SlideShare uma empresa Scribd logo
Fernando Monteiro D’Andrea, Eng. MSc.
Pos Graduando em Economia Austríaca pelo IMB
Santarém – Tapajós – Brasil – 30 e 31 de Agosto de 2016
dodandrea.com
@DoDAndrea
Moeda e Inflação
• Moeda? Dinheiro?
• De onde surge?
• De quem é?
• Quanto existe?
• Para que entender isso?
• Como isso influencia a vida de vocês?
dodandrea.com 2
Moeda e Inflação: para?
• Geral:
– Esclarecer o que é o fenômeno popularmente conhecido
como ‘inflação’ e como ela surge.
• Específicos:
– Compreender superficialmente a lei da oferta e da demanda.
– Compreender a moeda como um bem usado como meio de
troca e, portanto, também sujeito à lei supra citada.
– Compreender como a inflação surge e quais suas
consequências.
dodandrea.com 3
Moeda e Inflação: objetivos
O dinheiro não é uma invenção do
Estado, não é o produto de um ato
legislativo. Mesmo a sanção da autoridade
política não é necessária para a sua
existência. Certas mercadorias passaram a
ser dinheiro muito naturalmente, como
resultado de relações econômicas que
eram independentes do poder do Estado.
Carl Menger
dodandrea.com 4
Dinheiro
• Surgida nos anos 1870 (Menger-1871, Jevons-1871 e Walras-1874) em
diversos centros, a teoria Marginalista diz que o valor econômico resulta da
utilidade marginal do bem;
• A teoria clássica (que deu origem à teoria Marxista, dentre outras) considerava
que o valor do bem estava diretamente relacionado ao seu custo de produção;
– Se a produção de um martelo usou os mesmos recursos que a de uma enxada,
então os dois devem ter o mesmo valor;
– Seria isso correto?
• A partir da ‘descoberta’ desse fato o valor subjetivo passou a ser mais
importante do que a quantidade de bens usada para fazer o bem;
– “O valor que os bens possuem para cada indivíduo constitui a base mais
importante para a determinação do preço.” (Carl Menger)
dodandrea.com 5
Valor
• Moeda: é um sistema de dinheiro de uso geral
aceito em determinada região geográfica;
– A moeda do Brasil é o Real;
– O ouro já foi moeda em muitos lugares;
– Bitcoin é uma moeda virtual;
• Quando falarmos de moeda estamos nos referindo
não à parte física (notas e moedas), mas ao
fenômeno em si;
dodandrea.com 6
Moeda e Sistema Monetário
• Pessoas trabalham em troca de pedaços de papel que, por si
mesmos, não tem valor algum;
– Veremos como isso chegou a ser;
• Embora o papel moeda não tenha valor em si, as pessoas o
aceitam, pois elas estão certas de que outras pessoas o
aceitarão em troca de outros bens ou serviços;
– O dinheiro, portanto, só funciona numa economia na qual haja
divisão de trabalho;
– Sem divisão de trabalho, no mundo ideal, todos produzem tudo ou,
no mundo real, ninguém produz nada...
dodandrea.com 7
Moeda e Sistema Monetário
• O dinheiro (e assim também o cheque) representa um direito a bens ou
serviços no futuro;
• Sem um item largamente aceito em troca de bens ou serviços, as
pessoas teriam que recorrer ao escambo;
– Economias que dependem do escambo terão dificuldades de alocar os
recursos, pois isto irá depender da dita ‘dupla coincidência de desejos’;
• Eu tenho leite e quero ovos, você tem ovos e quer leite, mas e se eu tiver leite e
quiser ovos e você que tem ovos quiser bacon? Como resolver isso?
– A existência do dinheiro facilita o comércio e, como é sabido, o comércio
beneficia a todos os envolvidos;
dodandrea.com 8
Moeda e Sistema Monetário
• Conjunto de ativos da economia que os entes usam
regularmente para comprar bens e serviços de outros entes;
– A moeda é um produto especial que tem por função facilitar trocas;
• A moeda é composta pelos itens que são regularmente aceitos
em troca de bens e serviços;
• Mais à frente veremos as três funções da moeda:
– Meio de Troca;
– Unidade de Conta;
– Reserva de Valor;
dodandrea.com 9
Moeda?
• Pode ser Moeda Mercadoria: que toma a forma de uma
mercadoria que tem valor intrínseco;
• Ou moeda de curso forçado: não tem valor intrínseco e só é
usada como moeda por força de decreto governamental;
• A quantidade de moeda em um país, seu estoque de moeda, é
formada pela moeda corrente (cédulas e metal em poder
do público) e depósitos à vista (saldos em conta aos quais
os depositantes podem ter acesso quase imediato);
– Cartões de crédito não são moeda, são forma de pagamento;
dodandrea.com 10
Moeda
• Atenção à quantidade de moeda, ela é
fundamental para a compreensão do que
veremos a seguir;
– A quantidade de moeda é aquela composta pelo que
tem liquidez imediata (cédulas e moedas, além de
depósitos à vista);
dodandrea.com 11
Moeda
• Ao longo do tempo a natureza dos bens usados como moeda variou;
– Tentem imaginar como funcionaria uma comunidade na qual não houvesse um
governo com poder total sobre a moeda, o que seria usado para facilitar as trocas?
– Haveria crédito numa sociedade assim?
• P.e. hoje te dei um porco e você não me deu nada em troca, você está me devendo? Como
cobrar?
• Certos bens foram, ao longo do tempo, escolhidos como moeda pois
continham algumas características: podiam ser armazenados facilmente,
tinham um valor elevado e um peso reduzido em termos comparativos, eram
fáceis de transportar e duráveis;
– Veremos uma à uma as características que fazem de um bem uma boa moeda;
dodandrea.com 12
Moeda: História
• Esses bens muito desejados eram transacionados com
facilidade e, assim, passaram a ser aceitos como dinheiro;
– Note-se que isso ocorreu antes de qualquer intervenção estatal,
antes mesmo de existir a ideia de estado ou nação;
• A evolução da moeda depende de vários fatores, dentre eles a
importância relativa do comércio e o estádio de
desenvolvimento da economia;
– Quanto mais comércio, mais necessário o dinheiro é;
– Quanto mais desenvolvida uma economia, mais necessário um
meio universal de troca;
dodandrea.com 13
Moeda: História
• O sal é o exemplo mais comum, foi utilizado como dinheiro e
mostrou ser uma ótima moeda, especialmente antes da
invenção da refrigeração, pois era:
– Amplamente demandado;
– Divisível até o nível granular;
– Muito portátil e transportável;
– Fácil de ser pesado; e
– Podia ser facilmente testado contra falsificações: bastava prová-lo
com seu paladar
• Os romanos utilizaram o sal como dinheiro., daí a palavra salário’;
dodandrea.com 14
Moeda: História
• No entanto, o fato de o sal ter passado a servir como dinheiro
não significava que não poderiam surgir outras formas de
dinheiro em circulação ao mesmo tempo. Folhas de tabaco
também foram amplamente aceitas como meios de pagamento,
assim como o ouro ou a prata;
dodandrea.com 15
Moeda: História
dodandrea.com 16
Moeda: História
Ouro
Sal -
Roma
Milho - Maias
Prata
Cobre
Conchas – índios norte
americanos
Conchas coloridas -
Índia
Dentes de Baleia - FijiTabaco – Colônias americanas
Cigarros e álcool –
2da Guerra
• A palavra “moeda” vem do latim “moneta”;
– Na Roma antiga, contudo, o termo “monetor” ou “moneta”
significava “conselheiro/a”, no sentido de uma pessoa que
aconselha ou previne;
• Alguns historiadores defendem que o significado da palavra
remonta a um acontecimento-chave da história romana. Em
390 a.C., durante uma invasão gaulesa, o grasnar de um bando
de gansos residente num templo da deusa Juno no Monte
Capitolino alertou os Romanos para o ataque iminente,
salvando-os de uma derrota;
dodandrea.com 17
Moeda: História
• Em agradecimento, os Romanos construíram um novo templo
dedicado a Juno Moneta, a deusa que previne e aconselha;
– A primeira casa da moeda romana foi construída em 289 a. C.,
nesse templo ou muito perto, tendo começado por produzir
moedas em bronze e depois em prata;
– Na face de muitas dessas moedas era cunhada a efígie de Juno
Moneta. Daí terem surgido os termos “moeda” e “casa da moeda”.
• Desempenha papel fundamental, as economias modernas não
funcionariam sem moeda;
dodandrea.com 18
Moeda: História
• Os metais foram introduzidos na antiguidade para resolver os
problemas associados ao uso de bens perecíveis como moeda;
– Não se sabe ao certo onde e quando a moeda metálica surgiu pela
primeira vez;
– Os bens perecíveis tinham problemas intrínsecos, o sal, por exemplo,
poderia se derreter na água da chuva ou de um rio, outros apodreciam;
• Cerca de 2.000 a.C. na Ásia já se usava metal (pepitas de ouro e prata)
para transacionar, ainda sem peso uniforme nem valor certificado
pelos soberanos;
– As pepitas foram usadas como moeda-mercadoria pois eram fáceis de
transportar, não perecíveis e fáceis de dividir, podiam ainda ser fundidas;
dodandrea.com 19
Moeda: História
• Na Europa foram produzidas pela primeira vez moedas metálicas
uniformizadas e certificadas;
– Por serem assim garantiam a validade, o que centralizava o poder de
emissão de moeda nas mãos dos governantes;
• Os Gregos passaram a usar moedas de prata cerca de 700 a.C.:
– Egina (595 a.C.), Atenas (575 a.C.) e Corinto (570 a.C.) foram as primeiras
cidades-estado gregas a cunharem as suas próprias moedas;
– O conteúdo em prata das moedas de dracma de Atenas, famosas por
exibirem a lendária coruja, permaneceu estável durante cerca de 400 anos;
• As moedas gregas foram muito usadas e arqueólogos descobriram-nas
da Espanha à Índia atual;
dodandrea.com 20
Moeda: História
dodandrea.com 21
Moeda: História
Dracma Ateniense
Moeda de um
Euro que
homenageia a
Dracma
• Os Romanos, que usavam como moeda pesadas barras de bronze ditas
“aes signatum”, seguiram os Gregos e oficializaram as moedas e
introduziram um sistema monetário bimetálico, que usava o denarius
de prata, e o aureus de ouro;
• No reinado do Imperador Nero, séc. I d.C., o conteúdo de metal
precioso das moedas começou a diminuir à medida que as casas da
moeda imperiais iam cada vez mais substituindo o ouro e a prata por
ligas metálicas para financiarem o gigantesco déficit;
– Com o valor intrínseco das moedas caindo, os preços subiram, ocorreu
uma das primeiras inflações das quais se tem notícia na história, esta
contribuiu para a queda do Império Romano do Ocidente;
dodandrea.com 22
Moeda: História
• O solidus, moeda do Império Romano do Oriente (Bizantino),
introduzido por Constantino, o Grande, no século IV d.C.,
manteve o peso e conteúdo de metal precioso originais até
meados do século XI, foi assim a moeda mais importante no
comércio internacional por mais de cinco séculos;
• Em meados do século XI, porém, a economia monetária
bizantina ruiu e foi substituída por um novo sistema que
vigorou ao longo do século XII, até que a conquista de
Constantinopla pelos Cruzados em 1204 determinou o fim da
história da moeda greco-romana;
dodandrea.com 23
Moeda: História
• Os Gregos e Romanos espalharam o costume do uso de moedas metálicas e
os conhecimentos técnicos sobre a sua cunhagem por uma vasta região;
– Também espalharam pelo mundo a maneira ‘fácil’ de burlar o sistema;
– A cada mudança de imperador ou cobrança de impostos as moedas eram
recolhidas e cunhadas novamente com a nova face e, normalmente, com menos
metal precioso;
• Na maior parte da Idade Média, o meio de pagamento dominante eram as
moedas de ouro e de prata cunhadas localmente;
• Em 793 d.C., Carlos Magno reformou e uniformizou o sistema monetário
franco, introduzindo uma norma monetária segundo a qual uma libra de prata
franca (408g) equivalia a 20 xelins ou 240 pence;
– Essa norma permaneceu em vigor no Reino Unido e na Irlanda até 1971;
dodandrea.com 24
Moeda: História
• O custo de produção de uma moeda pode ser maior que seu “valor
comercial”...
dodandrea.com 25
Moeda: Curiosidade
• O DollarDaze.org estudou 775 moedas do
presente e do passado:
• 20% sumiram devido à hiperinflação;
• 21% foram destruídas por guerras;
• 12% acabaram por independência;
• 24% foram reformados
monetariamente ; e
• 23% ainda estão em circulação;
• Surgido na atual China cerca de 800 d.C. (Imperador Hien
Tsung), e usado por vários séculos;
• Não tinha valor de mercadoria (diferente dos metais e dos
commodities) e constituía uma forma de dinheiro apenas por
decreto imperial;
– Talvez o primeiro relato de do que viria a se definir como fiat money
“moeda fiduciária” - ou seja, dinheiro sem valor intrínseco;
• O papel-moeda teve o seu apogeu na China em torno de 1.000
d.C., mas foi abandonado por volta de 1500 após a Conquista
Mongol;
dodandrea.com 26
Moeda: o Papel
• Como a reserva de valor só era possível sob forma de mercadorias ou
moedas metálicas, era difícil comercializar a grandes distâncias;
• Assim as cidades-estado italianas introduziram os certificados de
dívida (“obrigações” ou “letras de câmbio”) como meio de pagamento;
– Para reduzir o risco de roubo durante as viagens, os mercadores levavam
consigo essas obrigações;
• Devedor e credor eram mencionados nos certificados, bem como a
data de pagamento e o montante de ouro ou prata. Rapidamente, essas
obrigações começaram a ser transacionadas pelos banqueiros;
– A primeira evidência de um contrato do tipo remonta a 1.156;
– Isso também ajudou a criar o dinheiro em papel;
dodandrea.com 27
Moeda: as obrigações
• As obrigações seguiram em uso, sobretudo pelos comerciantes italianos, em
conjunto com o sistema bimetálico até à Guerra dos 30 Anos (século 17);
• A partir de então, devido à instabilidade económica, governantes começaram
a dar preferência ao papel-moeda, introduzido na Inglaterra em 1694 e na
França em 1716;
• O advento do papel-moeda fiduciário marcou o início da nova fase na
evolução da moeda;
• A criação e regulamentação do sistema continuou a ser da responsabilidade
dos governantes, mas outras instituições públicas e privadas (bancos centrais e
o sistema financeiro), passaram a desempenhar um papel cada vez mais
crucial para o êxito das unidades monetárias nacionais;
dodandrea.com 28
Moeda: as obrigações
• A adoção da moeda fiduciária trouxe profundas mudanças ao sistema
monetário;
• O papel-moeda tinha, e ainda tem, curso legal apenas sob o abrigo de leis
emitidas pela autoridade competente.;
– Um real fora do Brasil, em geral, não vale nada, pois as leis fora são diferentes;
• A moeda fiduciária, emitida em unidades monetárias nacionais fixas, tinha um
valor nominal claramente definido, os Estados-Nação mantinham reservas de
metais, em especial Ouro, nos bancos centrais para assegurar a credibilidade
da sua moeda, o que se conhece por “padrão-ouro”;
– Cada nota equivalia a uma quantidade de ouro guardada pelo banco central (esta
quantidade estava explicitada na nota, muitas vezes), se o portador da cédula
quisesse trocá-la por ouro poderia fazer isso diretamente;
dodandrea.com 29
Moeda: o Padrão Ouro
• As moedas metálicas os papéis fiduciários podiam ser convertidas em
ouro a uma paridade fixa;
• A Grã-Bretanha foi pioneira no estabelecer de um padrão-ouro (1816),
a taxa de câmbio libra-ouro fixada em 1717 por Isaac Newton era de
3,811 libras esterlinas por onça (28,3495 gramas);
• Durante a 1° Guerra, países começaram a imprimir papel-moeda para
financiarem os custos;
– Na Alemanha, o número de notas emitidas subiu de 2.593 milhões, em
1913, para 92.844.720,7 mil milhões em 1923;
– Com mais papel moeda em circulação, a maioria dos países suspendeu a
convertibilidade da sua moeda em ouro;
dodandrea.com 30
Moeda: o Padrão Ouro
• O padrão-ouro britânico acabou em 1931, mas o sistema foi restabelecido em
1944, numa conferência nos EUA;
• O acordo foi de que as taxas de câmbio das moedas nacionais dos principais
países seriam ligadas ao dólar americano e de que o dólar seria convertível em
ouro a um preço fixo de 35 dólares por onça (28,3495 gramas);
• Os bancos centrais prontificavam-se a fornecer dólares em troca das suas
moedas nacionais e vice-versa;
• Este sistema, dito Bretton Woods, foi abandonado em 1971 e desde então as
unidades monetárias das principais economias mundiais passaram a ser
exclusivamente moeda fiduciária;
– O ‘valor’ da moeda não tem nenhum equivalente no mundo real;
• Além disso, a maioria dos países passou a permitir a flutuação das taxas de
câmbio da sua moeda;
dodandrea.com 31
Moeda: o Divisas-Ouro
• A evolução da moeda continua;
• A moeda eletrônica, por exemplo, é intangível, é um meio de
pagamento electrônico desenvolvido no final do século XX;
• Ao receber a autorização de pagamento do comprador, o vendedor
contacta o banco emitente e a transferência de fundos é realizada;
– Em geral essas operações se dão pelo uso de cartões ou contas online
(PayPal, Apple Money ou Samsung Pay, por exemplo);
• Mais recentemente ainda surgiram as “moedas” não ligadas à bancos
centrais, o Bitcoin é a mais falada atualmente;
– Há a promessa de que nunca haverá mais do que uma quantidade limitada
de Bitcoins, o que impede que a moeda perca o seu valor a longo prazo;
dodandrea.com 32
Moeda: o Divisas-Ouro
• Dinheiro é uma mercadoria qualquer que tem certas características;
– Hoje usa-se comumente moedas e papel-moeda como dinheiro, além dos
depósitos à vista (que os cartões de débito usam para fazer pagamentos);
• A moeda, qualquer que ela seja, tem por funções ser:
– Meio de troca;
– Reserva de valor (e meio de comprar a crédito);
– Unidade de conta;
• Um pré-requisito para o bem escolhido poder funcionar como moeda é que
seja aceito por toda uma economia como meio de troca, seja por tradição,
convenção informal ou por lei (imposição), além disso tem que ter liquidez;
– O dinheiro deve estar disponível a qualquer momento para efeitos de pagamento;
dodandrea.com 33
Dinheiro: para quê?
• É qualquer coisa usada para determinar valor durante uma transação
de bens e serviços;
• O dinheiro faz com que seja possível comercializar sem ter que usar
diretamente o escambo ou a troca simples de um bem por outro bem;
– Sai-se de uma economia de troca direta para uma de troca indireta, como
vimos anteriormente;
• O dinheiro age como uma base comum de determinação de valor;
– Lembrem-se que, modernamente, o valor é subjetivo, o dinheiro consegue
igualar o nível de comparação;
• O uso de um bem como meio de troca facilita consideravelmente todo
o processo, pois deixa de ser necessária uma dupla coincidência de
vontades para que uma troca de bens e/ou serviços se realize;
dodandrea.com 34
Dinheiro: Meio de troca
• O dinheiro deve ser usado para manter o valor de uma transação no
tempo;
• Se você recebe compensação monetária por um produto ou serviço, o
valor não deve mudar caso o valor não seja usado de imediato;
– Dinheiro deve poder ser gasto ou trocado num tempo futuro sem perdas
ou penalidades;
– O ato de venda pode ser separado do de compra sem prejudicar quem
fica com o dinheiro;
• O valor funcional do dinheiro pode, porém, mudar com o tempo, em
virtude de outros fatores;
• Mede também a riqueza;
dodandrea.com 35
Dinheiro: Reserva de valor
• Bens que servem também como reserva de valor são preferíveis aos
que servem apenas como meio de troca;
– Flores ou as maçãs poderiam servir como meio de troca. No entanto, não
seriam utilizáveis como reserva de valor (pois apodrecem) e, por
conseguinte, não poderiam ser utilizados eficientemente como moeda;
• Se o papel da moeda não for desempenhado da maneira correta (por
exemplo, se o bem utilizado como moeda perder valor com o tempo),
as pessoas usarão outros bens ou ativos como reserva de valor ou, em
casos extremos, recorrerão de novo à troca direta;
– Investir em imóveis em tempos de inflação alta, pois o imóvel reserva
valor o que não ocorre com a moeda nestas situações;
– Na Venezuela atual, assim como na ex-URSS o escambo voltou;
dodandrea.com 36
Dinheiro: Reserva de valor
• Serve para comparar os valores de bens e serviços;
• Pode-se usar o valor de um bem oferecido por “A”
e compará-lo com um bem ofertado por “B”;
• O dinheiro faz com que o usuário seja capaz de
comparar ofertas de bens e serviços e determinar o
melhor valor dentre aquilo que está sendo ofertado;
– Preço é apenas uma expressão de valor;
– Revolução Marginalista;
dodandrea.com 37
Dinheiro: Unidade de Conta
• Com os preços fixados em termos monetários, as transações tornam-
se muito mais fáceis;
• Todos os agentes econômicos da mesma zona monetária calculam
custos, preços, salários, rendimentos, etc. na mesma unidade monetária;
– Isto facilita sobremaneira o cálculo econômico e a alocação de recursos;
• Quanto menos estável e confiável é o valor da moeda, mais difícil é
para essa moeda desempenhar esta função;
– Eis um dos maiores problemas da inflação, a perda de estabilidade que
leva à dificuldades na alocação de recursos;
• Uma unidade de conta confiável e geralmente aceita constitui uma base
sólida para o cálculo de preços e custos, o que aumenta a transparência
e a confiabilidade da economia;
dodandrea.com 38
Dinheiro: Unidade de Conta
• É a facilidade com a qual um ativo pode ser
convertido em meio de troca na economia;
• A moeda, sendo o meio de troca da economia, é o
ativo mais líquido disponível;
– Vender um bem qualquer exige mais trabalho, portanto,
bens são bem menos líquidos do que dinheiro;
• Quando os preços (todos) sobem em virtude de
uma perda de valor da moeda, o dinheiro na sua
carteira irá comprar menos coisas;
dodandrea.com 39
Dinheiro: a liquidez
• Quase qualquer coisa pode ser usada como meio de troca, como
dinheiro, mas as melhores tem as seguintes características básicas:
1. Escassez / Oferta Limitada / deve possuir valor por si só;
2. Divisibilidade
3. Conveniente / Portátil / Fácil de transportar;
• Deve ainda ter
4. Durabilidade;
5. Qualidade fácil de verificar/dificuldade de falsificar / Uniformidade;
6. Uma longa história de aceitação;
dodandrea.com 40
Dinheiro: Características
• Escassez, Oferta Limitada / deve possuir valor por si só;
– Restrições naturais ou por vias de leis na quantidade de dinheiro
em circulação certificam que os valores permaneçam relativamente
constantes para aquela moeda;
• Se não houver restrição qualquer pessoa pode ‘criar’ moeda e o valor
desta tenderia necessariamente a zero;
– Modernamente a responsabilidade por essa escassez está nas mãos
dos bancos centrais dos países;
• Os metais tem essa característica naturalmente, é difícil encontrar ouro,
por exemplo;
• Por esse motivo não se usa areia como dinheiro, ou cabelo humano,
papel, alumínio, ferro...;
dodandrea.com 41
Dinheiro: Características
• Escassez, Oferta Limitada / deve possuir valor
por si só;
– O monopólio da emissão de moeda é dos maiores
poderes que um governo tem sobre o país;
– Com este monopólio é possível, de maneiras sagazes,
direcionar a economia, pagar contas e várias outras
coisas fazendo pouca ou nenhuma força;
dodandrea.com 42
Dinheiro: Características
• Divisibilidade:
– Significa que o dinheiro deve poder ser dividido
facilmente em unidades menores de valor;
– Hoje em dia usam-se as moedas para fazer essa divisão
na maioria das economias;
– 100 centavos são equivalentes a um real;
• Os Bitcoins podem ser divididos em quantidades ilimitadas;
• Em virtude desta característica não é possível usar obras de arte
ou objetos muito grandes como dinheiro;
dodandrea.com 43
Dinheiro: Características
• Conveniente / Portátil / Fácil de transportar:
– Indivíduos deverão ser capazes de carregar o
dinheiro com eles e transferir o mesmo de forma
fácil para outros indivíduos;
– Também por isso moedas e papel-moeda tornaram-
se populares ao longo da história;
– Por isso não usamos aço ou chumbo;
dodandrea.com 44
Dinheiro: Características
• Durabilidade:
– O ítem deve ser capaz de ser usado repetidamente
sem perder as características fundamentais;
– Moedas e papel moeda tem essa característica e
duram, ao longo de determinado tempo;
– Por isso não é comum o uso de materiais perecíveis
(arroz, milho, carne, couro), nem mesmo facilmente
dissolvíveis (sal);
dodandrea.com 45
Dinheiro: Características
• Qualidade fácil de verificar/dificuldade de falsificar /
Uniformidade;
– Todas as versões da mesma moeda tem que manter o valor de
compra:
– Uma nota de um real produzida em 1995 compra hoje a
mesma coisa que uma moeda produzida em 2016;
– A dificuldade de falsificar se dá para manter a confiança na
moeda, para que ela não perca valor;
– Deve ser fácil de perceber se a moeda é de qualidade ou não
(o sal era facílimo de testar, bastava prová-lo);
dodandrea.com 46
Dinheiro: Características
• Deve ter uma longa história de aceitação:
– Todos os participantes daquela economia devem aceitar
a moeda como forma de pagamento;
– Por isso não se usam materiais desconhecidos;
– Em alternativa deve ser forçada pelo poder sobre os
usuários;
– Qualquer transação naquela economia pode ser feita
com aquele dinheiro;
• Nos EUA a nota de dólar tem escrito: “Esta nota pode ser
aceita para todos os débitos, públicos e privados);
dodandrea.com 47
Dinheiro: Características
• Nos estados unidos a nota de dólar tem escrito: “Esta
nota pode ser aceita para todos os débitos, públicos e
privados);
dodandrea.com 48
Dinheiro: Características
• Sempre que uma economia usa moeda de curso forçado, como é o caso de
todos os países do mundo hoje em dia, deve haver um banco responsável pela
emissão desta moeda;
– Lembrem-se do monopólio que falamos anteriormente;
• Em geral estes são os chamados Bancos Centrais – BC no Brasil, FED nos
EUA e o BCE na UE são exemplos;
• Os bancos centrais são instituições teoricamente planejadas para:
– Supervisionar o sistema bancário e manter sua estabilidade – geralmente o banco
central é o último emprestador;
• Se um banco precisa de dinheiro, recorre por último ao banco central;
– Regular a quantidade de moeda na economia: através da política monetária, isto é
o estabelecimento da oferta de moeda;
• Aqui está um dos grandes perigos do monopólio dos bancos centrais;
dodandrea.com 49
Dinheiro: Banco Central
• Para regular a oferta de moeda o BC trata, em geral, com
a compra e venda de títulos do governo;
– Quando títulos são comprados coloca-se dinheiro da
economia;
– Quando são vendidos retira-se este dinheiro;
• As decisões dos BC’s tem forte influência sobre a taxa de
inflação no longo prazo e sobre o emprego e a produção
no curto prazo;
– O que ocorreu com o ex-ministro da fazenda Joaquim Levy?
– O que dizer sobre a independência do Banco Central?
dodandrea.com 50
Dinheiro: Banco Central
• Um BC mais politicamente enviesado pode,
através de manobras monetárias, dar a impressão
de que a economia está melhor do que a
realidade;
– BC’s também podem ajudar muito governos em
dificuldade para pagar as contas, caso sejam
facilmente manipuláveis;
dodandrea.com 51
Dinheiro: Banco Central
• O Comitê de Política Monetária do Banco Central;
• Deve definir as diretrizes da política monetária e a taxa básica
de juros do País;
• Sua criação buscou proporcionar maior transparência e ritual
adequado ao processo decisório, a exemplo do que já fazia o
Federal Open Market Committee (FOMC) do FED;
• O objetivo das mudanças nos juros básicos é manter a
inflação sob controle, ou seja, cumprir a meta de inflação para
o ano;
– A meta de inflação é fixada pelo governo;
dodandrea.com 52
COPOM e Taxa Selic
• Se reúne uma vez ao mês por dois dias;
• Formalmente, objetiva "implementar a política monetária, definir a
meta da Taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o 'Relatório de
Inflação'“;
• A taxa de juros fixada na reunião é a meta para a Taxa Selic (taxa média
dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no
Sistema Especial de Liquidação e Custódia), a qual vigora por todo o
período entre reuniões ordinárias do Comitê;
• Também pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao presidente
do Banco Central para alterar, na direção do viés, a meta para a Taxa
Selic a qualquer momento entre as reuniões ordinárias;
dodandrea.com 53
COPOM e Taxa Selic
• A ata da reunião e o relatório da inflação são os
instrumentos de comunicação do COPOM;
– A ata traz os motivos para as decisões e pode trazer
pistas para as próximas ações do colegiado;
– O relatório de inflação é trimestral (fim de março,
junho, setembro e dezembro), ele analisa a economia
brasileira e traz projeções para a taxa de inflação;
dodandrea.com 54
COPOM e Taxa Selic
• A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia) é a taxa de juros para empréstimos entre
bancos que duram apenas um dia (operações chamadas
de “overnight”) e que têm como garantia títulos públicos;
– É a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo
Banco Central;
• Serve de base para que bancos calculem seus juros;
• Quando baixa, em tese, as taxas praticadas pelos bancos e
outras instituições financeiras também devem cair;
dodandrea.com 55
COPOM e Taxa Selic
• Se o governo quer estimular a oferta de empréstimos a taxas
mais baixas e assim incentivar o consumo e movimentar a
economia, ele reduz a Selic;
• Se a economia está aquecida e a inflação começa a subir
demais, ele aumenta a Selic – os empréstimos voltam a ficar
mais caros e as pessoas consomem menos, freando o aumento
dos preços;
– Hoje em dia, no Brasil, isso tem sido contestado, alguns teóricos
dizem que o país não reage bem à essas movimentações, suspeita-
se que isso ocorra pela falta de confiança nas ações independentes
do BC;
dodandrea.com 56
COPOM e Taxa Selic
• O sistema de reservas fracionadas é um sistema bancário no qual os
bancos mantém apenas parte de seus depósitos como reserva;
– A razão de reserva é a fração que os bancos mantém como reserva;
• Quando alguém quiser retirar dinheiro de sua conta no banco, o
dinheiro deve estar lá, mas as pessoas, em geral, não querem dinheiro
todas ao mesmo tempo;
• Se o fluxo de novos depósitos for aproximadamente igual ao fluxo de
retiradas do banco este precisará manter apenas uma fração destas
reservas;
– Corrida aos bancos... O que é e qual o motivo da sua ocorrência?
dodandrea.com 57
Bancos e Oferta de Moeda
• Se a oferta de moeda na economia for $100 antes dos
empréstimos;
– O banco começa a emprestar parte do dinheiro, com isso a
oferta de moeda aumenta;
– Os depositantes ainda tem os $100 reais em suas contas, mas
agora os tomadores de empréstimo tem, por exemplo $90 em
suas contas;
– A oferta de moeda (que é igual a moeda corrente mais os
depósitos à vista) é agora igual a $190, portanto o banco.,
quando mantém uma fração de depósitos, cria moeda;
dodandrea.com 58
Bancos e Oferta de Moeda
• Se alguém está guardando algo de valor para
você, este alguém deve receber algo ou deve te
pagar algo?
– Qual o motivo de os bancos pagarem para ficar com
o dinheiro das pessoas?
• Spread bancário?
dodandrea.com 59
Bancos e Oferta de Moeda
dodandrea.com 60
Bancos e Oferta de Moeda
dodandrea.com 61
Inflação
Quanto vale
o dinheiro?
• Lei da Demanda:
– Diz que, dado que todos os outros fatores permaneçam constantes
(coeteris paribus), quanto maior for o preço do produto, menos
pessoas irão se interessar por ele (demandá-lo);
• Lei da Oferta:
– Da mesma forma que a anterior esta lei demonstra a quantidade de
um dado produto que serão vendidas a um preço determinado.
– Esta curva, porém, tem tendência ascendente. Quanto maior o
preço, maior a quantidade ofertada.
dodandrea.com 62
Inflação: ao básico
• O Equilíbrio:
– Ocorre quando Oferta e demanda são iguais (quando as
curvas se tocam) se diz que a economia para aquele bem
está em equilíbrio;
• Neste ponto a economia atinge seu ponto mais eficiente;
– A quantidade que é demandada é igual à ofertada;
– Neste caso hipotético todos (demandantes e ofertantes)
estão satisfeitos;
• Isso nunca ocorre ou ocorrerá na realidade, é impossível;
dodandrea.com 63
Inflação: ao básico
dodandrea.com 64
Inflação: ao básico
Preço
Qtd
Equilíbrio
Qe
Pe
Curva de Oferta
“O”
Curva de
demanda “D”No mundo real é
impossível chegar
à este equilíbrio,
quantidades
demandas e
ofertadas
movem-se
continuamente.
• Pergunto: a moeda é um produto?
• Estaria a moeda sujeita às leis da oferta e da
demanda?
• Se sim, quais seriam as implicações de uma
mudança na quantidade de moeda
ofertada/demandada?
dodandrea.com 65
Inflação: ao básico
• Em 1997 se comprava um refrigerante em lata em Santarém com uma moeda
de um real;
• Hoje, 19 anos depois, a mesma lata de refrigerante custa, em média, R$ 3,00
no varejo;
• Nas economias modernas, que funcionam com fiat money (moedas de curso
forçado), existe a tendência natural do aumento de preços;
– Muitos economistas defendem que “um pouco de inflação é bom” (!!!!);
• Esse aumento, não só do refrigerante, mas do nível geral de preços é chamado
popularmente de inflação;
• Ela pode ser medida por qualquer índice do nível geral de preços:
– No Brasil usam-se diversas medidas, sendo que o IPCA é considerada a medida
oficial;
dodandrea.com 66
Inflação: ao básico
• Se não há controle da oferta...
• A inflação não é algo inevitável, mas é muito
difícil de ocorrer em países que não controlam a
sua emissão de moeda;
– Ocorreu nos EUA no fim do século XIX;
– No Japão no final do século XX;
– Na Grécia em alguns meses dos últimos anos;
dodandrea.com 67
Inflação: ao básico
• Mas em países que controlam sua emissão de moeda
(dados de 2009)...
– EUA: 2%;
– Japão: 1,7%
– Rússia 9%;
– Venezuela: 25%;
– Zimbábue: 24.000% em fevereiro de 2008...
• Mas o que determina a inflação e porque ela é um
problema?
dodandrea.com 68
Inflação: ao básico
dodandrea.com 69
Inflação: definiçõesEconomistas usam o termo
para denotar um aumento
contínuo no nível geral de
preços cotados em unidades
de dinheiro. A taxa de inflação
geralmente é relatada como o
crescimento anualizado
percentual de alguns amplo
índice de preços monetários.
Com os preços subindo, uma
nota de compra menos a cada
período. A inflação significa
assim uma diminuição
contínua no poder de compra
total da unidade monetária.
Concise Encyclopedia of
Economics
Simplificando, a inflação é um aumento dos
preços em relação ao dinheiro disponível. Em
outras palavras, você pode obter menos para o
seu dinheiro do que você costumava ser capaz
de obter .... SocialStudiesforKids.com.
"É um fenômeno em que a maioria dos
preços vai sendo reajustada com uma
frequência mensal. O último índice oficial de
inflação que foi divulgado mostrou que o
índice de difusão do IPCA foi de 64%, o que
significa que, dos preços pesquisados, 64%
tiveram algum tipo de reajuste para cima.
É uma remarcação de preço generalizada –
que pode ser pequena ou pode ser grande,
por algum tipo de acidente, para algum tipo
específico de produto.“
Davi Simão Silber – Dpt. Economia da USP
dodandrea.com 70
Inflação: definições"A taxa de inflação é o
aumento no nível de preços.
Ou seja, é a média do
crescimento dos preços de
um conjunto de bens e
serviços em um
determinado período.“
Pedro Rossi - Instituto de
Economia da Unicamp
"É o crescimento persistente e generalizado do
nível de preços. A inflação é um fenômeno de
longo prazo.“
Heron do Carmo - Faculdade de Economia e
Administração da USP e Corecon-SP
"Inflação é uma alta
persistente e generalizada
dos preços em uma
determinada economia.“
Emerson Marçal
Escola de Economia da
FGV-SP
"Inflação é o aumento geral e persistente dos preços.
Estas duas características são cruciais. Se apenas
uns poucos preços aumentam, enquanto os demais
permanecem estáveis, não há como caracterizar um
processo inflacionário, ainda que o índice de preços
mostre valores positivos.
Da mesma forma, se há um aumento de todos os
preços num dado mês, por exemplo, por conta da
imposição de algum tributo, mas estabilidade em
seguida, também não temos como caracterizar
inflação; esta tem que ser generalizada e persistente.“
Alexandre Schwartsman - Sócio-diretor da
Schwartsman & Associados e ex-diretor do BC
dodandrea.com 71
Inflação: definiçõesFala-se de inflação quando se
verifica um aumento geral dos
preços dos bens e serviços e
não quando apenas os preços
de artigos específicos sobem.
O resultado é que se compra
menos com um euro. Por
outras palavras, um euro vale
menos do que anteriormente.
Banco Central Europeu
A inflação é um processo de elevação de preços
que ocorre sempre que há procura maior do que
a capacidade de uma economia produzir
determinado bem ou serviço. Em resumo, a
inflação pode ser de oferta – quando há escassez
de produto – ou de demanda – quando a procura
é maior do que a quantidade ofertada. Revista
Veja
É o aumento no
nível geral de preços
dos bens e serviços
de uma economia.
Revista Veja
Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e
de crédito criado em decorrência desta criação
adicional de dinheiro. A principal e mais visível
consequência da inflação é a elevação dos
preços. Portanto, uma inflação de preços —
atenção para o termo correto — é causada
unicamente pelo aumento da quantidade de
dinheiro na economia. Henry Hazlitt
dodandrea.com 72
Inflação: definições
Hiperinflação
A inflação é um aumento sustentado do
nível de preços agregado. A hiperinflação é
a inflação muito alta. Embora este limiar
seja arbitrário, os economistas geralmente
usam o termo para descrever episódios
nos quais a taxa de inflação mensal é
superior a 50%. Com esta taxa, um item
que custa um dólar em 1 de Janeiro custa
130 dólares em 1 de Janeiro do ano
seguinte ....
Concise Encyclopedia of Economics
dodandrea.com 73
Inflação: no Brasil
dodandrea.com 74
Inflação: no Brasil
dodandrea.com 75
Inflação: no Brasil
1.00
10.00
100.00
1,000.00
10,000.00
1901
1904
1907
1910
1913
1916
1919
1922
1925
1928
1931
1934
1937
1940
1943
1946
1949
1952
1955
1958
1961
1964
1967
1970
1973
1976
1979
1982
1985
1988
1991
1994
1997
2000
2003
2006
2009
2012
2015
Inflação no Brasil 1900-2015 (%)
Médias das décadas:
1900: 2% 1910: 7% 1920: 3%
1930: 2% 1940: 13% 1950: 21%
1960: 45% 1970: 37%
1980: 605%
1990 (até 1995): 1270%
1990 (de 1995 a 2000): 7%
2000: 6,7%
2015: 10,67%
2010- 2015 previsto: 6,7%
2567%
em 1993
dodandrea.com 76
Inflação: no Brasil
dodandrea.com 77
Inflação: no Brasil
dodandrea.com 78
HiperInflação: +50% a.n.
Crianças alemãs brincando
com dinheiro década de 1920
Cartaz no Zimbabwe “Bilionário Faminto”
100 bilhões no Zimbabwe, compram 3
ovos. circa 2005
dodandrea.com 79
HiperInflação: +50% a.n.
Mulher queima dinheiro na Alemanha
para se aquecer
Varrendo papel moeda das ruas na
Hungria
dodandrea.com 80
HiperInflação: +50% a.n.
Mulher queima dinheiro para
fazer comida
Risco zero de assalto no
Zimbabwe
dodandrea.com 81
HiperInflação: +50% a.n.
Para pagar o restaurante...
E uma cerveja...
O dinheiro
tem tão
pouco valor
que não se
conta, mas se
pesa...
dodandrea.com 82
HiperInflação: +50% a.n.
Papagaios feitos de dinheiro
Somente papel higiênico pode
ser usado neste banheiro
Papelão: Não
Pano: Não
Dolar do Zimbabwe: Não
Jornais: Não
• No dia 15 de Junho de 2015 o Zimbábue anunciou
finalmente que estava deixando de lado a moeda e iria
adotar a política de multi-moedas ou a dolarização da
economia.
• Segundo informações da BBC:
• Cada 175 quadrilhões de dólares do Zimbábue serão
trocados por US$ 5 dólares americanos
• Para qualquer valor acima disso será usada o cambio de
35 quadrilhões para um dolar americano.
dodandrea.com 83
HiperInflação: +50% a.m.
dodandrea.com 84
HiperInflação: +50% a.m.
dodandrea.com 85
Inflação
“A Inflação é sempre e em todo lugar um
fenômeno monetário”
Millton Friedman
dodandrea.com 86
Inflação: ao básico
• As primeiras inflações surgiram quando o regente
de um país, p.e., um monarca, obrigava seus
cidadãos a lhe entregar todas as moedas (de ouro e
prata) que possuíam sob o pretexto de que uma
nova moeda iria substituir a atual;
– Com todas as moedas em mãos, o monarca podia
falsificar o conteúdo das moedas misturando a elas
algum outro metal e devolvia aos cidadãos moedas
diluídas;
dodandrea.com 87
Inflação: ao básico
• Sobre este fato, Murray Rothbard escreveu:
– Mais especificamente, a Casa da Moeda derretia e
voltava a cunhar todas as moedas do reinado,
devolvendo aos súditos o mesmo valor nominal de
"libras" ou "marcos", mas a um peso menor. As
sobras de ouro (ou prata) que ficavam na Casa da
Moeda eram embolsadas pelo monarca e utilizadas
para financiar seus gastos.
dodandrea.com 88
Inflação: ao básico
• O valor que as pessoas dão às coisas muda ao longo
do tempo, essa mudança, porém, não é suficiente
para explicar as mudanças de preço dos bens;
• Em geral a mudança de valor demora para ocorrer,
o preço muda, portanto, pois a moeda usada para
pagar pelo produto perdeu valor;
– A inflação tem mais a ver com o valor da moeda do que
com o valor dos bens;
dodandrea.com 89
Inflação: Teoria Clássica
• A inflação é um fenômeno amplo da economia e
diz respeito, em primeiro lugar, ao valor do meio de
troca;
– Os aumentos dos preços dos produtos isolados não
causam inflação, e são pontuais, não amplos;
• O aumento do nível de preços é consequência (e
não causa), numa inflação, da diminuição do valor
da moeda;
dodandrea.com 90
Inflação: Teoria Clássica
dodandrea.com 91
Inflação: Teoria Clássica
• Já vimos que moeda é um bem com algumas características
especiais;
• Seu valor, portanto, é determinado por sua escassez, na oferta
e na demanda;
• Mas quais são os determinantes da oferta e demanda de
moeda?
– O banco central é capaz de tirar ou colocar moeda em circulação
na economia, como já vimos:
• Imprime, empresta ou paga ou emite títulos de dívida;
• Além disso o dinheiro pago pelo governo, ao ir para os bancos, pode ser
multiplicado, como já visto;
dodandrea.com 92
Oferta e demanda de moeda
dodandrea.com 93
Oferta e demanda de moeda
“Se a oferta de caviar fosse tão abundante
quanto a de batatas, o preço do caviar - isto é, a
relação de troca entre caviar e dinheiro, ou
entre caviar e outras mercadorias - se alteraria
consideravelmente. Nesse caso, seria possível
adquirí-lo a um preço muito menor que o
exigido hoje. Da mesma maneira, se a
quantidade de dinheiro aumenta, o poder de
compra da unidade monetária diminui, e a
quantidade de bens que pode ser adquirida com
uma unidade desse dinheiro também se reduz.”
Ludwig Von Mises
As 6 Lições
Capítulo 4
• A demanda por moeda reflete quanta riqueza as pessoas
desejam ter liquidamente;
– As pessoas retém moeda pois ela facilita as trocas;
• A quantidade de dinheiro na sua carteira depende da
disponibilidade de cartões de crédito, de você ter ou não uma
conta bancária, da facilidade de encontrar um caixa eletrônico,
etc.;
– Também depende da taxa de juros do banco, quanto mais ele pagar
para você deixar o dinheiro lá, maior será seu incentivo para ter
pouca liquidez;
– Consumo presente x consumo futuro (poupança);
dodandrea.com 94
Oferta e demanda de moeda
• Quanto maiores os preços, mais moeda será exigida
numa transação, mais moeda as pessoas terão que
ter liquida (no bolso e na conta corrente);
• Ou seja, se o valor da moeda é baixo, haverá uma
maior demanda por moeda;
• No longo prazo o nível geral de preços se ajusta
para o nível em que a demanda e oferta de moeda
sejam iguais;
dodandrea.com 95
Oferta e demanda de moeda
• Economias baseadas em metais (sem o truque da diminuição da quantidade
de metal) às vezes sofreram inflações, estas raraente superaram os 2% a.a. e
eram normalmente provenientes de um aumento abrupto na oferta de metal;
– Em geral a experiência era de inflação próxima a zero;
• Do contrário, economias com papel moeda, apresentaram historicamente
muito mais inflação;
• Os piores excessos de inflação ocorreram somente no século XX. Peter
Bernholz (2003, p. 1) em países nos quais o padrão metálico não mais existia;
• Em 1971 o governo americano cortou o último elo do dólar com o ouro;
• Mesmo entre países que não sofreram hiperinflação, as taxas geralmente
ficaram acima do então normal depois de 1971;
• Na maioria dos países as taxas de inflação ficaram menores após 1985 do que
foram entre 1971–1985;
dodandrea.com 96
Oferta e demanda de moeda
dodandrea.com 97
Oferta e demanda de moeda
• Imaginem uma economia sem inflação e na qual
o Banco Central, subitamente, dobra a oferta de
moeda;
• Teoria quantitativa da moeda: afirma que a
quantidade de moeda disponível determina o
nível de preços e que a taxa de crescimento de
moeda disponível determina o nível de inflação;
dodandrea.com 98
Injeção de Moeda
dodandrea.com 99
Injeção de Moeda
• Como a economia vai do antigo para o novo equilíbrio?
• O efeito imediato da injeção de moeda é criar um excesso de
moeda;
– As pessoas tentam se livrar deste excesso: comprando bens e
serviços ou emprestando para que outras comprem;
• Veja o que ocorreu com o Brasil nos últimos 8 anos, mais ou menos;
– A capacidade da economia de ofertar bens e serviços não mudou,
pois não houve investimento (no sentido econômico);
• O aumento da demanda faz os bens e serviços aumentarem os preços,
isto eleva a demanda por moeda para conseguir transacionar até o novo
‘equilíbrio’;
dodandrea.com 100
Injeção de Moeda: ajuste
• As alterações monetárias afetam outras variáveis?
Produção? Emprego? Salários Reais? Taxas de
Juros?
• Variáveis nominais: medidas em unidades
monetárias;
• Variáveis reais: medidas em unidades físicas;
– Dicotomia clássica: os dois tipos de variáveis estão
separados pela teoria;
dodandrea.com 101
Neutralidade da Moeda
• A dicotomia clássica ajuda a compreender os preços relativos:
– Se uma saca de milho custa R$ 30,00 e uma de feijão custa R$ 60,00 então
uma saca de feijão vale 2 sacas de milho;
• Preços em R$ são variáveis nominais, os relativos são variáveis reais;
– O mesmo ocorre com a taxa de juros real (a nominal menos a inflação do
período);
– Alterações na oferta de moeda afetam variáveis nominais, mas não as
reais;
• Tal irrelevância das alterações monetárias é chamada de neutralidade monetária;
– A moeda, como unidade de medida, quando sofre alterações de valor não
traz efeitos reais importantes a longo prazo;
• A curto prazo isso causa efeitos nas variáveis reais, pois o excesso de moeda chega
primeiro a alguns atores;
dodandrea.com 102
Neutralidade da Moeda
• Governos criam dinheiro para pagar suas despesas;
– Isso também pode ser feito por meio de impostos
diretos, é claro, mas é bem mais difícil politicamente;
• Quando um governo aumenta sua receita
‘imprimindo’ dinheiro, diz-se que está arrecadando
um imposto inflacionário, quando há emissão de
moeda o nível de preços se eleva e o dinheiro perde
valor, assim o imposto inflacionário atinge todos
que têm moeda;
dodandrea.com 103
O imposto inflacionário
• Nos EUA o termo econômico mais usado é
‘inflação’, acima de ‘desemprego’ e ‘produtividade’;
– No Brasil pouco ou nada se fala de produtividade...;
• A inflação, por si só, a longo prazo, não reduz o
poder aquisitivo real, isso pode ocorrer por outros
motivos, por exemplo a inércia (o varejista aumenta
os preços pois acha que eles irão aumentar);
– Isso se deve ao fato de a moeda ser neutra ou seja, vale o
mesmo para todos;
dodandrea.com 104
Custos da inflação
• Custo de sola de sapato: recursos desperdiçados
quando a inflação incentiva as pessoas a reduzir a
quantidade de moeda que tem em mãos;
• Custos de menu: custos de alteração de preço;
• Variabilidade dos preços relativos e alocação
distorcida de recursos: preços relativos ajudam a
alocar melhor os recursos escassos, a inflação faz
com que isso fique mais difícil;
dodandrea.com 105
Custos da inflação
• Confusão e inconveniência: a inflação muda a lógica do mercado,
fica mais difícil calcular lucros, juros, salários, preços em geral;
• Redistribuição arbitrária de riqueza: a inflação distribui sem ter a
ver com mérito ou mesmo com sorte, isso se dá porque muitos
empréstimos são especificados em termos de moeda;
– Se eu emprestar R$ 50 mil hoje com juros de 10% a.a. um ano para pagar
e houver uma inflação de 20% a.a. terei que pagar, em termos reais, R$ 44
mil;
– Se houver uma deflação de 10% estarei devendo não R$ 55 mil, mas R$
60,5 mil;
dodandrea.com 106
Custos da inflação
• Distorções tributárias: a inflação aumenta a carga
tributária sob a renda que se poupa;
– Isso desestimula a poupança e portanto o investimento;
– Inflação faz com que o rendimento nominal cresça mais
rápido do que a renda real.
– Impostos são baseados na renda nominal, e alguns não são
ajustados pela inflação.
– Assim, a inflação leva as pessoas a pagar mais impostos,
mesmo quando os seus rendimentos reais não aumentam;
dodandrea.com 107
Custos da inflação
• Segundo Mises:
– Para evitar levar a culpa pelas conseqüências nefastas da inflação, o governo e seus
seguidores recorrem a um truque semântico. Eles tentam mudar o significado dos
termos. Eles chamam de "inflação" aquilo que é justamente a consequência
inevitável da inflação: o aumento dos preços. Eles se esforçam ao máximo para
relegar ao esquecimento o fato de que esse aumento de preços é produzido
justamente pelo aumento da quantidade de dinheiro e de substitutos monetários
na economia. E eles nunca mencionam este aumento.
– Eles culpam as empresas e os empresários por esse aumento do custo de vida.
Este é o clássico exemplo do ladrão que grita "pega ladrão!". O governo, que é
quem produziu a inflação ao multiplicar a oferta monetária, incrimina os
produtores e os mercadores, e se jacta de ser o grande paladino dos preços baixos.
dodandrea.com 108
Inflação: porqûes
"Se os governos desvalorizam a moeda para trair todos os credores,
você educadamente chama este procedimento de 'inflação'."
George Bernard Shaw
dodandrea.com 109
Inflação: efeitos
em anos 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387%
1 10,10R$ 10,20R$ 10,50R$ 11,00R$ 15,00R$ 20,00R$ 48,70R$
2 10,20R$ 10,40R$ 11,03R$ 12,10R$ 22,50R$ 40,00R$ 237,17R$
3 10,30R$ 10,61R$ 11,58R$ 13,31R$ 33,75R$ 80,00R$ 1.155,01R$
4 10,41R$ 10,82R$ 12,16R$ 14,64R$ 50,63R$ 160,00R$ 5.624,91R$
5 10,51R$ 11,04R$ 12,76R$ 16,11R$ 75,94R$ 320,00R$ 27.393,33R$
6 10,62R$ 11,26R$ 13,40R$ 17,72R$ 113,91R$ 640,00R$ 133.405,51R$
7 10,72R$ 11,49R$ 14,07R$ 19,49R$ 170,86R$ 1.280,00R$ 649.684,83R$
8 10,83R$ 11,72R$ 14,77R$ 21,44R$ 256,29R$ 2.560,00R$ 3.163.965,14R$
9 10,94R$ 11,95R$ 15,51R$ 23,58R$ 384,43R$ 5.120,00R$ 15.408.510,23R$
10 11,05R$ 12,19R$ 16,29R$ 25,94R$ 576,65R$ 10.240,00R$ 75.039.444,80R$
Preços Estáveis
Conjuntura
inflacionária Hiperinflação
10 reais hoje...
dodandrea.com 110
Inflação: efeitos
ano 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387%
1 2,53R$ 2,55R$ 2,63R$ 2,75R$ 3,75R$ 5,00R$ 12,18R$
2 2,55R$ 2,60R$ 2,76R$ 3,03R$ 5,63R$ 10,00R$ 59,29R$
3 2,58R$ 2,65R$ 2,89R$ 3,33R$ 8,44R$ 20,00R$ 288,75R$
4 2,60R$ 2,71R$ 3,04R$ 3,66R$ 12,66R$ 40,00R$ 1.406,23R$
5 2,63R$ 2,76R$ 3,19R$ 4,03R$ 18,98R$ 80,00R$ 6.848,33R$
6 2,65R$ 2,82R$ 3,35R$ 4,43R$ 28,48R$ 160,00R$ 33.351,38R$
7 2,68R$ 2,87R$ 3,52R$ 4,87R$ 42,71R$ 320,00R$ 162.421,21R$
8 2,71R$ 2,93R$ 3,69R$ 5,36R$ 64,07R$ 640,00R$ 790.991,28R$
9 2,73R$ 2,99R$ 3,88R$ 5,89R$ 96,11R$ 1.280,00R$ 3.852.127,56R$
10 2,76R$ 3,05R$ 4,07R$ 6,48R$ 144,16R$ 2.560,00R$ 18.759.861,20R$
Uma latinha de
coca-cola
Preços Estáveis Conjuntura
inflacionária
Hiperinflação
ESTUDO
dodandrea.com 111
Inflação: efeitos
em anos 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387%
1 99,00R$ 98,00R$ 95,00R$ 90,00R$ 50,00R$ -R$ 287,00-R$
2 98,01R$ 96,04R$ 90,25R$ 81,00R$ 25,00R$ -R$ 258,30-R$
3 97,03R$ 94,12R$ 85,74R$ 72,90R$ 12,50R$ -R$ 232,47-R$
4 96,06R$ 92,24R$ 81,45R$ 65,61R$ 6,25R$ -R$ 209,22-R$
5 95,10R$ 90,39R$ 77,38R$ 59,05R$ 3,13R$ -R$ 188,30-R$
6 94,15R$ 88,58R$ 73,51R$ 53,14R$ 1,56R$ -R$ 169,47-R$
7 93,21R$ 86,81R$ 69,83R$ 47,83R$ 0,78R$ -R$ 152,52-R$
8 92,27R$ 85,08R$ 66,34R$ 43,05R$ 0,39R$ -R$ 137,27-R$
9 91,35R$ 83,37R$ 63,02R$ 38,74R$ 0,20R$ -R$ 123,54-R$
10 90,44R$ 81,71R$ 59,87R$ 34,87R$ 0,10R$ -R$ 111,19-R$
Para onde vai o poder
de compra?
Inflação é um ato de
fraude, de peculato.
Frank Shostak
dodandrea.com 112
Inflação modernamente
Previsão 2015
EUA: - 0,2%
Japão: 2,2%
Zona Euro: 0%
• Se a maioria dos economistas concorda que a emissão de
papel-moeda é um fator (ainda que não seja ao único)
muito forte no nascimento da inflação, por que os
governos seguem emitindo dinheiro?
• Exitem 3 respostas, ou razões princiapais para isso:
– O mito de que dinheiro é sinônimo de riqueza;
– A crença de que, através da inflação se pode eliminar o
desemprego;
– A inflação é benéfica para o governante em turno, a curto
prazo;
dodandrea.com 113
Por que a emissão continua?
• É comum pensar que com mais dinheiro irá aumentar a riqueza, por isso:
“não seria sensacional emitir dinheiro para que todos fossem ricos?”;
– Quem nunca pensou nisso quando criança ou adolescente?
• Porém, o dinheiro, por sí só, não é sinônimo de riqueza;
– Numa economia com 3 tipos de bens camisas (50 und), calças (25 und) e sapatos
(25 und);
– Uma pessoa só, por R$ 5.000,00, compra todos estes bens;
– Se o rendimento desta esta dobra para R$ 10 mil, será possível comprar mais
bens?
• Não, é impossível, só poderá compra r mais desde que mais bens sejam produzidos!;
• Conclui-se que a riqueza não está na posse do dinheiro, mas sim naquilo que
ele é capaz de proporcionar;
– Se o dinheiro não é capaz de comprar bens, ele será inútil;
dodandrea.com 114
Dinheiro é riqueza?
• Baseado nos estudos de William Phillips (séc. XX)
concluiu-se que os governantes devem decidir entre um
dos dois, seria um trade-off.
– Em outras palavras, para baixar o desemprego se deveria
gerar inflação através da emissão de dinheiro para gerar
trabalho;
• E evidencia suportou esta teoria até a década de 70 quando surgiram
casos de alta inflação e desemprego (Argentina, Venezuela, países
africanos hoje em dia);
• Ainda hoje a idéia permanece presente em muitos países;
– Governos populistas tendem a usar essa lógica;
dodandrea.com 115
+ Inflação, - desemprego
dodandrea.com 116
+ Inflação, - desemprego
• Inflação x
Desemprego no curto
prazo;
• O Estudo do
economista Neo-
Zelandês A. W. H.
Phillips publicado em
1958 sobre inflação
salarial e desemprego
no Reino Unido de
1861 to 1957 é um
marco no
desenvolvimento da
macroeconomia;
A curva de Phillips mostra
uma correlação negativa entre
inflação e desemprego.
Mas cuidado:
Correlação não é causa...
• A curva de Phillips retrata um dos dez princípios de economia: “existe, no
curto prazo, um tradeoff entre inflação e desemprego”;
– Esta relação não se sustenta no longo prazo...
• Nos anos 60 economistas ligados Keynesianos criaram uma nova versão da
curva que relaciona a taxa de desemprego à inflação como um todo;
• A redução do desemprego, portanto, provocaria maior inflação;
– Isto se explicaria pela tendência de aumento dos custos de produção (puxados
pelos salários) quando a economia se aproxima do pleno emprego;
– Mais tarde economistas neo-clássicos como Friedman propuseram novas versões
para a CP, nas quais os aumentos de salário e preços seriam alimentados pelas
expectativas inflacionárias dos agentes, além da demanda agregada;
dodandrea.com 117
+ Inflação, - desemprego
• Uma análise menos criteriosa apresenta a CP como uma solução mágica para os
maiores problemas político-econômicos: desemprego e inflação;
– Os formuladores de políticas poderiam “ajustar” a economia ao seu prazer, para agradar quem
conviesse;
• Porém, o que ocorre quando, a curto prazo, existe um aumento na demanda como um
todo?
– Como é possível perceber numa análise microeconômica básica, o que ocorre é que a produção
aumenta, mas também aumentam os preços, pois a produção não consegue aumentar no mesmo
ritmo que a demanda;
– Mais produção significa maior emprego e, portanto, menor taxa de desemprego;
– Deslocamentos na demanda agregada pressionam a inflação e o desemprego em sentidos opostos
no curto prazo;
• Como a política monetária e fiscal podem deslocar a curva de demanda agregada, elas
podem mover a economia ao longo da curva de Phillips;
dodandrea.com 118
+ Inflação, - desemprego
• Aumentos na oferta de moeda ou nos gastos do governo
ou cortes em impostos forçam a produção para cima,
pois expandem a demanda agregada e movem a economia
para um ponto na curva de Phillips com maior inflação e
menor desemprego;
• Quando a oferta da moeda cai, o governo corta despesas,
ou aumenta os impostos há uma contração na demanda
agregada e a economia se move para um ponto de menor
inflação e maior desemprego;
• A curto prazo a correlação existe, mas ela seria causal?
dodandrea.com 119
+ Inflação, - desemprego
• Milton Friedman e Edmund Phelps no final da década de 60 publicaram
artigos negando o tradeoff de longo prazo entre inflação e desemprego;
• Baseando-se na teoria clássica da neutralidade da moeda, eles mencionaram
que o aumento da oferta de moeda não tem efeito direto sobre as variáveis
reais como a produção e emprego e se limita a alterar os preços nominais;
• O aumento da quantidade de moeda não tem influência alguma sobre os 4
fatores principais para o desemprego:
– Salário mínimo, poder dos sindicatos, salários de eficiência e a busca pelo
emprego;
• Eles demonstraram que os formuladores de políticas monetárias podem
adotar medidas expansionistas para reduzir o desemprego por algum tempo,
mas o desemprego acaba por voltar à taxa natural, e a continuidade da política
expansionista causará apenas maior inflação;
dodandrea.com 120
+ Inflação, - desemprego
• Provavelmente a razão mais importante para quem está no
poder;
• Quando um governo emite dinheiro este chega em suas mãos
antes de chegar à economia como um todo, dado ao governo
uma vantagem de tempo e diminuindo assim seus custos;
– Quando este dinheiro começa a circular os preços relativos
começam a variar aumentando, prejudicando o consumidor final, o
último a receber tal dinheiro;
– O governo compra barato (ou oaga suas dívidas com maior
facilidade) às custas da maior dificuldade da população em geral
para sobreviver no futuro;
dodandrea.com 121
É bom para o governo
• Tem uma fonte, dividida em 3 maneiras diferentes:
– O governo precisa de mais dinheiro para manter os seus
gastos correntes:
• Governo toma empréstimos e não aumenta os impostos e a produção
não aumenta (o que elevaria a arrecadação dos impostos);
– Impostos deverão ser pagos no futuro, se não houver redução de gastos,
haverá inflação;
• Governo compra títulos de volta (jogando liquidez na economia);
– Isso serve para ‘estimular’ o consumo, como forma de melhorar a percepção
de bem-estar das pessoas;
• Governo imprime dinheiro;
– Todas as três soluções terão, por consequência a inflação;
dodandrea.com 122
Inflação
• O único ente capaz de provocar inflação é o governo;
– Inflação de demanda não existe, a mudança de preço de um
produto não é capaz de alterar todos os preços de uma economia;
• Aumento de preços, ainda que sejam preços muito
importantes na economia, não causam inflação;
– O aumento do preço da energia fará com que as famílias tenham
que reduzir o consumo desse ou de outro bem, as empresas
poderão melhorar a produtividade ou repassar os custos, as
famílias, novamente, deverão reduzir o consumo de alguma coisa;
dodandrea.com 123
Inflação
dodandrea.com 124
Perguntas?
• Mankiw, N. Gregory. Introdução À Economia - Tradução da 6ª Edição Norte-americana, São Paulo. Cengage Learning,
2013 2014
– Capítulo 26, 27 e 30
• Como a Economia cresce e porquê ela quebra. São Paulo, ______ 2013.
• Economia numa única lição, Henry Hazlitt.
• As 6 Lições, Von Mises;
• Money - Mises Wiki, the global repository of classical-liberal thought (http://wiki.mises.org/wiki/Money
• AmosWEB is Economics: Encyclonomic WEB*pedia (http://www.amosweb.com/cgi-
bin/awb_nav.pl?s=wpd&c=dsp&k=money+characteristics);
• Money-Functions ...Titlepage - moneyfunct.pdf
(http://www.moneyandyouth.cfee.org/en/resources/pdf/moneyfunct.pdf );
• Functions and Characteristics of Money | Mr Rouse's Online Classroom (http://mrrouse.com/2011/03/26/money );
• The Seven Characteristics of Money (http://blog.milesfranklin.com/the-seven-characteristics-of-money );
• What is the characteristic of money? - Answers.com
(http://wiki.answers.com/Q/What_is_the_characteristic_of_money?#slide=3 );
• Uses and Characteristics of Money (http://pt.slideshare.net/Geckos/uses-and-characteristics-of-money-presentation );
• Lecciones financieras para gobiernos emisionistas (es.panampost.com/ivan-cachanosky/2014/04/09/lecciones-
financieras-para-gobiernos-emisionistas);
dodandrea.com 125
Bibliografia e Sugestões
• Inflation, High School Economics Topics | Library of Economics and Liberty
(http://www.econlib.org/library/Topics/HighSchool/Inflation.html)
• G1 Economia – O que é inflação (http://g1.globo.com/economia/inflacao-o-que-
e/platb);
• BCE: O que é a inflação?
(http://www.ecb.europa.eu/ecb/educational/hicp/html/index.pt.html);
• Inflação - Perguntas e Respostas - VEJA.com (http://veja.abril.com.br/perguntas-
respostas/inflacao.shtml)
• IMB - O básico sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296)
• IMB – Inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=577)
• IMB - Quando a inflação é boa (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=489)
• IMB - Mito: crescimento econômico causa inflação
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=145)
• IMB - Deflação: os maiores mitos (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=163);
dodandrea.com 126
Bibliografia e Sugestões
• Lecciones financieras para gobiernos emisionistas (es.panampost.com/ivan-
cachanosky/2014/04/09/lecciones-financieras-para-gobiernos-emisionistas);
• IMB - A verdade sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=101)
• IMB - Os efeitos econômicos da inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1576)
• IMB - A atual definição de inflação impede a adoção de políticas sensatas
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1779);
• IMB - A verdade sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=101);
• IMB - Inflação não é um aumento generalizado nos preços
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1302);
• Instituto Ludwig von Mises Brasil (http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=42);
• A estabilidade de preços é importante porque?
(http://www.ecb.europa.eu/ecb/educational/pricestab/shared/movie/EZB_Booklet_2011_PT_web.pd
f??1f928d0a5f506b3fa8850b7200a5fc03)
dodandrea.com 127
Bibliografia e Sugestões
Fernando Monteiro D’Andrea, Eng. MSc.
Pos Graduando em Economia Austríaca pelo IMB
Santarém – Tapajós – Brasil - Agosto de 2016
dodandrea.com
@DoDAndrea
Moeda e Inflação

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Introdução à Economia
Introdução à EconomiaIntrodução à Economia
Introdução à Economia
Patrícia Cruz Rodrigues Marion
 
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia   aula 6 - a moeda e o sistema bancárioEconomia   aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Felipe Leo
 
Macroeconomia -aula 1
Macroeconomia -aula  1Macroeconomia -aula  1
Macroeconomia -aula 1
Na Silva
 
Estrutura de mercados
Estrutura de mercadosEstrutura de mercados
Estrutura de mercados
PMM/SEMED
 
Os 10 princípios básicos da economia
Os 10 princípios básicos da economiaOs 10 princípios básicos da economia
Os 10 princípios básicos da economia
Alexandre Cunha Gomes
 
Aula 2 conceitos oferta e demanda - copy
Aula 2 conceitos  oferta e demanda - copyAula 2 conceitos  oferta e demanda - copy
Aula 2 conceitos oferta e demanda - copy
Ivaristo Americo
 
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
Raffaella Ergün
 
A civilização romana
A civilização romana  A civilização romana
A civilização romana
eb23ja
 
Macroeconomia - Inflação
Macroeconomia - Inflação Macroeconomia - Inflação
Macroeconomia - Inflação
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Orçamento
OrçamentoOrçamento
Respostas mankiw - capítulo 5 (superior)
Respostas mankiw  - capítulo 5 (superior)Respostas mankiw  - capítulo 5 (superior)
Respostas mankiw - capítulo 5 (superior)
Luciano Pires
 
Tipos de consumo
Tipos de consumoTipos de consumo
Tipos de consumo
EconomicSintese
 
Workshop - Meios de pagamento
Workshop - Meios de pagamentoWorkshop - Meios de pagamento
Workshop - Meios de pagamento
E-Commerce Brasil
 
Concorrência imperfeita
Concorrência imperfeitaConcorrência imperfeita
Concorrência imperfeita
turma10ig
 
Administração de Vendas - Parte 3
Administração de Vendas - Parte 3Administração de Vendas - Parte 3
Administração de Vendas - Parte 3
Euler Nogueira
 
Slides Economia
Slides EconomiaSlides Economia
Slides Economia
Cleber Braga
 
Poupança
PoupançaPoupança
Poupança
hcbmelo
 
Império Romano
Império RomanoImpério Romano
Império Romano
Carlos Vieira
 
Bens – noção e classificação
Bens – noção e classificaçãoBens – noção e classificação
Bens – noção e classificação
EconomicSintese
 
A moeda em portugal ao longo da história
A moeda em portugal ao longo da históriaA moeda em portugal ao longo da história
A moeda em portugal ao longo da história
turmainformaticadegestao
 

Mais procurados (20)

Introdução à Economia
Introdução à EconomiaIntrodução à Economia
Introdução à Economia
 
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia   aula 6 - a moeda e o sistema bancárioEconomia   aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
 
Macroeconomia -aula 1
Macroeconomia -aula  1Macroeconomia -aula  1
Macroeconomia -aula 1
 
Estrutura de mercados
Estrutura de mercadosEstrutura de mercados
Estrutura de mercados
 
Os 10 princípios básicos da economia
Os 10 princípios básicos da economiaOs 10 princípios básicos da economia
Os 10 princípios básicos da economia
 
Aula 2 conceitos oferta e demanda - copy
Aula 2 conceitos  oferta e demanda - copyAula 2 conceitos  oferta e demanda - copy
Aula 2 conceitos oferta e demanda - copy
 
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
Resumos 10ºano - Economia A (2ª parte)
 
A civilização romana
A civilização romana  A civilização romana
A civilização romana
 
Macroeconomia - Inflação
Macroeconomia - Inflação Macroeconomia - Inflação
Macroeconomia - Inflação
 
Orçamento
OrçamentoOrçamento
Orçamento
 
Respostas mankiw - capítulo 5 (superior)
Respostas mankiw  - capítulo 5 (superior)Respostas mankiw  - capítulo 5 (superior)
Respostas mankiw - capítulo 5 (superior)
 
Tipos de consumo
Tipos de consumoTipos de consumo
Tipos de consumo
 
Workshop - Meios de pagamento
Workshop - Meios de pagamentoWorkshop - Meios de pagamento
Workshop - Meios de pagamento
 
Concorrência imperfeita
Concorrência imperfeitaConcorrência imperfeita
Concorrência imperfeita
 
Administração de Vendas - Parte 3
Administração de Vendas - Parte 3Administração de Vendas - Parte 3
Administração de Vendas - Parte 3
 
Slides Economia
Slides EconomiaSlides Economia
Slides Economia
 
Poupança
PoupançaPoupança
Poupança
 
Império Romano
Império RomanoImpério Romano
Império Romano
 
Bens – noção e classificação
Bens – noção e classificaçãoBens – noção e classificação
Bens – noção e classificação
 
A moeda em portugal ao longo da história
A moeda em portugal ao longo da históriaA moeda em portugal ao longo da história
A moeda em portugal ao longo da história
 

Destaque

Planejamento Estratégico
Planejamento EstratégicoPlanejamento Estratégico
Planejamento Estratégico
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Elaboração de Currículum Vitae
Elaboração de Currículum VitaeElaboração de Currículum Vitae
Elaboração de Currículum Vitae
Fernando Monteiro D'Andrea
 
O Advogado como empreendedor
O Advogado como empreendedorO Advogado como empreendedor
O Advogado como empreendedor
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Pequena aula sobre princípios de economia
Pequena aula sobre princípios de economiaPequena aula sobre princípios de economia
Pequena aula sobre princípios de economia
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Teorias da Economia - Aula 02
Teorias da Economia - Aula 02Teorias da Economia - Aula 02
Teorias da Economia - Aula 02
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Desenvolvimentismo - Aula 16
Desenvolvimentismo - Aula 16Desenvolvimentismo - Aula 16
Desenvolvimentismo - Aula 16
Fernando Monteiro D'Andrea
 
A opção - Russel Roberts - Aula 5
A opção - Russel Roberts - Aula 5A opção - Russel Roberts - Aula 5
A opção - Russel Roberts - Aula 5
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Sistemas econômicos - Aula 14
Sistemas econômicos - Aula 14Sistemas econômicos - Aula 14
Sistemas econômicos - Aula 14
Fernando Monteiro D'Andrea
 
O que te move?
O que te move?O que te move?
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Inovação em modelos de negócios: O Canvas
Inovação em modelos de negócios: O CanvasInovação em modelos de negócios: O Canvas
Inovação em modelos de negócios: O Canvas
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Caminho para a servidão em quadrinhos
Caminho para a servidão em quadrinhosCaminho para a servidão em quadrinhos
Caminho para a servidão em quadrinhos
Fernando Monteiro D'Andrea
 
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequênciasPEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPESApresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Planos econômicos no brasil - Aula 17
Planos econômicos no brasil - Aula 17Planos econômicos no brasil - Aula 17
Planos econômicos no brasil - Aula 17
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Introdução à Economia - Aula 01
Introdução à Economia - Aula 01Introdução à Economia - Aula 01
Introdução à Economia - Aula 01
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Variações de preço e contabilidade
Variações de preço e contabilidadeVariações de preço e contabilidade
Variações de preço e contabilidade
Universidade Pedagogica
 

Destaque (20)

Planejamento Estratégico
Planejamento EstratégicoPlanejamento Estratégico
Planejamento Estratégico
 
Elaboração de Currículum Vitae
Elaboração de Currículum VitaeElaboração de Currículum Vitae
Elaboração de Currículum Vitae
 
O Advogado como empreendedor
O Advogado como empreendedorO Advogado como empreendedor
O Advogado como empreendedor
 
Pequena aula sobre princípios de economia
Pequena aula sobre princípios de economiaPequena aula sobre princípios de economia
Pequena aula sobre princípios de economia
 
Teorias da Economia - Aula 02
Teorias da Economia - Aula 02Teorias da Economia - Aula 02
Teorias da Economia - Aula 02
 
Desenvolvimentismo - Aula 16
Desenvolvimentismo - Aula 16Desenvolvimentismo - Aula 16
Desenvolvimentismo - Aula 16
 
A opção - Russel Roberts - Aula 5
A opção - Russel Roberts - Aula 5A opção - Russel Roberts - Aula 5
A opção - Russel Roberts - Aula 5
 
Sistemas econômicos - Aula 14
Sistemas econômicos - Aula 14Sistemas econômicos - Aula 14
Sistemas econômicos - Aula 14
 
O que te move?
O que te move?O que te move?
O que te move?
 
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
Economia amazônica - facts and figures - Aula 20
 
Inovação em modelos de negócios: O Canvas
Inovação em modelos de negócios: O CanvasInovação em modelos de negócios: O Canvas
Inovação em modelos de negócios: O Canvas
 
Caminho para a servidão em quadrinhos
Caminho para a servidão em quadrinhosCaminho para a servidão em quadrinhos
Caminho para a servidão em quadrinhos
 
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequênciasPEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
PEC 55 - Esclarecimentos e possíveis consequências
 
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPESApresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
Apresentação no XIII Encontro de Administração do IESPES
 
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
Falhas de mercado e Busca de Renda - Aula 11
 
Planos econômicos no brasil - Aula 17
Planos econômicos no brasil - Aula 17Planos econômicos no brasil - Aula 17
Planos econômicos no brasil - Aula 17
 
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
Demanda, oferta, elasticidade e mercados - Aulas 3 a 7
 
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
Macroeconomia, pib, pnb, per capta - Aula 15
 
Introdução à Economia - Aula 01
Introdução à Economia - Aula 01Introdução à Economia - Aula 01
Introdução à Economia - Aula 01
 
Variações de preço e contabilidade
Variações de preço e contabilidadeVariações de preço e contabilidade
Variações de preço e contabilidade
 

Semelhante a Moeda e inflação

Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
darcy arruda
 
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
Wandick Rocha de Aquino
 
Moeda inesoares
Moeda   inesoaresMoeda   inesoares
Moeda inesoares
Ines Soares
 
A história da moeda
A história da moedaA história da moeda
A história da moeda
turmainformaticadegestao
 
Eco8
Eco8Eco8
Aula12 macro economia monetária
Aula12   macro economia monetáriaAula12   macro economia monetária
Aula12 macro economia monetária
Vanessa Alves
 
Trabalho de matemática financeira
Trabalho de matemática financeiraTrabalho de matemática financeira
Trabalho de matemática financeira
junior585
 
Ec 25.05 feito
Ec 25.05 feitoEc 25.05 feito
Ec 25.05 feito
marinamolopes
 
A evolução da moeda
A evolução da moedaA evolução da moeda
A evolução da moeda
Ines Soares
 
Moeda
MoedaMoeda
Origem do dinheiro
Origem do dinheiroOrigem do dinheiro
Origem do dinheiro
blogdakinha
 
O que é a moeda
O que é a moedaO que é a moeda
O que é a moeda
turmainformaticadegestao
 
Cap 10 11_vasconcelos_resumo
Cap 10 11_vasconcelos_resumoCap 10 11_vasconcelos_resumo
Cap 10 11_vasconcelos_resumo
Luiz Fernando Santos
 
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPCTema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
ssuser7bf558
 
A história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soaresA história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soares
turmaec11a
 
A história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soaresA história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soares
turmaec11a
 
Aula v moeda
Aula v moedaAula v moeda
Aula v moeda
Agassis Rodrigues
 
A história da moeda
A história da moedaA história da moeda
A história da moeda
turmainformaticadegestao
 
Guerra do Cambio 2014
Guerra do Cambio 2014Guerra do Cambio 2014
Guerra do Cambio 2014
FAIR PLAY AD / @VeronicaRRSouza
 
Tipos de moeda
Tipos de moedaTipos de moeda
Tipos de moeda
12434
 

Semelhante a Moeda e inflação (20)

Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 1 e 2
 
Moeda inesoares
Moeda   inesoaresMoeda   inesoares
Moeda inesoares
 
A história da moeda
A história da moedaA história da moeda
A história da moeda
 
Eco8
Eco8Eco8
Eco8
 
Aula12 macro economia monetária
Aula12   macro economia monetáriaAula12   macro economia monetária
Aula12 macro economia monetária
 
Trabalho de matemática financeira
Trabalho de matemática financeiraTrabalho de matemática financeira
Trabalho de matemática financeira
 
Ec 25.05 feito
Ec 25.05 feitoEc 25.05 feito
Ec 25.05 feito
 
A evolução da moeda
A evolução da moedaA evolução da moeda
A evolução da moeda
 
Moeda
MoedaMoeda
Moeda
 
Origem do dinheiro
Origem do dinheiroOrigem do dinheiro
Origem do dinheiro
 
O que é a moeda
O que é a moedaO que é a moeda
O que é a moeda
 
Cap 10 11_vasconcelos_resumo
Cap 10 11_vasconcelos_resumoCap 10 11_vasconcelos_resumo
Cap 10 11_vasconcelos_resumo
 
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPCTema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
Tema 5 Apresentação - Inflação e indice IHPC
 
A história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soaresA história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soares
 
A história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soaresA história da moeda paulo soares
A história da moeda paulo soares
 
Aula v moeda
Aula v moedaAula v moeda
Aula v moeda
 
A história da moeda
A história da moedaA história da moeda
A história da moeda
 
Guerra do Cambio 2014
Guerra do Cambio 2014Guerra do Cambio 2014
Guerra do Cambio 2014
 
Tipos de moeda
Tipos de moedaTipos de moeda
Tipos de moeda
 

Mais de Fernando Monteiro D'Andrea

Futuro da Escola Austríaca no Brasil
Futuro da Escola Austríaca no BrasilFuturo da Escola Austríaca no Brasil
Futuro da Escola Austríaca no Brasil
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Aula 17 - a excelência na gestão de empresas
Aula 17 - a excelência na gestão de empresasAula 17 - a excelência na gestão de empresas
Aula 17 - a excelência na gestão de empresas
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelosAula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
Fernando Monteiro D'Andrea
 
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Linguagem para bobos
Linguagem para bobosLinguagem para bobos
Linguagem para bobos
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPESApresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Aulas 18-19 - Preço
Aulas 18-19 - PreçoAulas 18-19 - Preço
Aulas 18-19 - Preço
Fernando Monteiro D'Andrea
 
Empreendedorismo e Advocacia no norte do País
Empreendedorismo e Advocacia no norte do PaísEmpreendedorismo e Advocacia no norte do País
Empreendedorismo e Advocacia no norte do País
Fernando Monteiro D'Andrea
 
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
Fernando Monteiro D'Andrea
 

Mais de Fernando Monteiro D'Andrea (9)

Futuro da Escola Austríaca no Brasil
Futuro da Escola Austríaca no BrasilFuturo da Escola Austríaca no Brasil
Futuro da Escola Austríaca no Brasil
 
Aula 17 - a excelência na gestão de empresas
Aula 17 - a excelência na gestão de empresasAula 17 - a excelência na gestão de empresas
Aula 17 - a excelência na gestão de empresas
 
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelosAula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
Aula 14-15 - qvt histórico conceitos e modelos
 
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
2012 11-05 - aula 13 - as normas da qualidade
 
Linguagem para bobos
Linguagem para bobosLinguagem para bobos
Linguagem para bobos
 
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPESApresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
Apresentação do Projeto de Pesquisa 2013 - IESPES
 
Aulas 18-19 - Preço
Aulas 18-19 - PreçoAulas 18-19 - Preço
Aulas 18-19 - Preço
 
Empreendedorismo e Advocacia no norte do País
Empreendedorismo e Advocacia no norte do PaísEmpreendedorismo e Advocacia no norte do País
Empreendedorismo e Advocacia no norte do País
 
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
2012 10-22 - aula 11 - dominando o processo
 

Moeda e inflação

  • 1. Fernando Monteiro D’Andrea, Eng. MSc. Pos Graduando em Economia Austríaca pelo IMB Santarém – Tapajós – Brasil – 30 e 31 de Agosto de 2016 dodandrea.com @DoDAndrea Moeda e Inflação
  • 2. • Moeda? Dinheiro? • De onde surge? • De quem é? • Quanto existe? • Para que entender isso? • Como isso influencia a vida de vocês? dodandrea.com 2 Moeda e Inflação: para?
  • 3. • Geral: – Esclarecer o que é o fenômeno popularmente conhecido como ‘inflação’ e como ela surge. • Específicos: – Compreender superficialmente a lei da oferta e da demanda. – Compreender a moeda como um bem usado como meio de troca e, portanto, também sujeito à lei supra citada. – Compreender como a inflação surge e quais suas consequências. dodandrea.com 3 Moeda e Inflação: objetivos
  • 4. O dinheiro não é uma invenção do Estado, não é o produto de um ato legislativo. Mesmo a sanção da autoridade política não é necessária para a sua existência. Certas mercadorias passaram a ser dinheiro muito naturalmente, como resultado de relações econômicas que eram independentes do poder do Estado. Carl Menger dodandrea.com 4 Dinheiro
  • 5. • Surgida nos anos 1870 (Menger-1871, Jevons-1871 e Walras-1874) em diversos centros, a teoria Marginalista diz que o valor econômico resulta da utilidade marginal do bem; • A teoria clássica (que deu origem à teoria Marxista, dentre outras) considerava que o valor do bem estava diretamente relacionado ao seu custo de produção; – Se a produção de um martelo usou os mesmos recursos que a de uma enxada, então os dois devem ter o mesmo valor; – Seria isso correto? • A partir da ‘descoberta’ desse fato o valor subjetivo passou a ser mais importante do que a quantidade de bens usada para fazer o bem; – “O valor que os bens possuem para cada indivíduo constitui a base mais importante para a determinação do preço.” (Carl Menger) dodandrea.com 5 Valor
  • 6. • Moeda: é um sistema de dinheiro de uso geral aceito em determinada região geográfica; – A moeda do Brasil é o Real; – O ouro já foi moeda em muitos lugares; – Bitcoin é uma moeda virtual; • Quando falarmos de moeda estamos nos referindo não à parte física (notas e moedas), mas ao fenômeno em si; dodandrea.com 6 Moeda e Sistema Monetário
  • 7. • Pessoas trabalham em troca de pedaços de papel que, por si mesmos, não tem valor algum; – Veremos como isso chegou a ser; • Embora o papel moeda não tenha valor em si, as pessoas o aceitam, pois elas estão certas de que outras pessoas o aceitarão em troca de outros bens ou serviços; – O dinheiro, portanto, só funciona numa economia na qual haja divisão de trabalho; – Sem divisão de trabalho, no mundo ideal, todos produzem tudo ou, no mundo real, ninguém produz nada... dodandrea.com 7 Moeda e Sistema Monetário
  • 8. • O dinheiro (e assim também o cheque) representa um direito a bens ou serviços no futuro; • Sem um item largamente aceito em troca de bens ou serviços, as pessoas teriam que recorrer ao escambo; – Economias que dependem do escambo terão dificuldades de alocar os recursos, pois isto irá depender da dita ‘dupla coincidência de desejos’; • Eu tenho leite e quero ovos, você tem ovos e quer leite, mas e se eu tiver leite e quiser ovos e você que tem ovos quiser bacon? Como resolver isso? – A existência do dinheiro facilita o comércio e, como é sabido, o comércio beneficia a todos os envolvidos; dodandrea.com 8 Moeda e Sistema Monetário
  • 9. • Conjunto de ativos da economia que os entes usam regularmente para comprar bens e serviços de outros entes; – A moeda é um produto especial que tem por função facilitar trocas; • A moeda é composta pelos itens que são regularmente aceitos em troca de bens e serviços; • Mais à frente veremos as três funções da moeda: – Meio de Troca; – Unidade de Conta; – Reserva de Valor; dodandrea.com 9 Moeda?
  • 10. • Pode ser Moeda Mercadoria: que toma a forma de uma mercadoria que tem valor intrínseco; • Ou moeda de curso forçado: não tem valor intrínseco e só é usada como moeda por força de decreto governamental; • A quantidade de moeda em um país, seu estoque de moeda, é formada pela moeda corrente (cédulas e metal em poder do público) e depósitos à vista (saldos em conta aos quais os depositantes podem ter acesso quase imediato); – Cartões de crédito não são moeda, são forma de pagamento; dodandrea.com 10 Moeda
  • 11. • Atenção à quantidade de moeda, ela é fundamental para a compreensão do que veremos a seguir; – A quantidade de moeda é aquela composta pelo que tem liquidez imediata (cédulas e moedas, além de depósitos à vista); dodandrea.com 11 Moeda
  • 12. • Ao longo do tempo a natureza dos bens usados como moeda variou; – Tentem imaginar como funcionaria uma comunidade na qual não houvesse um governo com poder total sobre a moeda, o que seria usado para facilitar as trocas? – Haveria crédito numa sociedade assim? • P.e. hoje te dei um porco e você não me deu nada em troca, você está me devendo? Como cobrar? • Certos bens foram, ao longo do tempo, escolhidos como moeda pois continham algumas características: podiam ser armazenados facilmente, tinham um valor elevado e um peso reduzido em termos comparativos, eram fáceis de transportar e duráveis; – Veremos uma à uma as características que fazem de um bem uma boa moeda; dodandrea.com 12 Moeda: História
  • 13. • Esses bens muito desejados eram transacionados com facilidade e, assim, passaram a ser aceitos como dinheiro; – Note-se que isso ocorreu antes de qualquer intervenção estatal, antes mesmo de existir a ideia de estado ou nação; • A evolução da moeda depende de vários fatores, dentre eles a importância relativa do comércio e o estádio de desenvolvimento da economia; – Quanto mais comércio, mais necessário o dinheiro é; – Quanto mais desenvolvida uma economia, mais necessário um meio universal de troca; dodandrea.com 13 Moeda: História
  • 14. • O sal é o exemplo mais comum, foi utilizado como dinheiro e mostrou ser uma ótima moeda, especialmente antes da invenção da refrigeração, pois era: – Amplamente demandado; – Divisível até o nível granular; – Muito portátil e transportável; – Fácil de ser pesado; e – Podia ser facilmente testado contra falsificações: bastava prová-lo com seu paladar • Os romanos utilizaram o sal como dinheiro., daí a palavra salário’; dodandrea.com 14 Moeda: História
  • 15. • No entanto, o fato de o sal ter passado a servir como dinheiro não significava que não poderiam surgir outras formas de dinheiro em circulação ao mesmo tempo. Folhas de tabaco também foram amplamente aceitas como meios de pagamento, assim como o ouro ou a prata; dodandrea.com 15 Moeda: História
  • 16. dodandrea.com 16 Moeda: História Ouro Sal - Roma Milho - Maias Prata Cobre Conchas – índios norte americanos Conchas coloridas - Índia Dentes de Baleia - FijiTabaco – Colônias americanas Cigarros e álcool – 2da Guerra
  • 17. • A palavra “moeda” vem do latim “moneta”; – Na Roma antiga, contudo, o termo “monetor” ou “moneta” significava “conselheiro/a”, no sentido de uma pessoa que aconselha ou previne; • Alguns historiadores defendem que o significado da palavra remonta a um acontecimento-chave da história romana. Em 390 a.C., durante uma invasão gaulesa, o grasnar de um bando de gansos residente num templo da deusa Juno no Monte Capitolino alertou os Romanos para o ataque iminente, salvando-os de uma derrota; dodandrea.com 17 Moeda: História
  • 18. • Em agradecimento, os Romanos construíram um novo templo dedicado a Juno Moneta, a deusa que previne e aconselha; – A primeira casa da moeda romana foi construída em 289 a. C., nesse templo ou muito perto, tendo começado por produzir moedas em bronze e depois em prata; – Na face de muitas dessas moedas era cunhada a efígie de Juno Moneta. Daí terem surgido os termos “moeda” e “casa da moeda”. • Desempenha papel fundamental, as economias modernas não funcionariam sem moeda; dodandrea.com 18 Moeda: História
  • 19. • Os metais foram introduzidos na antiguidade para resolver os problemas associados ao uso de bens perecíveis como moeda; – Não se sabe ao certo onde e quando a moeda metálica surgiu pela primeira vez; – Os bens perecíveis tinham problemas intrínsecos, o sal, por exemplo, poderia se derreter na água da chuva ou de um rio, outros apodreciam; • Cerca de 2.000 a.C. na Ásia já se usava metal (pepitas de ouro e prata) para transacionar, ainda sem peso uniforme nem valor certificado pelos soberanos; – As pepitas foram usadas como moeda-mercadoria pois eram fáceis de transportar, não perecíveis e fáceis de dividir, podiam ainda ser fundidas; dodandrea.com 19 Moeda: História
  • 20. • Na Europa foram produzidas pela primeira vez moedas metálicas uniformizadas e certificadas; – Por serem assim garantiam a validade, o que centralizava o poder de emissão de moeda nas mãos dos governantes; • Os Gregos passaram a usar moedas de prata cerca de 700 a.C.: – Egina (595 a.C.), Atenas (575 a.C.) e Corinto (570 a.C.) foram as primeiras cidades-estado gregas a cunharem as suas próprias moedas; – O conteúdo em prata das moedas de dracma de Atenas, famosas por exibirem a lendária coruja, permaneceu estável durante cerca de 400 anos; • As moedas gregas foram muito usadas e arqueólogos descobriram-nas da Espanha à Índia atual; dodandrea.com 20 Moeda: História
  • 21. dodandrea.com 21 Moeda: História Dracma Ateniense Moeda de um Euro que homenageia a Dracma
  • 22. • Os Romanos, que usavam como moeda pesadas barras de bronze ditas “aes signatum”, seguiram os Gregos e oficializaram as moedas e introduziram um sistema monetário bimetálico, que usava o denarius de prata, e o aureus de ouro; • No reinado do Imperador Nero, séc. I d.C., o conteúdo de metal precioso das moedas começou a diminuir à medida que as casas da moeda imperiais iam cada vez mais substituindo o ouro e a prata por ligas metálicas para financiarem o gigantesco déficit; – Com o valor intrínseco das moedas caindo, os preços subiram, ocorreu uma das primeiras inflações das quais se tem notícia na história, esta contribuiu para a queda do Império Romano do Ocidente; dodandrea.com 22 Moeda: História
  • 23. • O solidus, moeda do Império Romano do Oriente (Bizantino), introduzido por Constantino, o Grande, no século IV d.C., manteve o peso e conteúdo de metal precioso originais até meados do século XI, foi assim a moeda mais importante no comércio internacional por mais de cinco séculos; • Em meados do século XI, porém, a economia monetária bizantina ruiu e foi substituída por um novo sistema que vigorou ao longo do século XII, até que a conquista de Constantinopla pelos Cruzados em 1204 determinou o fim da história da moeda greco-romana; dodandrea.com 23 Moeda: História
  • 24. • Os Gregos e Romanos espalharam o costume do uso de moedas metálicas e os conhecimentos técnicos sobre a sua cunhagem por uma vasta região; – Também espalharam pelo mundo a maneira ‘fácil’ de burlar o sistema; – A cada mudança de imperador ou cobrança de impostos as moedas eram recolhidas e cunhadas novamente com a nova face e, normalmente, com menos metal precioso; • Na maior parte da Idade Média, o meio de pagamento dominante eram as moedas de ouro e de prata cunhadas localmente; • Em 793 d.C., Carlos Magno reformou e uniformizou o sistema monetário franco, introduzindo uma norma monetária segundo a qual uma libra de prata franca (408g) equivalia a 20 xelins ou 240 pence; – Essa norma permaneceu em vigor no Reino Unido e na Irlanda até 1971; dodandrea.com 24 Moeda: História
  • 25. • O custo de produção de uma moeda pode ser maior que seu “valor comercial”... dodandrea.com 25 Moeda: Curiosidade • O DollarDaze.org estudou 775 moedas do presente e do passado: • 20% sumiram devido à hiperinflação; • 21% foram destruídas por guerras; • 12% acabaram por independência; • 24% foram reformados monetariamente ; e • 23% ainda estão em circulação;
  • 26. • Surgido na atual China cerca de 800 d.C. (Imperador Hien Tsung), e usado por vários séculos; • Não tinha valor de mercadoria (diferente dos metais e dos commodities) e constituía uma forma de dinheiro apenas por decreto imperial; – Talvez o primeiro relato de do que viria a se definir como fiat money “moeda fiduciária” - ou seja, dinheiro sem valor intrínseco; • O papel-moeda teve o seu apogeu na China em torno de 1.000 d.C., mas foi abandonado por volta de 1500 após a Conquista Mongol; dodandrea.com 26 Moeda: o Papel
  • 27. • Como a reserva de valor só era possível sob forma de mercadorias ou moedas metálicas, era difícil comercializar a grandes distâncias; • Assim as cidades-estado italianas introduziram os certificados de dívida (“obrigações” ou “letras de câmbio”) como meio de pagamento; – Para reduzir o risco de roubo durante as viagens, os mercadores levavam consigo essas obrigações; • Devedor e credor eram mencionados nos certificados, bem como a data de pagamento e o montante de ouro ou prata. Rapidamente, essas obrigações começaram a ser transacionadas pelos banqueiros; – A primeira evidência de um contrato do tipo remonta a 1.156; – Isso também ajudou a criar o dinheiro em papel; dodandrea.com 27 Moeda: as obrigações
  • 28. • As obrigações seguiram em uso, sobretudo pelos comerciantes italianos, em conjunto com o sistema bimetálico até à Guerra dos 30 Anos (século 17); • A partir de então, devido à instabilidade económica, governantes começaram a dar preferência ao papel-moeda, introduzido na Inglaterra em 1694 e na França em 1716; • O advento do papel-moeda fiduciário marcou o início da nova fase na evolução da moeda; • A criação e regulamentação do sistema continuou a ser da responsabilidade dos governantes, mas outras instituições públicas e privadas (bancos centrais e o sistema financeiro), passaram a desempenhar um papel cada vez mais crucial para o êxito das unidades monetárias nacionais; dodandrea.com 28 Moeda: as obrigações
  • 29. • A adoção da moeda fiduciária trouxe profundas mudanças ao sistema monetário; • O papel-moeda tinha, e ainda tem, curso legal apenas sob o abrigo de leis emitidas pela autoridade competente.; – Um real fora do Brasil, em geral, não vale nada, pois as leis fora são diferentes; • A moeda fiduciária, emitida em unidades monetárias nacionais fixas, tinha um valor nominal claramente definido, os Estados-Nação mantinham reservas de metais, em especial Ouro, nos bancos centrais para assegurar a credibilidade da sua moeda, o que se conhece por “padrão-ouro”; – Cada nota equivalia a uma quantidade de ouro guardada pelo banco central (esta quantidade estava explicitada na nota, muitas vezes), se o portador da cédula quisesse trocá-la por ouro poderia fazer isso diretamente; dodandrea.com 29 Moeda: o Padrão Ouro
  • 30. • As moedas metálicas os papéis fiduciários podiam ser convertidas em ouro a uma paridade fixa; • A Grã-Bretanha foi pioneira no estabelecer de um padrão-ouro (1816), a taxa de câmbio libra-ouro fixada em 1717 por Isaac Newton era de 3,811 libras esterlinas por onça (28,3495 gramas); • Durante a 1° Guerra, países começaram a imprimir papel-moeda para financiarem os custos; – Na Alemanha, o número de notas emitidas subiu de 2.593 milhões, em 1913, para 92.844.720,7 mil milhões em 1923; – Com mais papel moeda em circulação, a maioria dos países suspendeu a convertibilidade da sua moeda em ouro; dodandrea.com 30 Moeda: o Padrão Ouro
  • 31. • O padrão-ouro britânico acabou em 1931, mas o sistema foi restabelecido em 1944, numa conferência nos EUA; • O acordo foi de que as taxas de câmbio das moedas nacionais dos principais países seriam ligadas ao dólar americano e de que o dólar seria convertível em ouro a um preço fixo de 35 dólares por onça (28,3495 gramas); • Os bancos centrais prontificavam-se a fornecer dólares em troca das suas moedas nacionais e vice-versa; • Este sistema, dito Bretton Woods, foi abandonado em 1971 e desde então as unidades monetárias das principais economias mundiais passaram a ser exclusivamente moeda fiduciária; – O ‘valor’ da moeda não tem nenhum equivalente no mundo real; • Além disso, a maioria dos países passou a permitir a flutuação das taxas de câmbio da sua moeda; dodandrea.com 31 Moeda: o Divisas-Ouro
  • 32. • A evolução da moeda continua; • A moeda eletrônica, por exemplo, é intangível, é um meio de pagamento electrônico desenvolvido no final do século XX; • Ao receber a autorização de pagamento do comprador, o vendedor contacta o banco emitente e a transferência de fundos é realizada; – Em geral essas operações se dão pelo uso de cartões ou contas online (PayPal, Apple Money ou Samsung Pay, por exemplo); • Mais recentemente ainda surgiram as “moedas” não ligadas à bancos centrais, o Bitcoin é a mais falada atualmente; – Há a promessa de que nunca haverá mais do que uma quantidade limitada de Bitcoins, o que impede que a moeda perca o seu valor a longo prazo; dodandrea.com 32 Moeda: o Divisas-Ouro
  • 33. • Dinheiro é uma mercadoria qualquer que tem certas características; – Hoje usa-se comumente moedas e papel-moeda como dinheiro, além dos depósitos à vista (que os cartões de débito usam para fazer pagamentos); • A moeda, qualquer que ela seja, tem por funções ser: – Meio de troca; – Reserva de valor (e meio de comprar a crédito); – Unidade de conta; • Um pré-requisito para o bem escolhido poder funcionar como moeda é que seja aceito por toda uma economia como meio de troca, seja por tradição, convenção informal ou por lei (imposição), além disso tem que ter liquidez; – O dinheiro deve estar disponível a qualquer momento para efeitos de pagamento; dodandrea.com 33 Dinheiro: para quê?
  • 34. • É qualquer coisa usada para determinar valor durante uma transação de bens e serviços; • O dinheiro faz com que seja possível comercializar sem ter que usar diretamente o escambo ou a troca simples de um bem por outro bem; – Sai-se de uma economia de troca direta para uma de troca indireta, como vimos anteriormente; • O dinheiro age como uma base comum de determinação de valor; – Lembrem-se que, modernamente, o valor é subjetivo, o dinheiro consegue igualar o nível de comparação; • O uso de um bem como meio de troca facilita consideravelmente todo o processo, pois deixa de ser necessária uma dupla coincidência de vontades para que uma troca de bens e/ou serviços se realize; dodandrea.com 34 Dinheiro: Meio de troca
  • 35. • O dinheiro deve ser usado para manter o valor de uma transação no tempo; • Se você recebe compensação monetária por um produto ou serviço, o valor não deve mudar caso o valor não seja usado de imediato; – Dinheiro deve poder ser gasto ou trocado num tempo futuro sem perdas ou penalidades; – O ato de venda pode ser separado do de compra sem prejudicar quem fica com o dinheiro; • O valor funcional do dinheiro pode, porém, mudar com o tempo, em virtude de outros fatores; • Mede também a riqueza; dodandrea.com 35 Dinheiro: Reserva de valor
  • 36. • Bens que servem também como reserva de valor são preferíveis aos que servem apenas como meio de troca; – Flores ou as maçãs poderiam servir como meio de troca. No entanto, não seriam utilizáveis como reserva de valor (pois apodrecem) e, por conseguinte, não poderiam ser utilizados eficientemente como moeda; • Se o papel da moeda não for desempenhado da maneira correta (por exemplo, se o bem utilizado como moeda perder valor com o tempo), as pessoas usarão outros bens ou ativos como reserva de valor ou, em casos extremos, recorrerão de novo à troca direta; – Investir em imóveis em tempos de inflação alta, pois o imóvel reserva valor o que não ocorre com a moeda nestas situações; – Na Venezuela atual, assim como na ex-URSS o escambo voltou; dodandrea.com 36 Dinheiro: Reserva de valor
  • 37. • Serve para comparar os valores de bens e serviços; • Pode-se usar o valor de um bem oferecido por “A” e compará-lo com um bem ofertado por “B”; • O dinheiro faz com que o usuário seja capaz de comparar ofertas de bens e serviços e determinar o melhor valor dentre aquilo que está sendo ofertado; – Preço é apenas uma expressão de valor; – Revolução Marginalista; dodandrea.com 37 Dinheiro: Unidade de Conta
  • 38. • Com os preços fixados em termos monetários, as transações tornam- se muito mais fáceis; • Todos os agentes econômicos da mesma zona monetária calculam custos, preços, salários, rendimentos, etc. na mesma unidade monetária; – Isto facilita sobremaneira o cálculo econômico e a alocação de recursos; • Quanto menos estável e confiável é o valor da moeda, mais difícil é para essa moeda desempenhar esta função; – Eis um dos maiores problemas da inflação, a perda de estabilidade que leva à dificuldades na alocação de recursos; • Uma unidade de conta confiável e geralmente aceita constitui uma base sólida para o cálculo de preços e custos, o que aumenta a transparência e a confiabilidade da economia; dodandrea.com 38 Dinheiro: Unidade de Conta
  • 39. • É a facilidade com a qual um ativo pode ser convertido em meio de troca na economia; • A moeda, sendo o meio de troca da economia, é o ativo mais líquido disponível; – Vender um bem qualquer exige mais trabalho, portanto, bens são bem menos líquidos do que dinheiro; • Quando os preços (todos) sobem em virtude de uma perda de valor da moeda, o dinheiro na sua carteira irá comprar menos coisas; dodandrea.com 39 Dinheiro: a liquidez
  • 40. • Quase qualquer coisa pode ser usada como meio de troca, como dinheiro, mas as melhores tem as seguintes características básicas: 1. Escassez / Oferta Limitada / deve possuir valor por si só; 2. Divisibilidade 3. Conveniente / Portátil / Fácil de transportar; • Deve ainda ter 4. Durabilidade; 5. Qualidade fácil de verificar/dificuldade de falsificar / Uniformidade; 6. Uma longa história de aceitação; dodandrea.com 40 Dinheiro: Características
  • 41. • Escassez, Oferta Limitada / deve possuir valor por si só; – Restrições naturais ou por vias de leis na quantidade de dinheiro em circulação certificam que os valores permaneçam relativamente constantes para aquela moeda; • Se não houver restrição qualquer pessoa pode ‘criar’ moeda e o valor desta tenderia necessariamente a zero; – Modernamente a responsabilidade por essa escassez está nas mãos dos bancos centrais dos países; • Os metais tem essa característica naturalmente, é difícil encontrar ouro, por exemplo; • Por esse motivo não se usa areia como dinheiro, ou cabelo humano, papel, alumínio, ferro...; dodandrea.com 41 Dinheiro: Características
  • 42. • Escassez, Oferta Limitada / deve possuir valor por si só; – O monopólio da emissão de moeda é dos maiores poderes que um governo tem sobre o país; – Com este monopólio é possível, de maneiras sagazes, direcionar a economia, pagar contas e várias outras coisas fazendo pouca ou nenhuma força; dodandrea.com 42 Dinheiro: Características
  • 43. • Divisibilidade: – Significa que o dinheiro deve poder ser dividido facilmente em unidades menores de valor; – Hoje em dia usam-se as moedas para fazer essa divisão na maioria das economias; – 100 centavos são equivalentes a um real; • Os Bitcoins podem ser divididos em quantidades ilimitadas; • Em virtude desta característica não é possível usar obras de arte ou objetos muito grandes como dinheiro; dodandrea.com 43 Dinheiro: Características
  • 44. • Conveniente / Portátil / Fácil de transportar: – Indivíduos deverão ser capazes de carregar o dinheiro com eles e transferir o mesmo de forma fácil para outros indivíduos; – Também por isso moedas e papel-moeda tornaram- se populares ao longo da história; – Por isso não usamos aço ou chumbo; dodandrea.com 44 Dinheiro: Características
  • 45. • Durabilidade: – O ítem deve ser capaz de ser usado repetidamente sem perder as características fundamentais; – Moedas e papel moeda tem essa característica e duram, ao longo de determinado tempo; – Por isso não é comum o uso de materiais perecíveis (arroz, milho, carne, couro), nem mesmo facilmente dissolvíveis (sal); dodandrea.com 45 Dinheiro: Características
  • 46. • Qualidade fácil de verificar/dificuldade de falsificar / Uniformidade; – Todas as versões da mesma moeda tem que manter o valor de compra: – Uma nota de um real produzida em 1995 compra hoje a mesma coisa que uma moeda produzida em 2016; – A dificuldade de falsificar se dá para manter a confiança na moeda, para que ela não perca valor; – Deve ser fácil de perceber se a moeda é de qualidade ou não (o sal era facílimo de testar, bastava prová-lo); dodandrea.com 46 Dinheiro: Características
  • 47. • Deve ter uma longa história de aceitação: – Todos os participantes daquela economia devem aceitar a moeda como forma de pagamento; – Por isso não se usam materiais desconhecidos; – Em alternativa deve ser forçada pelo poder sobre os usuários; – Qualquer transação naquela economia pode ser feita com aquele dinheiro; • Nos EUA a nota de dólar tem escrito: “Esta nota pode ser aceita para todos os débitos, públicos e privados); dodandrea.com 47 Dinheiro: Características
  • 48. • Nos estados unidos a nota de dólar tem escrito: “Esta nota pode ser aceita para todos os débitos, públicos e privados); dodandrea.com 48 Dinheiro: Características
  • 49. • Sempre que uma economia usa moeda de curso forçado, como é o caso de todos os países do mundo hoje em dia, deve haver um banco responsável pela emissão desta moeda; – Lembrem-se do monopólio que falamos anteriormente; • Em geral estes são os chamados Bancos Centrais – BC no Brasil, FED nos EUA e o BCE na UE são exemplos; • Os bancos centrais são instituições teoricamente planejadas para: – Supervisionar o sistema bancário e manter sua estabilidade – geralmente o banco central é o último emprestador; • Se um banco precisa de dinheiro, recorre por último ao banco central; – Regular a quantidade de moeda na economia: através da política monetária, isto é o estabelecimento da oferta de moeda; • Aqui está um dos grandes perigos do monopólio dos bancos centrais; dodandrea.com 49 Dinheiro: Banco Central
  • 50. • Para regular a oferta de moeda o BC trata, em geral, com a compra e venda de títulos do governo; – Quando títulos são comprados coloca-se dinheiro da economia; – Quando são vendidos retira-se este dinheiro; • As decisões dos BC’s tem forte influência sobre a taxa de inflação no longo prazo e sobre o emprego e a produção no curto prazo; – O que ocorreu com o ex-ministro da fazenda Joaquim Levy? – O que dizer sobre a independência do Banco Central? dodandrea.com 50 Dinheiro: Banco Central
  • 51. • Um BC mais politicamente enviesado pode, através de manobras monetárias, dar a impressão de que a economia está melhor do que a realidade; – BC’s também podem ajudar muito governos em dificuldade para pagar as contas, caso sejam facilmente manipuláveis; dodandrea.com 51 Dinheiro: Banco Central
  • 52. • O Comitê de Política Monetária do Banco Central; • Deve definir as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros do País; • Sua criação buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório, a exemplo do que já fazia o Federal Open Market Committee (FOMC) do FED; • O objetivo das mudanças nos juros básicos é manter a inflação sob controle, ou seja, cumprir a meta de inflação para o ano; – A meta de inflação é fixada pelo governo; dodandrea.com 52 COPOM e Taxa Selic
  • 53. • Se reúne uma vez ao mês por dois dias; • Formalmente, objetiva "implementar a política monetária, definir a meta da Taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o 'Relatório de Inflação'“; • A taxa de juros fixada na reunião é a meta para a Taxa Selic (taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia), a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê; • Também pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao presidente do Banco Central para alterar, na direção do viés, a meta para a Taxa Selic a qualquer momento entre as reuniões ordinárias; dodandrea.com 53 COPOM e Taxa Selic
  • 54. • A ata da reunião e o relatório da inflação são os instrumentos de comunicação do COPOM; – A ata traz os motivos para as decisões e pode trazer pistas para as próximas ações do colegiado; – O relatório de inflação é trimestral (fim de março, junho, setembro e dezembro), ele analisa a economia brasileira e traz projeções para a taxa de inflação; dodandrea.com 54 COPOM e Taxa Selic
  • 55. • A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa de juros para empréstimos entre bancos que duram apenas um dia (operações chamadas de “overnight”) e que têm como garantia títulos públicos; – É a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central; • Serve de base para que bancos calculem seus juros; • Quando baixa, em tese, as taxas praticadas pelos bancos e outras instituições financeiras também devem cair; dodandrea.com 55 COPOM e Taxa Selic
  • 56. • Se o governo quer estimular a oferta de empréstimos a taxas mais baixas e assim incentivar o consumo e movimentar a economia, ele reduz a Selic; • Se a economia está aquecida e a inflação começa a subir demais, ele aumenta a Selic – os empréstimos voltam a ficar mais caros e as pessoas consomem menos, freando o aumento dos preços; – Hoje em dia, no Brasil, isso tem sido contestado, alguns teóricos dizem que o país não reage bem à essas movimentações, suspeita- se que isso ocorra pela falta de confiança nas ações independentes do BC; dodandrea.com 56 COPOM e Taxa Selic
  • 57. • O sistema de reservas fracionadas é um sistema bancário no qual os bancos mantém apenas parte de seus depósitos como reserva; – A razão de reserva é a fração que os bancos mantém como reserva; • Quando alguém quiser retirar dinheiro de sua conta no banco, o dinheiro deve estar lá, mas as pessoas, em geral, não querem dinheiro todas ao mesmo tempo; • Se o fluxo de novos depósitos for aproximadamente igual ao fluxo de retiradas do banco este precisará manter apenas uma fração destas reservas; – Corrida aos bancos... O que é e qual o motivo da sua ocorrência? dodandrea.com 57 Bancos e Oferta de Moeda
  • 58. • Se a oferta de moeda na economia for $100 antes dos empréstimos; – O banco começa a emprestar parte do dinheiro, com isso a oferta de moeda aumenta; – Os depositantes ainda tem os $100 reais em suas contas, mas agora os tomadores de empréstimo tem, por exemplo $90 em suas contas; – A oferta de moeda (que é igual a moeda corrente mais os depósitos à vista) é agora igual a $190, portanto o banco., quando mantém uma fração de depósitos, cria moeda; dodandrea.com 58 Bancos e Oferta de Moeda
  • 59. • Se alguém está guardando algo de valor para você, este alguém deve receber algo ou deve te pagar algo? – Qual o motivo de os bancos pagarem para ficar com o dinheiro das pessoas? • Spread bancário? dodandrea.com 59 Bancos e Oferta de Moeda
  • 60. dodandrea.com 60 Bancos e Oferta de Moeda
  • 62. • Lei da Demanda: – Diz que, dado que todos os outros fatores permaneçam constantes (coeteris paribus), quanto maior for o preço do produto, menos pessoas irão se interessar por ele (demandá-lo); • Lei da Oferta: – Da mesma forma que a anterior esta lei demonstra a quantidade de um dado produto que serão vendidas a um preço determinado. – Esta curva, porém, tem tendência ascendente. Quanto maior o preço, maior a quantidade ofertada. dodandrea.com 62 Inflação: ao básico
  • 63. • O Equilíbrio: – Ocorre quando Oferta e demanda são iguais (quando as curvas se tocam) se diz que a economia para aquele bem está em equilíbrio; • Neste ponto a economia atinge seu ponto mais eficiente; – A quantidade que é demandada é igual à ofertada; – Neste caso hipotético todos (demandantes e ofertantes) estão satisfeitos; • Isso nunca ocorre ou ocorrerá na realidade, é impossível; dodandrea.com 63 Inflação: ao básico
  • 64. dodandrea.com 64 Inflação: ao básico Preço Qtd Equilíbrio Qe Pe Curva de Oferta “O” Curva de demanda “D”No mundo real é impossível chegar à este equilíbrio, quantidades demandas e ofertadas movem-se continuamente.
  • 65. • Pergunto: a moeda é um produto? • Estaria a moeda sujeita às leis da oferta e da demanda? • Se sim, quais seriam as implicações de uma mudança na quantidade de moeda ofertada/demandada? dodandrea.com 65 Inflação: ao básico
  • 66. • Em 1997 se comprava um refrigerante em lata em Santarém com uma moeda de um real; • Hoje, 19 anos depois, a mesma lata de refrigerante custa, em média, R$ 3,00 no varejo; • Nas economias modernas, que funcionam com fiat money (moedas de curso forçado), existe a tendência natural do aumento de preços; – Muitos economistas defendem que “um pouco de inflação é bom” (!!!!); • Esse aumento, não só do refrigerante, mas do nível geral de preços é chamado popularmente de inflação; • Ela pode ser medida por qualquer índice do nível geral de preços: – No Brasil usam-se diversas medidas, sendo que o IPCA é considerada a medida oficial; dodandrea.com 66 Inflação: ao básico
  • 67. • Se não há controle da oferta... • A inflação não é algo inevitável, mas é muito difícil de ocorrer em países que não controlam a sua emissão de moeda; – Ocorreu nos EUA no fim do século XIX; – No Japão no final do século XX; – Na Grécia em alguns meses dos últimos anos; dodandrea.com 67 Inflação: ao básico
  • 68. • Mas em países que controlam sua emissão de moeda (dados de 2009)... – EUA: 2%; – Japão: 1,7% – Rússia 9%; – Venezuela: 25%; – Zimbábue: 24.000% em fevereiro de 2008... • Mas o que determina a inflação e porque ela é um problema? dodandrea.com 68 Inflação: ao básico
  • 69. dodandrea.com 69 Inflação: definiçõesEconomistas usam o termo para denotar um aumento contínuo no nível geral de preços cotados em unidades de dinheiro. A taxa de inflação geralmente é relatada como o crescimento anualizado percentual de alguns amplo índice de preços monetários. Com os preços subindo, uma nota de compra menos a cada período. A inflação significa assim uma diminuição contínua no poder de compra total da unidade monetária. Concise Encyclopedia of Economics Simplificando, a inflação é um aumento dos preços em relação ao dinheiro disponível. Em outras palavras, você pode obter menos para o seu dinheiro do que você costumava ser capaz de obter .... SocialStudiesforKids.com. "É um fenômeno em que a maioria dos preços vai sendo reajustada com uma frequência mensal. O último índice oficial de inflação que foi divulgado mostrou que o índice de difusão do IPCA foi de 64%, o que significa que, dos preços pesquisados, 64% tiveram algum tipo de reajuste para cima. É uma remarcação de preço generalizada – que pode ser pequena ou pode ser grande, por algum tipo de acidente, para algum tipo específico de produto.“ Davi Simão Silber – Dpt. Economia da USP
  • 70. dodandrea.com 70 Inflação: definições"A taxa de inflação é o aumento no nível de preços. Ou seja, é a média do crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período.“ Pedro Rossi - Instituto de Economia da Unicamp "É o crescimento persistente e generalizado do nível de preços. A inflação é um fenômeno de longo prazo.“ Heron do Carmo - Faculdade de Economia e Administração da USP e Corecon-SP "Inflação é uma alta persistente e generalizada dos preços em uma determinada economia.“ Emerson Marçal Escola de Economia da FGV-SP "Inflação é o aumento geral e persistente dos preços. Estas duas características são cruciais. Se apenas uns poucos preços aumentam, enquanto os demais permanecem estáveis, não há como caracterizar um processo inflacionário, ainda que o índice de preços mostre valores positivos. Da mesma forma, se há um aumento de todos os preços num dado mês, por exemplo, por conta da imposição de algum tributo, mas estabilidade em seguida, também não temos como caracterizar inflação; esta tem que ser generalizada e persistente.“ Alexandre Schwartsman - Sócio-diretor da Schwartsman & Associados e ex-diretor do BC
  • 71. dodandrea.com 71 Inflação: definiçõesFala-se de inflação quando se verifica um aumento geral dos preços dos bens e serviços e não quando apenas os preços de artigos específicos sobem. O resultado é que se compra menos com um euro. Por outras palavras, um euro vale menos do que anteriormente. Banco Central Europeu A inflação é um processo de elevação de preços que ocorre sempre que há procura maior do que a capacidade de uma economia produzir determinado bem ou serviço. Em resumo, a inflação pode ser de oferta – quando há escassez de produto – ou de demanda – quando a procura é maior do que a quantidade ofertada. Revista Veja É o aumento no nível geral de preços dos bens e serviços de uma economia. Revista Veja Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e de crédito criado em decorrência desta criação adicional de dinheiro. A principal e mais visível consequência da inflação é a elevação dos preços. Portanto, uma inflação de preços — atenção para o termo correto — é causada unicamente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia. Henry Hazlitt
  • 72. dodandrea.com 72 Inflação: definições Hiperinflação A inflação é um aumento sustentado do nível de preços agregado. A hiperinflação é a inflação muito alta. Embora este limiar seja arbitrário, os economistas geralmente usam o termo para descrever episódios nos quais a taxa de inflação mensal é superior a 50%. Com esta taxa, um item que custa um dólar em 1 de Janeiro custa 130 dólares em 1 de Janeiro do ano seguinte .... Concise Encyclopedia of Economics
  • 75. dodandrea.com 75 Inflação: no Brasil 1.00 10.00 100.00 1,000.00 10,000.00 1901 1904 1907 1910 1913 1916 1919 1922 1925 1928 1931 1934 1937 1940 1943 1946 1949 1952 1955 1958 1961 1964 1967 1970 1973 1976 1979 1982 1985 1988 1991 1994 1997 2000 2003 2006 2009 2012 2015 Inflação no Brasil 1900-2015 (%) Médias das décadas: 1900: 2% 1910: 7% 1920: 3% 1930: 2% 1940: 13% 1950: 21% 1960: 45% 1970: 37% 1980: 605% 1990 (até 1995): 1270% 1990 (de 1995 a 2000): 7% 2000: 6,7% 2015: 10,67% 2010- 2015 previsto: 6,7% 2567% em 1993
  • 78. dodandrea.com 78 HiperInflação: +50% a.n. Crianças alemãs brincando com dinheiro década de 1920 Cartaz no Zimbabwe “Bilionário Faminto” 100 bilhões no Zimbabwe, compram 3 ovos. circa 2005
  • 79. dodandrea.com 79 HiperInflação: +50% a.n. Mulher queima dinheiro na Alemanha para se aquecer Varrendo papel moeda das ruas na Hungria
  • 80. dodandrea.com 80 HiperInflação: +50% a.n. Mulher queima dinheiro para fazer comida Risco zero de assalto no Zimbabwe
  • 81. dodandrea.com 81 HiperInflação: +50% a.n. Para pagar o restaurante... E uma cerveja... O dinheiro tem tão pouco valor que não se conta, mas se pesa...
  • 82. dodandrea.com 82 HiperInflação: +50% a.n. Papagaios feitos de dinheiro Somente papel higiênico pode ser usado neste banheiro Papelão: Não Pano: Não Dolar do Zimbabwe: Não Jornais: Não
  • 83. • No dia 15 de Junho de 2015 o Zimbábue anunciou finalmente que estava deixando de lado a moeda e iria adotar a política de multi-moedas ou a dolarização da economia. • Segundo informações da BBC: • Cada 175 quadrilhões de dólares do Zimbábue serão trocados por US$ 5 dólares americanos • Para qualquer valor acima disso será usada o cambio de 35 quadrilhões para um dolar americano. dodandrea.com 83 HiperInflação: +50% a.m.
  • 86. “A Inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário” Millton Friedman dodandrea.com 86 Inflação: ao básico
  • 87. • As primeiras inflações surgiram quando o regente de um país, p.e., um monarca, obrigava seus cidadãos a lhe entregar todas as moedas (de ouro e prata) que possuíam sob o pretexto de que uma nova moeda iria substituir a atual; – Com todas as moedas em mãos, o monarca podia falsificar o conteúdo das moedas misturando a elas algum outro metal e devolvia aos cidadãos moedas diluídas; dodandrea.com 87 Inflação: ao básico
  • 88. • Sobre este fato, Murray Rothbard escreveu: – Mais especificamente, a Casa da Moeda derretia e voltava a cunhar todas as moedas do reinado, devolvendo aos súditos o mesmo valor nominal de "libras" ou "marcos", mas a um peso menor. As sobras de ouro (ou prata) que ficavam na Casa da Moeda eram embolsadas pelo monarca e utilizadas para financiar seus gastos. dodandrea.com 88 Inflação: ao básico
  • 89. • O valor que as pessoas dão às coisas muda ao longo do tempo, essa mudança, porém, não é suficiente para explicar as mudanças de preço dos bens; • Em geral a mudança de valor demora para ocorrer, o preço muda, portanto, pois a moeda usada para pagar pelo produto perdeu valor; – A inflação tem mais a ver com o valor da moeda do que com o valor dos bens; dodandrea.com 89 Inflação: Teoria Clássica
  • 90. • A inflação é um fenômeno amplo da economia e diz respeito, em primeiro lugar, ao valor do meio de troca; – Os aumentos dos preços dos produtos isolados não causam inflação, e são pontuais, não amplos; • O aumento do nível de preços é consequência (e não causa), numa inflação, da diminuição do valor da moeda; dodandrea.com 90 Inflação: Teoria Clássica
  • 92. • Já vimos que moeda é um bem com algumas características especiais; • Seu valor, portanto, é determinado por sua escassez, na oferta e na demanda; • Mas quais são os determinantes da oferta e demanda de moeda? – O banco central é capaz de tirar ou colocar moeda em circulação na economia, como já vimos: • Imprime, empresta ou paga ou emite títulos de dívida; • Além disso o dinheiro pago pelo governo, ao ir para os bancos, pode ser multiplicado, como já visto; dodandrea.com 92 Oferta e demanda de moeda
  • 93. dodandrea.com 93 Oferta e demanda de moeda “Se a oferta de caviar fosse tão abundante quanto a de batatas, o preço do caviar - isto é, a relação de troca entre caviar e dinheiro, ou entre caviar e outras mercadorias - se alteraria consideravelmente. Nesse caso, seria possível adquirí-lo a um preço muito menor que o exigido hoje. Da mesma maneira, se a quantidade de dinheiro aumenta, o poder de compra da unidade monetária diminui, e a quantidade de bens que pode ser adquirida com uma unidade desse dinheiro também se reduz.” Ludwig Von Mises As 6 Lições Capítulo 4
  • 94. • A demanda por moeda reflete quanta riqueza as pessoas desejam ter liquidamente; – As pessoas retém moeda pois ela facilita as trocas; • A quantidade de dinheiro na sua carteira depende da disponibilidade de cartões de crédito, de você ter ou não uma conta bancária, da facilidade de encontrar um caixa eletrônico, etc.; – Também depende da taxa de juros do banco, quanto mais ele pagar para você deixar o dinheiro lá, maior será seu incentivo para ter pouca liquidez; – Consumo presente x consumo futuro (poupança); dodandrea.com 94 Oferta e demanda de moeda
  • 95. • Quanto maiores os preços, mais moeda será exigida numa transação, mais moeda as pessoas terão que ter liquida (no bolso e na conta corrente); • Ou seja, se o valor da moeda é baixo, haverá uma maior demanda por moeda; • No longo prazo o nível geral de preços se ajusta para o nível em que a demanda e oferta de moeda sejam iguais; dodandrea.com 95 Oferta e demanda de moeda
  • 96. • Economias baseadas em metais (sem o truque da diminuição da quantidade de metal) às vezes sofreram inflações, estas raraente superaram os 2% a.a. e eram normalmente provenientes de um aumento abrupto na oferta de metal; – Em geral a experiência era de inflação próxima a zero; • Do contrário, economias com papel moeda, apresentaram historicamente muito mais inflação; • Os piores excessos de inflação ocorreram somente no século XX. Peter Bernholz (2003, p. 1) em países nos quais o padrão metálico não mais existia; • Em 1971 o governo americano cortou o último elo do dólar com o ouro; • Mesmo entre países que não sofreram hiperinflação, as taxas geralmente ficaram acima do então normal depois de 1971; • Na maioria dos países as taxas de inflação ficaram menores após 1985 do que foram entre 1971–1985; dodandrea.com 96 Oferta e demanda de moeda
  • 97. dodandrea.com 97 Oferta e demanda de moeda
  • 98. • Imaginem uma economia sem inflação e na qual o Banco Central, subitamente, dobra a oferta de moeda; • Teoria quantitativa da moeda: afirma que a quantidade de moeda disponível determina o nível de preços e que a taxa de crescimento de moeda disponível determina o nível de inflação; dodandrea.com 98 Injeção de Moeda
  • 100. • Como a economia vai do antigo para o novo equilíbrio? • O efeito imediato da injeção de moeda é criar um excesso de moeda; – As pessoas tentam se livrar deste excesso: comprando bens e serviços ou emprestando para que outras comprem; • Veja o que ocorreu com o Brasil nos últimos 8 anos, mais ou menos; – A capacidade da economia de ofertar bens e serviços não mudou, pois não houve investimento (no sentido econômico); • O aumento da demanda faz os bens e serviços aumentarem os preços, isto eleva a demanda por moeda para conseguir transacionar até o novo ‘equilíbrio’; dodandrea.com 100 Injeção de Moeda: ajuste
  • 101. • As alterações monetárias afetam outras variáveis? Produção? Emprego? Salários Reais? Taxas de Juros? • Variáveis nominais: medidas em unidades monetárias; • Variáveis reais: medidas em unidades físicas; – Dicotomia clássica: os dois tipos de variáveis estão separados pela teoria; dodandrea.com 101 Neutralidade da Moeda
  • 102. • A dicotomia clássica ajuda a compreender os preços relativos: – Se uma saca de milho custa R$ 30,00 e uma de feijão custa R$ 60,00 então uma saca de feijão vale 2 sacas de milho; • Preços em R$ são variáveis nominais, os relativos são variáveis reais; – O mesmo ocorre com a taxa de juros real (a nominal menos a inflação do período); – Alterações na oferta de moeda afetam variáveis nominais, mas não as reais; • Tal irrelevância das alterações monetárias é chamada de neutralidade monetária; – A moeda, como unidade de medida, quando sofre alterações de valor não traz efeitos reais importantes a longo prazo; • A curto prazo isso causa efeitos nas variáveis reais, pois o excesso de moeda chega primeiro a alguns atores; dodandrea.com 102 Neutralidade da Moeda
  • 103. • Governos criam dinheiro para pagar suas despesas; – Isso também pode ser feito por meio de impostos diretos, é claro, mas é bem mais difícil politicamente; • Quando um governo aumenta sua receita ‘imprimindo’ dinheiro, diz-se que está arrecadando um imposto inflacionário, quando há emissão de moeda o nível de preços se eleva e o dinheiro perde valor, assim o imposto inflacionário atinge todos que têm moeda; dodandrea.com 103 O imposto inflacionário
  • 104. • Nos EUA o termo econômico mais usado é ‘inflação’, acima de ‘desemprego’ e ‘produtividade’; – No Brasil pouco ou nada se fala de produtividade...; • A inflação, por si só, a longo prazo, não reduz o poder aquisitivo real, isso pode ocorrer por outros motivos, por exemplo a inércia (o varejista aumenta os preços pois acha que eles irão aumentar); – Isso se deve ao fato de a moeda ser neutra ou seja, vale o mesmo para todos; dodandrea.com 104 Custos da inflação
  • 105. • Custo de sola de sapato: recursos desperdiçados quando a inflação incentiva as pessoas a reduzir a quantidade de moeda que tem em mãos; • Custos de menu: custos de alteração de preço; • Variabilidade dos preços relativos e alocação distorcida de recursos: preços relativos ajudam a alocar melhor os recursos escassos, a inflação faz com que isso fique mais difícil; dodandrea.com 105 Custos da inflação
  • 106. • Confusão e inconveniência: a inflação muda a lógica do mercado, fica mais difícil calcular lucros, juros, salários, preços em geral; • Redistribuição arbitrária de riqueza: a inflação distribui sem ter a ver com mérito ou mesmo com sorte, isso se dá porque muitos empréstimos são especificados em termos de moeda; – Se eu emprestar R$ 50 mil hoje com juros de 10% a.a. um ano para pagar e houver uma inflação de 20% a.a. terei que pagar, em termos reais, R$ 44 mil; – Se houver uma deflação de 10% estarei devendo não R$ 55 mil, mas R$ 60,5 mil; dodandrea.com 106 Custos da inflação
  • 107. • Distorções tributárias: a inflação aumenta a carga tributária sob a renda que se poupa; – Isso desestimula a poupança e portanto o investimento; – Inflação faz com que o rendimento nominal cresça mais rápido do que a renda real. – Impostos são baseados na renda nominal, e alguns não são ajustados pela inflação. – Assim, a inflação leva as pessoas a pagar mais impostos, mesmo quando os seus rendimentos reais não aumentam; dodandrea.com 107 Custos da inflação
  • 108. • Segundo Mises: – Para evitar levar a culpa pelas conseqüências nefastas da inflação, o governo e seus seguidores recorrem a um truque semântico. Eles tentam mudar o significado dos termos. Eles chamam de "inflação" aquilo que é justamente a consequência inevitável da inflação: o aumento dos preços. Eles se esforçam ao máximo para relegar ao esquecimento o fato de que esse aumento de preços é produzido justamente pelo aumento da quantidade de dinheiro e de substitutos monetários na economia. E eles nunca mencionam este aumento. – Eles culpam as empresas e os empresários por esse aumento do custo de vida. Este é o clássico exemplo do ladrão que grita "pega ladrão!". O governo, que é quem produziu a inflação ao multiplicar a oferta monetária, incrimina os produtores e os mercadores, e se jacta de ser o grande paladino dos preços baixos. dodandrea.com 108 Inflação: porqûes "Se os governos desvalorizam a moeda para trair todos os credores, você educadamente chama este procedimento de 'inflação'." George Bernard Shaw
  • 109. dodandrea.com 109 Inflação: efeitos em anos 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387% 1 10,10R$ 10,20R$ 10,50R$ 11,00R$ 15,00R$ 20,00R$ 48,70R$ 2 10,20R$ 10,40R$ 11,03R$ 12,10R$ 22,50R$ 40,00R$ 237,17R$ 3 10,30R$ 10,61R$ 11,58R$ 13,31R$ 33,75R$ 80,00R$ 1.155,01R$ 4 10,41R$ 10,82R$ 12,16R$ 14,64R$ 50,63R$ 160,00R$ 5.624,91R$ 5 10,51R$ 11,04R$ 12,76R$ 16,11R$ 75,94R$ 320,00R$ 27.393,33R$ 6 10,62R$ 11,26R$ 13,40R$ 17,72R$ 113,91R$ 640,00R$ 133.405,51R$ 7 10,72R$ 11,49R$ 14,07R$ 19,49R$ 170,86R$ 1.280,00R$ 649.684,83R$ 8 10,83R$ 11,72R$ 14,77R$ 21,44R$ 256,29R$ 2.560,00R$ 3.163.965,14R$ 9 10,94R$ 11,95R$ 15,51R$ 23,58R$ 384,43R$ 5.120,00R$ 15.408.510,23R$ 10 11,05R$ 12,19R$ 16,29R$ 25,94R$ 576,65R$ 10.240,00R$ 75.039.444,80R$ Preços Estáveis Conjuntura inflacionária Hiperinflação 10 reais hoje...
  • 110. dodandrea.com 110 Inflação: efeitos ano 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387% 1 2,53R$ 2,55R$ 2,63R$ 2,75R$ 3,75R$ 5,00R$ 12,18R$ 2 2,55R$ 2,60R$ 2,76R$ 3,03R$ 5,63R$ 10,00R$ 59,29R$ 3 2,58R$ 2,65R$ 2,89R$ 3,33R$ 8,44R$ 20,00R$ 288,75R$ 4 2,60R$ 2,71R$ 3,04R$ 3,66R$ 12,66R$ 40,00R$ 1.406,23R$ 5 2,63R$ 2,76R$ 3,19R$ 4,03R$ 18,98R$ 80,00R$ 6.848,33R$ 6 2,65R$ 2,82R$ 3,35R$ 4,43R$ 28,48R$ 160,00R$ 33.351,38R$ 7 2,68R$ 2,87R$ 3,52R$ 4,87R$ 42,71R$ 320,00R$ 162.421,21R$ 8 2,71R$ 2,93R$ 3,69R$ 5,36R$ 64,07R$ 640,00R$ 790.991,28R$ 9 2,73R$ 2,99R$ 3,88R$ 5,89R$ 96,11R$ 1.280,00R$ 3.852.127,56R$ 10 2,76R$ 3,05R$ 4,07R$ 6,48R$ 144,16R$ 2.560,00R$ 18.759.861,20R$ Uma latinha de coca-cola Preços Estáveis Conjuntura inflacionária Hiperinflação ESTUDO
  • 111. dodandrea.com 111 Inflação: efeitos em anos 1% 2% 5% 10% 50% 100% 387% 1 99,00R$ 98,00R$ 95,00R$ 90,00R$ 50,00R$ -R$ 287,00-R$ 2 98,01R$ 96,04R$ 90,25R$ 81,00R$ 25,00R$ -R$ 258,30-R$ 3 97,03R$ 94,12R$ 85,74R$ 72,90R$ 12,50R$ -R$ 232,47-R$ 4 96,06R$ 92,24R$ 81,45R$ 65,61R$ 6,25R$ -R$ 209,22-R$ 5 95,10R$ 90,39R$ 77,38R$ 59,05R$ 3,13R$ -R$ 188,30-R$ 6 94,15R$ 88,58R$ 73,51R$ 53,14R$ 1,56R$ -R$ 169,47-R$ 7 93,21R$ 86,81R$ 69,83R$ 47,83R$ 0,78R$ -R$ 152,52-R$ 8 92,27R$ 85,08R$ 66,34R$ 43,05R$ 0,39R$ -R$ 137,27-R$ 9 91,35R$ 83,37R$ 63,02R$ 38,74R$ 0,20R$ -R$ 123,54-R$ 10 90,44R$ 81,71R$ 59,87R$ 34,87R$ 0,10R$ -R$ 111,19-R$ Para onde vai o poder de compra? Inflação é um ato de fraude, de peculato. Frank Shostak
  • 112. dodandrea.com 112 Inflação modernamente Previsão 2015 EUA: - 0,2% Japão: 2,2% Zona Euro: 0%
  • 113. • Se a maioria dos economistas concorda que a emissão de papel-moeda é um fator (ainda que não seja ao único) muito forte no nascimento da inflação, por que os governos seguem emitindo dinheiro? • Exitem 3 respostas, ou razões princiapais para isso: – O mito de que dinheiro é sinônimo de riqueza; – A crença de que, através da inflação se pode eliminar o desemprego; – A inflação é benéfica para o governante em turno, a curto prazo; dodandrea.com 113 Por que a emissão continua?
  • 114. • É comum pensar que com mais dinheiro irá aumentar a riqueza, por isso: “não seria sensacional emitir dinheiro para que todos fossem ricos?”; – Quem nunca pensou nisso quando criança ou adolescente? • Porém, o dinheiro, por sí só, não é sinônimo de riqueza; – Numa economia com 3 tipos de bens camisas (50 und), calças (25 und) e sapatos (25 und); – Uma pessoa só, por R$ 5.000,00, compra todos estes bens; – Se o rendimento desta esta dobra para R$ 10 mil, será possível comprar mais bens? • Não, é impossível, só poderá compra r mais desde que mais bens sejam produzidos!; • Conclui-se que a riqueza não está na posse do dinheiro, mas sim naquilo que ele é capaz de proporcionar; – Se o dinheiro não é capaz de comprar bens, ele será inútil; dodandrea.com 114 Dinheiro é riqueza?
  • 115. • Baseado nos estudos de William Phillips (séc. XX) concluiu-se que os governantes devem decidir entre um dos dois, seria um trade-off. – Em outras palavras, para baixar o desemprego se deveria gerar inflação através da emissão de dinheiro para gerar trabalho; • E evidencia suportou esta teoria até a década de 70 quando surgiram casos de alta inflação e desemprego (Argentina, Venezuela, países africanos hoje em dia); • Ainda hoje a idéia permanece presente em muitos países; – Governos populistas tendem a usar essa lógica; dodandrea.com 115 + Inflação, - desemprego
  • 116. dodandrea.com 116 + Inflação, - desemprego • Inflação x Desemprego no curto prazo; • O Estudo do economista Neo- Zelandês A. W. H. Phillips publicado em 1958 sobre inflação salarial e desemprego no Reino Unido de 1861 to 1957 é um marco no desenvolvimento da macroeconomia; A curva de Phillips mostra uma correlação negativa entre inflação e desemprego. Mas cuidado: Correlação não é causa...
  • 117. • A curva de Phillips retrata um dos dez princípios de economia: “existe, no curto prazo, um tradeoff entre inflação e desemprego”; – Esta relação não se sustenta no longo prazo... • Nos anos 60 economistas ligados Keynesianos criaram uma nova versão da curva que relaciona a taxa de desemprego à inflação como um todo; • A redução do desemprego, portanto, provocaria maior inflação; – Isto se explicaria pela tendência de aumento dos custos de produção (puxados pelos salários) quando a economia se aproxima do pleno emprego; – Mais tarde economistas neo-clássicos como Friedman propuseram novas versões para a CP, nas quais os aumentos de salário e preços seriam alimentados pelas expectativas inflacionárias dos agentes, além da demanda agregada; dodandrea.com 117 + Inflação, - desemprego
  • 118. • Uma análise menos criteriosa apresenta a CP como uma solução mágica para os maiores problemas político-econômicos: desemprego e inflação; – Os formuladores de políticas poderiam “ajustar” a economia ao seu prazer, para agradar quem conviesse; • Porém, o que ocorre quando, a curto prazo, existe um aumento na demanda como um todo? – Como é possível perceber numa análise microeconômica básica, o que ocorre é que a produção aumenta, mas também aumentam os preços, pois a produção não consegue aumentar no mesmo ritmo que a demanda; – Mais produção significa maior emprego e, portanto, menor taxa de desemprego; – Deslocamentos na demanda agregada pressionam a inflação e o desemprego em sentidos opostos no curto prazo; • Como a política monetária e fiscal podem deslocar a curva de demanda agregada, elas podem mover a economia ao longo da curva de Phillips; dodandrea.com 118 + Inflação, - desemprego
  • 119. • Aumentos na oferta de moeda ou nos gastos do governo ou cortes em impostos forçam a produção para cima, pois expandem a demanda agregada e movem a economia para um ponto na curva de Phillips com maior inflação e menor desemprego; • Quando a oferta da moeda cai, o governo corta despesas, ou aumenta os impostos há uma contração na demanda agregada e a economia se move para um ponto de menor inflação e maior desemprego; • A curto prazo a correlação existe, mas ela seria causal? dodandrea.com 119 + Inflação, - desemprego
  • 120. • Milton Friedman e Edmund Phelps no final da década de 60 publicaram artigos negando o tradeoff de longo prazo entre inflação e desemprego; • Baseando-se na teoria clássica da neutralidade da moeda, eles mencionaram que o aumento da oferta de moeda não tem efeito direto sobre as variáveis reais como a produção e emprego e se limita a alterar os preços nominais; • O aumento da quantidade de moeda não tem influência alguma sobre os 4 fatores principais para o desemprego: – Salário mínimo, poder dos sindicatos, salários de eficiência e a busca pelo emprego; • Eles demonstraram que os formuladores de políticas monetárias podem adotar medidas expansionistas para reduzir o desemprego por algum tempo, mas o desemprego acaba por voltar à taxa natural, e a continuidade da política expansionista causará apenas maior inflação; dodandrea.com 120 + Inflação, - desemprego
  • 121. • Provavelmente a razão mais importante para quem está no poder; • Quando um governo emite dinheiro este chega em suas mãos antes de chegar à economia como um todo, dado ao governo uma vantagem de tempo e diminuindo assim seus custos; – Quando este dinheiro começa a circular os preços relativos começam a variar aumentando, prejudicando o consumidor final, o último a receber tal dinheiro; – O governo compra barato (ou oaga suas dívidas com maior facilidade) às custas da maior dificuldade da população em geral para sobreviver no futuro; dodandrea.com 121 É bom para o governo
  • 122. • Tem uma fonte, dividida em 3 maneiras diferentes: – O governo precisa de mais dinheiro para manter os seus gastos correntes: • Governo toma empréstimos e não aumenta os impostos e a produção não aumenta (o que elevaria a arrecadação dos impostos); – Impostos deverão ser pagos no futuro, se não houver redução de gastos, haverá inflação; • Governo compra títulos de volta (jogando liquidez na economia); – Isso serve para ‘estimular’ o consumo, como forma de melhorar a percepção de bem-estar das pessoas; • Governo imprime dinheiro; – Todas as três soluções terão, por consequência a inflação; dodandrea.com 122 Inflação
  • 123. • O único ente capaz de provocar inflação é o governo; – Inflação de demanda não existe, a mudança de preço de um produto não é capaz de alterar todos os preços de uma economia; • Aumento de preços, ainda que sejam preços muito importantes na economia, não causam inflação; – O aumento do preço da energia fará com que as famílias tenham que reduzir o consumo desse ou de outro bem, as empresas poderão melhorar a produtividade ou repassar os custos, as famílias, novamente, deverão reduzir o consumo de alguma coisa; dodandrea.com 123 Inflação
  • 125. • Mankiw, N. Gregory. Introdução À Economia - Tradução da 6ª Edição Norte-americana, São Paulo. Cengage Learning, 2013 2014 – Capítulo 26, 27 e 30 • Como a Economia cresce e porquê ela quebra. São Paulo, ______ 2013. • Economia numa única lição, Henry Hazlitt. • As 6 Lições, Von Mises; • Money - Mises Wiki, the global repository of classical-liberal thought (http://wiki.mises.org/wiki/Money • AmosWEB is Economics: Encyclonomic WEB*pedia (http://www.amosweb.com/cgi- bin/awb_nav.pl?s=wpd&c=dsp&k=money+characteristics); • Money-Functions ...Titlepage - moneyfunct.pdf (http://www.moneyandyouth.cfee.org/en/resources/pdf/moneyfunct.pdf ); • Functions and Characteristics of Money | Mr Rouse's Online Classroom (http://mrrouse.com/2011/03/26/money ); • The Seven Characteristics of Money (http://blog.milesfranklin.com/the-seven-characteristics-of-money ); • What is the characteristic of money? - Answers.com (http://wiki.answers.com/Q/What_is_the_characteristic_of_money?#slide=3 ); • Uses and Characteristics of Money (http://pt.slideshare.net/Geckos/uses-and-characteristics-of-money-presentation ); • Lecciones financieras para gobiernos emisionistas (es.panampost.com/ivan-cachanosky/2014/04/09/lecciones- financieras-para-gobiernos-emisionistas); dodandrea.com 125 Bibliografia e Sugestões
  • 126. • Inflation, High School Economics Topics | Library of Economics and Liberty (http://www.econlib.org/library/Topics/HighSchool/Inflation.html) • G1 Economia – O que é inflação (http://g1.globo.com/economia/inflacao-o-que- e/platb); • BCE: O que é a inflação? (http://www.ecb.europa.eu/ecb/educational/hicp/html/index.pt.html); • Inflação - Perguntas e Respostas - VEJA.com (http://veja.abril.com.br/perguntas- respostas/inflacao.shtml) • IMB - O básico sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296) • IMB – Inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=577) • IMB - Quando a inflação é boa (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=489) • IMB - Mito: crescimento econômico causa inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=145) • IMB - Deflação: os maiores mitos (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=163); dodandrea.com 126 Bibliografia e Sugestões
  • 127. • Lecciones financieras para gobiernos emisionistas (es.panampost.com/ivan- cachanosky/2014/04/09/lecciones-financieras-para-gobiernos-emisionistas); • IMB - A verdade sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=101) • IMB - Os efeitos econômicos da inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1576) • IMB - A atual definição de inflação impede a adoção de políticas sensatas (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1779); • IMB - A verdade sobre a inflação (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=101); • IMB - Inflação não é um aumento generalizado nos preços (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1302); • Instituto Ludwig von Mises Brasil (http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=42); • A estabilidade de preços é importante porque? (http://www.ecb.europa.eu/ecb/educational/pricestab/shared/movie/EZB_Booklet_2011_PT_web.pd f??1f928d0a5f506b3fa8850b7200a5fc03) dodandrea.com 127 Bibliografia e Sugestões
  • 128. Fernando Monteiro D’Andrea, Eng. MSc. Pos Graduando em Economia Austríaca pelo IMB Santarém – Tapajós – Brasil - Agosto de 2016 dodandrea.com @DoDAndrea Moeda e Inflação

Notas do Editor

  1. http://www.theluxuryspot.com/wp-content/uploads/2016/02/Consultant-Mineral-salts-are-an-elegant-choice-for-sodium-reduction-in-bakery.jpg http://cbmint.com/media/catalog/category/large-silver-bars-cat.jpg