SlideShare uma empresa Scribd logo
Literatura Brasileira
Professora Ana Lúcia Moura
Em cinco séculos de história
Quinhentismo
(1500-1600)
Literatura de Informação
• Carta de Pero Vaz de Caminha
Além da Carta, outras produções
sobre o Brasil, de viajantes diversos,
sobre a fauna, a flora, o clima e os
habitantes da nova terra.
Literatura de Catequese
• Auto da Pregação Universal (1570)
• Diálogo do Pe. Pero Dias Martir (1571)
• Na Festa de Natal ou Pregação (1577)
Produções escritas dos padres jesuítas
(princ. Pe. José de Anchieta) com o objetivo
principal de catequizar os indígenas.
Barroco
(1601-1768)
• Movimento artístico e filosófico que surge com o
conflito entre a Reforma Protestante e a Contra
Reforma.
• Seu objetivo era propagar a religião católica através de
uma arte de impacto, sinuosa, enfeitada ao extremo.
• Costuma-se considerar a publicação da obra
Prosopopéia (1601), de Bento Teixeira, como o marco
inicial do Barroco no Brasil.
Retábulo da Basílica de Nossa Senhora do Carmo
em Recife, uma das glórias do barroco brasileiro
Características gerais da Literatura Barroca
• O homem dividido entre o desejo de aproveitar a vida e o de garantir um lugar no céu – o
prazer pagão e a fé religiosa;
• Antropocentrismo x Teocentrismo (homem X Deus, carne X espírito);
• Rebuscamento, extravagância e o exagero nos detalhes;
• A arte do contraditório, onde é comum a ideia de opostos;
• Linguagem rebuscada e trabalhada ao extremo, usando muitos recursos estilísticos e figuras
de linguagem e sintaxe;
• Regido por duas filosofias: Cultismo e Conceptismo. Cultismo é o jogo de palavras, o uso
culto da língua, predominando inversões sintáticas. Conceptismo são os jogos de raciocínio
e de retórica que refletiam o conflito dos opostos.
Principais Autores
“Fazer pouco fruto a palavra de Deus no
Mundo, pode proceder de um de três
princípios: ou da parte do pregador, ou da
parte do ouvinte, ou da parte de Deus..(...)”
• (Sermão da Sexagésima, Padre Antônio Vieira,
pregado na Capela Real, no ano de 1655)
A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR
Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
da vossa alta clemência me despido;
porque, quanto mais tenho delinqüido,
vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
a abrandar-vos sobeja um só gemido:
que a mesma culpa, que os há ofendido
vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida, e já cobrada
glória tal e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na sacra história,
eu sou Senhor, a ovelha desgarrada,
cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
perder na vossa ovelha, a vossa glória.
(Gregório de Matos)
Arcadismo ou Neoclassicismo
(1768 – 1836)
• O Arcadismo desenvolveu-se no
Brasil do século XVIII especialmente
em Minas Gerais, onde se havia
descoberto ouro, fato que marcou o
local como centro econômico e,
portanto, cultural da colônia
portuguesa.
Pastoral de outono, por François Boucher.
Características do Neoclassicismo
• Retomada dos ideais clássicos. Utilização de personagens mitológicas;
• Idealização da vida campestre (bucolismo);
• Eu lírico caracterizado como um pastor e a mulher amada como uma pastora (pastoralismo);
• Ambiente tranquilo, idealização da natureza, cenário perfeito e aprazível (locus amoenus);
• Visão da cidade como local de sofrimento e corrupção (fugere urbem);
• Elogio ao equilíbrio e desprezo às extremidades (aurea mediocritas – expressão de Horácio);
• Desprezo aos prazeres do luxo e da riqueza;
• Aproveitamento do momento presente, devido à incerteza do amanhã. Vivência plena do
amor durante a juventude, porque a velhice é incerta (carpe diem).
Principais Autores
• Cláudio Manoel da Costa (Glauceste
Satúrnio) produziu o poema épico Vila Rica.
.
• Basílio da Gama (Termindo Sipílio) sua
obra principal foi o poema épico O Uraguai.
• Frei José de Santa Rita Durão, com
o Caramuru
• Tomás Antonio Gonzaga (Dirceu)
escreveu As Liras de Marília de Dirceu.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’ expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Edição de 1824
Romantismo
(1836-1881)
• O Romantismo surge, no Brasil, em 1830,
influenciado pela Independência, em 1822.
Desenvolve uma linguagem própria e aborda
temas ligados à natureza e às questões
político-sociais. Defende a liberdade de
criação e privilegia a emoção.
• Compôs-se de 3 fases:
1ª geração: Indianista ou Nacionalista
2ª geração: Ultrarromântica
3ª geração: CondoreiraIndependência ou Morte ou O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, 1888
Geração Indianista ou Nacionalista
Características:
• Nacionalismo, ufanismo;
• Exaltação à natureza e à pátria;
• O Índio como grande herói nacional;
• Sentimentalismo.
Principais Autores
da
1ª Geração
Canção do Exílio – Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(...)
Além, muito além daquela serra, que ainda
azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que
tinha os cabelos mais negros que a asa da
graúna, e mais longos que seu talhe de
palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso;
nem a baunilha recendia no bosque como seu
hálito perfumado.
Trecho de Iracema, da trilogia indianista (O guarani 1857 e
Ubirajara 1874) de José de Alencar.
Geração Ultrarromântica
• CARACTERÍSTICAS:
• Estilo subjetivo;
• Vida boêmia, noturna, voltada para o vício e
os prazeres da bebida, do fumo e do sexo;
• Mal do século;
• Fuga da realidade, evasão através da morte,
do sonho, da loucura, do vinho, etc.;
• Mulher idealizada, distante;
• Introspecção.
O pesadelo (The nightmare) – Henry Füssli 1781
Principais Autores
da
2ª Geração
Álvares de Azevedo
Casimiro de Abreu
Junqueira Freire
Fagundes Varela
Meu Sonho
( Álvares de Azevedo )
Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso.
E galopas do vale através.
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba.
Tu escutas. Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro, quem és? – que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
O Fantasma
Sou o sonho da tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!.
Geração Condoreira
• 1888 - Abolição da Escravatura
• 1889 - Proclamação da República
• Influenciada pelos acontecimentos
sociais, discursa sobre liberdade,
questões sociais, o abolicionismo;
• Uso de exclamações, exageros;
• Mulher presente, carnal;
• Volta-se para o futuro, progresso;
A liberdade guiando o povo,1830 de Eugène Delacroix Louvre-Lens, França
IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
NavioNegreiro(CastroAlves)
Realismo
(1881-1922)
O Realismo na Literatura manifesta-se na prosa. A
poesia da época vive o Parnasianismo. O romance
– social, psicológico e de tese – é a principal
forma de expressão. Deixa de ser apenas distração
e torna-se veículo de crítica a instituições, como a
Igreja Católica, e à hipocrisia burguesa. A
escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade
são os principais temas, tratados com linguagem
clara e direta.As catadoras, 1857 Jean-François Millet
Diferenças entre Realismo e Romantismo
Realismo
• Distanciamento do narrador
• Valoriza o que se é
• Crítica direta
• Objetividade
• Textos, às vezes, sem censura
• Imagens sem fantasias, reais
• Aversão ao amor platônico
• Mistura de épico e lírico nos textos
Romantismo
• Narrador em primeira pessoa
• Valoriza o que se idealiza e sente
• Crítica indireta
• Sentimentos à flor da pele
• Textos geralmente respeitosos
• Imagens fantasiadas, perfeitas
• Amores platônicos
• Separação
Principais Autores
Descrição de Capitu, em Dom Casmurro:
"criatura de 14 anos, alta, forte e cheia,
apertada em um vestido de chita, meio
desbotado. Os cabelos grossos, feitos em duas
tranças, com as pontas atadas uma à outra, à
moda do tempo,... morena, olhos claros e
grandes, nariz reto e comprido, tinha a boca
fina e o queixo largo... calçava sapatos de
duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera
alguns pontos”
Raul Pompéia, com O Ateneu
Visconde de Taunay, com Inocência
Machado de Assis com, dentre outros,
Memórias Póstumas De Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Naturalismo
(1881-1922)
• É a radicalização do Realismo;
• Visão determinista: o homem como animal, presa de
forças fatais e superiores (meio, herança genética,
fisiologia, momento);
• Tendência para análise dos deslizes de personalidade;
• Deturpações psíquicas e físicas;
• Preferência pela classe operária;
• Patologia social: miséria, adultério, criminalidade, etc.O mendigo cego – Jean Baptiste Lepage
“Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum
crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e
fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara,
incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da
altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As
mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas
para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos
braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o
cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se
preocupavam em não molhar o pêlo, ao contrário metiam
a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as
ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas
da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um
abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem
tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda
amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam
ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no
capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no
recanto das hortas.”
(Trecho de O cortiço, 1890 de Aluízio de Azevedo)
Parnasianismo
(1881-1922)
• Arte pela arte;
• Objetividade;
• Poesia descritiva;
• Exatidão e economia de imagens e metáforas;
• Retomada de valores clássicos;
• Preciosismo rítmico e vocabular;
• Rimas raras e estruturas fixas, como os sonetos;
• Apego à mitologia greco-romana.
O seu nome vem do Monte
Parnaso, a montanha que, na
mitologia grega, era consagrada
a Apolo e às musas.
Principais Autores
Profissão de fé (Olavo Bilac)
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
Corre; desenha, enfeita a imagem,
A idéia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
Azul-celeste.
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
De ourives, saia da oficina
Sem um defeito:
[...]
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma!
Olavo Bilac
Alberto de Oliveira
Raimundo Correia
Vicente de Carvalho
Simbolismo
(1893-1922)
• Transcendentalismo, misticismo;
• Obsessão pelo branco;
• Preocupação com a forma: preocupação maior com
a escolha e beleza das palavras do que com as ideias;
• Musicalidade: vocábulos sonoros, onomatopeias, etc.;
• Uso das cores;
• Uso de palavras ambíguas, com duplo sentido;
• Sinestesia: junção dos sentidos.
De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, 1897 Paul Gauguin
Museu de Belas-Artes - Boston
Cruz e Sousa
VIOLÕES QUE CHORAM
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.
Noites de além, remotas, que eu recordo,
Noites da solidão, noites remotas
Que nos azuis da Fantasia bordo,
Vou constelando de visões ignotas.
(...)
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
(...)
Missal (prosa) 1893
Broquéis (poesia) 1893

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
Karoline Tavares
 
Estrutura do-artigo-de-opinião
Estrutura do-artigo-de-opiniãoEstrutura do-artigo-de-opinião
Estrutura do-artigo-de-opinião
Nastrilhas da lingua portuguesa
 
Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)
Equipemundi2014
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
Ana Claudia André
 
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Josie Ubiali
 
3ª fase do modernismo blog
3ª fase do modernismo blog3ª fase do modernismo blog
3ª fase do modernismo blog
Luciene Gomes
 
Arcadismo[1]..
Arcadismo[1]..Arcadismo[1]..
Arcadismo[1]..
guesta61019
 
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURAAULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
Marcelo Cordeiro Souza
 
Coesão e operadores argumentativos
Coesão e operadores argumentativosCoesão e operadores argumentativos
Coesão e operadores argumentativos
Cynthia Funchal
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
eeadolpho
 
Prosa e poema de 30
Prosa e poema de 30 Prosa e poema de 30
Prosa e poema de 30
Claudio Soares
 
Literatura - Barroco
Literatura - BarrocoLiteratura - Barroco
Literatura - Barroco
CrisBiagio
 
O barroco
O barrocoO barroco
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Lucas Queiroz
 
Pré modernismo-slides
Pré modernismo-slidesPré modernismo-slides
Pré modernismo-slides
Zenia Ferreira
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
Elza Silveira
 
Gêneros Textuais
Gêneros TextuaisGêneros Textuais
Gêneros Textuais
Edna Brito
 
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação - PRONTO
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação  - PRONTOAULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação  - PRONTO
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação - PRONTO
Marcelo Cordeiro Souza
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Ana Paula Brisolar
 
Charge, Cartum, Caricatura
Charge, Cartum, CaricaturaCharge, Cartum, Caricatura
Charge, Cartum, Caricatura
projetoassis
 

Mais procurados (20)

Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
 
Estrutura do-artigo-de-opinião
Estrutura do-artigo-de-opiniãoEstrutura do-artigo-de-opinião
Estrutura do-artigo-de-opinião
 
Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)
 
3ª fase do modernismo blog
3ª fase do modernismo blog3ª fase do modernismo blog
3ª fase do modernismo blog
 
Arcadismo[1]..
Arcadismo[1]..Arcadismo[1]..
Arcadismo[1]..
 
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURAAULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
AULA 01 - TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO - ESTRUTURA
 
Coesão e operadores argumentativos
Coesão e operadores argumentativosCoesão e operadores argumentativos
Coesão e operadores argumentativos
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
 
Prosa e poema de 30
Prosa e poema de 30 Prosa e poema de 30
Prosa e poema de 30
 
Literatura - Barroco
Literatura - BarrocoLiteratura - Barroco
Literatura - Barroco
 
O barroco
O barrocoO barroco
O barroco
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Pré modernismo-slides
Pré modernismo-slidesPré modernismo-slides
Pré modernismo-slides
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
 
Gêneros Textuais
Gêneros TextuaisGêneros Textuais
Gêneros Textuais
 
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação - PRONTO
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação  - PRONTOAULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação  - PRONTO
AULA 03 - Introdução - Diversas formas de iniciar uma redação - PRONTO
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Charge, Cartum, Caricatura
Charge, Cartum, CaricaturaCharge, Cartum, Caricatura
Charge, Cartum, Caricatura
 

Semelhante a Literatura brasileira resumo

Trovadorismo ao barroco power point (1)
Trovadorismo ao barroco   power point (1)Trovadorismo ao barroco   power point (1)
Trovadorismo ao barroco power point (1)
Gustavo Cuin
 
Literatura Brasileira Historico
Literatura Brasileira  HistoricoLiteratura Brasileira  Historico
Literatura Brasileira Historico
guest4d131d
 
Literatura Brasileira Histórico
Literatura Brasileira HistóricoLiteratura Brasileira Histórico
Literatura Brasileira Histórico
Pré-Vestibular da Cidadania
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
Samiures
 
Romantismo no brasil
Romantismo no brasilRomantismo no brasil
Romantismo no brasil
niltonrafachine
 
Arcadismo em portugal e no brasil.
Arcadismo em portugal e no brasil.Arcadismo em portugal e no brasil.
Arcadismo em portugal e no brasil.
Ajudar Pessoas
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Cynthia Funchal
 
Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014
Gustavo Cuin
 
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshasklliteratura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
LuisFernando652236
 
Trovadorismo e humanismo
Trovadorismo e humanismoTrovadorismo e humanismo
Trovadorismo e humanismo
Alpha Colégio e Vestibulares
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Beto Martinho
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Romantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetasRomantismo contexto e poetas
Romantismo
Romantismo Romantismo
Romantismo
CrisBiagio
 
Romantismo 2014
Romantismo 2014Romantismo 2014
Romantismo 2014
CrisBiagio
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptxslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
GANHADODINHEIRO
 
português%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptxportuguês%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptx
DAYNARASANTOS3
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
MnicaOliveira567571
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
aldair55
 

Semelhante a Literatura brasileira resumo (20)

Trovadorismo ao barroco power point (1)
Trovadorismo ao barroco   power point (1)Trovadorismo ao barroco   power point (1)
Trovadorismo ao barroco power point (1)
 
Literatura Brasileira Historico
Literatura Brasileira  HistoricoLiteratura Brasileira  Historico
Literatura Brasileira Historico
 
Literatura Brasileira Histórico
Literatura Brasileira HistóricoLiteratura Brasileira Histórico
Literatura Brasileira Histórico
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
 
Romantismo no brasil
Romantismo no brasilRomantismo no brasil
Romantismo no brasil
 
Arcadismo em portugal e no brasil.
Arcadismo em portugal e no brasil.Arcadismo em portugal e no brasil.
Arcadismo em portugal e no brasil.
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014
 
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshasklliteratura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
 
Trovadorismo e humanismo
Trovadorismo e humanismoTrovadorismo e humanismo
Trovadorismo e humanismo
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Romantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetasRomantismo contexto e poetas
Romantismo contexto e poetas
 
Romantismo
Romantismo Romantismo
Romantismo
 
Romantismo 2014
Romantismo 2014Romantismo 2014
Romantismo 2014
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptxslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
 
português%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptxportuguês%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptx
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 

Mais de Ana Lúcia Moura Neves

Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
Ana Lúcia Moura Neves
 
Artigo de opinião
Artigo de opiniãoArtigo de opinião
Artigo de opinião
Ana Lúcia Moura Neves
 
Texto dissertativo expositivo
Texto dissertativo expositivoTexto dissertativo expositivo
Texto dissertativo expositivo
Ana Lúcia Moura Neves
 
Vanguardas europeias
Vanguardas europeiasVanguardas europeias
Vanguardas europeias
Ana Lúcia Moura Neves
 
Notícia gênero textual
Notícia gênero textualNotícia gênero textual
Notícia gênero textual
Ana Lúcia Moura Neves
 
Resumo - gênero textual
Resumo - gênero textualResumo - gênero textual
Resumo - gênero textual
Ana Lúcia Moura Neves
 
Paralelismo sintático e semântico
Paralelismo sintático e semânticoParalelismo sintático e semântico
Paralelismo sintático e semântico
Ana Lúcia Moura Neves
 
Contra-argumentação
Contra-argumentaçãoContra-argumentação
Contra-argumentação
Ana Lúcia Moura Neves
 
Tipos de argumentação
Tipos de argumentaçãoTipos de argumentação
Tipos de argumentação
Ana Lúcia Moura Neves
 
Funções sintáticas
Funções sintáticasFunções sintáticas
Funções sintáticas
Ana Lúcia Moura Neves
 
Inferências - pressuposto e subentendido
Inferências - pressuposto e subentendidoInferências - pressuposto e subentendido
Inferências - pressuposto e subentendido
Ana Lúcia Moura Neves
 
Paráfrase
ParáfraseParáfrase

Mais de Ana Lúcia Moura Neves (12)

Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Artigo de opinião
Artigo de opiniãoArtigo de opinião
Artigo de opinião
 
Texto dissertativo expositivo
Texto dissertativo expositivoTexto dissertativo expositivo
Texto dissertativo expositivo
 
Vanguardas europeias
Vanguardas europeiasVanguardas europeias
Vanguardas europeias
 
Notícia gênero textual
Notícia gênero textualNotícia gênero textual
Notícia gênero textual
 
Resumo - gênero textual
Resumo - gênero textualResumo - gênero textual
Resumo - gênero textual
 
Paralelismo sintático e semântico
Paralelismo sintático e semânticoParalelismo sintático e semântico
Paralelismo sintático e semântico
 
Contra-argumentação
Contra-argumentaçãoContra-argumentação
Contra-argumentação
 
Tipos de argumentação
Tipos de argumentaçãoTipos de argumentação
Tipos de argumentação
 
Funções sintáticas
Funções sintáticasFunções sintáticas
Funções sintáticas
 
Inferências - pressuposto e subentendido
Inferências - pressuposto e subentendidoInferências - pressuposto e subentendido
Inferências - pressuposto e subentendido
 
Paráfrase
ParáfraseParáfrase
Paráfrase
 

Último

Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Mary Alvarenga
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
shirleisousa9166
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
marcos oliveira
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
jetroescola
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
deboracorrea21
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
felipescherner
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Mary Alvarenga
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mary Alvarenga
 

Último (20)

Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
 

Literatura brasileira resumo

  • 2. Em cinco séculos de história
  • 3. Quinhentismo (1500-1600) Literatura de Informação • Carta de Pero Vaz de Caminha Além da Carta, outras produções sobre o Brasil, de viajantes diversos, sobre a fauna, a flora, o clima e os habitantes da nova terra. Literatura de Catequese • Auto da Pregação Universal (1570) • Diálogo do Pe. Pero Dias Martir (1571) • Na Festa de Natal ou Pregação (1577) Produções escritas dos padres jesuítas (princ. Pe. José de Anchieta) com o objetivo principal de catequizar os indígenas.
  • 4. Barroco (1601-1768) • Movimento artístico e filosófico que surge com o conflito entre a Reforma Protestante e a Contra Reforma. • Seu objetivo era propagar a religião católica através de uma arte de impacto, sinuosa, enfeitada ao extremo. • Costuma-se considerar a publicação da obra Prosopopéia (1601), de Bento Teixeira, como o marco inicial do Barroco no Brasil. Retábulo da Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife, uma das glórias do barroco brasileiro
  • 5. Características gerais da Literatura Barroca • O homem dividido entre o desejo de aproveitar a vida e o de garantir um lugar no céu – o prazer pagão e a fé religiosa; • Antropocentrismo x Teocentrismo (homem X Deus, carne X espírito); • Rebuscamento, extravagância e o exagero nos detalhes; • A arte do contraditório, onde é comum a ideia de opostos; • Linguagem rebuscada e trabalhada ao extremo, usando muitos recursos estilísticos e figuras de linguagem e sintaxe; • Regido por duas filosofias: Cultismo e Conceptismo. Cultismo é o jogo de palavras, o uso culto da língua, predominando inversões sintáticas. Conceptismo são os jogos de raciocínio e de retórica que refletiam o conflito dos opostos.
  • 6. Principais Autores “Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo, pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus..(...)” • (Sermão da Sexagésima, Padre Antônio Vieira, pregado na Capela Real, no ano de 1655) A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, da vossa alta clemência me despido; porque, quanto mais tenho delinqüido, vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, a abrandar-vos sobeja um só gemido: que a mesma culpa, que os há ofendido vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida, e já cobrada glória tal e prazer tão repentino vos deu, como afirmais na sacra história, eu sou Senhor, a ovelha desgarrada, cobrai-a; e não queirais, pastor divino, perder na vossa ovelha, a vossa glória. (Gregório de Matos)
  • 7. Arcadismo ou Neoclassicismo (1768 – 1836) • O Arcadismo desenvolveu-se no Brasil do século XVIII especialmente em Minas Gerais, onde se havia descoberto ouro, fato que marcou o local como centro econômico e, portanto, cultural da colônia portuguesa. Pastoral de outono, por François Boucher.
  • 8. Características do Neoclassicismo • Retomada dos ideais clássicos. Utilização de personagens mitológicas; • Idealização da vida campestre (bucolismo); • Eu lírico caracterizado como um pastor e a mulher amada como uma pastora (pastoralismo); • Ambiente tranquilo, idealização da natureza, cenário perfeito e aprazível (locus amoenus); • Visão da cidade como local de sofrimento e corrupção (fugere urbem); • Elogio ao equilíbrio e desprezo às extremidades (aurea mediocritas – expressão de Horácio); • Desprezo aos prazeres do luxo e da riqueza; • Aproveitamento do momento presente, devido à incerteza do amanhã. Vivência plena do amor durante a juventude, porque a velhice é incerta (carpe diem).
  • 9. Principais Autores • Cláudio Manoel da Costa (Glauceste Satúrnio) produziu o poema épico Vila Rica. . • Basílio da Gama (Termindo Sipílio) sua obra principal foi o poema épico O Uraguai. • Frei José de Santa Rita Durão, com o Caramuru • Tomás Antonio Gonzaga (Dirceu) escreveu As Liras de Marília de Dirceu. Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d’ expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! Edição de 1824
  • 10. Romantismo (1836-1881) • O Romantismo surge, no Brasil, em 1830, influenciado pela Independência, em 1822. Desenvolve uma linguagem própria e aborda temas ligados à natureza e às questões político-sociais. Defende a liberdade de criação e privilegia a emoção. • Compôs-se de 3 fases: 1ª geração: Indianista ou Nacionalista 2ª geração: Ultrarromântica 3ª geração: CondoreiraIndependência ou Morte ou O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, 1888
  • 11. Geração Indianista ou Nacionalista Características: • Nacionalismo, ufanismo; • Exaltação à natureza e à pátria; • O Índio como grande herói nacional; • Sentimentalismo.
  • 12. Principais Autores da 1ª Geração Canção do Exílio – Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. (...) Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Trecho de Iracema, da trilogia indianista (O guarani 1857 e Ubirajara 1874) de José de Alencar.
  • 13. Geração Ultrarromântica • CARACTERÍSTICAS: • Estilo subjetivo; • Vida boêmia, noturna, voltada para o vício e os prazeres da bebida, do fumo e do sexo; • Mal do século; • Fuga da realidade, evasão através da morte, do sonho, da loucura, do vinho, etc.; • Mulher idealizada, distante; • Introspecção. O pesadelo (The nightmare) – Henry Füssli 1781
  • 14. Principais Autores da 2ª Geração Álvares de Azevedo Casimiro de Abreu Junqueira Freire Fagundes Varela Meu Sonho ( Álvares de Azevedo ) Eu Cavaleiro das armas escuras, Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro, quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso. E galopas do vale através. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras, Cavaleiro das armas escuras, Macilento qual morto na tumba. Tu escutas. Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro, quem és? – que mistério, Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O Fantasma Sou o sonho da tua esperança, Tua febre que nunca descansa, O delírio que te há de matar!.
  • 15. Geração Condoreira • 1888 - Abolição da Escravatura • 1889 - Proclamação da República • Influenciada pelos acontecimentos sociais, discursa sobre liberdade, questões sociais, o abolicionismo; • Uso de exclamações, exageros; • Mulher presente, carnal; • Volta-se para o futuro, progresso; A liberdade guiando o povo,1830 de Eugène Delacroix Louvre-Lens, França
  • 16. IV Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais ... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: "Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!..." E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!... NavioNegreiro(CastroAlves)
  • 17. Realismo (1881-1922) O Realismo na Literatura manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o Parnasianismo. O romance – social, psicológico e de tese – é a principal forma de expressão. Deixa de ser apenas distração e torna-se veículo de crítica a instituições, como a Igreja Católica, e à hipocrisia burguesa. A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.As catadoras, 1857 Jean-François Millet
  • 18. Diferenças entre Realismo e Romantismo Realismo • Distanciamento do narrador • Valoriza o que se é • Crítica direta • Objetividade • Textos, às vezes, sem censura • Imagens sem fantasias, reais • Aversão ao amor platônico • Mistura de épico e lírico nos textos Romantismo • Narrador em primeira pessoa • Valoriza o que se idealiza e sente • Crítica indireta • Sentimentos à flor da pele • Textos geralmente respeitosos • Imagens fantasiadas, perfeitas • Amores platônicos • Separação
  • 19. Principais Autores Descrição de Capitu, em Dom Casmurro: "criatura de 14 anos, alta, forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio desbotado. Os cabelos grossos, feitos em duas tranças, com as pontas atadas uma à outra, à moda do tempo,... morena, olhos claros e grandes, nariz reto e comprido, tinha a boca fina e o queixo largo... calçava sapatos de duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera alguns pontos” Raul Pompéia, com O Ateneu Visconde de Taunay, com Inocência Machado de Assis com, dentre outros, Memórias Póstumas De Brás Cubas, 1881. Quincas Borba, 1891. Dom Casmurro, 1899.
  • 20. Naturalismo (1881-1922) • É a radicalização do Realismo; • Visão determinista: o homem como animal, presa de forças fatais e superiores (meio, herança genética, fisiologia, momento); • Tendência para análise dos deslizes de personalidade; • Deturpações psíquicas e físicas; • Preferência pela classe operária; • Patologia social: miséria, adultério, criminalidade, etc.O mendigo cego – Jean Baptiste Lepage
  • 21. “Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.” (Trecho de O cortiço, 1890 de Aluízio de Azevedo)
  • 22. Parnasianismo (1881-1922) • Arte pela arte; • Objetividade; • Poesia descritiva; • Exatidão e economia de imagens e metáforas; • Retomada de valores clássicos; • Preciosismo rítmico e vocabular; • Rimas raras e estruturas fixas, como os sonetos; • Apego à mitologia greco-romana. O seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que, na mitologia grega, era consagrada a Apolo e às musas.
  • 23. Principais Autores Profissão de fé (Olavo Bilac) Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. Corre; desenha, enfeita a imagem, A idéia veste: Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem Azul-celeste. Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito De ourives, saia da oficina Sem um defeito: [...] Assim procedo. Minha pena Segue esta norma, Por te servir, Deusa serena, Serena Forma! Olavo Bilac Alberto de Oliveira Raimundo Correia Vicente de Carvalho
  • 24. Simbolismo (1893-1922) • Transcendentalismo, misticismo; • Obsessão pelo branco; • Preocupação com a forma: preocupação maior com a escolha e beleza das palavras do que com as ideias; • Musicalidade: vocábulos sonoros, onomatopeias, etc.; • Uso das cores; • Uso de palavras ambíguas, com duplo sentido; • Sinestesia: junção dos sentidos. De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, 1897 Paul Gauguin Museu de Belas-Artes - Boston
  • 25. Cruz e Sousa VIOLÕES QUE CHORAM Ah! plangentes violões dormentes, mornos, Soluços ao luar, choros ao vento... Tristes perfis, os mais vagos contornos, Bocas murmurejantes de lamento. Noites de além, remotas, que eu recordo, Noites da solidão, noites remotas Que nos azuis da Fantasia bordo, Vou constelando de visões ignotas. (...) Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. (...) Missal (prosa) 1893 Broquéis (poesia) 1893