N O M E D O T UTOR | T U RM A
FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER
• UNIDADE 3: FISIOTERAPIA ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO CÂNCER DE
MAMA, CLIMATÉRIO, MENOPAUSA E DOR PÉLVICA CRÔNICA
• TÓPICO 1 - FISIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA
• TÓPICO 2 – ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO CLIMATÉRIO E MENOPAUSA
• TÓPICO 3 – ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA EM PACIENTES COM DOR PÉLVICA
»OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• compreender a atuação do fisioterapeuta no pré e pós-operatório de
câncer de mama;
• utilizar recursos para tratamento e prevenção de complicações
relacionadas ao câncer de mama.
• compreender a atuação do fisioterapeuta na dor pélvica aguda e
crônica;
• elaborar objetivos, traçar condutas e definir recursos de tratamento
para pacientes com dor pélvica;
• compreender as principais patologias e disfunções que acometem as
mulheres durante o climatério e menopausa;
• utilizar recursos fisioterapêuticos para manejo de complicações
relacionadas ao período do climatério e menopausa.
UNIDADE 1
TÓPICO 1
FISIOTERAPIA NO
CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama é a neoplasia de maior ocorrência
entre as mulheres, tanto em países desenvolvidos quanto
em desenvolvimento
LEITURA SUGERIDA:
https://www.inca.gov.br/videos?
title=&field_ano_value=All&field
_assuntos_tid%5B%5D=755
• FISIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA
• Após a detecção do câncer de mama:
- tratamentos possíveis: várias técnicas cirúrgicas para remoção do tumor,
quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia entre outras.
- As cirurgias podem ser:
- conservadoras (que não retiram a glândula mamária), até mastectomias
radicais (retiram as glândulas, complexo aréolo-papilar e todo tecido
mamário).
• Mastectomia radical:
- é considerada como uma opção não conservadora de tratamento, e sua
técnica cirúrgica consiste na retirada da:
- glândula mamária, pele,
- tecido adiposo,
- músculo peitoral maior e peitoral menor
- e dos linfonodos da axila homolateral.
• MASTECTOMIA TOTAL BILATERAL
• Mastectomia radical modificada:
- ocorre a preservação dos músculos peitoral menor e maior.
• O tratamento cirúrgico conservador refere-se à quadrantectomia:
- definida como ressecção de todo o setor mamário correspondente ao tumor,
incluindo a pele e a fáscia do músculo peitoral maior.
• tumorectomia ou lumpectomia:
- consiste na remoção de todo o tumor com uma margem de tecido mamário
livre de neoplasia ao seu redor.
Em alguns casos, quando os linfonodos também são atingidos pelo câncer, é
necessária a realização de linfadenectomia axilar (esvaziamento de nodos
linfáticos axilares), através de segunda incisão na região axilar.
Após a cirurgia mamária, independentemente da técnica utilizada, a mulher
passa a ter uma nova perspectiva corporal, pois ocorrem alterações
importantes em níveis anatômico, fisiológico e funcional que podem vir
acompanhadas de dores e degradação da forma física, e alterar sua maneira
de sentir e vivenciar o corpo.
• FISIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA
• período pré-operatório:
- o fisioterapeuta realiza anamnese completa, a fim de identificar fatores de
risco para possíveis complicações.
- O nível prévio de função, os hábitos de exercícios, as deficiências físicas
prévias e outras comorbidades devem ser conhecidos.
• Avaliação:
- estado geral, dados vitais,
- função pulmonar, funcionalidade,
- amplitude de movimento dos ombros e cintura escapular,
- força muscular dos membros superiores,
- perimetria e/ou volumetria dos membros superiores e a postura.
- Além disso, orientar sobre os procedimentos a serem realizados após a
cirurgia.
• complicações físicas pós cirurgias:
• infecção da ferida operatória,
• necrose de pele,
• seroma,
• aderência e deiscência cicatriciais,
• limitação da amplitude de movimento (ADM) do ombro,
• cordão axilar, dor,
• alteração sensorial,
• lesão de nervos motor e/ou sensitivo,
• fraqueza muscular e linfedemas.
Cuidados com o membro superior que devem ser
orientados à mulher,
independentemente do tempo de pós-operatório:
• ter cuidado para não ferir o braço (faca, tesoura, fogo) e utilizar luvas quando
houver risco;
• evitar depilar a axila.
• Dar preferência aos barbeadores elétricos;
• evitar aferir pressão arterial no membro acometido;
• evitar aplicar injeções, vacinas e acupuntura, bem como tirar ou receber
sangue;
Cuidados com o membro superior que devem ser
orientados à mulher,
independentemente do tempo de pós-operatório:
• não tirar cutícula. Cortar cuidadosamente as unhas;
• evitar tomar sol excessivo ou se expor em ambiente muito quente (sauna);
• não usar relógios, anéis ou pulseiras apertadas, dificultando a circulação
linfática;
• manter a pele sempre hidratada;
• utilizar repelentes para evitar picadas de insetos;
• manter o peso ideal;
• praticar exercícios físicos regularmente.
LINFEDEMA
• pode ser definido como inchaço crônico, grande e progressivo, resultante da
deficiência da drenagem do sistema linfático, com acúmulo anormal de fluido
rico em proteínas no espaço intersticial.
LINFEDEMA DE MEMBRO SUPERIOR
• É geralmente observado pelo aumento do volume do membro em
comparação com o lado contralateral.
• Pode ser decorrente de alterações congênitas dos vasos linfáticos ou
adquiridas, como traumas, lesões, linfadenectomias ou enfermidades
infecciosas e crônicas.
LINFEDEMA DE MEMBRO SUPERIOR
• Pode resultar em:
- desconfortos, dores,
- aumento do risco de infecções,
- diminuição da amplitude de movimento,
- alterações sensoriais,
- problemas com a imagem corporal, podendo interferir na aceitabilidade
social.
Tratamento: deve ser iniciado o mais precocemente possível, pois, uma vez
instalado e não tratado, o linfedema progride e interfere negativamente na
qualidade de vida do indivíduo e nas atividades de vida diária.
FISIOTERAPIA NO LINFEDEMA DE MEMBRO SUPERIOR
• A Sociedade Internacional de Linfologia recomenda a utilização da:
Terapia Física Complexa (TFC),
- TFC:
- inclui drenagem linfática manual estratégica,
- cuidados com a pele,
- enfaixamento compressivo inelástico ou contensão elástica,
- pressoterapia,
- cinesioterapia e autodrenagem.
• A terapia física complexa é também conhecida como fisioterapia complexa
descongestiva ou terapia descongestiva complexa e consiste na
combinação das técnicas de:
 drenagem linfática manual,
 compressão,
 exercícios linfomiocinéticos
 cuidados com a pele.
 A terapia física complexa TFC é composta por duas fases:
• Primeira fase:
- composta por:
- drenagem linfática manual,
- Enfaixamento compressivo funcional,
- exercícios linfomiocinéticos,
- cuidados com a pele e
- automassagem.
Esta fase tem como objetivo mobilizar o excesso de líquido e iniciar a
regressão das alterações fibroescleróticas;
• Segunda fase:
- composta por:
- contenção elástica de uso diário,
- Exercícios linfomiocinéticos,
- cuidados com a pele
- e automassagem,
Visa impedir um novo acúmulo de líquido no espaço intersticial, além de
continuar auxiliando na redução da fibrose.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• é uma técnica representada por um conjunto de manobras específicas que
atuam sobre o sistema linfático superficial, com o objetivo de drenar o
excesso de líquido acumulado no interstício, no tecido e dentro dos vasos
por meio das anastomoses superficiais linfolinfáticas, axiloaxilar e
axiloinguinal, além de reduzir fibroses linfostáticas, que se apresentam em
linfedemas nas fases mais avançadas.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• os capilares linfáticos não têm direção de fluxo definida.
• O sentido do fluxo linfático superficial depende das diferenças de pressões e
de forças externas ao sistema linfático, como a contração muscular e a
drenagem linfática manual.
• A drenagem produz aumento da absorção, acelerando o deslocamento da
linfa, além de estimular o funcionamento dos capilares que se encontram
inativos e aumentar a motricidade da unidade motora linfática, o linfângio.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• A drenagem linfática é caracterizada como a principal abordagem no
tratamento do linfedema,
• através de movimentos de deslizamento e compressão sobre o trajeto dos
vasos linfáticos, com pressão e velocidade controlada para conduzir a linfa
de forma sistematizada, com movimentos e sequência determinada.
• A pressão que o terapeuta deve aplicar durante a realização da DLM é
suave, podendo chegar a 25-40 mmHg nos grandes vasos linfáticos,
proporcionando, assim, a pressão mecânica para eliminar o excesso de
líquido, expulsando o líquido do meio tissular para os vasos venosos e
linfáticos.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• A drenagem deve sempre ser iniciada
por regiões distantes da área afetada,
sendo realizada no quadrante
contralateral ao edema com o intuito
do aumento da atividade linfocinética,
proporcionando, assim, o
descongestionamento do quadrante
homolateral.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• As manobras iniciais consistem na
evacuação aplicada na cavidade axilar
contralateral, tórax e membro afetado
sempre em sentido de distal-proximal,
drenando em seguida a mama e o tórax,
para depois ser drenado o membro afetado
com manobras em ondas.
• As manobras citadas também devem ser
realizadas na região torácica no local abaixo
da cirurgia, e também na região da cisterna
do quilo.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• Normalmente, são utilizados quatro tipos de movimentos:
- círculos fixos,
- movimentos de bombeamento,
- de doador
- de rotação.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• círculos fixos:
• as mãos do terapeuta são posicionadas espalmadas sobre a pele e com
os dedos realizam-se movimentos circulares, promovendo estiramento
do tecido, produzindo um movimento de compressão/descompressão.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
• movimentos de bombeamento:
• as mãos do terapeuta estão no local a ser drenado, aplicando-se pressões
decrescentes da palma da mão para os dedos de forma intermitente com
compressão e descompressão com direção e sentido determinada pela
localização das vias.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
- Movimentos de doador:
• essa técnica envolve uma combinação de movimentos.
• A palma da mão do terapeuta é posicionada perpendicularmente à área
tratada, toca-se com a borda medial da mão seguido dos movimentos de
pronação do antebraço e abdução do braço.
• Na sequência, a outra mão com o polegar em extensão realiza o movimento
de arraste com a borda lateral associando movimentos de supinação do
antebraço com adução do braço, sendo repetido na região imediatamente
adjacente à região manipulada.
• DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
- Movimentos de rotação:
• esta técnica deve ser empregada em superfícies planas.
• O braço é posicionado em semiabdução no plano escapular, com o
antebraço em supinação.
• A mão que inicia o movimento toca a superfície do segmento com a face
palmar e realiza movimento de desvio ulnar na direção e sentido da
drenagem proposta, simultaneamente aos movimentos de supinação e
adução.
• A outra mão terá o mesmo posicionamento realizando os mesmos
movimentos da mão que inicia o movimento, com a mesma sequência e
ritmo, alternando as mãos para a região adjacente.
• COMPRESSÃO
• enfaixamento compressivo, com
faixas de baixa elasticidade:
visa manter e acelerar os efeitos da
drenagem linfática manual.
• COMPRESSÃO
• Efeitos:
• diminuir a formação de líquido intersticial,
• evitar o refluxo linfático,
• melhorar o efeito da bomba muscular, estimulando a reabsorção.
• Enfaixamento: deve ser funcional, e a pressão, sempre maior em nível
distal.
• Efeitos colaterais: os mais frequentes são a parestesia temporária do
membro e a cianose das extremidades do membro.
EXERCÍCIOS LINFOMIOCINÉTICOS
• As pressões das contrações musculares
juntamente com a pressão do
enfaixamento compressivo, estimulam o
funcionamento linfático, aumentando a
absorção, a atividade motora dos
linfângios e o peristaltismo dos vasos
linfáticos, potencializando, assim, a
circulação de retorno.
• LASER DE BAIXA POTÊNCIA
• É um método de baixo custo e com relatos de bom controle do linfedema.
• Atua na restauração da drenagem linfática na região axilar, em razão da
estimulação da motricidade linfática, por meio da redução de fibrose e
cicatrização dos tecidos, além de interferir em processos imunológicos, o
que reduz o risco de infecções.
• É uma terapia não invasiva, de fácil realização em ambiente ambulatorial e
sem quaisquer efeitos secundários conhecidos de longa duração.
- Complicações comuns decorrentes da mastectomia:
• disfunções do ombro: podem apresentar aspectos como redução da
amplitude de movimento do ombro, perda de força muscular e dor.
• complicação frequentemente observada em pacientes que se submeteram à
radioterapia.
• Aderências cicatriciais: o trauma físico decorrente da cirurgia possui
efeitos negativos sobre a fáscia, que a torna espessa e encurtada.
• O espessamento da fáscia prejudica o fluxo e a circulação sanguínea.
• também restringe o fluxo linfático, o que representa perigo especial para os
pós-cirúrgicos de câncer de mama, que já estão em risco de linfedemas.
• As aderências podem gerar dores e restrições em outras áreas adjacentes,
visto que estão interligadas.
• utilizar técnicas de liberação miofascial para:
• analgesia e recuperação da amplitude de movimento e funcionalidade.
• objetivos da liberação miofascial:
- alongamento do tecido conectivo, consistindo na utilização suave de
pressão para facilitar a libertação de restrições fasciais e cicatrizes cirúrgicas
• técnicas de alívio da dor durante o pós-operatório de mastectomia:
- técnicas de alongamento muscular,
- inibição recíproca,
- liberação de pontos-gatilho,
- massagem terapêutica,
- exercícios respiratórios,
- estimulação elétrica transcutânea.
UNIDADE 3
TÓPICO 2 ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA
NO CLIMATÉRIO E MENOPAUSA
• Climatério: corresponde à etapa de transição entre o período reprodutivo e
o não reprodutivo da vida da mulher (ocorre aproximadamente entre
quarenta e cinquenta e cinco anos).
• marco principal: a última menstruação espontânea
Características do Climatério
Características do Climatério
- principais alterações que ocorrem no sistema genital feminino e que
podem estar relacionadas com o surgimento de disfunções sexuais:
• redução do fluxo sanguíneo vaginal;
• redução dos pelos pubianos;
• redução do tecido adiposo que recobre os grandes e pequenos lábios;
• ressecamento vaginal;
• aparecimento de prurido;
• irritação e ardência na mucosa.
• recursos terapêuticos que podem ser utilizados para o tratamento das
disfunções sexuais:
• Cinesioterapia:
- exercícios de consciência corporal e fortalecimentos dos músculos do
assoalho pélvico (MAP), pois esses músculos bem fortalecidos irão
contribuir nas distintas fases do ciclo do desejo sexual, como excitação e
orgasmo.
- esses músculos funcionam como estabilizadores dos órgãos localizados na
cavidade pélvica (como útero e bexiga), agindo também na melhora da
continência tanto urinária quanto fecal.
•Biofeedback:
- trata-se de um equipamento que mensura, avalia e trata disfunções sexuais
por estímulos táteis,
- usado para estimular a contração e, assim, melhorar o funcionamento dos
músculos que compõe a região perineal,
- auxilia a melhorar a consciência corporal e reduzindo sintomas ocasionados
pelas disfunções sexuais.
• Massagem Perineal:
- é um tipo de massagem feita na região íntima da mulher que ajuda a alongar
e relaxar os músculos vaginais,
- auxilia no alívio da dor dos MAP nos casos de dispareunia, cujo conceito é
dor intensa durante as relações sexuais e vaginismo, que tem como conceito
a contração involuntária dos MAP.
- A manobra trabalha toda a pele e adjacências da entrada do canal vaginal.
• Exercícios de Kegel:
- auxiliam na reeducação comportamental para normalizar funções sexuais,
através da contração dos músculos do assoalho pélvico,
- Visa o fortalecimento, melhora na lubrificação vaginal, controle dos
esfíncteres e melhora da consciência perineal.
• CLIMATÉRIO, MENOPAUSA E INCONTINÊNCIA URINÁRIA
• Déficit de estrogênio ocorrido no climatério: pode provocar diminuição do
fechamento uretral, predispondo a mulher à perda involuntária de urina,
• Quando a estrutura perineal está flácida, ocorre prejuízo no mecanismo de
continência urinária, pois depende de uma musculatura estrógeno
dependente.
Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico (TMAP) devem
ser a primeira escolha de terapia
para mulheres com incontinência urinária
• EXERCÍCIO FÍSICO E MENOPAUSA
• A prática regular de exercícios físicos é considerada um dos principais
recursos não farmacológicos para melhora de sintomas de mulheres na
menopausa, pois é responsável por ofertar diversos benefícios como:
- Aumento da densidade mineral óssea,
- melhora a capacidade respiratória e o perfil lipídico,
- redução da frequência cardíaca de repouso
- redução da gordura corporal,
- e normalização da pressão arterial.
Os exercícios físicos estão entre as principais abordagens que devem
ser enfatizadas pelos
profissionais da saúde, visto que alterações no perfil lipídico e
deficiência de estrogênio são as principais mudanças
bioquímicas que parecem comprometer a saúde
das mulheres nessa fase de vida,
acarretando um aumento do índice de massa
corporal e redução da qualidade de vida.
UNIDADE 3
TÓPICO 3
ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA
EM PACIENTES
COM DOR PÉLVICA
Dor pélvica crônica (DPC)
• apresenta-se como uma das principais causas de encaminhamento de
mulheres aos serviços de saúde.
• Pode ser definida como:
Qualquer dor localizada na região pélvica ou abdominal inferior que
persista por seis meses ou mais tempo.
Essa dor é intensa o suficiente para interferir em atividades funcionais,
tornando necessário um tratamento clínico ou cirúrgico.
Etiologia da DPC
• geralmente, resulta de uma complexa interação entre os diversos sistemas
corporais como, por exemplo:
- gastrintestinal, urinário, ginecológico, musculoesquelético, nervoso e
endócrino.
• DPC tem natureza multifatorial e, em decorrência da complexa inervação
da pelve, o acometimento de diferentes órgãos e sistemas pode levar à
mesma manifestação clínica.
• é uma patologia de difícil compreensão e manejo pela equipe de saúde,
pois envolve múltiplos fatores, o que dificulta a identificação exata da origem
da dor.
FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVER A DPC
• Durante a anamnese, os aspectos que devem ser questionados são:
- Fatores gerais: idade, cor, índice de massa corporal, tabagismo, estado
socioeconômico, entre outros.
- Fatores ginecológicos e obstétricos: paridade, idade da menarca, tempo
de duração do ciclo menstrual e volume menstrual, endometriose,
aderências pélvicas, entre outros.
- Fatores psicossociais: abuso sexual, violência doméstica, ansiedade,
depressão, uso de drogas ilícitas e álcool, histórico de divórcio, morte na
família.
Etiologias primárias da DPC,
- Didaticamente, são divididas em:
• causas ginecológicas
• não ginecológicas.
Etiologias primárias da DPC,
- Principais causas não ginecológicas:
• síndrome do intestino irritável;
• constipação crônica;
• cistite intersticial crônica;
• causas osteomusculares;
• distúrbios emocionais.
• dor miofascial;
• síndrome do piriforme;
• hérnias de parede abdominal;
• coccialgia crônica;
• neuralgias
Etiologias primárias da DPC,
- Principais causas ginecológicas:
• aderências peritoniais;
• cistos;
• endometrite crônica;
• síndrome do ovário policístico;
• endometriose;
• distopias genitais;
• carcinoma de cólon;
• infecções urinárias de repetição;
• lesões por abuso sexual recorrente
- Principais causas psicológicas:
• somatização;
• distúrbios do sono;
• assédio sexual ou moral;
• depressão;
• distúrbios bipolares.
• Além da dor abdomino-pélvica, é comum outros sintomas como:
• sensação de peso na pelve,
• dor irradiada para a perna,
• dor ao urinar e/ou defecar,
• constipação ou diarreia,
• dor no cóccix,
• dor suprapúbica,
• ciclo menstrual irregular,
• exacerbação da dor em períodos menstruais,
• dispareunia.
Endometriose
• definida como a presença de tecido funcional semelhante ao endométrio
fora do útero, o que induz uma reação crônica, inflamatória.
• Geralmente, esse tecido se localiza erroneamente nos ovários, trompas de
• falópio, septo retovaginal, peritônio pélvico e intestino.
• A maioria das mulheres com endometriose pode experimentar sintomas
dolorosos e /ou infertilidade.
• Mulheres com endometriose frequentemente se queixam de dor pélvica
crônica.
Endometriose
Endometriose
• causa exata: não é conhecida,
• no entanto a etiologia é provavelmente multifatorial:
- Várias características individuais (história familiar de endometriose, menarca
precoce e exposição à circulação de hormônios esteroides), características
do estilo de vida e fatores ambientais.
• Dor: geralmente se manifesta como uma cólica menstrual intensa, ou dor
pélvica/abdominal à relação sexual.
Endometriose
• Tratamento:
• medicamentos
• cirurgia.
• Tratamento cirúrgico: a endometriose é removida por meio de uma cirurgia
chamada laparoscopia.
• Tratamento medicamentoso: analgésicos, anti-inflamatórios.
O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas,
como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões
endometrióticas.
DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP)
• Definida como dor pélvica na região inferior do abdome, de forma cíclica
ou recorrente, está associada à menstruação e pode acarretar vários
sintomas em maior ou menor grau.
• Sintomas: costumam manifestarem-se horas antes da menstruação, ou no
seu início, com intensidade maior no primeiro dia de fluxo.
• Termo dismenorreia: advindo do grego com significado de fluxo menstrual
difícil, sendo uma das afecções ginecológicas de difícil diagnóstico e
tratamento.
• É uma das queixas ginecológicas mais constantes.
DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP)
• Tratamentos:
- medicamentos como drogas anti-inflamatórias não esteroides
- contraceptivos hormonais,
- inibidores das sínteses de prostaglandinas,
- além de vitaminas e agentes tocolíticos.
- A prática regular de atividades físicas é recomendada: melhora o
funcionamento dos órgãos pélvicos.
DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP)
• Fisioterapia:
• representa uma alternativa segura e eficaz no alívio dos sintomas da
dismenorreia primária.
• Uso de:
• modalidades analgésicas como exercícios terapêuticos (cinesioterapia),
cinesioterapia, acupuntura, pilates, eletroterapia (TENS) e massagem
terapêutica.
Eletroterapia (TENS)
AVALIAÇÃO DA PACIENTE COM DOR PÉLVICA CRÔNICA
É essencial abordar a mulher de maneira global,
a fim de que o alívio da dor seja conseguido e ela retorne
as suas atividades diárias o mais rapidamente possível,
além de garantir que tenha melhor qualidade de vida.
Essa abordagem emprega modalidades fisiológicas,
físicas, emocionais, cognitivas
e sociais para se chegar ao alívio da dor.
AVALIAÇÃO: ANAMNESE
• paridade (número de gestações e partos);
• antecedentes pessoais e cirúrgicos (constipações intestinais, dores
menstruais, histórico de infecções urinárias, sangramentos, abusos sexuais,
cirurgias ginecológicas prévias);
• medicamentos em uso;
• histórico da dor;
• exames complementares;
• exame físico (avaliação postural, encurtamentos, amplitude de movimento de
quadril);
• avaliação do assoalho pélvico (cicatrizes, fibroses, sensibilidade, reflexos,
força de contração)
EXAME FÍSICO
• tem como objetivo: confirmação ou conclusão das hipóteses diagnósticas
obtidas durante a anamnese.
• Deve incluir:
- palpação do abdômen (visando à identificação de pontos dolorosos),
- Palpação da região lombar, articulação sacroilíaca e sínfise púbica.
- Observar a presença de fibroses, nódulos, pontos-gatilho, anormalidades
anatômicas, linfonodos aumentados, tumorações,
- Observar a qualidade da pele.
EXAME FÍSICO
• A avaliação ginecológica e o toque bimanual devem ser realizados pelo
fisioterapeuta, assim como a palpação das paredes vaginais e músculo
elevador do ânus.
• A inspeção do orifício anal em busca de alterações, como prolapso retal,
bem como o toque retal podem fornecer informações adicionais,
especialmente quando se suspeita de doenças intestinais ou endometriose.
TOQUE BIDIGITAL EM PACIENTES COM DPC
• Obs. Deve ser realizado por profissional com especialização
na área e/ou cursos específicos para esta formação.
TRATAMENTO DA DOR PÉLVICA CRÔNICA (DPC)
• É fundamentado em duas estratégias:
• tratar a doença de base e/ou tratar o sintoma doloroso,
• é comum se associarem os dois procedimentos.
• tratamentos medicamentosos: anti-inflamatórios não esteroides,
contraceptivos orais, análogos dos hormônios liberadores das
gonadotrofinas, progestógenos, derivados androgênicos, antidepressivos
tricíclicos, medicamentos psicotrópicos, antibioticoterapia, anestésicos
locais, analgésicos opioides e não opioides e alguns fármacos que agem
sobre a motilidade intestinal
Os programas de tratamento multidisciplinares geralmente incluem:
• terapia cognitiva,
• biofeedback,
• hipnose,
• técnicas de relaxamento,
• psicoterapia,
• acupuntura,
• terapia manual, massagem,
• aconselhamento sexual e conjugal e
• Fisioterapia.
FISIOTERAPIA NA DOR PÉLVICA CRÔNICA
(DPC)
A base da fisioterapia no manejo da dor pélvica está em
produzir mudanças físicas na musculatura lisa/estriada,
nas vísceras pélvicas e no SNC, alterando o mecanismo
da dor por meio de reeducação motora e sensorial.
FISIOTERAPIA NA DOR PÉLVICA CRÔNICA (DPC)
• reeducação postural,
• exercícios de condicionamento físico;
• alongamentos,
• fortalecimento,
• biofeedback,
• termoterapia,
• técnicas de relaxamento;
• técnica de facilitação neuromuscular proprioceptiva,
• osteopatia
• terapia manual e liberação miofascial.
• Microfisioterapia.
E, finalizamos esta disciplina,
tão importante quanto fundamental para todas as mulheres!

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  • 1.
    N O ME D O T UTOR | T U RM A
  • 3.
    FISIOTERAPIA NA SAÚDEDA MULHER • UNIDADE 3: FISIOTERAPIA ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO CÂNCER DE MAMA, CLIMATÉRIO, MENOPAUSA E DOR PÉLVICA CRÔNICA • TÓPICO 1 - FISIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA • TÓPICO 2 – ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO CLIMATÉRIO E MENOPAUSA • TÓPICO 3 – ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA EM PACIENTES COM DOR PÉLVICA
  • 4.
    »OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM •compreender a atuação do fisioterapeuta no pré e pós-operatório de câncer de mama; • utilizar recursos para tratamento e prevenção de complicações relacionadas ao câncer de mama. • compreender a atuação do fisioterapeuta na dor pélvica aguda e crônica; • elaborar objetivos, traçar condutas e definir recursos de tratamento para pacientes com dor pélvica; • compreender as principais patologias e disfunções que acometem as mulheres durante o climatério e menopausa; • utilizar recursos fisioterapêuticos para manejo de complicações relacionadas ao período do climatério e menopausa.
  • 5.
    UNIDADE 1 TÓPICO 1 FISIOTERAPIANO CÂNCER DE MAMA O câncer de mama é a neoplasia de maior ocorrência entre as mulheres, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento
  • 6.
  • 7.
    • FISIOTERAPIA NOCÂNCER DE MAMA • Após a detecção do câncer de mama: - tratamentos possíveis: várias técnicas cirúrgicas para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia entre outras. - As cirurgias podem ser: - conservadoras (que não retiram a glândula mamária), até mastectomias radicais (retiram as glândulas, complexo aréolo-papilar e todo tecido mamário).
  • 8.
    • Mastectomia radical: -é considerada como uma opção não conservadora de tratamento, e sua técnica cirúrgica consiste na retirada da: - glândula mamária, pele, - tecido adiposo, - músculo peitoral maior e peitoral menor - e dos linfonodos da axila homolateral.
  • 9.
  • 10.
    • Mastectomia radicalmodificada: - ocorre a preservação dos músculos peitoral menor e maior. • O tratamento cirúrgico conservador refere-se à quadrantectomia: - definida como ressecção de todo o setor mamário correspondente ao tumor, incluindo a pele e a fáscia do músculo peitoral maior.
  • 11.
    • tumorectomia oulumpectomia: - consiste na remoção de todo o tumor com uma margem de tecido mamário livre de neoplasia ao seu redor. Em alguns casos, quando os linfonodos também são atingidos pelo câncer, é necessária a realização de linfadenectomia axilar (esvaziamento de nodos linfáticos axilares), através de segunda incisão na região axilar.
  • 13.
    Após a cirurgiamamária, independentemente da técnica utilizada, a mulher passa a ter uma nova perspectiva corporal, pois ocorrem alterações importantes em níveis anatômico, fisiológico e funcional que podem vir acompanhadas de dores e degradação da forma física, e alterar sua maneira de sentir e vivenciar o corpo.
  • 14.
    • FISIOTERAPIA NOCÂNCER DE MAMA • período pré-operatório: - o fisioterapeuta realiza anamnese completa, a fim de identificar fatores de risco para possíveis complicações. - O nível prévio de função, os hábitos de exercícios, as deficiências físicas prévias e outras comorbidades devem ser conhecidos.
  • 15.
    • Avaliação: - estadogeral, dados vitais, - função pulmonar, funcionalidade, - amplitude de movimento dos ombros e cintura escapular, - força muscular dos membros superiores, - perimetria e/ou volumetria dos membros superiores e a postura. - Além disso, orientar sobre os procedimentos a serem realizados após a cirurgia.
  • 16.
    • complicações físicaspós cirurgias: • infecção da ferida operatória, • necrose de pele, • seroma, • aderência e deiscência cicatriciais, • limitação da amplitude de movimento (ADM) do ombro, • cordão axilar, dor, • alteração sensorial, • lesão de nervos motor e/ou sensitivo, • fraqueza muscular e linfedemas.
  • 17.
    Cuidados com omembro superior que devem ser orientados à mulher, independentemente do tempo de pós-operatório: • ter cuidado para não ferir o braço (faca, tesoura, fogo) e utilizar luvas quando houver risco; • evitar depilar a axila. • Dar preferência aos barbeadores elétricos; • evitar aferir pressão arterial no membro acometido; • evitar aplicar injeções, vacinas e acupuntura, bem como tirar ou receber sangue;
  • 18.
    Cuidados com omembro superior que devem ser orientados à mulher, independentemente do tempo de pós-operatório: • não tirar cutícula. Cortar cuidadosamente as unhas; • evitar tomar sol excessivo ou se expor em ambiente muito quente (sauna); • não usar relógios, anéis ou pulseiras apertadas, dificultando a circulação linfática; • manter a pele sempre hidratada; • utilizar repelentes para evitar picadas de insetos; • manter o peso ideal; • praticar exercícios físicos regularmente.
  • 19.
    LINFEDEMA • pode serdefinido como inchaço crônico, grande e progressivo, resultante da deficiência da drenagem do sistema linfático, com acúmulo anormal de fluido rico em proteínas no espaço intersticial.
  • 20.
    LINFEDEMA DE MEMBROSUPERIOR • É geralmente observado pelo aumento do volume do membro em comparação com o lado contralateral. • Pode ser decorrente de alterações congênitas dos vasos linfáticos ou adquiridas, como traumas, lesões, linfadenectomias ou enfermidades infecciosas e crônicas.
  • 21.
    LINFEDEMA DE MEMBROSUPERIOR • Pode resultar em: - desconfortos, dores, - aumento do risco de infecções, - diminuição da amplitude de movimento, - alterações sensoriais, - problemas com a imagem corporal, podendo interferir na aceitabilidade social. Tratamento: deve ser iniciado o mais precocemente possível, pois, uma vez instalado e não tratado, o linfedema progride e interfere negativamente na qualidade de vida do indivíduo e nas atividades de vida diária.
  • 22.
    FISIOTERAPIA NO LINFEDEMADE MEMBRO SUPERIOR • A Sociedade Internacional de Linfologia recomenda a utilização da: Terapia Física Complexa (TFC), - TFC: - inclui drenagem linfática manual estratégica, - cuidados com a pele, - enfaixamento compressivo inelástico ou contensão elástica, - pressoterapia, - cinesioterapia e autodrenagem.
  • 23.
    • A terapiafísica complexa é também conhecida como fisioterapia complexa descongestiva ou terapia descongestiva complexa e consiste na combinação das técnicas de:  drenagem linfática manual,  compressão,  exercícios linfomiocinéticos  cuidados com a pele.
  • 24.
     A terapiafísica complexa TFC é composta por duas fases: • Primeira fase: - composta por: - drenagem linfática manual, - Enfaixamento compressivo funcional, - exercícios linfomiocinéticos, - cuidados com a pele e - automassagem. Esta fase tem como objetivo mobilizar o excesso de líquido e iniciar a regressão das alterações fibroescleróticas;
  • 25.
    • Segunda fase: -composta por: - contenção elástica de uso diário, - Exercícios linfomiocinéticos, - cuidados com a pele - e automassagem, Visa impedir um novo acúmulo de líquido no espaço intersticial, além de continuar auxiliando na redução da fibrose.
  • 26.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • é uma técnica representada por um conjunto de manobras específicas que atuam sobre o sistema linfático superficial, com o objetivo de drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, no tecido e dentro dos vasos por meio das anastomoses superficiais linfolinfáticas, axiloaxilar e axiloinguinal, além de reduzir fibroses linfostáticas, que se apresentam em linfedemas nas fases mais avançadas.
  • 27.
  • 28.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • os capilares linfáticos não têm direção de fluxo definida. • O sentido do fluxo linfático superficial depende das diferenças de pressões e de forças externas ao sistema linfático, como a contração muscular e a drenagem linfática manual. • A drenagem produz aumento da absorção, acelerando o deslocamento da linfa, além de estimular o funcionamento dos capilares que se encontram inativos e aumentar a motricidade da unidade motora linfática, o linfângio.
  • 29.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • A drenagem linfática é caracterizada como a principal abordagem no tratamento do linfedema, • através de movimentos de deslizamento e compressão sobre o trajeto dos vasos linfáticos, com pressão e velocidade controlada para conduzir a linfa de forma sistematizada, com movimentos e sequência determinada. • A pressão que o terapeuta deve aplicar durante a realização da DLM é suave, podendo chegar a 25-40 mmHg nos grandes vasos linfáticos, proporcionando, assim, a pressão mecânica para eliminar o excesso de líquido, expulsando o líquido do meio tissular para os vasos venosos e linfáticos.
  • 30.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • A drenagem deve sempre ser iniciada por regiões distantes da área afetada, sendo realizada no quadrante contralateral ao edema com o intuito do aumento da atividade linfocinética, proporcionando, assim, o descongestionamento do quadrante homolateral.
  • 31.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • As manobras iniciais consistem na evacuação aplicada na cavidade axilar contralateral, tórax e membro afetado sempre em sentido de distal-proximal, drenando em seguida a mama e o tórax, para depois ser drenado o membro afetado com manobras em ondas. • As manobras citadas também devem ser realizadas na região torácica no local abaixo da cirurgia, e também na região da cisterna do quilo.
  • 32.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • Normalmente, são utilizados quatro tipos de movimentos: - círculos fixos, - movimentos de bombeamento, - de doador - de rotação.
  • 33.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • círculos fixos: • as mãos do terapeuta são posicionadas espalmadas sobre a pele e com os dedos realizam-se movimentos circulares, promovendo estiramento do tecido, produzindo um movimento de compressão/descompressão.
  • 34.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL • movimentos de bombeamento: • as mãos do terapeuta estão no local a ser drenado, aplicando-se pressões decrescentes da palma da mão para os dedos de forma intermitente com compressão e descompressão com direção e sentido determinada pela localização das vias.
  • 35.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL - Movimentos de doador: • essa técnica envolve uma combinação de movimentos. • A palma da mão do terapeuta é posicionada perpendicularmente à área tratada, toca-se com a borda medial da mão seguido dos movimentos de pronação do antebraço e abdução do braço. • Na sequência, a outra mão com o polegar em extensão realiza o movimento de arraste com a borda lateral associando movimentos de supinação do antebraço com adução do braço, sendo repetido na região imediatamente adjacente à região manipulada.
  • 36.
    • DRENAGEM LINFÁTICAMANUAL - Movimentos de rotação: • esta técnica deve ser empregada em superfícies planas. • O braço é posicionado em semiabdução no plano escapular, com o antebraço em supinação. • A mão que inicia o movimento toca a superfície do segmento com a face palmar e realiza movimento de desvio ulnar na direção e sentido da drenagem proposta, simultaneamente aos movimentos de supinação e adução. • A outra mão terá o mesmo posicionamento realizando os mesmos movimentos da mão que inicia o movimento, com a mesma sequência e ritmo, alternando as mãos para a região adjacente.
  • 37.
    • COMPRESSÃO • enfaixamentocompressivo, com faixas de baixa elasticidade: visa manter e acelerar os efeitos da drenagem linfática manual.
  • 38.
    • COMPRESSÃO • Efeitos: •diminuir a formação de líquido intersticial, • evitar o refluxo linfático, • melhorar o efeito da bomba muscular, estimulando a reabsorção. • Enfaixamento: deve ser funcional, e a pressão, sempre maior em nível distal. • Efeitos colaterais: os mais frequentes são a parestesia temporária do membro e a cianose das extremidades do membro.
  • 39.
    EXERCÍCIOS LINFOMIOCINÉTICOS • Aspressões das contrações musculares juntamente com a pressão do enfaixamento compressivo, estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfângios e o peristaltismo dos vasos linfáticos, potencializando, assim, a circulação de retorno.
  • 40.
    • LASER DEBAIXA POTÊNCIA • É um método de baixo custo e com relatos de bom controle do linfedema. • Atua na restauração da drenagem linfática na região axilar, em razão da estimulação da motricidade linfática, por meio da redução de fibrose e cicatrização dos tecidos, além de interferir em processos imunológicos, o que reduz o risco de infecções. • É uma terapia não invasiva, de fácil realização em ambiente ambulatorial e sem quaisquer efeitos secundários conhecidos de longa duração.
  • 41.
    - Complicações comunsdecorrentes da mastectomia: • disfunções do ombro: podem apresentar aspectos como redução da amplitude de movimento do ombro, perda de força muscular e dor. • complicação frequentemente observada em pacientes que se submeteram à radioterapia.
  • 42.
    • Aderências cicatriciais:o trauma físico decorrente da cirurgia possui efeitos negativos sobre a fáscia, que a torna espessa e encurtada. • O espessamento da fáscia prejudica o fluxo e a circulação sanguínea. • também restringe o fluxo linfático, o que representa perigo especial para os pós-cirúrgicos de câncer de mama, que já estão em risco de linfedemas. • As aderências podem gerar dores e restrições em outras áreas adjacentes, visto que estão interligadas.
  • 43.
    • utilizar técnicasde liberação miofascial para: • analgesia e recuperação da amplitude de movimento e funcionalidade. • objetivos da liberação miofascial: - alongamento do tecido conectivo, consistindo na utilização suave de pressão para facilitar a libertação de restrições fasciais e cicatrizes cirúrgicas
  • 44.
    • técnicas dealívio da dor durante o pós-operatório de mastectomia: - técnicas de alongamento muscular, - inibição recíproca, - liberação de pontos-gatilho, - massagem terapêutica, - exercícios respiratórios, - estimulação elétrica transcutânea.
  • 45.
    UNIDADE 3 TÓPICO 2ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO CLIMATÉRIO E MENOPAUSA
  • 46.
    • Climatério: correspondeà etapa de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher (ocorre aproximadamente entre quarenta e cinquenta e cinco anos). • marco principal: a última menstruação espontânea
  • 47.
  • 48.
    Características do Climatério -principais alterações que ocorrem no sistema genital feminino e que podem estar relacionadas com o surgimento de disfunções sexuais: • redução do fluxo sanguíneo vaginal; • redução dos pelos pubianos; • redução do tecido adiposo que recobre os grandes e pequenos lábios; • ressecamento vaginal; • aparecimento de prurido; • irritação e ardência na mucosa.
  • 49.
    • recursos terapêuticosque podem ser utilizados para o tratamento das disfunções sexuais: • Cinesioterapia: - exercícios de consciência corporal e fortalecimentos dos músculos do assoalho pélvico (MAP), pois esses músculos bem fortalecidos irão contribuir nas distintas fases do ciclo do desejo sexual, como excitação e orgasmo. - esses músculos funcionam como estabilizadores dos órgãos localizados na cavidade pélvica (como útero e bexiga), agindo também na melhora da continência tanto urinária quanto fecal.
  • 50.
    •Biofeedback: - trata-se deum equipamento que mensura, avalia e trata disfunções sexuais por estímulos táteis, - usado para estimular a contração e, assim, melhorar o funcionamento dos músculos que compõe a região perineal, - auxilia a melhorar a consciência corporal e reduzindo sintomas ocasionados pelas disfunções sexuais.
  • 51.
    • Massagem Perineal: -é um tipo de massagem feita na região íntima da mulher que ajuda a alongar e relaxar os músculos vaginais, - auxilia no alívio da dor dos MAP nos casos de dispareunia, cujo conceito é dor intensa durante as relações sexuais e vaginismo, que tem como conceito a contração involuntária dos MAP. - A manobra trabalha toda a pele e adjacências da entrada do canal vaginal.
  • 52.
    • Exercícios deKegel: - auxiliam na reeducação comportamental para normalizar funções sexuais, através da contração dos músculos do assoalho pélvico, - Visa o fortalecimento, melhora na lubrificação vaginal, controle dos esfíncteres e melhora da consciência perineal.
  • 53.
    • CLIMATÉRIO, MENOPAUSAE INCONTINÊNCIA URINÁRIA • Déficit de estrogênio ocorrido no climatério: pode provocar diminuição do fechamento uretral, predispondo a mulher à perda involuntária de urina, • Quando a estrutura perineal está flácida, ocorre prejuízo no mecanismo de continência urinária, pois depende de uma musculatura estrógeno dependente. Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico (TMAP) devem ser a primeira escolha de terapia para mulheres com incontinência urinária
  • 54.
    • EXERCÍCIO FÍSICOE MENOPAUSA • A prática regular de exercícios físicos é considerada um dos principais recursos não farmacológicos para melhora de sintomas de mulheres na menopausa, pois é responsável por ofertar diversos benefícios como: - Aumento da densidade mineral óssea, - melhora a capacidade respiratória e o perfil lipídico, - redução da frequência cardíaca de repouso - redução da gordura corporal, - e normalização da pressão arterial.
  • 55.
    Os exercícios físicosestão entre as principais abordagens que devem ser enfatizadas pelos profissionais da saúde, visto que alterações no perfil lipídico e deficiência de estrogênio são as principais mudanças bioquímicas que parecem comprometer a saúde das mulheres nessa fase de vida, acarretando um aumento do índice de massa corporal e redução da qualidade de vida.
  • 56.
    UNIDADE 3 TÓPICO 3 ATUAÇÃODO FISIOTERAPEUTA EM PACIENTES COM DOR PÉLVICA
  • 57.
    Dor pélvica crônica(DPC) • apresenta-se como uma das principais causas de encaminhamento de mulheres aos serviços de saúde. • Pode ser definida como: Qualquer dor localizada na região pélvica ou abdominal inferior que persista por seis meses ou mais tempo. Essa dor é intensa o suficiente para interferir em atividades funcionais, tornando necessário um tratamento clínico ou cirúrgico.
  • 58.
    Etiologia da DPC •geralmente, resulta de uma complexa interação entre os diversos sistemas corporais como, por exemplo: - gastrintestinal, urinário, ginecológico, musculoesquelético, nervoso e endócrino. • DPC tem natureza multifatorial e, em decorrência da complexa inervação da pelve, o acometimento de diferentes órgãos e sistemas pode levar à mesma manifestação clínica. • é uma patologia de difícil compreensão e manejo pela equipe de saúde, pois envolve múltiplos fatores, o que dificulta a identificação exata da origem da dor.
  • 59.
    FATORES DE RISCOPARA DESENVOLVER A DPC • Durante a anamnese, os aspectos que devem ser questionados são: - Fatores gerais: idade, cor, índice de massa corporal, tabagismo, estado socioeconômico, entre outros. - Fatores ginecológicos e obstétricos: paridade, idade da menarca, tempo de duração do ciclo menstrual e volume menstrual, endometriose, aderências pélvicas, entre outros. - Fatores psicossociais: abuso sexual, violência doméstica, ansiedade, depressão, uso de drogas ilícitas e álcool, histórico de divórcio, morte na família.
  • 60.
    Etiologias primárias daDPC, - Didaticamente, são divididas em: • causas ginecológicas • não ginecológicas.
  • 61.
    Etiologias primárias daDPC, - Principais causas não ginecológicas: • síndrome do intestino irritável; • constipação crônica; • cistite intersticial crônica; • causas osteomusculares; • distúrbios emocionais. • dor miofascial; • síndrome do piriforme; • hérnias de parede abdominal; • coccialgia crônica; • neuralgias
  • 62.
    Etiologias primárias daDPC, - Principais causas ginecológicas: • aderências peritoniais; • cistos; • endometrite crônica; • síndrome do ovário policístico; • endometriose; • distopias genitais; • carcinoma de cólon; • infecções urinárias de repetição; • lesões por abuso sexual recorrente
  • 63.
    - Principais causaspsicológicas: • somatização; • distúrbios do sono; • assédio sexual ou moral; • depressão; • distúrbios bipolares.
  • 64.
    • Além dador abdomino-pélvica, é comum outros sintomas como: • sensação de peso na pelve, • dor irradiada para a perna, • dor ao urinar e/ou defecar, • constipação ou diarreia, • dor no cóccix, • dor suprapúbica, • ciclo menstrual irregular, • exacerbação da dor em períodos menstruais, • dispareunia.
  • 65.
    Endometriose • definida comoa presença de tecido funcional semelhante ao endométrio fora do útero, o que induz uma reação crônica, inflamatória. • Geralmente, esse tecido se localiza erroneamente nos ovários, trompas de • falópio, septo retovaginal, peritônio pélvico e intestino. • A maioria das mulheres com endometriose pode experimentar sintomas dolorosos e /ou infertilidade. • Mulheres com endometriose frequentemente se queixam de dor pélvica crônica.
  • 66.
  • 67.
    Endometriose • causa exata:não é conhecida, • no entanto a etiologia é provavelmente multifatorial: - Várias características individuais (história familiar de endometriose, menarca precoce e exposição à circulação de hormônios esteroides), características do estilo de vida e fatores ambientais. • Dor: geralmente se manifesta como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual.
  • 68.
    Endometriose • Tratamento: • medicamentos •cirurgia. • Tratamento cirúrgico: a endometriose é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. • Tratamento medicamentoso: analgésicos, anti-inflamatórios. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.
  • 69.
    DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP) •Definida como dor pélvica na região inferior do abdome, de forma cíclica ou recorrente, está associada à menstruação e pode acarretar vários sintomas em maior ou menor grau. • Sintomas: costumam manifestarem-se horas antes da menstruação, ou no seu início, com intensidade maior no primeiro dia de fluxo. • Termo dismenorreia: advindo do grego com significado de fluxo menstrual difícil, sendo uma das afecções ginecológicas de difícil diagnóstico e tratamento. • É uma das queixas ginecológicas mais constantes.
  • 70.
    DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP) •Tratamentos: - medicamentos como drogas anti-inflamatórias não esteroides - contraceptivos hormonais, - inibidores das sínteses de prostaglandinas, - além de vitaminas e agentes tocolíticos. - A prática regular de atividades físicas é recomendada: melhora o funcionamento dos órgãos pélvicos.
  • 71.
    DISMENORREIA PRIMÁRIA (DP) •Fisioterapia: • representa uma alternativa segura e eficaz no alívio dos sintomas da dismenorreia primária. • Uso de: • modalidades analgésicas como exercícios terapêuticos (cinesioterapia), cinesioterapia, acupuntura, pilates, eletroterapia (TENS) e massagem terapêutica.
  • 72.
  • 73.
    AVALIAÇÃO DA PACIENTECOM DOR PÉLVICA CRÔNICA É essencial abordar a mulher de maneira global, a fim de que o alívio da dor seja conseguido e ela retorne as suas atividades diárias o mais rapidamente possível, além de garantir que tenha melhor qualidade de vida. Essa abordagem emprega modalidades fisiológicas, físicas, emocionais, cognitivas e sociais para se chegar ao alívio da dor.
  • 74.
    AVALIAÇÃO: ANAMNESE • paridade(número de gestações e partos); • antecedentes pessoais e cirúrgicos (constipações intestinais, dores menstruais, histórico de infecções urinárias, sangramentos, abusos sexuais, cirurgias ginecológicas prévias); • medicamentos em uso; • histórico da dor; • exames complementares; • exame físico (avaliação postural, encurtamentos, amplitude de movimento de quadril); • avaliação do assoalho pélvico (cicatrizes, fibroses, sensibilidade, reflexos, força de contração)
  • 75.
    EXAME FÍSICO • temcomo objetivo: confirmação ou conclusão das hipóteses diagnósticas obtidas durante a anamnese. • Deve incluir: - palpação do abdômen (visando à identificação de pontos dolorosos), - Palpação da região lombar, articulação sacroilíaca e sínfise púbica. - Observar a presença de fibroses, nódulos, pontos-gatilho, anormalidades anatômicas, linfonodos aumentados, tumorações, - Observar a qualidade da pele.
  • 76.
    EXAME FÍSICO • Aavaliação ginecológica e o toque bimanual devem ser realizados pelo fisioterapeuta, assim como a palpação das paredes vaginais e músculo elevador do ânus. • A inspeção do orifício anal em busca de alterações, como prolapso retal, bem como o toque retal podem fornecer informações adicionais, especialmente quando se suspeita de doenças intestinais ou endometriose.
  • 77.
    TOQUE BIDIGITAL EMPACIENTES COM DPC • Obs. Deve ser realizado por profissional com especialização na área e/ou cursos específicos para esta formação.
  • 78.
    TRATAMENTO DA DORPÉLVICA CRÔNICA (DPC) • É fundamentado em duas estratégias: • tratar a doença de base e/ou tratar o sintoma doloroso, • é comum se associarem os dois procedimentos. • tratamentos medicamentosos: anti-inflamatórios não esteroides, contraceptivos orais, análogos dos hormônios liberadores das gonadotrofinas, progestógenos, derivados androgênicos, antidepressivos tricíclicos, medicamentos psicotrópicos, antibioticoterapia, anestésicos locais, analgésicos opioides e não opioides e alguns fármacos que agem sobre a motilidade intestinal
  • 79.
    Os programas detratamento multidisciplinares geralmente incluem: • terapia cognitiva, • biofeedback, • hipnose, • técnicas de relaxamento, • psicoterapia, • acupuntura, • terapia manual, massagem, • aconselhamento sexual e conjugal e • Fisioterapia.
  • 80.
    FISIOTERAPIA NA DORPÉLVICA CRÔNICA (DPC) A base da fisioterapia no manejo da dor pélvica está em produzir mudanças físicas na musculatura lisa/estriada, nas vísceras pélvicas e no SNC, alterando o mecanismo da dor por meio de reeducação motora e sensorial.
  • 81.
    FISIOTERAPIA NA DORPÉLVICA CRÔNICA (DPC) • reeducação postural, • exercícios de condicionamento físico; • alongamentos, • fortalecimento, • biofeedback, • termoterapia, • técnicas de relaxamento; • técnica de facilitação neuromuscular proprioceptiva, • osteopatia • terapia manual e liberação miofascial. • Microfisioterapia.
  • 82.
    E, finalizamos estadisciplina, tão importante quanto fundamental para todas as mulheres!