Drenagem Linfática Manual
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Sistema Linfático
• O sistema linfático consiste de uma rede
de tubos finos chamados vasos linfáticos
e estruturas ovais chamados de
gânglios linfáticos que são encontradas
em todo o corpo.
• Esta rede serve para coletar e filtrar a
linfa.
3
Sistema Linfático
• O sistema linfático é paralelo à circulação
venosa.
Um líquido “amarelo” chamado de linfa deixaos
vasos mistur
a
com
água
sanguíneos, se
intersticiais
(ou
seja,
entre
e os
líquidos
as
células).
Este líquido contém substâncias nutrientes, as
células sanguíneas do sistema imunológico e os
resíduos expelido das células.
4
• O sistema linfático transporta o líquido nos
vasos
linfáticos e nos linfonodosque contêm as células
do imunológico. Este
sistema
não tem
uma
sistema
“bomba
”
para empurrar o fluido, o movimento
dos
músculos do corpo empurrao líquido para o
coração. Quando o líquido chega nos linfonodos a
linfa é filtrada.
5
Função do Sistema Linfático
O papel do sistema linfático é de suma importância
devido as suas funções na formação transporte, filtração de
células linfoides e no equilíbrio circulatório, como
reabsorção, transporte do líquido e da carga proteica
excedente do espaço intersticial.
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9
Linfedema
• O linfedema é um quadro patológico de desordem vascular,
geralmente, por bloqueio do sistema linfático, onde se observa
um déficit no equilíbrio das trocas de líquidos em nível de
interstício. Consiste em um acúmulo do fluido linfático no tecido
intersticial, o que causa edema.
• É mais frequente em braços e pernas, quando os vasos linfáticos
estão prejudicados.
10
• O líquido acumulado na região afetada é rico em proteínas e
pode causar redução na disponibilidade de oxigênio e fornecer um
meio de cultura bacteriana, o que pode levar a linfagite.
• Geralmente é indolor com uma sensação crônica de peso nas
extremidades.
11
Sintomas
• Os sintomas que eventualmentepodem aparecer
são: pele lisa e/ou brilhante; sensação de braços ou
pernas
pesados;
pele
hiperqueratos
e;
similar a
casca de laranja; marcas
ou espessamento
da pele
quando pressionada; desenvolvimento de verrugas
ou bolhas pequenas; inchaço indolor que começa nas
mãos ou pés e progride em direção ao tronco e o
uso de anéis, relógios e roupas tornam-se difíceis
12
Linfedema agudo e crônico
• O linfedema agudo pode se desenvolver alguns dias ou semanas após
a radioterapia ou cirurgia e dura menos de seis meses. Contudo,
com o retorno da circulação normal da linfa, o inchaço tende a
desaparecer.
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Linfedema agudo e crônico
• Já o linfedema crônico ocorre quando as alterações do sistema
linfático já não suprem as necessidades do corpo em relação à
drenagem da linfa, podendo ocorrer logo após a cirurgia ou
radioterapia, ou meses ou anos apões o tratamento do
câncer. O linfedema crônico, contudo, não há cura, porém pode ser
controlado
14
As classificações do linfedema podem ser:
• Grau I – Linfedema reversível com elevação do membro e repouso
no leito durante 24-48h, nesse caso é um edema depressível
à pressão;
• Grau II – Linfedema irreversível com repouso prolongado,
fibrose no tecido subcutâneo de moderada a grave e edema não
depressível à pressão;
• Grau III – Linfedema irreversível com fibrose acentuada no tecido
subcutâneo e aspecto elefantiásico do membro.
15
Diagnóstico
• O diagnóstico do linfedema pode ser feito através da observação
dos sintomas, e através de exames clínicos que são necessários não
somente para dar precisão ao diagnóstico, mas também para o
planejamento do tratamento
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17
LINFEDEMA X LIPEDEMA
18
• Os tratamentos para o linfedema buscam a redução
do edema, prevenção de infecção, além da
melhora do aspecto e aumento do uso dos
membros.
• Dentro do tratamento
estão drenagens,
compressão,
técnicas de
elevação, elevo-
compressão,
higienização e cinesioterapia.
• A elevação ajuda a reduzir o edema e incentivar
a drenagem (gravitacional) do sistema linfático,
contudo não se deve manter por períodos
prolongados.
• A drenagem linfática ajuda a reduzir o edema, e
seus resultados são os melhores, quanto mais
cedo o início da aplicação da técnica mais cedo
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DLM
A
drenagem
linfática manual (DLM) é uma
técnica
específica que utiliza uma ou ambas as mãos
com movimentos rítmicos e suaves, com o objetivo de
drenar o excesso de líquido acumulado no espaço
intersticial. Os métodos mais utilizados são o de
Vodder, Leduc e Godoy. Embora cada um tenha as
suas particularidades, ambos requerem um
conhecimento da anatomia do sistema linfático, de
modo a saber a orientação da drenagem.
20
Pressão mecânica
exercida pela DLM é
possível atingir um
aumento da reabsorção
do líquido intersticial pelos
coletores linfáticos.
21
Indicações da DLM
• Acne
• Rosácea
• Celulite (FEG)
• Pré e pós cirurgia plástica
• Tratamento de cicatrizes
• Quelóides e cicatrizes
hipertróficas
• Tratamento de rejuvenescimento
• Relaxamento
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Contra indicações relativas
• Câncer diagnosticado e já tratado
• Inflamações crônicas
• Tratamento realizados anteriormente para
trombose ou tromboflebite
• Hipertireoidismo
• Asma brônquica
• I.C.C. (insuficiência cardíaca congestiva)
• Hipotensão arterial
• Distonia neuro-vegetativa
23
Contra indicações absolutas
• Neoplasia (câncer) de qualquer
origem
• Inflamações agudas
• Trombose
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Godoy
• Godoy & Godoy descreveram uma nova técnica de drenagem
linfática, utilizando roletes como mecanismos de drenagem; com
esta técnica, passou-se a questionar a utilização dos movimentos
circulares preconizados pela técnica convencional e sugeriu-se a
utilização dos conceitos de anatomia, fisiologia e hidrodinâmica.
25
• A técnica de drenagem linfática manual Godoy &
Godoy foi desenvolvida pelos professores Prof.
Dr. José Maria Pereira de Godoy, médico e
cirurgião vascular e pela Profa. Dra. Maria de
Fátima Guerreiro Godoy, Terapeuta Ocupacional,
que desde 1999 divulgam seus trabalhos sobre a
técnica sempre baseada em evidencia cientifica
26
• Durante seu processo
de
validação, os
autores
seguiram as fases de avaliação cientifica, sendo
a técnica analisada nas três etapas: estudo In vitro, In
vivo e clínico. Sendo este o único método de
drenagem linfática manual que segue toda a
rigorosidade cientifica exigida.
27
• A técnica de Godoy e Godoy consiste na utilização
de roletes que seguem o sentido de fluxo
dos vasos linfáticos e mantêm a sequência de
drenagem proposta por Vodder. Além dos
roletes, pode-se fazer uso das mãos ou de
outro instrumento que permita a realização da
drenagem linfática seguindo o sentido dos vasos
linfáticos ou da corrente linfática, simplificando,
desse modo, toda a técnica de drenagem
linfática. Em associação a esses movimentos de
drenagem, a técnica de Godoy valoriza o
estímulo na região cervical como parte
importante da abordagem desses pacientes.
Apenas esse estímulo isolado melhora os
padrões volumétricos.
28
• Quant
o
de ação
desse
estímulo
,
aos possíveis
mecanismos a
hipótese é que
ele
interfira com
a
estimulação dos linfonodos através do sistema
nervoso. A técnica sugere a eliminação dos
movimentos circulares da técnica convencional e a
utilização de movimentos mais objetivos,
seguindo as regras da hidrodinâmica, da
anatomia e da fisiologia do sistema
linfático. Os principais
cuidados
se referem
aoslimitantes
da
linfonodos, que funcionam
como
velocidade de fluxo e podem ser
lesado
s
quand
o
abordados de maneira
inadvertida.
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30
Vodde
r
• Essa técnica foi desenvolvida em 1932 pelo
terapeuta dinamarquês Vodder e pela sua
esposa, tornou-se popular graças aos efeitos
referidos pelos pacientes, tendo sido
posteriormente aperfeiçoada.
• É uma técnica usada para drenar e
limpar macromoléculas e resíduos celulares
que, devido ao seu tamanho, não entram no
sistema venoso acabando muitas vezes por
ficar no organismo devido à sua má drenagem
linfática. A principal função desta técnica de
massagem é, portanto, retirar os líquidos
acumulados entre as células e os resíduos
metabólicos.
31
A Drenagem Linfática é realizada em dois processos:
1) Evacuação, que consiste em desobstruir os gânglios e as demais vias
linfáticas;
2) Captação, que consiste em realizar de fato a drenagem. De forma
manual a drenagem é feita a partir de círculos com as mãos e com o
polegar, movimentos combinados e pressão em bracelete.
É aplicada com movimentos de pressão leve, suave, rítmica, lenta e precisa.
Assim, não há a necessidade de manobras que provoquem dor ou
desconforto, podendo, no entanto, acontecer nos locais com inflamação ou
cicatrizes recentes por estes estarem mais sensíveis.
32
• Após as fases de toque, existe um relaxamento total da pressão e mantém-
se apenas o contato da mão com a pele do paciente.
• O sentido da drenagem segue o sentido do fluxo linfático no tecido.
Na técnica de Vodder, a massagem sempre se inicia distalmente ao
segmento a ser drenado.
• Círculos estacionários (fixos) realizados na face e no pescoço. Com a
mão espalmada sobre a pele, os dedos realizam movimentos contínuos
em forma de círculos ou espirais. A pressão deve ser realizada apenas
na primeira metade do circulo. Na segunda metade, existe o contato,
porém, sem a pressão, possibilitando o retorno do tecido ao local de
origem. Realiza-se entre 5 e 7 movimentos.
33
• As manobras fundamentais da drenagem
linfática
manual proposta por Vodder são manobras
de bombeamento, tração, torção, e circulares. O
contato da mão do terapeuta com a pele do paciente
é suave como uma carícia e lento. Quanto maior
a superfície de contato com as mãos do
terapeuta, maior e melhor serão os movimentos
de empurre, sempre evitando pressões excessivas.
A pressão utilizada na técnica Vodder e na técnica
Godoy e Godoy giram em torno de 15 a 40 mmHg.
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LEDUC
• A drenagem linfática manual representada pela técnica de Leduc é
baseada no trajeto dos coletores linfáticos e linfonodos,
associando basicamente duas manobras: manobras de captação ou
de reabsorção e manobras de evacuação ou de demanda.
• Na captação ou reabsorção, os dedos imprimem
sucessivamente uma pressão, sendo levados por um movimento
circular do punho. Na evacuação ou demanda, os dedos
desenrolam-se a partir do indicador até o anular, tendo contato com a
pele que é estirada no sentido proximal ao longo da manobra.
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• Preconiza-se a utilização de cinco movimentos. A combinação
destes movimentos forma seu sistema de massagem:
• Drenagem dos linfonodos: realizada por meio do contato direto
dos dedos indicador e médio do terapeuta com a pele do paciente,
posicionados sobre os linfonodos e vasos linfáticos de maneira
perpendicular. É executada com pressão moderada e de forma
rítmica, baseada no processo de evacuação.
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• A drenagem dos linfonodos visa à evacuação da linfa
e deve ser realizada diretamente sobre as
regiões ganglionares. Os dedos estabelecem
contato com a pele, e em posição quase
perpendicular exercem leve pressão no nível dos
gânglios linfáticos. De acordo com a região
anatômica, esta manobra pode ser feita com os
dedos indicadores e médios, com todos os dedos
ou com os dedos de uma mão sobre a
outra.
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• Movimentos circulares com os dedos: realizados
de maneira circular e concêntrica, utilizando
desde o dedo indicador até o mínimo.
• A manobra de círculos fixos visa à captação de linfa, e
é realizada no percurso das vias linfáticas ou em
direção a essas vias. É realizada em movimentos
circulares dos dedos, a pele é deslocada sob
os dedos, ou seja, os dedos não deslizam sobre
a pele. A pressão deve ser intermitente, no
início e no final do círculo, a pressão deve ser
zero. A pressão maior do círculo deve coincidir
com a direção do fluxo linfático. Devem ser
leves, rítmicos e obedecer a uma pressão
intermitente na área edemaciada, seguindo o
sentido da drenagem
fisiológica.
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• Bracelete: mais utilizada quando o edema
atinge grandes áreas. Pode ser feita uni ou
bimanual de acordo com a necessidade. A
manobra de pressão em bracelete visa o
aumento do fluxo linfático, a ser recolhido em
direção aos linfonodos regionais. É realizada por
meio de pressões intermitentes. A fase de pressão
deve durar em torno de dois segundos, segue-se
relaxamento com o mesmo tempo de duração e
assim sucessivamente.
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“A drenagem linfática faz parte das técnicas utilizadas para favorecer a circulação
dita como de retorno nos locais onde ela se encontra impedida ou alentecida”
LEDUC, Alfred.
“A drenagem linfática drena os líquidos excedentes que banham as
células, mantendo dessa forma, o equilíbrio hídrico dos espaços
intersticiais. Ela é também responsável pela evacuação dos dejetos
provenientes do metabolismo celular.”
LEDUC, Alfred.
41
• É um tipo de massagem suave, rítmica, realizada na direção do fluxo
linfático com o objetivo de conduzir a linfa retida no espaço intersticial em
direção a corrente sanguínea.
• NÃO ENVOLVE MÚSCULO.
42
Drenagem Linfática Manual
Técnica destinada à melhoria das condições das funções
essenciais do sistema linfático através de manobras precisas,
leves, lentas, suaves e rítmicas que obedecem ao trajeto do
sistema linfático superficial.
Indicada em todas as situações em que ocorre estase
capilar e formação de edema.
Não produz vasodilatação superficial (hiperemia) e usa
pressões manuais suaves e lentas (entre 30 a 40 mmHg).
43
Objetivo da DLM
Manter o equilíbrio hídrico dos espaços
intersticiais, drenando os líquidos excedentes
que banham as células e evacuando os dejetos
provenientes do metabolismo celular.
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Execução
Lenta Suave Superficial
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1.Estimulam a motricidade dos linfangions;
2.Função de propulsionar a linfa;
3.Facilita a remoção do líquido e das macromoléculas do
sistema intersticial;
4.Eliminação dos metabólitos.
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47
Aplicação da técnica de drenagem linfática
manual na face
1. Para iniciar a drenagem linfática manual, é preciso fazer o
esvaziamento dos linfonodos nas cadeias ganglionares
principais, com manobras de bombeamento com cerca de
cinco repetições.
48
2. Os movimentos de bombeamento devem ser realizados nas seguintes
regiões:
• Linfonodos da fossa supra e infraclavicular.
• Linfonodos cervicais.
• Linfonodos submandibulares.
• Linfonodos pré e retroauriculares.
• Linfonodos temporais.
• Linfonodos occipitais.
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50
Aplicação da técnica de drenagem linfática
manual no corpo
1. Para iniciar a técnica, é importante realizar os bombeamentos com cerca de cinco repetições nas
seguintes regiões:
• Linfonodos supra e infraclaviculares.
• Linfonodos axilares.
• Linfonodos cubitais.
• Linfonodo cervical.
• Linfonodos inguinais.
• Linfonodos axilares.
• Linfonodos inguinais.
• Linfonodos poplíteos.
• Linfonodos maleolares.
• Ducto torácico
51
52
53
Posturas do
terapeuta
54
• Posição esgrimista
55
• Posição esgrimista com o cotovelo
flexionado
56
• Postura Tai chi
57
• Postura ereta
58
Considerações/ Orientações:
• O ambiente precisa favorecer o relaxamento;
• O paciente precisa estar bem posicionado (podendo estar em
aclive ou declive);
• As manobras precisam ser leves;
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Considerações/ Orientações:
• Uma vez iniciada, a drenagem só deve ser interrompida quando houver
redução do edema;
• Antes de iniciar é importante normalizar a respiração, pois favorece o retorno
da linfa pelo o ducto torácico;
• Ao iniciarmos a drenagem, esvaziar os linfonodos próximos a área.
60
Considerações/ Orientações:
• As mãos flexíveis e acopladas à pele do paciente;
• Em geral, não se utiliza o óleo na drenagem;
• O ritmo e a frequência devem ser uniformes;
• Cobrir o paciente.
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Recomendações da DLM
DLM estética  até 3x por semana;
DLM gestantes  até 3x por semana;
DLM edemas até 3x por semana;
DLM pré e pós-operatório até 3x por
semana;
Com
prescrição
Realizada no local acometido,
por no mínimo de 30 minutos,
se estender de acordo com a
área afetada.
DLM relaxante até 3x por semana;
DLM desintoxicante até 3x por semana;
Realizada por 1 hora
Localização
dos
linfonodos
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Sentido da linfa corporal
66
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Posição do paciente
• Gestante
68
Posição do paciente
69
Protocolo de introdução a drenagem
70
• O bombeamento deve ser realizado de 5 a 7 vezes nos nodos
linfáticos;
• Esse protocolo deve ser realizados antes e após a drenagem linfática.
71
Manobras
específicas de
drenagem linfática
manual
MÉTODOS: VODDER E LEDUC
72
Método Vodder:
• Movimentos Básicos:
Círculos Fixos: Com as mãos espalmadas realizam-se círculos fixos com leves trações fasciais,
realizando compressão/descompressão (5 a 7 vezes).
Movimento de Bombeamento: Movimentos ondulatórios com pressão decrescente,
realizando o toque da região da palma da mão aos dedos (5 a 7 vezes).
73
Método Vodder:
• Movimentos Básicos:
Movimento Doador: Manobra de arraste envolvendo as duas mãos. Enquanto a mão distal inicia
o movimento pelo bordo medial, realizando a supinação da mão e pronação do ante-braço (5 a 7
vezes).
A mão proximal inicia o movimento pelo bordo lateral, tracionando o fáscia e terminando o
movimento pelo bordo medial (5 a 7 vezes).
74
DLM de MMSS Método Vodder:
• Normalização da respiração.
• Estímulo dos linfonodos axilares, trocleares anteriores, do punho e entre os dedos
com bombeios (10x);
• Captação da linfa com pequenos movimentos circulares e/ou com bombeio do braço
em direção a axila (sempre de proximal para distal)
• Captação da linfa com movimentos de bombeios do antebraço em direção aos
linfonodos trocleares;
 Finalização com movimentos de deslizamento e de argola desde o punho até o início
do braço.
 A posição da drenagem é sempre em aclive!
75

Drenagem Linfática Manual - AULA 09.pptx

  • 1.
  • 2.
    2 Sistema Linfático • Osistema linfático consiste de uma rede de tubos finos chamados vasos linfáticos e estruturas ovais chamados de gânglios linfáticos que são encontradas em todo o corpo. • Esta rede serve para coletar e filtrar a linfa.
  • 3.
    3 Sistema Linfático • Osistema linfático é paralelo à circulação venosa. Um líquido “amarelo” chamado de linfa deixaos vasos mistur a com água sanguíneos, se intersticiais (ou seja, entre e os líquidos as células). Este líquido contém substâncias nutrientes, as células sanguíneas do sistema imunológico e os resíduos expelido das células.
  • 4.
    4 • O sistemalinfático transporta o líquido nos vasos linfáticos e nos linfonodosque contêm as células do imunológico. Este sistema não tem uma sistema “bomba ” para empurrar o fluido, o movimento dos músculos do corpo empurrao líquido para o coração. Quando o líquido chega nos linfonodos a linfa é filtrada.
  • 5.
    5 Função do SistemaLinfático O papel do sistema linfático é de suma importância devido as suas funções na formação transporte, filtração de células linfoides e no equilíbrio circulatório, como reabsorção, transporte do líquido e da carga proteica excedente do espaço intersticial.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    9 Linfedema • O linfedemaé um quadro patológico de desordem vascular, geralmente, por bloqueio do sistema linfático, onde se observa um déficit no equilíbrio das trocas de líquidos em nível de interstício. Consiste em um acúmulo do fluido linfático no tecido intersticial, o que causa edema. • É mais frequente em braços e pernas, quando os vasos linfáticos estão prejudicados.
  • 10.
    10 • O líquidoacumulado na região afetada é rico em proteínas e pode causar redução na disponibilidade de oxigênio e fornecer um meio de cultura bacteriana, o que pode levar a linfagite. • Geralmente é indolor com uma sensação crônica de peso nas extremidades.
  • 11.
    11 Sintomas • Os sintomasque eventualmentepodem aparecer são: pele lisa e/ou brilhante; sensação de braços ou pernas pesados; pele hiperqueratos e; similar a casca de laranja; marcas ou espessamento da pele quando pressionada; desenvolvimento de verrugas ou bolhas pequenas; inchaço indolor que começa nas mãos ou pés e progride em direção ao tronco e o uso de anéis, relógios e roupas tornam-se difíceis
  • 12.
    12 Linfedema agudo ecrônico • O linfedema agudo pode se desenvolver alguns dias ou semanas após a radioterapia ou cirurgia e dura menos de seis meses. Contudo, com o retorno da circulação normal da linfa, o inchaço tende a desaparecer.
  • 13.
    13 Linfedema agudo ecrônico • Já o linfedema crônico ocorre quando as alterações do sistema linfático já não suprem as necessidades do corpo em relação à drenagem da linfa, podendo ocorrer logo após a cirurgia ou radioterapia, ou meses ou anos apões o tratamento do câncer. O linfedema crônico, contudo, não há cura, porém pode ser controlado
  • 14.
    14 As classificações dolinfedema podem ser: • Grau I – Linfedema reversível com elevação do membro e repouso no leito durante 24-48h, nesse caso é um edema depressível à pressão; • Grau II – Linfedema irreversível com repouso prolongado, fibrose no tecido subcutâneo de moderada a grave e edema não depressível à pressão; • Grau III – Linfedema irreversível com fibrose acentuada no tecido subcutâneo e aspecto elefantiásico do membro.
  • 15.
    15 Diagnóstico • O diagnósticodo linfedema pode ser feito através da observação dos sintomas, e através de exames clínicos que são necessários não somente para dar precisão ao diagnóstico, mas também para o planejamento do tratamento
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    18 • Os tratamentospara o linfedema buscam a redução do edema, prevenção de infecção, além da melhora do aspecto e aumento do uso dos membros. • Dentro do tratamento estão drenagens, compressão, técnicas de elevação, elevo- compressão, higienização e cinesioterapia. • A elevação ajuda a reduzir o edema e incentivar a drenagem (gravitacional) do sistema linfático, contudo não se deve manter por períodos prolongados. • A drenagem linfática ajuda a reduzir o edema, e seus resultados são os melhores, quanto mais cedo o início da aplicação da técnica mais cedo
  • 19.
    19 DLM A drenagem linfática manual (DLM)é uma técnica específica que utiliza uma ou ambas as mãos com movimentos rítmicos e suaves, com o objetivo de drenar o excesso de líquido acumulado no espaço intersticial. Os métodos mais utilizados são o de Vodder, Leduc e Godoy. Embora cada um tenha as suas particularidades, ambos requerem um conhecimento da anatomia do sistema linfático, de modo a saber a orientação da drenagem.
  • 20.
    20 Pressão mecânica exercida pelaDLM é possível atingir um aumento da reabsorção do líquido intersticial pelos coletores linfáticos.
  • 21.
    21 Indicações da DLM •Acne • Rosácea • Celulite (FEG) • Pré e pós cirurgia plástica • Tratamento de cicatrizes • Quelóides e cicatrizes hipertróficas • Tratamento de rejuvenescimento • Relaxamento
  • 22.
    22 Contra indicações relativas •Câncer diagnosticado e já tratado • Inflamações crônicas • Tratamento realizados anteriormente para trombose ou tromboflebite • Hipertireoidismo • Asma brônquica • I.C.C. (insuficiência cardíaca congestiva) • Hipotensão arterial • Distonia neuro-vegetativa
  • 23.
    23 Contra indicações absolutas •Neoplasia (câncer) de qualquer origem • Inflamações agudas • Trombose
  • 24.
    24 Godoy • Godoy &Godoy descreveram uma nova técnica de drenagem linfática, utilizando roletes como mecanismos de drenagem; com esta técnica, passou-se a questionar a utilização dos movimentos circulares preconizados pela técnica convencional e sugeriu-se a utilização dos conceitos de anatomia, fisiologia e hidrodinâmica.
  • 25.
    25 • A técnicade drenagem linfática manual Godoy & Godoy foi desenvolvida pelos professores Prof. Dr. José Maria Pereira de Godoy, médico e cirurgião vascular e pela Profa. Dra. Maria de Fátima Guerreiro Godoy, Terapeuta Ocupacional, que desde 1999 divulgam seus trabalhos sobre a técnica sempre baseada em evidencia cientifica
  • 26.
    26 • Durante seuprocesso de validação, os autores seguiram as fases de avaliação cientifica, sendo a técnica analisada nas três etapas: estudo In vitro, In vivo e clínico. Sendo este o único método de drenagem linfática manual que segue toda a rigorosidade cientifica exigida.
  • 27.
    27 • A técnicade Godoy e Godoy consiste na utilização de roletes que seguem o sentido de fluxo dos vasos linfáticos e mantêm a sequência de drenagem proposta por Vodder. Além dos roletes, pode-se fazer uso das mãos ou de outro instrumento que permita a realização da drenagem linfática seguindo o sentido dos vasos linfáticos ou da corrente linfática, simplificando, desse modo, toda a técnica de drenagem linfática. Em associação a esses movimentos de drenagem, a técnica de Godoy valoriza o estímulo na região cervical como parte importante da abordagem desses pacientes. Apenas esse estímulo isolado melhora os padrões volumétricos.
  • 28.
    28 • Quant o de ação desse estímulo , aospossíveis mecanismos a hipótese é que ele interfira com a estimulação dos linfonodos através do sistema nervoso. A técnica sugere a eliminação dos movimentos circulares da técnica convencional e a utilização de movimentos mais objetivos, seguindo as regras da hidrodinâmica, da anatomia e da fisiologia do sistema linfático. Os principais cuidados se referem aoslimitantes da linfonodos, que funcionam como velocidade de fluxo e podem ser lesado s quand o abordados de maneira inadvertida.
  • 29.
  • 30.
    30 Vodde r • Essa técnicafoi desenvolvida em 1932 pelo terapeuta dinamarquês Vodder e pela sua esposa, tornou-se popular graças aos efeitos referidos pelos pacientes, tendo sido posteriormente aperfeiçoada. • É uma técnica usada para drenar e limpar macromoléculas e resíduos celulares que, devido ao seu tamanho, não entram no sistema venoso acabando muitas vezes por ficar no organismo devido à sua má drenagem linfática. A principal função desta técnica de massagem é, portanto, retirar os líquidos acumulados entre as células e os resíduos metabólicos.
  • 31.
    31 A Drenagem Linfáticaé realizada em dois processos: 1) Evacuação, que consiste em desobstruir os gânglios e as demais vias linfáticas; 2) Captação, que consiste em realizar de fato a drenagem. De forma manual a drenagem é feita a partir de círculos com as mãos e com o polegar, movimentos combinados e pressão em bracelete. É aplicada com movimentos de pressão leve, suave, rítmica, lenta e precisa. Assim, não há a necessidade de manobras que provoquem dor ou desconforto, podendo, no entanto, acontecer nos locais com inflamação ou cicatrizes recentes por estes estarem mais sensíveis.
  • 32.
    32 • Após asfases de toque, existe um relaxamento total da pressão e mantém- se apenas o contato da mão com a pele do paciente. • O sentido da drenagem segue o sentido do fluxo linfático no tecido. Na técnica de Vodder, a massagem sempre se inicia distalmente ao segmento a ser drenado. • Círculos estacionários (fixos) realizados na face e no pescoço. Com a mão espalmada sobre a pele, os dedos realizam movimentos contínuos em forma de círculos ou espirais. A pressão deve ser realizada apenas na primeira metade do circulo. Na segunda metade, existe o contato, porém, sem a pressão, possibilitando o retorno do tecido ao local de origem. Realiza-se entre 5 e 7 movimentos.
  • 33.
    33 • As manobrasfundamentais da drenagem linfática manual proposta por Vodder são manobras de bombeamento, tração, torção, e circulares. O contato da mão do terapeuta com a pele do paciente é suave como uma carícia e lento. Quanto maior a superfície de contato com as mãos do terapeuta, maior e melhor serão os movimentos de empurre, sempre evitando pressões excessivas. A pressão utilizada na técnica Vodder e na técnica Godoy e Godoy giram em torno de 15 a 40 mmHg.
  • 34.
    34 LEDUC • A drenagemlinfática manual representada pela técnica de Leduc é baseada no trajeto dos coletores linfáticos e linfonodos, associando basicamente duas manobras: manobras de captação ou de reabsorção e manobras de evacuação ou de demanda. • Na captação ou reabsorção, os dedos imprimem sucessivamente uma pressão, sendo levados por um movimento circular do punho. Na evacuação ou demanda, os dedos desenrolam-se a partir do indicador até o anular, tendo contato com a pele que é estirada no sentido proximal ao longo da manobra.
  • 35.
    35 • Preconiza-se autilização de cinco movimentos. A combinação destes movimentos forma seu sistema de massagem: • Drenagem dos linfonodos: realizada por meio do contato direto dos dedos indicador e médio do terapeuta com a pele do paciente, posicionados sobre os linfonodos e vasos linfáticos de maneira perpendicular. É executada com pressão moderada e de forma rítmica, baseada no processo de evacuação.
  • 36.
    36 • A drenagemdos linfonodos visa à evacuação da linfa e deve ser realizada diretamente sobre as regiões ganglionares. Os dedos estabelecem contato com a pele, e em posição quase perpendicular exercem leve pressão no nível dos gânglios linfáticos. De acordo com a região anatômica, esta manobra pode ser feita com os dedos indicadores e médios, com todos os dedos ou com os dedos de uma mão sobre a outra.
  • 37.
    37 • Movimentos circularescom os dedos: realizados de maneira circular e concêntrica, utilizando desde o dedo indicador até o mínimo. • A manobra de círculos fixos visa à captação de linfa, e é realizada no percurso das vias linfáticas ou em direção a essas vias. É realizada em movimentos circulares dos dedos, a pele é deslocada sob os dedos, ou seja, os dedos não deslizam sobre a pele. A pressão deve ser intermitente, no início e no final do círculo, a pressão deve ser zero. A pressão maior do círculo deve coincidir com a direção do fluxo linfático. Devem ser leves, rítmicos e obedecer a uma pressão intermitente na área edemaciada, seguindo o sentido da drenagem fisiológica.
  • 38.
    38 • Bracelete: maisutilizada quando o edema atinge grandes áreas. Pode ser feita uni ou bimanual de acordo com a necessidade. A manobra de pressão em bracelete visa o aumento do fluxo linfático, a ser recolhido em direção aos linfonodos regionais. É realizada por meio de pressões intermitentes. A fase de pressão deve durar em torno de dois segundos, segue-se relaxamento com o mesmo tempo de duração e assim sucessivamente.
  • 39.
  • 40.
    40 “A drenagem linfáticafaz parte das técnicas utilizadas para favorecer a circulação dita como de retorno nos locais onde ela se encontra impedida ou alentecida” LEDUC, Alfred. “A drenagem linfática drena os líquidos excedentes que banham as células, mantendo dessa forma, o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. Ela é também responsável pela evacuação dos dejetos provenientes do metabolismo celular.” LEDUC, Alfred.
  • 41.
    41 • É umtipo de massagem suave, rítmica, realizada na direção do fluxo linfático com o objetivo de conduzir a linfa retida no espaço intersticial em direção a corrente sanguínea. • NÃO ENVOLVE MÚSCULO.
  • 42.
    42 Drenagem Linfática Manual Técnicadestinada à melhoria das condições das funções essenciais do sistema linfático através de manobras precisas, leves, lentas, suaves e rítmicas que obedecem ao trajeto do sistema linfático superficial. Indicada em todas as situações em que ocorre estase capilar e formação de edema. Não produz vasodilatação superficial (hiperemia) e usa pressões manuais suaves e lentas (entre 30 a 40 mmHg).
  • 43.
    43 Objetivo da DLM Mantero equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais, drenando os líquidos excedentes que banham as células e evacuando os dejetos provenientes do metabolismo celular.
  • 44.
  • 45.
    45 1.Estimulam a motricidadedos linfangions; 2.Função de propulsionar a linfa; 3.Facilita a remoção do líquido e das macromoléculas do sistema intersticial; 4.Eliminação dos metabólitos.
  • 46.
  • 47.
    47 Aplicação da técnicade drenagem linfática manual na face 1. Para iniciar a drenagem linfática manual, é preciso fazer o esvaziamento dos linfonodos nas cadeias ganglionares principais, com manobras de bombeamento com cerca de cinco repetições.
  • 48.
    48 2. Os movimentosde bombeamento devem ser realizados nas seguintes regiões: • Linfonodos da fossa supra e infraclavicular. • Linfonodos cervicais. • Linfonodos submandibulares. • Linfonodos pré e retroauriculares. • Linfonodos temporais. • Linfonodos occipitais.
  • 49.
  • 50.
    50 Aplicação da técnicade drenagem linfática manual no corpo 1. Para iniciar a técnica, é importante realizar os bombeamentos com cerca de cinco repetições nas seguintes regiões: • Linfonodos supra e infraclaviculares. • Linfonodos axilares. • Linfonodos cubitais. • Linfonodo cervical. • Linfonodos inguinais. • Linfonodos axilares. • Linfonodos inguinais. • Linfonodos poplíteos. • Linfonodos maleolares. • Ducto torácico
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    55 • Posição esgrimistacom o cotovelo flexionado
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    58 Considerações/ Orientações: • Oambiente precisa favorecer o relaxamento; • O paciente precisa estar bem posicionado (podendo estar em aclive ou declive); • As manobras precisam ser leves;
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    59 Considerações/ Orientações: • Umavez iniciada, a drenagem só deve ser interrompida quando houver redução do edema; • Antes de iniciar é importante normalizar a respiração, pois favorece o retorno da linfa pelo o ducto torácico; • Ao iniciarmos a drenagem, esvaziar os linfonodos próximos a área.
  • 60.
    60 Considerações/ Orientações: • Asmãos flexíveis e acopladas à pele do paciente; • Em geral, não se utiliza o óleo na drenagem; • O ritmo e a frequência devem ser uniformes; • Cobrir o paciente.
  • 61.
    61 Recomendações da DLM DLMestética  até 3x por semana; DLM gestantes  até 3x por semana; DLM edemas até 3x por semana; DLM pré e pós-operatório até 3x por semana; Com prescrição Realizada no local acometido, por no mínimo de 30 minutos, se estender de acordo com a área afetada. DLM relaxante até 3x por semana; DLM desintoxicante até 3x por semana; Realizada por 1 hora
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    70 • O bombeamentodeve ser realizado de 5 a 7 vezes nos nodos linfáticos; • Esse protocolo deve ser realizados antes e após a drenagem linfática.
  • 71.
  • 72.
    72 Método Vodder: • MovimentosBásicos: Círculos Fixos: Com as mãos espalmadas realizam-se círculos fixos com leves trações fasciais, realizando compressão/descompressão (5 a 7 vezes). Movimento de Bombeamento: Movimentos ondulatórios com pressão decrescente, realizando o toque da região da palma da mão aos dedos (5 a 7 vezes).
  • 73.
    73 Método Vodder: • MovimentosBásicos: Movimento Doador: Manobra de arraste envolvendo as duas mãos. Enquanto a mão distal inicia o movimento pelo bordo medial, realizando a supinação da mão e pronação do ante-braço (5 a 7 vezes). A mão proximal inicia o movimento pelo bordo lateral, tracionando o fáscia e terminando o movimento pelo bordo medial (5 a 7 vezes).
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    74 DLM de MMSSMétodo Vodder: • Normalização da respiração. • Estímulo dos linfonodos axilares, trocleares anteriores, do punho e entre os dedos com bombeios (10x); • Captação da linfa com pequenos movimentos circulares e/ou com bombeio do braço em direção a axila (sempre de proximal para distal) • Captação da linfa com movimentos de bombeios do antebraço em direção aos linfonodos trocleares;  Finalização com movimentos de deslizamento e de argola desde o punho até o início do braço.  A posição da drenagem é sempre em aclive!
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Notas do Editor

  • #44 já que a linfa caminha devagar; e o sentido, pois a linfa deve ser encaminhada em direção às cadeias de linfonodos.