O documento descreve o que é literatura, diferencia textos literários de não literários e apresenta exemplos de cada. Também define gêneros literários como épico, lírico e dramático e apresenta exemplos como o soneto. Por fim, traz um panorama da literatura portuguesa e brasileira com suas principais épocas e autores.
TEXTOS LITERÁRIOS ENÃO LITERÁRIOS
LITERÁRIOS:
ELABORADOS
COM
CUIDADO
ESTÉTICO, DE LINGUAGEM TRABALHADA, FORMA
ARTÍSTICA CUIDADOSA, COM USO DE VÁRIOS
RECURSOS
COMO:
FIGURAS
DE
LINGUAGENS,
PONTUAÇÃO
ESPECIAL,
VOCABULÁRIO
SELECIONADO, MUSICALIDADE E RITMO.
SÃO
CARREGADOS DE EMOÇÃO E SIMBOLOGIA, QUE
TRAZ VIDA E BELEZA AS PALAVRAS DO PAPEL .
NÃO
LITERÁRIOS:
TEXTOS
CORRIQUEIROS, DESPROVIDOS DE TAIS ELEMENTOS
ARTÍSTICOS OU RECURSOS MAIS DEFINIDOS.
4.
EXEMPLOS: LITERÁRIO
O engenheiro
(João Cabral de Melo Neto)
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número;
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
( Em certas tardes nós subíamos
Ao edifício. A cidade diária,
Como um jornal que todos liam
Ganhava um pulmão de cimento e vidro.)
A água, o vento, a claridade,
De um lado o rio, no alto as nuvens,
Situavam na natureza o edifício
Crescendo de suas forças simples
GÊNEROS
ÉPICO:
narrativa
relacionadas
à
exaltação
de
acontecimentos heroicos(epopeias), revoluções sociais,
feitos brilhantes e bem sucedidos. (novela, crônica, conto,
fábula, romance etc...)
LÍRICO:
aplica-se a textos subjetivos, em que o eu
lírico(poético) fala de seus sentimentos, emoções, desejos,
enfim, do seu estado da alma. (poemas, sonetos, hinos, ode,
prosa poética etc...)
DRAMÁTICO: obra literária em forma de poema ou prosa,
conhecida como peça teatral, ou seja, feita para ser
representada. (auto, comédia, farsa, tragédia etc...)
7.
EXEMPLO DE SONETO
Sonetode Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
QUADRO GERAL
LITERATURA PORTUGUESA
ERAMEDIDEVAL
TROVADORISMO
HUMANISMO
SÉCULOS XII A XIV
SÉCULOS XV
CANCIONEIROS
POESIA
TROVADORESCA(CANTIGAS)
CANCIONEIRO GERAL
FERNÃO LOPES
GIL VICENTE
10.
QUADRO GERAL
LITERATURA PORTUGUESA
ERACLÁSSICA
RENASCIMENTO/
CLASSICISMO
BARROCO/
SEISCENTISMO
NEOCLASSICISMO/
ARCADISMO
SÉCULO XVI
SÉCULO XVII A XVIII SÉCULO XVIII
CAMÕES
CULTISMO
CONCEPTISMO
Pe. ANTÔNIO
VIEIRA
ÁRCADIA LUSITANA
NOVA ÁRCADIA
BOCAGE
11.
QUADRO GERAL
LITERATURA PORTUGUESA
ERAROMÂNTICA
ROMANTISMO
REALISMO/
SIMBOLISMO
NATURALISMO
MODERNISMO
SÉCULO XIX
SÉCULO XIX
SÉCULO XIX
SÉCULO XX
ALMEIDA
GARRETT
ALEXANDRE
HERCULANO
CAMILO
CASTELO
BRANCO
JÚLIO DINIZ
QUESTÃO
COIMBRÃ
ANTERO DE
QUENTAL
EÇA DE
QUEIRÓS
EUGÊNIO DE
CASTRO
ANTÔNIO
NOBRE
CAMILO
PESSANHA
REVISTA
ORPHEU
FERNANDO
PESSOA
REV.
PRESENÇA
12.
QUADRO GERAL
LITERATURA BRASILEIRA
ERACOLONIAL
QUINHENTISMO
BARROCO
NEOCLASSICISMO
ARCADISMO
SÉCULO XVI
SÉCULO XVII/XVIII
SÉCULO XVIII
DESCOBRIMENTO
LITERATURA
INFORMATIVA
LITERATURA
CATEQUÉTICA
JOSÉ DE
ANCHIETA
BAHIA
GREGÓRIO DE
MATTOS
MINAS GERAIS
CLÁUDIO MANOEL
DA COSTA
TOMÁS ANTONIO
GONZAGA
BASÍLIO DA GAMA
SANTA RITA DURÃO
13.
QUADRO GERAL
LITERATURA BRASILEIRA
ERANACIONAL
ROMANTISMO
REALISMO
NATURALISMO
PARNASIANISMO
SIMBOLISMO
MODERNISMO
Século XIX
Século XIX
Século XIX
Século XX
Independência
Gonçalves Dias
Alvares De
Azevedo
Castro Alves
Joaquim Manuel
De Macedo
José De Alencar
Machado De
Assis
Aluísio Azevedo
Raul Pompéia
Parnasianismo
Cruz E Sousa
Alphonsus De
Guimarães
Semana De 22
Mário E. Osvald
De Andrade
Geração De 30
Geração De 45
Guimarães Rosa
Clarice Lispector
AMOR E AMIGO
Vocême
proibiu, senhora, de que
lhe dissesse qualquer coisa
sobre o quanto sofro por
sua causa.
Mas então me diga, por
Deus, senhora: a quem
falarei o quanto sofro e já
sofri por você senão a
você mesma?
(D. Dinis)
AUTO DA BARCADO INFERNO
Escrita em 1517, durante a transição entre Idade Média e
Renascimento, o Auto da Barca do Inferno, é uma das obras mais
representativas do teatro vicentino. Como em tantas outras
peças, nesta o autor aproveita a temática religiosa como pretexto
para a crítica de costumes.
A Obra
O primeiro a embarcar é um Fidalgo, que chega acompanhado
de um Pajem, que leva a calda da roupa do Fidalgo e também
uma cadeira, para seu encosto.
O Diabo mal viu o Fidalgo e já lhe falou para entrar em sua
barca, pois ele iria levar mais almas e mostrar que era bom
navegante. Antes disso, o companheiro do Diabo, começou a
preparar a barca para que as almas dos que viessem, pudessem
entrar. Quando tudo estava pronto, o Fidalgo dirigiu a palavra
ao Diabo, perguntando para onde aquela barca iria. O Diabo
respondeu que iria para o Inferno, então o Fidalgo resolveu ser
sarcástico e falou que as roupas do Diabo pareciam de uma
mulher e que sua barca era horrível. O Diabo não gostou da
provocação e disse que aquela barca com certeza era ideal
para ele, devido a sua impertinência. O Fidalgo espantado, diz
ao Diabo que tem quem reze por ele, mas acaba recebendo a
notícia de que seu pai também havia embarcado rumo ao
Inferno.