LINFEDEMA PÓS MASTECTOMIA
Pricilla G.
Natasha F.
DRENAGEM LINFÁTICA
A principal via de drenagem linfática da mama ocorre
por meio dos linfonodos axilares (75%) e grande
parte do restante é drenado através dos linfonodos
mamários internos (20%) e pequena parcela através
dos intercostais posteriores (5%, aproximadamente).
O QUE É A MASTECTOMIA
A mastectomia é a retirada total da mama, com pele,
aréola e mamilo. É a opção mais segura para
tumores extensos. Quando é realizada atualmente é
quase sempre acompanhada de ​​​​​reconstrução
mamária imediata, que proporciona resultados
bastante satisfatórios.
A retirada de uma quantidade limitada de pele, incluindo
a remoção de aréola e mamilo, recebe o nome de
mastectomia preservadora de pele (skin-sparing
mastectomy). Esta variante é muito usada para tumores
de localização central e não muito grandes.
TIPOS DE MASTECTOMIA
Os tipos de cirurgias são geralmente agrupados em três
categorias:
A mastectomia total (simples) remove todo o tecido
mamário,porém todos ou muitos dos linfáticos e
músculos torácicos são mantidos intactos.
A mastectomia radical modificada (Patty) (cirúrgica mais
comum): remove toda a mama,algum ou muitos nódulos
linfáticos,e algumas vezes os músculos peitorais
menores torácicos.
A mastectomia radical(Halsted) é um procedimento
realizado raramente porque requer a remoção de toda a
mama,pele,músculo peitorais maior e menor, nódulos
linfáticos axilares,e algumas vezes as nódulos linfáticos
mamários internos ou os supra-claviculares.
DISSECÇÃO AXILAR
A dissecção de linfonodos (gânglios) axilares é
necessária porque os carcinomas de mama se
disseminam por essa via. A retirada dos linfonodos
infiltrados pela neoplasia é importante para evitar
retorno do tumor (recidiva) na axila, além de oferecer
parâmetros prognósticos da doença, fundamentais
para se entender a necessidade de tratamentos
adicionais.
LINFEDEMA
O linfedema é um tipo de contenção de
substâncias causado pelo acúmulo anormal de
proteínas e líquidos nos tecidos; costuma ser
resultante da falha de drenagem no sistema
linfático, que vem a ser manifestada por inchaço,
principalmente nas extremidades dos membros
superiores e inferiores.
Os líquidos e substâncias que as veias não
retiram dos tecidos formam a linfa, composta por
água, proteínas e outras substâncias. Entretanto,
pode ocorrer falha nesse sistema de drenagem,
causando o linfedema, ou acúmulo dessas
substâncias.
Quando o linfedema não é tratado rapidamente,
torna-se uma doença crônica causando o inchaço da
área afetada, aumento de volume, sensação de
peso, desconforto, perda parcial de mobilidade,
deformações estéticas e dor.
O linfedema pode ser desencadeado logo após a
cirurgia, semanas, ou até mesmo anos mais tarde. A
probabilidade de desenvolver após a cirurgia de
mastectomia, depende do número de gânglios
removidos, da quantidade de radiação recebida e na
capacidade que as funcionalidades restantes ainda
tiverem para compensar a perda.
A prevenção e redução é o principal objetivo no
tratamento do linfedema, muito embora, as medidas
com esse objetivo sejam paliativas e muitas vezes
criticadas na literatura. Na fase precoce, quando os
tecidos ainda estão relativamente preservados, pode-
se reduzir o membro ao seu tamanho inicial.
SINAIS E SINTOMAS
Alguns sinais e sintomas podem incluir:
- Inchaço da mão ou do braço
- Dor, queimação, formigamento ou sensação de
peso na mão ou no braço
Roupas ou acessórios apertados
- Menor movimento ou flexibilidade na mão ou no
pulso
PREVENÇÃO DO LINFEDEMA
Aumentar gradativamente a duração e a intensidade de
qualquer atividade ou exercício físico
-Descansar frequentemente durante a atividade para
permitir a recuperação do membro
-Monitorar o braço e a mão durante e após a atividade
para verificar se ocorreu alguma alteração de tamanho,
forma, tecido, textura, dor, peso e firmeza
-Manter o peso ideal
-Se possível, evitar que a pressão arterial seja medida no
braço da cirurgia
-Usar roupas e acessórios folgados Evitar carregar
bolsas pesadas ou puxar malas com o braço da cirurgia
Evite exposição prolongada (por mais de 15 minutos) ao
calor ou frio extremo (ex: banho quente, sauna). Não
mergulhe o braço em água com temperatura superior a
38,8 (102) graus.
IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA
A Fisioterapia iniciada nos primeiros dias após a
cirurgia pode trazer inúmeras vantagens:
prevenindo algumas complicações principalmente o
linfedema e retrações do ombro, promovendo
adequada recuperação funcional e,
conseqüentemente, propiciando melhor qualidade de
vida.
TRATAMENTO NO PÓS OPERATÓRIO
MASTECTOMIA
O Exame físico DEVE Ser Realizado bilateralmente,
avaliando a Função pulmonar, uma amplitude de Movimento
dos ombros e cintura escapular, a Força muscular e
perimetria dos MMSS, Além da Avaliação postural.
A prevenção das complicações deve começar no primeiro
dia do pós-operatório.
-Deve-se realizar uma pequena elevação do braço operado,
com a ajuda de um travesseiro, de maneira que o cotovelo, o
punho e a mão estejam mais altos que o ombro.
-Leves movimentos de dedos, punho, mão e cotovelo,
devem ser iniciados no segundo dia do pós-operatório,
voltando, gradativamente, a realizar todos os movimentos
até 90º durante o período que estiver com os pontos. Após
a retirada dos pontos, a paciente pode voltar às suas
atividades acima de 90º com exercícios leves e livres
TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO PARA
LINFEDEMA
A forma correta de se tratar um linfedema é
aumentando a oferta de vasos disponíveis, ou seja,
estimular a circulação colateral, e a função dos
gânglios e vasos linfáticos.
É a massagem de drenagem proximal. Consiste na
estimulação manual das regiões de linfonodos
superficiais e vias linfáticas, iniciando pelas vias
proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas
mais distais, conseguindo o descongestionamento
das vias linfáticas e melhorando o fluxo.
Deslizamento superficial e profundo: Um dos efeitos
da massagem é o relaxamento muscular. Através da
massagem, pode-se tentar diminuir espasmos
musculares, sem que se causem danos aos tecidos.
Tanto tecido muscular quanto o conjuntivo só estarão
prontos para realizar exercícios de estiramento e
liberação articular após a massagem.
A cinesioterapia é fundamental no tratamento do
linfedema, principalmente na primeira fase, quando
se objetiva a redução do linfedema e o membro
permanece sob compressão das ataduras. Os
exercícios devem ser de grande amplitude,
envolvendo as articulações do ombro, cotovelo,
punho, dedos e cintura escapular e de fácil
memorização, para que a paciente participe
ativamente desta atividade. Desta forma, são
orientados os seguintes exercícios: 1) Cintura
escapular: flexão anterior, extensão, abdução e
rotações do ombro, elevação e depressão da
escápula; 2) Cotovelo: flexão, extensão e prono-
supinação; 3) Punho: flexão e extensão; 4) Mão:
flexoextensão de dedos e polegar, Exercícios em
diagonal principal de Kabat para manter a
mobilidade.
Exercícios para flexibilidade: Exercícios de alongamento
para cervical, ombros, região axilar, região do músculo
peitoral e grande dorsal. Podem ajudar a alongar tecido
cicatricial e diminuir o endurecimento axilar e a
compressão do desfiladeiro torácico, aumentando o fluxo
linfático.
Treino de força: concentrando em músculos de ombros e
costa, incluindo deltóide, serrátil anterior, trapézio,
rombóides, manguito rotador. Trabalho da região
abdominal para facilitar o retorno do fluxo linfático ao ducto
torácico.
Exercícios de pilates, os quais enfatizam a postura e
respiração enquanto trabalham a região abdominal.
ENFAIXAMENTO COMPRESIVO
O enfaixamento compresivo deve
ser utilizado para manter e
incrementar os efeitos da
drenagem linfática manual. O
enfaixamento tem como objetivo,
aumentar o fluxo linfático através
do aumento da pressão tecidual e
prevenir um novo acumulo de
fluido após a drenagem. Deve se
funcional e a pressão deve ser
sempre maior em nível distal.
Linfedema pós mastectomia

Linfedema pós mastectomia

  • 1.
  • 3.
    DRENAGEM LINFÁTICA A principalvia de drenagem linfática da mama ocorre por meio dos linfonodos axilares (75%) e grande parte do restante é drenado através dos linfonodos mamários internos (20%) e pequena parcela através dos intercostais posteriores (5%, aproximadamente).
  • 4.
    O QUE ÉA MASTECTOMIA A mastectomia é a retirada total da mama, com pele, aréola e mamilo. É a opção mais segura para tumores extensos. Quando é realizada atualmente é quase sempre acompanhada de ​​​​​reconstrução mamária imediata, que proporciona resultados bastante satisfatórios.
  • 5.
    A retirada deuma quantidade limitada de pele, incluindo a remoção de aréola e mamilo, recebe o nome de mastectomia preservadora de pele (skin-sparing mastectomy). Esta variante é muito usada para tumores de localização central e não muito grandes.
  • 6.
    TIPOS DE MASTECTOMIA Ostipos de cirurgias são geralmente agrupados em três categorias: A mastectomia total (simples) remove todo o tecido mamário,porém todos ou muitos dos linfáticos e músculos torácicos são mantidos intactos. A mastectomia radical modificada (Patty) (cirúrgica mais comum): remove toda a mama,algum ou muitos nódulos linfáticos,e algumas vezes os músculos peitorais menores torácicos. A mastectomia radical(Halsted) é um procedimento realizado raramente porque requer a remoção de toda a mama,pele,músculo peitorais maior e menor, nódulos linfáticos axilares,e algumas vezes as nódulos linfáticos mamários internos ou os supra-claviculares.
  • 7.
    DISSECÇÃO AXILAR A dissecçãode linfonodos (gânglios) axilares é necessária porque os carcinomas de mama se disseminam por essa via. A retirada dos linfonodos infiltrados pela neoplasia é importante para evitar retorno do tumor (recidiva) na axila, além de oferecer parâmetros prognósticos da doença, fundamentais para se entender a necessidade de tratamentos adicionais.
  • 8.
    LINFEDEMA O linfedema éum tipo de contenção de substâncias causado pelo acúmulo anormal de proteínas e líquidos nos tecidos; costuma ser resultante da falha de drenagem no sistema linfático, que vem a ser manifestada por inchaço, principalmente nas extremidades dos membros superiores e inferiores. Os líquidos e substâncias que as veias não retiram dos tecidos formam a linfa, composta por água, proteínas e outras substâncias. Entretanto, pode ocorrer falha nesse sistema de drenagem, causando o linfedema, ou acúmulo dessas substâncias.
  • 9.
    Quando o linfedemanão é tratado rapidamente, torna-se uma doença crônica causando o inchaço da área afetada, aumento de volume, sensação de peso, desconforto, perda parcial de mobilidade, deformações estéticas e dor. O linfedema pode ser desencadeado logo após a cirurgia, semanas, ou até mesmo anos mais tarde. A probabilidade de desenvolver após a cirurgia de mastectomia, depende do número de gânglios removidos, da quantidade de radiação recebida e na capacidade que as funcionalidades restantes ainda tiverem para compensar a perda.
  • 10.
    A prevenção eredução é o principal objetivo no tratamento do linfedema, muito embora, as medidas com esse objetivo sejam paliativas e muitas vezes criticadas na literatura. Na fase precoce, quando os tecidos ainda estão relativamente preservados, pode- se reduzir o membro ao seu tamanho inicial.
  • 11.
    SINAIS E SINTOMAS Algunssinais e sintomas podem incluir: - Inchaço da mão ou do braço - Dor, queimação, formigamento ou sensação de peso na mão ou no braço Roupas ou acessórios apertados - Menor movimento ou flexibilidade na mão ou no pulso
  • 12.
    PREVENÇÃO DO LINFEDEMA Aumentargradativamente a duração e a intensidade de qualquer atividade ou exercício físico -Descansar frequentemente durante a atividade para permitir a recuperação do membro -Monitorar o braço e a mão durante e após a atividade para verificar se ocorreu alguma alteração de tamanho, forma, tecido, textura, dor, peso e firmeza -Manter o peso ideal -Se possível, evitar que a pressão arterial seja medida no braço da cirurgia -Usar roupas e acessórios folgados Evitar carregar bolsas pesadas ou puxar malas com o braço da cirurgia Evite exposição prolongada (por mais de 15 minutos) ao calor ou frio extremo (ex: banho quente, sauna). Não mergulhe o braço em água com temperatura superior a 38,8 (102) graus.
  • 13.
    IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA AFisioterapia iniciada nos primeiros dias após a cirurgia pode trazer inúmeras vantagens: prevenindo algumas complicações principalmente o linfedema e retrações do ombro, promovendo adequada recuperação funcional e, conseqüentemente, propiciando melhor qualidade de vida.
  • 14.
    TRATAMENTO NO PÓSOPERATÓRIO MASTECTOMIA O Exame físico DEVE Ser Realizado bilateralmente, avaliando a Função pulmonar, uma amplitude de Movimento dos ombros e cintura escapular, a Força muscular e perimetria dos MMSS, Além da Avaliação postural. A prevenção das complicações deve começar no primeiro dia do pós-operatório. -Deve-se realizar uma pequena elevação do braço operado, com a ajuda de um travesseiro, de maneira que o cotovelo, o punho e a mão estejam mais altos que o ombro. -Leves movimentos de dedos, punho, mão e cotovelo, devem ser iniciados no segundo dia do pós-operatório, voltando, gradativamente, a realizar todos os movimentos até 90º durante o período que estiver com os pontos. Após a retirada dos pontos, a paciente pode voltar às suas atividades acima de 90º com exercícios leves e livres
  • 15.
    TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO PARA LINFEDEMA Aforma correta de se tratar um linfedema é aumentando a oferta de vasos disponíveis, ou seja, estimular a circulação colateral, e a função dos gânglios e vasos linfáticos. É a massagem de drenagem proximal. Consiste na estimulação manual das regiões de linfonodos superficiais e vias linfáticas, iniciando pelas vias proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas mais distais, conseguindo o descongestionamento das vias linfáticas e melhorando o fluxo.
  • 16.
    Deslizamento superficial eprofundo: Um dos efeitos da massagem é o relaxamento muscular. Através da massagem, pode-se tentar diminuir espasmos musculares, sem que se causem danos aos tecidos. Tanto tecido muscular quanto o conjuntivo só estarão prontos para realizar exercícios de estiramento e liberação articular após a massagem.
  • 17.
    A cinesioterapia éfundamental no tratamento do linfedema, principalmente na primeira fase, quando se objetiva a redução do linfedema e o membro permanece sob compressão das ataduras. Os exercícios devem ser de grande amplitude, envolvendo as articulações do ombro, cotovelo, punho, dedos e cintura escapular e de fácil memorização, para que a paciente participe ativamente desta atividade. Desta forma, são orientados os seguintes exercícios: 1) Cintura escapular: flexão anterior, extensão, abdução e rotações do ombro, elevação e depressão da escápula; 2) Cotovelo: flexão, extensão e prono- supinação; 3) Punho: flexão e extensão; 4) Mão: flexoextensão de dedos e polegar, Exercícios em diagonal principal de Kabat para manter a mobilidade.
  • 18.
    Exercícios para flexibilidade:Exercícios de alongamento para cervical, ombros, região axilar, região do músculo peitoral e grande dorsal. Podem ajudar a alongar tecido cicatricial e diminuir o endurecimento axilar e a compressão do desfiladeiro torácico, aumentando o fluxo linfático. Treino de força: concentrando em músculos de ombros e costa, incluindo deltóide, serrátil anterior, trapézio, rombóides, manguito rotador. Trabalho da região abdominal para facilitar o retorno do fluxo linfático ao ducto torácico. Exercícios de pilates, os quais enfatizam a postura e respiração enquanto trabalham a região abdominal.
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    ENFAIXAMENTO COMPRESIVO O enfaixamentocompresivo deve ser utilizado para manter e incrementar os efeitos da drenagem linfática manual. O enfaixamento tem como objetivo, aumentar o fluxo linfático através do aumento da pressão tecidual e prevenir um novo acumulo de fluido após a drenagem. Deve se funcional e a pressão deve ser sempre maior em nível distal.