SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 17
Baixar para ler offline
Elaborada por Enfª Eliane Iadanza Forain – COREN/RJ 17259
Noções de Administração


                                                                           ÍNDICE
                                                    NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO
                                                                                                                                                     2
           Conceitos ···························································································································
           Princípios Gerais ················································································································        2

           Funções Básicas ················································································································          2

           Tipos de Estrutura ···············································································································        3

           Características das Organizações ·····················································································                    3

           Características da Estrutura ·······························································································              4

           O Administrador ··················································································································        5

           O Serviço de Enfermagem ··································································································                5

           Organograma ······················································································································        6

           Manuais de Enfermagem ····································································································                8

           Normas ·······························································································································    9

           Procedimentos ····················································································································        10

           Regulamento ······················································································································· 10

           Regimento ··························································································································· 11

           Rotinas ·······························································································································   11

           Sistema de Informação em Enfermagem ···········································································                           12

           Auditoria em Enfermagem ··································································································                13

           Educação Continuada ········································································································· 15

           BIBLIOGRAFIA ··················································································································           16




CTE - Central do Técnico de Enfermagem                                           1                                                       www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração


                            CONCEITOS E PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
CONCEITO
1 - Administração
A palavra administração vem do latim ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou obediência). A
administração tratada organização do trabalho de forma racional. É o processo de planejar, organizar, dirigir e
controlar o trabalho de membros de uma organização e de usar todos os recursos disponíveis para alcançar
objetivos estabelecidos. Caracteriza-se como uma atividade meio; não é um fim em si mesma. Administrar diz
respeito ao desempenho da organização como um todo, em um determinado contexto.
2 - Desempenho
Desempenho está relacionado aos conceitos de eficácia, eficiência e efetividade.
• Eficácia é a capacidade de realizar objetivos,
• Eficiência é utilizar produtivamente os recursos,
• Efetividade é realizar a coisa certa para transformar a situação existente.
PRINCÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO
1) Divisão do trabalho - especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência.
2) Autoridade e responsabilidade - autoridade é o direito de dar ordens e o de esperar obediência; a
   responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade: é a obrigação de cumprir as atribuições do cargo
   e responder pelas conseqüências dos próprios atos e decisões. Ambas devem estar equilibradas entre si.
3) Disciplina - cumprimento dos acordos estabelecidos e das determinações vigentes. A ausência de disciplina
   gera o caos na organização.
4) Unidade de comando - cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o principio da
   autoridade única.
5) Unidade de direção - uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo.
6) Subordinação do particular ao geral - os interesses setoriais devem subordinar-se aos interesses maiores,
   como o interesse pessoal deve subordinar-se ao interesse grupal. .
7) Remuneração do pessoal - deve haver justa e garantida satisfação para empregados e empresa, em termos
   de retribuição.
8) Centralização - grau de concentração da autoridade na hierarquia organizacional. Seu inverso é a delegação.
9) Cadeia escalar - é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É também denominado
   principio do comando.
10) Ordem - um lugar para cada coisa em seu lugar; um tempo para cada coisa e cada coisa em seu tempo; uma
    função para cada pessoa e cada pessoa em sua função. É o princípio da ordem material, temporal e funcional.
11) Eqüidade - A justiça deve prevalecer em toda organização, justificando a lealdade e a devoção de cada
    funcionário à empresa.
12) Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal - a rotatividade tem um impacto negativo sobre a eficiência
    da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, tanto melhor.
13) Iniciativa - a capacidade de visualizar a necessidade de uma ação e executá-la sem precisar aguardar ordens
    superiores.
14) Espírito de equipe - harmonia e união das pessoas em torno de propósitos comuns. O trabalho deve ser
    conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter
    consciência de classe, para que defendam seus propósitos.

FUNÇÕES BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO
1) Prever - Envolve a avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele.
2) Planejar - Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como serão alcançados. Parte de um
   plano de ações para atingir as metas traçadas.
3) Comandar - Significa liderar, orientar e motivar subordinados a realizar tarefas essenciais. Seu objetivo é
   alcançar o rendimento máximo dos funcionários. Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente
   definidas, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos
   definidos.
4) Organizar - É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais,
   alocando-os da melhor forma segundo o planejamento estabelecido.
5) Controlar - É estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam assegurar que as atitudes
   empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa espera. O objetivo é localizar as fraquezas e
   erros para corrigi-los no presente e preveni-los no futuro, estabelecer padrões e medidas de desempenho;
   executar ações corretivas; e comparar com padrões estabelecidos.

CTE - Central do Técnico de Enfermagem                  2                                www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

6) Coordenar - Ligar, unir, harmonizar todas as atividades, facilitando seu trabalho e seu sucesso. Ela sincroniza
   coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.

TIPOS DE ESTRUTURA
1) Formal – Deliberadamente planejada e formalmente representada, em alguns aspectos pelo seu
   organograma. Dá ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades. É estável e está sujeita a
   controle. Está na estrutura. Líder formal.
2) Informal – Surge da interação social das pessoas, se desenvolve espontaneamente quando as pessoas se
   reúnem. Representa relacionamentos não-documentados e não-reconhecidos oficialmente entre os membros
   de uma organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos
   empregados. Está nas pessoas e a autoridade flui na maioria das vezes na horizontal. É instável e não está
   sujeita a controle e sim aos sentimentos. Líder informal. Desenvolve sistemas e canais de comunicação.
Vantagens da estrutura informal.
• Proporciona maior rapidez no processo.
• Complementa e estrutura formal.
• Reduz a carga de comunicação dos chefes.
• Motiva e integra as pessoas na empresa.
Desvantagens
• Desconhecimento das chefias.
• Dificuldade de controle.
• Possibilidade de atritos entre pessoas.
Fatores que condicionam o aparecimento da estrutura informal.
• Interesses comuns
• Interação provocada pela própria estrutura formal.
• Defeitos na estrutura formal.
• Flutuação do pessoal dentro da empresa.
• Períodos de lazer.
• Disputa do poder.
A estrutura informal será bem utilizada quando
• Os objetivos da empresa forem idênticos aos objetivos dos indivíduos.
• Existir habilidade das pessoas em lidar com a estrutura informal.

CARACTERÍSTICAS DAS ORGANIZAÇÕES
Um conjunto de aspectos considerados na estrutura é que vai caracterizá-la. Esse conjunto compreende a divisão
do trabalho e especialização, hierarquia, centralização, descentralização e formalização.
1 - Divisão de Trabalho e Especialização
Proporciona maior conhecimento dos aspectos do trabalho. A especialização do trabalho pode levar a uma
situação de economia de escala. Ao agrupar as atividades semelhantes pode resultar em economias originadas
de produção em escala maior.
Vantagens
• Maior qualidade de trabalho.
• Maior eficiência (o indivíduo faz mais vezes o trabalho).
• Maior facilidade de treinar os funcionários.
• Mais barato operacionalizar as atividades.
Desvantagens
• Funcionário perde a visão do conjunto.
• Pode provocar desmotivação para os vários funcionários.
• Maior dependência entre as várias unidades organizacionais. Na falta de um funcionário pode provocar
  problemas nas etapas posteriores.
• Menor flexibilidade pela maior rigidez de alocação das atividades.
2 - Hierarquia
A hierarquia divide a organização em camadas ou níveis de autoridade, tendo os superiores certos tipos de
autoridade sobre os subordinados. À medida que se sobe na escala hierárquica aumenta a autoridade do
ocupante do cargo. O organograma hierárquico do serviço de enfermagem é de forma clássica no sentido vertical,
de assessoria e linha. Segue uma hierarquia tendo o chefe do serviço de enfermagem em primeiro plano, depois
as enfermeiras supervisoras noturnas, seguidas pelas enfermeiras-chefe de unidade, que, por sua vez, têm como
subordinados os técnicos e auxiliares de enfermagem, e os atendentes de enfermagem autorizados pelo Conselho
Regional de Enfermagem a exercerem essa função.
Qualquer situação e/ou problema do serviço de enfermagem é resolvido diretamente com a chefia de

CTE - Central do Técnico de Enfermagem                    3                                 www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

enfermagem. A enfermeira-chefe de unidade não possui autonomia para tomar decisões sem a autorização da
chefia de enfermagem do hospital.
Cada unidade possui uma enfermeira, mas toda decisão a ser tomada é a enfermeira-chefe quem resolve, como,
por exemplo, remanejar funcionário de uma unidade para outra.

                            NÍVEL DIRECIONAL                DIRETORIA DA DIVISÃO DE ENFERMAGEM




                        NÍVEL INTERMEDIÁRIO                      DIRETORIA DE ÁREA




                     NÍVEL OPERACIONAL                                ENFERMEIROS-CHEFES E DEMAIS
                                                                         CATEGORIAS DA EQUIPE




3 - Centralização e Descentralização
É a distribuição do poder nas organizações e está relacionada com o tomar decisões e, principalmente, com o
grau de delegação de tomada de decisões aos níveis mais baixos.
Vantagens da Centralização
• As decisões são tomadas por quem tem uma visão geral da organização criando uniformidade nas decisões
  além de serem tomadas por pessoas mais preparadas.
Desvantagem da Centralização
• Encontra sobrecarga e demora nas decisões, frustrações e decisões desvinculadas da realidade.
Vantagem da Descentralização
• Encontra-se a maior rapidez na tomada de decisões,
• Resolução dos problemas por quem os vivenciam.
Desvantagem da Descentralização
• Falta de universalidade nas decisões,
• Despreparo do pessoal para a tomada de decisões
• Falta de visão global da organização.
4 - Formalização
Prescrever como, quando e por quem as atividades deverão ser executadas. A formalização nos serviços de
enfermagem pode ser feita pela descrição de cargas e funções, normas e rotinas, a padronização de
procedimentos e pelas escalas e distribuição de pessoal.

CARACTERÍSTICAS DA ESTRUTURA
1) Estrutura de Organização Funcional
Apresenta como característica a autoridade funcional que é baseada na especialização. Não é hierarquia, mas a
especialização que promove as decisões.
Vantagem
• Supervisão técnica,
• Desenvolve comunicações diretas e mais rápidas e sujeita a distorções de transmissão.
• Aproveita o conhecimento específico de cada funcionário em áreas de saber e experiência.
Desvantagens
• Nem sempre é feito o que é solicitado principalmente quando a orientação vem de 2 órgãos contraditórios.
• Subordinação múltipla levando os órgãos ou cargos a não saberem a quem recorrer para resolver determinados
  problemas, acarretando perda de tempo e confusões,
• Tendência à concorrência entre especialistas provocando perda de visão de conjunto, tensão e conflito,
  confusão quanto aos objetivos da organização.
• Pode ocasionar o distanciamento das diversas unidades e não proporcionar a visão dos objetivos da
  organização como um todo.
2) Estrutura de Organização Linear
Constitui a forma estrutural mais simples. É seguido rigidamente o princípio da hierarquia e aplicada a autoridade
linear única e decorrente da unidade de comando. Nesse tipo de estrutura a centralização das decisões está no
topo da hierarquia.
Desvantagens
• Rigidez e inflexibilidade dificultando a informação e adaptação da organização a novas situações.


CTE - Central do Técnico de Enfermagem                  4                                        www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

3) Estrutura de Organização Linha Assessória
Segue as características da estrutura linear, distinguindo-se desta pela existência de órgãos de staff junto aos
gerentes de linha. Não obedece aos princípios de hierarquia e autoridade de comando.
Busca implantar as vantagens da estrutura linear e funcional e reduzir suas desvantagens.
Vantagens
• Especialização
• Flexibilidade
• Ordem
Desvantagens
• Conflito: especialização X hierarquia
• Manutenção do equilíbrio linha X staff
4) Estrutura Matricial
A estrutura matricial é uma forma de manter as unidades funcionais visando às relações entre elas.
Vantagens:
• Alocação de recursos é mais eficiente, pois permite utilizar as áreas de especialização das pessoas e maior
  agilidade operacional.
• Garante maior flexibilidade a novos objetivos e ao atendimento específico de segmentos sociais.
Desvantagens
• Acarreta dupla subordinação, com funcionários tendo uma chefia funcional e uma chefia do projeto no qual
  estão trabalhando.
5) Comissões ou colegiada
Caracterizada pela administração plural. Não há mais um grande chefe tomando as decisões, mas uma
pluralidade de membros, de diferentes funções, dividindo as responsabilidades, com maior poder decisório.
Vantagens
• Coletividade das decisões
• Coordenação e fluxo de informações
• Autoridade temporária de experts
Desvantagem
• Indecisão – lentidão
• Custo (tempo e dinheiro)
• Depende da capacidade de liderança do coordenador

O ADMINISTRADOR
O sucesso de um administrador na vida profissional está condicionado a características de personalidade, ao
modo pessoal de agir de cada um.
Há pelo menos três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa executar eficazmente o
processo administrativo:
• Habilidade técnica: Consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para a
  realização de suas tarefas específicas, através de sua instrução, experiência e educação.
• Habilidade humana: Consiste na capacidade e no discernimento para trabalhar com pessoas, compreender
  suas atitudes e motivações e aplicar uma liderança eficaz.
• Habilidade conceitual: Consiste na habilidade para compreender as complexidades da organização global e o
  ajustamento do comportamento da pessoa dentro da organização. Esta habilidade permite que a pessoa se
  comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as
  necessidades de seu grupo imediato.
A adequada combinação dessas habilidades varia à medida que um indivíduo sobe na escala hierárquica, de
posições de supervisão a posições de alta direção.
Porque estudar administração?
O principal motivo é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de
grupos de pessoas.

                                        O SERVIÇO DE ENFERMAGEM
A equipe de enfermagem mantém uma estreita relação com a maioria das sub-áreas do organograma, pois para
que se possa assistir um ser humano doente, devemos ter condições físicas e materiais, além do diagnóstico
médico.
A equipe de enfermagem é formada por profissionais de nível superior e técnico, distribuídos em: enfermeiro -
nível superior; técnicos de enfermagem - nível técnico e auxiliares de enfermagem – nível fundamental.
Desta forma, podemos salientar que nesta equipe, existe uma diferença em relação a níveis de instrução,

CTE - Central do Técnico de Enfermagem                  5                                  www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

atribuições, responsabilidades, uma hierarquia tradicionalmente implantada.
A equipe de enfermagem compreende a maior contingência de funcionários, e também os maiores problemas em
relação à satisfação no trabalho, à qualificação e motivação, interferindo diretamente na produtividade hospitalar.
Estrutura organizacional do serviço de enfermagem do hospital
Nas instituições de saúde, a estruturação hierarquizada (Cadeia Escalar ou Hierárquica) estabelece a
subordinação integral de um indivíduo a outro, e de um serviço a outro (Unidade de Comando).
A Enfermagem, como um desses serviços, reproduz este modelo na sua estruturação. Sempre há a necessidade
de um supervisor e um plano para cada equipe, divididas por Unidades (Unidade de Direção).
Estabelece relações planejadas entre os componentes da organização, determinando as atribuições de cada um
destes, além de evidenciar relações de autoridade e poder.
Assim, os organogramas comumente encontrados nos serviços de enfermagem mostram linhas de subordinação
integral (Centralização), definidas e compatíveis com o poder atribuído (Autoridade), pela organização, às pessoas
que integram esse serviço.
As pessoas e as relações interpessoais não são consideradas (Subordinação dos interesses individuais ao
interesse geral, Ordem e Disciplina), e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras com avaliações
exclusivamente quantitativas (Divisão do Trabalho).
Posição hierárquica do S. E. na estrutura organizacional
Os serviços de enfermagem ocupam diferentes posições hierárquicas dentro de organizações distintas. Vão desde
a subordinação imediata a pessoas ou grupos deliberativos do hospital até a pessoa ou serviço tecnicamente
diferente.
A posição ocupada na escala hierárquica geralmente evidencia a importância que é dada ao serviço de
enfermagem e determina o grau de influência, autoridade, status e remuneração do ocupante do cargo. Na
estrutura hospitalar – quanto mais valorizado o S. E., mais alto será o escalão administrativo a que está
subordinado.
                          DIRETOR GERAL
                                                                               DIRETOR GERAL



            DIRETOR MÉDICO          DIRETOR ADMINISTRATIVO
                                                                 GERENTE DE ENFERMAGEM       GERENTE MÉDICO


     CHEFIA DE
    ENFERMAGEM


                                              ORGANOGRAMA
Dada a dificuldade de se visualizar uma entidade como um todo, surgiu a necessidade de apresentá-la num
gráfico, mostrando, de forma imediata, as relações funcionais, os fluxos de autoridade e responsabilidade e as
funções organizacionais da empresa. Surgiu, então, o Organograma, a representação gráfica e abreviada da
estrutura organizacional de uma empresa.
Vantagens do Organograma
• Evitar que funções importantes sejam relegadas a 2.º plano;
• Evitar que funções secundárias tenham importância maior do que deveriam;
• Evitar a duplicação de funções;
• Evitar que funções sejam mal distribuídas.
Limitações do Organograma
• Mostra as relações que devem existir, o que não necessariamente corresponde à realidade.
• Expressa o que está documentado nos Estatutos, regulamentos, instruções e portarias.
• Deixa a desejar quando líderes passam a exercer funções de comando que limitam a autoridade formalmente
  delegada.




CTE - Central do Técnico de Enfermagem                       6                               www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração


                                                 DIRETORIA
                                                   GERAL




                                                             SECRETARIA
                                  CORPO CLÍNICO
                                                               GERAL




                                   COMISSÕES E               ASSESSORIA
                                   ASSESSORIAS                JURÍDICA




              GERENTE DE                                                            GERENTE
             ENFERMAGEM                                                           FINANCEIRO




                    SERVIÇO DE
                   ENFERMAGEM
                                                                                        SERVIÇOS
                                                        SERVIÇOS                                                 SERVIÇOS DE
                                                                                      CONTÁBEIS E
                                                     ADMINISTRATIVOS                                              MATERIAIS
                                                                                      FINANCEIROS


                                                                     SERVIÇO DE
        CENTRO                                                     PRONTUÁRIO DO                    SERVIÇO DE                 SERVIÇO DE
                                    CTI                               PACIENTE                      TESOURARIA                  COMPRAS
       CIRÚRGICO




        CLÍNICA
                             CLÍNICA MÉDICA                          SERVIÇO DE
       CIRÚRGICA                                                                                SERVIÇO DE
                                                                     RECURSOS                                                  SERVIÇO DE
                                                                                               CONTABILIDADE
                                                                      HUMANOS                                                  FARMÁCIA
                                                                                                 E CUSTOS

     CLÍNICA GINECO-               CLÍNICA
      OBSTÉTRICA                 OBSTÉTRICA
                                                                     SERVIÇO DE
                                                                     NUTRIÇÃO E                  SERVIÇO DE
                                                                                                                            SERVIÇO DE
                                                                      DIETÉTICA                FATURAMENTO E
                                                                                                                          ALMOXARIFADO
       CLÍNICA                                                                                   CONVÊNIOS
                                  BERÇÁRIO
     CARDIOLÓGICA



        CLÍNICA
                                   PRONTO
        MÉDICO-
                                  SOCORRO
       CIRÚRGICA



                                 SERVIÇO DE
     SERVIÇO DE CME
                                    SADT



                                          Organograma de um hospital




CTE - Central do Técnico de Enfermagem                                    7                                         www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração


                                                    CHEFE DO
                                                   SERVIÇO DE
                                                  ENFERMAGEM




                                    ENFERMEIRA CHEFE       ENFERMEIRA CHEFE
                                      SUPERVISORA            SUPERVISORA
                                         NOITE 1                NOITE 2



                                                ENFERMEIRA CHEFE
                                                 SUPERVISORA DE
                                                     UNIDADE




                                                                       ATENDENTE DE
                              TÉCNICA DE           AUXILIAR DE
                                                                       ENFERMAGEM
                             ENFERMAGEM           ENFERMAGEM
                                                                       EM ATIVIDADE



                                         Oraganogram a do Serviço de Enferm agem




                                                   ENFERMEIRO
                                                     CHEFE DA
                                                  CLÍNICA MÉDICA


                                                                 ESCRITURÁRIO



                                  AUXILIAR DE           TÉCNICO DE      ATENDENTE DE
                                 ENFERMAGEM            ENFERMAGEM        ENFERMAGEM


                                            ORGANOGRAMA DA CLÍNICA MÉDICA

O organograma deve apresentar a estrutura que opera atualmente, e não a que as pessoas acreditam que deveria
ser.
Os títulos do cargo devem aparecer nos quadros, e, se houver necessidade de identificar o nome da pessoa que
ocupa o cargo, este deve aparecer fora dele; se for colocado dentro do quadro, deve ser feito com outro tipo e
letra, para facilitar a diferenciação.
Para maior clareza e referência, o gráfico deve ter nome, data e número, e dever ser mostrada a referência de
outros gráficos derivados.
Quadros suplementares devem ser usados para evitar grandes detalhes do organograma principal.

                      INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA A ORGANIZAÇÃO DO S. E.
Instrumentos administrativos são parâmetros que visam subsidiar a organização do serviço.
MANUAIS DE ENFERMAGEM
É um instrumento administrativo que se destina a transmitir, por escrito, orientações aos elementos da equipe de
enfermagem para a o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de treinar e de aumentar a eficiência e
eficácia dos serviços. Reúnem de forma sistemática, normas, rotinas, procedimentos e outras informações
necessárias para a execução das atividades de enfermagem. Devem estabelecer uma rotina de trabalho em que
todos os funcionários do serviço tenham o seu desempenho uniformizado e registrado, que sejam orientados e
CTE - Central do Técnico de Enfermagem                     8                                www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

treinados para o cumprimento destas rotinas, que entendam a importância da função que desempenham e que
saibam das sanções inerentes ao descumprimento das normas estabelecidas.
Estas informações podem estar em um único manual ou divididas de acordo com sua finalidade. Devem ser
atualizados sempre que houver qualquer alteração nas normas e/ou procedimentos para não cair em descrédito. É
essencial, então, que o serviço providencie e divulgue, o mais rapidamente possível, a atualização dessas
informações para seus funcionários.
Finalidade
• Descrever detalhadamente as metas e as diretrizes básicas do Serviço de Enfermagem (S.E.), assim como seu
  papel e sua atuação;
• Racionalizar a utilização dos recursos materiais e humanos e garantir a qualidade, eficiência e uniformidade dos
  serviços prestados pelo S.E., através de procedimentos padronizados;
• Evitar os conflitos de responsabilidade e definir as escalas de hierarquia, através da descrição dos cargos, suas
  respectivas atribuições e suas relações com os outros elementos do S.E.;
• Servir como instrumento auxiliar no desenvolvimento e treinamento de pessoal, na formatação dos planos de
  cargos, na determinação do perfil do funcionário mais adequado para o preenchimento de cada função, útil na
  contratação de novos funcionários e na avaliação de desempenho;
• Facilitar adaptação às mudanças e prover orientação clara e fácil, pois somente o pessoal que conhece as
  decisões da organização é capaz de integrar-se com as mesmas e dar o melhor de si.
• Garantir que uma mesma norma seja adotada para situações semelhantes;
• Padronizar a utilização dos termos técnicos, para evitar interpretações subjetivas e inadequadas;
• Estimular os setores que participam de sua elaboração a apresentar a organização de seu trabalho de maneira
  prática e inteligível;
• Padronizar a linguagem de várias informações e instruções, emitidas durante anos e por pessoas diferentes,
  que podem, na prática, induzir a interpretações contraditórias e deturpações;
• Prevenir os erros decorrentes de transmissão oral de uma norma de um funcionário para outro, por ocasião de
  treinamento;
• Controlar os procedimentos definidos para cada rotina, reduzindo a necessidade de supervisão direta;
• Valorizar o funcionário destinado a cada rotina ou situação, esclarecendo sobre a importância de sua
  contribuição nos processos administrativos, técnicos e práticos do S.E.;
• Racionalizar os trabalhos de controle e permitir maior acompanhamento das exceções, pois as rotinas já estão
  delineadas no manual;
• Potencializar a produtividade e a eficiência operacionais pela eliminação de perda de tempo e materiais,
  resultantes de erro ou inexperiência;
• Servir como parâmetro de avaliação da qualidade do serviço e do trabalho realizado pelos funcionários.
• Aumentar a segurança e satisfação dos funcionários, divulgando o que deles é esperado.
• Encorajar adesão e garantir o cumprimento das normas.
• Descrever os procedimentos necessários para a garantia de segurança do pessoal envolvido nas manipulações
• Avaliar o alcance dos objetivos do serviço
• Avaliar responsabilidade e eficiência da compreensão das informações e orientações
• Divulgar as posições hierárquicas na instituição, assim como os princípios da ética entre os diferentes
  funcionários.
O conteúdo do manual é determinado pela necessidade de informação existente na unidade onde será
implantado.
O manual de enfermagem pode conter:
• Regulamento do hospital;
• Regulamento do serviço de enfermagem;
• Filosofia do serviço de enfermagem;
• Estrutura da organização do serviço de enfermagem;
• Planta física da unidade;
• Descrição das funções que cada elemento da equipe deve realizar;
• Descrição dos cuidados de enfermagem de acordo com o diagnóstico;
• Normas, rotinas e procedimentos relacionados ao pessoal e à assistência que deverá ser prestada;
• Descrição e funcionamento de equipamentos;
• Previsão de materiais de consumo permanentes;
• Quadro de pessoal da unidade;
• Orientações específicas para o preparo dos elementos da equipe de enfermagem.

                                         CONTEÚDO DOS MANUAIS
1 - Normas
Regras ou instruções para fixar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das
atividades. As normas ditam o que deve ser feito, e/ou, mais especificamente, determinam quem está apto a fazer.

CTE - Central do Técnico de Enfermagem                  9                                    www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

Para a escrituração das normas é necessário analisar a missão da mesma, seus objetivos e os propósitos do
serviço, assim como do hospital. Todos os setores têm a obrigação de assimilar as normas, para estabelecer as
ações e as posturas necessárias à sua execução. A norma deve ser escrita separadamente do procedimento para
explicar como deve ser cumprida.
Ex: “Os funcionários de enfermagem deverão estar na unidade onde trabalham devidamente uniformizados até às
7:00h.”
“Os materiais para exame laboratorial de rotina deverão ser encaminhados ao laboratório diariamente até 9:00h.”
2 - Procedimentos
Descrição detalhada e seqüencial de como uma atividade deve ser realizada. É sinônimo de técnica. Mostra as
rotinas componentes de cada procedimento e que pelo nível de complexidade tiveram seu funcionamento descrito
a fim de garantir a dinamização eficaz das unidades organizacionais responsáveis pelo gerenciamento.
Pode conter as seguintes informações:
• Nome da organização de saúde
• Nome da unidade de enfermagem
• Finalidade
• Princípios a serem observados
• Material necessário
• Preparo do paciente
• Preparo do ambiente
• Descrição dos passos
• Anotação no prontuário
Ex: O cateterismo vesical é realizado por um enfermeiro, um médico ou um técnico de enfermagem sempre da
mesma maneira. É importante que os passos do procedimento sejam suficientemente detalhados e explicativos.

                                          MANUAL DE NORMAS E PROCEDIMENTOS




                                         NORMAS                   PROCEDIMENTOS




                                O QUE DEVE SER FEITO
                                                                COMO DEVE SER FEITO
                              O QUE NÃO DEVE SER FEITO




                                                  ETAPAS DA EXECUÇÃO




                                    EFICIENTE                          UNIFORME

                                                       SEGURA

3 - Regulamento
É um ato normativo de caráter estável baixado pela administração superior que regula e amplia o estatuto para
caracterizar a organização nos aspectos fundamentais. O regulamento tem por finalidade estabelecer como deve
funcionar a organização explicando sua filosofia, finalidade e abrangência de atuação, estrutura administrativa,
atividades que serão desenvolvidas e por quem.
Ex: Regulamento Interno
A - Internação
A internação do paciente só poderá ser efetuada sob responsabilidade de um médico devidamente cadastrado no
Corpo Clínico do Hospital.
O paciente e seu responsável deverão, no ato da internação, fornecer todos os dados de identificação solicitados.
O paciente ou seu responsável deverá, no ato da internação, tomar ciência das diárias hospitalares particular, e
diferença de acomodação ou serviço prestados para conveniados sem direito contratual, estando a Administração
do Hospital à sua disposição para quaisquer esclarecimento sobre outras despesas ou taxas.
O paciente não deve internar-se com objetos de valor tipo: relógio, anel, pulseiras, alianças, argolas, etc. O

CTE - Central do Técnico de Enfermagem                    10                               www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

Hospital não se responsabiliza por nenhum objeto pessoal.
Quando do internamento todo paciente deverá trazer utensílios de uso próprio como: escova, creme dental, pente,
sabonete, pijama ou camisola, roupas íntima.
O paciente ou responsável que desejar trazer seu próprio aparelho de TV, ventilador e/ou circulador deverá antes
solicitar autorização da recepção e pagar a taxa correspondente.
4 - Regimento
Instrumento administrativo de caráter normativo e flexível elaborado pela coordenação do serviço de enfermagem,
conjuntamente com toda equipe, o qual concentra por escrito toda organização infra-estrutural do serviço de
enfermagem. Expressa a missão institucional, as características da clientela a ser assistida, bem como a
disponibilidade e organização dos recursos humanos e materiais. Para a implantação do Regimento é necessária
a sua aprovação pela direção da instituição.
O Regimento Interno do Serviço de Enfermagem compõe-se de:
Finalidades ou objetivos
Organizar, orientar e documentar todo o desenvolvimento do Serviço de Enfermagem, visando sua missão, que é
o compromisso e o dever dos profissionais da enfermagem para com seus clientes internos ou externos.
Posição
Posição do serviço de enfermagem no organograma da instituição e quem o coordenará.
Composição
Pessoal que compõe o Serviço de Enfermagem de forma hierárquica.
Competência
Relacionar as diversas unidades e/ou serviços e suas competências.
Pessoal e seus Requisitos
Discriminar as categorias profissionais e os cargos existentes e os requisitos necessários para seu preenchimento,
mostrar a relação chefe/subordinado, a delegação de autoridade e responsabilidade.
Pessoal e suas atribuições
Discriminar os cargos, as categorias profissionais, relacionando suas atribuições em conformidade com a
legislação e normas vigentes.
Horário de trabalho
Horário de trabalho das diversas categorias profissionais discriminado por turnos e/ou horário de funcionamento
de unidades ou setores.
Disposições Gerais ou Transitórias
Relacionar as situações não previstas nos capítulos anteriores.
Ex: uniformes, não poderá receber de clientes ou familiares, pagamentos referentes aos serviços.
O Regimento do Departamento de Enfermagem está diretamente ligado a uma enfermeira, à qual compete a
supervisão de todo o serviço de enfermagem, incluindo a execução e as atribuições específicas de enfermagem.
Ex:
                                                   Capítulo I
                                         Das finalidades ou objetivos
Organizar, orientar e documentar todo o desenvolvimento do Serviço de Enfermagem, visando sua missão, que é
o compromisso e o dever dos profissionais da enfermagem para com seus clientes internos ou externos.
Art. 1º O Serviço de Enfermagem tem por finalidade:
I- Assistir o paciente, integralmente, visando o ser humano como um todo, a fim de reintegrá-lo à sociedade, o
mais rápido possível;
II- Promover e colaborar em programas de ensino, treinamento em serviço e no aperfeiçoamento da equipe de
enfermagem;
III- Trabalhar de acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, etc.
                                                 Capítulo II
                                                 Da posição
Posição do serviço de enfermagem              no organogramada instituição e quem o coordenará.
Exemplos:
Art. 2º O serviço de Enfermagem da instituição “X” está subordinado diretamente ao diretor geral e será
coordenado exclusivamente por Enfermeiro;
5 - Rotinas
É a descrição detalhada das rotinas assegura racionalização, economia no trabalho, uniformidade na condução do
serviço e melhor desempenho da equipe na realização de funções.
Ex: Rotinas da Unidade de Cardiologia
- Há 26 leitos SUS, 4 privativos e 6 semi-privativos.


CTE - Central do Técnico de Enfermagem                 11                                   www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

- Horários dos Pacientes:
- 7h30min - acordar, higiene, banho:
- 8h-8h30min – café:
- 8h30min-9h - TV no refeitório, higiene:
- 9h-11h30min - recreação, lanche para paciente que tem dieta especial:
- 11h30min-12h – almoço:
- 14h-15h – visitas:
- 15h-15h30min – lanche;
- 15h30min-17h30min – recreação:
- 17h30min-18hmin – janta:
- 18h-23h30min - TV refeitório
- 21h - ceia
- Passagem de Plantão da Enfermagem:
Das 7h às 7h30min, das 13h às 13h30min e das 19h às 19h30min.
Liberar pastas e evitar solicitar a enfermagem neste horário.

                               SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
Sistema de informação em saúde é o instrumento utilizado no processo de planejamento, aperfeiçoamento e
tomada de decisão nas diversas instâncias da organização e gerência dos serviços de saúde.
É a rede por meio da qual fluem as informações que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada e
eficaz onde deve ser considerado:
• O que deve ser comunicado
• Como deve ser comunicado
• Quando deve ser comunicado
• De quem deve vir a informação
• Para quem deve ir a informação
• Por que deve ser comunicado
• Quanto deve ser comunicado
Processo de comunicação
A comunicação é o processo de transmitir informações de pessoa para pessoa, através da fala, da escrita, de
imagens e sons com o objetivo de gerar conhecimentos. A comunicação representa o elemento central das
atividades de administração.
Mais de 80% do tempo do administrador pode ser dispendido em algum tipo de comunicação.
A prática de enfermagem tende a ser voltada a um grupo, por isso a comunicação interpessoal garante a
continuidade e a produtividade das atividades desenvolvidas.
A liderança depende das habilidades de comunicação do administrador.
Elementos da Comunicação
Todo ato de comunicação constitui um processo que tem por objetivo a transmissão de uma mensagem e, como
todo processo, apresenta alguns elementos fundamentais.
São seis os elementos envolvidos no processo de comunicação, conforme o seguinte esquema:
                                                 REFERENTE




                                             CANAL DE COMUNICAÇÃO
                              EMISSOR                                     RECEPTOR
                                                  MENSAGEM




                                                   CÓDIGO


O emissor ou destinador é quem transmite a mensagem. Pode ser um indivíduo, um grupo, uma firma ou um
órgão de difusão.
O receptor ou destinatário é aquele que recebe a mensagem. Pode ser um indivíduo, um grupo, um animal ou
até mesmo uma máquina (computador, gravador). Note-se que o fato de receber a mensagem não implica,
necessariamente, decodificá-la e compreendê-la.
Mensagem é tudo aquilo que o emissor transmite ao receptor; é o objeto da comunicação. Toda mensagem é
transmitida através de um canal de comunicação.
Canal ou contato é o meio físico, o veículo através do qual a mensagem é levada do emissor ao receptor.



CTE - Central do Técnico de Enfermagem                 12                               www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

De maneira geral, as mensagens circulam através de dois principais meios:
• Meios sonoros: ondas sonoras, voz, ouvido;
• Meios visuais: excitação luminosa, percepção da retina.
Código é um conjunto de signos e suas regras de comunicação. Cada tipo de comunicação tem seu código
próprio: comunicações verbais e comunicações não-verbais.
Referente é o assunto da comunicação, o conteúdo da mensagem.
A comunicação só se realiza quando todos os seus elementos funcionam adequadamente.
Tipos de Comunicação
•Ascendente – se processa dos subordinados em direção aos níveis hierarquicamente superiores. Estão incluídos
os relatórios e anotações de enfermagem.
•Descendente – se processa dos superiores para os subordinados. São comunicações de tarefas destinadas a
fornecer esclarecimentos e orientar procedimentos, atribuições, normas e rotinas.
•Horizontal ou lateral – se processa lado a lado entre pessoas do mesmo nível hierárquico. Ex: prontuário do
paciente.
•Diagonal – ocorre no relacionamento dos departamentos de linha, grupos e assessorias sobre a forma de
reuniões e relatórios. Cruza globalmente a cadeia de comando de uma organização.
•Comunicação Informal
Não apresenta fluxo determinado. Surge da interação entre as pessoas nas diversas oportunidades. Além da
comunicação informal, oral. São comuns as expressões não verbais, onde mesmo com a ausência de palavras há
transmissão de mensagens.
Ex: Sinais de trânsito, o próprio ambiente hospitalar, ilustrações, etc.
Recursos de comunicação mais usados pelo serviço de enfermagem
•Passagem de plantão
•Prontuário médico
•Livro de ocorrências
•Comunicação por escrito
•Reuniões
•Ordens de serviço
•Quadro de avisos
•Relatório mensal e anual
•Visita a pacientes e a unidades de serviço
Fluxo de Informações
O Fluxo de Informações compreende todas as ações e todos os movimentos que são praticados com respeito aos
documentos, desde a sua elaboração e/ou recepção até o seu destino final: preservação e/ou eliminação.
Dessa forma, o Fluxo de Informações gera e transmite os dados necessários para a operação de vários Órgãos
Internos que executam desde trabalhos bem simples aos altamente complexos.
Os dados existentes no Fluxo de Informações percorrem sempre os mesmos caminhos: recebidos e/ou gerados,
processados, transmitidos e/ou guardados.
Os tratamentos variam, formalmente ou informalmente, conforme estejam ou não disciplinados, muitas vezes
integrados, outras não, de acordo com uma maior ou menor preocupação voltada para isso.
Uma análise das informações que circulam numa organização deverá envolver todos os cargos, altos ou baixos.
Até certo ponto, todo funcionário acumula, transfere, usa ou arquiva informações. À medida que tais atividades
forem formalmente reconhecidas como parte do trabalho que compete a cada cargo, teremos determinado a
importância e responsabilidade de tais informações.
O Fluxo de Informações, portanto, caracteriza-se como um ponto-chave para a fixação de critérios de organização
de arquivos, controle de informações, definição de prazos de arquivamento e destruição e análise das rotinas com
vistas ao seu aprimoramento, padronizando-o o mais possível, simplificando-o dentro dos limites de segurança e
presteza da informação, a fim de operá-lo com o menor custo e a maior velocidade, com informações necessárias
e suficientes, eliminando-se as desnecessárias e estabelecendo-se, dessa forma, o valor das informações.

                                          AUDITORIA EM ENFERMAGEM
A auditoria de um processo de avaliação da qualidade é indispensável para garantir uma assistência de
enfermagem profissional.
Pode ser definida também como sendo a comparação entre a assistência prestada e os padrões de assistência
considerados como aceitáveis.
A mensuração da qualidade de enfermagem através da auditoria pode auxiliar o encaminhamento de uma
enfermagem científica.
A auditoria é a fase inicial do processo de planejamento da assistência de enfermagem. É a avaliação sistemática
da qualidade da assistência de enfermagem, verificada através das anotações de enfermagem no prontuário do
paciente e/ou das próprias condições deste. É uma comparação entre a assistência de enfermagem prestada e os
padrões de assistência considerados aceitáveis.


CTE - Central do Técnico de Enfermagem                13                                  www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

Finalidades da auditoria em enfermagem
•Identificar as áreas (unidades) deficientes do SE, auxiliando, por exemplo, para que decisões quanto ao
remanejamento e aumento de pessoal sejam tomadas com base em dados concretos
•Identificar áreas de deficiência em relação à assistência de enfermagem prestada, percebendo-se por exemplo,
defasagem no atendimento da área psico-espiritual
•Fornecer dados para melhoria dos programas de enfermagem
•Fornecer dados para melhoria da qualidade do cuidado de enfermagem
•Obter dados para implementar programas de atualização do pessoal de enfermagem
Observação:
A auditoria:
•Não tem finalidade punitiva
•Não melhora os registros no prontuário
•Não tem por finalidade avaliar o desempenho de indivíduos ou grupos
Benefícios da auditoria em enfermagem
•Para clientes/pacientes - Possibilidade de receber uma assistência de enfermagem de boa qualidade, segura        e
eficaz
•Para equipe de enfermagem - Fornecimento de subsídios que, não sendo usados como ameaça, estimularão             a
reflexão e o desenvolvimento profissional
•Para a instituição - Verificar o alcance dos objetivos, constituindo uma base para continuidade da programação   e
uma forma de auxiliar no controle de custos
•Para a profissão - Desenvolvimento de indicadores da assistência, estabelecimento de critérios de avaliação      e
conseqüente geração de novos conhecimentos
Operacionalização do processo de auditoria em enfermagem
Coleta de dados previamente escolhidos que serão analisados obedecendo a um padrão estabelecido e darão
subsídios para elaboração de um relatório;
A análise se constitui na essência da auditoria. Essa análise deve ser baseada na verificação, interpretação,
crítica e orientação das tarefas desenvolvidas e registradas pela equipe de enfermagem
Tipos de Auditoria
►Auditoria Retrospectiva
Feita após a alta do paciente;
Dados não reverterão em benefício para o paciente;
Não permite saber o que foi feito e não foi anotado;
Até 50 altas/mês – todos os prontuários
Mais de 50 altas/mês – 10% dos prontuários
Prontuário de óbitos – todos, fora os 10%
Elementos básicos
● Livro de registro de prontuários para sorteio
● Critério de sorteio
Padrão de coleta de dados
● Condições do paciente na internação;
● Método de admissão do paciente;
● Atendimento das prescrições médicas;
● Sistema de elaboração do plano de cuidados individualizado;
● Sistema de elaboração do plano de serviço para cada funcionário;
● Relatório de enfermagem: Completo X incompleto?
● Chamadas do médico de plantão;
● Sinais vitais checados de acordo com o diagnóstico e necessidade do paciente;
● Anotações quanto a alterações do paciente,sistema de informação, reação pós-anestésica / pós-operatória;
● Descrição da ferida operatória;
● Anotações dos sinais e sintomas
● Transferências e suas causas;
● Condições de alta, orientação ao paciente e acompanhamento.
►Auditoria Operacional ou Concorrente
Feita enquanto o paciente está hospitalizado ou em atendimento ambulatorial
Padrão de coleta de dados
● Exame do paciente e confronto das necessidades levantadas com a prescrição de enfermagem
● Entrevista com o profissional
● Avaliação feita pelo paciente e familiares
● Pesquisa junto à equipe médica, verificando o cumprimento da prescrição médica e interferências das condutas
de enfermagem


CTE - Central do Técnico de Enfermagem                 14                                  www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração

Relatório da auditoria em enfermagem
● Período a que se refere
● Data da elaboração
● Número de ordem
● Descrição dos casos auditados
● Conclusões
● Assinatura do auditor
Classificação da auditoria em enfermagem
                            Interna      Realizada por elementos da própria instituição
 Quanto à intervenção
                            Externa      Realizada por elementos contratados para a auditoria.
                            Contínua     Avalia em períodos determinados, sendo que a revisão seguinte sempre
 Quanto ao tempo                         se inicia a partir da última.
                            Periódica    Examina em tempos estabelecidos, porém não se prende à continuidade.
                            Normal       Realizada em períodos determinados com objetivos regulares de
 Quanto à natureza                       comprovação.
                            Específica   Atende a uma necessidade do momento
                            Total        Abrange todos os setores da instituição
 Quanto ao limite
                            Parcial      Limitada a alguns setores da instituição

                               EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM
As organizações precisam de profissionais capacitados para o alcance de suas metas e objetos, para o alcance de
suas metas e objetivos. Para que isso ocorra é necessário um trabalho contínuo com os funcionários integrantes
na própria função. As necessidades de desenvolvimento pessoal levam a buscar a atualização de seus
conhecimentos.
Importância do desenvolvimento de pessoal
Profissionais capacitados proporcionam o alcance das metas e dos objetivos da organização.
Os avanços tecnológicos e as mudanças sócio-econômicas reforçam a necessidade de desenvolvimento de
pessoal
Necessidade de educação do funcionário no próprio local de trabalho
Educação Continuada ou Contínua
Processo permanente que se inicia após a formação básica e está destinado a atualizar e melhorar a capacidade
de uma pessoa ou grupo, frente às evoluções técnico-científicas e às necessidades sociais.
Educação em Serviço
Programas de treinamento oferecidos pela instituição em uma área específica, visando o desenvolvimento da
prática profissional.
Tem como objetivo propiciar experiências educativas no local de trabalho, de forma contínua e planejada,
oferecendo ao empregado, oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional
A elaboração de programas de treinamentos pode ser individual ou em grupo.
Recursos necessários à educação continuada
►Recursos humanos
Enfermeiras com tempo integral na EC elaboram programas de treinamento
Enfermeiras de serviço participam ou não dos treinamentos
►Recursos materiais
• Materiais didáticos
• Biblioteca
• Audio visuais
Tipos de programas de EC
• De orientação inicial – são direcionados para os funcionários recém-admitidos. Estes recebem informações
  quanto à filosofia, política e estrutura do hospital, direitos e deveres e a planta física. São ministrados na fase de
  adaptação do funcionário.
• De treinamento em serviço – tem como objetivo preparar o funcionário para melhor assumir um cargo ou
  função.
• De aperfeiçoamento, atualização e aprimoramento – são programas em que os funcionários recebem
  informações para melhorar e ampliar os conhecimentos e habilidades no seu campo específico de atuação. Este
  programa inclui cursos dentro e fora da instituição.




CTE - Central do Técnico de Enfermagem                    15                                     www.tecnoenf.com.br
Noções de Administração


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KWASNICKA, Eunice Lacava. Introdução à Administração. 5. ed., São Paulo: Atlas, 1995, p. 193 a 197.
KURCGANT, Paulina. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU, 1991, 237 p.
MORAES, Anna Maris Pereira. Iniciação ao estudo da Administração. São Paulo: Makron Books, 2000, 163 p.
MARX, Lore Cecília e MORITA, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. São Paulo: 2ª ed.
EPUB, 2003, 108 p.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral de administração. 2. ed. compacta.São Paulo: McGaw-Hill, 2000.
GRECO, R. M. Ensinando a administração em enfermagem através da educação em saúde. Rev. Bras. Enferm.,
Brasília, v. 57, n. 4, p. 504-507, jul./ago. 2004.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO (HUWC). Processo de trabalho em enfermagem na dimensão
do gerenciamento do cuidado em um Hospital Público de Ensino (Dissertações). Disponível em:
<http://www.huwc.ufc.br>. Acesso em: 15 mar. 2007.




CTE - Central do Técnico de Enfermagem            16                               www.tecnoenf.com.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Teorias da administração
Teorias da administraçãoTeorias da administração
Teorias da administração
Ester Santiago
 
Administração hospitalar
Administração hospitalarAdministração hospitalar
Administração hospitalar
Renata Cristina
 
Aula - 1 Processo Trabalho em Saúde
Aula - 1 Processo Trabalho em SaúdeAula - 1 Processo Trabalho em Saúde
Aula - 1 Processo Trabalho em Saúde
Jesiele Spindler
 
Estrategiade saudefamília
Estrategiade saudefamíliaEstrategiade saudefamília
Estrategiade saudefamília
Marcos Nery
 
Avaliação e o processo de Enfermagem
Avaliação e o processo de EnfermagemAvaliação e o processo de Enfermagem
Avaliação e o processo de Enfermagem
resenfe2013
 
Administração enfermagem - SESRJ
Administração enfermagem - SESRJAdministração enfermagem - SESRJ
Administração enfermagem - SESRJ
Ismael Costa
 
Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde
Gestão de Qualidade em Serviços de SaúdeGestão de Qualidade em Serviços de Saúde
Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde
Alex Eduardo Ribeiro
 

Mais procurados (20)

PROCESSO DE PLANEJAMENTO EM ENFERMAGEM
PROCESSO DE PLANEJAMENTO EM ENFERMAGEMPROCESSO DE PLANEJAMENTO EM ENFERMAGEM
PROCESSO DE PLANEJAMENTO EM ENFERMAGEM
 
INTRODUÇÃO À GERÊNCIA EM SAÚDE
INTRODUÇÃO À GERÊNCIA EM SAÚDEINTRODUÇÃO À GERÊNCIA EM SAÚDE
INTRODUÇÃO À GERÊNCIA EM SAÚDE
 
Sae
SaeSae
Sae
 
Aula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaAula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergência
 
Teorias da administração
Teorias da administraçãoTeorias da administração
Teorias da administração
 
Aula 1 saúde coletiva i slides aula - cópia
Aula 1 saúde coletiva i   slides aula - cópiaAula 1 saúde coletiva i   slides aula - cópia
Aula 1 saúde coletiva i slides aula - cópia
 
Administração hospitalar
Administração hospitalarAdministração hospitalar
Administração hospitalar
 
Aula - 1 Processo Trabalho em Saúde
Aula - 1 Processo Trabalho em SaúdeAula - 1 Processo Trabalho em Saúde
Aula - 1 Processo Trabalho em Saúde
 
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaO papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
 
Estrategiade saudefamília
Estrategiade saudefamíliaEstrategiade saudefamília
Estrategiade saudefamília
 
A Qualidade e a Avaliação dos Serviços de Saúde e de Enfermagem
A Qualidade e a Avaliação dos Serviços de Saúde e de EnfermagemA Qualidade e a Avaliação dos Serviços de Saúde e de Enfermagem
A Qualidade e a Avaliação dos Serviços de Saúde e de Enfermagem
 
Avaliação e o processo de Enfermagem
Avaliação e o processo de EnfermagemAvaliação e o processo de Enfermagem
Avaliação e o processo de Enfermagem
 
Humanização Na Assistencia de Enfermagem
Humanização Na Assistencia de  EnfermagemHumanização Na Assistencia de  Enfermagem
Humanização Na Assistencia de Enfermagem
 
Apresentação atenção básica esf
Apresentação atenção básica   esfApresentação atenção básica   esf
Apresentação atenção básica esf
 
Sae aula .. (1)
Sae aula .. (1)Sae aula .. (1)
Sae aula .. (1)
 
Enfermagem em Geriatria Saúde do Idoso
Enfermagem em Geriatria   Saúde do IdosoEnfermagem em Geriatria   Saúde do Idoso
Enfermagem em Geriatria Saúde do Idoso
 
SUS e Políticas de Saúde - Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva
SUS e Políticas de Saúde - Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva SUS e Políticas de Saúde - Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva
SUS e Políticas de Saúde - Medicina de Família e Comunidade e Saúde Coletiva
 
Módulo II - Planejamento em saúde Jorge Kayano
Módulo II - Planejamento em saúde Jorge KayanoMódulo II - Planejamento em saúde Jorge Kayano
Módulo II - Planejamento em saúde Jorge Kayano
 
Administração enfermagem - SESRJ
Administração enfermagem - SESRJAdministração enfermagem - SESRJ
Administração enfermagem - SESRJ
 
Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde
Gestão de Qualidade em Serviços de SaúdeGestão de Qualidade em Serviços de Saúde
Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde
 

Destaque

Apresentação serviço social.
Apresentação serviço social.Apresentação serviço social.
Apresentação serviço social.
Felipe Marques
 
Lei do exercicio profissional
Lei do exercicio profissionalLei do exercicio profissional
Lei do exercicio profissional
Fernando Dias
 

Destaque (7)

Capítulo 12 - Questões éticas e sociais em sistemas de informação
Capítulo 12 - Questões éticas e sociais em sistemas de informaçãoCapítulo 12 - Questões éticas e sociais em sistemas de informação
Capítulo 12 - Questões éticas e sociais em sistemas de informação
 
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção BásicaManual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
 
Funções do técnico de informática educacional
Funções do técnico de informática educacionalFunções do técnico de informática educacional
Funções do técnico de informática educacional
 
Apresentação serviço social.
Apresentação serviço social.Apresentação serviço social.
Apresentação serviço social.
 
Lei do exercicio profissional
Lei do exercicio profissionalLei do exercicio profissional
Lei do exercicio profissional
 
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCódigo de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagem
 
Aula 1 o ..
Aula 1 o ..Aula 1 o ..
Aula 1 o ..
 

Semelhante a Nocoes de administracao

f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdff45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
DelanoRoosevelt1
 
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdfaula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
dudacco2024
 
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
Leonor Alves
 
Estruturas organizacionais
Estruturas organizacionaisEstruturas organizacionais
Estruturas organizacionais
Luis Cunha
 
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdfAula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
XavierLeiteManjate
 
Estruturas organizacionais
Estruturas organizacionaisEstruturas organizacionais
Estruturas organizacionais
Rafael Evans
 

Semelhante a Nocoes de administracao (20)

Resumos introdução à gestão
Resumos introdução à gestãoResumos introdução à gestão
Resumos introdução à gestão
 
f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdff45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
f45a1078feb35de77d26b3f7a52ef502.pdf
 
pdf sobre a Teoria Neoclássica
pdf sobre a Teoria Neoclássicapdf sobre a Teoria Neoclássica
pdf sobre a Teoria Neoclássica
 
Apostila assistente-administrativo-ebserh
Apostila assistente-administrativo-ebserhApostila assistente-administrativo-ebserh
Apostila assistente-administrativo-ebserh
 
Teoria Neoclássica
Teoria NeoclássicaTeoria Neoclássica
Teoria Neoclássica
 
Noções de Administração Geral
Noções de Administração GeralNoções de Administração Geral
Noções de Administração Geral
 
Introdução a administração 2012_01
Introdução a administração 2012_01Introdução a administração 2012_01
Introdução a administração 2012_01
 
Teoria clássica da administração 2012_01
Teoria clássica da administração 2012_01Teoria clássica da administração 2012_01
Teoria clássica da administração 2012_01
 
Aula 1 organograma e departamentalizacao
Aula 1   organograma e departamentalizacaoAula 1   organograma e departamentalizacao
Aula 1 organograma e departamentalizacao
 
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdfaula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
aula5-teorianeoclssica-120423123405-phpapp02 (1).pdf
 
Manual de gestão de empresas - Leonel Boano
Manual de gestão de empresas - Leonel BoanoManual de gestão de empresas - Leonel Boano
Manual de gestão de empresas - Leonel Boano
 
Handout de gestão
Handout de gestãoHandout de gestão
Handout de gestão
 
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
Ec13 pacc correção ficha 34_maio14
 
Estruturas organizacionais
Estruturas organizacionaisEstruturas organizacionais
Estruturas organizacionais
 
Gestão das organizações - Resumos
Gestão das organizações - ResumosGestão das organizações - Resumos
Gestão das organizações - Resumos
 
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdfAula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
Aula 1 - 1° capítulo - Gestão, Gestores e Organizações.pdf
 
Estruturas organizacionais
Estruturas organizacionaisEstruturas organizacionais
Estruturas organizacionais
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO - AULA EXPOSITIVA
FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO - AULA EXPOSITIVAFUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO - AULA EXPOSITIVA
FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO - AULA EXPOSITIVA
 
3 taylor e_fayol Ramón jr
3 taylor e_fayol Ramón jr3 taylor e_fayol Ramón jr
3 taylor e_fayol Ramón jr
 

Nocoes de administracao

  • 1. Elaborada por Enfª Eliane Iadanza Forain – COREN/RJ 17259
  • 2. Noções de Administração ÍNDICE NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO 2 Conceitos ··························································································································· Princípios Gerais ················································································································ 2 Funções Básicas ················································································································ 2 Tipos de Estrutura ··············································································································· 3 Características das Organizações ····················································································· 3 Características da Estrutura ······························································································· 4 O Administrador ·················································································································· 5 O Serviço de Enfermagem ·································································································· 5 Organograma ······················································································································ 6 Manuais de Enfermagem ···································································································· 8 Normas ······························································································································· 9 Procedimentos ···················································································································· 10 Regulamento ······················································································································· 10 Regimento ··························································································································· 11 Rotinas ······························································································································· 11 Sistema de Informação em Enfermagem ··········································································· 12 Auditoria em Enfermagem ·································································································· 13 Educação Continuada ········································································································· 15 BIBLIOGRAFIA ·················································································································· 16 CTE - Central do Técnico de Enfermagem 1 www.tecnoenf.com.br
  • 3. Noções de Administração CONCEITOS E PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CONCEITO 1 - Administração A palavra administração vem do latim ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou obediência). A administração tratada organização do trabalho de forma racional. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o trabalho de membros de uma organização e de usar todos os recursos disponíveis para alcançar objetivos estabelecidos. Caracteriza-se como uma atividade meio; não é um fim em si mesma. Administrar diz respeito ao desempenho da organização como um todo, em um determinado contexto. 2 - Desempenho Desempenho está relacionado aos conceitos de eficácia, eficiência e efetividade. • Eficácia é a capacidade de realizar objetivos, • Eficiência é utilizar produtivamente os recursos, • Efetividade é realizar a coisa certa para transformar a situação existente. PRINCÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO 1) Divisão do trabalho - especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2) Autoridade e responsabilidade - autoridade é o direito de dar ordens e o de esperar obediência; a responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade: é a obrigação de cumprir as atribuições do cargo e responder pelas conseqüências dos próprios atos e decisões. Ambas devem estar equilibradas entre si. 3) Disciplina - cumprimento dos acordos estabelecidos e das determinações vigentes. A ausência de disciplina gera o caos na organização. 4) Unidade de comando - cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o principio da autoridade única. 5) Unidade de direção - uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6) Subordinação do particular ao geral - os interesses setoriais devem subordinar-se aos interesses maiores, como o interesse pessoal deve subordinar-se ao interesse grupal. . 7) Remuneração do pessoal - deve haver justa e garantida satisfação para empregados e empresa, em termos de retribuição. 8) Centralização - grau de concentração da autoridade na hierarquia organizacional. Seu inverso é a delegação. 9) Cadeia escalar - é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É também denominado principio do comando. 10) Ordem - um lugar para cada coisa em seu lugar; um tempo para cada coisa e cada coisa em seu tempo; uma função para cada pessoa e cada pessoa em sua função. É o princípio da ordem material, temporal e funcional. 11) Eqüidade - A justiça deve prevalecer em toda organização, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. 12) Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal - a rotatividade tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, tanto melhor. 13) Iniciativa - a capacidade de visualizar a necessidade de uma ação e executá-la sem precisar aguardar ordens superiores. 14) Espírito de equipe - harmonia e união das pessoas em torno de propósitos comuns. O trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para que defendam seus propósitos. FUNÇÕES BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO 1) Prever - Envolve a avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele. 2) Planejar - Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como serão alcançados. Parte de um plano de ações para atingir as metas traçadas. 3) Comandar - Significa liderar, orientar e motivar subordinados a realizar tarefas essenciais. Seu objetivo é alcançar o rendimento máximo dos funcionários. Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos. 4) Organizar - É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o planejamento estabelecido. 5) Controlar - É estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam assegurar que as atitudes empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa espera. O objetivo é localizar as fraquezas e erros para corrigi-los no presente e preveni-los no futuro, estabelecer padrões e medidas de desempenho; executar ações corretivas; e comparar com padrões estabelecidos. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 2 www.tecnoenf.com.br
  • 4. Noções de Administração 6) Coordenar - Ligar, unir, harmonizar todas as atividades, facilitando seu trabalho e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins. TIPOS DE ESTRUTURA 1) Formal – Deliberadamente planejada e formalmente representada, em alguns aspectos pelo seu organograma. Dá ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades. É estável e está sujeita a controle. Está na estrutura. Líder formal. 2) Informal – Surge da interação social das pessoas, se desenvolve espontaneamente quando as pessoas se reúnem. Representa relacionamentos não-documentados e não-reconhecidos oficialmente entre os membros de uma organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados. Está nas pessoas e a autoridade flui na maioria das vezes na horizontal. É instável e não está sujeita a controle e sim aos sentimentos. Líder informal. Desenvolve sistemas e canais de comunicação. Vantagens da estrutura informal. • Proporciona maior rapidez no processo. • Complementa e estrutura formal. • Reduz a carga de comunicação dos chefes. • Motiva e integra as pessoas na empresa. Desvantagens • Desconhecimento das chefias. • Dificuldade de controle. • Possibilidade de atritos entre pessoas. Fatores que condicionam o aparecimento da estrutura informal. • Interesses comuns • Interação provocada pela própria estrutura formal. • Defeitos na estrutura formal. • Flutuação do pessoal dentro da empresa. • Períodos de lazer. • Disputa do poder. A estrutura informal será bem utilizada quando • Os objetivos da empresa forem idênticos aos objetivos dos indivíduos. • Existir habilidade das pessoas em lidar com a estrutura informal. CARACTERÍSTICAS DAS ORGANIZAÇÕES Um conjunto de aspectos considerados na estrutura é que vai caracterizá-la. Esse conjunto compreende a divisão do trabalho e especialização, hierarquia, centralização, descentralização e formalização. 1 - Divisão de Trabalho e Especialização Proporciona maior conhecimento dos aspectos do trabalho. A especialização do trabalho pode levar a uma situação de economia de escala. Ao agrupar as atividades semelhantes pode resultar em economias originadas de produção em escala maior. Vantagens • Maior qualidade de trabalho. • Maior eficiência (o indivíduo faz mais vezes o trabalho). • Maior facilidade de treinar os funcionários. • Mais barato operacionalizar as atividades. Desvantagens • Funcionário perde a visão do conjunto. • Pode provocar desmotivação para os vários funcionários. • Maior dependência entre as várias unidades organizacionais. Na falta de um funcionário pode provocar problemas nas etapas posteriores. • Menor flexibilidade pela maior rigidez de alocação das atividades. 2 - Hierarquia A hierarquia divide a organização em camadas ou níveis de autoridade, tendo os superiores certos tipos de autoridade sobre os subordinados. À medida que se sobe na escala hierárquica aumenta a autoridade do ocupante do cargo. O organograma hierárquico do serviço de enfermagem é de forma clássica no sentido vertical, de assessoria e linha. Segue uma hierarquia tendo o chefe do serviço de enfermagem em primeiro plano, depois as enfermeiras supervisoras noturnas, seguidas pelas enfermeiras-chefe de unidade, que, por sua vez, têm como subordinados os técnicos e auxiliares de enfermagem, e os atendentes de enfermagem autorizados pelo Conselho Regional de Enfermagem a exercerem essa função. Qualquer situação e/ou problema do serviço de enfermagem é resolvido diretamente com a chefia de CTE - Central do Técnico de Enfermagem 3 www.tecnoenf.com.br
  • 5. Noções de Administração enfermagem. A enfermeira-chefe de unidade não possui autonomia para tomar decisões sem a autorização da chefia de enfermagem do hospital. Cada unidade possui uma enfermeira, mas toda decisão a ser tomada é a enfermeira-chefe quem resolve, como, por exemplo, remanejar funcionário de uma unidade para outra. NÍVEL DIRECIONAL DIRETORIA DA DIVISÃO DE ENFERMAGEM NÍVEL INTERMEDIÁRIO DIRETORIA DE ÁREA NÍVEL OPERACIONAL ENFERMEIROS-CHEFES E DEMAIS CATEGORIAS DA EQUIPE 3 - Centralização e Descentralização É a distribuição do poder nas organizações e está relacionada com o tomar decisões e, principalmente, com o grau de delegação de tomada de decisões aos níveis mais baixos. Vantagens da Centralização • As decisões são tomadas por quem tem uma visão geral da organização criando uniformidade nas decisões além de serem tomadas por pessoas mais preparadas. Desvantagem da Centralização • Encontra sobrecarga e demora nas decisões, frustrações e decisões desvinculadas da realidade. Vantagem da Descentralização • Encontra-se a maior rapidez na tomada de decisões, • Resolução dos problemas por quem os vivenciam. Desvantagem da Descentralização • Falta de universalidade nas decisões, • Despreparo do pessoal para a tomada de decisões • Falta de visão global da organização. 4 - Formalização Prescrever como, quando e por quem as atividades deverão ser executadas. A formalização nos serviços de enfermagem pode ser feita pela descrição de cargas e funções, normas e rotinas, a padronização de procedimentos e pelas escalas e distribuição de pessoal. CARACTERÍSTICAS DA ESTRUTURA 1) Estrutura de Organização Funcional Apresenta como característica a autoridade funcional que é baseada na especialização. Não é hierarquia, mas a especialização que promove as decisões. Vantagem • Supervisão técnica, • Desenvolve comunicações diretas e mais rápidas e sujeita a distorções de transmissão. • Aproveita o conhecimento específico de cada funcionário em áreas de saber e experiência. Desvantagens • Nem sempre é feito o que é solicitado principalmente quando a orientação vem de 2 órgãos contraditórios. • Subordinação múltipla levando os órgãos ou cargos a não saberem a quem recorrer para resolver determinados problemas, acarretando perda de tempo e confusões, • Tendência à concorrência entre especialistas provocando perda de visão de conjunto, tensão e conflito, confusão quanto aos objetivos da organização. • Pode ocasionar o distanciamento das diversas unidades e não proporcionar a visão dos objetivos da organização como um todo. 2) Estrutura de Organização Linear Constitui a forma estrutural mais simples. É seguido rigidamente o princípio da hierarquia e aplicada a autoridade linear única e decorrente da unidade de comando. Nesse tipo de estrutura a centralização das decisões está no topo da hierarquia. Desvantagens • Rigidez e inflexibilidade dificultando a informação e adaptação da organização a novas situações. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 4 www.tecnoenf.com.br
  • 6. Noções de Administração 3) Estrutura de Organização Linha Assessória Segue as características da estrutura linear, distinguindo-se desta pela existência de órgãos de staff junto aos gerentes de linha. Não obedece aos princípios de hierarquia e autoridade de comando. Busca implantar as vantagens da estrutura linear e funcional e reduzir suas desvantagens. Vantagens • Especialização • Flexibilidade • Ordem Desvantagens • Conflito: especialização X hierarquia • Manutenção do equilíbrio linha X staff 4) Estrutura Matricial A estrutura matricial é uma forma de manter as unidades funcionais visando às relações entre elas. Vantagens: • Alocação de recursos é mais eficiente, pois permite utilizar as áreas de especialização das pessoas e maior agilidade operacional. • Garante maior flexibilidade a novos objetivos e ao atendimento específico de segmentos sociais. Desvantagens • Acarreta dupla subordinação, com funcionários tendo uma chefia funcional e uma chefia do projeto no qual estão trabalhando. 5) Comissões ou colegiada Caracterizada pela administração plural. Não há mais um grande chefe tomando as decisões, mas uma pluralidade de membros, de diferentes funções, dividindo as responsabilidades, com maior poder decisório. Vantagens • Coletividade das decisões • Coordenação e fluxo de informações • Autoridade temporária de experts Desvantagem • Indecisão – lentidão • Custo (tempo e dinheiro) • Depende da capacidade de liderança do coordenador O ADMINISTRADOR O sucesso de um administrador na vida profissional está condicionado a características de personalidade, ao modo pessoal de agir de cada um. Há pelo menos três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa executar eficazmente o processo administrativo: • Habilidade técnica: Consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para a realização de suas tarefas específicas, através de sua instrução, experiência e educação. • Habilidade humana: Consiste na capacidade e no discernimento para trabalhar com pessoas, compreender suas atitudes e motivações e aplicar uma liderança eficaz. • Habilidade conceitual: Consiste na habilidade para compreender as complexidades da organização global e o ajustamento do comportamento da pessoa dentro da organização. Esta habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu grupo imediato. A adequada combinação dessas habilidades varia à medida que um indivíduo sobe na escala hierárquica, de posições de supervisão a posições de alta direção. Porque estudar administração? O principal motivo é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de grupos de pessoas. O SERVIÇO DE ENFERMAGEM A equipe de enfermagem mantém uma estreita relação com a maioria das sub-áreas do organograma, pois para que se possa assistir um ser humano doente, devemos ter condições físicas e materiais, além do diagnóstico médico. A equipe de enfermagem é formada por profissionais de nível superior e técnico, distribuídos em: enfermeiro - nível superior; técnicos de enfermagem - nível técnico e auxiliares de enfermagem – nível fundamental. Desta forma, podemos salientar que nesta equipe, existe uma diferença em relação a níveis de instrução, CTE - Central do Técnico de Enfermagem 5 www.tecnoenf.com.br
  • 7. Noções de Administração atribuições, responsabilidades, uma hierarquia tradicionalmente implantada. A equipe de enfermagem compreende a maior contingência de funcionários, e também os maiores problemas em relação à satisfação no trabalho, à qualificação e motivação, interferindo diretamente na produtividade hospitalar. Estrutura organizacional do serviço de enfermagem do hospital Nas instituições de saúde, a estruturação hierarquizada (Cadeia Escalar ou Hierárquica) estabelece a subordinação integral de um indivíduo a outro, e de um serviço a outro (Unidade de Comando). A Enfermagem, como um desses serviços, reproduz este modelo na sua estruturação. Sempre há a necessidade de um supervisor e um plano para cada equipe, divididas por Unidades (Unidade de Direção). Estabelece relações planejadas entre os componentes da organização, determinando as atribuições de cada um destes, além de evidenciar relações de autoridade e poder. Assim, os organogramas comumente encontrados nos serviços de enfermagem mostram linhas de subordinação integral (Centralização), definidas e compatíveis com o poder atribuído (Autoridade), pela organização, às pessoas que integram esse serviço. As pessoas e as relações interpessoais não são consideradas (Subordinação dos interesses individuais ao interesse geral, Ordem e Disciplina), e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras com avaliações exclusivamente quantitativas (Divisão do Trabalho). Posição hierárquica do S. E. na estrutura organizacional Os serviços de enfermagem ocupam diferentes posições hierárquicas dentro de organizações distintas. Vão desde a subordinação imediata a pessoas ou grupos deliberativos do hospital até a pessoa ou serviço tecnicamente diferente. A posição ocupada na escala hierárquica geralmente evidencia a importância que é dada ao serviço de enfermagem e determina o grau de influência, autoridade, status e remuneração do ocupante do cargo. Na estrutura hospitalar – quanto mais valorizado o S. E., mais alto será o escalão administrativo a que está subordinado. DIRETOR GERAL DIRETOR GERAL DIRETOR MÉDICO DIRETOR ADMINISTRATIVO GERENTE DE ENFERMAGEM GERENTE MÉDICO CHEFIA DE ENFERMAGEM ORGANOGRAMA Dada a dificuldade de se visualizar uma entidade como um todo, surgiu a necessidade de apresentá-la num gráfico, mostrando, de forma imediata, as relações funcionais, os fluxos de autoridade e responsabilidade e as funções organizacionais da empresa. Surgiu, então, o Organograma, a representação gráfica e abreviada da estrutura organizacional de uma empresa. Vantagens do Organograma • Evitar que funções importantes sejam relegadas a 2.º plano; • Evitar que funções secundárias tenham importância maior do que deveriam; • Evitar a duplicação de funções; • Evitar que funções sejam mal distribuídas. Limitações do Organograma • Mostra as relações que devem existir, o que não necessariamente corresponde à realidade. • Expressa o que está documentado nos Estatutos, regulamentos, instruções e portarias. • Deixa a desejar quando líderes passam a exercer funções de comando que limitam a autoridade formalmente delegada. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 6 www.tecnoenf.com.br
  • 8. Noções de Administração DIRETORIA GERAL SECRETARIA CORPO CLÍNICO GERAL COMISSÕES E ASSESSORIA ASSESSORIAS JURÍDICA GERENTE DE GERENTE ENFERMAGEM FINANCEIRO SERVIÇO DE ENFERMAGEM SERVIÇOS SERVIÇOS SERVIÇOS DE CONTÁBEIS E ADMINISTRATIVOS MATERIAIS FINANCEIROS SERVIÇO DE CENTRO PRONTUÁRIO DO SERVIÇO DE SERVIÇO DE CTI PACIENTE TESOURARIA COMPRAS CIRÚRGICO CLÍNICA CLÍNICA MÉDICA SERVIÇO DE CIRÚRGICA SERVIÇO DE RECURSOS SERVIÇO DE CONTABILIDADE HUMANOS FARMÁCIA E CUSTOS CLÍNICA GINECO- CLÍNICA OBSTÉTRICA OBSTÉTRICA SERVIÇO DE NUTRIÇÃO E SERVIÇO DE SERVIÇO DE DIETÉTICA FATURAMENTO E ALMOXARIFADO CLÍNICA CONVÊNIOS BERÇÁRIO CARDIOLÓGICA CLÍNICA PRONTO MÉDICO- SOCORRO CIRÚRGICA SERVIÇO DE SERVIÇO DE CME SADT Organograma de um hospital CTE - Central do Técnico de Enfermagem 7 www.tecnoenf.com.br
  • 9. Noções de Administração CHEFE DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM ENFERMEIRA CHEFE ENFERMEIRA CHEFE SUPERVISORA SUPERVISORA NOITE 1 NOITE 2 ENFERMEIRA CHEFE SUPERVISORA DE UNIDADE ATENDENTE DE TÉCNICA DE AUXILIAR DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM ENFERMAGEM EM ATIVIDADE Oraganogram a do Serviço de Enferm agem ENFERMEIRO CHEFE DA CLÍNICA MÉDICA ESCRITURÁRIO AUXILIAR DE TÉCNICO DE ATENDENTE DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM ENFERMAGEM ORGANOGRAMA DA CLÍNICA MÉDICA O organograma deve apresentar a estrutura que opera atualmente, e não a que as pessoas acreditam que deveria ser. Os títulos do cargo devem aparecer nos quadros, e, se houver necessidade de identificar o nome da pessoa que ocupa o cargo, este deve aparecer fora dele; se for colocado dentro do quadro, deve ser feito com outro tipo e letra, para facilitar a diferenciação. Para maior clareza e referência, o gráfico deve ter nome, data e número, e dever ser mostrada a referência de outros gráficos derivados. Quadros suplementares devem ser usados para evitar grandes detalhes do organograma principal. INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA A ORGANIZAÇÃO DO S. E. Instrumentos administrativos são parâmetros que visam subsidiar a organização do serviço. MANUAIS DE ENFERMAGEM É um instrumento administrativo que se destina a transmitir, por escrito, orientações aos elementos da equipe de enfermagem para a o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de treinar e de aumentar a eficiência e eficácia dos serviços. Reúnem de forma sistemática, normas, rotinas, procedimentos e outras informações necessárias para a execução das atividades de enfermagem. Devem estabelecer uma rotina de trabalho em que todos os funcionários do serviço tenham o seu desempenho uniformizado e registrado, que sejam orientados e CTE - Central do Técnico de Enfermagem 8 www.tecnoenf.com.br
  • 10. Noções de Administração treinados para o cumprimento destas rotinas, que entendam a importância da função que desempenham e que saibam das sanções inerentes ao descumprimento das normas estabelecidas. Estas informações podem estar em um único manual ou divididas de acordo com sua finalidade. Devem ser atualizados sempre que houver qualquer alteração nas normas e/ou procedimentos para não cair em descrédito. É essencial, então, que o serviço providencie e divulgue, o mais rapidamente possível, a atualização dessas informações para seus funcionários. Finalidade • Descrever detalhadamente as metas e as diretrizes básicas do Serviço de Enfermagem (S.E.), assim como seu papel e sua atuação; • Racionalizar a utilização dos recursos materiais e humanos e garantir a qualidade, eficiência e uniformidade dos serviços prestados pelo S.E., através de procedimentos padronizados; • Evitar os conflitos de responsabilidade e definir as escalas de hierarquia, através da descrição dos cargos, suas respectivas atribuições e suas relações com os outros elementos do S.E.; • Servir como instrumento auxiliar no desenvolvimento e treinamento de pessoal, na formatação dos planos de cargos, na determinação do perfil do funcionário mais adequado para o preenchimento de cada função, útil na contratação de novos funcionários e na avaliação de desempenho; • Facilitar adaptação às mudanças e prover orientação clara e fácil, pois somente o pessoal que conhece as decisões da organização é capaz de integrar-se com as mesmas e dar o melhor de si. • Garantir que uma mesma norma seja adotada para situações semelhantes; • Padronizar a utilização dos termos técnicos, para evitar interpretações subjetivas e inadequadas; • Estimular os setores que participam de sua elaboração a apresentar a organização de seu trabalho de maneira prática e inteligível; • Padronizar a linguagem de várias informações e instruções, emitidas durante anos e por pessoas diferentes, que podem, na prática, induzir a interpretações contraditórias e deturpações; • Prevenir os erros decorrentes de transmissão oral de uma norma de um funcionário para outro, por ocasião de treinamento; • Controlar os procedimentos definidos para cada rotina, reduzindo a necessidade de supervisão direta; • Valorizar o funcionário destinado a cada rotina ou situação, esclarecendo sobre a importância de sua contribuição nos processos administrativos, técnicos e práticos do S.E.; • Racionalizar os trabalhos de controle e permitir maior acompanhamento das exceções, pois as rotinas já estão delineadas no manual; • Potencializar a produtividade e a eficiência operacionais pela eliminação de perda de tempo e materiais, resultantes de erro ou inexperiência; • Servir como parâmetro de avaliação da qualidade do serviço e do trabalho realizado pelos funcionários. • Aumentar a segurança e satisfação dos funcionários, divulgando o que deles é esperado. • Encorajar adesão e garantir o cumprimento das normas. • Descrever os procedimentos necessários para a garantia de segurança do pessoal envolvido nas manipulações • Avaliar o alcance dos objetivos do serviço • Avaliar responsabilidade e eficiência da compreensão das informações e orientações • Divulgar as posições hierárquicas na instituição, assim como os princípios da ética entre os diferentes funcionários. O conteúdo do manual é determinado pela necessidade de informação existente na unidade onde será implantado. O manual de enfermagem pode conter: • Regulamento do hospital; • Regulamento do serviço de enfermagem; • Filosofia do serviço de enfermagem; • Estrutura da organização do serviço de enfermagem; • Planta física da unidade; • Descrição das funções que cada elemento da equipe deve realizar; • Descrição dos cuidados de enfermagem de acordo com o diagnóstico; • Normas, rotinas e procedimentos relacionados ao pessoal e à assistência que deverá ser prestada; • Descrição e funcionamento de equipamentos; • Previsão de materiais de consumo permanentes; • Quadro de pessoal da unidade; • Orientações específicas para o preparo dos elementos da equipe de enfermagem. CONTEÚDO DOS MANUAIS 1 - Normas Regras ou instruções para fixar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das atividades. As normas ditam o que deve ser feito, e/ou, mais especificamente, determinam quem está apto a fazer. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 9 www.tecnoenf.com.br
  • 11. Noções de Administração Para a escrituração das normas é necessário analisar a missão da mesma, seus objetivos e os propósitos do serviço, assim como do hospital. Todos os setores têm a obrigação de assimilar as normas, para estabelecer as ações e as posturas necessárias à sua execução. A norma deve ser escrita separadamente do procedimento para explicar como deve ser cumprida. Ex: “Os funcionários de enfermagem deverão estar na unidade onde trabalham devidamente uniformizados até às 7:00h.” “Os materiais para exame laboratorial de rotina deverão ser encaminhados ao laboratório diariamente até 9:00h.” 2 - Procedimentos Descrição detalhada e seqüencial de como uma atividade deve ser realizada. É sinônimo de técnica. Mostra as rotinas componentes de cada procedimento e que pelo nível de complexidade tiveram seu funcionamento descrito a fim de garantir a dinamização eficaz das unidades organizacionais responsáveis pelo gerenciamento. Pode conter as seguintes informações: • Nome da organização de saúde • Nome da unidade de enfermagem • Finalidade • Princípios a serem observados • Material necessário • Preparo do paciente • Preparo do ambiente • Descrição dos passos • Anotação no prontuário Ex: O cateterismo vesical é realizado por um enfermeiro, um médico ou um técnico de enfermagem sempre da mesma maneira. É importante que os passos do procedimento sejam suficientemente detalhados e explicativos. MANUAL DE NORMAS E PROCEDIMENTOS NORMAS PROCEDIMENTOS O QUE DEVE SER FEITO COMO DEVE SER FEITO O QUE NÃO DEVE SER FEITO ETAPAS DA EXECUÇÃO EFICIENTE UNIFORME SEGURA 3 - Regulamento É um ato normativo de caráter estável baixado pela administração superior que regula e amplia o estatuto para caracterizar a organização nos aspectos fundamentais. O regulamento tem por finalidade estabelecer como deve funcionar a organização explicando sua filosofia, finalidade e abrangência de atuação, estrutura administrativa, atividades que serão desenvolvidas e por quem. Ex: Regulamento Interno A - Internação A internação do paciente só poderá ser efetuada sob responsabilidade de um médico devidamente cadastrado no Corpo Clínico do Hospital. O paciente e seu responsável deverão, no ato da internação, fornecer todos os dados de identificação solicitados. O paciente ou seu responsável deverá, no ato da internação, tomar ciência das diárias hospitalares particular, e diferença de acomodação ou serviço prestados para conveniados sem direito contratual, estando a Administração do Hospital à sua disposição para quaisquer esclarecimento sobre outras despesas ou taxas. O paciente não deve internar-se com objetos de valor tipo: relógio, anel, pulseiras, alianças, argolas, etc. O CTE - Central do Técnico de Enfermagem 10 www.tecnoenf.com.br
  • 12. Noções de Administração Hospital não se responsabiliza por nenhum objeto pessoal. Quando do internamento todo paciente deverá trazer utensílios de uso próprio como: escova, creme dental, pente, sabonete, pijama ou camisola, roupas íntima. O paciente ou responsável que desejar trazer seu próprio aparelho de TV, ventilador e/ou circulador deverá antes solicitar autorização da recepção e pagar a taxa correspondente. 4 - Regimento Instrumento administrativo de caráter normativo e flexível elaborado pela coordenação do serviço de enfermagem, conjuntamente com toda equipe, o qual concentra por escrito toda organização infra-estrutural do serviço de enfermagem. Expressa a missão institucional, as características da clientela a ser assistida, bem como a disponibilidade e organização dos recursos humanos e materiais. Para a implantação do Regimento é necessária a sua aprovação pela direção da instituição. O Regimento Interno do Serviço de Enfermagem compõe-se de: Finalidades ou objetivos Organizar, orientar e documentar todo o desenvolvimento do Serviço de Enfermagem, visando sua missão, que é o compromisso e o dever dos profissionais da enfermagem para com seus clientes internos ou externos. Posição Posição do serviço de enfermagem no organograma da instituição e quem o coordenará. Composição Pessoal que compõe o Serviço de Enfermagem de forma hierárquica. Competência Relacionar as diversas unidades e/ou serviços e suas competências. Pessoal e seus Requisitos Discriminar as categorias profissionais e os cargos existentes e os requisitos necessários para seu preenchimento, mostrar a relação chefe/subordinado, a delegação de autoridade e responsabilidade. Pessoal e suas atribuições Discriminar os cargos, as categorias profissionais, relacionando suas atribuições em conformidade com a legislação e normas vigentes. Horário de trabalho Horário de trabalho das diversas categorias profissionais discriminado por turnos e/ou horário de funcionamento de unidades ou setores. Disposições Gerais ou Transitórias Relacionar as situações não previstas nos capítulos anteriores. Ex: uniformes, não poderá receber de clientes ou familiares, pagamentos referentes aos serviços. O Regimento do Departamento de Enfermagem está diretamente ligado a uma enfermeira, à qual compete a supervisão de todo o serviço de enfermagem, incluindo a execução e as atribuições específicas de enfermagem. Ex: Capítulo I Das finalidades ou objetivos Organizar, orientar e documentar todo o desenvolvimento do Serviço de Enfermagem, visando sua missão, que é o compromisso e o dever dos profissionais da enfermagem para com seus clientes internos ou externos. Art. 1º O Serviço de Enfermagem tem por finalidade: I- Assistir o paciente, integralmente, visando o ser humano como um todo, a fim de reintegrá-lo à sociedade, o mais rápido possível; II- Promover e colaborar em programas de ensino, treinamento em serviço e no aperfeiçoamento da equipe de enfermagem; III- Trabalhar de acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, etc. Capítulo II Da posição Posição do serviço de enfermagem no organogramada instituição e quem o coordenará. Exemplos: Art. 2º O serviço de Enfermagem da instituição “X” está subordinado diretamente ao diretor geral e será coordenado exclusivamente por Enfermeiro; 5 - Rotinas É a descrição detalhada das rotinas assegura racionalização, economia no trabalho, uniformidade na condução do serviço e melhor desempenho da equipe na realização de funções. Ex: Rotinas da Unidade de Cardiologia - Há 26 leitos SUS, 4 privativos e 6 semi-privativos. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 11 www.tecnoenf.com.br
  • 13. Noções de Administração - Horários dos Pacientes: - 7h30min - acordar, higiene, banho: - 8h-8h30min – café: - 8h30min-9h - TV no refeitório, higiene: - 9h-11h30min - recreação, lanche para paciente que tem dieta especial: - 11h30min-12h – almoço: - 14h-15h – visitas: - 15h-15h30min – lanche; - 15h30min-17h30min – recreação: - 17h30min-18hmin – janta: - 18h-23h30min - TV refeitório - 21h - ceia - Passagem de Plantão da Enfermagem: Das 7h às 7h30min, das 13h às 13h30min e das 19h às 19h30min. Liberar pastas e evitar solicitar a enfermagem neste horário. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM ENFERMAGEM Sistema de informação em saúde é o instrumento utilizado no processo de planejamento, aperfeiçoamento e tomada de decisão nas diversas instâncias da organização e gerência dos serviços de saúde. É a rede por meio da qual fluem as informações que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada e eficaz onde deve ser considerado: • O que deve ser comunicado • Como deve ser comunicado • Quando deve ser comunicado • De quem deve vir a informação • Para quem deve ir a informação • Por que deve ser comunicado • Quanto deve ser comunicado Processo de comunicação A comunicação é o processo de transmitir informações de pessoa para pessoa, através da fala, da escrita, de imagens e sons com o objetivo de gerar conhecimentos. A comunicação representa o elemento central das atividades de administração. Mais de 80% do tempo do administrador pode ser dispendido em algum tipo de comunicação. A prática de enfermagem tende a ser voltada a um grupo, por isso a comunicação interpessoal garante a continuidade e a produtividade das atividades desenvolvidas. A liderança depende das habilidades de comunicação do administrador. Elementos da Comunicação Todo ato de comunicação constitui um processo que tem por objetivo a transmissão de uma mensagem e, como todo processo, apresenta alguns elementos fundamentais. São seis os elementos envolvidos no processo de comunicação, conforme o seguinte esquema: REFERENTE CANAL DE COMUNICAÇÃO EMISSOR RECEPTOR MENSAGEM CÓDIGO O emissor ou destinador é quem transmite a mensagem. Pode ser um indivíduo, um grupo, uma firma ou um órgão de difusão. O receptor ou destinatário é aquele que recebe a mensagem. Pode ser um indivíduo, um grupo, um animal ou até mesmo uma máquina (computador, gravador). Note-se que o fato de receber a mensagem não implica, necessariamente, decodificá-la e compreendê-la. Mensagem é tudo aquilo que o emissor transmite ao receptor; é o objeto da comunicação. Toda mensagem é transmitida através de um canal de comunicação. Canal ou contato é o meio físico, o veículo através do qual a mensagem é levada do emissor ao receptor. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 12 www.tecnoenf.com.br
  • 14. Noções de Administração De maneira geral, as mensagens circulam através de dois principais meios: • Meios sonoros: ondas sonoras, voz, ouvido; • Meios visuais: excitação luminosa, percepção da retina. Código é um conjunto de signos e suas regras de comunicação. Cada tipo de comunicação tem seu código próprio: comunicações verbais e comunicações não-verbais. Referente é o assunto da comunicação, o conteúdo da mensagem. A comunicação só se realiza quando todos os seus elementos funcionam adequadamente. Tipos de Comunicação •Ascendente – se processa dos subordinados em direção aos níveis hierarquicamente superiores. Estão incluídos os relatórios e anotações de enfermagem. •Descendente – se processa dos superiores para os subordinados. São comunicações de tarefas destinadas a fornecer esclarecimentos e orientar procedimentos, atribuições, normas e rotinas. •Horizontal ou lateral – se processa lado a lado entre pessoas do mesmo nível hierárquico. Ex: prontuário do paciente. •Diagonal – ocorre no relacionamento dos departamentos de linha, grupos e assessorias sobre a forma de reuniões e relatórios. Cruza globalmente a cadeia de comando de uma organização. •Comunicação Informal Não apresenta fluxo determinado. Surge da interação entre as pessoas nas diversas oportunidades. Além da comunicação informal, oral. São comuns as expressões não verbais, onde mesmo com a ausência de palavras há transmissão de mensagens. Ex: Sinais de trânsito, o próprio ambiente hospitalar, ilustrações, etc. Recursos de comunicação mais usados pelo serviço de enfermagem •Passagem de plantão •Prontuário médico •Livro de ocorrências •Comunicação por escrito •Reuniões •Ordens de serviço •Quadro de avisos •Relatório mensal e anual •Visita a pacientes e a unidades de serviço Fluxo de Informações O Fluxo de Informações compreende todas as ações e todos os movimentos que são praticados com respeito aos documentos, desde a sua elaboração e/ou recepção até o seu destino final: preservação e/ou eliminação. Dessa forma, o Fluxo de Informações gera e transmite os dados necessários para a operação de vários Órgãos Internos que executam desde trabalhos bem simples aos altamente complexos. Os dados existentes no Fluxo de Informações percorrem sempre os mesmos caminhos: recebidos e/ou gerados, processados, transmitidos e/ou guardados. Os tratamentos variam, formalmente ou informalmente, conforme estejam ou não disciplinados, muitas vezes integrados, outras não, de acordo com uma maior ou menor preocupação voltada para isso. Uma análise das informações que circulam numa organização deverá envolver todos os cargos, altos ou baixos. Até certo ponto, todo funcionário acumula, transfere, usa ou arquiva informações. À medida que tais atividades forem formalmente reconhecidas como parte do trabalho que compete a cada cargo, teremos determinado a importância e responsabilidade de tais informações. O Fluxo de Informações, portanto, caracteriza-se como um ponto-chave para a fixação de critérios de organização de arquivos, controle de informações, definição de prazos de arquivamento e destruição e análise das rotinas com vistas ao seu aprimoramento, padronizando-o o mais possível, simplificando-o dentro dos limites de segurança e presteza da informação, a fim de operá-lo com o menor custo e a maior velocidade, com informações necessárias e suficientes, eliminando-se as desnecessárias e estabelecendo-se, dessa forma, o valor das informações. AUDITORIA EM ENFERMAGEM A auditoria de um processo de avaliação da qualidade é indispensável para garantir uma assistência de enfermagem profissional. Pode ser definida também como sendo a comparação entre a assistência prestada e os padrões de assistência considerados como aceitáveis. A mensuração da qualidade de enfermagem através da auditoria pode auxiliar o encaminhamento de uma enfermagem científica. A auditoria é a fase inicial do processo de planejamento da assistência de enfermagem. É a avaliação sistemática da qualidade da assistência de enfermagem, verificada através das anotações de enfermagem no prontuário do paciente e/ou das próprias condições deste. É uma comparação entre a assistência de enfermagem prestada e os padrões de assistência considerados aceitáveis. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 13 www.tecnoenf.com.br
  • 15. Noções de Administração Finalidades da auditoria em enfermagem •Identificar as áreas (unidades) deficientes do SE, auxiliando, por exemplo, para que decisões quanto ao remanejamento e aumento de pessoal sejam tomadas com base em dados concretos •Identificar áreas de deficiência em relação à assistência de enfermagem prestada, percebendo-se por exemplo, defasagem no atendimento da área psico-espiritual •Fornecer dados para melhoria dos programas de enfermagem •Fornecer dados para melhoria da qualidade do cuidado de enfermagem •Obter dados para implementar programas de atualização do pessoal de enfermagem Observação: A auditoria: •Não tem finalidade punitiva •Não melhora os registros no prontuário •Não tem por finalidade avaliar o desempenho de indivíduos ou grupos Benefícios da auditoria em enfermagem •Para clientes/pacientes - Possibilidade de receber uma assistência de enfermagem de boa qualidade, segura e eficaz •Para equipe de enfermagem - Fornecimento de subsídios que, não sendo usados como ameaça, estimularão a reflexão e o desenvolvimento profissional •Para a instituição - Verificar o alcance dos objetivos, constituindo uma base para continuidade da programação e uma forma de auxiliar no controle de custos •Para a profissão - Desenvolvimento de indicadores da assistência, estabelecimento de critérios de avaliação e conseqüente geração de novos conhecimentos Operacionalização do processo de auditoria em enfermagem Coleta de dados previamente escolhidos que serão analisados obedecendo a um padrão estabelecido e darão subsídios para elaboração de um relatório; A análise se constitui na essência da auditoria. Essa análise deve ser baseada na verificação, interpretação, crítica e orientação das tarefas desenvolvidas e registradas pela equipe de enfermagem Tipos de Auditoria ►Auditoria Retrospectiva Feita após a alta do paciente; Dados não reverterão em benefício para o paciente; Não permite saber o que foi feito e não foi anotado; Até 50 altas/mês – todos os prontuários Mais de 50 altas/mês – 10% dos prontuários Prontuário de óbitos – todos, fora os 10% Elementos básicos ● Livro de registro de prontuários para sorteio ● Critério de sorteio Padrão de coleta de dados ● Condições do paciente na internação; ● Método de admissão do paciente; ● Atendimento das prescrições médicas; ● Sistema de elaboração do plano de cuidados individualizado; ● Sistema de elaboração do plano de serviço para cada funcionário; ● Relatório de enfermagem: Completo X incompleto? ● Chamadas do médico de plantão; ● Sinais vitais checados de acordo com o diagnóstico e necessidade do paciente; ● Anotações quanto a alterações do paciente,sistema de informação, reação pós-anestésica / pós-operatória; ● Descrição da ferida operatória; ● Anotações dos sinais e sintomas ● Transferências e suas causas; ● Condições de alta, orientação ao paciente e acompanhamento. ►Auditoria Operacional ou Concorrente Feita enquanto o paciente está hospitalizado ou em atendimento ambulatorial Padrão de coleta de dados ● Exame do paciente e confronto das necessidades levantadas com a prescrição de enfermagem ● Entrevista com o profissional ● Avaliação feita pelo paciente e familiares ● Pesquisa junto à equipe médica, verificando o cumprimento da prescrição médica e interferências das condutas de enfermagem CTE - Central do Técnico de Enfermagem 14 www.tecnoenf.com.br
  • 16. Noções de Administração Relatório da auditoria em enfermagem ● Período a que se refere ● Data da elaboração ● Número de ordem ● Descrição dos casos auditados ● Conclusões ● Assinatura do auditor Classificação da auditoria em enfermagem Interna Realizada por elementos da própria instituição Quanto à intervenção Externa Realizada por elementos contratados para a auditoria. Contínua Avalia em períodos determinados, sendo que a revisão seguinte sempre Quanto ao tempo se inicia a partir da última. Periódica Examina em tempos estabelecidos, porém não se prende à continuidade. Normal Realizada em períodos determinados com objetivos regulares de Quanto à natureza comprovação. Específica Atende a uma necessidade do momento Total Abrange todos os setores da instituição Quanto ao limite Parcial Limitada a alguns setores da instituição EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM As organizações precisam de profissionais capacitados para o alcance de suas metas e objetos, para o alcance de suas metas e objetivos. Para que isso ocorra é necessário um trabalho contínuo com os funcionários integrantes na própria função. As necessidades de desenvolvimento pessoal levam a buscar a atualização de seus conhecimentos. Importância do desenvolvimento de pessoal Profissionais capacitados proporcionam o alcance das metas e dos objetivos da organização. Os avanços tecnológicos e as mudanças sócio-econômicas reforçam a necessidade de desenvolvimento de pessoal Necessidade de educação do funcionário no próprio local de trabalho Educação Continuada ou Contínua Processo permanente que se inicia após a formação básica e está destinado a atualizar e melhorar a capacidade de uma pessoa ou grupo, frente às evoluções técnico-científicas e às necessidades sociais. Educação em Serviço Programas de treinamento oferecidos pela instituição em uma área específica, visando o desenvolvimento da prática profissional. Tem como objetivo propiciar experiências educativas no local de trabalho, de forma contínua e planejada, oferecendo ao empregado, oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional A elaboração de programas de treinamentos pode ser individual ou em grupo. Recursos necessários à educação continuada ►Recursos humanos Enfermeiras com tempo integral na EC elaboram programas de treinamento Enfermeiras de serviço participam ou não dos treinamentos ►Recursos materiais • Materiais didáticos • Biblioteca • Audio visuais Tipos de programas de EC • De orientação inicial – são direcionados para os funcionários recém-admitidos. Estes recebem informações quanto à filosofia, política e estrutura do hospital, direitos e deveres e a planta física. São ministrados na fase de adaptação do funcionário. • De treinamento em serviço – tem como objetivo preparar o funcionário para melhor assumir um cargo ou função. • De aperfeiçoamento, atualização e aprimoramento – são programas em que os funcionários recebem informações para melhorar e ampliar os conhecimentos e habilidades no seu campo específico de atuação. Este programa inclui cursos dentro e fora da instituição. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 15 www.tecnoenf.com.br
  • 17. Noções de Administração REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KWASNICKA, Eunice Lacava. Introdução à Administração. 5. ed., São Paulo: Atlas, 1995, p. 193 a 197. KURCGANT, Paulina. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU, 1991, 237 p. MORAES, Anna Maris Pereira. Iniciação ao estudo da Administração. São Paulo: Makron Books, 2000, 163 p. MARX, Lore Cecília e MORITA, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. São Paulo: 2ª ed. EPUB, 2003, 108 p. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral de administração. 2. ed. compacta.São Paulo: McGaw-Hill, 2000. GRECO, R. M. Ensinando a administração em enfermagem através da educação em saúde. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 57, n. 4, p. 504-507, jul./ago. 2004. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO (HUWC). Processo de trabalho em enfermagem na dimensão do gerenciamento do cuidado em um Hospital Público de Ensino (Dissertações). Disponível em: <http://www.huwc.ufc.br>. Acesso em: 15 mar. 2007. CTE - Central do Técnico de Enfermagem 16 www.tecnoenf.com.br