena minoria da população.
  • 11. Depois da Revolta dos Camponeses, Lutero perdeu muito apoio, diversos camponeses de tornaram anabatistas; Com a chegada do calvinismo, os que tinham melhores condições financeiras tornaram ao calvinismo; Em 1563 o Catecismo de Heidelberg transformou-se no credo oficial das igrejas alemãs reformadas;
  • 12. Quando a fé reformada finalmente se estabeleceu depois de um breve interlúdio luterano, a Universidade de Heidelberg tornou-se o centro do calvinismo.
  • 14. Poucos percebem hoje que entre dois e três milhões de húngaros professam a fé reformada; Inicialmente o luteranismo não foi bem aceito, porém, a partir de 1550 os húngaros que estudavam em Genebra e Wittenberg, voltavam à sua terra divulgando as ideias protestantes;
  • 15. No final do século XVI, grande parte do povo e da nobreza tinha adotado a fé reformada; A partir de 1572, uma violenta perseguição transformou a vida da Igreja Reformada na Hungria; Apenas em 1781 os protestantes conseguiram a tolerância, e a liberdade religiosa em 1848.

Notas do Editor

  1. Enquanto o luteranismo ganhou terreno mais localizado, o Calvinismo foi além, entrou até mesmo em parte da Alemanha, na Hungria, na França, na Holanda, na Escócia, na Irlanda e também na Polônia.
  2. Houve um movimento de franceses estudando na Itália, onde os humanistas da Itália tinham muito interesse na bíblia nas línguas originais, essa influência moveu um espírito reformado por sobre a França. Jacques foi um desses estudantes na Itália, ele fez a sua tradução a partir da Vulgata, posteriormente essa tradução vai ser muito criticada e ela é praticamente refeita mais tarde. Apareceu na França um centro do ensino desses humanistas, que desejavam reformar a Igreja Romana nos moldes de Lutero, de dentro para fora, isso para que a igreja se tornasse mais semelhante áo que a Bíblia ensinava.
  3. Havia um monopólio de vida social e política exercido pelos nobres e pelo claro, soma-se a isso a própria corrupção da igreja católica, esse povo mais à margem da sociedade viu nessas ideias, nessas pessoa a possibilidade de mudar essa situação. Em 1525, aquele grupo de humanistas foram dispersos e muitos tiveram que deixar a França por conta da perseguição de Francisco I, governador da França. Os escritos de Lutero foram condenados, porém não foram parados.
  4. Não havia um grande nome, uma cabeça pensante para dar voz ao movimento reformado na França, mas os que optaram pelos princípios reformados sempre salientavam as questões fundamentais, a autoridade da Bíblia e a justificação pela fé somente. Foi a perseguição aos protestantes franceses que levou Calvino a publicar a primeira edição das Institutas em 1536. Isso fez com que os protestantes franceses, que eram desorganizados até mesmo em termos teológico, se organizassem em um grupo bem consciente do que deveria ser feito. Valdenses = Pedro Valdo, iniciou um movimento em 1174, com muitos princípios que mais tarde seriam defendidos por Lutero, a bíblia na língua do povo, Pedro pregou a bíblia mesmo não sendo um sacerdote, rejeitava as imagens, celebrava a Ceia do Senhor, negava a supremacia de Roma. 3) Mais de 150 pastores foram treinados em Genebra e enviados por Calvino até a França.
  5. Inclusive pessoas importantes na França se tornaram protestantes. A origem do nome é incerta, o que sabemos é que esse nome se transformou em um título honroso para os protestantes calvinistas franceses. O que vai acabar gerando consequências...
  6. Essa política de guerra religiosa acabou levando a França de volta para o colo de Roma. De 1562 até 1598 houve 8 guerras e vários massacres terríveis contra os protestantes. Teve uma chamada carnificina de São Bartolomeu na noite de 24 de agosto de 1572, onde aproximadamente 3 mil pessoas foram massacradas em Paris, aproximadamente 8 mil pessoas chacinadas nas províncias em torno da capital, além das mortes, as propriedades dos protestantes foram confiscadas pelos católicos romanos. Como chegaram nesse acordo de paz? Em 1593, Henrique de Navarra, então líder dos huguenotes, abandonou o protestantismo para voltar ao catolicismo romano, ele acabou se tornando o rei da França, Henrique IV. Foi ele quem promulgou o Edito de Nantes.
  7. Os huguenotes foram forçados a fugir da França, foram para a Inglaterra, Holanda, África do Sul e Estados Unidos. De que forma isso contribuiu? Pois os huguenotes eram a maioria da classe média, a mão de obra da França, artesãos, profissionais liberais, isso abalou a economia francesa.
  8. Estimasse 2% de protestantes na França, em 2003 contra 62% de católicos.
  9. Estima-se 88% de cristãos, onde 62% católicos e 26% protestantes. O luteranismo não teve uma boa aceitação, por apenas um motivo, os húngaros detestavam os alemães. As ideias da reforma só criaram forças quando saíram da boca dos próprios húngaros. Logo eles já traduziram o Novo Testamento para a língua do povo, isso fez a fé protestante crescer rapidamente.
  10. - Essa perseguição durou aproximadamente dois séculos. O que permaneceu desde então, fazendo a fé protestante perdurar em solo húngaro. Semana que vem veremos a fé reformada na Escócia, na Irlanda e na Holanda.