Objetivos Filosofia – 3ºTeste de Avaliação
1-Distinguir acontecimento do homem e atos humanos.
Os acontecimentos são aquilo que fazemos sem intenção nem vontade. No fundo é tudo
aquilo que acontece sem vontade do agente ou do Homem em geral, contextualizadas no
tempo e no espaço. Ou seja tudo aquilo que ocorre mas que não está dependente do
sujeito (sujeito passivo). O sujeito é passivo, sofre o efeito de algo, de uma ocorrência. Não
controla a ocorrência – pode controlar ocorrências similares posteriormente. O sujeito não
produz a ocorrência. – o acontecimento não depende da sua ação. Nos atos Humanos
temos uma conduta consciente e voluntária, os atos são cometidos intencionalmente, com
conhecimento (consciência). Temos o poder de decisão, e noção dos atos, e tudo é feito
com o nosso consentimento, logo os atos Humanos são um espaço de liberdade, onde
temos o controlo total da situação.
2-Definição de ação humana.
Nem tudo o que fazemos, são ações humanas, o conceito ação humana, aplica-se apenas
às ações que são realizadas de forma consciente e nas quais existe uma clara intenção de
produzir um dado efeito. A ação humana terá que ser voluntária (depende de um
agente/sujeito que a queira realizar), e intencional (o agente persegue uma determinada
finalidade/objetivo). O agente é o ser humano que produz a ação e é responsável por ela.
Isto implica a liberdade e a vontade. A ação só é verdadeiramente humana quando procede
da vontade livre (livre arbítrio).
3-Explicar a rede conceptual da ação.
Rede Conceptual – É o conjunto de conceitos, onde cada conceito possui um significado
específico que apenas pode ser compreendido na relação com os restantes significados.
Neste sentido, é apenas nesta inter-relação de significados dos conceitos que a noção de
ação pode ser compreendida por nós.
Intenção – Designa o propósito ou objetivo que guia a ação. A intenção serve para
identificar a ação, respondendo à pergunta “Para quê?” da ação, ligando-se estreitamente
ao motivo.
Motivo – Designa a razão invocada para tornar a ação intencional compreensível tanto para
o agente como para os outros. O motivo é, assim, a razão que nos permite explicar e
interpretar uma ação. Justifica os nossos atos e responde à pergunta “Porquê?”.
Deliberação – Designa o processo de reflexão que antecede a decisão. A deliberação é
uma ponderação, na qual a vontade se une com a inteligência e são concebidas as
diferentes possibilidades, e as razões a favor ou contra das mesmas.
Decisão – Designa o processo de eleição de uma hipótese da ação entre muitas outras; isto
significa que nos determinamos a realizar um ato em detrimento de outros e também que
tomar uma decisão implica sempre pôr de lado determinadas hipóteses, para nos
entregarmos ao processo escolhido.
4-Compreender o problema do livre arbítrio.
A liberdade, corresponde à possibilidade de escolha e de autodeterminação, ou ato
voluntário, autónomo e independente de qualquer constrangimento. Porém, é possível
evidenciar experiências que parecem revelar a inexistência do livre arbítrio. Por exemplo,
não podemos evitar a força da gravidade nem alguns dos nossos instintos, que são
também, incontornáveis, como por exemplo sentir fome ou frio. Posto isto, considerando as
ações do homem como inevitáveis está-se a negar o livre arbítrio. Por outro lado, se
considerarmos que o sujeito decide todas as suas ações, deliberando-as portanto, este terá
se enfrentar as consequências inerentes a essa ação, assumindo-se então, responsável.
Face as estas duas vertentes, a negação, e a afirmação da liberdade, existem várias
perspetivas filosóficas. Negação da liberdade – determinismo, indeterminismo; Afirmação da
liberdade – compatibilismo, libertismo.
5-Apresentar perspetivas imcompatibilistas (determinismo e libertismo) e compatibilistas
(determinismo moderado).
Determinismo:
É a vertente filosófica que defende que todos os acontecimentos estão relacionados em
“causa-efeito”. Por ex: Causa – força da gravidade; efeito – queda dos corpos. O
determinismo consiste na negação do livre arbítrio, e considera este como uma ilusão, pois
afirma que tudo se explica em junção de causas. Defende o princípio universal da
causalidade e que os comportamentos são parte do encadeamento natural do mundo (leis
de carácter usual). Todos os eventos sem exceção, são efeitos: eventos causados por
eventos anteriores.
Libertismo:
Considera o determinismo falso, e afirma a existência do livre arbítrio. O determinismo é
incompatível com o livre arbítrio. À semelhança dos deterministas radicais, os libertistas
afirmam a impossibilidade de conciliar libertismo e livre-arbítrio; enquanto os deterministas
radicais recusam o livre arbítrio, os libertistas rejeitam o determinismo. Os libertistas
consideram que as pessoas são especiais, que os seres humanos, transcendem as leis da
natureza. Defendem que o comportamento humano não é previsível porque não é
causalmente determinado. O facto de possuirmos alma é o que nos torna especiais, sendo
que esta é a fonte não física da consciência e da escolha e não é controlada por leis da
natureza.
Determinismo moderado:
Na perspectiva do compatibilismo, mesmo que as nossas ações sejam causadas, podemos
sempre agir de outro modo, se assim o escolhermos. Assim, as nossas acções terão de ser
responsabilizadas.
Este vertente é denominada como compatibilismo, porque, como o nome sugere,
compatibiliza. Compatibiliza a vontade livre e o determinismo, no sentido em que, apesar
de, todas as ações no mundo estarem determinadas, algumas ações humanas, face a
esses acontecimentos, são livres. O determinismo e o livre arbítrio são compatíveis. Um ato
pode ser simultaneamente livre e compatível.
6. Explicar os condicionamentos da ação humana.
Se seguirmos o raciocínio dos deterministas moderados, concluiremos que a ação humana
é livre, mas não é indeterminada, existindo em função de causas ou de condições. As
condicionantes da ação humana, são por isso fatores que influenciam a ação,
possibilitando-a ou limitando-a. Nesta perspetiva, a nossa existência concreta está
condicionada de múltiplas formas, entre as quais se destacam as condicionantes físico-
biologias (leis naturais, genética, morfologia do organismo, doenças …), que poderão ser
específicas, permanentes ou temporárias e individuais e as condicionantes histórico
culturais, que dependem do momento histórico, cultura, sociedade, classe social,
disponibilidade económica, todas estas condicionantes poderão limitar ou possibilitar a
ação.
7. Definir valores.
Manifestação de uma preferência. Propriedades ou características que atribuímos às
coisas, objetos pessoais, situações, etc … Orientam a ação humana. Os valores não são
coisas nem propriedades físicas das coisas, mas qualidades do que é desejável ou digno de
escolha. São ideais que orientam a nossa conduta, dividindo o campo da ação humana
entre o desejável e o indesejável: justo/injusto (valores éticos), belo/feio (valores estéticos),
sagrado/profano (valores religiosos), por exemplo.
8)Caracterizar os valores.
Polaridade: os valores estruturam-se numa lógica de oposição (pólos opostos) havendo,
para cada valor, o seu contrário: Belo/Feio; Saúde/Doença; Virtude/Vício, etc …
Historicidade: os valores sofrem alterações e flutuações (relativizam-se em função da época
e do contexto sociocultural), refletindo a sua ligação e enraizamento na História da
humanidade
Hierarquização: critério que traduz o facto de os valores serem suscetíveis de se organizar
numa lógica de maior ou menor preferibilidade, dando origem a uma escala ou tábua de
valores cada sujeito, cada sociedade, constrói, através de uma reflexão cuidada.
Perenidade defende que o valor não depende da época histórica. A perenidade é do valor e
não dos objetos em que ele se manifesta. Por exemplo, a honestidade e amizade sempre
foram considerados valores ao longo do tempo, as suas manifestações, exemplos e
realizações é que podem sofrer alterações.
9)Distinguir o subjetivismo do objetivismo axiológico.
O subjetivismo axiológico transfere o valor do objeto para o sujeito. Ou seja deseja-se algo
não pelo seu valor mas pelo que representa para o indivíduo de acordo com suas vivências
pessoais. Ainda é preciso identificar que as reações causadas por determinado objeto estão
afetadas por uma complexa relação social. Por isso não podemos afirmar que as reações
são exclusivamente individuais. O valor do objecto depende do modo como a sua presença
afecta o sujeito.
• Objectivismo axiológico : Os objectos valem por si mesmos, independentemente do
sujeito. O objetivismo axiológico afirma que há objetos valiosos por si mesmos, sem a
necessidade do sujeito. Assim os valores são objetivos, dotados de universalidade e de
intemporalidade. Os críticos desta teoria contestam a legitimidade da separação do valor,
não só do bem que o corporiza, mas também do sujeito que valoriza.
– Identificação do conceito de finalidade ou de fim; – integração do conceito na rede
conceptual da ação; – referência à função do conceito: resposta à pergunta «para quê?».
O problema filosófico abordado no texto é o problema do livre-arbítrio OU o problema do
determinismo eda liberdade.
Objetivos Teste de Filosofia Nº3 (10ºAno)

Objetivos Teste de Filosofia Nº3 (10ºAno)

  • 1.
    Objetivos Filosofia –3ºTeste de Avaliação 1-Distinguir acontecimento do homem e atos humanos. Os acontecimentos são aquilo que fazemos sem intenção nem vontade. No fundo é tudo aquilo que acontece sem vontade do agente ou do Homem em geral, contextualizadas no tempo e no espaço. Ou seja tudo aquilo que ocorre mas que não está dependente do sujeito (sujeito passivo). O sujeito é passivo, sofre o efeito de algo, de uma ocorrência. Não controla a ocorrência – pode controlar ocorrências similares posteriormente. O sujeito não produz a ocorrência. – o acontecimento não depende da sua ação. Nos atos Humanos temos uma conduta consciente e voluntária, os atos são cometidos intencionalmente, com conhecimento (consciência). Temos o poder de decisão, e noção dos atos, e tudo é feito com o nosso consentimento, logo os atos Humanos são um espaço de liberdade, onde temos o controlo total da situação. 2-Definição de ação humana. Nem tudo o que fazemos, são ações humanas, o conceito ação humana, aplica-se apenas às ações que são realizadas de forma consciente e nas quais existe uma clara intenção de produzir um dado efeito. A ação humana terá que ser voluntária (depende de um agente/sujeito que a queira realizar), e intencional (o agente persegue uma determinada finalidade/objetivo). O agente é o ser humano que produz a ação e é responsável por ela. Isto implica a liberdade e a vontade. A ação só é verdadeiramente humana quando procede da vontade livre (livre arbítrio). 3-Explicar a rede conceptual da ação. Rede Conceptual – É o conjunto de conceitos, onde cada conceito possui um significado específico que apenas pode ser compreendido na relação com os restantes significados. Neste sentido, é apenas nesta inter-relação de significados dos conceitos que a noção de ação pode ser compreendida por nós. Intenção – Designa o propósito ou objetivo que guia a ação. A intenção serve para identificar a ação, respondendo à pergunta “Para quê?” da ação, ligando-se estreitamente ao motivo. Motivo – Designa a razão invocada para tornar a ação intencional compreensível tanto para o agente como para os outros. O motivo é, assim, a razão que nos permite explicar e interpretar uma ação. Justifica os nossos atos e responde à pergunta “Porquê?”. Deliberação – Designa o processo de reflexão que antecede a decisão. A deliberação é uma ponderação, na qual a vontade se une com a inteligência e são concebidas as diferentes possibilidades, e as razões a favor ou contra das mesmas. Decisão – Designa o processo de eleição de uma hipótese da ação entre muitas outras; isto significa que nos determinamos a realizar um ato em detrimento de outros e também que tomar uma decisão implica sempre pôr de lado determinadas hipóteses, para nos entregarmos ao processo escolhido. 4-Compreender o problema do livre arbítrio. A liberdade, corresponde à possibilidade de escolha e de autodeterminação, ou ato voluntário, autónomo e independente de qualquer constrangimento. Porém, é possível
  • 2.
    evidenciar experiências queparecem revelar a inexistência do livre arbítrio. Por exemplo, não podemos evitar a força da gravidade nem alguns dos nossos instintos, que são também, incontornáveis, como por exemplo sentir fome ou frio. Posto isto, considerando as ações do homem como inevitáveis está-se a negar o livre arbítrio. Por outro lado, se considerarmos que o sujeito decide todas as suas ações, deliberando-as portanto, este terá se enfrentar as consequências inerentes a essa ação, assumindo-se então, responsável. Face as estas duas vertentes, a negação, e a afirmação da liberdade, existem várias perspetivas filosóficas. Negação da liberdade – determinismo, indeterminismo; Afirmação da liberdade – compatibilismo, libertismo. 5-Apresentar perspetivas imcompatibilistas (determinismo e libertismo) e compatibilistas (determinismo moderado). Determinismo: É a vertente filosófica que defende que todos os acontecimentos estão relacionados em “causa-efeito”. Por ex: Causa – força da gravidade; efeito – queda dos corpos. O determinismo consiste na negação do livre arbítrio, e considera este como uma ilusão, pois afirma que tudo se explica em junção de causas. Defende o princípio universal da causalidade e que os comportamentos são parte do encadeamento natural do mundo (leis de carácter usual). Todos os eventos sem exceção, são efeitos: eventos causados por eventos anteriores. Libertismo: Considera o determinismo falso, e afirma a existência do livre arbítrio. O determinismo é incompatível com o livre arbítrio. À semelhança dos deterministas radicais, os libertistas afirmam a impossibilidade de conciliar libertismo e livre-arbítrio; enquanto os deterministas radicais recusam o livre arbítrio, os libertistas rejeitam o determinismo. Os libertistas consideram que as pessoas são especiais, que os seres humanos, transcendem as leis da natureza. Defendem que o comportamento humano não é previsível porque não é causalmente determinado. O facto de possuirmos alma é o que nos torna especiais, sendo que esta é a fonte não física da consciência e da escolha e não é controlada por leis da natureza. Determinismo moderado: Na perspectiva do compatibilismo, mesmo que as nossas ações sejam causadas, podemos sempre agir de outro modo, se assim o escolhermos. Assim, as nossas acções terão de ser responsabilizadas. Este vertente é denominada como compatibilismo, porque, como o nome sugere, compatibiliza. Compatibiliza a vontade livre e o determinismo, no sentido em que, apesar de, todas as ações no mundo estarem determinadas, algumas ações humanas, face a esses acontecimentos, são livres. O determinismo e o livre arbítrio são compatíveis. Um ato pode ser simultaneamente livre e compatível. 6. Explicar os condicionamentos da ação humana. Se seguirmos o raciocínio dos deterministas moderados, concluiremos que a ação humana é livre, mas não é indeterminada, existindo em função de causas ou de condições. As condicionantes da ação humana, são por isso fatores que influenciam a ação, possibilitando-a ou limitando-a. Nesta perspetiva, a nossa existência concreta está condicionada de múltiplas formas, entre as quais se destacam as condicionantes físico- biologias (leis naturais, genética, morfologia do organismo, doenças …), que poderão ser
  • 3.
    específicas, permanentes outemporárias e individuais e as condicionantes histórico culturais, que dependem do momento histórico, cultura, sociedade, classe social, disponibilidade económica, todas estas condicionantes poderão limitar ou possibilitar a ação. 7. Definir valores. Manifestação de uma preferência. Propriedades ou características que atribuímos às coisas, objetos pessoais, situações, etc … Orientam a ação humana. Os valores não são coisas nem propriedades físicas das coisas, mas qualidades do que é desejável ou digno de escolha. São ideais que orientam a nossa conduta, dividindo o campo da ação humana entre o desejável e o indesejável: justo/injusto (valores éticos), belo/feio (valores estéticos), sagrado/profano (valores religiosos), por exemplo. 8)Caracterizar os valores. Polaridade: os valores estruturam-se numa lógica de oposição (pólos opostos) havendo, para cada valor, o seu contrário: Belo/Feio; Saúde/Doença; Virtude/Vício, etc … Historicidade: os valores sofrem alterações e flutuações (relativizam-se em função da época e do contexto sociocultural), refletindo a sua ligação e enraizamento na História da humanidade Hierarquização: critério que traduz o facto de os valores serem suscetíveis de se organizar numa lógica de maior ou menor preferibilidade, dando origem a uma escala ou tábua de valores cada sujeito, cada sociedade, constrói, através de uma reflexão cuidada. Perenidade defende que o valor não depende da época histórica. A perenidade é do valor e não dos objetos em que ele se manifesta. Por exemplo, a honestidade e amizade sempre foram considerados valores ao longo do tempo, as suas manifestações, exemplos e realizações é que podem sofrer alterações. 9)Distinguir o subjetivismo do objetivismo axiológico. O subjetivismo axiológico transfere o valor do objeto para o sujeito. Ou seja deseja-se algo não pelo seu valor mas pelo que representa para o indivíduo de acordo com suas vivências pessoais. Ainda é preciso identificar que as reações causadas por determinado objeto estão afetadas por uma complexa relação social. Por isso não podemos afirmar que as reações são exclusivamente individuais. O valor do objecto depende do modo como a sua presença afecta o sujeito. • Objectivismo axiológico : Os objectos valem por si mesmos, independentemente do sujeito. O objetivismo axiológico afirma que há objetos valiosos por si mesmos, sem a necessidade do sujeito. Assim os valores são objetivos, dotados de universalidade e de intemporalidade. Os críticos desta teoria contestam a legitimidade da separação do valor, não só do bem que o corporiza, mas também do sujeito que valoriza. – Identificação do conceito de finalidade ou de fim; – integração do conceito na rede conceptual da ação; – referência à função do conceito: resposta à pergunta «para quê?». O problema filosófico abordado no texto é o problema do livre-arbítrio OU o problema do determinismo eda liberdade.