Obstrução
Intestinal
Introdução:
• Falha na propulsão normal do conteúdo intestinal, impedindo seu deslocamento até o reto,
impossibilitando a eliminação do conteúdo fecal pelo organismo.
• É causa frequente de abdome agudo em adultos.
• 20% das cirurgias por abdome agudo são por obstrução intestinal .
• Obstruções do intestino delgado são mais comuns do que as obstruções do intestino grosso.
• A indicação mais frequente para cirurgia no intestino delgado.
• As obstruções do intestino delgado e grosso são semelhantes em incidência em homens e mulheres.
Fatores de Risco - OIM:
• Cirurgia abdominal prévia
• Câncer de cólon ou metastático
• Doença inflamatória intestinal crônica
• Hérnia de parede abdominal e/ou hérnia inguinal
• Irradiação prévia
• Ingestão de corpo estranho
Epidemiologia:
Obstrução Intestinal funcional
• Pós-laparotomias
• Distúrbios eletrolíticos
• Hemorragias retroperitoneais
• Drogas
• Isquemia intestinal
• Processos inflamatórios intra-
abdominais
• Sepse
Classificação:
• Localização:
-Intestino delgado
-Colon
• Etiologia:
-Mecánica
-Funcional
-Vascular
• Tipo:
-Parcial
-Completa
-Closed loop
• Aderências e hérnias - 75% a 80% de todas
as obstruções mecânicas do intestino
delgado.
• Aderências - 60% a 65%.
• Estima-se 2/3 dos pacientes com cirurgia
abdominal prévia - aderências.
Obstrução do Intestino Delgado
Obstrução do Intestino Delgado
IleoAdinámico
• Perda do peristaltismo intestinal - Acumulaçao de ar e líquido dentro do lúmen intestinal.
• O ar pode estar presente em todo o intestino delgado e colon.
• Distensão sem cólica abdominal.
Etiologia
• Intraabdominal
Processo inflamatório do trato gastrointestinal/pâncreas/vía biliar
Processos retroperitoneais
• Extraabdominal
Sepse sistêmica grave, cetoacidose diabética, queimaduras extensas, traumatismo craniano grave e IAM
inferior grave.
• Isquemia aguda - Obstrução intestinal aguda
• Embolia arterial mesentérica e trombose mesentérica
Isquemia Mesentérica
• Menos comuns e comprometem apenas 10%
a 15% de todas as obstruções intestinais.
• O câncer de cólon e diverticulite são
responsáveis por quase 90% dos casos de
obstrução.
• Câncer de cólon- 65% a 70%.
• O local mais frequente de obstrução é o
sigmóide.
• Simples / estrangulada.
Obstrução doColon
Obstrução doColon
ObstruçãoSimples
Obstrução com sofrimento de alça
ObstruçãoSimples doColon
• Distensão abdominal ( faces laterais do abdome)
• Dor abdominal:
- Dor hipogástrico
• Obstipação:
-Incapacidade de passar fezes e flatos
• Vômito:
-Apresenta-se tardiamente, tipicamente fecaloide.
Acontece em 3 cenários:
1.Obstrução colónica completa + válvula ileocecal competente:
• Não permite que a obstrução seja descomprimida por refluxo.
• Aumento do diâmetro cecal - perfuração cecal iminente- requer
descompressão urgente.
2.Volvo do sigmóide
3.Volvo cecal.
Obstrução doColon:Sofrimento de alça
Acontece em 3 cenários:
2. Volvo de sigmóide:
• Sigmóide redundante
• Mesentério do sigmóide longo com base estreita
• Carga fecal devido à constipação crônica.
• Pacientes idosos
• Acamados
• Em uso de edicação psicotrópica.
Obstrução doColon:Sofrimento de alça
Acontece em 3 cenários:
3.Volvo cecal:
• Muito menos comum que o volvo de sigmóide.
• Fixação embriológica incompleta do ceco;
hipermobilidade do órgão.
• O ceco fica no quadrante superior esquerdo,
provocando uma obstrução em alça fechada (closed-
loop).
• Obstrução distal do intestino delgado proximal à
obstrução em alça fechada.
Obstrução doColon:Sofrimento de alça
Obstrução doColon:Sofrimento de alça
Pseudo-obstrução Intestinal
íÍeo profundo sem evidência de obstrução luminal
O Síndrome de Ogilvie, é a variedade mais conhecida.
Etiología ideopática. Sobreatividade simpática?
• Após uma doença aguda, uma cirurgia, uso de drogas
inibidoras de motilidade e opiáceos.
• A distensão abdominal pode ser maciça e levar à perfuração
cecal.
• Dilatação cecal de 12 cm + / descompressão endoscópica ou
cirúrgica.
AvaliaçãoClínica :Objetivos
• Diferenciar obstrução mecânica de obstrução funcional (íleo paralítico).
• Diferenciar obstrução completa de incompleta (semi oclusão intestinal).
• Diferenciar obstrução simples e com sofrimento de alça (estrangulada).
• Determinar a etiologia da obstrução.
Obstrução Intestinal:Clínica
Geral: Dor abdominal em cólica, vômitos, parada ou diminuição da eliminação de flatus e fezes
ANAMNESE
Avaliação e Diagnóstico:
O padrão atual -TC abdominal com contraste.
• Visualização do ponto de transição, gravidade da obstrução, potencial etiologia e avaliação de
complicações com risco de vida.
• Radiografia de abdome.
• Avaliação laboratorial - leucocitose, distúrbios eletrolíticos - êmese.
• TC é útil quando Rx não esclareceu a origem da obstrução. Auxilia na identificação de massas,
estadeamento das lesões e determina o nível da obstrução.
Tratamento:
A abordagem terapêutica será influenciada de acordo com o tipo de obstrução, etiologia e
severidade da obstrução.
Tratamento conservador: 48- 72Hrs
• Dieta zero
• Colocação de sonda nasogástrica
• Hidratação venosa
• Sondagem vesical de demora
• Profilaxia,-AB de largo espectro (Gram-/ anaeróbios), na existência de sinais indiretos de
estrangulamento.
Tratamento cirúrgico imediato - se não apresentar melhora com a terapêutica clínica , em
obstrução completa, se apresentar sinais de sofrimento de alça.
Tratamento –ObstruçãoAlta
• Tratamento clínico - nos casos de obstrução parcial e em pacientes sem sinais de peritonite.
• Tratamento clínico pode ser mantido por até 48-72h .
• Piora clínica -> cirurgia
• Não melhorou ->TC abdome e tratamento direcionado.
• Hérnia encarcerada ou estrangulada -> cirurgia
Tratamento –Obstrução Baixa
• Paciente com sinais de sofrimento de alça: febre, leucocitose, taquicardia, acidose
metabólica, dor persistente –> cirurgia imediata.
• Necessita de definição etiológica para melhor conduta.
• Fecaloma: toque retal + clister glicerinado.
• Volvo : colonoscopia descompressiva / cirurgia.
• Neoplasia Colorretal: cirurgia com ressecção, estoma descompressivo, prótese auto-
expansível.
Tratamento – Íleo Paralítico
Distensão abdominal importante ou vômitos:
• Tratar como obstrução mecânica e tratar causas reversíveis.
Se abdome inocente:
• •Dieta de acordo com aceitação, laxativa.
• Laxativo não-osmótico (óleo mineral 20 a 40ml/dia) .
• Tratar causas reversíveis (ex: suspender opióides) .
• Clister Glicerinado 10 ou 20% 500ml,Via retal, se toque retal /Raio-X com impactação fecal.
Tratamento – Sd.Ogilvie
Tratamento inicial é semelhante ao da obstrução mecânica:
-Jejum + SNG em aspiração
-Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos
-Tratar causas reversíveis
Se paciente com sinais de sofrimento de alça–> cirurgia imediata.
Tratamento conservador: Por até 48h
• Sem melhora ou ceco>12cm -> neostigmina EV 2,5mg em 5’, até 2 doses, no paciente
monitorizado, de preferência em UTI
• Sem melhora -> colonoscopia descompressiva
• Piora clínica -> cirurgia
• Todo paciente com suspeita de obstrução deve ser submetido à retossigmoidoscopia -
diagnosticar tumores baixos ou presença de volvo de sigmoide.
• Obstruções completas ou de alto grau geralmente requerem intervenção cirúrgica
urgente devido ao risco aumentado de isquemia.
• A colonoscopia na obstrução é considerada uma contraindicação, ocasionada pelas
complicações que podem surgir, como a perfuração intestinal graças à insuflação de ar.
• Doenças crônicas, como doença de Crohn e malignidade, requerem medidas iniciais de
suporte e períodos mais longos de tratamento não cirúrgico.

Obstrução intestinal 2.pptx

  • 1.
  • 2.
    Introdução: • Falha napropulsão normal do conteúdo intestinal, impedindo seu deslocamento até o reto, impossibilitando a eliminação do conteúdo fecal pelo organismo. • É causa frequente de abdome agudo em adultos. • 20% das cirurgias por abdome agudo são por obstrução intestinal . • Obstruções do intestino delgado são mais comuns do que as obstruções do intestino grosso. • A indicação mais frequente para cirurgia no intestino delgado.
  • 3.
    • As obstruçõesdo intestino delgado e grosso são semelhantes em incidência em homens e mulheres. Fatores de Risco - OIM: • Cirurgia abdominal prévia • Câncer de cólon ou metastático • Doença inflamatória intestinal crônica • Hérnia de parede abdominal e/ou hérnia inguinal • Irradiação prévia • Ingestão de corpo estranho Epidemiologia: Obstrução Intestinal funcional • Pós-laparotomias • Distúrbios eletrolíticos • Hemorragias retroperitoneais • Drogas • Isquemia intestinal • Processos inflamatórios intra- abdominais • Sepse
  • 4.
    Classificação: • Localização: -Intestino delgado -Colon •Etiologia: -Mecánica -Funcional -Vascular • Tipo: -Parcial -Completa -Closed loop
  • 5.
    • Aderências ehérnias - 75% a 80% de todas as obstruções mecânicas do intestino delgado. • Aderências - 60% a 65%. • Estima-se 2/3 dos pacientes com cirurgia abdominal prévia - aderências. Obstrução do Intestino Delgado
  • 6.
  • 8.
    IleoAdinámico • Perda doperistaltismo intestinal - Acumulaçao de ar e líquido dentro do lúmen intestinal. • O ar pode estar presente em todo o intestino delgado e colon. • Distensão sem cólica abdominal. Etiologia • Intraabdominal Processo inflamatório do trato gastrointestinal/pâncreas/vía biliar Processos retroperitoneais • Extraabdominal Sepse sistêmica grave, cetoacidose diabética, queimaduras extensas, traumatismo craniano grave e IAM inferior grave.
  • 9.
    • Isquemia aguda- Obstrução intestinal aguda • Embolia arterial mesentérica e trombose mesentérica Isquemia Mesentérica
  • 10.
    • Menos comunse comprometem apenas 10% a 15% de todas as obstruções intestinais. • O câncer de cólon e diverticulite são responsáveis por quase 90% dos casos de obstrução. • Câncer de cólon- 65% a 70%. • O local mais frequente de obstrução é o sigmóide. • Simples / estrangulada. Obstrução doColon
  • 11.
  • 12.
    ObstruçãoSimples doColon • Distensãoabdominal ( faces laterais do abdome) • Dor abdominal: - Dor hipogástrico • Obstipação: -Incapacidade de passar fezes e flatos • Vômito: -Apresenta-se tardiamente, tipicamente fecaloide.
  • 13.
    Acontece em 3cenários: 1.Obstrução colónica completa + válvula ileocecal competente: • Não permite que a obstrução seja descomprimida por refluxo. • Aumento do diâmetro cecal - perfuração cecal iminente- requer descompressão urgente. 2.Volvo do sigmóide 3.Volvo cecal. Obstrução doColon:Sofrimento de alça
  • 14.
    Acontece em 3cenários: 2. Volvo de sigmóide: • Sigmóide redundante • Mesentério do sigmóide longo com base estreita • Carga fecal devido à constipação crônica. • Pacientes idosos • Acamados • Em uso de edicação psicotrópica. Obstrução doColon:Sofrimento de alça
  • 15.
    Acontece em 3cenários: 3.Volvo cecal: • Muito menos comum que o volvo de sigmóide. • Fixação embriológica incompleta do ceco; hipermobilidade do órgão. • O ceco fica no quadrante superior esquerdo, provocando uma obstrução em alça fechada (closed- loop). • Obstrução distal do intestino delgado proximal à obstrução em alça fechada. Obstrução doColon:Sofrimento de alça
  • 16.
  • 17.
    Pseudo-obstrução Intestinal íÍeo profundosem evidência de obstrução luminal O Síndrome de Ogilvie, é a variedade mais conhecida. Etiología ideopática. Sobreatividade simpática? • Após uma doença aguda, uma cirurgia, uso de drogas inibidoras de motilidade e opiáceos. • A distensão abdominal pode ser maciça e levar à perfuração cecal. • Dilatação cecal de 12 cm + / descompressão endoscópica ou cirúrgica.
  • 18.
    AvaliaçãoClínica :Objetivos • Diferenciarobstrução mecânica de obstrução funcional (íleo paralítico). • Diferenciar obstrução completa de incompleta (semi oclusão intestinal). • Diferenciar obstrução simples e com sofrimento de alça (estrangulada). • Determinar a etiologia da obstrução.
  • 19.
    Obstrução Intestinal:Clínica Geral: Dorabdominal em cólica, vômitos, parada ou diminuição da eliminação de flatus e fezes ANAMNESE
  • 20.
    Avaliação e Diagnóstico: Opadrão atual -TC abdominal com contraste. • Visualização do ponto de transição, gravidade da obstrução, potencial etiologia e avaliação de complicações com risco de vida. • Radiografia de abdome. • Avaliação laboratorial - leucocitose, distúrbios eletrolíticos - êmese. • TC é útil quando Rx não esclareceu a origem da obstrução. Auxilia na identificação de massas, estadeamento das lesões e determina o nível da obstrução.
  • 21.
    Tratamento: A abordagem terapêuticaserá influenciada de acordo com o tipo de obstrução, etiologia e severidade da obstrução. Tratamento conservador: 48- 72Hrs • Dieta zero • Colocação de sonda nasogástrica • Hidratação venosa • Sondagem vesical de demora • Profilaxia,-AB de largo espectro (Gram-/ anaeróbios), na existência de sinais indiretos de estrangulamento. Tratamento cirúrgico imediato - se não apresentar melhora com a terapêutica clínica , em obstrução completa, se apresentar sinais de sofrimento de alça.
  • 22.
    Tratamento –ObstruçãoAlta • Tratamentoclínico - nos casos de obstrução parcial e em pacientes sem sinais de peritonite. • Tratamento clínico pode ser mantido por até 48-72h . • Piora clínica -> cirurgia • Não melhorou ->TC abdome e tratamento direcionado. • Hérnia encarcerada ou estrangulada -> cirurgia
  • 23.
    Tratamento –Obstrução Baixa •Paciente com sinais de sofrimento de alça: febre, leucocitose, taquicardia, acidose metabólica, dor persistente –> cirurgia imediata. • Necessita de definição etiológica para melhor conduta. • Fecaloma: toque retal + clister glicerinado. • Volvo : colonoscopia descompressiva / cirurgia. • Neoplasia Colorretal: cirurgia com ressecção, estoma descompressivo, prótese auto- expansível.
  • 24.
    Tratamento – ÍleoParalítico Distensão abdominal importante ou vômitos: • Tratar como obstrução mecânica e tratar causas reversíveis. Se abdome inocente: • •Dieta de acordo com aceitação, laxativa. • Laxativo não-osmótico (óleo mineral 20 a 40ml/dia) . • Tratar causas reversíveis (ex: suspender opióides) . • Clister Glicerinado 10 ou 20% 500ml,Via retal, se toque retal /Raio-X com impactação fecal.
  • 25.
    Tratamento – Sd.Ogilvie Tratamentoinicial é semelhante ao da obstrução mecânica: -Jejum + SNG em aspiração -Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos -Tratar causas reversíveis Se paciente com sinais de sofrimento de alça–> cirurgia imediata. Tratamento conservador: Por até 48h • Sem melhora ou ceco>12cm -> neostigmina EV 2,5mg em 5’, até 2 doses, no paciente monitorizado, de preferência em UTI • Sem melhora -> colonoscopia descompressiva • Piora clínica -> cirurgia
  • 26.
    • Todo pacientecom suspeita de obstrução deve ser submetido à retossigmoidoscopia - diagnosticar tumores baixos ou presença de volvo de sigmoide. • Obstruções completas ou de alto grau geralmente requerem intervenção cirúrgica urgente devido ao risco aumentado de isquemia. • A colonoscopia na obstrução é considerada uma contraindicação, ocasionada pelas complicações que podem surgir, como a perfuração intestinal graças à insuflação de ar. • Doenças crônicas, como doença de Crohn e malignidade, requerem medidas iniciais de suporte e períodos mais longos de tratamento não cirúrgico.