ORIGENS DO PENSAMENTO FILOSÓFICO
www.slideshare.net/firminosociologiafilosofia
1. Pensamento filosófico
o O pensamento filosófico busca compreender as
coisas como são, em sua essência.
o Elimina – se a magia e o fantástico na busca de
respostas para explicar a realidade.
o A lógica e a razão são seus instrumentos essenciais.
o Conhecer não é apenas aceitar, mas espantar – se
e questionar tudo aquilo que nos cerca.
2. O conhecimento no Oriente Médio
Egito e Mesopotâmia:
o A Revolução Neolítica gerou um salto tecnológico,
a sedentarização e as civilizações hidráulicas.
o Surgiram ainda a cerâmica e a metalurgia.
o O Estado surgiu como instituição necessária à
administração da coletividade.
o Estado teocrático: religião, instrumento de poder.
Pragmatização do conhecimento:
o Num processo civilizatório complexo o conhecimento
utilitário e prático desenvolveu – se.
o A astronomia auxiliava na prevenção de enchentes.
o Noções de matemática e física eram úteis e práticas.
o O conhecimento era útil na solução de problemas.
o Limitou – se o pensamento lógico e racional num
ambiente em que a religião e os deuses foram mais
importantes.
3. Grécia: o nascer da Filosofia
Expansão comercial e colonização:
o O crescimento comercial e a colonização geraram
profundas transformações na Grécia: urbanização,
novas classes sociais, estímulo à navegação.
o Os gregos mantiveram contatos com outros povos
(egípcia, fenícia, babilônica), assimilando sua cultura:
matemática, astronomia, práticas comerciais, etc.
O ócio criativo e o ambiente para debate:
o As transformações econômicas trouxeram
benefícios sociais e melhores condições de vida.
o A escravidão liberou a elite para pensar.
o Os novos grupos sociais e suas reivindicações
estimularam o debate sobre direitos e política.
o A religião, sem um clero poderoso e sem dogmas,
era mais liberal e utilitária, permitia o livre pensar.
O fracasso do mito e o nascer da Filosofia:
o Devido às transformações a vida econômica, social
e política tornava – se mais complexa.
o Os mitos eram impotentes para dar sentidos.
o O livre questionamento permitiu a busca de
respostas na compreensão da nova realidade.
o O logos (razão) deu caráter de ciência à Filosofia,
na busca das causas e efeitos.
3. Do mito ao logos (razão): nasce a Filosofia
o Humanização dos deuses gregos liberando o
homem das amarras religiosas.
o Calendário baseado em atividades humanas.
o Expansão comercial e alfabeto desenvolvendo o
pensamento abstrato.
o Política: debates, participação, reivindicações.
O que é novo na Filosofia grega, parece – me consistir,
não tanto na substituição dos mitos por algo mais
científico, mas sim, em uma nova atitude em relação
aos mitos. A nova atitude que tenho em mente é a
atitude crítica. A dúvida e a crítica existiram,
certamente, antes disso. O que é novo, porém, é que a
dúvida e a crítica tornam – se agora, por sua vez, parte
da tradição da escola. Uma tradição de caráter
superior substitui a preservação tradicional do dogma.
4. Pré – socráticos: o despertar da razão
Os filósofos da physis (natureza) – cosmologia:
o Natureza: como a realidade se apresenta.
o Os physiologos (filósofos da natureza) buscavam
entender a natureza sem apelar aos deuses.
o Buscavam a arché (o princípio gerador de tudo).
o Compreender a realidade era essencial.
Tales de Mileto (624 – 546 a.C.)
o Primeiro filósofo, defendia a água como arché.
o Viveu no Egito e percebeu o quanto a água era
essencial aos egípcios.
o Considerava a água era matéria, deus inteligente,
base da vida e do futuro.
o A água, encontrada em todos os estados, era vital.
o Tudo é um: nascia a Filosofia.
Para Tales a água poderia ocupar qualquer forma
(líquido, sólido, gasoso), tendo um caráter especial,
identificada como a physis, dado origem a tudo o mais.
Toda matéria, dotada de umidade, teria utilidade par a
vida. A inexistência de umidade, a completa seca,
corresponderia a não existência – a morte.
Heráclito de Éfeso ( 535 – 475 a.C.)
o O fator de mudança das coisas é o fogo.
o A água em seus estados está vinculada ao fogo:
se perde fogo fica sólida, se ganha fogo evapora.
Tudo flui (panta rhei):
o Um homem não se banha duas vezes no mesmo rio.
o Nem o rio, nem nós seremos os mesmos na segunda vez.
o Tudo se transforma incessantemente.
A dialética de Heráclito: ser e não ser
o O fogo associava – se ao conflito entre os opostos:
quente e frio, doce e salgado, dia e noite.
o O ser não é mais nem menos que o não ser.
o O verdadeiro está na unidade dos opostos, no ser
e no não ser.
o Nada persiste, nada permanece, é parte integrante
do movimento do surgir e do desaparecer.
Parmênides de Eleia (515 – 445 a.C.)
o Oposição a Heráclito e à sua dialética.
o Se algo é, não pode não ser.
o Se deixou de ser não é verdadeiro.
o Um ser perfeito não pode deixar de ser.
o A existência do ser restringe – se ao presente,
eterno e imutável: o passado já não existe e o
futuro ainda não existe.
Para Parmênides o dia é dia e a noite é noite.
Juntos são dia e noite, não podem não ser.
Dia e noite são partes de um todo indivisível.
Para Parmênides o futuro é uma possibilidade que
ainda não existe. É impossível pensar a respeito dele.
Afinal, não é possível pensar o nada,
pois o próprio ato de pensar está vinculado ao ser.
Ontologia: estudo das propriedades gerais do ser
o A verdade não está nas coisas, pois os sentidos
não são confiáveis.
o Expressamos apenas nossas impressões e opiniões.
o Cada um interpreta algo conforme seus sentidos.
o A verdade está com ela mesma e a prática da razão
é o único caminho para se chegar à ela.
Pitágoras de Samos (570 – 495 a.C.)
o O princípio do Universo está nos números.
o Tudo que existe pode ser traduzido numa proporção
matemática ou somatória.
o A matemática está em tudo: nas dimensões do corpo
e nas leis naturais ao nosso redor.
o Numa música percebe – se a matemática, não a
ouvimos por sermos parte dela.
Demócrito de Abdera (460 – 371 a. C.)
o Abandonou o caráter monista da physis.
o Defendeu uma visão múltipla e pluralista.
o Há uma matéria invisível, infinita e indivisível.
o Os átomos estão separados pelo vazio, mas com
atração, repulsão, associações e dissociações.
o As propriedades do átomo contrapõem – se ao
mutável de Heráclito e ao imutável de Parmênides.
Origens do pensamento filosófico

Origens do pensamento filosófico

  • 1.
    ORIGENS DO PENSAMENTOFILOSÓFICO www.slideshare.net/firminosociologiafilosofia
  • 3.
    1. Pensamento filosófico oO pensamento filosófico busca compreender as coisas como são, em sua essência. o Elimina – se a magia e o fantástico na busca de respostas para explicar a realidade. o A lógica e a razão são seus instrumentos essenciais. o Conhecer não é apenas aceitar, mas espantar – se e questionar tudo aquilo que nos cerca.
  • 4.
    2. O conhecimentono Oriente Médio Egito e Mesopotâmia: o A Revolução Neolítica gerou um salto tecnológico, a sedentarização e as civilizações hidráulicas. o Surgiram ainda a cerâmica e a metalurgia. o O Estado surgiu como instituição necessária à administração da coletividade. o Estado teocrático: religião, instrumento de poder.
  • 6.
    Pragmatização do conhecimento: oNum processo civilizatório complexo o conhecimento utilitário e prático desenvolveu – se. o A astronomia auxiliava na prevenção de enchentes. o Noções de matemática e física eram úteis e práticas. o O conhecimento era útil na solução de problemas. o Limitou – se o pensamento lógico e racional num ambiente em que a religião e os deuses foram mais importantes.
  • 7.
    3. Grécia: onascer da Filosofia Expansão comercial e colonização: o O crescimento comercial e a colonização geraram profundas transformações na Grécia: urbanização, novas classes sociais, estímulo à navegação. o Os gregos mantiveram contatos com outros povos (egípcia, fenícia, babilônica), assimilando sua cultura: matemática, astronomia, práticas comerciais, etc.
  • 9.
    O ócio criativoe o ambiente para debate: o As transformações econômicas trouxeram benefícios sociais e melhores condições de vida. o A escravidão liberou a elite para pensar. o Os novos grupos sociais e suas reivindicações estimularam o debate sobre direitos e política. o A religião, sem um clero poderoso e sem dogmas, era mais liberal e utilitária, permitia o livre pensar.
  • 12.
    O fracasso domito e o nascer da Filosofia: o Devido às transformações a vida econômica, social e política tornava – se mais complexa. o Os mitos eram impotentes para dar sentidos. o O livre questionamento permitiu a busca de respostas na compreensão da nova realidade. o O logos (razão) deu caráter de ciência à Filosofia, na busca das causas e efeitos.
  • 13.
    3. Do mitoao logos (razão): nasce a Filosofia o Humanização dos deuses gregos liberando o homem das amarras religiosas. o Calendário baseado em atividades humanas. o Expansão comercial e alfabeto desenvolvendo o pensamento abstrato. o Política: debates, participação, reivindicações.
  • 14.
    O que énovo na Filosofia grega, parece – me consistir, não tanto na substituição dos mitos por algo mais científico, mas sim, em uma nova atitude em relação aos mitos. A nova atitude que tenho em mente é a atitude crítica. A dúvida e a crítica existiram, certamente, antes disso. O que é novo, porém, é que a dúvida e a crítica tornam – se agora, por sua vez, parte da tradição da escola. Uma tradição de caráter superior substitui a preservação tradicional do dogma.
  • 15.
    4. Pré –socráticos: o despertar da razão Os filósofos da physis (natureza) – cosmologia: o Natureza: como a realidade se apresenta. o Os physiologos (filósofos da natureza) buscavam entender a natureza sem apelar aos deuses. o Buscavam a arché (o princípio gerador de tudo). o Compreender a realidade era essencial.
  • 16.
    Tales de Mileto(624 – 546 a.C.) o Primeiro filósofo, defendia a água como arché. o Viveu no Egito e percebeu o quanto a água era essencial aos egípcios. o Considerava a água era matéria, deus inteligente, base da vida e do futuro. o A água, encontrada em todos os estados, era vital. o Tudo é um: nascia a Filosofia.
  • 18.
    Para Tales aágua poderia ocupar qualquer forma (líquido, sólido, gasoso), tendo um caráter especial, identificada como a physis, dado origem a tudo o mais. Toda matéria, dotada de umidade, teria utilidade par a vida. A inexistência de umidade, a completa seca, corresponderia a não existência – a morte.
  • 20.
    Heráclito de Éfeso( 535 – 475 a.C.) o O fator de mudança das coisas é o fogo. o A água em seus estados está vinculada ao fogo: se perde fogo fica sólida, se ganha fogo evapora. Tudo flui (panta rhei): o Um homem não se banha duas vezes no mesmo rio. o Nem o rio, nem nós seremos os mesmos na segunda vez. o Tudo se transforma incessantemente.
  • 22.
    A dialética deHeráclito: ser e não ser o O fogo associava – se ao conflito entre os opostos: quente e frio, doce e salgado, dia e noite. o O ser não é mais nem menos que o não ser. o O verdadeiro está na unidade dos opostos, no ser e no não ser. o Nada persiste, nada permanece, é parte integrante do movimento do surgir e do desaparecer.
  • 23.
    Parmênides de Eleia(515 – 445 a.C.) o Oposição a Heráclito e à sua dialética. o Se algo é, não pode não ser. o Se deixou de ser não é verdadeiro. o Um ser perfeito não pode deixar de ser. o A existência do ser restringe – se ao presente, eterno e imutável: o passado já não existe e o futuro ainda não existe.
  • 25.
    Para Parmênides odia é dia e a noite é noite. Juntos são dia e noite, não podem não ser. Dia e noite são partes de um todo indivisível.
  • 26.
    Para Parmênides ofuturo é uma possibilidade que ainda não existe. É impossível pensar a respeito dele. Afinal, não é possível pensar o nada, pois o próprio ato de pensar está vinculado ao ser.
  • 27.
    Ontologia: estudo daspropriedades gerais do ser o A verdade não está nas coisas, pois os sentidos não são confiáveis. o Expressamos apenas nossas impressões e opiniões. o Cada um interpreta algo conforme seus sentidos. o A verdade está com ela mesma e a prática da razão é o único caminho para se chegar à ela.
  • 33.
    Pitágoras de Samos(570 – 495 a.C.) o O princípio do Universo está nos números. o Tudo que existe pode ser traduzido numa proporção matemática ou somatória. o A matemática está em tudo: nas dimensões do corpo e nas leis naturais ao nosso redor. o Numa música percebe – se a matemática, não a ouvimos por sermos parte dela.
  • 36.
    Demócrito de Abdera(460 – 371 a. C.) o Abandonou o caráter monista da physis. o Defendeu uma visão múltipla e pluralista. o Há uma matéria invisível, infinita e indivisível. o Os átomos estão separados pelo vazio, mas com atração, repulsão, associações e dissociações. o As propriedades do átomo contrapõem – se ao mutável de Heráclito e ao imutável de Parmênides.