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6RESUMOEssa pesquisa traz algumas reflexões sobre o olhar da criança para a instituição de educação infantilem que estuda....
7SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................
84.2 Análise da Entrevista Semi-estruturada.........................................................33         4.2.1 A cri...
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10                                   CAPÍTULO I1.1 PROBLEMATIZANDO O ESTUDOPartindo da concepção de que a criança pensa, s...
11Nesse sentido, analisar a criança como um ser pensante, que produz cultura, epossui sua criticidade sobre as coisas ao s...
12sempre existiu, tendo sido determinadas a partir de modificações econômicas epolíticas da estrutura social. Portanto, Kr...
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14Assim, é preciso que haja um olhar específico sobre o ser criança, estabelecendouma imagem a partir do meio social e cul...
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18Por muito tempo, o sentimento de infância era inexistente, não se procurava ementender as crianças como cidadãos e cidad...
19Por isso, entendemos que todo ser humano já passou pela fase da infância, e esta éuma etapa muito importante para o dese...
20Podemos nos referir à infância de hoje como algo que obteve grandestransformações ao longo dos tempos, principalmente po...
21posições subjetivas de cada criança, pois esta pode se encontrar em diferentesposições psíquicas que são articuladas aos...
22Na antiguidade a educação da primeira infância era acompanhada pelos adultos dedeterminados grupos sociais, as crianças ...
23importante ressaltar que a compreensão de infância que foi se desenvolvendo aolongo dos tempos tornando cada vez mais va...
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252.2.2 A escola de educação infantil no BrasilOs pensadores citados anteriormente contribuíram com o sentimento de infânc...
26considerada um investimento, numa espécie de capitalização, como salienta Kramer(1992): “A educação tem um valor de inve...
27medida em que assume múltiplos aspectos, fecunda competências cognitivas einterativas”.Nesse sentido, além de possibilit...
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30visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem á realidade que os cerca a assuas próprias ações” (p.26).Utiliza...
31informações a respeito de determinado assunto mediante uma conversação denatureza profissional” (p.70).Dessa forma, a es...
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33pequeno, por isso, o recreio é dividido em dois tempos, um para os maiores e ooutro para os menores, mesmo sendo dessa f...
344.1.3. A voz das crianças em sala de aulaSeguimos com as observações, enfatizando nosso olhar para observarmos àcondição...
35Assim, analisando as falas das crianças, percebemos que cada uma delasindividualmente tem seu olhar próprio para determi...
36Nesse sentido, faz-se necessária a reflexão sobre a prática docente. Assim pontuaFreire (1996 p. 22) “A reflexão crítica...
37estudar, aprender a ler, escrever, ficar sabida”. As outras crianças responderamsemelhantes.Diante disso, entendemos que...
38      Figura 1: Desenho produzido por C1O desenho da figura 1 (um) produzido pela C1 representa uma criança sentada nasa...
39      Figura 2: Desenho produzido por C2Na figura 2 (dois) está sendo representada pela C2 que está demostrando atravésd...
40tratamento ético-afetivo dentro deste ambiente escolar, visto que as criançasratificam nos desenhos o que expressam verb...
41isso, analisamos que a C1 mesmo não gostando de alguns métodos usados pelaprofessora em sala de aula, como fazer dever d...
42Figura 6: Desenho produzido por C8Na figura 6 (seis) está representando crianças brincando de futebol, onde a C8pontua: ...
43                            CONSIDERAÇÕES FINAISAo considerar a criança um ser pensante, capaz de analisar e avaliar osa...
44condições em diversos sentidos. Pois, as crianças compreendem que a idealizaçãoque elas têm sobre a escola é possível.Po...
45REFERÊNCIASALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 10 ed.São Paulo: Loyola, 2000.ANTUNES...
46KRAMER, Sonia, A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce, SãoPaulo, Cortez 1995.KRAMER, Sonia: Com a pré-e...
47PINTO, M; SARMENTO, M.j (coord). As crianças: contextos e identidades. BragaCentro de Estudos da Criança, Universidade d...
48APÊNDICE
49UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VIIRoteiro de entrevista para os sujeitos da pes...
50ATT Senhores pais:Eu Erivânia de Souza Silva, graduanda do curso de Pedagogia do Departamento deEducação UNEB- Campus VI...
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  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA ERIVÂNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANÇA PARA A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL SENHOR DO BONFIM 2011
  2. 2. 2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA ERIVÂNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANÇA PARA A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL Monografia apresentada ao Departamento de Educação / Campus VII – Senhor do Bonfim, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Pedagogia com habilitação em Docência e Gestão de Processos Educativos. Orientador: Pascoal Eron SENHOR DO BOMFIM 2011
  3. 3. 3 ERIVÂNIA DE SOUZA SILVAO OLHAR DA CRIANÇA PARA A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL Monografia apresentada ao Departamento de Educação- Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Pedagogia com habilitação em Docência e Gestão de Processos Educativos.Aprovada em _____________ de ______________________ de 2011. BANCA EXAMINADORA Professor Pascoal Eron OrientadorProfessor (a)....................................................................................................... Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinadora______________________________________________________________Professor (a)......................................................................................................... Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinadora
  4. 4. 4A DEUS, por ser minha segurança e fortaleza, certeza que com eletudo acabará bem.Ao meu FILHO, que mesmo sendo ainda bebê é minha maiorinspiração, me motivando para proporcionar para ele o melhor demim em tudo.Ao meu ESPOSO, minha MÃE e IRMÃ, que me compreenderam eincentivaram na produção deste trabalho.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOSAo professor e orientador, PASCOAL ERON, por ser um exemplo deprofissionalismo e competência, contribuindo de maneira eficaz com vontade eresponsabilidade.Aos funcionários do departamento de educação UNEB- Campus VII, em especial àbiblioteca por estar sempre nos ajudando na procura de livros, principalmente meuamigo e funcionário WAGNER ARAUJO, por seu desempenho e competência,estando sempre disposto a ajudar.Aos meus colegas de curso, por termos enfrentado muitas lutas juntos com muitasdificuldades, mas, também grandes vitórias, em especial minha amiga TATIANE DASILVA LIMA que nunca me negou ajuda e se tornou ao longo do curso minhaamiga, dentre outras.
  6. 6. 6RESUMOEssa pesquisa traz algumas reflexões sobre o olhar da criança para a instituição de educação infantilem que estuda. Este estudo foi embasado no trabalho de autores que desenvolvem aprofundamentosteóricos nessa área, como: Kramer (1992, 1995, 2001), Oliveira (2001) Nicolau (1994), dentre outros.O paradigma metodológico foi qualitativo, por nos possibilitar compreender melhor o espaço e nosaproximarmos dos sujeitos. Os instrumentos de coleta de dados foram: Observação participante e aentrevista semi-estruturada. A partir da utilização destes instrumentos foi possível obter algumasconsiderações relevantes do olhar da criança para a escola de educação infantil em que estudam,pois através deste olhar a criança pode demonstrar suas inquietações, manifestando sua capacidadede analisar e refletir sobre suas vivências dentro do ambiente escolar, desmistificando a idéia de quecriança é um papel em branco sem opinião própria e contribuindo para reflexão que criança é um serpensante e tem um papel ativo no seu processo de formação.Palavras-Chave: Criança, Infância, Escola de educação infantil.
  7. 7. 7SUMÁRIOINTRODUÇÃO.............................................................................................................9CAPÍTULO I........................................................................................................... ...101.1 PROBLEMATIZANDO O ESTUDO....................................................................10CAPÍTULO II ...........................................................................................................142.1 Fundamentando conceitos...............................................................................14 2.1.1 A visão de infância da sociedade antiga..........................................14 2.1.2 O mundo infantil .................................................................................16 2.1.3 A infância no mundo contemporâneo...............................................192.2. Escola de Educação Infantil...........................................................................20 2.2.1 Alguns pensadores que influenciaram na Educação Infantil.........21 2.2.2 A escola de educação infantil no Brasil............................................24CAPÍTULO III............................................................................................................273. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................27 3.1 Tipo de Pesquisa...................................................................................27 3.2 Local de pesquisa ................................................................................28 3.3 Sujeitos da Pesquisa............................................................................28 3.4 Instrumento de Coleta de Dados.........................................................28CAPÍTULO IV..........................................................................................................31ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS.......................................................314.1 Análise da Observação Participante..............................................................31 4.1.1 O espaço físico...................................................................................31 4.1.2 A rotina em sala de aula.....................................................................32 4.1.3 A voz das Crianças em Sala de Aula.................................................32
  8. 8. 84.2 Análise da Entrevista Semi-estruturada.........................................................33 4.2.1 A criança sente a opressão imposta a elas.....................................34 4.2.2 A criança entende o papel da escola.................................................36 4.3 Analisando os Desenhos das Crianças................................................37CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................43REFERÊNCIAS........................................................................................................45APÊNDICE................................................................................................................
  9. 9. 9 INTRODUÇÃOConsideramos que a criança é capaz de revelar aspectos significativos no ambienteonde estão inseridas, pois são seres pensantes, capazes de analisar e refletir sobreos acontecimentos vivenciados por elas. Por isso, analisar o olhar da criança paraescola de educação infantil em que estudam e permitir que suas vozes sejamouvidas e respeitadas, implica em favorecer a elas a oportunidade de estardesenvolvendo o ato de se expressar, de agir com espontaneidade e liberdadepossibilitando a concretização da prática pedagógica de forma eficaz.Dessa forma, no primeiro capítulo estaremos abordando a problemática, levantandoa reflexão sobre a questão de analisar as crianças como seres pensantes, capazesde estabelecer uma visão clara e crítica sobre a escola em que estudam.No segundo capítulo, trazemos a reflexão sobre os conceitos chave, salientandohistoricamente o sentido de infância, estabelecendo uma visão geral sobre o mundoinfantil e a escola de educação infantil no mundo contemporâneo.No terceiro capítulo são apresentados os caminhos metodológicos percorridos, bemcomo uma descrição dos sujeitos e do locus a serem pesquisados. Abordamostambém sobre os instrumentos de coleta de dados que foram utilizados e queauxiliou a presente pesquisa.No quarto capítulo, apresentamos a análise e interpretação dos resultados, refletindosobre o olhar da criança para a escola de educação infantil, frente aos discursos dosautores que nos deram suporte para chegarmos às considerações apresentadas.Por fim, destacamos a relevância de analisar e respeitar a voz das crianças dentrodo espaço escolar, pois seu olhar para escola de educação infantil pode contribuir epossibilitar melhores resultados no processo educacional.
  10. 10. 10 CAPÍTULO I1.1 PROBLEMATIZANDO O ESTUDOPartindo da concepção de que a criança pensa, se expressa e produz cultura, que écapaz de analisar e refletir sobre as atividades de seu cotidiano; é relevanteconsiderar que ela ao ingressar na escola de educação infantil, na maioria dasvezes, cria a grande expectativa de como será sua escola, as brincadeiras, osespaços de lazer, a professora, os colegas de turma, dentre outras coisas.Com isso, a escola de educação infantil deve proporcionar meios para suprir asexpectativas e ansiedades das crianças, levando em consideração suasindividualidades e vivências, partindo do contexto histórico de cada um, pois, o meioescolar pode tanto motivar como inibir no processo de aprendizagem das crianças,influenciando no seu processo de formação. Conforme salienta Gadotti (1988): “Omeio escolar, o espaço físico e o humano são elementos que podem tanto sermotivador para os alunos quanto inibidor das disposições de aprendizagem” (p. 51).Portanto, analisar as crianças como um ser social, de relações e que vive emsociedade, cidadãos com características, histórias, com diferenças regionais,sociais, crenças e também etnicas, poderá contribuir para uma prática educativamais significativa, que se preocupa com a visão das crianças sobre a escola deeducação infantil em que estudam, possibilitando que estas expressem seuspensamentos, exponha suas idéias, dando-lhes vez e voz. Sendo esta uma formadisponível para o educador refletir sobre sua prática, buscando soluções para osproblemas que possam surgir no processo de ensino-aprendizagem.Dessa forma é fundamental conhecer as crianças, pois elas nos revelampensamentos que são importantes para nós, adultos, refletirmos, haja vista que: “Oolhar da criança permite revelar fenômenos sociais que o olhar dos adultos deixa napenumbra ou obscurece totalmente” (PINTO, SARMENTO,1997 p.25).
  11. 11. 11Nesse sentido, analisar a criança como um ser pensante, que produz cultura, epossui sua criticidade sobre as coisas ao seu redor, é permitir reconhecer quemuitas vezes, as crianças são capazes de revelar fenômenos sociais que sãoocultados pelos discursos dos adultos. Para Manning, (1987) “criança é capaz de veras coisas como os outros as podem ver. É capaz de se concentrar em mais de umaspecto de uma situação ao mesmo tempo” (p. 132).Portanto, é considerável interpretar as crianças como cidadãos e cidadãs, visandooportunizar a manifestação de seu olhar para escola de educação infantil em queestuda, facilitando uma melhor interação entre professores e alunos, desconstruindoa imagem de que criança nada sabe e deve somente aprender, pois, muitas vezes, oque vemos nas escolas de educação infantil são crianças que são vistas comomaterial a serem moldados, como papel em branco, que necessitam apenas receberconhecimentos programados tendo uma relação de domínio e opressão. Nestesentido, Oliveira (2001) relata: O adulto tudo sabe e a criança deve somente aprender, as relações que se constituem são relações de opressão e domínio; sendo assim as relações afetivas entre adulto e criança tendem a ser em sua maioria, enviesadas, com poucas chances de haver respeito para com o mais fraco (p.137).Dessa forma, o adulto exerce uma autoridade sobre a criança estabelecendo umaimagem de um ser incompleto, atribuindo estas características como natural, dadasas condições sociais de infância atribuídas pela sociedade. Diante disso, Kramer(1992) pontua que: [...] a criança é considerada como um ser que não é, ainda, social, desempenhando apenas o papel marginal nas relações sociais, tanto em relação à produção dos bens materiais, quanto em relação à participação nas decisões. Assim o desenvolvimento da criança é percebido como desenvolvimento cultural das possibilidades naturais da criança, ao invés de socialmente determinado e condicionado por sua origem social (p. 21).Por isso, consideramos que o desenvolvimento da criança está condicionado aomeio social e cultural no qual está inserida, devido às transformações sociaisocorridas ao longo dos tempos. A valorização que hoje é atribuída à criança nem
  12. 12. 12sempre existiu, tendo sido determinadas a partir de modificações econômicas epolíticas da estrutura social. Portanto, Kramer (1992) ainda diz que: A análise das modificações do sentimento devotado à infância é feita à luz das mudanças ocorridas nas formas de organização da sociedade, o que contribui para uma maior compreensão da “questão da criança” no presente, não mais estudada como um problema em si, mas compreendida segundo uma perspectiva do contexto histórico em que está inserida (p.17).Percebemos que as crianças da atualidade são mais participativas, comunicativascom opiniões próprias e ligadas a tecnologia, amadurecem mais cedo, isso porquerecebem mais estímulo do que antigamente. São cheias de atividades, nem sempreeducativas e quase não tem tempo de brincar espontaneamente. Possuemcaracterísticas próprias, levando em consideração o meio cultural e social na qualestão inseridas. Para Kramer (2001): [...] as crianças são pessoas que se desenvolvem psicologicamente, apresentando, características próprias, no decorrer do seu desenvolvimento, do ponto de vista lingüístico, sócio afetivo, lógico matemático e psicomotor. Consideramos, ainda, que no processo de desenvolvimento há influencias marcantes do seu meio sócio-econômico e cultural (p. 13).Portanto, considerando o que foi exposto, nosso estudo de pesquisa objetivainvestigar o olhar da criança sobre a escola de educação infantil, a fim de conhecercomo esta percebe a escola em que estuda, no seu sentido amplo: o que gostam oque lhes inquietam. Pois poderá contribuir para seu desenvolvimento, possibilitandouma investigação mais significativa, voltado para o ensino-aprendizagemcontextualizado.O tema escolhido foi construído ao longo do curso de pedagogia, na instituiçãoUneb- Departamento de Educação Campus VII, dada as experiências vivenciadasnos estágios, analisando em sala de aula a linguagem e interação das criançasreferente à sua escola, tendo em vista elas não tinham voz, ou seja, suas opiniõesnão eram levadas em consideração. Mas, o que se percebe nos discursos escolaresé que toda aprendizagem deve partir da realidade do aluno, mas, como analisar sua
  13. 13. 13realidade se os mesmos não podem falar? Nem tão pouco contrariar a professoracom uma opinião contrária.Assim, a partir dessa inquietação surgiu nossa proposta de estudo, pois,acreditamos que esta pesquisa poderemos compreender o olhar da criança sobre aescola de educação infantil em que estuda. Possibilitando eleger elementos para aconstrução de uma educação de qualidade, que possa proporcionar desafios dentrode uma perspectiva voltada para a autonomia e espontaneidade das crianças.Dessa forma, o nosso problema de pesquisa é: O olhar da criança para a escola deeducação infantil em que estuda. Na perspectiva de analisar sua opinião ecompreensão com autonomia e espontaneidade.Com isso, pretendemos a partir dos resultados da presente pesquisa, refletirmossobre nossa prática, enquanto futuros docentes, no intuito de realizar com seriedadee compromisso o nosso trabalho, colocando em prática tudo que construímos aolongo do curso. Entendemos que os acontecimentos vivenciados na infância, surtemefeitos que são levados para a vida adulta, uma vez que, neste período a criança jápossui um pensamento lógico e sentimentos impulsionados pela emoção, pois hádeterminados parâmetros psicológicos que orientam o desenvolvimento de todas ascrianças, gerenciados pela necessidade de adaptação do seu meio. Neste sentido,Borges (1994) pontua: A construção do conhecimento pela humanidade, a evolução do pensamento científico e, de forma semelhante, o pensamento da criança, progridem impulsionados por necessidades e interesses surgidos dos desafios adaptativos nas mais variadas situações da vida (p. 17).Diante disso, somos levados a refletir sobre a importância de encarar a opinião dascrianças sobre sua escola como algo fundamental no seu processo de ensino-aprendizagem,o que nos possibilita um planejamento que atende aos anseios dascrianças. Assim Piaget (1986) ressalta: A criança explica o homem tanto quanto o homem explica a criança, e não raro ainda mais, pois se o homem educa a criança por meio de múltiplas transformações sociais, todo adulto, embora criador começou, sem embargo, sendo criança; e isso tanto nos tempos pré-históricos quanto hoje em dia (p. 32).
  14. 14. 14Assim, é preciso que haja um olhar específico sobre o ser criança, estabelecendouma imagem a partir do meio social e cultural na qual está inserida, levando emconsideração suas vivências e individualidades.
  15. 15. 15 CAPITULO II2.1 FUNDAMENTANDO CONCEITOSNo presente capítulo fundamentamos nossos conceitos chave, a partir dacontribuição de alguns teóricos, que trazem uma reflexão acerca do universo infantil.Realizamos, portanto, um breve histórico do sentimento de infância de antigamente,visando analisar as concepções de infância que norteia a sociedade contemporânea2.1.1 A visão de infância da sociedade antigaNeste texto, tentaremos mostrar como o conceito de infância foi construídohistoricamente segundo os estudos de Ariés (1978). O sentimento de infância erainexistente, até o século XVI, não existia a particularidade da consciência sobre ouniverso infantil. A concepção de infância, até então, baseava-se nas péssimascondições de vida que viviam as crianças, pelo menos da classe trabalhadora, haviaainda grande número de mortalidade infantil devido às condições de higiene e saúdeda população em geral que era desconfortável. Assim pontua Kramer (1992 p. 17):“Era extremamente alto índice de mortalidade infantil que atingia as populações e,por isso, a morte das crianças era considerada natural. Quando sobrevivia, elaentrava diretamente no mundo dos adultos”.Em decorrência dessas condições, uma criança morta era substituída por outros esucessivos nascimentos, pois ainda não havia, conforme hoje existe, o sentimentode cuidado, pois eram muito pequenas e as famílias temiam em apegar-se a elas.Segundo Ariés (1978, p. 22) “as pessoas não podiam se apegar muito a algo queera considerada uma perda eventual”.Como mostra a história, no decorrer dos séculos, surgiram diferentes concepções deinfância. Na Idade Média, a criança era vista como um adulto em miniatura, assimque pudesse realizar algum tipo de tarefa, esta era inserida no mundo adulto semnenhuma preocupação em relação a sua formação enquanto um ser específico.Neste período a sociedade não apresentava um conceito próprio de criança, tratavacomo um adulto reduzido. Ariés (1981) ressalta:
  16. 16. 16 A velha sociedade tradicional via mal a criança. A duração da infância era reduzida a seu período mais frágil, enquanto o filhote do homem ainda não conseguia bastar-se; a criança então, mal conseguia algum desembaraço físico, era logo misturada aos adultos, e partilhava de seus trabalhos e jogos (p. 23).A duração da infância não era bem definida, por esta razão, muitos jovens de atédezoito anos eram considerados nesta categoria, dessa forma a criança acabava porassumir funções e responsabilidades, ultrapassando etapas significativas de seudesenvolvimento.A transmissão de valores e dos conhecimentos, não eram assegurados nemcontrolados pelas famílias. A criança se afastava logo de seus pais e aaprendizagem ocorria pela convivência, observando os adultos. Ariés (1981) pontua:“A passagem da criança pela família e pela sociedade era muito breve muitoinsignificante para que tivesse tempo ou razão de forçar a memória e tocar asensibilidade” (p. 24).Dessa forma, percebemos que durante esta etapa da vida, as crianças poucopodiam desfrutar, pois seus direitos e necessidades eram despercebidos dentrodaquela sociedade que as observavam como um adulto reduzido. Ariés (1981)salienta que: De criancinha pequena, ela se transformava imediatamente em homem jovem, sem passar pelas etapas da juventude, que talvez fossem praticadas antes da idade média e que se tornaram aspectos essenciais das sociedades evoluídas nos dias de hoje (p. 38).Vale ressaltar que a ausência do sentimento de infância, não quer dizer que nesteperíodo as crianças fossem negligenciadas, abandonadas ou desprezadas, mas, oolhar que se tinha para esse ser em formação era bem diferente da atualidade,devido o contexto social em que estavam inseridas, não possuindo nenhumarepresentação perante a sociedade daquela época.No decorrer dos tempos, com algumas modificações no cenário político e econômicocomeça a surgir o sentimento de infância, as crianças apareciam nas mais variadassituações de seu cotidiano, segundo Ariés, (1981) :
  17. 17. 17 A descoberta da infância começou sem dúvida no século XIII, e sua evolução pode ser acompanhada na história da arte e na iconografia dos séculos XV e XVI. Mas os sinais de seu desenvolvimento particularmente numerosos e significativos a partir do fim do século XVI e durante o século XVII (p. 65)No século XVI e XVII, começa a mudança no olhar das famílias e da sociedade paraas crianças, dando importância e significado como alguém que necessita de lugar,espaço e cuidados especiais, mais tarde evoluiu para o que chamamos hoje deinfância.As transformações sociais ocorridas no século XVII contribuíram para a construçãodo sentimento de infância entre as famílias, logo a afetividade foi demonstrada e apreocupação com a formação moral da criança, reforçando a importância daeducação escolar. As reformas religiosas católicas e protestantes contribuíram paraa mudança do olhar sobre as crianças e sua aprendizagem. “As crianças foramseparadas dos adultos e mantidas em escolas até estarem prontas para a vida emsociedade” Ariés (1978 p. 47).Portanto, entendemos que a construção do conceito de infância se dá através decada processo histórico, o modo como representá-la está intrinsecamenterelacionada às estruturas econômicas, políticas e culturais de um dado conjuntosocial. Por meio da educação escolar, ampliou-se a verificação da criança como umser social que necessita de cuidados diversificados, favorecendo no processo deformação e aprendizagem.2.1.2 O Mundo InfantilAnalisar o mundo infantil e respeitá-lo implica em não ignorar sua importância, pois,a criança é capaz de refletir e analisar as coisas ao seu redor, integrando valores ecomportamentos próprios de seu tempo e lugar, contribuindo no seu processo socialhistórico e cultural. Contudo, Segundo Lajolo (1997 p. 22), a etimologia da palavrainfante, infância está ligada a idéia de ausência da fala.
  18. 18. 18Por muito tempo, o sentimento de infância era inexistente, não se procurava ementender as crianças como cidadãos e cidadãs, capazes de contribuir de acordocom suas necessidades e seu meio social e cultural. Assim, como pontua Lajolodemonstrando o significado da palavra infância, nos demonstra que a sociedadeantiga via as crianças sem direitos, nem de expor suas falas como algo significativo.Porém, hoje acreditamos que elas são sujeitos dos seus próprios conhecimentos,como nos relata Kramer (2001) “A criança deve ser vista como um ser social queparticipa da construção do seu conhecimento, como sujeito ativo fazendo uso deesquemas próprios, sendo respeitadas como cidadãos e cidadãs (p. 42).A idéia de infância durante muito tempo referia-se à criança como a idealização deum ser puro e inocente, incapaz de questionar ou ser questionado, como um ser quenão possui individualidades e conhecimentos próprios. Por isso, esta idealização deinfância está relacionada às transformações das formas de organização dasociedade, neutralizadas com esta visão de infância, dificilmente teria espaço paraoutras concepções, Talvez pelo simples fato de que a criança inocente nada exigeda sociedade. Kramer (1992) pontua: “Esta forma de organização institui diferentesclasses sociais no interior das quais o papel da criança é diferente” (p. 19).Nesse sentido, compreendemos que através do meio social, econômico e culturalque a criança está inserida, é que as diferencia, pois cada uma delas tem seusentido próprio de vida, suas idealizações de mundo e sua compreensão sobre ascoisas. A idéia de um ser universalizado, como se todas as crianças fossem iguais,com as mesmas condições de vida foi divulgada pela classe dominante, como nosrelata Kramer (1992): A idéia de uma infância universal foi divulgada pelas classes dominantes baseada no seu modelo padrão de criança, justamente a partir dos critérios de idade e de dependência do adulto, característicos de um tipo especifico de papel social por ela assumindo no interior dessas classes (p. 19).Dessa forma, a imagem estabelecida sobre a infância, diz respeito à toda e qualquercriança, não sendo analisadas as questões sociais e culturais que envolvem cadauma delas, como se a infância fosse igual para todos. Kramer (1992) salienta: “tratarda criança em abstrato, sem levar em considerações as diferentes condições devida, é dissimular a significação social da infância” (p. 25).
  19. 19. 19Por isso, entendemos que todo ser humano já passou pela fase da infância, e esta éuma etapa muito importante para o desenvolvimento de cada pessoa, mas o meiosocial, econômico e cultural é que diferencia cada infância, pois as experiênciasvivenciadas por cada criança contribuem para sua formação. Nicolau (1993) relata: Ao longo da infância, o indivíduo assimila as experiências sociais acumuladas pela geração anterior, adquire conhecimentos e habilidades específicas e “se apossa” de certos valores estéticos e morais. Sem esta „aquisição‟ de experiência social, o desenvolvimento psíquico da criança não se realiza (p. 101).A criança em seu mundo infantil, brinca, sonha, imagina coisas, é capaz de observare refletir sobre as coisas ao seu redor, inclusive pode levar as suas observaçõespara suas brincadeiras e fantasias, demonstrando por muitas vezes, como forma dese expressar. Para Vygotsky (1984): O correto conhecimento da realidade não é possível sem um certo elemento de imaginação, sem o distanciamento da realidade, das impressões individuais imediatas, concretas, que representam esta realidade nas ações elementares da nossa consciência (p. 33).Por tanto, é importante reconhecer que o mundo infantil, sendo cheio de fantasias eimaginações, oferece as crianças a oportunidade de desfrutar dessa fase porcompleto tornando-as mais criativas, participativas e autônomas para coordenarsuas idéias e desejos. Segundo Vygotsky (1984 p. 28) “A necessidade e o desejo dedecifrar o universo de significados que a cerca leva as crianças a coordenar idéias eações a fim de solucionar os problemas que se apresentam”.Por isso, vale ressaltar que é na infância que se constroem valores ecomportamentos, compreendendo sua importância, os adultos poderão conhecer eorientar as crianças de forma que elas possam desfrutar desse período com prazer,realizando atividades significativas para seu desenvolvimento integral.2.1.3 A infância no mundo contemporâneo
  20. 20. 20Podemos nos referir à infância de hoje como algo que obteve grandestransformações ao longo dos tempos, principalmente porque as crianças foramreconhecidas como sujeitos de direitos. Atualmente o mundo infantil é limitado e aomesmo tempo amplo, o primeiro porque a criança está vivendo no universo onde astransformações sociais, políticas e econômicas, estão cada vez mais centradas nodesenvolvimento do capitalismo, com isso a construção do espaço infantil fica cadavez mais limitado, pois, as crianças desde cedo já são sobrecarregadas de deveresna condição de se prepararem para o mundo de concorrências, onde quemprevalece são os mais qualificados. Sobre essa mudança na concepção de infância,Kramer (1992) afirma que: Se na sociedade feudal, a criança exercia um papel produtivo direto (de adulto) assim que ultrapassava o período de alta mortalidade, na sociedade burguesa ela passa a ser alguém que precisa ser cuidada, escolarizada e preparada para uma atuação futura (p. 17).Com isso, as crianças da atualidade que são consideradas economicamentefavorecidas pouco brincam espontaneamente, freqüentam a escola mais cedo,fazem cursos extras, pois devem se preparar desde a infância para uma atuaçãofutura, mesmo as crianças desprovidas economicamente sofrem pressão para seprepararem desde cedo para conseguir ser “alguém na vida”. Mas, o universo infantilatual também pode ser considerado como amplo, porque dispõe de maioresfacilidades e as crianças possuem na sua maioria, conhecimentos diversos nosquais possibilita a ampliação de seus conceitos. No mundo contemporâneo ascrianças adquirem direitos por lei que asseguram proteção em seu desenvolvimento,como o Estatuto da Criança e do Adolescente, isto sem dúvida foi um grandeprogresso quando comparado com momentos históricos anteriores, porém ainda hámuito que ser revisto pelas autoridades e pela sociedade em geral referente ao olharque se tem sobre a infância contemporânea.As crianças de hoje apresentam multiplicidades de conhecimentos que articulamsuas vidas, pois, o olhar sobre a infância não é universal, considera as diferentes
  21. 21. 21posições subjetivas de cada criança, pois esta pode se encontrar em diferentesposições psíquicas que são articuladas aos laços sociais e culturais.Dessa forma, a educação no período infantil sofreu ao longo dos tempostransformações bem característica dos tempos atuais, devido às condições de vidaque norteiam a sociedade contemporânea, pois a educação que aconteciadiretamente com as reuniões familiares de trabalho e lazer foi substituída pelaaprendizagem escolar, conduzidos a formação instrumentalizada para o mundo dotrabalho. Sobre esta questão Ariés (1981) afirma que: A escola substituiu a aprendizagem como meio de educação. Isso quer dizer que a criança deixou de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente, através, do contato com eles. A despeito das muitas reticências e retardamentos, a criança foi separada dos adultos e mantidas á distancia numa espécie de quarentena, antes de ser solta ao mundo. Essa quarentena foi à escola, o colégio (p. 48).Outra característica que compõem a sociedade de hoje são as tecnologias, cada vezmais tomando lugar nos espaços sociais e educacionais. Televisões que setransformam em babás, pais ausentes, crianças sozinhas.Portanto, percebemos que há ainda muita contradição no que se refere à visão deinfância na sociedade contemporânea, pois revela que ao mesmo tempo em quecrianças são vistas como inocentes e incapazes sem a proteção de um adulto, sãolevadas a viverem como eles, à medida que exercem compromissos eresponsabilidades como estes. Crianças com agendas lotadas, sem tempo debrincar espontaneamente, outras sozinhas ficam em casa até seus pais chegaremde seu trabalho, etc. Dessa forma, há muito que pesquisar sobre a forma de atuaçãosocial que compõem a infância atual.2.2. Escola de Educação InfantilA educação escolar infantil tem como função estimular progresso e desenvolvimentoda criança, visando satisfazer suas necessidades básicas, proporcionando um climafavorável afetivo, físico e intelectual, tendo como tarefa a responsabilidade deeducar, mediante algumas modificações econômicas, políticas e sociais ocorridas aolongo dos tempos.
  22. 22. 22Na antiguidade a educação da primeira infância era acompanhada pelos adultos dedeterminados grupos sociais, as crianças aprendiam as tarefas de trabalho, seusvalores morais e comportamentos, observando os mais velhos, desta forma, todacomunidade participava da educação das crianças. Com o advento da maternidadee as transformações ocorridas na época como a Revolução Industrial, por exemplo,que trouxe consigo máquinas e tecnologias, era necessário que as pessoascomeçassem a estudar para o trabalho para aprenderem a manusear as máquinaspara produzirem renda, até então só às classes economicamente favorecidas tinhamacesso a escola, com algumas reivindicações e necessidades do sistema capitalistaas classes desprovidas economicamente começaram então a freqüentar a escola.foi também nesse contexto que surgiram as primeiras instituições de educaçãoinfantil que na sociedade capitalista passa a ser mais um sinal de distinção e nestesentido: Parece-nos fundamental lembrar que a educação pré-escolar é algo mais do que a instrução. A educação propriamente dita inicia-se a partir do nascimento, diferencia-se de acordo com a idade e as condições de vida das pessoas (NICOLAU, 1993 p. 74).Por isso, a educação está presente na vida das pessoas desde o nascimento,variando seu modo dependendo de sua classe social e cultura. A escola queantigamente instruía e auxiliava na aprendizagem, passou a ter o papel de educar,devido algumas transformações sociais como a inclusão das mulheres no mercadode trabalho, gerando uma nova organização no seio familiar. Além disso,apareceram novas concepções sobre a infância, muitos filósofos contribuíram para opensamento exercido sobre a educação infantil da época, com fundamentos que seperpetuam até os dias de hoje.2.2.1 Alguns Pensadores que Influenciaram na Educação InfantilO acesso livre à escola de educação infantil se deu através de modificaçõespolíticas, sociais e culturais e principalmente por reivindicações civis da época. É
  23. 23. 23importante ressaltar que a compreensão de infância que foi se desenvolvendo aolongo dos tempos tornando cada vez mais valorizada e respeitada, foi graças aalguns pensadores e suas obras.Podemos citar Rousseau (1712-1778) que teve a preocupação em chamar aatenção sobre as necessidades da criança e as condições de seu desenvolvimento.Sabemos que no século XXVIII a sociedade pouco se preocupava com taisnecessidades. Ele observou que as crianças tinham características próprias, por issodeveriam ser reconhecidas como tal e mantidas de forma diferenciada dos adultos,respeitando a individualidade de cada um.Percebemos que as idéias de Rousseau tem se expandido e concretizado nosdiscursos atuais, sua contribuição para a valorização do sentimento de infância, bemcomo na educação infantil é inestimável. No seu livro Emílio, destaca questões bempertinentes, compreendendo que os adultos devem conhecer as crianças, seussentimentos, pensamentos e não impor-lhes os seus. Portanto Rousseau foi um dospensadores que valorizou a individualidade da criança e sua capacidade de fazer ascoisas, e seus princípios educacionais permanecem até hoje.Outro pensador que foi importante para a construção da educação infantil escolar foiPestalozzi (1746-1827), ele era mestre-escola e acreditava que a educação podiamudar a condição do povo que vivia na miséria e com isto, eles poderiam conquistarseus direitos. O entusiasmo de Pestalozzi contribuiu para que crianças dos casebresconseguissem serem vistas em termos educacionais por reis e governantes.Com isso, podemos salientar que as idéias de Pestalozzi foram de granderelevância, uma vez que norteia a sociedade contemporânea, pois ainda se acreditaque o ser humano pode modificar sua história, principalmente os mais pobres,quando valoriza a educação e tem a oportunidade de ingressar numa escola dequalidade.Froebel (1782-1852) foi o primeiro fundador do jardim de infância, no qual dedicousua vida, inspirou-se no amor à criança e a natureza. Como tinha muito prazer emobservar as crianças, percebeu a importância dos brinquedos para odesenvolvimento delas, valorizando também as histórias, conto de fadas e asfábulas.
  24. 24. 24Dessa forma, enfatizou também a importância de trabalhar com o lúdico naeducação infantil. Através de suas idéias e observações contribuiu para umaeducação mais significativa, valorizando e cuidando do trabalho dos professores,onde as crianças eram consideradas plantinhas de um jardim, cujo jardineiro seria oprofessor. A idéia dos brinquedos e aprimorar os conhecimentos através do trabalholúdico foram de tão importância, que nos dias de hoje associamos a vida de umacriança entrelaçadas em brinquedos e fantasias.Ainda falando sobre alguns pensadores que contribuíram com a educação infantil,podemos pontuar Decroly (1871-1932) que acreditava que a criança deve viver seumomento de infância, resolver questões de seu tempo, sem se preocupar em sepreparar para a vida adulta. Ele tinha maior interesse pelas crianças comnecessidades especiais, chamadas na época de “retardadas”.Nesse sentido, podemos perceber que mesmo há muito tempo atrás pensadorescomo este, já se preocupava em analisar as questões infantis baseada no excessode responsabilidades que exerce sobre algumas crianças, que em nossos temposainda podemos ver.Ainda nesse sentido, falamos de Montessori (1870-1952) que criou um dos primeirosmétodos ativos quanto à aplicação, valorizando as atividades motoras e sensoriais,visando o desenvolvimento infantil, opondo-se as formas tradicionais que nãorespeitavam esta necessidade de evolução das crianças.Para ela, a melhor forma de ensinar era despertar o interesse dos alunos, de formaque chamassem sua atenção espontaneamente, que eles pudessem manusear ostrabalhos individualmente ou coletivamente num processo de educação esocialização. Dessa forma, usava objetos de várias formas, brinquedos. Todomaterial usado os alunos teriam acesso e trabalhariam neles, com a finalidadeeducativa significativa.Diante do que foi exposto percebemos que os pensadores citados tiveram umaenorme contribuição para o sentimento de infância que norteiam a sociedadecontemporânea, suas idéias influenciaram de tal forma que permanecem nosdiscursos atuais, contribuindo para reflexão que implica em melhores resultadoseducacionais.
  25. 25. 252.2.2 A escola de educação infantil no BrasilOs pensadores citados anteriormente contribuíram com o sentimento de infância emalguns países, inclusive o Brasil. Na sociedade brasileira com algumasreivindicações civis, surgiram entidades de caráter assistencialista, voltadas para omenor abandonado, com um caráter de assistência a saúde e preservação da vida,com influência médica-higiênica no combate à desnutrição, vacinação, ampliando asreformas de obras de proteção materno-infantil como hospitais e maternidades.Assim relata (Kramer 1995): O combate à desnutrição, vacinação e diversos estudos e pesquisas de cunho médico realizadas no Instituto Fernandes Figueira. Era também fornecido auxílio técnico para a criação, ampliação ou reformas de obras de proteção materno-infantil do país, basicamente hospitais e maternidades (p. 65).Com o passar dos tempos, o crescimento da industrialização e algumasreivindicações, a educação escolar passa a ser reconhecida como necessária e omovimento da sociedade civil e órgãos governamentais contribuiu para que oatendimento às crianças de zero a seis anos fosse garantido pela constituição de1988, em instituições da educação infantil como um direito da criança. Com apromulgação da nova lei de Diretrizes e Bases da Educação, lei número 9394/96, aEducação Infantil passa a ser, legalmente, concebida e reconhecida como etapainicial da educação básica. Com isso, atualmente é garantido por lei, que todacriança deve estar devidamente matriculada na escola de educação infantil.Portanto, podemos pontuar que estamos inseridos numa época onde astransformações sociais e políticas contribuíram para que pelo menos na lei, a escolade educação infantil seja considerada prioridade para o desenvolvimento da criança,sendo ela a mediadora pela formação intelectual e moral da criança, junto com afamília.Dessa forma, a escola de educação infantil contemporânea passa a ser o centro docotidiano das crianças, pois, na maioria das vezes é onde passam a maior parte deseu tempo, devido ás condições de trabalho de seus pais que quase sempre estãoocupados. Por isso, as crianças permanecem em creches e escolas de educaçãoinfantil em alguns casos o dia inteiro. Em algumas situações, a escola está sendo
  26. 26. 26considerada um investimento, numa espécie de capitalização, como salienta Kramer(1992): “A educação tem um valor de investimento a médio ou longo prazos e oinvestimento da criança contribuirá futuramente para aumentar o capital familiar (p.72).Com isso, devemos ter o cuidado em não deixar que essa manifestação baseadasomente na preocupação em investimento, perca de vista a questão fundamentalque estabelece a educação infantil como educação integral libertadora, baseada nodesenvolvimento pleno proporcionando-lhe a construção de sua autonomia. E comoressalta Freire (1996) ressalta: “O respeito à autonomia e à dignidade de cada um éum imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros”(p.59).Assim, uma escola de educação infantil deve proporcionar à criança situaçõesinovadoras que possibilitem o aprendizado prazeroso, espontâneo e significativo,uma vez que as crianças já começam desde cedo a freqüentarem a escola, sejapelo fato de seus pais trabalharem e não terem com quem deixar-las ou mesmo, poropção própria para que seus filhos convivam mais cedo com um ambiente social edesenvolvam suas habilidades. Nesse contexto Nicolau (1993) afirma que: O clima psicológico da pré-escola deve proporcionar condições de satisfação das necessidades básicas da criança em todos os níveis. Ela precisa se sentir livre para se expressar espontaneamente e para participar de atividades lúdicas individuais ou grupais (p.72).Por isso, é de suma importância trabalhar com crianças da educação infantil combrincadeiras, jogos, uma vez que contribuem com o ensino-aprendizagem. Aeducação Lúdica esteve presente em todas as épocas, povos, contextos deinúmeros pesquisadores, que defendiam a utilização de jogos educativos naeducação das crianças e deveriam ser praticadas pelas crianças de ambos ossexos.Dessa forma, a proposta do Lúdico na educação infantil, possibilita melhoresresultados referente à aprendizagem, uma vez que integra a todos dando maiorsatisfação e prazer em aprender. Antunes (2004 p. 31) nos relata: “brincando acriança desenvolve a imaginação, fundamenta afetos, explora habilidades e, na
  27. 27. 27medida em que assume múltiplos aspectos, fecunda competências cognitivas einterativas”.Nesse sentido, além de possibilitar o exercício daquilo que é próprio no processo dedesenvolvimento e aprendizagem, brincar é uma situação em que a criança constituisignificados, sendo uma forma, tanto para a assimilação dos papéis sociais ecompreensão das relações afetivas que ocorrem em seu meio como paraconstrução do conhecimento.Dessa forma, vale ressaltar também a importância de proporcionar às crianças umaambiente favorável para o processo educacional escolar, uma vez que, o espaçofísico é de grande relevância, pois as crianças devem sentir-se seguras e bemprotegidas, dispondo de um ambiente colorido e de espaços livres para brincarem,estimulando a descobertas e habilidades que são observadas e vivenciadas todosos dias pelas crianças. Nicolau (1993) pontua: A pré-escola deve ser norteada pela flexibilidade, sendo que as suas instalações devem se prestar a arranjos e modificações, considerando os objetivos das atividades. Um pátio externo ensolarado e/ou uma área livre é essencial para as crianças brincarem livremente e também para participarem de jogos dirigidos (p. 79).Na escola de educação infantil faz-se necessário observar estas questões, uma vezque, é nela que as crianças se descobrem, vivem situações inovadoras que sãolevadas para a vida adulta, se socializam e se limitam a questões que podem tantomotivar como traumatizar, é necessário que este espaço as receba com segurança,afetividade e principalmente respeitando seus limites individualmente, ampliandoconhecimento já construído por elas.
  28. 28. 28 CAPÍTULO III3. CAMINHOS METODOLÓGICOSAnalisar as crianças como cidadãos e cidadãs, capazes de refletir sobre as coisasao seu redor e entendê-las como seres pensantes, implica em não ignorar que elasfazem parte da sociedade em que estão inseridas e desta forma podem contribuircom seu próprio desenvolvimento. Por isso é relevante observar como as criançasveem a escola em que estudam, pois dessa forma poderemos conseguir vencerdesafios que entrelaçam a vida humana desde a infância. Nossa questão depesquisa se efetua pela inquietação surgida nos estágios vivenciados anteriormente.A pesquisa é um estudo que surge a partir de uma curiosidade, uma inquietação ouuma necessidade que nos possibilita conhecermos realidades muitas vezesocultadas. Para a realização de uma pesquisa (LUDKE;ANDRÉ, 1986, p.1) ressalta:“É preciso promover o confronto entre dados, as evidências, as informaçõescoletadas sobre determinado assunto e o conhecimento teórico acumulado arespeito dele”. Faz-se necessário entender que através dos resultados obtidos napesquisa, nos possibilitará a refletir sobre os conhecimentos adquiridos levando-nosa enxergar de forma significativa a nossa prática enquanto futuros docentes.3.1 Tipo de pesquisa:Definimos nossa pesquisa pela abordagem qualitativa, pois de acordo com Ludke eAndré (1986) esse tipo de abordagem possibilita o reconhecimento da realidade emestudo, visto que enfoca mais o processo do que o produto, com a preocupaçãomaior de retratar o ponto de vista dos participantes, além de ser um tipo de pesquisarico na apreensão, explicação dos fenômenos. André (1995) Salienta: Qualitativa porque se contrapõe ao esquema quantitativista de pesquisa (que divide a realidade em unidades passíveis de mensuração, estudando- as isoladamente), defendendo uma visão holística dos fenômenos, isto é,
  29. 29. 29 que leve em conta todos os componentes de uma situação em suas interações e influências recíprocas (p.17).Por isso, a pesquisa qualitativa é muito importante na obtenção de dados de umdeterminado grupo estudado, pois se dá através de um processo de interação,reflexão e atribuição de sentidos entre este grupo e o pesquisador, possibilitando ummelhor conhecimento do objeto de estudo.3.2 Local de pesquisaO local de pesquisa foi a Escola Sorriso da Criança, situada na rua são João, s/n nobairro do Bosque na cidade de Senhor do Bonfim, BA. A escola é particular, éadministrada por uma diretora, cinco professores, eles trabalham pela manhã e tardee uma coordenadora. O espaço físico não é favorável, a escola é pequena e contémcinco salas, sendo uma dividida em duas por uma parede de madeira. Contêm doisbanheiros, um para os meninos e outro para meninas, sendo que os dois estãodecadentes. A escolha do locus justificou-se por esta atender crianças da educaçãoinfantil e por ser uma escola aberta à realizações de estágios e investigação dealunos do curso de pedagogia.3.3 Sujeitos da PesquisaOs sujeitos da pesquisa foram 8 (oito) crianças do terceiro período da educaçãoinfantil, com idade de 6 (seis) anos. O critério de escolha foi a idade, porquepercebemos que nessa faixa etária, as crianças dessa escola apresentamcaracterísticas como: linguagem oral bem elaborada, possibilitando uma troca oralde suas vivências; sentimentos expressos com mais fluência e segurança enarrativas com riquezas de detalhes. As crianças selecionadas para pesquisamoram no mesmo bairro que a escola e são oriundas da classe popular.3.4 Instrumentos de Coleta de Dados:Entendemos que através dos instrumentos utilizados em pesquisas, podemoscompreender e analisar questões baseadas nos dados coletados e desta formacontribuir de forma significativa com o trabalho em determinados grupos sociais.Dessa forma, Ludke e André (1986) ressaltam: “na medida em que o observadoracompanha in loco as experiências diárias dos sujeitos, pode tentar apreender a sua
  30. 30. 30visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem á realidade que os cerca a assuas próprias ações” (p.26).Utilizamos como instrumento de investigação a observação participante e aentrevista semi-estruturada, tendo como objetivo investigar o olhar da criança para aescola de educação infantil em que estuda. Primeiramente utilizamos a observaçãoparticipante, pois de acordo com (CERVO, 2007 P. 31) “Ocorre quando oobservador, deliberadamente, se envolve, e deixa-se envolver com o objeto dapesquisa, passando a fazer parte dele”.Por isso, tivemos a oportunidade de observar participando, tendo a chance deconhecê-los melhor interagindo de forma direta com os sujeitos. Acreditando quecada indivíduo tem seu olhar diferenciado para algo individualmente. Por esta razãotivemos a preocupação em observar as crianças uma por uma de forma exclusiva.Assim nos relata Ludke e André (1986): É fato bastante conhecido que a mente humana é altamente seletiva. É muito provável que, ao olhar para um mesmo objeto ou situação, duas pessoas enxerguem diferentes coisas. O que cada pessoa seleciona para “ver” depende muito de sua história pessoal e principalmente de sua abordagem cultura (p. 25).A observação participante foi feita desde os semestres passados, pois os estágiosvivenciados anteriormente foram feitos na mesma escola com a participação deoutros sujeitos, sendo assim, tivemos a facilidade de convivência com a diretora eprofessores para nosso trabalho atual. Dessa forma, comparecíamos na escola paraobservação regularmente, nos preocupando em estarmos sempre presentes. Comisso, esta observação nos possibilitou a percepção de aspectos relevantes paranosso trabalho, através da complexidade que norteia a teoria com a prática.Posteriormente, realizamos a entrevista semi-estruturada na proposta de enriqueceros dados relevantes para nossa pesquisa. A escolha deste instrumento se deu porpermitir o pesquisador um contato mais direto e a possibilidade de aprofundamentode detalhes. A concepção de entrevista semi-estruturada para Marconi e Lakatos(1996) é: “um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha
  31. 31. 31informações a respeito de determinado assunto mediante uma conversação denatureza profissional” (p.70).Dessa forma, a escolha dessa pesquisa se deu também por utilizar um roteiro deperguntas, de forma que dispõe de liberdade para os sujeitos responderem de formaespontânea. Então, Ludke e André (1986) dizem que a entrevista semi-estruturada,se desenrola a partir de um esquema básico, porém não aplicando rigidamente,permitindo que o entrevistador faça as necessárias adaptações (p.34).Por isso, junto com o roteiro de perguntas foi utilizado uma filmagem, ou seja,gravamos a entrevista das crianças com a permissão dos pais, para analisar melhoras respostas dos sujeitos. Eles também tiveram a oportunidade de se expressaremem suas respostas através de desenhos desenvolvidos por eles mesmos. Assim,compreendemos de forma mais clara que contribuiu de forma significativa paranossa pesquisa.
  32. 32. 32 CAPÍTULO IV ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOSNeste capítulo discutimos os resultados da pesquisa. Salientamos, no entanto, queas reflexões aqui registradas são fruto de um trabalho de análise do pesquisador,portanto, não tem a pretensão de uma verdade absoluta, mas uma possibilidade deinterpretação da realidade. Inicialmente apresentaremos as análises dasobservações, dividindo por categorias. Em seguida, abordaremos a entrevista comos sujeitos, e a análise dos desenhos desenvolvidos por eles. Por fim, concluiremos,provocando uma reflexão sobre a temática estabelecida, visando apontarpossibilidades para uma prática atuante e eficaz.4.1. Análise da Observação ParticipanteNo período das observações tivemos a oportunidade de analisar todo o contexto daescola em seu sentido amplo, tanto no que se refere ao espaço físico quanto àprática pedagógica e a condição da criança dentro deste espaço, pois, acreditamosque para melhor compreensão sobre a temática estabelecida fez-se necessária aanálise da escola de forma contextualizada. Assim, precedemos as análises dasseguintes categorias:4.1.1. O espaço físicoDiante das nossas observações, compreendemos que o espaço físico da escolapesquisada encontra-se com uma estrutura pequena com poucos recursos, dascinco salas existentes, uma é dividida em duas por uma parede de madeira, o quedificulta na concentração das crianças. A sala dos sujeitos pesquisados é bemcolorida, cheia de desenhos, porém, esburacada com pouco espaço paramovimentação. Quando chove, as crianças devem passar todas para um lado só,porque tem pingueiras do outro lado, provocando desconforto para elas. O pátio é
  33. 33. 33pequeno, por isso, o recreio é dividido em dois tempos, um para os maiores e ooutro para os menores, mesmo sendo dessa forma, o pátio ainda fica pequeno paraas crianças brincarem. Os dois banheiros são decadentes, além disso, não hánenhum tipo de brinquedos e nem cantina. Por isso, entendemos que o espaçofísico desta escola necessita de melhor estrutura para acolher e satisfazer asnecessidades e expectativas das crianças.4.1.2. A rotina em sala de aulaAo observarmos as aulas semanais, percebemos que há sempre uma rotina, osalunos ao chegarem à sala de aula, já retiram de suas mochilas o livro de leitura,pois todos os dias a primeira atividade é a lição, ou seja, o desenvolvimento daleitura de forma sistemática, o aluno faz a leitura para professora um de cada vez,então ela analisa se este aluno tem condições de passar de lição ou não. Se ele nãoconseguir ler direito fica na mesma lição até conseguir.Assim, é desta forma que se desenvolve a leitura, nesta turma, o estímulo, que acriança tem é passar de lição. Percebemos também que nesta escola não sãodesenvolvidas atividades lúdicas que poderiam estar presentes nas atividades comfunções educativas por ajudar no desenvolvimento integral (física, intelectual emoral) da criança, na constituição da sua individualidade e na formação de suapersonalidade, implicando, portanto, sempre em alguma aprendizagem. ParaAlmeida (2000 p. 31): “os jogos podem ser utilizados para introduzir conteúdos ouformar conceitos, todavia, devem ser escolhidos e preparados com cuidado, levandoa criança a adquirir conceitos significativos”.Assim sendo, os conteúdos da escola pesquisada já vem prontos e não saem doprogramado. Como se as atividades fossem para os alunos do ensino fundamental enão para a educação infantil. São elaboradas atividades dos livros didáticos commuitos exercícios para as crianças copiarem, depois de alguma explicação doassunto muitos exercícios para casa, por isso, desenhar é só na sexta-feira. Todosos dias seguem a mesma rotina, é na hora do recreio que as crianças se satisfazembrincando com seus colegas, a professora não participa das brincadeiras.
  34. 34. 344.1.3. A voz das crianças em sala de aulaSeguimos com as observações, enfatizando nosso olhar para observarmos àcondição das crianças em sala de aula. Percebemos que são vistas semparticularidades, ou seja, suas opiniões referentes ao cotidiano não são levadas emconsideração. As crianças desta sala não são estimuladas para sugerir algumaatividade que queiram desenvolver, nem discordar com a professora.Com isso, compreendemos que o quê as crianças pensam sobre a escola em queestudam não implica como algo importante dentro desse ambiente escolar, uma vezque, os métodos atribuídos sistematicamente nesta instituição não despertam parauma educação voltada para espontaneidade e liberdade de expressão dos alunos,seus métodos pedagógicos estão mais relacionados ao tradicional e menosmoderno. Assim Kramer (1992) ressalta que na [...] A pedagogia nova ou moderna,a educação não se baseia na autoridade do adulto, mas na liberdade da criança ena expressão de sua espontaneidade (p. 20).Dessa forma, podemos salientar que as crianças desta escola não têm vez nemvoz, por isso, nos impulsionou ainda mais para nosso trabalho de pesquisa, pois,acreditamos que a voz das crianças referente ao que elas vêem na escola em queestudam será de grande relevância para nosso trabalho, porque elas são agentespróprios de conhecimentos, contribuindo na construção de seu desenvolvimentopsíquico, intelectual e emocional.4.2. Análise da Entrevistas Semi-Estruturada: Ouvindo a Voz das CriançasTendo em vista que a voz das crianças dentro da escola pesquisada em queestudam não é valorizada como algo importante para a própria formação delas,seguimos com a análise da entrevista elaborada para que elas pudessem seexpressar da forma que queriam e falar sobre a escola em seu sentido amplo; o quegostam, o que lhes inquietam, falar sobre o que não gostam, ou seja, possuindoliberdade de falar sobre o que quisessem. Para identificar as falas das criançasindividualmente usamos os seguintes símbolos: (C1, C2, C3...).
  35. 35. 35Assim, analisando as falas das crianças, percebemos que cada uma delasindividualmente tem seu olhar próprio para determinadas coisas, o que reforça aidéia de que são sujeitos próprios de conhecimentos e que possuem suascriticidades sobre o que vivenciam. A criança C2 individualmente relata a questão dobanheiro como algo que não gosta na escola, ela ressalta: “Eu não gosto dobanheiro, porque quando eu vou lá está todo sujo, molhado, não gosto nem deentrar”.Diante disso, compreendemos que as crianças tem uma percepção do que édesagradável dentro e fora da sala de aula, o que implica em ressaltar que a escolanão está se preocupando em acolher as crianças de modo que elas se sintam avontade neste ambiente, pois, sabemos que o espaço físico deve proporcionar umasituação confortável para que as crianças sintam-se acolhidas. Entretanto, ascrianças percebem a situação do banheiro e muitas vezes preferem não entrar.Dessa forma, como a escola não compreende a criança como sujeito que tem voz,que pensa e percebe o mundo ao redor, elas se sentem privadas e inibidas paralevar certas situações para serem analisadas como o caso do banheiro.Por isso, consideramos que as privações em termos da espontaneidade e expressãolivre da criança podem influenciar negativamente no processo de desenvolvimentodelas. Para Nicolau (1993): “não há dúvidas de que as privações e carências nosprimeiros anos de vida são mais graves e influenciam muito mais negativamente odesenvolvimento do indivíduo do que em outros períodos de vida” (p. 75).4.2.1 A criança sente a opressão imposta a elasPercebemos durante nossa entrevista que as crianças são bem específicas no quedizem, sabem o que lhes inquietam sem pensar muito, como se estivessem comsuas vozes presas prontas para falar. É nesse sentido que a C3 pontua: “Eu nãogosto da professora e nem da diretora, porque a professora me chama de lento e adiretora chama os meninos de cínicos”. Com isso, compreendemos que a idéia deque a criança não entende nada e deve somente ouvir é um equívoco e podeinfluenciar negativamente no seu desenvolvimento psíquico, intelectual e emocional,pois observando a face C3 quando ressaltava sobre a professora e diretora haviatristeza e ao mesmo tempo revolta.
  36. 36. 36Nesse sentido, faz-se necessária a reflexão sobre a prática docente. Assim pontuaFreire (1996 p. 22) “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência darelação teoria-prática, sem a qual a teoria pode vir virando blábláblá e a práticaativismo”. Dessa forma o profissional que trabalha reflexivamente deve praticar oouvir as crianças, para que elas expressem seus sentimentos, suas idéias e assimbuscar soluções para os problemas que possam surgir no processo de ensino-aprendizagem e principalmente trabalhar com ética respeitando a todos.Assim, continuando a analisar a voz das crianças dentro do espaço escolar em queestudam, ressaltamos a C1 que diz: “Não gosto de ficar esperando meuscoleguinhas terminarem o dever e nem gosto quando a professora fica fazendodever toda hora, toda hora, toda hora sem parar”. Salientamos que esta criança serefere a ter que esperar demais, sentada sem fazer nada enquanto seus colegasterminam a atividade sugerida pela professora, e a questão da professora fazeratividade demais no quadro para eles copiarem. Nesse sentido, entendemos que ométodo de trabalho dentro desse espaço é cansativo e as crianças sentem issodiariamente, o momento de prazer e satisfação é somente nas sextas feiras quandochega o dia de desenhar.Portanto, é necessário pontuar que o ato de educar na sociedade atual não sebaseia apenas em conteúdos programados e cansativos para as criançasaprenderem, mas sim na cooperação em que o sujeito tenha condições dedesenvolver habilidades para poder refletir na sua realidade como um ser que fazparte de sua aprendizagem.4.2.2 A criança entende o papel da escolaNesse sentido, o educador deve estar atento para direcionar seu olhar para ascrianças, adquirindo uma nova forma de pensar, valorizando-as como um ser quesabe pensar, refletir, agir de forma crítica, possibilitando que se construa umaparceria estabelecendo uma relação ético-afetiva para o processo de ensino-aprendizagem. Pois, as crianças reconhecem que o papel da escola é ensinar-lhesalgo, das oito crianças entrevistadas, todas elas responderam da mesma forma setratando de qual o papel da escola, por exemplo, a C1 diz: “A escola serve para
  37. 37. 37estudar, aprender a ler, escrever, ficar sabida”. As outras crianças responderamsemelhantes.Diante disso, entendemos que estas crianças compreendem que a escola é algosério e que as possibilitam para aprenderem a ler e a escrever. No entanto, aomesmo tempo em que elas enfatizam que a escola é lugar para aprender a ler e aescrever, elas pontuam questões que não são esclarecidas dentro do ambienteescolar e demonstram insatisfação ao apontar determinadas situações que lhesinquietam e, além disso, são capazes de perceber e imaginar que a escola poderiaser um ambiente mais confortável e prazeroso. Assim, C5: “Minha escola devia sermaior com mais salas, o banheiro mais bonito e tivesse um pátio bem grande etambém tivesse mais livros porque eu gosto de ler, seria melhor se tivesse maisbrinquedos”.Por isso acreditamos que olhar as crianças e ouvi-las na escola de educação infantilé imprescindível, pois possibilita desenvolver relações intermitentes de respeitomútuo, fortalecendo o compromisso com o ser educando, colaborando comsolidariedade, igualdade e outros fatores predominantemente sociais e culturais queé estabelecido na convivência entre os sujeitos.4.3. Analisando os Desenhos das Crianças:As crianças tiveram a oportunidade de expressarem-se também através dedesenhos. O papel dado a elas com faixa vermelha nas bordas foi para quedesenhassem o que não gostam em sua escola e o papel com a cor verde nasbordas para que desenhassem o que gostam. Assim segue alguns desenhos:
  38. 38. 38 Figura 1: Desenho produzido por C1O desenho da figura 1 (um) produzido pela C1 representa uma criança sentada nasala de aula com o caderno na mão sem fazer nada, da mesma forma que elaretrata quando pontua que não gosta de ficar parada, esperando os colegasterminarem a tarefa. Nesse sentido, entendemos que a C1 especificou através deseu desenho com muita clareza e precisão. Por isso, nesta situação seria possívelque a criança estivesse praticando outra atividade educativa até os colegasterminarem, assim, não se sentiria incomodada e aproveitaria seu tempo.
  39. 39. 39 Figura 2: Desenho produzido por C2Na figura 2 (dois) está sendo representada pela C2 que está demostrando atravésde seu desenho, o banheiro como parte da escola que ela não gosta, por este seencontrar sempre sujo e molhado. Dessa forma, analisamos que esta criançaapontou o que lhe desagrada na estrutura física da escola, por esta tambémpertencer ao conjunto de atributos que norteiam a prática educativa dentro doespaço escolar. E o que tivemos a oportunidade de perceber é que as crianças têmobservado estas falhas dentro do ambiente escolar. Figura 3: Desenho produzido por C3O desenho produzido pela C3 representa a diretora e a professora, pois, segundoela, estas duas pessoas são apontadas sobre o que não gosta na escola, devido ocomportamento que ambas têm demostrado para ela, muitas vezes tratando-a demaneira inadequada, como por exemplo chamá-la de lenta quando não consegueacompanhar os colegas nas atividades do quadro, e a diretora por ter chamado oscolegas de cínicos. A C3 coloca esta situação como algo de insatisfação porquesentiu-se descriminada. Dessa forma é necessário a reflexao das condiçoes de
  40. 40. 40tratamento ético-afetivo dentro deste ambiente escolar, visto que as criançasratificam nos desenhos o que expressam verbalmente na entrevista.Assim, Compreendemos que as crianças são bem claras em seus desenhos,especificanto suas inquietações como uma forma de manifestação contra aquilo queas desagrada dentro do embiente escolar. É dessa forma que a escola deve estaratenta para direcionar seu olhar para as crianças, possibilitando que elas tenhamvoz, contribuindo com uma educaçao voltada para liberdade e as crianças tenhamcondições de expor suas idéias, necessidades, para que não se tornem apenasreprodutoras de modelos, mas, sim agente do seu próprio entendimento. Dessaforma, Borges (1994 p. 17) pontua: “Nao se pode formar indivíduos mentalmenteativos, fomentando a passividade intelectual e a simples reprodução de modelos”.Diante disso, as crianças desenharam o que gostam em sua escola, ampliando seusdesejos de expor seus sentimentos, estabelecendo suas falas também através deseus desenhos. Assim, seguem alguns deles: Figura 4: Desenho produzido por C1A figura 4 (quatro) foi produzido C1 como forma de representar que gosta da suaprofessora. Assim ressalta: “Eu gosto da minha professora, porque ela é boa”. Com
  41. 41. 41isso, analisamos que a C1 mesmo não gostando de alguns métodos usados pelaprofessora em sala de aula, como fazer dever demais, ela valoriza a professoracomo algo que ela mais gosta na escola. vale ressaltar este paradigma que revelaque a C1 estabelece uma visão negativa da escola somente na parte metodológica,demosntrando sua capacidade de senso crítico e ético. Podemos inferir que emboranão goste da metodologia da professora, mantém com ela uma boa relaçãointerpessoal. Figura 5: Desenho produzido por C5O desenho representado pela C5 caracteriza crianças lendo um livro, assim elaressalta: “Eu gosto muito de ler, queria que minha escola tivesse mais livros”. Diantedisso, podemos salientar a importância de estimular a criança para a leitura, pois, aC5 pontua a sua satisfação em ler e ressalta o quanto gostaria que sua escolativesse mais livros. Entretanto, a escola pesquisada em que ela estuda só oferececomo estímulo a leitura o livro didático. Neste caso, pontuamos que a escola deveestar atenta para certos métodos, que ao invés de estimular, podem inibir econtrariar. Aqui o desenho representa aquilo que a criança gostaria que tivesse commaior quantidade, e que, principalmente na educação infantil deveria ter emabundância: livros.
  42. 42. 42Figura 6: Desenho produzido por C8Na figura 6 (seis) está representando crianças brincando de futebol, onde a C8pontua: “Eu gosto de brincar na minha escola”. assim como esta criança, a maioriados sujeitos entrevistados salientaram também gostar mais de brincar dentro daescola. Assim, entendemos que o ser criança possuem na sua íntegra anecessidade de brincar, pois, é através de suas brincadeiras que podem expor seusdesejos e fantasias, contribuindo com a formaçao de sua personalidade. E atravésde seus desenhos tivemos a oportunidade de enfatizar seus sentimentos, que érelevante para o processo educacional dentro e fora do ambiente escolar.
  43. 43. 43 CONSIDERAÇÕES FINAISAo considerar a criança um ser pensante, capaz de analisar e avaliar osacontecimentos nos espaços vivenciados por elas, é que acreditamos que seu olharpara escola de educação infantil em que estuda, permite revelar aspectossignificativos para seu processo educacional. Uma vez que, através deste olhar nospossibilitou a refletir melhor enfatizando a necessidade que elas têm de ser ouvidase consideradas dentro do ambiente escolar.Por isso, diante do foi exposto, faz-se necessário entender que o olhar destascrianças entrevistadas está intimamente relacionado às suas vivências dentrodesses espaços, uma vez que, cada uma delas tem suas especificidades sobre algoque lhes incomodam. O que levanta a problemática é justamente perceber como ascrianças da educação infantil estão sendo vistas nas escolas, suas falas, suasindividualidades.Portanto, é relevante levantar a reflexão sobre o olhar da criança para a escola,porque parte do princípio de que a criança deve ser estimulada para curiosidade,espontaneidade e liberdade de expressão. Entretanto, o que tivemos a chance deperceber foram crianças que possuem seu olhar próprio para determinadassituações que mereciam ser analisadas, mas, não são vistas pelos educadores,porque estes, não praticam metodologicamente a prática de uma educaçãolibertadora, voltada para as necessidades e satisfação das crianças.Dessa forma, As crianças demonstraram que esta escola em que estudam estádistante de seu imaginário, pois, as características sonhadas pelas crianças não sãoencontradas na materialidade da escola, na sua estrutura física e na rotina quenorteia a prática pedagógica.Assim, as crianças entendem que a escola é um espaço de aprendizagem, um lugarque elas freqüentam todos os dias para aprenderem a ler, escrever e para estudar.Mas, também percebem que a escola em que elas estudam poderia não só ser umlocal de aprendizagem como também um ambiente mais agradável, com melhores
  44. 44. 44condições em diversos sentidos. Pois, as crianças compreendem que a idealizaçãoque elas têm sobre a escola é possível.Portanto, compreendemos que é preciso que haja um novo olhar sobre a criança eque esse olhar a encontre como pessoa, fortalecendo o compromisso ético e moral,desconstruindo a imagem de que criança não é agente próprio de conhecimentos.Sendo assim, haverá maiores possibilidades para vencer desafios e solucionarproblemas encontrados no dia a dia dentro e fora do ambiente escolar. „
  45. 45. 45REFERÊNCIASALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 10 ed.São Paulo: Loyola, 2000.ANTUNES, Celso. Educação infantil: prioridade imprescindível. Rio de janeiro:Vozes, 2004.ARIÉS, Philippe. História social da criança e da família. Editora GuanabaraKoogan S.A, Rio de Janeiro, 1981.ARIÉS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: ZabarEditores, 1978.ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de: Etnografia da prática escolar- Campinas,SP; Papirus, 1995. – (Série pedagógica).BORGES, Tereza Maria Machado: A criança em idade pré-escolar; Ed. ÁticaS.A.,São Paulo 1994CERVO, Amado Luiz: Metodologia científica, Pedro Alcino, Roberto da Silva –6.ed- São Paulo: Pearson Prentice hall, 2007.FREIRE, Paulo: Pedagogia da autonomia: saberes necessários à práticaeducativa/Paulo Freire – são Paulo: Paz e Terra, 1996 (coleção Leitura).GADOTTI, Moacir: Pensamento Pedagógico Brasileiro, 2 Edição, Ed. Ática –(1988).KRAMER, Sonia, A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce, 4 ed.São Paulo: Cortez, 1992: (Coleção biblioteca da educação. Série 1. Escola; v.3.
  46. 46. 46KRAMER, Sonia, A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce, SãoPaulo, Cortez 1995.KRAMER, Sonia: Com a pré-escola nas mãos: Uma alternativa curricular para aeducação infantil. 2001 ed. Ática – São Paulo.LAJOLO, Maria in Freitas, Marcos César de. história Social da Infância no Brasil.2 ed. São Paulo : Cortez, 1997.LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. Pesquisa em educação: abordagensqualitativas. São Paulo: EPU, 1986.MANING, Sidney: O desenvolvimento da criança e do adolescente: Guia básicopara auto-instrução. São Paulo: Cultrix 1987.MARCONI; M.D.A; LAKATOS, E.M. Técnicas de Pesquisa: Planejamento eexecução de pesquisa amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise, einterpretação de dados. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1996.NICOLAU, Marieta Lucia Machado: A educação pré-escolar: fundamentos edidática. Ed Ática S.A São Paulo 1993.OLIVEIRA, Zilma Moraes Ramos, Educação infantil: muitos olhares. (org.) – 5 ed.São Paulo: Cortez, 2001.PIAGET, Jean; INHELDER, Barbel. A psicologia da criança. 9 ed. Rio de Janeiro;Bertrand Brasil, 1986.
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  48. 48. 48APÊNDICE
  49. 49. 49UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VIIRoteiro de entrevista para os sujeitos da pesquisa: 1) Como é a sua Escola? 2) Você gosta de sua escola? Por quê? 3) O que você não gosta em sua escola? 4) Você gosta da professora? 5) Para que serve a escola? 6) Como gostaria que fosse sua escola?Senhor do Bonfim, 18 de julho de 2011
  50. 50. 50ATT Senhores pais:Eu Erivânia de Souza Silva, graduanda do curso de Pedagogia do Departamento deEducação UNEB- Campus VII, venho através deste solicitar sua permissão paraentrevistar seu filho __________________________na escola Sorriso da criança,para uma pesquisa acadêmica.Assinatura dos pais ou responsáveis:Atenciosamente,ERIVÂNIA DE SOUZA SILVAGraduanda da UNEB – Campus VII
  51. 51. 51
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