ESCOLA ESTADUAL DIRETOR NÉLSON RODRIGUES
ANA FLÁVIA FERREIRA ALVES
CARLOS EDUARDO BOLOGNANI DIAS
GUSTAVO FIGUEIREDO RUFINO
FLÁVIO AUGUSTO SILVA DE AVEIRO
JOÃO LUÍS PESSOA HORTA DE PADUA
JÚLIA MIGUEL ZEIN DOS SANTOS
MARIA EDUARDA SILVA SOUTO
RAFAEL VILAS BOAS
PRECONCEITO LINGUÍSTICO: O QUE É, COMO SE FAZ (MARCOS BAGNO)
Mito n° 2
“Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala
bem português”
Professor: Jhonatas
Serrania MG 2025
ALUNOS DO 1º REG 2
Preconceito Linguístico: O que é, Como se
Faz
(Marcos Bagno)
Mito n° 2
“Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala bem
português”
INTRODUÇÃO
SOBRE O AUTOR:
Marcos Bagno é um renomado linguista brasileiro, professor e
escritor. Ele é Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela
Universidade de São Paulo (USP), com uma carreira focada no
estudo da língua portuguesa e suas variações.
O TEMA CENTRAL: PRECONCEITO LINGUÍSTICO
O trabalho discute o preconceito linguístico, abordando como a
sociedade vê algumas variantes da língua portuguesa como
'inferiores'. Bagno propõe a desconstrução desses mitos para
valorizar as diferentes formas de falar o português no Brasil.
OBJETIVO
O principal objetivo de Bagno é mostrar que o português falado
no Brasil, com suas variações regionais, é legítimo e merece ser
respeitado, sem estigmas ou preconceitos.
MITO DO 'BRASILEIRO NÃO SABE PORTUGUÊS'
O MITO COMUM
É comum no Brasil ouvir que os brasileiros não sabem falar
português, principalmente por causa das variantes regionais da
língua. Esse mito está relacionado à visão de que apenas a norma
culta é válida, desconsiderando as variações legítimas da língua
falada no país.
A CONFUSÃO COM A GRAMÁTICA NORMATIVA
O preconceito linguístico no Brasil se baseia na confusão entre a
língua falada no cotidiano e as regras rígidas da gramática
normativa. Isso gera à ideia errônea de que só existe um jeito
correto de falar português.
IMPACTOS DO MITO
Esse mito perpetua a ideia de que o português falado no Brasil é
inferior ao português de outros países lusófonos, como Portugal,
e exclui a riqueza das variações linguísticas naturais do Brasil.
VISÃO DO BRASIL COMO INFERIOR LINGUISTICAMENTE
No Brasil, existe a ideia de que o português falado aqui é inferior
em relação ao português de Portugal, devido à nossa história de
colonização. Essa visão de inferioridade linguística é perpetuada
por uma valorização da língua europeia em detrimento das
variantes brasileiras.
COLONIZAÇÃO E INFLUÊNCIA CULTURAL
O complexo de inferioridade linguística está intimamente ligado ao
processo de colonização. Durante muito tempo, a cultura europeia foi
vista como superior, o que afetou à autoestima linguística do povo
brasileiro e a valorização de suas formas de expressão.
SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE
Marcos Bagno propõe uma mudança de perspectiva, defendendo
que o português brasileiro deve ser valorizado em suas variações
e características, pois ele é uma língua viva, que evolui conforme
as necessidades culturais e sociais do país.
A CONFUSÃO ENTRE LÍNGUA E GRAMÁTICA NORMATIVA
LÍNGUA FALADA VS. GRAMÁTICA NORMATIVA
A gramática normativa não representa toda a língua falada, mas
apenas uma tentativa de estabelecer regras para o que é
considerado 'correto'. A língua é dinâmica e varia conforme a
região, cultura e contexto social, enquanto a gramática normativa
busca uniformizar e padronizar o uso da língua.
CONSEQUÊNCIAS DA CONFUSÃO
A confusão entre língua falada e regras normativas perpetua o
preconceito linguístico, considerando como 'errado' o que é
apenas uma variação legítima da língua. Isso marginaliza
diversas formas de expressão e reforça à ideia de que existe um
único jeito certo de falar.
A VISÃO DE MARCOS BAGNO
Marcos Bagno defende que é fundamental
separar a língua falada das regras gramaticais
rígidas. Ele argumenta que a diversidade
linguística deve ser valorizada, respeitando as
variações naturais da fala que surgem com o
tempo e com as diferentes comunidades.
DIFERENÇAS ENTRE O PORTUGUÊS DO BRASIL E O DE PORTUGAL
Variações Linguísticas
O português falado no Brasil e em Portugal apresenta várias
diferenças, como vocabulário, gramática, pronúncia e sintaxe.
Essas variações não são erros, mas sim manifestações naturais
da língua, que evoluem de acordo com o contexto e a região.
Exemplos de Diferenças
Por exemplo, no Brasil diz-se 'trem', enquanto em Portugal a
palavra correspondente é 'comboio'. Também existem diferenças
no uso de pronomes, conjugação verbal e expressões
idiomáticas.
Valorização das Diferenças
Marcos Bagno defende que devemos valorizar essas diferenças
como parte da riqueza do português falado em diferentes países.
As variações são uma parte natural da língua, que deve ser vista
como um bem cultural e social.
A Visão Purista sobre a Língua
Puristas da língua, como Arnaldo Niskier, defendem uma visão
rígida da língua portuguesa, desconsiderando as variações
naturais e dinâmicas da fala. Eles insistem em um modelo fixo de
'certo' e 'errado', ignorando à evolução constante da língua.
A Imposição de um Padrão
Esses puristas impõem uma visão da língua que é distante da
realidade da maioria da população, criticando formas de fala
genuínas e legítimas do português brasileiro, considerando-as
erradas, quando na verdade são apenas variações regionais.
"O purista é um personagem trágico, porque já
nasce fadado à derrota, destinado ao fracasso,
à decepção, a ser subjugado pelas forças da
realidade.“
(Bagno, 2000)
"O purismo linguístico é uma ideologia sobre
língua e, como toda ideologia, não tem nenhum
outro fundamento a não ser as crenças
infundadas de quem a defende."
(Bagno, 2000).
Marcos Bagno defende que a língua é um fenômeno social e
cultural, e não deve ser tratada como algo fixo. Ele
argumenta que é fundamental respeitar as variações
linguísticas e entender que a língua deve ser vivida de
acordo com a diversidade das comunidades que a utilizam.
Desconstruindo o Purismo Linguístico
"É isso por uma razão simplíssima: as línguas
mudam, as línguas se transformam com o tempo, e é
precisamente essa certeza que leva essas pessoas a
se desesperar e a querer interromper o que não pode
ser interrompido." (Bagno, 2000)
O PORTUGUÊS BRASILEIRO COMO LÍNGUA LEGÍTIMA
Legitimidade do Português Brasileiro
Marcos Bagno defende que o português falado no Brasil é uma
língua legítima e única, que passou por uma evolução natural ao
longo do tempo. O português brasileiro não é uma cópia inferior
do português europeu, mas sim uma variação legítima que reflete
a história e a cultura do país.
A Evolução Natural da Língua
O português no Brasil evoluiu com o tempo, adquirindo
características próprias que o diferenciam do português de
Portugal. Essas mudanças linguísticas são um reflexo da
adaptação da língua às necessidades e realidades culturais do
Brasil.
Bagno argumenta que é essencial
valorizar o português brasileiro em
suas diversas formas e variações.
Ele propõe a valorização dessa
língua como uma manifestação
cultural e social legítima, que deve
ser respeitada sem preconceitos ou
discriminação linguística.
VALORIZANDO O PORTUGUÊS BRASILEIRO
DESMISTIFICANDO A IMPOSIÇÃO DE 'CERTO' E 'ERRADO'
A Imposição das Regras Gramaticais
A imposição das regras da norma culta da língua, especialmente
no ensino escolar, não leva em consideração a variabilidade
natural da língua falada no Brasil. A gramática normativa busca
padronizar a língua de acordo com um modelo idealizado, sem
reconhecer as diversas formas de fala legítimas no país.
Reflexões de Marcos Bagno
Marcos Bagno critica a visão de que existe um único jeito
'certo' de falar português. Ele defende que a língua é uma
manifestação cultural e que, ao impor um único padrão, o
sistema educacional ignora as variações legítimas da língua
brasileira.
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA E O
'CERTO' E 'ERRADO'
Bagno propõe que a visão sobre o que é
'certo' ou 'errado' na língua deve ser
repensada, valorizando as variações do
português no Brasil, que são expressões
culturais legítimas e que atendem às
necessidades comunicativas das
diferentes comunidades.
O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NAS ESCOLAS
Impacto no Ensino de Línguas Estrangeiras
O preconceito linguístico também afeta o ensino de línguas
estrangeiras, pois muitos professores consideram que os alunos
já não sabem português corretamente, o que cria dificuldades no
aprendizado de outros idiomas. Esse pensamento ignora as
variações legítimas da língua portuguesa falada no Brasil.
Consequências do Preconceito Linguístico
A visão de que apenas a norma culta é correta impede que os
alunos desenvolvam suas habilidades linguísticas de maneira
plena, especialmente aqueles que falam variantes do português
que não são reconhecidas como legítimas pela escola.
Propostas de Marcos Bagno
Marcos Bagno propõe que o ensino de língua
portuguesa seja mais inclusivo, promovendo o
respeito à diversidade linguística e
reconhecendo todas as formas de expressão
como válidas, sem preconceitos ou
discriminação.
A RELAÇÃO ENTRE A LÍNGUA E A IDENTIDADE NACIONAL
A Língua e a Cultura Brasileira
A língua portuguesa no Brasil está profundamente ligada à nossa
identidade nacional. Ela reflete nossa diversidade cultural,
social e histórica, moldada pela nossa formação como nação
pós-colonial e multicultural.
O Impacto da Colonização
A colonização portuguesa trouxe o idioma ao Brasil, mas a
língua evoluiu de maneira única no país, misturando-se com as
culturas indígenas, africanas e de outros imigrantes. Isso criou
um português característico, com variações que refletem as
realidades sociais e culturais do Brasil.
A Língua como Elemento de Identidade
Marcos Bagno argumenta que o português
falado no Brasil é um símbolo de nossa
identidade nacional, e não uma simples
adaptação ao modelo europeu. Valorizar as
variações linguísticas brasileiras é
reconhecer a riqueza cultural do país e o
papel da língua na construção de nossa
história.
CONCLUSÃO DO CAPÍTULO
Resumo das Ideias Principais
No capítulo, Marcos Bagno desafia a visão tradicional sobre o
português no Brasil, mostrando que as variações linguísticas não
são defeitos, mas manifestações legítimas da língua. Ele defende
que o português brasileiro deve ser valorizado em suas diversas
formas, sem preconceito ou discriminação.
O Desafio à Visão Tradicional
Bagno critica à ideia de que a língua portuguesa no Brasil deve
ser tratada da mesma forma que a língua de Portugal. Ele
argumenta que, enquanto o português brasileiro evolui para
atender às necessidades comunicativas locais, a norma culta
imposta pela escola marginaliza essa diversidade linguística.
A Importância de Valorizar a Diversidade
Linguística
O principal ponto de Bagno é que a língua é uma expressão
cultural viva, que deve ser respeitada em suas diferentes
formas. Ele propõe a desconstrução do preconceito
linguístico para que todas as variações da língua sejam
reconhecidas como legítimas.
“Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na
norma gramatical de Portugal, as regras que
aprendemos na escola em boa parte não correspondem
à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil.
Por isso achamos que ‘português é uma língua difícil’:
porque temos de decorar conceitos e fixar regras que
não significam nada para nós.” (Bagno 1999)
BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa: tradição
gramatical, mídia & exclusão social. 2. ed. São Paulo: Loyola,
2000.
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz.
55. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
Referências

PRECONCEITO LINGUÍSTICO E A SOCIEDADE , O FALAR COMO UMA FORMA DE PODER

  • 1.
    ESCOLA ESTADUAL DIRETORNÉLSON RODRIGUES ANA FLÁVIA FERREIRA ALVES CARLOS EDUARDO BOLOGNANI DIAS GUSTAVO FIGUEIREDO RUFINO FLÁVIO AUGUSTO SILVA DE AVEIRO JOÃO LUÍS PESSOA HORTA DE PADUA JÚLIA MIGUEL ZEIN DOS SANTOS MARIA EDUARDA SILVA SOUTO RAFAEL VILAS BOAS PRECONCEITO LINGUÍSTICO: O QUE É, COMO SE FAZ (MARCOS BAGNO) Mito n° 2 “Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala bem português” Professor: Jhonatas Serrania MG 2025 ALUNOS DO 1º REG 2
  • 2.
    Preconceito Linguístico: Oque é, Como se Faz (Marcos Bagno) Mito n° 2 “Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala bem português”
  • 3.
    INTRODUÇÃO SOBRE O AUTOR: MarcosBagno é um renomado linguista brasileiro, professor e escritor. Ele é Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), com uma carreira focada no estudo da língua portuguesa e suas variações. O TEMA CENTRAL: PRECONCEITO LINGUÍSTICO O trabalho discute o preconceito linguístico, abordando como a sociedade vê algumas variantes da língua portuguesa como 'inferiores'. Bagno propõe a desconstrução desses mitos para valorizar as diferentes formas de falar o português no Brasil. OBJETIVO O principal objetivo de Bagno é mostrar que o português falado no Brasil, com suas variações regionais, é legítimo e merece ser respeitado, sem estigmas ou preconceitos.
  • 4.
    MITO DO 'BRASILEIRONÃO SABE PORTUGUÊS' O MITO COMUM É comum no Brasil ouvir que os brasileiros não sabem falar português, principalmente por causa das variantes regionais da língua. Esse mito está relacionado à visão de que apenas a norma culta é válida, desconsiderando as variações legítimas da língua falada no país. A CONFUSÃO COM A GRAMÁTICA NORMATIVA O preconceito linguístico no Brasil se baseia na confusão entre a língua falada no cotidiano e as regras rígidas da gramática normativa. Isso gera à ideia errônea de que só existe um jeito correto de falar português. IMPACTOS DO MITO Esse mito perpetua a ideia de que o português falado no Brasil é inferior ao português de outros países lusófonos, como Portugal, e exclui a riqueza das variações linguísticas naturais do Brasil.
  • 5.
    VISÃO DO BRASILCOMO INFERIOR LINGUISTICAMENTE No Brasil, existe a ideia de que o português falado aqui é inferior em relação ao português de Portugal, devido à nossa história de colonização. Essa visão de inferioridade linguística é perpetuada por uma valorização da língua europeia em detrimento das variantes brasileiras. COLONIZAÇÃO E INFLUÊNCIA CULTURAL O complexo de inferioridade linguística está intimamente ligado ao processo de colonização. Durante muito tempo, a cultura europeia foi vista como superior, o que afetou à autoestima linguística do povo brasileiro e a valorização de suas formas de expressão. SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE Marcos Bagno propõe uma mudança de perspectiva, defendendo que o português brasileiro deve ser valorizado em suas variações e características, pois ele é uma língua viva, que evolui conforme as necessidades culturais e sociais do país.
  • 6.
    A CONFUSÃO ENTRELÍNGUA E GRAMÁTICA NORMATIVA LÍNGUA FALADA VS. GRAMÁTICA NORMATIVA A gramática normativa não representa toda a língua falada, mas apenas uma tentativa de estabelecer regras para o que é considerado 'correto'. A língua é dinâmica e varia conforme a região, cultura e contexto social, enquanto a gramática normativa busca uniformizar e padronizar o uso da língua. CONSEQUÊNCIAS DA CONFUSÃO A confusão entre língua falada e regras normativas perpetua o preconceito linguístico, considerando como 'errado' o que é apenas uma variação legítima da língua. Isso marginaliza diversas formas de expressão e reforça à ideia de que existe um único jeito certo de falar.
  • 7.
    A VISÃO DEMARCOS BAGNO Marcos Bagno defende que é fundamental separar a língua falada das regras gramaticais rígidas. Ele argumenta que a diversidade linguística deve ser valorizada, respeitando as variações naturais da fala que surgem com o tempo e com as diferentes comunidades.
  • 8.
    DIFERENÇAS ENTRE OPORTUGUÊS DO BRASIL E O DE PORTUGAL Variações Linguísticas O português falado no Brasil e em Portugal apresenta várias diferenças, como vocabulário, gramática, pronúncia e sintaxe. Essas variações não são erros, mas sim manifestações naturais da língua, que evoluem de acordo com o contexto e a região. Exemplos de Diferenças Por exemplo, no Brasil diz-se 'trem', enquanto em Portugal a palavra correspondente é 'comboio'. Também existem diferenças no uso de pronomes, conjugação verbal e expressões idiomáticas. Valorização das Diferenças Marcos Bagno defende que devemos valorizar essas diferenças como parte da riqueza do português falado em diferentes países. As variações são uma parte natural da língua, que deve ser vista como um bem cultural e social.
  • 9.
    A Visão Puristasobre a Língua Puristas da língua, como Arnaldo Niskier, defendem uma visão rígida da língua portuguesa, desconsiderando as variações naturais e dinâmicas da fala. Eles insistem em um modelo fixo de 'certo' e 'errado', ignorando à evolução constante da língua. A Imposição de um Padrão Esses puristas impõem uma visão da língua que é distante da realidade da maioria da população, criticando formas de fala genuínas e legítimas do português brasileiro, considerando-as erradas, quando na verdade são apenas variações regionais.
  • 10.
    "O purista éum personagem trágico, porque já nasce fadado à derrota, destinado ao fracasso, à decepção, a ser subjugado pelas forças da realidade.“ (Bagno, 2000) "O purismo linguístico é uma ideologia sobre língua e, como toda ideologia, não tem nenhum outro fundamento a não ser as crenças infundadas de quem a defende." (Bagno, 2000).
  • 11.
    Marcos Bagno defendeque a língua é um fenômeno social e cultural, e não deve ser tratada como algo fixo. Ele argumenta que é fundamental respeitar as variações linguísticas e entender que a língua deve ser vivida de acordo com a diversidade das comunidades que a utilizam. Desconstruindo o Purismo Linguístico "É isso por uma razão simplíssima: as línguas mudam, as línguas se transformam com o tempo, e é precisamente essa certeza que leva essas pessoas a se desesperar e a querer interromper o que não pode ser interrompido." (Bagno, 2000)
  • 12.
    O PORTUGUÊS BRASILEIROCOMO LÍNGUA LEGÍTIMA Legitimidade do Português Brasileiro Marcos Bagno defende que o português falado no Brasil é uma língua legítima e única, que passou por uma evolução natural ao longo do tempo. O português brasileiro não é uma cópia inferior do português europeu, mas sim uma variação legítima que reflete a história e a cultura do país. A Evolução Natural da Língua O português no Brasil evoluiu com o tempo, adquirindo características próprias que o diferenciam do português de Portugal. Essas mudanças linguísticas são um reflexo da adaptação da língua às necessidades e realidades culturais do Brasil.
  • 13.
    Bagno argumenta queé essencial valorizar o português brasileiro em suas diversas formas e variações. Ele propõe a valorização dessa língua como uma manifestação cultural e social legítima, que deve ser respeitada sem preconceitos ou discriminação linguística. VALORIZANDO O PORTUGUÊS BRASILEIRO
  • 14.
    DESMISTIFICANDO A IMPOSIÇÃODE 'CERTO' E 'ERRADO' A Imposição das Regras Gramaticais A imposição das regras da norma culta da língua, especialmente no ensino escolar, não leva em consideração a variabilidade natural da língua falada no Brasil. A gramática normativa busca padronizar a língua de acordo com um modelo idealizado, sem reconhecer as diversas formas de fala legítimas no país. Reflexões de Marcos Bagno Marcos Bagno critica a visão de que existe um único jeito 'certo' de falar português. Ele defende que a língua é uma manifestação cultural e que, ao impor um único padrão, o sistema educacional ignora as variações legítimas da língua brasileira.
  • 15.
    DIVERSIDADE LINGUÍSTICA EO 'CERTO' E 'ERRADO' Bagno propõe que a visão sobre o que é 'certo' ou 'errado' na língua deve ser repensada, valorizando as variações do português no Brasil, que são expressões culturais legítimas e que atendem às necessidades comunicativas das diferentes comunidades.
  • 16.
    O PRECONCEITO LINGUÍSTICONAS ESCOLAS Impacto no Ensino de Línguas Estrangeiras O preconceito linguístico também afeta o ensino de línguas estrangeiras, pois muitos professores consideram que os alunos já não sabem português corretamente, o que cria dificuldades no aprendizado de outros idiomas. Esse pensamento ignora as variações legítimas da língua portuguesa falada no Brasil. Consequências do Preconceito Linguístico A visão de que apenas a norma culta é correta impede que os alunos desenvolvam suas habilidades linguísticas de maneira plena, especialmente aqueles que falam variantes do português que não são reconhecidas como legítimas pela escola.
  • 17.
    Propostas de MarcosBagno Marcos Bagno propõe que o ensino de língua portuguesa seja mais inclusivo, promovendo o respeito à diversidade linguística e reconhecendo todas as formas de expressão como válidas, sem preconceitos ou discriminação.
  • 18.
    A RELAÇÃO ENTREA LÍNGUA E A IDENTIDADE NACIONAL A Língua e a Cultura Brasileira A língua portuguesa no Brasil está profundamente ligada à nossa identidade nacional. Ela reflete nossa diversidade cultural, social e histórica, moldada pela nossa formação como nação pós-colonial e multicultural. O Impacto da Colonização A colonização portuguesa trouxe o idioma ao Brasil, mas a língua evoluiu de maneira única no país, misturando-se com as culturas indígenas, africanas e de outros imigrantes. Isso criou um português característico, com variações que refletem as realidades sociais e culturais do Brasil.
  • 19.
    A Língua comoElemento de Identidade Marcos Bagno argumenta que o português falado no Brasil é um símbolo de nossa identidade nacional, e não uma simples adaptação ao modelo europeu. Valorizar as variações linguísticas brasileiras é reconhecer a riqueza cultural do país e o papel da língua na construção de nossa história.
  • 20.
    CONCLUSÃO DO CAPÍTULO Resumodas Ideias Principais No capítulo, Marcos Bagno desafia a visão tradicional sobre o português no Brasil, mostrando que as variações linguísticas não são defeitos, mas manifestações legítimas da língua. Ele defende que o português brasileiro deve ser valorizado em suas diversas formas, sem preconceito ou discriminação. O Desafio à Visão Tradicional Bagno critica à ideia de que a língua portuguesa no Brasil deve ser tratada da mesma forma que a língua de Portugal. Ele argumenta que, enquanto o português brasileiro evolui para atender às necessidades comunicativas locais, a norma culta imposta pela escola marginaliza essa diversidade linguística.
  • 21.
    A Importância deValorizar a Diversidade Linguística O principal ponto de Bagno é que a língua é uma expressão cultural viva, que deve ser respeitada em suas diferentes formas. Ele propõe a desconstrução do preconceito linguístico para que todas as variações da língua sejam reconhecidas como legítimas. “Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na norma gramatical de Portugal, as regras que aprendemos na escola em boa parte não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil. Por isso achamos que ‘português é uma língua difícil’: porque temos de decorar conceitos e fixar regras que não significam nada para nós.” (Bagno 1999)
  • 22.
    BAGNO, Marcos. Dramáticada língua portuguesa: tradição gramatical, mídia & exclusão social. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2000. BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999. Referências