SlideShare uma empresa Scribd logo
08/05/2012
GRUPO (Nome – Nº USP):

• Camila Dantas Ferreira – 7239732

• Fabiana da Silva Moreira – 7277781

• Ha Jung Lee - 2873458

• Jaqueline Fátima Mello dos Anjos – 7277795

• Jéssica Duarte Perez - 7277836

• Maytê Amarante - 6793692

• Paola Gentile Jacobelis – 2983387
Marcos Bagno
Marcos bagno
Quem é Marcos Bagno?
“MARCOS BAGNO vem se tornando conhecido
por sua luta contra a discriminação social por
meio da linguagem. Para ele, o preconceito
linguístico precisa ser reconhecido, denunciado e
combatido, porque é uma das formas mais sutis e
perversas de exclusão social.Por causa desta
militância, MARCOS BAGNO vem recebendo
amplo apoio de todos aqueles que desejam
construir uma        sociedade    verdadeiramente
democrática, governada pelo respeito às
diferenças e pelo acesso aos bens culturais de
prestígio.”(marcosbagno.com.br)
Principais obras:
• BAGNO (Org.) . Lingüística da norma. São Paulo:
    Edições Loyola, 2002. v. 1. 356 p.
• BAGNO . Dramática da língua portuguesa. São
    Paulo: Edições Loyola, 2000. 327 p.
• BAGNO . A Língua de Eulália. 6. ed. São Paulo:
    Editora Contexto, 1997. v. 1. 215 p.
• BAGNO . Português ou brasileiro? Um convite à
    pesquisa. São Paulo: Parábola Editorial, 2001.
• BAGNO . Preconceito lingüístico: o que é, como se
    faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999. v. 1.
Principais obras:
• BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por
    uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo,
    Parábola, 2007.
• BAGNO, Marcos. A norma oculta: língua & poder na
    sociedade brasileira. São Paulo, Parábola, 2003.
Para começar a conversa...
                    Carlos Drummond Andrade
                        Aula de Português

                           A linguagem
                        na ponta da língua,
                         tão fácil de falar
                          e de entender.

                            A linguagem
                  na superfície estrelada de letras,
                    sabe lá o que ela quer dizer?

               Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
                          e vai desmatando
                  o amazonas de minha ignorância.
                  Figuras de gramática, equipáticas,
            atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.

                Já esqueci a língua em que comia,
                    em que pedia para ir lá fora,
                  em que levava e dava pontapé,
                a língua, breve língua entrecortada
                      do namoro com a prima.

              O português são dois; o outro, mistério.
Para começar a conversa...
O que vocês acham das frases abaixo?
 1. Onde o profeta jaz, que a lei pubrica.
 2. Nas ilhas de Maldiva nasce a pranta.
 3. A noite negra e feia se alumia.
 4. É muito difícil para mim fazer isso sozinho.
 5. Por que você não foi me ver jogar?
 6. A Joana é uma menina que ela sabe o que faz.
 7. A Joana que ela sabe é uma menina o que faz
 8. Aquela garoto me xingou
 9. Vendem-se andares novos.
 10. Compra-se dois espaços de garagem.
A Mitologia do
Preconceito Lingüístico
“ A língua portuguesa falada
  no Brasil apresenta uma
  unidade surpreendente”
• “ Esse mito é muito prejudicial à educação
porque, ao não reconhecer a verdadeira
diversidade do português falado no Brasil, a
escola tenta impor sua norma linguística como se
ela fosse, de fato, a língua comum a todos os
quase 190 milhões de brasileiros,
independentemente de sua idade, de sua origem
geográfica, de sua situação socioeconômica, de
seu grau de escolarização.” ( Bagno, 2009, p. 27)
Esquemas de como se modifica a língua
      (tirados do livro “A língua de Eulália” de Bagno)
“Brasileiro não sabe
português / Só em Portugal se
    fala bem português”
•   O mito aborda a ideia errônea de que o português
    de Portugal é o correto, e que respeita a gramática
    normativa, pois o português brasileiro é uma língua
    de “matutos” e de “caipiras”.

•   Entretanto, o português brasileiro possui regras
    gramaticais próprias. Em Portugal, a seguinte frase
    é considerada correta: “A Lua é mais pequena que a
    Terra.” Na norma culta brasileira, nessa frase seria
    utilizada a expressão “menor”, que em Portugal é
    usada como ideia de qualidade.
•   O Brasil é um país continental, o que explica as
    variações da língua em cada região. O português
    de Portugal possui uma fonética diferente do
    português falado no sertão da Bahia, ou na cidade
    de São Paulo. Mesmo que as normas gramaticais
    sigam o padrão português, o “sotaque”
    permanecerá diferente e com uma escrita
    padronizada.
“ Português é muito difícil”
• Esse mito ocorre por causa da ideia que o
  português de Portugal é o correto, como
  foi abordado no mito anterior.

• “Se tanta gente continua a repetir que o
  ‘português é difícil’ é porque o ensino
  tradicional da língua no Brasil não leva em
  conta o uso brasileiro do português (p.
  36)”
• A dificuldade se dá na insistência dos
  gramáticos tradicionais em não adequar
  gramática normativa ao português brasileiro
  falado atualmente. Como resultado, os
  alunos não conseguem escrever de acordo
  com as normas, pois não possuem uma
  linguagem culta no seu dia a dia. Não
  apreendem o que não tem contato.
“ As pessoas sem instrução
    falam tudo errado”
• O mito tem como base a ideia de que qualquer
manifestação linguística que não siga o triângulo ESCOLA
– GRAMÁTICA – DICIONÁRIO seja considerada errada,
feia, deficiente.

• “O problema não está naquilo que se fala, mas em quem
fala o quê” (p. 59); Não se trata de uma questão
linguística, mas social e política.

•Fenômenos Fonéticos:
   •PALATALIZAÇÃO (Titia  Tchitchia / Oito  Oitcho)
   •ROTACISMO (Claudia Cráudia)
“ O lugar onde melhor se fala
   português no Brasil é o
         Maranhão”
• O mito nasceu da posição de subserviência em relação
ao português de Portugal;

• No Maranhão a população costuma utilizar o pronome
TU seguido das formas verbais clássicas com a terminação
em S. (Ex: Tu vais / Tu queres);

• “Não existe nenhuma variedade nacional, regional ou
social que seja intrinsecamente melhor, mais pura, mais
bonita, mais correta que outra. Toda variedade linguística
atende às necessidades da comunidade de seres
humanos que a empregam. ” (p. 64)
“ O certo é falar assim porque
      se escreve assim”
Teatro
                                                 Pernambucano: Té-atru
        Carioca: Tchi-atru
                             Paulista: Tê-atru



• “E agora? Quem está certo? Ora, todos estão igualmente
certos. O que acontece é que em toda comunicação linguística
do mundo existe um fenômeno chamado variação, isto é,
nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os lugares,
assim como nem todas as pessoas falam a própria língua de
modo idêntico o tempo todo.” (p.68)
A traição das imagens – René Magritte (1898-1967)




                  “Isto não é um cachimbo”

 “Isso não é um cachimbo de verdade, mas simplesmente a
representação gráfica, pictórica de um cachimbo. O mesmo
 acontece com a escrita alfabética, em sua regulamentação
ortográfica, pictórica e convencional da língua falada.” (p.70)
• “Afinal, a língua falada é a língua tal como foi aprendida
pelo falante em seu convívio com a família e com a
comunidade, logo nos primeiros anos de vida. É o
instrumento básico de sobrevivência. Um grito de socorro
tem muito mais eficácia do que essa mesma mensagem
escrita.
A língua escrita, por seu lado, é totalmente artificial, exige
treinamento, memorização, exercício, e obedece regras
fixas, de tendência conservadora, além de ser uma
representação não exaustiva da língua falada.” (p.71)
“ É preciso saber gramática
para falar e escrever bem”
• Gramática de Cipro e infante: “ A Gramática é instrumento
fundamental para o domínio do padrão culto da língua”.

• “Por que aquela declaração é um mito? Porque, como nos
diz Mário Perini em Sofrendo a gramática (p.50), “não existe
um grão de evidência em favor disso; toda a evidência
disponível é em contrário”. Afinal, se fosse assim, todos os
gramáticos seriam grandes escritores (o que está longe de ser
verdade), e os bons escritores seriam especialistas em
gramática.” (p.78)
• “Esse mito está ligado à milenar confusão que se faz entre
língua e gramática normativa. Mas é preciso desfazê-la. (...)
Como eu disse, enquanto a língua é um rio caudaloso, longo
e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática
normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água
parada, um charco, um brejo, um terreno alagadiço, à
margem da língua. Enquanto a água do rio/língua, por estar
em movimento, se renova incessantemente, a água do
igapó/gramática normativa envelhece e só se renovará
quando vier a próxima cheia.” (p.83)
• Os lingüistas e educadores são unânimes em combater
esse mito.

“(...) inutilidade das “aulas de gramática” e da urgência de
substituição dessas aulas por uma educação lingüística
digna deste nome, baseada na noção de letramento.” (p.88)
“ O domínio da norma culta é
um instrumento de ascensão
          social”
• “Se o domínio da norma-padrão fosse realmente
um instrumento de ascensão na sociedade, os
professores de português ocupariam o topo da
pirâmide social” (p. 89)

• “O domínio da norma-padrão de nada vai
adiantar a uma pessoa que não tenha todos os
dentes, que não tem casa decente para morar,
água encanada...” (p. 90)
O Círculo vicioso
        do preconceito linguístico

                              A GRAMÁTICA TRADICIONAL
  ENSINO        GRAMÁTICA     inspira a PRÁTICA DE ENSINO,
TRADICIONAL     TRADICIONAL
                              que por sua vez provoca o
                              surgimento da indústria do
                              LIVRO DIDÁTICO, cujos auto-
                              res recorrem à GRAMÁTICA
                              TRADICIONAL como fonte de
          LIVROS
         DIDÁTICOS            concepções e teorias sobre a
                              língua.
Possibilidade de “QUEBRA” do Círculo


PRÁTICA DE ENSINO: meio mais fácil de interferirmos
              no ciclo

CONTRIBUIÇÃO:         Políticas nacionais do MEC
                      Parâmetros Curriculares Nacionais
                      PNLD (Plano Nacional do Livro Didático)

LIMITAÇÕES: As editoras passaram a produzir livros que tratam do
  preconceito lingüístico, mas não mudaram muito o peso dado no
  decorrer do livro às práticas de leitura e escrita e ao ensino de
  gramática
Dificuldades de “QUEBRA” do círculo:
      o quarto elemento oculto


                            Comandos Paragramaticais:
                            é todo esse arsenal de
                            livros, manuais de redação
PRÁTICAS      GRAMÁTICA     de empresas jornalísticas,
DE ENSINO     TRADICIONAL   programas de rádio e de
                            televisão, colunas de jornal
                            e revista, CD-ROOMS,
                            “consultórios gramaticais”
                            por telefone e por aí afora...
         LIVROS
        DIDÁTICOS
1. Conscientizar-se de que todo falante nativo de uma
     língua é um usuário competente dessa língua.
2. Aceitar a ideia de que não existe erro de português.
3.   Não confundir erro de português com um simples
     erro de ortografia.
4. Reconhecer que tudo o que a Gramática Tradicional
     chama de erro é na verdade um fenômeno.
5. Conscientizar-se de que toda língua muda e varia.
6. Dar-se conta de que a língua portuguesa não vai bem,
   nem mal.
7. Respeitar a variedade linguística de todas as pessoas,
   porque:
8. A língua nos constitui.
9. O professor de português é professor de TUDO.
10. Ensinar bem é ensinar para o bem.
O Preconceito contra
             a linguística e os linguístas
Não há crise na língua, há crise na educação.

Historicamente, a escrita serviu em várias situações como modo de restringir o saber e o
poder às elites e não de democratizar o conhecimento como normalmente pensamos. E a
situação da educação brasileira e o preconceito linguístico estão, atualmente, servindo a esta
mesma finalidade.

“Pelas mesmas razões que levaram à transformação da Gramática Tradicional num
instrumento de dominação e exclusão social é que a atividade dos linguistas brasileiros vem
sofrendo ataques grosseiros por parte dos autointitulados ‘filósofos’ que representam, na
verdade, a reação mais conservadora contra qualquer tentativa de democratização do saber e
da sociedade”

“Que ameaça ao tipo de sociedade em que vivemos representa a democratização do saber
linguístico, a divulgação ampla das descobertas desse campo científico, a liberação da voz de
tantos milhões de pessoas condenadas ao silêncio por ‘não saber português’ ou por ‘falar
tudo errado’?”
Relação com o EJA
 Os alunos de EJA já vem de um histórico de baixa
  escolaridade, por isso, consequentemente , já sofrem o
  preconceito linguístico (Mito 4 - As pessoas sem instrução
  falam tudo errado);

 Muitos adultos não alfabetizados acabam indo para a escola
  numa tentativa de ascensão social (Mito 8 – O domínio da
  norma culta é um instrumento de ascensão social).
• Fazer correções tanto na fala quanto na escritas do alunos de
EJA é mais complicado do que corrigir uma criança, devido a
toda a experiência de vida do adulto. A maneira como ele fala e
consequentemente escreve está baseada na forma como ele
aprendeu e se acostumou a usar a linguagem.

•Essa pressão que o professor muitas vezes exerce sobre o
aluno, ou seja, que ele deve escrever sem “errar”, gera um
medo do “erro” e assim esses sujeitos não desenvolvem suas
potencialidades e acabam restringindo cada vez mais a língua
falada e escrita. (PRAZERES, p. 07)
Cuitelinho
Pena Branca & Xavantinho

 Cheguei na beira do porto
  Onde as onda se espaia
   As garça dá meia volta
  E senta na beira da praia
  E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia,ai,ai
      Ai quando eu vim
       da minha terra
    Despedi da parentáia

 Eu entrei no Mato Grosso
   Dei em terras paraguaia
      Lá tinha revolução
 Enfrentei fortes batáia,ai, ai
    A tua saudade corta
     Como aço de naváia
     O coração fica aflito
    Bate uma, a outra faia
   E os óio se enche d´água
Que até a vista se atrapáia, ai...
Sete fadas me fadaram
(José Afonso)
                             Sete fadas me fadaram
Sete cega-regas              Sete irmãos m'arrenegaram
Sete foles                   Sete vacas me morreram
Sete feridas                 Outras sete me mataram
Sete espadas
Sete dores                   Sete setes desvendei
Sete mortes                  Sete laranjinhas de oiro
Sete vidas                   Sete piados de agoiro
Sete amores                  Sete coisas que eu cá sei
Sete estrelas me ocultaram
Sete luas, sete sóis         Sete cabras mancas
Sete sonhos me negaram       Sete bruxas velhas
Aqui d'el rei é demais       Sete salamandras
Vídeos
 Zeca Camargo Aqui se Fala Português
(http://www.youtube.com/watch?v=0ff8b8Ao-h8)

 Trecho de novela – Chocolate com Pimenta
(http://www.youtube.com/watch?v=yJdaAN28azc)
Fonte: Googlego
Fonte: Googlego
Fonte: Googlego
Artigos de Revista
 "O preconceito linguistico deveria ser crime":
(http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110515-
17774,00-O+PRECONCEITO+LINGUISTICO+DEVERIA+SER+CRIME.html)

 "Preconceito linguistico e coitadismo linguistico":
(http://www.implicante.org/artigos/preconceito-linguistico-e-
coitadismo-linguistico/)

 "Vereador com preconceito linguistico quer implantar lei de crime
   gramatical em Fortaleza“
(http://www.rastreadoresdeimpurezas.org/2008/11/vereador-com-
preconceito-lingstico-que.html#!/2008/11/vereador-com-preconceito-
lingstico-que.html)
Livros sobre o tema
 A língua de Eulália: novela sociolinguística – Marcos
  Bagno (Ed. Contexto, 1997)

 Porque não ensinar gramática na escola – Sírio Possenti
  (Ed. Mercado de Letras, 1991)

 Letramento: um tema em três gêneros – Magda Soares
  (Ed. Autêtica, 1998)
BAGNO, MARCOS. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo:
Edições Loyola, 1999. v. 1.

Currículo Lattes de Marcos Araújo Bagno. Website:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4703558E1
Acessado em 04 de maio de 2012 às 20:30

Marcos Bagno: Escritor, tradutor, linguista e professor da UnB. Website:
http://marcosbagno.com.br Acessado em 04 de maio de 2012, às 21:00.

PRAZERES, Patrícia Fortuna Wanderley . Variação Lingüistica na educação de
Jovens e Adultos. Universidade Federal Fluminense.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Formalismo x funcionalismo
Formalismo x funcionalismoFormalismo x funcionalismo
Formalismo x funcionalismo
Daniele Silva
 
Variedades Linguísticas
Variedades LinguísticasVariedades Linguísticas
Variedades Linguísticas
7 de Setembro
 
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Parte 2   linguística geral saussure - apresentaçãoParte 2   linguística geral saussure - apresentação
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Mariana Correia
 
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolaresEnsino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
JohnJeffersonAlves1
 
Processos de formação de palavras
Processos de formação de palavrasProcessos de formação de palavras
Processos de formação de palavras
Cláudia Heloísa
 
O funcionalismo em linguística
O funcionalismo em linguísticaO funcionalismo em linguística
O funcionalismo em linguística
Fernanda Câmara
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
marimidlej
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
Elza Silveira
 
Polissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidadePolissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidade
Lilian Hodgson
 
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz 'Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
Danielle Galvão
 
Estruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à LinguísticaEstruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à Linguística
Maria Glalcy Fequetia Dalcim
 
Gerativismo
GerativismoGerativismo
Sociolinguística
SociolinguísticaSociolinguística
Sociolinguística
Maria Glalcy Fequetia Dalcim
 
Processos de formação de palavras
Processos de formação de palavrasProcessos de formação de palavras
Processos de formação de palavras
Olivaldo Ferreira
 
Dicotomias de saussure gabarito comentado
Dicotomias de saussure   gabarito comentadoDicotomias de saussure   gabarito comentado
Dicotomias de saussure gabarito comentado
Vilmar Vilaça
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
Carolina Loçasso Pereira
 
Interdiscursividade e intertextualidade
Interdiscursividade e intertextualidadeInterdiscursividade e intertextualidade
Interdiscursividade e intertextualidade
Mabel Teixeira
 
Aula iii teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
Aula iii   teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...Aula iii   teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
Aula iii teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
Professor Gleidison Carvalho
 
Texto e textualidade
Texto e textualidadeTexto e textualidade
Texto e textualidade
Marcx Winchester
 
Semântica
SemânticaSemântica
Semântica
Cláudia Heloísa
 

Mais procurados (20)

Formalismo x funcionalismo
Formalismo x funcionalismoFormalismo x funcionalismo
Formalismo x funcionalismo
 
Variedades Linguísticas
Variedades LinguísticasVariedades Linguísticas
Variedades Linguísticas
 
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Parte 2   linguística geral saussure - apresentaçãoParte 2   linguística geral saussure - apresentação
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
 
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolaresEnsino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
Ensino de Língua portuguesa: Reflexões críticas e práticas escolares
 
Processos de formação de palavras
Processos de formação de palavrasProcessos de formação de palavras
Processos de formação de palavras
 
O funcionalismo em linguística
O funcionalismo em linguísticaO funcionalismo em linguística
O funcionalismo em linguística
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
 
Polissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidadePolissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidade
 
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz 'Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
Slides 'Preconceito Linguístico o que é, como se faz '
 
Estruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à LinguísticaEstruturalismo - Introdução à Linguística
Estruturalismo - Introdução à Linguística
 
Gerativismo
GerativismoGerativismo
Gerativismo
 
Sociolinguística
SociolinguísticaSociolinguística
Sociolinguística
 
Processos de formação de palavras
Processos de formação de palavrasProcessos de formação de palavras
Processos de formação de palavras
 
Dicotomias de saussure gabarito comentado
Dicotomias de saussure   gabarito comentadoDicotomias de saussure   gabarito comentado
Dicotomias de saussure gabarito comentado
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Interdiscursividade e intertextualidade
Interdiscursividade e intertextualidadeInterdiscursividade e intertextualidade
Interdiscursividade e intertextualidade
 
Aula iii teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
Aula iii   teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...Aula iii   teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
Aula iii teorias dos atos de fala, teoria da atividade verbal e postulados ...
 
Texto e textualidade
Texto e textualidadeTexto e textualidade
Texto e textualidade
 
Semântica
SemânticaSemântica
Semântica
 

Destaque

Aula8 8 mitos sobre a língua portuguesa
Aula8  8 mitos sobre a língua portuguesaAula8  8 mitos sobre a língua portuguesa
Aula8 8 mitos sobre a língua portuguesa
André Figundio
 
Marcos bagno preconceito lingüístico
Marcos bagno   preconceito lingüísticoMarcos bagno   preconceito lingüístico
Marcos bagno preconceito lingüístico
Mariana Correia
 
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Renatinho Vogel
 
Preconceito Linguístico
Preconceito Linguístico Preconceito Linguístico
Preconceito Linguístico
Jhenifer Silva
 
Mito 7 - Marcos Bagno
Mito 7 - Marcos BagnoMito 7 - Marcos Bagno
Mito 7 - Marcos Bagno
vivalinguaviva
 
Mito3
Mito3Mito3
Preconceito linguístico
Preconceito linguísticoPreconceito linguístico
Preconceito linguístico
Jamille Rabelo
 
O mito 4
O  mito   4O  mito   4
Variedades linguísticas
Variedades linguísticasVariedades linguísticas
Variedades linguísticas
Cláudia Heloísa
 
Pesquisa na Escola
Pesquisa na Escola Pesquisa na Escola
Pesquisa na Escola
Jeane Garcia
 
Mídia e Preconceito Linguístico
Mídia e Preconceito LinguísticoMídia e Preconceito Linguístico
Mídia e Preconceito Linguístico
vivalinguaviva
 
Preconceito Linguístico - Marta Scherre
Preconceito Linguístico - Marta ScherrePreconceito Linguístico - Marta Scherre
Preconceito Linguístico - Marta Scherre
Israel Lima
 
Variação linguística
Variação linguísticaVariação linguística
Variação linguística
nunesmaril
 
Preconceito Linguístico
Preconceito LinguísticoPreconceito Linguístico
Preconceito Linguístico
Othavylla Tavinha
 
Parte 4 linguística geral apresentação
Parte 4   linguística geral apresentaçãoParte 4   linguística geral apresentação
Parte 4 linguística geral apresentação
Mariana Correia
 
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
Jididias Rodrigues da Silva
 
Objeção-do-círculo-vicioso
Objeção-do-círculo-viciosoObjeção-do-círculo-vicioso
Objeção-do-círculo-vicioso
Isabel Moura
 
9 c 3
9 c 39 c 3
Proclise
ProcliseProclise
Resumo estudo
Resumo estudoResumo estudo
Resumo estudo
Patricia Cardozo
 

Destaque (20)

Aula8 8 mitos sobre a língua portuguesa
Aula8  8 mitos sobre a língua portuguesaAula8  8 mitos sobre a língua portuguesa
Aula8 8 mitos sobre a língua portuguesa
 
Marcos bagno preconceito lingüístico
Marcos bagno   preconceito lingüísticoMarcos bagno   preconceito lingüístico
Marcos bagno preconceito lingüístico
 
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Mito 8 Bagno. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
 
Preconceito Linguístico
Preconceito Linguístico Preconceito Linguístico
Preconceito Linguístico
 
Mito 7 - Marcos Bagno
Mito 7 - Marcos BagnoMito 7 - Marcos Bagno
Mito 7 - Marcos Bagno
 
Mito3
Mito3Mito3
Mito3
 
Preconceito linguístico
Preconceito linguísticoPreconceito linguístico
Preconceito linguístico
 
O mito 4
O  mito   4O  mito   4
O mito 4
 
Variedades linguísticas
Variedades linguísticasVariedades linguísticas
Variedades linguísticas
 
Pesquisa na Escola
Pesquisa na Escola Pesquisa na Escola
Pesquisa na Escola
 
Mídia e Preconceito Linguístico
Mídia e Preconceito LinguísticoMídia e Preconceito Linguístico
Mídia e Preconceito Linguístico
 
Preconceito Linguístico - Marta Scherre
Preconceito Linguístico - Marta ScherrePreconceito Linguístico - Marta Scherre
Preconceito Linguístico - Marta Scherre
 
Variação linguística
Variação linguísticaVariação linguística
Variação linguística
 
Preconceito Linguístico
Preconceito LinguísticoPreconceito Linguístico
Preconceito Linguístico
 
Parte 4 linguística geral apresentação
Parte 4   linguística geral apresentaçãoParte 4   linguística geral apresentação
Parte 4 linguística geral apresentação
 
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR: COMO PREVENIR?
 
Objeção-do-círculo-vicioso
Objeção-do-círculo-viciosoObjeção-do-círculo-vicioso
Objeção-do-círculo-vicioso
 
9 c 3
9 c 39 c 3
9 c 3
 
Proclise
ProcliseProclise
Proclise
 
Resumo estudo
Resumo estudoResumo estudo
Resumo estudo
 

Semelhante a Marcos bagno

Preconceito Linguístico.pptx
Preconceito Linguístico.pptxPreconceito Linguístico.pptx
Preconceito Linguístico.pptx
WanderMacedo2
 
A mitologia do preconceito linguístico final
A mitologia do preconceito linguístico finalA mitologia do preconceito linguístico final
A mitologia do preconceito linguístico final
Adriana Rocha de Jesus
 
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptxMaterial sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
MarianaFernandesdosS1
 
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULADIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
Roberto Carlos Sena
 
3 encontro - Pnaic 2015
3 encontro - Pnaic 20153 encontro - Pnaic 2015
3 encontro - Pnaic 2015
Adriana De Almeida Braga
 
14.resenha adriano - preconceito linguistico
14.resenha adriano - preconceito linguistico14.resenha adriano - preconceito linguistico
14.resenha adriano - preconceito linguistico
robertodejesus
 
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptxsec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
irmaosbatista2023
 
Nossa lingua portuguesa
Nossa lingua portuguesaNossa lingua portuguesa
Nossa lingua portuguesa
Cristiane Paula Czepak Cris
 
Variação Linguística
Variação LinguísticaVariação Linguística
Variação Linguística
Silmatuk
 
Língua pdf
Língua pdfLíngua pdf
Trabalho da eulália
Trabalho da euláliaTrabalho da eulália
Trabalho da eulália
Gabinessa
 
Trabalho da eulália
Trabalho da euláliaTrabalho da eulália
Trabalho da eulália
Gabinessa
 
A lingua de Eulalia
A lingua de EulaliaA lingua de Eulalia
A lingua de Eulalia
MarinaGLD
 
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
Naysa Taboada
 
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃOAULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
LucasGomesHaider1
 
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
Parte 4   linguística geral apresentação 2012Parte 4   linguística geral apresentação 2012
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
Mariana Correia
 
Português
PortuguêsPortuguês
Ed#3 novo acordo ortographico
Ed#3  novo acordo ortographicoEd#3  novo acordo ortographico
Ed#3 novo acordo ortographico
autoresalertas
 
Camões também falava "ingrês"!
Camões também falava "ingrês"!Camões também falava "ingrês"!
Camões também falava "ingrês"!
Aleksandra Sampaio
 
Variação e preconceito.pptx
Variação e preconceito.pptxVariação e preconceito.pptx
Variação e preconceito.pptx
JosenaldoOliveiraLuc
 

Semelhante a Marcos bagno (20)

Preconceito Linguístico.pptx
Preconceito Linguístico.pptxPreconceito Linguístico.pptx
Preconceito Linguístico.pptx
 
A mitologia do preconceito linguístico final
A mitologia do preconceito linguístico finalA mitologia do preconceito linguístico final
A mitologia do preconceito linguístico final
 
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptxMaterial sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
Material sobreslidespreconceitolinguistico.pptx
 
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULADIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA SALA DE AULA
 
3 encontro - Pnaic 2015
3 encontro - Pnaic 20153 encontro - Pnaic 2015
3 encontro - Pnaic 2015
 
14.resenha adriano - preconceito linguistico
14.resenha adriano - preconceito linguistico14.resenha adriano - preconceito linguistico
14.resenha adriano - preconceito linguistico
 
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptxsec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
sec-ii-variac387c383o-linguc38dstica.pptx
 
Nossa lingua portuguesa
Nossa lingua portuguesaNossa lingua portuguesa
Nossa lingua portuguesa
 
Variação Linguística
Variação LinguísticaVariação Linguística
Variação Linguística
 
Língua pdf
Língua pdfLíngua pdf
Língua pdf
 
Trabalho da eulália
Trabalho da euláliaTrabalho da eulália
Trabalho da eulália
 
Trabalho da eulália
Trabalho da euláliaTrabalho da eulália
Trabalho da eulália
 
A lingua de Eulalia
A lingua de EulaliaA lingua de Eulalia
A lingua de Eulalia
 
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
Pnaic 30 de julho matutino e vespertino atual (1)
 
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃOAULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
AULA DE PORTUGUÊS - FALA E ESCRITA / CULTA E PADRÃO
 
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
Parte 4   linguística geral apresentação 2012Parte 4   linguística geral apresentação 2012
Parte 4 linguística geral apresentação 2012
 
Português
PortuguêsPortuguês
Português
 
Ed#3 novo acordo ortographico
Ed#3  novo acordo ortographicoEd#3  novo acordo ortographico
Ed#3 novo acordo ortographico
 
Camões também falava "ingrês"!
Camões também falava "ingrês"!Camões também falava "ingrês"!
Camões também falava "ingrês"!
 
Variação e preconceito.pptx
Variação e preconceito.pptxVariação e preconceito.pptx
Variação e preconceito.pptx
 

Marcos bagno

  • 1. 08/05/2012 GRUPO (Nome – Nº USP): • Camila Dantas Ferreira – 7239732 • Fabiana da Silva Moreira – 7277781 • Ha Jung Lee - 2873458 • Jaqueline Fátima Mello dos Anjos – 7277795 • Jéssica Duarte Perez - 7277836 • Maytê Amarante - 6793692 • Paola Gentile Jacobelis – 2983387
  • 4. Quem é Marcos Bagno?
  • 5. “MARCOS BAGNO vem se tornando conhecido por sua luta contra a discriminação social por meio da linguagem. Para ele, o preconceito linguístico precisa ser reconhecido, denunciado e combatido, porque é uma das formas mais sutis e perversas de exclusão social.Por causa desta militância, MARCOS BAGNO vem recebendo amplo apoio de todos aqueles que desejam construir uma sociedade verdadeiramente democrática, governada pelo respeito às diferenças e pelo acesso aos bens culturais de prestígio.”(marcosbagno.com.br)
  • 6. Principais obras: • BAGNO (Org.) . Lingüística da norma. São Paulo: Edições Loyola, 2002. v. 1. 356 p. • BAGNO . Dramática da língua portuguesa. São Paulo: Edições Loyola, 2000. 327 p. • BAGNO . A Língua de Eulália. 6. ed. São Paulo: Editora Contexto, 1997. v. 1. 215 p. • BAGNO . Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa. São Paulo: Parábola Editorial, 2001. • BAGNO . Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999. v. 1.
  • 7. Principais obras: • BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo, Parábola, 2007. • BAGNO, Marcos. A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira. São Paulo, Parábola, 2003.
  • 8. Para começar a conversa... Carlos Drummond Andrade Aula de Português A linguagem na ponta da língua, tão fácil de falar e de entender. A linguagem na superfície estrelada de letras, sabe lá o que ela quer dizer? Professor Carlos Góis, ele é quem sabe, e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramática, equipáticas, atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me. Já esqueci a língua em que comia, em que pedia para ir lá fora, em que levava e dava pontapé, a língua, breve língua entrecortada do namoro com a prima. O português são dois; o outro, mistério.
  • 9. Para começar a conversa... O que vocês acham das frases abaixo?  1. Onde o profeta jaz, que a lei pubrica.  2. Nas ilhas de Maldiva nasce a pranta.  3. A noite negra e feia se alumia.  4. É muito difícil para mim fazer isso sozinho.  5. Por que você não foi me ver jogar?  6. A Joana é uma menina que ela sabe o que faz.  7. A Joana que ela sabe é uma menina o que faz  8. Aquela garoto me xingou  9. Vendem-se andares novos.  10. Compra-se dois espaços de garagem.
  • 10. A Mitologia do Preconceito Lingüístico
  • 11. “ A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”
  • 12. • “ Esse mito é muito prejudicial à educação porque, ao não reconhecer a verdadeira diversidade do português falado no Brasil, a escola tenta impor sua norma linguística como se ela fosse, de fato, a língua comum a todos os quase 190 milhões de brasileiros, independentemente de sua idade, de sua origem geográfica, de sua situação socioeconômica, de seu grau de escolarização.” ( Bagno, 2009, p. 27)
  • 13. Esquemas de como se modifica a língua (tirados do livro “A língua de Eulália” de Bagno)
  • 14. “Brasileiro não sabe português / Só em Portugal se fala bem português”
  • 15. O mito aborda a ideia errônea de que o português de Portugal é o correto, e que respeita a gramática normativa, pois o português brasileiro é uma língua de “matutos” e de “caipiras”. • Entretanto, o português brasileiro possui regras gramaticais próprias. Em Portugal, a seguinte frase é considerada correta: “A Lua é mais pequena que a Terra.” Na norma culta brasileira, nessa frase seria utilizada a expressão “menor”, que em Portugal é usada como ideia de qualidade.
  • 16. O Brasil é um país continental, o que explica as variações da língua em cada região. O português de Portugal possui uma fonética diferente do português falado no sertão da Bahia, ou na cidade de São Paulo. Mesmo que as normas gramaticais sigam o padrão português, o “sotaque” permanecerá diferente e com uma escrita padronizada.
  • 17. “ Português é muito difícil”
  • 18. • Esse mito ocorre por causa da ideia que o português de Portugal é o correto, como foi abordado no mito anterior. • “Se tanta gente continua a repetir que o ‘português é difícil’ é porque o ensino tradicional da língua no Brasil não leva em conta o uso brasileiro do português (p. 36)”
  • 19. • A dificuldade se dá na insistência dos gramáticos tradicionais em não adequar gramática normativa ao português brasileiro falado atualmente. Como resultado, os alunos não conseguem escrever de acordo com as normas, pois não possuem uma linguagem culta no seu dia a dia. Não apreendem o que não tem contato.
  • 20. “ As pessoas sem instrução falam tudo errado”
  • 21. • O mito tem como base a ideia de que qualquer manifestação linguística que não siga o triângulo ESCOLA – GRAMÁTICA – DICIONÁRIO seja considerada errada, feia, deficiente. • “O problema não está naquilo que se fala, mas em quem fala o quê” (p. 59); Não se trata de uma questão linguística, mas social e política. •Fenômenos Fonéticos: •PALATALIZAÇÃO (Titia  Tchitchia / Oito  Oitcho) •ROTACISMO (Claudia Cráudia)
  • 22. “ O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”
  • 23. • O mito nasceu da posição de subserviência em relação ao português de Portugal; • No Maranhão a população costuma utilizar o pronome TU seguido das formas verbais clássicas com a terminação em S. (Ex: Tu vais / Tu queres); • “Não existe nenhuma variedade nacional, regional ou social que seja intrinsecamente melhor, mais pura, mais bonita, mais correta que outra. Toda variedade linguística atende às necessidades da comunidade de seres humanos que a empregam. ” (p. 64)
  • 24. “ O certo é falar assim porque se escreve assim”
  • 25. Teatro Pernambucano: Té-atru Carioca: Tchi-atru Paulista: Tê-atru • “E agora? Quem está certo? Ora, todos estão igualmente certos. O que acontece é que em toda comunicação linguística do mundo existe um fenômeno chamado variação, isto é, nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os lugares, assim como nem todas as pessoas falam a própria língua de modo idêntico o tempo todo.” (p.68)
  • 26. A traição das imagens – René Magritte (1898-1967) “Isto não é um cachimbo” “Isso não é um cachimbo de verdade, mas simplesmente a representação gráfica, pictórica de um cachimbo. O mesmo acontece com a escrita alfabética, em sua regulamentação ortográfica, pictórica e convencional da língua falada.” (p.70)
  • 27. • “Afinal, a língua falada é a língua tal como foi aprendida pelo falante em seu convívio com a família e com a comunidade, logo nos primeiros anos de vida. É o instrumento básico de sobrevivência. Um grito de socorro tem muito mais eficácia do que essa mesma mensagem escrita. A língua escrita, por seu lado, é totalmente artificial, exige treinamento, memorização, exercício, e obedece regras fixas, de tendência conservadora, além de ser uma representação não exaustiva da língua falada.” (p.71)
  • 28. “ É preciso saber gramática para falar e escrever bem”
  • 29. • Gramática de Cipro e infante: “ A Gramática é instrumento fundamental para o domínio do padrão culto da língua”. • “Por que aquela declaração é um mito? Porque, como nos diz Mário Perini em Sofrendo a gramática (p.50), “não existe um grão de evidência em favor disso; toda a evidência disponível é em contrário”. Afinal, se fosse assim, todos os gramáticos seriam grandes escritores (o que está longe de ser verdade), e os bons escritores seriam especialistas em gramática.” (p.78)
  • 30. • “Esse mito está ligado à milenar confusão que se faz entre língua e gramática normativa. Mas é preciso desfazê-la. (...) Como eu disse, enquanto a língua é um rio caudaloso, longo e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água parada, um charco, um brejo, um terreno alagadiço, à margem da língua. Enquanto a água do rio/língua, por estar em movimento, se renova incessantemente, a água do igapó/gramática normativa envelhece e só se renovará quando vier a próxima cheia.” (p.83)
  • 31. • Os lingüistas e educadores são unânimes em combater esse mito. “(...) inutilidade das “aulas de gramática” e da urgência de substituição dessas aulas por uma educação lingüística digna deste nome, baseada na noção de letramento.” (p.88)
  • 32. “ O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”
  • 33. • “Se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social” (p. 89) • “O domínio da norma-padrão de nada vai adiantar a uma pessoa que não tenha todos os dentes, que não tem casa decente para morar, água encanada...” (p. 90)
  • 34. O Círculo vicioso do preconceito linguístico A GRAMÁTICA TRADICIONAL ENSINO GRAMÁTICA inspira a PRÁTICA DE ENSINO, TRADICIONAL TRADICIONAL que por sua vez provoca o surgimento da indústria do LIVRO DIDÁTICO, cujos auto- res recorrem à GRAMÁTICA TRADICIONAL como fonte de LIVROS DIDÁTICOS concepções e teorias sobre a língua.
  • 35. Possibilidade de “QUEBRA” do Círculo PRÁTICA DE ENSINO: meio mais fácil de interferirmos no ciclo CONTRIBUIÇÃO: Políticas nacionais do MEC Parâmetros Curriculares Nacionais PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) LIMITAÇÕES: As editoras passaram a produzir livros que tratam do preconceito lingüístico, mas não mudaram muito o peso dado no decorrer do livro às práticas de leitura e escrita e ao ensino de gramática
  • 36. Dificuldades de “QUEBRA” do círculo: o quarto elemento oculto Comandos Paragramaticais: é todo esse arsenal de livros, manuais de redação PRÁTICAS GRAMÁTICA de empresas jornalísticas, DE ENSINO TRADICIONAL programas de rádio e de televisão, colunas de jornal e revista, CD-ROOMS, “consultórios gramaticais” por telefone e por aí afora... LIVROS DIDÁTICOS
  • 37. 1. Conscientizar-se de que todo falante nativo de uma língua é um usuário competente dessa língua. 2. Aceitar a ideia de que não existe erro de português. 3. Não confundir erro de português com um simples erro de ortografia. 4. Reconhecer que tudo o que a Gramática Tradicional chama de erro é na verdade um fenômeno.
  • 38. 5. Conscientizar-se de que toda língua muda e varia. 6. Dar-se conta de que a língua portuguesa não vai bem, nem mal. 7. Respeitar a variedade linguística de todas as pessoas, porque: 8. A língua nos constitui. 9. O professor de português é professor de TUDO. 10. Ensinar bem é ensinar para o bem.
  • 39. O Preconceito contra a linguística e os linguístas Não há crise na língua, há crise na educação. Historicamente, a escrita serviu em várias situações como modo de restringir o saber e o poder às elites e não de democratizar o conhecimento como normalmente pensamos. E a situação da educação brasileira e o preconceito linguístico estão, atualmente, servindo a esta mesma finalidade. “Pelas mesmas razões que levaram à transformação da Gramática Tradicional num instrumento de dominação e exclusão social é que a atividade dos linguistas brasileiros vem sofrendo ataques grosseiros por parte dos autointitulados ‘filósofos’ que representam, na verdade, a reação mais conservadora contra qualquer tentativa de democratização do saber e da sociedade” “Que ameaça ao tipo de sociedade em que vivemos representa a democratização do saber linguístico, a divulgação ampla das descobertas desse campo científico, a liberação da voz de tantos milhões de pessoas condenadas ao silêncio por ‘não saber português’ ou por ‘falar tudo errado’?”
  • 40. Relação com o EJA  Os alunos de EJA já vem de um histórico de baixa escolaridade, por isso, consequentemente , já sofrem o preconceito linguístico (Mito 4 - As pessoas sem instrução falam tudo errado);  Muitos adultos não alfabetizados acabam indo para a escola numa tentativa de ascensão social (Mito 8 – O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social).
  • 41. • Fazer correções tanto na fala quanto na escritas do alunos de EJA é mais complicado do que corrigir uma criança, devido a toda a experiência de vida do adulto. A maneira como ele fala e consequentemente escreve está baseada na forma como ele aprendeu e se acostumou a usar a linguagem. •Essa pressão que o professor muitas vezes exerce sobre o aluno, ou seja, que ele deve escrever sem “errar”, gera um medo do “erro” e assim esses sujeitos não desenvolvem suas potencialidades e acabam restringindo cada vez mais a língua falada e escrita. (PRAZERES, p. 07)
  • 42. Cuitelinho Pena Branca & Xavantinho Cheguei na beira do porto Onde as onda se espaia As garça dá meia volta E senta na beira da praia E o cuitelinho não gosta Que o botão de rosa caia,ai,ai Ai quando eu vim da minha terra Despedi da parentáia Eu entrei no Mato Grosso Dei em terras paraguaia Lá tinha revolução Enfrentei fortes batáia,ai, ai A tua saudade corta Como aço de naváia O coração fica aflito Bate uma, a outra faia E os óio se enche d´água Que até a vista se atrapáia, ai...
  • 43. Sete fadas me fadaram (José Afonso) Sete fadas me fadaram Sete cega-regas Sete irmãos m'arrenegaram Sete foles Sete vacas me morreram Sete feridas Outras sete me mataram Sete espadas Sete dores Sete setes desvendei Sete mortes Sete laranjinhas de oiro Sete vidas Sete piados de agoiro Sete amores Sete coisas que eu cá sei Sete estrelas me ocultaram Sete luas, sete sóis Sete cabras mancas Sete sonhos me negaram Sete bruxas velhas Aqui d'el rei é demais Sete salamandras
  • 44. Vídeos  Zeca Camargo Aqui se Fala Português (http://www.youtube.com/watch?v=0ff8b8Ao-h8)  Trecho de novela – Chocolate com Pimenta (http://www.youtube.com/watch?v=yJdaAN28azc)
  • 48. Artigos de Revista  "O preconceito linguistico deveria ser crime": (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110515- 17774,00-O+PRECONCEITO+LINGUISTICO+DEVERIA+SER+CRIME.html)  "Preconceito linguistico e coitadismo linguistico": (http://www.implicante.org/artigos/preconceito-linguistico-e- coitadismo-linguistico/)  "Vereador com preconceito linguistico quer implantar lei de crime gramatical em Fortaleza“ (http://www.rastreadoresdeimpurezas.org/2008/11/vereador-com- preconceito-lingstico-que.html#!/2008/11/vereador-com-preconceito- lingstico-que.html)
  • 49. Livros sobre o tema  A língua de Eulália: novela sociolinguística – Marcos Bagno (Ed. Contexto, 1997)  Porque não ensinar gramática na escola – Sírio Possenti (Ed. Mercado de Letras, 1991)  Letramento: um tema em três gêneros – Magda Soares (Ed. Autêtica, 1998)
  • 50. BAGNO, MARCOS. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999. v. 1. Currículo Lattes de Marcos Araújo Bagno. Website: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4703558E1 Acessado em 04 de maio de 2012 às 20:30 Marcos Bagno: Escritor, tradutor, linguista e professor da UnB. Website: http://marcosbagno.com.br Acessado em 04 de maio de 2012, às 21:00. PRAZERES, Patrícia Fortuna Wanderley . Variação Lingüistica na educação de Jovens e Adultos. Universidade Federal Fluminense.