Maledicência
Palestrante-Victor Passos
APA
Toda pessoa não
suficientemente realizada
tem em si mesma a
instintiva tendência de
falar mal dos outros.
Qual a razão última dessa mania da
maledicência?
É um complexo
de
inferioridade
unido a um
desejo de
superioridade.
Diminuir o valor dos
outros dá-nos a grata
ilusão de aumentar o
nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em
condições de medir o seu valor por si mesmo.
Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor
dos outros.
Esses Seres julgam necessário apagar as
luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais
intensamente a sua própria luz.
São como vagalumes que não podem luzir
senão por entre as trevas da noite, porque a
luz das suas lanternas fosfóreas é muito
fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita
apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder
brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não
necessita medir o seu valor pelo dos
outros.
Quem tem vigorosa saúde
espiritual não necessita chamar
de doentes os outros para gozar
a consciência da saúde própria.
As reuniões sociais, as conversas de
critica são, em geral, academias de
maledicência.
Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e
fascinante – algo parecido com whisky, gin ou cocaína
que uma pessoa de saúde moral precária facilmente
sucumbe a essa epidemia.
A palavra é instrumento valioso para o
intercâmbio entre os homens. Ela, porém,
nem sempre tem sido utilizada
devidamente.
Poucos são os homens
que se valem deste
precioso recurso para
construir esperanças,
balsamizar dores e
traçar rotas seguras.
Fala-se muito por falar, para "matar tempo".
A palavra, não poucas vezes, converte-se em
estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e
em bisturi da revolta.
Falando, espíritos missionários reformularam os
alicerces do pensamento humano.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras
dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, não há muito, Hitler hipnotizou
multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre
outras nações, transformando-as em ruínas.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa
influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios
encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira
e ódio. São enfermos em demorado processo de
reajuste.
Pense nisso!
Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-
nos das nossas próprias fraquezas.
Evitemos a censura.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom
senso, não dar ensejo para que o veneno da
maledicência se alastre, infelicitando e
destruindo vidas.
Toda a palavra imoral, como qualquer censura teimosa, faz-
se hábito negativo que culmina por humilhar o caráter de
quem com isso se saboreia.
A maledicência começa na palavra do recriminação
inoportuna. Se desejarmos educar, reparar erros, não os
abordemos estando o responsável ausente.
Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a
mente com as luzes da misericórdia divina.
Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas,
"a boca fala do que está cheio o coração".
Palestrante – Victor Passos

Maledicência

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  • 2.
    Toda pessoa não suficientementerealizada tem em si mesma a instintiva tendência de falar mal dos outros.
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    Qual a razãoúltima dessa mania da maledicência?
  • 4.
    É um complexo de inferioridade unidoa um desejo de superioridade.
  • 5.
    Diminuir o valordos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
  • 6.
    A imensa maioriados homens não está em condições de medir o seu valor por si mesmo. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
  • 7.
    Esses Seres julgamnecessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
  • 8.
    São como vagalumesque não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.
  • 9.
    Quem tem bastanteluz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
  • 10.
    Quem tem valorreal em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo dos outros.
  • 11.
    Quem tem vigorosasaúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.
  • 12.
    As reuniões sociais,as conversas de critica são, em geral, academias de maledicência.
  • 13.
    Falar mal dasmisérias alheias é um prazer tão sutil e fascinante – algo parecido com whisky, gin ou cocaína que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.
  • 14.
    A palavra éinstrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
  • 15.
    Poucos são oshomens que se valem deste precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
  • 16.
    Fala-se muito porfalar, para "matar tempo". A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
  • 17.
    Falando, espíritos missionáriosreformularam os alicerces do pensamento humano. Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
  • 18.
    Falando, não hámuito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
  • 19.
    Guerras e planosde paz sofrem a poderosa influência da palavra.
  • 20.
    Há quem pronunciepalavras doces, com lábios encharcados pelo fel. Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.
  • 21.
    Pense nisso! Desculpemos afragilidade alheia, lembrando- nos das nossas próprias fraquezas. Evitemos a censura. Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
  • 22.
    Toda a palavraimoral, como qualquer censura teimosa, faz- se hábito negativo que culmina por humilhar o caráter de quem com isso se saboreia. A maledicência começa na palavra do recriminação inoportuna. Se desejarmos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.
  • 23.
    Enriqueçamos o coraçãode amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina. Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, "a boca fala do que está cheio o coração".
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