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    UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB
   DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII
          COLEGIADO DE PEDAGOGIA



           ADRIANA ARAUJO SILVA




A LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA




            SENHOR DO BONFIM-BA
                    2012
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              ADRIANA ARAUJO SILVA




A LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA




       Monografia apresentada ao Departamento de Educação-
       Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte
       dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de
       Licenciatura Plena em Pedagogia.

       Orientador: Profº. Esp. Pascoal Eron S. de Souza




              SENHOR DO BONFIM-BA
                           2012
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                            ADRIANA ARAUJO SILVA




Monografia    apresentada   ao   Departamento   de   Educação-Campus   VII,   da
Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de
graduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia




                      Aprovada em _______,de Agosto, de 2012.



                                 BANCA EXAMINADORA



         _______________________________________________________

                   Orientador: Profº Espª. Pascoal Eron S. de Souza
                     Universidade do Estado da Bahia –UNEB
                                      Orientador
             _____________________________________________________

                     Prof _________________________________

                            Universidade do Estado da Bahia – UNEB

                                    Examinador (a)

             _____________________________________________________

                        Prof____________________________

                       Universidade do Estado da Bahia – UNEB

                                    Examinador (a)
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À Deus,
que me agraciou com o dom da vida e
conduziu-me até aqui. Sua presença me deu
forças para prosseguir e permitiu chegar,
pois   nos   proporcionou     a   chance    de
demonstrar   a   nossa      capacidade     para
realização deste trabalho que, apesar de
árduo, hoje nos proporcionou orgulho. Muito
Obrigada Deus. A Ti toda honra e Glória.
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                                 AGRADECIMENTOS


      À minha família que me apoiou e ajudou durante todo o curso e em momentos
em que mais precisei, em especial minha mãe Lindalva e meu irmão Claudionor que
foram suportes importantes em minha caminhada.


      À minha pequena princesa Ana Clara, de quem sempre recebi estimulou para
investir em minhas pesquisas em Literatura Infantil. Será sempre uma referência em
minha vida.


      À minha amiga e companheira de pesquisa, Cássia Milena que acreditou, e
não duvidou em nenhum momento na contribuição da Literatura para o
desenvolvimento infantil e não mediu esforços para ir a campo buscar respostas
para nossa inquietação.


      À minha querida equipe que esteve ao meu lado desde o primeiro semestre
do curso de Pedagogia, com eles e elas muito aprendi, rompemos barreiras,
desmistificamos preconceitos, vivemos momentos especiais, e também alguns
tristes, muitas alegrias, madrugadas em claro, mas valeu a pena. Por isso aqui fica o
meu muito obrigada a Paulo Victor, José Nilton, Maria Clara, Edineide, Luciana
Nascimento e Cássia Milena, pessoas que levarei para sempre em minha memória e
em meu coração.


      Aos colegas da turma 2008.1, com tantos aprendi e dividi experiências, que
para mim foi muito importante e também construímos laços de amizade.
Aos professores que muito me ensinaram e contribuíram para minha formação,trago
em destaque a professora Sandra Fabiana que foi referencia para mim quando me
dediquei a trabalhar com a Literatura Infantil.


      Agradeço em especial ao professor e orientador Pascoal Eron que confiou em
meu objeto de estudo e muito contribuiu para minha formação enquanto pedagoga.


      Por fim, a Igreja Batista que me recebeu de portas abertas e muito ajudou
para minha pesquisa, as crianças, meu objeto de pesquisa que foram de suma
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importância para alcançar meus objetivos, não poderiamos esquecer das alunas e
das irmãs e cooperadores da ONG que muito me incentivaram a continuar com
minha pesquisa.


      Ao Campus VII, que nos deu oportunidade de realizar esse curso e crescer
em conhecimento.


                                                       A todos, muito obrigada!
7




“O ouvir histórias    pode estimular o
desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o
pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o
ver o livro, o escrever o querer ouvir de
novo (a mesma história ou outra). Afinal
tudo pode nascer de um texto”


                         FanyAbramovich
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                                        RESUMO




         Este trabalho monográfico emerge como Trabalho de conclusão de Curso – TCC que
constitui requisito parcial para a graduação, todavia é resultado de pesquisa realizada com
infantes em idade entre seis a dez anos,tendo como objetivo buscar nas crianças o que elas
pensam sobre a leitura. Procurou-se compreender a relação das crianças com leituras
infantis, como gosto, sentimentos expressados ao ouvir ou ler uma historia, já que durante o
período acadêmico a Literatura infantil foi uma temática que chamou bastante atenção e foi
foco da minha pesquisa. Apoiado em um estudo teórico conseguiu-se perceber através da
revisão a relevância da literatura para o desenvolvimento infantil, contudo foi necessário ver
como consistia a prática,esta que foi almejada nesse trabalho. Os autores foram de
fundamental relevância para isto; e com eles vimos que a Literatura Infantil pode contribuir
para uma educação de qualidade e alargar habilidades importantes para o desenvolvimento
infantil como: estimular e desenvolver a prática da leitura. A metodologia utilizada foi
qualitativa, pois precisávamos de dados para encontra uma resposta aproximada para
nossa inquietação. Na análise de dados pode-se reafirmar o quanto a literatura infantil é
atraente as crianças e pôde-se afirmar o que os teóricos reforçaram. Portanto, a Literatura
Infantil ainda permanece no gosto das crianças, e desperta ainda sentimentos como a
afetividade, encanto, desejos, ânsias enfim, estimula tanto a imaginação como a criatividade
infantil e, sobretudo, o gosto pela leitura no seus mais variados sentidos.

Palavras chave: Literatura Infantil. Criança. Leitura.
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                      LISTA DE ILUSTRAÇÕES


FIGURA                       DESCRIÇÃO                     PÁGINA

  01     Gráfico de faixa etária                             26

  02     Gráfico de nível de escolaridade                    27

  03     Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de     28
         2012
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                                                          SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ...............................................................................................                       11
CAPITULO I
 1. PROBLEMATIZAÇÃO...............................................................................                               12
 CAPITULO II
 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.........................................................................                               15
       2.1. Literatura Infantil ..........................................................................................       15
       2.2. Criança ........................................................................................................     17
       2.3. Leitura ..........................................................................................................   19
CAPITULO III
 3. METODOLOGIA.........................................................................................                         21
       3.1. Tipo de pesquisa .........................................................................................           21
       3.2. Sujeitos da pesquisa..................................................................................               22
       3.3. Lócus da pesquisa ......................................................................................             22
       3.4. Instrumentos de coletas de dados ..............................................................                      22
            3.4.1. Observação Participante ...................................................................                   23
            3.4.2. Questionário Fechado ......................................................................                   23
              3.4.3. Entrevista Semi estruturada .............................................................                   23
       3.5. Tratamento dos dados ................................................................................                24
CAPITULO IV
4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS................................................                                                 25
       4.1. Perfil dos pesquisados: Análise do questionário fechado ...........................                                  25
            4.1.1. Gênero do sujeito .............................................................................               25
            4.1.2. Instituição Escolar .............................................................................             26
            4.1.3. Faixa etária .......................................................................................          26
            4.1.4.Nível de escolaridade ........................................................................                 27
            4.1.5. Os anseios pela leitura ......................................................................                27
            4.1.6. Ambientes de leitura .........................................................................                29
            4.1.7. As Preferências pela leitura ..............................................................                   29
       4.2. Analisando a entrevista e confrontando com a observação .......................                                      30
            4.2.1. Discutindo sobre preferências de leituras .........................................                           30
            4.2.2. Histórias marcantes ...........................................................................               34
            4.2.3. O valor do livro para mim ...................................................................                 35
            4.2.4. A leitura na voz infantil ......................................................................              36
 CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................                                 38
REFERÊNCIAS..............................................................................................                        40
APÊNDICE .....................................................................................................                   42
11




                                  INTRODUÇÃO



      A pesquisa tem para nós um significado muito importante, pois através de
investigações durante o curso de pedagogia do Campus adquirimos conhecimentos,
ampliamos algumas idéias sobre educação, e rompemos barreiras que para nós
antes seria impossível. Assim brota nossa proposta de pesquisa que tem sua origem
desde o segundo semestre quando buscamos na Literatura Infantil embasados por
autores entender de que forma ela pode contribuir para uma educação de qualidade
e assim nasce depois de muitas inquietações nosso trabalho de conclusão do curso.
Não foi fácil ir a campo, pois precisamos de tempo, para coletar dados e assim
chegar a uma resposta aproximada da nossa questão.


      A pesquisa nos permitiu entender realmente o que a criança pensa sobre a
leitura destinada a ela e através do contato direto adentrar no mundo infantil e
buscar informações para nossa produção, assim em nossa discussão deixar que a
criança expresse realmente que sentido tem a Literatura Infantil para ela, dando voz
a quem é de direito.


      Esta monografia foi organizada em quatro capítulos, no primeiro capítulo
problematizamos nossa questão, apontamos o caminho percorrido junto com a
literatura infantil durante nosso curso, as experiências em ir a campo, o aprendizado
e assim nosso problema de pesquisa. No segundo capítulo, buscamos através dos
aportes teóricos, entender um pouco sobre a Literatura Infantil: história, seu papel no
desenvolvimento infantil, e dialogamos sobre leitura e sua relação com a literatura
infantil. O terceiro capítulo vem abordando as práticas metodológicas utilizadas para
desenvolver nossa pesquisa. E por fim no quarto capítulo dialogamos com nossos
sujeitos através de analise trazendo nossos autores para um confrontamento.
12




                                       CAPÍTULO I


1. PROBLEMATIZAÇÃO


Pensar em crianças e sua relação com a leitura é pensar no futuro, e pensar no
futuro é ter a responsabilidade de construir um mundo bem melhor, com menos
analfabetismo, opressão e diferenças sociais. Há muitos anos, a Literatura Infantil
vem atraindo a atenção de pesquisadores, pedagogos e estudiosos de grandes
grupos editoriais.


      Entendemos que a presença da Literatura Infantil e a mediação da Leitura no
cotidiano da criança em sala de aula, em casa ou em outro lugar podem ajudar os
sujeitos no desenvolvimento intelectual e emocional. A Literatura Infantil possui uma
característica encantadora, atraente onde as ilustrações convidam o leitor a entrar
no mundo mágico da leitura. Os temas também são interessantes e agradam aos
educadores e as crianças. Muito se tem investido em Literatura Infantil. As escolas
também perceberam o quanto ela pode ajudar no desempenho dos alunos.


      Literatura brasileira, contos de fadas, fábulas, e outros, uma imensidão de
textos que encantam, fascinam, levam a criança a viajar no mundo real ou
imaginário. A leitura das literaturas infantis inspira caminhos belos e uma
compreensão melhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas,
lugares reais e incríveis onde só a imaginação pode criar e chegar.


      A sociedade está cada vez mais globalizada. As crianças a cada dia
incorporam-se a esse estereótipo de vida, tem acesso a muitas informações e
tecnologias variadas e atraentes. Muitos não têm mais prazer em brincar de bola,
correr na rua, pois não querem mais perder tempo, com o que às vezes acham
“chato”. Sabemos que é muito bom ter todos esses mecanismos de tecnologias, mas
ainda assim, precisamos trazer novamente para o mundo infantil o que realmente
criança a gosta: brincar, contar história e ler e ouvir muitas histórias, pois a leitura
enriquece a sabedoria e desperta a imaginação.
13




      Durante o curso de Pedagogia buscamos em nossas pesquisas entender um
pouco qual o verdadeiro papel da Literatura Infantil. Sempre trabalhamos com a
temática em nossos artigos e projetos, o que foi muito enriquecedor, pois adquirimos
conhecimentos e vivenciamos através da aplicação de projetos e leituras o quanto a
Literatura Infantil ainda ajuda e estimula à criança no processo de leitura e
desenvolvimento emocional, intelectual, processo de alfabetização e também a
ludicidade. Em todas as nossas produções, buscamos através de aportes teóricos
entender um pouco sobre a Literatura Infantil,amadurecendo e adquirindo
conhecimento através dos autores trabalhados.


      Um dos projetos que ficou marcado em nós, foi o Baú Literário, desenvolvido
no quinto semestre do curso de Pedagogia do Campus VII, em espaços não
escolares, basicamente a proposta do projeto era estimular as crianças da ONG a
desenvolver o hábito e prazer em ler, através da contação de história e contribuir
para uma melhor socialização da criança no meio em que vive. Nosso lócus atende
crianças em situação de alto risco (meninas). A cada história trabalhada podíamos
perceber em cada criança o encanto e a relação da história com sua vida, também
percebíamos que havia rejeição por parte de outras e foi surgindo a partir daí uma
inquietação, já sabíamos que a Literatura Infantil era prazerosa, e contribuía muito
em uma sala de aula para o professor, mas as crianças, o que elas realmente
acham das leituras das Literaturas Infantis?Que tipo de leitura almejam? O que
acham dos textos direcionados a elas? Assim desenvolvemos mais uma vez o
projeto em uma outra instituição, uma escola bíblica onde nosso alvo eram crianças
de escola pública e particular com idades entre 6 a 10 anos.Nosso objetivo era
através da realização do projeto desenvolver nossa pesquisa buscando através da
contação de historias coletar dados para nossa produção. O projeto foi desenvolvido
em cinco domingos, durante os meses de junho e julho o que nos proporcionou
colher informações importantes e valiosas.


      Diante disso, somos levados a refletir sobre a importância da leitura como
forma de enriquecimento e desenvolvimento de uma criança o que nos faz lembrar
das palavras de     Abramovich (1997, p.23) “O ouvir histórias pode estimular o
desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o
14




livro, o escrever, o querer ouvir de novo(a mesma história ou outra).Afinal tudo pode
nascer de um texto!”


      Partindo     destas   vivencias   anteriores   que   nos   levam   a   desejar   o
aprofundamento dos estudos no tocante a Literatura Infantil, neste sentido, essa
pesquisa busca responder o seguinte questionamento: O que as crianças pensam
sobre a leitura?


      Para tanto, desenvolvemos um projeto de leitura onde aplicamos o
questionário e durante a realização do projeto, autorizados pelos pais, fazíamos as
entrevistas com os sujeitos o que nos proporcionou momentos gratificantes e
enriquecedores. O projeto teve como tema: BAÚ DE LEITURAS.


      Assim, ao longo do curso e das pesquisas sobre a Leitura e Literatura
Infantil,surgiram dúvidas e indagações de acordo com nossas leituras como fonte de
saberes: as histórias infantis despertam interesse nas crianças? Os livros de
literatura vem sendo lidos com prazer ou só lêem para ter uma boa nota, passar de
ano, receber um elogio dos pais ou professores?


      Mediante ao que foi exposto, nosso objetivo ao investigar essa questão é
descobrir que sentido tem a leitura para as crianças e perceber o que acham dos
textos infantis, o que gostam, o que não gostam e que sentido tem a leitura para
elas. Neste âmbito, acreditamos que a Literatura Infantil pode contribuir muito no
desenvolvimento de uma criança.


      Enfim, Esperamos que essa pesquisa possa contribuir muito para o curso pois
acreditamos, que ser pedagogo é perceber a criança como ser social, que pensa,
age e tem, sim, direitos e voz. Desta Maneira, buscamos eleger alguns elementos
que possam contribuir para responder nossa indagação e quem sabe abrir caminhos
para outras pesquisas, que possam proporcionar desafios e debates. E despertar na
criança cada dia mais o gosto e o prazer pela leitura.
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                                     CAPITULO II


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



      Neste capitulo discutiremos a história da Literatura Infantil, o surgimento dos
textos direcionados a crianças e o percurso até os dias de hoje. Em seguida
discorreremos sobre a criança e a sua relação com a Literatura Infantil e para
finalizar o capítulo falamos sobre leitura, visando analisar as contribuições para o
desenvolvimento infantil.



2.1. Literatura Infantil



      É evidente a importância da Literatura Infantil, quando se pensa na formação
completa do ser humano a um processo que busque o equilíbrio e despertando a
imaginação, a inteligência e afetividade, entre a razão e a emoção, entre o utilitário e
o estético da criança. A Literatura Infantil tem grande importância na formação de
bons leitores. A literatura dirigida ao público infantil foi produzida a partir do século
XVII, uma vez que antes desta data, a sociedade feudal não reconhecia que as
crianças possuíam características próprias da infância. Antes da formação deste
modelo familiar burguês, não havia uma consideração especial para com a infância.
“Esta faixa etária não era percebida como um tempo diferente nem o mundo da
criança como um espaço separado”. (ZILBERMAN, 1987, p.13).



      A família tornou-se unicelular, ou seja, mais unida e privada depois da queda
do sistema feudal, nesse período a criança é tida como frágil (biologicamente),
distanciada dos meios produtivos, e, então como conseqüência é um ser
dependente do adulto, de quem precisa para agir na sociedade.


                             Até o século XVII, a infância não era entendida do caráter como
                      percebemos hoje. As crianças eram tratadas como mini-adultos,
                      trabalhavam e viviam juntos aos adultos, vestiam-se como adultos e
                      praticavam de tudo: da vida social, política e religiosa da comunidade, não
                      havia propriamente dito, “um mundo infantil”, diferente e separado, ou uma
                      visão especial, não se escrevia para ela, pois não existia infância (ÁRIES,
                      1978, p.22).
16




      Os primeiros livros para crianças foram escritos por professores e pedagogos
com intenções educativas. A produção para crianças surgiu com o objetivo de
ensinar valores (caráter didático), ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar a
adoção de hábitos, tornando assim um prazeroso diálogo entre a criança e o livro.


                             Dentro do contexto da Literatura Infantil, a função pedagógica implica
                     a ação educativa do livro sobre a criança. De um lado, relação comunicativa
                     leitor-obra, tendo por intermediário o pedagógico, que dirige e orienta o uso
                     da informação: de outro, a cadeia de mediadores que interceptam a relação
                     livro-criança: família, escola, biblioteca e o próprio mercado editorial,
                     agentes controladores de usos que dificultam à criança a decisão e a
                     escolha do que e como ler. Extremamente pragmática essa função
                     pedagógica tem em vista interferência sobre o universo do usuário através
                     do livro infantil, da ação de sua linguagem, servindo-se da força material
                     que palavras e imagens possuem como signos que são, de atuar sobre a
                     mente daquele que as usa; no caso, a criança (PALO; 2001.p.13).



      Podemos observar que a Literatura Infantil desempenha um papel de grande
importância no desenvolvimento da criança e estimula a imaginação da mesma. A
Literatura Infantil, no projeto de uma escola, realiza um trabalho de desenvolvimento
dos alunos fazendo com que as crianças tenham um interesse maior pela leitura,
escrita, arte, imaginação e fantasia, despertando assim uma compreensão maior de
mundo; “O ler relaciona-se ao desenvolvimento lingüístico da criança, com a
formação da compreensão do fictício, com função específica da fantasia infantil, com
credulidade na história e a aquisição do saber.”. (ZILBERMAN; 1987, p.12).


      A literatura age dentro da faixa de conhecimento da criança, porque pode
possibilitar ao leitor uma visão dupla de suas capacidades intelectuais, o saber
adquirido dá-se por meio do domínio da realidade baseado na experiência, isto é,
aumenta a dimensão de compreensão, aquisição de linguagem, produtos, recepção
histórica pela audição ou leitura e da decodificação da mesma.


                            A Literatura Infantil possibilita então, que as crianças consigam redigir
                     melhor desenvolvendo sua criatividade, pois o ato de ler e o ato de escrever
                     estão intimamente ligados. Nesse sentido, “a Literatura Infantil é, antes de
                     tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa
                     o mundo, o homem a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida
                     prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/ impossível
                     realização...” (COELHO, 2000, p.27)
17




      Ainda falando de Literatura Infantil não poderíamos esquecer do precursor de
uma literatura destinada às crianças no Brasil, Monteiro Lobato.Com o surgimento
de Monteiro Lobato na cena literária para crianças e sua proposta inovadora, a
criança passa ter voz, ainda que uma voz vinda de uma boneca de pano, Emília.A
contestação e a irreverência infantis sem barreiras começam a ter espaço e a ser
lidas, e adquirirem maior concretude com as ilustrações das personagens do Sítio do
Pica Pau Amarelo.


      Monteiro Lobato traz para Literatura Infantil o mais importante, vozes e
sentimentos das crianças para as páginas dos livros, para as ilustrações e para as
diferentes linguagens que se fazem presentes na produção artística para crianças.
“ainda acabo fazendo livro onde as crianças possam morar...” Cunha (1991) vem
reforçar dizendo:


                            Com Monteiro Lobato é que tem início a verdadeira Literatura Infantil
                     brasileira. Com uma obra diversificada quanto a gênero e orientações, cria
                     esse autor uma literatura centralizada em alguns personagens que
                     percorrem e unificam seu universo ficcional. (p.24)


      Monteiro Lobato introduz essa perspectiva de olhar o Universo Infantil a partir
dos anseios infantis, o que sem duvidas foi um marco importantíssimo na Literatura
Infantil brasileira. Compreender este universo da literatura infantil foi de suma
importância para a consolidação deste estudo e diante disso uma reflexão acerca da
criança no mundo contemporâneo se fez necessária.


2.2 Criança



      As crianças têm várias formas de pensar, de falar, de agir, de sonhar, de
imaginar, de interagir, de criar, enfim, de expressar-se, que as diferenciam do mundo
dos adultos. Elas têm uma forma diferente de interpretar e atribuir sentido à
realidade que as cerca, e, portanto, agir no mundo e é nesse ponto que recursos
como a Literatura Infantil tem espaço suficiente para introduzir conhecimentos e
valores, entre outros, que podem ajudar a construir a personalidade humana. A
Literatura desperta na criança uma viagem de descobertas e aventuras. Ela
desempenha um papel importante no desenvolvimento da criança, aumentando sua
18




imaginação e aguçando a fantasia do pequeno leitor. “Ah, como é importante para a
formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o inicio da
aprendizagem para ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de
descobertas e de compreensão do mundo...”. (ABRAMOVICH; 1997, p.16).



      A Literatura Infantil desenvolve não só a imaginação das crianças, como
também permite que elas se coloquem como personagens das histórias, das fábulas
e dos contos de fada, além de facilitar a expressão de idéias. Sendo assim, o
objetivo da Literatura Infantil é o de formar leitores, pois por uma série de
características e fatores ela desempenha esse papel melhor do que a literatura
adulta, uma vez que é mais convidativa. O que se procura hoje é assegurar ao maior
número de pessoas possíveis o direito de ler. “A Literatura Infantil contribui para um
contínuo aprendizado, desenvolvendo assim o senso crítico e reflexão onde a
criança possa conhecer melhor o mundo que a cerca...” (CAGNETI, 1986, p.23).


      Através da Literatura Infantil a criança passa a compreender a si mesma e o
mundo em sua volta. Ela já começa desenvolver seu senso crítico sobre a realidade
que está inserida. Assim, Kramer (1992) pontua que:


                           [...] a criança é considerada como um ser que não é ainda, social,
                     desempenhando apenas o papel marginal nas relações sociais, tanto em
                     relação a produção dos bens materiais, quanto em relação a participação
                     nas decisões. Assim o desenvolvimento da criança é percebida como
                     desenvolvimento cultural das possibilidades naturais da criança, ao invés de
                     socialmente determinado e condicionado por sua origem social. (p.21)


      Diante disso podemos perceber que a criança se desenvolve de acordo com o
meio em que vive e a cultura na qual está inserida. Uma criança que é educada em
um meio onde há incentivo a leitura, a situações que lhe proporcione condições
favoráveis a desenvolver habilidades favoráveis a uma boa educação, terá bem mais
condições que uma criança que não é incentivada a leitura.
19




2.3. Leitura



      A leitura das Literaturas Infantis inspiram caminhos belos e uma compreensão
melhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas, reis, personagens
fabulosos, lugares incríveis onde só a imaginação pode criar. Ler é poder rir,
gargalhar, chorar com as situações vividas pelos personagens.


      A leitura deve ser um momento prazeroso onde o leitor ou ouvinte da história
é envolvido por sensações: “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói e
vive sua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace”
(MEIRELES, 1984, p.129).


      Ler é interpretar e aprender o significado, é decodificar símbolos (imagens).
Ler alude entendimento, entender o significado das palavras. Como muitas palavras
a palavra ler, deriva do latim “Legere” e significa conhecer, interpretar por meio de
leitura, descobrir. Assim leitura é o ato de ler. É imaginar sem que haja figuras ou
imagens.



      Aprender a ler e utilizar-se da literatura como veiculo de informação e lazer
promove a formação de um individuo mais capaz de argumentar, de interagir com o
mundo que o rodeia e tornar-se agente de modificações na sociedade em que vive.
(GREGORIN FILHO, 2009, p.51).



      Doravante, nota-se que a literatura possui uma grande contribuição, na vida
social da criança mesmo quando esta ainda não está completamente alfabetizada,
ela já entra em contato com a literatura e a escrita. A Literatura Infantil é um
elemento precioso para os contatos iniciais da criança com o universo da leitura, por
se tratar de uma literatura produzida diretamente para crianças. Desta maneira,
Soares (2005) ressalva que:


                            Leitura é um conjunto de habilidades de decodificar palavras escritas
                     até a capacidade de compreender textos escritos. Essas categorias não se
                     opõem, completam-se; a leitura é um processo de relacionar símbolos
                     escritos a unidade de som e também o processo de construir uma
                     interpretação de textos escritos. (p. 68)
20




      As práticas de linguagem são acima de tudo sociais, a leitura e a escrita
facilitam outra forma de comunicação e interação social. Através da linguagem
escrita, podemos transmitir sentimentos, ideias e conhecimentos. Estas práticas
sociais vão além das simplificações do entendimento de sinais gráficos com sons.
Neste contexto, Soares (2005) define a palavra letramento, que envolve as práticas
sociais do processo de alfabetização:


                             [...] a criança que ainda não se alfabetizou, mas já folheia livros, finge
                     lê-los, brinca de escrever, ouve histórias que lhes são lidas, está rodeada de
                     material escrito e percebe seu uso e função, essa criança é ainda
                     “analfabeta”, porque não aprendeu a ler e a escrever, mas já penetrou no
                     mundo do letramento, já é de certa forma letrada. (p.24)



      As crianças de quatro a dez anos gostam muito de contos de fadas e
aventuras, pois através das leituras sejam de imagens, histórias lidas ou contadas
elas fazem uma relação com o mundo que as cercam e dão sentido através da
imaginação a história com seu mundo: o faz de conta, era uma vez, viveram felizes
para sempre e sempre o bem vence o mal.
21




                                    CAPÍTULO III


3. METODOLOGIA


      Compreende-se que a metodologia é o desenhar do percurso em que se foi
percorrido ressaltando os métodos e a sua relevância para a consolidação deste
trabalho de conclusão de curso; e constitui grande ferramenta fazendo-se
necessário como um processo utilizado para que os objetivos sejam alcançados
como o de descobrir que sentido tem a leitura para as crianças. Segundo Andrade
(2007, p.119) “metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são
percorridos na busca do conhecimento”. Assim a metodologia proposta precisa estar
em harmonia com este objetivo, para Minayo (2002)


                           A metodologia geralmente é uma parte complexa e deve requerer
                     maior cuidado ao pesquisador mais que uma descrição formal dos métodos
                     e técnicas a serem utilizados, indica as opções e a leitura operacional que o
                     pesquisador fez do quadro teórico (p.43)


      Cientes da importância da metodologia para a pesquisa e do cuidado que
precisamos ter para legitimidade dos dados, escolhemos procedimentos que
favorecerão esta abordagem.


3.1. Tipos de Pesquisa


      Utilizamos a abordagem qualitativa, visto que este tipo de pesquisa é bastante
utilizado no campo das pesquisas sociais, por permitir uma aproximação mais
flexível entre sujeitos e pesquisador permitindo a obtenção de dados bastante
significativos. Ludke e André (1986) afirmam:


                            A pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos,
                     obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada (...). Se
                     preocupa em retratar a perspectiva dos participantes e tem um plano aberto
                     e flexível focalizado à realidade de forma complexa e contextualizada (p.13)


      Como Goldemberg (1999) explica, esta flexibilidade permite ao pesquisador
perceber detalhes minuciosos através das emoções e posturas dos sujeitos,
fornecendo elementos vitais, que vão alem da representatividade numérica
22




abordada na pesquisa quantitativa. Goldemberg (1999) ainda mostra que os
pesquisadores que optam pela pesquisa qualitativa, demonstram esta como uma
alternativa, a mais, para as pesquisas sociais, não se limitando aos pressupostos de
um único modelo metodológico para todas as pesquisas.


3.2. Sujeitos da Pesquisa


       Os sujeitos da pesquisa foram crianças, alunos da Escola Bíblica Dominical
da Igreja Batista Betânia. Os sujeitos foram escolhidos por estarem norteados pelo
projeto realizado na igreja, que tem por tema: Baú Literário. Participaram do projeto
trinta e duas crianças, e somente vinte responderam o questionário. A turma era
composta por crianças com idades entre cinco a doze anos.


3.3. Lócus da Pesquisa


       O lócus escolhido foi a Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia.
Uma instituição pública e sem fins lucrativos. A escolha do lócus foi por estar
relacionado com nossa perspectiva de sujeitos, pois precisávamos de crianças com
idades, escolaridade e financeiramente diferentes uma das outras.


3.4. Instrumentos de Coletas de Dados


       Os instrumentos de coletas de dados permitem-nos chegar mais perto do
nosso objetivo, uma vez que a pesquisa científica nos conduz a procedimentos e é
através dela que o investigador tem as respostas das suas indagações. Segundo
Michaliszyn (2005; p.32) “Consiste na habilidade em usar um conjunto de normas
para o levantamento de dados”.


       Para esta pesquisa ser desenvolvida usamos como instrumentos de coletas
de dados o questionário e a entrevista semi-estruturada, que nos deram suporte
para alcançar nosso objetivo: avaliar o que realmente as crianças pensam sobre a
leitura.
23




3.4.1. Observação Participante


      Utilizamos a observação participante como um dos instrumentos de coleta de
dados, pois nos garantiu maior aproximação com os sujeitos investigados como diz
Ludke e André (1986) “nos permite chegar mais perto da perspectiva dos sujeitos,
um importante alvo nas abordagens qualitativas.” (p.26)


      A observação participante permite ao pesquisador uma aproximação do
sujeito que por sua vez retorna a ele dados concretos, revelados através das
posturas e emoções.


3.4.2. Questionário Fechado


      Após a realização do projeto foi entregue aos sujeitos os questionários, estes
então responderam sem nenhuma intervenção de adultos.


3.4.3. Entrevista Semi-estruturada


      A entrevista é um elemento muito valido, nas pesquisas qualitativas.
Rodrigues (1996) diz que:


                            A entrevista é a técnica utilizada pelo pesquisador para obter
                      informações a partir de uma conversa orientada com o entrevistado e deve
                      atender a um objetivo predeterminado. Ela deve ser planejada para que o
                      pesquisador possa obter informações claras e objetivas (p.94).



      A entrevista precisa ser organizada e comprometida para que consiga coletar
dados concretos que, proporcionem o alcançar dos objetivos. Entrevistar não é uma
ação fácil, mas é de grande valia para os pesquisadores que optam pela abordagem
qualitativa. Como afirmam Marconi e Lakatos (1996) “a entrevista válida é uma
verdadeira arte, não é tarefa fácil, mas é básica” (p.199))
24




3.5. Tratamento dos dados


      Os dados obtidos foram organizados e analisados, a partir das informações
coletadas na entrevista e no questionário fechado, de acordo com a sua importância
para nosso estudo. A interpretação dos dados e dos resultados foi classificada por
grupos de acordo com os objetivos traçados que nos permitiram as leituras e as
informações complacentes da pesquisa.


      Através desses objetos de pesquisa preparamos a análise de dados, capítulo
importantíssimo como cita Barros e Lehfeld (2009, p.87) “a fase da análise de dados
constitui-se um momento muito importante de todas as pesquisas, pois é nela que
buscamos as respostas pretendidas, através da utilização dos raciocínios indutivos,
dedutivos,   comparativos   etc.”.   Assim,   precisamos   analisar   seriamente   e
detalhadamente cada resposta, pois é através deste que iremos ter respaldo para
responder o nosso questionamento de pesquisa.
25




                                     CAPÍTULO IV


4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS


      A pesquisa foi desenvolvida com vinte crianças com idade entre seis a dez
anos. A partir do questionário fechado foi possível colher informações sobre o perfil
de cada sujeito, como nível de escolaridade, sexo, idade, gosto pela leitura, entre
outros. A entrevista semi-estruturada nos possibilitou um contato maior com os
sujeitos podendo assim, colher dados importantes para nossa pesquisa. Como citam
Ludke e Menga(1986):


                             Analisar os dados qualitativos significa “trabalhar” todo material obtido
                     durante a pesquisa, ou seja: os relatos de observação as transcrições da
                     entrevista, as análises de documentos e as demais informações disponíveis.
                     A tarefa de análise implica, num primeiro momento, a organização de todo
                     material dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando
                     identificar nele tendências e padrões relevantes. Num segundo momento
                     essas tendências e padrões são avaliados, buscando-se relações e
                     interferências num nível de abstração mais elevado (p.45)


      Isto posto, podemos nos aprofundar na questão pesquisada e confrontar os
dados coletados com os autores trabalhados e enfim apresentar respostas a nossa
questão. Sabemos que a análise de dados é uma das etapas de grande importância
de nossa pesquisa, pois através dos relatos confrontaremos com os autores citados
e assim buscaremos resposta para nossa indagação frente as informações
adquiridas.


4.1. Perfil dos Pesquisados: Análise do Questionário Fechado


4.1.1. Gênero dos Sujeitos


      Os sujeito da nossa pesquisa foram vinte crianças, sendo doze meninas e oito
meninos(tendo um percentual de 40% masculino e 60% do sexo feminino.); nos
proporcionando subsídios valiosos para nossa produção e analise deste estudo.
26




4.1.2. Instituição Escolar


      De acordo com nossa pesquisa percebemos que os sujeitos já estão inseridos
em uma escola seja ela pública ou particular. “A escola tem por função preparar o
indivíduo para o exercício da cidadania moderna, para a modernidade.”.
(RODRIGUES; 1996, p.56). Ficando assim os sujeitos distribuídos: 60% estudam em
escola particular e 40% estudam em escola pública.


4.1.3. Faixa Etária


      Participaram da nossa entrevista oito crianças com idades entre seis a dez
anos. Essa diferença de idades nos proporcionou uma análise crítica sobre o que
pensam as crianças sobre a leitura. Assim representamos em gráfico para melhor
compreender as idades de nossos sujeitos:




                                  Faixa Etária
                       6 anos   7 anos    8 anos     9 anos   10 anos



                                         5%   5%


                                                                    30%
                35%




                                                   25%




                                                                  Fig1; Gráfico de Faixa Etária.
27




4.1.4. Nível de Escolaridade


      Este dado foi muito importante para nós, pois queríamos ouvir crianças que
cursavam séries diferentes. Algumas delas ainda estavam na fase do letramento,
ainda no processo de alfabetização. Assim para melhor entender os níveis de
escolaridade detalhamos melhor em gráfico.



                          Nível de Escolaridade
                           1° ano     2° ano   3° ano     4° ano




                                                        20%
                                    30%


                                                              25%
                                      25%




                                                          Fig2: Gráfico de Nível de Escolaridade




4.1.5. Os Anseios pela Leitura


      Em cada história contada, narrada à criança veste a roupa do herói, é um
momento prazeroso onde o leitor é envolvido pelo sentimento explicito na história
(MEIRELES, 1984).
28




      O desejo pela leitura nasce quando somos estimulados a ler. Quando a
criança vive em um ambiente com livros, ela será estimulada ao mundo de produção
de conhecimentos a leitura.


      Assim seguindo nossa meta investigamos de que forma as crianças lêem?
Onde? Como e quando? Neste sentido, o gosto pela leitura é evidenciado. Percebe-
se que dos vinte sujeitos questionados, 80% gostam de ler, ficando somente um
percentual de 20% dos sujeitos evidenciarem não gostar de ler.De acordo com as
respostas é perceptível que os sujeitos tem o que é mais importante prazer em ler,
Indica que devemos aproveitar e investir mais em leituras para crianças e espaços
direcionados e que promovam leitura.


      Compreendemos também que nossos sujeitos bem cedo começam a ler livros
de literatura, o que não acontecera a alguns anos atrás. Eles só liam o que fossem
exigidos pela escola. Assim em nossa pesquisa apenas três crianças expressaram
não ler nenhum livro este ano de 2012. Também detalhamos a quantidade de livros
lidos pelos nossos sujeitos durante este ano de 2012 em gráfico.



                              Livros lidos em 2012
                1 Livro   2 Livros   3 Livros   Mais de 3 Livros   Nenhum Livro



                                       15%
                                                            35%



                             35%
                                                         10%
                                                5%




                                       Fig3: Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de 2012
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      Aprender a ler é utilizar-se da leitura como veiculo de informação e lazer,
promover a leitura promove a formação de um individuo mais capaz de argumentar,
de interagir com o mundo que o rodeia e torna-se agente de modificações na
sociedade em que vive. (GREGORIN FILHO; 1995).


4.1.6. Ambientes de Leitura


      Sabemos que a leitura deve ser estimulada, pois acreditamos que quanto
mais a criança convive em ambientes que promovam e despertem a leitura, ela
desenvolverá com mais intensidade o gosto pela leitura.Os pais devem estimular e
cada vez mais ser exemplo para seus filhos, pois quando uma criança cresce em um
ambiente onde a leitura é praticada, os livros terão significado para ela. Os pais são
o alicerce da formação da criança e se esse alicerce for construído com uma boa
educação seus filhos crescerão com um ensino eficaz, pois a leitura promove uma
boa educação. (BAMBERGER, 2005). Das 20(vinte) crianças: 55% lêem mais em
sua casa e 45% na escola. Para nossa surpresa o ambiente familiar está a cada dia
estimulando a prática da leitura. Sendo assim Lima afirma que:


                             Os pais poderão compreender melhor os próprios filhos e a
                     significação dos livros para o seu desenvolvimento (...) a função dos pais
                     como modelos é decisiva, isto é, se eles mesmos gostarem de ler, induzirão
                     facilmente os filhos a ler regularmente. O esclarecimento e as informações
                     prestadas pelos pais são uma precondição do ensino eficaz da leitura (p.71
                     e 72).


      Entretanto, se acriança começa desde os primeiros anos de vida a ter contato
com livros e é estimulado a leitura através da relação pais e filhos ela realmente será
um bom leitor. A naturalização dos livros no ambiente familiar deve ser uma
constante, desde muito pequena a criança deve ter o hábito de estar com livros e a
presença deles constitui-se como grande influenciador do gosto pelos livros e
conseqüentemente pela leitura. Então a família tem um papel importantíssimo no
desenvolvimento da leitura.

4.1.7. As Preferências pela Leitura

      De acordo com nossa pesquisa o que mais nos chamou a atenção foi que
ainda hoje as crianças gostam de ler muito contos de fadas e histórias de aventuras,
30




pois são textos que sempre tem mistério, fantasia, realidade, o belo, o feio, os
heróis, as bruxas, as fadas, a natureza, cenas onde possam passear longe de toda
realidade que vivemos hoje. Diante dos dados coletados percebemos que o que
mais atraem as crianças são leituras que fascinam, encantam como nos diz
Meireles, (1984, p.129). “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói e vive
sua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace”.
Conseqüentemente nosso resultado ficou assim distribuído de acordo com o
interesse pela leitura:


4.2. Analisando a Entrevista e Confrontando com a Observação


       Os dados coletados através da entrevista semi-estruturada nos levam a um
entendimento maior dos sujeitos com a leitura e nos possibilitou uma análise mais
clara. Buscamos sempre não expor nossos sujeitos e foi pedido aos pais através de
documento autorização para que fossem gravadas as entrevistas. Foram entrevista
dos oito crianças, sendo que cada uma será chamada de um nome comum para que
sua identidade seja preservada; e numeramos de acordo a idade de cada um de
nossos sujeitos. Participaram da nossa entrevista oito sujeitos, sendo três do sexo
masculino e cinco do sexo feminino.Todas as entrevistas foram gravadas para que
nossa análise fosse feita com mais precisão.


4.2.1. Discutindo sobre Preferências de Leituras


       Entendemos que o prazer em ler, está relacionado aquilo que é atraente,
fascinante, assim perguntamos aos nossos sujeitos qual a história preferida?
Portanto podemos perceber em suas respostas que os contos de fadas fazem parte
da maioria da preferência das crianças. Veja as respostas:

                      Branca de Neve, porque eu gosto muito dela, ela é muito boa ( Ana 6 anos).

                      Minha história preferida é a história do lobo mau ( Elen 6 anos)

                      Minha história preferida... Ai meu Deus... De terror (Maria 7 anos).

                      Polegarzinho. Porque é um conto de fadas e eu gosto muito de contos de
                      fadas que tem bruxas e princesas (Joana 9 anos).

                      Hum...Deixa eu ver...A raposa e as uvas. Sei não... porque eu gosto de
                      fábulas( João 9 anos).
31




       A partir das informações coletadas, percebemos que hoje as crianças são
mais estimuladas a leitura, tanto em casa como na escola, o livrou passou a ter uma
característica própria, tanto os livros didáticos como os de Literatura Infantil. Assim é
gratificante saber que dos vinte sujeitos entrevistados somente 5% não leram
nenhum livro este ano e que 35% já leram mais de três livros ente ano de dois mil e
doze. Logo percebemos que a leitura passa a ser apreciada, mais desejada pela
classe infantil.


       Os contos de fadas até hoje encantam e despertam o interesse das crianças,
como nos traz Coelho (2000): “Os contos de fadas fazem parte desses livros eternos
que os séculos não conseguem destruir e que a cada geração, são redescobertos e
voltam a encantar leitores ou ouvintes de todas as idades.”. (p.21). Ainda buscando
as considerações de Coelho (2000; p.31) “Os contos de fadas são como cartilha
para as crianças, pois além de afastar os pequenos dos perigos... também em
muitos, agem como defesa de valores, virtudes, trabalho e aspereza.”.


       Para Bettelhein, (1990; p.197) “Conto de fadas é onde a criança aprende a ler
sua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a
compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual”. Desta maneira, cada
criança encontra nos contos uma parceria para resolver situações como: medos,
amor, carência, perdas e buscas.


       Outro momento essencial foi entender realmente que tipo de texto as crianças
gostam de ler. Dar voz a elas, escutá-las entender realmente o que elas pensam
sobre leitura. Às vezes somos egocêntricos ao dizer que toda história infantil é
fascinante, e prazerosa. Mas se a história é infantil, ou direcionada a crianças, a voz
tem que partir delas, quem tem que gostar são elas, vejamos o que pensam nossos
sujeitos:

                      Eu gosto de ler histórias e revistas da Recreio porque tem história de
                      aventura (Pedro 9 anos).

                      Eu gosto de ler contos de fadas (Joana 9 anos).

                      Eu gosto de ler livros... Livros de ciências, história, só. (João 9 anos).
32




                     Hum... Livro... Livro da história da bíblia” (Jorge 8 anos).

                     Eu gosto de chapeuzinho vermelho, branca de neve, contos de fadas, é...,
                     só (Ana 6 anos).

                     Histórias que eu gosto de lê... Bíblia, gibi, essas coisas aí. Deixa eu ver...Só
                     eu acho que só( Heloísa 9 anos).


      Diante das falas de nossos sujeitos percebemos a presença do imaginário, do
encanto quando citam suas histórias preferidas. Ao entrevistar a Joana, percebi em
suas palavras que há uma escolha e também um confrontamento com o medo, ela
não gosta de bruxas, mas diz que gosta de histórias que tenham bruxas e princesas.
A Maria, disse logo: de terror, mas em outro momento ela diz ter medo de escuro,
fantasmas e não gosta de historias com cenas violentas (que tem briga). Mais uma
vez as leituras das histórias infantis, permitem ao leitor viajar por um mundo de
descobertas e confrontamento com a realidade.


      Partindo do pensamento dos sujeitos sobre as escolhas de suas leituras,
quando percebemos a sinceridade da criança quando diz tudo que gosta e encerra e
só, pronto, acabou, não existe eu gostava, gosto um pouco. O Pedro ao dizer que
gosta das revistas da recreio afirma também que gosta de leituras que tenham
aventura, Eis o motivo de gostar de ler a revista. Entretanto, mais uma vez a
presença dos contos de fadas estão no anseio das crianças, outra leitura que está
sendo bem habitual nas falas, são os gibis, pois facilitam muito através da leitura da
imagem para aqueles que ainda não dominam                    bem a leitura ESCRITA.Agora
vejamos o que os sujeitos não gostam de ler.



                     Não sei (Pedro 9 anos).

                     Eu não gosto de lê gibi (Joana 9 anos).
                     Hum... deixa eu ver... Nada ( Elen 6 anos).

                     (risos...) Eu não gosto de ler, é... é coisa grande (Jorge 8 anos).
                     Não gosto de lê BEN10, aqueles negócios de dragão, não gosto de lê, só (
                     Ana 6 anos).

                     É quando é assombrada. Aqueles livros de assombração (Heloísa 9 anos).


      Nota-se que preferências das histórias fazem parte de um contexto social, as
histórias citadas em nossa entrevista, geralmente falam de coisas boas com final
feliz, falam de Deus, histórias de aventura onde tem sempre alguém pra resolver
33




uma situação difícil. Assim percebemos através das falas das crianças que,sabem
realmente o que gostam de ler e são determinados e realistas, ao dizer não gosto ou
eu gosto. A leitura é uma forma de buscar resposta para o que ainda está oculto ou
também uma busca para enfrentar algumas soluções que possam ser difíceis de
resolver.


      Ler é ouvir, sentir, é enxergar com os olhos do imaginário. Em cada história
lida o leitor viaja por um mundo de sentimentos sejam eles medos, alegrias, tristeza,
pavor, insegurança, tranqüilidade e outros que vão surgindo com o desenlace da
história. As histórias infantis tem esse encanto de despertar sentimentos enquanto o
leitor lê ou ouve uma narração.(ABRAMOVICH,1997)


      Outro, fator importante em nossa pesquisa foi a presença da mãe na
contação de histórias, ela vem em primeiro lugar como aquela que senta, lê ou conta
as histórias infantis, mesmo que as tenha que repeti-las.A segunda contadora de
histórias citada foi a professora e em terceiro lugar vem a vovó, mas o topo mesmo
ficou com a mamãe. As crianças deixaram claro esta ordem ao dizer: Quem ler
histórias para mim é:


                        Minha mãe (Maria 7 anos).

                        Minha professora (Joana 9 anos).

                        Ou é eu que leio sozinho, ou é minha mãe (Jorge 8 anos).

                        Ninguém. Ah... Minha mãe ( Pedro 9 anos ).

                        As vezes ... Mainha. Só, só minha mãe (Heloísa 9 anos).

                        Mamãe (Elen 6 anos).



      Cito novamente Bamberger (2005) quando nos diz que a mãe e o pai são
referência para os filhos. Sob este olhar vimos que a família se enquadra como um
dos pilares para formação de leitores e como a presença da mãe é maior na
educação do filho ela se torna como referência das crianças. È perceptível quando
nas falas de nossos sujeitos há um prazer em dizer minha mãe (Branca de Neve 7 e
Príncipe 8) “mainha” (Cinderela 9). A figura materna tem essa relação com as
34




histórias. Ter tempo, se dispor, a conduzir a criança no caminho do saber da leitura,
da escrita, do conhecimento.


4.2.2. Histórias Marcantes


      A Literatura Infantil passa a fazer parte do universo de um leitor bem cedo, e
mesmo não alfabetizado, a criança inicia o mundo da leitura a partir do momento
que consegue fazer a leitura de imagens, e com certeza a frase que sempre inicia
uma história é: Era uma vez..., e assim surgem muitas histórias. Existe sempre
aquela história que gostamos muito e quando crianças sempre pedimos a alguém
para ler novamente, seja a vovó, a mãe ou professora ou outra pessoa.Ouvir, ler e
contar uma história desenvolve muito nossa leitura. Assim muitas histórias deixam
lembranças na vida dos leitores e buscamos em nossa questão entender que
história foi marcante para nossos sujeitos.


                     E agora... A história de Daniel na cova dos leões. Porque tinha uma lei, um
                     homem que era empregado do rei mandou o rei fazer uma ordem, que
                     quem orasse a Deus e não orassem ao rei, ia ser jogado na cova, e jogou
                     Daniel aí depois o anjo de Deus protegeu ele, porque ele orava a Deus
                     (Pedro 9 anos).

                     O Diário de Lúcia Hena porque eu achei muito interessante e é como se
                     fosse uma realidade (Joana 9 anos).

                     Foi... Minha mãe me contou Dormir fora de casa, porque eu,toda hora eu
                     pegava aquela história pra mim lê, aí minha mãe disse deixa, eu leio para
                     você. Aí ela leu.Eu gostei porque é uma historia muito boa e eu gostei.
                     Porque ela vai pra casa da amiga dela, levou só brinquedos, não levou
                     roupas. Eu gostei (Ana 6 anos).

                     Deixa eu vê.. A história de Davi da bíblia, eu gostei porque tinha luta (João
                     9 anos).

                     Foi Daniel na cova dos leões, eu gostei porque..., eu gostei por causa que a
                     gente falou sobre os leões e fez um marca texto com a cara do leão
                     também na escola e também aqueles que denunciaram Daniel foi jogado
                     na cova dos leões (Heloísa 9 anos).


      Nota-se que estas crianças já têm uma leitura mais ampliada, já conseguem
fazer pequenas interpretações, já tem uma compreensão de sentido das palavras.
Foi possível perceber também que as histórias da bíblia também se destacaram nas
escolhas das crianças e mais uma vez o herói se destaca. A leitura das histórias,
contos, fábulas..., permite a criança desenvolver sua criatividade, comunicação
35




através das palavras e relacionar-se com o mundo. Literatura é arte e através da
palavra, nasce os sonhos, o imaginário, o real, os ideais possíveis ou impossíveis.
(COELHO, 2000)



4.2.3. O valor do livro para mim


      Neste quesito analisaremos como nossos sujeitos tem praticado a leitura.
Percebemos então que ainda há uma grande dificuldade em ler e interpretar, pois a
maioria de nossos entrevistados gostam mais de ouvir ou alguém ler as histórias
para elas, sendo que muitos lêem, mas ainda sentem muita dificuldade em
interpretar palavras.



      A Literatura Infantil contribui muito no desenvolvimento da leitura da criança.
Mas ainda há uma carência grande, nas falas de nossos sujeitos vimos o gosto e
prazer em ler, mas existem seqüelas. Um outro momento que me chamou a
atenção foi em ouvi-las dizer nunca foram a biblioteca. Das oito crianças
entrevistadas somente três foram a biblioteca. A leitura precisa ser mais praticada,
estimulada e nós educadores e pais devem estimular e criar ambientes de leitura,
pois o livro é um canal de conhecimento como nos diz Coelho (2000):


                        (...)O livro infantil é entendido como uma “mensagem” (comunicação entre
                        um auto-adulto(o que possui a experiência). Nessa situação, o ato de ler (ou
                        de ouvir),pelo qual se completa o fenômeno literário, se trans forma em um
                        ato de aprendizagem.É isso que responde por uma das peculiaridades da
                        Literatura Infantil.(p.31)



      Pode-se notar que as crianças trazem significados consigo acerca da
contação de histórias e dos livros infantis e trazem também abstrações sobre o que
eles compreendem nas histórias. Vejamos agora o que relatam os nossos
sujeitos,quando questionamos se eles entendem o que lêem:


                        Mais ou menos. Eu leio muitas vezes para entender (Pedro 9 anos).

                        Eu só entendo quando alguém me ajuda (Joana 9 anos).
36




      Diante das afirmações de nossos sujeitos, percebemos uma carência ainda
muito grande com leitura. Em toda nossa investigação percebemos o desejo, o
prazer em ler, ouvir e contar histórias, mas quando partimos para uma leitura e
interpretação, surgem as dificuldades.


      Percebemos a dificuldade na leitura quando Joana expressa em suas
palavras precisar de alguém para ajudar, pois ainda não consegue interpretar o que
lê. Nossa pesquisa abre mais uma vez espaço para questionamento. Precisamos
melhorar a qualidade de educação para nossas crianças. E investir seriamente em
LEITURA.


4.2.4. A leitura na voz infantil


      A criança é reflexo do meio em que vive, e partindo das falas quando dizem
para que a leitura serve, percebemos que mesmo em sentidos diferentes, todas
dizem que serve para aprender. E para aprender é necessário dedicação, doação e
investimento. Percebemos que o analfabetismo não é culpa das crianças, porque em
toda nossa pesquisa houve um desejo, um querer, o que falta é mais investimento e
dedicação para a classe infantil, que é a base. Quando construímos um edifício com
alicerce seguro, com certeza ele estará seguro. E um bom leitor se faz com uma boa
base, ambiente incentivador, incentivo, família, bons educadores. Assim nossas
crianças não vão mais com oito anos precisar ler um texto várias vezes, para
entender.


      Encerro esta questão com as falas dos sujeitos quando dizem que leitura
serve pra imaginar as coisas, serve para aprender, para ajudar a escrever. Essas
coisas que vão surgindo através de cada história lida ou contada. Assim afirma,
nosso sujeitos, Pedro, Joana, Maria, João e Jorge ao afirmar que leitura serve pra
ficar esperto, inteligente, e que leitura é descoberta. Diante das palavras destas
crianças percebemos um entendimento bem maduro sobre leitura Em cada uma das
respostas que nos fazem refletir sobre como existem vários tipos de leitura: como
leitura de imagem, leitura de mundo, como a palavra “descoberta” que podem surgir
varias indagações como descoberta de mundo, do outro e de saberes que para eles
ainda são ocultos. Percebemos assim que a leitura na voz infantil tem um significado
37




muito rico e desenvolve a criatividade, organiza os sonhos e a vida prática, o
imaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização. A leitura das
Literaturas permite a criança entender melhor um texto, redigir e desenvolver o
habito de ler e escrever. Com isso vamos escutar mais uma vez o que as crianças
nos dizem:


                    “Leitura serve para imaginação das coisas (Pedro 9 anos)”.

                    “Leitura.Não sei não. Serve pra que? (Maria 7 anos)”.

                    “Para aprender a ler ( Ana 6 anos)”.

                    “Viche... (risos) Pra pessoa ficar esperta (Joana 9 anos)”.

                    “Pra ajudar a escrever e aprender mais... Essas coisas (João 9 anos)”.

                    “Pra gente aprender as coisas (Jorge 8 anos)”.


      Partindo das falas dos sujeitos, a leitura serve para dar sentido as coisas,
entender, para melhorar a escrita. Percebemos que nessa idade a criança precisa
entender aquilo que lê para poder ir além, imaginar. A leitura proporciona
informações e desenvolve tanto o intelectual como a socialização da Criança.
38




                                CONSIDERAÇÕES FINAIS



      Ler é uma experiência única, é conhecer o mundo através da escrita, da
imagem do som, é poder dar sentido as coisas. Quando o individuo percebe o
mundo ele lê apenas as imagens, a partir daí passa a dar sentido às coisas,
distinguir objetos pessoas, lugares. Assim ele já começa a fazer leituras de histórias
infantis a partir de imagens como personagens. Quando uma criança vê um lobo,
logo saberá que aquele personagem faz parte da história chapeuzinho vermelho. A
partir de seis anos ela já consegue dar sentido a leitura e fazer interpretação de
pequenos textos.


      Ao adentrar o curso de pedagogia busquei em minhas pesquisas perceber a
importância   da   Literatura    Infantil   na   educação.   Assim   percebi   em   cada
questionamento que vale a pena trabalhar e investir nessa questão, pois através das
leituras das literaturas as crianças desenvolvem sua leitura e escrita. Nessa
perspectiva e após vários debates fui ouvir o que as crianças pensam sobre a
leitura. Assim nasceu essa a monografia, que toma vida própria a cada encontro
com as crianças e a partir das respostas nascem outras inquietações.


      Esta monografia surgiu de um sentimento de insatisfação quando nas
histórias trabalhadas não conseguimos alcançar atenção das crianças. Assim em
nossa pesquisa buscamos encontrar respostas para nossa pergunta através de uma
análise mais profunda e detalhada. Aos poucos ela passa a ter vida própria e
através dos aportes teóricos conseguimos chegar a uma conclusão mais
aproximada da nossa proposta de pesquisa.


      Assim percebemos que a leitura das Literaturas Infantis ainda fazem parte do
gosto e da vivencia das crianças, e que essas histórias causam até os dias de hoje
fascínio, encanto, prazer e despertam cada vez mais o desenvolvimento da leitura.
Dessa forma é essencial que os pais, professores estejam cada vez mais
estimulando a prática da leitura desde cedo. Pois quanto mais a criança é
estimulada, com certeza será um leitor e não um apreciador da leitura.
39




       Em contato com as crianças, encontramos resposta para nossa inquietação,
as crianças ainda gostam de contos de fadas, gostam de ouvir histórias, muitas
vezes, ainda viajam pelo mundo da fantasia e do faz de conta. Percebemos também
que vale a pena criar ambientes que incentivem a leitura. A criança encontra nas
Literaturas Infantis oportunidades de resolver situações que para elas parecem ser
difíceis como medos, dores, rejeição, e outros. As leituras de histórias infantis na voz
da criança proporcionam momentos de descobertas de saberes e pode ajudar a
melhorar a escrita. Nesta pesquisa fica relevante que as crianças percebem as
Literaturas Infantis como instrumento facilitador, prazeroso, encantador e fascinante,
podendo assim ajudar a entender o significado das coisas e melhorar a escrita e
contribuir para uma boa educação. Revelam também a dificuldade em ler e
interpretar os textos.


       Assim nossa pesquisa nos aproximou mais do mundo infantil e da realidade e
nos fez refletir que precisamos investir mais em leitura, pois as crianças de hoje
serão o nosso futuro. Também nascem algumas provocações sobre leitura para
nosso campus. Por fim, acreditamos que a metodologia utilizada alcançou os
objetivos propostos e nos levou a encontrar respostas para nossa questão. Finalizo
com as palavras de Monteiro Lobato quando diz: “ainda acabo fazendo livros onde
as crianças possam morar...”.
40




                                REFERÊNCIAS


ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo:
Scipione; 1997.

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução a metodologia do trabalho científico:
elaboração de trabalho na graduação. São Paulo: Atlas, 2007.

ÁRIES, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2 ed. Rio de
Janeiro:Guanabara, 1978.

BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7. ed. São Paulo:
Ática, UNESCO, 2002, 2005, 109 p.

BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia: um guia
para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 2009.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Rio de Janeiro. Paz e
Terra, 1990.

CAGNETI, Sueli de Souza. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica,1986.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil- Teoria, análise, didática. São Paulo:
Ática, 2000.

CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria e Prática. São Paulo:
Ática, 1991.

GOLDEMBERG, M. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em
Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1999.

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura Infantil: múltiplas linguagens na
formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009.

KRAMER, Sonia. A política do pré-escolar no Brasil: A arte do disfarce. São
Paulo: Cortez, 1992.

LUDKE, Menga; ANDRÉ Marli E.D.A. A pesquisa em educação. Abordagens
qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica. São Paulo, Atlas, 1996.

MEIRELES, Cecília .Problemas da literatura infantil. 3. ed. Rio de Janeiro. Nova
Fronteira 1984.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social: Teoria, método e
criatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes, 2002
41




MICHALISZYN, Mario Sergio e TOMASSINI, Ricardo. Pesquisa orientações e
normas para elaboração de projetos, monografias e artigos científico.
Petrópolis, RJ: Vozes,2005.

PALO, Maria José e Oliveira, Maria Rosa D. Literatura Infantil-Voz de Criança.
São Paulo: Ática, 2001.

RODRIGUÊS, Álvaro de Jesus. Metodologia cientifica. São Paulo:Avercamp,
1991.

SOARES, Magda_ Letramento: Um tema em três Gêneros. 2.ed. Belo Horizonte,
Autentica: 2005.

ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 1985.

Id.ibid., São Paulo: Global, 1987.
42




APÊNDICE
43




             UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE
             EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM
             PEDAGOGIA 2008.1


                                QUESTIONÁRIO


1. Escola:
( ) Particular
( ) Pública


2. Sexo:
( ) Menino                             ( ) Menina


3. Idade
(   ) 6 anos                           (   ) 8 anos
(   ) 7 anos                           (   ) 9 anos
(   ) 10 anos ou mais


4. Série


( ) 1º Ano                             ( ) 3º Ano
( ) 2º Ano                             ( ) 4º Ano


5. Você gosta de ler?


( ) Sim
( ) Não


6. Onde você lê com mais freqüência?


(   ) Em casa
(   ) Na Escola
(   ) Outro lugar. Qual? ___________________________________
44


7. Quantos livros você já leu este ano?


(   ) 1 livro                                ( ) Mais de 3 livros
(   ) 2 livros                               ( ) Nenhum livro
(   ) 3 livros


8. Qual o tipo de leitura você mais gosta?


( ) Contos de fadas
( ) Fábula
( ) Gibi
( ) História de aventura
( ) Lendas
( ) Outras.
Qual?____________________
45




              ROTEIRO PARA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA



1. Qual a sua história preferida?


2. O que você gosta de ler?


2. O que não gosta de ler?


3. Quem ler histórias para você?


4. Qual foi a história que já leu ou alguém contou para você que gostou muito. Por
quê?


5. Você consegue entender o que lê?


6. Quais os livros que você já leu?


7. Você gosta mais de ler histórias ou que alguém conte pra você?


8. Quais livros você gostaria de ler?


9. Você vai à biblioteca? Com quem?


10. Pra que serve a leitura?
46




Senhor do Bonfim, 09 de julho de 2012




ATT Senhores pais:




Eu Adriana Araujo Silva, Graduanda do Curso de Pedagogia do Departamento de
Educação UNEB – Campus VII, venho através deste solicitar sua permissão para
entrevistar
seu(a)filho(a)_____________________________________________naEscola
Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia, para uma pesquisa acadêmica.




______________________________________________________
Assinatura dos pais ou responsáveis:




Atenciosamente,




                                                         ADRIANA ARAUJOSILVA
                                                Graduanda da UNEB – Campus VII

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  • 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA ADRIANA ARAUJO SILVA A LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 2. 2 ADRIANA ARAUJO SILVA A LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA Monografia apresentada ao Departamento de Educação- Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Orientador: Profº. Esp. Pascoal Eron S. de Souza SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 3. 3 ADRIANA ARAUJO SILVA Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Aprovada em _______,de Agosto, de 2012. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________________ Orientador: Profº Espª. Pascoal Eron S. de Souza Universidade do Estado da Bahia –UNEB Orientador _____________________________________________________ Prof _________________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinador (a) _____________________________________________________ Prof____________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinador (a)
  • 4. 4 À Deus, que me agraciou com o dom da vida e conduziu-me até aqui. Sua presença me deu forças para prosseguir e permitiu chegar, pois nos proporcionou a chance de demonstrar a nossa capacidade para realização deste trabalho que, apesar de árduo, hoje nos proporcionou orgulho. Muito Obrigada Deus. A Ti toda honra e Glória.
  • 5. 5 AGRADECIMENTOS À minha família que me apoiou e ajudou durante todo o curso e em momentos em que mais precisei, em especial minha mãe Lindalva e meu irmão Claudionor que foram suportes importantes em minha caminhada. À minha pequena princesa Ana Clara, de quem sempre recebi estimulou para investir em minhas pesquisas em Literatura Infantil. Será sempre uma referência em minha vida. À minha amiga e companheira de pesquisa, Cássia Milena que acreditou, e não duvidou em nenhum momento na contribuição da Literatura para o desenvolvimento infantil e não mediu esforços para ir a campo buscar respostas para nossa inquietação. À minha querida equipe que esteve ao meu lado desde o primeiro semestre do curso de Pedagogia, com eles e elas muito aprendi, rompemos barreiras, desmistificamos preconceitos, vivemos momentos especiais, e também alguns tristes, muitas alegrias, madrugadas em claro, mas valeu a pena. Por isso aqui fica o meu muito obrigada a Paulo Victor, José Nilton, Maria Clara, Edineide, Luciana Nascimento e Cássia Milena, pessoas que levarei para sempre em minha memória e em meu coração. Aos colegas da turma 2008.1, com tantos aprendi e dividi experiências, que para mim foi muito importante e também construímos laços de amizade. Aos professores que muito me ensinaram e contribuíram para minha formação,trago em destaque a professora Sandra Fabiana que foi referencia para mim quando me dediquei a trabalhar com a Literatura Infantil. Agradeço em especial ao professor e orientador Pascoal Eron que confiou em meu objeto de estudo e muito contribuiu para minha formação enquanto pedagoga. Por fim, a Igreja Batista que me recebeu de portas abertas e muito ajudou para minha pesquisa, as crianças, meu objeto de pesquisa que foram de suma
  • 6. 6 importância para alcançar meus objetivos, não poderiamos esquecer das alunas e das irmãs e cooperadores da ONG que muito me incentivaram a continuar com minha pesquisa. Ao Campus VII, que nos deu oportunidade de realizar esse curso e crescer em conhecimento. A todos, muito obrigada!
  • 7. 7 “O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal tudo pode nascer de um texto” FanyAbramovich
  • 8. 8 RESUMO Este trabalho monográfico emerge como Trabalho de conclusão de Curso – TCC que constitui requisito parcial para a graduação, todavia é resultado de pesquisa realizada com infantes em idade entre seis a dez anos,tendo como objetivo buscar nas crianças o que elas pensam sobre a leitura. Procurou-se compreender a relação das crianças com leituras infantis, como gosto, sentimentos expressados ao ouvir ou ler uma historia, já que durante o período acadêmico a Literatura infantil foi uma temática que chamou bastante atenção e foi foco da minha pesquisa. Apoiado em um estudo teórico conseguiu-se perceber através da revisão a relevância da literatura para o desenvolvimento infantil, contudo foi necessário ver como consistia a prática,esta que foi almejada nesse trabalho. Os autores foram de fundamental relevância para isto; e com eles vimos que a Literatura Infantil pode contribuir para uma educação de qualidade e alargar habilidades importantes para o desenvolvimento infantil como: estimular e desenvolver a prática da leitura. A metodologia utilizada foi qualitativa, pois precisávamos de dados para encontra uma resposta aproximada para nossa inquietação. Na análise de dados pode-se reafirmar o quanto a literatura infantil é atraente as crianças e pôde-se afirmar o que os teóricos reforçaram. Portanto, a Literatura Infantil ainda permanece no gosto das crianças, e desperta ainda sentimentos como a afetividade, encanto, desejos, ânsias enfim, estimula tanto a imaginação como a criatividade infantil e, sobretudo, o gosto pela leitura no seus mais variados sentidos. Palavras chave: Literatura Infantil. Criança. Leitura.
  • 9. 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA DESCRIÇÃO PÁGINA 01 Gráfico de faixa etária 26 02 Gráfico de nível de escolaridade 27 03 Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de 28 2012
  • 10. 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................... 11 CAPITULO I 1. PROBLEMATIZAÇÃO............................................................................... 12 CAPITULO II 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................... 15 2.1. Literatura Infantil .......................................................................................... 15 2.2. Criança ........................................................................................................ 17 2.3. Leitura .......................................................................................................... 19 CAPITULO III 3. METODOLOGIA......................................................................................... 21 3.1. Tipo de pesquisa ......................................................................................... 21 3.2. Sujeitos da pesquisa.................................................................................. 22 3.3. Lócus da pesquisa ...................................................................................... 22 3.4. Instrumentos de coletas de dados .............................................................. 22 3.4.1. Observação Participante ................................................................... 23 3.4.2. Questionário Fechado ...................................................................... 23 3.4.3. Entrevista Semi estruturada ............................................................. 23 3.5. Tratamento dos dados ................................................................................ 24 CAPITULO IV 4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS................................................ 25 4.1. Perfil dos pesquisados: Análise do questionário fechado ........................... 25 4.1.1. Gênero do sujeito ............................................................................. 25 4.1.2. Instituição Escolar ............................................................................. 26 4.1.3. Faixa etária ....................................................................................... 26 4.1.4.Nível de escolaridade ........................................................................ 27 4.1.5. Os anseios pela leitura ...................................................................... 27 4.1.6. Ambientes de leitura ......................................................................... 29 4.1.7. As Preferências pela leitura .............................................................. 29 4.2. Analisando a entrevista e confrontando com a observação ....................... 30 4.2.1. Discutindo sobre preferências de leituras ......................................... 30 4.2.2. Histórias marcantes ........................................................................... 34 4.2.3. O valor do livro para mim ................................................................... 35 4.2.4. A leitura na voz infantil ...................................................................... 36 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................... 38 REFERÊNCIAS.............................................................................................. 40 APÊNDICE ..................................................................................................... 42
  • 11. 11 INTRODUÇÃO A pesquisa tem para nós um significado muito importante, pois através de investigações durante o curso de pedagogia do Campus adquirimos conhecimentos, ampliamos algumas idéias sobre educação, e rompemos barreiras que para nós antes seria impossível. Assim brota nossa proposta de pesquisa que tem sua origem desde o segundo semestre quando buscamos na Literatura Infantil embasados por autores entender de que forma ela pode contribuir para uma educação de qualidade e assim nasce depois de muitas inquietações nosso trabalho de conclusão do curso. Não foi fácil ir a campo, pois precisamos de tempo, para coletar dados e assim chegar a uma resposta aproximada da nossa questão. A pesquisa nos permitiu entender realmente o que a criança pensa sobre a leitura destinada a ela e através do contato direto adentrar no mundo infantil e buscar informações para nossa produção, assim em nossa discussão deixar que a criança expresse realmente que sentido tem a Literatura Infantil para ela, dando voz a quem é de direito. Esta monografia foi organizada em quatro capítulos, no primeiro capítulo problematizamos nossa questão, apontamos o caminho percorrido junto com a literatura infantil durante nosso curso, as experiências em ir a campo, o aprendizado e assim nosso problema de pesquisa. No segundo capítulo, buscamos através dos aportes teóricos, entender um pouco sobre a Literatura Infantil: história, seu papel no desenvolvimento infantil, e dialogamos sobre leitura e sua relação com a literatura infantil. O terceiro capítulo vem abordando as práticas metodológicas utilizadas para desenvolver nossa pesquisa. E por fim no quarto capítulo dialogamos com nossos sujeitos através de analise trazendo nossos autores para um confrontamento.
  • 12. 12 CAPÍTULO I 1. PROBLEMATIZAÇÃO Pensar em crianças e sua relação com a leitura é pensar no futuro, e pensar no futuro é ter a responsabilidade de construir um mundo bem melhor, com menos analfabetismo, opressão e diferenças sociais. Há muitos anos, a Literatura Infantil vem atraindo a atenção de pesquisadores, pedagogos e estudiosos de grandes grupos editoriais. Entendemos que a presença da Literatura Infantil e a mediação da Leitura no cotidiano da criança em sala de aula, em casa ou em outro lugar podem ajudar os sujeitos no desenvolvimento intelectual e emocional. A Literatura Infantil possui uma característica encantadora, atraente onde as ilustrações convidam o leitor a entrar no mundo mágico da leitura. Os temas também são interessantes e agradam aos educadores e as crianças. Muito se tem investido em Literatura Infantil. As escolas também perceberam o quanto ela pode ajudar no desempenho dos alunos. Literatura brasileira, contos de fadas, fábulas, e outros, uma imensidão de textos que encantam, fascinam, levam a criança a viajar no mundo real ou imaginário. A leitura das literaturas infantis inspira caminhos belos e uma compreensão melhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas, lugares reais e incríveis onde só a imaginação pode criar e chegar. A sociedade está cada vez mais globalizada. As crianças a cada dia incorporam-se a esse estereótipo de vida, tem acesso a muitas informações e tecnologias variadas e atraentes. Muitos não têm mais prazer em brincar de bola, correr na rua, pois não querem mais perder tempo, com o que às vezes acham “chato”. Sabemos que é muito bom ter todos esses mecanismos de tecnologias, mas ainda assim, precisamos trazer novamente para o mundo infantil o que realmente criança a gosta: brincar, contar história e ler e ouvir muitas histórias, pois a leitura enriquece a sabedoria e desperta a imaginação.
  • 13. 13 Durante o curso de Pedagogia buscamos em nossas pesquisas entender um pouco qual o verdadeiro papel da Literatura Infantil. Sempre trabalhamos com a temática em nossos artigos e projetos, o que foi muito enriquecedor, pois adquirimos conhecimentos e vivenciamos através da aplicação de projetos e leituras o quanto a Literatura Infantil ainda ajuda e estimula à criança no processo de leitura e desenvolvimento emocional, intelectual, processo de alfabetização e também a ludicidade. Em todas as nossas produções, buscamos através de aportes teóricos entender um pouco sobre a Literatura Infantil,amadurecendo e adquirindo conhecimento através dos autores trabalhados. Um dos projetos que ficou marcado em nós, foi o Baú Literário, desenvolvido no quinto semestre do curso de Pedagogia do Campus VII, em espaços não escolares, basicamente a proposta do projeto era estimular as crianças da ONG a desenvolver o hábito e prazer em ler, através da contação de história e contribuir para uma melhor socialização da criança no meio em que vive. Nosso lócus atende crianças em situação de alto risco (meninas). A cada história trabalhada podíamos perceber em cada criança o encanto e a relação da história com sua vida, também percebíamos que havia rejeição por parte de outras e foi surgindo a partir daí uma inquietação, já sabíamos que a Literatura Infantil era prazerosa, e contribuía muito em uma sala de aula para o professor, mas as crianças, o que elas realmente acham das leituras das Literaturas Infantis?Que tipo de leitura almejam? O que acham dos textos direcionados a elas? Assim desenvolvemos mais uma vez o projeto em uma outra instituição, uma escola bíblica onde nosso alvo eram crianças de escola pública e particular com idades entre 6 a 10 anos.Nosso objetivo era através da realização do projeto desenvolver nossa pesquisa buscando através da contação de historias coletar dados para nossa produção. O projeto foi desenvolvido em cinco domingos, durante os meses de junho e julho o que nos proporcionou colher informações importantes e valiosas. Diante disso, somos levados a refletir sobre a importância da leitura como forma de enriquecimento e desenvolvimento de uma criança o que nos faz lembrar das palavras de Abramovich (1997, p.23) “O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o
  • 14. 14 livro, o escrever, o querer ouvir de novo(a mesma história ou outra).Afinal tudo pode nascer de um texto!” Partindo destas vivencias anteriores que nos levam a desejar o aprofundamento dos estudos no tocante a Literatura Infantil, neste sentido, essa pesquisa busca responder o seguinte questionamento: O que as crianças pensam sobre a leitura? Para tanto, desenvolvemos um projeto de leitura onde aplicamos o questionário e durante a realização do projeto, autorizados pelos pais, fazíamos as entrevistas com os sujeitos o que nos proporcionou momentos gratificantes e enriquecedores. O projeto teve como tema: BAÚ DE LEITURAS. Assim, ao longo do curso e das pesquisas sobre a Leitura e Literatura Infantil,surgiram dúvidas e indagações de acordo com nossas leituras como fonte de saberes: as histórias infantis despertam interesse nas crianças? Os livros de literatura vem sendo lidos com prazer ou só lêem para ter uma boa nota, passar de ano, receber um elogio dos pais ou professores? Mediante ao que foi exposto, nosso objetivo ao investigar essa questão é descobrir que sentido tem a leitura para as crianças e perceber o que acham dos textos infantis, o que gostam, o que não gostam e que sentido tem a leitura para elas. Neste âmbito, acreditamos que a Literatura Infantil pode contribuir muito no desenvolvimento de uma criança. Enfim, Esperamos que essa pesquisa possa contribuir muito para o curso pois acreditamos, que ser pedagogo é perceber a criança como ser social, que pensa, age e tem, sim, direitos e voz. Desta Maneira, buscamos eleger alguns elementos que possam contribuir para responder nossa indagação e quem sabe abrir caminhos para outras pesquisas, que possam proporcionar desafios e debates. E despertar na criança cada dia mais o gosto e o prazer pela leitura.
  • 15. 15 CAPITULO II 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capitulo discutiremos a história da Literatura Infantil, o surgimento dos textos direcionados a crianças e o percurso até os dias de hoje. Em seguida discorreremos sobre a criança e a sua relação com a Literatura Infantil e para finalizar o capítulo falamos sobre leitura, visando analisar as contribuições para o desenvolvimento infantil. 2.1. Literatura Infantil É evidente a importância da Literatura Infantil, quando se pensa na formação completa do ser humano a um processo que busque o equilíbrio e despertando a imaginação, a inteligência e afetividade, entre a razão e a emoção, entre o utilitário e o estético da criança. A Literatura Infantil tem grande importância na formação de bons leitores. A literatura dirigida ao público infantil foi produzida a partir do século XVII, uma vez que antes desta data, a sociedade feudal não reconhecia que as crianças possuíam características próprias da infância. Antes da formação deste modelo familiar burguês, não havia uma consideração especial para com a infância. “Esta faixa etária não era percebida como um tempo diferente nem o mundo da criança como um espaço separado”. (ZILBERMAN, 1987, p.13). A família tornou-se unicelular, ou seja, mais unida e privada depois da queda do sistema feudal, nesse período a criança é tida como frágil (biologicamente), distanciada dos meios produtivos, e, então como conseqüência é um ser dependente do adulto, de quem precisa para agir na sociedade. Até o século XVII, a infância não era entendida do caráter como percebemos hoje. As crianças eram tratadas como mini-adultos, trabalhavam e viviam juntos aos adultos, vestiam-se como adultos e praticavam de tudo: da vida social, política e religiosa da comunidade, não havia propriamente dito, “um mundo infantil”, diferente e separado, ou uma visão especial, não se escrevia para ela, pois não existia infância (ÁRIES, 1978, p.22).
  • 16. 16 Os primeiros livros para crianças foram escritos por professores e pedagogos com intenções educativas. A produção para crianças surgiu com o objetivo de ensinar valores (caráter didático), ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar a adoção de hábitos, tornando assim um prazeroso diálogo entre a criança e o livro. Dentro do contexto da Literatura Infantil, a função pedagógica implica a ação educativa do livro sobre a criança. De um lado, relação comunicativa leitor-obra, tendo por intermediário o pedagógico, que dirige e orienta o uso da informação: de outro, a cadeia de mediadores que interceptam a relação livro-criança: família, escola, biblioteca e o próprio mercado editorial, agentes controladores de usos que dificultam à criança a decisão e a escolha do que e como ler. Extremamente pragmática essa função pedagógica tem em vista interferência sobre o universo do usuário através do livro infantil, da ação de sua linguagem, servindo-se da força material que palavras e imagens possuem como signos que são, de atuar sobre a mente daquele que as usa; no caso, a criança (PALO; 2001.p.13). Podemos observar que a Literatura Infantil desempenha um papel de grande importância no desenvolvimento da criança e estimula a imaginação da mesma. A Literatura Infantil, no projeto de uma escola, realiza um trabalho de desenvolvimento dos alunos fazendo com que as crianças tenham um interesse maior pela leitura, escrita, arte, imaginação e fantasia, despertando assim uma compreensão maior de mundo; “O ler relaciona-se ao desenvolvimento lingüístico da criança, com a formação da compreensão do fictício, com função específica da fantasia infantil, com credulidade na história e a aquisição do saber.”. (ZILBERMAN; 1987, p.12). A literatura age dentro da faixa de conhecimento da criança, porque pode possibilitar ao leitor uma visão dupla de suas capacidades intelectuais, o saber adquirido dá-se por meio do domínio da realidade baseado na experiência, isto é, aumenta a dimensão de compreensão, aquisição de linguagem, produtos, recepção histórica pela audição ou leitura e da decodificação da mesma. A Literatura Infantil possibilita então, que as crianças consigam redigir melhor desenvolvendo sua criatividade, pois o ato de ler e o ato de escrever estão intimamente ligados. Nesse sentido, “a Literatura Infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/ impossível realização...” (COELHO, 2000, p.27)
  • 17. 17 Ainda falando de Literatura Infantil não poderíamos esquecer do precursor de uma literatura destinada às crianças no Brasil, Monteiro Lobato.Com o surgimento de Monteiro Lobato na cena literária para crianças e sua proposta inovadora, a criança passa ter voz, ainda que uma voz vinda de uma boneca de pano, Emília.A contestação e a irreverência infantis sem barreiras começam a ter espaço e a ser lidas, e adquirirem maior concretude com as ilustrações das personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo. Monteiro Lobato traz para Literatura Infantil o mais importante, vozes e sentimentos das crianças para as páginas dos livros, para as ilustrações e para as diferentes linguagens que se fazem presentes na produção artística para crianças. “ainda acabo fazendo livro onde as crianças possam morar...” Cunha (1991) vem reforçar dizendo: Com Monteiro Lobato é que tem início a verdadeira Literatura Infantil brasileira. Com uma obra diversificada quanto a gênero e orientações, cria esse autor uma literatura centralizada em alguns personagens que percorrem e unificam seu universo ficcional. (p.24) Monteiro Lobato introduz essa perspectiva de olhar o Universo Infantil a partir dos anseios infantis, o que sem duvidas foi um marco importantíssimo na Literatura Infantil brasileira. Compreender este universo da literatura infantil foi de suma importância para a consolidação deste estudo e diante disso uma reflexão acerca da criança no mundo contemporâneo se fez necessária. 2.2 Criança As crianças têm várias formas de pensar, de falar, de agir, de sonhar, de imaginar, de interagir, de criar, enfim, de expressar-se, que as diferenciam do mundo dos adultos. Elas têm uma forma diferente de interpretar e atribuir sentido à realidade que as cerca, e, portanto, agir no mundo e é nesse ponto que recursos como a Literatura Infantil tem espaço suficiente para introduzir conhecimentos e valores, entre outros, que podem ajudar a construir a personalidade humana. A Literatura desperta na criança uma viagem de descobertas e aventuras. Ela desempenha um papel importante no desenvolvimento da criança, aumentando sua
  • 18. 18 imaginação e aguçando a fantasia do pequeno leitor. “Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descobertas e de compreensão do mundo...”. (ABRAMOVICH; 1997, p.16). A Literatura Infantil desenvolve não só a imaginação das crianças, como também permite que elas se coloquem como personagens das histórias, das fábulas e dos contos de fada, além de facilitar a expressão de idéias. Sendo assim, o objetivo da Literatura Infantil é o de formar leitores, pois por uma série de características e fatores ela desempenha esse papel melhor do que a literatura adulta, uma vez que é mais convidativa. O que se procura hoje é assegurar ao maior número de pessoas possíveis o direito de ler. “A Literatura Infantil contribui para um contínuo aprendizado, desenvolvendo assim o senso crítico e reflexão onde a criança possa conhecer melhor o mundo que a cerca...” (CAGNETI, 1986, p.23). Através da Literatura Infantil a criança passa a compreender a si mesma e o mundo em sua volta. Ela já começa desenvolver seu senso crítico sobre a realidade que está inserida. Assim, Kramer (1992) pontua que: [...] a criança é considerada como um ser que não é ainda, social, desempenhando apenas o papel marginal nas relações sociais, tanto em relação a produção dos bens materiais, quanto em relação a participação nas decisões. Assim o desenvolvimento da criança é percebida como desenvolvimento cultural das possibilidades naturais da criança, ao invés de socialmente determinado e condicionado por sua origem social. (p.21) Diante disso podemos perceber que a criança se desenvolve de acordo com o meio em que vive e a cultura na qual está inserida. Uma criança que é educada em um meio onde há incentivo a leitura, a situações que lhe proporcione condições favoráveis a desenvolver habilidades favoráveis a uma boa educação, terá bem mais condições que uma criança que não é incentivada a leitura.
  • 19. 19 2.3. Leitura A leitura das Literaturas Infantis inspiram caminhos belos e uma compreensão melhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas, reis, personagens fabulosos, lugares incríveis onde só a imaginação pode criar. Ler é poder rir, gargalhar, chorar com as situações vividas pelos personagens. A leitura deve ser um momento prazeroso onde o leitor ou ouvinte da história é envolvido por sensações: “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói e vive sua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace” (MEIRELES, 1984, p.129). Ler é interpretar e aprender o significado, é decodificar símbolos (imagens). Ler alude entendimento, entender o significado das palavras. Como muitas palavras a palavra ler, deriva do latim “Legere” e significa conhecer, interpretar por meio de leitura, descobrir. Assim leitura é o ato de ler. É imaginar sem que haja figuras ou imagens. Aprender a ler e utilizar-se da literatura como veiculo de informação e lazer promove a formação de um individuo mais capaz de argumentar, de interagir com o mundo que o rodeia e tornar-se agente de modificações na sociedade em que vive. (GREGORIN FILHO, 2009, p.51). Doravante, nota-se que a literatura possui uma grande contribuição, na vida social da criança mesmo quando esta ainda não está completamente alfabetizada, ela já entra em contato com a literatura e a escrita. A Literatura Infantil é um elemento precioso para os contatos iniciais da criança com o universo da leitura, por se tratar de uma literatura produzida diretamente para crianças. Desta maneira, Soares (2005) ressalva que: Leitura é um conjunto de habilidades de decodificar palavras escritas até a capacidade de compreender textos escritos. Essas categorias não se opõem, completam-se; a leitura é um processo de relacionar símbolos escritos a unidade de som e também o processo de construir uma interpretação de textos escritos. (p. 68)
  • 20. 20 As práticas de linguagem são acima de tudo sociais, a leitura e a escrita facilitam outra forma de comunicação e interação social. Através da linguagem escrita, podemos transmitir sentimentos, ideias e conhecimentos. Estas práticas sociais vão além das simplificações do entendimento de sinais gráficos com sons. Neste contexto, Soares (2005) define a palavra letramento, que envolve as práticas sociais do processo de alfabetização: [...] a criança que ainda não se alfabetizou, mas já folheia livros, finge lê-los, brinca de escrever, ouve histórias que lhes são lidas, está rodeada de material escrito e percebe seu uso e função, essa criança é ainda “analfabeta”, porque não aprendeu a ler e a escrever, mas já penetrou no mundo do letramento, já é de certa forma letrada. (p.24) As crianças de quatro a dez anos gostam muito de contos de fadas e aventuras, pois através das leituras sejam de imagens, histórias lidas ou contadas elas fazem uma relação com o mundo que as cercam e dão sentido através da imaginação a história com seu mundo: o faz de conta, era uma vez, viveram felizes para sempre e sempre o bem vence o mal.
  • 21. 21 CAPÍTULO III 3. METODOLOGIA Compreende-se que a metodologia é o desenhar do percurso em que se foi percorrido ressaltando os métodos e a sua relevância para a consolidação deste trabalho de conclusão de curso; e constitui grande ferramenta fazendo-se necessário como um processo utilizado para que os objetivos sejam alcançados como o de descobrir que sentido tem a leitura para as crianças. Segundo Andrade (2007, p.119) “metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento”. Assim a metodologia proposta precisa estar em harmonia com este objetivo, para Minayo (2002) A metodologia geralmente é uma parte complexa e deve requerer maior cuidado ao pesquisador mais que uma descrição formal dos métodos e técnicas a serem utilizados, indica as opções e a leitura operacional que o pesquisador fez do quadro teórico (p.43) Cientes da importância da metodologia para a pesquisa e do cuidado que precisamos ter para legitimidade dos dados, escolhemos procedimentos que favorecerão esta abordagem. 3.1. Tipos de Pesquisa Utilizamos a abordagem qualitativa, visto que este tipo de pesquisa é bastante utilizado no campo das pesquisas sociais, por permitir uma aproximação mais flexível entre sujeitos e pesquisador permitindo a obtenção de dados bastante significativos. Ludke e André (1986) afirmam: A pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada (...). Se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes e tem um plano aberto e flexível focalizado à realidade de forma complexa e contextualizada (p.13) Como Goldemberg (1999) explica, esta flexibilidade permite ao pesquisador perceber detalhes minuciosos através das emoções e posturas dos sujeitos, fornecendo elementos vitais, que vão alem da representatividade numérica
  • 22. 22 abordada na pesquisa quantitativa. Goldemberg (1999) ainda mostra que os pesquisadores que optam pela pesquisa qualitativa, demonstram esta como uma alternativa, a mais, para as pesquisas sociais, não se limitando aos pressupostos de um único modelo metodológico para todas as pesquisas. 3.2. Sujeitos da Pesquisa Os sujeitos da pesquisa foram crianças, alunos da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia. Os sujeitos foram escolhidos por estarem norteados pelo projeto realizado na igreja, que tem por tema: Baú Literário. Participaram do projeto trinta e duas crianças, e somente vinte responderam o questionário. A turma era composta por crianças com idades entre cinco a doze anos. 3.3. Lócus da Pesquisa O lócus escolhido foi a Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia. Uma instituição pública e sem fins lucrativos. A escolha do lócus foi por estar relacionado com nossa perspectiva de sujeitos, pois precisávamos de crianças com idades, escolaridade e financeiramente diferentes uma das outras. 3.4. Instrumentos de Coletas de Dados Os instrumentos de coletas de dados permitem-nos chegar mais perto do nosso objetivo, uma vez que a pesquisa científica nos conduz a procedimentos e é através dela que o investigador tem as respostas das suas indagações. Segundo Michaliszyn (2005; p.32) “Consiste na habilidade em usar um conjunto de normas para o levantamento de dados”. Para esta pesquisa ser desenvolvida usamos como instrumentos de coletas de dados o questionário e a entrevista semi-estruturada, que nos deram suporte para alcançar nosso objetivo: avaliar o que realmente as crianças pensam sobre a leitura.
  • 23. 23 3.4.1. Observação Participante Utilizamos a observação participante como um dos instrumentos de coleta de dados, pois nos garantiu maior aproximação com os sujeitos investigados como diz Ludke e André (1986) “nos permite chegar mais perto da perspectiva dos sujeitos, um importante alvo nas abordagens qualitativas.” (p.26) A observação participante permite ao pesquisador uma aproximação do sujeito que por sua vez retorna a ele dados concretos, revelados através das posturas e emoções. 3.4.2. Questionário Fechado Após a realização do projeto foi entregue aos sujeitos os questionários, estes então responderam sem nenhuma intervenção de adultos. 3.4.3. Entrevista Semi-estruturada A entrevista é um elemento muito valido, nas pesquisas qualitativas. Rodrigues (1996) diz que: A entrevista é a técnica utilizada pelo pesquisador para obter informações a partir de uma conversa orientada com o entrevistado e deve atender a um objetivo predeterminado. Ela deve ser planejada para que o pesquisador possa obter informações claras e objetivas (p.94). A entrevista precisa ser organizada e comprometida para que consiga coletar dados concretos que, proporcionem o alcançar dos objetivos. Entrevistar não é uma ação fácil, mas é de grande valia para os pesquisadores que optam pela abordagem qualitativa. Como afirmam Marconi e Lakatos (1996) “a entrevista válida é uma verdadeira arte, não é tarefa fácil, mas é básica” (p.199))
  • 24. 24 3.5. Tratamento dos dados Os dados obtidos foram organizados e analisados, a partir das informações coletadas na entrevista e no questionário fechado, de acordo com a sua importância para nosso estudo. A interpretação dos dados e dos resultados foi classificada por grupos de acordo com os objetivos traçados que nos permitiram as leituras e as informações complacentes da pesquisa. Através desses objetos de pesquisa preparamos a análise de dados, capítulo importantíssimo como cita Barros e Lehfeld (2009, p.87) “a fase da análise de dados constitui-se um momento muito importante de todas as pesquisas, pois é nela que buscamos as respostas pretendidas, através da utilização dos raciocínios indutivos, dedutivos, comparativos etc.”. Assim, precisamos analisar seriamente e detalhadamente cada resposta, pois é através deste que iremos ter respaldo para responder o nosso questionamento de pesquisa.
  • 25. 25 CAPÍTULO IV 4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS A pesquisa foi desenvolvida com vinte crianças com idade entre seis a dez anos. A partir do questionário fechado foi possível colher informações sobre o perfil de cada sujeito, como nível de escolaridade, sexo, idade, gosto pela leitura, entre outros. A entrevista semi-estruturada nos possibilitou um contato maior com os sujeitos podendo assim, colher dados importantes para nossa pesquisa. Como citam Ludke e Menga(1986): Analisar os dados qualitativos significa “trabalhar” todo material obtido durante a pesquisa, ou seja: os relatos de observação as transcrições da entrevista, as análises de documentos e as demais informações disponíveis. A tarefa de análise implica, num primeiro momento, a organização de todo material dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando identificar nele tendências e padrões relevantes. Num segundo momento essas tendências e padrões são avaliados, buscando-se relações e interferências num nível de abstração mais elevado (p.45) Isto posto, podemos nos aprofundar na questão pesquisada e confrontar os dados coletados com os autores trabalhados e enfim apresentar respostas a nossa questão. Sabemos que a análise de dados é uma das etapas de grande importância de nossa pesquisa, pois através dos relatos confrontaremos com os autores citados e assim buscaremos resposta para nossa indagação frente as informações adquiridas. 4.1. Perfil dos Pesquisados: Análise do Questionário Fechado 4.1.1. Gênero dos Sujeitos Os sujeito da nossa pesquisa foram vinte crianças, sendo doze meninas e oito meninos(tendo um percentual de 40% masculino e 60% do sexo feminino.); nos proporcionando subsídios valiosos para nossa produção e analise deste estudo.
  • 26. 26 4.1.2. Instituição Escolar De acordo com nossa pesquisa percebemos que os sujeitos já estão inseridos em uma escola seja ela pública ou particular. “A escola tem por função preparar o indivíduo para o exercício da cidadania moderna, para a modernidade.”. (RODRIGUES; 1996, p.56). Ficando assim os sujeitos distribuídos: 60% estudam em escola particular e 40% estudam em escola pública. 4.1.3. Faixa Etária Participaram da nossa entrevista oito crianças com idades entre seis a dez anos. Essa diferença de idades nos proporcionou uma análise crítica sobre o que pensam as crianças sobre a leitura. Assim representamos em gráfico para melhor compreender as idades de nossos sujeitos: Faixa Etária 6 anos 7 anos 8 anos 9 anos 10 anos 5% 5% 30% 35% 25% Fig1; Gráfico de Faixa Etária.
  • 27. 27 4.1.4. Nível de Escolaridade Este dado foi muito importante para nós, pois queríamos ouvir crianças que cursavam séries diferentes. Algumas delas ainda estavam na fase do letramento, ainda no processo de alfabetização. Assim para melhor entender os níveis de escolaridade detalhamos melhor em gráfico. Nível de Escolaridade 1° ano 2° ano 3° ano 4° ano 20% 30% 25% 25% Fig2: Gráfico de Nível de Escolaridade 4.1.5. Os Anseios pela Leitura Em cada história contada, narrada à criança veste a roupa do herói, é um momento prazeroso onde o leitor é envolvido pelo sentimento explicito na história (MEIRELES, 1984).
  • 28. 28 O desejo pela leitura nasce quando somos estimulados a ler. Quando a criança vive em um ambiente com livros, ela será estimulada ao mundo de produção de conhecimentos a leitura. Assim seguindo nossa meta investigamos de que forma as crianças lêem? Onde? Como e quando? Neste sentido, o gosto pela leitura é evidenciado. Percebe- se que dos vinte sujeitos questionados, 80% gostam de ler, ficando somente um percentual de 20% dos sujeitos evidenciarem não gostar de ler.De acordo com as respostas é perceptível que os sujeitos tem o que é mais importante prazer em ler, Indica que devemos aproveitar e investir mais em leituras para crianças e espaços direcionados e que promovam leitura. Compreendemos também que nossos sujeitos bem cedo começam a ler livros de literatura, o que não acontecera a alguns anos atrás. Eles só liam o que fossem exigidos pela escola. Assim em nossa pesquisa apenas três crianças expressaram não ler nenhum livro este ano de 2012. Também detalhamos a quantidade de livros lidos pelos nossos sujeitos durante este ano de 2012 em gráfico. Livros lidos em 2012 1 Livro 2 Livros 3 Livros Mais de 3 Livros Nenhum Livro 15% 35% 35% 10% 5% Fig3: Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de 2012
  • 29. 29 Aprender a ler é utilizar-se da leitura como veiculo de informação e lazer, promover a leitura promove a formação de um individuo mais capaz de argumentar, de interagir com o mundo que o rodeia e torna-se agente de modificações na sociedade em que vive. (GREGORIN FILHO; 1995). 4.1.6. Ambientes de Leitura Sabemos que a leitura deve ser estimulada, pois acreditamos que quanto mais a criança convive em ambientes que promovam e despertem a leitura, ela desenvolverá com mais intensidade o gosto pela leitura.Os pais devem estimular e cada vez mais ser exemplo para seus filhos, pois quando uma criança cresce em um ambiente onde a leitura é praticada, os livros terão significado para ela. Os pais são o alicerce da formação da criança e se esse alicerce for construído com uma boa educação seus filhos crescerão com um ensino eficaz, pois a leitura promove uma boa educação. (BAMBERGER, 2005). Das 20(vinte) crianças: 55% lêem mais em sua casa e 45% na escola. Para nossa surpresa o ambiente familiar está a cada dia estimulando a prática da leitura. Sendo assim Lima afirma que: Os pais poderão compreender melhor os próprios filhos e a significação dos livros para o seu desenvolvimento (...) a função dos pais como modelos é decisiva, isto é, se eles mesmos gostarem de ler, induzirão facilmente os filhos a ler regularmente. O esclarecimento e as informações prestadas pelos pais são uma precondição do ensino eficaz da leitura (p.71 e 72). Entretanto, se acriança começa desde os primeiros anos de vida a ter contato com livros e é estimulado a leitura através da relação pais e filhos ela realmente será um bom leitor. A naturalização dos livros no ambiente familiar deve ser uma constante, desde muito pequena a criança deve ter o hábito de estar com livros e a presença deles constitui-se como grande influenciador do gosto pelos livros e conseqüentemente pela leitura. Então a família tem um papel importantíssimo no desenvolvimento da leitura. 4.1.7. As Preferências pela Leitura De acordo com nossa pesquisa o que mais nos chamou a atenção foi que ainda hoje as crianças gostam de ler muito contos de fadas e histórias de aventuras,
  • 30. 30 pois são textos que sempre tem mistério, fantasia, realidade, o belo, o feio, os heróis, as bruxas, as fadas, a natureza, cenas onde possam passear longe de toda realidade que vivemos hoje. Diante dos dados coletados percebemos que o que mais atraem as crianças são leituras que fascinam, encantam como nos diz Meireles, (1984, p.129). “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói e vive sua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace”. Conseqüentemente nosso resultado ficou assim distribuído de acordo com o interesse pela leitura: 4.2. Analisando a Entrevista e Confrontando com a Observação Os dados coletados através da entrevista semi-estruturada nos levam a um entendimento maior dos sujeitos com a leitura e nos possibilitou uma análise mais clara. Buscamos sempre não expor nossos sujeitos e foi pedido aos pais através de documento autorização para que fossem gravadas as entrevistas. Foram entrevista dos oito crianças, sendo que cada uma será chamada de um nome comum para que sua identidade seja preservada; e numeramos de acordo a idade de cada um de nossos sujeitos. Participaram da nossa entrevista oito sujeitos, sendo três do sexo masculino e cinco do sexo feminino.Todas as entrevistas foram gravadas para que nossa análise fosse feita com mais precisão. 4.2.1. Discutindo sobre Preferências de Leituras Entendemos que o prazer em ler, está relacionado aquilo que é atraente, fascinante, assim perguntamos aos nossos sujeitos qual a história preferida? Portanto podemos perceber em suas respostas que os contos de fadas fazem parte da maioria da preferência das crianças. Veja as respostas: Branca de Neve, porque eu gosto muito dela, ela é muito boa ( Ana 6 anos). Minha história preferida é a história do lobo mau ( Elen 6 anos) Minha história preferida... Ai meu Deus... De terror (Maria 7 anos). Polegarzinho. Porque é um conto de fadas e eu gosto muito de contos de fadas que tem bruxas e princesas (Joana 9 anos). Hum...Deixa eu ver...A raposa e as uvas. Sei não... porque eu gosto de fábulas( João 9 anos).
  • 31. 31 A partir das informações coletadas, percebemos que hoje as crianças são mais estimuladas a leitura, tanto em casa como na escola, o livrou passou a ter uma característica própria, tanto os livros didáticos como os de Literatura Infantil. Assim é gratificante saber que dos vinte sujeitos entrevistados somente 5% não leram nenhum livro este ano e que 35% já leram mais de três livros ente ano de dois mil e doze. Logo percebemos que a leitura passa a ser apreciada, mais desejada pela classe infantil. Os contos de fadas até hoje encantam e despertam o interesse das crianças, como nos traz Coelho (2000): “Os contos de fadas fazem parte desses livros eternos que os séculos não conseguem destruir e que a cada geração, são redescobertos e voltam a encantar leitores ou ouvintes de todas as idades.”. (p.21). Ainda buscando as considerações de Coelho (2000; p.31) “Os contos de fadas são como cartilha para as crianças, pois além de afastar os pequenos dos perigos... também em muitos, agem como defesa de valores, virtudes, trabalho e aspereza.”. Para Bettelhein, (1990; p.197) “Conto de fadas é onde a criança aprende a ler sua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual”. Desta maneira, cada criança encontra nos contos uma parceria para resolver situações como: medos, amor, carência, perdas e buscas. Outro momento essencial foi entender realmente que tipo de texto as crianças gostam de ler. Dar voz a elas, escutá-las entender realmente o que elas pensam sobre leitura. Às vezes somos egocêntricos ao dizer que toda história infantil é fascinante, e prazerosa. Mas se a história é infantil, ou direcionada a crianças, a voz tem que partir delas, quem tem que gostar são elas, vejamos o que pensam nossos sujeitos: Eu gosto de ler histórias e revistas da Recreio porque tem história de aventura (Pedro 9 anos). Eu gosto de ler contos de fadas (Joana 9 anos). Eu gosto de ler livros... Livros de ciências, história, só. (João 9 anos).
  • 32. 32 Hum... Livro... Livro da história da bíblia” (Jorge 8 anos). Eu gosto de chapeuzinho vermelho, branca de neve, contos de fadas, é..., só (Ana 6 anos). Histórias que eu gosto de lê... Bíblia, gibi, essas coisas aí. Deixa eu ver...Só eu acho que só( Heloísa 9 anos). Diante das falas de nossos sujeitos percebemos a presença do imaginário, do encanto quando citam suas histórias preferidas. Ao entrevistar a Joana, percebi em suas palavras que há uma escolha e também um confrontamento com o medo, ela não gosta de bruxas, mas diz que gosta de histórias que tenham bruxas e princesas. A Maria, disse logo: de terror, mas em outro momento ela diz ter medo de escuro, fantasmas e não gosta de historias com cenas violentas (que tem briga). Mais uma vez as leituras das histórias infantis, permitem ao leitor viajar por um mundo de descobertas e confrontamento com a realidade. Partindo do pensamento dos sujeitos sobre as escolhas de suas leituras, quando percebemos a sinceridade da criança quando diz tudo que gosta e encerra e só, pronto, acabou, não existe eu gostava, gosto um pouco. O Pedro ao dizer que gosta das revistas da recreio afirma também que gosta de leituras que tenham aventura, Eis o motivo de gostar de ler a revista. Entretanto, mais uma vez a presença dos contos de fadas estão no anseio das crianças, outra leitura que está sendo bem habitual nas falas, são os gibis, pois facilitam muito através da leitura da imagem para aqueles que ainda não dominam bem a leitura ESCRITA.Agora vejamos o que os sujeitos não gostam de ler. Não sei (Pedro 9 anos). Eu não gosto de lê gibi (Joana 9 anos). Hum... deixa eu ver... Nada ( Elen 6 anos). (risos...) Eu não gosto de ler, é... é coisa grande (Jorge 8 anos). Não gosto de lê BEN10, aqueles negócios de dragão, não gosto de lê, só ( Ana 6 anos). É quando é assombrada. Aqueles livros de assombração (Heloísa 9 anos). Nota-se que preferências das histórias fazem parte de um contexto social, as histórias citadas em nossa entrevista, geralmente falam de coisas boas com final feliz, falam de Deus, histórias de aventura onde tem sempre alguém pra resolver
  • 33. 33 uma situação difícil. Assim percebemos através das falas das crianças que,sabem realmente o que gostam de ler e são determinados e realistas, ao dizer não gosto ou eu gosto. A leitura é uma forma de buscar resposta para o que ainda está oculto ou também uma busca para enfrentar algumas soluções que possam ser difíceis de resolver. Ler é ouvir, sentir, é enxergar com os olhos do imaginário. Em cada história lida o leitor viaja por um mundo de sentimentos sejam eles medos, alegrias, tristeza, pavor, insegurança, tranqüilidade e outros que vão surgindo com o desenlace da história. As histórias infantis tem esse encanto de despertar sentimentos enquanto o leitor lê ou ouve uma narração.(ABRAMOVICH,1997) Outro, fator importante em nossa pesquisa foi a presença da mãe na contação de histórias, ela vem em primeiro lugar como aquela que senta, lê ou conta as histórias infantis, mesmo que as tenha que repeti-las.A segunda contadora de histórias citada foi a professora e em terceiro lugar vem a vovó, mas o topo mesmo ficou com a mamãe. As crianças deixaram claro esta ordem ao dizer: Quem ler histórias para mim é: Minha mãe (Maria 7 anos). Minha professora (Joana 9 anos). Ou é eu que leio sozinho, ou é minha mãe (Jorge 8 anos). Ninguém. Ah... Minha mãe ( Pedro 9 anos ). As vezes ... Mainha. Só, só minha mãe (Heloísa 9 anos). Mamãe (Elen 6 anos). Cito novamente Bamberger (2005) quando nos diz que a mãe e o pai são referência para os filhos. Sob este olhar vimos que a família se enquadra como um dos pilares para formação de leitores e como a presença da mãe é maior na educação do filho ela se torna como referência das crianças. È perceptível quando nas falas de nossos sujeitos há um prazer em dizer minha mãe (Branca de Neve 7 e Príncipe 8) “mainha” (Cinderela 9). A figura materna tem essa relação com as
  • 34. 34 histórias. Ter tempo, se dispor, a conduzir a criança no caminho do saber da leitura, da escrita, do conhecimento. 4.2.2. Histórias Marcantes A Literatura Infantil passa a fazer parte do universo de um leitor bem cedo, e mesmo não alfabetizado, a criança inicia o mundo da leitura a partir do momento que consegue fazer a leitura de imagens, e com certeza a frase que sempre inicia uma história é: Era uma vez..., e assim surgem muitas histórias. Existe sempre aquela história que gostamos muito e quando crianças sempre pedimos a alguém para ler novamente, seja a vovó, a mãe ou professora ou outra pessoa.Ouvir, ler e contar uma história desenvolve muito nossa leitura. Assim muitas histórias deixam lembranças na vida dos leitores e buscamos em nossa questão entender que história foi marcante para nossos sujeitos. E agora... A história de Daniel na cova dos leões. Porque tinha uma lei, um homem que era empregado do rei mandou o rei fazer uma ordem, que quem orasse a Deus e não orassem ao rei, ia ser jogado na cova, e jogou Daniel aí depois o anjo de Deus protegeu ele, porque ele orava a Deus (Pedro 9 anos). O Diário de Lúcia Hena porque eu achei muito interessante e é como se fosse uma realidade (Joana 9 anos). Foi... Minha mãe me contou Dormir fora de casa, porque eu,toda hora eu pegava aquela história pra mim lê, aí minha mãe disse deixa, eu leio para você. Aí ela leu.Eu gostei porque é uma historia muito boa e eu gostei. Porque ela vai pra casa da amiga dela, levou só brinquedos, não levou roupas. Eu gostei (Ana 6 anos). Deixa eu vê.. A história de Davi da bíblia, eu gostei porque tinha luta (João 9 anos). Foi Daniel na cova dos leões, eu gostei porque..., eu gostei por causa que a gente falou sobre os leões e fez um marca texto com a cara do leão também na escola e também aqueles que denunciaram Daniel foi jogado na cova dos leões (Heloísa 9 anos). Nota-se que estas crianças já têm uma leitura mais ampliada, já conseguem fazer pequenas interpretações, já tem uma compreensão de sentido das palavras. Foi possível perceber também que as histórias da bíblia também se destacaram nas escolhas das crianças e mais uma vez o herói se destaca. A leitura das histórias, contos, fábulas..., permite a criança desenvolver sua criatividade, comunicação
  • 35. 35 através das palavras e relacionar-se com o mundo. Literatura é arte e através da palavra, nasce os sonhos, o imaginário, o real, os ideais possíveis ou impossíveis. (COELHO, 2000) 4.2.3. O valor do livro para mim Neste quesito analisaremos como nossos sujeitos tem praticado a leitura. Percebemos então que ainda há uma grande dificuldade em ler e interpretar, pois a maioria de nossos entrevistados gostam mais de ouvir ou alguém ler as histórias para elas, sendo que muitos lêem, mas ainda sentem muita dificuldade em interpretar palavras. A Literatura Infantil contribui muito no desenvolvimento da leitura da criança. Mas ainda há uma carência grande, nas falas de nossos sujeitos vimos o gosto e prazer em ler, mas existem seqüelas. Um outro momento que me chamou a atenção foi em ouvi-las dizer nunca foram a biblioteca. Das oito crianças entrevistadas somente três foram a biblioteca. A leitura precisa ser mais praticada, estimulada e nós educadores e pais devem estimular e criar ambientes de leitura, pois o livro é um canal de conhecimento como nos diz Coelho (2000): (...)O livro infantil é entendido como uma “mensagem” (comunicação entre um auto-adulto(o que possui a experiência). Nessa situação, o ato de ler (ou de ouvir),pelo qual se completa o fenômeno literário, se trans forma em um ato de aprendizagem.É isso que responde por uma das peculiaridades da Literatura Infantil.(p.31) Pode-se notar que as crianças trazem significados consigo acerca da contação de histórias e dos livros infantis e trazem também abstrações sobre o que eles compreendem nas histórias. Vejamos agora o que relatam os nossos sujeitos,quando questionamos se eles entendem o que lêem: Mais ou menos. Eu leio muitas vezes para entender (Pedro 9 anos). Eu só entendo quando alguém me ajuda (Joana 9 anos).
  • 36. 36 Diante das afirmações de nossos sujeitos, percebemos uma carência ainda muito grande com leitura. Em toda nossa investigação percebemos o desejo, o prazer em ler, ouvir e contar histórias, mas quando partimos para uma leitura e interpretação, surgem as dificuldades. Percebemos a dificuldade na leitura quando Joana expressa em suas palavras precisar de alguém para ajudar, pois ainda não consegue interpretar o que lê. Nossa pesquisa abre mais uma vez espaço para questionamento. Precisamos melhorar a qualidade de educação para nossas crianças. E investir seriamente em LEITURA. 4.2.4. A leitura na voz infantil A criança é reflexo do meio em que vive, e partindo das falas quando dizem para que a leitura serve, percebemos que mesmo em sentidos diferentes, todas dizem que serve para aprender. E para aprender é necessário dedicação, doação e investimento. Percebemos que o analfabetismo não é culpa das crianças, porque em toda nossa pesquisa houve um desejo, um querer, o que falta é mais investimento e dedicação para a classe infantil, que é a base. Quando construímos um edifício com alicerce seguro, com certeza ele estará seguro. E um bom leitor se faz com uma boa base, ambiente incentivador, incentivo, família, bons educadores. Assim nossas crianças não vão mais com oito anos precisar ler um texto várias vezes, para entender. Encerro esta questão com as falas dos sujeitos quando dizem que leitura serve pra imaginar as coisas, serve para aprender, para ajudar a escrever. Essas coisas que vão surgindo através de cada história lida ou contada. Assim afirma, nosso sujeitos, Pedro, Joana, Maria, João e Jorge ao afirmar que leitura serve pra ficar esperto, inteligente, e que leitura é descoberta. Diante das palavras destas crianças percebemos um entendimento bem maduro sobre leitura Em cada uma das respostas que nos fazem refletir sobre como existem vários tipos de leitura: como leitura de imagem, leitura de mundo, como a palavra “descoberta” que podem surgir varias indagações como descoberta de mundo, do outro e de saberes que para eles ainda são ocultos. Percebemos assim que a leitura na voz infantil tem um significado
  • 37. 37 muito rico e desenvolve a criatividade, organiza os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização. A leitura das Literaturas permite a criança entender melhor um texto, redigir e desenvolver o habito de ler e escrever. Com isso vamos escutar mais uma vez o que as crianças nos dizem: “Leitura serve para imaginação das coisas (Pedro 9 anos)”. “Leitura.Não sei não. Serve pra que? (Maria 7 anos)”. “Para aprender a ler ( Ana 6 anos)”. “Viche... (risos) Pra pessoa ficar esperta (Joana 9 anos)”. “Pra ajudar a escrever e aprender mais... Essas coisas (João 9 anos)”. “Pra gente aprender as coisas (Jorge 8 anos)”. Partindo das falas dos sujeitos, a leitura serve para dar sentido as coisas, entender, para melhorar a escrita. Percebemos que nessa idade a criança precisa entender aquilo que lê para poder ir além, imaginar. A leitura proporciona informações e desenvolve tanto o intelectual como a socialização da Criança.
  • 38. 38 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ler é uma experiência única, é conhecer o mundo através da escrita, da imagem do som, é poder dar sentido as coisas. Quando o individuo percebe o mundo ele lê apenas as imagens, a partir daí passa a dar sentido às coisas, distinguir objetos pessoas, lugares. Assim ele já começa a fazer leituras de histórias infantis a partir de imagens como personagens. Quando uma criança vê um lobo, logo saberá que aquele personagem faz parte da história chapeuzinho vermelho. A partir de seis anos ela já consegue dar sentido a leitura e fazer interpretação de pequenos textos. Ao adentrar o curso de pedagogia busquei em minhas pesquisas perceber a importância da Literatura Infantil na educação. Assim percebi em cada questionamento que vale a pena trabalhar e investir nessa questão, pois através das leituras das literaturas as crianças desenvolvem sua leitura e escrita. Nessa perspectiva e após vários debates fui ouvir o que as crianças pensam sobre a leitura. Assim nasceu essa a monografia, que toma vida própria a cada encontro com as crianças e a partir das respostas nascem outras inquietações. Esta monografia surgiu de um sentimento de insatisfação quando nas histórias trabalhadas não conseguimos alcançar atenção das crianças. Assim em nossa pesquisa buscamos encontrar respostas para nossa pergunta através de uma análise mais profunda e detalhada. Aos poucos ela passa a ter vida própria e através dos aportes teóricos conseguimos chegar a uma conclusão mais aproximada da nossa proposta de pesquisa. Assim percebemos que a leitura das Literaturas Infantis ainda fazem parte do gosto e da vivencia das crianças, e que essas histórias causam até os dias de hoje fascínio, encanto, prazer e despertam cada vez mais o desenvolvimento da leitura. Dessa forma é essencial que os pais, professores estejam cada vez mais estimulando a prática da leitura desde cedo. Pois quanto mais a criança é estimulada, com certeza será um leitor e não um apreciador da leitura.
  • 39. 39 Em contato com as crianças, encontramos resposta para nossa inquietação, as crianças ainda gostam de contos de fadas, gostam de ouvir histórias, muitas vezes, ainda viajam pelo mundo da fantasia e do faz de conta. Percebemos também que vale a pena criar ambientes que incentivem a leitura. A criança encontra nas Literaturas Infantis oportunidades de resolver situações que para elas parecem ser difíceis como medos, dores, rejeição, e outros. As leituras de histórias infantis na voz da criança proporcionam momentos de descobertas de saberes e pode ajudar a melhorar a escrita. Nesta pesquisa fica relevante que as crianças percebem as Literaturas Infantis como instrumento facilitador, prazeroso, encantador e fascinante, podendo assim ajudar a entender o significado das coisas e melhorar a escrita e contribuir para uma boa educação. Revelam também a dificuldade em ler e interpretar os textos. Assim nossa pesquisa nos aproximou mais do mundo infantil e da realidade e nos fez refletir que precisamos investir mais em leitura, pois as crianças de hoje serão o nosso futuro. Também nascem algumas provocações sobre leitura para nosso campus. Por fim, acreditamos que a metodologia utilizada alcançou os objetivos propostos e nos levou a encontrar respostas para nossa questão. Finalizo com as palavras de Monteiro Lobato quando diz: “ainda acabo fazendo livros onde as crianças possam morar...”.
  • 40. 40 REFERÊNCIAS ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione; 1997. ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução a metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalho na graduação. São Paulo: Atlas, 2007. ÁRIES, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2 ed. Rio de Janeiro:Guanabara, 1978. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7. ed. São Paulo: Ática, UNESCO, 2002, 2005, 109 p. BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 2009. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1990. CAGNETI, Sueli de Souza. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica,1986. COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil- Teoria, análise, didática. São Paulo: Ática, 2000. CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria e Prática. São Paulo: Ática, 1991. GOLDEMBERG, M. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1999. GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura Infantil: múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009. KRAMER, Sonia. A política do pré-escolar no Brasil: A arte do disfarce. São Paulo: Cortez, 1992. LUDKE, Menga; ANDRÉ Marli E.D.A. A pesquisa em educação. Abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica. São Paulo, Atlas, 1996. MEIRELES, Cecília .Problemas da literatura infantil. 3. ed. Rio de Janeiro. Nova Fronteira 1984. MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes, 2002
  • 41. 41 MICHALISZYN, Mario Sergio e TOMASSINI, Ricardo. Pesquisa orientações e normas para elaboração de projetos, monografias e artigos científico. Petrópolis, RJ: Vozes,2005. PALO, Maria José e Oliveira, Maria Rosa D. Literatura Infantil-Voz de Criança. São Paulo: Ática, 2001. RODRIGUÊS, Álvaro de Jesus. Metodologia cientifica. São Paulo:Avercamp, 1991. SOARES, Magda_ Letramento: Um tema em três Gêneros. 2.ed. Belo Horizonte, Autentica: 2005. ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 1985. Id.ibid., São Paulo: Global, 1987.
  • 43. 43 UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM PEDAGOGIA 2008.1 QUESTIONÁRIO 1. Escola: ( ) Particular ( ) Pública 2. Sexo: ( ) Menino ( ) Menina 3. Idade ( ) 6 anos ( ) 8 anos ( ) 7 anos ( ) 9 anos ( ) 10 anos ou mais 4. Série ( ) 1º Ano ( ) 3º Ano ( ) 2º Ano ( ) 4º Ano 5. Você gosta de ler? ( ) Sim ( ) Não 6. Onde você lê com mais freqüência? ( ) Em casa ( ) Na Escola ( ) Outro lugar. Qual? ___________________________________
  • 44. 44 7. Quantos livros você já leu este ano? ( ) 1 livro ( ) Mais de 3 livros ( ) 2 livros ( ) Nenhum livro ( ) 3 livros 8. Qual o tipo de leitura você mais gosta? ( ) Contos de fadas ( ) Fábula ( ) Gibi ( ) História de aventura ( ) Lendas ( ) Outras. Qual?____________________
  • 45. 45 ROTEIRO PARA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA 1. Qual a sua história preferida? 2. O que você gosta de ler? 2. O que não gosta de ler? 3. Quem ler histórias para você? 4. Qual foi a história que já leu ou alguém contou para você que gostou muito. Por quê? 5. Você consegue entender o que lê? 6. Quais os livros que você já leu? 7. Você gosta mais de ler histórias ou que alguém conte pra você? 8. Quais livros você gostaria de ler? 9. Você vai à biblioteca? Com quem? 10. Pra que serve a leitura?
  • 46. 46 Senhor do Bonfim, 09 de julho de 2012 ATT Senhores pais: Eu Adriana Araujo Silva, Graduanda do Curso de Pedagogia do Departamento de Educação UNEB – Campus VII, venho através deste solicitar sua permissão para entrevistar seu(a)filho(a)_____________________________________________naEscola Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia, para uma pesquisa acadêmica. ______________________________________________________ Assinatura dos pais ou responsáveis: Atenciosamente, ADRIANA ARAUJOSILVA Graduanda da UNEB – Campus VII