•O mundo e a natureza são tomados como um
livro escrito em linguagem matemática
que o ser humano deve decifrar.
•Grande confiança no poder da razão e no
conhecimento científico.
•Galileu, Kepler, Newton.
•O mundo e a natureza são tomados como um
livro escrito em linguagem matemática
que o ser humano deve decifrar.
•Grande confiança no poder da razão e no
conhecimento científico.
•Galileu, Kepler, Newton.
•Com a teoria da relatividade de Einstein, com o princípio de
incerteza de Heisenberg e com os avanços da física quântica, o
conhecimento científico começou a adquirir outro estatuto.
•Hoje o conhecimento científico é reconhecidamente do âmbito
do conjectural. Ao ser um conhecimento racional, é
tendencialmente universal, mas já não universalista no
sentido positivista do termo.
•O conhecimento científico é afinal um conhecimento
construído da realidade.
•Com a teoria da relatividade de Einstein, com o princípio de
incerteza de Heisenberg e com os avanços da física quântica, o
conhecimento científico começou a adquirir outro estatuto.
•Hoje o conhecimento científico é reconhecidamente do âmbito
do conjectural. Ao ser um conhecimento racional, é
tendencialmente universal, mas já não universalista no
sentido positivista do termo.
•O conhecimento científico é afinal um conhecimento
construído da realidade.
•Sincretismo inicial.
•Grande importância atribuída à teoria em
detrimento da experiência.
•Indiscriminação entre metafísica, religião e
ciência.
•Tales, Heraclito de Éfeso, Pitágoras Anaximandro,
Anaxímenes…
•Sincretismo inicial.
•Grande importância atribuída à teoria em
detrimento da experiência.
•Indiscriminação entre metafísica, religião e
ciência.
•Tales, Heraclito de Éfeso, Pitágoras Anaximandro,
Anaxímenes…
 Para os indutivistas, só o conhecimento que resulta do método indutivo é conhecimento
científico: assim o cientista infere enunciados universais a partir de um número
representativo de verificações de factos particulares.
 Afirmação do pressuposto segundo o qual a ciência evolui a partir da acumulação de
novos dados (as novas teorias acrescentam conhecimentos sem que haja uma alteração
estrutural das mesmas) – defesa de um continuismo.
 O critério de validação científica é, assim, a verificação e/ou confirmação experimentais
(verificacionismo), ou seja, um enunciado é científico quando puder ser verificável
empiricamente, testável pelos factos.
 Em suma: o teste experimental, consiste na confirmação ou não confirmação da relação
entre os fenómenos observados através de um determinado número representativo de
experiências. Caso se confirme pela verificação, essa mesma relação transformar-se-á
numa lei científica.
PROBLEMA DA INUÇÃO
 Ex.: Todos os corvos são negros. (Será que podemos ter experiência de todos os corvos? Ou
poderemos confirmar que todos os corvos avistados até hoje são negros?)
O método indutivoO método indutivo
Enunciado
particular
Facto
particular
Nota:
Valida-se a
consequência e não a
hipótese em geral.
 Karl Popper avança com um novo critério para distinguir o conhecimento científico de outros
conhecimentos – o critério do falsificacionismo. Os enunciados só são científicos se puderem
ser falsificáveis.
 O critério de validade dos enunciados científicos não passará pela confirmação, mas pela
falsificação. Assim a experiência é utilizada no sentido de testar a resistência da hipótese à sua
tentativa de falsificação. Uma hipótese será tanto mais válida quanto mais resistir a esse mesmo
empreendimento de falsificação.
 Hipótese Consequência
 Não se verifica a consequência
 Hipótese não verificada
 Hipótese Consequência
 Não se verifica a consequência
 Hipótese não verificada
 Modus tollens
 P Q
 ~Q
 Logo: ~P
 Modus tollens
 P Q
 ~Q
 Logo: ~P
 O que não se pode fazer:
 Falácia do modus ponens
 Hipótese Consequência
 Verifica-se a consequência
 Logo: Hipótese verificada
 Falácia do modus ponens
 Hipótese Consequência
 Verifica-se a consequência
 Logo: Hipótese verificada
 Falácia do modus
ponens
 P Q
 Q
 Logo: P
 Falácia do modus
ponens
 P Q
 Q
 Logo: P
4.ª fase:
Experimentação.
3.ª fase: Dedução
das
consequências/
tentativa preditiva.
2.ª fase:
Formulação da
hipótese ou
conjectura
(fase criativa;
raciocínio
abdutivo).
1.ª fase:
facto-
problema.
• No verificacionismo recorre-se à experiência para validar uma hipótese no sentido
de verificar se as experiências confirmam ou não a mesma;
• No critério falsificacionista um enunciado só é científico se resistir a todas as
tentativas de falsificação empírica; o teste experimental procura experiências que
infirmem a hipótese.
• Para o critério verificacionista, basta encontrar um número representativo de casos
que confirmem a hipótese para que a hipótese se possa tornar uma lei científica.
• Para o critério falsificacionista é necessário que a hipótese resista a todas as
tentativas de falsificação.
Modus ponens
P Q
P
Logo: Q
Falácia do modus
Ponens
P Q
Q
Logo: P
(Falácia da afirmação
do consequente)
 Modus tollens
 P Q
 ~Q
 Logo:~P
 Falácia do modus
tollens
 P Q
 ~P
 Logo:~Q
 (Falácia da negação
do antecedente)

Metodo cientifico

  • 2.
    •O mundo ea natureza são tomados como um livro escrito em linguagem matemática que o ser humano deve decifrar. •Grande confiança no poder da razão e no conhecimento científico. •Galileu, Kepler, Newton. •O mundo e a natureza são tomados como um livro escrito em linguagem matemática que o ser humano deve decifrar. •Grande confiança no poder da razão e no conhecimento científico. •Galileu, Kepler, Newton. •Com a teoria da relatividade de Einstein, com o princípio de incerteza de Heisenberg e com os avanços da física quântica, o conhecimento científico começou a adquirir outro estatuto. •Hoje o conhecimento científico é reconhecidamente do âmbito do conjectural. Ao ser um conhecimento racional, é tendencialmente universal, mas já não universalista no sentido positivista do termo. •O conhecimento científico é afinal um conhecimento construído da realidade. •Com a teoria da relatividade de Einstein, com o princípio de incerteza de Heisenberg e com os avanços da física quântica, o conhecimento científico começou a adquirir outro estatuto. •Hoje o conhecimento científico é reconhecidamente do âmbito do conjectural. Ao ser um conhecimento racional, é tendencialmente universal, mas já não universalista no sentido positivista do termo. •O conhecimento científico é afinal um conhecimento construído da realidade. •Sincretismo inicial. •Grande importância atribuída à teoria em detrimento da experiência. •Indiscriminação entre metafísica, religião e ciência. •Tales, Heraclito de Éfeso, Pitágoras Anaximandro, Anaxímenes… •Sincretismo inicial. •Grande importância atribuída à teoria em detrimento da experiência. •Indiscriminação entre metafísica, religião e ciência. •Tales, Heraclito de Éfeso, Pitágoras Anaximandro, Anaxímenes…
  • 4.
     Para osindutivistas, só o conhecimento que resulta do método indutivo é conhecimento científico: assim o cientista infere enunciados universais a partir de um número representativo de verificações de factos particulares.  Afirmação do pressuposto segundo o qual a ciência evolui a partir da acumulação de novos dados (as novas teorias acrescentam conhecimentos sem que haja uma alteração estrutural das mesmas) – defesa de um continuismo.  O critério de validação científica é, assim, a verificação e/ou confirmação experimentais (verificacionismo), ou seja, um enunciado é científico quando puder ser verificável empiricamente, testável pelos factos.  Em suma: o teste experimental, consiste na confirmação ou não confirmação da relação entre os fenómenos observados através de um determinado número representativo de experiências. Caso se confirme pela verificação, essa mesma relação transformar-se-á numa lei científica. PROBLEMA DA INUÇÃO  Ex.: Todos os corvos são negros. (Será que podemos ter experiência de todos os corvos? Ou poderemos confirmar que todos os corvos avistados até hoje são negros?) O método indutivoO método indutivo
  • 6.
  • 7.
     Karl Popperavança com um novo critério para distinguir o conhecimento científico de outros conhecimentos – o critério do falsificacionismo. Os enunciados só são científicos se puderem ser falsificáveis.  O critério de validade dos enunciados científicos não passará pela confirmação, mas pela falsificação. Assim a experiência é utilizada no sentido de testar a resistência da hipótese à sua tentativa de falsificação. Uma hipótese será tanto mais válida quanto mais resistir a esse mesmo empreendimento de falsificação.  Hipótese Consequência  Não se verifica a consequência  Hipótese não verificada  Hipótese Consequência  Não se verifica a consequência  Hipótese não verificada  Modus tollens  P Q  ~Q  Logo: ~P  Modus tollens  P Q  ~Q  Logo: ~P
  • 8.
     O quenão se pode fazer:  Falácia do modus ponens  Hipótese Consequência  Verifica-se a consequência  Logo: Hipótese verificada  Falácia do modus ponens  Hipótese Consequência  Verifica-se a consequência  Logo: Hipótese verificada  Falácia do modus ponens  P Q  Q  Logo: P  Falácia do modus ponens  P Q  Q  Logo: P
  • 9.
    4.ª fase: Experimentação. 3.ª fase:Dedução das consequências/ tentativa preditiva. 2.ª fase: Formulação da hipótese ou conjectura (fase criativa; raciocínio abdutivo). 1.ª fase: facto- problema.
  • 10.
    • No verificacionismorecorre-se à experiência para validar uma hipótese no sentido de verificar se as experiências confirmam ou não a mesma; • No critério falsificacionista um enunciado só é científico se resistir a todas as tentativas de falsificação empírica; o teste experimental procura experiências que infirmem a hipótese. • Para o critério verificacionista, basta encontrar um número representativo de casos que confirmem a hipótese para que a hipótese se possa tornar uma lei científica. • Para o critério falsificacionista é necessário que a hipótese resista a todas as tentativas de falsificação.
  • 11.
    Modus ponens P Q P Logo:Q Falácia do modus Ponens P Q Q Logo: P (Falácia da afirmação do consequente)
  • 12.
     Modus tollens P Q  ~Q  Logo:~P  Falácia do modus tollens  P Q  ~P  Logo:~Q  (Falácia da negação do antecedente)